ESPAÇO MULTIUSO PARA EVENTOS CULTURAIS
ESPAÇO MULTIUSO PARA EVENTOS CULTURAIS
Estácio - Uniseb Arquitetura e Urbanismo Trabalho Final de Graduação Bianca Ferreira Leite Orientador: Rodrigo Gutierrez Ribeirão Preto | 2016
Agradecimentos
Agradeço primeiramente a Deus, que se fez presente em todos os momentos da minha vida, me passando a segurança e discernimento necessários em todas as minhas decisões. Aos meus pais e irmãos por sempre incentivarem que eu buscasse o caminho do conhecimento e do aprendizado, pelo amor e apoio incondicional. Ao Professor Rodrigo Gutierrez, pela orientação, apoio, confiança, por todo o aprendizado que me proporcionou e pelo tempo dedicado para a conlusão deste trabalho. A Professora e Coordenadora Catherine D’ándrea pela orientação, por me passar um pouco do seu talento e sabedoria. E a todos os professores, que proporcionaram todo conhecimento e aprendizado necessário para a minha formação acadêmica.
“Só se pode alcançar um grande êxito quando nos mantemos fiéis a nós mesmos.” Friedrich Nietzsche
Sumário 1. 2.
Introdução
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Fundamentação Conceitual 2.1. Arquitetura Cinética 2.2. Turismo 2.3. Cultura 2.4. Evento 2.5. Espaço de Eventos Multiuso
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Caracterização da Cidade 3.1. História de Delfinópolis 3.2. Local de Intervenção e Caracterização do Entorno
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Referências Projetuais 4.1. Centro Cultural de Eventos e Exposições 4.2. Parc des Glacis 4.3. Centro de Arte Contemporânea Inhotim 4.4. Praça Pública de Oslo 4.5. Parque Ibirapuera
46
Desenvolvimento do Projeto 5.1. Primeiros Estudos 5.2. Programa de Necessidades 5.3. Partido Arquitetônico
56
6.
O Projeto
64
7.
Considerações Finais
78
3. 4.
5.
Lista de Figuras e Mapas Referências Bibliográficas
1.
Introdução
O presente trabalho propõe a implantação de um Espaço Multiuso para Eventos Culturais para o município de Delfinópolis-MG, visando através de seus espaços à expansão da cultura juntamente com as necessidades reais e atuais do município. A criação desse espaço impulsionará os eventos da cidade, colaborando com o aumento produtivo do mercado cultural e artístico em Delfinópolis. O trabalho propõe o incentivo para a realização de eventos no município, por isso a criação de um espaço multiuso, que atenda eventos culturais, como shows, feiras e exposições. Procurando atender necessidades características de diversos tipos de eventos, permitindo as atividades da comunidade local, de tal modo que possa ser implantado na
cidade e que permita a utilização do local mesmo quando não ocorram eventos. Juntamente com uma implantação de infraestruturas, para auxiliar a realização de qualquer tipo de atividade em espaços públicos e uma reforma viária que liga o local do edifício a ser construído com a praça principal da cidade, onde os eventos são realizados hoje em dia. O município de Delfinópolis apresenta diversas deficiências em relação ao lazer da população e dos visitantes. A população não tem acesso a equipamentos de lazer e cultura, e a falta desses atrativos dentro da zona urbana mostra uma cidade sem estrutura e sem atendimento necessário ao turismo e a todos seus moradores.
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Av. Padre Ivo Soares de Matos
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Rua Joã
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Rua José Venâncio de Andrade
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Legenda: Terreno Praça Mapa 1 | Delfinópolis - MG
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Os eventos da cidade sempre foram realizados ao ar livre, na Praça Manoel Leite Lemos, a principal da cidade, na Avenida Padre Ivo Soares de Mato e na “Prainha”, localizada na Rua João Soares e Rua Coronel Melo Santos, que é um local onde o Rio Grande encontra-se em seu entorno, área verde, dois campos de futebol e uma quadra de areia e que são pertencentes à prefeitura. Porém, a realização de eventos nesses locais apresentam uma série de adversidades para o município e para aqueles que usufruem das festividades, como por exemplo, a falta de banheiros coletivos, causando filas e desconfortos; as sujeiras que são depositadas no local, pois há falta de lixeiras em ambientes públicos; a interdição da rua onde está sendo realizado o evento e também
das vias aos redores, pois ficam dias para montar a estrutura, como posicionar as tendas, palco, mesas, cozinha para a preparação da culinária, entre outros; em dias chuvosos, além de causar grande incômodo, diminui bastante o movimento dos eventos; áreas verdes degradadas, entre tantos outros. Para o desenvolvimento do projeto, procurou-se buscar referências de edificações existentes, com o objetivo de aumentar o conhecimento sobre os Espaços de Eventos, analisando formas, métodos construtivos, materiais, espaços, dentre outros. Com esse conhecimento ajudou a ampliar o campo de pesquisas bibliográficas para a elaboração da proposta
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Figura 1. |“Prainha” | Fonte: Arquivo Pessoal
13 Figura 2. | Delfinópolis - MG |Fonte: achetudoeregião.com.br |Acesso em: 18 novembro, 2016.
Fundamentação Conceitual
Figura 3. | Praça Manoel Leite Lemos |Fonte: Delfinopolis.eco|Acesso em: 02 Junho, 2016
O município juntamente com a zona rural tem cerca de 7 mil habitantes e faz parte do circuito turístico Nascentes das Gerais e tem como principal atração turística o Complexo do Claro, um conjunto de cachoeiras localizadas próximas ao centro da cidade. Por ser uma cidade turística é preciso ter opções de atividades de lazer e entretenimento cultural para atender os turistas e toda a população, tornando a cidade mais acolhedora e acessível. Porém não possui uma estrutura ade-
quada para atender a todos, os eventos sempre foram realizados ao ar livre, como carnavais e quermesses, cada evento tem uma característica diferente, ocorrem em períodos distintos do ano, por isso a implantação de um Espaço Multiuso, que inclui questões como: programa flexível, incentivos culturais e infraestrutura adequada. A criação desse espaço impulsionará o cenário turístico e cultural da cidade, incentivando cada vez mais o turismo e os eventos no município. 14
2.
Fundamentação Conceitual
A fundamentação conceitual foi baseada em pesquisas como, arquitetura cinética, turismo, cultura, eventos e espaço multiuso para melhor abordagem do tema e compatibili--dade do projeto com a realidade do município. 16
Arquitetura Cinética
Figura 4| – Kiefer Technic Showroom | Fonte: Archdaily | Acesso em: 06 Junho, 2016
O termo cinético está relacionado com movimento ou “pôr em movimento” e esse termo se relaciona muito com o projeto a ser desenvolvido, pois a diversidade de eventos no local admite essa mudança no ambiente, tornando mutável a cada particularidade das atividades realizadas no ambiente. Estes sistemas cinéticos podem ser classificados em três tipologias, como: transportáveis, independentes e integradas. As estruturas cinéticas transportáveis são aquelas com a possibilidade de estar localiza-
das em diversos locais de forma temporária, sendo capazes de serem montadas e desmontadas. As independentes, constituem uma forma independente em relação ao conjunto arquitetônico. E por fim, as estruturas cinéticas integradas, são sistemas que estão inseridos e integrados em um projeto, com função de controlar e adaptar a arquitetura. As estruturas cinéticas possuem a capacidade de “ganharem vida” e movimento, através de
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Figura 5| – Kiefer Technic Showroom | Fonte: Archdaily | Acesso em: 06 Junho, 2016
processos como deslizar, dobrar e desdobrar, expandir ou de transformar a dimensão e forma das estruturas. Estes sistemas movimentam-se através de diversos tipos de sistemas: mecânicos, pneumáticos, químicos, magnéticos ou naturais. (FOX; KEMP, 2009) Portanto, em uma sociedade em permanente mudança, a flexibilidade é cada vez mais um aspecto ao qual a arquitetura deve responder. Uma estratégica tecnológica tanto na própria arquitetura, quanto em um design mobiliário faz com que a construção ou o am-
biente torna-se mais eficiente em relação a forma e ao aproveitamento do espaço. Como o espaço abrigará eventos de várias identidades, com dinâmicas distintas, essa abordagem de arquitetura cinética facilita a organização para o acontecimento da própria festividade, permitindo variar e transformar os espaços em função das necessidades momentâneas e assim permitindo a relação e a integração constante entre o edifício e a população
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Turismo
Figura 6 Trakking |Fonte: Delfinopolis.eco | Acesso em: 02 Junho, 2016
Pode-se definir o turismo como o deslocamento de pessoas no espaço geográfico, evidenciando o turismo como um acontecimento sociocultural em sua essência. Também é compreendido como viagem ou deslocamento; a permanência fora do domicílio; temporalidade; sujeito; e objeto do turismo (BENI, 2000). Atualmente, o turismo é considerado uma das maiores fontes de desenvolvimento de localidades, regiões e países devido sua capacidade geradora de empregos, seu desempenho na redistribuição geográfica dos investimentos, seu potencial de atrair grandes e
pequenos empresários, seus efeitos de fixação do homem na região de origem, assegura Rodrigues (2004). Segundo Ruschmann (2002), o interesse mundial pelos programas de turismo com espírito de aventura ou turismo "verde", que possibilita o contato direto do turista com a natureza, faz com que o Brasil se posicione como uma destinação ideal para esse novo e promissor seguimento do mercado turístico. Nesse contexto, o município de Delfinópolis oferece inúmeras diversidades turísticas, somadas as suas lindas cachoeiras contornadas pela Serra da Canastra e pode ser considerado uma ilha cercado pelo Rio Grande. 19
Figura 7 | Cachoeira da Gruta | Fonte: Delfinopolis.eco | Acesso em: 02 Junho, 2016 Isolados dos municípios vizinhos pelos intransponíveis paredões da Serra da Canastra e pelas águas da represa de Peixotos, os habitantes de Delfinópolis, a última cidadezinha do sudoeste de Minas na fronteira com São Paulo, transformaram seu isolamento numa arma para preservar a cidade de alguns problemas causados pelo progresso. O “confinamento” de Delfinópolis, perdia entre montanhas e lagos, é a razão de felicidade dos tranqüilos e alegres habitantes do local.(O GLOBO, 1974, p. 6)
A Organização Mundial das Nações Unidas, em 1963, adotou o seguinte conceito para turista: Visitantes temporários que permanecem pelo menos vinte e quatro horas no país visitado, cuja finalidade da viagem possa ser classificada sob um dos seguintes tópicos: lazer (recreação férias, saúde, estudo, religião e
esporte), negócios, famílias missões e conferências. (BENI, 2004, p. 35)
O autor definia os excursionistas como visitantes que não pernoitam nas localidades visitadas e são definidos como “visitantes temporários que permaneçam menos de vinte e quatro horas no país visitado”. O turismo ecológico é diferenciado do ecoturismo, ambos realizam atividades em áreas naturais. O ecoturismo tem como finalidade a prática de atividades em ambientes naturais induzindo a um desenvolvimento econômico de acordo com as premissas da sustentabilidade social, econômica e ecológica. 20
21 Figura 8 | Cachoeira |Fonte: arquivo pessoa Ézer Eduardo Carvalho
Figura 9 | Estrada do Céu | Fonte: Ecoviagem | Acesso em: 02 Junho, 2016
Já o turismo ecológico visa uma interação entre o homem e a natureza, mais branda, pois o simples fato de pisar na terra, realizar uma trilha pode ser entendido como turismo ecológico, dependendo da capacidade de visitantes em determinado espaço de tempo que um atrativo turístico pode receber, exigindo assim um planejamento adequado a sua situação. A relação entre homem e espaço turístico pode provocar impactos na sociedade, criando transformações socioculturais, de formas positivas como negativas. Cruz (2006) alega que: “Se, de um lado, o turismo gera riqueza, renda, postos de trabalho, etc., de outro, pode desencadear processos inflacionários, principalmente na escala local, e aprofundar práticas indesejadas como prostituição infantil e tráfico de drogas.”
O turismo sustentável surge como uma nova visão para o setor com a finalidade garantir a viabilidade dos destinos e empreendimentos a longo prazo, contribuindo substancialmente para a promoção do desenvolvimento econômico e social, para a proteção do meio ambiente e da diversidade cultural. A expansão do turismo deve ocorrer até o limite da capacidade territorial de receber visitantes. Deve-se impor limites ao crescimento do turismo, pela preservação do meio ambiente, tanto do ponto de vista físico como social. (PETROCCHI, 1998, p. 59)
Nesse contexto, planejar e adequar o turismo com um espaço arquitetônico multiuso viabiliza a ampliação de oportunidades para a população, proporcionando aos turistas o conhecimento cultural além do turístico. 22
Cultura
Figura 10 | Culinária Local | Fonte: Delfinopolis.eco | Acesso em: 02 Junho, 2016
Tendo como objetivo projetar um espaço que abrigue as atividades culturais de Delfinópolis, nos vemos na obrigação de refletir sobre o que faz parte da cultura local e o que deve ser valorizado. Para isso, nos aproximaremos de conceitos da antropologia a fim de delimitar os conceitos sobre cultura. A cultura permeia o nosso cotidiano, representada de diferentes formas e meios, demonstrando seu valor para a sociedade. O antropólogo Edward Tylor, definiu a cultura como: “[...] todo complexo que inclui conhecimentos, crenças, arte, moral, leis, costumes ou qualquer outra capacidade ou hábitos adquiridos pelo homem enquanto membro de uma sociedade” (TYLOR, 1871)
Este conceito, explicando os significados da palavra cultura, possibilita exemplificá-la como o fundamento de toda civilização ou sociedade.
De acordo com Geertz (1978) cultura “[...] não é apenas um ornamento da existência humana, mas uma condição essencial para ela – a principal base de sua especificidade.” Apenas somos capazes de identificar a origem de determinado indivíduo, avaliando os traços de sua cultura, pois ela atua como elemento de diferenciação entre hábitos e costumes humanos, onde pessoas são integradas a atividades e princípios filosóficos. CANEDO, 2008, afirma que a atualidade possibilita compreender a cultura como a tradução de um conjunto de padrões coletivos humanos através dos símbolos, valores morais, pensamentos e tradições históricas. Representa as expressões populares artísticas e atividades intelectuais, todo produto do trabalho intelectual do homem e seu significado para a sociedade. 23
Figura 11 | Artesanato Local | Fonte: Delfinopolis.eco | Acesso em: 02 Junho, 2016 Acredita que é fator de desenvolvimento humano, Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em na qual é distinguida como um dos fundamentais conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à propulsores da política social urbana, memória dos diferentes grupos formadores da sociedade transformando e regenerando a condição brasileira, nos quais se incluem: intelectual das pessoas, proporciona alterações I- as formas de expressão, II- os modos de criar, fazer e viver; significativas nos índices locais de violência. III- as criações científicas, artísticas e tecnológicas; Conduzindo a construção da identidade individual
e coletiva de um ambiente, desenvolvendo a visão de sociedade de um indivíduo como cidadão. Diante das atuais discussões suscitadas entre turismo e cultura a realização de eventos é a ligação para tornar essa relação histórica. E cada vez mais as pessoas têm buscado, através da realização de viagens turísticas, um crescimento cultural advindo da observação dos diversos tipos de culturas característicos de cada local visitado. A Constituição Brasileira de 1988, define em seu artigo 216:
Os Centros Culturais ou Centros de Eventos são considerados modelo de participação, possibilitando a realização de oficinas de música, canto, arte, conto de histórias, shows e diversos outros tipos de manifestações culturais, que propiciam momentos de lazer, descontração, valorização, reconhecimento, prazer e despertam a conscientização que a população de que indiferente da classe socioeconômica, o lazer é um direito de todos (SILVA, LOPES, XAVIER, 2009). 24
25 Figura 12 | Monjolo|Fonte: Acesso pessoa Ăˆzer Eduardo Carvalho
Figura 13 | Praça Manoel Leite Lemos |Fonte: Acesso pessoa Èzer Eduardo Carvalho
A intenção do projeto Espaço Multiuso para Eventos Culutais é de estimular o turismo e despertar os fatores culturais dentro de Delfinópolis, é uma forma de elevar recursos para atrair visitantes e podendo até mesmo ampliar economicamente o município. A cultura é considerada uma atividade econômica de importância global, que monopoliza elementos econômicos, sociais, culturais e ambientais (BATISTA, 2005). Morel, 1996 , destacou que o turismo é um fenômeno inserido na cultura pois: [...] é entendido como uma das grandes e mais significativas atividades econômicas de nosso tempo, envolvido através do conhecimento das realizações da humanidade, presentes na realidade sob várias formas, à vista disso,
pode-se dizer que a história da humanidade é expressa pelo patrimônio cultural que nos foi legado e que refletem a personalidade histórico-artística de cada sociedade, constituindo sua própria identidade cultural. (MOREL, 1996, p.2).
O arquiteto Marcelo Ursini, diz que “o senso comum define o espaço público como oposição ao espaço privado, reduzindo estes conceitos a valores de uso e posse. Desta maneira, público e privado se separam de forma nítida, desprezando qualquer possibilidade de continuidade entre estes espaços.” Dentro deste conceito, pensar em um espaço multiuso que possa ser utilizado por todos, para atender a demanda pública da tradição cultural de Delfinópolis.
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Evento
Figura 14 | Folia de Santos Reis | Fonte: Delfinopolis.eco | Acesso em: 02 Junho, 2016
Sobre o surgimento de eventos no Brasil, segundo Matias (2007), a organização de eventos surgiu com a realização de feiras ao ar livre, as quais possuíam semelhanças com as que ocorriam na idade média, onde os comerciantes montavam barracas para vender seus produtos. A mais famosa desta época acontecia no Largo da Glória, no Rio de Janeiro, a qual com o passar do tempo foi sendo melhorada até atingir a estrutura das atuais exposições. "Evento é uma concentração ou reunião formal e solene de
pessoas e/ou entidades realizada em data e local especial, com o objetivo de celebrar acontecimentos importantes e significativos e estabelecer contatos de natureza comercial, cultural, esportiva, social, familiar, religiosa, científica etc" (ZANELLA, 2006, p.13).
Devido a esta abordagem, decidimos que além do espaço multiuso para os eventos culturais, também incentivaríamos a realização de eventos nas ruas da cidade, daqueles que possuem suas próprias identidades e devido a cultura são realizados na praça principal do
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Figura 15| Folia das Almas| Fonte: Delfinopolis.eco | Acesso em: 02 Junho, 2016
O importante é a realização do evento, pois estes adquirem diversas características, de cunho social, econômico e político, identificando cada povo e sua respectiva época. A realização de eventos possibilita uma maior integração social e a ampliação de seus relacionamentos. Com isso, o homem há muito tempo organiza e participa de uma série de acontecimentos como palestras, feiras, entre outros, tornando-se algo rotineiro em suas vidas. "É um conjunto de táticas e estratégias que são desenvolvidas com a finalidade de progresso, bem-estar, da satisfação e ocupação prazerosa. Possibilita a apuração os lastros comerciais e culturais científicos, etc. e
seus objetivos variam de acordo cm a intenção e com a planificação. Alavanca a economia e acontece em caráter eventual. Foge da rotina e contempla interesses religiosos, lúdicos, folclóricos, comerciais, políticos e culturais, atendendo anseios de intercambio, d massificação, de demonstração ou exposição e de divulgação, entre outros". (RISPOLI, 2007, p.21).
A existência de um evento em local apropriado aconteceu no Brasil no ano de 1849, com a realização de um baile de carnaval. A expansão deste setor ocorreu somente no ano de 1950, originando as primeiras entidades e associações especializadas no planejamento e execução desta área. (MATIAS, 2007) 28
Coloca-se em nivelamento as atividades voltadas à produção e as voltadas ao lazer passam por uma nova avaliação. Para atender estas últimas com eficácia torna-se necessária a implantação de locais adequados, com espaços livres distribuídos por toda a cidade, com áreas verdes somadas a outras destinadas aos jogos e esportes próximos às residências (FEIBER, 2005). Torna-se indispensável pensar o espaço urbano dentro de um conceito onde seja avaliado como uma permuta de fatores que objetivam a qualidade de vida, onde é
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A demanda por espaços multiuso que atenda a população na realização de eventos vem desafiando o mundo arquitetônico, que busca criar ambientes viabilizando a realização de diversos eventos, com local adequado para realização de shows, exposições, palestras e feiras; atendendo a nova realidade do homem dentro de um pensamento puramente racional, no que se nomeia hoje como urbanismo progressista. De acordo com Dias (2006), o urbanismo progressista é conduzido pela ciência desta forma, deve conceber modelos perfeitos.
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de
Espaço Mulltiuso
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importante compreender a cidade como um aglomerado participante de um todo maior, que contribua para planejar suas construções considerando suas relações entre si, permitindo que a cidade possua, de fato, uma identidade (PAIVA, 2002). O conceito multiuso é uma solução arquitetônica e urbanística que procura reunir em um único empreendimento múltiplas funções, ou como ensina o renomado arquiteto peruano Bernardo Fort-Brescia, professor da Universidade de Harvard, essa é uma modalidade que se assemelha a um cubo
mágico ou a um quebra-cabeça, essa visão se deve à necessidade de combinar diversas peças em um único espaço. Baseado nessa definição de Espaço Multiuso, o projeto a ser executado faz parte dessa solução arquitetônica, pois será um espaço que atenda vários tipos de eventos, tendo que introduzir ambientes com funções diferentes em um único espaço, como teatro de arena para apresentações, área para exposições, área para a realização de eventos que ja acontem no município, área de alimentação e convívio. 30
3.
Caracterização da Cidade
Belo Horizonte Delfinópolis MG
Franca Ribeirão Preto
Mapa 2 | Brasil
Passos
Mapa 3 | Minas Gerais
O município de Delfinópolis está localizado ao sudoeste do Estado de Minas Gerais. De acordo com dados do IBGE a população do município é de aproximadamente 7.143 pessoas no ano de 2015, com um território de 1.378,423 km2 com densidade demográfica de 4,95 hab/km2, à 401 km de Belo Horizonte, capital de minas Gerais. Em seus limites há grandes propriedades rurais, que utilizam suas terras para a agropecuária. A economia do município está voltada para as atividades agrícolas, que antigamente era predominada por milho, café, cana-de-açúcar, banana, arroz feijão e soja agora sede lugar para as plantações de banana. Atualmente a bananicultura é o principal componente do agronegócio de Delfinópolis, com 68 produtores que cultivam uma área de 1.503 (ha) hectares da fruta, sendo 1.053 (ha) em produção e 450 (ha) em formação. O município
Mapa 4 | Delfinópolis
está classificado como o 4º no ranking dos cinco maiores produtores do Estado, segundo Sávio Marinho. E na pecuária: leite e seus derivados, gado de corte e suinocultura. Como destaque o desenvolvimento do setor turístico. Com a implementação do turismo, a chegada do asfalto e as facilidades de deslocamento para as cidades como Passos, Franca e Ribeirão Preto, a cidade passou por significativas modificações nos aspectos cultural, social e político, atraindo muitos turistas. O turismo hoje em dia é o foco do município, pois esse faz parte do circuito Nascentes das Gerais, com um enorme Complexo de Cachoeiras, Delfinópolis proporciona mais de 150 catalogadas. Além das cachoeiras, também conta com serras, trilhas e a represa que banha a cidade, oferecendo práticas esportivas. E apesar de pequeno, o município é aprazível e bastante tranquilo. 32
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Locais de Lazer
Rua Joã
Legenda:
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Rua Abrahão José Pedro
Rio Grande
Rio Grande
Locais de lazer público Locais de lazer público desativados Locais de lazer privado: Bar / Restaurante
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Av. Padre Ivo Soares de Matos
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Diante fatos históricos que transformaram a cidade de Delfinópolis, um município que transmite paz e sossego a todos que visitam, ficou privado ou restrito de diversão e lazer. A cidade oferece pouca estrutura, conta com um clube “Aquarius Clube”, que encontra-se desativado, o poliesportivo que está em reforma por tempo indeterminado, um campo de futebol “América Futebol Clube”, onde são realizados pequenos campeonatos infantis, academias ao ar livre doadas pelo estado, poucos bares e lanchonetes para os jovens frequentarem. Melo e Alves Junior (2003, p.93) afirmaram que, “a palavra lazer e seus diversos sentidos foram incorporados popularmente na linguagem
Mapa 5| Locais de Lazer em Delfinópolis
das pessoas, tornando-se muito importante e passando a ser vivenciada na vida cotidiana”. Cada individuo procura o seu lazer, uma atividade que lhe proporcione prazer, bem-estar e descanso. Conta-se que na década de 80 a única diversão e lazer dos jovens eram as brincadeiras dançantes no Aquarius Clube, que aconteciam apenas em datas comemorativas, e passeios em volta da fonte luminosa na praça da matriz. Diante do exposto, adequar um local de que possa ser multiuso, atendendo a realização de eventos e disponibilizando meios e formas de sanar as carências do município.
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Calendário do Município Festa Divino Janeiro Espírito Santo / Folia de Reis Fevereiro Carnaval Março Abril Maio Festa Junina Junho Julho Festa São Vicente de Paulo Agosto Procissão dos Navegantes Setembro Outubro Novembro Dezembro Dia da Cidade / Reveillon Encontro de Motoqueiros Data Móvel e Gipeiros / Festas/Shows Apresentações de dança
Quantidade de pessoas que procuram a Central de Apoio aos turistas - 2015 Janeiro 510 Fevereiro
253
Março
109
Abril
212
Maio
187
Junho
177
Julho
272
Agosto
154
Setembro
225
Outubro
394
Novembro
124
Dezembro
133
Total
2750
Figura 16 | Tabela quantidade de pessoas que procuram a central de apoio aos turistas | Fonte: Arquivo Pessoal
O calendário de festas tradicionais da cidade é apresentado ao lado, demonstrando também as datas que a cidade é mais visitada. Pode-e afirmar que no dia da Festa do Divino Espírito Santo, Reveillon e Carnaval são as datas que os turistas mais frequentam nossa cidade. E uma análise comparativa da primeira tabela com a segunda evidencia que no período de férias escolares, janeiro, julho e a semana do saco cheio em outubro, são épocas em que o Centro turístico recebe mais visitantes, em busca de distração, lazer, conhecimento e cultura.
Figura 17 | Calendário de eventos de Delfinópolis | Fonte: Arquivo pessoal
Figura 18 | Aquarius Clube | Fonte: Arquivo Pessoal
Figura 19 | Poliesportivo | Fonte: Arquivo Pessoal
Figura 20| Campo de Futebol América| Fonte: Arquivo Pessoal
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História de Delfinópolis
Figura 21| Construçãoda Igreja Matriz | Fonte: Minha Terra tem História
Delfinópolis, é um município que nasceu a margem direita do Rio Grande, localizado entre os ribeirões Extrema, Forquilha, Engano e o Rio Santo Antônio. Hospitaleira cidade nasceu da doação realizada Dona Violanta Luzia de São José, esposa de Ambrósio Gonçalves Pacheco, dono de Tres Sesmarias. A doação de 288 hectares de terras virgens, para patrimônio de uma capela a ser edificada em honra do Divino Espírito Santo, originou o povoado denominado Espírito Santo da Forquilha, nome que adotou em homenagem ao padroeiro local e em face do ribeirão citado. “No século XIX, Violanta Luzia de São José doou 288 hectares para a construção da capela do Divino espírito Santo. A partir daí começou a se formar um núcleo chamado Povoado espírito Santo da Forquilha. (PEREIRA, Claudinei, in Jornal CP, 1ª Ed., setembro de 2013, p. 2).
Faz parte nos arquivos do IBGE-MG que o
Senhor Ambrósio Gonçalves Pacheco e sua esposa D. Violanta de São José confirmando a doação de 288 h. de terra às margens do ribeirão da Forquilha para que aqui se configurasse o desenvolvimento de um povoado que já estava definido e delineado. Consta também que a construção da igreja foi iniciada pela senhora Maria Rita de Jesus, esposa do senhor Floriano Carrilho de Castro, iniciando o povoado (SOBRINHO, José Leite, 2004, p. 40). Sabe-se que João Marques, Joaquim de Almeida e Justiniano, de sobrenome desconhecido, foram os primeiros habitantes do povoado, dentre outros. Foi descoberto em 1871, terrenos auríferos no Rio Santo Antônio, por Antônio Rodrigues fato que veiculou um progresso acelerado para o povoado, que no mesmo ano passou a distrito, do município de Santa Rita de Cássia. 35
Figura 22| Ponte Surubim | Fonte: Minha Terra tem História
Após a edificação da capela do Divino Espírito Santo formou-se o povoado que denominou-se Divino Espírito Santo da Forquilha devido à forma do encontro de dois rios formando uma “forquilha”. O nome do povoado e seus bairros não ocorreram de imediato, a denominação inicial de Distrito de Espírito Santo da Forquilha, foi objeto de questionamentos e sugestões de mudança, tal como podemos observar no registro de José Leite Sobrinho. De acordo com Sobrinho: Espírito Santo da Forquilha publicou-se num jornal com o título de “O Brasil”. Na edição de número 11, de 10 de outubro de 1915, consta um artigo com o título “Novo Baptismo” que “fala sobre a necessidade de trocar o nome do Distrito de Espírito Santo da Forquilha para Ibiracamty ou Miracamby que querem dizer Forquilha de Pau (nada a ver com a realidade original). O artigo fala também da
denominação Delfinópolis. O assunto foi largamente discutido e comentado pela sociedade da época, mas as mudanças só ocorreram em 1919” (SOBRINHO, 2004, p.63-67).
Essas alterações nas designações dos antigos distritos, ou povoados era considerada habitual, estavam sujeitas a influências dos líderes políticos locais, especialmente os antigos “Coronéis” e os líderes políticos em nível do Estado. Em 1919, com o intuito de prestar homenagem ao Governador Delfin Moreira da Costa, desta forma o primeiro nome do Governador “Delfin” foi acrescentado a “polis” que significa: cidade, sendo ligada pela vogal “o”, determinando o nome de nossa cidade: Delfinópolis. No ano de 1938 foi elevado a categoria de município.
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Figura 23 | Usina Marechal Mascarenhas de Moraes| Fonte: worldmapz.com.br | Acesso em: 24 de novembr0, 2016
Presume-se que anteriormente, esta localidade foi habitada por índios, por ter sido encontradas peças indígenas, domésticas e de guerra, nos arredores do lugar denominado "Ponte do Surubi", onde se acredita ter sido o local exato em que os mesmos tiveram seus acampamentos. Nota-se, perto da Cachoeira do Santo Antônio vestígios da passagem de bandeiras, deixaram escavações profundas e antigas com deslocamento de pedras que testemunham sua presença. Relata Sobrinho, 2004, que a Usina de Peixoto no Rio Grande iniciou sua construção em 1953 inundando grande parte das terras delfinopolitanas, levou a “Ponte do Surubim”, que ficou submersa, deixando a cidade isolada. A primeira turbina entrou em funcionamento a 21 de dezembro de 1956. Esta Usina foi chamada de
Peixoto porque sua construção fica nas proximidades da “Ponte dos Peixoto” e inaugurada em 1957. No ano de 1968 a Usina de Peixoto recebe a denominação de Usina Marechal Mascarenhas de Moraes. (SOBRINHO, 2004, p.123) Na década de 1990, passou a ser considerada cidade turística, conhecida como cidade natureza, ou Paraíso do Ecoturismo. A chegada da cidade já é um passeio turístico obrigatório, uma navegação de 1.300m pelo Rio Grande em uma balsa onde pode-se observar a natureza a sua volta. O turismo viabilizou a construção de pousadas, atendendo o turista de forma simples e com a tradicional comida mineira que seduzem os visitantes. Também tornou-se fonte geradora de renda e emprego, ampliando a qualidade de vida dos habitantes. 37
Figura 24| Travessia da Balsa| Fonte: Arquivo de Ézer Carvalho
A cidade mesmo refém do isolamento, conseguiu progredir, para atender os turistas e divulgar a cultura tradicional. Mas, ainda carece da criação de um local para a realização de eventos futuros que atendam a demanda de moradores e visitantes de acordo com a época do ano e festividades. Na dissertação de mestrado: Êxtase místico, realismo profano: tramas de sentido no simbolismo e ritual da festa religiosa (Delfinópolis-MG, século XX) de autoria de Itamar Teodoro de Faria encontra-se esta carta: Como vemos Delfinópolis Delfinópolis é uma cidade pequena, calma, gostosa de viver. É como se fosse uma ilha desértica, com poucas casas e muitas fazendas. Poucos veículos, natureza linda. Morar aqui é super gostoso. O serviço é pouco. O movimento também. Tem pessoas ricas e pobres. Mas, não temos fome, meninos de rua. Todos têm uma casa, comida e trabalho. Não tem assalto,
não tem ladrão. Só de galinha e porco... Antigamente era um povoado triste e sem quase ninguém. Começou assim: poucas casas e mata por todos os lados. Usavam cavalo. Espírito Santo da Forquilha era seu nome. Hoje muita coisa mudou. Mas é linda e pura. Diferente das cidades grandes que são sujas, poeirentas... Delfinópolis tem 44 ruas, 3 avenidas e 3 praças. A mais bonita é a da Igreja da Matriz, com sua fonte jogando água pra cima... Delfinópolis tem muitos pontos turísticos... Somos uns 8 mil habitantes... Só de vez em quando vem muitos turistas, aí a cidade fica com muitas pessoas. Eles gostam dos pontos turísticos, das montanhas muito verdes, das matas floridas na primavera... Mas eu não gosto de ver turistas na minha cidade. Eles sujam os córregos e o chão. Porque tem gente que não gosta de Delfinópolis? Gosta mesmo é de São Paulo. Porque aqui é muito pequeno. Há casas velhas. Será porque para chegar aqui tem que passar pela balsa e é perigoso?
O autor, relata que a criança transcreveu com sua pureza de infância a visão de nosso município, que todos se ajudam conhecendo-se entre si. 38
Local de Intervenção e Caracterização do Entorno Vista 1
1 2 3
4
5
Terreno
Figura 25 | R. Coronel Melo Santos | Fonte: Arquivo de Nilva Garcia
Vista 2
N
Mapa 6 | Caracterização do Entorno
Figura 26| Rodoviária de Deldinópolis| Fonte: Arquivo de Nilva Garcia
Vista 3
Figura 27 | Fábrica de Laticínios| Fonte: Arquivo de Nilva Garcia
Vista 4
Figura 28 | Campo de Futebol| Fonte: Arquivo de Nilva Garcia
Vista 5
Figura 29|R. João Soares| Fonte: Arquivo de Nilva Garcia
39
Figura 30|Vista do píer da “prainha”| Fonte: Ézer Carvalho
A escolha do terreno se deu através da valorização da beleza da paisagem, pelas vistas privilegiadas para a Serra Preta e para a represa que envolve toda a área do projeto. Na área de implantação encontra-se em seu entorno o Rio Grande, local mais conhecido como “prainha”, quatro casas, áreas verdes, dois campos de futebol e uma quadra de areia. Toda essa área pertence a prefeitura do município. Parte dessa área verde tem projetos futuros para se tornar área de lazer e convivência, com tudo, se pensa futuramente em fazer uma junção do
Espaço de Eventos com a área de lazer. O Terreno onde deverá ser implantado o projeto está localizado entre as Ruas Abrahão José Pedro, João Soares e Coronel Melo Santos. As três ruas estão ligadas aos pontos principais da cidade, a Praça da Matriz no centro, a saída para as cachoeiras e a avenida principal da cidade, Av. Padre Ivo Soares de Matos, respectivamente. Portanto a área do projeto é um local estratégico, onde o acesso é fácil. Além disso, a rodoviária também se encontra nas proximidades.
40
Acesso | Ventilação | Insolação
Entrada principal da Cidade
Nascer do Sol
SO
NE
Coro
Rua Abrahão José Pedro
O
Rua
L
Legenda:
nel M
SE
elo S
S
NO
Rua Joã
o Soare
N
Vias principais de acesso Ventilação Insolação
Terreno
Rio
anto
s
Av. Padre Ivo Soares de Matos
Gra
nde
Pôr do Sol
s
Rio Grande
Saída para cachoeiras
Os ventos premominantes vêm do Noroeste para o Sudeste. Mapa 7 | Acesso, Ventilação e Insolação
Praça
Figura 31|Terreno| Fonte: Arquivo pessoal
Figura 32|Terreno| Fonte: Arquivo pessoal
Figura 33|Terreno| Fonte: Arquivo pessoal
41
Vias Arteriais Vias Coletoras Vias Locais
nde Gra Rio
s anto elo S nel M
Rua Torquato José de Almeida
Coro
Rua Pedro José Venância de Andrade
Rua Joã
Rua
Legenda:
Av. Padre Ivo Soares de Matos Rua Tomás Novelino
Av. Antenor
Hierarquia Viária
o Soare
s
Rio Grande
Terreno Praça Manoel Leite Lemos
N Mapa 8| Hierarquia Viária
As vias arteriais recebem um maior número de veículos, como exemplo a Av. Padre Ivo Soares Matos, que é a principal do município de Delfinópolis, ligando à todos os bairros e setores. As vias coletoras recebem um fluxo moderado de veículos ao longo do dia, pois facilitam o acesso aos locais divergentes da área, como exemplo a Av. Antenor Pereira de Morais, que é a entrada da cidade e a Rua Pedro José Venâncio de Andrade, onde possui um maior número de comércios e serviços. Por fim, as vias locais recebem o fluxo menos intenso de veículos, pois a principal função é levar os moradores para suas residências. 42
Uso e Ocupação do Solo | Gabarito
R. Pedro José Venância de Andrade
Rio
Gra
nde
R. Pedro José Venância de Andrade
N
N
Rio Grande
Legenda: Residencial Comercial Institucional Prestação de Serviço Industrial
Mapa 9 | Uso e Ocupação do Solo
Mapa 10 |Gabarito
Legenda: Edifícios de 1 pavimento Edifícios de 2 pavimentos Área Verde Área do Projeto
Área Verde Área do Projeto
A área de estudo possui um maior índice de imóveis residenciais e, é possível notar que a presença de comércios, serviços e institucionais são mais pontuais e a maioria próximos a principal rua, como a Rua Pedro José Venâncio de Andrade. Porém, por ser uma cidade pequena, não há problemas com distanciamento, sendo considerado sempre próximos e de fácil acesso. Quanto ao gabarito, a área de estudo possui apenas três edifícios de 2 pavimentos, sendo um residencial, um comercial e um prestação de serviço e o restante são de 1 pavimento. Delfinópolis possui características de uma cidade pequena e do interior, com predominância de edifícios baixos. 43
Equipamentos Urbanos
8
N Legenda: Escola Estadual 1- Escola Estadual Prof. Neiva Maria Leite 5º ano ao 3º colegial Escola Municipal
Gra
elo S
4
Rio
anto
5
Rua Torquato José de Almeida
nel M
9
Rua Tomás Novelino
Av. Padre Ivo Soares de Matos
s
nde
23
Rua Pedro José Venância de Andrade
6 Rua Joã
Coro
1
Rua
Av. Antenor
7
9
o Soare
s
Rio Grande Mapa 11 | Equipamentos Urbanos
2 - Centro Municipal Maria Inez Nogueira Lemos 3 - Centro de Educação Infantil 4 - Escola Cônego Marinho 1º ao 4º ano Hospital Municipal 5 - Hospital Eupídio Rodrigues Pinto Postos de Saúde 6 - Diretoria de Saúde 7 - Família Projeto Santo Antônio 8 - Família Bela Vista Outros 9 - Poliesportivo 10 - Rodoviária Terreno
Dentre os equipamentos presentes na cidade de Delfinópolis, existem apenas escolas públicas municipal e estadual, sendo apenas uma para cada período escolar e uma creche. Possui o Hospital Municipal e três postos de saúde, porém a saúde é muito precária, há falta de médicos e suportes para algum caso mais sério, tendo sempre que recorrer às cidades vizinhas, como Cássia, Passos e Franca. 44
4.
ReferĂŞncias Projetuais
Av. Padre Ivo Soares de M
46
Centro Cultural de Eventos e Exposições Arquitetura: Estúdio Arquitetura - Dario Corrêa Durce, Emerson Vidigal, Eron Costin, Fabio Henrique Faria e João Gabriel Moura Rosa Cordeiro Local: Cabo Frio – RJ Ano do Concurso: 2014 Área do terreno: 5.000 m² Materiais predominantes: alumínio, concreto e vidro O Centro Cultural de Eventos e Exposições foi o vencedor do concurso realizado na cidade de Cabo Frio e a concepção do projeto leva em consideração as seguintes premissas: Figura 34|Centro Cultural de Eventos e Exposições|FOnte: Archdaily | Acesso em 13 mio, 2016
Matos
A escolha do projeto referência é devido a integração do edifício, cidade e paisagem; a flexibilidade nos tipos de usos e a utilização do espaço público mesmo quando não ocorram eventos no local. Essas são as principais premissas para o futuro projeto, pois o local a ser executado possui características semelhantes, como o Rio Grande e a Serra ao redor, e a importância da relação com o munícipio, permitindo assim uma interação com a comunidade local.
- A priorização das visuais do entorno natural e construído, não só a partir da edificação, mas também da rua, da praça e dos demais espaços, criando-se uma relação forte entre edifício, cidade e paisagem natural. - A qualificação da relação entre espaços interiores e exteriores, promovendo flexibilidade nos tipo de usos. - A organização do lote em 3 setores distintos: estacionamento/serviços, edifício e praça. - A promoção de um espaço público a ser utilizado pela comunidade local, mesmo quando não ocorram eventos no pavilhão
Lago Píer
Edifício Estacionamento
Praça
Figura 35|Centro Cultural de Eventos e Exposições|FOnte: Archdaily | Acesso em 13 mio, 2016
47
Vigas principais e secundárias em concreto que fazem também a função de fachada. E para a cobertura treliça espacial em alumínio, que possa garantir a rápida fabricação e montagem. A ideia central por trás desses sistemas é minimizar o impacto da corrosão salina nas peças estruturais. Figura 36|Centro Cultural de Eventos e Exposições FOnte: Archdaily Acesso em 13 mio, 2016
Apoios em concreto
nde
Cobertura
Pavimento Superior: auditório e administração
restaurante,
Figura 38|Centro Cultural de Eventos e Exposições FOnte: Archdaily Acesso em 13 mio, 2016
Rio
Térreo: Exposições, reuniões e praça de alimentação. Propõe-se a flexibilização dos ambientes internos do pavilhão de forma que possa ter várias configurações. Para isso, foram desenhados auditório e salas de reunião que permitem o recolhimento das paredes e, consequentemente, o aumento significativo das áreas expositivas.
Gra
Figura 37|Centro Cultural de Eventos e Exposições FOnte: Archdaily Acesso em 13 mio, 2016
Corte Longitudinal A-A
Corte Transversal B-B 48
B
A
A Circulação, vão livre e praça de alimentação
Planta Térreo
B
B
A
A
Legenda: Circulação Vertical Auditório Salas deReuniões Administração Planta Pavimento Superior
B
49
Parc des Glacis - França
Bancos
Árvores alinhadas
Parque infantil
Conexão com o parque
Muros de aço cortén
Figura 39|Mapa Parc de Glacis | Fonte: Archdaily Acesso em 22 novembro, 2016
Jardim Inglês
Arquitetos: 2/3/4/ Localização: Parc des Glacis, 25000 Besançon, França Coordenação de Projeto: Agate Mordka Área: 2500.0 m² Ano do projeto: 2013
O projeto desfruta de excepcionais vistas sobre o vale de Doubs e o centro histórico da cidade. Está implantando numa importante via arterial entre a estação de trem e um bairro histórico. Atravessado por um caminho pedonal muito movimentado, este espaço preserva a história do lugar e sua memória coletiva. A escolha do projeto é devido ao uso dos muros de aço cortén, que além de relatar a lembrança gravada dos soldados, fornecem vistas para a passagem circundante. O Parc des Glacis é um espaço público que integra paisagem e cidade.
Figura 41|Parc de Glacis | Fonte: Archdaily Acesso em 22 novembro, 2016
Figura 40|Parc de Glacis | Fonte: Archdaily Acesso em 22 novembro, 2016
Figura 41|Parc de Glacis | Fonte: Archdaily Acesso em 22 novembro, 2016
Figura 42 | Parc de Glacis | Fonte: Archdaily Acesso em 22 novembro, 2016
50
Centro de Arte Contemporânea Inhotim
Figura 43 |Inhotim| Fonte: clubedaestrada.com | Acesso em 23 novembro, 2016
Local: Brumadinho, MG Início do Projeto: 1980 Área Total: 786,06 há Autores do projeto paisagístico: Roberto Burle Marx e Luiz Carlos Orsini
O Centro de Arte Contemporânea de Inhotim situado em Brumadinho-MG, 60 km de Belo Horizonte é um lugar em contínua transformação, onde a arte convive em relação única com a natureza. O Instituto foi idealizado pelo empresário mineiro Bernardo de Mello Paz a partir de meados da década de 1980. Em 1984, o local recebeu a visita do renomado paisagista Roberto Burle Marx, que apresentou algumas sugestões e colaborações para os jardins. Desde então, o projeto paisagístico cresceu e passou por várias modificações, com a dedicação do paisagista Luiz Carlos Orsini entre os anos 2000 e 2004. A propriedade privada se transformou com
o tempo, tornando-se um lugar singular, com um dos mais relevantes acervos de arte contemporânea do mundo e uma coleção botânica que reúne espécies raras e de todos os continentes. Os acervos são mobilizados para o desenvolvimento de atividades educativas e sociais para públicos de faixas etárias distintas. O Inhotim, uma Oscip (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), tem construído ainda diversas áreas de interlocução com a comunidade de seu entorno. Com atuação multidisciplinar, o Inhotim se consolida, a cada dia, como um agente propulsor do desenvolvimento humano sustentável. 51
Figura 44 |Inhotim| Fonte: abctur.com.br | Acesso em 23 novembro, 2016
O acervo artístico do Inhotim compreende cerca de 500 obras de mais de 100 artistas de 30 diferentes nacionalidades. Com foco na arte contemporânea produzida internacionalmente a partir dos anos 1960 até os nossos dias, o acervo abrange escultura, instalação, pintura, desenho, fotografia, filme e vídeo. O Instituto conta também com Parque Ambiental que está em constante crescimento, distribuídos em dois principais acervos: Reserva Natural e o Parque Tropical. Atualmente são cultivadas no jardim do Parque mais de 3.000 espécies de plantas. As ações educativas do Inhotim são programas para promover o conhecimento da arte por jovens da cidade de Brumadinho e cidades vizinhas e aumenta a interação dos participantes com a produção artística contemporânea 54 presente no
Figura 45 |Inhotim| Fonte: pinterest.com.br | Acesso em 23 novembro, 2016
museu. Há também ações sociais que é necessário criar e potencializar estratégias de desenvolvimento local, preservação do patrimônio e do meio ambiente, geração de renda, turismo, educação, esporte, saúde e infraestrutura de Brumadinho. O Inhotim é o maior jardim Botânico do Brasil e o maior museu a céu aberto da América Latina. As obras de arte contemporânea expostas singularmente no Inhotim e os jardins se articulam de tal maneira que cada visita denota uma nova experiência. Na proposta de Projeto para o Espaço multiuso tem como premissa oferecer a toda população e visitantes o desenvolvimento de uma relação espacial entre a arte contemporânea e a natureza, expondo obras de arte em áreas abertas, ao redor da área do projeto é cercada de montanhas e uma represa. 52
Praça Pública em Oslo Figura 46|Praça de Oslo| Fonte: archdaily | Acesso em 23 novembro, 2016
Arquitetos: MX_SI architectural studio, mestreswåge arquitectes Localização: Trygve Lies Plass, 1051 Oslo, Noruega Área: 5.200 m² Ano do projeto: 2016
Figura 47|Praça de Oslo| Fonte: archdaily | Acesso em 23 novembro, 2016
O projeto transforma uma praça existente em um espaço público permeável e integrador. Com um gesto simples e claro modifica-se a topografia continua da praça ao centro e eleva-se, criando assim a cobertura do Centro de Mobilidade Sustentável. A praça de Oslo apresenta uma superfície curvilínea que se eleva transformando na cobertura que acolhe a estação de carga e estacionamento. O projeto proposto do Espaço Multiuso também possui um tipo de cobetura que é a própria rampa, permitindo o acesso ao piso superior com uma vista panorâmica privilegiada. 53
Marquise do Parque Ibirapuera Palácios das Nações e do Estado Prédio da Bienal
Auditório Pavilhão de Exposições “OCA”
Figura 48|Ibirapuera| Fonte: archdaily | Acesso em 23 novembro, 2016
O projeto do renomado arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer, uma marquise com aproximadamente 600 metros de extensão, que interliga um conjunto de edifícios, suspensa sobre algumas colunas, muito afastadas entre si. O espaço criado sob essa marquise é um imenso vazio entre edificações cujos conteúdos, funções, pré-estabelecidos determinam, sugerem, condicionam usos, significados e sentidos. Apesar de ter sido pensada como uma grande cobertura para as pessoas que circulam de um prédio ao outro, esse espaço, entretanto, não Museu de Arte é meramente um complemento desses outros espaços circundantes, pois o funcionamento Moderna desses dá-se de forma completamente independente de sua existência ou não.
Legenda
Estrutura: A marquise é sustenda sustentada por 106 pilares circulares com diâmetro constante de 50 cm. Além de oito pilares em V situados nas suas quatro extremidades. A distância entre pilares variam de 12 m a 28 m, podendo na sua porção central uma medida na diagonal entre dois pilares atingir respeitáveis 44 m. a cobertura em laje nervurada com caixões perdidos dispõe de vigas longitudinais de altura de 80 cm e vigas transversais de altura variável, atingindo na borda 25 cm de espessura. O pé-direito é variável, de 3 m a 4,25 m.
Vias p
Terren Figura 49|Ibirapuera| Fonte: archdaily | Acesso em 23 novembro, 2016
Figura 50|Ibirapuera| Fonte: archdaily | Acesso em 23 novembro, 2016
54
5.
a:
principais de acesso
no
Rua Abra Desenvolvimento do Projeto
Legenda: Vias principais de acesso Terreno
S
Praรงa
56
ahão José Pedro Gra nde
Primeiros Estudos
Rio
Primeiramente foi depreciso Av. Padre Ivo Soares Matos identificar as potencialidades do terreno. O projeto será implantado em um terreno considerado plano, com metragem quadrada bem significativa e assim permitindo a inserção de várias atividades no local, localizado em uma área nobre da cidade e valorizando a Figura 51|Casa 1| Fonte:Arquivo Pessoal paisagem; ao entorno Rua do terreno serãoJosé Pedro Abrahão retiradas três casas pertencentes a prefeitura e atualmente sem uso. A proposta do presente trabalho é criar um Espaço Multiuso para eventos, cultura e lazer para toda população e visitantes da cidade de Delfinópolis e inicialmente surgiram três propostas distintas para a realização do projeto, Figura 52|Casa 2| Fonte:Arquivo Pessoal Figura 53|Casa 3| Fonte:Arquivo Pessoal como: Rio Grande
aída para cachoeiras Mapa 12 | Porposta 1
Rio Grande
PROPOSTA 1 Seria o projeto do Espaço Multiuso, sendo este público, aberto, democrático e acessível diariamente, que atenda as necessidades de Delfinópolis em relação aos eventos ocorridos no município e lazer da população.
Mapa 13 | Porposta 2
Mapa 14 | Porposta 3
PROPOSTA 2 Conta-se com o projeto do Espaço Multiuso e uma intervenção apenas na Praça Manoel Leite Lemos, com o objetivo de incentivar os eventos que já são realizados culturalmente na área, através de uma implantação de infraestruturas para auxiliar a realização de qualquer tipo de evento, como pontos de energia, lixeiras, entre outros equipamentos necessários.
PROPOSTA 3 Além do projeto do Espaço Multiuso e da intervenção na praça principal da cidade, seria feito uma conexão dos dois locais através de uma intervenção viária na Rua Abrahão José Pedro. Nessa intervenção pretende-se trocar o calçamento da via, instalação de mobiliários e iluminação diferenciada.
57
Programa de Necessidades
Legenda: Teatro de Arena Área técnica do teatro (subsolo) Banheiros Área de convívio Sala Palestras Café / Lanchonete Sala de Apoio Área Verde Deck
N Mapa 15 | Programa de Necessidades
Para a escolha de uma das três propostas sugeridas e elaboração do programa de necessidades foram feitos vários estudos e pesquisas. A partir disso a escolha deu-se pela Proposta 3, visto que a intervenção viária ligando o Espaço Multiuso com a Praça Manoel Leite Lemos haverá uma maior integração do projeto com a cidade e esse é um dos pré-requisitos mais importantes para a projeto, pois Delfinópolis é uma cidade pequena que já possui suas características locais. Com a proposta definida inicia-se a realização do programa referente às necessidades. Levou-se em conta que a cidade possui um déficit de locais de lazer, cultura e para realização de eventos como apresentações, shows, palestras, etc. Dessa forma foram inseridos no programa um
teatro de arena para atender qualquer tipo de apresentação, juntamente com uma área técnica de apoio, espaços livres para convívio e também para possíveis eventos, tanto no térreo, quanto na parte superior do edifício (marquise), áreas verdes, banheiros públicos, café, lanchonete, uma sala para palestras, sala de apoio e um deck que alonga-se até a represa tornando-se um píer para possíveis desembarcações e até mesmo práticas de esportes náuticos. A forma como o programa foi inserido no terreno contribui para a integração com a cidade e a paisagem ao redor. Todas as áreas, teatro de arena, térreo, marquise, café, lanchonete e deck possuem fácil acesso. 58
Partido Arquitetônico O projeto consiste na interpretação das leituras projetuais e atendendo as necessidades possíveis de acordo com o local a ser executado. O Espaço Multiuso abrange alguns temas, como teatro de arena, espaços livres para possíveis eventos e convívio dos visitantes, praça de alimentação, espelho d’água, salas de apoio e para realização de palestras ou cursos e o deck. O espaço é acessível para qualquer público, crianças, adolescentes, idosos e portadores de deficiência, com rampas de acesso para todos os pisos. O Projeto segue a ideia de uma grande marquise com vão livre sobre alguns pilares, que dará a sensação de leveza e valorizará a vista para a paisagem ao redor. Será composto por elementos arquitetônicos como o concreto, vidro e madeira, que serão indispensáveis ao projeto. O Espaço Multiuso tem dois objetos marcante. O muro de aço cortén, que cruza todo o projeto, sendo utilizado para guarda-corpo e também para a estética do espaço. E a marquise que ao mesmo tempo que é cobertura, é também uma rampa que permite acesso ao piso superior com uma vista panorâmica privilegiada, um espaço aconchegante para convívio com bancos e iluminação. Há também uma abertura na marquise, que permite a entrada de luz natural. No vão livre há um espelho d’água, onde os visitantes poderá andar sobre ele através de blocos de concreto, e nesses blocos também terá algumas esculturas expostas, sendo estas sempre trocadas para a disseminação da cultura. As obras de arte também estarão espalhadas por toda área verde do espaço, que serão vistas pelo público durante os passeios pelos caminhos existentes, que são compostos por mobiliários urbanos, como: bancos, postes de iluminação e lixeiras. No vão livre, além do espelho d’água com as esculturas, encontra-se a praça de alimentação, sala para palestras e de apoio, sanitários e início do deck que alonga-se até a represa. No subsolo terá o teatro de arena, que permite qualquer tipo de apresentações e shows. Possui também o espaço de apoio aos artistas, que contém dois camarins, salas de apoio e sala técnica para armazenar equipamentos necessários para tais eventos e um corredor para ventilação e
Muro de aço cortén 1º Pav. Nível 8,00
Abertura na marquise Marquise com vista panorâmica
Sanitários Térreo Nível 3,00
Espelho D’água Sala de apoio e Lanchonete Deck Sala de palestras e café Teatro de Arena
Subsolo Nível 0,00
Área técnica do teatro
iluminação dessa área. Haverá uma conexão do Espaço Multiuso com a Praça Manoel Leite Lemos, através de uma intervenção viária que conecta os dois lugares, com a instalação de mobiliários urbanos, vegetação, iluminação e calçamento diferenciado. Ao redor do terreno onde será implantado o projeto, haverá também uma intervenção, como troca do calçamento das ruas, sinalização para pedestres, revitalização do campo de futebol, calçadas e vegetação. Essa intervenção acontecerá nas ruas: R. Abrahão José Pedro (conexão com a praça), R. João Soares e R. Coronel Melo Santos. Além da intervenção na praça atual da cidade, com o objetivo de incentivar os eventos que já são culturalmente realizados na área, através de uma implantação de infraestruturas para auxiliar a realização de qualquer tipo de evento no local, como pontos trocamde energia, lixeiras e entre outros equipamentos necessários. 59
Arquibancadas em concreto armado
Pilares da área com vão livre d = 80cm
Pilares dos edifcícios: café, lanchonete, salas de palestras e apoio 20 x 40 cm Madeira
Térreo Nível 3,00
Cimento Queimado
Subsolo Nível 0,00
Pilares da área técnica do teatro de arena 20 x 40 cm Aço Corten
ESTRUTURA E MATERIALIDADE: Como sistema construtivo será utilizado o concreto armado com pilares e vigas moldados in loco, pois encontramos mão de obra com maior predominância para execução. É um sistema que é possível a construção do traçado curvo, como o caso da marquise e as rampas, possibilitando a criação de um projeto inovador e agregando valor arquitetônico para o município. Os edifícios como, os banheiros, café, lanchonete, salas de palestras e apoio são construções que também servirão de base para suportar a marquise. Como materialidade, além do concreto na marquise, rampas, teatro de arena e caminhos, serão utilizados o aço corten, cimento queimado no piso, vidro no guarda-corpo da abertura da marquise e na fachada da sala de apoio, palestra, café e lanchonete para que os visitantes e o usuários das áreas possuam vistas para a paisagem. A madeira está presente no palco do teatro de arena, no deck e em alguns detalhes da construção. 60
Circulação
1º Pavimento Nível 8,00
Térreo Nível 3,00
Subsolo Nível 0,00
Acesso 1º Pavimento Nível 8,00
Térreo Nível 3,00
Subsolo Nível 0,00
CIRCULAÇÃO E ACESSO: Uma construção acessível e aberta a todos. O acesso ao projeto é apenas para pedestres, que ocorre no decorrer do terreno por todos os lados. Todas as áreas tem fácil acesso, de tal maneira que quem está caminhando pela calçada entra no edifício sem perceber. O acesso ao subsolo tem duas possibilidades, as rampas que permite o acesso pelos dois lados do terreno ou pelas arquibancadas do teatro de arena. Ao térreo, para o vão livre, sanitários, praça de alimentação e salas de palestras e apoio, permite-se acesso pelo deck ou pelos caminhos da área verde. Para o pavimento superior através das rampas da marquise, pelos dois lados do terreno. 61
Madeira
Figura 54|I Projeto de Intervenção Viária | Fonte: Arquivo Pessoal
Praça Manoel Leite Lemos
Kafru
Soares
N
Olive
ira
s
dro
R. C o Mapa 16 | Intervenção Viária
ni de
oare
sé Pe
ão S
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R. João
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R. Jo
R. M
l Me
R. Ab
Terreno INTERVENÇÃO VIÁRIA: A conexão do projeto com a praça principal da cidade foi realizada através de uma intervenção viária na Rua Abrahão José Pedro, por meio da instalação de postes de iluminação, bancos, lixeiras, vegetação e mudança no calçamento. Também foram realizados a revitalização do campo de futebol e das ruas ao redor do projeto, como Rua João Soares, Rua Maria Kafruni de Oliveira e Rua Coronel Melo Santos, com o objetivo de integrar o projeto com a cidade de Delfinópolis. 62
6. Figura 55|I Projeto deIntervenção Viária | Fonte: Arquivo Pessoal
63
Praรงa O Projeto
64
Planta Subsolo B
C
1,465 +3,00
D
E
F
A
A
G
77,07
+3,00
1,465
DESCE
DESCE
N +3,00 +2,70 +2,40
16,07
+1,80
8,00
16,40 16,12
+2,10
+1,50 +1,20 +0,90 +0,60
+3,00
DESCE
+3,00
+0,30
32 5
DESCE
28
Teatro de Arena ±0,00
±0,00
55
33
±0,00
55 55 55
i = 8,33%
i = 8,33% 55
55
55
D
55
55
25,495
55
D
25
6,97
,53
Palco
±0,00
54
Circulação
Aço Corten
Muro de aço corten
1
22
1
+0,60
94
Muro de aço corten
3,40
+0,60
15
±0,00
18
,09
3,40
+0,60
33
Sala de preparação
6,68
3,95
4,05
A: 66,00m²
2 C
Camarim Feminino
Camarim Masculino
A:22,00m²
WC.
-0,02
A:22,00m²
WC.
A:6,84m²
3
A:6,84m²
4
Sala Técnica
Sala de Apoio
A: 28,86m²
A: 28,86m²
4
51
6,40
3,70 3,00
20
1,70
14,92
3
-0,02
3,80 60
4,00
20
2 C
±0,00
2,30
7,80
5
20
7,80
16,10
5
Corredor de ventilação
B
B
E
A
B
C
D
E
A
E
F
G
No Subsolo está localizado apenas o teatro de arena e sua área técnica, contendo camarins masculino e feminino, sala técnica, sala de apoio, sala de preparação e um corredor para ventilação. O Acesso é através das rampas nas duas laterais do terreno ou pelas arquibancadas do teatro. 65
Planta Térreo C
E
F
A
B 10,10
5,90 +3,00
+3,00
DESCE
DESCE
N
+3,00
16,12
+3,00
+3,00
+3,00
DESCE
DESCE
Teatro de Arena 28
±0,00 ±0,00
±0,00
i = 8,33%
i = 8,33%
D
D +3,00
+3,00
Palco
23,91
+0,60
Muro de aço corten
A: 2,28m²
1
5
2 C
8,25
3,50
+2,98
WC. Masc. A: 35,85m²
98 6,20
20
1,00
5 95 25
3
1,90
95
5
4,00
95
A: 35,85m²
7,00
95
+2,98
WC. Fem.
43
5
95
2 C
3,70
5
95
20
10 95
25 95 5
3,95
Dml
A: 4,68m²
1,59
A: 4,68m²
70 1,00
Dml
A: 2,28m²
18
28
Muro de aço corten
1
2,80
20
3
2,80
11,22
9,35
6,20
B
2,00
11,80 4,70
2,00
B
65 80 80
86
80
80
6
6
Projeção cobertura
4,10
2,00
2,855
Projeção cobertura
14,20
4,695
Espelho D'água com obras de Amilcar de Castro
+3,00
2,65
2,00
14,86
+3,00
+3,02
7
+3,02
3,47
3,56
40
40,36
2,00
4,00
30
14,87
9,09
4,00
30
4,00
32,36 2,00
7
8
1,50
5,08
5,01
5,225
36
80
44
8
20 3,57
4,80 2,00
20 1,81
20
11,80
1,70
4,80 2,00
20
F
+3,00
5,73 2,00
3,40
+3,00
2,08
20
9
Sala de Apoio
F
A: 54,57m²
2,52
5,73 2,00
Sala Palestras
F
1,74
F
20
9
A: 54,57m²
+3,00
E 3,00
8,00
+3,00
A:37,44m²
10
10
10
5
F
F
2,52
A:37,44m²
+3,00
10
Café e lanchonete
F
Café e lanchonete
F
7,56
E
+3,00
+3,00
9,33
15,72
3,95
+3,00
11,80
15,62
8,90
80,00
8,93
2,00
H
I
J
K
L
M
A
7,05
Deck
4,48
+3,00
N
O
P
Q
2,89
1,80
4,90
No Térreno estão localizados os banheiros masculino e feminino, a praça de alimentação com café e lanchonete, sala para palestras, sala de apoio, área verde, espelho d’água, deck e área de convívio e exposições.
R
66
A
Planta Marquise
N
+3,00
Teatro de Arena +0,00
D
D +3,00
+3,00
Palco Sobe
0,60
Desce i = 8,33%
Sobe
i = 8,33%
Desce i = 8,33%
Muro de aço corten
Muro de aço corten
i = 8,33%
Jardim
C
C +6,80
B
20
3,80
20
B
20
Guardacorpo de concreto
20
20
32,00
20
20
20
Guardacorpo em vidro
E
E
+8,00
+8,00
45,15
A
+3,00
+3,00
A marquise é a cobertura do pavimento térreo que permite acesso ao piso superior através de rampas e onde encontra-se uma vista panorâmica privilegiada para a cidade e para as belas paisagens. Há um rasgo na cobertura para a passagem de iluminação natural e visão para o espelho d’água no térreo. 67
Perspectivas
68
69
70
71
72
73
74
75
76
+3,00
B
C
2,50
DESCE
5,90
D
E
2,10
1,465
F
A
A
2,10
5,90
G
+3,00
2,50
DESCE
N
1,465
77,07
+3,00 +2,70 +2,40
16,07
+1,80
8,00
16,40 16,12
+2,10
+1,50 +1,20 +0,90 +0,60
+3,00
DESCE
+3,00
+0,30
32 5
DESCE
28
Teatro de Arena
i = 8,33%
±0,00
±0,00
55
33
±0,00
55 55 55
i = 8,33% 55
55
55
D
55
55
25,495
55
D
6,97
25 ,53
Palco +0,60
33 ,09
54
3,40
15
±0,00
Circulação
Aço Corten
Muro de aço corten
1
22
1
+0,60
94
Muro de aço corten
+0,60
18
3,40
±0,00
Sala de preparação 6,68
3,95
4,05
A: 66,00m² ±0,00
2 C
Camarim Feminino
Camarim Masculino
A:22,00m²
A:22,00m²
WC.
1,70
14,92
-0,02
WC.
A:6,84m²
A:6,84m²
3
20
3
-0,02
3,80 60
4,00
20
2 C
4
Sala de Apoio
A: 28,86m²
A: 28,86m²
4
51
6,40
3,70 3,00
Sala Técnica
7,80
7,80
16,10
2,30
5
20
5
Corredor de ventilação
B
B
E
E
ESPAÇO MULTIUSO PARA EVENTOS CULTURAIS TRABALHO FINAL DE GRADUAÇÃO CURSO: ORIENTADOR: ASSUNTO:
ESC: 1:200
ALUNA:
A
B
C
D
E
A
PLANTA SUBSOLO
F
G
ARQUITETURA E URBANISMO / ESTÁCIO - UNISEB RODRIGO GUITIERREZ FOLHA:
PLANTA SUBSOLO BIANCA FERREIRA LEITE
DATA:
29/11/2016
ESCALA:
1.1 1:200
A +3,00
B
DESCE
C
E
5,90
+3,00
F
4,20
DESCE
5,90
N
+3,00
16,12
+3,00
+3,00
+3,00
DESCE
DESCE
Teatro de Arena 28
±0,00 ±0,00
±0,00
i = 8,33%
i = 8,33%
D
D +3,00
+3,00
Palco
23,91
+0,60
Muro de aço corten
Muro de aço corten
A: 2,28m²
8,25
A: 35,85m²
43
5 95
2 C
25
3
6,20
20 1,90
98
95
5
1,00
95
5
4,00
WC. Masc.
WC. Fem. A: 35,85m²
+2,98
7,00
95
+2,98
3,70
5
95
2 C
3,50
5
95
20
10 95
70 1,00
25 95
Dml
A: 4,68m²
1,59
A: 4,68m²
5
3,95
1
28
Dml A: 2,28m²
18
1
2,80
20
3
2,80
11,22
9,35
6,20
B
2,00
11,80 4,70
2,00
B
65 80 80
86
80
80
Projeção cobertura
Projeção cobertura
6
+3,00
32,36 2,00
2,65
2,00
+3,00
14,20
Espelho D'água com obras de Amilcar de Castro
4,695
14,86
4,10
2,00
2,855
6
+3,02
7
+3,02
3,47
3,56
40
40,36
2,00
4,00
30
14,87
9,09
4,00
30
4,00
7
8
1,50
5,08
5,01
5,225
36
80
44
8
4,80 2,00
20 1,81
Sala Palestras
20 11,80
1,70
4,80 2,00
20
+3,00 F
A: 54,57m²
F
+3,00
5,73 2,00
3,40
20 2,08
9
Sala de Apoio
F
9
20 3,57
F
5,73 2,00
1,74
2,52
20
A: 54,57m²
+3,00
E 3,00
8,00
Café e lanchonete
A:37,44m²
A:37,44m²
+3,00
F
F
+3,00
10
10
10
5
10
2,52
F
Café e lanchonete F
7,56
E
+3,00
4,4 8
+3,00
7,05
2,00
Deck
9,33
15,72
3,95
+3,00
+3,00
11,80
15,62
8,90
2,89
1,80
4,90
80,00
ESPAÇO MULTIUSO PARA EVENTOS CULTURAIS 8,93
TRABALHO FINAL DE GRADUAÇÃO CURSO: ORIENTADOR: ASSUNTO:
ESC: 1:200
5
2,39
H
2,84
I
3,11
J
3,00
K
2,00
L
12,00
M
5,00
A
PLANTA TÉRREO
5
N
5
3,41
O
2,59
P
ALUNA:
5
2,35
Q
R
ARQUITETURA E URBANISMO / ESTÁCIO - UNISEB RODRIGO GUITIERREZ FOLHA:
PLANTA TÉRREO BIANCA FERREIRA LEITE
DATA:
29/11/2016
ESCALA:
2.1 1:200
A
N
+3,00
Teatro de Arena +0,00
D
D +3,00
+3,00
Palco Sobe
0,60
Desce i = 8,33%
Sobe
Desce i = 8,33%
i = 8,33%
Muro de aço corten
Muro de aço corten
i = 8,33%
Jardim
C
C +6,80
20
20
3,80
20
20
B
Guardacorpo de concreto
20
20
32,00
20
20
B
Guardacorpo em vidro
E
E
+3,00
+8,00
+8,00
+3,00
45,15
ESPAÇO MULTIUSO PARA EVENTOS CULTURAIS TRABALHO FINAL DE GRADUAÇÃO CURSO: ORIENTADOR: ASSUNTO:
ESC: 1:200
ALUNA:
A
PLANTA COBERTURA
ARQUITETURA E URBANISMO / ESTÁCIO - UNISEB RODRIGO GUITIERREZ FOLHA:
PLANTA COBERTURA BIANCA FERREIRA LEITE
DATA:
29/11/2016
ESCALA:
2.2 1:200
CORTE A-A ESC: 1:100
CORTE C-C ESC: 1:100
CURSO:
ORIENTADOR:
RODRIGO GUTIERREZ ASSUNTO:
FOLHA:
CORTES
ALUNO:
CORTE E-E ESC: 1:100
DATA:
BIANCA FERREIRA LEITE
ESCALA:
29/11/2016
DIVERSAS
CORTE B-B ESC: 1:100
CORTE E-E ESC: 1:100
CURSO:
ORIENTADOR:
RODRIGO GUTIERREZ ASSUNTO:
FOLHA:
CORTES
ALUNO:
DATA:
BIANCA FERREIRA LEITE
ESCALA:
29/11/2016
DIVERSAS
7.
Considerações Finais
Nota-se que ao longo de todo o trabalho o conhecimento foi crescendo, tornando o projeto cada vez mais completo e possível para preencher uma área não utilizada na cidade de Delfinópolis. A metodologia e bibliografia utilizadas foram necessárias e suficientes para a realização do trabalho. Atendeu a todas as expectativas e os objetivos para a busca de um projeto que atendesse a cidade de Delfinópolis, uma proposta altamente necessária para toda a população e visitantes da cidade, agregando conhecimentos e produtividades em um espaço com possibilidade de atividades diárias e tudo em um ambiente agradável e flexível. A ausência de espaços de lazer, culturais e realização de eventos são supridos pela proposta, que faz do Espaço Multiuso um marco atrativo, atraindo as pessoas para a utilização do espaço e provocando o crescimento das manifestações culturais locais. 78
Lista de Figuras e Mapas Figura 1 Figura 2 Figura 3 Figura 4 Figura 5 Figura 6 Figura 7 Figura 8 Figura 9 Figura 10 Figura 11 Figura 12 Figura 13 Figura 14 Figura 15 Figura 16 Figura 17 Figura 18 Figura 19 Figura 20 Figura 21 Figura 22 Figura 23 Figura 24 Figura 25 Figura 26 Figura 27 Figura 28 Figura 29 Figura 30 Figura 31 Figura 32 Figura 33 Figura 34 Figura 35 Figura 36 Figura 37 Figura 38 Figura 39 Figura 40 Figura 41
“Prainha” Vista aérea de Delfinópolis Praça Manoel Leite Lemos Kiefer Technic Showroom Kiefer Technic Showroom Trakking Cachoeira da Gruta Cachoeira Estrada do céu Culinária Local Artesanato Local Monjolo Praça Manoel Leite Lemos e Igreja Matriz Folia de Santos Reis Folia das Almas Tabela Quantidade de pessoas que procuram Central de Turistas Calendário de Eventos Aquarius Cube Poliesportivo Campo de Futebol América Construção Igreja Matriz Ponte Surubim Usina Marechal Mascarenhas de Morais Travessia da Balsa Rua Coronel Melo Santos Rodoviária de Delfinópolis Fábrica de Laticínios Campo de Futebol Rua João Soares Vista do píer da “Prainha” Terreno Terreno Terreno Centro Cultural de Eventos e Exposições Centro Cultural de Eventos e Exposições Centro Cultural de Eventos e Exposições Centro Cultural de Eventos e Exposições Centro Cultural de Eventos e Exposições Parc des Glacis Parc des Glacis Parc des Glacis
13 13 14 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 34 34 34 34 34 35 36 37 38 39 39 39 39 39 40 41 41 41 47 47 48 48 48 50 50 50 79
Figura 42 Figura 43 Figura 44 Figura 45 Figura 46 Figura 47 Figura 48 Figura 49 Figura 50 Figura 51 Figura 52 Figura 53 Figura 54
Parc des Glacis Centro de Arqte Contemporânea Inhotim Centro de Arqte Contemporânea Inhotim Centro de Arqte Contemporânea Inhotim Praça Pública de Oslo Praça Pública de Oslo Parque Ibirapuera Parque Ibirapuera Parque Ibirapuera Casa 1 Casa 2 Casa 3 Projeto Intervenção Viária
50 51 52 52 53 53 54 54 54 57 57 57 62
Mapa 1 Mapa 2 Mapa 3 Mapa 4 Mapa 5 Mapa 6 Mapa 7 Mapa 8 Mapa 9 Mapa 10 Mapa 11 Mapa 12 Mapa 13 Mapa 14 Mapa 15 Mapa 16
Delfinópolis Brasil Minas Gerais Delfinópolis Locais de Lazer Caracterização do Entorno Acesso, Ventilação e Insolação Hierarquia Viária Uso e Ocupação do Solo Gabarito Equipamentos Urbanos Proposta 1 Proposta 2 Proposta 3 Programa de Necessidades Intervenção Viária
11 32 32 32 33 39 41 42 43 43 44 57 57 57 58 62
80
Referências Bibliográficas Centro Cultural de Cabo Frio, Disponível em: <http://www.archdail y . c o m . b r / b r / 0 1 - 1 8 3 6 7 1 / r e s u l t a d o s - d o - c o n curso-centro-cultural-de-eventos-e-exposicoes-cabo-frio-nova-fribugo-e-para ty>, Acesso em 13 de Abril de 2016. Kiefer Technic Showroom, Disponível em: http://www.archdaily.com/89270/kiefer-technic-showroom-ernst-giselbrecht-partner BENI, Mario Carlos. Analise estrutural do turismo. 2. ed. São Paulo: Ed. SENAC, 1998 Programa de Regionalização do Turismo: Roteiros do Brasil: Diretrizes Operacionais. BOULLÓN, Roberto C. Planejamento do Espaço Turístico. Trad. Josely Vianna Batista. Bauru: EDUCS, 2002. CRUZ, Rita de Cássia Ariza da. Planejamento governamental do turismo: convergências e contradições na produção do espaço. LARAIA, Roque de Barros. Cultura, um conceito antropológico. 18. Ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2005 BENI, Mario Carlos. Analise estrutural do turismo. 2. ed. São Paulo: Ed. SENAC, 1998 Programa de Regionalização do Turismo: Roteiros do Brasil: Diretrizes Operacionais. BOULLÓN, Roberto C. Planejamento do Espaço Turístico. Trad. Josely Vianna Batista. Bauru: EDUCS, 2002. CRUZ, Rita de Cássia Ariza da. Planejamento governamental do turismo: convergências e contradições na produção do espaço. LARAIA, Roque de Barros. Cultura, um conceito antropológico. 18. Ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2005 EMATER, Nova associação de bananicultores de Delfinópolis quer o registro de Indicação geográfica para a banana produzida no município e região. Disponível em: http://emater.mg.gov.br/portal.cgi?flagweb=site_tpl_paginas_internas&id=14841#.V09cyfkrLGI, Acesso em 01 de Jun. de 2016. 81
IBGE, Disponível em: http://cidades.ibge.gov.br/xtras/perfil.php?lang=&codmun=312120&search=minas-gerais|delfinopolis, Acesso em 01/06/2016. Jornal O Globo, 27 de outubro de 1974, O país, p.6. RISPOLI, Reginaldo. Eventos: como fazer. Brasília: Editora Redgraf, 2007. SILVA, Maria da Glória Lanci da. Cidades turísticas: identidades e cenários de lazer. São Paulo: Aleph, 2004. (Série Turismo). SOBRINHO, José Leite. Minha terra tem história. Passos Editora Offset São Paulo, 2004. ZANELLA, Luiz Carlos. Manual de Organização de Eventos: Planejamento e Operacionalização. 3° Ed. São Paulo: Atlas, 2006.
82