Itinerários de Lisboa

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ITINE RÁRIOS LISBOA 1


ÍNDICE VISITA DO MÊS Lisboa de Almada Negreiros Lisboa Ribeirinha Lisboa dos Prémios Valmor Lisboa Manuelina Lisboa de Porfírio Pardal Monteiro José Saramago e O ano da morte de Ricardo Reis Maçonaria em Lisboa As quintas de Benfica De São Sebastião da Pedreira ao Largo do Andaluz À volta do Paço do Lumiar

ITINERÁRIOS DE LISBOA 1 1 2 2 3 3 4 4 5 5 6

HISTÓRIAS DA CIDADE O Aqueduto das Águas Livres e os Chafarizes de Lisboa O Bairro de Campo de Ourique O Bairro da Lapa Carnide Antigo Do Castelo ao Chafariz A Colina de Santana: História e Ciência Lisboa dos Aguadeiros Lisboa Hebraica Lisboa Romana Lisboa do Santo Condestável Machado de Castro e a Estátua Equestre de D. José I PISAL No rasto de um atentado O Regicídio de 1908 Os Três Tiros que Abalaram a Monarquia

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ESCRITORES DA CIDADE Lisboa de Camões Lisboa de Cesário Verde Lisboa de Eça de Queirós Lisboa de Fernando Pessoa José Saramago e o Memorial do Convento

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EFEMÉRIDES 100 Anos da I Guerra Mundial Jornadas Europeias do Património O Natal em Lisboa Os Presépios e o Natal Dia dos Namorados Dia Internacional dos Monumentos e Sítios 25 de Abril Lisboa em Festa Rota do Fado na Mouraria, Madragoa e Alfama

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CALENDÁRIO

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De há 11 anos a esta parte, o programa de itinerários da Câmara Municipal de Lisboa percorre as ruas da cidade, mostrando o seu riquíssimo património, revelando a sua história, os episódios marcantes e destacando os seus protagonistas. Nos próximos meses, entre setembro de 2013 e julho de 2014, cerca de 50 percursos propõem igual número de olhares sobre Lisboa. A oferta estrutura-se, como habitualmente, em três núcleos – HISTÓRIAS DA CIDADE, ESCRITORES DA CIDADE e EFEMÉRIDES - com uma novidade: a VISITA DO MÊS, que acrescenta mensalmente uma nova proposta ao catálogo. Aceite o convite e venha descobrir a cidade pelo seu próprio pé.

INFORMAÇÕES Participar nos Itinerários de Lisboa Os Itinerários de Lisboa realizam-se de terça a sábado (terça a sexta, 10h; sábado, 11h), têm uma duração média de 2 horas e realizam-se com um mínimo de 10 pessoas e um máximo de 30. É necessária marcação prévia. Como marcar As marcações podem ser feitas: Presencialmente: Nas instalações da Direção Municipal de Cultura, no Palácio do Machadinho, Rua do Machadinho, 20. De segunda a sexta-feira, das 10h às 17h. Por telefone e mail: 218 170 900 / lisboa.cultural@cm-lisboa.pt Tabela de Preços Bilhete simples | € 3.69 Bilhete Duplo | € 6.15 Voucher 10 Visitas | € 24.60 IVA incluído

Como efetuar o pagamento Presencialmente: Nas instalações da Direção Municipal de Cultura, no Palácio do Machadinho, Rua do Machadinho, 20. De segunda a sexta-feira, das 10h às 17h. Por transferência bancária: Solicitando NIB pelo telefone 218 170 900 ou por email: lisboa.cultural@cm-lisboa.pt Mais informações em itinerariosdelisboa.blogspot.pt


SETEMBRO ESCRITORES DA CIDADE

VISITA DO MÊS

A cada mês, uma nova visita é acrescentada ao programa, alargando o leque de possibilidade de descoberta da cidade. Obras literárias, eixos urbanos, bairros antigos, arquitetura ou episódios da história da cidade são alguns dos motes.

LISBOA DE ALMADA NEGREIROS

18, 26 SET; 23 OUT; 5, 28 NOV; 9, 11 JAN; 6 FEV; 13 MAR; 29 ABR; 29 MAI; 10 JUL José Sobral de Almada Negreiros (S. Tomé e Príncipe, 7 de abril 1893 - Lisboa, 15 de junho 1970) foi pintor, escritor, poeta, ensaísta, dramaturgo, romancista. Ficou ligado ao movimento modernista português quando, em 1915, integrado no grupo Orpheu, centrou a sua polémica ideológica numa crítica cerrada a uma geração e a um país que se deixava representar por Júlio Dantas. Cultor da novidade e da provocação, em demanda de “uma pátria portuguesa do século XX”, colaborou nas revistas de vanguarda. Mostrando-se convicto de que “Portugal há-de abrir os olhos um dia”, lançou em 1917 um Ultimatum Futurista às Gerações Portuguesas do Século XX, precavendo-as contra a “decadência nacional”. Artisticamente ativo ao longo de toda a vida, o seu valor foi reconhecido por inúmeros prémios.

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OUTUBRO

NOVEMBRO

HISTÓRIAS DA CIDADE

HISTÓRIAS DA CIDADE

LISBOA RIBEIRINHA

LISBOA DOS PRÉMIOS VALMOR

1, 9, 15, 23, 29 OUT; 26 NOV; 5, 22 FEV; 11 MAR; 20 MAI; 28 JUN

7, 13, 20 NOV; 14, 18 JAN; 12 MAR; 11 ABR; 7 MAI; 26 JUN

Os Descobrimentos trouxeram a Portugal grandes riquezas obtidas sobretudo do comércio marítimo. Lisboa centralizava o funcionamento dessa atividade e, desde então, a margem do Tejo foi o ponto fulcral de todas as transações e da respetiva regulamentação das mesmas. A Junta do Comércio foi uma das instituições que mais contribuiu para a nova Lisboa, renascida após o terramoto. Percurso entre a Praça do Comércio e Alfama.

Em 1878, Fausto de Queirós Guedes, 2º Visconde de Valmor, deixou expresso no seu testamento o desejo de destinar uma verba para premiar uma obra de arquitetura em Lisboa. Nasceu, desta forma, o Prémio Valmor de Arquitetura, entregue a um arquiteto por decisão de um júri composto por três membros. Na antiga Avenida Ressano Garcia, atual Avenida da República, encontram-se algumas das mais significativas construções premiadas. Um itinerário que se inicia na Praça Duque de Saldanha e que percorre edifícios, moradias, cafés e livrarias.

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JANEIRO

FEVEREIRO

HISTÓRIAS DA CIDADE

HISTÓRIAS DA CIDADE

LISBOA MANUELINA

LISBOA DE PORFÍRIO PARDAL MONTEIRO

8, 15, 21, 29 JAN; 5, 19, MAR; 10, 12 ABR; 25 JUN

5, 18 FEV; 5, 22 MAR; 22 ABR; 16 MAI; 8 JUL

No reinado de D. Manuel I (1495-1521), Lisboa prosperava com a epopeia dos Descobrimentos. O crescimento económico era acompanhado por uma expansão urbanística, surgindo novos bairros, ruas e edifícios. Em Belém encontram-se os mais importantes marcos deste período: o Mosteiro dos Jerónimos e a Torre de Belém. Um percurso pela história e monumentos desta zona.

Arquiteto notável, Porfírio Pardal Monteiro (Pero Pinheiro, 1897 - Lisboa, 1957) foi aluno de José Luís Monteiro, trabalhou no ateliê de Miguel Ventura Terra e lecionou no Instituto Superior Técnico. É considerado o primeiro modernista português, impulsionador de uma verdadeira revolução no panorama arquitetónico nacional. Ao longo da sua carreira foi agraciado com cinco Prémios Valmor e um Prémio Municipal de Arquitetura. Deixou uma vasta obra em Lisboa, revisitada neste percurso que passa, entre outros, pelo edifício do Instituto Nacional de Estatística e pela Igreja de Nossa Senhora de Fátima.

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MARÇO

ABRIL

ESCRITORES DA CIDADE

HISTÓRIAS DA CIDADE

JOSÉ SARAMAGO E O ANO DA MORTE DE RICARDO REIS

MAÇONARIA EM LISBOA

6, 8, 20 MAR; 11 ABR; 27 MAI; 8 JUL

2, 5, 9, 10, 30 ABR; 28 MAI; 1 JUL

O romance O ano da morte de Ricardo Reis recria a biografia do mais clássico heterónimo de Fernando Pessoa, o horaciano Ricardo Reis. A narrativa desenrola-se a partir do seu regresso a Portugal, que Saramago retrata através de um conjunto de vivências, como o envolvimento amoroso com Lídia e Marcenda, ou o convívio com o falecido Fernando Pessoa, que o visita por diversas vezes. Entrando no jogo literário de Fernando Pessoa, José Saramago estabelece o ano de 1936 como o ano da morte de Ricardo Reis. Um ano de grande impacto político na Península Ibérica, com a consolidação de Salazar e do Estado Novo em Portugal e o início da Guerra Civil em Espanha.

A Maçonaria é uma das mais comentadas, respeitadas, atacadas e polémicas ordens iniciáticas da História. As suas próprias origens geram controvérsia, mas o papel decisivo que desempenhou em acontecimentos marcantes na Europa e, em particular em Portugal, está amplamente documentado. Este itinerário pretende revisitar alguns factos conhecidos pelos não iniciados e a simbologia maçónica mais ou menos visível em Lisboa.

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MAIO

JUNHO

HISTÓRIAS DA CIDADE

HISTÓRIAS DA CIDADE

QUINTAS DE BENFICA

DE SÃO SEBASTIÃO DA PEDREIRA AO LARGO DO ANDALUZ

6, 14, 22, 28 MAI

4, 24 JUN; 2 JUL

Pela beleza da sua paisagem, a zona de Benfica foi em tempos procurada pela aristocracia como estância de veraneio. Ao longo dos séculos XIX e XX viria a sofrer grandes transformações em virtude da expansão urbanística da cidade. Contudo, a sul da linha férrea, Benfica conserva um característico conjunto de edifícios classificados que recordam a sua antiga feição. Integrado num ambiente único pela proximidade de Monsanto, de quintas e palácios, evoca-se neste percurso São Domingos de Benfica que Frei Luís de Sousa descreveu.

Lisboa foi, desde tempos remotos, ameaçada por surtos e epidemias de peste, devido às más condições de salubridade. Para se protegerem do mal, os crentes invocavam a proteção de São Sebastião, o padroeiro das doenças. Em 1590, há registo da existência de uma ermida no largo de São Sebastião da Pedreira, onde aos domingos, os fiéis acorriam para agradecer e ouvir a missa. A evocação desta memória é o pretexto para um percurso que revela antigos palácios e conventos.

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JULHO ESCRITORES DA CIDADE

HISTÓRIAS DA CIDADE

À VOLTA DO PAÇO DO LUMIAR

1, 3, 9 JUL

Lugar de conventos e romarias, o Paço do Lumiar deve o seu nome aos Paços do Infante Afonso Sanches, filho natural de D. Dinis. No século XVIII era descrito como “um sítio de nobres quintas, olivais e vinhas” onde abundavam vinho, trigo, cevada e azeite. Após a sua integração na área urbana, o Paço do Lumiar manteve a sua feição rural para o que contribuiram as muitas quintas ainda existentes. Um percurso pelo núcleo antigo do Lumiar, pelas suas ruas, quintas e palácios.

Elaborados a partir de temas como Lisboa dos Aguadeiros, Lisboa Romana, ou No Rasto de um Atentado, entre tantos outros, os Itinerários de Lisboa contam a História e estórias da cidade, percorrem a sua vida quotidiana, o património edificado, as ruas e paisagens urbanas.

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HISTÓRIAS DA CIDADE

O AQUEDUTO DAS ÁGUAS LIVRES E OS CHAFARIZES DE LISBOA

O BAIRRO DE CAMPO DE OURIQUE

10, 14 SET; 8, 25 OUT; 16 JAN; 7 MAR; 3, 29 ABR; 13 MAI; 11 JUL

25 SET; 31 OUT; 21 NOV; 8, 29 JAN; 7, 27 MAR; 14 MAI; 25 JUN

Em 1731, de forma a responder ao problema da escassez de água em Lisboa, o rei D. João V decretou a construção do Aqueduto das Águas Livres, uma obra pública e monumental que implicou a construção de chafarizes, reveladores de novas praças e largos na cidade. Um itinerário a começar na Mãe de Água das Amoreiras e a terminar no Chafariz da Esperança.

Antes do grande terramoto de 1755 a zona onde se viria a erguer o bairro de Campo de Ourique era um extenso planalto limitado por duas ribeiras que, na sua descida para o Tejo, formaram os vales de Alcântara e de São Bento. Logo após o sismo, foi um local procurado como refúgio por muitos desalojados. O bairro nasceu no século XIX, impulsionado pelo desenvolvimento económico da Regeneração. Um itinerário que parte da Igreja do Santo Condestável mostrando o património, ruas, lojas e jardins de Campo de Ourique.

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HISTÓRIAS DA CIDADE

Fotografia Junta de Freguesia de Carnide

O BAIRRO DA LAPA

CARNIDE ANTIGO

25 SET; 2, 17, 30 OUT; 10, 30 JAN; 20 FEV; 18 MAR; 24 ABR; 21, 24 MAI

12 SET; 22, 26 OUT; 22 NOV; 28 JAN; 1 ABR; 27 MAI

Após o terramoto de 1755, nasceu um novo bairro em terras de “Buenos Aires” que pertenciam à Casa do Infantado. Para aqui fugiram muitos dos lisboetas que escaparam à fúria da destruição e dos escombros do sismo. Ficou conhecido como o bairro da Lapa, devido a uma evocação de Nossa Senhora, cuja ermida já existia. Uma zona simultaneamente popular e aristocrata, a conhecer num itinerário que percorre os principais palácios, ruas e capelas, a começar na Basílica da Estrela.

O culto e a devoção a Nossa Senhora da Luz, iniciados em 1463, trouxeram a Carnide, zona de quintas e solares, o desenvolvimento e o povoamento. Neste percurso, com início no Largo da Luz, percorrem-se as ruas, largos e conhecem-se os principais monumentos desta zona histórica.

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DO CASTELO AO CHAFARIZ

A COLINA DE SANTANA: HISTÓRIA E CIÊNCIA

9 OUT; 26 NOV

20 SET; 11 OUT; 5 NOV; 22 JAN; 26 FEV; 28 MAR; 30 MAI

A avaliar pelos vestígios arqueológicos aí encontrados, a colina do Castelo foi a primeira a ser habitada. Banhada pelas águas do Tejo, porto de paragem para fenícios, cartagineses, romanos, mouros e cristãos, guarda nas suas ruas e becos sinuosos uma parte significativa da história de Lisboa. O Castelo que a encima, devotado a São Jorge pelo rei D. João I, foi durante séculos o último reduto defensivo da cidade fortificada. Este percurso permite descobrir a história, mas também paisagens urbanas e cenários naturais extraordinários.

Antigo açougue, a colina de Santana, também chamada de Campo do Curral, foi considerada um arrabalde da cidade até 1564, data em que a freguesia foi criada e tomou o nome de Santana (atual freguesia de Arroios), devido ao convento da mesma evocação. Afamada pelos bons ares e pela existência de residências senhoriais, no século XIX emergiu como local privilegiado para o desenvolvimento da ciência, da investigação e da Medicina. Um itinerário que dá a conhecer palácios, conventos e hospitais.

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HISTÓRIAS DA CIDADE

LISBOA DOS AGUADEIROS

LISBOA HEBRAICA

19 SET; 29 OUT; 14 NOV; 27 FEV; 25 MAR

17 SET; 3, 24 OUT; 6, 9, 29 NOV; 23 JAN; 25 FEV; 14 MAR; 4 ABR; 8 MAI; 5 JUN

Galegos na sua maioria, os aguadeiros de Lisboa escolheram a Bica para viver pela abundância de nascentes naturais, a matéria-prima do seu sustento. Este percurso lembra a história e a marca que deixaram na cidade e percorre o interior do bairro da Bica, passando pelos belos panoramas de Santa Catarina e desembocando no bairro setecentista de São Paulo.

A presença judaica em Lisboa é anterior à reconquista da cidade por D. Afonso Henriques. Das três principais judiarias resta apenas um vestígio toponímico: a Rua da Judiaria, em Alfama, situada junto da Torre de S. Pedro e da Igreja da mesma invocação. Teria sido fundada no reinado de D. Pedro ou D. Fernando. Este percurso relembra a presença hebraica e a sua importância no desenvolvimento da cidade, os locais das antigas judiarias e o modo de vida no interior desses bairros.

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Museu do Teatro Romano

LISBOA ROMANA

LISBOA DO SANTO CONDESTÁVEL

11 SET; 3 OUT; 6, 28 NOV; 21 JAN; 25 FEV; 19 MAR; 6 MAI; 3 JUN; 3 JUL

19 SET; 17OUT; 12, 14, 23 NOV; 4, 27 FEV; 25 MAR; 8 MAI; 5 JUN; 9 JUL

Lisboa foi integrada no mundo romano em 138 a.C. por Décimo Júnio Bruto. Nessa altura, o antigo povoado, ocupado desde a pré-história, sofre algumas transformações, sendo a militarização da zona do castelo uma das mais significativas. Sob o domínio de Augusto, a cidade adquire um novo estatuto e importância, recebendo a designação de Felicitas Iulia Olisipo e tornando-se um município de cidadãos romanos, sendo dotada de edifícios públicos, como as Termas dos Cássios e o Teatro Romano. Este percurso propõe a descoberta dos monumentos e vestígios que chegaram aos nossos dias.

Nuno Álvares Pereira, apelidado pelos seus contemporâneos de Santo Condestável, é uma figura ímpar da história medieval portuguesa. Guerreiro, político e homem da Igreja, acompanhou os desenvolvimentos da crise de 1383/1385, a subida ao poder do Mestre de Avis, D. João I e as batalhas pela independência nacional. Percurso pelos locais onde deixou marca, desde o início da sua vida pública, até à reclusão voluntária no Convento do Carmo.

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HISTÓRIAS DA CIDADE

PISAL

MACHADO DE CASTRO E A ESTÁTUA EQUESTRE DE D. JOSÉ I

O PISAL, programa municipal de investigação e salvaguarda do azulejo de Lisboa, surgiu da necessidade de preservar o azulejo existente em espaço público. No âmbito deste programa definiram-se quatro percursos em quatro bairros da cidade.

15 OUT; 15 NOV; 15, 23 JAN; 4, 8, 19 FEV; 20 MAR; 8, 30 ABR; 22 MAI

Em 1770, o escultor Joaquim Machado de Castro ganhou o concurso para conceber a estátua equestre dedicada ao rei D. José I, destinada a coroar a Praça do Comércio. O projeto integrado na praça e já planeado pelo arquiteto Eugénio dos Santos era agora retomado pelo escultor. A estátua partiu da Fundição de Cima (Santa Engrácia), a 22 de maio de 1775, numa zorra - sistema de transporte desenhado para o efeito pelo fundidor Bartolomeu da Costa – e passou pelas Tercenas, Terreiro do Trigo, Chafariz d’ El Rei e Rua da Alfândega, chegando ao Terreiro do Paço quatro dias depois. Esse percurso é recriado nesta visita.

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A AZULEJARIA NO BAIRRO ALTO 21 MAR; 27 JUN O Bairro Alto sobreviveu praticamente incólume ao sismo de 1755 e as intervenções arquitetónicas da reconstrução pombalina concentraram-se nas ruas periféricas. Itinerário que percorre as transformações ocorridas aproximadamente 100 anos depois do terramoto, quando as arquiteturas se engalanam de azulejo e a prostituição floresce.

COLINA DO CASTELO ENTRE SANTOS, VIRGENS E BURGUESES

MADRAGOA – DO LUGAR E DAS SUAS GENTES, DOS AZULEJOS E DAS VARINAS 25 SET; 23 OUT; 27 NOV; 26 MAR; 23 ABR; 28 MAI; 25 JUN | 10H30 No casario da Madragoa, a decoração de azulejos usada nas fachadas ao longo do século XIX materializou o contraste com o traje negro e pesado da varina da cidade. Um percurso pelos azulejos singulares deste bairro.

SÃO PAULO AZULEJO PUBLICITÁRIO 18 MAR; 15 ABR; 20 MAI; 17 JUN | 10H30

27 SET; 22 OUT; 29 NOV; 28 MAR; 24 ABR; 30 MAI; 27 JUN | 10H30 Percurso pelos registos de azulejos, com os seus santos e virgens, e pelos azulejos de fachada do mais antigo bairro da cidade.

Na zona de São Paulo, a presença gráfica do azulejo tem um significativo impacto visual. Esta rota dá a conhecer os azulejos publicitários aí existentes, revelando de que modo as formas e expressões visuais das diferentes atividades económicas contribuíram para criar um espírito do lugar.

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HISTÓRIAS DA CIDADE

NO RASTO DE UM ATENTADO

O REGICÍDIO DE 1908: OS TRÊS TIROS QUE ABALARAM A MONARQUIA

1, 18, 31 OUT; 12, 20 NOV; 19 FEV; 11, 27 MAR; 23 ABR; 20 MAI; 3 JUN

20 SET; 18 OUT; 15 NOV; 13 DEZ; 17 JAN; 14 FEV; 14 MAR; 11 ABR; 16 MAI; 20 JUN; 18 JUL | 14H30-17H

Na noite de 3 de setembro de 1758, o rei D. José I sofreu um atentado quando viajava incógnito numa carruagem nos arredores de Lisboa. Reza a história que regressava à Real Barraca na Ajuda, depois de um encontro com a amante, a “marquesinha” Távora, D. Teresa Leonor. O incidente foi o pretexto para que o seu ministro, o Marquês de Pombal, desencadeasse uma implacável perseguição aos inimigos do seu governo: a aristocracia e os jesuítas. Ao atentado contra o rei, seguiu-se o famoso e trágico Processo dos Távoras, onde os supostos culpados e inocentes, foram barbaramente martirizados no cadafalso em Belém.

No dia 1 de fevereiro de 1908, D. Carlos I, a Rainha D. Amélia e o Príncipe Luís Filipe regressavam a Lisboa vindos de Vila Viçosa. Apesar da crescente tensão que se vivia na cidade, o monarca decidiu prosseguir viagem numa carruagem aberta, com escolta reduzida. O ataque de que foram alvo resultou na morte do rei e do herdeiro da coroa. Este itinerário relembra um dos episódios mais marcantes da história nacional, percorrendo os locais de memória que lhe estão associados.

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ESCRITORES DA CIDADE

LISBOA DE CAMÕES

Percursos que acompanham a vida e obra de autores como Luís de Camões, Cesário Verde ou Eça de Queirós, conduzindo-o à descoberta de locais como o Martinho da Arcada, onde Fernando Pessoa tomou o seu último café, ou o Largo Barão Quintela, onde se ergue a estátua de José Maria de Eça de Queirós.

12 SET; 30 OUT; 19 NOV; 14 JAN; 26 FEV; 1 ABR; 7 MAI; 24 JUN

Luís de Camões terá nascido em Lisboa em data incerta (1524 ou 1525). Nesta cidade frequentou a corte e viveu uma vida boémia. Foi aqui que, muito provavelmente, iniciou a escrita de Os Lusíadas, obra maior da literatura nacional que relata a epopeia dos Descobrimentos e os feitos heroicos dos portugueses. Este percurso revela alguns dos locais associados à sua vida e obra, iniciando-se na Praça Luís de Camões e terminando no Pátio do Tronco.

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ESCRITORES DA CIDADE

LISBOA DE CESÁRIO VERDE

LISBOA DE EÇA DE QUEIRÓS

10 SET; 10 OUT; 13 NOV; 22 JAN; 20 FEV; 9 ABR; 10 MAI; 26 JUN

8 OUT; 7 NOV; 16 JAN; 18 FEV; 3 ABR; 13 MAI; 4 JUN

Apesar das escassas três décadas de vida, Cesário Verde é tido como o principal representante da poesia realista em Portugal. Não obstante as suas origens - nasceu numa família da média-alta burguesia - o autor foi dos primeiros a descrever as condições de vida dos seus contemporâneos menos favorecidos. O percurso acompanha os principais desenvolvimentos da história portuguesa da época em que viveu (segunda metade do século XIX), e percorre os locais da Baixa lisboeta frequentados pelo poeta.

José Maria de Eça de Queirós nasceu em 1845, na Póvoa de Varzim, e morreu em 1900, em Paris. Tendo ingressado na carreira diplomática, viveu largos anos afastado do país. A distância, contudo, não impediu um conhecimento profundo de Portugal, dos seus conterrâneos, de Lisboa e da sua vida mundana, notavelmente retratada em obras como A Tragédia da Rua das Flores, O Primo Basílio ou Os Maias. O itinerário percorre a Lisboa de fim de século, da Rua da Escola Politécnica até ao Largo Barão Quintela, onde se ergue a estátua do escritor.

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LISBOA DE FERNANDO PESSOA

JOSÉ SARAMAGO E O MEMORIAL DO CONVENTO

24 SET; 16 OUT; 21 NOV; 28 JAN; 26 MAR; 16 ABR; 15 MAI; 17 JUN

2, 19, 25 OUT; 30 JAN; 18 MAR; 21 MAI; 2 JUL

Fernando Pessoa passou praticamente toda a sua vida adulta em Lisboa, frequentando os cafés, restaurantes, teatros, tertúlias. Este percurso segue os passos do poeta, desde o Largo de São Carlos, onde nasceu, até ao Martinho da Arcada, onde tomou o seu último café. Guiados pela obra, pelos amigos e pelos seus locais de eleição, traça-se um itinerário literário e artístico da cidade.

Em 1982, José Saramago publicava Memorial do Convento, uma das suas mais aclamadas obras. Romance histórico, ambientado no reinado de D. João V (1689-1750), evoca no título e na narrativa a grande empreitada da construção do Convento de Mafra. A Lisboa aí descrita e os inesquecíveis Baltasar e Blimunda são os guias deste percurso literário com início no Largo de São Domingos e término na Casa dos Bicos.

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100 ANOS DA I GUERRA MUNDIAL

EFEMÉRIDES

Arquivo Fotográfico CML

LISBOA NO TEMPO DA I GUERRA

Percursos criados a partir de datas que merecem destaque na história e na vida da cidade de Lisboa.

7, 13, 26 MAR

A I Grande Guerra teve início em junho de 1914, mas só em março de 1916 a Alemanha declarou guerra a Portugal. Lisboa vivia, nessa época, os tempos conturbados da I República. A par da agitação social, política e económica, surgem os primeiros clubes noturnos, como o Bristol. Um itinerário com início no Monumento dos Combatentes da Grande Guerra e término no Terreiro do Paço.

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JORNADAS EUROPEIAS DO PATRIMÓNIO

NATAL

As Jornadas Europeias do Património são uma iniciativa anual do Conselho da Europa e da União Europeia que têm como objetivo sensibilizar os cidadãos para a importância da salvaguarda do Património. Para 2013 o tema proposto para a celebração desta efeméride é Património / Lugares.

O NATAL EM LISBOA

LISBOA DO FADO EM ALFAMA

As vivências natalícias na cidade de Lisboa: desde a tradição do bolo-rei, ao comércio, à origem do culto do presépio e da árvore de natal, passando pela iluminação na Baixa. Um percurso com início no Largo do Chiado e término na Praça da Figueira.

21 SET

10 DEZ

A COLINA DE SANTANA 22 SET

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NATAL: PRESÉPIOS EM LISBOA

Em Portugal, o culto do presépio terá surgido entre os séculos XVII e XVIII, sendo vários os escultores conceituados que, desde então, conceberam figuras para a encenação da Natividade. Os presépios portugueses possuem um valor iconográfico e etnográfico indiscutível, pela particularidade de incluírem figuras populares como o moleiro, a lavadeira, o pastor ou o padre.

MUSEU NACIONAL DO AZULEJO

BASÍLICA DA ESTRELA

BASÍLICA DOS MÁRTIRES

3 DEZ

6 DEZ

Um dos mais espetaculares presépios setecentistas portugueses, moldado por Machado de Castro.

Datado do século XVIII, são-lhe apontadas influências da tradição presepista do norte do país.

IGREJA NOSSA SENHORA DA ANUNCIADA

MUSEU NACIONAL DE ARTE ANTIGA

4 DEZ

11 DEZ

Obra fundamental para o conhecimento dos presépios feitos em Lisboa desde final do século XVII.

A Natividade é o tema desta visita que, para além dos presépios do Convento das Necessidades e dos Marqueses de Belas, percorre obras de pintura e escultura do Museu.

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5 DEZ Magnífico conjunto escultórico de 42 figuras, de meados do século XVIII, atribuído a Dionísio e António Ferreira.


DIA DOS NAMORADOS

A FLOR DA MURTA IGREJA NOSSA SENHORA DO MONTE E D. JOÃO V 12 DEZ

11 FEV

Inclui figuras realizadas em diferentes épocas. O presépio original, da 1ª metade do século XVIII, é atribuído a António Ferreira.

Luísa Clara de Portugal, conhecida por Flor da Murta, nasceu no Chiado e viveu entre o Poço dos Mouros e a Lapa. Inteligente e arrojada para a época, relacionou-se com o rei D. João V e o Duque de Lafões. Um itinerário sobre a vida social, amorosa, palaciana e cortesã na Lisboa do século XVIII, com início no Largo de Camões.

SÉ DE LISBOA 13 DEZ O único presépio assinado e datado por Joaquim Machado de Castro (1766).

O AMOR EM PESSOA 12 FEV A relação entre Fernando Pessoa e Ophélia Queiróz é conhecida pelas cartas que este lhe escreveu, publicadas em 1978 e precedidas de um testemunho sóbrio, mas muito precioso, de Ophélia e das cartas dela para ele, publicadas pela sua sobrinha em 1996, já depois da morte da própria (1991). Além desta correspondência, apenas existem testemunhos isolados, demasiado vagos, que relembram esta relação, levada com a máxima discrição e que nunca se oficializou, sendo o único amor conhecido do poeta. 21


DIA DOS NAMORADOS

DIA INTERNACIONAL DOS MONUMENTOS E SÍTIOS

O AMOR POR LISBOA

15, 16 ABR

13 FEV

Celebrado anualmente a nível internacional a 18 de abril, sob um tema proposto pelo ICOMOS Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios.

Percurso entre o Rossio e os Paços do Concelho onde se percorrem memórias, personagens, edifícios e ruas que, no decurso da História, evidenciaram o amor pela cidade.

LISBOA DOS AMORES 14 FEV No dia 14 de fevereiro comemora-se o Dia dos Namorados. Os miradouros da cidade servem de cenário romântico para contar histórias de alguns casais famosos do passado.

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Programa a divulgar em itinerariosdelisboa.blogspot.pt


LISBOA EM FESTA

LISBOA DO 25 DE ABRIL

ROTA DO FADO NA MOURARIA, MADRAGOA E ALFAMA

23, 24 ABR

17, 18, 21 JUN

Na madrugada de 25 de abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas iniciou um golpe militar que derrubou o Estado Novo, desencadeando os acontecimentos políticos que conduziram à instauração da democracia em Portugal. Enquanto capital do país, Lisboa assistiu aos principais desenvolvimentos desta ação. Este percurso passa pelos locais da cidade onde se deram esses mesmos acontecimentos, relatando a sua importância no desenrolar da revolução.

Elevado a Património Imaterial da Humanidade, o fado é agora a canção do mundo, que fala de Portugal, da sua cultura, da sua língua, dos seus costumes, dos seus poetas. Uma canção universal que evoca os sentimentos de dor, ciúme, solidão, amor, e saudade. Um percurso pelas ruas dos bairros populares que viram nascer o fado.

Fado, José Malhoa, 1910, Museu da Cidade

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PISAL: MADRAGOA - DO LUGAR E DAS SUAS GENTES, DOS AZULEJOS E DAS VARINAS

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2013

PISAL: COLINA DO CASTELO ENTRE SANTOS, VIRGENS E BURGUESES

PISAL:AZULEJARIA NO BAIRRO ALTO

MAÇONARIA EM LISBOA

MACHADO DE CASTRO E A ESTÁTUA EQUESTRE DE D. JOSÉ I

LISBOA DO SANTO CONDESTÁVEL

LISBOA ROMANA

LISBOA RIBEIRINHA

LISBOA DOS PRÉMIOS VALMOR

LISBOA DE PORFÍRIO PARDAL MONTEIRO

LISBOA MANUELINA

LISBOA HEBRAICA

LISBOA DOS AGUADEIROS

A COLINA DE SANTANA: HISTÓRIA E CIÊNCIA

DO CASTELO AO CHAFARIZ

CARNIDE ANTIGO

O BAIRRO DA LAPA

O BAIRRO DE CAMPO DE OURIQUE

O AQUEDUTO DAS ÁGUAS LIVRES E OS CHAFARIZES DE LISBOA

HISTÓRIAS DA CIDADE

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LISBOA EM FESTA

25 DE ABRIL

DIA INTERNACIONAL DOS MONUMENTOS E SÍTIOS

DIA DOS NAMORADOS

NATAL: PRESÉPIOS EM LISBOA

NATAL

JORNADAS EUROPEIAS DO PATRIMÓNIO

100 ANOS DA I GUERRA MUNDIAL

EFEMÉRIDES

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JOSÉ SARAMAGO E O MEMORIAL DO CONVENTO

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JOSÉ SARAMAGO E O ANO DA MORTE DE RICARDO REIS

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LISBOA DE FERNANDO PESSOA

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LISBOA DE EÇA DE QUEIRÓS

LISBOA DE CESÁRO VERDE

LISBOA DE CAMÕES

LISBOA DE ALMADA NEGREIROS

PERCURSOS LITERÁRIOS

À VOLTA DO PAÇO DO LUMIAR

DE SÃO SEBASTIÃO DA PEDREIRA AO LARGO DO ANDALUZ

O REGICÍDIO DE 1908 - OS TRÊS TIROS QUE ABALARAM A MONARQUIA

NO RASTO DE UM ATENTADO

AS QUINTAS DE BENFICA

PISAL: SÃO PAULO AZULEJO PUBLICITÁRIO

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