Ds 11 01 2016

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diário do

SUL

FUNDADOR E DIRECTOR: MANUEL MADEIRA PIÇARRA DIRECTORES ADJUNTOS: MARIA DA CONCEIÇÃO PIÇARRA e MANUEL J. PIÇARRA ANO: 46.º NÚMERO: 12.686

PERIODICIDADE DIÁRIA SEGUNDA-FEIRA, 11 DE JANEIRO DE 2016

PREÇO AVULSO: 0,75 € (75 CÊNTIMOS )

PUBLICAÇÕES PERIÓDICAS

Rossio - Évora

Manuel Marchante tomou posse como presidente

Associação de Estudantes quer combater o abandono escolar

O aluno do doutoramento em Gestão, Manuel Marchante já tomou posse como presidente da Associação Académica da Universidade de Évora (AAUE), sucedendo no cargo a Luís Pardal. O dirigente estudantil reiterou a garantia de que o futuro positivo da AAUÉ passa pela aposta em áreas âncora como a ação social e apoio ao estudante, a pedagogia e política educativa e o desporto e saúde. Disse seguir o legado de Luís Pardal, pretendendo aproximar, cada vez mais, a universidade da cidade de Évora, mostrando que o desenvolvimento desta localidade e da região pode assentar na massa crítica resultante dos estudantes e licenciados desta instituição de ensino superior. .... PÁG. 6

Comparando 2014 e 2015

Alentejo lamentou mais 13 mortes na estrada e d n a r g Os dois fatores que podem explicar o aumento de acidentes graves nas estradas da região em 2015: Mau estado das vias e condições climatéricas adversas. O número de mortes subiu significativamente face a 2014, registando um crescimento de 43 para 56 vítimas, segundo os dados agora divulgados pela ANSR. .... ÚLTIMA PÁG.

A T S I V E R T EN

Candidatos à Presidência da República

Marisa Matias

.... PÁG. 7

Pub.


diário do SUL

Tema de Abertura

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SEGUNDA-FEIRA , 11 DE JANEIRO DE 2016

NOTA NOTA DO DO DIA DIA

DIRECTOR MADEIRA PIÇARRA

1 – Tive dificuldade em perceber a extinção dos Governos

2 – Vergílio Ferreira viveu muitos anos em Évora onde

Civis. Faziam falta porque eram uma Instituição a que os cidadãos podiam recorrer de decisões administrativas de demoras e de más vontades.

tem uma rua com o seu nome. Foi aqui no Liceu professor e ensinou várias gerações. Foi aqui que escreveu alguns dos seus livros e neles retratou a vida social da época.

Os custos dessa Instituição não eram relevantes e prestigiavam o Poder Central pois no fundo os Governos Civis eram os representantes do Governo.

Se fosse vivo faria 100 anos neste mês. Julgo que seria oportuno evocar em Évora a vida do grande escritor que ele foi com uma conferência a promover pela Cultura, pela Universidade e pelo Município.

Existiram sempre na História da política portuguesa e deveria ser repensada a decisão que os extinguiu. Tinham credibilidade e eram afinal, uma cúpula oficial com funções de antecâmara de uma futura Regionalização porque o seu espaço era distrital.

Canal 502 e escolha Rádios Nacionais

ÉVORA

Município começa este ano a receber 8,5M€ do Fundo de Apoio Municipal “Estava previsto a câmara receber 3,6 milhões de euros no quarto trimestre de 2015”, mas, como “não conseguimos obter o visto do Tribunal de Contas”, a transferência deverá ocorrer este ano, o que implicou “uma alteração de fundo” no orçamento municipal para 2016, disse. Segundo a autarca, o orçamento municipal para este ano, inicialmente aprovado em outubro de 2015, “tinha um valor de 13,2 milhões de euros”, mas “passou para 16,8 milhões de euros” para acomodar o valor da primeira tranche do empréstimo

do FAM de 3,6 milhões de euros. “Com esse valor, teríamos pago dívida, que agora não teria que constar e pesar no nosso orçamento para este ano”, assinalou. Este ano, precisou, a Câmara de Alandroal deverá receber do FAM cerca de 710 mil euros em cada trimestre, além da primeira tranche do empréstimo de 3,6 milhões de euros, estando previstas quatro parcelas de 419 mil euros, em 2017, e duas de 209 mil, em 2018, num total de 8,5 milhões de euros.

CASTRO VERDE

Sessão pública sobre cultura do pistacho A cultura do pistacho como “uma oportunidade com futuro” vai ser debatida numa sessão pública na terça-feira, a partir das 17:00, no IN Castro - Centro de Ideias e Negócios de Castro Verde, no distrito de Beja. Segundo a Câmara de Castro

Verde, a sessão “Pistacho - uma oportunidade com futuro”, promovida por uma empresa, é aberta a todos os interessados e visa “contribuir para um maior conhecimento e divulgação da espécie com um grande potencial em Portugal”.

A sessão vai abordar os aspetos ligados à cultura do pistacho, como a estratégia da produção à comercialização, o mercado mundial, o modelo técnico, o negócio potenciado e as ajudas previstas no Programa de Desenvolvimento Rural 2014-2020.

PORTALEGRE

Assalto a papelaria diário do SUL

De madrugada foi assaltada a Papelaria Tara e os gatunos roubaram tabaco no valor de 4 mil euros.

A PSP averigua o assalto registado no centro da cidade.

DIRECTOR E FUNDADOR: MANUEL MADEIRA PIÇARRA

CONTACTOS (geral): Tels:

PROPRIEDADE: PIÇARRA - DISTRIBUIÇÃO DE JORNAIS, LDA.

ASSINATURAS: ÉVORA: Trav.ª de St.º André, 6-8 — Apart.: 2037 — 7001-951 ÉVORA Codex Tels. 266 730 410 • 266 741 341 • 266 744 444 e-mail: assinaturas@diariodosul.com.pt

DIRECTORES ADJUNTOS: MARIA DA CONCEIÇÃO PIÇARRA; MANUEL J. PIÇARRA EDITORES EXECUTIVOS: PAULO JORGE M. PIÇARRA (Cart. Prof. N.º 5214) JOSÉ MIGUEL S. M. PIÇARRA (Cart. Prof. N.º 5216) e-mail: administracao@diariodosul.com.pt

FOTOGRAFIA - DIÁRIO DO SUL COORDENADORES PUBLICITÁRIOS: ANTÓNIO OLIVEIRA / CARLOS EVARISTO DINIZ e-mail: publicidade@diariodosul.com.pt

Sessão aborda “Alterações Legais e Fiscais nas IPSS”

“Alterações Legais e Fiscais nas IPSS” é o tema de uma sessão formativa certificada que vai decorrer em Évora, no dia 26 deste mês, numa organização da

União Distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social (UDIPSS) de Évora. A sessão vai decorrer no auditório dos serviços de Évora

da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGesTE) e destina-se a dirigentes, técnicos, contabilistas e quadros administrativos das instituições.

SERPA

Bailarina brasileira Natália Fernandes estreia-se em Portugal A bailarina e coreógrafa brasileira Natália Fernandes vai atuar pela primeira vez em Portugal, no dia 16 deste mês, com a apresentação de dois solos de dança contemporânea no Musibéria, em Serpa, no distrito de Beja. Segundo o Musibéria - Centro Internacional de Músicas e Danças

do Mundo Ibérico, a atuação em Serpa será “a estreia absoluta em território português” de Natália Fernandes, que tem desenvolvido trabalho e pesquisa por diversos pontos do mundo. Os solos “Anatomia e Estratégia” e “This is Not Mine” vão ser apresentados no dia 16, a

partir das 18:00, e, no dia 20 deste mês, Natália Fernandes irá ministrar, no Musibéria, uma oficina de dança, intitulada “Dançar o Outro?”, dirigida a todos os interessados a partir dos nove anos e que deverão inscrever-se através do endereço de correio eletrónico musiberia.serpa@gmail.com.

ALJUSTREL

Jornadas sobre Envelhecimento + Ativo A Câmara de Aljustrel vai promover, a partir de dia 15 deste mês, as segundas “Jornadas sobre Envelhecimento + Ativo” para discutir “novas realidades” de uma sociedade que “está a envelhecer” e realizar atividades para idosos. Segundo a autarquia, todos os profissionais da área, estudantes,

266 730 410 * 266 741 341 • Fax: 266 730 411

REDACÇÃO: Roberto Dores (Cart. Prof. N.º 2863); Maria Antónia Zacarias (Cart. Prof. N.º 4844); Bruno Calado Silva (Cart. Prof. N.º 4479); Marina Pardal (Cart. Prof. N.º 9157) e-mail: redacao@diariodosul.com.pt COLABORADORES:

Agora também na TV

Lembrar aqueles que por Évora passaram e a enalteceram é um dever de cidadania. Esperemos.

ALANDROAL

A Câmara de Alandroal, no distrito de Évora, vai começar a receber este ano um empréstimo de 8,5 milhões de euros, no âmbito da assistência financeira do Fundo de Apoio Municipal (FAM), para pagar dívidas a fornecedores. A presidente do município, Mariana Chilra (CDU), revelou à agência Lusa que o Programa de Ajustamento Municipal (PAM) já foi aprovado pela câmara e assembleia municipal e pela comissão executiva do FAM e que só falta o visto do Tribunal de Contas.

(...)Lembrar aqueles que por Évora passaram e a enalteceram é um dever de cidadania. Esperemos(...)

A. Mira Ferreira; Dr. Carlos Zorrinho; António Gomes Almeida; Dr. Carlos Almeida; Dr. Luís Galhardas; Mário Simões; João Aranha; J. Correia; A. Moreira; M. O. Diniz Sampaio; Alexandre Oliveira; Dr. Bravo Nico; Dr.ª Lurdes Pratas Nico; Pe. Rui Rosas da Silva; Dr.ª Maria Reina Martin; Marcelino Bravo; Arq.º Fernando Pinto; Major Velez Correia; António Ramiro Pedrosa Vieira; Prof. Costa Coelho; Jorge Barata Santos; Dr.ª Paula Nobre de Deus; J. Ventura Trindade; José Eduardo Carreiro; Dr. Henrique Lopes; Dr. Luís Assis; Orlando Fernandes; Pe. Madureira da Silva; José Palma Rita; Diamantino Dias; Carlos Cupeto.

Piçarra - Distribuição de Jornais, Lda.

CAPITAL SOCIAL

Manuel José Madeira ..................... 8,12% Manuel José S.M. Piçarra ............ 22,97% Paulo Jorge S. M. Piçarra ............ 22,97% Maria da Conceição Piçarra ......... 22,97% José Miguel S.M. Piçarra.............. 22,97% ESTATUTO EDITORIAL: ver em www.diariodosul.com.pt Impressão Rotativa: Grafialentejo - ÉVORA TIRAGEM: 4.500/Edição N.º Registo: 100262 NIPC: 506 754 413 • ISSN: 1647-6816

seniores, familiares e pessoas interessadas num envelhecimento mais ativo podem participar nas jornadas, que vão decorrer até 01 de outubro, Dia Internacional do Idoso. As jornadas vão arrancar no dia 15 deste mês, às 15:00, no auditório da Biblioteca Municipal de Aljustrel, no distrito de Beja,

com a conferência “Envelhecimento ativo: Novos paradigmas na terceira idade”. O programa das jornadas prevê outros eventos dirigidos a idosos, como palestras, “workshops” sobre vários temas, como saúde e bem-estar, direitos e segurança da pessoa idosa, exposições, passeios, visitas e idas ao teatro.

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diário do SUL

Opinião SEGUNDA-FEIRA , 11 DE JANEIRO DE 2016

CRÓNICA DA SEMANA Visto do Alentejo N.º 1.183

Compromisso 2016

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esde que me recordo (a tradição já é bem vetusta) pela passagem de ano costumo juntar à euforia simbólica desse ritual de passagem, devidamente regado por uns goles de champanhe, o deglutir de 12 passas de uva acompanhadas de 12 desejos para o ano vindouro. Devido às passas, ou mais provavelmente devido à razoabilidade dos pedidos, não tenho razões de queixa na sua concretização, pelo que não deixou de ter sido “arriscado” mudar a tradição. Mas mudei. Este ano decidi fazer diferente. O que ensaiei neste ritual de passagem e que aqui partilho convosco, foi outra forma de olhar os tempos, convergente com a ideia de sermos protagonistas do nosso futuro e não espectadores passivos do que ele nos reserva, no eterno jogo de dados da existência. Fiz em devido tempo pedidos de saúde e sorte para familiares e amigos mas não os associei ao ritual das 12 passas. No momento da transição do ano, saboreando lentamente as passas de uva, estabeleci comigo próprio 12 compromis-

sos de ação, porque nos tempos em que vivemos as ideias para ganharem sentido precisam cada vez mais de ser transformadas em ações concretas. Segundo a tradição, os desejos associados às passas não devem ser divulgados aos outros sob pena de perderem o seu efeito. Por analogia, também não vou revelar em pormenor os compromissos que estabeleci comigo mesmo. Mas conhecendo os meus leitores as prioridades da minha ação cidadã, certamente intuirão que a sua maioria se centrou na necessidade de neste ano, todos juntos, salvarmos o essencial do grande projeto de paz e prosperidade que tem que continuar a ser a União Europeia. De facto, não sendo já o centro económico nem geopolítico do mundo, a União Europeia é no entanto um importante centro de referência em termos de cidadania, democracia, sensibilidade social, tolerância, aceitação da diversidade e inovação social. No projeto europeu, algumas linhas de progresso dada por adquiridas estarão este ano em risco de retrocesso. Impedir que isso aconteça terá um impacto forte no mundo na sua globalidade, mas também no nosso País, nas nossas

Dr. CARLOS ZORRINHO comunidades e na vida de cada um de nós em particular. Em Portugal ensaia-se, até agora com bons resultados, a demonstração que há outros caminhos para pertencer com rigor à zona EURO, para além da austeridade cega, da redução a níveis mínimos da remuneração do trabalho e do incentivo à emigração dos nossos quadros mais qualificados. A União Europeia, em risco de perder a Grã-Bretanha por referendo e alguns Países de Leste por incumprimento dos seus princípios aglutinadores, tem que se amarrar às novas agendas mobilizadoras, como a União Económica e Monetária, a União Digital ou a União da Energia, para a partir daí se reconfigurar e reencontrar no caminho. Prometi dar tudo de mim por estes combates, em particular pelos dois últimos para que a vida me preparou melhor. Alguns pensarão, e eu respeito, que são escolhas tecnocráticas e não afetivas. Não são. Nesses tabuleiros joga-se o emprego, a inclusão, a equidade e a sustentabilidade do Planeta. Merecem bem as doze passas saborosas que firmam o meu compromisso cívico para 2016.

GRANDES RISCOS Completa-se este ano o 55º aniversário sobre a data da eclosão da guerra em Angola. Por curiosidade, segundo documentos que tenho na minha posse, visto que me encontrava naquele território imenso com 1.250.000 Km2 (14,5 vezes maior que Portugal continental e onde cabe 3,5 vezes a poderosa Alemanha) o dispositivo operacional do Exército era, quiçá com pequena margem de erro (para mais ou para menos) o que passo a descrever, pelo que terei de lamentar a pouca atenção, no que toca à segurança, que o Governo da Nação dedicava às suas províncias do Ultramar, numa altura em que uma grande maioria das colónias de África estava sendo entregue pelos países colonizadores. Pois o contingente do Exército na maior província de Portugal de então, segundo os dados que tenho na minha posse eram os seguintes: - Quartel General da 3ª Região Militar, em Luanda. - Unidade de guarnição normal: Regimento de Infantaria de Luanda, com: - Uma Companhia de Caçadores em Vila Henrique de Carvalho

- Uma Companhia de Caçadores em Santo António do Zaire - Um Batalhão de Caçadores em Malange. Regimento de Infantaria de Nova Lisboa com: - Uma Companhia de Caçadores do Lobito. Regimento de Infantaria de Sá da Bandeira com: - Uma Companhia de Caçadores em Vila Roçadas. Batalhão de Caçadores nº 1, em Cabinda, com: - Uma Companhia de Caçadores no Dingo - Uma Companhia de Caçadores em Chiaca. Batalhão de Caçadores nº3, em Carmona, com: -Uma Companhia de Caçadores em Nóqui - Uma Companhia de Caçadores em Maquela do Zombo. Grupo de Reconhecimento de Angola (Dragões) em Silva Porto, com: - Um Esquadrão de Reconhecimento em Luanda. Três Grupos de Artilharia de Campanha em Luanda, Nova Lisboa e Sá da Bandeira. Batalhão de Engenharia em Luanda. Era com estas forças do Exército que se defendia um território 3,5 vezes maior que a Alemanha.

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Logo após o terrível 15 de Março, chegaram ao território, como unidades de reforço: - Uma Companhia de Caçadores Especiais que seguiu para Cabinda Uma Companhia de Caçadores Especiais que foi colocada no Toto. Uma Companhia de Caçadores Especiais para Malange Uma Companhia de Caçadores Especiais que ficou em Luanda Uma Companhia da Polícia Militar que ficou igualmente em Luanda, cidade que estava na corda bamba. Tal situação leva-me a afirmar que se os movimentos, para a independência de Angola, estivessem devidamente apetrechados e com comandos capazes nesta altura, o que sucedeu na Índia no final do mesmo ano, teria acontecido em Angola logo em Março ou Abril e ter-se-iam poupado milhares de vidas humanas inocentes, visto que as nossas forças eram ineficazes, tal como aconteceu em Goa, Damão e Diu, contra forças que entretanto poderiam estar preparadas junto das longas fronteiras de terra e mar, até porque a ONU estava contra nós, tendo chegado ao ponto de aprovar uma moção apresentada pela Libéria dizendo que a questão de Angola poderia perigar até mesmo a paz mundial. E a ONU, repete-se, aprovou isto. Que grandes riscos corremos em Angola nessa época. E a verdade é que só mais tarde tivemos a noção dessa terrível situação. Pub.


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domQuixote SEGUNDA-FEIRA, 11 DE JANEIRO DE 2016

dom Quixote

Evidência

Suplemento de Artes e Letras

Quantos com doença, frio e fome! Quantos fugindo do horror da guerra! Quantos com a solidão por companhia! Quantos sem nada, fora de sua terra!

Este Suplemento é parte integrante do jornal «Diário do Sul» e não pode ser vendido separadamente

LIVRO

Antologia Solar de Poetas Cidálio Castro

LONJURA... Próximo de mim, Deus meu, uma gritante perda de proximidade... Tenho amoras por colher dentro de mim... ...Universos contíguos por aclarar... por desventrar! Longe de mim auroras por desvirginar Mas que subsistam esperanças mensageiras. Sentir assim, meu Deus, é sorvedouro de prtoximidade e de lonjura. Próximo d emim há batalhas sem vencidos E tormentos de quem procura sair-se vencedor. Longe de mim um poiso em nenhures... um poiso por reinventar. Tenho nuvens ao colo... afago e não te sinto... ainda! Há muito tempo que não saio contigo — primavera E não aprumo o gesto de colidir com sóis madrugadores. Próximo de mim há tardes que se fazem cedo E noites que teimam em não se fazer nunca... Perto d emim um aadversidade... e outra... E uma benção por detrás de cada uma... a toda a hora! Quero, Deus meu, buscar-Te em cada lágrima cinzenta Tornar o longe e o perto — ponte pardacenta Despir, meu Deus, a dança dos pudores E fazer-me ao mundo onde Te sindo... amores e desamores. Longe d emim montanhas sábias e cheias de quietude Franzindo os planos que se censuram entre si! Já não Te vejo, hoje, como Te via próximo de mim e longe... ao mesmo tempo. Agora perpetuo leituras cá por dentro... ...e estou nesta lonjura do momento! in Solar dos Poetas - edição Modocromia

A DOR PERMANECE... Quando perdemos alguém muito querido Fica um vazio grande em seu lugar De forma geral, todos o temos sentido E a chaga é difícil de sarar.

Arranjo de flores Tinham as nuvens instalado a escuridão Mesmo por entre os sorrisos que Sorriam imperceptíveis No nevoeiro dos olhares caídos Como pétalas mortas pelo chão. Eu vinha dos lugares onde o mundo se despede das cores E dos odores. Vinha em forma de pedra invisível, Ou era apenas naquele instante O silêncio d euma dor conhecida. As nuvens cobriam tudo E as pedras que nasciam nas minhas mãos De repente abriram-se em água Das fontes mais frescas, E depois em terra húmida e viva E carne suculenta, E vi as tuas mãos Como dois sóis a dançar comigo. Vi-me transformado nas flores que aninhavas com o amor dos pássaros e afagavas com o amor das mães. Tanta vida assim parecia milagre, E pelo chão havia sepulturas de mais pétalas mortas e sem cor Como a dor conhecida que continuava. Por isso, não aceitei o teu arranjo nem to pedi. Sabia que viria, de mãos ternas, Nos dias em que o sol esconde as nuvens E as mil cores do teu sorriso limpam o chão de todas as dores conhecidas. in Nova Antologia de Poetas Alentejanos - edição Colibri

Com aquela regularidade, A que nos habituou... Diário não só para a nossa cidade, Ele “mil fronteiras” ultrapassou. Velez Correia

Escritor À procura Vergílio Ferreira de si próprio faria 100 anos Quantas vezes vagueou P’las ruas da cidade. À procura de si próprio Sem pôr em causa a liberdade.

Sabia que não estava só O companheirismo era o segredo. Caminho já percorrido Sublime e doce degredo. Causas p’ra chorar ou rir O não esperar nada em troca Motivos p’ra convergir.

Nova Antologia de Poetas Alentejanos António Manuel Revez

Diário do Sul

E o tal vazio é transformado em dor Venha chuva, venha frio, venha calor Quem pode afirmar que desaparece?

LIVRO

Este ano vai ser comemorado na Guarda o Centenário do nascimento do grande escritor Vergílio Ferreira que foi professor em Évora onde escreveu parte da sua obra. A Biblioteca Municipal da Guarda irá fazer várias comemorações sobre a efeméride do escritor que nasceu em Melo.

E com ela poder errar Por se deixar prender P’ra consigo próprio se encontrar. Júlio Amaral

O Menino da Bica

Poesia Água cai em cordões pelos beirados como prata derretida. O vento assobia nas chaminés descendo até ao fogo que repousa nas suas cinzas...

Revoltam-se os ventos e as águas Destruindo bens, ceifando vidas, Com poder superior ao humano. Resta-nos a fé. Ela traz a esperança. Renovemos forças. Não estão vencidas! E esperemos Natal neste novo ano. Maria José Murteira Silva Correia

E quando o amor por esse alguém é desmedido Conjugamos mil vezes o verbo AMAR O nosso coração anda perdido Tanto bate depressa como muito devagar.

Em noites de luar, fitando a Lua Meditamos que a vida continua É bem verdade, mas a dor permanece...

Passou o Natal. Acabou mais um ano. Trocaram-se presentes. Taças na mão. Música, euforia, festa, esbanjamento. Mas... para muitos o nada e o não.

Hoje e, aliás, de há muito tempo, Com uma tenacidade exemplar, O “Manel” e a sua gente, em campo, Mantém uns colaboradores de invejar. Benvindos ao Novo Ano... O nosso quadragésimo sexto... A caminho dos treze mil, segue ufano, Glorioso e firme, sempre a direito. A “Nota do Dia”, é o seu leme... Desperta a nossa atenção... E, como “quem não deve, não teme”... Tem de todos nós a sua aprovação. Para todos em geral... Incluindo os colegas leitores... Um abraço de Parabéns e Feliz Ano, afinal, E, uma vez mais, os meus louvores!

Aurora envergonhada

O Ano Novo chegou

Eu às vezes deambulo pela noite escura e fria com a cabeça entre as mãos À espera do novo dia!

2016 ANO NOVO Entra com o pé direito Faz unir tudo o que é povo Num elo forte e perfeito.

O novo dia não nasce apenas rompe a Aurora que envergonhada aparece e tão pouco se demora!

ANO NOVO cheio de esperança O sol vem mais ardente Com sementes de bonança Crescendo dentro da gente.

Ai que tristeza Deus meu estou triste, desiludida p’ra onde fugiu o Sol que me’ iluminava a vida?! Maria Tereza Grave

ANO NOVO chega com jeito Afasta toda a maldade Faz-nos sentir dentro do peito Uma criança em liberdade.

Resquícios Já lá vão 17 anos que SUÃO o projecto e realidade idealizado pelo Professor Bravo Nico veio à luz da Imprensa. Comemorando a data foi Nunes agora publicada a 28.ª edição com o editorial do fundador e coordenação de Daniela Lopes e Patrícia Ramalho. Além do noticiário local noticía as actividades do ano vividas pela SUÃO e pelo povo de São Miguel de Machede que ali é divulgado, através da Escola Comunitária da aldeia.

José Pastorinho

Eu quero um mundo melhor Nós queremos um mundo novo Um BOM ANO cheio de amor É crença de todo o povo.

Por vezes os poemas, são rosários de penas, De amores, incompreendidos ou de revolta, sofridos, até de injustiças fermentada que, em nós, deixou resquícios, Jamais será apagada, Pois, nos causou malefícios.

Jesus Cristo veio à terra Ensinar-nos esta lição Que os homens não façam guerra Pratiquem AMOR e PERDÃO.

O deflagar do incêndio, que o bom censo amainou, Mas a memória é compêndio, não esquece quem nos prejudicou. Não é possível esquecer, Muito menos perdoar, longos anos a sofrer, tanto tempo a lutar. José António Banha

Perdão é dom natural Que o homem deve sentir Esquecendo todo o mal Passar na vida a sorrir.

Sem guerras, ódios ou espadas Sem lutas e sem rancor Só em PAZ de mãos dadas O mundo será melhor.

Meu coração fica em festa Fico com muita alegria Na esperança que ainda me resta De os homens se unirem um dia. Celeste Avó Charneca


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Regional

SEGUNDA-FEIRA , 11 DE JANEIRO DE 2016

Inauguração da Horta do Mateus

O Centro Escolar de S. Mateus este ano letivo está empenhado num processo de requalificação do seu espaço exterior. Neste âmbito encontra-se a desenvolver um projeto que contempla a vertente hortícola e animal. A implementação dum espaço desta natureza requer a envolvência de vários parceiros. Como tal, iniciaram alguns contactos para agregar as parcerias. A comunidade escolar e alguns familiares têm desenvolvido algumas atividades e a “Horta do Mateus” começou a ganhar forma, através da reciclagem de pneus usados e de paletes de madeira, já com alguns vegetais em bom estado de desenvolvimento.

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Dia, 6 de janeiro, a tarde foi de imensa alegria, com a inauguração simbólica da Horta do Mateus, tendo sido colhidas duas alfaces e teve lugar a I feira de S. Mateus. Marcaram presença nesta iniciativa a Presidente da Câmara Municipal, Hortênsia Menino, e os Vereadores João Marques, António Pinetra e Palmira Catarro. Também participaram representantes da União de Freguesias de Vila, Bispo e Silveiras e do Agrupamento de Escolas de Montemor-o-Novo. Paralelamente realizou-se a inauguração da sala de cinema e a I Feira do Mateus!

Município de Évora, Coração Delta e parceiros apoiam idosos

A

s associações de idosos eborenses receberam diversos conjuntos de higiene e bem-estar, no dia 6 de Janeiro, no Salão Nobre dos Paços do Concelho de Évora. A iniciativa resultou de uma campanha de recolha dos produtos promovida pela Associação Coração Delta em parceria com a Câmara Municipal, que contou com o apoio do Banco de Tempo, Agrupamentos de Escuteiros 320 e 890, Banco de Voluntariado da Fundação Eugénio de Almeida e Supermercados Intermarché. A cerimónia foi animada pelo Grupo Coral do Centro de

Convívio Municipal (Rua do Fragoso) que cantou as Janeiras. Após as boas vindas proferidas pelo Presidente da Câmara Municipal, Carlos Pinto de Sá, seguiu-se a intervenção da VicePresidente, Élia Mira. A autarca agradeceu a participação nesta campanha, sublinhando a importância do trabalho conjunto

com a Coração Delta que tem permitido apoiar com frequência os idosos do concelho, primeiro através da oferta de cabazes de Natal, depois angariando fundos para aquisição de aparelhos de teleassistência e agora com esta campanha. A representante da Delta reconheceu igualmente o valor

deste trabalho que permitiu angariar 1000 conjuntos de produtos de higiene no valor de 31 mil euros em apenas um mês (100 dos quais ficam em Évora) a distribuir agora pelas associações de idosos que por sua vez os farão chegar aos seus associados mais necessitados. Em nome do Banco de Tempo

e do Intermarché as suas representantes valorizaram a importância desta iniciativa e

mostraram a sua disponibilidade para continuar a colaborar em ações futuras. Pub.


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Regional

SEGUNDA-FEIRA , 11 DE JANEIRO DE 2016

Fotos Exclusivas

Manuel Marchante já tomou posse como presidente da AAUE

Melhorar a ação social e combater o abandono escolar são compromissos assumidos n Maria Antónia Zacarias

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aluno do doutoramento em Gestão, Manuel Marchante tomou posse, na passada quinta-feira ao final da tarde, como presidente da Associação Académica da Universidade de Évora (AAUE), sucedendo no cargo a Luís Pardal. Manuel Marchante, que liderou a lista A, ganhou as eleições com 1150 votos. O dirigente estudantil reiterou a garantia de que o futuro positivo da AAUÉ passa pela aposta em áreas âncora como a ação social e apoio ao estudante, a pedagogia e política educativa e o desporto e saúde. Disse seguir o legado de Luís Pardal, pretendendo aproximar, cada vez mais, a universidade da cidade de Évora, mostrando que o desenvolvimento desta localidade e da região pode assentar na massa crítica resultante dos estudantes e licenciados desta instituição de ensino superior. Manuel Marchante, o presidente eleito foi membro da direção cessante da AAUE, assumindo a coordenação do desporto e saúde. Agora, empossado que está, disse estar empenhado em “dar tudo de mim e comprometo-me com toda a minha força, principalmente perante os estudantes da Universidade de Évora, que irei dar o máximo para que a Associação Académica cresça no sentido que os estudantes mais desejam”. No seu discurso de tomada de posse, o dirigente associativo considerou a recriação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e o facto de a tutela ter anunciado que o ensino superior terá um orçamento plurianual a partir de 2017, o que, a seu ver, facilita a capacidade de gestão das instituições. “São portanto duas vitórias que não devem ficar por aí”, sublinhou, avançando que a ação social escolar, o abandono escolar, a investigação e inovação e a internacionalização são alguns dos temas “muito relevantes onde Pub.

tem que se partir pedra para conseguir levar avante o que os estudantes precisam”. O novo presidente da AAUE anunciou que quer que a associação tenha uma presença muito maior nas residências da universidade, “por forma a perceber porque é que alguns não pagam a residência, a razão de se atrasem no pagamento das propinas, porque é que ocorrem roubos de comida. Daí que temos intenção de criar uma comissão de residências para discutir todas estas problemáticas e outras que não estão ainda identificadas para que possamos dar uma resposta

mais imediata àqueles que aqui vivem”. Outros dos objetivos apontados por Manuel Marchante é a continuação da promoção do Barué, o bar académico da AAUÉ, aposta forte na vida académica, na loja da AAUE, na promoção da Copiaki, “o centro de cópias mais barato da cidade de Évora” e na “explosão em termos de representação no desporto federado da AAUE”. Ao nível pedagógico, a AAUE disse compreender o papel da Universidade de Évora e sente que também tem o dever de assumir uma posição pró-ativa no sistema

do qual afirmam ser parte integrante e, em conjunto com a instituição e com os seus departamentos “criar momentos de formação complementares e extraordinários às aulas por forma a potenciar os anos que os estudantes passam dentro da universidade”.

Continuidade da aproximação dos estudantes à cidade de Évora

O mesmo responsável considerou ser da responsabilidade da Associação Académica interagir com a cidade e garantir aos seus habitantes o devido respeito e passar uma imagem harmónica do que é a relação dos estudantes com Évora, alterando também com isto a mentalidade de alguns dos seus

habitantes perante a vida estudantil. Assim, Manuel Marchante dá continuidade à política defendida pelo seu antecessor, Luís Pardal, no sentido de “promover a imagem positiva da vida estudantil e da tradição académica, dando boa visibilidade à cidade, entidades e cidadãos integrados na mesma. Os estudantes devem, portanto, ter um papel mais ativo na cidade, assim como a cidade deve encarar os estudantes como o futuro da cidade e do país”. Manuel Marchante defendeu ainda que Évora deve assumir, de forma mais clara, o seu título de “Cidade Educadora” e asseverou que a AAUE, dentro da cidade e da região, quer desenvolver e cooperar, criando atividades

pedagógicas no âmbito do desenvolvimento estudantil, incluindo os ensinos básico e secundário, exportando o conhecimento com a finalidade de atrair interesse para a região.


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Sociedade

SEGUNDA-FEIRA , 11 DE JANEIRO DE 2016

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Marisa Matias em Entrevista

“Uma nova geração de políticas para um novo ciclo político”

M

arisa Matias é filha do 25 de Abri, socióloga com trabalho na área do ambiente e da saúde pública, foi deputada europeia pelo Bloco de Esquerda e, agora, é candidata à Presidência da República. Afirma que as razões da sua candidatura são a defesa do país, daqueles que aqui vivem e os que querem viver, mas também a esperança de um novo ciclo político em Portugal que, a seu ver, recupere os rendimentos e a dignidade. Um ciclo que não pode ser travado em Belém, como salienta a candidata. Marisa Matias diz entender que o Presidente da República deve ser o garante do funcionamento das instituições e deve pôr a democracia a funcionar, assumindo o compromisso de que trabalhará sempre para o bem comum e não para interesses pessoais. Olhando para a região Alentejo, a candidata considerou que tem inúmeras potencialidades, mas tem sido sistematicamente discriminada em termos de serviços públicos, investimento e acessibilidades. Por isso, Marisa Matias entende que a coesão territorial e social são obrigações na magistratura de influência do Presidente da República. n Maria Antónia Zacarias

Foto: créditos Paulete Matos O que a leva a candidatarse? Sou de uma geração que já cresceu com os direitos constitucionais da democracia, uma geração que foi tendo acesso, mesmo que gradual, à saúde pública, à escola pública, aos serviços públicos e que é a mesma geração que os viu serem atacados pela austeridade e pelo ciclo de empobrecimento que vivemos nos últimos anos. Muitas das pessoas da minha geração nem sequer sabem o que é um contrato de trabalho e muitas pessoas de todas as idades foram forçadas a emigrar, muitas pessoas mais velhas foram escolhidas como sacrificadas de serviço para os falhanços da política económica. Conheço bem o país por dentro e a partir de fora, não me enganam com as mentiras sucessivas dos últimos anos que impuseram tantos sacrifícios aos portugueses por causa de supostas imposições europeias. Não alimentarei esta mentira e tenho pena de ver políticos tão experientes a desistir do país. Candidato-me para defender o país, aqueles que aqui vivem e os que querem viver. Para garantir que o que está na Constituição é mesmo para cumprir. Para que a precariedade ou o desemprego não sejam a regra para os mais novos, as pensões de miséria a regra para os mais velhos, para que as crianças tenham todas as mesmas oportunidades. Candi-

dato-me em nome da esperança de um novo ciclo político em Portugal, que recupere os rendimentos e a dignidade, um ciclo que não pode ser travado em Belém. Quais são os compromissos que assume perante os portugueses? Os principais são fazer garantir os direitos consagrados de forma a melhorar a vida dos portugueses para recuperar a dignidade, defender intransigentemente os serviços públicos (saúde, educação, justiça) e ajudar a fazer cumprir o trabalho com direitos como resposta à maldita precariedade e ao desemprego. Revê-se na Constituição da República ou entende que ela deve ser revista? Revejo-me na Constituição. Aliás, seria interessante que os portugueses pudessem comparar o que foram os programas políticos que os diferentes candidatos defenderam toda a vida, os seus valores e princípios, e o que está inscrito na Constituição. Creio que não teriam dúvidas em reconhecer que as minhas posições são muito compatíveis, totalmente compatíveis, com os direitos aí inscritos e foi por eles que sempre trabalhei. Como vê o cargo do Presidente da República nos dias de hoje? Pensa que deveria ter mais funções? Penso que tem as funções suficientes. O Presidente da

República deve ser o garante do funcionamento das instituições, deve pôr a democracia a funcionar e está numa posição por excelência para dar voz e pôr em diálogo os sectores mais esquecidos ou ignorados da sociedade. De que forma olha para a região Alentejo? Entende que este território deve ter algum tipo de discriminação positiva? Tenho trabalhado muito no Alentejo ao longo dos últimos anos. Olho como uma região cheia de potencialidades e que tem sido sistematicamente discriminada em termos de serviços públicos, investimento e acessibilidades. Não é normal que todas as unidades de investigação e inovação do Alentejo, muitas delas avaliadas como excelentes, tenham no conjunto usufruído apenas de 2,54% do Orçamento de Estado dedicado à investigação. Também não é aceitável que na diabetes, uma área que tenho trabalhado muito, as crianças com diabetes não terem um centro de colocação de bombas de insulina a sul do Montijo, se tiverem algum problema têm de ir a Lisboa, não haver financiamento para atribuir dez bombas de insulina que garantam a existência de um centro de colocação na região onde há maior percentagem de crianças diabéticas. A coesão territorial e social são obrigações na magistratura de influência do Presidente da República.

“Caso seja eleita quero abrir as portas do Palácio de Belém à população” Caso seja eleita qual é a primeira iniciativa que vai ter? Abrir as portas do Palácio às pessoas, no sentido literal, deixar de ser uma fortaleza. Ir a Bruxelas dizer que Portugal tinha agora uma Presidente que defendia o país. O que espera que aconteça com a atual situação política? Considera que estamos perante um Governo sólido? Penso que o sinal dado pelos portugueses nas eleições foi muito claro: acabar com o ciclo de empobrecimento, virar a página dos sacrifícios. Vivemos

As crispações que possam existir terão exclusivamente a ver com o cumprimento da Constituição, isso é independente da cor política do governo. Não estou a ver crispações à volta dos acordos feitos.

uma nova esperança em vez do medo e este ciclo não pode terminar em Belém. Estamos perante um governo que quer começar a pôr a estabilidade da vida das pessoas à frente da estabilidade dos interesses económicos. Essa é a sua solidez

e foi resultado de uma escolha democrática. Caso, hipoteticamente, haja crispações, o que pretende fazer? Uma Presidente deve ser o garante da estabilidade política.

Por fim, qual é o apelo que faz aos portugueses para que votem em si e não noutro candidato? Os portugueses saberão avaliar cada uma das candidaturas. Eu quero ser a Presidente que junta, que combate a tristeza e recusa a fatalidade. De toda a minha trajetória há uma garantia: trabalharei sempre para o bem comum e não para interesses pessoais. Sou totalmente livre de interesses que põem em causa a nossa independência. Uma nova geração de políticas para um novo ciclo político. Espero poder ter a honra do voto de confiança dos portugueses. Pub.


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Regional

SEGUNDA-FEIRA , 11 DE JANEIRO DE 2016

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MONTEMOR-O-NOVO A Câmara de Montemor-oNovo anunciou hoje ter decidido atribuir este ano um total de 76 bolsas de estudo mensais para alunos que frequentem o ensino superior, num investimento glo-

Câmara investe 73 mil euros em bolsas de estudo bal de cerca de 73 mil euros. As bolsas, com montantes entre os 70 e os 160 euros, por aluno, vão ser atribuídas durante 10 meses (outubro de 2015 a julho de 2016).

“Relativamente ao ano letivo anterior, registou-se um aumento de cerca de 20% no valor disponibilizado, bem como no número de bolsas atribuídas”, referiu a câmara.

GNR detém no espaço de uma semana cinco indivíduos em flagrante por furto de pinhas Militares do Posto Territorial de Cabrela detiveram dia 7 de janeiro, em flagrante delito, no decorrer do policiamento aos campos agrícolas contíguos à freguesia de Cabrela, dois indivíduos maiores de idade, que se encontravam a furtar pinhas, tendo já na sua posse cerca de 175kg de pinhas, as quais foram prontamente apreendidas pelos militares.

Os detidos presentes no dia 8 de janeiro, nos serviços do Ministério Público do

Tribunal da Comarca de Montemor-o-Novo onde foram ouvidos em sede de 1.º Interrogatório Judicial. Face à prova demonstrada, o Ministério Público propôs a suspensão do processo mediante o pagamento de 150,00€ por cada um dos indivíduos. Desde o início do presente ano e no espaço de uma semana a GNR de Montemor-o-Novo já deteve 5 indivíduos por este tipo de

Plano para turismo náutico no Alentejo

A Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo começou hoje a debater com os parceiros regionais, a proposta de execução do Plano Estratégico para o Desenvolvimento do Turismo Náutico no território. A proposta foi elaborada com base nos resultados da consulta a vários agentes do setor público

com responsabilidade na gestão do território e do levantamento efetuado junto dos empresários que operam nesta atividade turística. “O Plano Estratégico que a ERT pretende operacionalizar tem especial enfoque nas linhas de água interiores e nos principais eixos fluviais - entre os quais o Tejo

e o Guadiana -, no Alentejo Litoral e no Grande lago Alqueva e visa estruturar, dinamizar e promover o Turismo Náutico no Alentejo e Ribatejo”, foi revelado. As reuniões começam em Salvaterra de Magos, hoje, seguindo-se Portalegre (terça-feira), Reguengos de Monsaraz (dia 18) e Odemira e Beja (16 de fevereiro).


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Publicidade SEGUNDA-FEIRA , 11 DE JANEIRO DE 2016

Operacionais de Maneio de Suínos (M/F) Pretende-se contratar um operacional e um auxiliar de maneio de suínos para exploração no concelho do Alandroal, preferencialmente casal para residir em habitação da exploração pecuária. Resposta com Currículo ao n.º 157955 deste jornal ou para recrutamento.a2016@ gmail.com

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Sociedade SEGUNDA-FEIRA , 11 DE JANEIRO DE 2016

Parlamento aprova reposição dos feriados retirados em 2012 O parlamento aprovou diplomas do PS, PCP, BE e PEV para a reposição, em 2016, dos quatro feriados nacionais retirados em 2012, com a abstenção das bancadas do PSD e do CDS-PP. O projeto de resolução entregue pelo PSD e pelo CDS-PP, que propunha uma avaliação e “eventual alteração” da “suspensão” dos feriados, foi rejeitado pelo PS, BE, PCP e PEV. O PAN votou favoravelmente todas as iniciativas legislativas sobre esta matéria.

No debate em plenário, o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares anunciou que o Governo já tem o parecer favorável da Santa Sé para avançar com a reposição em 2016 dos dois feriados religiosos retirados em 2012, com efeitos a partir de 2013 - o de Corpo de Deus (móvel) e o dia 01 de novembro (dia de Todos os Santos). Os feriados civis que vão ser repostos em 2016 são o dia 5 de Outubro, que assinala a Implan-

tação da República, e o 1.º de Dezembro, Dia da Restauração da Independência. O texto conjunto de PSD e CDS-PP, rejeitado à esquerda, recomendava ao Governo que “proceda, em estreito diálogo com a concertação social e com a Santa Sé, à avaliação e eventual alteração do acordo quanto aos feriados civis e religiosos”. Os projetos aprovados vão ser discutidos na especialidade na comissão parlamentar de

Trabalho e Segurança Social e implicam alterações ao Código do Trabalho. O projeto de lei do PS propôs a reposição dos feriados do 1.º de Dezembro e do 5 de Outubro. O PCP, BE e PEV avançaram com projetos de lei para repor os dois feriados civis e com projetos de resolução em que recomendam ao Governo que inicie com a Santa Sé os procedimentos necessários para rever o acordo que levou à suspensão dos dois feriados religiosos.

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NECROLOGIA MARIA FERNANDA SERRANO CANELA ROSMANINHO LOPES

Faleceu no dia 07 de Janeiro de 2016, em Évora, Maria Fernanda Serrano Canela Rosmaninho Lopes, de 66 anos, natural de Redondo e residente em Évora. Dia 08-01-2016, na igreja da Sagrada Familia (Álamos) - Évora, pelas 14:30 horas, foi celebrada encomendação de corpo presente, seguindose o préstito funebre para o cemitério do Espinheiro - Évora. Agência Funerária Pestana - Évora – Servilusa

de Famalicão), casado com a senhora Laurinda da Conceição António Fernandes, e que residia em Évora. Dia 09/01/2016 na Igreja da Sagrada Família (Álamos), será celebrada missa de corpo presente às 15 horas, seguindo o seu funeral para o cemitério de Elvas. Tratou Do Funeral A Agência Funerária Mauricio Diário do Sul apresenta a todos os familiares as suas mais sentidas condolências.

SERVILUSA

(800 204 222

JOAQUIM LEAL MARQUES TRINCA

(SARGENTO CHEFE EXÉRCITO) Faleceu no dia 07 de Janeiro de 2016, em Elvas, Joaquim Leal Marques Trinca, casado com Josefa Das Dores Busca Carixas Trinca, de 78 anos, natural de Portel e residente em Campo Maior. Dia 08-01-2016, na casa mortuária de Campo Maior, pelas 09:00 horas, foi celebrada encomendação de corpo presente, seguindo-se o préstito fúnebre para o crematório de Elvas. Agência Funerária Campo Maior – Servilusa

LUIZ FILIPE DE ARAÚJO FERNANDES

(Advogado) Faleceu dia 08/01/2016 em Évora o senhor Luiz Filipe de Araújo Fernandes de 86 anos de idade natural de Carreira e Bente (Vila Nova Pub.

MANUEL INÁCIO MIRA GALHETAS Missa de 30.º Dia Sua esposa Maria de Fátima da Silva Chilrito Galhetas, filhos Vitor e Rui, noras, netos e restantes familiares, na impossibilidade de o fazerem pessoalmente como seria seu desejo, vêm por este meio participar a todas as pessoas das suas relações e amizade que será celebrada Missa pelo eterno descanso do seu ente querido, hoje dia 11 de Janeiro, pelas 18:30 horas, na Igreja da Sagrada Família (Álamos) - Évora, agradecendo desde já a quem se dignar a assistir a tão piedoso ato. Agência Funerária Pestana

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Regional SEGUNDA-FEIRA , 11 DE JANEIRO DE 2016

11 Fotos Exclusivas

Programa da RTA “Saúde Mental sem Tabus”

Influência da aprendizagem na saúde mental n Marina Pardal

A

décima edição do programa “Saúde Mental sem Tabus”, emitido pela Rádio Telefonia do Alentejo, focou a questão da educação, da saúde e da idade, bem como a relação entre estes elementos. Feito em parceria com a MetAlentejo, - associação para o bem-estar psicossocial da comunidade, este programa contou com a presença da psiquiatra Teresa Reis, presidente da Direção desta instituição, e de José Bravo Nico, professor e investigador da Universidade de Évora, além de presidente da associação Suão, de S. Miguel de Machede. A influência da aprendizagem, nomeadamente aquela que é feita ao longo da vida, no processo de desenvolvimento das pessoas foi um dos temas abordados nesta sessão. Teresa Reis começou então por contextualizar que “o objetivo foi falar sobre o que é a aprendizagem e a educação e a importância de ambas como um contributo para a promoção e manutenção da saúde mental”. Mas para compreender essa

importância é necessário saber no que consiste a aprendizagem. Segundo Bravo Nico, “a aprendizagem é uma atividade muito natural na nossa vida, como respirar, por exemplo”, lembrando que “mesmo que não queiramos estamos constantemente a aprender”. Acrescentou ainda que “não se aprende apenas nos contextos mais institucionais, aprendemos em qualquer ambiente”. Para o mesmo investigador, “a aprendizagem é aquilo que nos permite mudar e desenvolver a nível cognitivo, afetivo e também com repercussões na parte fisiológica”, considerando que “a aprendizagem tem muito a ver com a capacidade de construir projetos para o nosso futuro e de lutar pela sua concretização”. Por sua vez, a psiquiatra Teresa Reis sublinhou que “apesar da aprendizagem ser inata no ser humano, são muito importantes os estímulos que as pessoas vão tendo ao longo das suas vidas, para que essa aprendizagem ocorra de uma forma mais saudável”. Disse ainda que “a saúde mental está muito dependente desta aprendizagem ser feita de uma maneira correta”, exemplifi-

cando que “uma criança que seja estimulada de uma boa maneira vai com certeza ter uma saúde mental mais equilibrada”. A presidente da MetAlentejo evidenciou também “a aprendizagem social como necessidade de adaptação às dificuldades e aquisição de resiliência e tolerância à frustração”. A esse respeito, frisou que “a capacidade de adaptação às situações vem, muitas vezes, da aprendizagem”, realçando que “para nos conseguimos adaptar a novas situações, numa primeira exposição é preciso que haja algum conforto e acompanhamento para que essa experiência se torne positiva”. Teresa Reis recordou que “em crianças que não estão integradas em famílias com o equilíbrio que permita essa aprendizagem, muitas vezes começam a existir desde cedo sintomas relacionados com a não aprendizagem ou má aprendizagem dessas situações, que poderão no futuro tornar-se em problemas de saúde mental” Especificou ainda que “as crianças, como os adultos, muitas vezes reagem perante as situações consoante aquilo que aprenderam e aquilo que viram nos seus modelos”.

A psiquiatra Teresa Reis, presidente da Direçãoda MetAlentejo, e de José Bravo Nico, professor da Universidade de Évora e de presidente da Suão.(

Os benefícios da idade para a aprendizagem Os benefícios da idade foram focados pelo professor Bravo Nico durante este programa. De acordo com o investigador, “esses benefícios são aquilo que as pessoas que têm idades mais avançadas foram construindo através da sua aprendizagem ao longo da vida”, especificando que são “conhecimentos, capacidades e competências que não são possíveis de construir por pessoas que são mais jovens”. Na sua perspetiva, “temos de encarar esta questão do envelhecimento como uma grande opor-

tunidade para aqueles que vão fazendo esse percurso”, constatando que “têm mais experiência de vida e mais paciência para enfrentar o quotidiano da vida”. O presidente da Suão considerou ainda que “o conhecimento produzido nesse momento da vida é também muito importante para os mais novos, pois se tiverem oportunidade de contactarem com estas pessoas, os jovens vão ter à sua mercê um conhecimento de um valor imenso, que não está na internet, nem em livros”. Por outro lado, apontou que “os mais velhos vão sentir-se úteis e produtivos, fazendo parte da construção da sua família e da

sua comunidade”. Opinião semelhante foi evidenciada por Teresa Reis, defendendo que “é importante ter uma atitude positiva em relação à idade”. Focou que “estamos numa época excelente, nunca se viveu tantos anos e temos de aprender a envelhecer melhor”, frisando que “a aprendizagem ao longo da vida poderá contribuir para isso, seja ao nível dos hábitos alimentares, seja no que diz respeito à importância dos estímulos e manutenção da aprendizagem para que se mantenham as capacidades cognitivas”. Teresa Reis recordou que “tudo envelhece, a pele, os ossos, o cérebro, mas tal como as pernas envelhecem menos se as pessoas continuarem a fazer caminhadas, o cérebro também envelhece melhor se mantivermos estímulos para os neurónios que ainda lá estão e para os novos que apareçam, mesmo que sejam poucos”. Para obter mais informações sobre a associação ou para o envio de sugestões de temas para este programa de rádio está disponível o email: geral@metalentejo.pt; a página no Facebook e o site: www.metalentejo.pt

PROGRAMAÇÃO TELEVISÃO RTP 1 06:30 Bom Dia Portugal 10:00 A Praça 13:00 Jornal da Tarde 14:15 Os Nossos Dias 15:00 Agora Nós 17:30 FIFA Bola de Ouro 2015 19:00 Campanha Eleitoral Presidenciais 2016 19:15 O Preço Certo 20:00 Telejornal 21:15 The Big Picture 21:45 Donos Disto Tudo 22:00 Prós e Contras 23:45 Terapia 00:155 Para a Meia-Noite 01:15 Automobilismo: Rali Dakar 2016 01:30 Dexter 02:30 Central Parque 03:15 Os Nossos Dias 04:45 Televendas 05:45 Online 3 06:00 Manchetes 3

RTP 2 07:00 Zig Zag 11:05 Carlos Do Carmo: Um Homem No Mundo 12:00 O Mentalista 13:00 Viagem Às Profundezas 14:00 Sociedade Civil 15:00 A Fé Dos Homens 15:30 Euronews 16:00 Zig Zag 20:30 Cougar Town 21:00 Jornal 2 21:45 Campanha Eleitoral Presidenciais 2016 22:00 Revolução 22:45 City Folk - Gente Da Cidade 23:15 Os Anos 80 - A Década Que Nos Criou 00:20 Rockefeller 30 00:45 Portugal 3.0 01:45 Esec-Tv 02:15 Sociedade Civil 03:15 Euronews

SIC 06:00 Violetta 07:00 Edição Da Manhã 08:45 A Vida Nas Cartas: O Dilema 10:00 Queridas Manhãs 13:00 Primeiro Jornal 14:30 Dancin’ Days 15:30 Grande Tarde 18:30 Babilónia 19:00 Tempo de Antena 19:15 Babilónia 20:00 Jornal Da Noite 21:30 Coração D’Ouro 22:30 Poderosas 23:30 A Regra Do Jogo 00:30 C.S.I. 01:30 Downton Abbey 02:30 Podia Acabar O Mundo 03:15 Televendas

TVI

DISTRITO DE BEJA ALJUSTREL – Dias ALMODÔVAR – Aurea ALVITO – Nobre Sobrinho BARRANCOS – Barranquense BEJA – Fonseca CASTRO VERDE – Alentejana CUBA – Misericórdia FERREIRA DO ALENTEJO – Salgado MOURA – Ferreira da Costa SERPA – Central VIDIGUEIRA – Costa DISTRITO DE PORTALEGRE ALTER DO CHÃO – Alter; Portugal ARRONCHES – Esperança; Batista AVIS – Nova de Aviz

CAMPO MAIOR – Central CASTELO DE VIDE – Freixedas CRATO – Misericórdia; Matos ELVAS – Costa FRONTEIRA – Costa Coelho GAVIÃO – Mendes; Pimentel MONFORTE – Jardim NISA – Seabra; Moderna PONTE DE SÔR – Varela Dias PORTALEGRE – Nova SOUSEL – Mendes Dordio; Andrade LITORAL ALENTEJANO ALCÁCER DO SAL – Misericórdia GRÂNDOLA – Pablo; Silva Ângelo SANTIAGO DO CACÉM – Corte Real SINES – Central

meo meo6438917000

06:30 Diário da Manhã 10:10 Você na TV! 13:00 Jornal da Uma 14:45 Mundo Meu 16:00 A Tarde é Sua

RTP veio ver Évora Solidária em Direto

19:28 A Quinta - O Desafio: Diário 20:00 Jornal das 8 21:42 A Única Mulher

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22:50 Santa Bárbara 23:55 A Quinta - O Desafio: Extra 00:55 Eureka 02:36 Fascínios 03:52 Sonhos Traídos 05:00 Televendas

Farmácia de Serviço DISTRITO DE ÉVORA ALANDROAL – Alandroalense ARRAIOLOS – Vieira BORBA – Central ESTREMOZ – Carapeta Irmão ÉVORA - Teixeira MONTEMOR-O-NOVO – Freitas MORA – Falcão, Central MOURÃO – Central PORTEL – Misericórdia REDONDO – Casa do Povo REGUENGOS MONSARAZ – Moderna VENDAS NOVAS – Santos Monteiro VIANA DO ALENTEJO – Viana VILA VIÇOSA – Monte

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Tempo Segunda-feira, 11

Évora

Aguac Máx.: 14º C | Min.: 11º C

Beja

Aguac Máx.: 14º C | Min.: 13º C

Portalegre

Aguac Máx.: 11º C | Min.: 8º C

Telefones de Urgência Évora - PSP- 266760450 - GNR - 266748400 - Protecção Civil- 266777150 - Bombeiros Voluntários- 266702122 - Hospital Espírito Santo - 266740100 - Taxis- 266734734 - Estação Caminhos Ferro - 707210220 - SEF- 266 788 190 / 808 202 653 - Universidade de Évora- 266740 800 - Acção Social U.E.- 266 745 610 - Piscinas Municipais- 266 777 186 Elvas - Bombeiros Voluntários- 268636320 - PSP - 268639470 - GNR - 268637730 - Hospital Santa Luzia - 268 637600 - Centro Saúde - 268622719 - EDP - LTE - 800505505 - Serviço de Águas - 268622267 - Câmara Municipal Elvas - 268639740 - Táxis - 268622287 - Estação Caminhos Ferro - 707210220 - Rodoviária do Alentejo - 268622875 - Tribunal Judicial Elvas - 268639156

- Repartição Finanças - 268622527 Beja - PSP - 284313150 - GNR - 284311670 - Protecção Civil - 284313050 - Bombeiros Voluntátios - 284311660 - Hospital de Beja- 284310200; 284310215 (horário nocturno) - Câmara Municipal - 284311800 - Serv. Protecção Civil - 284311814 - Posto de Turismo - 284311913 - EMAS - 284313450 / 284313455 - EDP - 284005000 / 800506506 - Táxis de Beja - 284 322 474 - Gare Rodoviária - 284313620 - Caminhos de Ferro CP - 707210220 Portalegre - PSP- 245300620 - GNR -245330888 - Protecção Civil- 245201203 - Bombeiros Voluntários - 245300120


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ANO: 46.º NÚMERO: 12.686 PVP: 0,75€ SEGUNDA-FEIRA, 11 DE JANEIRO DE 2016

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Comparando 2014 e 2015

Alentejo lamentou mais 13 mortes na estrada n Roberto Dores

E

is dois fatores que podem explicar o aumento de acidentes graves nas estradas da região em 2015: Mau estado das vias e condições climatéricas adversas. O número de mortes subiu significativamente face a 2014, registando um crescimento de 43 para 56 vítimas, segundo os dados agora divulgados pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR). Ou seja, mais 13 pessoas perderam a vida no último ano entre os três distritos, comparando com o ano anterior, tendo sido Beja aquele que assistiu a mais tragédias na estrada, coincidindo com uma das zonas da região onde as vias se encontram em pior estado. Um total de 1992 acidentes – mais 33 do que em 2014 e mais 79 do que em 2013 – resultaram em 35 mortos, depois das 20

vítimas do ano passado e das 29 do ano anterior. Em relação a feridos graves, o distrito registou um decréscimo de 105 para 94, enquanto em 2013 se ficou pelos 67. Porém, a taxa de sinistralidade no Baixo Alentejo já tinha dado “alerta vermelho” logo nos primeiros quatro meses do ano, quando as estradas da região já tinham provocado 12 mortos, o que representava mais quatro face a igual período do ano passado e mais um do que em 2013. Segundo as estatísticas da ANSR, que reúne dados da PSP e da GNR, estas 12 mortes nas vias do Baixo Alentejo, já “empurravam” o distrito de Beja para um dos casos mais problemáticos do país. Um ano antes, em período homólogo, a região contabilizava quatro mortes nos primeiros quatro meses e três em 2013. O distrito de Portalegre também exibiu um aumento do número de mortes, comparando

os dois últimos anos (subindo de oito para dez) apesar dos acidentes terem diminuído de 1150 para 1095. Os feridos graves viriam a aumentar de 69 para 76. Ainda assim, os valores ficaram abaixo dos registados em 2013, quando se lamentaram 18 mortes em menor número de acidentes (1022) e de feridos graves (53). Já Évora foi o único distrito que conseguiu baixar o registo mortal dos últimos anos. 11 mortes em 2015, 15 em 2014 e 21 em 2013. Contudo, o ano passado representou um aumento de sinistros, subindo de 1475 para 1487, embora em 2013 tivessem sido participados 1527 acidentes. Quanto aos feridos graves registou-se uma subida significativa, de 41 para 69, chegando ao mesmo valor de 2013,um ano que traduziu um elevado aumento face a 2012, quando a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária chegou a fazer referência aos distritos da

região alentejana como um dos exemplos mais positivos do ano, perante um decréscimo da sinistralidade para níveis inferiores aos dos anos 60, levando em conta o número de viaturas em circulação nas nossas

estradas. A tendência mantém-se relativamente aos locais mais atingidos pela sinistralidade, sendo que a maioria dos acidentes acontece em retas, com embates ocorridos devido a despistes,

enquanto uma significa percentagem os sinistros tiveram origem no excesso de velocidade, embora os dados oficiais permitam concluir que os automobilistas estão mais cautelosos à hora de carregar no acelerador. Pub.

Pimenta Lopes substitui Inês Zuber no grupo parlamentar europeu do PCP

J

oão Pimenta Lopes, até agora membro do Secretariado Político do Grupo Confederal da Esquerda Unitária/Esquerda Verde Nórdica do Parlamento Europeu, vai substituir a eurodeputada Inês Zuber, anunciou o PCP. João Pimenta Lopes assumirá o cargo de eurodeputado no dia

Novo Banco

A

01 de fevereiro. “Inês Zuber, membro do Comité Central do PCP, continuará a ter intervenção e a desempenhar tarefas e responsabilidades no plano nacional, contando para isso com a ampla experiência de trabalho no Parlamento Europeu em defesa dos interesses dos trabalhadores e do País, da democracia, da

soberania e independência nacionais”, esclarece o secretariado do órgão diretivo alargado comunista, em comunicado. Pimenta Lopes, biólogo de 35 anos de idade, foi diretor técnico do Fluviário de Mora, do qual também foi administrador, e é membro da organização regional de Évora do PCP.

DBRS baixa ‘rating’ do banco

agência de notação financeira DBRS cortou vários ‘ratings’ do Novo Banco, justificando a decisão com o aumento do risco reputacional da entidade, depois de o Banco de Portugal ter transferido dívida sénior do banco para o BES. “A ação de hoje vem na sequência da decisão tomada pelo Banco de Portugal (BdP) a 29 de dezembro, que alterou o perímetro de ativos e responsabilidades do Banco Espírito Santo (BES) e do Novo

Banco, um ano e cinco meses depois de ter estabelecido o perímetro inicial (04 de agosto de 2014)”, sublinhou a DBRS. A agência considerou que a retransmissão para o BES (o ‘banco mau’ criado após a resolução do antigo BES) da responsabilidade pelas obrigações não subordinadas (seniores) por este emitidas e que foram destinadas a investidores institucionais, cujo montante se aproxima dos dois mil milhões de euros, vai “ter impacto sobre o sentimento dos investidores e a

confiança no Novo Banco”. Além disso, segundo a DBRS, esta decisão do Banco de Portugal acarreta uma subida do “risco reputacional” do banco que é liderado por Stock da Cunha. Daí, o ‘rating’ da dívida de longo prazo e dos depósitos do Novo Banco foi cortado para “CCC (high) [alto]”, com um ‘outlook’ (perspetiva) negativo. A DBRS destacou que, caso o processo de venda do Novo Banco não tenha um desfecho positivo, “o risco para os obrigacionistas pode subir”.


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