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Oxigenoterapia Hiperbárica: poderoso tratamento para feridas agudas ou crônicasPág
from Edição 395
NANI GONÇALVES
Lavanderia de biografias
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Leia mais em: https://www. gazetadopovo.com.br/opiniao/ editoriais/pt-lula-alckmin-paulinhoda-forca/ Copyright © 2022, Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados. Apesar do enorme esforço do petismo e de formadores de opinião para fazer de Lula um “democrata moderado”, que seria a única opção válida contra um suposto “autoritarismo” do presidente Jair Bolsonaro, o discurso não vem entusiasmando muitas outras forças políticas fora dos círculos já habitualmente subservientes ao PT. A maior parte da oposição ao governo segue empenhada em construir uma alternativa à polarização, a chamada “terceira via”. Mas os poucos que aderiram podem ao menos se benefi ciar da lavanderia de biografi as petista, em que o único critério de avaliação de um político ou partido é o fato de estar ou não aliado (ou, melhor dizendo, submetido) a Lula e ao PT. O caso mais emblemático desta précampanha é o de Geraldo Alckmin, que chegou a enfrentar Lula no pleito presidencial de 2006, nunca poupou palavras para se referir ao desastre econômico e moral das gestões petistas, mas resolveu jogar toda a sua biografi a no lixo, trocando de partido para compor chapa com o ex-adversário, abraçá-lo e exaltálo como “o maior líder popular do país”, antes de dedicar um “viva!” ao novo companheiro em evento com sindicalistas. Em troca, aquele que já foi chamado de “mais fascista que Bolsonaro” pelo petismo, com direito a montagens fotográfi cas, ganhará defi nitivamente o perdão da cúpula do partido. O petismo se notabilizou por ter inaugurado no país o “nós contra eles”, em que o adversário político é muito mais que simplesmente alguém que almeja o mesmo cargo ou tem ideias diferentes: é o mal encarnado, a personalização de todos os vícios possíveis e imagináveis Mais recentemente, foi a vez de Paulinho da Força, o sindicalista convertido em deputado federal e cacique partidário do Solidariedade. Vaiado por petistas em evento, por ter apoiado o impeachment de Dilma Rousseff em 2016, o parlamentar bancou o ressentido. Disse seguir “no intuito de apoiar o Lula, mas queremos rediscutir esse formato, saber qual é o pensamento do PT com relação a uma aliança mais ampla, se realmente o PT quer isso”, e ganhou afagos de Gleisi Hoff mann: “O Solidariedade e o companheiro Paulinho da Força são muito importantes na nossa frente pela democracia e pela reconstrução do Brasil”, tuitou a presidente do PT, em mensagem retuitada pelo próprio Lula. A prática não tem nada de nova, é bem verdade. O petismo tem histórico de “reabilitar” antigos desafetos em troca do seu apoio. Em 2009, o então presidente Lula defendeu José Sarney, presidente do Senado e alvo de inúmeras denúncias de nomeação de parentes por meio de atos secretos, dizendo que “ele tem história no Brasil sufi ciente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum”. Em 2012, Lula e seu exministro Fernando Haddad posaram sorridentes ao lado de ninguém menos que Paulo Maluf, cujo apoio buscaram na campanha de Haddad para a prefeitura de São Paulo. E, nas eleições municipais de 2016, realizadas pouquíssimos meses depois do impeachment de Dilma, o PT já havia se aliado a partidos que apoiaram a cassação em quase 2 mil dos 5,5 mil municípios brasileiros – aliás, enquanto a militância insiste no discurso do “golpe”, a cúpula do PT esconde Dilma e descarta qualquer participação sua em um futuro governo Lula, negando uma reabilitação que seria natural, tratando-se de alguém que é descrito como vítima de uma enorme injustiça. Não se ignora que as alianças são parte da política e da busca pelo poder, e que adversários de ontem podem se tornar os aliados de hoje. Mas mesmo a política real não prescinde, ou não deveria prescindir, de alguns princípios mínimos. A questão, aqui, é outra: o petismo se notabilizou por ter inaugurado no país o “nós contra eles”, em que o adversário político é muito mais que simplesmente alguém que almeja o mesmo cargo ou tem ideias diferentes: é o mal encarnado, a personalização de todos os vícios possíveis e imagináveis. No entanto, uma avaliação tão severa, que em tese inviabilizaria qualquer tipo de composição com gente considerada tão abjeta, é rapidamente abandonada diante da possibilidade de um “fascista” ou um “golpista” beijar a mão de Lula. Isso já transcende a dinâmica política para entrar na seara da hipocrisia e da mentira.
Oxigenoterapia Hiperbárica: poderoso tratamento para feridas agudas ou crônicas

O Honpar oferece a terapia que é indicada para diferentes doenças relacionadas à cicatrização
Fonte de vida, o oxigênio também tem poder curativo na medicina. O gás tem enorme capacidade terapêutica aplicada na Oxigenoterapia Hiperbárica, que consiste no tratamento em um equipamento médico fechado, resistente à pressão, que provoca um aumento da quantidade de oxigênio transportada pelo sangue. A indicação é importantíssima para quadros de traumas, infecções e feridas de difícil cicatrização, além de intoxicações respiratórias e acidentes de mergulho. A tecnologia está disponível no Hospital Norte Paranaense, o Honpar, em Arapongas e, desde 2010, faz parte do rol de procedimentos que devem ser cobertos pelos planos de saúde.
O tratamento consiste na oferta de oxigênio 100 % puro em um ambiente pressurizado, as chamadas câmaras hiperbáricas, que parecem saídas de fi lmes de fi cção científi ca. O equipamento de aço ou acrílico que resiste à pressão, geralmente de formato cilíndrico, pode ser pressurizado com ar comprimido ou oxigênio. O paciente, então, pode ser submetido a uma pressão maior que a atmosférica, em sessões que duram de 90 a 120 minutos. Normalmente, a terapia é diária e o prolongamento varia de acordo com a evolução da patologia. Todo paciente que é submetido ao processo é avaliado previamente pelo médico hiperbarista, que é o responsável pela análise de cada caso. Entre os quadros que têm melhora signifi cativa com a Oxigenoterapia Hiperbárica estão os problemas dos pés de pacientes diabéticos, infecções necrotizantes de tecidos moles, casos de celulites, fasceítes e miosites. Também há indicação para isquemias agudas traumáticas: lesão por esmagamento, síndrome compartimental, reimplantação de extremidades amputadas; lesões por radiação, deiscências de suturas, cicatrização de enxertos, incisão cirúrgica infectada, Síndrome de Fournier e osteomielites. Regulamentado pela Anvisa e pela Sociedade Brasileira de Medicina, o tratamento tem grandes benefícios, como a inibição da proliferação de bactérias, a neutralização de substâncias tóxicas, a potencialização da ação de alguns remédios, o que faz com que sejam mais efi cientes no combate às infecções, na ativação de células relacionadas com a cicatrização de feridas e ainda a compensação da defi ciência de oxigênio decorrente de entupimentos de vasos sanguíneos.
