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1. INtRODUçãO

ESGOTO DOMÉSTICO NO MEIO RURAL

1. INTRODUÇÃO

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Hemerson Fernandes Calgaro

Inicialmente, importante definir alguns termos técnicos presentes ao longo deste trabalho, como: a) águas cinzas ‒ são aquelas provenientes dos lavatórios, chuveiros, tanques e máquinas de lavar roupa e louça, porém, quanto a este conceito, observa-se que ainda não há consenso internacional (FIORI et. al, 2006); b) água negra ‒ é o efluente proveniente dos vasos sanitários, contendo basicamente fezes, urina e papel higiênico ou proveniente de dispositivos separadores de fezes e urina, tendo em sua composição grandes quantidades de matéria fecal. Apresentam elevada carga orgânica e presença de sólidos em suspensão, em grande parte sedimentáveis, em elevada quantidade (GONÇALVES, 2006); c) esgoto doméstico ‒ trata-se do esgoto gerado nas atividades domésticas, composto pela mistura de água do vaso sanitário e águas cinzas; e d) esgoto sanitário ‒, formado pela combinação dos esgotos doméstico e industrial, água de infiltração e contribuição pluvial parasitária (TONETTI et. al, 2018). A água utilizada em todas as atividades domésticas transforma-se em resíduo líquido, efluente ou esgoto doméstico. O lançamento indiscriminado deste resíduo, sem o devido tratamento na natureza, causa impactos no âmbito sanitário e ambiental. O primeiro diz respeito aos problemas de saúde causados por doenças veiculadas a este esse resíduo e quanto ao impacto ambiental, diz respeito aos efeitos danosos deste desse resíduo nos recursos hídricos e no solo. Tem-se por definição de saneamento, como sendo o conjunto de medidas que objetivam a preservação ou modificação das condições do meio ambiente, visando prevenir doenças e promover a saúde, melhorar a qualidade de vida da população e a produtividade do indivíduo e facilitar a atividade socioeconômica. Em termos mundiais, os países-membros da Organização das Nações Unidas (ONU) lançaram, em 2015, os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sus1

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