Guia operacional de enfrentamento à violência sexual

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1.

Desenvolvimento, pelos serviços/órgãos, do fluxo e do protocolo

de atendimento interno próprio (de pessoas e documentos); 2.

Discussão, pela Comissão Intersetorial, de cada um dos fluxos e

protocolos internos apresentados; 3.

Consolidação, pela Comissão Intersetorial, de um fluxograma e

um protocolo de trabalho para cada serviço/órgão da rede.

FASE 3: Interface /Articulação com o Sistema de Justiça71 Nessa fase, o papel do(a) promotor(a) de Justiça é fundamental, já que serve de importante ponte entre o sistema de Justiça e a rede de proteção, mediando o diálogo entre eles, após ajustar com a rede protetiva, nas reuniões da Comissão Intersetorial com participação do NAT, os pontos abaixo elencados: A discussão proposta nessa fase também deve ser realizada dentro da Comissão Intersetorial e protagonizada por seus integrantes, atentos aos seguintes passos: 1.

identificação dos pontos em que há interface entre o programa

de atendimento construído (relativamente à proteção) e o sistema de Justiça; 2.

identificação das informações e os documentos produzidos pelo

programa de atendimento que, no melhor interesse da criança, eventualmente, precisarão ser compartilhados com o sistema de Justiça para fins protetivos;

71

A Resolução 299 de novembro de 2019 do Conselho Nacional de Justiça dispõe de um capítulo sobre “prevenção da

violência institucional e articulação”, determinando, dentre outras disposições que “os tribunais estaduais e federais envidarão esforços para celebrar convênios, estabelecendo atribuições e fluxo estadual interinstitucional para atendimento dos casos de violência contra crianças e adolescentes ou dos quais elas sejam testemunhas”. Ainda, indica que tais convênio deverão ser estabelecidos, preferencialmente, com Ministério Público, Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil, Secretarias de Segurança Pública, de Assistência ou Desenvolvimento Social e de Saúde, de Educação e com o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

2min
pages 80-81

6.2 CASO 2 -A História de LuizaS

6min
pages 76-79

Textos complementares de apoio Interface /Articulação com o Sistema de Justiça

3min
pages 96-97

Textos complementares de apoio -Diagnóstico e Planejamento

12min
pages 90-95

FASE 4: Implementação e Funcionamento

1min
page 69

FASE 5: Avaliação, Monitoramento e Continuidade (Institucionalização

2min
pages 70-72

FASE 3: Interface /Articulação com o Sistema de Justiça

1min
page 68

C. Fluxos Internos e Protocolos

1min
page 67

B. Fluxos Intersetoriais

1min
page 66

4.2.2 Articulação em Rede

4min
pages 60-62

4.2.1 Equipe Interdisciplinar Interna

1min
page 59

4.2 O Papel do Ministério Público no SGD

5min
pages 56-58

4.1 Princípios Orientadores para um SGD Acessível, Amigável e Sensível

8min
pages 51-55

4. O SISTEMA DE GARANTIA DE DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE (SGD

5min
pages 48-50

Escuta Especializada

7min
pages 42-45

Qual a diferença entre Depoimento Especial e Escuta especializada?

1min
page 41

Depoimento Especial

2min
pages 46-47

2. UM BREVE PANORAMA DO PROBLEMA

8min
pages 16-20

Rede de Proteção para Atendimento a Crianças e Adolescentes Vítimas de Violência

7min
pages 11-15

3.2 Convenção de Belém do Pará

2min
pages 30-31

Exploração Sexual Comercial

1min
page 25

3.5 Código Penal

1min
page 36

2.1. O que é Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes?

3min
pages 21-22

INTRODUÇÃO

5min
pages 8-10

3.6 Lei nº 13.431 de 2017

5min
pages 37-40
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