Jornal ADUFS nº18

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Jornal

Ano 5 Número 18 Setembro e Outubro de 2016 São Cristóvão (SE)

Gestão Unidade e Resistência 2016-2018

Docentes da UFS se manifestam por nenhum direito a menos e contra o ajuste scal Página 03

Processo eleitoral da ADUFS elege chapa 1

“UNIDADE E RESISTÊNCIA” Página 04


Jornal São Cristóvão (SE) Ano 5 Número 18 Setembro e Outubro de 2016

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EDITORIAL

A atual diretoria da ADUFS assumiu o sindicato em um dos contextos mais adversos para a classe trabalhadora brasileira, particularmente para os funcionários públicos federais. Isso porque o governo Temer, além de aprofundar os cortes de recursos para os gastos sociais que já vinham sendo praticados pelo governo anterior, ameaça a própria existência de vários serviços públicos, como é o caso da saúde e da educação.

Neste sentido, além de lutarmos para garantir nossos direitos enquanto categoria, temos que lutar, juntamente com outros trabalhadores, para que a própria universidade pública brasileira não seja literalmente desmontada, assim como as poucas instituições de ciência e tecnologia, e o sistema de saúde e previdência do país. É neste cenário que a greve geral torna-se absolutamente necessária. A celeridade e a ampla

maioria com que a PEC 241 foi aprovada na Câmara Federal demonstrou o quanto temos um Congresso descomprometido com as necessidades da população. E quando nossos representantes não nos representam, é a participação direta da população que pode mudar o rumo da história. Para a categoria docente, o s i m p a c to s i m e d i a to s d a s medidas e das mudanças de legislações que estão sendo

aprovadas no Congresso são catastróficos, e podem ser traduzidos em mais trabalho, menos direitos, salários com menor poder de compra e piores condições de trabalho. Neste contexto é que a direção do sindicato vem buscando construir a Unidade da categoria para que possamos fortalecer a Resistência a todos esses ataques.

MANIFESTO EM DEFESA DOS SERVIÇOS PÚBLICOS Abaixo a PEC 241/2016 As entidades dos Servidores Públicos, abaixo relacionadas, manifestam total repúdio à Proposta de Emenda Constitucional – PEC 241/16 encaminhada ao Congresso Nacional pelo governo de Michel Temer. Declaram que não medirão esforços para que a proposta seja rejeitada pelos deputados, pois ela representa grave ataque aos direitos sociais, atingindo principalmente os segmentos mais necessitados da população, em particular os trabalhadores e os servidores públicos dos municípios, dos estados e da união. A PEC 241 estabelece, para os próximos 20 anos, um teto para o investimento estatal limitado à despesa do ano anterior corrigida pela inflação. Assim, mesmo que o Estado aumente a arrecadação e existam recursos disponíveis, ele não pode aumentar os investimentos nas áreas sociais além do teto. Na prática, a medida confronta o princípio constitucional que vincula receitas para a educação e para a saúde e representa drástica diminuição de recursos para as políticas sociais em geral. Ao mesmo tempo em que propõe o congelamento dos investimentos sociais por 20 anos, a PEC 241 garante recursos para as “empresas estatais não dependentes” (Projeto de Lei do Senado 204/16), que fazem parte de um esquema jurídico fraudulento cuja finalidade é simplesmente transferir recursos públicos para o setor financeiro. Se aprovada, a medida trará consequências sociais desastrosas, pois incidirá de forma perversa sobre as condições de vida da maioria da população brasileira, favorecendo exclusivamente os setores que mais concentram riqueza e renda – os banqueiros, as grandes empresas, os latifundiários. Abaixo, alguns prejuízos destas medidas: - A PEC 241/16 e o PLS 204/16 atendem aos interesses dos setores mais concentrados do capital, principalmente os banqueiros e credores da dívida pública, imputando graves prejuízos ao

interesse público e à sociedade. - Pelas regras da PEC 241/16, deixariam de ser aplicados na Saúde R$ 4 bilhões em 2017 e R$ 8 bilhões em 2018. - Se a PEC estivesse vigente desde 2002, somente em 2015 a perda de investimento em Educação seria de R$ 60,7 bilhões e em Saúde seria de R$ 37,7 bilhões. - Se a PEC 241/16 estivesse em vigor desde 2003, a Saúde teria sofrido uma perda acumulada de R$ 318 bilhões até 2016. - A PEC 241/16 proíbe a realização de concursos e a contratação de novos servidores públicos para atender as demandas da população. - O IBGE estima que em 20 anos a população aumentará em cerca de 20milhões de pessoas e o número de idosos irá dobrar, o que exigirá maior investimento em saúde, ultra-passando em muito o teto estabele-cido pela PEC 241. - Estudos do próprio governo e de entidades sindicais estimam que a aplicação da PEC241 implicará, nos próximos 20 anos, em perdas da ordem de R$868 bilhões nofinanciamento da assistência social. - A PEC 241/16 junto como PLC 54 (PLP 257/16) terão impactos negativos em todo o serviço público, obrigando os municípios e estados a diminuírem gastos com áreas sociais com o fim renegociar em suas dívidas com a União. - A PEC241/16 vai incluir na Constituição Federal dispositivos que permitem desestruturar o serviço público, desmantelar a política de Saúde, de Educação, da Seguridade Social e demais direitos sociais apenas para possibilitar a destinação de mais recursos para o pagamento da dívida pública, beneficiando as elites ricas do País. Diante dos ataques descritos, o Fórum das Entidades do Serviço Público Federal (FONASEFE) e entidades estaduais e municipais conclamam a população brasileira a ocupar as ruas para impedir que estas medidas sejam aprovadas e derrotar os ataques do governo de

OS IMPACTOS DA PEC 241 EM NÚMEROS

Michel Temer contra os trabalhadores. Ao mesmo tempo, dirige-se aos deputados e senadores solicitando que votem contrário às medidas, honrando o mandato que lhe foi dado pelo povo. Outubro/2016 Entidades que assinam este Manifesto: AFALESP, ANDES-SN, ANER SINDICAL, ANFASINDICAL, APLB/BA, ASFOC-SN, ASMETRO-SN, ASPAL/SP, ASSIBGE-SN, ASSUFBA-SINDICATO, AUDITORIA CIDADÃ DA DÍVIDA, CGTB, CNTE, CNTSS, COBRAPOL, COMITÊ NACIONAL EM DEFESA DAS EMPRESAS PÚBLICAS, CONACATE, CONDSEF, CONFETAM, CSP/CONLUTAS, CSPB, CTB, CUT , FASUBRA, FEBRAJ, FEDERAÇÃO INTERESTADUAL DOS TRABALHADORES POLICIAIS CIVIS DA REGIÃO SUDESTE (FEIPOL /SE), FEDERAÇÃO NACIONAL DOS D E L E G A D O S D E P O L I C I A FEDERALFENADEPOL, FENAFIRC, FENAJUD, FENAJUFE, FENALE,

FENALEGIS, FENAMP, F E N A P E F, F E N A P R F, F E N A S E M P E , FENASPS, FENASTC, FESEMPRE, FESEP/SP, FESSP/SP, FOGEF, FORÇA SINDICAL, FTM/SP, FUPESP/SP, INTERSINDICAL, NACIONAL, NCST, PROIFES, PÚBLICA, SIMPE/RS, SIMPI-ITABUNA, SINAIT, SINAL, SINASEFFE NACIONAL, SINASEFE – FORMOSA, SINASEFE – IFMG – SINASEFE SEÇÃO LITORAL/SC, SINDALESP, SINDAP/SP, SINDER/CE, SINDICATO DOS ESCRIVÃES DE POLÍCIA DE MINAS GERAIS (SINDEP/MG), SINDICATO DOS URBANITÁRIOS DO DF STIU/DF, SINDICATO UNIÃO DOS SERVIDORES PÚBLICO JUD. DO ESTADO DE SP, SINDIFISCO, SINDIRECEITA, SINDJUFE-BA, SINDSAUDE/SC, SINDSEMP/BA, SINDSEMP/GO, SINDSEMP/GO, SINDSEMP/MA, S I N P E C P F, S I N TA J - B A , S I N TA X E D C , SINTBACEN, SINTEMA, SINTESPB, SINTIFESGO, SINTUFEPE/UFPE, SITRAMICO/RJ, UGT, UNACON – SINDICAL.

EXPEDIENTE DIRETORIA DA ADUFS-SSIND 2016/2018 – “UNIDADE E RESISTÊNCIA” Presidente: Airton Paula Souza; Vice-presidente: Acácia Maria dos Santos Melo; Secretário: Christian Jean Marie Boudou; Diretor Adm. e Financeiro: Júlio Cézar Gandarela Resende; Diretora Acad. Cultural: Roxane de Alencar Irineu; Primeira Suplente: Alessandra Alcides de Sá Santos; Segunda Suplente: Christiane Senhorinha Soares Campos; Terceiro Suplente: Elyson Ádan Nunes Carvalho

Boletim produzido pela ADUFS - Seção Sindical dos Docentes da Universidade O conteúdo dos artigos assinados é responsabilidade dos autores e não corresponde Federal de Sergipe do Sindicato Nacional dos Docentes de Instituições de Ensino necessariamente à opinião da diretoria da ADUFS. Superior. Endereço: Av. Marechal Rondon, s/n,bairro Rosa Elze, São Cristóvão - SE Contato ADUFS: Tel.: (79) 3259-2021 / E-mail: adufs@adufs.org.br / Site: www.adufs.org.br Jornalismo e fotografia: Raquel Brabec (DRT - 1517) Nº de tiragem: 1500 exemplares. Design: Fernando de Jesus Caldas


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Docentes em assembleia votam greve geral Professores reunidos em assembleia geral no dia 14/10, no auditório da ADUFS, votaram por ampla maioria pela participação na greve geral que está sendo construída pelas entidades representativas da classe trabalhadora. Também votaram o indicativo de greve geral para o dia 9 de novembro, que deverá ser um dia em que o país irá parar contra os ataques do governo, que representam um retrocesso histórico nas conquistas obtidas pelos trabalhadores. Em ambas as votações, foram 10 votos contrários e 1 abstenção. A convocação de assembleia para votar a greve geral foi um dos encaminhamentos do Setor das Instituições Federais de Ensino (Setor das Ifes) do ANDES-SN, que se reuniu nos dias 8/10 e 9/10, em Brasília, para avaliar a conjuntura e deliberar sobre as ações de mobilização para o mês de outubro. A mobilização é regida pelos seguintes eixos: “Todos às ruas rumo a Greve Geral! Contra as Reformas da Previdência, Trabalhista e o PLC 30 da Terceirização! Contra o PLC 54 (PLP 257), a PEC 241 e PL 4567! Contra o Ajuste Fiscal e pela Auditoria da Dívida Pública e redução da taxa de juros! Em defesa do Emprego! Contra a Lei da Mordaça e a Reforma do Ensino Médio!”.

O dia 9 de novembro está em construção não como uma greve só das universidades federais, mas uma greve geral em todo país. Conforme explica o informativo do ANDES-SN: “A GREVE GERAL não é a soma de várias greves e nem a greve de apenas uma categoria, mas sim a concretização da luta coletiva de todas as categorias organizadas de diversas áreas e setores (público e privado), em articulação com movimentos sociais, populares e movimento estudantil. No lugar de várias mobilizações separadas, devemos realizar uma única mobilização concentrada”. O presidente da ADUFS, prof. Airton Paula, esclareceu que um ponto central da mobilização é a luta contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, que congela os gastos no serviço público durante 20 anos. Na esfera da educação pública federal, isso significará cortes para realização de concurso público, ampliação de quadro, progredir na carreira, entre outros prejuízos. O Plenário da Câmara aprovou a PEC na noite da segunda-feira, dia 10. O prof. Alexandre Luna foi enviado a Brasília para integrar a mobilização do sindicato nacional contra a votação da PEC. Lá, ele relatou ter tido contato com

deputados e senadores para provocar um embate em relação à proposta, porém, após visitar mais de 40 gabinetes, veio a constatação que os parlamentares não tinham conhecimentos sobre o que iam votar: “Eles (os deputados) não conseguiam nos contra argumentar. Estavam despreparados!”, afirmou. Os docentes presentes da assembleia votaram uma série de ações nos encaminhamentos. Foram elas: estado de greve com instalação da assembleia geral permanente; criação do Comando Local Unificado; Dia 25 de

outubro como o Dia nacional de luta dos servidores públicos, com mobilização e paralisação, em articulação com todo o setor da Educação - público e privado -, tendo como eixo “Educação na rua contra a retirada de direitos, a Lei da mordaça e a reforma do ensino médio”; de 24 a 28 de outubro, mobilização na universidade; realização de assembleia por centro, debates, panfletagem, atos públicos, atividades que serão definidas pelo Comando Local de Mobilização; e Dia 09 de outubro indicativo de greve geral.

absurdo uma situação dessas”, afirmou. Airton explicou que, se em 2017 a universidade receber a mesma verba de 2016, corrigindo a inflação, ocorrerá um congelamento em termos reais da verba. “A universidade vai ficar financeiramente garroteada. Não vamos poder fazer progressão, promoção, não vamos poder expandir laboratórios, salas de aula, não vamos poder fazer nada. Isso tudo é o caminho para privatizar, colocar dentro da universidade as organizações sociais”. Sua fala foi reforçada pela do presidente do SINTUFS, o técnico administrativo Lucas Gama: “Nós sabemos da nocividade do PLC 54, antigo PL 257, que já está no Senado, porque ele prevê congelamento salarial, prevê suspensão de concurso público, prevê a retomada do famigerado programa de demissão voluntária, que vão impactar as universidades e também os trabalhadores. Será uma subtração dos direitos dos trabalhadores e uma aceleração da terceirização dentro das universidades”. Diante do cenário de intensificação e precarização, as categorias estão reunindo forças para uma mobilização forte. “É o momento de a gente se unir e resistir para construção de fato de uma greve geral, para barrar esse famigerado ajuste fiscal que está sendo perpetrado por esse governo ilegítimo, mas que já vinha sendo feito pelo governo anterior”, ressaltou Airton.

debates em sala de aula com os alunos usando a metodologia própria do campus, a Aprendizagem Baseada em Problema (PBL): análise acerca de uma situação problema que tratava das pautas nacionais que desencadearam a paralisação, no caso a PEC 241, o PLC 54 e o tema da Escola sem Mordaça. Após os debates, docentes, técnicos e estudantes se dirigiram para a Vi v ê n c i a e l á p u d e r a m a p r e c i a r a apresentação do grupo de dança da p r o f e s s o r a L a v í n i a Te i x e i r a , d o Departamento de Fisioterapia. Após a apresentação cultural, os presentes participaram de roda de conversa com microfone livre para expor suas impressões e reflexões sobre o dia de mobilização. Também houve distribuição do manifesto elaborado pela Comissão de Mobilização.

Entidades se manifestam em Sergipe contra perda de direitos e ajuste scal A classe trabalhadora do serviço público federal construiu no dia 29 de setembro uma mobilização unificada para barrar os ataques do governo. No Dia Nacional de Luta, Mobilização e Paralisação, convocado nacionalmente, aconteceram várias atividades conjuntas de sindicatos, centrais, movimentos sociais e estudantis para mostrar à sociedade as consequências nefastas do ajuste fiscal. A primeira atividade ocorreu às 6h, na entrada da Universidade Federal de Sergipe (UFS), um ato de bloqueio construído pela ADUFS, SINTUFS e movimentos estudantis com café da manhã, em protesto contra o ajuste fiscal, contra a PEC 241, o PLP 257 (PLC 54), contra as reformas da Previdência e Trabalhista, pela Escola sem Mordaça e pelo Fora Temer. Dando continuidade à programação do dia, os docentes, técnicos e

estudantes se dirigiram para os portões do Instituto Federal de Sergipe (IFS), às 10h, com o objetivo de incorporar a luta com as demais categorias mobilizadas, como SINASEFE e Sindipetro. De lá, todos marcharam pela Avenida Desembargador Maynard até o prédio do Ministério da Fazenda, no Centro, finalizando a marcha em um ponto simbólico referente às contas do Estado. Segundo o manifesto elaborado pela Comissão de Mobilização da ADUFS , dois projetos principais que estão tramitando no congresso irão intensificar o desmonte do serviço público, acarretando prejuízos para a classe trabalhadora e para a sociedade. São eles a PEC 241 e o PLP 257 (PLC 54), sobre os quais o presidente da ADUFS, prof. Airton Paula abordou em sua fala nesta quinta-feira: “(Esses projetos) engessam o orçamento público durante 20 anos. É um

Atividades do campus de Lagarto Paralelamente às atividades em Aracaju e São Cristóvão, no dia 29, a comunidade acadêmica de Lagarto realizou sua própria mobilização no campus prof. Antônio Garcia Filho. Iniciando a programação do dia, houve

Categorias mobilizadas O representante da CSPConlutas, Elinos Sabino, trouxe informações sobre a mobilização das categorias que participaram do dia 29 de setembro. Somaram-se à luta os petroleiros, metalúrgicos, a categoria dos bancários, todos contra o ajuste fiscal e por nenhum direito a menos. “É um dia de grande mobilização, e certamente as centrais sindicais terão a responsabilidade maior agora de agendar um calendário de construção da greve geral”, afirmou, destacando que o atual governo vem atacando ainda mais os direitos dos trabalhadores, reduzindo os gastos da união com os estados e municípios e intensificando a precarização do trabalho.


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Processo eleitoral da ADUFS elege chapa 1 “Unidade e Resistência” Nos meses de agosto e setembro, a ADUFS, seguindo seu regimento, iniciou e desenvolveu as eleições para mudança de Diretoria e Conselho de Representantes da seção sindical, que atuarão durante o biênio 2016-2018. Duas chapas concorreram no pleito: chapa 1 “Unidade e Resistência” e chapa 2 “Professores e Professoras em Movimento”. Por 336 votos, a chapa 1 ganhou as eleições para a diretoria da ADUFS. A chapa 2 recebeu 221 votos dos professores sindicalizados. Após o período de recurso e homologação final, a nova diretoria tomou posse no dia 19/09, em

cerimônia que ocorreu no auditório da ADUFS. As eleições ocorreram nos dias 12 e 13 de setembro, com urnas instaladas em todos os campi da UFS. Antes, porém, as chapas viajaram por todos os campi da universidade para dialogar com a comunidade acadêmica do interior do Estado, entender as necessidades de cada local e mostrar suas propostas de trabalho. Ocorreram debates nos campi de Itabaiana e São Cristóvão, nos dias 01/09 e 09/09, respectivamente. Dados das eleições 572 votantes compareceram à

eleição, ou seja, 40,45% dos professores exerceram o direito de escolher a nova gestão da sua seção sindical. Desses, 58,9% votou na Chapa 1, num total de 336 votos válidos, e 38,8% votou na Chapa 2, que recebeu 221 votos válidos. Foram 4 votos brancos (0,7%) e 9 votos nulos (1,6%), totalizando 570 votos, dentro da margem de erro de 2%, que havia sido previamente acordado entre a Comissão Eleitoral e as chapas presentes antes da apuração. A apuração para o Conselho de Representantes da ADUFS foi: Categoria Docente - Elmer Nascimento Matos (Membro Titular) e Paulo Sérgio Sousa

Apuração dos resultados

Dia da eleição em São Cristóvão

Ferreira (Membro Suplente), 458 votos válidos, 89 votos brancos e 25 votos nulos; Categoria Docente Titular: David Soares Pinto Júnior (Membro Titular) e Antonio Ponciano Bezerra (Membro Suplente), 9 votos válidos e 1 voto nulo; Colégio de Aplicação - Jailton de Jesus Costa (Membro Titular) e Silaine Maria Gomes Borges (Membro Suplente), 31 votos válidos, 1 voto branco e 3 votos nulos; Campus de Itabaiana - Marleide Maria Santos Sérgio (Membro Titular) e Josefa de Lisboa Santos (Membro Suplente), 38 votos válidos, 4 votos brancos e 1 voto nulo; Campus de Lagarto - Marcela Ralim de C. Déda Costa (Membro Titular) e Ricardo Góes de Aguiar (Membro Suplente), 28 votos válidos e 1 voto branco; CCSA, Campus de São Cristovão César Ricardo Siqueira Bolano (Membro Titular) e Verlane Aragão Santos (Membro Suplente), 57 votos válidos, 8 votos brancos e 2 votos nulos; CCBS, Campus de São Cristovão - Alexandre Luna Cândido (Membro Titular) e Anderson Carlos Maçal (Membro Suplente), 95 votos válidos, 9 votos brancos e 1 voto nulo. O procedimento adotado para contagem dos votos foi o seguinte: contagem de votantes nas listas de cada seção eleitoral, seguida da conferência dos votantes em trânsito ocorridos na Seção Eleitoral do Campus São Cristóvão; separação das cédulas; contagem das cédulas; conferência do número de votantes com o número de cédulas total obtidos em cada seção eleitoral; e relato das ocorrências e resolução caso a caso. Todo o processo foi acompanhado com a fiscalização de um representante de cada chapa.

Debate em Itabaiana

Debate em São Cristóvão

ADUFS empossa nova gestão

Após dois anos de atividades combativas para refrear os ataques à educação pública, a gestão “ADUFS de luta e pela base” se despediu da seção sindical, em uma cerimônia marcante que aconteceu no dia 19/09, às 19h, no auditório da ADUFS. No seu lugar, entram os integrantes da nova diretoria “Unidade e Resistência”, que assumirá os trabalhos pelo período de 2016 até 2018. A cerimônia de posse foi a ocasião também do lançamento do volume 22 da Revista Candeeiro, periódico de cunho político e sindical produzido a partir da colaboração de professores da UFS e de

fora do Estado. Nesta edição, a revista traz artigos, ensaio, resenha, cordel, entre outros, com temas pertinentes para a categoria e a sociedade. Em seu discurso de encerramento, o prof. Jailton Costa, ex-presidente da ADUFS, fez os agradecimentos a todos que colaboraram nos trabalhos da seção sindical. “O exercício da presidência foi muito enriquecedor. Tive ao meu lado professores e professoras da mais alta qualidade, verdadeiras pedras preciosas, e foi somente por isso que a gestão aconteceu. Os méritos

atribuídos à gestão são consequência de um trabalho em equipe”, afirmou. De 2014 a 2016, a ADUFS e seus sindicalizados viveram diversas conquistas. Foi durante esse período que a categoria recebeu os pagamentos do processo dos 3,17% e que começou a implantação do processo da Estatuinte da UFS. Além disso, os professores tiveram oportunidade de participar de um curso de formação sindical realizado pela própria ADUFS. Foram inúmeros atos, participação em encontros, congressos, jornadas de luta, uma série de atividades que, diante da indiferença do governo em atender as reivindicações mínimas da categoria, culminaram na mais longa greve da história do sindicato dos docentes. Ela foi deflagrada em 25 de maio de 2015, por 146 votos a favor, 28 contrários e 3 abstenções. A greve teve duração de 139 dias e conquistou o atendimento de reinvindicações locais e nacionais. Por outro lado, nesse mesmo período, a onda do ajuste fiscal atingiu toda a classe trabalhadora, acompanhada de medidas oriundas do governo federal que intensificaram a precarização do trabalho

docente. Os professores da UFS presenciaram a redução no orçamento da universidade refletindo no dia a dia da sala de aula, da pesquisa e da extensão. Em 2016, projetos que estão tramitando no congresso anunciam um golpe duro para os direitos dos trabalhadores do serviço público, e é esse o desafio que a gestão Unidade e Resistência terá que enfrentar. O prof. Airton Souza, presidente da ADUFS, abordou essas questões em seu discurso de posse, trazendo os alicerces da nova gestão, entre eles: reorganização do sindicato que inclui reativação dos grupos de trabalho e do Conselho de Representantes, construção de um plano de comunicação mais ágil e a reforma do regimento da ADUFS. Localmente, a gestão assumirá a luta pela concretização da Estatuinte, por maior transparência universitária e melhores condições de trabalho. “Propomos a unidade de todos os fatores que fazem a defesa dos interesses e direitos da classe trabalhadora em geral e da categoria docente em particular, para assim podermos organizar e tornar efetiva a resistência. Por isso nos chamamos Unidade e Resistência”, destacou no discurso.

DIRETORIA DA ADUFS-SSIND 2016/2018 –

“UNIDADE E RESISTÊNCIA”

Presidente: Airton Paula Souza Vice-presidente: Acácia Maria dos Santos Melo Secretário: Christian Jean Marie Boudou

Diretor Adm. e Financeiro: Júlio Cézar Gandarela Resende Diretora Acad. Cultural: Roxane de Alencar Irineu Primeira Suplente: Alessandra Alcides de Sá Santos

Conselho de Representantes Categoria Docente: Elmer Nascimento Matos (Membro Titular) e Paulo Sérgio Sousa Ferreira (Membro Suplente) Categoria Docente Titular: David Soares Pinto Júnior (Membro Titular) e Antonio Ponciano Bezerra (Membro Suplente) Campus de São Cristovão, CCBS: Alexandre Luna Cândido (Membro Titular) e Anderson Carlos Maçal (Membro Suplente). Campus de São Cristovão, CCSA: César Ricardo Siqueira Bolano

Segunda Suplente: Christiane Senhorinha Soares Campos Terceiro Suplente: Elyson Ádan Nunes Carvalho

(Membro Titular) e Verlane Aragão Santos (Membro Suplente) Colégio de Aplicação: Jailton de Jesus Costa (Membro Titular) e Silaine Maria Gomes Borges (Membro Suplente) Campus de Itabaiana: Marleide Maria Santos Sérgio (Membro Titular) e Josefa de Lisboa Santos (Membro Suplente) Campus de Lagarto: Marcela Ralim de C. Déda Costa (Membro Titular) e Ricardo Góes de Aguiar (Membro Suplente)


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