diário do
SUL
FUNDADOR E DIRECTOR: MANUEL MADEIRA PIÇARRA DIRECTORES ADJUNTOS: MARIA DA CONCEIÇÃO PIÇARRA e MANUEL J. PIÇARRA ANO: 46.º NÚMERO: 12.702
PERIODICIDADE DIÁRIA TERÇA-FEIRA, 2 DE FEVEREIRO DE 2016
PREÇO AVULSO: 0,75 € (75 CÊNTIMOS )
PUBLICAÇÕES PERIÓDICAS
Rossio - Évora
Plano de 100 milhões de euros para 100 dias
Medida para dinamizar região Alentejo Acelerar o investimento empresarial com a injeção de 100 milhões de euros na economia nos primeiros cem dias, através dos fundos europeus estruturais, nomeadamente o Portugal 2020, é o objetivo do XXI Governo Constitucional. O secretário de Estado do Desenvolvimento e Coesão, Nelson de Souza, presente na sessão que decorreu na passada sextafeira, no auditório da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA) explicou que o objetivo desta ação foi explicar este plano, bem como informar os empresários que já têm projetos aprovados como podem obter, de forma mais rápida e mais acelerada, os fundos para investir e, assim, contribuir para a economia da região. .... PÁG. 2
Évora
Ciclo de Conferências “Há Cultura nos Remédios” .... PÁG. 7
GNR reforça meios
Agricultores preocupados com roubo de gado no Alentejo .... PÁG. 2
Planta exótica
Jacinto-de-água ameaça Guadiana mas ainda não atingiu Alqueva
.... PÁG. 7
Agricultura - novos rumos
Olival e frutos secos respondem à crise do milho no Alentejo
.... ÚLTIMA PÁG.
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diário do SUL
Regional
TERÇA-FEIRA , 2 DE FEVEREIRO DE 2016
Fotos Exclusivas
Governo apresentou no Alentejo Plano de 100 milhões de euros para 100 dias
Medida visa apressar o investimento empresarial e dinamizar a economia da região
A
celerar o investimento empresarial com a injeção de 100 milhões de euros na economia nos primeiros cem dias, através dos fundos europeus estruturais, nomeadamente o Portugal 2020, é o objetivo do XXI Governo Constitucional. O secretário de Estado do Desenvolvimento e Coesão, Nelson de Souza, presente na sessão que decorreu na passada sexta-feira, no auditório da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA) explicou que o objetivo desta ação foi explicar este plano, bem como informar os empresários que já têm projetos aprovados como podem obter, de forma mais rápida e mais acelerada, os fundos para investir e, assim, contribuir para a economia da região. n Maria Antónia Zacarias
O “Plano 100” integra um conjunto de medidas de agilização do acesso aos fundos europeus estruturais, no âmbito do Portugal 2020, com o objetivo de facilitar e potenciar o investimento das empresas. O secretário de Estado, Nelson de Souza lembrou que o governo tomou posse dia 26 de novembro e algures em meados de março termina o prazo de cem dias, “assim, quisemos colocar em prática o plano o mais depressa
possível, em meados de dezembro, e decorrido pouco mais de um mês, já temos 43 por cento da meta atingida”. O governante disse que, uma vez criada esta dinâmica, tem expetativas positivas e reiterou estar seguro de que o executivo vai cumprir aquilo a que se propôs. A seu ver, esta ação contribuiu para a explicação das medidas inerentes a esta estratégia programática, “informando as pessoas sobre aquilo que já está disponível, os empresários que já têm projetos aprovados
como podem obter, de forma mais rápida e mais acelerada, os fundos para investir e, assim, contribuir para a economia da região, para a criação de postos de trabalho e exportação”. Nelson de Souza salientou que o Partido Socialista “tem sempre vindo a afirmar que havia um atraso na execução dos fundos europeus estruturais na justa dimensão da urgência que havia em promover o investimento”. Deste modo, sublinhou que “estes fundos são a única janela que existe para promover o investimento e, como tal, não é compreensível que não sejam utilizados”. E acrescentou: “Este plano é um primeiro sinal da nossa prioridade. Aquilo que nos interessa é que o investimento cresça”. O “Plano 100” integra um conjunto de medidas de agilização do acesso aos fundos europeus estruturais, entre as quais estão a flexibilização das regras de adiantamentos, a redução da exigência de garantias bancárias ou uma nova linha de garantia mútua para adiantamentos.
“Ao Alentejo 2020 já se candidataram 827 empresas” O presidente da CCDRA e representante da Autoridade de Gestão do Alentejo 2020, Roberto Grilo evidenciou que o primeiro pagamento de incentivos, no âmbito deste novo quadro comunitário, foi feito na região Alentejo. E informou que, na agenda da competitividade, o Alentejo 2020 abriu já 21 avisos de concurso destinados às empresas, com uma dotação que supera já os 100 milhões de euros, através dos sistemas de incentivos: à inovação produtiva; ao empreendedorismo qualificado; à qualificação e internacionalização e à investigação e desenvolvimento. O mesmo responsável adiantou que ao Alentejo 2020 já se candidataram 827 empresas, das quais quase 50 por cento viram as suas candidaturas aprovadas, representando um investimento elegível de cerca de 73 milhões de euros e um incentivo de quase 40 milhões.
Agricultores do Alentejo preocupados com roubo de gado, GNR reforça policiamento Agricultores dos concelhos de Ponte de Sor e Mora, estão preocupados com os furtos de gado nas suas explorações, mas a GNR garante já ter reforçado o policiamento e a fiscalização nas zonas rurais. Paulo Tenreiro, que tem uma propriedade em Pavia, no concelho de Mora, contou à agência Lusa que se registam roubos nos dois concelhos “desde há um ano” e que se contabilizam já “mais de mil animais furtados, sobretudo ovinos”. “Estamos a falar de prejuízos para os agricultores que podem atingir os 150 mil ou 200 mil euros, isto já para não falar de outros furtos que ocorrem, como de alfaias agrícolas, equipamentos e instalações”, disse.
Da sua propriedade, o criador indicou que foram furtados, em meados de dezembro, “mais de 80 ovinos adultos e mais 26 borregos”, tendo sido “o quarto furto” na freguesia de Pavia, mas, entretanto, “já houve um quinto”. O agricultor e produtor disse suspeitar que “haja uma rede organizada a trabalhar na região”, que furta os animais para “matadouros clandestinos e, depois, para a distribuição no mercado”, o que, alertou, “constitui motivo de alarme social”. José Matafome, vice-presidente da Associação de Criadores de Ovinos da Região de Ponte de Sor (Acorpsor), também adiantou à Lusa que têm ocorrido furtos de
ovinos, principalmente nos últimos três meses, em Ponte de Sor, mas igualmente em Gavião (Portalegre). “É uma situação que tem sido frequente e, nos últimos três meses, tem sido um disparate”, afirmou, alertando que os produtores “não se sentem protegidos” face aos constantes furtos. Para acabar com a situação, o responsável propôs um maior controlo da circulação de pessoas em caminhos rurais e a aplicação, pelos tribunais, de penas mais gravosas. Contactada pela Lusa, fonte da GNR confirmou o registo de furtos, sobretudo, de ovinos, mas também de aves e suínos, assinalando que a força de
segurança reforçou o policiamento e a fiscalização nas áreas rurais, quer no seu patrulhamento diário, quer em ações específicas. A mesma fonte adiantou que a Guarda está também a desenvolver contactos com representantes de associações agropecuárias para “estabelecer parcerias e coordenação de esforços” para a obtenção de melhores resultados no combate ao furto de gado. Segundo dados disponibilizados à Lusa pela GNR, em 2015, foram registados seis furtos de gado em Pavia e Mora, no distrito de Évora, em que foram furtados 215 animais, e oito em Avis, Galveias, Montargil, Ponte de Sor e Sousel, no distrito de Portalegre, os quais resultaram em 167 animais furtados.
Ainda, assim, Roberto Grilo considerou que estas medidas do “Plano 100” são “muito facilitadoras para o início porque acaba aqui com uma etapa burocrática da disponibilização que, às vezes, é um obstáculo ao início dos projetos, ou seja, os dez por cento que é o adiantamento automático é uma possibilidade que permite ao empresário, desde logo, arrancar imediatamente, sem burocracia, com o seu projeto”. O presidente da CCDRA sustentou que este plano acelerou, efetivamente, a disponibilização de dinheiro às empresas e aos empresários “e, como tal, é assinalável e desejável e acredito que vamos cumprir este plano no global”. E acrescentou:
Portalegre
“Estes apoios têm como especial móbil contribuir para a alteração do nosso perfil produtivo, tornálo mais adaptado à escala global cada vez competitiva dos nossos dias, incrementar a produção de bens e serviços transacionáveis e internacionalizáveis, fomentar a incorporação de conhecimento, de tecnologia, a interação das Pequenas e Médias Empresas com as entidades do Sistema Científico e Tecnológico”. Nesta sessão esteve ainda o secretário de Estado Adjunto e do Comércio, Paulo Ferreira, o presidente da Agência para o Desenvolvimento e Coesão, António Costa Dieb, os deputados António Costa da Silva e Norberto Patinho, bem como muitos autarcas e empresários de todo o Alentejo.
n João Trindade
7.ª Assembleia Diocena so o tema “A Misericórdia - Coração da Identidade Cristã” O Secretariado Diocesano da Pastoral Social e Mobilidade Humana da Diocese de Portalegre-Castelo Branco, vai realizar a 7.ª Assembleia Diocesana, no auditório municipal de Vila de Rei no próximo dia 20 de Fevereiro de 2016 - II sábado da Quaresma. O tema geral é: “A Misericórdia – Coração da Identidade Cristã”. A escolha teve por base a celebração do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, instituído pelo Papa Francisco no dia 11 de Abril de 2015, através da Bula de Proclamação “Misericordiae Vultus” – Rosto de Misericórdia.
Médico expõe pintura “a cor do Alentejo” Na Sede da Ordem dos Médicos decorreu no dia 28 de Janeiro a inauguração da Exposição de pintura "A cor do Alentejo" do médico António Sameiro Correia. Com esta Exposição, que contou com a presença de profissionais da saúde e pessoas ligadas à cultura a sede da Ordem dos Médicos, presidida por Jaime Azedo “grato pela iniciativa” volta a ser um espaço a visitar desta vez relacionado com a arte. No momento cultural cantou-se o fado, com sentimento e saudade.
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Tema de Abertura TERÇA-FEIRA , 2 DE FEVEREIRO DE 2016
NOTA NOTA DO DO DIA DIA
DIRECTOR MADEIRA PIÇARRA
1 – Crescem as violências em escolas de Norte a Sul do País e é com a maior preocupação que os pais e outros encarregados de educação tomam conhecimento do que lá se passa. Ainda agora uma criança de 12 anos morreu numa Escola sem explicação cabal do que sucedeu embora se suspeite de violência que motivou a queda da aluna. Isto diz-nos que é preciso haver um enfermeiro permanente nas Escolas bem como um sistema vigilante nos edifícios capaz de anular qualquer violência entre os alunos. Igualmente merecia ouvir-se a recomendação do Professor Cardiologista Manuel Carrageta para que as escolas de maior dimensão tenham um desfibrilhador necessário para uma emergência já que há muito exercício físico e pode acontecer qualquer problema cardiorespiratório.
Isto para não falar do desrespeito com que alguns responsáveis pelos alunos se dirigem incorrectos aos professores, ameaçando por palavras indignas dentro das Escolas. O Governo tem que agir e com urgência para que a Escola não se transforme num palco de brigas e ofensas. 2 – Ai "se bem me lembro" eu e os outros que vivemos daquela sã disciplina de há 50 anos, respeito pelos professores; pelos contínuos; pelos colegas que tratávamos como irmãos. Em nome da tal falsa liberdade transformaram a Escola num local perigoso. Até nisto apetece dizer: "Ó tempo volta para trás..."
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(...) Em nome da tal falsa liberdade transformaram a Escola num local perigoso. O Governo tem que agir e com urgência (...) Agora também na TV
Canal 502 e escolha Rádios Nacionais
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EM REUNIÃO PÚBLICA DE 27 DE JANEIRO
Câmara de Évora evoca escritor Vergílio Ferreira
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O Presidente da Câmara de Évora, Carlos Pinto de Sá, fez uma breve evocação da vida e obra de Vergílio Ferreira quando ocorre o 100º aniversário do nascimento do escritor e deu conhecimento da realização de um congresso (a partir de 29 fevereiro), que reúne a Universidade de Évora, a Direção Regional de Cultura do Alentejo e a Biblioteca Pública e conta com o apoio da Câmara de Évora/Arquivo Fotográfico. A Câmara Municipal vai relançar um roteiro turístico e pedagógico sobre este escritor que viveu e trabalhou em Évora e que vai integrar também
as comemorações do 30º Aniversário da Classificação de Évora como Património Mundial. Foi apresentado à Câmara pelo Presidente o logotipo que vai figurar nos 30 Anos da Classificação de Évora Património Mundial. Um voto de pesar pela morte do Presidente Honorário do Partido Socialista, Almeida Santos, foi proposto pela Vereadora Cláudia Sousa Pereira e aprovado por unanimidade. Neste, recorda-se as qualidades pessoais e o trabalho político desenvolvido pelo dirigente, “uma figura de referência para todos os democratas”.
DIRECTOR E FUNDADOR: MANUEL MADEIRA PIÇARRA
CONTACTOS (geral): Tels:
PROPRIEDADE: PIÇARRA - DISTRIBUIÇÃO DE JORNAIS, LDA.
ASSINATURAS: ÉVORA: Trav.ª de St.º André, 6-8 — Apart.: 2037 — 7001-951 ÉVORA Codex Tels. 266 730 410 • 266 741 341 • 266 744 444 e-mail: assinaturas@diariodosul.com.pt
DIRECTORES ADJUNTOS: MARIA DA CONCEIÇÃO PIÇARRA; MANUEL J. PIÇARRA EDITORES EXECUTIVOS: PAULO JORGE M. PIÇARRA (Cart. Prof. N.º 5214) JOSÉ MIGUEL S. M. PIÇARRA (Cart. Prof. N.º 5216) e-mail: administracao@diariodosul.com.pt
FOTOGRAFIA - DIÁRIO DO SUL COORDENADORES PUBLICITÁRIOS: ANTÓNIO OLIVEIRA / CARLOS EVARISTO DINIZ e-mail: publicidade@diariodosul.com.pt
Aprovação unânime mereceu igualmente o acordo de cooperação, referente ao projeto “Nós Propomos/Cidadania, Sustentabilidade e Inovação na Educação Geográfica”, a estabelecer entre o Município de Évora, o Agrupamento de Escolas nº 4 de Évora/André de Gouveia, o Agrupamento de Escolas nº 3/Severim de Faria, o Instituto de Geografia e Ordenamento do Território e a ASRI Portugal. Recorde-se que o Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa lançou no ano letivo de 2011/12 o referido projeto a nível nacional para incentivar
266 730 410 * 266 741 341 • Fax: 266 730 411
REDACÇÃO: Roberto Dores (Cart. Prof. N.º 2863); Maria Antónia Zacarias (Cart. Prof. N.º 4844); Bruno Calado Silva (Cart. Prof. N.º 4479); Marina Pardal (Cart. Prof. N.º 9157) e-mail: redacao@diariodosul.com.pt COLABORADORES:
A. Mira Ferreira; Dr. Carlos Zorrinho; António Gomes Almeida; Dr. Carlos Almeida; Dr. Luís Galhardas; Mário Simões; João Aranha; J. Correia; A. Moreira; M. O. Diniz Sampaio; Alexandre Oliveira; Dr. Bravo Nico; Dr.ª Lurdes Pratas Nico; Pe. Rui Rosas da Silva; Dr.ª Maria Reina Martin; Marcelino Bravo; Arq.º Fernando Pinto; Major Velez Correia; António Ramiro Pedrosa Vieira; Prof. Costa Coelho; Jorge Barata Santos; Dr.ª Paula Nobre de Deus; J. Ventura Trindade; José Eduardo Carreiro; Dr. Henrique Lopes; Dr. Luís Assis; Orlando Fernandes; Pe. Madureira da Silva; José Palma Rita; Diamantino Dias; Carlos Cupeto.
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a educação para a cidadania, através da dinamização do “Estudo de Caso” previsto no programa de Geografia A do 11º ano de escolaridade. O “Estudo de Caso” pretende que os alunos desenvolvam trabalhos sobre o seu concelho, abordando questões de interesse coletivo e que assentem num melhor conhecimento das caraterísticas locais, dos instrumentos de planeamento municipais em vigor e na importância da participação cívica na construção das cidades e na ocupação dos territórios, bem como na qualidade de vida das populações.
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NOTÍCIAS DE PORTUGAL
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Sociedade TERÇA-FEIRA , 2 DE FEVEREIRO DE 2016
Um dragão chamado dinheiro Grupo Dramático da SHE
n Pe. Madureira da Silva
• No século XIII viveu um homem que, por ser tão louco aos olhos do mundo, se tornou santo aos olhos de Deus. Era Francisco de Assis. Gostava de se relacionar fraternalmente com tudo o que na natureza manifesta a bondade de Deus. A tudo chamava irmão, mesmo ao dinheiro. Achava que o irmão dinheiro era bom porque, ao valorizar a irmã pobreza, fazia que esta se diluísse e, dessa forma, subisse o nível da dignidade dos homens. O irmão dinheiro era bom porque tinha feito com que os primeiros cristãos fossem desprendidos e depositassem na bolsa comum o resultado da venda dos seus bens. O irmão dinheiro era bom porque causava muita alegria ao ajudar a remir os presos. O irmão dinheiro era bom porque, tal como o sangue no corpo, assim ele na sociedade para alimentar indistintamente a todos. E tudo corria às mil maravilhas, até que, aos poucos, foi transformado em enorme e devorador dragão. Antes, não era dragão; os homens é que fizeram dele um dragão. Antes, era um ser bom, mesmo muito bom, que dava de comer às pessoas, construía casas e escolas e hospitais. O mal foi que cada homem o quis levar para sua casa e ele deixou de ser bom para todos e ficou a ser bom somente para quem dele se apropriava. E foi assim que o irmão dinheiro passou a ser o dragão dinheiro. • O dragão dinheiro passou a comportar-se cruelmente. Fez correr sangue, lágrimas e vergonha e desencadeou todas as maldades. Fez com que a maior parte da humanidade sofresse fome e miséria e a menor parte se tornasse egoísta. Semeou o mundo de famintos e avarentos, de miseráveis e ladrões. Mora nos bancos e nos bolsos, nos cofres e nas vaidades, no supérfluo e no domínio. E vai roendo almas e vidas, projetos e boas intenções, ideais e generosidade. Com ele se com-
pram consciências e tribunais, dignidade e respeito; com ele se enxovalham velhos e jovens, crianças e adultos; com ele se transformam corpos em robots luzidios, se embebedam vícios com noites, álcool e drogas, e se mimam animais enquanto se desfazem crianças. Aparentemente, este dragão não tem escamas horripilantes nem deita fogo pelas narinas; é sociável e esbelto, mas, com a sua medonha capacidade de ludibriar e convencer, nunca admite ser permeável à justiça ou à compaixão. Só lhe interessa a ambição, a ganância e o lucro. Os seus detentores preferem ter mais do que ser mais. E é dessa forma que, sem se darem conta, fazem crescer a indiferença, a competição e a corrupção, porque a concentração dos bens aumenta as desigualdades sociais e torna as pessoas insensíveis, cegas e escravas de cálculos. • O dragão dinheiro nunca está saciado. Percorre o coração dos egoístas, transforma o amor em prazer desordenado e sem compromisso, e reduz a zero a dignidade humana. Nesta espiral, abre as portas à cultura de todos os vícios e cria um profundo vazio existencial nos seus detentores. O dragão dinheiro excita os desejos das crianças e dos jovens e legitima-os, chamando-lhes felicidade, bemestar e autorrealização. Promete maravilhosos mundos aos adultos e convence-os de que a vida tem de ser vivida como um espetáculo, uma satisfação dos desejos, das sensações e de curtições. O dragão dinheiro abre as portas a todo o género de avareza, porque a tudo o que se identifica com o materialismo dá o nome de lucro e sucesso; e a tudo o que se identifica com o consumismo chama livre escolha. É um dragão com prioridades. Primeiro, as diversões, a curtição, o imediato, a estética, a dimensão lúdica da vida, as distrações, o corpo. Depois, o desdém, a supremacia, as vaidades, a irresponsabilidade e a não culpabilização. De facto, o dragão dinheiro, transformado em egoísmo globalizado, gera povos da opulência e povos da indigência, aumenta as desigualdades entre ricos e pobres e cria o pecado social da injustiça. O dragão dinheiro é o caminho natural para o abismo da nossa civilização.
Comentários Roma Antiga
“Os Tribunos da Plebe ( no início dois , mais tarde quatro , cinco e dez ) eram os Magistrados que atuavam junto do Senado em defesa dos direitos da Plebe ( Povo ) . A República Romana existiu entre 508 a.C. a 27 a.C. ; enquanto o Império Romano vigorou entre 27 a.C. a 1453”. P.D.
inicia a 4ª edição da sua Oficina de Teatro
O renovado Grupo Dramático da SHE dá início, no próximo dia 10 de Fevereiro, a mais uma edição da sua Oficina de Teatro. Depois da colaboração de Claudia Lázaro, ao longo das 3 edições anteriores, a Oficina de Teatro da SHE conta agora com Maria Marrafa (actriz profissional residente no Cendrev desde 2003) que será a nova orientadora do Grupo. Os interessados podem participar na Aula Aberta que tomará lugar amanhã, dia 3 de Fevereiro, às 21h30, na sede da SHE (Pç Giraldo 72, Évora). As sessões da Oficina de Teatro decorrem todas as quartas-feiras entre as 21h30 e as 23h30, na SHE. Para mais informações: she.artes.evora@gmail.com
Assinatura de Protocolo de Cooperação para a gestão, salvaguarda e visita pública à Gruta do Escoural
No próximo dia 2 de Fevereiro, pelas 19 horas, a Direção Regional de Cultura do Alentejo, a Câmara Municipal de Montemor-oNovo, a Junta de Freguesia de Santiago do Escoural e a Associação Amigos Unidos pelo Escoural, irão assinar um protocolo de cooperação, visando a melhoria de condições de gestão, salvaguarda e visita pública da conhecida Gruta do Escoural. Solidariamente interessadas no aumento do número de visitantes que, apesar das condicionantes existentes, está ainda muito longe da capacidade de carga da cavidade, as entidades signatárias do Protocolo, juntaram esforços no sentido de criar condições que assegurem, melhores condições para a reserva, receção e acompanhamento de visitas turísticas à Gruta. Após a assinatura do Protocolo que decorrerá no Centro de Interpretação da Gruta do Escoural, cujo edifício é propriedade da Junta de Freguesia de Santiago do Escoural, será também apresentado um novo folheto turístico sobre a Gruta do Escoural e o Castelo de Montemor-o-Novo, produzido no âmbito de parceria entre a Câmara e a Direção Regional de Cultura.
Gala da TAUROMAQUIA enalteceu Alter do Chão e a Tauromaquia
A vila de Alter de Chão foi palco de mais uma Gala da Tauromaquia do Clube Taurino do Agrupamento de Escolas de Alter. Casa cheia, não só de alterenses, mas de muitos aficionados e galardoados que se deslocaram de vários pontos do país. O rancho folclórico “As Ceifeiras” deu o mote para uma noite de música, alegria e de premiar
os setores da Festa a destacar, sendo no capítulo da forcadagem o eborense João Nunes Patinhas, sentiu o carinho com que é respeitado e acolhido por todos e a sua presença é sempre alvo de inúmeras atenções pelo que foi no campo da forcadagem mundial. Atualmente é uma “enciclopédia viva” para aprendizagem dos mais novos. Foram ainda distinguidos os forcados:
os que fizeram a História da Tauromaquia. A Oficina de Sonhos, pela direção de Maria Salvaterra, encantou todos com os petizes, o professor Joaquim Branquinho e os seus alunos do Clube da Música, o grupo de rumbas e flamengos - Los Bandoleros, os alunos Carlos Conceição, Rafael Carvão e António Batista, e claro presença desde o primeiro momento a Banda Municipal Alterense, com o passodoble “Olé Manuel dos Santos”. Presença do deputado, Luís Moreira Testa, que afirmou “pode haver quem ataque a Festa, mas também há quem a defenda”, sendo que após proferir tal afirmação ecoou na sala uma estrondosa salva de palmas. Nas distinções, vários foram
Simão Comenda, José Jorge Pereira, José Romão e João franco; os cavaleiros Mestre João Branco Núncio e Pedro Louceiro, a título póstumo, o dom Francisco de Mascarenhas, Mestre David Ribeiro Telles, Mestre Luís Miguel da Veiga e Frederico Cunha; os matadores Maestro Manuel dos Santos, a título póstumo, Maestros Mário Coelho e José Júlio; os bandarilheiros José Tinoca e Amâncio Grilo, A Tertúlia Festa Brava e o Grupo de Forcados de Santarém pelos seus 100 anos de existência Mais uma iniciativa do Clube Taurino do Agrupamento de Escolas de Alter do Chão com o empenho de todos os alunos e a coordenação do professor Marco Gomes.
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Regional
TERÇA-FEIRA , 2 DE FEVEREIRO DE 2016
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No âmbito da EDP – Programa Tradições Locais e Regionais 2015
Évora “conhece” Altas Vozes, Brincas de Évora Fotos Exclusivas
O
livro “Altas Vozes, Brincas de Évora: P r á t i c a s Contemporâneas”, da investigadora do Instituto de Estudos de Literatura Tradicional, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa, Isabel Bezelga, foi dado a conhecer este sábado na Casa do Povo dos Canaviais. A obra, que foi apresentada por Rui Arimateia, do Centro de Recursos da Tradição Oral e Património Imaterial, da Câmara Municipal de Évora, é o resultado de vários anos de pesquisa, de estudo e de observação de uma das manifestações que se convencionou denominar por Património Cultural Imaterial – As Brincas de Carnaval de Évora. Para a autora, as Brincas de Évora são uma das manifestações culturais populares e tradicionais mais singulares que ainda hoje subsiste no Concelho de Évora durante os meses frios de inverso e que desabrocha com toda a sua pujança durante os dias festivos do Entrudo. Já Rui Arimateia, refere ainda
que “as Brincas, além de tradição, são também festa, sociabilidade, encontro e partilha colectiva, que no fundo auxiliam a caracterizar a identidade cultural dos locais de sua proveniência e atuação – o espaço ocupado pelas antigas quintas do termo de Évora”. “As brincas são” – diz este investigador – “uma manifestação festiva de índole carnavalesca tradicional. Uma manifestação festiva marginal e que só tinha lugar nos meios com mais características rurais”. Para Isabel Bezelga as Brincas, que tal como os Bonecos de Santo Aleixo, são uma manifestação marcada pela utilização na performance de música, de canto, de dança e de
texto, encontram-se completamente embebidas nas e pelas vivências mais intimas deste grupo de homens e de mulheres e, que por isso mesmo, exalam por todo os poros, atos, visualidades, gestos, sons e cheiros, uma vivência cultural plena”.
A cerimónia de apresentação do Livro “Altas Vozes, Brincas de Évora: Práticas Contemporâneas” contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal
de Évora, Carlos Pinto de Sá, para quem esta “obra mostra a imensa diversidade cultural que o concelho possui”. Este livro surge no âmbito do
projecto “Disponibilização de Recursos e Divulgação das Brincas de Évora”, apoiado pela EDP – Programa Tradições Locais e Regionais 2015. As atuações da Escolinha de Brincas e Grupo de Brincas de Canaviais, do Grupo Coral e Instrumental Vozes de Canaviais/ Dança Kids e a projecção do documentário “Brincas”, de Luís Godinho, completaram a cerimónia de lançamento do livro. Em simultâneo com a apresentação do Livro, da Editora “Arranha Céus”, teve ainda lugar a apresentação do caderno “Os Fundamentos das Brincas de Évora”, de Raimundo José Lopes, com recolha de Luís Matos, e o documentário “Brincas de Évora”, de Luís Godinho.
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CASTELO DE VIDE
n João Trindade
Plantação de 1.000 árvores na Serra de S Paulo No dia 30 de Janeiro, a Associação de Defesa da Natureza e dos Recursos da Extremadura (ADENEX), contribuiu para a reflorestação da Serra de São Paulo de Castelo de Vide numa acção ambiental para a plantação de cerca de 1.000 árvores por cerca de 100 voluntários. Segundo a Edilidade “esta reflorestação pretende contribuir para uma área florestal mais diversificada que compreenda um conjunto de espécies autóctones, tais como o sobreiro, a azinheira ou o carvalho”. Salienta-se esta iniciativa de participação cívica, vinda do lado de lá da fronteira, em reconhecimento das potencialidades/ fragilidades que a nossa paisagem oferece.
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Desporto
TERÇA-FEIRA , 2 DE FEVEREIRO DE 2016
FUTEBOL NO ALENTEJO Canaviais, 0 - Lusitano, 2
Beja
Milfontes não desarma
Lusitano tira Canaviais da Taça
Ao vencer domingo Almodôvar por três a zero a formação de Vila Nova de Milfontes manteve a liderança com os mesmo quatro pontos de vantagem sobre o segundo classificado o Futebol Clube de Serpa que foi ao terreno do último classificado o S. Marcos vencer por dois e zero. Quem está a voltar aos seus melhores tempos e a tentar recuperar o primeiro lugar é o Mineiro Aljustrelense que foi a Penedo Gordo vencer por dois a zero, já o Odemirense recebeu o
Jogo no Campo José Eduardo Abreu nos Canaviais em Évora. Árbitro – Paulo Forca Canaviais - Nuno Laurentino; Luís Mocho, Bichinho, Pedro Soares e Chico; Mesquita, Cainó e Quico (André Garcia) (Maneta); Vitor Martelo ( Vasco Sobral), Hugo Bragança e Lourinho Treinador – Miguel Ângelo Lusitano - Rodrigo; Rui Bento, Rogério, Ruben, Grilo, Zé Quito, Ferro, Bruno Machado (Milho), Vítor Pires, Faianco e Miguel Rosado. Treinador - Nelson Valente Golos: Faianco (26’), Ferro (90+3’) Não são muitos os jogos onde há unanimidade quanto ao vencedor bem como quanto á qualidade do jogo e ainda quanto ao resultado. Pois bem na partida entre o Grupo Desportivo dos Canaviais e o Lusitano a contar para a Taça Dinis Vital, poucos ou nenhum dos que se deslocaram ao Campo dos Canaviais, tem duvida quanto à justiça do resultado, tal como ninguém tem duvida quanto à fraca qualidade do futebol produzido e ninguém deixa de dizer que a vitória pela diferença mínima seria o resultado mais acertado. Mas, vamos ao resultado. Os jovens do Lusitano entraram com muita determinação na partida, surpreendendo de certa forma a experiente equipa dos Canaviais, que sofrendo uma pressão alta dos lusitanistas, não conseguiram no primeiro tempo, espaço para organizarem a sua manobra ofensiva, pelo que os lusitanistas, estiveram sempre mais perto da baliza de Nuno Laurentino, isto apesar de não criarem muitas oportunidades de golo.
O golo que pode ser dividido entre Zé Quito e Faianco surgiu numa altura em que o Lusitano tinha algum ascendente e digamos que se justificava na altura. O golo não alterou nada do que se estava a passar nem mesmo a alteração efetuado por Miguel Ângelo, a saída de Quico para a entrada de André Garcia, uma vez que o problema residia na forma como a equipa de Nelson Valente pressionava a saída de bola da formação canarinha. Na segunda parte, OS Canaviais deram um ar da sua graça, o jogo foi mais dividido, com mais oportunidades de golo, sem que no entanto resultassem naquilo que ambas as formações pretendiam os pupilos de Miguel Ângelo voltar á discussão do jogo e os lusitanistas manterem a vantagem que lhes garantia a passagem ás meias finais da Taça. Sem grande imaginação e com muita vontade as duas equipas encaixaram-se e parecia que o resultado não iria sofrer alterações, até que Ferro a marcação de um livre e já em período dado pelo árbitro fixou o resultado e dois a zero. Quanto á qualidade do jogo, esperava-se mais destas duas
equipas e naturalmente da equipa da casa que tem jogadores de reconhecido potencial, mas que não conseguiram produzir o futebol que está ao seu alcance, por seu lado os lusitanistas realizarem o seu jogo muito aguerrido muito pressionante, muito ambicioso, mas também sem grande qualidade. Assim sendo o jogo não foi em termos de qualidade o que se esperava, mas o que faltou em qualidae individual e coletiva sobrou em entrega e vontade e aí o Lusitano foi melhor e mereceu a vitória. Finalmente o resultado, dois a zero não se justifica, mas como se diz em “futebolês”, elas contam é lá dentro e o Lusitano marcou dois golos os Canaviais nenhum venceram e só por prémio de consolação se pode dizer que o resultado foi exagerado. O Lusitano mostrou que tem uma equipa muito organizada que sabe o que fazer, os Canaviais foram surpreendido pela postura dos jovens lusitanistas e foram incapazes de impor o seu futebol e assim perderam um dos seus objetivos da temporada a conquista da Taça Dinis Vital. Paulo Forca fez um trabalho positivo.
Évora
Monte Trigo, Redondense, Montemor e Lusitano são semifinalistas da Taça Dinis Vital Monte Trigo, Redondense, União de Montemor e Lusitano são os semi finalistas da Taça Distrito de Évora, agora designada e bem Taça Dinis Vital. Digamos que os quartos de final ditaram o afastamento das equipas da divisão de honra de Évora, Fazendas do Cortiço, Arraiolense e Estremoz e colocaram nas meias dois candidatos ao titulo da divisão de elite, o Redondense e o União de Montemor e duas equipas que lutam por posições cimeiros digamos que intermédias, o Lusitano e o Monte Trigo. No jogo mais importante desta eliminatória, aconteceu digamos que Taça, o favorito, o Grupo Desportivo e Recreativo dos Canaviais perante o seu público foi batido sem apelo nem agravo pelo Lusitano, formação
que já tinha perdido e no seu terreno frente aos Canaviais esta temporada. Mas, Taça é Taça e no confronto entre esta duas equipas ficou demonstrado que o Lusitano é uma formação a ter em conta não só para a conquista do troféu, mas também para se intrometer entre os favorito á vitória final no campeonato e os Canaviais que vão ter domingo um jogo importantíssimo para o campeonato ficaram a saber que há ainda muito que trabalhar para conseguir os objetivos para já um ficou pelo caminho. Nos restantes jogos não houve surpresas, o Monte Trigo sentiu algumas dificuldades perante um Arraiolense que tem vindo a ter um campeonato algo irregular, a equipa da elite acabou por vencer e digamos que fez o
seu trabalho, já nos outros dois jogos, os favoritos mostraram a sua força com o Redondense a golear a equipa das Fazendas do Cortiço por cinco a zero e o União de Montemor a não ter dificuldades em vencer o Estremoz por quatro a zero. Vamos ter assim uma meias finais interessantes, veremos como se vão casar esta quatro equipas mas para já duas boas surpresas Lusitano e Monte Trigo um habitual finalista da Taça e duas equipas que pela sua qualidade estão naturalmente a um passo da fina, o União de Montemor e o Redondense. Resultados - Monte do Trigo 2 Arraiolense 1, Redondense 5 Fazendas do Cortiço 0, União de Montemor 4 Estremoz 0 , Canaviais 0 Lusitano 2.
Desportivo de Beja e venceu folgadamente por quatro a zero. Quem continua a fazer um campeonato irregular é o Vasco da Gama da Vidigueira que depois de ter recuperado alguns pontos e lugares volta a realizar um mau jogo tendo perdido no seu terreno por dois a zero frente ao Guadiana de Mértola. Resultados e Classificações Vasco da Gama 0 Guadiana 2, Almodôvar 0 Milfontes 3, Penedo Gordo 0 Mineiro Aljustrelense
2, FC São Marcos 0 FC Serpa 2, Aldenovense 1 Renascente S. Teotónio Odemirense 4 Desportivo de Beja 0 Descansou: Piense Classificação 1º Milfontes 34, 2º FC Serpa 30, 3º Mineiro Aljustrelense 29, 4º Piense 25, 5º Vasco da Gama 23, 6º Almodôvar 23, 7º Odemirense 22, 8º Penedo Gordo 20, 9º Renascente 17, 10º Aldenovense 14, 11º Guadiana 11, 12º Desportivo de Beja 6, 12º S. Marcos.
Portalegre
Mosteirense mais longe da concorrência O Mosteirense leva já onze pontos de vantagem sobre o segundo classificado no distrital de Portalegre, isto após ter goleado a Juventude da Terrugem por seis a um. O segundo classificado o Fronteirense não jogou e viu assim a distancia para o primeiro aumentar. Esta foi aliás uma jornada de goleadas no atípico campeonato distrital de Portalegre, pois os
Gavionenses receberam no seu terreno o último classificado o Monfortense e venceram categoricamente por sete a um. No outro jogo desta jornada, recorde-se que o distrital de Portalegre conta somente com sete equipas, o resultado foi mais nivelado com o Gafetense a perder no seu terreno por três a um frente ao Montargilense.
Resultados e Classificações Gafetense 1 Montargilense 3, Gavionenses 7 Monfortense 1, Mosteirense 6 Juventude da Terrugem 1. Classificação: 1º Mosteirense 30, 2º Fronteirense 19 , 3º Gavionenses 14, 4º Montargilense 13, 5º Gafetense 13, 6º Terrugem 8, 7º Monfortense 7.
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TERÇA-FEIRA , 2 DE FEVEREIRO DE 2016
Ciclo de Conferências “Há Cultura nos Remédios” “A Ordem Carmelita em Évora – Contributos para o Estudo Arquitetónico das suas Fundações” foi o tema da segunda conferência sobre o património artístico de Évora. Dia, 28 de Janeiro, o Convento dos Remédios voltou a ser palco de uma iniciativa integrada nas comemorações do 30º Aniversário da classificação de Évora como Património Mundial pela Unesco: na conferência que teve lugar no respetivo Auditório, Francisco Bilou, técnico da Câmara Municipal de Évora, apresentou a conferencista: Maria do Céu Simões Tereno, professora e investigadora do Departamento de Arquitetura da Universidade de Évora, abordou a influência da Ordem Carmelita na nossa cidade, incidindo particularmente nos três conventos existentes, na respetiva implantação no tecido urbano e arquitetura das edificações. Os Carmelitas Descalços tiveram origem na Ordem do Carmo, que surgiu no Séc. XII no Monte Carmelo, situado no território que corresponde hoje ao Estado de Pub.
A
Israel. Era constituída por frades evangelizadores, que nessa condição migraram para o Ocidente, tendo fundado em Évora três conventos: o Convento dos Remédios; o Convento do Carmo; o Convento de S. José da Esperança, conhecido por Convento Novo, talvez por ter sido o último a ser construído em Évora, já na última parte do Séc. XVII. A explicação sobre o modelo arquitetónico destes conventos, as técnicas de edificação e a sua integração e desenvolvimento no contexto urbano da Cidade de Évora prenderam a atenção de uma plateia interessada. Segundo a conferencista ficou a imagem de um património riquíssimo que deveria poder ser integralmente conservado e mantido em condições de ser visitado e usufruído pela população.
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Planta exótica jacinto-de-água “ameaça” Guadiana, mas ainda não atingiu Alqueva
dispersão da planta exótica invasora jacinto-de-água no rio Guadiana “é preocupante e uma ameaça”, devido à sua “elevada capacidade” de propagação e degradação da qualidade da água, mas ainda não atingiu a albufeira do Alqueva. Segundo informações prestadas à agência Lusa pela Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA), a dispersão da planta no Guadiana “é preocupante e uma ameaça, pois trata-se de uma espécie exótica invasora com elevada capacidade de propagação e consequentemente com elevada capacidade de degradação da qualidade da água”. A dispersão da planta atingiu a fronteira do Guadiana entre Portugal e Espanha, coincidente com a confluência do rio Caia, em meados de 2014, mas, até agora, as ações desenvolvidas nos dois países “têm sido eficazes na contenção da proliferação de jacinto-de-água para a albufeira do Alqueva”, indica a empresa. A EDIA refere que instalou duas barreiras de contenção no troço internacional do Guadiana, a primeira em 2012 e a segunda em 2014, respetivamente a dez e a três quilómetros a montante da ponte da Ajuda. No tempo quente, quando o jacinto-de-água apresenta vigor vegetativo e capacidade de flutuabilidade e colonização, a EDIA tem realizado ações semanais de recolha de exemplares do rio, “o que tem sido, até agora, suficiente para impedir a dispersão da planta para jusante em direção à albufeira do Alqueva”. “A adequada manutenção e
melhoria das barreiras existentes no rio Guadiana contribui para a operacionalidade e a fiabilidade do sistema”, porque é naqueles locais que se podem realizar ações de recolha em resultado da acumulação de plantas junto às estruturas, explica a EDIA. O “risco eminente de proliferação” de jacinto-de-água em território português e para a albufeira do Alqueva levou o deputado do PCP por Beja, João Ramos, a questionar o Ministério do Ambiente para saber se está acompanhar a situação, que medidas preventivas estão a ser tomadas e se vai reforçar e em que moldes as medidas de prevenção e monitorização. Segundo refere João Ramos, na pergunta dirigida ao Ministério do Ambiente e enviada à Lusa, a EDIA, em junho de 2015, confirmou a existência de uma mancha de jacinto-de-água, “uma das mais perigosas e resistentes pragas aquáticas do
mundo”, a cerca de três quilómetros do início da albufeira do Alqueva, na zona da ponte da Ajuda. “A possibilidade de impacto na albufeira do Alqueva é real e não pode ser descurada”, devido aos “enormes custos ambientais e económicos causados pela disseminação do jacinto-deágua”, defende o deputado. O jacinto-de-água “impede a entrada de luz solar e a oxigenação das águas, com graves consequências para fauna e flora” e as zonas afetadas “por esta praga sofrem taxas de evaporação três a quatro vezes acima do normal e a decomposição da planta aumenta os níveis de procura química e biológica de oxigénio”, explica o deputado, alertando que “a contaminação pode, no limite, chegar ao ponto de impossibilitar o consumo humano ou o uso agrícola da água”. A EDIA indica que está a estudar a localização, a geometria e
o modo de funcionamento de novas barreiras no Guadiana e “a eventual mobilização de procedimentos e equipamentos mais específicos e mais habilitados para o trabalho preventivo de contenção, recolha e processamento” da planta em coordenação com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a Confederação Hidrográfica do Guadiana (CHG). Segundo a EDIA, o jacinto-deágua, por ser uma planta exótica, “morre assim que as temperaturas baixam, representando um problema para a qualidade da água devido à carga de matéria orgânica que comporta”. A EDIA tem mantido colaborações com a CHG e a APA no acompanhamento da situação, o que permite à empresa acompanhar “o esforço desenvolvido em Espanha” para contenção do jacinto-de-água e estar “consciente das implicações que a dispersão da planta poderá ter para jusante”.
Comparsas espanholas em corsos do Carnaval Internacional de Elvas
O
s desfiles carnavalescos na cidade raiana de Elvas, contam com a participação de grupos de comparsas espanholas, com os promotores à espera de milhares de visitantes, divulgou o município. Na 20.ª edição do Carnaval Internacional de Elvas, no distrito de Portalegre, a cargo do município e que começa
na quinta-feira, os corsos saem às ruas do centro histórico da cidade nas tardes de sábado, domingo e de terça-feira. Segundo a autarquia, este ano marcam presença, nos três corsos, oito grupos em representação de associações do concelho, com 650 foliões, e no sábado, no primeiro desfile, um dos pontos altos do Carnaval de Elvas, participam 10 grupos de comparsas
espanholas. No desfile de terça-feira de Carnaval também participam duas comparsas do país vizinho. Na segunda-feira, à noite, decorre um desfile coreográfico, no Coliseu Comendador Rondão Almeida, onde cada um dos grupos participantes vai mostrar as coreografias preparadas para a ocasião, seguindo-se um baile de Car-
naval. O programa dos festejos carnavalescos em Elvas começa na quinta-feira com a celebração do “Dia das Comadres e dos Compadres”, que conta com a participação de alunos da Universidade Sénior de Elvas e de jovens da Associação Juvenil ARKUS. No dia seguinte, decorre o desfile de Carnaval das escolas.
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TERÇA-FEIRA , 2 DE FEVEREIRO DE 2016
Breves Santiago do Cacém: Despiste provoca um morto no concelho Um homem de 52 anos morreu 6.ª feira, na sequência do despiste do veículo ligeiro de mercadorias em que seguia na zona de Alvalade, concelho de Santiago do Cacém, Setúbal, disse à agência Lusa fonte da GNR. Foram mobilizados para o local, operacionais e veículos dos Bombeiros Voluntários de Alvalade e de Aljustrel, uma viatura médica de emergência e reanimação (VMER) do Hospital do Litoral Alentejano e a GNR.
• Alcácer do Sal: Homem gravemente ferido com arma de fogo
Um homem de 77 anos ficou ferido com gravidade na sequência de um acidente com arma de fogo enquanto caçava, no concelho de Alcácer do Sal, disse à agência Lusa fonte da GNR. Foram mobilizados para o local, operacionais e veículos dos Bombeiros Voluntários de Alcácer do Sal, uma viatura médica de emergência e reanimação (VMER) de Setúbal, um helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e a GNR.
• Sines: Assalto a loja
Um assaltante, em plena tarde, roubou um anel à funcionária da loja de vestuário no centro da cidade. Ia armado de faca. A GNR procura detê-lo.
• Beja: Atropelamento mortal
Junto ao Bairro da Esperança um homem de 50 anos foi atropelado mortalmente quando atravessava a estrada. O condutor foi identificado e o teste de alcoolémia foi negativo. A GNR tomou conta da ocorrência e os Bombeiros locais ainda levaram a vítima ao hospital.
• Vidigueira: 30.º aniversário dos Bombeiros
A Associação Humanitária dos Bombeiros Violuntários da Vidigueira completou 30 anos e a data foi assinalada por missa a evocar bombeiros e dirigentes falecidos. Houve ainda desfile de viaturas e dos 40 elementos e um espectáculo popular. As entidades locais estiveram nas cerimónias.
12 Meses 12 Pratos
Todos os meses, os pratos típicos portugueses nos restaurantes Vila Galé
I
nicialmente materializada com apenas um prato típico português, cedo ganhou proporções para se prolongar durante o ano de 2016. Falamos da nova iniciativa gastronómica Vila Galé, intitulada 12 Meses 12 Pratos. Com o objectivo de levar à prova a riquíssima gastronomia portuguesa, o Grupo idealizou uma acção onde, todos os meses, dá a provar pratos regionais, que habitualmente estão apenas disponíveis nas regiões onde as unidades se encontram inseridas, em todos os hotéis Vila Galé de quatro estrelas em Portugal.
Segundo Miguel Santos, Director de F&B do Grupo Vila Galé, “esta iniciativa reflecte a aposta do Grupo em conceitos gastronómicos diferenciadores e pretende aproximar os clientes aos produtos
regionais portugueses”. O mês de Janeiro foi invadido por um dos pratos típicos portuenses, a Francesinha, mas outros pratos estão já confirmados para os próximos meses:
Janeiro: Francesinha; Fevereiro: Secretos de porco; Março: Alheira frita com grelos; Abril: Açorda alentejana; Maio: Pataniscas de bacalhau com arroz de feijão; Junho: Sopas de cação; Julho: Bacalhau à Brás; Agosto: Arroz de polvo à Algarvia; Setembro: Choco frito; Outubro: Cozido de grão com vagens à Alentejana; Novembro: Feijoada de chocos à Algarvia; Dezembro: Bife de atum Madeirense.
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Sociedade TERÇA-FEIRA , 2 DE FEVEREIRO DE 2016
NECROLOGIA MARIA CAROLINA PALMA PEDRO MENDES
Faleceu dia 01/02/2016, em Évora a Senhora Maria Carolina Palma Pedro Mendes, de 59 anos de idade, natural de Picote (Miranda do Douro), e que residia em Évora. Dia 02/02/2016 na Igreja da Sagrada Família (Álamos) às 10:30 horas, será celebrada encomendação de corpo, seguindo o funeral para o Cemitério de Elvas. Tratou do Funeral a Agência Funerária Maurício
GUILHERMINA DOS ANJOS ANTUNES MOLERO MARQUES
Faleceu no dia 29 de Janeiro de 2016, em Évora, Guilhermina dos Anjos Antunes Molero Marques, de 85 anos, viúva de Júlio Machado Marques, natural de Évora (Sé) e residente em Évora. Dia 31-01-2016, na capela mortuária do hospital de Évora, pelas 14:30 horas, foi celebrada encomendação de corpo presente, seguindose o préstito fúnebre para o cemitério dos Remédios - Évora. Agência Funerária Pestana - Évora – Servilusa
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MANUEL JOÃO PEDRO
Faleceu no dia 30 de Janeiro de 2016, em Évora, Manuel João Pedro, de 92 anos, viúvo de Gracinda Caeiro Gaspar, natural de Pavia e residente em Évora. Dia 01-02-2016, na capela mortuária de Azaruja, pelas 09:00 horas, realizou-se o préstito fúnebre para o crematório de Elvas. Agência Funerária Pestana - Évora – Servilusa
TERESA DO CARMO SARAGOÇA GRAZINA CARRAPATO
Faleceu no dia 30 de Janeiro de 2016, em Loures, Teresa do Carmo Saragoça Grazina Carrapato, de 35 anos, casada com Rui Miguel Rabiais Carrapato, natural e residente em Campo Maior. Dia 31-01-2016, na capela mortuária de Campo Maior, pelas 14:00 horas, foi celebrada encomendação de corpo presente, seguindo-se o préstito fúnebre para o cemitério de Campo Maior. Agência Funerária Campo Maior – Servilusa
TEODORA ROSA NETO
Faleceu dia 31/01/2016, em Évora, a senhora Teodora Rosa Neto, de 90 anos de idade, natural da Sé (Évora), e que residia em Évora. Dia 02/02/2016 na Capela do Hospital às 15:30 horas, será celebrada encomendação de corpo presente, seguindo o funeral para o Cemitério dos Remédios em Évora. Tratou do Funeral a Agência Funerária Maurício
MANUEL ANTÓNIO CARDADOR
Faleceu dia 01/02/2016, em Évora, o senhor Manuel António Cardador, de 95 anos de idade, natural de Torre de Coelheiros (Évora), que residia em Évora. Dia 02/02/2016 na Capela do Hospital, onde às 14:30 horas, será realizado a encomendação do corpo, seguindo o funeral para o Cemitério do Espinheiro em Évora. Tratou do Funeral a Agência Funerária Maurício Diário do Sul apresenta a todos os familiares as suas mais sentidas condolências.
ANACLETO MARIA CAIXINHA DE MATOS
Agradecimento e Missa de 7.º Dia Esposa, filho, nora, neto e restante família, na impossibilidade de o fazerem pessoalmente, vêm por este meio agradecer a todas as pessoas das suas relações e amizade a forma como lhes manifestaram o seu pesar aquando do falecimento do seu ente querido. Aproveitam para participar que será celebrada Missa pelo seu eterno descanso quinta-feira, dia 3 de Fevereiro, pelas 18h30m, na Igreja da Sagrada Família (Álamos), agradecendo desde já a quem se dignar assistir a tão piedoso ato.
A esposa, filho, nora e neto de Anacleto de Matos vêm por este meio deixar um agradecimento especial à equipa da Unidade de Cuidados Continuados Integrados, de Évora
JOAQUINA DE JESUS SERRANA Agradecimento e Missa de 7.º Dia
Seus filhos, noras, netos e restante família, na impossibilidade de o fazerem pessoalmente, vêm por este meio agradecer a todas as pessoas das suas relações e amizade a forma como lhes manifestaram o seu pesar aquando do falecimento da sua ente querida. Aproveitam para participar que será celebrada Missa pelo seu eterno descanso, amanhã, dia 3 de Fevereiro de 2016, pelas 18h30m, na Igreja dos Salesianos, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a tão piedoso acto.
Falecimento Sua família participa o falecimento de Guilhermina dos Anjos Antunes Molero Marques, de 85 anos, natural e residente em Évora, que ocorreu no Hospital Distrital de Évora, dia 29/01/2016 e que o seu funeral se realizou dia 31/1/2016 para o Cemitério dos Remédios em Évora. A família enlutada agradece reconhecida a todas as pessoas que lhe manifestaram o seu pesar, assim como à Agência Funerária Servilusa por todo o acompanhamento prestado. A todos muito obrigado.
ANTÓNIO JACINTO DA SILVA BOAVENTURA Agradecimento e Missa de 7.º Dia
AGRADECIMENTO
GUILHERMINA DOS ANJOS ANTUNES MOLERO MARQUES
Esposa, filhas, filho, netas, netos e genros, na impossibilidade de o fazerem pessoalmente, vêm por este meio agradecer a todas as pessoas das suas relações e amizade a forma como lhes manifestaram o seu pesar aquando do falecimento do seu ente querido. Aproveitam para participar que será celebrada Missa pelo seu eterno descanso quarta-feira dia 3 de Fevereiro, pelas 18h00m, na Igreja de S. Brás, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a tão piedoso ato.
MANUEL ANTÓNIO CARDADOR Participação de Falecimento
Seus filhos, nora, netos e restante família, na impossibilidade de o fazerem pessoalmente como seria seu desejo vêm por este meio participar a todas as pessoas de suas relações e amizades o falecimento do seu ente querido e que o seu corpo se encontra em câmara ardente na capela do hospital, onde dia 02/02/2016 será celebrada encomendação de corpo presente pelas 14:30 horas, seguindo o seu funeral para o cemitério do Espinheiro em Évora. Tratou do funeral a Agência Maurício
PROFESSOR AFONSO DE CARVALHO Sua família, participa que será celebrada Missa pelo eterno descanso do seu querido familiar, na igreja de Santo Antão, hoje dia 2 de Fevereiro, às 12h, agradecendo a presença de quem nos puder acompanhar neste tempo de saudade.
JOSÉ ANTÓNIO VAQUEIRO BENTO Missa de 6.º Mês
Sua esposa, filhos e netos, na impossibilidade de o fazerem pessoalmente como seria seu desejo, vêm por este meio participar a todas as pessoas das suas relações e amizade que será celebrada Missa pelo eterno descanso do seu ente querido, dia 4 de Fevereiro de 2016, pelas 12h00m, na Igreja de Santo Antão, agradecendo desde já a quem se dignar assistir a tão piedoso ato.
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Sociedade TERÇA-FEIRA , 2 DE FEVEREIRO DE 2016
TEATRO
Os Desaparecidos/ Die Verschollenen
a partir de Amerika de Franz Kafka Co-produção Companhia de Teatro de Braga, O-Team e Pathos München
Teatro Garcia de Resende - Dia 3 de Fevereiro, às 21h30
A Companhia de Teatro de Braga apresenta o seu mais recente espectáculo em coprodução com O-Team e Pathos München, amanhã, dia 3 de Fevereiro, no Teatro Garcia de Resende integrado na Programação do Teatro Garcia de Resende, organizado pelo Cendrev e pela Câmara Municipal de Évora. O Teatro de Oklahoma é um lugar utópico. Um espaço aberto no qual o Teatro e a realidade, as diferentes origens, a língua e a cultura são o ponto de partida para uma experiência comum. É o lar e o ponto de encontro. Tendo como base a obra de Kafka “ Der Verschollene”, esta é
uma peça em desenvolvimento, tendo como força motriz a história do anti-herói Karl Rossmann, misturada com material teatral e biográfico dos elementos da equipa internacional de artistas. A vida quotidiana, o processo de criação artística e a visão do fim dos tempos do autor colidem. O anseio por um lugar utópico, um teatro de Oklahoma, torna-se num oásis de comunicação dentro de uma Europa globalizada. “Os Desaparecidos/ Die Verschollenen” é parte do ciclo teatral de dois anos “Pathos Paradies”, que trata do teatro como uma contra-proposta utópica à meritocracia capitalista. Isso é atingido, quer através
de intervenções urbanas, quer pela utilização temporária de espaços, na pesquisa do espaço teatral como ponto de encontro. A partir de Amerika de Franz Kafka, “Os Desaparecidos”, conta com a encenação Samuel Hof, dramaturgia de Katja Kettner, tradução de Orlando Grossegesse, Natália Nunes, assistente de encenação Madlen Wüst-Pinto, Antonia Beermann, no elenco a participação dos actores Andriy Kritenko, Angelika Fink, Folkert Dücker, Frederico Bustorff Madeira, Rogério Boane, Solange Sá, cenografia e figurinos de Nina Malotta, música de Nils Meisel, design gráfico de Markus Niessner, vídeo e desenho de som de Pedro Pinto, documentário vídeo Frederico Bustorff Madeira, assessoria de imprensa de Kathrin Schäfer e na fotografia Hannes Rohrer, Paulo Nogueira Classificação etária maiores de 12 anos Duração: 120 minutos sem intervalo Para mais informações e reservas: 266 703 112 e geral@cendrev.com
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PS e BE recomendam ao Governo construção do novo Hospital Central de Évora O PS e o Bloco de Esquerda entregaram na Assembleia da República dois projetos de resolução, que recomendam ao Governo socialista a construção do novo Hospital Central de Évora, suspensa pelo anterior Executivo PSD/CDS-PP. As iniciativas de socialistas e bloquistas juntam-se ao projeto de resolução que o grupo parlamentar do PCP entregou, no dia 19 de janeiro, no Parlamento, a propor a construção de um novo edifício para a unidade hospitalar. O deputado do PS eleito pelo círculo de Évora, Norberto Patinho, explicou à agência Lusa que o projeto dos socialistas “incentiva o Governo” para a construção do novo hospital e “fazer sentir ao ministro” da tutela a sua necessidade. A iniciativa visa “dar todo o apoio” ao Governo, “sem qualquer constrangimento e de uma forma que não vá afunilar as soluções que possam vir a ser encontradas, quer em termos de financiamento, quer em termos de funcionamento”, assinalou. Considerando que a nova unidade “é necessária à rede hospitalar” para permitir “uma maior equidade nas respostas”
à população, o parlamentar socialista lembrou que o atual hospital “encontra-se instalado em três blocos diferentes”. Norberto Patinho sublinhou que, ao longo dos anos, foram feitos avanços e recuos, mas, agora, existe “novamente a esperança” da concretização do projeto, mas também a confirmação do ministro”, na Comissão de Saúde, de que “o hospital é uma das três grandes obras” para esta legislatura. Também em declarações à Lusa, o deputado do Bloco de Esquerda Moisés Ferreira revelou ter entregado na Assembleia da República um projeto de resolução a recomendar ao Governo que “avance já com o compromisso de construir um novo hospital” e que “ainda em 2016 se iniciem todos os procedimentos e a construção”. Moisés Ferreira, que disse ter visitado recentemente o hospital de Évora, advertiu que a unidade tem “a sua capacidade esgotada” e “já não tem por onde crescer”, defendendo que, para uma melhor prestação de cuidados de saúde, “tem de ser um novo hospital”. Em abril de 2010, durante o segundo Governo de José Sócra-
tes, foi assinado o contrato para a elaboração do projeto técnico do novo edifício entre a administração do hospital de Évora e o consórcio liderado pelo arquiteto Souto Moura. Mas, em agosto de 2011, o então ministro da Saúde, Paulo Macedo, anunciou à Lusa que a construção do novo hospital ia ser reavaliada pelo Governo, tendo em conta “a realidade do país”, voltando, em maio de 2015, a considerar avançar com o projeto, mas sem se comprometer com datas para o início da obra. Quando foi lançada, em 2010, a nova unidade estava projetada para ter uma capacidade de 351 camas, extensível a 440, num investimento previsto na ordem dos 94 milhões de euros. A área de influência de primeira linha do novo hospital abrangia 150 mil pessoas, dos 14 concelhos do distrito de Évora, enquanto, numa segunda linha, seriam servidas 440 mil pessoas dos restantes 33 concelhos do Alentejo (Portalegre, Beja e Alentejo Litoral). Os atuais hospitais do Espírito Santo e do Patrocínio, existentes na cidade, estão separados por uma via rodoviária.
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DISTRITO DE BEJA ALJUSTREL – Pereira ALMODÔVAR – Ramos ALVITO – Nobre Sobrinho BARRANCOS – Barranquense BEJA – Central CASTRO VERDE – Alentejana CUBA – Misericórdia FERREIRA DO ALENTEJO – Salgado MOURA – Rodrigues SERPA – Serpa Jardim VIDIGUEIRA – Pulido Suc. DISTRITO DE PORTALEGRE ALTER DO CHÃO – Alter; Portugal ARRONCHES – Esperança; Batista AVIS – Nova de Aviz
CAMPO MAIOR – Campo Maior CASTELO DE VIDE – Freixedas CRATO – Misericórdia; Matos ELVAS – Lux FRONTEIRA – Vaz GAVIÃO – Gavião MONFORTE – Jardim NISA – Ferreira Pinto; Moderna PONTE DE SÔR – Cruz Bucho PORTALEGRE – Portalegrense SOUSEL – Mendes Dordio; Andrade LITORAL ALENTEJANO ALCÁCER DO SAL – Alcarense GRÂNDOLA – Pablo; Silva Ângelo SANTIAGO DO CACÉM – Corte Real SINES – Atlântico
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ANO: 46.º NÚMERO: 12.702 PVP: 0,75€ TERÇA-FEIRA, 2 DE FEVEREIRO DE 2016
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Produtores de cereais com novos rumos
Olival e frutos secos respondem à crise do milho no Alentejo n Roberto Dores
O
s produtores de cereais alentejanos estão “muito preocupados” com o facto da atual Política Agrícola Comum (PAC) ter deixado de assegurar o rendimento mínimo e alertam ainda para o que chamam de “difícil situação que o setor atravessa nos últimos três anos”devido à baixa dos preços. Solução? “É preciso começar a diversificar áreas de negócio”, garante ao “Diário do Sul Luís Bulhão Martins, presidente do Conselho de Administração da Cersul, Agrupamento de Produtores de Cereais do Sul, cuja afirmação merece o “aplauso” do próprio Governo. Também em declarações ao “Diário do Sul”, o secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Amândio
Torres, avançou, a propósito da baixa do preço dos cereais, que deverá ser encontrada uma forma de “diminuir a quota de importação”. O governante admite que se trata de “uma mancha que urge limpar”, acrescentando mesmo que vai ser preciso ir em busca de “pontos de encontro para chegar a esse objetivo”, garantindo ainda que “o complexo agro-florestal é uma das prioridades do atual Governo”. Luís Bulhão Martins entende como “positiva” a aposta do governo no agro-florestal, mas não perde de vista que esta zona do Alentejo é mais de cariz agrícola, puxando pelos dados estatísticos - divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística – que mostram como Espanha se mantém como o principal fornecedor de produtos agrícolas
e agroalimentares a Portugal, representando 48,7% do valor total das importações em 2014, tendo reforçado o seu peso em 1,9 pontos percentuais. Recorde-se que os produtores associados da Cersul têm procurado defender a produção nacional com recurso ao melhoramento da valorização dos produtos. Aqui se inclui a capacidade de armazenamento para 100% da produção de cereais, além da criação de um laboratório próprio que realiza análises à qualidade ao trigo, e que é aferida em rede com a indústria e os serviços oficiais. Já mais recentemente foi criada da Associação de Agricultores para a Agricultura de Precisão, cuja missão é aumentar a eficiência e sustentabilidade dos métodos produtivos dos associados. Mas, é ainda com a diminuição
do preço dos cereais em cima da mesa, que a produção aposta em novos caminhos rumo ao futuro, que vão passar pela diversificação das áreas de negócio. E Luís Bulhão Martins explica-se desta forma: “Atendendo à quebra de 25% no volume de negócios da empresa (faturou 15 milhões de euros em 2015), que ocorreu por via da diminuição do preço do milho, a diversificação é inevitável”. Ou seja, completa o mesmo responsável, “a muito
curto prazo iremos investir em olival e frutos secos”. Recorde-se que a Cersul foi o primeiro agrupamento de produtores de cereais reconhecido em Portugal, em 1993, reunindo hoje mais de 150 agricultores. O volume de negócios ronda os 18 milhões de euros por ano, tratando-se de um dos mais importantes operadores comerciais da produção nacional de cereais e milho em Portugal. A Cersul prioriza segmentos de
mercado que remuneram adequadamente as matériasprimas dos seus produtores. Exemplo disso é o fornecimento de cereais para elaboração de baby-food, com um itinerário cultural praticamente isento de pesticidas e uso reduzido de fertilizantes. Ou ainda a elaboração de lotes de trigo mole de qualidade superior e homogénea, usados como corretores ou melhoradores pela indústria de panificação. Pub.