Universidade Católica de Brasília | Arquitetura e Urbanismo
Unidade Expansiva de Interesse Social. Samambaia-DF
Brasília | 2020
Universidade Católica de Brasília | Arquitetura e Urbanismo Andressa Ribeiro Silva
Projeto de Diplomação II Orientador Thiago Turchi
Brasília | 2020
Habitação no Brasil • 09
Local • 17
Inadequação de Domicílios• 10
Samambaia • 18
Orçamento • 47
ESTUDO Terreno • 21
Proposta • 30
Mapas • 22
Forma • 31
Clima • 25
Programa • 32
Bibliografia • 48
Estrutura • 34 Implantação • 35 Projeto • 37 Unifamiliar • 38 Sobreposta • 39 Área de Convivência • 42 Hidráulica Unifamiliar • 44 Hidráulica Sobreposta • 45
BIBLIOGRAFIA
Paisagismo • 36
PROJETO
BASE DO PROJETO
Edital • 15
LEVANTAMENTO DO LOCAL
Concurso • 14
ORÇAMENTO
Déficit Habitacional • 11
Introdução • 07
INTRODUÇÃO
Estudo • 27
LOCAL DO PROJETO
PRINCÍPIOS DO PROJETO
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO A prática do Concurso Público para a apresentação de projetos de Arquitetura é amplamente difundida como uma forma de desenvolvimento de pensamentos arquitetônicos heterogêneos que visam contribuir com o espaço e enriquecer o campo de atuação dos profissionais envolvidos, essa ação vem sendo utilizada há bastante tempo, o que comprova sua efetividade e aceitação pela sociedade. De forma democrática e transparente, são ferramentas que permitem explorar técnicas que visam contribuir cada vez mais com o meio, inclusive pelo uso de novos materiais, e com o bem social, de modo que não impactem negativamente na estrutura urbana das cidades e no ambiente através da seleção do melhor projeto. Desta forma, não há segregação por classe ou raça, proporcionando e abrangendo uma arquitetura para todos, principalmente para a população de baixa renda em que muitas vezes é excluído. Na questão de diferença social juntamente a deficiência na moradia se baseia a relevância de abordagem ao tema tão atual quanto o da Habitação de Interesse Social no Brasil.
Figura 1. Concurso CODHAB-DF de Projetos de Arquitetura para Habitação de Interesse Social Fonte: ArchDaily
Em destaque na construção e programas sociais, a Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (CODHAB/DF) - empresa encarregada na habitação social no Distrito Federal, é responsável do tema desde 1962 e faz uso do Concurso Público em sua metodologia A aplicação do Concurso Público de Arquitetura na Habitação de Interesse Social promove o melhor da arquitetura visando o bem estar do morador por meio de propostas baratas e de fácil construção. Diante disso, apresentando-se como base os concursos realizados pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal - em destaque o Concurso Público Nacional de Projetos de Arquitetura para Habitação de Interesse Social realizado em 2017, as propostas das equipes vencedoras servirá de estrutura e análise para o desenvolvimento do projeto de Habitação Social a ser implantado na cidade de Samambaia - Distrito Federal, ao qual visará uma habitação mínima com menos impacto ambiental, o uso de seu material, questões de acessibilidade e conforto - em estudo a ventilação e iluminação natural, além de considerar as dificuldades econômicas de toda população carente possui em adquirir sua moradia, contribuindo para com a diminuição do grande problema da habitação no país. O respectivo trabalho tem como objetivo a elaboração de um projeto de Habitação de Interesse Social aplicado na criação de tipologias de moradias de solução embrião com programa de expansão na cidade de Samambaia - Distrito Federal, para replicação dessas unidades, tendo em base as diretrizes projetuais do Edital do Concurso Habitação de Interesse Social promovido pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (CODHAB). Juntamente a crítica da marginalização das pessoas de baixa renda, o intuito do projeto é a implantação dessas moradias nos centros urbanos, dando-as o direito não só a moradia, mas também o direito que as mesmas têm a cidade.
07
PRINCÍPIOS DO PROJETO
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HABITAÇÃO NO BRASIL Na falta de interesse e investimento do Estado na questão da habitação social, hoje muitas famílias brasileiras - em sua maioria baixa renda, sofrem com a falta de moradia ou com a inadequação da mesma. Desinteressados desse encargo, empresas privadas e até mesmo indústrias dos próprios trabalhadores maior parte, ficaram responsáveis no assunto, porém há um grande crescimento populacional e expansão nas cidades desencadeada pelo número de pessoas que chegavam aos centros, principalmente por conta da exploração do comércio. Diante disso, a demanda não é suprimida e o déficit habitacional torna-se um agrave no país. Mesmo que os dados mostrem que as habitações vagas coincidem com déficit habitacional, essas residências muitas vezes estão fora do orçamento dessas famílias carentes que não possuem renda para subsidiar a compra dando continuidade déficit habitacional no país.Segundo a pesquisa da Fundação João Pinheiro, é de grande importância a identificação do público ao qual
Figura 3. Habitações ao longo da rua Comandante Taylor em Heliópolis, SP. Fonte: Folha de São de Paulo.
os imóveis desocupados estão destinados, visto que o déficit habitacional abrange em sua maioria a população de baixa renda, podendo suprir a carência habitação no país. (FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO, 2018). Os dados mostram que o déficit habitacional não no Brasil não é por falta de moradia e sim pela desigualdade social, revelando a quantidade de famílias incapazes de obter sua moradia por falta de renda. Se o mercado de trabalho relega parte da população à pobreza, o mercado imobiliário nega aos pobres a possibilidade de habitar no mesmo espaço em que moram os que podem pagar. Surge uma demanda economicamente inviável mas socialmente inegável. Desta contradição se origina a “habitação social”. (BONDUKI, 2011, p. 8).
Mapa 1. Déficit Habitacional x Número de Habitações Vagas. Brasil, 2015
Figura 2. Casas Palafita, Amazonas. Fonte: PixaBay
Fonte: Fundação João Pinheiro (FJP). Modificado pelo Autor
09
INADEQUAÇÃO DOS DOMICÍLIOS Mediante as informações das análises realizadas pela Fundação João Pinheiro, dentre as regiões brasileiras a carência de infraestrutura é o que mais atinge as unidades do país em meio aos itens de inadequação de domicílios, equivalente a um total de 9,692 milhões [Gráfico 1]. Deficiente de pelo menos um serviço de infraestrutura, a região do Nordeste se destaca das demais regiões contendo 3,66 milhões dessas habitações. (FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO, 2018).
Gráfico 1. Inadequação dos Domicílios Urbanos Duráveis Total. Brasil, 2015 1% Domicílio sem Banheiro
191.322
Cobertura Inadequada 6% Adensamento Excessivo Inadequação Fundiária
8% 14%
830.720 1.020.675 1.867.647
Carência de Infraestrutura 71%
9.692.097
Fonte: Fundação João Pinheiro (FJP). Modificado pelo Autor Legenda
Inadequação Fundiária Carência de Infraestrutura Cobertura Inadequada Domicílio Sem Banheiro Adensamento Excessivo
Nas áreas urbanas a inadequação fundiária vem sendo o segundo critério que afeta os domicílios brasileiros [Gráfico 1], em evidência a região Sudeste com 1,083 milhão de unidades, seguido da região Nordeste com 350 mil, o Sul com 282 mil, Centro Oeste com 100 mil e por último o Norte com 50 mil residências [Tabela 1]. O adensamento excessivo e cobertura inadequada são outras duas categorias que atinge propriedades privadas no país. Em última os domicílios sem banheiro têm em seu total 191 mil moradias, dentre esses, a maioria nas regiões Sudeste e Norte com 62 mil e 60 mil nessa ordem [Gráfico 2]. 10
Figura 4. Habitações Preto e Branco Fonte: PixaBay
Tabela 1. Inadequação dos Domicílios Urbanos Duráveis. Brasil, 2015
Inadequação Fundiária Domicílio Sem Banheiro Carência de Infraestrutura Adensamento Excessivo Cobertura Inadequada Norte Nordeste Centro-Oeste Sudeste Sul
50.156
60.910
1.798.475
176.145
184.22
350.866
40.063
3.666.432
226.048
55.509
100.756
10.240
1.318.557
39.552
34.040
1.083.362
62.232
1.911.802
518.887
183.546
282.507
17.877
996.831
60.043
373.405
Fonte: Fundação João Pinheiro (FJP). Modificado pelo Autor
DÉFICIT HABITACIONAL Feito a análise dos dados realizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nota-se o quão é importante discutirmos o tema da habitação no Brasil. E ao falarmos em moradia não podemos deixar de incluir as demais estruturas de água, esgoto, transporte e etc. Ainda segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a área habitacional foi dividida em duas linhas, sendo elas: déficit habitacional e inadequação dos domicílios. (FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO, 2018). O Déficit Habitacional no Brasil em 2015 foi avaliado em um total de 6,355 milhões de domicílios, referindo-se a 5,572 milhões em áreas urbanas e 783 mil casas localizadas em áreas rurais. Observando-se os dados, nota-se o alto índice de habitações nas regiões Sudeste e Nordeste nas áreas urbanas referindo-se 2,482 e 1,971 milhões de unidade respectivamente. Logo, referente à área rural, as regiões Norte e, novamente o Nordeste, se sobressaem com 140 mil e 529 mil, nessa ordem. [Gráfico 2].
Gráfico 2. Distribuição do Déficit Habitacional, segundo regiões geográficas. Brasil, 2015. 2.435.307
2,5 mi 1.971.856 2 mi
1,5 mi
1 mi 684.502 504.966
529.166
505.235
500 mil 140.570 0
Norte Urbano
49.613
47.548 Nordeste
Sul
Sudeste
16.145 Centro-Oeste
Rural
Fonte: Fundação João Pinheiro (FJP). Modificado pelo Autor
Mapa 2. Déficit Habitacional relativo ao total de domicílios particulares permanentes e improvisados. Brasil, 2015.
Ainda de acordo as informações, as regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste se evidenciam em questão ao Déficit Habitacional relativo ao total de domicílios particulares permanentes e improvisados com percentuais acima de 10% e em relação aos estados, o Distrito Federal encontra-se entre uma das taxas mais altas do Brasil.[Mapa 2]. (FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO, 2018). Sobre o Déficit Habitacional de Brasília a partir da Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios de 2018 em cima dos dados da Fundação João Pinheiro o Distritito Federal ainda sofre de grande carência na área habitacional. As informações foram obtidas a partir das famílias que possuem registro na Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal(CAESB) e na Companhia Energética de Brasília(CEB). Gráfico 3. Déficit Habitacional por Componentes no DF, 2014.
6% 7.625
8% 8.843
24% 27.746
Déficit habitacional Relativo % de domocílios Até 10% De 10% a 12% De 12% a 15% Mais de 15%
Legenda
Fonte: Fundação João Pinheiro (FJP). Modificado pelo Autor
62% 73.496 Fonte: FPJ. 2016. Modificado pelo Autor.
Adensamento excessivo Ônus excessivo c/ aluguel Coabitação familiar Habitação precária
De acordo com o gráfico 3 com 73.496 cerca de 62% das unidades do Distrito Federal, vive com ônus excessivo com aluguel. Com 24% vem a coabitação familiar com 27.746. Dos dois últimos componentes seguem o adensamento excessivo e habitação precária Legenda com porcentagem de 8% e 6% - com 8.843 e 7.625 perspectivamente. Central Central Adjacente I Central Adjacente II da demanda de inscritos – Gráfico 4. Distribuição absoluta e relativa CODHAB Leste Norte 16% 19% 29.183 Legenda Oeste Legenda 36.075 Legenda CentralSul Legenda Central 1% Central Central Adjacente I 2.088 I Central Central Adjacente Central I Legenda Central Adjacente II Adjacente Legenda 11% Central Adjacente II Central Adjacente I Central Central Adjacente II20.058 Leste Leste Central Central Adjacente II Leste Central Adjacente I Norte Norte Central Adjacente I Leste Norte Central Adjacente II Oeste Oeste Central Adjacente II Norte Oeste Leste Sul LesteSul Oeste Sul 30% 11% Sul Norte Norte 56.655 19.540 Oeste Oeste 12% Sul Sul 22.570
Fonte: CODHAB. 2016. Modificado pelo Autor.
A contar da procura de inscritos - cerca de 186.169 até o ano de 2014, declados pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal(CODHAB) foi possível observar por região essa demanda.A Unidade de Planejamento Territorial que mais sofre é a UPT Oeste, referente às Regiões Administrativas de Taguatinga, Ceilândia, Samambaia e Brazlândia. Totalizando 56.655 de inscritos, cerca de 30%. Em seguida, a UPT Central(Plano Piloto, Sudoeste/Octogonal, Cruzeiro e Candangolândia) com 19% e a UPT Sul com 16%. Equilibradas com 12% e 11% segue as Unidades de Planejamento do Norte (Sobradinho, Sobradinho II e Planaltina), Leste (Paranoá, Itapoã, São Sebastião e Jardim Botânico) e adjacente II (Guará, Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo, Águas Claras, Vicente Pires, SIA e Estrutural). Por último a Adjacente I com 1% [Gráfico 4]. 11
Dentro da UPT Oeste (Taguatinga, Ceilândia, Samambaia e Brazlândia) é possível também observar os componentes e valores de seu déficit habitacional. Das 56.655 habitações - cerca de 18.028 ocupando 54% do total, sofrem de onûs excessivo com aluguel. Com 38%, 12.802 famílias vivem em coabitação familiar. E quase igualadas com 4% seguem o adensamento excessivo e habitação precária com 1.404 e 1.325 unidades nessa ordem perspectivamente [Gráfico 5].
Gráfico 6. Distribuição Percentual do Déficit Habitacional Urbano por faixa de renda média familiar mensal, no Distrito Federal, 2014
4,5% 6,4% 7,7%
Legenda
81,4%
Gráfico 5. Déficit Habitacional da UPT Oeste
4% 1.325
4% 1.404
Mais de 10 Entre 5 a 10 Entra 3 a 5 Até 3
Fonte: FPJ. 2016. Modificado pelo Autor.
A partir das informações obtidas foi possível destacar a necessidade do olhar para a habitação de interesse social voltado as famílias com renda média de até 3 salários mínimos, pois mesmo diante de projetos e políticas públicas ainda essencial a luta de suprir a grande demanda não somente presente no Distrito Federal, mas também em cada Região e estado do Brasil.
38% 12.802 54% 18.028 Fonte: FPJ. 2016. Modificado pelo Autor.
Gráfico 7. Inadequação Habitacional por Componentes, no Distrito Federal, 2014
Legenda
0% 305
Adensamento excessivo Ônus excessivo c/ aluguel Coabitação familiar Habitação precária
24% 18.602
10% 7.930
4% 3.355
Finalizando o estudo de dados sobre o Distrito Federal para a justificativa da escolha para implantação do projeto é importante também destacar a faixa de renda para que seja possível o destaque da proposta de habitações unifamiliares para baixa renda. Conforme mostra o gráfico 6, 81,4% das famílias do DF recebem até 3 salários mínimos. Com 7,7% do total recebem entre 3 a 5 sálarios e com 6,4% recebem de 5 a 10 sálarios. Por último com menos 5% recebem mais de 10 sálarios mínimos. 12
62% 49.096 Fonte: FPJ. 2016. Modificado pelo Autor.
Legenda Cobertura inadequada Adensamento excessivo Infraestrutura Ausência de banheiro Inadequação fundiária
Figura 5. Acampamento de pioneiros no Núcleo Bandeirante, DF. Construção de Brasília. Fonte: Arquivo Público do Distrito Federal
BASE DO PROJETO
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CONCURSO Os concursos na Arquitetura e Urbanismo tem uma finalidade muito importante de trazer dentro de um projeto de maneira democrática a inovação, tecnologia, o conforto na construção e em diversas áreas levando o bem-estar e comodidade para a sociedade independente de políticas e questões sociais. Construindo uma cidade para todos proporcionando às pessoas, em sua maioria os mais pobres, o seu direito que muitas vezes são negligenciados e grande parte marginalizados. De modo democrático e claro, os projetos são avaliados pela banca responsável de forma a se escolher o conceito que melhor se encaixa para implantação no local podendo ser analisados questões de técnica, científicas ou artísticas. Bastante utilizado por muitos anos em instituições, empresas ou órgãos públicos, o concurso público é de grande relevância tanto para a criatividade, tecnologias e inovação da parte de arquitetos e urbanistas quanto para a sociedade na formação de uma cidade com boa qualidade de vida e conforto.
Figura 7. Contrução Habitação CODHAB, DF. Setor Sol Nascente. Fonte: Construção Ipê
Figura 6 Concurso Nacional de Habitação CODHAB, DF. Setor Sol Nascente. Fonte: ArchDaily
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Uma competição de projeto arquitetônico é um tipo de competição em que uma organização que pretende construir um novo edifício convida arquitetos a apresentar propostas de design. (HISOUR, 2018).
Entre 1857 e 2000 no Brasil foram desenvolvidos 373 concursos de arquitetura e entre os anos 2005 e 2014 foram listados 98 concursos de arquitetura, urbanismo e paisagismo. Um grande destaque na área de concursos públicos e habitação social é a Companhia de Desenvolvimento Habitacioonal do Distrito Federal (CODHAB) Entre as décadas de 60 e 2000, foram construídos e entregues 84.916 moradias, sejam elas por meios de recursos próprios e/ou por meio de convênios com o extinto Banco Nacional de Habitação – BNH, incorporado à Caixa Econômica Federal – CAIXA, desde a extinta SHIS a nova empresa CODHAB. (CODHAB, 2018a). Muitos planos e leis foram criados desde a criação da CODHAB, a mais nova implementação foi na última gestão (20152018), com a contratação de projetos de arquitetura através de Concursos Públicos, que “apresentam uma boa qualidade, evitando excesso de acréscimos e aditivos em contratos de obras, atingindo um maior número de opções projetuais a ser escolhido, possibilitando a contratação do melhor projeto e não da melhor empresa.” (CODHAB, 2018a, p. 6). Com isso, cada projeto é devidamente pensado atingindo seus objetivos com a devida qualidade que uma obra deve ter garantindo ter o alcance da principal classe necessitada, a de baixa renda. Os concursos públicos no ramo da arquitetura têm uma grande disposição e importância vinculados ao Governo para enfrentar o grande déficit habitacional em que o país enfrenta. Ao expandi-lo para outros estados, potencializase amenizar e até mesmo extinguir o problema da habitação no Brasil.
O EDITAL Até o ano de 2018, a CODHAB há em um total de 14 concursos finalizados correspondendo-se de quatro na área educacional, ou seja, Centro de Ensino e Escolas Classes. Um concurso voltado para a saúde, uma Unidade Básica. Um Centro Multiuso na Área de Regularização de Interesse Social Sol Nascente, sendo o mesmo revogado. E o restante - os oito, habitacional, sendo de uso misto ou não, e de Interesse Tabela 2. Concursos CODHAB realizados até 2018.
Concursos CODHAB Número Data Inicio 1. 2.
05/01/2016 12/01/2016
Nome Centro de Ensino Infantil – CEI Centro de Ensino Fundamental - CEF
3.
19/01/2016
Unidade Básica de Saúde - UBS
4.
19/08/2016
Unidades Habitacionais Coletivas Sol Nascente - Quadra 700
5.
17/06/2016
Unidades Habitacionais Coletivas – Samambaia
6.
14/10/2016
Edifícios de Uso Misto, com Unidades Habitacionais e Comércio, na Região Administrativa de Santa Maria – RA XIII
7.
07/12/2016
8.
14/10/2016
9.
10.
11.
12.
08/06/2017
25/06/2018
24/07/2017
29/06/2018
13.
04/07/2018
14.
28/08/2018
Concurso Edifícios de Uso Misto no Sol Nascente, Trecho 02, Quadra 105 Unidades Habitacionais Coletivas Sobradinho Concurso Público Nacional de Projeto de Arquitetura para Habitação de Interesse Social Concurso Público Nacional de Projeto de Arquitetura e Complementares para Centro Educacional (CED), no Empreendimento Bairro Crixá, na Região Administrativa de São Sebastião–RA XIV. Concurso Público Nacional dde Projeto de Urbanismo e Arquitetura no Setor Habitacional Pôr do Sol, na Região Administrativa de Ceilândia – RA IX Concurso Público Nacional De Projeto De Arquitetura E Complementares Para Escola Classe (EC), No Empreendimento Bairro Crixá, Na Região Administrativa De São Sebastião – Ra XIV. Concurso Público Nacional de Projeto de Urbanismo e Arquitetura no Setor Habitacional Qnr 06, na Região Administrativa de Ceilândia – RA IX. Concurso Público Nacional de Projetos de Arquitetura, Para Centro Multiuso Sol Nascente 01 e Área Comercial Adjacente, da Área de Regularização de Interesse Social Sol Nascente, Região Administrativa de Ceilândia – RA IX.
Fonte: Dados CODHAB. Tabela realizada pelo autor.
Social. Desses concursos foi selecionado um edital para base na proposta. Pensando na segregação e na quantidade de famílias margilizadas sem direito a cidade e moradia para o desenvolvimento do projeto de Habitação de Interesse Social econômico foi tomado como base o Edital do Concurso Público Nacional de Projetos de Arquitetura para Habitação de Interesse Social aberto pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (CODHAB). No total foram recebidos oitenta e oito (88) projetos lícitos divididos em 3 grupos, enviados no devido prazo previsto no Edital do concurso. Participantes de diversos estados do Brasil enviaram seus trabalhos correspondendo assim: São Paulo, vinte e nove; Rio Grande do Sul, dez; Rio de Janeiro, dez; Distrito Federal, oito; Minas Gerais, cinco; Goiás, cinco; Paraná, cinco; Bahia, cinco; Paraíba, três; Santa Catarina, três; Tocantins, dois; Ceará, dois e Pernambuco, dois [Mapa 3]. São duas tipologias divididas em três grupos [Tabela 3]. As duas tipologias serão iniciadas de uma “solução embrião” na qual deverá se adequar as tipologias de acordo com o grupo selecionado, buscando diminuir gastos e impactos ambientais, além da fácil execução, flexibilidade e adaptação. Além dos valores máximos estimados para cada grupo, outros parâmetros foram estabelecidos para as duas tipologias como os ambientes que deverão conter, a área máxima de construção da habitação - contando com a expansão de mais um quarto, e área máxima do lote. As unidade habitacionais deverão conter área máxima construída de 68 m² considerando o quarto de expansão e de lote não deve exceder 128 m². Além disso, deverá conter: quarto, sala de estar/jantar, cozinha, banheiro e área de serviço. O projeto tem como finalidade ser implantado em regiões do Distrito Federal, e cabe o participante a escolha do terreno ao qual fará o estudo seguindo as bases climáticas e demais pesquisas de diagnóstico da área.
Mapa 3. Número de Projetos Recebidos por Região
CE
02 PB PE
TO
02 BA
DF
04 08
GO
05 MG
05 10
RJ
Legenda De 33% De 11% De 9% De 6% De 3% a 5% Menos de 2%
03 02
SP
29
PR
05 SC
RS
03 10 Fonte: Dados da CODHAB. Mapa feito pelo Autor.
Tabela 3. Parâmetros a serem seguidos por Grupo.
Valor Máximo Estimado da Unidade Habitacional
Tabela
GRUPO 01 01 Quarto
GRUPO 01 02 Quartos
GRUPO 03 03 Quartos
1. Habitação unifamiliar econômica (apresentar possibilidade de expansão para mais um quarto)
72.000,00
2. Casa Sobreposta (apresentar possibilidade de expansão para mais um quarto)
72.000,00
1. Habitação unifamiliar econômica (apresentar possibilidade de expansão para mais um quarto)
85.000,00
2. Casa Sobreposta (apresentar possibilidade de expansão para mais um quarto)
85.000,00
1. Habitação Unifamiliar Econômica
106.000,00
2. Casa Sobreposta
106.000,00
Fonte: Dados CODHAB. Tabela realizada pelo autor.
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LOCAL DO PROJETO
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LOCAL A começar pelo PDOT DF 2012 do Art. 134 são ofertadas áreas habitacionais com o objetivo de atender à demanda habitacional a partir de projetos e programas de iniciativa pública voltados a diferentes faixas de renda [Mapa 3]. É possível observar diversos terrenos dispersos nas diferentes Regiões Administrativas do Distrito Federal onde seria possível a implantação das unidades habitacionais.
Mapa 4. Oferta de áreas habitacionais para diferentes faixa de renda. Fonte: GeoPortal. Modificado pelo Autor
Mapa 5. Novas ZEIS. Fonte: GeoPortal. Modificado pelo Autor
Além das áreas habitacionais, dentro do PDOT também são destinadas terrenos de ZEIS - instrumento do Estatuto da Cidade - para provimento de novas áreas habitacionais de Interesse Social visando atender ao Programa Habita Brasília e suprir o Déficit Habitacional no Distrito Federal. E sobrepondo um mapa ao outro um terreno se destaca na Região Administrativa de Samambaia, território já destacado nos dados anteriores dentre as cidades necessitadas de demanda de habitações conforme a CODHAB.
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SAMAMBAIA Constituída no dia 25 de outubro de 1989 para estruturar a população carente residentes de invasões e ocupações irregulares vindas de inúmeras regiões para a capital do país, a cidade de Samambaia foi devidamente oficializada pela lei 49 e decreto 11.291 tornando-se a 12º Região Administrativa do Distrito Federal – RAXII/DF. (Administração Regional de Semambaia, s/d). Durante sua ocupação, em sua maioria se estabeleceu com a assistência da SHIS - antiga CODHAB, com a entrega e construções de casas populares destinadas a famílias de baixa renda. Devidamente estruturada, Samambaia subdivide-se em áreas industriais, comerciais, residenciais e o Setor de Mansões e hoje compõe 8,01% da população do DF e encontrase a 35 km do centro de Brasília. Além de todos as informações obtidas anteriormente a definição do terreno para a locação da proposta da Habitação de Interesse Social se deu pela análise da exclusão da população de baixa renda em áreas periféricas, distantes dos centros e dependentes de outras localidades para a utilização de lazer, cultura, saúde e educação. Por meio de sua organização, a cidade de Samambaia encontrase amplamente estruturada através dos sistemas rodoviário e metroviário, instituições de saúde e de ensino, e de sua urbanização, na qual também diminuíria os custos finais do projeto. Com isso, o terreno para a implantação do projeto encontra-se na região central, próximo aos equipamentos públicos, locais para lazer, e de transporte, facilitando a locomoção para os demais pontos do Distrito Federal e proporcionando da mesma forma o direito à moradia, o direito à cidade.
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Mapa 6. Marcação da Região Administrativa de Samambaia, DF. Fonte: Google Imagens. Modificado pelo Autor
Terreno ZEIS
Analisando o tipo de domicílios ocupados em Samambaia, segundo o gráfico 8 cerca de 84% dos moradores da cidade moram em casa contra 14% de famílias que residem em apartamentos. Contextualizando com o Edital selecionado, as unidades seguiriam o padrão do local fazendo da implantação da proposta acompanhar as habitações existentes sem discordar do entorno dando continuidade a skyline de Samambaia. Tratando-se ainda do Edital da CODHAB sobre suas unidades é considerável a análise do perfil predominante de cada residência para alegar a escolha do tipo de Grupo para projeto. E de acordo com o gráfico 9 - com 19%, os arranjos domiciliares em sua maioria constitui-se de um casal com 1 filho seguido de monoparentalidade com 18,3. Casais com dois e casais com três ou mais filhos ficam 17,2% e 8,1% perspectivamente. Casais sem filhos, unipessoal e outros perfis dispõe de 16,7%, 11,4% e 8,4 nessa ordem. Somando a porcentagem das famílias com e sem filhos totalizaria a 63,5% de arranjos de casais com 1 ou mais filhos contra 28,1% de unidades de casais sem filhos e unipessoal. Concuindo que a maioria do perfil familiar possuem filhos e com base nisso a necessidade de atenção na construção de unidades compostas de no mínimo dois quartos para melhor conforto e privacidade dos habitantes. Gráfico 8. Domicílios ocupados segundo o tipo, Samambaia, Distrito Federal, 2018
Gráfico 9. Arranjos domiciliares, Samambaia, Distrito Federal, 2018
19,9% 18,3%
17,2%
16,7% 11,4% 8,4%
8,1%
Legenda Casal com 1 filho Monoparental (fem.) Casal com 2 filhos
Casal sem filhos Unipessoal Outro perfil
Casal com 3+ filhos Fonte: Codeplan/DIEPS/GEREPS/PDAD 2018
Verificando o gráfico 10 é possível analisar a distribuição de pessoas de acordo de onde elas exercem seus trabalhos principais, na qual apenas 29,5% delas trabalham em Samambaia e 28,8% realizam seus trabalhos no Plano Piloto. Contra isso, 41,7% do total exercem suas funções em outras Regiões Administrativas. A partir disso e através destas questões levantadas é indispensável a pesquisa dos meios de deslocamento que os moradores da
cidade de Samambaia utilizam até o trabalho principal. Observando o gráfico 11, a maioria da população local (49,9%) usa o ônibus como seu principal meio de transporte para sua locomoção, logo após vem o automóvel com 32,1%. Os quatro últimos componentes do gráfico (a pé, metrô, motocicleta e bicicleta) são utilizados por 14%, 6,8%, 4,7% e 1,6% das pessoas, nessa ordem. Fazendo a separação dos meios por privado e público, ainda sim o transporte público continua em maior número com 56,7% contra o veículo particular (38,4%). Por meio dos dados é possível unir as informações com a implantação do projeto no local. Se tratando de uma proposta de unidades habitacionais para pessoas de baixa renda as informações justificam um terreno em uma cidade estruturada de equipamentos e mobilidade diminuindo os custos da obra e facilitando a vida do morador. O terreno apresentado - além de ser ZEIS na qual prioriza o uso para população carente, se insere em sua maioria nos aspectos da demanda da cidade como em sua organização, estrutura, equipamentos e transporte oferecendo conforto e bem estar para as famílias em que são destinadas nas unidades da proposta do trabalho. Trazendo moradia, e além disso, o direito a cidade.
Gráfico 10. Distribuição do local em que as pessoas exerciam seu trabalho principal, Samambaia, Distrito Federal, 2018
41,7% Gráfico 11. Meios de deslocamento até o trabalho principal Samambaia, Distrito Federal, 2018
14%
49,9% 29,5% 28,8%
32,1%
14,0% 6,8% Outro 84% Fonte: Codeplan/DIEPS/GEREPS/PDAD 2018
Legenda Casa Apartamento
Própria RA
Plano Piloto
4,7%
1,6%
Fonte: Codeplan/DIEPS/GEREPS/PDAD 2018
Legenda Legenda Outro Própria RA Plano Piloto
Ônibus Automóvel A pé
Metrô Motocicleta Bicicleta
Fonte: Codeplan/DIEPS/GEREPS/PDAD 2018
19
LEVANTAMENTO DO LOCAL
20
TERRENO
QD 100 ÍMPARES
SUBCENTRO-OESTE
QD 100 ÍMPARES
0
250
500
750
Mapa 7. Nova ZEIS de Samambaia. Fonte: SEDUH. Modificado pelo Autor
Incluídas no Programa Morar Bem, da Política Habitacional do Distrito Federal, as áreas situadas nos limites das Quadras 100 ímpares são terras desocupadas da TERRACAP entregues como locais de habitação de interesse social, concedidas como ZEIS a partir da Lei Complementar Nº 951 desenvolvido pelo Plano Diretor de Ordenamento Territorial. O terreno total da ZEIS possui quase 500 mil metros quadrados. Sendo um local devidamente estruturado de infraestrutura básica e equipamentos públicos, os gastos com a urbanização seria amenizado gerando economia. Localizado na quadra 100 na cidade de Samambaia, a implantação do projeto será distribuída 100 lotes para as casas unifamiliares e sobrepostas ao longo do terreno fazendo melhor aproveitamento da mobilidade e equipamento local tendo aproximadamente 22.000 m². De acordo com as Diretrizes Urbanísticas (DIUR 05/2014) destinadas às Quadras 100 ímpares - local onde se encontra o terreno, a área mínima de lote igual a 125m² (cento e vinte e cinco metros quadrados) com recuo frontal mínimo de 5m, sendo exceção a ZEIS que poderá ser menor. Para as habitações unifamiliares são propostos 10.000m² de área máxima e 60.000m² habitação coletiva ou condomínio urbanístico. Ainda de acordo com a DIUR baseados no PDOT/DF e PDL de Samambaia o Coeficiente de Aproveitamento Máximo de 3, os lotes corresponderão à categoria de Lotes de Média Restrição - L1, possui prioridade atendimento população de baixa renda – 3 salários mínimos (PDOT/Nova ZEIS) e afastamento paralelo a linha do metrô, pois de acordo com o PDOT será implantada mais duas novas estações de metrô na área.
21
MAPAS O terreno da implantação tem boa disponibilidade de equipamentos como mostra o mapa 8 e para melhor analizar a locação de uma das quadras das unidades da proposta será destacado um pedaço da QD 100 ímpares para o estudo dos outros mapas como de vias, esquipamentos, mobilidade, topografia e gabarito.
Mapa 8. Nova ZEIS de Samambaia. Fonte: GeoPortal. Modificado pelo Autor
ZOOM
0
250
500
Legenda Escolas Segurança Saúde Lazer
22
750
Entre duas principais vias arteriais paralelas entre si - 1ª Avenida Norte e 1ª Avenida Sul, o terreno encontra-se mais próximo a Avenida Sul na qual facilita na locomoção dos moradores para a utilização de transportes públicos e o uso vias de pedestres para caminhada e ciclismo. Apresentando ruas locais, coletoras e avenidas já pavimentadas trazendo as famílias da proposta uma cidade com estrutura melhorando a qualidade de vida [Mapa 9].
Mapa 10. Mapa de Equipamentos.
Mapa 11. Mapa de Mobilidade Urbana.
EC 403
PEC 11º BPM Parque infantil Quadra Poliesportiva
Parque infantil Quadra Poliesportiva Parque infantil
Mapa 9. Mapa de Hierarquia de Vias.
Parque infantil Quadra Poliesportiva
Legenda Quadra Poliesportiva EC 303 Parque infantil 0 50
150
250
Fonte: SEDUH. Modificado pelo Autor.
Legenda Arterial Coletora Local 0
50
150
250
Fonte: SEDUH. Modificado pelo Autor.
Dentro de um raio de 500 metros a área destacada da implantação de uma das quadras do projeto tem a seu serviço equipamentos de Segurança, Esporte, Lazer e Educação. Para além do mapa, abrangendo um raio de 1km, dispõe também de Equipamentos de Saúde como uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com 881,6 metros de distância e duas Unidades de Saúde Básica (UBS) com deslocamento de 984,2 metros e 1 km, nessa ordem [Mapa 10].
O terreno possui forte ligação com a mobilidade da cidade, dispondo de duas principais vias - Norte e Sul, com um deslocamento de 430 metros e 150 metros respectivamente, para a utilização do Transporte Rodoviário Público ou da Via de Pedestres e Ciclistas. Além desses meios de transporte, Samambaia dispõe do Sistema Metroviário a qual a estação mais próxima do lote encontra-se a uma caminhada um pouco menor a 1 km [Mapa 11]. Por meio da análise do mapa de Uso do Solo, seu entorno é bastante variado, abrangendo-se predominantemente de lotes construídos de residências e uso misto. Cercado de áreas vazias, os terrenos apresenta uma grande possibilidade de crescimento da cidade proporcionado a implantação de projetos Institucionais, Comerciais e Industriais com a locação de edifícios mistos com diversos serviços de mercado juntamente a residências em modo de apartamentos [Mapa 12].
Segurança Esporte e Lazer Educacional 0
50
150
250
Fonte: SEDUH. Modificado pelo Autor.
Mapa 12. Mapa LUOS.
Legenda Residêncial Misto Comércio Institucional CSIIR 2 CSIIR 1 Residêncial 2 0
50
150
250
Fonte: SEDUH. Modificado pelo Autor.
23
Em seu entorno prevalece as edificações de até três pavimentos, mas em sua maioria térreas. Construções acima de quatro pavimentos são distribuídas em poucos lotes não somente na área abrangida no mapa, mas em toda a extensão da cidade. Dessa forma, a skyline de Samambaia e as tipologias vizinhas do terreno criam ligação e harmonia, através das alturas tanto da arquitetura existente quanto do projeto, diminuindo o contraste entre as mesmas [Mapa 13].
Mapa 13. Mapa Gabarito.
Sua topografia aponta um declive suave de aproximadamente 4% do leste para oeste, deixando o terreno visivelmente plano e diminuindo a movimentação na terra com grandes cortes ou aterros [Mapa 14].
Figura 8. Mapa Topografia.
Corte indicado no mapa 14
0
40
80
120
Mapa 14. Mapa Topografia. 0
50
150
250
Fonte: Autor.
Figura 9. Mapa Topografia Aproximado.
0
50
150
0
250
Até 3 pav. De 4 a 12 pav.
0 40 80 120
24
150
250
Fonte: SEDUH. Modificado pelo Autor.
Fonte: SEDUH. Modificado pelo Autor. Legenda
Acima de 12 pav.
50
Corte total do terreno ZEIS
0
25
Fonte: Autor.
75
125
CLIMA Considerando a classificação climática de Köppen-Geiger - “sistema de classificação global dos tipos climáticos mais utilizada em geografia, climatologia e ecologia.” (Anonymous, 2009, p.1), Brasília encontra-se em Zona Tropical de Savana. Seu período chuvoso inicia-se em no mês de outubro terminando em abril - apontando 84% do total anual. Desses, se destaca o mês de dezembro com maiores índices de precipitação no ano. Apresentandose somente 2% de precipitações totais do ano, o período de seca começa, concentrando-se entre os meses de maio a setembro. (CODHAB, 2017). Com valores acima de 70%, a umidade relativa do ar cai relativamente, no início da seca, para menos de 30%, podendo chegar a níveis de 12%, terminando o período. Em relação à temperatura, sua média anual varia de 18ºC a 22ºC, sendo os meses mais quentes variando entre agosto e setembro. Do período mais frio as temperaturas médias variam entre 16º e 18ºC, como evidência o mês de julho com a mais baixa temperatura ao longo do ano. (CODHAB, 2017). A ventilação predominante de Brasília varia entre as direções Sul e Leste, no período de seca. Durante o período de chuva - outubro a abril, os ventos predominante mudam sua direção variando entre Nordeste e Noroeste, sendo mais fortes os ventos vindos do Noroeste. (CODHAB, 2017).
Figura 10. Sentido do sol no Terreno.
0
25
75
125
Fonte: Autor. Figura 11. Sentido do ventos no Terreno.
0
25
75
125
Gráfico 12. Distribuição da Direção do Vento em (%%). Dezembro. NNW Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Ano
N
NNW
NNE NE
6 WNW
ENE
4 2 0
W
E
ESE
WSW
SW
SE SSW
Fonte: Windfinder. Modificado pelo Autor.
S
N
NNE
20
10 8
NW
Gráfico 13. Distribuição da Direção do Vento em (%%). Setembro.
SSE
Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Ano
NW
NE 15 10
WNW
ENE
5 0
W
E
ESE
WSW
SW
SE SSW
S
SSE
Fonte: Windfinder. Modificado pelo Autor.
25
ESTUDO
26
ESTUDO DAS ÁREAS Figura 12. Layout Quartos Neufert. 3.6
3.6
A= 10,85 m²
3.5
3.1
3.5
3.51
A= 12,6 m²
A= 12,6 m²
Figura 13. Layout Cozinhas Neufert. 2.7
2.7 2.1
Pensando na acessibilidade da habitação foi consultada a Norma Brasileira 9050: Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos para melhor atender as necessidades de todo tipo de família, pois se tratando de uma planta tipo a ser replicada é necessário um estudo além das áreas mínimas, é preciso pesquisas voltadas também para os deficiêntes físicos que possuem bastantes dificuldades em sua vida. Somando a isso, foi acrescentado mais dois estudos de ambientes de dois artigos [Figuras 19 e 20] baseados também na NBR 9050 para o enriquecimento do repertório do respectivo projeto de habitação de interesse social.
2.7
4
3.95
Figura 16 Estudo NBR 9050. .55
.4
.4
.4
.8
1.2
3
3
.8
A= 6,3 m²
A= 8,1 m²
A= 10,67 m²
1.2
A= 10,8 m²
Figura 14. Layout Áreas de Serviço Neufert.
Figura 17. Quarto NBR 9050.
3.15
2.55
1.5 2.55
2.4
Figura 18. Cozinha NBR 9050.
.9 .9 1.5
.9 A= 7,2 m²
A= 5,76 m²
Figura 19. Área Banheiro PcD. 1.6
2.1
2
2.15
A= 3.04 m²
A= 7,72 m²
Fonte: Neufert. Modificado pelo Autor.
A= 3,4 m²
A= 3,2 m²
.9
2.4
1.6
1.6
.95
3.15
Figura 20. Área Banheiro PcD.
2
Figura 15. Layout Banheiros Neufert.
2.45
Partindo da base do Concurso Público Nacional de Estudo Preliminar de Arquitetura para Habitação de Interesse Social, o desenvolvimento do projeto se organizará a partir do Grupo 02 do Edital com a elaboração de uma Habitação Unifamiliar Econômica e uma Casa Sobreposta, contendo no mínimo dois quartos, uma sala de estar/jantar, um banheiro, uma cozinha e uma área de serviço, além de mais um quarto de expansão previsto para a construção pós-ocupação. O total geral construído não poderá exceder 68 m², em um lote máximo a 128m². Fazendo estudos de áreas mínimas juntamente a acessibilidade foi aprofundado parâmetros de espaços e layouts, comparando dados de Neufert e Manual do Arquiteto. Com base nisso, as medidas para os ambientes foi fundamentada a partir do Código de Obras e Edificações do Distrito Federal e da Norma de Acessibilidade NBR 9050, usufruindo do melhor das aberturas e áreas mínimas recomendadas sem perder a acessibilidade, pois se tratando de uma planta para replicação para variadas famílias é necessário a análise para com a inclusão social oferecendo oportunidade de acesso e serviços a todos. As análises realizadas feita pelo Neufert foram possíveis a busca dos ambientes como: quarto, cozinha, área de serviço e banheiro e avaliando suas dimensões, layout e áreas quadradas conforme suas medidas.
Fonte: Dicas de Arquitetura. Modificado pelo Autor.
2.5 A= 4.05 m²
Fonte: AditivoCAD. Modificado pelo Autor.
27
Figura 21. Layout Quartos Manual do Arquiteto. 1.5
.65 - .70
.65 - .70 .9
.5
.9 .65 - .70
3
Dimensões de Cômodos Mínimos e Recomendados em m² Número de Moradores 4 6 Sala de Estar em Residência com Cozinha Mínima Recomendado 18,5 21 Mínimo 16 18,5 Cozinha Mínima Recomendado 8 10 Mínimo 7 7 Dormitório de Casal Principal Recomendado 12 12 Mínimo 11 11 Demais Dormitórios de Casal Recomendado 12 12 Mínimo 10 11 Dormitórios de Solteiro 8 8 Recomendado Mínimo 6,5 6,5
Áreas e Dimensão Mínima
Abertura
Figura 24. Sala de Estar.
1/8
A= 12 m²
Figura 25. Quarto.
1/8
A= 10 m²
2
2.0
.65 - .70
Tabela 4. Tabela de dimensões mínimas e recomendadas.
2.55
A partir do Manual do Arquiteto foi possível observar layout de ambientes como o quarto, sala de jantar e banheiro. Os outros ambientes foram estudados a partir de suas dimensões dadas em metros quadrados que é calculado a partir da quantidade de moradores por habitação. Para o estudo será analisado as medidas para 4 e 6 habitantes, supondo duas pessoas por quarto, contando com a moradia inicial de dois quartos e a final - com expasão, de três quartos.
1.95
.55
.50-.55
Figura 26. Cozinha
1/8
A= 5 m²
1.36 .46
.6
.75 .6
Figura 23. Layout Banheiro Manual do Arquiteto.
Para concluir o estudo das áreas e determinar as áreas para o programa de necessidades para o projeto foi necessário a consulta ao Código de Obras e Edificações do Distrito Federal onde foram estudadas as áreas e dimensões mínimas dos ambientes necessários para a habitação e aberturas mínimas de cada espaço.
Figura 27. Banheiro.
1/10 Dispensa iluminação natural
1.1
.9
1.5
.46
Figura 22. Layout Sala de Jantar Manual do Arquiteto.
A= -
Figura 28. A. de Serviço.
2.2
1.5
1.7
A= 4 m²
Fonte: Manual do Arquiteto. Modificado pelo Autor.
28
Fonte: COE/DF. Modificado pelo Autor.
1/10
PROJETO
29
PROPOSTA Para a realização do projeto foi utilizado a DIUR 05/2014 que teve em base o PDOT DF e PDL de Samambaia. Diante disso foi locado as duas novas estações previstas e eixos de ligações das duas extremidades do terreno paralelo as duas principais vias arteriais. O terreno tem prioridade a atender a população de baixa renda que recebem até 3 salários minímos, porém o local não é destinado somente para unidades habitacionais, mas também para habitações coletivas e vilas. Por isso foi proposto uma fração do terreno para as quadras com as moradias, disponibilizando 100 lotes em sua extensão e estrateticamente implantadas próximas as novas estações [Mapa 14] As quadras 100 são áreas incluídas na estratégia do objetivo de atender à demanda habitacional do Distrito Federal. “Art.134 [...] I – a oferta de áreas em diferentes partes do território; II – a proximidade com núcleos urbanos consolidados onde haja oferta de serviços, comércios e equipamentos comunitários; III – a proximidade com os principais corredores de transporte; IV – o respeito à capacidade de suporte do território, no que se refere ao abastecimento de água, esgotamento sanitário e drenagem de águas pluviais.” (PDOT/2009)
Mapa 14. Proposta de Implantação do Projeto.
0
250
500
750
Legenda Unidade Habitacional Nova Estação Mêtro Eixo de Ligação
30
FORMA Seguindo a área máxima permitida pelo edital, o lote possui 128 m² e foi proposto medidas de 10 metros de largura por 12,8 metros de comprimento. Juntamente a isso e com os estudos de áreas mínimas foi utilizada a área mínima de um quarto de 10m² determinado pelo Código de Obras e Edificações do Distrito Federal para definição do módulo das unidades e implementação para o encaixe no lote. Partindo de um módulo de 3,2m x 3,5m para definição da forma foi organizado estruturalmente 6 módulos e para melhor adequação ao lote foi feita estudos com sua movimentação para chegar ao volume final e a partir disso trabalhar nas áreas internas da habitação.
Com o volume definido o estudo interno da unidade foi estabelecida a partir da locação dos quartos pensando no conforto dos espaços através das aberturas, ventilação e insolação em suas fachadas até o estabelecimento da proposta final da planta tipo.
Figura 29. Proposta da Quadra
3.5
Módulo
3.2
N
Fugindo do padrão de lotes unidos lateralmente e em sua parte inferior foi criado uma área interna entre as casas gerando uma permeabilidade e um fluxo entre a vizinhança e deixando livres as fachadas frontais e posteriores. Com isso, permite duas entradas no terreno além de criar uma via de passagem mais segura e espaço de convívio entre os residentes trazendo maior vínculo entre as pessoas e com o local de forma harmônica e de bem estar [Figura 29].
Estudo Final
10
12,8
31
PROGRAMA O programa de necessidades do programa teve em base seus ambientes estabelecidos pelo Concurso Público Nacional de Projetos de Arquitetura para Habitação de Interesse Social aberto pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal, contendo: quarto, sala de estar/jantar, cozinha, banheiro e área de serviço, para cada residência unifamiliar e casa sobreposta, prevendo a expansão de mais um quarto. Conforme o edital, havia 3 tipos de Grupos para o concurso e para a elaboração da proposta será selecionado o Grupo número 2 [dois quartos com projeto de expançao para um quarto, Tabela 5], selecionado a partir dos estudos anteriores dos arranjos familiares residentes em Samambaia através da Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios de 2018, na qual a maioria das famílias é composta de um casal com filhos fazendo a necessidade de no mínimo dois quartos construídos.
Por meio do volume se originou a planta tipo para os dois tipos de unidades - habitação unifamiliar e casa sobreposta, constituindose do mesmo programa de necessidades e valores nas áreas observados na tabela 6 acima. Os quartos de extensão varia para o melhor aproveitamento da estrutura e diminuição de transtornos posteriormente em sua construção, valendo mais por parte da casa sobreposta que será divida por duas famílias.
Habitação Unifamiliar Econômica
Tabela 6. Parâmetros a serem seguidos por Grupo.
Programa de Necessidades Ambientes Quantidade Sala de Estar 1 Quarto 2 Quarto expansão 1 Banheiro 1 Cozinha/Jantar 1 Área de Serviço 1 Total Geral m² Total Construído m²
Área m² 15,09 10,54 10,54 2,60 5,02 2,55
Total m² 15,09 21,08 10,54 2,60 5,02 2,55 56,88 63,65
Extensão Quarto
Casa Sobreposta
Tabela 5. Parâmetros a serem seguidos por Grupo.
Valor Máximo Estimado da Unidade Habitacional
Tabela
GRUPO 01 01 Quarto
GRUPO 01 02 Quartos
GRUPO 03 03 Quartos
1. Habitação unifamiliar econômica (apresentar possibilidade de expansão para mais um quarto)
72.000,00
2. Casa Sobreposta (apresentar possibilidade de expansão para mais um quarto)
72.000,00
1. Habitação unifamiliar econômica (apresentar possibilidade de expansão para mais um quarto)
85.000,00
32
Quarto Quarto
2. Casa Sobreposta (apresentar possibilidade de expansão para mais um quarto)
85.000,00
1. Habitação Unifamiliar Econômica
106.000,00
2. Casa Sobreposta
106.000,00
Fonte: Dados CODHAB. Tabela realizada pelo autor.
Extensão Quarto Extensão Quarto
Outras áreas Quarto
Outras áreas Quarto Quarto Quarto 12,8 10
10
12,8
A disposição dos ambientes foram implantadas buscando melhor conforto interno através do melhor aproveitamento dos ventos e o “o jogo” nas fachadas diminuindo a incidencia solar direta com a inclinação do projeto no terreno. Estudando a locação da unidade tanto com a fachada principal voltada para oeste quanto para leste.
Fachada Principal
Fachada Principal
33
ESTRUTURA Para definição do tipo de estrutura a ser usado no projeto foi buscado dados dos materiais predominantes utilizados em Samambaia [Gráfico 14 e 15] para que a proposta não crie grande contraste e tenha ligação com o entorno.
Com base nas informações da cidade e para a economia da obra será empregado o uso de bloco cerâmico de alvenaria estrutural seguindo todas as indicações da NBR 15270 - Blocos Cerâmicos para Alvenaria Estrutural;
Gráfico 14. Distribuição dos domicílios ocupados segundo material predominante nas paredes
Material
7,8% Legenda 5.355
Alvenaria com resvestimento Alvenaria sem resvestimento
Verga
Legenda
Contraverga
Bloco Cerâmico de Alvenaria Estrutural
Alvenaria com resvestimento Alvenaria sem resvestimento 92,2% 63.449 Armação em L
Fonte: Codeplan/DIEPS/GEREPS/PDAD 2018
Casa Sobreposta Pontos de Graute
Gráfico 15. Material predominante na cobertura (telhado) do domicílio, Samambaia-DF
8,9% 6.148 11,8% 8.148
Laje treliçada
32,5% 22.394
Bloco 14x19x29 Verga
Armação em T
21,2% 14.605 25,5% 17.511
Contraverga
Fonte: Codeplan/DIEPS/GEREPS/PDAD 2018
Legenda Fibrocimento sem laje Telha, exceto fibrocimento com laje Telha, exceto fibrocimento sem laje Fibrocimento com laje Só laje
34
Bloco 14x19x44 Bloco 14x19x29
Habitação Unifamiliar Econômica
IMPLANTAÇÃO
Afastamento linha do metrô
35
PAISAGISMO As vegetações para o paisagismo foram selecionadas tanto para o afastamento do metrô quando da área de convivência. Para o afastamento do metrô foram escolhidas árvores de porte alto e médio, boa sombra e raízes profundas como: Pau-Ferro, Oiti, Quaresmeira e Manacá-da-serra. Na área de convivência foram separadas árvores, arbusto e forrações para criação de um jardim trazendo conforto e melhor relacionamento entre os moradores das unidades. Árvore: Pau-Ferro, Jacarandámimoso, Quaresmeira, Jabuticaba e Amoreiranegra. Arbusto: Azaléia. Forração: Margaridade-paris e Calatéia-pena-de-pavão.
Quaresmeira
Azaléia
Fonte: Flickr
Fonte: Flickr
Pau-Ferro
Manacá-da-Serra
Margarida-de-paris
Fonte: Flickr
Fonte: Flickr
Fonte: Flickr
Oiti
Jacarandá-Mimoso
Cataléia-Pena-de-Pavão
Fonte: Flickr
Fonte: Flickr
Fonte: Flickr
36
PROJETO Fachadas das Unidades Unifamiliares e Casa Sobreposta, obra pronta e sem os quartos de extensão
37
UNIFAMILIAR
Habitação Unifamiliar Econômica
38
CASA SOBREPOSTA
Casa Sobreposta Térreo
Casa Sobreposta Pavimento
39
40
41
ÁREA DE CONVIVÊNCIA Com o afastamento dos lotes na parte posterior e a cria-se áreas internas para convivência, e além de oferecer um bom relacionamento entre os moradores disponibiliza acesso ao lote tanto pela rua local quanto da mesma. Com possibilidade de criação de pequenos muros para deminitação do lote e iluminação para pedestres para segurança tanto de quem passa quanto de quem mora no local.
Para diminuir alguns transtornos com veículos parados nas ruas foram adicionados algumas vagas para o estacionamento de carros na lateral das quadras tanto para os moradores quanto para visita das famílias.
42
Paralela as novas linhas do metrô foi implantada um afastamento com arborização, ciclovia e espaço de equipamentos como postes e lixeiras. Além de proteção dos usuários, diminui os ruídos e traz conforto com a sombra das árvores e ao longo do caminho diferentes paisagens através dos diferentes tipos de vegetação no paisagismo.
43
HIDRÁULICA UNIFAMILIAR
Barrilete Unifamiliar Econômica
Hidráulica Unifamiliar Econômica
44
HIDRÁULICA SOBREPOSTA
Barrilete Casa Sobreposta
Hidráulica Pavimento Casa Sobreposta
45
ORÇAMENTO
46
ORÇAMENTO Gráfico 16. Gastos por porcentagem por categoria
2,52%
0,26%
8%
Legenda Serviços Preliminares
6%
Piso
13%
Alvenaria
8%
Revestimentos Estrutural
12%
18%
Esquadrias Cobertura Instalações Hidrossanitárias Instalações Elétricas
14% 8%
Administração Local
10%
Limpeza Final de Obra
Para o cálculo dos materiais do projeto foi utilizado a Planilha de Quantitativos e Preços do Programa de Assistencia Técnica das Moradias de Interesse Social utilizada pela JATHIS 2020 com referência a SINAPI Agosto de 2020. Por meio das plantas complementares hidráulica, elétrica e esgoto, foi possível realizar um pré-dimensionamento do quantitativos dos materiais e assim lança-los na Planilha para obter os valores finais por unidade. Através da tabela 7 é possível analisar que o valor final da unidade se manteve abaixo do orçamento com sobra sendo possível ser utilizado para outros fins como construção de muros baixos para limite e segurança do lote.
Tabela 7. Valores gastos por categoria.
Descrição Serviços Preliminares Piso Alvenaria
Custo 3.330,56 7.496,82 10.264,95
Revestimentos Estrutural
5.692,70 4.592,91
Esquadrias
7.558,20
Cobertura
6.690,92
Instalações Hidrosanitárias
4.290,33
Instalaçoes Elétricas Administração Local
4.576,38 1.414,58
Limpeza Final de Obra Total Custo Direto
145,30
Valor Casa Sobreposta
Total do BDI(26,32%)
56,053,26 11.403,65
107.802,34 21.931,64
Total da Obra
67.456,90
129.733,98 47
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