Portfólio | Bárbara Machado | 2022

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Trabalhos selecionados de arquitetura, urbanismo e produção gráfica

Bárbara Barbosa Machado, 2022


Bárbara Barbosa Machado

@mascetabarbara

Arquiteta e Urbanista que experimenta diversas formas de comunicação e linguagem visual

Nascida em Goiânia, reside em São Paulo, 24 anos.


Sobre mim Sou arquiteta e urbanista, desde antes da graduação tenho contato com dança, teatro e espaços culturais. Durante o curso trabalhei com produção cultural e tive oportunidade de pesquisar espaços teatrais. Percebi o quão importante é o diálogo da arquitetura com outras formas de arte, percebi, também, como a arquitetura é uma forma de comunicação e linguagem, assim, me permiti experimentar, pesquisar e produzir na área de comunicação visual, representação arquitetônica, design gráfico, e pelo estudo das formas de produção e apropriação do espaço e das imagens.


CV Bárbara Barbosa Machado (16) 996340464 barbara.barbosa.machado@alumni.usp.br Av. São João, 1588

link: behance | linkedin

Universidade de São Paulo IAUUSP

Graduação em Arquitetura e Urbanismo

Formação acadêmica 2015-2020

Destaque acadêmico CAU/SP Láurea de excelência acadêmica Autocad Revit SketchUp Photoshop Indesign Illustrator Premiere Lumion Pacote Office

Português nativo Inglês avançado

Premiações

Software

Idiomas


Experiência 2021_atual Arquiteta, Estudio Tupi

Com foco em desenho, do estudo preliminar ao executivo, colabora com o trabalho criativo do Estudio, que atua nas áreas residenciais e comerciais.

2020_atual Corpo Editorial, Revista POSTO68

Compõe a equipe ditorial e gráfica. Participou de toda produção da n.02 (discussão temática, até logística de impressão), e atualmente desenvolve o projeto gráfico e de comunicação, concepção e projeto de divulgação e identidade visual.

2020_2021 Arquiteta, Studio Scatena Arquitetura

Participou de todas etapas de projeto, do anteprojeto ao executivo, realizando desenhos, modelagem 3D, orçamentos, acompanhamento com o cliente e obra.

2018_2020 Bolsista de Cultura e Extensão, Teatro da USP

Orientada por Cláudia Alves Fabiano, financiado por Programa Unificado de Bolsas – USP. Experiência em produção cultural, orçamentos, divulgação, contato com público, concepção e direção de oficinas.

2017 Bolsista de monitoria, IAUUSP

Monitoria da disciplina “Plástica”, do Instituto de Arquitetura e Urbanismo, desenvolvendo pesquisa de materialidades e suporte às aulas.

2016-2017 Bolsista de iniciação científica, IAUUSP

Desenvolvimento da pesquisa: “Metamorfoses do espaço dramático: da caixa cênica à cidade”, orientada pelo Prof. Dr. Fábio Lopes de Souza Santos, estudando os diversos espaços teatrais. Apresentada no 25° SIICUSP (Primeira e segunda fase, 2017).

2014-2015 Assistente de produção, Giro8

Participou da produção de diversos espetáculos da companhia de dança goiana, Giro8.

Organização de eventos/periódicos São Paulo, 2021 COLAPSOS. Programados, esperados, necessários.

Revista POSTO68 n.04, corpo editorial. São Paulo, 2021 Tecnoparadoxos, tecnologias, acirramento neoliberal e distopia, Revista POSTO68 n.03, corpo editorial. São Paulo, 2020 Transgressao Latina: a pratica da decolonialidade, Revista POSTO68 n.02, corpo editorial.

São Carlos, 2019 Comissão organizadora da 24ª Semana de Arte e Cultura da USP São Carlos.

São Carlos, 2019 XVIII Circuito TUSP de Teatro. São Carlos, 2018 Comissão organizadora do XXIX EREA: “O que te tensiona?”, coordenação de atividades.

São Carlos, 2016 Comissão organizadora da II SEMANAU

“Territórios (in)visíveis: conflitos, memória e representatividade”, equipe de comunicação.



Sumário Trabalho de conclusão de curso, 2020 Revista POSTO68, 2020_2021 Produção gráfica Monumento às Candangas, 2018 Teatro da USP, São Carlos, 2018_2020

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Trabalho de conclusão de curso, 2020 “Você consegue fotografar a lua?” Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo Resumo: O trabalho convida para um jogo que testa as regras da cidade ao se instalar no tecido urbano e propor pensar as diversas regulações e limitações impostas nesse território. Questionar maneiras de construção da cidade, da imagem e da forma como o espaço urbano aparece em nosso imaginário é uma tarefa de atenção. Construir uma releitura dessa forma e imagem da cidade possibilita colocar-se como usuário ativo e compreender suas diversas camadas; atingir a profundidade e a espessura, compreender mais do que apenas o que está implícito, conhecendo os processos históricos, sociais e culturais que fizeram de cada espaço urbano o lugar que eles são hoje. Dessa maneira, a intenção ao se propor um jogo é a de questionar tudo, fazer olhar novamente, propor novos símbolos e linguagens, tirar toda certeza e organização, todo lucro. Buscando ativar esses questionamentos lança-se mão de estratégias de estranhamento, de formas indefinidas, instáveis e maleáveis, criando situações ora de clareza, ora de opacidade. Para a realização do jogo, foram projetados dispositivos que têm correspondências materiais com os questionamentos propostos e são plataforma para o jogo, se colocando como mediadores entre o físico – seja ele o corpo ou a cidade – e o virtual – imagético e informacional –, propondo para o corpo (ativo, político), em sua subjetividade, um tensionamento dessas esferas (física e virtual), agindo entre elas, criando desorganizações e reorganizações dos pensamentos sobre a cidade e a lendo como um grande sistema, que deve ser decodificado e precisa entrar em jogo, pela ótica da tensão.

Comissão de Acompanhamento Permanente: David Moreno Sperling Coordenador de grupo temático: Luciano Bernardino da Costa

Para acesso do trabalho completo: caderno i | caderno ii

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0 0,3

2,15 a 3,00m

malha

m

,60

a0

0,15m

estrutura QR code que dá acesso a porção virtual do dispositivo

Detalhamento do encaixe da estrutura com as hastes pneumáticas, permitindo ampla variação de ângulos

5m

0,7

piso Detalhamento do encontro da estrutura com o piso

O dispositivo


O dispositivo contém três partes: sua base que é elevada do chão, demarcando a área de jogo, o mundo temporário, é a parte onde o dispositivo recebe os estímulos corporais. A estrutura, que delimita o dispositivo em altura, móvel e amorfa, responde aos estímulos e contém os códigos, ligando à camada virtual. E a malha, com sua materialidade semi opaca e a familiaridade do tecido é a conexão com a paisagem e o corpo do jogador, reflete forças aplicadas a ela, tem elementos de mistério e forma variável.


diagrama de interação do jog processamento

capta

corpo [jogador/interator] distraído

intencionado

estrutura

acesso pelo aplicativo

ativação física mediada por algorítmos

cidade imagem captação da primeira imagem [resultado do jogo anterior]

imagem 1 [do dispositivo]


go

ação

devolução

fotografia

(com possibilidade de edição/recorte/hackeamento)

m

jogo buscar imagem na cidade

(imediações da estrutura)

imagem 3 [inserida]

fim de jogo

percurso

percurso

imagem 2 [inserida]

rede de imagens/leituras/releituras banco de dados de construção coletiva, sempre disponível


Fotomontagens do projeto instalado na cidade de São Paulo, dia e noite


Esquema dos fluxos possíveis dentro da estrutura

Planta da estrutura com destaque para os fluxos


exemplo da visual que seria possível através dos dispositivos de leitura

Edifícios Itália e Copan

símbolos de modernização e crescimento da cidade de São Paulo

Edifício Santa Branca 21 pavimentos (habitação)

edifício da CDHU Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo , o maior agente promotor de moradia popular no Brasil.

Cosmopolitan Santa Cecília região central como território ótimo para investimento imobiliário, nova expulsão das habitações populares e não-hegemônicas, subtituídas por lofts nos moldes “jovem hipster” com o metro quadrado caríssimo.

Edifício “Hilton” Mário Bardelli

Estacionamento

Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (SUS) média por mês de serviços prestados: Atendimentos emergenciais: 39.000; Atendimentos ambulatoriais: 100.000; Exames laboratoriais e por imagem: 200.000; Procedimentos cirúrgicos: 2.200. Área: 240 mil m² FONTE: www.santacasasp.org.br

Elevado Presidente Costa e Silva (”minhocão”) 3400 metros de extensão, chega a ter apenas 5m de distância das fachadas dos edifícios existentes privilegiando o viário em detrimento do pedestre e das outras escalas de urbanidade, extremo impacto na

paisagem urbana

Diagramas realizados para a primeira etapa de projeto indicando visuais propostas e sintetizando conceitos desenvolvidos



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Revista POSTO68, 2020_2021 A Revista POSTO68 foi idealizada por um grupo de estudantes do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da USP/São Carlos. Da inquietação devido ao progressivo processo de esvaziamento dos espaços de debate e da necessidade de aprofundar discussões é que surge a proposta da revista. A POSTO68 tem como motivação a discussão de novos paradigmas de atuação do arquiteto e urbanista no Brasil, buscando formas de romper com a apatia da juventude e encontrando brechas para que arquitetos e arquitetas recém formados(as) possam vislumbrar formas alternativas de atuar na construção de uma cidade. A discussão temática, experimentação gráfica e o enfrentamento dos diversos obstáculos de produzir um material editorial independente fazem parte da rotina da equipe da revista. Especialmente a equipe de comunicação trabalha com a formação de público na tentativa de fazer com que as ideias alcancem mais pessoas e discussões. Existe uma constante busca por uma comunicação visual que dialogue com o tema e os leitores e, ao mesmo tempo, crie inovações estéticas e novos paradígmas.

links: @revistaposto68 | site da posto | n.02 no issuu | n.03 no issuu

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N.03, Mai 2021

Projeto gráfico e comunicação visual: Adriano Caro, Bárbara Machado e Mayara Serra.



N.02, Out 2020

Projeto gráfico: Adriano Caro e Bárbara Machado.


Capa

Revista impressa

Calendário (brinde edição n.02)


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Produção gráfica Produção para concursos e trabalhos com foco em comunicação visual. Concurso para o logo do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da USP de São Carlos. Concurso para o cartaz que convoca ao Prêmio Design MCB. Ambas iniciativas ocorreram de forma remota durante o primeiro período da pandemia do Covid-19. Identidade visual para álbum “bit by beat”, de mth maker 2021. Propostas de estampas para o 1° Concurso IBRAM Estampas e Museus, 2021.

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Concurso Logo do IAU, 2020

Equipe: Adriano Caro, Bárbara Machado, Marcela cordeiro e Thales Resende. Ao elaborar a logomarca que viria a representar o IAU, foi pensado no seu ensino baseado em quatro pilares — Projeto, Linguagens, Teoria e História e Tecnologia — como a ideia chave para o desenvolvimento do símbolo.


Aplicações multicoloridas:

Negativo

Edições comemorativas:

Com imagens


Cartaz, 2020

Proposta para o concurso do cartaz de divulgação do “Prêmio Design MCB”, do Museu da Casa Brasileira: Bárbara Machado e Marcela Cordeiro. O primeiro ano temático do concurso, com o tema: “A função social do design”. A proposta retratou a busca por uma ruptura, sendo a função do design tensionar as estruturas, desenhos e projetos existentes, buscando uma outra realidade, criando brechas.

Estudos




“bit by beat” mth maker, 2021

Proposta para identidade visual do álbum independente de beats “bit by beat”, projeto do artista aemeth.


Estampa 01 Estampa 02

1° Concurso IBRAM Estampas e Museus, 2021 Colaboração com Adriano Caro Florio Estampas para Museu Lasar Segall Item de Referência: Menino com lagartixas (1924) - Lasar Segall, (18891957) (Óleo sobre tela - 61 cm x 98 cm)


Estampa 03_PB

Estampa 03


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Monumento às Candangas, 2018 Concurso Projetar.org Diante da proposta de construir um monumento que coloque como pauta principal a visibilidade, emancipação e o reconhecimento das mulheres, das suas lutas e conquistas, o foco do projeto é trazer à tona a importância das mulheres na construção do grande símbolo que é a cidade em que o projeto se insere. Tomando como referência depoimentos do documentário “Poeira e Batom no Planalto Central: 50 mulheres na construção de Brasília” de Tânia Fontenele Mourão e Mônica Ferreira Gaspar de Oliveira, o memorial representa a à pluralidade, diversidade e presença marcante das mulheres que construíram a cidade através dos múltiplos vetores ascendentes, de diferentes alturas e posições, esses pilares de aço corten são base e fundação para o complexo e contraditório discurso que foi levantado, deslumbrante promessa da nova capital brasileira, esse ideal de cidade e desenvolvimento, é representado pela passarela de concreto que cria um percurso elevado entre esses pilares e liga os edifícios que compõem o programa. Programa esse composto por três núcleos: sensorial (composto pelas plataformas que são espaços de estar, de pertencimento e apropriação), educacional (composto pelo acervo e pelas salas de formação) e cultural (composto pelo auditório e espaço expositivo). No térreo do projeto é construído um discurso que amarra os três núcleos e a jornada das mulheres pelas suas lutas, com enfoque especial para as candangas.

Equipe de projeto: Ana Carolina Fornari Bárbara Barbosa Machado Gabriela Assunção Cintra Marcela Cordeiro Carneiro Thales Sousa Resende

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Teatro da USP, São Carlos, 2018_2020 De outubro de 2018 a janeiro de 2020, atuou no TUSP de São Carlos. Uma experiência que extrapolou e expandiu a percepção da formação em arquitetura e urbanismo e o diálogo com as artes e com a cena cultural da cidade, além de propiciar a compreensão sobre as etapas burocráticas da administração pública. O TUSP de São Carlos possui um calendário extenso de atividades que incluem o Núcleo Tusp, os Circuitos Tusp, a Semana de Recepção aos Calouros e a Semana de Arte e Cultura. Além disso, acolhe grupos e espetáculos visitantes no espaço da sala experimental. No caso de São Carlos, é diretamente responsável pela coordenação a orientadora de arte dramática Claudia Alves Fabiano, doutoranda em Pedagogia do Teatro pela ECA-USP, graduada e mestre em Artes Cênicas pela mesma instituição. As atividades realizadas foram administrativas, organizacionais, de produção cultural e de colaboração e coordenação em espaços pedagógicos. Especialmente no período em que colaborou, houve a busca por uma nova relação do teatro e da dança. Realizando, assim, ações culturais tanto pontuais quanto contínuas, sendo elas: Oficina de Férias para a comunidade USP e externa (2019 e 2020), Aula Aberta (Semana de Recepção aos calouros) (2019), Teatro Falado (ação formativa em São Carlos) (2019), Organização e recepção de espetáculos e workshops (2018-2020), XVIII Circuito TUSP de Teatro, Semana de Arte e Cultura (2019 e 2020), colaboração e coordenação semanal do Núcleo de Experiência e Apreciação Teatral (Núcleo TUSP de São Carlos) (2018-2020).

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Material de divulgação realizado para o TUSP.


Imagens das oficinas ministradas e da produção de espetáculos.


Bárbara Barbosa Machado


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