CENTRO DE ACOLHIMENTO ANIMAL Gabriela Ruiz de M oraes
GABRIELA RUIZ DE MORAES
CENTRO DE ACOLHIMENTO ANIMAL Santana de Parnaíba - SP
Trabalho de conclusão de curso para obtenção do título de graduação em Arquitetura e Urbanismo apresentado à Universidade Paulista
Orientador: Silvana Dudonis
São Paulo 2019
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INTRODUÇÃO
13
LOCALIZAÇÃO Santana de Parnaíba
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DIAGNÓSTICO Perimetro de Estudo
34 44 53
Justificativa do Tema Abandono Animal Relação Homem e Animal Centro de Controle de Zoonoses
Justificativa do Local Mapas de Localização Levantamento Fotográfico Condicionantes Projetuais
Mobilidade Uso e Ocupação do Solo Gabarito Cheios e Vazios Produtos para Animais Análise Sensorial
PROJETOS ANÁLOGOS
Animal Refuge Centre Animal Center Care & Community Center Palm Springs Animal Care Facility
PROGRAMA
Programa de Necessidades Síntese do Diagnóstico Plano de Massas
PROJETO Conceirto Partido Arquitetônico Projeto Técnico Representações Gráficas Imagens
87
ANEXOS 01 - Espécies Arbóreas
91
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
02 - Incidência Solar nas Fachadas 03 - NBR 9077
IN T RO D U ÇÃ O
JUSTIFICATIVA DO TEMA
Ao logo da evolução da civilização, o homem esteve em uma constante luta com a natureza; deste modo, o homem necessitou essencialmente da ajuda prestada pelo animal. Segundo Santana1 , a domesticação do animal pelo homem, há seis mil anos, não foi benéfica para ambos os lados, mas sim um processo histórico traumático, onde os animais eram tratados como objetos de apropriação e, a partir do aparecimento das primeiras civilizações, passaram a ser considerados moedas de troca e consumo. A Organização Mundial de Saúde, em 1973, deu partido às questões de captura e extermínio do animal, o que até hoje está vinculado com os centros de controle de zoonoses. Os métodos de extermínio, segundo dados da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA), são caracterizados como físicos e químicos. A partir de 1990, visto que a população de animais na rua aumentava, as autoridades começaram a se preocupar com a superpopulação e as consequências do abandono. Atualmente, a Organização Mundial de Saúde estima que no Brasil há mais de 30 milhões de animais abandonados, dentre eles o cão em maior número. Os centros urbanos vivenciam hoje as consequências do abandono, através da superpopulação de animais errantes; deste modo, surge a importância dos centros de controle de zoonoses, o qual deveria fiscalizar e garantir a saúde e o bem-estar dos animais. Segundo Santana, a realidade vivida hoje nos centros de controle de zoonoses é a falta de infraestrutura adequada para atender a demanda dos animais e práticas não-humanitárias de captura, confinamento e extermínio. Segundo o 8º Relatório do Comitê de Especialistas em Raiva da OMS, o método de captura e extermínio não é mais considerada eficiente, pois não atua na raiz do problema: o excesso de nascimento. Este método, além de não atuar na raiz do problema, não é econômico, racional ou humanitário.
1 SANTANA, L. R., OLIVEIRA, T. P. Guarda responsável e dignidade dos animais. Revista Brasileira de Direito Animal, 2007.
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OBJETIVOS GERAIS O seguinte trabalho, tem por objetivo investigar e solucionar, através da arquitetura, os problemas de abandono e bem-estar do animal doméstico. Propondo para a região de Santana de Parnaíba, SP, a implantação de um Centro de Acolhimento Animal, o qual, sobretudo, tem o objetivo de resolver o problema de saúde pública e animal. Visto que, a sociedade carece de informações sobre como lidar com o animal doméstico, contribuindo, assim, para o aumento do número de animais abandonados. É importante que, o centro de acolhimento animal não atue somente para a captura e tentativa de adoção do animal, mas sim que forneça a reintegração do animal, de forma que esteja apto a viver em um lar novamente; vale ressaltar que o problema não está no animal, mas sim na população que projeta expectativas no animal, portanto, também é importante preparar a população para a adoção. A proposta é integrar os animais no ambiente, priorizando seu bem-estar e através da arquitetura proporcionar um espaço atrativo para que a população frequente o ambiente e possa interagir com os animais de maneira segura e responsável, fazendo com que aumente o número de adoções e a quantidade de animais em situação de rua diminua, assim mudando as relações de uso da população com o edifício.
OBJETIVOS ESPECIFICOS A proposta da implantação de um Centro de Acolhimento Animal tem como objetivos: • Solucionar os problemas de Saúde Pública causados pela presença de animais errantes nas ruas; • Investigar e solucionar os problemas de abandono animal; • Através da arquitetura integrar, atrair e mudar as relações de uso da população com o espaço construído; •Proporcionar tratamento, recuperação e alojamento aos animais abandonados, a fim de atingir a meta de adoção; • Educar a população a respeito da guarda responsável e das consequências do abandono; • Investigar as relações entre o homem e o animal.
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ABANDONO ANIMAL
Segundo o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Brasil tem a segunda maior população de cães e gatos, entre outros animais, comparado com o resto do mundo. Dentre eles, são 52,2 milhões de cães e 22,1 milhões de gatos. Porém, uma quantidade significativa desses animais vive hoje nas ruas, consequência do abandono que se torna cada vez mais frequente, e, além de causar prejuízos para o bem-estar do animal, causa prejuízos para a saúde pública, social e ecológica. Segundo Alves et al2 , o abandono de animais é considerado uma ameaça nas áreas de saúde pública, devido as zoonoses, social, resultante do desconforto com a relação ao comportamento animal, ecológico, pelo impacto ambiental e econômico, no que diz respeito aos custos com as iniciativas de controle de população. Os animais quando abandonados, têm dificuldades para encontrar alimento e abrigos, além de sofrerem por conta da fome, do frio, da chuva e de possíveis acidentes e perigos que as ruas oferecem, como, por exemplo, os maus-tratos e atropelamentos. Os animais abandonados fazem parte de uma parcela excluída da sociedade. Entre os aspectos que influenciam os maus-tratos contra os animais no meio urbano, estão os aspectos culturais, econômicos, sociais, de educação, omissão e, principalmente, o abandono. Segundo Delabary3 , dentro da cultura de alguns povos é possível observar práticas abusivas contra os animais, por exemplo: as práticas de rodeios, eventos voltados para o divertimento das pessoas, rituais religiosos, onde utilizam animais para sacrifícios e oferendas; há os aspectos econômicos, onde o animal é tratado como mercadoria, mesmo que a melhor forma de adquirir um animal doméstico seja pela adoção, há a venda de animais em pet shops, por exemplo. Sociais, onde a pobreza leva aos maus-tratos do animal, por falta de recurso, fazendo o animal passar fome, por exemplo; a falta de educação, ou seja, conhecimento sobre o animal e ao seu temperamento; a omissão, “[...] quem é incapaz de identificar um ato de crueldade quando este acontece, é também incapaz de denunciá-lo. ” (Delabary, 2012, p.838) E, por fim, o abandono, pois abandonar um animal é um ato cruel. 2 ALVES, A. J. S. et al. Abandono de cães na América Latina: Revisão de Literatura. Revista de educação continuada em medicina veterinária e zootecnia do CRMV-SP. São Paulo: Conselho Regional de Medicina Veterinária, v. 11, n.2, 2013. Pág. 34-41. 3 DELABARY, Barési Freitas. Aspectos que influenciam os maus-tratos contra os animais no meio urbano. Revista eletrônica em Gestão, Educação e Tecnologia Ambiental, v.5, nº5. 2012
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Tabela 01. Motivos que levam ao abandono animal4 Motivo
%
Motivo
Cães
%
Gatos Suja a casa
18,5
Suja a casa
37,7
Destrutivo fora de casa
12,6
Destrutivo fora de casa
11,4
Agressivo com as pessoas
12,1
Agressivo com as pessoas
10,9
Tem o vício de fugir de casa
11,6
Não se adapta ao ambiente
8
Ativo demais
11,4
Morde
8
Requer muita atenção
10,9
Requer muita atenção
Late ou uiva muito
10,7
Destrutivo dentro de casa Eutanásia por motivos de comportamento Não amistoso
Morde
9,7
Destrutivo dentro de casa
9,7
Desobediente
9
Ativo demais
6,9 12,6 4,6 6,9 4,6
Pesquisa feita nos EUA em 12 abrigos, envolvendo 1.984 cães e 1.286 gatos. As somas passam de 100%, porque um dono pode ter alegado mais de um motivo para abandonar seu animal.
Fonte: Bonalume, 2007. Com adaptações da autora.
O abandono também causa problemas para a saúde pública, pois os animais ficam expostos a doenças, como leptospirose, leishmaniose e raiva, principalmente, doenças que podem ser transmitidas para humanos e outros animais; os animais quando abandonados nem sempre estão castrados, portanto não há controle de população animal e isso causa a superpopulação de animais errantes nas ruas, sem cuidados e proteção. Segundo a secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente da cidade de São Paulo, outro aspecto importante para se pensar em questão do abandono animal, é o impacto nas populações de animais silvestres locais. O abandono animal ocorre por diversas razões, todas elas questionáveis. Dentre elas, destacam-se a mudança de residência, sendo para uma casa menor ou para apartamentos que não permitem animais; uma ninhada “inesperada”, acontece
4 Bonalume, 2007 apud Oliveira, et al. índice estatístico de animais domésticos resgatados da rua v.s. adoção. 2016, p. 08
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quando a fêmea tem vários filhotes, por negligencia dos seus guardiões, pois há maneiras de se evitar; falta de dinheiro, os animais necessitam de cuidados especiais que geram gastos; comportamento inadequado, os animais têm temperamentos variados, assim como os humanos, é essencial que a família se informe sobre as características dos animais antes de adota-lo; férias; falta de tempo para cuidar do animal ou porque teve filhos recentemente. Segundo a defensora de animais, Jane Hadhad5 , os argumentos utilizados como motivos para o abandono de animais não são justificáveis, pois são motivos banais. De acordo com a ANDA, a pesquisa “Paixão por Bichos de Estimação”, produzida pelo Ibope e o Instituto Waltham, apontam estatísticas que demonstram a “falta de empatia” com os animais domésticos: a pesquisa indicou que 42% dos tutores de cães e gatos no Brasil não castram seus animais, por falta de informação, desinteresse ou falta de recursos. Portando, ao se adotar um animal, é necessário comprometer-se com o mesmo, sendo necessário ser um guardião responsável. Assim, guarda responsável: “É a condição na qual o guardião de um animal de companhia aceita e se compromete a assumir uma série de deveres centrados no atendimento das necessidades físicas, psicológicas e ambientais de seu animal, assim como prevenir os riscos (potencial de agressão, transmissão de doenças ou danos a terceiros) que seu animal possa causar à comunidade ou ao ambiente, como interpretado pela legislação vigente. ” (SOUZA apud SANTANA. 2007, p. 21)
5 HADHAD, Jane apud Portal O Dia. Abandono animal acontece por motivos banais, aponta
defensora. 2017. Disponível em: <http://www.portalodia.com/noticias/piaui/abandono-animalacontece-por-motivos-banais,-aponta-defensora-300544.html> Acesso em: 07 de março, 2019.
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RELAÇÃO HOMEM E ANIMAL
O homem, desde sua origem, sempre dependeu da interação que conseguia manter com outras espécies, o que, de acordo com Lima e Souza6, classificavase por uma relação de predação e, ao longo dos anos, de domesticação. Porém, a evolução do homem e a mudança do modo de vida, o afastou das zonas rurais e concentrou-se em focos populacionais maiores, o que levou ao distanciamento relativo à natureza e às demais espécies. Como consequência dessas modificações de ambiente e a falta de contato com a natureza, surge o desejo de reativar a relação com a natureza através do contato com o animal de estimação. Deste modo, na sociedade atual, desde criança o homem cerca-se de representações da natureza e animais, as quais se encontram reproduzidas ao seu redor, seja no vestuário, nos ambientes ou em programas televisivos. Segundo Levinson apud Lima e Souza, atualmente há um desejo de possuir um animal de companhia, de forma que a indústria relacionada aos aspectos de satisfação das necessidades relacionadas ao animal encontra-se em ascensão, assim como as clinicas veterinárias privadas. Esta ligação é crescente, pois os animais possuem um conjunto de qualidades, como ser capazes de ouvir o indivíduo sem o interromper, fazendo sentir-se amado, respeitado e “digno de atenção”. A presença do animal de companhia proporciona momentos lúdicos, fazendo com que o homem assuma atitudes mais ativas e seja mais motivado a interagir, se comunicar e até expressar necessidades. Portanto, o convívio com os animais é benéfico para os seres humanos; de acordo com estudos de médicos veterinários, a companhia de animais domésticos produz nos seres humanos os seguintes efeitos:7 • Efeitos psicológicos: diminui depressão, estresse e ansiedade, melhora o humor; • Efeitos fisiológicos: menor pressão arterial e frequência cardíaca, maior expectativa de vida, estimulo a atividades saudáveis; • Efeitos sociais: socialização de criminosos, idosos, deficientes físicos e mentais; melhora no aprendizado e socialização das crianças.
6 LIMA, Mariely; SOUZA, Liliana. A influência positiva dos animais de ajuda social. 2004, p. 157 7 Revista Clínica Veterinária, 2001 apud SANTANA, L. R., OLIVEIRA, T. P. Guarda responsável e dignidade dos animais. 2007, p. 03.
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Os animais comunicam-se com o homem de maneira única, são incapazes de julgar, contradizer e avaliar, dessa forma cria-se um vínculo menos estressante. Os animais têm o “poder” de melhorar as condições físicas e psicológicas do homem, conforme Faraco apud Almeida (2013), os cães, em especial, conseguem perceber o estado de humor do seu dono e assim, são afáveis para acalmá-lo. Segundo Faraco, um dos benefícios da presença dos animais na vida do homem é sua companhia, cavalos, cães e gatos são referidos como “animais de companhia”, pois estabelecem vínculos emocionais com os humanos.
coordenação motora, propriocepção e vocalização. A presença dos animais nessas terapias torna-se benéfica, pois proporciona o aumento de comportamentos positivos, tais como felicidade, contato físico e visual, e consequentemente a diminuição dos comportamentos negativos, como a agressividade, isolamento, por exemplo. Para Faraco essa forma de terapia pode ser aplicada em diversas situações, tanto em pacientes em reabilitação física e social, quanto em pacientes internados; ela acredita que a terapia pode ser útil em todos os contextos, funcionando “como uma ponte entre o terapeuta e o paciente, seja para facilitar na adesão a um protocolo
O CÃO DE ASSISTÊNCIA
terapêutico, ao uso de medicações ou à continuidade de uma psicoterapia” (Faraco apud Fontes, 2013). No Brasil, o Projeto de Lei Nº 4.445 de 2012,8 dispõe sobre o uso da Terapia Assistida por Animais em hospitais públicos, contratados, conveniados e cadastrados no Sistema Único de Saúde – SUS. O qual determina que, a terapia integra o conjunto das ações de saúde oferecidas pelo SUS, para o atendimento de pacientes que necessitam da terapia e para pacientes e familiares mediante prescrição médicas. Segundo este projeto de Lei, a terapia consiste na utilização de animais como instrumentos facilitadores de abordagem, tratando-se de um recurso onde os pacientes utilizam para sentirem-se seguros. É um recurso que pode ser direcionado a diversas faixas etárias e utilizados em instituições penais, hospitais, casas de saúde, escolas e clinicas de recuperação.
O reconhecimento de que a interação com o animal proporciona uma melhora no bem-estar do homem deu origem à utilização de animais de estimação para a promoção da saúde, principalmente com o uso dos cães. O cão de assistência ‘trata-se de um animal individualmente treinado para realizar tarefas que aumentam a autonomia e a funcionalidade de pessoa com deficiência’ (LIMA e SOUZA, 2004, p.160); incluídos nesta definição geral, o cão-guia, cão de serviço e cão para deficientes auditivos que auxiliam indivíduos com deficiência visual, motora e auditiva. Em geral, os cães de assistência têm um impacto positivo na saúde do homem, assim como no bem-estar físico e psicológico, nas interações sociais e no desempenho de atividades.
TERAPIA ASSISTIDA POR ANIMAIS A Terapia Assistida por Animais (TAA) é uma pratica realizada por profissionais da área da saúde com o objetivo de promover o desenvolvimento físico, psíquico, cognitivo e social dos pacientes, tem, portanto, finalidade terapêutica. Atualmente, a terapia é utilizada por profissionais como psicólogos, pedagogos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas e veterinários. Segundo a ABINPET, em terapias assistidas por animais são estimulados raciocínio, concentração, controle da ansiedade e agressividade, criatividade,
8 BRASIL, Projeto de Lei nº 4.445, de 2012. Dispõe sobre o uso da Terapia Assistida por
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Animais (TAA) nos hospitais públicos, contratados, conveniados e cadastrados no Sistema Único de Saúde – SUS.
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CENTRO DE CONTROLE DE ZOONOSES
Segundo a OMS9, Organização Mundial de Saúde, zoonoses são doenças e infecções que podem ser transmitidas para os seres humanos através dos animais de forma natural. Sendo transmitidas por meio da água, ar, alimentos, entre outros. As populações de animais com potenciais de transmissão de doenças são classificadas em: vetores, reservatórios e hospedeiros, animais sinantrópicos e animais peçonhentos; cães e gatos são classificados como reservatórios e hospedeiros. As doenças características de maior risco são: raiva, leptospirose, toxoplasmose, hantavirose e febre maculada. Conforme a FUNASA10, as unidades de Controle de Zoonoses são estabelecimentos onde se desenvolvem atividades de vigilância ambiental e o controle de zoonoses e doenças transmitidas por vetores. As unidades têm como objetivo geral a vigilância e o controle ambiental, pelo controle das populações animais, assim diminuindo os riscos à saúde humana, causados pela convivência homem-animal inadequada. Há quatro tipos de Centros de Controle de Zoonoses11 – CCZs – e um tipo de Canil Municipal com programas e funções diversificados. O município estudado neste trabalho, se enquadra no CCZ Tipo 02, o qual é destinado para população de 100.000 a 500.000 habitantes e desenvolve atividades de controle de população de animais, entomologia e controle de vetores, sendo referência para municípios de pequeno porte; Santana de Parnaíba conta com população estimada - em 2018 - de 136.517 habitantes, segundo o IBGE. Segundo Santana12, Promotor de Justiça do Meio Ambiente, os centros de controle de zoonoses surgem da iniciativa de combater a superpopulação de animais errantes nas ruas, porém seus métodos de captura, confinamento e extermínio não são humanitários; os métodos de extermínio são divididos em físicos e químicos.
9 FARIAS, Patrícia M. Considerações sobre a arquitetura do centro de controle de zoonoses. IV Seminário de Engenharia e Arquitetura Hospitalar. Salvador, março de 2008. 10 FUNASA, Fundação Nacional de Saúde. Projetos Físicos de Unidade de Controle de Zoonoses e Fatores Biológicos de Risco. Engenharia de Saúde Pública. Brasília: Funasa, 2007. 11 FUNASA, Fundação Nacional de Saúde. Op cit. 2007, p. 11 12 SANTANA, R. Luciano. Maus tratos e crueldade contra animais nos centros de controle de zoonoses: Aspectos jurídicos e legitimidade ativa do ministério público para propor ação civil pública. Salvador, 2001.
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“Os CCZ’s deveriam fiscalizar e garantir a saúde e o bem estar dos animais e estimular a fiel aplicação dos preceitos constitucionais e legais que preconizam a posse responsável destes seres vivos por seus proprietários, contudo, são os primeiros a violarem a norma legal e darem maus exemplos, estimulando a impunidade e a barbárie [...]” (SANTANA, 2001. Pg. 02)
Setor de Zoonoses, Santana de Parnaíba
Fonte: Acervo pessoal da autora, 2019. Fotografia da entrada principal do Setor de Zoonoses de Santana de Parnaíba
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Santana afirma que os centros de controle de zoonoses, responsáveis pela captura dos animais abandonados, não possuem infraestrutura adequada para atender as solicitações da comunidade. Os sacrifícios dos cães e gatos por meio de métodos não humanitários ocorrem há mais de 20 anos nos CCZ’s das grandes cidades, afirma. A verdadeira causa da superpopulação de animais errantes nas ruas é a procriação descontrolada. Por isso, considera-se os métodos adotados nos centros de controle de zoonoses ineficazes. Diante disso, justifica-se o motivo pelo qual foi proposto a implantação de um Centro de Acolhimento Animal, pois o objetivo principal é resolver os problemas do abandono animal, oferecendo um programa que proporcione o alojamento, tratamento e a reintegração do animal, para que ele seja apto a viver em lar novamente; além de, implantar áreas voltadas à educação, para educar a população para os cuidados com o animal e, assim, obter uma melhor e prazerosa relação entre o homem e o animal. SANTANA DE PARNAÍBA O setor de zoonoses do município de Santana de Parnaíba, não realiza a captura e o alojamento de animais errantes, funciona apenas como setor administrativo, prestando orientações e atendimento à população, especialmente em casos de aparecimento de escorpiões. Atualmente, o setor que aloja os animais abandonados é a Divisão de BemEstar Animal da Secretária de Meio Ambiente do município; e, de acordo com a funcionária do setor de zoonoses, a divisão de bem estar não aloja todos os animais encontrados nas ruas, somente faz a captura do animal caso o mesmo tenha algum problema de saúde ou esteja causando danos à saúde pública, assim, prestando atendimento ao animal e fornecendo alojamento até sua melhora, após recuperação do animal o mesmo é deixado no local onde foi capturado. Não há iniciativa de programas de adoção no município atualmente. Diante das questões apontadas, o setor de controle de zoonoses do município de Santana de Parnaíba não é referência para este trabalho.
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L O CA L IZ A Ç ÃO
SANTANA DE PARNAÍBA
HISTÓRICO A cidade nasceu às margens do Rio Tietê, durante a administração de Mem de Sá. Há registros de que o primeiro a se instalar na região foi o português Manuel Fernandes Ramos, o qual construiu uma fazenda e uma capela em louvor a Santo Antônio; com a destruição da capela, sua família construiu uma nova, em honra a Sant’Ana. O povoado cresceu ao redor da capela, e, em 1625 foi elevado à categoria de vila, a qual passou a ser Santana de Parnaíba. Parnaíba se destacava como um dos pontos mais importantes de partida das bandeiras, isso por causa da sua localização estratégica às margens do Rio Tietê e da antiga rota de penetração para os sertões de Mato Grosso e Goiás. Durante o período colonial a vila possuía apenas uma economia baseada nas lavouras de trigo, algodão, cana, feijão e milho; porém, entre os séculos XVII e XVIII, a cidade desenvolveu-se pelo emprego da mão-de-obra indígena e, também, pela chegada de famílias importantes na cidade. E, ainda no século XVII, segundo Magnani com a abertura de três novas vias de comunicação ligando São Paulo a Sorocaba, Itu e Jundiaí, sem passar por Santana de Parnaíba, a vila entra num processo de estagnação. Diante dos momentos de evolução ocupacional e populacional de Santana de Parnaíba, o fator locacional foi determinante, pois o terreno acidentado passou a ser um fator de impedimento para o seu desenvolvimento, pois era improprio para implantação de novas modalidades de transporte, como carros de boi e ferrovias. A partir da década de 50, a topografia local já não configurava mais como um obstáculo de desenvolvimento econômico, visto que as novas modalidades, como transporte sob pneus, são mais flexíveis para superar os desníveis naturais.
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A vila chega no século XIX desenvolvendo poucas atividades econômica. A cidade, portanto, permaneceu-se estagnada até o início do século XX, quando a Light & Power Company abriu um novo campo de trabalho na região; e, a partir da melhoria da estrada SP-312 e abertura de duas importantes vias: Rodovia Anhanguera e Castelo Branco, a cidade passou por um momento de desenvolvimento. O reflexo de ocupação de seu território é visível com a instalação de indústrias ao longo das rodovias. Segundo Magnani13, a cidade apresentava diferentes contornos, como ‘os traços de cidade industrial, de cidade-dormitório e de veraneio’. O traçado urbano do município consolidou-se somente no século XVIII, formando três ruas paralelas à encosta do morro, conhecidas como Rua de Cima, Rua do Meio e Rua de Baixo, conhecidas atualmente como, Bartolomeu Bueno, André Fernandes e Suzana Dias, respectivamente. Conhecido como centro histórico, é formado por edificações construídas predominantemente no século XIX, em geral são casas térreas e sobrados, construídas no alinhamento da rua; e, apesar das transformações ocorridas no município, o centro não sofreu mudanças significativas na estrutura sócio-econômica; segundo o CONDEPHAAT, o centro histórico é caracterizado pela presença de uma população estável, de um núcleo solido de antigos moradores. O sítio onde se localiza a cidade caracteriza-se pelo relevo acidentado, com declives que variam entre 12 a 20%. Seu entorno é formado pelo Tietê, a Leste, e por duas encostas, uma Norte e outra Sul.
13 MAGNANI, José G. C. Santana de Parnaíba: Memória e cotidiano. Departamento de Antropologia da Universidade de São Paulo.
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JUSTIFICATIVA Santana de Parnaíba é um município do estado de São Paulo, localizado na Sub-região Oeste da Região Metropolitana de São Paulo. Segundo o IBGE, a área da unidade territorial, estimada em 2017, é de 179,949 km², sendo sua população estimada em 2018 de 136.517 pessoas, com densidade demográfica, 2010, de 604,74 hab/km². Segundo a Folha de Alphaville, até setembro de 2018 os centros de proteção animal de Barueri e Santana de Parnaíba receberam cerca de sessenta denúncias por mês sobre maus-tratos a animais; o Departamento de Bem-Estar Animal de Santana de Parnaíba foi o local que mais recebeu denúncias, totalizando 450 neste ano. Em Santana de Parnaíba, o Departamento faz o resgate somente de animais debilitados e os animais são levados para uma clínica contratada pelo município. O município não possui um espaço para o acolhimento de animais abandonados, o Departamento coordena uma página na rede social, Pet Rescue SP, onde publicam os animais para adoção. Em 11 de julho de 2012, os cidadãos de Santana de Parnaíba fizeram um abaixo-assinado onde exigem “a criação de uma política eficaz de proteção aos animais de Santana de Parnaíba e melhorias no Centro de Zoonoses”. De acordo com o abaixo-assinado, o Centro de Controle de Zoonoses está instalado e opera em um imóvel que não atende as exigências sanitárias, além de não apresentar segurança aos animais, visto que são frequentemente mortos por atropelamento. Dentre as exigências da população, estão a construção imediata de um Centro de Tratamento, Recuperação, Alojamento e Adoção no município; criação de programas para o controle da reprodução de cães e gatos; campanhas para conscientização da população sobre os cuidados com os animais; em geral, exigências a respeito dos canis e baias, castrações, cadastramento e identificação dos animais, educação, doação, entre outros. Diante disso, justifica-se a implantação de um Centro de Acolhimento Animal no município de Santana de Parnaíba.
Fonte: Petição Pública. Abaixo-Assinado CCZ Santana de Parnaíba. 2012. Disponível em: <http://peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=CCZ2012> Acesso em: 13 de março, 2019
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LOCALIZAÇÃO | MUNICÍPIO 0
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Limite do município Bairro Bela Vista Rio Tietê Rd. Presidente Castelo Branco Estrada Municipal Bela Vista Centro da Cidade
Fonte: Google Earth, 2019. Edições da Autora
RMSP
Santana de Parnaíba viveu um processo de transformações, o que implica na descaracterização das suas antigas funções. Não é, hoje, uma cidade industrial, uma cidade-dormitório e não é uma cidade de veraneio – o que a caracterizava na fase de industrialização da região. Predomina, portanto, sua característica como pequena cidade comercial. Apesar do terreno escolhido para implantação do projeto proposto não estar localizado no centro da cidade, e sim próximo às áreas residências de Alphaville, a implantação de um Centro de Acolhimento Animal no município mostra-se necessária. Na foto aérea anexada acima, nota-se que a maior porcentagem do município de Santana de Parnaíba é composta por vegetação/mata e apenas algumas parcelas de áreas urbanizadas distribuídas pelo município.
SP
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LOCALIZAÇÃO | BAIRRO BELA VISTA 0
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Rio Tietê Limite do Bairro Estrada Municipal Bela Vista Barragem Edgar de Souza Residencial Burle Marx APA - Várzea do Rio Tietê Localização do terreno
Fonte: Google Earth, 2019. Edições da Autora
O terreno a ser implantado o Centro de Acolhimento Animal, localiza-se no Bairro Bela Vista/Ipanema de Santana de Parnaíba, encontra-se na interseção da Estrada Municipal Bela Vista com a Avenida Pentágono. Está localizado próximo ao Corpo de Bombeiros de Santana de Parnaíba, à UBS Alphaville/ Tamboré, à uma Escola de Educação infantil, e próximos a outras edificações de comercio e serviços; além disso está próximo aos residenciais de Alphaville. A escolha do terreno, sobretudo, deu-se da necessidade do local a ser implantado o Centro de Acolhimento Animal ter que ser afastado das áreas residenciais o suficiente para não as incomodar com os barulhos excessivos dos animais, mas que tenha visibilidade para que a possa atrair a população para o edifício, afim de aumentar o número de adoções.
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LOCALIZAÇÃO | TERRENO 0
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Localização do terreno Fluxo de pedestres Vias principais de acesso Ponto de ônibus
Fonte: Google Earth, 2019. Edições da Autora
1. Port Villa Buffet
6. Usina Pedagógica
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2. Posto de gasolina
7. Charlotte Pet Salon
3. Corpo de Bombeiros 4. UBS Alphaville/ de Santana de Parnaíba Tamboré
5. Dognostico/HVet
8. Consórcio Jockey
10. Peixinho Feliz Alpha - Ed. Infantil
9. Associação Alphaville Burle Marx
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Ao analisar o entorno imediato do terreno escolhido, percebe-se que há uma concentração de serviços, que embora tenha uma forte presença de vegetação/mata no entorno, o local é viável para a implantação de um centro de acolhimento animal, visto que uma das principais diretrizes para sua implantação é estar localizado em um terreno afastado das áreas residenciais. A falta de ocupação próximo ao terreno não significa que o local não tenha atividades, o local conta com uma pequena concentração de serviços que garantem o fluxo de pessoas pela área. Além disso, o terreno está localizado num ponto estratégico na Estrada Municipal Bela Vista, um dos principais eixos de conexão com Santana de Parnaíba e o bairro de Alphaville, ou seja, garante visibilidade para o edifício construído e o fluxo de pedestres e automóveis. Entre os estabelecimentos próximos ao local de estudo, há alguns equipamentos públicos importantes, os quais garantem grande fluxo de pessoas no local da intervenção, sendo eles: o Corpo de Bombeiros de Santana de Parnaíba, a UBS Alphaville/Tamboré e a Usina Pedagógica.
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ENTORNO IMEDIATO
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O terreno possui média declividade, passando quatro curvas de nível por ele, conta com um desnível de aproximadamente cinco metros. O entorno possui bastante vegetação e boa arborização, não sendo muito edificado, porém a falta de edificações no entorno justifica a escolha do local, pois o mesmo necessita ser afastado da área urbana. Próximo ao terreno há edificações prestadoras de serviço significativas para garantir o fluxo de pedestres no local, como a UBS Alphaville/Tamboré, também se encontra em frente ao terreno o Corpo de Bombeiros do município de Santana de Parnaíba.
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Sala Multiuso Diretoria
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Sala Multiuso 18
Sala de Reunião
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As calçadas são continuas, quando terminam há faixas de pedestre para travessia. O terreno localiza-se na esquina da Estrada Municipal Bela Vista com a Av. Pentágono, garantindo assim boa visibilidade para o edifício.
PLANTA | ENTORNO IMEDIATO PLANTA | PAVIMENTO 2 0 1:500
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Terreno
CORTE URBANO 0
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MAQUETE URBANA
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LEVANTAMENTO FOTOGRÁFICO
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01. Vista para a Estrada Municipal Bela Vista, sentido Santana de Parnaíba.
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02. Vista para o Corpo de Bombeiros e UBS Alphaville/Tamboré.
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03. Vista para o terreno escolhido para implantação do projeto proposto.
04. Vista para a Estrada Municipal Bela Vista, sentido Alphaville. Terreno Residencial Burle Marx
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Fonte: Google Earth, 2019. Edições da Autora
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LEVANTAMENTO FOTOGRÁFICO
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AV. PEN TÁGON O
01. Vista para a Av. Pentágono, ao lado leste do terreno.
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02. Vista para o Galpão vazio, localizado ao lado leste do terreno.
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03. Vista para a Alameda Picasso, ao fundo Residencial Burle Marx.
04. Vista para a Alameda Dalí. Terreno Residencial Burle Marx
20 km
Fonte: Google Earth, 2019. Edições da Autora
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CONDICIONANTES PROJETUAIS Segundo a FUNASA , o terreno a ser implantado um Centro de Controle de Zoonoses deverá atender as seguintes caraterísticas: • Ser abastecido de energia elétrica, água e instalações telefônicas, de forma a atender à demanda; • Dispor de rede de esgoto apropriada, ou outra forma de destino tecnicamente viável, evitando-se a contaminação ambiental; • Distante de mananciais e áreas com risco de inundação; • Áreas que possuam lençol freático profundo; • Considerar acréscimo mínimo de 100% à área de construção, para efeito de cálculo da área do terreno; • A área do terreno deve ser suficiente para garantir o acesso e manobra de caminhão de médio porte; • De fácil acesso à comunidade para a qual a instituição prestará seus serviços, por vias públicas em condições permanentes de uso; • Distante de áreas densamente povoadas, de forma a evitar incômodos à vizinhança; • Distante de fontes de poluição sonora. Apesar do projeto apresentado não estar diretamente vinculado com o centro de zoonoses, há a necessidade de seguir algumas restrições propostas para CCZ, visto que o intuito do projeto segue o objetivo de promover abrigo aos animais em situação de rua. Portanto, foi analisado o caderno da FUNASA, o qual direciona diretrizes para projetos físicos de controle de zoonoses. Diante das questões apontadas para a escolha do terreno a ser implantado o edifício, o terreno escolhido mostra-se apropriado. Pois, encontra-se afastado das áreas residências, assim evitando incômodos, não há excesso de poluição sonora no local – conforme estudo realizado in loco, a área do terreno de 4.430,62m² garante acesso de manobra de caminhão de médio porte, há infraestrutura para a instalação do edifício, e, o terreno garante boa visibilidade, além de estar localizado em uma esquina, está localizado em uma via que dá acesso ao centro da cidade de Santana de Parnaíba e, encontra-se próximo a equipamentos urbanos; ou seja, é um local onde há um grande fluxo de pessoas.
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CONDICIONANTES PROJETUAIS
20 m
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De acordo com a Lei Ordinária nº 2462, de 2003, do Município de Santana de Parnaíba, o terreno escolhido para implantação do Centro de Acolhimento Animal está localizado na Zona de Uso Diversificado 8 – ZUD 8, e estabelecido na subcategoria de uso como Serviço Diversificado – S2, o qual permite: “Estabelecimento
destinado
à
prestação
de
serviços à população, que implicam na fixação de padrões específicos referentes às características de ocupação do lote, de acesso, de localização, de trafego, de serviços urbanos e aos níveis de ruídos, de vibração e de poluição ambiental, com área construída maior de 250,00m², exceto os postos de abastecimento e lavagem de veículos, as oficinas mecânicas de reparo e pintura de veículos e as oficinas de reparo em geral são incluídas nesta categoria, independente da área construída e do número de empregados.” (Lei n 2462, 2003. pág. 04) Zona de Interesse Localização do terreno Limites Zonais
1:35 000 Fonte: Lei Ordinária 2462, 2003. Anexo 03. Elaboração da autora
LEIS DE ZONEAMENTO
Fonte: Lei Ordinária 2462, 2003. Anexo 03. Edições da autora
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D IA G N Ã&#x201C; S T IC O
PERIMETRO DE ESTUDO 0
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Fonte: Google Earth, 2019. Edições da Autora
O perímetro de estudo determinado para a compreensão dos aspectos físicos, geográficos e sensoriais do local, compreende uma área que ultrapassa o limite do bairro Bela Vista – o qual encontra-se implantado o terreno, assim atingindo o bairro Alphaville e parte do Centro Expandido de Santana de Parnaíba – chegando no centro histórico. Este recorte é resultado da compreensão de que um projeto voltado para o abrigo de animais necessita ser afastado das áreas urbanas devido aos barulhos excessivos provenientes dos animais, principalmente do latido do cão, porém, é necessário que o mesmo tenha visibilidade, a fim de aumentar a quantidade de visitantes e consequentemente o número de adoções. Portanto, o recorte mostra que o terreno, embora rodeado de vegetação/mata, edificações voltadas para o comércio/ serviço e terrenos sem utilização, não está localizado em uma área isolada; assim, sendo possível compreender o impacto que um edifício com a função proposta neste trabalho teria sobre o município.
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Fonte: Plano Diretor 2005/ 2006, município de Santana de Parnaíba. Elaborado pela autora
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Fonte: Plano Diretor 2005/ 2006, município de Santana de Parnaíba. Elaborado pela autora
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MOBILIDADE Nesta etapa de analise foi necessário estender o perímetro de estudo à escala do município, assim facilitando a compreensão do território. O sistema viário do município de Santana de Parnaíba é composto pelas vias categorizadas como: rodovias de primeira categoria, rodovias de segunda categoria, vias arteriais e coletoras. Sendo as rodovias de primeira categoria representadas pela SP-280, Via Castelo Branco e pelo Rodoanel Metropolitano, o qual encontra-se em posição tangente às divisas do Município e as rodovias de segunda categoria representadas pela Estrada dos Romeiros, o qual cruza o território municipal em sua centralidade. O terreno escolhido para implantação do projeto tem principal acesso pela via Arterial denominada Estrada Municipal Bela Vista, a qual dá acesso à Estrada dos Romeiros e ao município de Barueri. Para quem está na região de Alphaville, a Estrada Municipal Bela Vista é um dos principais acessos para chegar ao centro de Santana de Parnaíba, assim como o contrário. Em relação ao transporte público coletivo, este foi analisado com base no Plano Diretor do Município de Santana de Parnaíba, do ano de 2005/2006, percebe-se que o município ainda carece de linhas de ônibus em determinados pontos, principalmente nos pontos periféricos do município. Porém, analisando em função da localização do terreno há ao menos 3 linhas de ônibus distintas que chegam ao local. Portanto, o local escolhido para implantação do edifício conta com grande fluxo de pessoas, principalmente de transporte individual e coletivo, praticidade de deslocamento e fácil acesso ao terreno. Um dos pontos para isso é estar localizado em uma via arterial que dá acesso aos bairros vizinhos, municípios vizinhos e conecta-se com a rodovia secundária Estrada dos Romeiros, além de contar com diferentes linhas de ônibus.
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USO E OCUPAÇÃO DO SOLO
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O perímetro de estudo possui uso predominantemente residencial, isso por causa da concentração de condomínios residenciais na área, porém há concentrações de comércios e serviços localizados em núcleos denominados centros de apoio, os quais atendem às necessidades dos condomínios próximos. Próximo ao terreno concentra-se edificações prestadoras de serviços, como o Corpo de Bombeiros de Santana de Parnaíba, a UBS Alphaville/Tamboré, entre outros, e está afastado da área residencial o suficiente para a proposta do projeto; além de contar com um grande número de áreas vazias ou edifícios sem utilização. No município há um grande número de áreas de vegetação/mata ou sem utilização, isso justificado pela topografia que impossibilitou a expansão do território e pelas áreas de preservação ambiental e permanente. Entretanto, o município possui uso predominantemente residencial, de acordo com o livro do CONDEPHAAT, 78,7% das edificações do município são de uso residencial.
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GABARITO
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A predominância de gabarito dentro do perímetro de estudo é de um a dois pavimentos, isso devido a concentração de condomínios residenciais na área. Nas áreas externas aos condomínios, predomina o gabarito de dois a quatro pavimentos, não há, portanto, edificações de gabarito muito elevado próximo a área de intervenção.
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CHEIOS E VAZIOS
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Nesta etapa, foram analisados os vazios urbanos, onde consequentemente são vazios que não podem ser edificados. Caracterizam-se como vazios urbanos o Rio Tietê, as ruas, os parques e praças, dois lagos e a Área de Preservação Ambiental da várzea do rio Tietê. Embora não haja muitos vazios urbanos evidentes no perímetro de estudo, a área conta com manchas de vegetação e mata caracterizados como terrenos baldios, estacionamento e áreas sem utilização. Portanto, não é uma área com alta densidade, sua ocupação se dá predominantemente pelos condomínios residências próximos, totalizando somente nesta área seis condomínios residências distintos. Nota-se que a APA da várzea do rio Tietê não está totalmente preservada, há um condomínio residencial que invade totalmente a área, o Residencial Burle Marx.
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PRODUTOS PARA ANIMAIS
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Foram analisado os serviços e comércios destinados a venda de produtos para animais domésticos, a fim de pontuar e compreender quais as relações da área analisada com os animais. Na área há cinco estabelecimentos de Pet Shop, concentrados nas áreas comerciais próximos aos condomínios residenciais, duas clinicas veterinária e um estabelecimento de hotelaria para cães. Há um centro de zoonoses no município, localizado fora do perímetro de estudo e afastado das áreas centrais do município, o que dificulta o acesso e o conhecimento da população sobre a existência do CCZ.
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ANÁLISE SENSORIAL
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Nesta etapa, foram analisados os aspectos sensoriais perceptíveis no perímetro de estudo. O perímetro conta com poucas áreas urbanizadas, concentradas nos condomínios residências, os quais impedem o fluxo de pessoas no local, pois as paredes dos condomínios criam uma barreira que causa uma sensação de insegurança ao pedestre, principalmente durante à noite; portanto, as áreas onde concentram-se o maior fluxo de pedestre estão localizadas nos núcleos comerciais e de serviço, são centros pontuados, a fim de atender a demanda dos condomínios residenciais – no caso dos núcleos habitacionais, denominados “centros de apoio I e II” -, no caso do núcleo de serviços, este conta com a UBS Alphaville/Tamboré e o Corpo de Bombeiros de Santana de Parnaíba. Por outro lado, há um grande fluxo de transportes individuais e coletivos no local, percebese que há paradas de ônibus em diversos pontos da via principal de acesso ao terreno, Estrada Municipal Bela Vista, e em frente ao terreno há uma parada, o que garante o fluxo de pessoas no local.
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P RO J E TO S A N Á L O G O S
ANIMAL REFUGE CENTRE
FICHA TÉCNICA Arquitetos: Arons em Gelauff Architecten Localização: Amsterdã, Holanda Categoria: Abrigo Animal Equipe arquitetônica: Adrie Laan, Rianne Kreijne, Joost van Bergen, Miren Aramburu, Mariska Koster, Claudia Temperilli, Oliver Rasche Paisagismo: DRO Amsterdam, Ruwan Aluvihare Engenharia: Van Rossum, Amsterdam Contratante: BAM, Amsterdam Cliente: Project Management Bureau Amsterdam, Stichting Dieronopvangcentrum Amsterdam Área: 5800,00 m2 Ano do projeto: 2007
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O edifício está localizado na área periférica da cidade de Amsterdã, implantado em uma região onde há concentração de indústrias e comércios, afastado da área residencial. O edifício está voltado para dentro, a fim de reduzir os ruídos emitidos pelos animais. Os autores do projeto utilizaram a forma do terreno, e as condições naturais que este representava, como partido arquitetônico do projeto; visto que a volumetria do edifício segue a forma natural do terreno onde está implantado. Mesmo sendo localizado numa área predominantemente industrial e de vegetação, há uma grande movimentação nas vias de acesso ao edificio, isso justifica o fato do edifício estar voltado para seu interior. O abrigo, Animal Refuge Centre, possui dois pavimentos: o pavimento térreo dedicado aos setores de recepção, clínica veterinária e espaços dedicados aos cães; o pavimento superior conta com setores dedicados aos gatos, os quais são separados dos cães por motivos de segurança, e espaço de administração.
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Em relação ao conforto ambiental, tanto o canil como o gatil contam com solário e espaços abertos para ventilação; garantindo, portanto, o bem-estar animal, O programa conta com áreas relativamente amplas, sendo necessárias para garantir o bem-estar tanto do animal como dos funcionários e da população que visitará o local.
Localização | Amsterdã, Holanda
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Edificação Terreno Acessos Fotografia
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NORTE
Maior incidência Solar
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Animal Refuge Centre Área Comercial Área Rural Vias arteriais
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0 20 m
A
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Acesso Principal/ Visitantes Acesso Secundário/ Funcionários
O projeto mostra-se fluido e coerente, pois há acessos e conexões bem resolvidas, ao ponto que separam os diferentes ambientes em setores distintos e restringem áreas de acesso restrito. O programa conta com áreas relativamente amplas, sendo necessárias para garantir o bem-estar tanto do animal como dos funcionários e da população que visitará o local.
Acesso Principal/ Estacionamento
Planta | Pavimento Térreo 0
2.000 m² 300 m² 350 m² 600 m² 350 m² 3.800 m²
0
Canil Canil 2.000m2 Recepção Recepção 300m2 Cliníca Veterinária Clínica Veterinária 350m2 Área de apoio canil Área de apoio ao canil ao 600m2 Área de quarentena Área de quarentena 350m2 Área de lazer 3.800m2 Área de Lazer
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Fonte: https://www.archdaily.com/2156/animal-refuge-centre-arons-en-gelauff-architecten/500ed0b028ba0d0cc70006dbanimal-refuge-centre-arons-en-gelauff-architecten-image. Acesso em 11/02/2019. Adaptado pela autora
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Gatil
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Canil
Solário
Planta | Pavimento Superior 0
Gatil Gatil Administração Administração Área de apoio gatil ao Área de ao apoio
1.000m2 250m2 700m2 gatil
10m
1.000 m² 250 m² 700 m²
Fonte:https://www.archdaily.com/2156/animal-refuge-centre-arons-en-gelauff-architecten/500ed0b428ba0d0cc70006dcanimal-refuge-centre-arons-en-gelauff-architecten-image. Acesso em 11/02/2019. Adaptado pela autora
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Corte AA | Canil e Gatil
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ANIMAL CENTER CARE & COMMUNITY CENTER
FICHA TÉCNICA Arquitetos: RA-DA Localização: 1850 West 60th Street, Los Angeles, CA 90047, Estados Unidos Categoria: Centro Comunitário Líder de projeto: Rania Alomar Gestor de projeto: Sofia Ames Designers: Carolyn Telgard, Jesse Madrid Engenheiro estrutural: John Labib & Associates Engenheiros MEP: Grupo de Engenharia Criativa Engenheiro Civil: RBF Consulting, EW Moon Contratante: Mackone Development Inc Proprietário do edifício: Agência de Engenharia da Cidade de Los Angeles Outros membros da equipe: Los Angeles Animal Services Ano do projeto: 2013
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O abrigo está localizado em uma área industrial, cercada por zonas residenciais e próximo a avenidas movimentadas. Estrategicamente implantado nesta área, a fim de torna-lo visível e acessível. O projeto do abrigo tem como objetivo criar um ambiente que ao mesmo tempo fosse acolhedor com o visitante e que envolvesse a comunidade de forma positiva e com isto atingir o objetivo do cliente de reduzir a eutanásia e aumentar o número de adoções. Os canis são orientados de maneira que não haja grande número de canis frente a frente, de modo que os níveis de ruídos sejam reduzidos, desencorajando o “latido contagioso”. Dessa forma, localizam-se em frente as paredes hortaliças paisagísticas. Tornando o ambiente mais calmo e aumentando a possibilidade de adoção. “O ambiente mais calmo promove maior interação entre os visitantes e os animais e trabalha para as metas de adoção”
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FONTE: ARCHDAILY https://www.archdaily.com/407296/south-los-angeles-animal-care-center-and-community-center Acesso em 11/02/2019
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Localização | Los Angeles, EUA
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Maior incidência Solar
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W. 60th St.
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Edificação Terreno Acessos Fotografia
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Fonte: Google Earth. Adaptado
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Animal Center Care Área Industrial Área Residencial Vias Locais
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Acesso ao Estacionamento
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ESTACIONAMENTO
O edificio não dispõe de áreas abertas ou pátios para recreação, sendo todos os ambientes cobertos. O programa de necessidades conta com área médica, área de quarentena, sala para eutanásia e de isolamento, além dos alojamentos para os animais. Dispõe de estacionamento para visitantes e funcionários, dessa forma o edifício proporciona três acessos distintos.
Acesso Principal/ Visitantes ESTACIONAMENTO ESTACIONAMENTO
1
Acesso Secundário/ Funcionários e Estacionamento 0
Planta | Pavimento Térreo
Canil/Gatil Canil/Gatil 1.733,30m2 Área médica Área médica 788,50m2 Área de quarentena 400m2 Área de quarentena Área de eutanásia Área de eutanásia 127,80m2 Áreas de apoio Área de apoio 400m2 Área de transferência animal 325,40m2 Área de transferência animal Centro comunitário Centro comunitário 420,40m2
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1.733,30 m² 788,50 m² 400 m² 127,80 m² 400 m² 325,40 m² 470,40 m²
Elevação 1 | Oeste
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PALM SPRINGS ANIMAL CARE FACILITY
FICHA TÉCNICA Arquitetos: Swatt | Miers Architects Localização: Demuth Park, Palm Springs, Califórnia - EUA Categoria: Abrigo de Animais Equipe de Design: George Miers, AIA, Designer de Projetos / Principal Responsável; Tim Hotz, AIA, Job Captain; Aaron Harte, AIA, LEED AP, Administrador de Construção; Maureen Cornwell, Designer de Interiores Arquiteto Paisagista: Randy Purnel Arquitetos Paisagistas Área Construída: 2.807,76m2 Ano do Projeto: 2011
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Localizado na cidade de Palm Spring, no estado da Califórnia, na esquina da Vella Rd com a E. Mesquita Ave. O edifício fica a 164km de distância de Los Angeles e está localizado na área urbana da cidade, próximo a áreas residenciais e ao lado do parque Demuth, assim possuindo facilidade de acesso, e além do parque como vizinho, há uma empresa de reciclagem e uma estação de tratamento de água. Está localizado em um terreno de 3 hectares, possuindo 21.000m² de área construída. O projeto foi inaugurado em 2011, realizado pela parceria entre o Poder Público e Privado. O programa inclui um ambiente orientado para o público do abrigo, com canis internos e externos de acesso ao público para adoção dentro de um pátio ajardinado, além de salas de tratamento para os animais, abrigos e recebimento de animais de rua. O projeto obteve a qualificação LEED Silver (Leadership in Energy and Environmental Design), com ênfase na conservação de água, onde a água é “reciclada” através de uma estação de tratamento de esgoto, localizada ao lado da
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edificação, e utilizada para limpar as áreas de animais e irrigação do jardim. A fachada principal do edifício está voltada para a Vella Road, na orientação Oeste.
Localização | Palm Springs, EUA
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20 m
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E Mesquite Ave
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Vella Rd
Sol da Tarde
Edificação Terreno Acessos Fotografia
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Maior incidência Solar
Fonte: Google Earth. Adaptado
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Animal Care Facility Área Industrial Área Residencial Parque Demuth Vias Locais
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,80 m² 30m²
,56 m²
50m²
Os acessos para visitantes e clientes estão localizados na fachada principal, tem, portanto, três entradas principais distintas – o salão principal de adoção, o salão de ingestão, onde ocorre a admissão de animais perdidos e abandonados, e o centro de educação, enquanto os de serviços está aos fundos do estacionamento. Quanto a materialidade empregada ao projeto, as áreas internas públicas são de blocos de concreto, o restante de drywall pintado; nas áreas de animais, foram utilizados materiais por sua durabilidade a longo prazo, devido a necessidade de limpeza constantemente, incluindo pisos e paredes de resina epóxi, tetos acústicos não absorventes e dispositivos de proteção de aço inoxidável. O programa do edifício é baseado na necessidade de atendimento diferenciado para cada espécie. Assim, foram criados setores para os diferentes tipos de animais, subdivididos em: Ala Canina, Ala Felina e
PORTA DE SEGURANÇA
0
Planta | Pavimento Térreo Canil 481,80m2 Canil Gatil Gatil 167,30m2 Área Área de de apoioapoio ao canil ao canil 221,56m2 Área de de apoioapoio ao gatil ao gatil 116,50m2 Área Área de de quarentena canina 58,60m2 Área quarentena canina Área de quarentena felina 11,90m2 Área de quarentena felina Clínica veterinária 45,40m2 Clínica veterinária Recepção/ Atendimento 257,80m2 Recepção/atendimento Administração/ Serviço 170,70m2 Administração/Serviço Área de de suporte animal animal 1162,10m2 Área suporte Sala de de aula 79,10m2 Sala aula Área de de entrega animal 35m2 Área entrega
481,80 m² 167,30m² 221,56 m² 116,50m²
Circulação operacional de animais Circualção de visitantes Circulação para adoção Acesso após horas de aula
58,60 m²
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Animais Menores. O fluxo operacional é a base do programa de necessidades. O pátio central aberto é para onde as estadias caninas estão voltadas, assim proporcionando ventilação e iluminação natural. A separação por setores garante maior agilidade no atendimento, pois não há uma interação de animais de diferentes espécies, o que poderia dificultar o atendimento primário. Com intuito de atender, além das necessidades dos animais, as necessidades da população, a edificação contém áreas de apoio voltadas para a conscientização social e técnicas de tratamento diversificados. Porém, também há áreas de apoio voltadas ao funcionamento interno do abrigo, como administração e serviços. Fonte:https://www.archdaily.com/237233/palm-springs-animal-care-facility-swatt-miersarchitects. Acesso em: 12/02/2019
11,90m² 45,40m² 257,80m² 170,70m² 1162,10m² 79,10m² 35,00m²
Fluxos Operacionais Circulação operacional de animais Circulação operacional de animais Circulação de de visitantes Circualção visitantes Circulação para adoção Circulação para adoção Acesso após horas de aula Acesso após horas de aula
60 m²
0m²
40m² ,80m² 70m²
Fonte: https://www.archdaily.com/237233/palm-springs-animal-care-facility-swatt-miers-architects/500125cc28ba0d2c9f000bbb-palm-springs-animalcare-facility-swatt-miers-architects-floor-plan. Acesso em 12/02/2019. Adaptado. pela autora
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P R O G RA MA
PROGRAMA DE NECESSIDADES
A formulação do programa de necessidades do projeto proposto, tem como base
teórica o livro Diretrizes para Projetos Físicos de Unidades de Controle de Zoonoses1, elaborado pela Fundação Nacional da Saúde, e os estudos de projetos relacionados ao tema proposto.
O projeto do Centro de Acolhimento Animal é de iniciativa privada, portanto,
são necessárias algumas medidas para que o mesmo se mantenha financeiramente e possa alojar o maior número de animais possíveis. O programa de necessidades conta com setores destinados à prestação de serviços para a população, os quais garantirá renda, sendo eles: um Pet Shop, o qual será exclusivamente destinado aos visitantes externos do edifício, com acesso isolado do restante do edifício, prestando serviços de banho e tosa e a venda de produtos para animais; e, a área médica contará com a prestação de alguns serviços para os visitantes externos, os quais serão pagos, como consultas veterinárias e o crematório do corpo dos animais na sala de forno, entretanto, estes serviços serão fornecidos gratuitamente aos animais resgatados e alojados no abrigo.
Além da necessidade de cobrar por serviços para manter o abrigo, o centro
contará com prestações de serviços gratuitas à população, como vacinação contra raiva e procedimentos de castração, a fim de resolver o problema de saúde pública, que é o foco principal deste trabalho.
O projeto prevê a instalação de canis coletivos, com doze blocos com capacidade
para abrigar cinco cães em cada bloco, totalizando o abrigo de sessenta cães; e a instalação de dez gatis coletivos, com capacidade para cinco gatos em cada, para abrigar um total de cinquenta gatos. Tanto o canil quanto o gatil terão solários, para o contato do animal com a natureza e o banho de sol. Além disso, haverá um espaço denominado “berçário”, para abrigar os filhotes de cães e gatos separadamente, pois os mesmos necessitam de cuidados especiais. Para interação canina, haverá um espaço de lazer para os animais.
13 FUNASA, Fundação Nacional de Saúde. Projetos Físicos de Unidade de Controle de Zoonoses e Fatores Biológicos de Risco. Engenharia de Saúde Pública. Brasília: Funasa, 2007.
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A proposta é projetar um espaço que ao mesmo tempo que proporciona bem-estar
para os animais alojados, seja um edifício atrativo e que garanta a interação da população com o espaço construído. Desse modo, torna-se essencial a projeção de espaços de interação, lazer e educação destinados à população. Contará com um setor destinado para áreas educacionais, o qual contará com salas multiuso, café e um pátio, com a proposta de educar a população a respeito dos cuidados com os animais e como a relação entre o homem e o animal pode ser benéfica para ambos os lados.
O programa contará com uma área total de 3.045,00m². Conforme a legislação
presente na área de intervenção, o coeficiente de aproveitamento máximo é igual a 1, ou seja, é possível construir uma vez a área do terreno que é de 4.430,62².
PÚBLICO ALVO
O programa atenderá todo o município de Santana de Parnaíba, pois, apesar de ser
um projeto de iniciativa privada, trata-se de um serviço público, atendendo o município gratuitamente, exceto em questões que diz respeito a subsistência do programa.
O programa atenderá principalmente a população de baixa renda do município,
com propostas voltadas ao cuidado do animal doméstico e incentivo da adoção. Atenderá todos os sexos, idade, ocupações e composições familiares; porém o atendimento gratuito será voltado a população de até um a dois salários mínimos por composição familiar.
A respeito dos animais, atenderá exclusivamente espécies de cães e gatos, de todas
as raças e idades, doentes e saudáveis.
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entre outros. A fim de educar a população sobre os cuidados para com o animal doméstico Destinado aos visitantes, instalado como forma de gerar renda para o centro de acolhimento animal Pátio de interação para os visitantes, enquanto aguardam por determinado evento
Café Pátio
Canil Recepção Hall de entrada Gatil Atendimento Sanitários Área Médica Administração Recepção Diretoria Consultórios Sala de Reunião Sala para vacinas Sanitário Sala para exames Almoxarifado Controle ÁreaAnimal de espera Canil coletivo Sala de procedimento cirúrgico Solário - canil Sala de esterilização Gatil Expurgo Solário - Gatil Depósito de ração Área de recuperação Berçário Sanitários Almoxarifado Sala multiuso Laboratório de diagnóstico Café Laboratório de entomologia Raio-X Pátio Farmácia Sanitários Área de entrega animal Lazer Quarentena Interação dos cães ´ Lavatório Tanque Pátio para eventos Canil Serviço Vestiários Gatil D.M.L. ÁreaCopa Médica Lavanderia Recepção Lixo Lixo hospitalar Triagem Lixo comum Consultórios Lixo orgânico Manutenção Sala para vacinas Almoxarifado Sala para exames Quadro de Força Área de espera Sala de manutenção de equipamentos Apoio Sala de procedimento cirúrgico Sala de esterilização
Recepção
Área de recuperação Sala de necropsia
Centro
5
m² total 15 275
250 3 15
250 12 15 10 451
61 60 12 12 5 12 20 16 12 10 12 75 34
Destinado para promover cães dodaabrigo Local destinado a limpezaatividade na entradaaose saida quarentena, por questões de segurança Destinado ao banho e secagem dos animais Baias individuais comdesolário, Destinado a eventos adoção para tratamento de cães resgatados que apresentam alguma doença. Assim, diminuindo o risco de infectar os animais saudaveis. Destinado aos funcionários do abrigo. Sanitários femininos, Baias individuais com solário, para tratamento de cães resgatados que masculinos e P.N.E. apresentam alguma doença. Assim, diminuindo o risco de infectar os Área para depósito de materiais e limpeza animais saudaveis. Área destinada aos funcionários Espaço para lavagem de lençóis, toalhas e outros tecidos Área para espera e atendimento Espaço destinado ao atendimento dos animais resgatados, para Local para descarte do lixo hospitalar avaliação da gravidade do estado dos animais Local para descarte do lixo comum Salas para consulta veterinaria prévia dos animais resgatados Local para descarte do lixo orgânico De utilização dos animais do abrigo, para vacinar os animais acolhidos Local destinado à estocagem de materiais Sala destinada à exames laboratoriais _Espaço destinado aos visitantes, para espera da realização dos procedimentos cirúrgicos _ Sala destinada a procedimentos cirúrgicos, tal como a castração dos animais abrigados Ambiente destinado a esterilização e preparação dos materiais Recepção dos visitantes para o uso dos serviços prestados no setor Ambiente destinado para aocorridos. guarda temporária de resíduos hospitalares Recolhimento dos óbtidos Armazenação em câmaras de Acolhimento Animal | Santana frigorificas Baias individuais para isolamento dos animais em fase de recuperação Área destinada a realização de procedimentos no cadáver a fim de
5
10 299
Ambiente destinado a esterilização e preparação dos materiais Bloco de gatil coletivo com capacidade para 5 gatos, com separação por sexo Ambiente destinado para a guarda temporária de resíduos hospitalares Área externa para banho de sol Local individuais destinado à para estocagem de alimento para cães e gatos Baias isolamento dos animais em fase de recuperação Local para abrigo de filhotes Sanitários femininos, masculinos e P.N.E. Local destinado à estocagem de medicamentos e materiais Tem a finalidade de promover eventos, como palestras, apresentações, hospitalares entre outros. A fim de educar a população sobre os cuidados para com Ambiente destinado ao diagnóstico dos agentes transmissores de o animal doméstico zoonoses Destinado aos visitantes, instalado como forma de gerar renda para o Ambiente destinado às atividades de microscopia centro de acolhimento animal Ambiente destinadopara paraosavaliação condições dos orgãos Pátio de interação visitantes,das enquanto aguardam por e estruturas internas dos animais determinado evento Área de armazenamento de medicamento Destinado aos visitantes. Sanitários femininos, masculinos e P.N.E. Área destinada à recepção dos animais resgatados
Área Educacional
32
m² unit.
2753
Área para espera e atendimento Salas a coordenadoria do abrigo Espaçopara destinado ao atendimento dos animais resgatados, para Sala para atender a população, sejadospara atender denúncias de mausavaliação da gravidade do estado animais tratos e abandono ou para adoções Salas para consulta veterinaria prévia dos animais resgatados Sala destinada à reunião de funcionários De do abrigo,Sanitários para vacinar os animais Parautilização atender ados áreaanimais administrativa. femininos, masculinos acolhidos e P.N.E. Sala laboratoriais Localdestinada destinadoà àexames estocagem de materiais Espaço destinado aos visitantes, para espera da realização dos procedimentos cirúrgicos Bloco de canis com baias coletivas. Módulos com capacidade para 05 Sala destinada a procedimentos cirúrgicos, tal como a castração dos animais animais abrigados Área externa para banho de sol
Triagem Escritórios
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Local destinado a limpeza na entrada e saida da quarentena, por questões de segurança Baias individuais com solário, para tratamento de cães resgatados que apresentam alguma doença. Assim, diminuindo o risco de infectar os animais saudaveis. Área destinada aos visitantes, para acesso ao bloco administrativo e Baias individuais com solário, para tratamento de cães resgatados que eventos apresentam alguma doença. Assim, diminuindo o risco de infectar os Área destinada para orientar e atender os visitantes animais saudaveis. Sanitários femininos, masculinos e P.N.E.
´ Lavatório
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Destinado aos visitantes. Sanitários femininos, masculinos e P.N.E.
Quarentena
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Sanitários
Expurgo Morgue
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83 60
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15 72 20 16 24 20 12
570 34
15 24 15 16 10 7 5 153 15 12 307 10 60 20
180 72 180 16 100 7 50 30 15 30 24
15 16
15 16
15 220 12 12 20 800 11 450 105 350 543
15 220 12 24 20
12 3 12 20 299 10 60 54 18 12 18 12 18 48 16 12 10 12 34 24
24 12 12 20 451 10
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60 54 18 12
18 72 18 48 16 12 20 12 34 24 16
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7 14 15 15
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ÁreaDepósito Médica de ração Berçário
Local destinado à estocagem de alimento para cães e gatos Local para abrigo de filhotes Área para espera e atendimento
Recepção Área Educacional
Espaço destinado ao atendimento dos animais resgatados, para Tem a finalidade de promover eventos, como palestras, apresentações, avaliação da gravidade do estado dos animais entre outros. A fim de educar a população sobre os cuidados para com Salas paradoméstico consulta veterinaria prévia dos animais resgatados o animal Destinado aosdos visitantes, de os gerar renda para o De utilização animaisinstalado do abrigo,como paraforma vacinar animais centro de acolhimento animal acolhidos Pátio de interação para os visitantes, enquanto aguardam por Sala destinada à exames laboratoriais determinado evento Espaço destinado aos visitantes, para espera da realização dos Destinado aos visitantes. procedimentos cirúrgicos Sanitários femininos, masculinos e P.N.E.
Triagem Sala multiuso Consultórios
Café Sala para vacinas Sala Pátiopara exames Área de espera Sanitários
Sala destinada a procedimentos cirúrgicos, tal como a castração dos animais abrigados Local destinado a limpeza na entrada e saida da quarentena, por
Quarentena Sala de procedimento cirúrgico Sala de esterilização ´ Lavatório
questões dedestinado segurançaa esterilização e preparação dos materiais Ambiente Baias individuais com solário, para tratamento de cães resgatados que Ambiente destinado para a guarda temporária de resíduos hospitalares apresentam alguma doença. Assim, diminuindo o risco de infectar os animais saudaveis. Baias individuais para isolamento dos animais em fase de recuperação Baias individuais com solário, para tratamento de cães resgatados que apresentamfemininos, alguma doença. Assim, diminuindo o risco de infectar os Sanitários masculinos e P.N.E. animais saudaveis. Local destinado à estocagem de medicamentos e materiais hospitalares Ambiente ao diagnóstico dos agentes transmissores de Área para destinado espera e atendimento zoonoses Espaço destinado ao atendimento dos animais resgatados, para Ambiente destinado às atividades de microscopia avaliação da gravidade do estado dos animais Ambiente destinado para avaliação das condições dos orgãos e Salas para internas consultados veterinaria estruturas animais prévia dos animais resgatados De utilização dos animaisdedomedicamento abrigo, para vacinar os animais Área de armazenamento acolhidos Área destinada à recepção dos animais resgatados
Expurgo Canil Área de recuperação Gatil Sanitários ÁreaAlmoxarifado Médica
Recepção Laboratório de diagnóstico Laboratório de entomologia
Triagem
Raio-X Consultórios
Farmácia Sala para vacinas Área de entrega animal LazerSala para exames Interação dos cães Área de espera Tanque Pátio para eventos cirúrgico Sala de procedimento Serviço Sala de esterilização Vestiários Expurgo D.M.L. Copa Área de recuperação Lavanderia Sanitários Lixo Almoxarifado Lixo hospitalar Lixo comum Laboratório de diagnóstico Lixo orgânico Laboratório de entomologia Manutenção
Sala destinada à exames laboratoriais Destinado para promover atividade cães do abrigo dos Espaço destinado aos visitantes, paraaosespera da realização procedimentos cirúrgicos Destinado ao banho e secagem dos animais Sala destinada a procedimentos Destinado a eventos de adoção cirúrgicos, tal como a castração dos animais abrigados
Almoxarifado Raio-X Quadro de Força Farmácia Sala de de manutenção de equipamentos Área entrega animal Lazer Apoio Interação dos cães Tanque Recepção Pátio para eventos Morgue Serviço Vestiários Sala de necropsia D.M.L. Copa Sala de forno/crematório Lavanderia Pet Shop Lixo Lixo hospitalar Atendimento Lixo comum Lixo orgânico Sala para banho e tosa Manutenção Almoxarifado Área para venda de produtos Quadro de Força
Total
Ambiente destinado a esterilização e preparação materiais Destinado aos funcionários do abrigo. Sanitários dos femininos, masculinos e P.N.E. Ambiente destinado para a guarda temporária de resíduos hospitalares Área para depósito de materiais e limpeza Área aospara funcionários Baiasdestinada individuais isolamento dos animais em fase de recuperação Espaço para lavagem de lençóis, toalhas e outros tecidos Sanitários femininos, masculinos e P.N.E. Local destinado à estocagem de medicamentos e materiais Local para descarte do lixo hospitalar hospitalares Local paradestinado descarte do comum dos agentes transmissores de Ambiente ao lixo diagnóstico Local para descarte do lixo orgânico zoonoses Ambiente destinado às atividades de microscopia Ambiente destinado para avaliação das condições dos orgãos e Local destinado à estocagem de materiais estruturas internas dos animais _ Área de armazenamento de medicamento _Área destinada à recepção dos animais resgatados Destinado para promover atividade aos cães do abrigo Destinado ao banho e secagem dos animais Recepção dos visitantes para o uso dos serviços prestados no setor Destinado a eventos de adoção Recolhimento dos óbtidos ocorridos. Armazenação em câmaras frigorificas Destinado aos funcionários do abrigo. Sanitários femininos, Área destinada a realização de procedimentos no cadáver a fim de masculinos e P.N.E. determinar o que provocou sua morte Área para depósito de materiais e limpeza Estrutura onde oaos cadáver é submetido a altíssimas temperaturas, até Área destinada funcionários que o corpo seja reduzido às cinzas Espaço para lavagem de lençóis, toalhas e outros tecidos Área atender os clientes Localpara pararecepcionar descarte do elixo hospitalar Local para descarte do lixo comum Utilizado pelos frequentadores externos ao abrigo, com intuito de Local para descarte do lixodeorgânico gerar renda para o centro acolhimento animal Destinado a venda de produtos, para animais, em geral. Como: ração, Local destinado à estocagem de materiais remédio, entre outros. _
Sala de manutenção de equipamentos
_
Apoio
Recepção
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Morgue UNIP CAU Gabriela Ruiz de Moraes
Recepção dos visitantes para o uso dos serviços prestados no setor Recolhimento dos óbtidos ocorridos. Armazenação em câmaras frigorificas
30 451
15 299 15 60 307 12 60 12
120 72
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15 16
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20 220
34 12
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165
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60 20
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12 16 20 10 800 450 34 10 350 24 54 16 12 7 12 203 10 12 54 10 18 18 20 18 16 48 12 15
12 16 20 20 800 450 34 10 350 72
30
60 379 12
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20 18 18 20 18 16 48 12 15 12 12 24 20
12 12 24 20 800 117 450 10 28 350 14 54
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450 10 28 350 14 66 24 15 12 20 60 10
12 15 12 20 60 10 170 54 15 18 18 15 18 48 140 12
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15 18 18 15 18
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14 Centro de Acolhimento Animal | Santana de Parnaíba Área destinada a realização de procedimentos no cadáver a fim de
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MOBILIDADE
TRANSPORTE
SÍNTESE DO DIAGNÓSTICO
USO E OCUPAÇÃO DO SOLO
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PRODUTOS PARA ANIMAIS
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ANÁLISE SENSORIAL
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O terreno escolhido para implantação do Centro de Acolhimento Animal tem principal acesso pela Estrada Municipal Bela Vista, considerada uma via arterial do município de Santana de Parnaíba. Esta estrada proporciona um percurso linear do bairro de Alphaville ao centro do município, sendo o principal eixo de conexão; portanto, há um intenso fluxo de pessoas e, principalmente, de automóveis. O perímetro de estudo conta com uso predominantemente residencial, pois há cinco residenciais localizados na área. Além dos conjuntos residenciais, há concentração de centros comerciais localizados pontualmente próximos aos residenciais e, próximo ao terreno há uma concentração de edificações
1km
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0
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prestadoras de serviço, como a UBS Alphaville/ Tamboré, o Corpo de Bombeiros do município, entre outros, o que garante o fluxo de pessoas próximo ao local de intervenção. Essas edificações próximas ao terreno possuem o gabarito de altura entre quatro e seis pavimentos, não causando impacto no local de intervenção; pois, vizinhos ao terreno estão terrenos baldios sem utilização. Dentro do perímetro de estudo há oito edificações voltadas a venda de produtos e serviços para animais, sendo cinco estabelecimentos de pet shop, duas clinicas veterinárias particular e um serviço de hotelaria para cães. Durante a análise do território, observa-se que o perímetro de estudo conta com poucas áreas urbanizadas, concentradas, principalmente, nos condomínios residenciais. A área conta com manchas de vegetação e mata, caracterizados como terrenos baldios e estacionamentos. O projeto proposto necessita estar afastado o suficiente das áreas residenciais, a fim de não incomodar a população com os barulhos provenientes dos animais, além disso, o edifício precisa ter boa visibilidade para que a população tenha interesse de visitar a edificação. Desta forma, o diagnóstico da área mostra que é viável a implantação de um Centro de Acolhimento Animal no local escolhido.
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NORTE Maior incidência solar
PLANO DE MASSAS
A
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Pá t io
abe
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LESTE Sol da manhã ea
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OESTE Sol da tarde
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1:750
ville
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IMPLANTAÇÃO 1:750 Terreno
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CORTE AA 1:750
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PROPOSTA 1 Em primeira tentativa de implantação do programa de necessidades no terreno, a proposta foi, primeiramente, iniciar o projeto com uma praça de convivência, destinada ao público, garantindo, desta forma, um espaço de lazer atrativo para a população, e, ainda nesta área destinar um espaço para adoção, o qual ficaria voltado para a Estrada Municipal Bela Vista, e para a praça, garantindo visibilidade e chamando a atenção dos transeuntes para o evento; tornando possível a adoção de animais. O principal objetivo dessa proposta é evidenciar que o programa conta com área de adoção, não sendo apenas uma edificação voltada para resgate de animais. Apesar da área de adoção ser visível de fora do edifício, esta será somente acessível após passagem pela recepção, sendo uma forma de controlar o acesso das pessoas para preservar a estabilidade dos animais. O setor de controle de animais será separado por um pátio aberto em dois blocos distintos, um para o canil e outro para o gatil, com o objetivo de garantir o melhor conforto para os animais e facilidade de manutenção pelos funcionários. O pátio aberto tem o objetivo de garantir a entrada de iluminação e ventilação, a fim de controlar os odores fortes provenientes dos animais. Aos fundos, terá uma área destinada à interação dos cães, aberta e gramada. Os acessos principais estão voltados para a Estrada Municipal Bela Vista e serão destinados ao setor de recepção do edifício e ao Pet Shop, o qual não terá acesso para o restante do programa. O acesso secundário é voltado para a Av. Pentágono e será destinado à área de entrega dos animais, onde os animais serão recolhidos após os resgates e passarão por diagnósticos e exames antes de serem levados para as baias do setor de controle animal. Legenda Recepção Administração Controle animal Área educacional Quarentena Área médica Lazer Serviço Recepção Lixo Administração Manutenção Controle animal Apoio Área educacional Pet shop Quarentena Área médica
Circulação operacional de animais Circulação de visitantes Circulação para adoção Acessos
Circulação operacional de animais Circulação de visitantes Circulação para adoção Acessos
Centro de AcolhimentoLazer Animal | Santana de Parnaíba Serviço Lixo
50
NORTE Maior incidência solar
PLANO DE MASSAS
Ventilação Cruzada
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o de
inter
ação
PROPOSTA 2 Nesta proposta o conceito inicial é garantir maior ventilação e iluminação para a área de controle animal, e, voltar a atenção para o centro de acolhimento animal, que antes confundia-se com a pet shop – visto que, ambas se encontravam na fachada principal da edificação –, deste modo, para a concretização do conceito, o partido foi separar os blocos de controle animal com um pátio externo, o qual garantirá uma ventilação cruzada e será utilizado para eventos de adoção, e, para voltar a atenção apenas para o centro de acolhimento, o acesso para a pet shop ficou menos evidente na fachada, enquanto o acesso para a recepção do edifício ficou no meio do projeto. O setor de controle animal continua separado por espécie, sendo um bloco para os cães e outro para os gatos, estes blocos foram implantados 1 metro abaixo do restante do edifício, com o objetivo de controlar os odores provenientes dos animais, assim como os ruídos e garantir de fato a ventilação cruzada. Atrás do bloco do canil será implantado um jardim, a fim de proporcionar um visual mais agradável tanto para os animais quanto para os visitantes. A área de interação canina continua aos fundos do terreno, na mesma cota que os blocos de controle animal. Será implantado uma praça de entrada, para convívio social e aberta ao público, esta será implantada na cota da rua, enquanto o edifício começará 1 metro abaixo desta cota. Nesta proposta a edificação foi implantada seguindo as curvas de nível presentes no terreno, desta forma seguiu-se o ângulo do lado direito do terreno.
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Recepção Administração Controle animal Área educacional Quarentena Área médica Lazer Serviço Lixo Recepção Manutenção Administração Apoio Controle animal Pet shop Área educacional Quarentena Área médica Lazer Serviço
Circulação operacional de animais Circulação de visitantes Circulação para adoção Acessos
Circulação operacional de animais Circulação de visitantes Circulação para adoção Acessos
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NORTE Maior incidência solar
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Ventilação Cruzada
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Legenda Terreno
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PROPOSTA 3 | FINAL Nesta proposta final, houve a preocupação de manter a ventilação cruzada, a fim de reduzir odores provenientes dos animais, assim como os ruídos. Porém, com o térreo menos ocupado do que nas outras propostas, esta prevê a instalação de três pavimentos; deste modo o controle animal ficará dividido, cães no térreo e gatos no primeiro pavimento. Os cães, diferente dos gatos, necessitam espaço para exercitar-se, por isso sua instalação no pavimento térreo que contará com uma grande área para interação dos cães e áreas de jardim, a fim de proporcionar, além de conforto térmico e acústico, um visual aconchegante tanto para os animais quanto para os visitantes e funcionários do centro. O conhecimento sobre a relação do homem e o animal é importante, pois o animal tem o poder de criar laços com o homem, sendo esta relação benéfica para ambos os lados, e que, infelizmente parte da população não tem conhecimento, assim gerando os maus-tratos. Diante disso, nesta proposta há a preocupação de evidenciar o setor educacional, o qual antes ficava escondido, erguendo-o ao segundo pavimento em um bloco que cruza a edificação e ganha destaque no projeto; onde ocorrerá palestras, aulas e eventos educacionais, voltados para a relação do homem e o animal. O objetivo do projeto é, além de abrigar os animais, resolver os problemas de saúde pública e dos maus-tratos contra os animais; deste modo, o edifício construído tornase parte importante para esta mudança, pois ao se destacar no meio da paisagem, ganha visibilidade fazendo com que seja visitado por diferentes grupos de pessoas. Por isso, nesta proposta o edifício foi erguido em mais pavimentos, a fim de projetar-se ao meio da paisagem de modo que não se torne uma barreira.
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Recepção Administração Controle animal Área educacional Quarentena Área médica Lazer Serviço Lixo Recepção Manutenção Administração Apoio Controle animal Pet shop Área educacional Quarentena Área médica Lazer Serviço
Circulação operacional de animais Circulação de visitantes Circulação para adoção Acessos
Circulação operacional de animais Circulação de visitantes Circulação para adoção Acessos
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P RO J ETO
CONCEITO
O abandono animal é, sobretudo, um problema de saúde pública. Com a intenção
de resolver essa problemática surge o projeto do centro de acolhimento animal, o qual busca promover o bem-estar dos animais e sua recuperação. O animal, quando abandonado, sofre de inúmeras formas e torna-se um risco à sociedade, portando, o objetivo do projeto é promover a busca pela adoção.
O conceito por trás do projeto baseia-se na intenção de estabelecer uma conexão
entre o espaço construído, o vazio e a população. De forma que os espaços estejam interligados e atraia a curiosidade e o desejo de entrar no espaço construído, enquanto os vazios sejam preenchidos, criando uma integração entre a população e os animais.
O projeto apoia-se na intenção de mudar as relações de uso da população com
o edifício, proporcionando espaços de convivência abertos, que permitam o contato da população com os animais. E, externamente convide a população a entrar e a utilizar o espaço construído e o vazio projetado.
CANI
TERRENO | ORIGINAL A: 4.430,62 m2 TERRENO | ORIGINAL A: 4.430,62 m2
798 800 800
799
797
797 796
796
798
799
GATI
ÁREA M
ÁREA MÉDIC
TERRENO | AJUSTADO A: 4.430,62 m2 TERRENO | AJUSTADO A: 4.430,62 m2 798.5 799 799.5 800
798.5
799
799.5
800
EDUC
EDUCACIO
TC 2019
UNIP CAU Gabriela Ruiz de Moraes
Centro de Acolhimento Animal | Santana de Parnaíba
54
CANIL
PARTIDO ARQUITETÔNICO TERRENO | ORIGINAL A: 4.430,62 m2
797
796
798
O partido arquitetônico do projeto apoia-se na intenção de integrar o espaço
construído, o vazio e a população. Para promover a integração, o primeiro ponto foi garantir a visibilidade do edifício, desta forma a escolha do terreno para implantação GATIL
ÁREA MÉDICA
foi determinante, pois está localizado em uma via principal de conexão entre Alphaville e Santana de Parnaíba, Estrada Municipal Bela Vista, próximo a equipamentos urbanos importantes e na interseção entre duas vias, uma esquina.
O segundo ponto foi proporcionar um maior aproveitamento do térreo livre, o
vazio. Para isto, o edifício elevou-se em dois pavimentos mais o térreo, criando blocos de implantação distintos e liberando o térreo para implantação de áreas verdes e uma praça de
TERRENO | AJUSTADO
entrada. Além disso, a elevação do edifício proporcionou uma volumetria simbólica para a
A: 4.430,62 m2
edificação, que, ao mesmo tempo que separa os setores, garante visibilidade significativa – visto que, o terreno está localizado em uma área pouco urbanizada.
798.5
799
O terceiro ponto foi proporcionar a integração da população com os animais e o
ambiente construído. Desta forma, o canil foi implantado no pavimento térreo dividido
5
em dois blocos que conectam-se por um pátio externo ao meio, o qual tem o objetivo de EDUCACIONAL
receber a população para visitar os animais alojados, e, no hall de entrada do edifício é possível ter visibilidade total do setor de controle animal, principalmente do canil; o gatil foi implantado no pavimento superior ao canil, acima das baias de dormitório, criando uma varanda aberta ao meio que proporcionará visão do pavimento térreo, onde estão alojados os canis, e do pátio de interação canina.
O ponto principal que garante a interação entre os três pontos apresentados
é a garantia de que, a população ao visitar o centro de acolhimento animal terá total visibilidade das atividades que envolvem os animais alojados, e a liberdade de utilizar os vazios projetados.
TC 2019
UNIP CAU Gabriela Ruiz de Moraes
Centro de Acolhimento Animal | Santana de Parnaíba
55
5
10 m
N
0 1
GALPÃO
797
798
AV. PENTÁGONO
800
UBS S RO EI MB BO DE O RP CO
EST.M. BELA V
ISTA
796
799
PLANTA | SITUAÇÃO 0
20 m
N
TC 2019
UNIP CAU Gabriela Ruiz de Moraes
Centro de Acolhimento Animal | Santana de Parnaíba
56
PLANTA
0
10 m
10 m
CORTE
0
10 m
0
ÍNDICES URBANÍSTICOS Zona de Uso: ZUD 8 T.O. projeto: 32% C.A. projeto: 0,73 T. Permeabilidade: 24% Área Total do projeto: 4.017,00 m2 Área computável: 3.217,08 m2 Área do Terreno: 4.430,62 m2
TC 2019
UNIP CAU Gabriela Ruiz de Moraes
10 m
0
20 m
DETALHAMENTOS BLOCO CONTROLE ANIMAL - PLANTA
10m
CORTE URBANO AA
CORTE URBANO PLANTA SITUAÇÃO
0
0
0
CONTROLE ANIMAL - CORTE
1m
5m
0
5m
10 m ELEVAÇÕES EXTERIOR 0
Centro de Acolhimento Animal | Santana de Parnaíba
10 m
57
pav. 02 ADMINISTRAÇÃO
AXONOMETRICA EXPLODIDA EDUCACIONAL
pav. 01 GATIL
MANUTENÇÃO | SERVIÇO
ÁREA MÉDICA
pav. térreo PET SHOP
RECEPÇÃO | HALL
CANIL APOIO
ÁREA MÉDICA
TC 2019
UNIP CAU Gabriela Ruiz de Moraes
Centro de Acolhimento Animal | Santana de Parnaíba
58
REPRESENTAÇÃO ISOMÉTRICA
TC 2019
UNIP CAU Gabriela Ruiz de Moraes
Centro de Acolhimento Animal | Santana de Parnaíba
59
0 1
B
D
C 6
6 2
3
6
E
F
H
G
6
6
1
A
I
6
J
6
6
K 6
10
5
4
6
7
D 22
10
5
11
D
5
7
7
10
11
21
14
8 12
13
5
6
9
5
04
9
20
5
5
5
5
15
4
09
17
15
15
15
1 C= 6.0m i= 8.33%
15
3 4 5
C= 6.0m i= 8.33%
16
16
8 i=2%
16
i=2%
16
i=2%
16
i=2%
i=2%
16
i=2%
6 7
5
A
Apoio 11. Recepção 12. Sala de necropsia 13. Morgue 14. Sala de forno Controle Animal 15. Canil coletivo 16. Solário
1 2 i=2%
i=2%
i=2%
i=2%
i=2%
15
5
i=2%
15
9 10
11 12 13 14 15
03
Lazer 17. Pátio para eventos 18. Interação dos cães 19. Tanques para banho
5
3 2
19
4
FACHADA 1
07
18 09
01
08
5
09
Lixo 20. Lixo hospitalar 21. Lixo orgânico 22. Lixo comum
07
3
F
08
05
Recepção 1. Hall de entrada 2. Atendimento 3. Sanitários Área Médica 4. Recepção 5. Consultórios 6. Sala para vacina 7. Sala para exames 8. Sanitários 9. Triagem 10. Área de entrega animal
04
i=2%
16
i=2%
15
i=2%
16
i=2%
15
i=2%
16
i=2%
15
i=2%
i=2%
16
i=2%
15
i=2%
16
LEGENDA
01
FACHADA 4
10
7
i=2%
15
02
6
16
i=2%
C= 6.0m i= 8.33%
5
8
5
06
A
10 m
FACHADA 2
6
F
5
N
E
B
C 798
797
799
800
5
24
10
02
23
2
03
03
1
5
Pet Shop 23. Venda de produtos 24. Banho e tosa
E
1460,08 m2
B
PLANTA | PAVIMENTO TÉRREO 0 1
5
10 m
N
*OBS: Tabela de Espécies Arbóreas Anexo 01, pg. 88
C
FACHADA 3
TC 2019
UNIP CAU Gabriela Ruiz de Moraes
Centro de Acolhimento Animal | Santana de Parnaíba
60
A
B
D
C
6
6
E
6
F
6
6
I
6
J
6
6
0 1
18
6
15
13
5
10
17
16
12
9
14
12
22
23
i=2%
23
i=2%
22
i=2%
23
i=2%
22
i=2%
23
i=2%
22
i=2%
23
i=2%
22
i=2%
24
i=2%
11 i=2%
F
F
9
10
21
1
C= 6.0m i= 8.33%
A
A 23
i=2%
22
i=2%
23
i=2%
22
i=2%
23
i=2%
22
i=2%
23
i=2%
22
i=2%
23
i=2%
i=2%
22
5
5
24
i=2%
6
10
7
5
8
5
12
20
25 1 2
24 23
3 4
22 21
5
20
6 7
19 18
8
17
9 10
16
5
11 12 13 14 15
Manutenção 6. Almoxarifado 7. Quadro de força 8. Manutenção de equipamentos Área Médica 9. Área de espera 10. Almoxarifado 11. Farmácia 12. Sala de procedimentos cirúrgicos 13. Raio X 14. Sala de esterilização 15. Área de recuperação 16. Laboratório de diagnóstico 17. Laboratório de entomologia 18. Expurgo
3
5
4
1. Hall
Quarentena 19. Ante-camara 20. Quarentena
2 5
LEGENDA
Serviço 2. Copa 3. Lavanderia 4. D.M.L. 5. Vestiários
10
5
19
10 m
K
D
20
5
N
E
H
G
6
D
11
B
C 798
797
799
800
4
3
Controle Animal 21. Depósito de ração 22. Gatil coletivo 23. Solário 24. Berçário
6 7
5
2
5
8
E
B
C
1
1207,00 m2
PLANTA | PAVIMENTO 1 5
10 m
N
0 1
TC 2019
UNIP CAU Gabriela Ruiz de Moraes
Centro de Acolhimento Animal | Santana de Parnaíba
61
A
B 6
D
C 6
6
E 6
F 6
H
G 6
6
I 6
J 6
0 1
6
10
5
11
D
5 5
9
4
3
F
F
LEGENDA Área Educacional 1. Pátio | Hall 2. Café 3. Sanitários 4. Sala multiuso Administração 5. Escritório 6. Diretoria 7. Almoxarifado 8. Sanitários 9. Sala de reunião 550,00 m2
7
5
8
10 m
K
D 4
5
N
E
B
C 798
797
799
800
A
A
6
10
1
25 1 2
24 23
5
5
3 4
2
22 21
5
20
6 7
19 18
8
17
9 10
16
11 12 13 14 15
5
5
4
8
5
5
5
3
5 6
5
9
E
B
C
1
5
2
7
PLANTA | PAVIMENTO 2 5
10 m
N
0 1
TC 2019
UNIP CAU Gabriela Ruiz de Moraes
Centro de Acolhimento Animal | Santana de Parnaíba
62
0 1
5
10 m
N
E
B
C
799
800
798
1
2
4
5
6
797
7
D
D LAJE IMPERMEABILIZADA i=1.0%
LAJE IMPERMEABILIZADA i=1.0%
LAJE IMPERMEABILIZADA ARGILA EXPANDIDA i=1.0%
F
F LAJE IMPERMEABILIZADA ARGILA EXPANDIDA i=1.0%
LAJE IMPERMEABILIZADA ARGILA EXPANDIDA i=1.0%
A
A
E
B
C
LAJE IMPERMEABILIZADA ARGILA EXPANDIDA i=1.0%
PLANTA | COBERTURA 5
10 m
N
0 1
TC 2019
UNIP CAU Gabriela Ruiz de Moraes
Centro de Acolhimento Animal | Santana de ParnaÃba
63
SETOR | CONTROLE ANIMAL Solário i=2%
5.85
Canil | fêmea
i=2%
Canil | fêmea
i=2%
5.85
i=2%
5.85
Canil | fêmea
Solário
i=2%
i=2%
Canil | fêmea
i=2%
5.85
i=2%
i=2%
5.85
Canil | fêmea
Solário
i=2%
i=2%
i=2%
A
Solário
2.5
Solário
5.85
Canil | fêmea
2.5
Solário
A
9.85
ELEVAÇÃO 1
PLANTA
0
PÁTIO EXTERNO
CORTE
Solário
DETALHAMENTOS
10 m 2.5
Canil | macho
0 Solário 0
10 m
2.5
i=2%
i=2%
PLANTA SITUAÇÃO Solário
i=2%
Canil | macho
i=2%
Solário
0
CORTE URBANO
i=2%
Solário
Canil | macho
i=2%
i=2%
i=2%
i=2%
Solário
Canil | macho
i=2%
Canil | macho
i=2%
i=2%
Canil | macho
10 m
10 m
0
20 m
1m
CANIL | PAVIMENTO TÉRREO
BLOCO CONTROLE ANIMAL - PLANTA
0
CONTROLE ANIMAL - CORTE
5m
0
5m
10 m ELEVAÇÕES EXTERIOR Gatil | fêmea
5.85
0
Berçário
2.5
3.7
A
durante a higienização das baías, além dos cantos arredondados; o piso do solário será revestido de cimento queimado, para maior conforto e segurança com os animais e, principalmente para os cães, ser possível que os animais consigam desgastar as unhas. Em todas as baías e solários será instalado um ralo linear e terão a inclinação de 2%, para facilidade de limpeza e escoamento da água, conforme as orientações do caderno de Diretrizes para Projetos Físicos de Unidades de Controle de Zoonoses. Os alojamentos serão protegidos com tela de aço galvanizado, com pilar chumbado, escolhido para garantir maior segurança dos animais, e também 10 m será instalado na cobertura do solário.
1.5
Gatil | fêmea
2
Solário
i=2%
3.7
i=2%
Solário
i=2%
Gatil | fêmea
2
i=2%
3.7
i=2%
Gatil | fêmea
2
Solário
i=2%
3.7
i=2%
Gatil | fêmea
2
Solário
i=2%
3.7
i=2%
2
Solário
i=2%
i=2%
A
O setor de controle animal contará com doze baías para o abrigo de cães e dez para gatos, além de dois alojamentos para filhotes, o berçário. Portanto, terá capacidade para abrigo de sessenta cães adultos e cinquenta gatos adultos, cada baía abrigará cinco animais separados por sexo e, no alojamento de filhotes poderá ser abrigado até dez animais por alojamento separado por espécie. As baías terão acabamento interno de tinta epóxi na cor branca, pela facilidade de limpeza e para não acumular resíduos
6.85
ELEVAÇÃO 1
2
3
4
5
6
7
0
1
PLANTA
10 m
10 m
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
CORTE Gatil | macho
Gatil | macho
Gatil | macho
1.5
Gatil | macho
i=2%
i=2%
i=2%
Solário
CORTE URBANO
i=2%
Solário i=2%
i=2%
Solário i=2%
i=2%
i=2%
Solário
0
TC 2019
0
10 m
20 m
0
0
UNIP CAU Gabriela Ruiz de Moraes CONTROLE ANIMAL - CORTE
1m
GATIL | PAVIMENTO 01
BLOCO CONTROLE ANIMAL - PLANTA
Berçário
0
PLANTA SITUAÇÃO DETALHAMENTOS
10 m 2.5
Gatil | macho i=2%
i=2%
Solário
11 12 13 14 15
0
5m
Centro de Acolhimento Animal | Santana de Parnaíba 5m
64
.5 .2 .6
AMPLIAÇÃO rodapé arredondado 2.5
1:20
.2
.5
.5
ARGILA EXPANDIDA
2.5
PINTURA EPÓXI Tinta epóxi acetinado branco
BERÇÁRIO
.5
RODAPÉ ARREDONDADO
1.2
ESQUADRIA TIPO MAXIM-AR
PORTA DE CORRER
PLANTA
0
10 m
10 m
CORTE
2.1
2.1
1.2
.6
ESQUADRIA TIPO MAXIM-AR
0
10 m
CANILURBANO | DORMITÓRIO CORTE
0
10 m
0
PLANTA SITUAÇÃO
20 m
DETALHAMENTO 01 DETALHAMENTOS BLOCO CONTROLE ANIMAL - PLANTA
0
0
1m
5m
DET. SETOR | CONTROLE ANIMAL
.2
DET. 01
PLANTA
0
CORTE
10 m
BERÇÁRIO
2.5 CANIL | DORMITÓRIO
0
GATIL | DORMITÓRIO
1.5
SOLÁRIO | GATIL
10 m
10 m
3.8
mobiliário gatil
CORTE URBANO
0
10 m
0
PLANTA SITUAÇÃO
20 m
CANIL | DORMITÓRIO
DETALHAMENTOS
0
BLOCO CONTROLE ANIMAL - PLANTA
0
1m
5m
CORTE AA | CONTROLE ANIMAL
CONTROLE ANIMAL - CORTE
0
5m
10 m ELEVAÇÕES EXTERIOR 0
PLANTA
10 m
0
10 m
10 m
CORTE
0
10 m
CORTE URBANO
0
10 m
0
PLANTA SITUAÇÃO
20 m
DETALHAMENTOS
0
BLOCO CONTROLE ANIMAL - PLANTA
0
1m
5m
ELEVAÇÃO 01 | CONTROLE ANIMAL
CONTROLE ANIMAL - CORTE
0
5m
10 m ELEVAÇÕES EXTERIOR 0
TC 2019
UNIP CAU Gabriela Ruiz de Moraes
10 m
Centro de Acolhimento Animal | Santana de Parnaíba
66
RUFO PINGADEIRA
.75
.2
1
.4
ARGILA EXPANDIDA
.86
.5
2
LAJE IMPERMEAB.
.86
.8
.5
2.14
3.22
BRISE SOLEIL VERTICAL
2.14
3.22
ESQUADRIA TIPO BASCULANTE
FORRO
PLANTA
3.22
.86
.8
.5
1.5
0
10 m
2.14
CORTE
10 m
0
10 m
CORTE URBANO
HALL | ENTRADA
PLANTA SITUAÇÃO
0
0
GRELHA LINEAR " INVISÍVEL"
10 m
20 m
DETALHAMENTO 02 DETALHAMENTOS BLOCO CONTROLE ANIMAL - PLANTA
0
0
1m
5m
K
J
I
H
G
F
E
D
B
C
A
6.6
818.1
DET. 02
19.6
4.5
811.5
4
807
4
803
.5
799 798.5
PLANTA CORTE
0
10 m
10 m CORTE AA 0
10 m 0
CORTE URBANO PLANTA SITUAÇÃO A
0
BLOCO CONTROLE ANIMAL - PLANTA
TC 2019
10 m
0
20 m
A
DETALHAMENTOS
5m
UNIP CAU Gabriela Ruiz de Moraes
0
0
1m
5m
Centro de Acolhimento Animal | Santana de Parnaíba CONTROLE ANIMAL - CORTE
0
68 5m
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
3.6
818.1
3
814.5
18.6
4
811.5
4
807.5
4
803.5
799.5
PLANTA
10 m
10 m CORTE BB
0
0
5m
10 m
B
CORTE
0
CORTE URBANO PLANTA SITUAÇÃO
0
10 m
0
20 m
DETALHAMENTOS
1m
B
0
BLOCO CONTROLE ANIMAL - PLANTA
TC 2019
UNIP CAU Gabriela Ruiz de Moraes
0
5m
Centro de Acolhimento Animal | Santana de Parnaíba CONTROLE ANIMAL - CORTE
0
69 5m
DET. 3
3.83
.2
TELA DE AÇO GALVANIZADO
GATIL | SOLÁRIO
.86
TELA DE AÇO GALVANIZADO
2.64
3.83
3.5
TELA DE AÇO GALVANIZADO
.5
ESQUADRIA TIPO MAXIM-AR
PLANTA
.3
PINTURA EPÓXI Tinta epóxi acetinado Branco
GRELHA LINEAR COM CAIXILHO
CANIL |SOLÁRIO
0
CANIL
10 m
10 m
CORTE
0
10 m
CORTE URBANO
0
10 m
0
PLANTA SITUAÇÃO
20 m
DETALHAMENTO 03 DETALHAMENTOS BLOCO CONTROLE ANIMAL - PLANTA
0
0
1m
5m
0
1m
6
7
9
10
11
DET. 03
4
807
4
8
803
799
PLANTA CORTE
0
10 m
10 m CORTE CC 0
10 m
C
0
CORTE URBANO PLANTA SITUAÇÃO
0
5m
10 m
0
20 m
DETALHAMENTOS
1m
C
0
BLOCO CONTROLE ANIMAL - PLANTA
TC 2019
UNIP CAU Gabriela Ruiz de Moraes
0
5m
Centro de Acolhimento Animal | Santana de Parnaíba CONTROLE ANIMAL - CORTE
0
71 5m
.2
.25
.05
.05
AMPLIAÇÃO espelho d’água
.2
1
1:20
LAJE IMPERMEABILIZADA
3.7
.3
ARGILA EXPANDIDA
ESTRUTURA DE CHUMBO Paredes e lajes da sala de Raio-X revestidas com chumbo
3.3
.4
.3
RAIO - X
PLANTA
0
10 m
CORTE ESPELHO D'ÁGUA Profundidade de 0,3m
.3
10 m 0
10 m
CORTE URBANO
0
0
PLANTA SITUAÇÃO
DET. 2
10 m
20 m
DETALHAMENTO 04
DETALHAMENTOS
BLOCO CONTROLE ANIMAL - PLANTA
0
0
1m
5m
.25
.05
.05
A
B
C
D
E
F
H
I
J
3.2
813.5
810.3
2.8
DET. 04
807.5
14
807.5
4
805.4
803.5
803.5
4
801.4
799.5
PLANTA CORTE
D
D
0
10 m CORTE DD 0
10 m
CORTE URBANO PLANTA SITUAÇÃO
0
0
TC 2019
UNIP CAU Gabriela Ruiz de Moraes
20 m
0
0
1m
5m
Centro de Acolhimento Animal | Santana de Parnaíba CONTROLE ANIMAL - CORTE
5m
10 m
0
DETALHAMENTOS BLOCO CONTROLE ANIMAL - PLANTA
10 m
0
73 5m
11
10
9
8
7
6
5
4
3
2
1
812.5
4
811.5
4
13
807.5
4
803.5
.5
799.5 799
PLANTA
10 m
10 m CORTE EE
0
0
5m
10 m
E
CORTE
0
CORTE URBANO PLANTA SITUAÇÃO
0
10 m
0
20 m
DETALHAMENTOS
1m
E
0
BLOCO CONTROLE ANIMAL - PLANTA
TC 2019
UNIP CAU Gabriela Ruiz de Moraes
0
5m
Centro de Acolhimento Animal | Santana de Parnaíba CONTROLE ANIMAL - CORTE
0
74 5m
A
B
C
D
E
F
G
H
I
J
5
812.5
4
13
807.5
4
803.5
799.5
PLANTA CORTE
0
10 m
10 m CORTE FF 0
10 m 0
CORTE URBANO F
F
PLANTA SITUAÇÃO
0
TC 2019
UNIP CAU Gabriela Ruiz de Moraes
10 m
0
20 m
DETALHAMENTOS BLOCO CONTROLE ANIMAL - PLANTA
0
0
1m
5m
Centro de Acolhimento Animal | Santana de Parnaíba CONTROLE ANIMAL - CORTE
5m
0
75 5m
PLANTA
0
10 m
10 m
CORTE
0
10 m
CORTE URBANO PLANTA SITUAÇÃO
0
0
20 m
DETALHAMENTOS BLOCO CONTROLE ANIMAL - PLANTA
0
0
CONTROLE ANIMAL - CORTE
FACHADA A
10 m
0
1m
5m
FACHADA 01 10 m
5m
ELEVAÇÕES EXTERIOR 0
TC 2019
UNIP CAU Gabriela Ruiz de Moraes
Centro de Acolhimento Animal | Santana de Parnaíba
0
10 m
5m
76
PLANTA
0
10 m
10 m
CORTE
0
10 m
CORTE URBANO PLANTA SITUAÇÃO
0
0
20 m
DETALHAMENTOS BLOCO CONTROLE ANIMAL - PLANTA
10 m
0
0
CONTROLE ANIMAL - CORTE
0
1m
5m
FACHADA 02 10 m
5m
ELEVAÇÕES EXTERIOR 0
TC 2019
UNIP CAU Gabriela Ruiz de Moraes
Centro de Acolhimento Animal | Santana de Parnaíba
0
10 m
5m
77
PLANTA
0
10 m
10 m
CORTE
0
10 m
CORTE URBANO PLANTA SITUAÇÃO
0
0
20 m
DETALHAMENTOS BLOCO CONTROLE ANIMAL - PLANTA
FACHADA A
10 m
0
0
CONTROLE ANIMAL - CORTE
0
1m
5m
FACHADA 03 10 m
5m
ELEVAÇÕES EXTERIOR 0
TC 2019
UNIP CAU Gabriela Ruiz de Moraes
Centro de Acolhimento Animal | Santana de Parnaíba
10 m
78
PLANTA
0
10 m
10 m
CORTE
0
10 m
CORTE URBANO PLANTA SITUAÇÃO
0
0
20 m
DETALHAMENTOS BLOCO CONTROLE ANIMAL - PLANTA
10 m
0
0
1m
5m
0
CONTROLE ANIMAL - CORTE
0
FACHADA 04 10 m
5m
ELEVAÇÕES EXTERIOR 0
TC 2019
UNIP CAU Gabriela Ruiz de Moraes
Centro de Acolhimento Animal | Santana de Parnaíba
10 m
79
FACHADA PRINCIPAL
TC 2019
UNIP CAU Gabriela Ruiz de Moraes
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80
CORTE EM PERSPECTIVA
A
B
C
D
E
F
03
02
05
00
01 04
00 Praça de entrada | Acesso principal
A. Piso intertravado de concreto
01 Hall de entrada | Pav. Térreo
B. Brise de madeira Cumaru
02 Hall de acesso | Pav. 01
C. Concreto Aparente
03 Pátio interno | Pav. 02
D. Tela de aço galvanizado
04 Canil e Patio para eventos
E. Argila Expandida
05 Gatil | Pav. 01
F. Piso intertravado vazado com grama
06
06 Pátio de Interação Canina
TC 2019
UNIP CAU Gabriela Ruiz de Moraes
Centro de Acolhimento Animal | Santana de Parnaíba
81
Fachada Principal
TC 2019
UNIP CAU Gabriela Ruiz de Moraes
Centro de Acolhimento Animal | Santana de ParnaĂba
82
Canil - Pavimento Térreo
TC 2019
UNIP CAU Gabriela Ruiz de Moraes
Centro de Acolhimento Animal | Santana de Parnaíba
83
Canil - Pavimento Térreo
TC 2019
UNIP CAU Gabriela Ruiz de Moraes
Centro de Acolhimento Animal | Santana de Parnaíba
84
Gatil - Pavimento superior ao canil
TC 2019
UNIP CAU Gabriela Ruiz de Moraes
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85
MAQUETE VOLUMÉTRICA
TC 2019
UNIP CAU Gabriela Ruiz de Moraes
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86
A N E XO S
ANEXO 01 ESPÉCIES ARBÓREAS
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
9.
TC 2019
8.
10.
Famílias
Nome cientifíco
Nome vulgar
Copa | forma e diam.
Altura
Clima
Fenologia
1.
Bignoniaceae
Handroanthus albus
Ipê-da-serra
Cônica - 6m
20-30m
Subtropical
Floresce durante julhosetembro.
2.
Bignoniaceae
Handroanthus impetiginosus
Ipê-roxo
Globosa - 8m
8-12m
Tropical e subtropical
Floresce em maio-agosto
3.
Fabaceae-Caesalpinioideae
Cassia leptophylla
Falso-barbatimão
Globosa - 7m
8-14m
Tropical
Floresce de novembro a janeiro
4.
Fabaceae-Faboideae
Poecilanthe parviflora
Lapacho
Globosa
15-25m
Tropical e subtropical
5.
Lecythidaceae
Lecythis pisonis
Sapucaia
Densa - 8m
20-30m
Equatorial, tropical e subtropical
6.
Melastomataceae
Tibouchina mutabilis
Manacá-da-serra
Arredondada - 5m
5m
Subtropical
7.
Myrtaceae
Eugenia involucrata
Cerejeira
Estreita e alongada - 5m
5-8m
Tropical e subtropical
Floresce durante setembro-novembro
8.
Myrtaceae
Eugenia uniflora
Pitangueira
Globosa - 5m
6-12m
Tropical e subtropical
Floresce durante agostonovembro
9.
Myrtaceae
Psidium guajava
Goiabeira
Globosa - 4,5m
3-6m
Equatorial, tropical e subtropical
Floresce a partir do final de setembro
10.
Sapindaceae
Allophylus edulis
Chal-chal
Densa, arredondada -7m 6-20m
Subtropical
Floresce durante setembro-dezembro
UNIP CAU Gabriela Ruiz de Moraes
Floresce durante outubronovembro Floresce a partir de setembro Floresce nos meses de novembro a fevereiro
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88
ANEXO 02 INCIDÊNCIA DE RADIAÇÃO SOLAR NAS FACHADAS LATITUDE: -26.61
LATITUDE: -26.61
SÃO PAULO
SÃO PAULO
Transferidor: 195º
Transferidor: 105º
FACHADA 01 | SSO Verão: do amanhecer às 7h das 12h ao anoitecer Inverno: não há incidência de radiação solar no inverno.
TC 2019
FACHADA 02 | SEE Verão: do amanhecer às 12h Inverno: do amanhecer às 11h
LATITUDE: -26.61
LATITUDE: -26.61
SÃO PAULO
SÃO PAULO
Transferidor: 20º
Transferidor: 300º
FACHADA 03 | NNE
FACHADA 04 | NOO
Verão: das 7h às 12h Inverno: do amanhecer ao anoitecer
Verão: das 12h ao anoitecer Inverno: das 10h15 ao anoitecer
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89
ANEXO 03 NBR 9077 Tabela 1 - Classificação das edificações quanto à sua ocupação
Tabela 7 - Número de saídas e tipos de escadas
NE = Escada não enclausurada EP = Escada enclausurada protegida PF = Escada à prova de fumaça
TC 2019
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90
R E FE RÊ N CIA S B IBL IO G R Á F IC A S
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Artigos: FUNASA, Fundação Nacional de Saúde. Projetos Físicos de Unidade de Controle de Zoonoses e Fatores Biológicos de Risco. Engenharia de Saúde Pública. Brasília: Funasa, 2007. SANTANA L. R., MARQUES M. R. Maus tratos e crueldade contra animais nos centros de controle de zoonoses: jurídico e legitimidade ativa do Ministério Público para propor ação civil pública. Salvador, 2001. Disponível em: <http:// www.mp.go.gov.br/portalweb/hp/9/docs/maus_tratos_ccz_de_salvador.pdf>. Acesso em: 21 de fev. 2019 SANTANA L. R., OLIVEIRA T. P. Guarda responsável e dignidade dos animais. Revista Brasileira de Direito Animal, 2007. Disponível em: <https://bdjur.stj.jus. br/jspui/bitstream/2011/104196/guarda_responsavel_dignidade_santana.pdf>. Acesso em: 21 de fev. 2019 ALVES, A. J. S. et al. Abandono de cães na América Latina: Revisão de literatura. Revista de Educação Continuada em Medicina Veterinária e Zootecnia do CRMVSP. São Paulo: Conselho Regional de Medicina Veterinária, v. 11, n. 2, 2013. Pág. 34-41. FARACO, Ceres B. Interação Humano-Cão: O social constituído pela relação interespécie. 2008. Tese de Doutorado em Psicologia. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2008. OLIVEIRA, A. B. et al. Índice estatístico de animais domésticos resgatados da rua vs adoção. Revista Dimensão Acadêmica, v.1, n.2, 2016. LAMPERT, Manoela. Benefícios da relação homem-animal. 2014. Monografia apresentada à faculdade de veterinária como requisito parcial para a obtenção da Graduação em Medicina Veterinária. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 2014. SOUZA, K. L.; PIGNATA, M. I. Abandono e maus tratos contra animais: aspectos sociais e ambientais legais. 2014.
TC 2019
UNIP CAU Gabriela Ruiz de Moraes
Centro de Acolhimento Animal | Santana de Parnaíba
92
ALMEIDA, K. Cães na praça: dividindo espaço com os mascotes. Zero Hora, Porto Alegre, 2013. (p. 20-21) FARIAS, Patrícia M. Considerações sobre a arquitetura do centro de controle de zoonoses. IV Seminário de Engenharia e Arquitetura Hospitalar. Salvador, março de 2008. LIMA, Mariely; SOUZA, Liliana. A influência positiva dos animais de ajuda social. Programa de atividades co-financiado pela União Europeia e pelo estado português. 2004. (p.156-174) Livros: FROTA, B. Anésia; SCHIFFER, R. Sueli. Manual de Conforto Térmico. São Paulo. 5º edição. Studio Nobel, 2001 VALENTINETTI, Graziella Bo. Instituto Lina Bo e P.M. Bardi. João Filgueiras Lima, Lélé. Arquitetos Brasileiros. São Paulo. Editorial Blau, 2002 ABBUD, Benedito. Criando paisagens: Guia de trabalho em arquitetura paisagística. São Paulo. 4º edição. Editora Senac São Paulo, 2010 ALEX, Sun. Projeto da Praça: Convívio e exclusão no espaço público. São Paulo. 2ª edição. Editora Senac São Paulo, 2011 LORENZI, Harri. Árvores Brasileiras: Manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Vol. 02. 5a edição. Nova Odessa, SP. Sites: ARCH DAILY. Animal Refuge Centre / Arons em Gelauff Architecten. 2008. Disponível em: < https://www.archdaily.com/2156/animal-refuge-centre-arons-engelauff-architecten> Acesso em: Fevereiro, 2019 ARCH DAILY. South Los Angeles Animal Center Care & Community Center / RA-DA. 2013. Disponível em: < https://www.archdaily.com/407296/south-losangeles-animal-care-center-and-community-center> Acesso em: Fevereiro, 2019 ARCH DAILY. Palm Springs Animal Care Facility / Swatt | Miers Architects. 2012. Disponível em: < https://www.archdaily.com/237233/palm-springs-animalcare-facility-swatt-miers-architects> Acesso em: Fevereiro, 2019.
TC 2019
UNIP CAU Gabriela Ruiz de Moraes
Vigilância Zoosanitária. 2018. Prefeitura de São Paulo. Disponível em: <https:// www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/vigilancia_em_saude/controle_ de_zoonoses/vistoria_zoosanitaria/index.php?p=4160>. Acesso em: 12 de fev. 2019 Divisão de Vigilância de Zoonoses. 2018. Prefeitura de São Paulo. Disponível em: <https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/vigilancia_em_ saude/controle_de_zoonoses/controle_animal/index.php?p=4414>. Acesso em: 12 de fev. 2019 ANDA, Agência de Notícias de Direitos Animais. BRASIL TEM 30 MILHÕES DE ANIMAIS ABANDONADOS. 2014. Jusbrasil. Disponível em: <https:// anda.jusbrasil.com.br/noticias/100681698/brasil-tem-30-milhoes-de-animaisabandonados>. Acesso em: 21 de fev. 2019 MACHADO, Roberta. Saúde Única: Associação Mundial de Veterinária alerta para as consequências do abandono de cães. 2017. Disponível em: <http://portal. cfmv.gov.br/noticia/index/id/4978/secao/6>. Acesso em: 21 de fev. 2019 IBGE. População de animais de estimação no Brasil. ABINPET, 2013. Disponível em: <http://www.agricultura.gov.br/assuntos/camaras-setoriaistematicas/documentos/camaras-tematicas/insumos-agropecuarios/anos-anteriores/ ibge-populacao-de-animais-de-estimacao-no-brasil-2013-abinpet-79.pdf> Acesso em: 28 de fev. 2019 Consequências do Abandono. Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente de São Paulo. Amigos para sempre. São Paulo. Disponível em: <https://www. ambiente.sp.gov.br/amigosparasempre/consequencias-do-abandono/> Acesso em: 28 de fev. 2019 GIOVANELLI, Carolina. O abandono de animais nas ruas virou um grave problema para a cidade. Veja. São Paulo, 2016. Disponível em:<http://vejasp. abril.com.br/bichos/animais-abandonados-cachorro-gato/> Acesso em: 06 de março, 2019 Portal O Dia. Abandono animal acontece por motivos banais, aponta defensora. 2017. Disponível em: <http://www.portalodia.com/noticias/piaui/abandonoanimal-acontece-por-motivos-banais,-aponta-defensora-300544.html> Acesso em: 07 de março, 2019.
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ANDA, Agência de Notícias de Direitos Animais. Pesquisa revela os “motivos” que levam tutores a abandonar animais. Jusbrasil. 2015. Disponível em: <http:// anda.jusbrasil.com.br/noticias/396844961/pesquisa-revela-os-motivos-quelevam-tutores-a-abandonar-animais> Acesso em: 07 de março, 2019 NAJJAR, Samara. Região tem cerca de 60 denúncias por mês sobra maus-tratos a animais. Folha de Alphaville. 2018. Disponível em: <http://folhadealphaville. uol.com.br/cidade/28508> Acesso em: 13 de março, 2019 Abaixo-Assinado para a criação de uma política eficaz de proteção aos animais de Santana de Parnaíba. Abaixo-assinado CCZ Santana de Parnaíba – Mudanças Já. Petição Pública. 2012. Disponível em: <http://peticaopublica.com.br/pview. aspx?pi=CCZ2012> Acesso em: 13 de março, 2019 Leis: SANTANA DE PARNAÍBA. São Paulo. Lei municipal nº 2153, 23 de novembro de 1999. Dispõe sobre controle de populações animais, bem como sobre prevenção e controle de zoonoses no município de Santana de Parnaíba e dá outras providências. Santana de Parnaíba, SP. 1999 SANTANA DE PARNAÍBA, São Paulo. Lei municipal nº 2462, 12 de setembro de 2003. Dispõe sobre o zoneamento de uso e ocupação do solo do munícipio de Santana de Parnaíba. Santana de Parnaíba, SP. 2003 CONDEPHAAT, Santana de Parnaíba: Revitalização do centro histórico. Governo do estado de São Paulo. Governador José Maria Marin. Secretaria de Estado da Cultura. BRASIL, Projeto de Lei nº 4.445, de 2012. Dispõe sobre o uso da Terapia Assistida por Animais (TAA) nos hospitais públicos, contratados, conveniados e cadastrados no Sistema Único de Saúde – SUS.
TC 2019
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