a rádio que dá voz ao Alentejo
diário do
SUL
FUNDADOR E DIRECTOR: MANUEL MADEIRA PIÇARRA DIRECTORES ADJUNTOS: MARIA DA CONCEIÇÃO PIÇARRA e MANUEL J. PIÇARRA ANO: 46.º NÚMERO: 12.701
PERIODICIDADE DIÁRIA SEGUNDA-FEIRA, 1 DE FEVEREIRO DE 2016
PREÇO AVULSO: 0,75 € (75 CÊNTIMOS )
PUBLICAÇÕES PERIÓDICAS
ALQUEVA
Empresa gestora tem buraco de 24M€
Rossio - Évora
EDIA sem dinheiro para pagar obras A revelação é feita pelo próprio ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos, ao “Diário do Sul”: A Empresa de Desenvolvimento das Infraestruturas de Alqueva (EDIA) exibe um “buraco” financeiro de 24 milhões de euros. “Tem a ver com as obras em curso”, começa por explicar o governante, avançando que a fonte de financiamento destinada a pagar as empreitadas acabou a 31 de dezembro de 2015. “Até aí havia dinheiro para pagar, mas como as obras estiveram paradas dois anos, os prazos foram ultrapassados e agora os fundos comunitários vão ser devolvidos. O dinheiro está perdido”, lamenta. .... PÁG. 5
Com vista ao estreitar de relações entre os Municípios e a empresa
Autarcas do Alentejo Central visitaram Embraer
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Pelos 30 anos de Património da Humanidade Motrinos - Reguengos de Monsaraz
Política
Alunos de Oxford regressam a Évora para reinventar Páteo do Salema
PSD questiona Governo sobre construção do novo Hospital Central de Évora
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Casa das Avós exibe exposição de bonecas “A Boda na Aldeia”
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diário do SUL
Tema de Abertura
SEGUNDA-FEIRA , 1 DE FEVEREIRO DE 2016
NOTA NOTA DO DO DIA DIA
DIRECTOR MADEIRA PIÇARRA
Volto a responder ao leitor que me questionava — como Considerando que isso é ilusório mas possível a pro(...)Mas isso é se eu percebesse de política... — sobre a maneira do blemática principal seria reformular a economia do País uma Nova Revomelhor governo da nossa problemática económica. incitando novas PME que criassem trabalho em especial lução e não há para a exportação. ninguém que se Pouco sabendo desse negócio estou em crer que o atreva a fazêideal seria haver dois tipos de moeda. Uma o escudo Se as receitas do País crescessem a governação deveria lo(...) para uso interno; a outra seria o euro para as privilegiar a Saúde, a Educação e as áreas sociais e parar importações. com os gastos sumptuosos de qualquer espécie. Responsabilizar cada ministério; extinguir Institutos; Mesmo sendo utópica a ideia talvez fosse um remédio exigir prestações de Contas Públicas; criar o Banco de para os nossos problemas só faltando saber se isso está Fomento que apoie os empresários, seria um novo nos estatutos da União Europeia. caminho para vencer os nossos problemas que parecem Agora também na TV insolúveis. Se produzissemos uma maior fatia no País as importações seriam reduzidas e a moeda-escudo, Mas isso é uma Nova Revolução e não há ninguém mesmo chamada de fraca, poderia ser proveitosa para que se atreva a fazê-lo. Canal 502 os gastos domésticos do País.
e escolha Rádios Nacionais
Câmara de Évora assina parceria para inventariar património cultural imaterial
diário do SUL
A Câmara de Évora e a Memória Imaterial – Cooperativa Cultural estabeleceram um acordo para a inventariação do património cultural imaterial do concelho, que vai arrancar com o estudo das Brincas de Carnaval. O protocolo, assinado, nos Paços do Concelho, envolve o Centro de Recursos da Tradição Oral e do Património Imaterial, criado pelo município, e a Memória Imaterial – Cooperativa Cultural, integrada na Universidade Nova de Lisboa. O vereador da Câmara de Évora Eduardo Luciano explicou que a inventariação do património cultural imaterial do concelho já era um objetivo da autarquia, mas, agora, graças a esta cooperação, “esse trabalho vai ganhar eficácia”. “Desde logo pela possibilidade do registo destas tradições no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial e porque beneficiamos dos próprios recursos técnicos e de investigação da cooperativa”, frisou. A parceria, segundo a câmara, visa a conjugação de meios, medidas e esforços para promover, no território do concelho de Évora, a investigação antropológica, etnográfica e museoló-
gica do património em questão. “Pretende-se criar uma rede de parcerias institucionais que promova e facilite os trabalhos de levantamento e os estudos necessários ao registo e divulgação das manifestações da tradição oral que importa salvaguardar e valorizar”, acrescentou a autarquia. As Brincas de Carnaval, “uma das mais significativas tradições da cultura popular” do concelho de Évora, vão ser o primeiro objeto de estudo e de registo no âmbito da cooperação. Trata-se de “uma atividade de teatro popular que acontecia e que ainda hoje acontece por altura do Carnaval” e que começou ”nas quintas à volta de Évora”, resumiu o vereador. Este teatro de raiz popular, em que “a brincar se dizem coisas incómodas”, chegou mesmo “a ser proibido de entrar em Évora no período do Estado Novo, era uma manifestação cultural local
muito rural”, lembrou. A época de maior fulgor das Brincas aconteceu entre os anos 40 e 60 do século passado, com inúmeros grupos que rivalizavam entre si, em atuações na rua, mas a tradição foi caindo em desuso e são poucos os grupos que, hoje, a mantêm viva. “Com o definhar do mundo rural, as Brincas foram acabando. Neste momento, só temos Brincas, em torno de Évora, na Casa do Povo dos Canaviais e graças ao Rancho Flor do Alto Alentejo, no bairro de Almeirim”, relatou. Com a parceria agora formalizada, a Câmara de Évora afirma que pretende contrariar a tendência de desaparecimento desta manifestação cultural e inscrevê-la no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial. “Mais do que a inventariação como um fim, queremos usar a inventariação como um meio para dar visibilidade a esta tradição e para a salvaguardar, para criar novas propostas de Brincas”, assumiu Eduardo Luciano. A parceria entre as duas entidades vai abranger outros objetos de estudo, mas essas manifestações culturais passíveis de recolha e inventariação ainda vão ser definidas, afirmou o vereador.
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GNR já identificou dono de cavalos envolvidos em acidente mortal em Campo Maior A GNR já identificou o dono dos dois cavalos envolvidos num acidente rodoviário em Campo Maior, de que resultou um morto e quatro feridos, revelou fonte da Guarda. De acordo com a mesma fonte, o proprietário dos cavalos reside em Campo Maior, no distrito de Portalegre, e foi identificado após várias diligências realizadas pelos militares da GNR. O acidente de 6.ª feira de madrugada deu-se quando um automóvel, em que seguiam cinco pessoas, colidiu com dois cavalos que se encontravam na estrada entre Elvas e Campo Maior. Residentes na cidade de Elvas, as vítimas, incluindo um casal e o filho, deslocavam-se para o trabalho, numa fábrica na vila vizinha de Campo Maior. Segundo a GNR, a vítima mortal é um jovem de 27 anos, que conduzia o veículo ligeiro de passageiros e cujo óbito foi declarado no local, e entre os quatro feridos conta-se a mãe, de 47, que ficou em estado grave e foi transferida de Elvas para o Hospital de São José, em Lisboa, num helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), tendo sido internada no serviço de neurocríticos. O pai da vítima mortal, de 47 anos, sofreu ferimentos ligeiros e foi transportado para o Hospital de Santa Luzia, em Elvas, assim como os outros dois sinistrados, um considerado grave, de 32 anos, e outro ligeiro, de 25, referiu a fonte da Guarda. O porta-voz da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA), Ilídio Pinto Cardoso, adiantou que um dos três feridos que se encontrava no hospital de Elvas também foi transferido, para o Hospital de São José, para o serviço de neurocirurgia. O acidente ocorreu na Estrada Nacional 373, tendo o alerta sido dado às 05:05 e os dois cavalos envolvidos morreram. As operações de socorro mobilizaram 34 operacionais, com 15 veículos, das corporações de bombeiros de Campo Maior e Elvas, uma viatura de Suporte Imediato de Vida (SIV), de Elvas, uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação
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Opinião SEGUNDA-FEIRA , 1 DE FEVEREIRO DE 2016
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CRÓNICA DA SEMANA Visto do Alentejo N.º 1.186
S
Religar
ou por natureza alguém que procura ter uma visão global, perceber as redes e as ligações materiais ou imateriais que fazem acontecer e agir no micro espaço com que interajo para ajudar a que as causas em que acredito sejam vencedoras e os projetos com que me comprometo se concretizem. Estou cada vez mais convencido da importância deste trabalho de fazedores do “mundo a haver” que nos foi reservado pelo Universo. Da especificidade maravilhosa da nossa missão no cosmos, sejamos ou não crentes e seja qual for a nossa crença ou o motivo da nossa descrença. Na Religião como na Ciência o caminho é ir tecendo, ligando, compreendendo cada vez mais e melhor o porquê das coisas, percebendo que cada partícula é indispensável ao todo e que sem esse todo
nenhuma partícula faz sentido. Esta consciência de pertença a uma mesma corrente de evolução é fundamental para reduzir a crispação, a ganância, a intolerância que vão grassando em golfadas cada vez mais fortes pelo planeta. Temos que conseguir voltar a conversar e a dialogar em todos os patamares da nossa existência. A conversar e a dialogar sobre a sustentabilidade do planeta e sobre a forma de partilharmos em comum um património que recebemos dos nossos antepassados e temos obrigação de transmitir viável aos nossos vindouros. A conversar e a dialogar sobre como as desigualdades sociais que acabarão por quebrar a capacidade vida plena quer aos muito pobres espoliados da sua dignidade, quer aos muito ricos despojados da sua humanidade. A conversar e a dialogar sobre a interdisciplinaridade científica e a proximidade cada
Dr. CARLOS ZORRINHO vez maior do esboço coletivo de uma teoria de tudo. A conversar e a dialogar sobre o que aproxima as religiões e a combater o seu uso como armas de poder para ambições e interesses que nada têm de espiritual. A ideia de religar é uma das muitas possibilidades etimológicas para o conceito de Religião. Ao mesmo tempo é também um dos mais fortes impulsionadores do desenvolvimento científico. Tenhamos a coragem de a aplicar às nossas comunidades, às nossas escolhas e às nossas prioridades. Unir em vez de dividir. Somar em vez de subtrair. Convergir em vez de divergir. Compreender em vez de renegar. Religar? Nem que seja a corrente da esperança num futuro melhor, mais justo, mais livre, mais igual, mais fraterno, mais digno e mais feliz.
AGENDA CULTURAL A L FEVEREIRO- 1.ª quinzena E N T E J O DE 5 A 6 DE FEVEREIRO
|TEATRO| ‘Escuridão Bonita’- Espetáculo acolhido pela BRUXA Teatro, apresentado por Um Colectivo - Associação Cultural, a partir de uma das mais comoventes estórias do narrador infantil Ondjaki: “…acontece como uma música longa e em segredo, que interrompe o coração” e, por isso, é chamada de ESCURIDÃO BONITA. Local: Évora - Espaço Celeiros - R. do Eborim Horário: 17h e 21h30 Org.: A BRUXA Teatro no âmbito de acolhimento Mais info.: T. (+351) 266 747 047 Página Web: www.abruxateatro.blogspot.com DE 5 A 7 DE FEVEREIRO
|FESTIVAIS| Entrudanças - “A Chocalhar o Entrudo” - Entradas recebe mais uma edição do Festival que junta artistas de várias áreas e participantes de todo o país. Este ano, sob o mote “A Chocalhar o Entrudo”, o programa do evento possibilita escutar a musicalidade dos chocalhos na Planície e participar num conjunto de atividades que nos transportam numa dança entre identidade local, nacional e internacional, cruzando tradições de vários locais. Local: Castro Verde - Entradas Org.: PédeXumbo, Câmara Municipal de Castro Verde e Junta de Freguesias de Entradas Mais informação: T. (+351) 266 732 504 - 927 808 864 (Marta Guerreiro) Página Web - www.pedexumbo.com/pt/ DE 5 DE FEVEREIRO A 20 DE MARÇO
CONCORDÂNCIA Afirmo que concordo em absoluto com o artigo do Dr. Bravo Nico, publicado recentemente neste Diário acerca do uso e abuso de línguas estrangeiras (sobretudo a inglesa) em detrimento do nosso português. Na realidade, atrevo-me até a chamar ao que se passa uma “pouca vergonha”; gente como eu que não teve oportunidade na vida para estudar outras línguas senão a sua, vê-se “às aranhas” para entender o “light”, o “The Big Picture” e muitos outros termos que a televisão e os jornais utilizam por motivos que, confesso, não compreendo lá muito bem. E Bravo Nico dá-nos o exemplo da Adega Cooperativa de Pegões, relativo aos seus vinhos, mas muitos outros se podem apontar. Considero mesmo uma afronta à nossa língua, a língua do nosso épico Luís de Camões e dos nossos grandes escritores como um Eça de Queiroz, Almeida Garrett, Júlio Dinis, Camilo Castelo Branco, Fernando Pessoa, António Nobre e tantos, tantos outros que só não menciono para não me tornar maçador. Repito que não compreendo a razão de tantos abusos na utilização da língua estrangeira, quando devíamos ter grande orgulho na nossa, através da qual nos podemos expressar com um misto de delicadeza e força, de solidez e flexibilidade. Podemos usar um
estilo varonil e másculo, tal como um Ramalho Ortigão que nem o cansaço dos 80 anos conseguiu dobrar a sua desempenada estatura, visto que, tal como afirmou um seu grande admirador “corria nas suas veias um sangue vermelho, salgado, impetuoso”. Grande admirador de José Maria Ferreira de Castro, no início da minha adolescência tive o prazer de ler quase todas as suas obras, desde A SELVA, que conheceu traduções em várias línguas, tendo sido levada ao cinema, passando por EMIGRANTES, ETERNIDADE, A TEMPESTADE, TERRA FRIA, A LÃ E A NEVE, etc, etc. Foram obras que me marcaram pela positiva, tendo vindo a saber que não gozou dessa consagração internacional (prémio NOBEL), mas beneficiou doutra que alguns premiados nunca tiveram e creio mesmo que nenhum escritor de língua portuguesa havia alcançado até há uns anos atrás, a não ser Luís Vaz de Camões: a larga audiência mundial. Mas enfim, não foi para dissertar sobre os nossos grandes homens (e mulheres) das letras que o Em Frente Marche se debruçou hoje. Foi, repito, para afirmar alto e bom som que o apontamento do Dr. Bravo Nico deveria constituir como
que um ALERTA para a nossa juventude, para a TV e rádio e até para alguns dos nossos cantores que desprezam a sua e nossa língua, em benefício de outras que, quanto a mim, estão longe, muito longe, de possuírem a sonoridade da nossa. Já Afonso Lopes Vieira afirmava que “três línguas europeias alcançaram a glória de atravessar os mares para arribar cantando e florescer no Novo Mundo. Antes das outras, a nossa, porém, surgira e soara no Universo - voz de rumar a todos os aléns, ais de naufrágio em todos os oceanos, grito de vitória em todas as tranqueiras, menção de trato em todos os comércios”. E o Em Frente Marche de hoje termina com um belo poema de Miguel Torga, de entre muitos outros que saíram da sua pena e que ele dominou por
O ACHADO Traziam nova terra e nova luz Nos românticos olhos lusitanos E uma cruz Que depois carregaram longos anos. Traziam todos o anseio que os levou E que nenhuma Índia satisfez E traziam a fé que lhes sobrou Da fé sem fim dessa primeira vez. Traziam a promessa de voltar A ver se a cor do sonho se mantinha O puro azul de que se veste o mar Quando o fim da aventura se avizinha…
A LÍNGUA POPULAR É MAIS IRMÃ DO VERBO QUE A LINGUAGEM DOS LETRADOS. É A VOZ DO SANGUE E DA TERRA.
|EXPOSIÇÕES| Exposição de Máscaras Transmontanas, de Carlos Ferreira - Natural de Sendim, Carlos Ferreira, investigador da cultura mirandesa e escritor, começou a dedicar-se à elaboração de máscaras em 2000. A ideia surgiu no sentido de dar uma nova vida às tradicionais máscaras de madeira usadas nos rituais de Trás os Montes. A exposição exibe uma coleção de máscaras que refletem a dedicação do autor pela arte de trabalhar a madeira. Local: Portel - Capela de Santo António Org.: Câmara Municipal de Portel Mais informação: T. (+351) 266 619 030 Página Web - www.cm-portel.pt 6 DE FEVEREIRO |EXPOSIÇÕES| “A Maior Flor do Mundo” de André Letria - Inauguração da exposição de ilustração realizada a partir do conto infantil de José Saramago, A Maior Flor do Mundo, cujo ilustrador é André Letria. Na inauguração será apresentada a edição mais recente do livro, com a presença de André Letria. Local: Serpa - Biblioteca Municipal Abade Correia da Serra Horário: 11h30 (inauguração) - Até 5 de março das 10h às 13h e das 14h30 às 19h Obs.: Entrada livre. Visitas guiadas para grupos mediante inscrição Org.: Câmara Municipal de Serpa Mais informação/Inscrição: T. (+351) 284540290 Página Web - www.cm-serpa.pt DE 6 A 29 DE FEVEREIRO |EXPOSIÇÕES| “Memórias de Ferreira” – Exposição que integra fotografias antigas de Ferreira do Alentejo. Local: Ferreira do Alentejo - Galeria de Arte - Capela de Santo António Horário: De terça a sexta - feira das 9h às 12h30 e das 14h às 17h30 - sábado das 10h às 13h. Org.: Câmara Municipal de Ferreira do Alentejo Mais informação: T. (+351) 284 738 700 Página Web - www.ferreiradoalentejo.pt/
11 DE FEVEREIRO
|EXPOSIÇÕES| Perdigões: um sítio de agregação na Pré - História e no presente - Inauguração da exposição dedicada ao sítio arqueológico dos Perdigões, seguida pela conferência “Perdigões: a síntese de 18 anos de investigação de um sítio de exceção”, proferida por António Carlos Valera, e por workshop no qual Miguel Lago, Lucy Evangelista, Cláudia Costa e António Valera abordarão diversas temáticas sobre os Perdigões. Local: Évora - Casa de Burgos Horário: 15h Org.: Direção Regional de Cultura e Núcleo de Investigação Arqueológica - Era Arqueologia Obs.: Entrada livre. Mais informação: T. (+351) 266 769 450 Página Web - www.cultura-alentejo.pt
|PLURIDISCIPLINARES| Dramas de Princesas. A Morte e a Donzela - Com encenação de Alexandre Pieroni Calado a partir dos textos inéditos de Elfriede Jelinek - ‘A morte e a donzela. Drama de princesas’ - este espetáculo cruza teatro, música e vídeo. As princesas Branca de Neve, Bela Adormecida, Jackie Kennedy, Rosamunda e Diana de Gales revelam-nos toda a verdade. Local: Évora - Teatro Garcia de Resende Horário: 21h30 Prod.: Artes e Engenhos Bilhete: 6€ Mais informação: T. (+351) 266 703 112 Página Web: www.cendrev.com 13 DE FEVEREIRO |CONFERÊNCIAS| “A Maçonaria e o Concelho de Gavião” - Conferência no âmbito da Comemoração dos 152 anos do nascimento de Eusébio Leão. Natural de Gavião formou-se na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa e exerceu medicina clínica na sua terra natal. Estagiou em Paris e Berlim, especializando-se em urologia. Em Lisboa, colaborou com inúmeras publicações e participou ativamente na difusão dos ideais republicanos. Entrou na Maçonaria em 1893. Local: Gavião - Casa do Povo de Gavião Horário: 15h Org.: Câmara Municipal de Gavião, Agrupamento de Escolas de Gavião, Biblioteca Municipal de Gavião Mais informação: T. (+351) 241639070 Página Web: www.cm-gaviao.pt ATÉ 14 DE FEVEREIRO |PLURIDISCIPLINARES| ArtNonStop - Inserida no 13º aniversário da Casa das Artes Mário Elias esta iniciativa oferece uma vasta lista de atividades que contemplam música, cante, dança, oficinas de modelação e pintura e exposições. Local: Mértola - Casa das Artes Mário Elias Horário: Consultar programa específico Org.: Câmara Municipal de Mértola - Casa das Artes Mário Elias Mais informação: T. (+351) 286 610 100 Página Web - www.cm-mertola.pt/ DURANTE O MÊS DE FEVEREIRO |GASTRONOMIA| Mês das Migas - Evento que já vai na sua 3.ª edição e que decorre durante o mês de fevereiro, nos restaurantes aderentes do Concelho de Mora, nos quais poderão ser apreciados os mais variados tipos de migas. O evento tem por objetivo a valorização gastronómica, que contribui para o desenvolvimento económico, turístico e cultural. Local: Mora - Restaurantes aderentes do concelho Org.: Câmara Municipal de Mora Mais informação: T. (+351) 266 439 070 Página Web - www.cm-mora.pt
Agenda Cultural da Região Alentejo elabora da pela Direção Regional de Cultura do Alentejo, em colaboração como Jornal Diário do Sul|Rádio Telefonia do Alentejo, disponível em: www.cultura-alentejo.pt
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domQuixote SEGUNDA-FEIRA, 1 DE FEVEREIRO DE 2016
dom Quixote
TRISTE FIM
Suplemento de Artes e Letras
Este Suplemento é parte integrante do jornal «Diário do Sul» e não pode ser vendido separadamente
Revista Alentejo Com habitual excelente grafismo saiu agora a edição Dezembro-Maio 2016, da Revista Alentejo, orgão da CASA DO ALENTEJO, dirigida por João Proença e António Murteira. Destaque-se no sumário a secção: “Que floresçam mil ideias por Évora”. Actualidade; Outra visão da vida; O património, a Universidade, o Território e a Cidade; Perspectivas demográficas; Contributos para uma estratégia de desenvolvimento; O Turismo em Évora; Arqueologia islâmica em Évora; Contributo para o debate estratégico; Évora, cidade de cultura; Évora|Que cidade queremos?; Mário Barradas e um projecto de Descentralização Teatral a partir de Évora; Espaço Museológico Rural de Pias; Barreiro; Alentejo e trabalhadores rurais no filme Planície Heróica; Casa; A Taberna; Património Alentejano em Festa; A Casa do Alentejo tem um chapéu novo; Viagem Histórica; O primeiro ano do Cante como Património Imaterial da Humanidade; A crise dos refugiados; Refugiados, benvindos!; De aquellos polvos vienen estos lodos; Refugiados e Migrantes; O Alentejo tem sede de “gente”; Reforçar o Poder Local...; Associações de Municípios, Comunidades Intermunicipais e Regiões Administrativas: Agricultores familiares do Alentejo; Contratualização no Alentejo; AMAlentejo; O Guia da Restauração Alentejana Certificada; Serpa... das velhas muralhas; Vila Viçosa; Pedidos à Casa do Alentejo: Rua Portas de Santo Antão, 58 - 1150268 LISBOA.
LIVRO
FIAT LUX (no ano da Luz) José Rodrigues Dias
Talvez apenas poetas! Falarão do Sol em fim de tarde, da convexidade do mar suave em espelho, falarão eles, os dois homens, das marés e dos pés dos homens lá em cima na Lua longe saltitando de leveza e de alegria faz hoje anos? Falarão os homens dos outros, dos empurrões, das nações perdidas, das palavras gratuitas, sem nada, das dívidas, dos juros, da gente? Ou falarão os homens de si dentro se olhando ou olhando como se fossem outros falando de certas coisas como se outras fossem? (Bombas, paz, botas, flores, o pão, o chão, o mundo, cão...).
A doença, pouco a pouco, o minava A sua vida era muito triste, muito feia Do chão, já ninguém o levantava Estava sendo levado pela “cheia”.
ETERNO VULCÃO
Lá no barraco imundo onde vivia Nem um sorriso, nem uma réstia de alegria Chorava a sua vida, abandonado.
À noite, quando uma coruja branca, sobrevoa a minha modesta habitação, sinto mais liberta, mais franca, a mente, mais propensa à resignação.
Pelo fim, a toda a hora esperava Mas como este triste fim não chegava Com a corda no pescoço foi encontrado.
Estranhamente, invade-me um torpôr calmo. Ficam para trás, o lume as labaredas... Por entrer a colina e as quebradas, parece-me ouvir um melodioso salmo, Cantado por conformadas servas.
Quando olhas p’ro horizonte que enxergas por esse além? Vejo ilusões, fantasias tudo que a vida contém.
Mas, eis que novamnete a triste recordação me rouba o encantamento, e em jorros, rebenta e flui a inquietação, do que é, e, sempre foi, o meu tormento! Brotam elipses de mágoas não esquecidas. Revolta latente, tormentas sofridas. Rebenta a cratera, vomita magma o coração, Acorda em mim, o eterno vulcão... José António Banha
Porque!... por ela anda perdido Já não sabe onde mora (Perdeu o norte). Dentro dele se procurou P’ra não ser Abandonado pela sorte. Apesar do escuro da noite E do agitado silêncio Não sente a solidão. - O caminho não é culpado Mas sim!... Os passos que se dão.
Júlio Amaral
Maria Tereza Grave
CAMÕES
AO MEU ALENTEJO (castanho e verde) Castanho e verde é a colcha Que agora, por ti estendeste. Extensa, brihante e linda Vi que foste tu que a escolheste!
POEMA
Castanho e verde a perder de vista, Até onde o nosso olhar alcança. De novo vim ver-te. Matar saudades. Absorver o teu encanto, não me cansa. Nunes
Falarão de pernas cansadas, e muito, e de nada, logo pela manhã ao levantar? Quem os dois à beira-mar serão perscrutando a luz no ondular? Verão a luz, algum tipo de luz? Será ilusão? Clássica, uma ilusão?
Vejo o tempo galopar montado no pensamento vejo o sol e o luar de mãos dadas com o vento!
Tu homem de tantas conquistas... da pátria lusa ao médio oriente... Sempre à lei da poesia e da paixão, Foste sempre um cavalheiro ardente!... Damas... Mouras... Cativas... Tanta paixão te cobriu o peito!... Levaste a tua vida sempre nas conquistas... Homem de coração sempre desfeito!... Da pátria lusa, compuseste enfim Camões!...a Dama eleita!... Partiste enfim certos corações... ER essa alma enfim, Esteve sempre insatisfeita!... Aventureiro por natureza... Poeta grande feérico e Apaixonado... Foste enfim sempre eleito... As damas Do teu coração sempre quebrado!... Compositor dos grandes... Por ti chorariam as musas Mais esbeltas!... Amador d avida, da paixão, da aventura... por ti Camões!... só os poetas!... Helena Botico
PERDEU O NORTE
...é no cair lento da noite que adormeces para dentro de ti numa miríade de sonhos...
Velez Correia
HORIZONTE FUGIDO
Placidamente, quedo-me envolvido, pelo mistério do escuro. Surpreso, divago, algures, um pouco perdido. Dilue-se o passado. O presente. O futuro...
(Não precisou d’a inventar) Sua presença foi sentida No seu corpo sem esperar. E nos lábios dela Se prendeu Sem por isso se encontrar.
Não tinha luz! Só a que o dia dava Não tinha pingo de azeite para a ceia A mulher tinha partido! Já cá não estava E o filho único saiu da sua aldeia.
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E, num tempo de chuva e cinza Que agora te veio emoldurar, Não existe tristeza em teu sentir. Matas a tua sede. Sentes-te renovado. O teu castanho irás transformar, Em miríades de plantas a florir. Maria José Murteira Silva Correia
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Regional
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Empresa gestora de Alqueva tem buraco de 24 milhões de euros
revelação é feita pelo próprio ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos, ao “Diário do Sul”: A Empresa de Desenvolvimento das Infraestruturas de Alqueva (EDIA) exibe um “buraco” financeiro de 24 milhões de euros. “Tem a ver com as obras em curso”, começa por explicar o governante, avançando que a fonte de financiamento destinada a pagar as empreitadas acabou a 31 de dezembro de 2015. “Até aí havia dinheiro para pagar, mas como as obras estiveram paradas dois anos, os prazos foram ultrapassados e agora os fundos comunitários vão ser devolvidos. O dinheiro está perdido”, lamenta. n Roberto Dores
Capoulas Santos insiste que neste momento as obras estão a decorrer sem garantia de pagamento. “Claro que vamos ter que arranjar verbas para pagar”, assegura, comparando a situação em Alqueva ao proprietário de uma casa que contrata obras no imóvel, mas que a meio da empreitada percebe que não tem como pagar o serviço. “Vai ter que mandar parar as obras até arranjar o
dinheiro, certo? Neste caso, estamos a tentar resolver o problema”, diz. O ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, acrescenta ainda que a administração da EDIA fez o que o Governo mandou. “Mandaram parar as obras e eles pararam. Mandaram avançar e eles avançaram. Agora, quando lançaram o concurso sabiam perfeitamente que não iriam concluir as obras de acordo com aquele calendário finan-
ceiro”, sublinha Capoulas Santos, alertando, contudo, que Alqueva é apenas só mais um dos “buracos” que encontrou quando chegou ao Governo, de um total de 350 milhões de euros, que colocam em causa o financiamento de projetos agrícolas nos próximos anos. “O anterior Governo criou a ideia de que teve uma gestão exemplar e deixa um buraco de 350 milhões na Agricultura? Não deixa dinheiro para pagar e deixa despesa feita. Boa gestão é que não é”, crítica o governante, dando o exemplo das medias agroambientais. “O Governo, em 2015, contratou um montante financeiro com os agricultores que ultrapassa a dotação disponível em 296 milhões de euros. São medidas que estão contratadas a cinco anos, com cinco pagamentos anuais”, explica. Ou seja, justifica, “no Programa de Desenvolvimento Rural 2020 o orçamento era
de 576 milhões de euros e o Governo contratou 872 milhões. São mais 296 milhões que alguém vai agora ter de pagar”, assevera o governante, acrescentando que a ex-ministra Assunção Cristas anunciou que “iria reforçar o orçamento da agricultura em mais 200 milhões, mas não disse para o
que era, nem que tinha ultrapassado em 296 milhões”. E agora? “O que temos de fazer é aquilo que a senhora não fez. Levar este problema ao Conselho de Ministros para o Governo decidir se aumenta ou não. Caso sim, em quanto aumenta”, revela. Já no caso da resposta ser negativa, Capou-
las Santos admite cortar verbas destinadas a outras medidas, concluindo que até estão por pagar 20 milhões de euros às companhias seguradoras relativos a seguros agrícolas que deveriam ter sido liquidados até final do ano. Recorde-se que Capoulas Santos até tinha assumido no início do mandato que apesar de ter encontrado alguns problemas deixados pela sua antecessora não os tencionava revelar em praça pública, mas acabou por os denunciar quando o CDS o chamou à Comissão Parlamentar da Agricultura para explicar por que razão mandou suspender, junto da Comissão Europeia, o pedido de reprogramação do Programa de Desenvolvimento Rural 2020. O ministro considera que o CDS tentou fazer passar a mensagem de que os apoios aos agricultores iriam ser reduzidos, garantindo que isso “é absolutamente falso”.
No âmbito das comemorações dos 30 anos de Património da Humanidade
Alunos da Universidade de Oxford regressam a Évora para reinventar Páteo do Salema
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entar alargar a visão internacional sobre a cidade de Évora - que, este ano, mais precisamente no dia 25 de novembro, assinala três décadas como Património da Humanidade – foi o objetivo da segunda vinda de alunos de arquitetura da Universidade de Oxford. O ano passado, um grupo de estudantes esteve cá para pensar uma forma de requalificação de São Bento de Castris. Este ano, tendo em conta a classificação como Património da Humanidade, a escolha recai sob o Páteo do Salema, edifício municipal, integrado no centro histórico. O encontro com as instituições que estão envolvidas nesta iniciativa (Direção Regional de Cultura do Alentejo, Universidade de Évora e Câmara Municipal de Évora), alunos estrangeiros e portugueses ocorreu, ao início da noite de quinta-feira, na Casa de Burgos.
n Maria Antónia Zacarias Fotos Exclusivas
A visita foi organizada e coordenada por Sofia Aleixo, professora do Departamento de Arquitetura, Escola das Artes, da Universidade de Évora, que salientou a importância das reflexões sobre a salvaguarda do património, no âmbito da visita da Oxford School of Ar-
chitecture Brookes University a Évora, com a duração de uma semana. O vereador da cultura, Eduardo Luciano afirmou que gosta de “paraquedistas, ou seja, pessoas que ‘caem’ nas cidades, que não conhecem a localidade, que não estão envolvidas nas redes sociais locais e que olham para o território de uma forma completamente diferente, mostrando-nos a nós que cá vivemos aquilo que
é a nossa cidade invisível”. O mesmo responsável lembrou que já o ano passado tinha dito e que continua a acreditar que é assim. “É muito bom ter gente que nunca viu Évora e consegue apresentar propostas diferentes de defesa do património, mas também de rutura com os espaços que existem”, frisou. No que concerne ao espaço para a proposta de intervenção, o Páteo do Salema, o vereador definiu-o de “particularmente sensível” na cidade porque “tem um edifício público em pré-ruína, um edifício privado em ruína e tem uma coletividade centenária que está muito
dinâmica e tem um espaço envolvente absolutamente delicioso para inúmeras atividades. Tem um enquadramento cénico para qualquer coisa”. E deu algumas sugestões: “Imaginem o que é aquele espaço sem automóveis”. Eduardo Luciano lançou, assim, um desafio aos estudante de Arquitetura vindos de Oxford, mas que são oriundos de todo o mundo, para “pegarem naquela envolvência e devolvê-la aos cidadãos para que a cultura possa acontecer nas suas múltiplas vertentes, mostrando uma praça invisível e, em simultâneo, acrescentando património”.
Cultura lança desafio para contribuição para dossiê a apresentar à UNESCO Para Ana Paula Amendoeira, diretora regional de Cultura do Alentejo, esta parceria entre as três instituições está a permitir que tenhamos uma nova visão sobre a cidade de Évora. “O ano passado, outros alunos trabalharam sobre São Bento de Castris. Este ano é sobre o Páteo do Salema. Isto permite-nos ter uma visão com distanciamento de alguém, especialistas, pessoas que se estão a formar nesta área do património e da reabilitação, com maior isen-
ção do que nós temos sobre as nossas coisas”, sublinhou, acrescentando que “aprendemos, ganhamos e podemos avançar com esta colaboração, aprendemos muito com aquilo que eles nos trazem”. A mesma responsável anunciou que no que diz respeito a São Bento de Castris, a Direção Regional e as restantes instituições têm todo o interesse e o empenho em integrar as propostas e as ideias que os alunos do ano passado desenvolveram a propósito deste monumento nacional. “Neste ano, em que a cidade de Évora faz 30 anos como Património da UNESCO, aproveito para lançar um desafio a estes alunos para que, no âmbito destas comemorações, nos façam um registo audiovisual ou um pequeno documento sobre o resultado da experiência deles aqui, de modo a que possamos integrar isso num relatório mais abrangente para enviarmos para a UNESCO”, adiantou Ana Paula Amendoeira.
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No EvoraHotel
Évora prepara Saúde e Beleza a pensar no verão
O showroom de Saúde e Beleza — Prepare-se para o Verão com Beleza, vai ter lugar dia 12 de Fevereiro, no Evorahotel, das 9.30h as 17h. Um espaço para conhecer fisioestéticas para melhorar o desempenho do seu corpo. E porque já estamos em Fevereiro é o momento certo para resolver problemas corporais para estar em forma no Verão. Este showroom conta com a presença da fisioesteta Tânia Santos, da Clínica Rosmarinus, de Gonçalo Mendes da Terapia de Bowen do Alentejo e com Conceição Verdasca do Salão de Beleza Nova Imagem. Serão apresentados tratamentos de Patologias Estéticas de Corpo e Rosto; através de um dos Laboratórios pioneiros na Vanguarda Tecnologia e Segurança em Aparatologia e Cosmética Médica ou Dermatológica. “Somos uma Equipa de Técnicos Especializados, que encara o Organismo Humano como um todo (corpo e mente). Todos os nossos Tratamentos são Personalizados, tendo em conta os fatores hereditários, Pub.
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a constituição física, idade e hábitos regulares, de cada um”, explica Tânia Santos. A grande novidade de tratamento e a Terapia de Bowen que trabalha várias partes do corpo. Trabalham um conceito de Beleza com Saúde e por isso os Tratamentos são acompanhados de Aconselhamento Nutricional, Coaching Emocional e Acompanhamento no Emagrecimento, assim como incentivamos hábitos saudáveis. As Massagens de Relaxamento, Tonificação, Drenagem Manual ou Terapia Manual como a Reflexologia são alguns dos tratamentos de fisioestética que serão abordados neste showroom. Assegurando desta forma a Eficácia, Eficiência, Qualidade e Segurança, dos Tratamentos que atuam diretamente na célula, dando-lhe a informação para regenerar, revitalizar e rejuvenescer, conduzindo a tecidos tonificados e firmes. Os tratamentos capilares serão outra abordagem nova nesta altura do ano. As reservas podem ser efetuadas junto da página do facebook: Rosmarinus e Nova Imagem.
Mostra com 36 bonecas retrata os cinco momentos do casamento tradicional na primeira metade do século XX e pode ser apreciada em Motrinos, concelho de Reguengos de Monsaraz
Exposição de bonecas “A Boda na Aldeia” inaugurada na Casa das Avós “A Boda na Aldeia”, uma exposição de 36 bonecas produzidas durante dois anos por um grupo de cerca de 10 senhoras com idades entre os 55 e os 84 anos de idade, foi inaugurada no dia 23 de janeiro na Casa das Avós, na antiga escola primária de Motrinos, localidade do concelho de Reguengos de Monsaraz. As bonecas retratam os cinco momentos do casamento tradicional durante a primeira metade do século XX. Em primeiro lugar está a cerimónia religiosa. Uma fila de convidados aguarda que os noivos, em frente ao altar, recebam
a bênção do padre. Segue-se o copo de água em que os noivos se preparam para partir o bolo e ao jantar aguardam que lhes seja servida uma canja de galinha em tigelas de barro. Para perpetuar a memória deste grande evento, os noivos são fotografados num jardim de cores vibrantes. O quarto nupcial é o momento final da exposição. Esta exposição permanente em que as bonecas ganham vida e onde os tempos (passado e presente) se unem em harmonia pode ser visitada às terças e quintas-feiras das 10h às 17h30 e aos domingos das 14h30 às 18h.
“A Boda na Aldeia” é a terceira mostra da Casa das Avós, depois das exposições “Arte Comunitária”, em 2012, que apresentou artigos de uso regional, como as
rendas, os bordados, as taleigas e os alforges, e “O pão de cada dia”, em 2013, quando puderam ser apreciados mais de 300 sacos do pão feitos em pano.
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Estreitar relações entre os municípios e a empresa
7 Fotos Exclusivas
Autarcas do Alentejo Central visitaram Embraer n Marina Pardal
O
s autarcas da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC) participaram na sexta-feira numa visita às fábricas da Embraer em Évora, com vista a conhecer melhor o trabalho desenvolvimento pela construtora aeronáutica brasileira. Recorde-se que a Embraer possui duas fábricas nesta cidade alentejana,inauguradas em setembro de 2012, sendo uma dedicada ao fabrico de estruturas metálicas (partes de asas) e outra ao de materiais compósitos (componentes para caudas). Durante a sessão, oadministrador da Embraer Portugal, Paulo Marchioto, apresentou as principais características do investimento realizado em Évora, traçando também um retrato da empresa a nível mundial.Destacou ainda o impacto que a Embraer tem tido na região alentejana. À margem da sessão, Hortênsia Menino, presidente da CIMAC, explicou que “a ideia do encontro foi proporcionar-
mos a todos os presidentes das câmaras municipais e representantes das autarquias a possibilidade de conhecerem um importante investimento em Évora, mas também na nossa região e no Alentejo Central em particular”. Disse ainda que “esse investimento resultou de uma aposta de criar em Évora um cluster de aeronáutica e,sendo a Embraer a ancoragem que permitirá o desenvolvimento desse cluster, fazia todo o sentido ficar a conhecê-la”. De acordo com Hortênsia Menino, que é também presidente do Município de Montemor-o-Novo, “por outro lado,é importante conhecer as razões da localização da fábrica aqui, a mais-valia que traz para a nossa região e o papel que as autarquias podem ter também na colaboração, na fixação dos quadros da empresa ou no contacto com empresas para formação, numa perspetiva de melhorarmos as ligações entre o trabalho autárquico e o meio empresarial da região”. Reforçou ainda que “o objetivo era poder abrir um novo quadro de relações institucionais entre as autarquias e a Embraer, podendo ficar a
DEPUTADA INÊS ZUBER QUESTIONA COMISSÃO EUROPEIA SOBRE ORÇAMENTO DE ESTADO PORTUGUÊS
A deputada do PCP ao Parlamento Europeu Inês Zuber enviou à Comissão Europeia uma Pergunta Escrita Prioritária, na qual questiona a Comissão sobre “quais os compromissos que tenciona obter do Governo português, quais as medidas em concreto que pretende sejam inscritas no projecto de Orçamento de Estado e se algum desses compromissos visa reverter ou impedir medidas de justiça social, recuperação de direitos, de salários e rendimentos previstos nas posições conjuntas assinadas entre vários partidos políticos portugueses, nomeadamente entre o PCP e o PS”. Esta questão colocada pela deputada do PCP foi apresentada na sequência de notícias vindas a público, referindo que peritos da Comissão Europeia chegaram nestes dias a Lisboa para, nas palavras do Comissário para os Assuntos Económicos e Financeiros “negociar um Orçamento do Estado que esteja em coerência com as regras europeias e os compromissos assumidos por Portugal”, situação que consideramos constituir uma aberta ingerência e uma inaceitável pressão, que visa distorcer e condicionar o processo de diálogo institucional que está a ser desenvolvido pelas diversas forças representadas no Parlamento português, no quadro da análise comum deste documento prevista nas posições conjuntas assinadas no quadro da formação do novo governo português.
Paulo Marchioto, administrador da Embraer Portugal. conhecer o trabalho desenvolvido pela empresa”. Essa perspetiva foi também partilhada por José Calixto, vice-presidente da CIMAC e presidente do Município de Reguengos de Monsaraz. “Este é um investimento estruturante da região, que originou, para já, cinco centenas de postos de trabalho diretos”, referiu José Calixto, considerando que “este é um investimento que em boa hora o Governo português resolveu apostar, criando um cluster numa região de facto com necessidades de investimento
e todos nós, os autarcas que estão aqui em representação do Alentejo Central, sentimos na pele os efeitos positivos deste projeto”. Acrescentou ainda que “sabemos que há munícipes nossos que estão aqui a trabalhar e que criam valor num emprego altamente qualificado”. Segundo José Calixto, “obviamente que vemos com muita atenção todos os desenvolvimentos que este grupo da Embraer está a ter nas fábricas de Évora e felizmente, como pudemos ver aqui, há notícias muito positivas sobre investi-
Autarcas e representantes dos municípios da CIMAC durante a sessão na Embraer.
PSD questiona Governo sobre construção do novo Hospital Central de Évora O PSD pediu ao Governo esclarecimentos sobre a construção do novo Hospital Central de Évora, por considerar que o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, não tem sido claro sobre a prioridade dada ao projeto. “Quando o ministro foi questionado no plenário sobre os investimentos prioritários que tinha anunciado, na comissão de Saúde, na semana passada, e não respondeu, fiquei preocupado e, daí, a pergunta”, explicou à agência Lusa o deputado do PSD António Costa da Silva. Com a pergunta dirigida ao ministro, o parlamentar socialdemocrata referiu que o PSD quer saber “se o novo hospital é uma prioridade, para quando está previsto, quanto vai custar, como será o financiamento da obra e qual o modelo de gestão”. O deputado do PSD eleito pelo círculo eleitoral de Évora contou que, na semana passada, na Comissão de Saúde, o governante “anunciou as prioridades” do Governo para a legislatura na área da saúde, onde constava a construção do novo Hospital
Central de Évora. “Entretanto, o ministro da Saúde esteve no plenário e foi questionado pelo PSD sobre a construção do hospital”, mas “nada respondeu”, pelo que o projeto “deixou de ser, aparentemente, a prioridade que apresentou na comissão”, observou. Costa da Silva considerou o novo hospital “prioritário para a região” e lembrou que, em 2011, enquanto presidente da distrital
de Évora do PSD, contestou a decisão do então ministro da Saúde, Paulo Macedo, de suspender o projeto. Na semana passada, o grupo parlamentar do PCP entregou no Parlamento um projeto de resolução a propor a construção do novo Hospital Central de Évora, mas a sua discussão foi adiada para a próxima quarta-feira, a pedido do PS. Na altura, o líder parlamentar
comunista, João Oliveira, que é também o deputado do PCP eleito por Évora, considerou à agência Lusa que “estão criadas as condições” para o projeto avançar. Com conclusão inicialmente prevista para 2014, a construção do novo Hospital Central de Évora, para substituir os atuais edifícios da unidade hospitalar, foi adiada, em 2011, pelo anterior Governo PSD/CDS-PP.
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Sociedade
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ZIKA
Difícil prevenção causa preocupação com doença a caminho da pandemia A epidemia de Zika que afeta sobretudo a América do Sul é de difícil prevenção, pois o vírus associado ainda é alvo de investigação, criando todas as condições para uma pandemia, disse à agência Lusa um investigador brasileiro. Vítor Laerte Pinto, investigador brasileiro ligado à Fundação Oswaldo Cruz, do Rio de Janeiro, e que está atualmente a trabalhar como cientista no Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT) de Lisboa, admitiu que a “imprevisibilidade” associada ao vírus “assusta” e que uma vacina está “ainda longe” de aparecer no mercado. “Estão reunidas todas as
condições para que a epidemia passe a pandemia”, alertou o especialista brasileiro, 39 anos, formado em Medicina Tropical e Infecciologia na Faculdade de Medicina de Petrópolis, no estado do Rio de Janeiro. Até hoje, dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) adiantam que o Zika já chegou a 23 países, maioritariamente no continente americano, e, apesar de não haver números oficiais as estimativas são subavaliadas -, sabe-se que o Brasil e a Colômbia são os dois Estados mais afetados pela doença. O Ministério da Saúde brasileiro estima que o número de casos registados em 2015 entre os 500 mil e 1,5 milhões,
incluindo pelo menos de 3.893 casos de microcefalia confirmados. O vírus Zika é transmitido aos seres humanos por picada de mosquitos infetados e está associado a complicações neurológicas e malformações em fetos, não se transmitindo, “ao que se pensa, para já”, de pessoa para pessoa, indicou Laerte Pinto, lamentando a ausência de estudos aprofundados sobre a doença e como combatê-la. “Sabemos muito pouco sobre a doença. Sabemos que o Zika e a microcefalia estão associados, mas ainda está por confirmar se a relação é mesmo direta. Mais do que isso, desconhecemos também se o vírus se
dissemina também de outras formas”, frisou, salientando os resultados “ainda incipientes” a esse respeito. Para Laerte Pinto, sabe-se já que, pela rapidez de disseminação, o mosquito adapta-se “facilmente” aos diferentes climas, facto que, num mundo global, em que as viagens de avião são muitas, poderá levar o vírus a outros pontos do globo, agravando a situação pandémica, sendo o continente africano o mais preocupante. “Será muito preocupante”, sublinhou o especialista brasileiro, lembrando o facto de, além de a doença estar ainda pouco estudada, torna-se difícil também a prevenção, por não
haver ainda garantias de que possa ser erradicada através com inseticidas, dando como exemplo o caso do Brasil. “O Brasil tem mais de 30 anos de experiência de eliminação do vetor, através de inseticidas e outros químicos, seguindo as normas definidas pela OMS e não conseguiu sucesso”, alertou, realçando que as autoridades sanitárias locais tratavam anualmente cerca de 200 casos de microcefalia e que, só em 2015, esse total chegou quase a 4.000. Laerte Pinto disse estar curioso sobre o que irá suceder na reunião de urgência da OMS, marcada para a próxima segunda-feira, em Genebra,
admitindo que possa ser decretada a emergência sanitária internacional, “o que vai mexer na mobilidade das pessoas” em todo o mundo. Portugal registou cinco casos de vírus Zika, transmitido por picada de mosquitos infetados e associado a complicações neurológicas e malformações em fetos, todos eles importados do Brasil, segundo o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA). A Direção-Geral da Saúde (DGS) indicou que os sintomas e sinais clínicos da doença são, em regra, “ligeiros”: febre, erupções cutâneas, dores nas articulações, conjuntivite, dores de cabeça e musculares.
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Arlindo Lareiras
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Sociedade SEGUNDA-FEIRA , 1 DE FEVEREIRO DE 2016
Eleição do Secretariado Regional Demitiu-se o vice-provedor da Santa Casa da Misericórdia do Distrito de Évora da UMP de Lisboa, Fernando Paes Afonso para o quadriénio 2016-2019 No passado dia 15 de janeiro de 2016, pelas 18:00 realizou-se na Santa casa da Misericórdia de Évora,o ato eleitoral para o Secretariado Regional do Distrito de Évora da UMP para o quadriénio 2016-2019, foi apresentada a sufrágio apenas uma lista constituída pelas Misericórdias de Reguengos de Monsaraz, Redondo e Azaruja, representadas respetivamente pelos seus Provedores; Manuel António Conde Galante, João Sebastião Cardoso Azaruja e Joaquim António Arriaga Mira, como membros efetivos e como suplente a Misericórdia de Arraiolos, representada pelo seu Provedor Luis Marcolino Farinha Chinelo. A lista apresentada teve como proponentes as Misericórdias de Estremoz, Portel, Vendas Novas, Vila Viçosa e Vimieiro, tendo sido votada unanimemente pelas 17 Misericórdias presentes no ato. De acordo com o regulamento dos Secretariados Regionais e Conselhos Distritais, procedeu-se de imediato ao ato de posse, sendo o mesmo constituído como se segue: Presidente: Manuel António Conde Galante Santa Casa da Misericórdia de Reguengos de Monsaraz 1.º Secretário: João Sebastião Cardoso Azaruja Santa Casa da Misericórdia de Redondo 2.º Secretário: Joaquim António Arriaga Mira Santa Casa da Misericórdia de Azaruja Suplente: Luís Marcolino Farinha Chinelo
NECROLOGIA RECTIFICAÇÃO Na nossa edição de dia 29 de Janeiro, na publicação da missa do sr. Henrique José Pereira Caldeirinha Falé e seu filho Henrique Manuel Chitas do Rosário Falé, por lapso foi mencionado (seus filhos, genros, noras e netos). A sua esposa e mãe Custódia do Rosário Chitas do Rosário Falé e restante família, pedimos as nossas mais sinceras desculpas pelo sucedido. Pub.
O viceprovedor da Santa Casa da M iser icórdia de Lisboa, Fernando Paes Afonso, apresentou a sua demissão do cargo, confirmou à Lusa fonte oficial da
instituição. Questionada pela Lusa, a fonte não quis avançar os motivos apresentados pelo vice-provedor para a rutura, tendo afirmado que “foi tudo tratado segundo as regras da boa educação pessoal e institucional, entre o provedor, o senhor primeiro-ministro e o ministro da tutela”. “Da parte do Governo, não houve qualquer discriminação política a nenhum dos membros da administração da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa”, considerou a mesma fonte, acrescentando que “não houve qualquer questão colocada pelo Governo relativamente à confiança política dos membros da mesa e a correção do Governo foi total”. A notícia da demissão de Fernando Paes Afonso foi avançada pelo jornal ‘online’ Observador, que, citando o próprio, justifica a decisão de abandonar a Santa Casa “com o entendimento que faz do cargo”, negando que isso esteja relacionado com recentes polémicas que envolveram os Jogos Santa Casa, tutelados por Fernando Paes Afonso. “Nos termos dos estatutos, os membros da mesa são nomeados pelo Governo”, afirmou Fernando Paes Afonso ao Observador, considerando que “tem de haver uma relação de confiança política” e que aproveitou “a mudança de Governo” para pôr o lugar à disposição. Paes Afonso é militante do CDS-PP. A Misericórdia de Lisboa tem como provedor o social-demo-
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Entretenimento SEGUNDA-FEIRA , 1 DE FEVEREIRO DE 2016
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Dia dos Namorados, 14 de Fevereiro
ERA CRESCE 37% EM 2015 Descubra o caminho do romance com a Vila Galé A
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odos os anos o mês de Fevereiro é aquele que desperta o romance em todas as pessoas. O Dia dos Namorados afigura-se como a melhor data para viver momentos a dois e a Vila Galé apresenta três sugestões para este dia tão especial. Deixe-se levar pelos melhores sabores dos restaurantes Vila Galé e surpreenda com um convite para jantar, com um menu pensado especialmente para esta data acompanhado pelos vinhos Santa Vitória, a partir de 50€ por casal.
Se quiser tornar a sua noite ainda mais romântica, acrescente ao programa uma noite de alojamento com pequeno-almoço incluído no dia seguinte. À chegada ao hotel, é garantido uma cortesia no quarto e uma decoração à altura da data comemorativa. No último dia, proporcionamos um late checkout, mediante disponibilidade, até às 14h00 para ter tempo de usufruir de todos os serviços do hotel. O complemento da noite está disponível a partir de 115€ por casal.
Existe ainda a possibilidade de adicionar a massagem Romeu e Julieta a partir de 80 euros por casal para que possa usufruir dos benefícios da aromoterapia. Todas as opções dedicadas ao Dia dos Namorados apresentadas pela Vila Galé estarão disponíveis no dia 14 de Fevereiro, nas unidades do Grupo em Portugal. Para mais informações ou efectuar reservas, por favor contacte a Vila Galé através do e-mail reservas@vilagale.com ou pela Central de Reservas através número 21 790 76 10.
faturação da ERA Portugal cresceu 37% em 2015, quando comparada com o ano de 2014. Durante o ano passado foram vendidos mais de 10 mil imóveis, num total de 1200 milhões de euros. Destes, 7% pertenciam à banca, num montante global de 80 milhões de euros. Com mais de 120 mil imóveis em carteira, 16 mil dos quais pertencentes à banca, as vendas de casas representaram, em 2015, mais de 80% do negócio da ERA, tendo o arrendamento descido face a 2014 (e representado menos de 20%). Os estrangeiros representam 20 por cento do total das vendas na ERA, sendo os ingleses e os franceses as nacionalidades que mais compras fazem na rede. De salientar que mais de 60% da procura incide na zona do Algarve e que o valor médio da compra ronda os 250 mil euros.
Os distritos de Lisboa e Porto foram os que mais contribuíram para a faturação da ERA (37,9% e 19,9%, respetivamente). Em terceiro lugar ficou o distrito de Faro, com um peso de 8,5% no total da faturação a nível nacional. Em termos de dinâmica das várias zonas do país, o destaque vai para o distrito de S. Miguel, nos Açores, que registou o maior crescimento de faturação (58% face a 2014). Segue-se Lisboa (44%), Leiria (44%), Braga (41%) e Funchal (39%).
Miguel Poisson, Diretor-Geral da ERA, refere que “2015 foi, em termos de resultados, um ano extraordinário, tendo a ERA alcançado os melhores resultados de sempre desde que está em Portugal. O anterior record tinha sido atingido em 2010. E face a esse ano, a faturação da rede subiu 17% o ano passado. Para este resultado muita influência teve o crescimento do crédito habitação (mais 70% do que em 2014)., a melhoria da confiança e a continuação da aposta do investimento estrangeiro”. E, para 2016, o responsável prevê “um crescimento de dois dígitos do mercado de mediação imobiliária, tendo a ERA como objetivo de faturação um crescimento de 16%. Com 172 lojas em todo o país, 25 das quais abertas em 2015, a ERA conta com uma equipa de 2250 pessoas. Para 2016 o objetivo é abrir mais 25 lojas.
PROGRAMAÇÃO TELEVISÃO
RTP 1 06:30 Bom Dia Portugal 10:00 A Praça 13:00 Jornal da Tarde 14:15 Os Nossos Dias 15:00 Agora Nós 18:00 Portugal em Direto 19:00 O Preço Certo 20:00 Telejornal 21:00 The Big Picture 21:45 Donos Disto Tudo 22:00 Prós e Contras 23:30 Terapia 00:00 5 Para a Meia-Noite 01:15 Dexter 02:15 O Princípio da Incerteza 03:00 Os Nossos Dias 03:45 Televendas 05:00 Decisão Nacional 05:30 Hora dos Portugueses (Diário) 05:45 Online 3 06:00 Manchetes 3
RTP 2 07:00 Zig Zag 11:05 Grande Assalto, Grandes Ladrões 12:00 Vida Selvagem 13:00 Hospital Real 14:00 Sociedade Civil 15:00 A Fé dos Homens 15:30 Euronews 16:00 Zig Zag 20:30 A Teoria do Big Bang 21:00 Jornal 2 21:45 Página 2 21:55 Hora da Sorte 22:00 Gente do Amanhã 22:45 City Folk - Gente da Cidade 23:15 Os Anos 80 - A Década Que Nos Criou 00:20 Rockefeller 30 00:45 Portugal 3.0 01:45 Esec-Tv 02:15 Sociedade Civil 03:15 Euronews
SIC
TVI
06:00 Edição Da Manhã
06:30 Diário da Manhã
08:45 A Vida Nas Cartas: O
10:10 Você na TV!
Dilema
13:00 Jornal da Uma
10:00 Queridas Manhãs
14:45 Mundo Meu
13:00 Primeiro Jornal
16:00 A Tarde é Sua
14:30 Dancin’ Days
19:28 A Quinta - O Desafio:
15:45 Grande Tarde
Diário
19:00 I Love Paraisópolis
20:00 Jornal das 8
20:00 Jornal Da Noite
21:42 A Única Mulher
21:30 Coração D’Ouro
22:50 Santa Bárbara
22:30 Poderosas
23:55 A Quinta - O Desafio:
23:30 A Regra Do Jogo
Extra
00:30 C.S.I.
01:15 Birdsong
01:30 De Corpo e Alma
03:00 O Escritório
02:30 Podia Acabar O Mundo
04:15 Sonhos Traídos
03:15 Televendas
05:00 Televendas
Farmácia de Serviço DISTRITO DE ÉVORA ALANDROAL – Alandroalense ARRAIOLOS – Misericórdia BORBA – Carvalho Cortes ESTREMOZ – Grijó ÉVORA - Rebocho Pais MONTEMOR-O-NOVO – Sepúlveda MORA – Falcão, Central MOURÃO – Central PORTEL – Fialho REDONDO – Xavier da Cunha REGUENGOS MONSARAZ – Moderna VENDAS NOVAS – Ribeiro VIANA DO ALENTEJO – Nova VILA VIÇOSA – Torrinha
DISTRITO DE BEJA ALJUSTREL – Pereira ALMODÔVAR – Ramos ALVITO – Nobre Sobrinho BARRANCOS – Barranquense BEJA – Palma CASTRO VERDE – Alentejana CUBA – Misericórdia FERREIRA DO ALENTEJO – Salgado MOURA – Nataniel Pedro SERPA – Serpa Jardim VIDIGUEIRA – Pulido Suc. DISTRITO DE PORTALEGRE ALTER DO CHÃO – Alter; Portugal ARRONCHES – Esperança; Batista AVIS – Nova de Aviz
CAMPO MAIOR – Campo Maior CASTELO DE VIDE – Roque CRATO – Misericórdia; Matos ELVAS – Rosado e Silva FRONTEIRA – Vaz GAVIÃO – Mendes; Gavião MONFORTE – Jardim NISA – Ferreira Pinto; Moderna PONTE DE SÔR – Varela Dias PORTALEGRE – Cunha Miranda SOUSEL – Mendes Dordio; Andrade LITORAL ALENTEJANO ALCÁCER DO SAL – Alcarense GRÂNDOLA – Pablo; Silva Ângelo SANTIAGO DO CACÉM – Corte Real SINES – Atlântico
Tempo Segunda-feira, 1
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diário do sulTV meo meo6438917000 Évora Concelho do Mundo: Judiaria
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Telefones de Urgência Évora - PSP- 266760450 - GNR - 266748400 - Protecção Civil- 266777150 - Bombeiros Voluntários- 266702122 - Hospital Espírito Santo - 266740100 - Taxis- 266734734 - Estação Caminhos Ferro - 707210220 - SEF- 266 788 190 / 808 202 653 - Universidade de Évora- 266740 800 - Acção Social U.E.- 266 745 610 - Piscinas Municipais- 266 777 186 Elvas - Bombeiros Voluntários- 268636320 - PSP - 268639470 - GNR - 268637730 - Hospital Santa Luzia - 268 637600 - Centro Saúde - 268622719 - EDP - LTE - 800505505 - Serviço de Águas - 268622267 - Câmara Municipal Elvas - 268639740 - Táxis - 268622287 - Estação Caminhos Ferro - 707210220 - Rodoviária do Alentejo - 268622875 - Tribunal Judicial Elvas - 268639156
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ANO: 46.º NÚMERO: 12.701 PVP: 0,75€ SEGUNDA-FEIRA, 1 DE FEVEREIRO DE 2016
Insolvências decretadas nos tribunais aumentaram 28,5% O número de insolvências decretadas nos tribunais judiciais de primeira instância aumentou 28,5 por cento, no terceiro trimestre de 2015, em relação ao mesmo período de 2014, divulgou a Direção-Geral da Política de Justiça (DGPJ). O boletim estatístico trimestral da DGPJ adianta que, no terceiro trimestre de 2015, foram decretadas 3.267 insolvências, mais 725 que no mesmo período de 2014, quando foram determinadas 2.542 falências. A DGPJ indica que há “uma tendência acentuada para o crescimento” das insolvências, registando, o terceiro trimestre de 2015, “seis vezes o valor” do terceiro trimestre de 2007, apesar de ter registado uma diminuição de 11 por cento nos meses de julho, agosto e setembro do ano passado, face ao mesmo período de 2013. Das 3.267 falências decretadas no terceiro trimestre de 2015, 70,7 por cento corresponderam a pessoas
singulares e 29,1 por cento, a empresas. Segundo o documento, o número de particulares declarados insolventes diminuiu 2,1 pontos percentuais, no terceiro trimestre desse ano, em relação ao mesmo período de 2014, enquanto as empresas aumentaram 2,1 pontos percentuais. As estatísticas daquele organismo do Ministério da Justiça sublinham que mais de um quarto das empresas que decretaram falência, no terceiro trimestre do ano passado, pertencia à categoria de comércio por grosso, retalho e reparação de veículos, e 18,7% era referente ao setor da construção. A DGPJ refere também que os processos de falência, insolvência e recuperação de empresas, que entraram nos tribunais judiciais de primeira instância, nos meses de julho, agosto e setembro, diminuíram mais de metade em relação ao mesmo período de 2014, tendo dado
entrada um total de 3.973. No entanto, o mesmo organismo refere que se verificou, entre os terceiros trimestres dos anos de 2007 a 2015, “um aumento acentuado do número de processos de falência, insolvência e recuperação de empresas entrados nos tribunais judiciais de primeira instância”, tendo-se registado um aumento de cerca de 369,6%, subida acompanhada por um aumento dos processos findos (370,0%). Em 2015, o número de processos pendentes no final do terceiro trimestre apresenta uma diminuição de 22,4% face ao valor registado no final do terceiro trimestre de 2014, descida também verificada nos inquéritos findos. As estatísticas indicam ainda que a duração média dos processos findos registou uma tendência de decréscimo acentuado, entre 2007 e 2015, que passou de uma média de sete meses, no terceiro trimestre de 2007, para três meses, em 2015.
Alcácer do Sal com aumento de visitas turísticas nos últimos dois anos O concelho de Alcácer do Sal registou, nos últimos dois anos, “mais turistas e visitantes”, congratulou-se a câmara municipal, indicando números relativos ao alojamento hoteleiro e às entradas na cripta arqueológica local. Segundo o município,este aumento de visitantes e de turistas deve-se ao “trabalho de promoção empreendido” pela autarquia, que tem feito de Alcácer do Sal, um concelho “cada vez mais convidativo”. Como exemplo do incremento das visitas turísticas, a câmara alude à Pousada D. Afonso II, no Castelo da cidade, que registou, nos últimos anos, “um crescente aumento do número de dormidas”. Neste alojamento, em 2013, dormiram 10.567 visitantes, que aumentaram para 13.053, em 2014. Este total “subiu 33,8% em 2015”, tendo sido registadas
“14.142 dormidas”. “A Pousada D. Afonso II passou a ser a segunda mais procurada em todo o Alentejo”, destacou o município, baseando-se em dados do grupo Pestana, responsável pela rede das Pousadas de Portugal. Quanto à Cripta Arqueológica do Castelo de Alcácer do Sal, apontou também a autarquia, recebeu “um aumento considerável do número de visitantes”, no ano passado. O espaço museológico, localizado no subsolo do castelo e do antigo Convento de Aracaelli, foi
visitado, em 2015, por “quase sete mil pessoas”, o que representa “um aumento considerável em relação a 2014”, quando “5.868 pessoas visitaram” o espaço. “Os meses de verão, entre junho e setembro, foram aqueles em que a cripta registou mais visitantes, tanto nacionais como estrangeiros”, acrescentou a câmara. Para vincar este incremento do número de turistas no concelho, o município referiu ainda que as sessões de cinema no Auditório Municipal registaram uma subida de 35% do total de espetadores.
PJ faz buscas a Everjets e aeródromo de Ponte de Sôr A empresa de aviação Everjets foi alvo de buscas pela Polícia Judiciária, que também efetuou igual diligência na sede da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) e no aeródromo de Ponte Sor. Fonte ligada ao processo revelou à agência Lusa que as buscas estão relacionadas com o concurso para a
manutenção e operação helicópteros kamov, utilizados no combate aos incêndios florestais. Em comunicado, a Everjets confirma “a realização de diligências levadas a cabo pelas autoridades na sua sede”. “O Conselho de Administração da Everjets reitera a sua disponibilidade para prestar todos os
esclarecimentos às autoridades, como fez até agora, e congratula-se pelo facto de haver finalmente desenvolvimentos neste processo, esperando que possam agora ficar esclarecidas todas as questões relacionadas com o processo e com o alegado envolvimento da Everjets”, adianta a empresa.
/webtvalentejo
Câmara de Campo Maior vai realojar cerca de 220 pessoas a partir de sábado Cerca de 220 pessoas que vivem em condições precárias, há décadas, junto às muralhas do Castelo de Campo Maior, no Alentejo, vão ser realojadas, a partir de sábado, numa outra zona da vila, anunciou o município. Em comunicado, a Câmara de Campo Maior, no distrito de Portalegre, considera que, com este processo de realojamento, “coloca-se um ponto final à ocupação ilegal, que ocorreu ao longo de várias décadas, de uma parte significativa da zona abaluartada” da vila. As famílias envolvidas, num total de cerca de 220 pessoas, vão ser realojadas num bairro construído numa outra zona de Campo Maior, na sequência de um projeto que contou com um investimento de cerca de um milhão de euros, financiados em 85% por fundos comunitários, cabendo ao município suportar a restante verba. O presidente do município de Campo Maior, Ricardo Pinheiro, explicou à agência Lusa que junto
às muralhas vivem há 30 anos várias famílias de etnia cigana, num espaço que “não apresenta ordenamento cívico” e “segurança” para os moradores e para quem visita o local. Ao longo dos tempos, lembrou o autarca, os moradores da zona das muralhas não possuíam saneamento básico, mas obtinham luz e água de “forma ilegal”. Ricardo Pinheiro explicou que as 53 novas habitações, situadas no bairro de São Sebastião, possuem 66 metros quadrados cada, tendo sido construídas em formato “open space”. De acordo com o município, o projeto de realojamento, com “características únicas” em Portugal, contou com o apoio de uma comissão que envolveu diversas entidades, como a GNR, Direção Regional de Cultura do Alentejo, Instituto da Segurança Social, Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana e o Alto Comissariado Para as Migrações. Após o realojamento, o município espera iniciar, ainda este
ano, a recuperação da zona das muralhas do castelo e o Mártir Santo, espaço contíguo onde está erguida uma igreja, num investimento que ronda os quatro milhões de euros. “A solução agora posta em prática permite lançar o projeto de recuperação de uma das partes mais importantes do património monumental de Campo Maior e, paralelamente, acabar com a situação de degradação social a que a comunidade ali instalada esteve sujeita durante anos a fio”, lê-se no comunicado. O município de Campo Maior considera que este é o “primeiro passo para uma nova etapa” de desenvolvimento para o concelho, “abrindo portas à dinamização” turística dos seus recursos patrimoniais. O projeto de recuperação das muralhas prevê, entre outras ações, a criação de um percurso pedonal, iluminado, entre o Mártir Santo e o Museu Aberto de Campo Maior, zona onde vai ser também construído o Museu das Festas do Povo. Pub.