Liçôes biblicas

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Coisas Estudos sobre o livro

enesis


PROFESSOR

B íb l ic a s Lições do A° trimestre de 2015 - Comentarista: Claudionorde Andrade

S u m á r i o 0 Começo de Todas as Coisas: Estudos sobre o Livro de Gênesis

Lição 1 Gênesis, o Livro da Criação Divina Lição 2 A Criação dos Céus e da Terra

11

Lição 3 E Deus os Criou Homem e Mulher

19

Lição A A Oueda da Raça Humana

26

Lição 5 Caim Era do Maligno

33

Lição 6 0 Impiedoso Mundo de Lameque

AO

Lição 7 A Família que Sobreviveu ao Dilúvio

A7

Lição 8 0 Início do Governo Humano

55

Lição 9 Bênção e Maldição na Família de Noé

63

Lição 10 A Origem da Diversidade Cultural da Humanidade

70

Lição 11 Melquisedeque Abençoa Abraão

77

Lição 12 Isaque, o Sorriso de uma Promessa

83

Lição 13 José, a Realidade de um Sonho

90

2015 - Outubro/Novembro/Dezembro

L icõ e s B íb lic as / P ro fe sso r

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« L W

a i g j j j

L içõ es Bíb l ic a s Publicação Trim estral da Casa Publicadora das A ssem bleias de Deus Presidente da Convenção Geral das A sse m b le ias de Deus no Brasil José W ellington Bezerra da Costa Presidente do Conselho A dm inistrativo José W ellington Costa Júnior Diretor Executivo Ronaldo Rodrigues de Souza Gerente de Publicações Alexandre Claudino Coelho C onsultoria Doutrinária e Teológica Antonio G ilberto e C laudionor de Andrade Gerente Financeiro Josafá Franklin Santos Bomfim Gerente de Produção Jarbas Ramires Silva G erente Com ercial Cícero da Silva G erente da Rede d e Lojas João Batista Guilherm e da Silva Gerente de Tl Rodrigo Sobral Fernandes Chefe de Arte & D e sign W agner de Alm eida Chefe d o Setor de Educação Cristã César M o isé s Carvalho Editora Telma Bueno Projeto gráfico, capa e diagram ação Flamir Am brósio

Prezado professor. Com a graça do Senhor, chegamos ao último trimestre de 2015. Vamos encerrar o ano estudando o começo. Sim, o começo de tudo, o primeiro livro do Pentateuco — Gênesis. Este livro, escrito por Moisés, nos ajuda a entender quem somos e de onde viemos. Por intermédio do estudo deste precioso livro, podemos afirmar que Deus criou todas as coisas, que a criação não é uma obra do acaso ou o resultado da explosão de uma partícu­ la. Deus é o grande Criador, a Causa Primária de tudo! 0 universo, assim como o ser humano, é obra do mais habilidoso Artesão, o Todo-Poderoso. No livro de Gênesis também vamos encontrar a história da formação do povo hebreu, o povo escolhido por Deus para se revelar à humanidade de um modo mais pessoal. Porém, Deus não queria favorecer apenas os hebreus. Não! Seu plano era restau­ rar Israel e utilizá-lo como canal de bênção para as demais nações. Veremos ainda o episódio mais triste da história da humanidade, o pecado. Vamos ver como ele entrou no mundo e afetou toda a raça humana. 0 Éden, palco do episódio mais triste da raça humana, é também o lugar onde a primeira promessa do envio do Salvador é feita (Gn 3.15). Deus nos ama, e não deixaria a sua criação entregue à própria sorte. Que aquEle que tudo criou o abençoe, e que você possa ter ex­ periências marcantes com o Criador, mediante o estudo desse primeiro livro das Sagradas Escrituras. Até o próximo ano e trimestre! J o sé W ellington C o sta J ú n io r

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L içõ e s B íb licas / P ro fe sso r

Presidente do Conselho Administrativo R o n a ld o R o d rig u e s de S o u z a

Diretor Executivo Outubro/Novembro/Dezembro - 201 5


Lição 1 4 de Outubro de 2 0 1 5

Gênesis, o Livro da

Texto Áureo

Verdade Prática

"No principio, criou Deus os céus e a terra." (G n 1.1)

Sem o livro de Gênesis, as grandes perguntas da vida ainda estariam sem resposta.

LEITURA DIARIA S e g u n d a -G n 1.1 Deus cria, no princípio, os céus e a terra

Q u in ta -G n 7.1-12 A maldade humana se multiplica e Deus ordena o dilúvio

T e rça-G n 2.7 A criação do ser humano, obra prima da criação

S e x ta -G n 12.1-3 Deus chama Abraão e dá início à nação de Israel

O u a rta -G n 3.1-7 A Queda do homem e a entrada do pecado no mundo

S á b a d o -G n 45.5 José, o governo da providência divina

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LEITURA BÍBLICA EM CLASSE Gênesis 1.1-10,14,26 1 - No principio, criou Deus os céus e a terra.

8 - E chamou Deus à expansão Céus; efoi a tarde e a manhã: o dia segundo.

2 - E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.

9 - E disse Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num lugar; e apareça a porção seca. E assim foi.

3 - E disse Deus: Haja luz. E houve luz. A - E viu Deus que era boa a luz; efez Deus separação entre a luz e as trevas.

10 - E chamou Deus à porção seca Terra; e ao ajuntamento das águas chamou Mares. E viu Deus que era bom.

14 - E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separa­ - E Deus chamou à luz Dia; e às trevas ção entre o dia e a noite; e sejam eles chamou Noite. Efoi a tarde e a manhã: para sinais e para tempos determinados o dia primeiro. e para dias e anos. 6 - E disse Deus: Haja uma expansão 2 6 - E disse Deus: Façamos o homem no meio das águas, e haja separação ã nossa imagem, conforme a nossa entre águas e águas. semelhança; e domine sobre os peixes 7 - E fez Deus a expansão efez se­ do mar, e sobre as aves dos céus, e paração entre as águas que estavam sobre o gado, e sobre toda a terra, e debaixo da expansão e as águas que sobre todo réptil que se move sobre estavam sobre a expansão. E assim foi. a terra. H INOS SUG ERIDOS: 216,526, 527, da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL Apresentar um panorama geral do livro de Gênesis.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

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Q

Apresentar o tema, data, autoria e local do livro de Gênesis;

O

Conhecer os objetivos do livro de Gênesis;

©

Explicar o conteúdo do livro de Gênesis.

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• INTERAGINDO COM O PROFESSOR Prezado professor, neste último trimestre do ano estudaremos a respeito do livro de Gênesis. O autor deste primeiro livro do Pentateuco é Moisés. Mediante o estudo desse livro respondemos a duas grandes perguntas da humanidade: “Quem criou o universo?" e "De onde viemos?" Os principais temas do livro de Gênesis, que serão estudados ao longo das lições são: A criação, a Queda, o dilúvio, o recomeço da civilização e a origem da nação de Israel. 0 comentarista é o pastor Claudionor de Andrade— autor de diversos livros e Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD. Oue o Deus que tudo criou o abençoe, e que você tenha experiências mar­ cantes mediante o estudo do livro de Gênesis.

COMENTÁRIO INTRODUÇÃO

No princípio, criou Deus os céus e a terra" (Gn 1.1). O assunto Sem o Gênesis, não terí­ central do livro, portanto, é amos condições de respon­ a origem divina dos céus, der às grandes perguntas da terra, da humanidade e da vida: "Quem fez os céus do povo de Israel. e a terra?" e "De onde vie­ 2. Data. A cronologia m o s?" Tendo em vista a de que d isp o m o s indica sua importância à nossa fé, que o Gênesis foi escrito no começaremos a estudar, a partir século 15 antes do nascim ento de agora, essa porção tão querida das do Salvador. É a obra mais antiga a Sagradas Escrituras. Oue o Senhor nos ajude a entender chegar-nos integralm ente às mãos. a sua obra criadora e os propósitos da Dos textos mesopotâmios e egípcios, sua criação. E que o Espírito Santo nos por exemplo, só nos restam fragmen­ ilumine com as histórias e doutrinas do tos confusos e bastante duvidosos. livro que, escrito há três mil e quinhen­ Quanto ao Gênesis, nós o temos em tos anos, jamais perdeu a influência e sua integridade. 3. Autoria. As evidências da pró­ a atualidade. pria Bíblia indicam que o livro de Estude metodicamente o Gênesis. Destaque as partes que mais lhe toca­ G ê n e sis foi e scrito por M o isé s (Lc rem o coração, aplicando-as à sua vida. 24.44). Inspirado pelo Espírito Santo, Você comprovará a eficácia desse livro ele selecionou as narrativas orais e os registros genealógicos conservados da Bíblia em seu cotidiano. pelos hebreus, redigindo-os como um I - TEMA, DATA, AU TO RIA E LOCAL todo homogêneo, coerente e lógico. Neste tópico, buscaremos algumas Trata-se de um texto confiável e sem informações bibliológicas sobre o pri­ contaminação mitológica. Jesus mesmo meiro livro da Bíblia Sagrada. atestou-lhe a historicidade (Mt 19.41. Tema. O tema de Gênesis pode 6; Lc 11.51). Sua inspiração divina é ser resumido em seu primeiro versículo: incontestável. PONTO CENTRAL O livro de Gênesis responde as grandes pergunta da vida: “Quem criou o uni­ verso?" e "De onde viemos?".

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4. Local. 0 livro de Gênesis foi escri­ SUBSÍDIO DIDÁTICO to durante a peregrinação dos filhos de Professor, reproduza o esquema Israel rumo à Terra Prometida, isto é, entre abaixo. Para introduzir a aula faça as o Egito e o deserto do Sinai (Êx 24.4). seguintes indagações: "Quem é o autor do livro de Gênesis?" "Qual o objetivo SÍNTESE DO TÓPICO I do livro?" “Ouais são os principais te­ O tema central do livro de Gênesis mas abordados pelo autor?" Explique se encontra no primeiro capitulo e que fazer e responder estas perguntas versículo: "No principio, criou Deus é fundamental para a compreensão de os céus e a terra" (Gn 1.1). qualquer livro da Bíblia. _ ^

LIVRO DE GÊNESIS

AUTOR

MOISÉS

OBJETIVO DO LIVRO

FORTALECER A FÉ DA GERAÇÃO DO ÊXODO E RESPONDER AS GRANDES PERGUNTAS DA VIDA.

PRINCIPAIS TEMAS

A CRIAÇÃO, A QUEDA E A DEGRADAÇÃO DA RAÇA HUMANA, 0 DILÚVIO, 0 RECO­ MEÇO DA CIVILIZAÇÃO, A ORIGEM DA NAÇÃO DE ISR A EL

DATA

CERCA DE 1445-1405 a.C.

CONHEÇA MAIS *A história da criação "A primeira coisa que chama a atenção do leitor da Bíblia é o laconismo (apenas dois capítu­ los) com que a história da Criação do mundo e da humanidade é contada. A aritmética de Gênesis é impressionante. Somente dois capítulos são dedicados ã história da Criação e um à entrada do pecado na raça humana. Por outro lado, treze capí­ tulos são dedicados a Abraão, dez a Jacó e doze a José (que nem era um patriarca, nem um filho por meio do qual as promessas da aliança seriam per­ petuadas). Ora, presenciamos o fenômeno de doze capítulos parajosé e apenas dois para a Criação. Seria impossível alguém ser, por assim dizer, seis vezes mais importante que o mundo?" Para conhecer mais leia M anual do Pentateuco, CPAD, p. 19.

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A Leitura do Gênesis nunca se fez tão necessária como nos dias de hoje. N ossas crianças precisam saber quem fez todas as coisas.

I I - OBJETIVOS DO G ÊNESIS Todos os livros da Bíblia Sagrada foram escritos com objetivos bem defi­ nidos, pois o propósito de Deus sempre foi a redenção plena de Israel e dos gen­ tios (2 Tm 3.16). Na leitura de Gênesis, ressaltamos dois intuitos divinos. 1. Fortalecer a fé da geração do êxodo. Os leitores ou ouvintes im e­ diatos do G ênesis foram a geração dos filhos de Israel que, resgatada do Egito, peregrinava em direção a Canaã. Na redenção dos hebreus, o Espírito Santo usou não somente a doutrina do Único e Verdadeiro Deus, mas também a narrativa da salvação (Êx 3.14-16). Os israelitas, pois, careciam inteirarse de uma grande verdade: o mesmo Senhor, que criou todas as coisas e se revelou a Abraão, era poderoso o bastante para introduzi-los na Terra Prometida (Êx 3.17). Eles precisavam saber, igualmente, que a região de Canaã pertencia-lhes por direito, como atestam as várias escrituras de posse registradas em Gênesis (Çn 12.1; 15.18; 17.8; 26.3; 28.13; 50.24). 2. Responder às grandes perguntas da vida. Paulo sabia como empregar as verdades do Gênesis. No Areópago de Atenas, ele deixou bem patente aos filósofos que o Deus Desconhecido, tão venerado pelos gregos, era de fato o Criador de todas as coisas (At 17.19-31). Além de evangelizá-los, o apóstolo respondeu-lhes as grandes perguntas da vida: "Quem fez o Universo?" "E de onde viem os?" Até então, eles haviam buscado respostas em seus poetas e 201 5 - Outubro/Novembro/Dezembro

filósofos, mas a mitologia é incapaz de satisfazer-nos à sede espiritual. Na proclam ação do Evangelho, faz-se necessária a evocação de três verdades que se acham em Gênesis: 1) Deus criou os céus, a terra e o homem; 2) Em Adão, todos pecamos, tornandonos réus da morte eterna; 3) Entretanto, Deus providenciou-nos eficaz salvação através da semente da mulher: Jesus Cristo, nosso Salvador. A leitura do Gênesis nunca se fez tão necessária como nos dias de hoje. Nossas crianças precisam saber quem fez todas as coisas. 0 que eles veem não é obra do acaso; é criação divina. Se não form os precavidos, doutrinas fúteis, como o evolucionismo, lhes roubarão a fé salvadora.

SÍNTESE DO TÓPICO II Um dos objetivos de Moisés ao es­ crever o livro de Gênesis, erafortalecer a fé da geração do êxodo mostrando que Deus é o grande criador dos céus, da Terra e do homem.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO “G ênesis leva-nos a retroceder além da história oficial. Pela revelação, desvenda a origem tanto do universo quanto do ser humano. A introdução da mensagem do livro da criação é a seguinte: para entender quem somos de onde viemos, precisamos começar a partir de Deus. Existem realmente apenas duas ma­ neiras de entender a origem de todas as coisas. Uma pessoa pode ver tudo como resultado de um acaso fortuito operando num universo impessoal ou como obra artesanal de uma pessoa talentosa. Gênesis contundentemente corrobora com a segunda posição. O livro da Bíblia L içõ e s B iblicas / P ro fe sso r

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Apesar do luto que encerra o Gênesis, todos, judeus e gentios, somos cham ados a herdar a vida eterna.

associa a criação do universo a um Deus pessoal. Retrata os seres humanos como incomparáveis, criações especiais desse Deus. Gênesis explica ainda a origem do pecado e do mal, afirma a responsabi­ lidade moral do homem e lança a base para a doutrina da redenção. O livro de Gênesis registra a his­ tória dos hebreus, um povo escolhido por Deus para servir como um canal de bênçãos a todo o mundo. Promessas especiais dadas a Abraão, o grande pa­ triarca, são evidências que Deus tem um propósito permanente para o homem. Este livro dá subsidios que favore­ cem o entendimento das Escrituras. A Bíblia inteira fala do contexto definido em Gênesis. Deus é Deus e preocupa-se unicamente com os seres humanos. Ele julgará o pecado. No entanto, coloca em ação um processo capaz de trazer os pecadores de volta ao santo caminho. Em um grande plano para benefício da humanidade, revelado no chamado de Abraão, o Senhor demonstra a mara­ vilha do seu infinito e redentor amor" (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apo­ calipse capitulo por capítulo. lO.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 22).

para efeitos didáticos, adotaremos uma divisão mais analítica. 1. Criação. Em seus dois capítulos iniciais, o autor sagrado mostra como vieram a existir os céus, a terra e a huma­ nidade. Tudo quanto vemos, e também o que não podemos ver, foi criado por Deus(Gn 1-2). 0 capítulo dois é dedicado à criação do homem e da mulher e à instituição do casamento. Temos aqui uma história real, e não uma parábola como alegam os incrédulos. 2. A Queda e a degradação humana. Nos capítulos três, quatro e cinco, vemos como o pecado foi introduzido no mundo e as suas terríveis consequências. Em meio a essa tragédia, porém, o Senhor anuncia a redenção da humanidade através da semente da mulher (Gn 3.15). 3 .0 dilúvio. Devido à degradação da raça humana, o Senhor decreta o fim da primeira civilização. A descendência de Adão, porém, seria preservada por intermédio de Noé (Gn 6-8). 4 .0 recomeço da civilização. Pas­ sado o grande dilúvio, Noé dá início a um novo ciclo civilizatório. A história do recomeço é contada dos capítulos nove a 11 de Gênesis. Dessa forma, o clã noético acaba por gerar nações, línguas e culturas diferentes. 5. A origem da nação de Israel. partir do capítulo 12 até ao fim do livro, o autor sagrado dedica-se à formação da nação de Israel. A história do povo eleito, no Gênesis, tem início com Abraão e encerra-se com José.

I I I - O CO N TEÚDO DO GÉNESIS 0 livro de Gênesis pode ser dividi­ do em duas grandes seções. Do capítulo um ao 11, temos a História Primitiva, que vai da criação ao recomeço da ci­ vilização através de Noé. E, do capítulo 12 ao 50, entramos em contato com o início da História de Israel. Todavia, 8

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SÍNTESE DO TÓPICO III Podemos encontrar no livro de Gê­ nesis temas como a Criação; Queda e a degradação humana; o dilúvio; o recomeço da civilização e a origem da nação de Israel. Outubro/Novembro/Dezembro - 201 5


SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO "Sete características principais assinalam Gênesis, (l) Foi o primeiro livro da Bíblia a ser escrito (com possível exceção de Jó) e registra o começo da humanidade, do pecado, do povo hebreu e da redenção. (2) A história contida em Gênesis abrange um período de tempo, maior que o restante da Bíblia, e começa com o primeiro casal humano; dilata-se, abrangendo o mundo antediluviano, e a seguir limita-se à história do povo he­ breu, o qual semelhante a uma torrente, conduz à redenção até o final do AT. (3) Gênesis revela que o universo material e a vida na terra são categoricamente obra de Deus, e não um processo inde­ pendente da natureza. Cinquenta vezes nos capítulos 1— 2, Deus é o sujeito de verbos que demonstram o que Ele fez como Criador. (4) Gênesis é o livro das primeiras coisas — a primeira família, o primeiro nascimento, o primeiro pecado, o primeiro homicídio, o primeiro polígamo, os primeiros instrumentos musicais, a primeira promessa de redenção, e assim por diante. (5) O concerto de Deus com Abraão, que começou com a chamada deste (12.1-3), foi formalizado no capítulo 15, e ratificado no capítulo 17, e é da máxima importância em toda a Bíblia. (6) Somente Gênesis explica a origem das doze tribos de Israel. (7) Revela como

os descendentes de Abraão, por fim, se fixam no Egito (durante 430 anos) e assim preparam o caminho para o êxodo, o evento central do Antigo Testamento" (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro:CPAD, 1991, p. 29).

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O livro de Gênesis pode ser dividido em duas grandes seções. Do capítulo um ao 11, temos a História Primitiva, que vai da criação ao recomeço da civilização através de Noé. —

CONCLUSÃO Veja como são contrastantes o primeiro e o último versículo de Gê­ nesis. Na abertura do livro, um toque de indescritível alegria: “No princípio, criou Deus os céus e a terra" (Gn 1.1). No último, uma nota de condolências: ”E morreu José da idade de cento e dez anos; e o embalsamaram e o puseram num caixão no Egito" (Gn 50.26). Apesar do luto que encerra o Gê­ nesis, todos, judeus e gentios, somos chamados a herdar a vida eterna. Foi o que o Senhor prometeu a Abraão: “Em ti serão benditas todas as famílias da terra" (Gn 12.3). Essa promessa é disponibilizada aos que creem em Jesus e receberam o perdão de seus pecados.

ANOTAÇÕES DO PROFESSOR

V____________________

_____________________ y

2 0 1 5 - O u tu b ro /N o v e m b ro /D e z e m b ro

Licões Bíblicas /Professor

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PARA REFLETIR

A respeito do livro de Gênesis: • Ouem escreveu o Gênesis? As evidências da própria Bíblia indicam que o livro de Gênesis foi escrito por Moisés (Lc 24.44). • Quais foram os leitores im ediatos do Gênesis? Os leitores ou ouvintes imediatos do Gênesis foram a geração dos filhos de Israel. • Discorra sobre os dois principais objetivos do Gênesis. Os dois principais objetivos do livro de Gênesis são: Fortalecer a fé da geração do êxodo e responder as grandes perguntas da vida. • Oual o conteúdo do livro de Gênesis? O livro de Gênesis pode ser dividido em duas grandes seções. Do capítulo um ao 11, temos a História Primitiva, que vai da criação ao recomeço da civilização através de Noé. E, do capítulo 12 ao 50, entramos em contato com a História de Israel. Todavia, para efeitos didáticos nossa lição dividiu o conteúdo do livro da seguinte forma: Criação; a Queda e a degradação humana; o dilúvio; o recomeço da civilização. Por que Gênesis nos é tão importante? Porque este livro nos mostra que o universo e a humanidade não são obra do acaso; trata-se de criação divina.

CONSULTE Revista Ensinador Cristão - CPAD, n° 64, p. 37. Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.

SUGESTÃO DE LEITURA Criacionismo: Verdade ou Mito?

Pequena Enciclopédia Bíblica

Esta obra ensina ao leitor respos­ tas que unem ciência e fé e como utilizá-las para defender a Palavra de Deus. Escrito por diversos cientistas internacionais, o livro é repleto de charges, infográficos, fotografias, linhas do tempo, desenhos explicativos e, também, um texto de linguagem acessível.

Um clássico da literatura e van ­ gélica brasileira. C o m pilad a em 19 66 a Pequena Enciclopédia Bíb lica atravessou d écad as e ch ega aos n o sso s d ias e n riq u e ­ cida com foto s e ilustrações. S e n d o con siderad a com ó uma d as m ais p o pu lares o b ra s de referência.

10 L içõ e s B íb lic a s / P r o f e s s o r

‘-EijaCréã

A Al

As Novas Fronteiras da Ética

Família, aborto, liberação das drogas, engenharia genética, eutanásia, homossexualismo, transplante de órgãos, moral e ética cristã. Com o nos posicionar sobre estas questões? Nesta obra, o autor aborda diversas questões da modernidade que exigem da igreja atual uma resposta.

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Lição 2 l i d e Outubro de 2015

Texto Áureo

Verdade Prática

"Pela fé, entendemos que os mundos, pela palavra de Deus, foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente."

A primeira grande verdade da Bíblia é que Deus criou os Céus, a Terra e o ser humano.

(Hb 11.3)

DIÁRIA S e g u n d a -G n 1.1 Deus é o grande Criador de todas as coisas

Q u in t a -S l 104.14 Pela fé cremos que Deus criou o reino vegetal

T e rç a -S l 33.6 Pela fé cremos que Deus é o grande Criador dos Céus

S e x t a - S l 104.19 Pela fé cremos que Deus criou o sistema solar

Quarta - Is 45.18 Pela fé cremos que Deus criou a Terra

S á b a d o - S l 50.10-12 Pela fé cremos que Deus criou os animais

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Liçõ e s B íblicas / P ro fe sso r

1I


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE Salmos 104.1-14 - Bendize, ó minha alma, ao SENHOR! 8 - Subiram aos montes, desceram SENHOR, Deus meu, tu és magnifcen- aos vales, até ao lugar que para elas tíssimo; estás vestido de glória e de fundaste. majestade. 9 - Limite lhes traçaste, que não ultra­ 2 - Ele cobre-se de luz como de uma ves­ passarão, para que não tornem mais te, estende os céus como uma cortina. a cobrir a terra. - Põe nas águas os vigamentos das suas câmaras, faz das nuvens o seu carro e anda sobre as asas do vento.

10 - Tu, que nos vales fazes rebentar nascentes que correm entre os montes.

- Faz dos ventos seus mensageiros, dos seus ministros, um fogo abrasador.

- Dão de beber a todos os animais do campo; os jumentos monteses matam com elas a sua sede.

5 - Lançou os fundamentos da terra, para que não vacile em tempo algum.

1 2 - Junto delas habitam as aves do céu, cantando entre os ramos.

6 - Tu a cobriste com o abismo, como com uma veste; as águas estavam sobre os montes;

1 4 - Ele faz crescer a erva para os anim ais e a verdura, para o serviço do homem, para que tire da terra o alimento

7 - à tua repreensão, fugiram; à voz do teu trovão, se apressaram.

HINOS SUG ERIDOS: 3,252, 5 2 6 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL Compreender que Deus criou os céus e a Terra.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos. ^

Apresentar o criacionismo bíblico;

4J) Conhecer como se deu a criação do tempo, do espaço e da luz;

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Explicar a ordenação da Terra.

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Compreender como e deu a criação da luz;

Q

Saber como foi a separação das águas;

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Endender como se deu a forma­ ção do reino vegetal, do sistema solar e a criação do reino animal. Outubro/Novembro/Dezembro • 201 5


• INTERAGINDO COM O PROFESSOR Prezado professor, você crê que os céus e a Terra foram formados por Deus? Então não terá dificuldades no ensino dessa lição. O relato da criação não é uma alegoria. Enfatize, no decorrer da aula, que a narrativa da criação é um fato histórico, ou seja, algo que aconteceu exatamente como a Palavra de Deus narra. Quando o assunto é a criação do universo, sabem os que existem várias teorias que tentam explicar a origem da vida. Porém, como crentes, sabemos que o universo e a vida não são produtos de uma evolução como alguns cientistas tentam afirmar ou o resultado da explosão de uma partícula. Deus é o grande Criador.

COMENTÁRIO INTRODUÇÃO 0 livro de Gênesis não é uma ale­ goria, por isso, é im prescindível que considerem os a narrativa da criação um fato histórico; algo que aconteceu exatamente como está escrito. Tendo em vista este parâmetro, estudemos, agora, a Doutrina da Criação. Comecemos por definir o Criacionismo Bíblico.

SÍNTESE DO TÓPICO I 0 criacionismo bíblico é a teoria que nos ajuda a entender que Deus criou os céus e a Terra.

SUBSIDIO DIDÁTICO

Professor, para introduzir pri­ meiro tópico da lição faça a seguinte indagação: "O s dias da criação 1.0 CRIACIO NISM O BÍBLICO PONTO em G ênesis 1 são literais?" CENTRAL 1. Definição. 0 Criacio­ Ouça os alunos com atenção Pela fé cremos nism o Bíblico é a doutrina e explique que "em Gênesis que Deus criou segundo a qual Deus criou, 1, a palavra hebraica os céus e a a partir de sua palavra, tudo Terra. dia é yom. A maior parte do quanto existe: os Céus, a Terra, os uso dela no Antigo Testamento é reinos vegetal e animal, e finalmente com o sentido de dia, dia literal; e, nas o ser humano (Hb 11.3). passagens em que o sentido não é esse, 2. Fundamentos. 0 Criacionismo o contexto deixa isso claro. fundamenta-se na Bíblia Sagrada, na Primeiro, yom é definido na primeira manifestação silenciosa da natureza vez em que é usado na Bíblia (Gn 1.4,5) e nas observações e estudos que dela em seus dois sentidos literais: a porção fazemos (Rm 1.20; Sl 119-1-6). clara do ciclo luz/trevas e todo o ciclo 3. Objetivos. Três são os objeti­ luz/trevas. Segundo, yom é usado com vos do Criacionismo: 1) Mostrar que 'noite' e 'manhã'. Em todas as passagens Deus é o Criador de todas as coisas; 2) em que essas duas palavras são usadas Demonstrar que, por criar tudo quanto no Antigo Testamento, juntas ou separa­ existe, tudo lhe pertence; e 3) Levar-nos das, e no contexto de yom ou não, elas a adorá-lo como nosso Criador e Senhor. sempre têm o sentido literal de noite ou 201 5 - Outubro/Novembro/Dezembro

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manhã de um dia literal. Terceiro, yom é modificado por um número: primeiro dia, segundo dia, terceiro dia, etc., o que em todas as passagens do Antigo Testamento indicam dias literais. Quarto, Gênesis 1.14 define literalmente yom em relação aos corpos celestiais" (HAM, Ken. Criacionism o: verdade ou mito? l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2011, p. 30). II. A CRIAÇÃO DO TEMPO, DO ESPAÇO E DA LUZ Entre os versículos um e três do primeiro capítulo de G ênesis há um intervalo indefinido, no qual Deus criou o tempo, o espaço, os Céus e os anjos e, finalmente, a Terra ainda informe. 1 . 0 tempo. Embora a Bíblia não o diga, podemos afirmar que a primeira coisa que Deus criou foi o tempo. Isto porque a obra divina, embora concebida na eternidade, somente poderia ser con­ sumada no âmbito temporal. Só o Criador é eterno. A criação acha-se sujeita ao tempo, requerendo as intervenções e cuidados divinos (Sl 104.5). 2 .0 espaço. O que é o espaço? Po­ demos defini-lo como o tecido cósmico

que Deus criou para colocar os corpos celestes. Portanto, o espaço também é criação divina. 3. Os Céus e os anjos. Os Céus, a morada de Deus, também foram criados num contexto espaço-temporal, por uma razão bastante simples: embora não pertençam à nossa dimensão, são um lugar bem real. É para lá que as almas dos justos são encaminhadas. Após a criação dos Céus, Deus cha­ mou à existência os seus anjos através do sopro de sua boca (Sl 33.6). E assim, o Senhor neles infundiu, também, a sua imagem e semelhança. 4. A Terra ainda inform e. Deus formou a Terra antes dos seis dias da criação. A princípio, informe e vazia, seria modelada pelo Espírito de Deus até que viesse a adquirir a forma atual (Gn 1.2).

SÍNTESE DO TÓPICO II Deus criou o tempo, o espaço e a própria luz.

CONHEÇA MAIS "O dia da luz, das trevas e das águas divididas Energia é necessidade vital para o habitat do homem, e a luz é energia. Por conseguinte, a primeira ordem de Deus foi: Haja luz. A ênfase na palavra falada de Deus é tão grande que cada dia criativo começa com uma ordem ou expressão da vontade divina. Em seguida, ocorre a execução da ordem e a declaração culminante: Era bom ou equivalente. As águas foram separadas, e acima da terra havia uma expan­ são. A palavra expansão ou firmamento transmite a ideia de solidez. Contudo, a ênfase na palavra hebraica original ragia não está no material em si, mas no ato de expandir-se ou na condição de estar expandido. Por isso, a palavra 'expan­ são' é apropriada". Para conhecer mais leia Comentário Bíblico — Beacon, CPAD, p. 32.

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SUBSIDIO BIBLIOLOGICO 0 Espírito Santo pairou sobre "A palavra hebraica para 'luz' é ’or', as águas (Gn 1.2). Ele esteve presente e refere-se às ondas iniciais de energia luminosa atuando sobre a terra. Poste­ e desem penhou um papel ativo na riormente, Deus colocou ’lum inares' obra da criação. (hb. ma'or, literalmente 'luzeiros', v. 14 nos céus como geradores e refle­ verdade. Ouando se fala que Deus tudo tores permanentes das ondas de luz. criou, algumas pessoas perguntam: “E O propósito principal desses luzeiros quem criou D e u s?" O Todo-Poderoso é servir de sinais demarcadores das não teve um inicio. Ele é atemporal. A estações, dias e anos (vv. 5-14)" (Bíblia Bíblia também não tenta provar sua de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: existência, ela sim plesm ente inicia CPAD, 1991, p. 30). afirmando: ”No princípio, [...] Deus...". As teorias que explicam a criação do ho­ III. A O R D EN AÇ ÃO DA TERRA 1. O Espírito Santo na criação. 0 mem e do universo, são apenas teorias, Espírito Santo pairou sobre as águas ou seja, conhecimento especulativo. "Hoje, muitos cristãos afirmam que (Gn 1.2). Ele esteve presente e d e ­ os milhões de anos de história da Terra sempenhou um papel ativo na obra da se ajustam à Bíblia e que Deus usou o criação. 0 que vemos pelo relato bíblico processo evolucionário para criar. Essa é que a cada dia, Deus fez uma tarefa ideia não é uma invenção recente. Há diferente, mas ordenada, para que a vida fosse possível em nosso planeta. mais de duzentos anos, muitos teólo­ gos tentam essas harmonizações em 2. Tarefas ordenadas. Em sua obra resposta a trabalhos como o de Charles a cada dia, Deus agiu de forma bem Darwin e de Charles Lyell, escocês que específica, organizando o cenário em ajudou a popularizar a ideia de milhões que seria colocada a vida em nosso de anos da história da Terra e de um planeta. Primeiro Ele preparou o mundo moroso processo geológico. para receber os seres vivos, depois os Quando consideramos a possibi­ criou. Ele primeiro criou o ambiente em lidade de que Deus usou o processo que viveríamos, para depois nos criar. evolucionário para criar ao longo de milhões de anos, confrontamo-nos com sérias consequências: a Palavra de Deus SÍNTESE DO TÓPICO III não é mais competente e o caráter de 0 Espírito Santo estava presente nosso Deus amoroso é questionado. na criação e ordenação do universo. Já na época de Darwin, um dos principais evolucionistas entendia o problema de fazer concessão ao afir­ SUBSÍDIO BIBLIOLOGICO mar que Deus usou a evolução. Uma Professor, o objetivo da lição é vez que você aceite a evolução e suas apresentar o Criacionism o. Infeliz­ implicações para a história, então o ho­ mente, muitos cristãos têm receio de mem está livre para escolher as partes declarar que creem que Deus é o cria­ da Bíblia que quer aceitar" (HAM, Ken. dor de todas as coisas. Deus é real e o Criacionismo: verdade ou mito? l.ed. Criacionismo não é um mito, mas uma Rio de Janeiro: CPAD, 2011, pp. 35-6). 2015 - Outubro/Novembro/Dezembro

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V. A SEPARAÇÃO D A S ÁG U AS N ão estam os so z in h o s neste mundo. 0 Pai Celeste zela por nós.

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IV. A CRIAÇÃO DA LUZ 1. E houve luz. A criação da luz, no primeiro dia do Universo, é carregada de significados (Gn 1.3). Embora o Criador dela não precisasse, a criação a reclamava (Sl 139.12). Sem luz, a vida seria impossível. 2. A luz inicial. A luz de Gênesis 1.3 não era proveniente do Sol, pois este só viria a ser criado no quarto dia. Ela provinha do próprio Deus. Luz sem e­ lhante, porém mais gloriosa, haverá na Jerusalém Celeste (Ap 22.5).

1. Separando as águas. Deus não criou a Terra para ser um caos, mas para servir-nos de habitação (Is 45.18). Por isso, no terceiro dia da Criação, sepa­ rou as águas que se achavam abaixo e acima do firmamento (Gn 1.6-10). 2. A criação da atmosfera. Foi ainda no terceiro dia que Deus criou o firma­ mento; e, com este, a atmosfera terrestre, para que a vida se tornasse possível.

SÍNTESE DO TÓPICO V Deus criou efez separação das águas que se achavam abaixo e acima do firmamento. VI. A CRIAÇÃO DO REINO VEGETAL

SÍNTESE DO TÓPICO IV Deus no primeiro dia de sua obra criou a luz.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO "D e u s tinha razões específicas para criar o mundo. Deus criou os céus e a terra como m anifestação da sua glória, majestade e poder. Ao olharmos a totalidade do cosmo criado — desde a imensa expansão do universo, à be­ leza e à ordem da natureza — ficamos tom ados de temor reverente ante a m ajestade do S e n h o r Deus, n o sso Criador. Deus criou os céus e a Terra para receber a glória e a honra que lhe são devidas. Todos os elem entos da natureza rendem louvores ao Deus que nos criou. Quanto mais Deus deseja e espera receber glória e louvor dos seres humanos. Deus criou a terra para prover um lugar onde o seu propósito e alvos para a humanidade fossem cumpridos" (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro:CPAD, 1991, p. 31). 16 L içõ e s B íb lic a s / P r o f e s s o r

1.0 reino vegetal. Para que os an mais, que só seriam criados no quinto e no sexto dias, pudessem se alimentar, o Senhor, já no terceiro dia da criação, fez brotar as relvas, as ervas e as árvores (Gn 1.11-13). Em sua obra. Deus m os­ trou-se em tudo perfeito e metódico. Seu cronogram a foi rigorosam ente cumprido (Sl 86.8). 2. As p o ssib ilid a d e s do reino vegetal. Deus ordenou que o reino vegetal produzisse ervas, plantas e árvores frutíferas, para que pudessem se multiplicar segundo a sua espécie (Gn 1.11,12).

SÍNTESE DO TÓPICO VI No terceiro dia Deus criou o reino vegetal. VII. A CRIAÇÃO DO SIST E M A SO LAR

1. A criação do Sol, da Lua e da estrelas. No quarto dia. Deus criou o Sol, a Lua e as estrelas (Gn 1.14-19). Dessa Outubro/Novembro/Dezembro - 201 5


forma, o tempo será dividido não apenas VIII. A CRIAÇÃO DO REINO A N IM A L em dia e noite, como acontecia até ao Som ente depois de o ambiente terceiro dia, mas também em semanas, natural estar devidamente aparelhado meses, estações e anos (Gn 1.14). é que Deus criou, no quinto e sexto 2. A perfeição do sistema solar. dias, os anim ais aquáticos, alados e Deus criou o sistema solar para funcio­ terrestres. O Criador agiu de forma nar perfeitamente, conforme declarou sábia em seus intentos. o profeta Jeremias: "Assim diz o Senhor, 1. Quinto dia. No quinto dia. Deus que dá o sol para a luz do dia e as leis criou os grandes animais marinhos e os fixas à lua e às estrelas para a luz da peixes; em seguida, as aves (Gn 1.20,21). noite, que agita o mar e faz bramir as Ato continuo, ordenou-lhes: "Frutificai, suas ondas; Senhor dos Exércitos é o e multiplicai-vos, e enchei as águas nos seu nome. Se falharem estas leis fixas mares; e as aves se multipliquem na diante de mim, diz o Senhor, deixará terra" (Gn 1.22). também a descendência de Israel de 2. Sexto dia. No sexto dia, Deus ser uma nação diante de mim para criou os animais selvagens e os domés­ sempre" (Jr 31.35,36 - ARA). ticos (Gn 1.24,25). No que tange aos Não há máquina tão perfeita quan­ animais, há uma espantosa variedade to o sistema solar (Is 40.26). de espécies entre eles e, ao mesmo

SÍNTESE DO TÓPICO VII Deus criou no quarto dia o Sol, a Lua e as estrelas.

tempo, uma cadeia maravilhosa que os identifica (Sl 104.24). Observemos, por exemplo, a família dos felinos. Vai desde o gatinho até ao leão, rei dos animais. No sexto dia, Deus criou também o homem, e assim deu início à humanidade.

ANOTAÇÕES DO PROFESSOR

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____ O u tu b ro /N o v e m b ro /D e z e m b ro

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CO N CLUSÃO mas sem confundir-se com esta, Ele se Deus não se limitou a criar os Céus, mostra presente e soberano em todas a Terra, os anim ais e o ser humano, as coisas. Não estamos sozinhos neste Fazendo-se presente em sua obra, mundo. 0 Pai Celeste zela por nós.

PARA REFLETIR

A respeito do livro de Gênesis: • O que é o Criacionism o Bíblico? O Criacionismo Bíblico é a doutrina segundo a qual Deus criou, a partir de sua palavra, tudo quanto existe: os Céus, a Terra, os reinos vegetal e animal e, finalmente, o ser humano (Hb 11.3). • Em que se fundam enta o Criacionism o? O Criacionismo fundamenta-se na Bíblia Sagrada, na manifestação silen­ ciosa da natureza e nas observações e estudos que dela fazemos (Rm 1.20; Sl 119.1-6). • Segundo a lição, qual foi a primeira coisa que Deus criou? Embora a Bíblia não o diga, é-nos permitido afirmar que a primeira coisa que Deus criou foi o tempo. • O que é o espaço? Podemos defini-lo como o tecido cósmico que Deus criou para que, nele, se localizassem os corpos celestes. Portanto, o espaço também é criação divina. O que Deus criou no sexto dia? No sexto dia. Deus criou os animais selvagens e os domésticos (Gn 1.24,25).

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Texto Áureo

Verdade Prática

"E de um só fez toda a geração dos homens para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados e os limites da sua habitação."

Deus nos criou à sua imagem e semelhança, para que o amemos e vivamos para a sua glória.

(At 17.26)

LEITURA DIARIA Segunda - At 17.26 No princípio Deus criou a raça humana

Quinta - H b 2.7 Deus nos criou menor do que os anjos

T e rç a -M l 2.10 Deus nos fez; logo, somos todos irmãos

Sexta - S l 100.3 Que toda a Terra saiba que Deus é o Criador

O u a rta -G n 1.27 0 homem e a mulher são obras primas da criação de Deus

S á b a d o - S l 95.6 Louvemos ao nosso Criador, pois só Ele é digno de receber o louvor

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LEITURA BÍBLICA EM CLASSE Gênesis 2.7,18-24 7 - Eformou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou em seus narizes 0 fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.

não se achava adjutora que estivesse como diante dele.

2 0 - E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo animal do campo; mas para o homem

2 4 - Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.

2 1 - Então, o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este E disse o Senhor Deus: Não é bomadormeceu; e tomou uma das suas que o homem esteja só; far-lhe-ei uma costelas e cerrou a carne em seu lugar. adjutora que esteja como diante dele. 22 - E da costela que o Senhor Deus 1 9 - Havendo, pois, o Senhor Deus tomou do homem formou uma mulher; formado da terra todo animal do campo e trouxe-a a Adão. e toda ave dos céus, os trouxe a Adão, 2 3 - E disse Adão: Esta é agora osso para este ver como lhes chamaria; e dos meus ossos e carne da minha carne; tudo o que Adão chamou a toda a alma esta será chamada varoa, porquanto vivente, isso foi o seu nome. do varão foi tomada.

HINOS SUGERIDOS: 210,216, 21 9 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL Evidenciar o fato de que Deus criou o homem e a mulher.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS Ao lado, os objetivos específicos referem-se ao que o pro­ fessor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, 0 objetivo 1refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

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Q

Apresentara maneira como o homem foi criado;

O

Conhecer como se deu a criação da mulher;

©

Explicar a consti­ tuição do casa­ mento.

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• INTERAGINDO COM O PROFESSOR Prezado professor, aproveite a aula de hoje para mostrar, mediante o relato bíblico da criação, que não somos o resultado da evolução de uma espécie. Diante de tantas teorias falsas a respeito da origem da vida humana, podemos perceber a relevância do tema da aula de hoje para a edificação da nossa fé. Temos um Criador que nos formou e nos dá a vida. Ele cuidadosamente preparou o Éden para receber o ser humano, a mais significativa das suas obras. Homem e mulher foram criados à imagem de Deus. A mulher tem a mesma natureza que o homem, embora fisicamente seja um ser distinto. Tanto o homem como a mulher possuem características próprias do Criador, tais como: o amor pelo belo (Cn 2.9), prazer pelo trabalho significativo (Cn 2.15), responsabilidade moral (Gn 2.16,17) e ambos se complementam por intermédio do casamento. Oue a cada dia das nossas vidas venhamos a glo­ rificar aquEle que nos formou e nos dá a vida.

COMENTÁRIO 1. A matéria prima do homem. Deus escolheu o pó da Terra para mo­ Deus não criou o ser humano por delar o homem. Ele poderia ter optado mero acaso ou capricho. Fomos chama­ pelo ouro, ou pelo mármore. Naquele dos à existência como resultado de um momento, porém, o Senhor não ten­ desígnio eterno da Santíssima Trindade: cionava fazer uma joia, nem talhar uma "Façamos o homem à nossa imagem, estátua. Era o seu propósito criar conforme a nossa semelhança; algo infinitam ente mais pre­ PONTO e domine sobre os peixes do cioso: o ser humano segundo CENTRAL mar, e sobre as aves dos céus, a sua imagem e semelhança. Homem e mulher e sobre o gado, e sobre toda foram criados à ima­ O próprio Deus criou o ho­ gem e semelhan­ a terra, e sobre todo réptil mem, a coroa da criação. E usou ça de Deus. que se move sobre a terra o pó da Terra para criar-nos, pois (Gn 1.26). nela vivemos e dela nos alimenta­ Ao contrário do evolucionismo, que mos. Nenhum outro solo, a não ser o da vê o homem como um simples fenômeno Terra, serviria para dar-nos forma. biológico, o Criacionismo Bíblico mostra-o 2. O sopro divino. Após formar o como a concretização da vontade de um homem do pó da terra, e nele im pri­ Deus amoroso, sábio e justo. mir a sua imagem, sopra-lhe Deus as narinas, tornando-o alma vivente (Gn I. COMO 0 HOMEM FOI CRIADO 2.7). 0 Criador dispensou-nos cuidados O homem é da Terra e a Terra é do paternos, de maneira que, embora pó homem. A este planeta estamos intima­ e cinza, possuím os uma alma imortal mente ligados. Não podemos fugir a este que, um dia, a Ele tornará (Ec 12.7; 1 Ts solo, pois dele o Senhor nos chamou à 5.23). Fomos criados no tempo, mas no vida, e para ele haveremos de voltar. coração vai-nos a eternidade (Ec 3.11).

INTRODUÇÃO

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Portanto, o homossexualismo, quer masculino, quer feminino, é uma abominação aos olhos do Criador

3. Adão, um ser imortal. Deus não criou o homem para que viesse a morrer. Pelo contrário. Ele o fez imortal (Gn 2.17). Se Adão e Eva não tivessem pecado, ainda estariam vivos, e nós não precisaríamos conviver com a morte. 4. A missão do homem. Adão foi criado com uma tripla missão: governar a Terra, cultivar o solo de onde fora tomado e, especificamente, para guardar o jardim que o Senhor plantou no Éden (Gn 1.26; 2.15). 0 trabalho, por conseguinte, já fazia parte da vida humana antes mesmo da Queda. A partir do Éden, o homem deveria estender a civilização até aos confins do planeta, para que o Senhor fosse magni­ ficado eternamente por seus filhos.

SÍNTESE DO TÓPICO I O homem foi criado do pó da Terra e recebeu de Deus o fôlego da vida.

SUBSÍDIO DIDÁTICO "'A d ão' é uma palavra hebraica, o nome do primeiro homem, mas tam­ bém é o termo bíblico para hum ani­ dade. O homem sozinho foi direta e indiretamente formado pelo Senhor, que lhes deu o fôlego da vida (2.7); criado à im agem e sem elhança de Deus (1.26,27); dado a ele o direito de governar a criação como representante de Deus (1.26, 28-30); moralm ente responsável para obedecer às ordens de Deus; e dado uma natureza que requer intimidade, relacionamento com Deus e as pessoas" (RICAHRDS, Lawrence. Guia do Leitor da Bíblia: Uma Análise de Gênesis a Apocalipse capitulo por capitulo. lO.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 26). II. A CRIAÇÃO DA M ULHER

0 último dia da criação foi pleno de atividades: a criação do homem, o estabelecimento de suas tarefas, a no­ meação dos animais, a feitura da mulher e, finalmente, a instituição do casamento. 1. A solidão do homem. Para com­ pletar a felicidade de Adão e por fim à sua solidão. Deus criou Eva, nossa mãe. 0 Pai, na formação da mulher, simplesmente declara: "Não é bom que o homem esteja

CONHEÇA MAIS *Feito a imagem de Deus "Em 1.26-30, encontramos '0 Homem Feito à Ima­ gem de Deus', l) Um ser espiritual apto para a imortalida­ de. 2) Um ser moral que tem a semelhança de Deus. 3) Um ser intelectual com a capacidade da razão e de governo. Uma das marcas da imagem de Deus foi Ele ter dado ao homem o status e o poder de governante. O direito de o homem dominar ressalta o fato de que Deus o equipou para agir como governante. A aptidão para governar implica em capacidade intelectual adequada para argumentar, organizar, planejar e avaliar." Para conhecer mais leia Comentário Bíblico Beacon, CPAD. p. 33-

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só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea" (Gn 2.18 - ARA). A matriz da raça humana, enfim, estava completa. Agora, homem e mulher haveriam de se propagar, multiplicar-se e espalhar-se por toda a Terra. 2. A criação da mulher. Na criação de Eva, Deus atuou como anestesista, cirurgião e geneticista. a) Anestesista. Antes de tudo, Deus seda o homem, para que este adormeça profundamente (Gn 2.21). E, assim, o Se­ nhor dá início, bem ali no Éden, a uma ci­ ência que só viria a ser descoberta alguns milênios mais tarde: a anestesiologia. b) Cirurgião. Ato contínuo, o Criador submeteu Adão a uma intervenção cirúr­ gica: "e tomou uma das suas costelas e cerrou a carne em seu lugar" (Gn 2.21). A operação foi tão perfeita que incluiu uma plástica. Somente aquele que nos conhece a estrutura haveria de praticar uma medicina tão perfeita ( Sl 103.14). c) Ceneticista. Como última etapa da cirurgia, o Senhor extraiu de Adão uma de suas costelas. E, desta, formou a mulher (Gn 2.22). Tinha início a enge­ nharia genética. Nesse processo, Deus vai além da mera clonagem: traz à vida um ser autônomo e cônscio de si. 3. A principal característica moral da mulher. Deus criou Eva, a fim de que ela estivesse ao lado de Adão, auxiliando-o com sabedoria e prudência. A idoneidade da mulher é pormenorizada em Provér­ bios 31. Diante de sua companheira Adão compõe um poema: "Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada" (Gn 2.23).

SÍNTESE DO TÓPICO II A mulherfoi criada a partir da cos­ tela de Adão o que mostrar que ambos têm a mesma origem, o pó da Terra. 201 5 ■Outubro/Novembro/Dezembro

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO 1.“Tanto o homem quanto a mulher foi uma criação especial de Deus, não um produto da evolução. 0 homem e a mulher, igualmente foram criados à 'im agem ' e ’sem elhança' de Deus. À base dessa imagem, podiam comuni­ car-se com Deus, ter comunhão com Ele e expressar de modo incomparável o seu amor, glória e santidade. Eles fariam isso conhecendo a Deus e obedecendo-o. Eles tinham semelhança moral com Deus, pois não tinham pe­ cado, eram santos, tinham sabedoria, um coração am o roso e o poder de decisão para fazer o certo (Ef 4.24). Viviam em com unhão p e sso a l com Deus, que abrangia obediência moral e plena comunhão-. Quando Adão e Eva pecaram, sua semelhança moral com Deus foi desvirtuada. Na redenção, os crentes devem ser renovados segundo a semelhança moral original. Adão e Eva possuíam semelhança natural com Deus. Foram criados como seres pes­ soais tendo espírito, mente, emoções, autoconsciência e livre-arbítrio. Em certo sentido, a constituição física do homem e da mulher retrata a imagem de Deus, o que não ocorre no reino animal. Deus pôs nos seres humanos a imagem pela qual Ele apareceria visualmente a eles e a forma que seu Filho um dia viria a ter. 0 fato dos seres humanos terem sido feitos à imagem de Deus não significa que são divinos. Foram criados segundo uma ordem inferior e dependente de Deus. Toda a vida humana provém inicialmente de Adão e Eva" (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1991, p. 33). 2. "U m a linda tradição judaica observa que Deus não tirou Eva do pé de Adão, para que ele não tentasse dominá-la; ou da sua cabeça, para que ela se visse acima. Em vez disso, Deus Liçõ e s B íb lic a s / P r o f e s s o r 23


tirou Eva da costela de Adão, para que os dois pudessem caminhar ao longo da vida" (RICAHRDS, Lawrence. Guia do Leitor da Bíblia: Uma Análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capitulo. lO.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 26). III. A INSTITUIÇÃO DO CASAMENTO 0 Senhor não permitiu que o homem, instintiva e levianamente, se ajuntasse à sua mulher. De forma solene, une-os através do casamento, decretando: "Por­ tanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne" (Gn 2.24). Estas, pois, são as características do casamento: monogâmico, heterossexual e indissolúvel. 1. Monogâmico. 0 primeiro ideal do casamento é a monogamia: um homem para uma única mulher, e uma mulher para um único homem. Infelizmente, não demoraria a aparecer o primeiro caso de poligamia (Gn 4.19). Depois de Lameque, o costume generalizou-se, contam inando até varões piedosos como Jacó, Gideão e Davi (Gn 29-21-30; Jz 8.30; 2 Sm 3.1-5). 0 mais notório dos polígamos foi Salomão (1 Rs 11.1-7). Tal costume, que não era aprovado, mas temporariamente tolerado por Deus, sempre acabava por acarretar sérios problemas domésticos (1 Sm 1.1-6). A monogamia foi plenamente rati­ ficada por Jesus e pelos apóstolos (Mt 19.4-6; 1 Tm 3.2). Por isso, hoje a poli­ gamia não tem lugar na Igreja de Deus. 2. Heterossexual. A heterossexualidade é o segundo ideal do casamento (Gn 2.24). Deus fez a mulher para o ho­ mem e o homem para a mulher: ambos se completam (1 Co 11.11,12). Portanto, o homossexualismo, quer masculino, quer feminino, é uma abominação aos olhos do Criador (Lv 18.22; Rm 1.26). 3. A in d isso lu b ilid a d e . F in a l­ mente, o terceiro ideal do casamento 24

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é a in d is s o lu b ilid a d e (M t 19.6). O casamento só pode ser dissolvido em três circunstâncias: morte (Rm 7.2,3), infidelidade (Mt 19.9) e abandono (1 Co 7.15). No caso de traição conjugal, se houver guarida para o perdão, este não deve ser ignorado.

SÍNTESE DO TÓPICO III Deus instituiu o casamento monogâmico, heterossexual e indissolúvel.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO Professor, para introduzir o tó­ pico a respeito do casamento, faça a seguinte indagação: " 0 que significa ser adjutora?" Ouça os a lunos com atenção e incentive a participação de todos. Em seguida, explique o seu real significado de acordo com Lawrence Richards: 'A frase 'adjutora' tem sido frequentemente mal-entendida e usada para manter uma visão distorcida do casamento. A palavra no original, ezer, significa ’um apoio', 'uma ajudadora', ou 'uma assistente'. Isso não implica subordinação, pois a mesma palavra é usada para descrever Deus como auxílio do homem. O conceito decididamente sustenta as características da mulher como ajudadora. Somente uma que é 'osso dos meus ossos e carne da minha carne' poderia, de fato, ir ao encontro da mais profunda necessidade de outro. Na sua o riginal concepção, então, o casamento era a união de um homem e uma mulher, iguais perante Deus, que se completavam por meio do respeito de um para com o outro, comprometi­ dos com a ajuda mútua" (RICAHRDS, Lawrence. Guia do Leitor da Bíblia: Uma Análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capitulo. 10.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 26). Outubro/Novembro/Dezembro - 201 5


CONCLUSÃO Em meio a tantas mentiras e falsas teorias, apregoemos com urgência que Deus criou o homem à sua imagem e semelhança. Não som os produto de

nenhum processo evolutivo, mas de um ato criativo de Deus. O ser humano, criado no sexto dia, tem a obrigação de glorificar o Autor e Preservador da vida.

PARA REFLETIR

A respeito do livro de Gênesis: Em que dia da obra divina o homem foi criado? 0 homem foi criado no sexto dia. Por que Deus criou o ser humano? 0 homem foi criado para uma tripla missão: governar a Terra, cultivar o solo e guardar o jardim que o Senhor plantara. 3. Qual a principal característica da mulher em relação ao esposo? A principal característica moral da mulher esta no fato de que Deus criou Eva, a fim de que ela estivesse ao lado de Adão, auxiliando-o. Quais as características do casam ento? As principais características são: monogâmico, heterossexual e indissolubilidade. Por que é importante conhecermos esta verdade? Pelo fato de que existem muitas falsas teorias e mentiras a respeito da origem da vida humana e do casamento.

CONSULTE Revista Ensinador Cristão - CPAD, n° 64, p. 38. Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.

SUGESTÃO DE LEITURA

História de Is­ rael no Antigo Testamento

20 Evidências d e q u e D eu s Existe

Manual Bíbli­ co Entenden­ do a Bíblia

a,»*’ iw

Esta obra vai ajudá-lo, assim como a Biblia nos ensina, a estar “sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que nos pedir a razão da esperança que há em nós".

Estudantes, pastores e leigos encontrarão em História de Israel no Antigo Testamento uma útil ferramenta e uma admirável fonte de instrução.

2015 - Outubro/Novembro/Dezembro

Este é um manual que irá auxiliar a sua leitura biblica e também o ajudará a compreender alguns fatos e curiosidades que antes eram considerados como uma incógnita.

Liçõ e s B íblicas / P ro fe sso r 2 5


Lição 4 25 de Outubro de 2015

A Queda da Raça Humana

Texto Áureo

Verdade Prática

"Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a mor­ te, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram."

0 pecado de Adão trouxe-nos a morte, mas a morte de Jesus Cristo garante-nos a vida eterna e plena comunhão com Deus.

(Rm 5.12)

LEITURA DIÁRIA Segunda - Cn 3.1-24 A triste história da Queda pelo pecado do homem

Quinta - C n 3.15 Em sua misericórdia, Deus faz uma promessa de salvação

Terça - Rm 5.12,13 A Queda do homem trouxe o pecado e a morte

Sexta — Jo 3.16 Deus proveu salvação para toda a humanidade

Q u a rta -R m 3.23 Em Adão, todos os homens pecaram e foram afastados de Deus

Sáb ad o - 1 Co 15.45-47 Jesus, o segundo Adão, veio libertar o homem do pecado

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Outubro/Novembro/Dezembro - 201 5


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE Romanos 5.12-19 - Pelo que, como por um homem - E não foi assim o dom como a entrou o pecado no mundo, e pelo ofensa, por um só que pecou; porque o pecado, a morte, assim também a juízo veio de uma só ofensa, na verdade, morte passou a todos os homens, por para condenação, mas o dom gratuito isso que todos pecaram. veio de muitas ofensas para justificação. - Porque até à lei estava o pecado no mundo, mas o pecado não é imputado não havendo lei. - No entanto, a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não pecaram ã semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir. - Mas não é assim o dom gratuito como a ofensa; porque, se, pela ofensa de um, morreram muitos, muito mais a graça de Deus e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos.

- Porque, se, pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça e do dom da justiça reinarão em vida por um só, Jesus Cristo. - Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida. - Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim, pela obediência de um, muitos serão feitos justos.

H INOS SUG ERIDOS: 5,75, 432 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL Compreender que o pecado de Adão trouxe a morte, mas a morte de Jesus trouxe a vida.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos. Explicar que o Éden foi o local criado por Deus para ser o habitat do homem; Conhecer como se deu a tentação de Adão e Eva; ©

201 5 •Outubro/Novembro/Dezembro

Compreender o juízo de Deus sobre o pecado.

Liçõ e s Bíblicas / P ro fe s so r 2 7


INTERAGINDO COM O PROFESSOR No livro de Gênesis, encontramos no capitulo três, um dos relatos mais tristes da história da humanidade, a Queda. Mas, Deus não foi pego de surpresa com o pecado de Adão e Eva, pois as Escrituras Sagradas afirmam que desde a fundação do mundo a morte redentora de Jesus, pela salvação da humanidade, já havia sido determinada (Ap 13.8). 0 homem pecou de modo deliberado contra Deus, mas o Criador não o deixou entregue à própria sorte. 0 Senhor providenciou a sua redenção. Com o pecado veio o sentimento de culpa. 0 homem não sabe lidar com esse sentimento, pois não fomos criados para o pecado, por isso, Adão culpou a Eva e o próprio Deus pelo seu pecado de desobediência. É difícil aceitar a responsabilidade por nossos erros. Sempre queremos encontrar um culpado. 0 pecado além de afastar Adão da comunhão com Deus, também introduziu as hostilidades e dificuldades no relacionamento de Adão e Eva. 0 pecado con­ tinua a nos afastar de Deus e a prejudicar os nossos relacionamentos.

COMENTÁRIO

1. Cultivar a Terra. Adão deve fazer a cultura da Terra (Gn 2.15). Ele Por algum tempo, Adão e Eva vive­ não somente a cultivaria, como dela ram a mais completa ventura. Aquela har­ haveria de criar invenções, utilidades, monia, porém, estava para ser quebrada ciências e artes. Observemos que o Éden por uma personagem sinistra e localizava-se numa região abun­ inimiga de todo o bem. dante em ouro (Gn 2.11,12). PONTO CENTRAL No entanto, se o Diabo Ao criar Adão, Deus o dotou sup ô s que a obra divina O homem pecou de muitas habilidades. desobedecendo a achava-se arruinada para 2. Guardar o É Deus, porém o Se­ sempre, enganou-se, por­ Não podem os confundir nhor já havia provi­ que Deus, em seu infinito a inocência de Adão com denciado um amor, já havia elaborado, incapacidade intelectual. Redentor. desde a fundação do mundo, Santo no corpo e na alma, nosso o Plano de Salvação para resgatarpai era sábio e perfeitamente capaz nos do pecado. de discernir entre o bem e o mal. Aliás, A Queda de Adão haveria de ser era mais inteligente que nós. Por isso revertida por Jesus Cristo através de mesmo. Deus o incumbiu de guardar sua morte na cruz. o Éden, pois teria de enfrentar um inimigo mui astuto e sagaz. I. 0 PARAÍSO NO ÉDEN

INTRODUÇÃO

Após haver plantado um jardim, no Éden, nele o Senhor colocou o homem que criara (Gn 2.8). Dali, caberia a Adão governar o mundo como o representante de Deus na Terra. Ele tinha como tarefas cultivar a Terra e guardar o jardim. 28

L içõ e s Bíb licas / P ro fe sso r

SÍNTESE DO TÓPICO I Deus criou e preparou o jardim do Éden para abrigar o homem.

Outubro/Novembro/Dezembro • 2015


SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO "O jardim do Éden estava localizado perto da planície aluvial do rio Tigre e do rio Eufrastes. Alguns acreditam que estava localizado na região correspondente ao atual sul do Iraque; outros sustentam que não há dados suficientes no relato bíblico. Duas árvores do jardim do Éden tinham importância especial, (l) A ‘ár­ vore da vida' provavelmente tinha por fim impedir a morte física. É relacionada com a vida perpétua, em 3.22. O povo de Deus terá acesso à árvore da vida no novo céu e na nova terra (Ap 2.7; 22.2). (2) A 'árvore da ciência do bem e do mal' tinha a finalidade de testar a fé de Adão e sua obediência e à sua palavra. Deus criou o ser humano como ente moral capaz de optar livremente por amar e obedecer ao seu Criador, ou de­ sobedecer-lhe e rebelar-se contra a sua vontade" (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de JaneiroiCPAD, 1991, pp. 34,35). II. A TENTAÇÃO NO PARAÍSO O Éden era um lugar perfeito. A partir daí, a humanidade poderia multi­ plicar-se e espalhar-se por todo o plane­

ta, ampliando, em amoroso trabalho, o jardim que Deus plantara. Infelizmente, nossos pais caíram na tentação do Diabo. 1. O agente ativo da tentação. A fim de induzir a raça humana ao pecado, Satanás instrumenta um animal astuto e sagaz, a serpente (Gn 3.1). E, por seu intermédio, dialoga com Eva levando-a à apostasia. Não podemos travar diálogos com o nosso Inimigo, independente do meio que ele usar para nos convencer, pois pecaremos contra Deus. 2. O agente passivo da tentação. Adão era o guardião do Éden. Todavia, não soube como resguardar a esposa, que acabou sendo seduzida pelo Diabo. Iludida, Eva pecou; ”E, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela" (Gn 3.6). Adão e Eva deixaram-se levar pela concupiscência da carne, pela concu­ piscência dos olhos e pela soberba da vida (1 3o 3.16). Adão e Eva pecaram de forma voluntária e cônscia. Biblicamen­ te, são os responsáveis pela introdução do pecado no mundo (Rm 5.12).

CONHEÇA MAIS *Conhecer "0 fruto proibido de Adão e Eva está na ‘árvore da ciência do bem e do mal'. A palavra hebraica aqui, yada, sugere uma enorme gama de ideias. Contudo, o conceito básico para ela é tanto a capacidade de fazer distinções quanto de aprender. Já que Adão e Eva ’conheciam' somente o bem, permaneciam inocentes, escolhendo e experimentando somente o que era correto aos olhos de Deus. Eles realmente nem mesmo viam oportunidades para errarem! A queda introduziu a capacidade de verem as coisas más e boas. Com isso, nasceu o desejo de expe­ rimentá-las." Para conhecer mais leia Cuia do Leitor da Bíblia,

^ 201 5 - Outubro/Novembro/Dezembro

CPAD, p. 27. Liçõ e s B íb lic as / P ro fe sso r 2 9


III. 0 JUÍZO DE DEUS

SÍNTESE DO TÓPICO II Adão e Eva foram tentados por Sa­ tanás e cederam à tentação.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO "A raça humana está ligada a Deus mediante a fé na sua palavra como a verdade absoluta. Satanás, porque sabia disso, procurou d estruir a fé que Eva tinha no que Deus dissera, causando dú vidas contra a palavra divina. Satanás insinuou que Deus não estava falando sério no que dissera ao casal. Noutras palavras, a primeira mentira proposta por Satanás foi uma forma de antinominianismo, negando o ca stig o da m orte pelo pecado e apostasia. Um dos pecados capitais da humanidade é a falta de fé na Palavra de Deus. É admitir que, de certo modo. Deus não fala sério sobre o que Ele diz da salvação, da justiça, do pecado, do julgamento e da morte. A mentira mais persistente de Satanás é que o pecado proposital e a rebelião contra Deus, sem arrependimento, não causarão, em absoluto, a separação de Deus e a condenação eterna. Satanás, desde o princípio da raça humana, tenta os seres humanos a crer que podem ser sem elhantes a Deus, inclusive decidindo por conta própria o que é bom e o que é mau. Os seres hu­ manos, na sua tentativa de serem ‘como Deus', abandonam o Deus onipotente e daí surgem os falsos deuses. O ser hu­ mano procura, hoje, obter conhecimento moral e discernimento ético partindo de sua própria mente e desejos, e não da Palavra de Deus. Porém, só Deus tem o direito de determinar aquilo que é bom ou mau" (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, p. 36). 30

L içõ e s B íb licas / P ro fe sso r

Satanás enganou, mentiu e pro­ meteu o que nem ele mesmo possuía. O juízo de Deus, portanto, não tardaria a vir sobre a serpente, sobre a mulher e sobre o homem. 1. Sobre a serpente. Devido à sua natureza, a serpente é um tipo perfeito de Satanás: esperta, sagaz e oportunista (Ef 6.11). Agora, ela seria obrigada a comer pó (Gn 3.14). Mesmo no Milênio, quando a natureza dos animais for res­ taurada, ela não será redimida de sua degradação (Is 65.25). Em seguida, Deus decreta a inimi­ zade entre a serpente e a mulher, como também a promessa da redenção: "E porei inimizade entre ti e a mulher e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar" (Gn 3.15). Apesar da Oueda, Eva seria auxiliar de Deus. Veja suas declarações ao dar à luz Caim e Sete (Gn 4.1,25). Séculos mais tarde, Maria haveria de enaltecer o Eterno de Israel por ter sido escolhida como a mãe do Salvador do mundo (Lc 1.46-56). 2. Sobre a mulher. A fim de punir a d e so b e d iê n cia de Eva, o Se n h o r torna-lhe a maternidade estressante e mui dolorosa. Não bastasse, sujeita a mulher ao governo do homem: "M u l­ tiplicarei grandem ente a tua dor e a tua conceição; com dor terás filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará" (Gn 3.16; Ef 5.22,23). Apesar da Queda, não são poucas as filhas de Eva elogiadas por sua incomum virtude e cooperação no Reino de Deus (Pv 31.10-30; 2 Jo 1-13). Sara, Débora, Ester, Maria e Priscila são apenas alguns desses belos exemplos. 3. Sobre o homem. Deus denuncia Adão como o responsável pela Oueda da humanidade. Conforme escreve o apóstolo Paulo, o pecado entrou no Outubro/Novembro/Dezembro - 201 5


mundo não por uma mulher, nem pelo Diabo, mas por intermédio de um ho­ mem (Rm 5.12). Por isso, o juízo divino recai com mais dureza sobre o nosso primeiro genitor. E, por causa dele, a Terra faz-se maldita. Por causa de sua desobediência a Deus, os dias de Adão e de seus descendentes seriam mais trabalhosos. Seu sustento seria obtido com um trabalho mais árduo, e teria de conviver com adversidades, e com o fim de sua própria existência: "N o suor do teu rosto, comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado, porquanto és pó e em pó te tornarás" (Gn 3.19). Adão viu, a duras penas, o preço de se desobedecer a Deus e à sua Palavra.

SÍNTESE DO TÓPICO III 0 juízo de Deus veio sobre Adão, Eva e a serpente.

Nossos primeiros pais, defato, pe­ caram, mas Deus prometeu redimir toda a humanidade pelo sangue de Cristo, pois Jesus morreu por todos.

relaciona aos ím pios (Mt 13.38,39; Jo 8.44), e a semente da mulher, têm ambas sentido fortemente pessoal. O castigo da mulher seria o oposto do 'prazer' que ela procurou no versículo 6. Ela conheceria a dor no parto, que é bem diferente do novo tipo de vida que ela tentou alcançar pela desobediência. Igualmente, a futura ligação do seu desejo ao seu marido era repreensão à sua decisão de buscar independência. Deus pôs uma maldição direta­ mente na terra em vez de colocá-la no homem. Adão foi com issionado a trabalhar com a terra, mas não seria por puro prazer "(Comentário Bíblico Beacon. Vol. 1. l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 40).

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

CONCLUSÃO

"O s pecados estão refletidos nas punições, as quais foram aplicadas em partes. A serpente foi amaldiçoada. A serp en te p o so u com o su p re m a ­ mente sábia, mas sua maneira de se locom over sempre seria sím bolo de tal humilhação. A frase 'sobre o teu ventre' não significa que a serpente tinha originalmente pernas e a perdeu no momento em que a maldição foi imposta, mas que seu modo habitual de locomoção tipificava seu castigo. A frase ‘pó comerás' é idiomaticamente equivalente a ‘tu serás hu m ilhad o' (cf. SI 72.9; Is 49-23), onde a frase 'lam berão o pó' tem claramente este significado. O castigo envolveria ini­ mizade, hostilidade entre as pessoas. A sem ente da serpente, que Jesus

Deus não foi apanhado de surpresa pela Queda de Adão, pois o Cordeiro, em sua presciência, já havia sido morto desde a fundação do mundo (Ap 13.8). N ossos primeiros pais, de fato, peca­ ram, mas Deus prometeu redimir toda a humanidade pelo sangue de Cristo, pois Jesus morreu por todos (Jo 1.29). Na genealogia de Jesus, registrada por Lucas, Adão é chamado de filho de Deus (Lc 3.38). Maravilhosa graça! Portanto, apesar da aparente vi­ tória do pecado, o Se n h o r Jesus, o segundo Adão, veio para resgatar-nos das mãos de Satanás: "Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo" (1 Co 15.22). Somente Jesus Cristo pode-nos resgatar do pecado.

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Liçõe s B íb licas / P ro fe sso r

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PARA REFLETIR

A respeito do livro de Gênesis: A Oueda foi um fato histórico e real? Sim. Podemos ter tal certeza porque a Bíblia nos garante. A serpente realmente falou? Sim. Não se trata de uma parábola, mas de um fato histórico. Oue juízo recaiu sobre o homem e sobre a mulher? Sobre a mulher: ela teria a sua dor na hora do parto multiplicada. Também teria que se sujeitar ao governo do homem. Sobre o homem: O trabalho de Adão seria misturado com a dor. Ambos sofreriam a morte física e foram expulsos do paraíso. Por que Adão foi responsabilizado por Deus como o principal respon­ sável pela Queda da humanidade? Porque ele havia recebido a ordem diretamente de Deus. Deus foi surpreendido pelo pecado do homem? Explique. Deus não foi apanhado de surpresa pela queda de Adão, pois o Cordeiro, em sua presciência, já havia sido morto desde a fundação do m undo (Ap 13.8). N ossos primeiros pais, de fato, pecaram, mas foram pronta­ mente redim idos pelo sangue de Cristo, pois Jesus morreu por toda a humanidade (Jo 1.29).

CONSULTE Revista Ensinador Cristão - CPAD, n° 64, p. 39. Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.

SUGESTÃO DE LEITURA 9

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L içõ e s Bíb licas / P ro fe sso r

Neste livro, o autor cham a a atenção para a n ecessid ad e de o b se rvarm o s a Palavra de Deus. de ver o pecad o so b uma pers­ pectiva d ivina e d e reorientar a sua vida em tod o s o s níveis se g u n d o a v o n tad e do Senhor.

A ntes de vencer o seu inim igo, você p recisa c o n h e cê -lo para fru star seu s p la n o s e ficar fora d e seu alcance. Esta obra d isse ca o s p o n to s fo rte s de Satanás, su as fraqu ezas e características.

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Lição 5

Texto Áureo

Verdade Prática

"[...] Que nos amemos uns aos outros. Não como Caim, que era do maligno e matou a seu irmão [...].“ ( lJ o 3.11,12)

Quem ama de verdade não se deixa dominar nem pela inveja nem pelo ódio.

LEITURA DIARIA S e g u n d a -G n 4.1 Caim, o primogênito de Adão, era mau

I Q u in ta -G n 4.6 Caim tinha o seu coração tomado pelo rancor

T e rça-G n 4.2 Caim, foi um importante lavrador da terra

S e x ta -G n 4.8 0 ódio e o rancor fizeram de Caim um homicida

O u a rta -G n 4.5 Caim e sua oferta foram rejeitados por Deus

Sábado - 1 Jo 3.12 Caim foi dominado pelo pecado, pois seu coração era mau

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LEITURA BÍBLICA EM CLASSE Gênesis 4.1-10 - E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu, e teve a Caim, e disse: Alcancei do Senhor um varão.

- E o SENHOR disse a Caim: Porque te iraste? Epor que descaiu o teu semblante?

- E aconteceu, ao cabo de dias, que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao SENHOR.

- Efalou Caim com o seu irmão Abel; e sucedeu que, estando eles no campo, se levantou Caim contra o seu irmão Abel e o matou.

- Se bem fizeres, não haverá aceitação - E teve mais a seu irmão Abel; e para ti? E, se não fizeres bem, o pecado Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi jaz à porta, e para ti será o seu desejo, e sobre ele dominarás. lavrador da terra.

- E Abel também trouxe dos pri­ mogênitos das suas ovelhas e da sua gordura; e atentou o SENHOR para Abel e para a sua oferta.

- E disse o Senhora Caim: Onde está Abel, teu irmão? E ele disse: Não sei; sou eu guardador do meu irmão?

- Mas para Caim e para a sua oferta não atentou. E irou-se Caimfortemente, e descaiu-lhe o seu semblante.

E disse Deus: Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra.

HIN OS SUG ERIDOS: 75,126,330 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL Conscientizar dos perigos de se deixar dominar pela inveja e pelo ódio.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos. Explicar porque Caim era do maligno; Compreender porque Deus re­ jeitou o sacrifício de Caim; Explicar que ódio e a inveja de Caim o levaram a matar seu irmão. 34

L içõ e s B íb licas / P ro fe sso r

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• INTERAGINDO COM O PROFESSOR O capítulo 4 do livro de Gênesis nos mostra que o pecado de Adão e Eva não afetou somente eles, mas trouxe sérios infortúnios para seus descendentes. A história do pecado de Caim, muito se assemelha a de seus pais, pois podemos ver um ato de violação (4.8), uma cena dejulgamento (4.9-15) e a execução da sentença divina sobre o pecador (4.16). Caim tinha um coração mau, dominado pelo ódio e a inveja, por isso, teve o seu sacrifício rejeitado. Deus não olhou e não olha para a oferta em si, mas o mais importante é o coração do ofertante, por isso, Jesus declarou: "Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão, e depois vem, e apresenta a tua oferta" (Mt 5.23,24). Jamais poderemos comprara Deus ou impressioná-lo com as nossas ofertas, pois tudo que existe nos céus e a Terra pertence ao Senhor. Ele é o dono da prata e do ouro. Sejamos fiéis ao Senhor em nossas ofertas, mas que jamais venhamos a permitir que nossos corações sejam contaminados pelo pecado.

COMENTÁRIO dos irmãos: Caim se tornou um INTRODUÇÃO PONTO lavrador, e Abel, um pastor. 0 capítulo 4 de Gênesis CENTRAL Satanás, pelo que in ­ apresenta a triste h istó ­ O coração de Caim ferimos dos fatos, não teve era mau, por isso, ria do primeiro homicídio Deus rejeitou a muito esforço em aliciar da Terra. Caim, o primeiro sua oferta. o prim eiro filh o de Adão. homem nascido de mulher, Dessa forma, Caim entra para matou o próprio irmão depois que teve sua oferta recusada por Deus. a História Sagrada como o primeiro 0 que deveria ser uma ocasião de ações d iscípu lo declarado do Diabo, cuja de graças enlutou a família de Adão. lista seria longa e enfadonha: Faraó, Caim demonstrou, dessa forma, que Herodes, Stalin, e alguns contem po­ era do maligno, que tinha um coração râneos nossos. 2. O agricultor. Já homem feito, e atitudes que desagradavam a Deus. pôs-se Caim a trabalhar a terra, con­ I - CAIM, SEGUIDOR DE SATANÁS forme o Senhor havia ordenado (Gn 1. A semente da mulher. 0 nasci­ 1.26-28). E, pelo que depreendemos, ele mento de Caim foi acolhido com ações de foi muito bem-sucedido como agricul­ graças a Deus. Ao contemplar o filhinho, tor. A Terra, embora amaldiçoada pela exclamou Eva: "Alcancei do Senhor um transgressão de seu pai, não lhe negou varão" (Gn 4.1). Eva considerou que colheita alguma. Solo arável não lhe seu primeiro filho foi um presente de faltava naquele mundo sem fronteira. Deus. A seguir, nasceu Abel, o segundo 3. A apostasia de Caim. Apesar filho, e a partir daí a narrativa bíbica vai de seu su ce sso p ro fissio n a l, Caim apresentar as profissões de cada um não se voltou a Deus em espírito e 201 S - Outubro/Novembro/Dezembro

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em verdade (Jo 4.23). Antes, deixouse cooptar pelo Diabo. Este, sempre oportunista, fez daquele jovem o seu principal aliado, objetivando frustrar a redenção da humanidade. M as Satanás estava enganado. Embora sagaz, pouco sabia dos reais planos de Deus para a nossa salvação. Enquanto isso, ia o jovem Abel tangendo o seu gado na graça divina.

SÍNTESE DO TÓPICO i Caim entrou para a história de uma maneira triste, ele se tornou o primeiro homicida da humanidade.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO "A história dos primeiros dois rapazes nascidos a Adão e Eva realça as repercus­ sões do pecado dentro da unidade familiar. Caim e Abel, tinham temperamentos notavelmente opostos. Caim gostava de trabalhar com plantas. Abel gostava de estar com animais. Ambos tinham uma disposição de espírito religioso. Os filhos de Adão levaram sacri­ fícios ao Senhor, o primeiro incidente

sacrificial registrado na Bíblia. Que Abel também trouxe dos prim ogêni­ tos das suas ovelhas e da sua gordura não quer dizer necessariamente que animais são superiores a plantas para propósitos sacrificiais. Por que aten­ tou o Senhor para Abel e para a sua oferta fica evidente à medida que a história se desenrola. A primeira pista aparece quase imediatamente. Caim não suportava que algum outro ficasse em primeiro lugar. A preferência do Senhor por Abel encheu Caim de raiva. Só Caim podia ser o 'núm ero um'. 0 Senhor não estava ausente na hora da adoração. Ele abordou Caim e lhe deu um aviso. Deus não o condenou diretamente, mas por meio de um jogo de palavras inform ou Caim que ele estava em real perigo. Em hebraico, a palavra aceitação é, literalmente, levantamento, e está em contraste com descaiu. Um olhar abatido não é com­ panhia adequada de uma consciência pura ou de uma ação correta. 0 ímpeto das perguntas de Deus era levar Caim à introspecção e ao arrependimento" (Comentário Bíblico Beacon. l.ed. Vol I. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 43).

CONHEÇA MAIS *Caim, um homem dominado pela maldade "Ele foi amaldiçoado por Deus no sentido de Deus já não abençoar seus esforços para extrair da terra o seu sustento. Caim não se humilhou com tristeza e arrependimento diante de Deus. 0 sinal posto em Caim talvez deva ser entendido como posto em Caim para assegurá-lo da promessa de Deus. Caim não sofreu pena de morte nesse tempo. Pos­ teriormente, quando a iniquidade e a violência da raça humana tornou-se extrema na terra, a pena de morte foi instituída (Gn 9.5,6)". Para conhe­ cer mais leia Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, p. 39.

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II- 0 CULTO DE CAIM micida. Eis o que lhe aconselha o amo­ A Escritura diz que, passado algum roso Deus: "Se bem fizeres, não haverá tempo, Caim e Abel trouxeram, do fruto aceitação para ti? E, se não fizeres bem, do seu trabalho, uma oferenda ao Senhor. o pecado jaz à porta, e para ti será o seu 1.0 sacrifício rejeitado. "E aconte­ desejo, e sobre ele dominarás" (Gn 4.7). ceu, ao cabo de dias, que Caim trouxe do Caim racionaliza o seu pecado. fruto da terra uma oferta ao Senhor" (Gn Recusando-se a fazer o bem, permitiu 4.3). É provável que ele tenha aprendido que Satanás lhe tornasse mal o coração. a cultuar a Deus com o seu pai, Adão, Neste, o homicídio foi um processo que, pelo menos, exteriormente. Do fruto germinado pela inveja, frutificou numa de sua colheita, separou uma oferta ao ira assassina (Tg 1.13-15). Se não quiser­ Criador. Podem ter sido frutas, legumes mos pecar contra Deus, não permitamos ou cereais, oferendas válidas (Lv 23.10). que o pecado nos germ ine na alma. Abel também pôs-se a cultuar o Arranquemos, pois, as ervas daninhas Senhor, oferecendo-lhe as primicias do que Satanás nos lança no íntimo. rebanho (Gn 4.4). Diz o texto sagrado que Deus atentou para o sacrifício de Abel, mas SÍNTESE DO TÓPICO II rejeitou o de Caim (Gn 4.5). 0 problema 0 coração de Caim era mau, por isso, não estava na oferta, mas no ofertante. sua oferta foi rejeitada pelo Senhor. Tanto a oferta de animais, como a de fru­ tos da terra, eram igualmente aceitáveis no culto divino. Não nos esqueçamos de SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO que o Senhor viria a reprovar até mesmo a oferta animal ao tornar-se esta formal mE irou-se Caim fortemente' (4.5). e impiedosa (Jr6.20). A ira de Caim mostra quão decidido 2. A atitude interior reprovada. Por ele estava em agir por conta própria, que o Senhor reprovou o sacrifício de sem se submeter a Deus. A ira é uma Caim? Porque o seu culto não passava emoção destruidora. Nunca poderemos de uma mera formalidade. Como se não nos desculpar por ter ofendido alguém bastasse, apresentava-se a Deus com a dizendo: 'Tenho um tem peram ento alma tomada pelo ódio. Naquele instante, agressivo'. Precisam os considerar a indaga-lhe o Senhor: “Por que te iraste? ira como pecado e conscientemente E por que descaiu o teu semblante?" (Gn nos submeter à vontade de Deus" (Rl4.6). Por esse motivo, recomenda-nos CHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor Paulo: "Quero, pois, que os homens orem da Bíblia: Uma análise de Gênesis a em todo o lugar, levantando mãos santas, Apocalipse capitulo por capítulo. 10. sem ira nem contenda" (1 Tm 2.8). ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p 28). Na Igreja de Deus não pode ha­ III- C A IM NÃO GUARDOU ver espaço para homens iracundos e O SEU IRMÃO contenciosos, que farão da obra do 0 crime de Caim foi doloso. Além de Senhor uma causa de ganho pessoal. Deus não se agrada de pessoas que mover um ódio doentio contra o irmão, dissimuladamente levou-o até a cena do agem dessa forma 3. O pecado sempre presente. Se crime, onde veio a matá-lo. 1. O crime. Narra o autor sagrado Caim o quisesse, poderia reverter aquela situação, dominando o seu coração ho­ que, estando ambos no campo, longe 201 5 - Outubro/Novembro/Dezembro

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dos olhos dos pais, Caim insurgiu-se contra Abel e o matou (Gn 4.8). Assassino dissimulado e cruel, aproveitou-se da confiança de seu irmão para matá-lo. Esse fato deve nos servir de aviso: até que ponto estamos nutrindo sentimen­ tos perniciosos contra nossos irmãos a ponto de planejar contra eles o mal ou coisa pior? Oue Deus nos faça refletir sobre nossas atitudes e não nos deixe ser pessoas como Caim. 2. O álibi. Quando inquirido por Deus acerca do paradeiro do irmão, Caim desculpa-se, como se estivesse noutro lugar, quando da morte de Abel: "Não sei; sou eu guardador do meu irm ão?" (Gn 4.9). O seu álibi é energicamente destruíd o pelo justo Senhor: "O ue fizeste? A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a terra" (Gn 4.10). Há muito san gue clam ando no mundo. A pergunta não haverá de ser emudecida: “Onde está Abel, teu ir­ mão?" (Gn 4.9). 0 que responderemos? De fato, somos chamados a demonstrar amor e respeito uns pelos outros, pois somos guardadores de nossos irmãos. 3. A marca do crime. Como a ad­ ministração da justiça ainda não havia sido delegada à comunidade humana, o Senhor põe um sinal em Caim, para que ninguém viesse reivindicar-lhe o sangue de Abel (Gn 4.15). Caim, de fato, não foi penalizado com a morte, mas ficou marcado para o resto de seus dias, dando início a uma geração de assassinos, devassos e inimigos de Deus.

De fato, som os cham ados a demonstrar am or e respeito uns pe­ los outros, po is som os guardadores de no ssos irmãos.

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SÍNTESE DO TÓPICO III 0 ódio e a inveja levaram Caim a matar o seu irmão.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO "Caim foi amaldiçoado por Deus no sentido de Deus já não abençoar seus esforços para extrair da terra o seu sustento (vv. 2,3). Caim não se humilhou com tristeza e arrependimento diante de Deus, pois afastou-se do Senhor e procurou viver sem a sua ajuda (v. 16). 0 sinal na testa de Caim (4.15) tal­ vez deva ser entendido como posto em Caim para assegurá-lo da promessa de Deus. Caim não sofreu pena de morte nesse tempo. Posteriormente, quando a iniquidade e a violência da raça humana tornou-se extrema na terra, a pena de morte foi instituída (9.5,6). Caim e seus descendentes foram os cabeças da civilização humana até hoje desviada de Deus. A motivação básica de todas as sociedades hum anistas está em superar a maldição, buscar o prazer e reconquistar o 'paraíso', sem subm issão a Deus. Noutras palavras, o sistema mundial fundamenta-se no princípio da autorredenção da raça humana na sua rebelião contra Deus" (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, p. 39). CONCLUSÃO 0 exemplo de Caim deve nos fazer lembrar de que precisamos ter uma vida íntegra diante de Deus e demonstrar am or e respeito para com o n o sso próximo. Abel foi o primeiro crente a ser arrolado entre os heróis da fé. Quanto a Caim, foi o primeiro ser humano a ter o nome riscado do Livro da Vida. Outubro/Novembro/Dezembro •201 5


0 que lhe faltava? Uma vida que a grad asse a D e us e o exercício do amor fraternal. Quando não se ama como Jesus amou, o hom icídio tor­ na-se corriqueiro na vida do homem. Por isso, há tantos h o m ic íd io s em nosso meio. Hom icídios espirituais, morais e emocionais. Lembremo-nos

das palavras de João: "Porque esta é a m ensagem que o u viste s desde o princípio: que nos am em os uns aos outros. Não como Caim, que era do m aligno e matou a seu irmão. E por que causa o m atou? Porque as suas obras eram más, e as de seu irmão, justas" (1 Jo 3.11,12).

PARA REFLETIR

A respeito do livro de Gênesis: 0 que levou Caim a odiar Abel? O fato da oferta de Abel ser aceita e a dele não. Como era o culto de Caim? O culto de Caim era para satisfazer o seu ego. Por que o ofertório de Caim foi reprovado? Porque seu coração era mau, cheio de inveja e ódio. Que desculpa deu Caim ao Senhor? Ele afirmou estar em outro lugar quando da morte de Abel. Quais as características da geração de Caim? Uma geração perversa e contumaz.

CONSULTE Revista Ensinador Cristão - CPAD, n° 64, p. 39. Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.

SUGESTÃO DE LEITURA

Q u e m é V ocê para Ju lgar

H e rm e n ê u tica Fácil e D e sc o m p licad a

Esse livro, mais prático do que teórico, visa criar no leitor, inte­ resse e com prom etim ento pela interpretação d as Escrituras.

É um livro sobre discernimento; a com petência de distinguir o falso do verdadeiro. Com o po d e ­ mos n os precaver do farisaísmo, de um lado, e da credulidade descuidada, de outro?

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AiAntiRoTtiUM«**

V isã o P ano râm ica do A n tig o T e stam e n to

É uma ajuda à com preensão d o s livros do Pentateuco. Este livro contém análises sobre a form ação do Cãnom sagrado, sua credibilidade.

Liçõe s Bib licas / P ro fe sso r

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Texto Áureo

Verdade Prática

"E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente."

0 mundo de Lameque em nada diferia , • 0 n0SS0, res,s ,n 0 0 ÇraÇa e eus, entregaram-se à devassidão, à violência

(G n 6 5 )

e ° res,st^n a a 00 tepírito Santo.

LEITURA DIÁRIA

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S e g u n d a -G n 4.19 Lameque, o bígamo que não andou segundo as leis de Deus

Q u in ta -G n 6.1,2 Lameque e o seu mundo pecaminoso e distante de Deus

T e rça-G n 4.20-21 Lameque e sua descendência corrompida

Sexta - Gn 6.3 0 mundo de Lameque resiste ao Espírito de Deus

Q u a rta -G n 4.23,24 Lameque, o poeta da violência e da maldade

Sábado - Gn 6.5,6 0 mundo de Lameque deteriora-se totalmente

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LEITURA BÍBLICA EM CLASSE Gênesis 6.1-8 valentes que houve na antiguidade, os varões de fama.

- E aconteceu que, como os homens começaram a multiplicar-se sobre a face da terra, e lhes nasceram filhas,

- viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eramformosas; e tomaram para si mulheres de todas as que es­ colheram. - Então, disse o Senhor: Não con­ tenderá o meu Espírito para sempre com o homem, porque ele também ê carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos.

5 - E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente. - Então, arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem sobre a terra, e pesou-lhe em seu coração.

7 - E disse o Senhor: Destruirei, de so­ bre a face da terra, o homem que criei, desde o homem até ao animal, até ao réptil e até ã ave dos céus; porque me 4 - Havia, naqueles dias, gigantes na arrependo de os haver feito. terra; e também depois, quando os filhos de Deus entraram às filhas dos homens - Noé, porém, achou graça aos olhos e delas geraram filhos; estes eram os do Senhor. HINOS SUGERIDOS: 5,141,232 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL Compreender que o mundo de Lameque em nada difere do nosso, resistindo à graça de Deus.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

Q

Explicar a maravilha que era o mundo enquanto o pecado ainda não havia degenerado as pessoas;

O

Compreender como o pecado se espalhou pela raça humana produzindo um mundo depravado; Explicar que o mundo depravado estava conde­ nado à destruição.

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• INTERAGINDO COM O PROFESSOR Adão e Eva pecaram e a corrupção humana foi se alastrando e envolvendo toda a humanidade. Deus é santo e não poderia suportar o pecado, por isso, Ele resolveu darfim a humanidade trazendo o seu juízo. Mas, Deus ama tanto o homem que deu um tempo para que as pessoas se arrependessem de seus pecados. 0 Senhor levantou Noé, um homem justo, e sua família para construir a arca e anunciar o juízo que viria caso não se arrependessem. Noé pregou durante anos, mas ninguém deu ouvidos a sua pregação. Hoje também pre­ gamos e anunciamos o Dia do Juízo de Deus sobre essa Terra, porém, muitos não creem. Todavia, como nos dias de Noé, o juízo de Deus sobre o pecado virá. Noé e sua família foram salvos, e isso nos mostra que Deus tem um compro­ misso com aqueles que pela fé lhe obedecem. Que possamos permanecer na fé e como Noé, seguirmos anunciando o amor e o juízo de Deus sobre o pecado.

COMENTÁRIO

logia era perfeita; sua tecnologia, considerável. 0 exemplo de Caim não PONTO 1. Fartu ra CENTRAL demorou a generalizar-se. Se Terra, embora amaldiçoada, Deus julga a m al­ por um lado, sua descendência era fértil e nada retinha à dade do mundo destaca-se por empreende­ de Lameque. primeira civilização. Todos dores como Jabal e Jubal, por comiam e bebiam à vontade outro, é corrompida por homens (Mt 24.38,39). O pão não precisava devassos e violentos como Lameque. ser racionado, o azeite era abundante e Primeiro bígamo da história, este viria a o vinho escorria dos lagares. se notabilizar também por haver assas­ Tem-se a im pressão de que as sinado futilmente duas pessoas. E, para pessoas daquela época viviam em per­ comemorar o feito, compôs um poema. manente festança. Ninguém era capaz Os pecados de Caim e Lameque de reconhecer que do Senhor é a Terra alastraram-se de tal maneira que v i­ e a sua plenitude (Sl 24.1). riam a depravar, inclusive, a linhagem 2. Saúde perfeita. Tais facilidad piedosa de Sete. propiciaram aos antediluvianos uma Vivemos dias semelhantes. A de­ saúde perfeita. Não era incomum en­ vassidão e a violência nunca foram tão contrar pessoas de quase mil anos (Gn exaltadas. Esta geração existe como se 5.27). Na genealogia de Adão, deparanão houvesse Deus. Entretanto, perto mo-nos com homens mais velhos que está o dia do juízo sobre os praticantes muitos dos países do mundo. da iniquidade. Imaginemos a folha corrida de um Lameque é o mais perfeito símbolo pecador de 900 anos. Nove séculos de da depravação total daquele período. completa depravação. Quantos roubos, I - UM M UN DO AINDA MARAVILHOSO assassinatos, adultérios, mentiras e Apesar da Oueda, o mundo ante- intolerâncias. Aos olhos do santo Deus, diluviano era farto e pródigo. Sua eco- era algo abominável.

INTRODUÇÃO

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3. Beleza perfeita. Se a saúde era perfeita, a beleza daquela geração era singular, haja vista a form osura das filhas de Lameque. Não demorou para que viessem a encantar os filhos de Sete (Gn 6.1,2). Im itando a bigamia de Lameque, estes homens, outrora tão piedosos, tornaram-se polígamos incorrigíveis. Com tanta comida e bebida, por que não viver em prazeres? Já que a vida era contada em séculos, ninguém haveria de morrer amanhã. Sua filosofia não era apenas a busca pelo prazer, mas também diabolicamente libertina. Aquela geração não possuía qualquer referência moral ou ética. 4. Tecnologia avançada. O mundo de Lameque podia ostentar um sur­ preendente avanço tecnológico. Adão ainda vivia quando Tubalcaim começou a dedicar-se à metalurgia. Este foi um homem, filho de Lameque e de Zilá, se tornou conhecido pela sua habilidade em lidar com o cobre e o ferro (Gn 4.22) Além da metalurgia, aquela gera­ ção sabia como trabalhar a madeira e a cerâmica. O próprio Noé, aliás, não teve dificuldades técnicas em construir a Arca, nem os seus descendentes, após o Dilúvio, viram-se impedidos de erguer a Torre de Babel.

SÍNTESE DO TÓPICO I Apesar da Queda, o mundo antediluviano ainda era maravilhoso.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO "Lam eque 1. Filho de Metusael, um descenden­ te de Caim, que foi o primeiro polígamo, tendo se casado com Ada e Zilá (Gn 4.1824). Seus filhos foram Jabal (pai dos que habitam em tendas e têm gado), e Jubal (pai de todos que tocam harpa e órgão), e Tubalcaim (mestre de toda a obra de cobre e de ferro). Lameque cantou para suas esposas, vangloriando-se de ter matado os homens que o feriram ou o golpearam. Essa vanglória é geralmente entendida como sendo a confiança nas armas de metal de seu filho, em oposição à confiança em Deus. Estes filhos parecem torná-lo o pai dos nômades, músicos e artífices em metal. 2. O filho de Matusalém que, com a idade de 182 anos, se tornou o pai de Noé, e viveu até a idade de 777 anos (Gn 5-25-31). Por ocasião do nascimento de seu filho, ele expressou o desejo de que em Noé a maldição de Adão chegasse ao fim: 'Este nos consolará acerca de nossas

CONHEÇA MAIS ••Maldade e violência “Essas palavras são usadas para caracterizar os pecados que causaram o dilúvio de Gênesis. Maldade é rasah, atos crim inosos que violam os direitos dos outros e tiram proveito do sofrimento deles. Violência é Hamas, atos deliberadamente destrutivos que visam prejudicar outras pessoas. Quando qualquer pessoa é marcada por situações frequentes de maldade e violência corre o risco de receber o Juízo de Deus". Para conhecer mais leia Cuia doLeitor da Bíblia, CPAD, p. 29.

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obras e do trabalho de nossas mãos, por causa da terra que o Senhor amaldiçoou' (Gn 5.29). Ele está incluído na genealogia do Senhor Jesus (Lc 3.36)" (Dicionário Bíblico Wycliffe. l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p. 1130).

O que dizer do nosso tempo? Em­ bora não sejamos tão fortes, nem tão longevos, em nada diferençam o-nos dos filhos de Lameque. Nunca o homem fez-se tão imoral quanto hoje. 3. Resistência à graça divina. P muito tempo, o Espírito de Deus instou junto àquela geração para que se con­ vertesse e deixasse seus maus caminhos. Chegou, porém, o dia em que Deus deu um basta em tudo aquilo. Declarou o Senhor: "Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem, porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos" (Gn 6.3). A graça de Deus, ainda que perfeita e infalível, pode ser resistida, haja vista a geração que saíra do Egito rumo a Canaã. Não obstante os milagres que presenciara, endureceu o seu coração de tal forma, que veio a ser rejeitada pelo Senhor (Hb 3.8). Isso significa que, mesmo hoje, há crentes que reagem contrariamente à graça divina (Hb 3.15). Sim, apesar de saber que o juízo divino é certo.

II - UM M U N D O TOTALMENTE D E PR AV AD O 0 mundo de Lameque era ingrato e cruel. Voltando-se contra o Senhor, seus descendentes cometeram os pecados mais hediondos e abomináveis. 1. Devassidão sexual. 0 exemplo de Lameque logo viria a replicar-se por toda a descendência de Adão. A família tradicional foi se degenerando. Os pe­ cados sexuais, agora, eram cometidos como se nada fosse proibido; não havia limites à fornicação nem ao adultério. Até os mesmos descendentes de Sete portaram-se levianamente em meio àquela imoralidade crassa e gritante; corromperam-se até o inferno. Relata o autor sagrado: "Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram" (Gn 6.2). SÍNTESE DO TÓPICO II 2. Violência sem limites. Os exces­ A maldade crescia a cada dia e as sos daquela gente redundaram numa pessoas iam se tornando totalmente geração truculenta e implacável. Os depravadas. assassinos eram cultuados como heróis: "Havia, naqueles dias, gigantes na terra; e também depois, quando os filhos de SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO Deus entraram às filhas dos homens "Nos dias de Noé, o pecado aberta­ e delas geraram filhos; estes eram os mente se manifestava no ser humano, de valentes que houve na antiguidade, os duas principais maneiras: a concupsciênvarões de fama" (Gn 6.4). cia carnal (v. 2) e a violência (vv. 11,12). A degeneração humana não mudou; o mal continua irrompendo desenfreado atra­ vés da depravação e da violência. Hoje Mesmo hoje, há crentes que em dia, a imoralidade, a incredulidade, reagem contrariamente à graça divina a pornografia e a violência dominam a (Hb 3.15). Sim, apesar de saber que o sociedade inteira. juízo divino é certo. Deus se revela já nestes primei­ ros capítulos da Bíblia, como um Deus 44

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pessoal para com o ser humano, e que 6 6 é passível de sentir emoção, desagrado Apesar da pregação do Evan­ e reação contra o pecado deliberado e a gelho, a iniquidade multiplica-se de rebelião da humanidade, (l) A expressão tal m odo que chega a contaminar, 'arrependeu-se' (6.6) significa que, por inclusive, o amor dos fiéis. causa do trágico pecado da raça humana, Deus mudou a sua disposição para com as pessoas; sua atitude de misericórdia Ele pregava com a voz e com as e de longaminidade passou à atitude obras. A construção da arca, em si, já era de juízo. (2) A existência de Deus, o seu caráter e seus eternos propósitos traça­ uma pregação carregada de eloquência. 2. Uma geração corrompida. Apesa dos, permanecem imutáveis, porém, Ele pode alterar seu tratamento para com o das instâncias de Noé, seus contempo­ homem, dependendo da conduta deste. râneos corrompiam-se de tal forma, que Deus altera, sim, seus sentim entos, se tornaram totalmente depravados. atitudes, atos e intenções, conforme as Ao Senhor, portanto, não restava outra pessoas agem diante da sua vontade (Êx alternativa a não ser destruir toda aquela civilização: "0 fim de toda carne é vindo 32.14; 2 Sm 24.16). perante a minha face; porque a terra está (3) Essa revelação de Deus como um cheia de violência; e eis que os desfarei Deus que pode sentir pesar e tristeza, deixa com a terra" (Gn 6.13). claro que Ele, em relação à sua criação, A geração atual assemelha-se à de age pessoalmente, como no recesso de uma família. Ele tem um amor intenso Noé. Apesar da pregação do Evangelho, pelos seres humanos e solicitude divina a iniquidade multiplica-se de tal modo ante a penosa situação da raça humana (Sl que chega a contaminar, inclusive, o amor 139.7-18)" (Bíblia de Estudo Pentecostal. dos fiéis (Mt 24.12). Comem, bebem e entregam-se à sensualidade, como se Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p. 41). não houvesse Deus.

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III - UM M UNDO CONDENADO À DESTRUIÇÃO SÍNTESE DO TÓPICO III Noé pregou aos seus contempo­ O mundo de Lameque estava con­ râneos durante muito tempo. Mesmo denado a destruição. assim, a sua geração não se curvou aos apelos divinos. Oue diferença dos ninivitas, que deram ouvidos à pregação de SUBSÍDIO DIDÁTICO Jonas (Jn 3.10). 1. A pregação de Noé. Apresentado Professor, neste tópico procure como pregador da justiça, Noé cumpriu enfatizara fidelidade de Noé. Diga aos um longo e penoso ministério (2 Pe 2.5). alunos que ele trabalhou durante 120 Enquanto se dava à construção da arca, anos na pregação e na construção da conclamava seus contemporâneos ao arca. Noé trabalhou na construção de arrependimento (1 Pe 3.20). Se levarmos um barco em um tempo que não havia em conta Gênesis 6.3, concluiremos que chuva e em uma região sem água (cf. o seu ofício de pregoeiro teve a duração 6.3). Com certeza, ele deve ter tido que de 120 anos. Sem dúvida, foi o mais lidar com a zombaria das pessoas e a incredulidade com relação a sua pregalongo ministério profético da Bíblia. 201 5 - Outubro/Novembro/Dezembro

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ção. Todavia, permaneceu firme e não deixou de realizar o seu trabalho e de confiar em Deus. A postura de Noé era de obediência a Deus e à sua palavra. Muitos, diante da primeira dificuldade pensam em parar, desistir. Como Igreja do Senhor, temos que continuar pregando a Palavra de Deus, confiando, tendo a certeza que em breve Jesus voltará e o juízo divino se dará sobre aqueles que rejeitaram a mensagem da salvação.

CONCLUSÃO À semelhança de Noé, proclamemos a Palavra de Deus a tempo e a fora de tempo; esta é a nossa missão. Se nos conformarmos com o mundo, que es­ perança haverá aos que ainda anseiam pelo Evangelho? Levantemo-nos como pregoeiros da justiça. Ainda que soframos zom ­ barias e escárnios, nossa missão não ficará inacabada.

PARA REFLETIR

A respeito do livro de Gênesis: O que caracterizava o mundo de Lameque? Violência sem limites, devassidão sexual e resistência à graça divina. Qual o ofício de Tubalcaim? Metalurgia, fabricação de instrumentos cortantes. Que pecados caracterizavam os contem porâneos de Noé? Era uma geração corrompida pelo pecado e caracterizada pela depravação moral. É possível resistir a graça divina? A graça de Deus, ainda que perfeita e infalível, pode ser resistida. De que forma Noé apregoava a justiça divina? Ele pregava a justiça divina com a voz e com as obras.

CONSULTE Revista Ensinador Cristão - CPAD, n° 64, p. 40. Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.

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Outubro/Novembro/Dezembro - 201 5


15 de Novembro de 2015

A Família que Sobreviveu ao Dilúvio

Texto Áureo

Verdade Prática

"Pela fé, Noé, divinamente avisado das coisas que ainda não se viam, te­ meu, e, para salvação da sua família, preparou a arca

Apesar da corrupção generalizada do mundo atual, é possível manter nossa família nos padrões da Palavra de Deus.

(Hb 11.7)

LEITURA DIÁRIA Segunda - Gn 6.13 Deus anuncia a Noé, seu servo, o Dilúvio

Q u in ta -G n 6.19 Arca, um lugar para a preservação da criação

T e rça-G n 6.14-16 A arca de Noé como instrumento de salvação

S e x ta -G n 7.1-24 O Dilúvio sobre toda a terra, pois todos pecaram

Quarta - Gn 6.18 A aliança de Deus com seu servo fiel, Noé

Sábado - Gn 9.1-19 Por sua misericódia e graça, Deus prepara um novo começo

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LEITURA BÍBLICA EM CLASSE Gênesis 7.1-12 - Depois, disse o SENHOR a Noé: Entra tu e toda a tua casa na arca, porque te hei vistojusto diante de mim nesta geração. - De todo animal limpo tomarás para ti sete e sete: o macho e sua fêmea; mas dos animais que não são limpos, dois: o macho e sua fêmea. - Também das aves dos céus sete e sete: macho e fêmea, para se conser­ var em vida a semente sobre a face de toda a terra. - Porque, passados ainda sete dias, farei chover sobre a terra quarenta dias e quarenta noites; e desfarei de sobre a face da terra toda substância que fiz.

- E entrou Noé, e seus filhos, e sua mulher, e as mulheres de seus filhos com ele na arca, por causa das águas do dilúvio. - Dos animais limpos, e dos animais que não são limpos, e das aves, e de todo o réptil sobre a terra, - entraram de dois em dois para Noé na arca, macho e fêmea, como Deus ordenara a Noé. - E aconteceu que, passados sete dias, vieram sobre a terra as águas do dilúvio.

- No ano seiscentos da vida de Noé, no mês segundo, aos dezessete dias do - Efez Noé conforme tudo o que o mês, naquele mesmo dia, se romperam todas as fontes do grande abismo, e as SENHOR lhe ordenara. janelas dos céus se abriram, - E era Noé da idade de seiscentos - e houve chuva sobre a terra quaren­ anos, quando o dilúvio das águas veio sobre a terra. ta dias e quarenta noites. HINOS SUG ERIDOS: 18, 38, 210, da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL Compreender que apesar da corrupção do mundo atual é possível viver segundo os padrões bíblicos.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS Ao lado, os obje­ tivos específicos referem-se ao que o professor deve atingirem cada tópico. Por exemplo, o ob­ jetivo I refere-se ao tópico I com os seus respecti­ vos subtópicos. 48

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Q

Mostrar como se deu o anúncio do dilúvio;

O

Analisar a respeito da construção da arca; Explicar o dilúvio;

^

Saber que os contempo­ râneos de Noé fizeram-se surdos à proclamação do juízo divino.

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• INTERAGINDO COM O PROFESSOR O Senhor levantou Noé, um homem justo e que buscava ter comunhão com Deus, mesmo vivendo em uma sociedade perversa, para anunciar o juízo divino em forma de dilúvio que viria sobre a terra. Noé trabalhou na construção da arca e pregou a verdade divina durante 120 anos. Todos tiveram oportunidade e tempo para se arrependerem dos seus pecados, mas ninguém deu crédito a pregação de Noé. Somente ele, sua família e os animais foram salvos das águas do dilúvio. A arca construída por Noé é um tipo de Cristo, aquele que é o nosso único meio de Salvação. Somente Jesus pode livrar essa geração do juízo e da morte (1 Pe 3.20,21), por isso, não podemos perder mais tempo e anunciar a todos os povos e nações a mensagem da salvação e o Salvador— Jesus.

COMENTÁRIO 1. O anúncio do Dilúvio. Já deci­ dido a destruir a Terra, o Senhor acha Resistindo sistematicamente ao graça em Noé (Gn 6.8). 0 patriarca Espirito de Deus, o mundo de Lameque soube como preservar moral e espi­ depravara-se irreversível e totalmente. ritualmente a esposa e os filhos. No A apostasia, agora, era universal. Adul­ entanto, pelo que inferimos do texto tos, jovens e crianças; todos cor­ sagrado, nada pôde fazer aos seus rompidos. Por isso, o Senhor irmãos e sobrinhos, pois estes PONTO também haviam se deixado anuncia um juízo também CENTRAL universal: o Dilúvio. corromper pelo exemplo É possível viver de modo santo e justo, Em meio àquela gera­ de Lameque. mesmo vivendo em Ao justo e íntegro Noé, ção, sobressai a justiça de meio a uma socieda­ anuncia Deus o Dilúvio; ”0 Noé. Divinam ente alerta­ de corrompida pelo pecado. fim de toda carne é vindo do, o patriarca constrói uma arca, na qual sobrevive, com perante a minha face; porque a terra está cheia de violência; e a sua família, à grande inundação. 0 mesmo desafio cabe hoje à igreja eis que os desfarei com a terra" (Gn do Senhor. Se por um lado, cabe-nos 6.13). 0 patriarca sabia, através da fé, proclamar o Evangelho até aos confins que o juízo era certo. Quanto aos seus da Terra, por outro, devemos preservar contemporâneos, preferiram ignorar a nosso lar em meio a uma sociedade que iminência do castigo divino. 2. Um juízo que parecia im pro­ jaz no maligno. vável. Se considerarmos Gênesis 2.5, I- D E U S ANUNCIA 0 DILÚVIO concluiremos que, naquele tempo, a Em toda aquela geração, apenas Noé terra não era regada pela chuva como podia ser considerado justo e íntegro. Por nos dias de hoje (Gn 2.6). Portanto, essa razão, Deus anuncia-lhe o Dilúvio, com o acreditar no D ilú v io se nem instruindo-o a construir a arca de salvação. chuva havia? Dessa forma, os “cientis-

INTRODUÇÃO

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Por isso Noé, movido por uma forte convicção quanto à iminência do juízo divino, pôs-se a construir o grande barco.

tas" da época devem ter questionado sarcasticamente a Noé. Nossa geração assim reage quanto à vinda de Cristo (2 Pe 3.A). 0 que parece improvável, porém, está prestes a acontecer. Jesus está às portas. SÍN T E SE D O T Ó P IC O I Deus anuncia a Noé o dilúvio.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO "Em meio à iniquidade e malda­ de generalizada daqueles dias, Deus cham ou Noé um hom em que ainda buscava comunhão com Ele e que era 'varão justo', (l) ‘Reto em suas gerações', equivale dizer que ele se mantinha distanciado da iniquidade moral da sociedade ao seu redor. Por ser justo e temer a Deus e resistir à opinião e

conduta condenáveis do público, Noé achou favor aos olhos de Deus. (2) Essa retidão de Noé era fruto da graça de Deus nele, por meio da sua fé e do seu andar com Deus. A salvação no Novo Testamento é obtida exatamente da mesma maneira, mediante a graça e a misericórdia de Deus, recebidas pela fé, cuja eficácia conduz o crente a um esforço para andar com Deus e perma­ necer separado da geração ímpia ao seu redor. Hebreus 11.7 declara que Noé 'foi feito herdeiro da justiça que é segundo a fé'. (3) 0 Novo Testamento também declara que Noé não somente era justo, como também pregador da justiça (2 Pe 2.5). Nisso, ele é exemplo do que os pregadores devem ser" (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 42). II - A CONSTRUÇÃO DA ARCA

A fim de escapar ao D ilúvio, o patriarca foi orientado a construir um grande navio. Obediente, ele levou o projeto adiante. 1. A planta da arca. A salvação é pela fé, mas a fé salvadora conduz-nos às boas obras (Ef 2.8-10). Por isso Noé, movido por uma forte convicção quanto

CONHEÇA MAIS *A arca ”A arca tinha 137 metros de comprimen­ to, 23 de largura e 14 de altura, com propor­ ções que coincidem com modernos navios cargueiros. Era suficiente larga para a carga e alimentação de que precisariam. Pedro vê a arca como um símbolo da salvação: agência de Deus para levar em segurança o crente através do julgamento a um novo mundo (1 Pe 3.20,21)." Para conhecer mais leia

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Guia do Leitor da Bíblia,

CPAD, p. 29.

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à iminência do juízo divino, pôs-se a construir o grande barco. A planta da arca, mesmo que bastante simples, era eficaz: "Faze para ti uma arca da madeira de gofer; farás compartimentos na arca e a betumarás por dentro e por fora com betume. E desta maneira farás: de trezentos côvados o comprimento da arca, e de cinquenta côvados a sua largura, e de trinta côvados a sua altura. Farás na arca uma janela e de um côvado a acabarás em cima; e a porta da arca porás ao seu lado; far-lhe-ás andares baixos, segundos e terceiros" (Gn 6.14-16). O texto sagrado nos mostra que a Arca era um enorme barco, e sem leme. A finalidade da arca não era navegar, mas flutuar durante a grande inundação. O patriarca cumpriu a vontade divina; em suas promessas, repousou. Deus é o nosso piloto. Não se aflija. Deus está no comando. 2. A construção da arca. Enquanto Noé e seus filhos construíam a arca, apregoavam o juízo divino. Por isso, ele é chamado de pregoeiro da justiça (2 Pe 2.5). Assim faz a Igreja. Enquanto aguardamos a volta de Cristo, procla­ memos o Evangelho e o fim de todas as coisas (1 Pe 3.20). 0 Senhor não tarda. S ÍN T E S E D O T Ó P IC O II Deus dá a Noé as instruções para a construção da arca.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO "A arca não continha todas as es­ pécies de animais, mas o protótipo de cada uma delas. Uma simples junta de gado portava os genes que provêm da ampla variação dessas classes animal. 0 relato bíblico da criação refuta a noção de que toda a vida animal evoluiu dos antepassados unicelulares. Contudo, 201 5 •Outubro/Novembro/Dezembro

não questiona o relato de evolucionistas sobre a variação dentro das espécies. Maldade e violência. Essas pala­ vras são usadas para caracterizar os pecados que causaram o dilúvio de Gênesis. Maldade é rasah, atos crimi­ nosos que violam os direitos dos outros e tiram proveito do sofrimento deles. Violência é hamas, atos deliberadamente destrutivos que visam prejudicar outras pessoas" (RICHARDS, Lawrence 0. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capitulo por capitulo. lO.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 29). I I I - O DILÚVIO Concluída a arca, Noé e sua família entram na form idável embarcação. Passados sete dias-, veio o Dilúvio. 1 .0 Dilúvio. Caiu uma chuva tor­ rencial durante quarenta dias e quarenta noites (Gn 7.12). Oceanos, mares e rios confundem -se em ondas sucessivas, interm ináveis e destruidoras. 0 fim de um m undo corrupto e depravado havia chegado. Noé, porém, estava seguro. Junto a ele, a esposa, os três filhos e suas res­ pectivas mulheres. Ao todo oito pessoas (Gn 7.7). E, para conservar a vida sobre a nova Terra, os animais: dois de cada espécie, macho e fêmea (Gn 6.19). 2 . 0 Dilúvio foi local ou Universal? Em 26 de dezembro de 2004, ocorreu um tsunam i no Oceano Índico, cujo epicentro deu-se na costa da Indonésia. Apesar de local, o fenônemo foi sentido em várias partes do mundo. 0 que não

Os antediluvianos não deram crédito à pregação de Noé. Viviam para pecar. Sua depravação não co­ nhecia limites.

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A geração de Noé teve tempo para ouvir su a m ensagem e ver a arca sendo construída, mas não deu ouvidos à pregação.

diremos do D ilúvio? Acreditamos na universalidade da grande inundação. A narrativa bíblica é bastante clara: "E as águas prevaleceram excessivamente sobre a terra; e todos os altos montes que havia debaixo de todo o céu foram cobertos" (Gn 7.19). SÍN T E S E D O T Ó P IC O III Deus envia o dilúvio sobre toda a terra.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO “0 dilúvio Cristãos que mantêm uma ampla vi­ são das Escrituras debatem se o dilúvio descrito em Gênesis foi uma inundação universal, que cobriu a total superfície do globo, ou uma inundação limitada, que afetou somente áreas habitadas pelo homem. Versos como ‘todos os altos m ontes que havia debaixo de todo o céu foram cobertos' (7.19,20) e ‘tudo que tinha fôlego de espírito de vida em seus narizes, tudo o que havia no seco, morreu' (vv. 21-23) sugerem um cataclisma mundial. Mas como seria o fato de que não há água suficiente em nosso planeta e na atmosfera para cobrir montanhas tais como o Evereste? Aqueles que mantêm a visão universal acreditam que o dilúvio modificou a face da terra, levando o leito dos mares e formar reentrâncias e empurrando m ontanhas para um lugar mais alto. Seja qual for a nossa visão, está claro que o relato do dilúvio estabelece uma 52

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poderosa declaração. Ele afirmava que Deus é Regente moral deste universo, que tem o poder de julgar o pecado. 2 Pedro 3 lem bra-nos daqueles que escarnecem da ideia do Juízo Final que o Senhor perpetuou nos tempos de Noé para julgar os homens ímpios e violentos. 0 Todo-Poderoso, cujo ódio ao pecado está revelado no di­ lúvio, não permitirá que os pecados co n tin u e m im p u n e s " (R IC H A R D S, Lawrence 0. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 29). I V - O JUÍZO DE DEUS Os contemporâneos de Noé tive­ ram mais de um século para se arrepen­ derem e voltar para Deus. Fizeram-se, porém surdos à proclamação do juízo divino. 1. Um juízo universal. A inundação foi universal como universal foi o juízo divino sobre a Terra. 0 relato bíblico é im pressionante e preciso: “E expirou toda carne que se movia sobre a terra, tanto de ave como de gado, e de feras, e de todo o réptil que rasteja sobre a terra, e de todo homem" (Gn 7.21). Apenas Noé e a sua família, bem como os animais que se encontravam com eles na arca, foram preservados. A geração de Noé teve tempo para ouvir sua mensagem e ver a arca sendo cons­ truída, mas não deu ouvidos à pregação e ao trabalho daquele servo de Deus, e foi destruída. O pior juízo, contudo, achava-se no além. 2. O juízo divino no inferno. Não resta dúvida de que toda aquela geração pereceu e foi lançada no inferno, onde aguarda a última ressurreição, a fim de comparecer ao Juízo Final (Ap 20.11-15). Eles sabem que isso acontecerá, pois o Senhor Jesus, no interlúdio entre a Outubro/Novembro/Dezembro -2015


sua morte e ressurreição, esteve no Hades, onde lhes proclamou a eficácia da justiça divina. Escreve o apóstolo Pedro: "P ois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado no espirito, no qual também foi e pregou aos espíritos em prisão, os quais, noutro tempo, foram desobedientes quando a longa­ nimidade de Deus aguardava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca, na qual poucos, a saber, oito pessoas, foram salvos, através da água" (1 Pe 3.1 8-2 0-ARA), A geração de Noé recusou-se a ouvi-lo, mas viu-se obrigada a escutar

o Senhor Jesus que, além de pregoeiro da justiça, apresentava-se, agora, como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Sua pregação não era redentiva, mas vindicativa. CONCLUSÃO Os antediluvianos não deram cré­ dito à pregação de Noé. Viviam para pecar. Sua depravação não conhecia limites. A Deus não restou alternativa senão condená-los à destruição. Nosso m undo caminha no mesm o sentido. Todavia, se form os zelosos quanto à pregação do Evangelho, levarem os muitas almas a Cristo, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor. Sua família está segura? Jesus em breve virá.

ANOTAÇÕES DO PROFESSOR

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PARA REFLETIR

A respeito do livro de Gênesis: O que foi o Dilúvio? O fim de toda a carne. 0 juízo de Deus. O D ilúvio foi local ou Universal? Explique. A inundação foi universal como universal foi o juízo divino sobre a Terra. O relato bíblico é impressionante e preciso: "E expirou toda carne que se movia sobre a terra, tanto de ave como de gado, e de feras, e de todo o réptil que se roja sobre a terra, e de todo homem" (Gn 7.21). Descreva a arca segundo a Bíblia. A planta da arca, posto que bastante simples, era eficaz: “Faze para ti uma arca da madeira de gofer; farás compartimentos na arca e a betumarás por dentro e por fora com betume. E desta maneira farás: de trezentos côvados o comprimento da arca, e de cinquenta côvados a sua largura, e de trinta côvados a sua altura. Farás na arca uma janela e de um côvado a acabarás em cima; e a porta da arca porás ao seu lado; far-lhe-ás andares baixos, segundos e terceiros" (Gn 6.14-16). O que representou aos antediluvianos a construção da arca? Representou a oportunidade de salvação, livrando aqueles que cressem do juízo divino. A arca é um tipo de Cristo. O que fez Jesus entre a sua morte e ressurreição? O Senhor Jesus, no interlúdio entre a sua morte e ressurreição, esteve no Hades, onde lhes proclamou a eficácia da justiça divina.

CONSULTE Revista Ensinador Cristão - CPAD, n° 64, p. 42. Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.

SUGESTÃO DE LEITURA

Teológia Sistem ática de Finney

Charles Finney foi o maior evan ge lista d esd e os tem pos apostólicos. S uas convicções te o ló gica s n asceram no fo g o do avivam ento e foram fo rm adas por uma consciência m oldada pelo e stu d o da Palavra de Deus.

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A H istó ria de Deus

Teologia Siste m á tica

A S an tíssim a Trindade, A C ria ­ ção do U n iverso e da hu m an ida ­ de e o b a tism o no Espirito S a n ­ to, são a lg u n s tem as e xplicados, so b uma ótica pentecostal.

A História de D e u s ilu m in a cada m om e n to da criação para m e ­ lh or revelar a Deus, o C riad o r e Se n h o r d e to d o s nós.

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Lição 8 22 de Novembro de 2015

0 Início doH j Humano

Texto Áureo

Verdade Prática

"Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as autoridades que háforam ordenadas por Deus." (Rm 13.1)

Deus instituiu autoridades e leis, afim de preservar a sociedade humana de uma depravação total e irreversível.

LEITURA DIÁRIA S e g u n d a -G n 9.6 0 livro de Gênesis e a origem do governo humano

I Q uinta- 1 Tm 2.1,2 Orações devem ser feitas pelas autoridades

T e rça-R m 13.1 O princípio do governo humano revelado na Palavra de Deus

Senta- 1 Tm 1.9,10 A Palavra de Deus e o objetivo da lei

Q u a r t a - lP e 2.17 A Palavra de Deus e a honra devida às autoridades

S á b a d o - Ap 19.6 Jesus Cristo, a suprema autoridade revelada à humanidade

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LEITURA BÍBLICA EM CLASSE Gênesis 9.1-13 - E abençoou Deus a Noé e a seus povoai abundantem ente a terra e filhos e disse-lhes: frutificai, e multi- multiplicai-vos nela. plicai-vos, e enchei a terra. - E falou Deus a Noé e a seus filhos - E será o vosso temor e o vosso pavor com ele, dizendo: sobre todo animal da terra e sobre 9 - E eu, eis que estabeleço o meu con­ toda ave dos céus; tudo o que se move certo convosco, e com a vossa semente sobre a terra e todos os peixes do mar depois de vós, na vossa mão são entregues. -e com toda alma vivente, que con­ - Tudo quanto se move, que é vivente, vosco está, de aves, de reses, e de todo será para vosso mantimento; tudo vos animal da terra convosco; desde todos que tenho dado, como a erva verde. saíram da arca, até todo animal da terra. - A carne, porém, com sua vida, isto -E e u convosco estabeleço o meu é, com seu sangue, não comereis. concerto, que não será mais destruída 5 - E certamente requererei o vosso toda carne pelas águas do dilúvio sangue, o sangue da vossa vida; da mão de e que não haverá mais dilúvio para todo animal o requererei, como também destruir a terra. da mão do homem e da mão do irmão de 12 - E disse Deus: Este é o sinal do cada um requererei a vida do homem. concerto que ponho entre mim e vós - Quem derramar o sangue do homem, e entre toda alma vivente, que está pelo homem o seu sangue será der­ convosco, por gerações eternas. ramado; porque Deus fez o homem 1 3 - 0 meu arco tenho posto na nuvem; conforme a sua imagem. este será por sinal do concerto entre 7 - Mas vós, frutificai e multiplicai-vos; mime a terra. H IN OS SUG ERIDOS: 531,532,588 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL Compreender que Deus instituiu autoridades e leis para preservar a humanidade.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS Mostrar que Deus estabele­ ceu um novo começo a partir da família de Noé;

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Analisar o arco de Deus como símbolo do seu novo pacto com a humanidade; Explicar o princípio do gover­ no humano. Outubro/Novembro/Dezembro -2015


• INTERAGINDO COM O PROFESSOR As águas do dilúvio foram baixando até que Noé e sua família puderam deixar a arca e iniciar uma nova vida em um mundo novo, purificado do pecado pelas águas do dilúvio. Noé e sua família deram inicio a nova vida com sacrifício e adoração a Deus, o grande Criador (8.1-22). 0 Senhor então decide introduzir o governo humano no novo mundo. 0 governo humano é uma forma de governo onde Deus delega ao homem a direção do planeta e a administração da justiça. Esta forma de governo foi confirmada pela filho de Deus ao declarar: "Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas" (Mt 7.12). Deus também fez um pacto com a humanidade, prometendo que nunca mais destruiria a vida humana por intermédio de dilúvio. A Terra havia sido purificada, porém Noé e seus descendentes carregavam a semente do pecado em seus corações.

COMENTÁRIO INTRODUÇÃO

I - U M NOVO COMEÇO

Noé e sua família permanecem a Deus fez cho ve r sob re a terra por quarenta dias e quarenta noites. bordo da arca por quase um ano (Gn A s águas caíram e brotaram em tal 7.11; 8.13). Ao deixarem a embarcação, quantidade, que vieram a prevalecer conscientizam-se de que, de agora em diante, terão de se deparar com uma por quase um ano. Veio a perecer, realidade inteiramente nova. assim, toda a primeira civilização 1. Um novo re la PONTO humana. Enquanto isso, Noé e CENTRAL mento com a natureza. Se até sua família, na grande arca, Deus estabele­ aquele momento o homem vagavam sobre as águas que, ceu o governo havia convivido harmonicadia a dia, iam diminuindo até humano. mente com a criação, a partir que o chão enxuto apareceu. de agora, esse relacionamento Já fora do gra n d e barco, os sobreviventes empreendem uma será bastante traumático. Alerta o nova obra civilizatória. E, para tanto, Senhor que os animais, por exemplo, o patriarca recebe instruções e spe ­ terão medo e pavor do ser hum ano cíficas do Senhor, a fim de que ele e (Gn 9-2). Para combatê-los, haveriam seus filho s cum pram -lhe fielm ente de su rg ir grand es caçadores como a vontade: edificar uma sociedade Ninrode (Gn 10.9). A natureza deveria ser domada a baseada no amor a Deus e ao próximo. Uma sociedade que, distanciando-se duras penas, a fim de que o habitat dos daquela região, alcançasse os confins filhos de Noé se fizesse sustentável. Sobre o assunto, declara o apóstolo da terra. Tinha início, naquele momento, Paulo: "Porque sabem os que toda a o governo humano, que haveria de criação, a um só tempo, geme e suporta perdurar, apesar de tantos dramas e angústias até agora" (Rm 8.22 - ARA). No Milênio, porém, tal situação será tragédias, até nossos dias. 2015 - Outubro/Novembro/Dezembro

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Se até aquele m om ento o hom em havia con vivid o harm onicamente com a criação, a partir de agora, esse re la c io n a m e n to será bastante traumático.

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revertida (Is 11.6). Por enquanto, todos jazemos sob um pesado cativeiro. 2. Uma nova dieta. Se antes do Dilúvio todos dispunham de uma die­ ta vegetal rica e farta, agora teriam de com plem entá-la com nutrientes animais. Todavia, deveriam abster-se do sangue (Gn 9.A). Sem elhante re­ comendação fariam os apóstolos em Jerusalém (At 15.19,20). 3. A bênção divina. Reconstruir a sociedade humana era tarefa nada fácil. Noé e sua família teriam de recomeçar um processo civilizatório que, por causa da grande inundação, perdera quase dois mil anos de invenções, descobertas e avanços tecnológicos. Nessa empreitada, o patriarca e seus filhos necessitariam da plenitude

da bênção divina. Bem-aventurando -os, ordena-lhes o Senhor: "M a s vós, frutificai e m ultiplicai-vos; povoai abundantem ente a terra e m ultiplicai-vos nela" (Gn 9.7). Não demoraria muito, conforme veremos nas próximas lições, para que o homem voltasse a progredir e a ocupar os mais remotos continentes.

SÍNTESE DO TÓPICO I A terra foi purificada pelas águas do dilúvio e Deus estabeleceu um novo começo a partir da família de Noé.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO Professor para a introdução do primeiro tópico da lição faça a seguinte indagação: "Q uanto tempo durou o dilúvio?" Ouça os alunos com atenção e incentive a participação de todos. Explique que “Gênesis 7 e 8 registra detalhes sobre isso. Os animais entraram na arca no dia 10 do mês dois (7.8,9). A chuva começou sete dias depois (v. ll),

CONHEÇA MAIS ••Quando as águas do dilúvio baixaram "Gradualmente, as águas do dilúvio baixaram. Noé e sua família começaram a viver a vida num novo mundo com sacrifício e adoração. Deus introduz o governo humano fazendo os homens resistirem ao mal em sociedade. 0 Senhor ainda se comprometeu em nunca mais destruir toda a vida por enchente. A terra foi purificada. A úni­ ca família depois do dilúvio, porém, carregava a natureza humana decaída e o pecado que quase imediatamente se fez presente na embriaguez de Noé e na imoralidade do seu filho Cam." Para conhecer mais leia Cuia do Leitor da Bíblia,

CPAD, p. 30

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e o volum e de água foi aumentando até dia 27 do mês três (v. 12). A arca não toca a terra até dia 17 do mês sete (8.4). O cume de montanhas é visto no dia I o do décimo mês (v. 4), e as portas da arca finalmente são abertas em I o do mês um (v.13). A terra estava seca o suficiente para Noé e sua fam ilia saírem em 27 do mês dois (v. 14), um ano e dez dias depois que o dilúvio com eçou" (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. lO.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 30). " 0 relato do dilúvio fala-nos, tanto do julgamento do mal, como da salvação (Hb 11.7). (l) 0 dilúvio, trazendo a total destruição de toda a vida humana fora da arca, foi necessário para extirpar a extrema corrupção moral dos homens e mulheres e para dar à raça humana uma nova oportunidade de ter comu­ nhão com Deus. (2) O apóstolo Pedro declara que a salvação de Noé em meio às águas do dilúvio, seu livramento da morte, figurava o batismo do cristão" (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 42).

Em sua misericórdia, o Senhor pro­ mete: "E eu convosco estabeleço o meu concerto, que não será mais destruída toda carne pelas águas do dilúvio e que não haverá mais dilúvio para destruir a terra" (Gn 9.11). 2. O sinal do pacto noético. A fim de que a humanidade se lembrasse da misericórdia de Deus, após cada chuva, o Senhor torna-lhes bem visível o seu pac­ to: "O meu arco tenho posto na nuvem; este será por sinal do concerto entre mim e a terra. E acontecerá que, quando eu trouxer nuvens sobre a terra, aparecerá o arco nas nuvens" (Gn 9.13,14). 0 arco de Deus, seria um fe n ô ­ meno tão novo como a chuva regular. Vendo-o a cada chuvarada, os descen­ dentes de Noé poderiam repousar nos cuidados divinos.

SÍNTESE DO TÓPICO II Deus, por sua infinita misericórdia, estabeleceu um novo pacto com o homem. Este pacto teve como símbolo um arco nos céus.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

I I - O ARCO DE DEUS

Peça que os alunos leiam Gênesis Antes do Dilúvio, não havia chuva. 9.9-17. D e p o is e xp liqu e que estes Um vapor regava a terra. A partir de ve rsíc u lo s “falam do concerto que agora, porém, haveria de cair regu­ Deus fez com a humanidade e com a larmente sobre a terra, como sinal da natureza, pelo qual Ele prometeu que bênção divina (Mt 5.45). A pergunta, nunca mais destruiria a terra e todos todavia, era inevitável: "E se viesse os seres viventes com um dilúvio (vv. outro dilúvio?". 1. Um novo pacto com a hum ani­ dade. Visando acalmar-lhes o espírito, Foi necessário para extirpar promete-lhes o Senhor: o mundo não a extrema corrupção moral dos h o ­ voltará a ser destruído por uma nova m ens e mulheres e para dar à raça inundação. Sem essa promessa, a des­ hum ana uma nova oportunidade de cendência de Noé teria desperdiçado ter com unhão com Deus. seus esforços na construção de arcas, torres e barragens. 201 5 - Outubro/Novembro/Dezembro

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0 Senhor Jesus, ao ratificar esse principio, foi enfático ao realçar o lado benevolente e am oroso que deveria reger o governo humano.

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11,15). 0 arco-íris foi o sinal de Deus e o m em orial perpétuo da sua p ro ­ messa, no sentido de nunca mais Ele destruir todos os habitantes da terra com um dilúvio. O arco-íris deve nos lembrar da misericórdia de Deus e da sua fidelidade à sua palavra (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 45). III - 0 PRINCÍPIO DO GOVERNO HUMANO

que esta é a lei e os profetas" (Mt 7.12). 2 .0 aperfeiçoamento do governo humano. Israel teve em vários períodos de sua história, alguns governos que chegaram a ser perfeitos. Haja vista o reinado de Ezequias (2 Cr 29.1,2). Ali­ ás, esses homens procuraram cumprir a Lei de Moisés, porque sabiam que nenhum reino poderá ser construído anarquicamente. Dessa forma, Noé e seus descen­ dentes, sob as novas regras baixadas pelo Senhor, puderam dar continuidade a história humana, apesar das lacunas deixadas pelo Dilúvio.

SÍNTESE DO TÓPICO III 0 princípio do governo humano se deu a partir de Noé e seus descendentes.

Uma nova civilização estava pres­ tes a recomeçar. Mas, para que alcan­ SUBSÍDIO DIDÁTICO çasse plenamente os seus objetivos, era "A Instituição do Governo Humano im perioso que ela se formasse sob o império das leis. Por esse motivo, Deus No século antediluviano não havia nenhum governo humano. Todo homem institui o governo humano. 1. O g o v e rn o hum ano. T e o lo tinha ­ liberdade para seguir ou rejeitar gicam ente, o go ve rn o hum ano é a qualquer caminho. Mesmo rejeitando in stituição estabelecida por Deus, o Caminho, não havia refreio contra o logo após o Dilúvio, através da qual o pecado. O primeiro homicida, Caim, Senhor delega ao homem não somente foi protegido contra um vingador (Gn a governança do planeta, como tam­ 4.15). Sucessivos homicidas (Lameque, bém a administração da justiça (Rm por exemplo) exigiram sem elhante 13.1). Essa instituição, sem a qual a proteção (Gn 4.23,24). Durante séculos civilização humana seria inviável, pode os homens haviam abusado do amor e ser sum ariada nesta única sentença da graça de Deus, e gastaram seu tempo divina: "Quem derramar o sangue do entregues a toda qualidade de pecado homem, pelo homem o seu sangue será e vício. Após o dilúvio, o caminho, o derramado; porque Deus fez o homem único Caminho para a vida eterna, ain­ conforme a sua im agem " (Gn 9.6). da permaneceria aberto diante deles, 0 Senhor Jesus, ao ratificar esse e cabia-lhes o direito de aceitar ou princípio, foi enfático ao realçar o lado rejeitá-lo. Mas se o rejeitassem, conti­ benevolente e am oroso que deveria nuando desobedientes às leis divinas, reger o governo humano: “Portanto, eram passíveis de punição imediata por tudo o que vós quereis que os homens parte dos seus contemporâneos, pois vos façam, fazei-lho também vós, por­ Deus instituiu um governo terrestre 60

L içõ e s B íb licas / P ro fe sso r

Outubro/Novembro/Dezembro •201 5


que serviria de freio sobre os delitos dos ímpios. A ordem divina foi esta: 'Se alguém derramar o sangue do ho­ mem, pelo homem se derramará o seu' (Gn 9 .6). A pena capital é a função de maior seriedade do governo humano, e uma vez que Deus concedeu ao ho­ mem essa responsabilidade judicial, autom aticam ente todas as dem ais funções de governo foram também conferidas. O governo humano, assim construído, exercendo a prerrogativa da pena capital, foi e é sancionada pelo próprio Deus como um meio de deter os desobedientes (Rm 13.1-7; 1 Tm 1.810). A investidura dessa autoridade e responsabilidade no homem foi uma novidade do novo pacto de Deus ao homem após o dilúvio. Em comparação com a aliança adãmica, notamos que há: 1) maior domínio sobre o reino animal; 2) uma dieta mais ampla; 3) a promessa de Deus que não mais destruirá toda a carne; 4) e maior

repressão sobre os ímpios, incluindo a prerrogativa da pena capital, que seria ao mesmo tempo uma ilustração do governo divino" (OLSON, Lawrence N. 0 Plano Divino Através dos Séculos: As dispensações que Deus estabeleceu para Israel, a Igreja e para o mundo. 26.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, pp. 69-71). CONCLUSÃO O governo humano é uma insti­ tuição divina. Foi deixado pelo Senhor, objetivando levar a civilização a cumprir os seus objetivos, até que o seu Reino seja instaurado entre nós através de Jesus Cristo, seu Filho. Enquanto isso, todos somos exor­ tados a obedecer aos mandatários e go­ vernantes, desde que estes não baixem leis que contrariem a Palavra de Deus, que está acima de todas as legislações humanas. Por isso, eis o nosso texto áureo: "Mais importa obedecer a Deus do que aos hom ens" (At 5.29).

ANOTAÇÕES DO PROFESSOR

V___________________

_____________________ '

201 5 • O u tu b ro /N o v e m b ro /D e z e m b ro

Lições Bíblicas/Professor 61


PARA REFLETIR

A respeito do livro de Gênesis: Após o Dilúvio, como seria o relacionamento do ser humano com a natureza? Se até aquele momento, o homem havia convivido harmonicamente com a criação, a partir de agora, esse relacionamento será bastante traumático. Alerta o Senhor que os animais, por exemplo, terão medo e pavor do ser humano (Gn 9.2). Para combatê-los, haveriam de surgir grandes caçadores como Ninrode (Gn 10.9). A dieta humana foi alterada com o Dilúvio? Se antes do Dilúvio, todos dispunham de uma dieta vegetal rica e farta, dora­ vante teriam de complementá-la com nutrientes animais, pois a terra já não era tão fértil como antes. Eis a razão por que Deus autoriza-os a enriquecer suas refeições com carne. Oual a sim bologia do arco de Deus? Era um sinal do pacto de Deus de jamais destruir a humanidade novamente pelo dilúvio. O que é o governo humano? Teologicamente, o governo humano é a instituição estabelecida por Deus, logo após o Dilúvio, através da qual o Senhor delega ao homem não somente a governança do planeta, como também a administração da justiça (Rm 13.1). Até que ponto devem os obedecer o governo humano? Desde que estes não baixem leis que contrariem a Palavra de Deus, que está acima de todas as legislações humanas.

CONSULTE Revista Ensinador Cristão- CPAD, n° 64, p.42. Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.

SUGESTÃO DE LEITURA P e dras que C la m a m

Este livro é um a p reciosa fonte de consulta, rica em con teúdo e atualizada com o s m aiores ach a­ d o s re la cio n ad o s à arq u e o lo gia e à Bíb lia Sagrada.

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L içõ e s Bíb licas / P ro fe sso r

M an u a l de Ensino para o Educador Cristão

Este m an u al é um recurso c o m ­ pleto para ser u sad o em casa, na igreja e nas e sco las on de se m inistram estu d o s bíblicos.

Pro pagando a Verdade A través do Ensino

Esta obra apresenta oito figuras bíblicas em situações que podem ser aplicadas no seu cotidiano, além de m ostrar verdades de Deus.

Outubro/Novembro/Dezembro - 201 S


29 de Novembro de 2015

Texto Áureo

Verdade Prática

"Bendito seja o Senhor, Deus de Sem; e seja-lhe Canaã por servo. Alargue Deus a Jafé,e habite nas tendas de Sem; e sejalhe Canaã por servo. “

Por causa de sua irreverência efalta de respeito, Cam veio a perder boa parte de sua herança.

(Gn 9.26,27)

LEITURA DIÁRIA S e g u n d a -G n 9.22 A atitude desrespeitosa de Cam para com seu pai

I Q u in ta -G n 11.10,29 Abraão,amigo de Deus, é descendente de Sem

T e rça-G n 9.23 A atitude reverente de Sem e Jafé para com seu pai

Sexta-G .9 .25 A maldade levou o filho de Cam a ser amaldiçoado

Q u a rta -L c 3.36 Sem, ascendente do Messias que viria para salvar a humanidade

S á b a d o -G n 17.8 Canaã perde suas terras, que são entregues a Abrão

2015 - Outubro/Novembro/Dezembro

Liçõ e s B íblicas / P ro fe sso r 6 3


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE Gênesis 9.20-29 - E começou Noé a ser lavrador da terra e plantou uma vinha.

- E despertou Noé do seu vinho e soube o que seu filho menor lhe fizera.

- E bebeu do vinho e embebedou-se; e descobriu-se no meio de sua tenda.

- E disse: Maldito seja Canaã; servo dos servos seja aos seus irmãos.

- E viu Cam, o pai de Canaã, a nudez de seu pai e fê-lo saber a ambos seus irmãos, fora.

- E disse: Bendito seja o SENHOR, Deus de Sem; e seja-lhe Canaã por servo.

- Então, tomaram Sem e Jafé uma capa, puseram -na sobre am bos os seus ombros e, indo virados para trás, cobriram a nudez do seu pai; e os seus rostos eram virados, de maneira que não viram a nudez do seu pai.

- Alargue Deus a Jafé, e habite nas tendas de Sem; e seja-lhe Canaã por servo. - E viveu Noé, depois do dilúvio, trezentos e cinquenta anos. - E foram todos os dias de Noé novecentos e cinquenta anos, e morreu.

H IN OS SUG ERIDOS: 305, 306,308 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL Mostrar que, por não respeitar seu pai, Cam perdeu parte de sua herança.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

Saber a respeito da vinha que Noé plantou; O

Analisar o juízo de Noé sobre a irreverência de Cam; Mostrar que a maldição de Canaã se cumpriu.

64 Lições B íb licas/Pro fesso r

Outubro/Novembro/Dezembro •2015


INTERAGINDO COM O PROFESSOR Na lição de hoje estudaremos o triste episódio da embriaguez de Noé e a trágica consequências de seu ato para a sua família. Este é o primeiro relato bíblico com relação ao uso exagerado do vinho. Com ele aprendemos que o crente precisa estar sóbrio. Deus advertiu inúmeras vezes o seu povo quanto ao uso do vinho. Os sacerdotes não podiam beber vinho antes de se apresentarem ao Senhor: "Vinho ou bebidaforte tu e teusfilhos contigo não bebereis, quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso entre as vossas gerações" (Lv 10.9). Eles deveriam ser santos, diante de Deus e das pessoas. Hoje, somos a geração santa, sacerdotes do Senhor em Jesus Cristo (1 Pe 2.9), e como tal devemos nos manter sóbrios, evitado o uso de bebidas alcoólicas.

COMENTÁRIO INTRODUÇÃO

1. A destemperança do patriarca. Embriagado, o patriarca desnuda-se em sua A história de Noé e de sua família não se encerra com sua saída da Arca. tenda, indiferente à censura que poderia Houve um fato triste que trouxe julga­ sofrer da esposa, filhos e netos (Gn 9.21). Se não vigiarmos, o mesmo ocorrerá mento a um de seus descendentes, e a conosco. Eis por que, devemos agir com futura divisão das terras do novo mundo. sobriedade em todas as instâncias da Esta lição nos mostra o quanto vida. Não foi sem razão que Paulo reco­ devemos ensinar nossos filhos sobre o mendou aos obreiros a abstinência de respeito para conosco, e o preço que bebidas alcoólicas (1 Tm 3.3). Um se paga por não se ter o devido bêbado, ainda que nascido de PONTO cuidado no tocante à embria­ CENTRAL novo, age sempre de forma guez, mesmo para aqueles A atitude desrespei­ inconsequente. que já nasceram de novo. tosa de Cam para com 2. A ir Se por um lado a Bí­ o seu pai, Noé, resultou Cam. 0 destem pero de em maldição e a atitude blia nos adverte sobre o reverente de Sem e Jafé Noé é flagrado por seu mau uso do vinho, do qual para com o pai resul­ filho, Cam. Ao in vés de o crente deve se abster, por tou em bênçãos. calar-se e, discretamente, outro lado nos é dito sobre resguardar a honra do pai, saiu a consequência da bebida e do deboche no lar de pessoas que conhe­ a depreciar-lhe a imagem (Gn 9.22). Ao cem a Deus. Portanto, eduquemos a nós que parece, ele não era muito diferente daqueles que pereceram no dilúvio. mesmos e aos nossos filhos. Mais tarde, atitudes como as de Cam I - A VINHA DE NOÉ seriam arroladas como faltas graves Adaptando-se já à nova realidade, pela Lei de Moisés (Lv 18.7). Noé faz-se lavrador e planta uma vinha Não entreguemos o faltoso ao vitu­ (Gn 9.20). Do fruto desta, fermenta pério. Se agirmos com amor, poderemos um vinho tão inebriante que o levou a recuperá-lo plenamente (Tg 5.20). Doutra escandalizar toda a família. 0 episódio forma, perderemos almas mui preciosas serve-nos de grave advertência. aos olhos de Deus. Lembremo-nos da 201 5 - Outubro/Novembro/Dezembro

L içõ e s Bíb licas / P ro fe sso r 6 5


recom endação de nosso Senhor, de a videira. Esta é a primeira vez que a produção de vinho é aludida na Bíblia, buscar a reconciliação (Mt 18.15-18). 3 .0 respeitoso gesto de Sem e Jafé. e é significativo que esteja ligada a uma Diante da atitude irreverente e maldosa situação de desgraça. do irmão mais novo, Sem e Jafé tomaram Noé pode ter sido inocente, não "uma capa, puseram-na sobre ambos os conhecendo o efeito que a fermentação seus ombros e, indo virados para trás, causa no suco de uva nem o efeito que cobriram a nudez do seu pai; e os seus o vinho fermentado exerce no cérebro rostos eram virados, de maneira que humano. Isto não impediu que a vergonha não viram a nudez do seu pai" (Gn 9.23). entrasse no círculo familiar. Perden­ Ajamos como Sem e Jafé, e muitos do os sentidos, Noé tirou a roupa e se escândalos serão evitados no arraial dos deitou nu. A nudez era detestada pelos santos. Isso não significa que os pecados primitivos povos semíticos, sobretudo serão acobertados. Todavia, o pecador pelos hebreus que a associavam com tem de ser tratado com dignidade, a a libertinagem sexual (cf. Lv 18.5-19; fim de que venha a experimentar plena 20.17-21; 1 Sm 20.30)" (Bíblia de Estudo restauração. Como gostaríamos de ser Aplicação Pessoal, led. Rio de Janeiro: tratados em semelhantes circunstâncias? CPAD, 2005, p. 42). Sem e Jafé agiram amorosa e nobremente. I I - O JUÍZO DE NOÉ SO BRE A IRREVERÊN C IA DE CAM

SÍNTESE DO TÓPICO I

Noé plantou uma vinha, fez vinho e acabou por se embriagar.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO “Noé era um lavrador da terra, como fora Caim. Cuidar de plantas se tornou sua grande paixão e entre elas estava

Já passada a embriaguez, Noé toma conhecimento do que lhe fizera o filho mais novo. Todavia, sendo um homem justo, não poderia deixá-lo sem disciplina. 1. A maldição de Canaã. 0 patriarc castiga indiretamente a Cam, lançando sobre o filho deste uma pesada mal­ dição: "M aldito seja Canaã; servo dos servos seja aos seus irmãos" (Gn 9.25).

CONHEÇA MAIS *0 pecado de Cam 0 pecado é muito debatido, pois a frase 'viu a nudez de' é usada em relações sexuais ilícitas (cf. Lv 18). Aqui o texto sugere que o pecado de Cam foi o de ridicularizar o pai a quem deveria honrar (cf. Êx 20.12). As falhas de Noé e de Cam nos adver­ tem que, embora vivamos num lar aparentemente perfeito, a raiz do pecado está plantada profunda­ mente em cada pessoa individualmente. A causa de nossos fracassos está em nós mesmos." Para conhecer mais leia Guia do Leitor da Bíblia,

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L içõ e s B íb licas / P ro fe sso r

CPAD, p. 30 Outubro/Novembro/Dezembro • 201 5


À primeira vista, parece que o pa­ triarca condena os cananeus à servidão. Mas o caso era bem mais grave. Eles seriam punidos com a perda de suas terras aos filhos de Abraão, o mais no­ tável descendente de Sem, depois de Jesus Cristo. Quanto aos demais filhos de Cam, haveriam de construir grandes e admi­ ráveis civilizações como a egípcia e a etiópica (Gn 10.6). Aliás, o Egito foi um poderoso e culto império, acerca do qual há uma profecia maravilhosa (Is 19.18-25). 2. A bênção de Sem e Jafé. Ao lardoar a atitude respeitosa e reverente de Sem e Jafé, o patriarca concede-lhes uma bênção eterna: "Bendito seja o Senhor, Deus de Sem; e seja-lhe Canaã por servo. Alargue Deus a Jafé, e habite nas tendas de Sem; e seja-lhe Canaã por servo" (Gn 9.26,27). A irreverência e o deboche vêm destruindo muitos jovens promissores. A sociedade atual caracteriza-se pela insolência e por uma irreverência sem limites. Que tais coisas não nos invadam as igrejas, pois santidade convém à casa de Deus (Sl 93.5). Eduquemos nossos filhos e netos, para que não sejam am aldiçoados e venham a perder a herança que lhes reservou o Senhor. Quem ama instrui, educa e disciplina.

SÍNTESE DO TÓPICO II Passada a embriaguez, Noé toma conhecimento do feito perverso de seu filho Cam e pronuncia uma palavra de juizo sobre ele.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO "Recuperando os sentidos, Noé ficou sabendo do que aconteceu e falou com seus filhos. Ele deixou Cam sem bênção e concentrou sua reprimenda em Canaã, 2015 ■Outubro/Novembro/Dezembro

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O pecador tem de ser tratado com dignidade, afim de que venha a experi­ mentar plena restauração.

cujos os descendentes historicamente se tornaram um povo marcado por moralidades sórdidas e principalmente fonte de corrupção para os israelitas. A adoração Cananéia de Baal desceu às mais baixas profundezas da degradação moral. Embora os cananeus obtivessem certo poder, ga­ como os fenícios, pelo tráfico marítimo no Mediterrâneo, eles nunca conseguiram se tornar grande nação. Quase sempre foram dom inados por outros po vo s" (Comentário Bíblico Beacon. Vol 1. l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 52). III - C U M PR E-SE A M A LD IÇ Ã O DE C AN AÃ

Noé não se limitou a abençoar a Sem e a Jafé, nem a amaldiçoar a Cam. 0 patriarca, na verdade, definiu o futuro m essiânico de seus filhos. Passados aproximadamente 700 anos, sua pro­ fecia começa a cumprir-se. 1. Canaã perde a sua herança. Cam, através de seu caçula, Canaã, não demorou a ocupar toda a terra que, no tempo de Josué, seria conquistada pelos hebreus. As possessões cananitas iam de Sidom, passando por Gerar e Gaza, até Sodoma e Gomorra (Gn 10.19). Sim, os sodomitas também eram descendentes de Cam. Tratava-se, de fato, de uma gente tão vil e tão debochada quanto seu patriarca; não demonstrava nenhum temor a Deus. Tendo em vista a degradação moral dos descendentes de Canaã, promete o Senhor ao semita Abraão: “À tua semen­ te tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates, e o queneu, e o quenezeu, e o cadmoneu, e o heteu, e o ferezeu, e os refains, e o Liçõ e s B íblicas / P ro fe sso r 6 7


amorreu, e o cananeu, e o girgaseu, e o jebuseu" (Gn 15.18-21). Todas essas nações eram da linhagem de Canaã. 2. A bênção de Sem na pessoa de Israel. Depois de uma peregrinação de quarenta anos pelo Sinai, Israel, o ramo messiânico da grande família de Sem, d e sa p o ssa Canaã daquela terra tão formosa (Js 6.21). Os que lhe escapam à espada, são subm etidos a trabalhados forçados (Js 17.13). 3. Jafé participa da bênção de Sem. 0 Evangelho veio-nos através de Cristo, o mais ilustre dos semitas. Logo após a morte dos apóstolos, porém, foram os filhos de Jafé que se encar­ regariam de proclamar o Evangelho até os confins da Terra. Jafé teve suas po sse ssõ e s alar­ gadas desde a Europa às Américas. E, pela fé em Cristo, habitamos nas tendas de Sem (Gn 9.27). A profecia de Noé cumpriu-se rigorosamente.

SÍNTESE DO TÓPICO III

condicional a todas as pessoas a quem ela foi dirigida. Qualquer descendente de Canaã que se voltasse para Deus receberia, também, a bênção de Sem (Js 6.22-25; Hb 11.310; mas também quaisquer descendentes de Sem e de Jafé que desviassem de Deus teriam a maldição de Canaã (Jr 18.7-10)" (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 42). CONCLUSÃO A grande lição que podem os ex­ trair do texto que ora estudamos é que devemos agir com amor e cuidado ante nossos irmãos surpreendidos em faltas e pecados. Ajamos com amor, a fim de que sejam recuperados. Assim faria Jesus. Oue em nossos arraiais não haja lugar para irreverências nem d e s­ respeitos. Além disso, cuidem os da educação de n o sso s filh o s e netos. Som os responsáveis por suas almas.

ANOTAÇÕES DO PROFESSOR

Canaã perde a sua herança dando cumprimento a maldição de Canaã.

SUBSÍDIO DIDÁTICO "Maldito seja Canaã Quando Noé ficou sabendo do ato desresp e ito so de Cam, pronunciou uma maldição sobre Canaã, filho de Cam (não sobre o próprio Cam). (l) Talvez Canaã tivesse de alguma ma­ neira envolvido no pecado de Cam, ou tivesse os mesmos defeitos de caráter do seu pai. A maldição prescrevia que os descendentes de Canaã (os quais não eram negros) seriam oprim idos e controlados por outras nações. Por outro lado, os descendentes de Sem e Jafé teriam a bênção de Deus (vv. 26,27). (2) Essa profecia de Noé era 68

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PARA REFLETIR

A respeito do livro de Gênesis: Em que consistiu o pecado de Cam? Ao invés de calar-se e, discretamente, resguardar a honra do pai, saiu a depreciar-lhe a imagem (Gn 9.22). Em quem recaiu a maldição de Cam? 0 patriarca castiga indiretamente a Cam, lançando sobre o filho deste uma pesada maldição. Como Sem e Jafé foram abençoados? Ao galardoar a atitude respeitosa e reverente de Sem e Jafé, o patriarca concede-lhes uma benção eterna: "Bendito seja o Senhor, Deus de Sem; e seja-lhe Canaã por servo. Alargue Deus a Jafé, e habite nas tendas de Sem; e seja-lhe Canaã por servo" (Gn 9.26,27). Como Canaã foi castigado? Eles seriam punidos com a perda de suas terras aos filhos de Abraão, o mais notável descendente de Sem, depois de Jesus Cristo. De que forma devem os agir ante os pecados alheios? Não entreguemos o faltoso ao vitupério. Se agirmos com amor, poderemos recuperá-lo plenamente (Tg 5.20). Doutra forma, perderemos almas mui preciosas aos olhos de Deus. Lembremo-nos da recomendação de nosso Senhor (Mt 18.15-18).

CONSULTE Revista Ensinador Cristão - CPAD, n° 64, p.40. Você encontrará mais subsí­ dios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.

SUGESTÃO DE LEITURA

Pequena Enciclopédia B íb lic a

C o n side rad a com o uma d as m ais p o p u lare s o bras de referência, indicada para p esq u isad o re s e para to d o s que d esejam um excelente recurso para seu e stu d o bíblico.

T e m p o s do A n tig o T e sta­ m en to

Esta obra explica o s p e rso n a ­ g e n s e a co n tecim en tos d o p e ­ ríodo em que o s livros b íblicos foram escritos.

2015 - Outubro/Novembro/Dezembro

A rqu eologia Bíblica

Através de um b e líssim o e studo arqu eológico, esta obra nos ajuda a com p re e nd e r m elhor a veracidad e da Palavra de Deus.

Liçõe s B íb lic as / P ro fe sso r 6 9


Texto Áureo

Verdade Prática

"[...] Eis que o povo é um, e todos têm uma mesma tíngua; e isto é o que começam afazer; e, agora, não haverá restrição para tudo o que eles intenta­ remfazer" (Gn 11.6).

Apesar da multiplicidade de línguas e dialetos, decorrente da confusão de Babel, o Evangelho de Cristo pode ser perfeitamente entendido em todos os idiomas e culturas.

LEITURA DIARIA S e g u n d a -G n 11.1-9 Torre de Babel, um monumento à soberba humana

70

I Q u in ta -D n 3.4-7 Nações e línguas curvam-se à idolatria

T e rça-G n 10.20 Os povos e nações são divididos em línguas

S e x ta -A t 21.37-40; 27.31 Paulo, um missionário poliglota escolhido pelo Senhor

Q u a r ta -Is 66.18 Povos e línguas contemplarão a glória de Deus

S á b a d o -A t 2.1-4 A reversão de Babel em o Novo Testamento

L içõ e s Bíb licas / P ro fe sso r

Outubro/Novembro/Dezembro - 201 5


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE Gênesis 11.1-9 - E era toda a terra de uma mesma língua e de uma mesma fala. - E aconteceu que, partindo eles do Oriente, acharam um vale na terra de Sinar; e habitaram ali. - E disseram uns aos outros: Eia, faça­ mos tijolos e queimemo-los bem. E foilhes o tijolo por pedra, e o betume, por caL - E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus efaçamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra. - Então, desceu o Senhor para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens edificavam;

- e o Senhor disse: Eis que o povo é um, e todos têm uma mesma língua; e isto é o que começam afazer; e, agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer. ■ - Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua, para que não entenda um a língua do outro. - Assim, o Senhor os espalhou dali sobre a face de toda a terra; e cessaram de edificar a cidade. - Por isso, se chamou o seu nome Babel, porquanto ali confundiu o Senhor a língua de toda a terra e dali os espalhou o Senhor sobre a face de toda a terra.

H IN OS SUG ERIDOS: 71, 45 8,4 64 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL Mostrar como se deu a diversidade cultural da humanidade.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS Ao lado, os obje­ tivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

2015 - Outubro/Novembro/Dezembro

Q

Saber a respeito da torre de Babel;

O

Analisar como se deu a confusão de línguas; Mostrar que a multiplicidade linguística e cultural, depois da Torre de Ba­ bel, tornou-se um fato.

Lições B íb licas/Pro fesso r 71


• INTERAGINDO COM O PROFESSOR Na lição de hoje estudaremos a respeito da construção da Torre de Babel. Veremos que um dos fatores que contribuíram para que a depravação da huma­ nidade viesse a crescer deforma vertiginosa foi o monolinguismo. A Terra havia sido purificada pelas águas do dilúvio, mas a semente do pecado estava em Noé e em seus descendentes. Não demorou muito para que o pecado se alastrasse novamente. Já que não havia impedimento quanto a língua, os homens cheios de soberba, e com um espírito de rebelião se unem para fazer um monumento que seria símbolo da sua empáfia. Deus não estava preocupado com a cons­ trução ou com o tamanho da torre, mas com a arrogância que dominava, mais uma vez o coração do homem. 0 Senhor abomina a altivez, o orgulho (Pv 6.17). Que venhamos guardar os nossos corações destes sentimentos tão nefastos.

COMENTÁRIO INTRODUÇÃO

construção da torre de Babel. De

PONTO qualquer forma, seus filhos, Um dos fatores que le­ CENTRAL Sem e Jafé, não puderam varam a primeira civilização O monolinguismo impedir seus descendentes humana à depravação total contribuiu para que a de cair na apostasia de Cam. foi o monolinguismo. Entre primeira civilização hu­ 1.0 mon mana se tornasse uma os filhos imediatos de Adão civilização deprava­ Naquele tempo, a humani­ e Eva, inexistiam fronteiras da e distante do dade ainda era monolíngue; idiomáticas, culturais e geo­ Criador.

gráficas. Eis por que os exemplos de Caim e Lameque alastraram-se logo por toda a terra. Na lição de hoje, encontraremos a família noética correndo o mesmo perigo. Temendo um novo dilúvio, e recusando-se a povoar a terra, puseram-se os descen­ dentes de Noé a construir uma torre, cujo topo, segundo imaginavam, tocaria os céus. A fim de impedir a degeneração da segunda civilização, o Senhor confunde-lhes a língua, levando a linhagem de Sem, Cam e Jafé a espalhar-se pelos mais longínquos continentes. Deste episódio, surge a multiplicida­ de línquística e cultural da humanidade. I - A TORRE DE BABEL Não sabemos quanto tempo se havia passado desde que Noé saiu da arca até a 72

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todos falavam uma só língua (Gn 11.1). Sobre o idioma original da humanidade, há muita especulação. Alguns sugerem o hebraico. Nada mais ilógico. Abraão, ao deixar a sua terra natal, falava o arameu (Dt 26.5) que, nos lábios de seus descendentes, sofreria sucessivas mudanças até trans­ formar-se na belíssima língua hebreia. 0 interessante é que depois do cativeiro babilónico, os israelitas voltariam a usar o aramaico, inclusive Jesus (Mc 15.34). 2. Uma nova apostasia. Se por um lado o monolinguismo facultava a rápida disseminação do conhecimento, por ou­ tro, propagava com a mesma rapidez as apostasias da nova civilização. E, assim, não demorou para que a revolta, mistu­ rada ao medo, se tornasse incontrolável. Por isso, revoltam-se os descendentes Outubro/Novembro/Dezembro •201 5


de Noé contra Deus: "Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra" (Gn 11.4). Se Deus não tivesse intervindo a situação ficaria mais insustentável do que no período anterior ao Dilúvio. 3. Um monumento à soberba mana. Apesar das garantias divinas de que não haveria outro dilúvio, os filhos de Noé buscavam agora concentrar-se num lugar alto e forte. Entregando-se ao medo, acabaram por erguer um monumento à soberba e à rebelião. A ordem do Senhor àquela gente era clara: espalhar-se até aos confins da terra (Gn 9.7; Mt 28.19,20). Séculos mais tarde, o Senhor Jesus Cristo também ordenou aos seus discípulos que fossem proclamar o Evangelho até os confins da Terra. Quando não a obedecemos, edificamos dispendiosas torres, onde a confusão é inevitável. Cada um fala a sua língua, e ninguém se entende mais.

história do mundo antigo. Constituem a base dos povos que mais relações trava­ ram com os hebreus, seja como amigos, seja como inimigos. Eles estabeleceramse na África, no litoral mediterrâneo da Arábia e na Mesopotâmia. Os descendentes de Jafé foram os povos indo-europeus, ou arianos. hu­ Embora não tivessem sobressaído na história antiga, tornaram -se nas ra­ ças dominantes do mundo m oderno" (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p. 47). Se desejar, reproduza, da referida Bíblia, o mapa e a tabela abaixo para seus alunos. O* a» povoaiam a» re­ giões ostabca». cies4o u p r M s do MvO> ic e à / o n o o ocoano indco. ocuparóo a m a*x porto do toffflúoo erír* Jafé e C *m Foi dcrtfre d c s que Oc-j* oscoíwu o soo povo. cuf» hlatftn» coflaMU o w n t central fia» Sagrada» Of oe C&m hxa-n notávelmento pcxtofoao» no principio de htalór»» do rrKnóo ant>go. C orxM uivn a base doa povo» que m a * rete(6ea travaram com oa heUeu». **fa como amigo». »«i» como M rrvgo*. Elo» ettabetocerarrvae na Alnca. no litoral mediterrâneo da Arabia e na Metopotâmta.

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SÍN T E S E D O T Ó P IC O I A soberba dos homens da primei­ ra civilização os levaram a desejar construir uma torre, um monumento a soberba humana.

SUBSÍDIO DIDÁTICO Professor, é importante que você leia com os alunos o capítulo 10 de Gê­ nesis antes de introduzir a lição. Explique que os ”descendentes de Sem povoaram as regiões asiáticas, desde as praias do Mediterrâneo até o oceano Índico, ocupando a maior parte do território de Jafé e Cam. Foi entre eles que Deus escolheu seu povo, cuja história constitui o tema central das Sagradas Escrituras. Os descendentes de Cam foram no­ tavelmente poderosos no princípio da 201 5 •Outubro/Novembro/Dezembro

II - A CONFUSÃO DE LÍNGUAS 1. Uma cidade à prova d'água. A engenharia dos descendentes de Noé era bastante avançada. De início, projetaram uma cidade cujo epicentro seria uma torre que, segundo imaginavam, arranharia o céu (Gn 9.4). Aquele lugar se tornaria uma fortaleza impenetrável, mas inde­ pendente dos planos dos homens, Deus Liçõe s B íblicas / P ro fe sso r 73


lhes frustraria os objetivos e cumpriria sua vontade espalhando-os pela terra. Em seguida, prepararam o material: tijolos bem queimados e betume. 0 seu objetivo era construir uma cidade à prova d'água. Se houvesse algum dilúvio, es­ calariam a torre, e tudo estaria bem. Na verdade, não queriam cumprir o mandato cultural que o Senhor confiara ao patriar­ ca: repovoar e trabalhar a terra (Cn 9-4). 2. A torre que Deus não viu. Aos olhos dos homens, a torre parecia alta. Mas, à vista de Deus, nada era. Ironica­ mente, o Altíssimo teve de baixar à terra para vê-la: "Então, desceu o Senhor para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens edificavam" (Gn 11.5). A ssim são os projetos firm ados na vaidade humana. Aos nossos olhos, muita coisa; à vista de Deus, tolas pretensões. Se o Senhor não tive s­ se intervindo, a segunda civilização tornar-se-ia pior do que a primeira (Gn 11.6). Nenhum limite seria forte o bastante para conter aquela gente, que já começava a depravar-se totalmente. 3. Quando ninguém mais se enten­ de. Por isso mesmo, o Senhor decreta: "Eia, desçam os e confundam os ali a sua língua, para que não entenda um a língua do outro" (Gn 11.7). Nascia ali, na planície de Sinear, o multilinguismo.

Como ninguém mais se entendia, os descendentes de Noé foram apartan­ do-se uns dos outros, e reagrupando-se de acordo com a sua nova realidade idiomática. Os filhos de Sem formaram uma grande família linguística, da qual se originaram o aramaico, o moabita, o árabe e, mais tarde, o hebraico. 0 mesmo fenômeno deu-se entre as linhagens de Jafé e Cam. É bem provável que Pelegue tenha nascido nesse período (Gn 10.25). Apesar da confusão da linguagem humana, Deus permitiu que os idiomas conservassem evidências de um passa­ do, já bastante remoto, quando todos os seres humanos falavam uma só língua.

SÍNTESE DO TÓPICO II Como uma forma de dificultar os intentos perversos dos homens, Deus confundiu as línguas.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO "A história nos conta que, em as­ sembleia, os novos^abitantes de Sinar tomaram uma decisão totalmente fora da vontade de Deus. O propósito da ação é claro. Queriam fama (Gn 11.4). E dese­ javam segurança: 'Para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra'.

CONHEÇA MAIS *A Torre de Babel “Como a humanidade, descendendo novamente de uma única família, tornou-se tão dividida? A história da Tor­ re de Babel explica. Deus introduziu idiomas que dividem o povo como um ato de julgamento quando os descendentes de Noé tentaram arrogantemente alcançar os céus. O capítulo 11 de Gênesis nos mostra os descendentes de Sem, a linhagem da qual surgiram Abrão e, em última análi­ se, Cristo." Para conhecer mais leia Guia do Leitor da Bíblia, CPAD, p. 31.

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Ambas as metas seriam alcançadas somen­ te pelo empreendimento humano. Não há dúvida sobre a ingenuidade das pessoas. Não tendo pedras, fabricaram tijolos de barro e depois queimaram bem. Viram a utilidade do betume abundante na área e o usaram como argamassa. 0 interesse principal desse povo não estava numa torre, embora também houvesse a construção de uma cidade. A torre ia alcançar os céus. Nada é dito sobre um templo no topo da torre, por isso não está claro se a torre era como os zigurates que houve mais tarde na Babilônia. O paganismo está indiretamente envolvido nesta história, pois havia um ímpeto construtivo em direção ao céu e o único verdadeiro Deus foi definitiva­ mente omitido de todo planejamento e de todas as etapas. Mas Deus não estava inativo. O julgamento de Deus logo veio. Para demonstrar que a unidade humana era superficial sem Deus, Ele introduziu confusão de som na língua humana. Imediatamente estabeleceu-se o caos. 0 grande projeto foi abandonado e a sociedade unida, sem temor de Deus, foi despedaçada em segmentos confusos. Em hebraico, um jogo de palavras no versículo 9 é pungente. Babel significa 'confusão' e a diversidade de línguas resultou em balbucis ou fala ininteligível" (Comentário Bíblico Beacon. Vol 1. l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 55).

cidade linguística dos povos oprimidos, porém, torna inviável tal unificação, ainda que possa ser considerada "duradoura", como foi o império romano. Já imaginou se toda a humanidade falasse o russo ou o alemão? Homens como Stalin e Hitler teriam certamente dominado toda a terra. 2. Culturais. A diversidade linguística trouxe também a diversidade cultural. Cada povo, uma língua, uma cultura e costumes bem característicos. Tais fatores tornam inviável um Estado totalitário mundial. 0 governo do Anticristo, aliás, reinará absoluto por apenas 42 meses (Ap 13.5). Logo após, será destruído. 3. Geográficas. Acrescente-se a essas dificuldades as fronteiras naturais: rios, mares, montanhas, yales, etc. Cada povo com o seu território. Deus sabe o que faz.

SÍNTESE DO TÓPICO III A confusão das línguas contribuiu para a multiplicidade linguística e cultural da humanidade.

ANOTAÇÕES DO PROFESSOR

I I I - A MULTIPLICIDADE LINGUÍSTICA E CULTURAL 0 episódio da torre de Babel criou diversas fronteiras entre os descen­ dentes de Noé: linguísticas, culturais e geográficas. 1. Linguísticas. Da barreira idiomáti­ ca, surgiu a noção de nacionalidade, res­ ponsável pela criação de países e reinos. Só os impérios, geralmente antagónicos a Deus, buscam unificar o que o Senhor separou em Sinear (Dn 3.7). A multipli­ 201 5 ■Outubro/Novembro/Dezembro

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CONCLUSÃO O episódio de Babel não impediu a proclamação do Evangelho, pois no Pen­ tecostes, "todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras

línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem" (At 2.4). A Palavra de Deus, atualmente, encontra-se em quase todas as línguas. O que parecia maldição fez-se bênção para todos os povos.

PARA REFLETIR

A respeito do livro de Gênesis: O que levou os descendentes de Noé a construírem a torre de Babel? Eles queriam fama e desejavam segurança. Foram movidos pelo orgulho. Como eles construíram a torre? Eles prepararam o material: tijolos bem queimados e betume. O que teria acontecido se eles tivessem alcançado o seu intento? 0 homem não teria cumprido o mandato cultural que Deus havia lhe dado. O que, hoje, separa os seres humanos? A diversidade linguística, cultural e geográfica. Oue episódio bíblico é considerado o contraponto da torre de Babel? A proclamação do Evangelho, pois no Pentecostes, "todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem" (At 2.4).

CONSULTE Revista Ensinador Cristão - CPAD, n° 64, p.41. Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.

SUGESTÃO DE LEITURA

, l'<Lo!ogia.

In tro d u çã o à T e o lo gia da H istó ria

0 autor expõe o quanto pode ser prejudicial ao cristão apressar-se em classificar com o inúteis todas as considerações e conclusões a que chega a teoria secular da H is­ tória. 0 leitor perceberá, ao longo da leitura, que a Ciência tem seus proveitos, m as todo conhecim en­ to científico produzido distante de Deus conduz o ser humano para mais longe de seu Criador.

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L içõ e s Bíb licas / P ro fe sso r

SÍN TO t B íblic a ix ) A m i g o Tes t a m en t o

S ín te se B íb lica d o A n tig o T e stam e n to - V ol. 1

Neste primeiro volume, os teó­ lo go s suecos Carlo Johansson e Ivan H ellström fazem uma abor­ dagem panorâmica d os primeiros livros das Santas Escrituras. Você terá a oportunidade de am pliar os seus conhecim entos sobre as origens, a saída d os israelitas do Egito, o recebimento da Lei, o culto religioso no Taber­ náculo e m uitos outros assuntos.

P e r fe i­ tam e n te Im p e rfe ito

0 ser hum ano tem m uitas falhas e defeitos. Através d o s exem plos bíblicos do AT podem os perceber que Abraão, Moisés, Elias e tantos outros passaram por m om entos de desespero e aflição, m as fo ­ ram u sados por Deus, apesar de suas imperfeições. D eus capacita os incapacitados, fortalece os fracos, consola os oprim idos e refrigera os aflitos.

Outubro/Novembro/Dezembro - 201 5


Texto Áureo

Verdade Prática

"E abençoou-o e disse: Bendito seja Abrão do Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra. "

A bênção de Melquisedeque não se limitou a Abraão, mas alcança todos os que recebem Jesus Cristo como sacer­ dote eterno.

(Gn 14.19)

LEITURA DIÁRIA S e g u n d a -H b 7.1 Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote de Deus

Q u in ta -G n 14.20 Melquisedeque recebe os dízimos de Abraão

T e rça-H b 7.2 Melquisedeque, rei de Salém e rei de justiça

S e x ta -G n 14.18 Melquisedeque traz pão e vinho a Abraão

O u a rta -H b 7.3 Melquisedeque, um sacerdócio eterno

S á b a d o - S l 110.4 Jesus, Sacerdote da ordem de Melquisedeque

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Liçõe s Bíb licas / P ro fe sso r 7 7


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE Gênesis 14.12-20 - Também tomaram a Ló, que habita- e tornou a trazer também a Ló, seu va em Sodoma, filho do irmão de Abrão, irmão, e a sua fazenda, e também as e a sua fazenda e foram-se. mulheres, e o povo. 1 3 - Então, veio um que escapara e - E o rei de Sodoma saiu-lhes ao o contou a Abrão, o hebreu; ele habi- encontro (depois que voltou deferir a tava junto dos carvalhais de Manre, Quedorlaomer e aos reis que estavam o amorreu, irmão de Escol e irmão de com ele) no vale de Savé, que é o vale Aner; eles eram confederados de Abrão. do Rei. 14 - Ouvindo, pois, Abrão que o seu irmão estava preso, armou os seus criados, nascidos em sua casa, trezentos e dezoito, e os perseguiu até Dã.

18 - E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e este era sacerdote do Deus Altíssimo. r , 0 .. 19 - E abençoou-o e disse: Bendito seja - E dividiu-se contra eles de noite, Abrão do Deus Altíssimo, o Possuidor ele e os seus criados, e os feriu, e os dos céus e da terra; perseguiu até Hobá, que fica ã esquerda , ... . .ljL. . de Damasco 2 0 -e bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inim igos nas 16 - E tornou a trazer toda a fazenda tuas mãos. E deu-lhe o dizimo de tudo. H INOS SUG ERIDOS: 8 2 ,1 2 6 ,1 9 8 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL Saber que a bênção de Melquesideque não se limitou a Abraão, mas alcança a todos que pela fé receberam a Jesus como Salvador.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tó­ pico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

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L içõ e s Bíb licas / P ro fe sso r

Q

Saber a respeito de Melquisedeque como rei de Salém;

A

Analisar a vida de Abraão como gentio;

©

Mostrar que Melquisedeque ao trazer pão e vinho a Abraão abençoa o patriarca.

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• INTERAGINDO COM O PROFESSOR Prezado professor, animado para o estudo e o preparo de mais uma lição? Es­ peramos que sim, pois um professor entusiasmado e bem preparado é importante, fundamental no processo de ensino-aprendizagem. Na lição de hoje, estudaremos a respeito de dois personagens: Melquisedeque e Abraão. Segundo o pastor Claudionor de Andrade, a história de Melquisedeque é pequena, mas a teologia e a sua importância são grandes. Melquisedeque era rei de Salém, que mais tarde veio a se tornar Jerusalém. Ele é um tipo de Cristo. Melquisedeque não era apenas rei, mas também um sacerdote. Seu nome significa ",rei da justiça". Ao aceitar a bênção de Melquisedeque, Abraão demonstra reconhecer a sua autoridade sacerdotal. Abraão não somente aceitou sua bênção, mas lhe deu o dízimo de tudo (v. 20).

COMENTÁRIO de Melquisedeque traz este glorioso INTRODUÇÃO A história de M elquisedeq ue é significado: rei de justiça (Hb 7.2). Portanto, sua função era difundir tão breve que o autor sagrado pôde narrá-la em apenas três versículos (Gn o conhecimento divino em toda aquela 14.18-20). Aliás, nem biografia possui região, pois Israel ainda não existia como o misterioso homem. Sabemos apenas o povo sacerdotal e profético do Senhor. 2. Sacerdote do Deus Altíssimo. que ele era rei de Salém e sacerdote Melquisedeque foi o primeiro personagem do Deus Altíssimo. da História Sagrada a receber o título de Se a história é pequena, a teolo­ sacerdote. É claro que, desde o prin­ gia é grande. A importância de PONTO cípio, houve ações sacerdotais. Melquisedeque faz-se plena CENTRAL Haja vista o oferecimento que com a encarnação de Cristo O Senhor Jesus Abel fez ao Senhor (Gn 4.4). que, desde o Calvário, exerce como sacerdote No texto bíblico, ele é 0 seu sacerdócio junto ao Pai. pertencia à or­ identificado como sacerdote dem de Melqui­ 0 rei de Salém entra em sedeque. do Deus Altíssimo (Gn 14.18). cena, quando sai ao encontro de Ao contrário do ofício de Arão, cuja Abraão, que vinha de uma renhida batalha para libertar a Ló, seu sobrinho. continuidade era assegurada hereditaE ali na antiga Jerusalém, abençoa no riamente, o de Melquisedeque é eterno. patriarca toda a nação israelita. Nesta Com um único sacrifício, o seu ministério plenificou-se. Sim, com a morte de Cristo bênção, você também foi incluído. foi-nos garantida eterna redenção perante 1- MELQUISEDEQUE, REI DE SALÉM Deus (Hb 7.23-28). Uma história sem biografia. Assim 3. Figura de Jesus. Filho do homem, podemos definir a aparição de Melqui­ Jesus tem uma genealogia que, em Ma­ sedeque no relato do Gênesis. teus, remonta a Abraão (Mt 1.1,2), e, em 1. Rei de Jerusalém. A antiga Salém, Lucas, vai até ao próprio Deus (Lc 3.38). cujo nome em hebraico significa paz, é Mas, como Filho de Deus, Ele é eterno: identificada com a Jerusalém atual. 0 não possui genealogia (Jo 1.1-3). Nesse objetivo deste reino era promover a paz sentido, Melquisedeque é uma figura através da justiça divina, já que o nome perfeita de Cristo (Hb 7.1-6). 201 5 - Outubro/Novembro/Dezembro

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Isso não significa que Melquisedeque fosse eterno, ou uma pré-encarnação de Jesus Cristo. O que o autor sagrado diz é que este personagem, apesar de sua importância, não possui uma bio­ grafia escrita. Moisés foi inspirado a não registrar-lhe o nome dos pais, a idade, a procedência, nem o dia de sua morte.

SÍNTESE DO TÓPICO I Melquisedeque era sacerdote e rei de Salém.

SUBSÍDIO DIDÁTICO "Em hebraico malkisedeq ou 'rei da justiça', é mencionado em Gênesis 14.18; Salmo 110.4; Hebreus 5.6,10; 6.20; 7.1,10,11,15,17. No livro de Gêne­ sis ele é um rei-sacerdote cananeu de Salém (Jerusalém) que abençoou Abraão quando este retornou depois de salvar Ló, e a quem Abraão pagou o dízimo do espólio da batalha. Devido ao mistério que cerca seu repentino aparecimento no cenário da história, e seu igualmente repentino desaparecimento, ele tem sido identificado com um anjo, com o Espírito Santo, com o Senhor Jesus Cristo, com Enoque. Quanto à religião, ele era ‘sa­ cerdote do Deus Altíssimo'"(Dicionário Bíblico Wycliffe. l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p. 1247).

II-A B R A Ã O , O GENTIO Abraão era tão gentio quanto eu e você, quando Deus o chamou a formar o povo escolhido (Dt 26.5). No entanto, pela fé, tornou-se pai da nação hebreia e de todos os que creem. 1. O pai da nação hebraica. Deus precisava de uma nação, através da qual pudesse redimir a humanidade, segundo anunciara a Adão e Eva (Gn 3.15). Esta nação teria de vir da linhagem de Sem, o filho mais velho de Noé (Gn 9.26,27). E, como todos sabemos, Abraão era semita. Sua escolha evidenciou-se por uma fé inabalável em Deus (Rm 4.3). Nele seriam abençoadas todas as nações da terra, com a proclamação do Evangelho de Cristo (Gn 12.3). Afinal, Jesus, segundo a carne, veio da des­ cendência de Abraão (Mt 1.1). A missão da família hebreia, portanto, era teste­ munhar ao mundo acerca do amor, da justiça e da Palavra de Deus (Rm 9.4,5). Apesar da aparente falha de Israel, sua missão foi plenamente cumprida, pois a salvação chegou-nos por intermédio dos judeus (Jo 4.22). 2. 0 pai dos crentes. Ouando cha­ mado por Deus, o gentio Abraão creu e, sem demora, aceitou-lhe a ordem. Imediatamente foi justificado (Gn 15.6). A partir daquele momento, passou a ser visto pelo Senhor como se jamais

CONHEÇA MAIS ’■^Melquisedeque "Melquisedeque (que significa 'rei de justiça') era tanto 'rei de Salém' (possivelmente a Jerusalém primitiva), como 'sacerdote do Deus Altíssimo'. Ele servia o único Deus verdadeiro, assim como Abrão. Melquisedeque é um tipo ou uma figura da realeza e sacerdócio eternos de Jesus Cristo." Para conhecer mais leia. B í b li a d e E s t u d o P e n t e c o s t a l

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I irô p s B íb licas /P ro fe sso r

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tivesse cometido qualquer falha: um homem justo e perfeito. Enfim, um amigo de Deus (Is 41.8). Por esse motivo, todos os que creem em Deus, à semelhança de Abraão, são tidos como seus filhos na fé (Gl 3.7).

SÍNTESE DO TÓPICO II Abraão, o pai da nação hebreia, era um gentio.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO "Melquisedeque e seu sacerdócio são exemplo de Cristo e de seu sacer­ dócio. 0 sacerdócio de Melquisedeque não estava limitado a raça humana ou a tribo, sendo, portanto, universal. Sua realeza não foi herdada de seus pais. E essa realeza também não foi transmitida a um descendente; e assim ela era eterna. Portanto, Melquisedeque é uma tipologia de Cristo e de seu sacerdócio eterno e universal' "(Dicionário Bíblico Wycliffe. l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p. 1247). Ill- A OCASIÃO DA BÊNÇÃO Por causa da captura de Ló por Quedorlaomer, rei de Elão, o patriarca viu-se obrigado a formar um exército para libertar o sobrinho (Gn 14.14). Na volta, já vitorioso, é recebido por Melquisedeque. 1. Objetivo da visita. Depois de uma vitória tão decisiva, Abraão, já nas imediações de Salém, agradece a Deus ao ser recepcionado por Melquisede­ que. 0 maior recebe o menor (Hb 7.7). 0 patriarca sabia muito bem que estava diante do sacerdote do Deus Altíssimo. Por isso, reverencia-o com os dízimos de seus bens pessoais e não dos despojos de guerra, já que se recusou a recebê-los (Gn 14.20). Verdadeira adoração e serviço a Deus. Que exemplo para nós. 2. A autoridade de Melquisedeque. Por intermédio de Abraão, toda a nação 201 5 - Outubro/Novembro/Dezembro

hebreia reverenciou Melquisedeque, até mesmo os sacerdotes da tribo de Levi, que sequer haviam nascido (Hb 7.9). Ora, se o sacerdócio levítico era temporário, o de Melquisedeque não podia ser in­ terrompido pela morte, pois é eterno. Um sacerdócio, aliás, que haveria de ser exercido por Cristo (Sl 110.4). 3. A simbologia da visita. Melqu sedeque, ao trazer pão e vinho a Abraão, abençoa-o: "Bendito seja Abrão do Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da ter­ ra; e bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos" (Gn 14.19,20). O que poderia redundar numa derrota ao patriarca transforma-se num momento de triunfo. Seu pequenino exército dispersou as poderosas forças de Quedorlaomer. No pão e vinho que Melquisedeque trouxera a Abraão estava a simbologia da morte de Jesus Cristo, o Cordeiro Imaculado. Mais tarde, o Filho de Deus servirá uma refeição semelhante aos seus discípulos (Mt 26.26-30). Com a morte do Filho de Deus cumpria-se o sacerdócio de Melquisedeque.

SÍNTESE DO TÓPICO III Melquisedeque abençoa Abraão e este lhe entrega os dizimos. CONCLUSÃO Em Abraão, todos os que cremos em Cristo fomos alcançados com a bênção de Melquisedeque. Hoje, temos o Se ­ nhor Jesus que, junto ao Pai, intercede por nós, conforme escreve o apóstolo João: "M eus filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis; e, se al­ guém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo. E ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o m undo" (1 Jo 2.1,2). Liçõe s Bíb licas / P ro fe sso r 81


PARA REFLETIR

A respeito do livro de Gênesis: Ouem foi Melquisedeque? Melquisedeque era rei de Salém e sacerdote do Senhor. É um tipo de Cristo. Qual o significado de seu nome? Melquisedeque traz este glorioso significado: rei de justiça (Hb 7.2). Descreva o sacerdócio de Melquisedeque. Melquisedeque foi o primeiro personagem da História Sagrada a receber o título de sacerdote. No texto bíblico, ele é identificado como sacerdote do Deus Altíssimo (Gn 14.18). Ao contrário do ofício de Arão, cuja continuidade era assegurada hereditariamente, o de Melquisedeque é eterno. Com um único sacrifício, o seu ministério plenificou-se. Faça um breve resumo da biografia de Abraão. Abraão era gentio, quando Deus o chamou a formar o povo escolhido (Dt 26.5). No entanto, pela fé, tornou-se pai da nação hebreia e de todos os que creem. Abraão era semita. Sua escolha evidenciou-se por uma fé inabalável em Deus (Rm 4.3). Nele, seriam abençoadas todas as nações da terra, com a proclamação do Evangelho de Cristo (Gn 12.3). Por que Jesus é sacerdote, de acordo com a ordem de Melquisede? Porque Jesus é anterior a Abraão, a Levi e aos sacerdotes levíticos e maior que todos eles. Melquisedeque serve como tipo de Cristo, cujo sacerdócio e jamais terá fim.

CONSULTE Revista Ensinador Cristão - CPAD, n° 64, p.4l. Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.

SUGESTÃO DE LEITURA

O ran do os N o m e s de Deus

N o m e s fazem m ais d o que s im p le sm e n te d istin g u ir uma p e sso a da outra. M u ita s vezes tran sm ite m a natureza e s s e n ­ cia l d o caráter de um a pesso a. Isto é e sp e cia lm e n te v e rd a d e i­ ro q u a n d o se trata d o s n om es de D e u s na Bíblia.

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L içõ e s B íb licas / P ro fe sso r

O u v in d o D e u s na T o rm e n ta

A D if íc il D o u tr in a d o A m o r de Deus

Com ilu stra çõ e s e pa ráb o las do cotidian o, o au tor le v a -n o s a ter um a vid a m ais rica com D e u s e a con fiar in teiram en te no Pai Celeste, cujo alv o é le v a r-n o s com se gu ra n ça ao lar. Ele fará de tud o para que este jam os se gu ro s.

En te de n d e r a d o u trin a do am o r de D e u s parece sim p le s, e sp e cia lm e n te q u a n d o a m aio ria d a s p e sso a s que creem em D e u s o vê co m o um ser am oroso. M a s é exatam e n te is s o que torna e ssa d o utrin a tão d ifícil.

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Texto Áureo

Verdade Prática

"E disse Sara: Deus me temfeito riso; e todo aquele que o ouvir se rirá comigo" (Gn 21.6).

A promessa divina, ainda que pareça tardia, sempre nos sorri no momento certo e na estação apropriada.

LEITURA DIÁRIA S e g u n d a -G n 18.10 Deus promete a Abraão um herdeiro

Q u in ta -G n 25.21 Os filhos de Isaque, herdeiros da promessa

T e rça-G n 21.1,2 Deus é fiel, nasce o filho da promessa

S e x ta -G n 27.1-46 Isaque, o filho da promessa, abençoa seus filhos

Quarta - Gn 24.58-67 Uma esposa para Isaque, o filho da promessa

S á b a d o -G n 27,26 Isaque, o filho bendito do Senhor

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LEITURA BÍBLICA EM CLASSE Gênesis 21.1-8 - E o SENHOR visitou a Sara, como tinha dito; efez o SENHOR a Sara como tinha falado. - E concebeu Sara e deu a Abraão um filho na sua velhice, ao tempo determinado, que Deus lhe tinha dito. - E chamou Abraão o nome de seu filho que lhe nascera, que Sara lhe dera, Isaque. - E Abraão circuncidou o seu filho Isaque, quando era da idade de oito dias, como Deus lhe tinha ordenado.

5 - E era Abraão da idade de cem anos, quando lhe nasceu Isaque, seu filho. 6 - E disse Sara: Deus me tem feito riso; e todo aquele que o ouvir se rirá comigo. - Disse mais: Ouem diria a Abraão que Sara daria de mamar a filhos, porque lhe dei um filho na sua velhice? - E cresceu o menino efoi desmama­ do; então, Abraão fez um grande ban­ quete no dia em que Isaque foi des­ mamado.

H INOS SUG ERIDOS: 265, 295,315 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL Saber que Deus é fiel e que Ele nos "sorri" e cumpre o que prometeu no momento certo e na estação própria.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refe­ re-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

*rm n Q

Conhecer a promessa de Deus a Abraão;

O

Saber que Isaque era o bem mais precioso de Abraão;

©

Mostrar como se deu o casamento de Isaque com Rebeca;

©

Compreender que Isaque era o filho bendito que o Senhor havia prometido.

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• INTERAGINDO COM O PROFESSOR Deus havia prometido a Abraão um herdeiro, porém, sua idade e a da sua esposa já eram bem avançadas. Continuar esperando o cumprimento de uma promessa a essa altura da vida não parecia nada fácil. Mas, Deus éfiel e vela por sua palavra. Se Deus fez uma promessa a você, creia que no tempo certo ela se cumprirá. Todavia, Sara querendo resolver a situação do seu jeito pede que Abraão tenha um filho com sua escrava Agar. A principio, parecia que o plano de Sara havia dado certo, porém, depois que o filho da promessa nasceu, começaram os conflitos. Abraão teve que lançar seu filho fora. Mas Deus não havia lançado fora Ismael. O Senhor livra o menino e sua mãe da aflição do deserto e transforma um caso que a princípio parecia de fracasso e morte, em bênção. Deus abençoou Ismael, mas Isaque era o filho da promessa e por seu intermédio, Deus cumpriria seu concerto com Abraão.

COMENTÁRIO INTRODUÇÃO

1. 0 nascimento do "r No te m p o a p o n ta d o pelo Já haviam se passado 24 Senhor, eis que Sara dá à anos desde que Abraão saíra O nascimento de luz o seu unigénito. Na ten­ de Ur dos Caldeus. E, apesar Isaque foi o cum­ da do patriarca, o u ve -se da promessa que o Senhor primento de uma agora o choro do filho da promessa a lhe fizera quanto à posse das promessa, através do qual Abraão. terras de Canaã, o patriarca viriam heróis, reis e o próprio continuava sem herdeiros. Ele já C risto (Mt 1.1,2). Ao em balar o estava com 99 anos e Sara beirando à casa dos 90. Numa idade tão avançada, filhinho, Sara comenta: "O uem diria teriam eles ainda o prazer de embalar a Abraão que Sara daria de mamar a filhos, porque lhe dei um filho na sua o próprio filho? Para Deus nada é im possível. 0 velh ice?" (Gn 21.7). 2. Isaque e Ismael. Se Isaque era Senhor prometeu ao patriarca que um o filho da promessa, Ismael estava ali filho haveria de nascer-lhe do ventre na conta do filho da desesperança e amortecido de Sara. Esta, ao ouvir a boado arranjo carnal. Por isso, o filho de nova, ri-se do que Deus disse. Logo ela veria que apesar de seu riso, o Senhor Abraão com Agar, sentindo-se enciu­ cumpriria sua promessa. Ele sempre mado com a chegada do meio-irmão, nos surpreende em nossas limitações. p õ e -se a zom b ar dele. A situação ficou tão insustentável que, quando I. ISAQUE, 0 SORRISO do desm am e de Isaque, Sara diz ao TÃO ESPERADO esposo: "Deita fora esta serva e o seu Da prom essa ao nascim ento de filho; porque o filho desta serva não Isaque, passou-se um ano (Gn 18.10). herdará com meu filho, com Isaque" Para quem já havia esperado tanto (Gn 21.10). Embora a palavra de Sara fosse-lhe tempo, aqueles m eses correram ra­ dura, Abraão, orientado por Deus, des­ pidamente. PONTO CENTRAL

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pede a escrava e seu filho. 0 Senhor, no entanto, já tinha um plano para Agar e Ismael. Afinal, aquele menino também era descendência do patriarca (Gn 21.15-21).

SÍNTESE DO TÓPICO I Isaque, o tão esperado herdeiro, ao nascer encheu o coração dos seus pais de alegria.

SUBSÍDIO DEVOCIONAL "Idade de Noventa e Nove Anos Abraão agora estava com noventa e nove anos e Sarai já há muito ultrapassara a idade de ter filhos. Mas treze anos após o nascimento de Ismael e vinte e quatro anos depois da promessa original de Deus, o Senhor apareceu a Abraão com uma mensagem e exigência. (1) Deus se revelou como o 'Deus Todo-Poderoso', significando que Ele era onipotente e que nada lhe era impossível. Como Deus Todo-Poderoso, Ele podia cumprir suas promessas, quando na esfera natural tudo dizia ser impossível o seu cumprimento. Então, seria por um milagre que Deus traria ao mundo o filho prometido a Abraão. (2) Deus ordenou que Abraão andasse diante dEle e que fosse 'perfeito'. Assim como a fé de Abraão foi necessária na efetuação do concerto com Deus, assim também um esforço sincero para agradá-lo era agora necessário, para continuação das bênçãos de Deus, segundo o concerto feito. A fé de Abraão tinha que estar unida à sua obediência (Rm 1.5); senão ele estaria inabilitado para participar dos propósitos eternos de Deus. Noutras palavras, as promessas e os milagres de Deus somente serão realizados quando o seu povo busca viver de maneira irrepreensível, tendo o seu coração voltado para Ele" (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p. 56). 86

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II. ISAQUE, O BEM MAIS PRECIOSO DE ABRAÃO Em Moriá, o Senhor não somente provou a fidelidade de Abraão, como também introduziu Isaque na dimensão da fé confessada por seu pai. 1. A provação das provações. Certa noite, o Senhor ordenou a Abraão: "Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isa­ que, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi" (Gn 22.2). Na manhã seguinte, ain­ da de madrugada, o patriarca conduziu o filho amado ao sacrifício supremo. 0 patriarca, todavia, tinha absoluta certeza de que retornaria do Moriá com o filho, pois aos servos ordenou clara­ mente: "Ficai-vos aqui com o jumento, e eu e o moço iremos até ali; e, havendo adorado, tornaremos a vó s" (Gn 22.5; Hb 11.17-19). 2. O e n c o n tro de Isa q u e com Deus. Não há dúvida de que o Senhor queria provar a fé do patriarca. Toda­ via, era sua intenção também levar o jovem Isaque a um encontro pessoal e fortemente experimental com o Deus de seu pai. A primeira lição que Isaque apren­ de é que Deus proverá todas as coisas (Gn 22.8). Por isso, deita-se e deixa-se amarrar pelo pai ao altar do holocausto (Gn 22.9). No momento certo, o Senhor haveria de intervir, como de fato inter­ veio. Deus tinha planos para Isaque, e mostraria ao jovem que Ele cumpre suas promessas. 0 Deus de Abraão seria também o Deus de Isaque.

SÍNTESE DO TÓPICO II Isaque tornou-se o bem mais pre­ cioso de seus pais. Somente Deus deve ter a primazia em nossos corações. Outubro/Novembro/Dezembro - 201 5


SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO "Isaque 0 nome dado por Deus antes do nas­ cimento da criança (Gn 17.19) significa 'ele ri’, ’aquele que ri', ou simplesmente 'riso'. Nada é conhecido sobre os dias da infância de Isaque. Em seguida, ve­ mo-lo grande e forte o suficiente para carregar a madeira para o fogo do altar subindo a montanha, não sabendo que ele mesmo seria colocado no altar. A experiência de ter sido amarrado como uma vítima de sacrifício e então liberto pela intervenção divina deve ter afe­ tado profundamente toda a sua vida" (Dicionário Bíblico Wycliffe. l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p. 989).

Deus tinha planos para Isa­ que, e mostraria ao jovem que Ele cumpre suas promessas.

Bebe, e também darei de beber aos teus camelos, esta seja a quem designaste ao teu servo Isaque" (Gn 24.14). A moça que assim procede sse revelaria as seguintes virtudes: espiritu­ alidade, gentileza, respeito, disposição e amor ao trabalho. Eis que aparece Rebeca, bela e formosa virgem, preen­ chendo todos esses requisitos. 2. 0 casamento de Isaque. Tendo consultado sua família e recebido o con­ sentimento desta, Rebeca acompanha III. 0 C A SA M EN TO DE ISAQUE Eliezer até chegarem onde Isaque mo­ Se Isaque quisesse, poderia ter se rava. O encontro de Isaque com Rebeca casado com uma das jovens daquela terra. foi singular e romântico. Ele saíra a orar, Entretanto, ele sabia que as cananeias à tarde, quando avistou a jovem na feliz eram idólatras e dadas ao pecado. Por isso, comitiva. Depois de ouvir o servo do pai, resolveu confiar no Deus que tudo provê. ele a conduz à tenda da mãe e a toma 1. Uma esposa para Isaque. Saben­ por esposa (Gn 24.67). Assim Isaque foi do que Isaque era um homem espiritual consolado da perda de sua mãe, Sara. e seletivo, Abraão encarregou seu mais 3. Os filhos que não vinham. Rebeca antigo servo para buscar uma esposa na também era estéril. Isaque, todavia, ao Mesopotâmia para seu filho (Gn 24.1-7). invés de arranjar um herdeiro através de Na cidade de Naor, o mordomo orou um ventre escravo, como haviam feito ao Eterno: "Seja, pois, que a donzela seus pais, foi buscar a ajuda de Deus. a quem eu disser: abaixa agora o teu Ele orou insistentemente ao Senhor por cântaro para que eu beba; e ela disser: sua mulher (Gn 25.21). Isaque se casou

CONHEÇA MAIS * ”0 teu único filho A intenção de Deus não era de que Abraão sacri­ ficasse seu filho. A ordem de oferecer Isaque serviu para provar o quanto ele confiava no Senhor. Contudo, tratava-se também de uma história profética. Deus, que foi tão generoso em permitir que Abraão sacrificasse seu filho, estava desejoso de entregar seu único filho, a quem amava, para garantir a nossa salvação." Para conhecer mais leia, G u ia d o L e ito r d a B íb lia , CPAD, p. 38. 201 5 - Outubro/Novembro/Dezembio

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com Rebeca quando tinha quarenta anos (Gn 25.20), e foi pai aos sessenta anos (Gn 25.26). Pela Palavra de Deus, entendemos que Isaque orou por vinte anos, até ter sua oração respondida. Ele era um homem de oração, e não se deixou abater pelo passar do tempo, pois tinha uma promessa de Deus para sua família. E Deus lhe deu dois filhos: Esaú e Jacó.

SÍNTESE DO TÓPICO IV Isaquefoi ofilho bendito de Abraão. Deus era com ele e o abençoou so ­ bremaneira.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO Professor, procure enfatizar as características de Isaque. Mostre que a sua mansidão "é vista em sua submissão sem resistência a seu pai ao tornar-se o sacrifício sobre o altar de Moriá, e em sua recusa a discutir quando os pastores de Gerar reivindicavam os poços. Ele possuía uma natureza afetuosa, profundamente ligado à mãe, chorando por sua morte, e sendo depois confortado em seu amor por Rebeca. Seu espírito mediador pode ter contribuído para seu afeto expansivo. Ele era um homem que vivia em contato com Deus. Embora não tenha as visitações dramáticas que foram concedidas ao seu pai, Abraão, Isaque obedeceu aos mandamentos de Deus. O altar, a tenda e o poço simbolizavam os principais interesses de sua vida" (Dicionário Bíblico Wycliffe. l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p. 990). IV. ISAQUE, 0 BENDITO DO SENHOR Desde a sua experiência no Moriá, Isaque fez-se ousadíssimo na fé. As bên­ çãos sobre a sua vida multiplicaram-se de tal forma, que ele já era visto pelos reis de Canaã como um príncipe de Deus. 88

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1. Príncipe de Deus. Embora não fosse rei, Isaque tornou-se tão grande que chegou a incomodar até mesmo o poderoso Abimeleque, rei de Gerar (Gn 26.16). Este, vendo que o patriarca já lhe era superior em bens e força, pediu-lhe uma aliança chamando-o de "bendito do Senhor" (Gn 26.29). Naquela época, tal título equivalia a ser chamado de príncipe de Deus. 2. Profeta de Deus. A bênção de Isaque impetrada sobre os gêmeos, antecipa profeticamente o destino de cada um deles. Mesmo Jacó havendo-o enganado, fingindo ser Esaú a fim de roubar a prim ogenitura do irmão, o patriarca não pôde anulá-la, pois suas palavras eram, na verdade, de Deus. Por isso, diante dos rogos de Esaú, foi categórico: “Eis que o tenho posto por senhor sobre ti, e todos os seus irmãos lhe tenho dado por servos; e de trigo e de mosto o tenho fortalecido; que te farei, pois, agora a ti, meu filh o ?" (Gn 27.37). Naquele momento, Isaque profe­ tizou não acerca de Jacó e Esaú, mas dos povos que estes representavam.

SÍNTESE DO TÓPICO III Deus, ouviu o clamor do servo de Abraão e providenciou uma noiva para Isaque.

SUBSÍDIO DIDÁTICO Professor, enfatize as caracterís­ ticas de Isaque e as lições de vida que aprendemos com Ele. Mostre aos alunos que Isaque dem onstrou ser um filho obediente, um homem paciente e um marido cuidadoso. Observe algumas das lições que aprendemos com o filho da promessa, Isaque. Se desejar, leia para os alunos e discuta com eles cada lição: Outubro/Novembro/Dezembro - 201 5


”*A paciência sempre produz re­ compensas; *As promessas e os planos de Deus são maiores que os das pessoas. *Deus sempre cumpre suas promes­ sas! Ele permanece fiel embora nossa fé seja pequena. ’•Exercer favoritismo certamente produz conflitos familiares" (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p. 35).

CONCLUSÃO A história de Isaque não é uma sim­ ples biografia. É um relato de fé e de superações no campo pessoal, doméstico e nacional. Do monte Moriá, onde se encontrou pessoal e experimentalmente com Deus, até a sua morte, ele viveu como um príncipe de Deus. Portanto, não se deixe abater pelas provações. Exerça a sua fé no campo das impossibilidades.

PARA REFLETIR

A respeito do livro de Gênesis: O que representou Isaque para Abraão? Representou o cumprimento da promessa divina. O que significou o Moriá para Isaque? Significou a oportunidade de ter um encontro pessoal e fortemente experi­ mental com o Deus de seu pai. Quais as principais qualidades de Rebeca? Espiritualidade, gentileza, disposição e amor ao trabalho. O que fez Isaque em relação è esterilidade da esposa? Ele orou e buscou a ajuda de Deus. Em que sentido Isaque foi profeta? Ao impetrar a bênção sobre seus filhos.

CONSULTE Revista Ensinador Cristão - CPAD, n° 63, p.42. Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.

SUGESTÃO DE LEITURA A s Faces do Perdão

O objetivo dessa obra é d e­ m onstrar o poder explicativo da hermenêutica f a c ia l- o entendim ento da expressão da face hum ana revelada através, principalmente, do perdão.

U m a Esposa para Isaque

Um livro e scrito para e sp o sa s de obreiros, pastores, p re sb í­ teros e e v a n ge lista s, m as que d eve ser lid o po r todos, irm ãos e irm ãs. A autora abre o véu da in tim id a d e da vid a p astoral.

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quo w .» * n

VéuA

M u lhe re s que O u v i­ ram a Voz de D eu s

M e sm o n o s d ia s a tuais a m u ­ lher cristã não p o d e c o n fun d ir a voz d o Senhor, é p re ciso sa b e r d isce rn ir para uma pe rfe ita c o m u n h ã o com o T o d o -P o d e ro s o .

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Verdade Prática

Texto Áureo "E disse Faraó a seus servos: Acharí­ amos um varão como este, em quem haja o Espírito de Deus?"

Escravo, ou senhor, José sempre se destacou por uma vida de excelência efidelidade a Deus.

(Gn 41.38)

LEITURA DIARIA

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Segunda - Gn 37.3 José, o filho amado e preferido do pai

Quinta - Gn 39.7-20 José, um jovem que escolheu fazer o que era certo

T e rça-G n 37.37.5 José, um jovem que ousou sonhar os sonhos de Deus

S e x ta -G n 39.21.23 José nos mostra que os que são de Deus prosperam em qualquer lugar

Q u a rta -G n 37.23-28 A angústia de José diante da maldade de seus irmãos

Sábado - Gn 41.38-46 De escravo José se torna governador do Egito

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LEITURA BÍBLICA EM CLASSE Gênesis 45.1-8 - Então, José não se podia conter diante de todos os que estavam com ele; e clam ou: Fazei sa ir daqui a todo varão; e ninguém fico u com ele quando José se deu a conhecer a seus irmãos. - £ levantou a sua voz com choro, de maneira que os egípcios o ouviam, e a casa de Faraó o ouviu. - E disse José a seus irmãos: Eu sou José; vive ainda meu pai? E seus irmãos não lhe puderam responder, porque estavam pasmados diante da sua face. - E disse José a seus irmãos: Peço-vos, chegai-vos a mim. E chegaram-se. Então, disse ele: Eu sou José, vosso irmão, a quem vendestes para o Egito.

- Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos pese aos vossos olhos por me haverdes vendido para cá; porque, para conservação da vida, Deus me enviou diante da vossa face. - Porquejá houve dois anos defome no meio da terra, e ainda restam cinco anos em que não haverá lavoura nem sega. - Pelo que Deus me enviou diante da vossa face, para conservar vossa sucessão na terra e para guardar-vos em vida por um grande livramento. - Assim, não fostes vós que me en­ viastes para cá, senão Deus, que me tem posto por pai de Faraó, e por senhor de toda a sua casa, e como regente em toda a terra do Egito.

HINOS SUG ERIDOS: 225, 304,609 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL Saber que os sonhos de José foram concedidos pelo Senhor.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tó­ pico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos. Conhecer a história de José; Analisar a vida de José como escravo; Mostrar que Deus providenciou, por intermédio de José, um lugar de refúgio para Jacó e sua família. 2015 - Outubro/Novembro/Dezembro

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• INTERAGINDO COM O PROFESSOR Com a graça de Deus chegamos ao final do estudo do livro de Gênesis. Com certeza a sua fé, e a d e seus alunos foram edificadas por intermédio de cada lição. Como é bom saber que o Deus que tudo criou é o nosso Pai. Um Deus que nos ama, cuida de nós e nos faz sonhar. Na lição de hoje estudaremos a respeito da vida de José. Este jovem foi um sonhador. Seus sonhos o levaram até uma cova. Mas, a interpretação de alguns sonhos o levaram ao palácio e o fizeram governador do Egito. Com José aprendemos que os sonhos que Deus estabelece em nossos corações, não podem ser frustrados, embora, isso não nos impeça de passarmos por várias situações difíceis.

COMENTÁRIO IN T R O D U Ç Ã O

2.

Filho da decisão.

seu nascimento tenha levado PONTO CENTRAL Jacó a munir-se de uma firme José se destacou, atitude diante de Labão, na casa dos seus pais, seu sogro: "Deixa-m e ir; na casa de Potifar e no que me vá ao meu lugar e palácio de Faraó, por sua vida de excelên­ à minha terra" (Gn 30.25). cia e fidelidade 0 filho do coração mexeu a Deus.

Neste domingo, vere­ mos como Deus usou José para garantir a sobrevivên­ cia de Israel. Tudo começou com um sonho que, no devi­ do tempo, fez-se realidade. Mas, do sonho à realidade, o jovem hebreu viu-se reduzido à escravidão até ser exaltado como gover­ nador de toda terra do Egito. José soube esperar com paciência. Quem tem sonhos dados por Deus não tem pressa. Sabe que tudo haverá de cumprir-se no tempo estabelecido pelo Eterno.

com a alma do patriarca que, por longos anos, achava-se exilado em Padã-Arã. Enfim, chegara a hora de retornar à casa de Isaque, seu pai. 3. Filho dos sonhos. Já deixan a adolescência, José teve dois sonhos. Assim ele relata 0 primeiro deles aos irmãos: "E is que estávam os atando m olhos no meio do campo, e eis que 0 meu molho se levantava e também I - A H ISTÓ RIA DE JOSÉ ficava em pé; e eis que os vossos molhos José era bisneto de Abraão, amigo 0 rodeavam e se inclinavam ao meu de Deus. À sem elhança de seu pai, molho" (Gn 37.7). Embora campesinos Jacó, e do avô, Isaque, era um homem e rudes, eles não tiveram dificuldades de profundas experiências com o Se ­ em interpretar-lhe 0 sonho: "Tu deveras nhor. A seu modo, era um profeta e um terás domínio sobre nós?" (Gn 37.8). especialista em sonhos. Nem sempre nossos sonhos são 1. Filho da afeição. José era filho com preendidos. Mas, se procedem de Raquel, a esposa amada de Jacó (Gn de Deus, certamente se cumprirão no 29.18-20,30). Seu nascimento foi cele­ tempo da oportunidade. brado por sua mãe (Gn 30.22-24). Em 0 segundo sonho foi ainda mais hebraico, José significa Jeová acrescenta. significativo: "E eis que o sol, e a lua, e

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onze estrelas se inclinavam a mim" (Gn 37.9). Ao ouvir o relato, indagou-lhe o pai: "Porventura viremos eu, e tua mãe, e teus irmãos a inclinar-nos perante ti em terra?" (Gn 37.10). Por causa disso, seus irmãos vieram a odiá-lo. Jacó, entretanto, tudo guardava no coração. Na qualidade de profeta e sacerdote de Deus, sabia que algo grandioso estava para acontecer com o filho sonhador.

SÍNTESE DO TÓPICO I A história de José nos mostra que é Deus quem estabelece alguns sonhos no coração do homem.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO "A história de José nos revela como os descendentes de Jacó vieram a ser uma nação dentro do Egito. Esta seção de Gênesis não somente nos prepara para a narrativa do êxodo do Egito, como também revela a fidelidade que José sempre teve para com Deus, e as muitas maneiras como Deus protegeu e dirigiu a sua vida para o bem doutras pessoas. Ressalta a verdade de que nos justos podem sofrer num mundo mau e iníquo, mas que, por fim, triunfará o propósito de Deus reservado para eles"(Biblia de Estudo Pentecostal. l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p. 90).

II - UM ESCRAVO C H A M A D O JOSÉ

Se em casa era o mais querido dos filhos, no exílio, José teria de experi­ mentar as angústias de um escravo. O Senhor, porém, era com ele. 1 .0 preço de um jovem. Os irmão de José venderam-no a uns mercadores ismaelitas por vinte siclos de prata (Gn 37.28). Avaliaram-no abaixo da cotação do mercado para a compra de um escra­ vo (Êx 21.32). As pessoas socialmente aviltantes não tinham muito valor. O valor de José, entretanto, excedia ao do próprio ouro. 2. A pureza de um jovem. Quem serv a Deus prospera até mesmo na servidão. Não sabemos o preço que Potifar ofereceu por José. Mas logo descobriria ter adquiri­ do um bem mui valioso, pois tudo o que o jovem hebreu punha-se a fazer prosperava (Gn 39.6,7). Quem serve a Deus prospera em qualquer circunstância (Sl 1.3). Por ser um jovem formoso, não demorou a ser cobiçado pela esposa de seu amo (Gn 37.7). José, porém, temia a Deus, e guiava-se por uma ética supe­ rior. Por isso, respondeu à sua senhora: "Como, pois, faria eu este tamanho mal e pecaria contra D e u s?" (Gn 39-9). Os Dez Mandamentos ainda não haviam sido decretados, mas a lei de Deus já estava gravada em seu coração (Rm 2.14).

CONHEÇA MAIS "José "A história de José nos revela como os des­ cendentes de Jacó vieram a ser uma nação dentro do Egito. A túnica ricamente ornamentada que José recebera de seu pai, contrasta fortemente com as tú­ nicas comuns usadas por seus irmãos. Ela revela uma posição especial de favoritismo e honra diante de seu pai." Para conhecer mais leia. Bíblia de Estudo Pentecostal,

CPAD, p. 90.

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Nem sem pre n o sso s so n h o s são compreendidos. Mas, se procedem de Deus, certamente se cumprirão no tempo da oportunidade.

3. A p risã o de um jovem . bora muito o assediasse, a mulher de Potifar não conseguiu arrastá-lo ao pecado. Certo dia, porém, estando apenas os dois em casa, ela o agarrou pelas roupas. Ele, desvencilhando-se, deixou-lhes as vestes nas mãos, e fu­ giu nu (Gn 39.10-12). Só um homem revestido da graça de Deus é capaz de semelhante reação. Vendo-se rejeitada, a mulher acusa -o de querer forçá-la. Quanto a Potifar, a fim de salvar as aparências, manda-o à prisão, onde eram apenados os oficiais do rei (Gn 39.20). 0 egípcio poderia ter executado o hebreu. Todavia, apesar de sua ira, preferiu não matá-lo. Apesar do cárcere, José é bemsucedido. Por isso, o carcereiro-mor entrega-lhe o cuidado dos outros presos, pois "tud o o que ele fazia o Senhor prosperava" (Gn 39.23).

SÍNTESE DO TÓPICO II A inveja e o ciúme levaram os irmãos de José a vendê-lo como escravo.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO l."José tipo de Cristo Muitos tomam José como um tipo de Cristo; uma pessoa inocente que sofreu por causa da maldade dos outros e, através do qual, o povo escolhido foi liberto da morte certa. 0 silêncio de José enquanto seus irmãos deliberam seu destino (Gn 37.12-35) prefigura o silêncio de Cristo perante seus juizes (1 Pe 2.23). 94

L içõ e s Bíb licas / P ro fe sso r

2.A mulher de Potifar 0 contraste entre Judá e José é forte. Ambos foram tentados sexualmente. Judá procurou o sexo ilícito, enquanto José recusou repetidos apelos da mulher de seu senhor. José lembra-nos que nunca podemos dizer que o sexo nos leva a pecar. Em ­ A escolha é nossa, agir como Judá ou como José" (RICAHRDS, Lawrence. Guia do Leitor da Bíblia: Uma Análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capitulo. lO.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 45). II I - U M LUGAR DE REFÚGIO PARA ISRAEL José não se lim itava a sonhar; também interpretava sonhos. 0 seu ministério era parecido com o de Daniel. 1. 0 intérprete de sonhos. Na pri­ são, José foi designado a cuidar pesso­ almente de dois assessores de Faraó (Gn 40.4). E, certa manhã, ao ouvir-lhes os sonhos, interpretou-os fidedignamen­ te. De acordo com as suas palavras, o copeiro-mor foi restituído ao cargo; o padeiro-mor, enforcado (Gn 40.6-22). Ouem sonha não desp reza os sonhos alheios. José, porém, atribuía este poder não a si, mas ao Senhor: "Não são de Deus as interpretações?" (Gn 40.8). Quando atribuímos a glória a Deus, não nos tornamos arrogantes e jamais seremos esquecidos. 2. Um economista de excelência. Passados dois anos completos. Faraó teve dois sonhos bem agropecuários. No primeiro, viu que sete vacas gordas eram devoradas por outras sete magras e feias. E, no segundo, observou que sete espigas boas e graúdas eram igualmente devoradas por outras sete mirradas e quei­ madas pelo vento oriental (Gn 41-2-7). Ao interpretar o sonho ao rei, entregou-lhe também um plano econômico que, embora simples, se mostraria eficaz para salvar não somente o Egito, mas Outubro/Novembro/Dezembro - 201 5


os povos vizinhos, entre os quais, os hebreus (Gn 41.32-36). O plano era bastante prático: a fartura dos primei­ ros sete anos deveria ser armazenada para socorrer a penúria dos sete anos seguintes. Ao ouvi-lo, Faraó constitui imediatamente José como governador do Egito: "Acharíamos um varão como este, em quem haja o Espírito de Deus?" (Gn 41.38). Seria muito bom se nossos ministros tomassem algum conselho com José. 3. O sa lva d o r de seu povo. como primeiro-ministro do Egito que José acolheu a família. Não somente perdoou as ofensas aos seus irmãos, como proveu-lhes toda a subsistência. Ele soube como interpretar as adversidades pelas quais passara. Diante da perplexidade de seus irmãos, declaroulhes: "Deus me enviou diante da vossa face, para conservar vossa sucessão na terra e para guardar-vos em vida por um grande livramento" (Gn 45.7). Após encontrar-se com o velho pai, Jacó, instala seus familiares na terra de Gósen, onde os sustenta. E, ali, distante da influência dos cananeus e dos egíp­ cios, os hebreus puderam desenvolver-se até se tornarem uma grande e poderosa nação (Êx 1.6,7). Aquele isolam ento seria benéfico a Israel.

SÍNTESE DO TÓPICO III José foi usado pelo Senhor para providenciar livramento para sua família e para o povo de Deus.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO "As Escrituras deixam claro que a separação entre José e o seu povo es­ tava sob o controle de Deus. O Senhor estava operando através de José e das Foi circunstâncias deste, a fim de preservar a família de Israel e reuni-la segundo as suas promessas. Quatro vezes no capítulo 39 está escrito que 'o Senhor estava com José' (vv. 2,3,21,23). Porque José honrava a Deus, Deus honrava a ele. Aqueles que temem a Deus e o reconhecem em todos os seus caminhos têm a promessa de que Deus dirigirá todos os seus passos (Pv 3.5,6) "(Bíblia de Estudo Pentecostal, l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p. 39).

LL

José acolheu a família. Não so m e n te p e rd o o u a s o fe n sa s a o s seus irmãos, com o proveu-lhes toda a subsistência.

ANOTAÇÕES DO PROFESSOR

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201 5 - O u tu b ro /N o v e m b ro /D e z e m b ro

Lições Biblicas /Professor 95


CO N CLUSÃO Se fizermos a vontade de Deus, até as adversidades redundarão em bênçãos e livramentos aos que nos cercam. Todavia, não nos impacientemos se os sonhos que

nos dá o Senhor demoram a se cumprir. Para tudo há um tempo determinado. Há tempo para sonhar e também para que cada sonho se realize. Oue tudo ocorra, pois, de acordo com a vontade de Deus.

PARA REFLETIR

A respeito do livro de Gênesis: Ouem foi José? José era bisneto de Abraão, amigo de Deus. À semelhança de seu pai, Jacó, e do avô, Isaque, era um homem de profundas experiências com o Senhor. José era filho de Raquel, a esposa amada de Jacó (Gn 29-18-20,30). Oual o significado dos sonhos de José? Que ele dominaria sobre seu pai e seus irmãos. Como você descreveria o caráter de José? Como um caráter ilibado. Que lição traz-nos as tribulações de José? Quem serve a Deus prospera em qualquer circunstância (Sl 1.3). Se fizer­ mos a vontade de Deus, até as adversidades redundarão em bênçãos e livramentos aos que nos cercam. O que representou a região de Gósen para Israel? Distante da influência dos cananeus e dos egípcios, os hebreus puderam desenvolver-se até se tornarem uma grande e poderosa nação. Aquele isolamento seria benéfico a Israel.

CONSULTE Revista Ensinador Cristão - CPAD, n° 64, p.42. Você encontrará mais subsídios para enriquecer a lição. São artigos que buscam expandir certos assuntos.

SUGESTÃO DE LEITURA A Família no A n tigo Testam ento

Com objetivo esclarecer determi­ nados textos bíblicos relacionados à família, o autor recorreu a textos antigos e às regras de hermenêuti­ ca e exegese, oferecendo ao leitor um material rico em informações históricas e culturais.

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Liçõe s B íb lic as / P ro fe sso r

0 Plano D ivin o Através d o s Séculos

Entenda m elh or o p la n o que D e u s e stabeleceu para Israel, a Igreja e o mundo.

A O rigem da Bíblia

Obra escrita por d ive rso s te ó lo g o s e p ro fessores, que resum e co m o a Bíblia foi in sp i­ rada, canonizada, lida, copiada em a n tig o s m an u scritos hebraico e grego s.

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