GAZETA DO BROOKLIN - Edição 1247 - São Paulo, 13 a 19 de junho de 2020

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Ano 25 - Edição 1247

São Paulo, 13 a 19 de junho de 2020

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Campo Belo é o bairro da Zona Sul com maior taxa de mortalidade por Covid-19 No ranking dos 10 bairros com mais mortes por coronavírus, a Zona Sul ocupa cinco posições: o bairro do Grajaú ultrapassou as 200 mortes e Jardim Ângela, Capão Redondo, Jardim São Luís e Cidade Ademar estão perto dessa marca. No Estado de São Paulo, já são mais de 10 mil vítimas fatais da doença Por Redação

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Foto: divulgação

No ranking dos distritos com mais mortes por Covid-19, até o dia 5 de junho, a Zona Sul da cidade de São Paulo está listada em cinco posições: • no 3º lugar, o Grajaú, com 215 óbitos; • em 4º e 5º lugar estão o Jardim Ângela e o Capão Redondo, respectivamente, com 197 mortes cada um; • em 6º lugar está o Jardim São Luís, com 195 óbitos; • e, em 7º lugar, a Cidade Ademar, com 193 mortes. Os primeiros distritos do ranking são a Brasilândia (Zona Norte), com 247 mortes, e Sapopemba (Zona Leste), com 245 óbitos. Segundo o Observatório Covid-19 BR, a taxa de mortalidade é quase quatro vezes maior na população com menos de 60 anos que vive em alta densidade domiciliar, como nos bairros da Cidade Dutra, Grajaú,

Marsilac e Parelheiros. A Prefeitura reconhece que um dos maiores problemas para o grande número de mortes por Covid-19 acontecerem na periferia é a questão habitacional. “O vírus escancarou a distorção social que temos em São Paulo. A nossa expectativa é entregar 25 mil unidades habitacionais em quatro anos e isso é recorde na história de São Paulo e mesmo assim é muito abaixo da fila de 300 mil pessoas na Cohab”, disse o prefeito Bruno Covas. Outra questão social que ficou ainda mais evidenciada nesta pandemia é o acesso desigual a saúde. “Grande parte da população de periferia é dependente do SUS para ter acesso à saúde pública, enquanto quem mora no centro da cidade tem acesso a convênio particular e pode se internar em qualquer um dos hospitais privados que con-

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centram 4 mil leitos de UTI”, definiu o prefeito. O bairro da Zona Sul com taxa de mortalidade mais alta é o Campo Belo: apesar de contabilizar apenas 75 óbitos, o bairro tem uma taxa de 117,66 mortos a cada 100 mil habitantes. Já o bairro do lado, Moema, integra a lista dos cinco bairros com as taxas de mortalidade mais baixas, em toda a capital, para o coronavírus, com 15 mortes a cada 100 mil habitantes. A alta mortalidade por Covid-19 no Campo Belo também é gerada por outros fatores, conforme mostra o Mapa da Desigualdade 2019, elaborado pela Rede Nossa São Paulo: • Campo Belo tem 0,623% dos leitos hospitalares (clínicos, cirúrgicos, pediátricos e obstétricos) para cada 1.000 habitantes, enquanto Moema tem 17,99% de leitos para

cada 1.000 habitantes; • Campo Belo registra 14,80% das mortes por doenças no aparelho respiratório (como hipertensão pulmonar e asma) para cada 10.000 ha-

Pesquisa revela o que os consumidores esperam dos restaurantes no pós-pandemia

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bitantes, enquanto o Jardim Ângela, um dos bairros com mais mortes por Covid-19 na Zona Sul, registra 4,37% das mortes por problemas no aparelho respiratório.

O Estado de São Paulo chegou a um recorde: mais de 10 mil pessoas mortas pelo coronavírus. Veja mais em: www.gruposulnews.com.br

Mesmo na pandemia, bairros da Zona Sul registram aluguel mais caro de SP

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São Paulo, 13 a 19 de junho de 2020

FONTE: CPTEC/INPE

São Paulo

Sábado 13/06

19O min. Dom. 14/06 28O máx. Seg. 15/06

14o min. / 24o máx. Ter. 16/06

15o min. / 23o máx. Qui. 18/06

15o min. / 23o máx.

15o min. / 22o máx. Qua. 17/06

15o min. / 24o máx. Sex. 19/06

17o min. / 23o máx.

NOTAS

EDITORIAL

A vida no novo normal Qual é a sua definição de “novo normal”? Voltar a fazer compras no shopping? Poder comer no seu restaurante favorito? Pegar ônibus/trem/metrô lotado? Ir pro happy hour depois do trabalho? Algumas dessas coisas já estão acontecendo. Pelo menos o transporte lotado e o happy hour no bar perto de casa nunca deixou de acontecer para algumas pessoas. Seja por irresponsabilidade dos órgãos públicos em oferecer transporte de qualidade, seja por irresponsabilidade

sua de não ficar em casa. Porque no “novo normal” a regra é clara: fique em casa, se puder. E quando você pode ficar em casa? Quando não precisa ir ao shopping, apenas porque voltou a abrir; quando não precisa visitar os amigos, mesmo sabendo que vai ter que ir de transporte público; quando não precisa esticar sua ida à padaria, pra ficar tomando uma ‘breja’ com um conhecido. O “novo normal” é: lavar sempre as mãos (o que já deveria ser normal antes); usar

máscara, cobrindo nariz e boca, sempre que estiver fora de casa; evitar aglomerações; se alimentar adequadamente; não visitar parentes que pertencem ao grupo de risco; lembrar de não tocar, cumprimentar e abraçar as pessoas. Este é o novo normal e será assim por um bom tempo porque não sabemos quando essa pandemia e o medo de morrer por coronavírus vão terminar. O “novo normal” é ter a consciência que, se você não se cuidar, você pode se infectar e transmitir o vírus para outras pessoas. E já estamos vivendo no

“novo normal”. Menos os terraplanistas né. Esses ainda acreditam que é invenção da mídia/do PT/dos antifascistas que mais de 40 mil brasileiros já morreram por Covid-19. Esses ainda acreditam em quem estimula visitas a hospitais para filmar leitos vazios, enquanto há pessoas morrendo por falta de leitos. Um “novo normal” já existe e estamos vivendo uma pandemia que necessita do esforço de todo mundo para terminar rápido e sem mais mortes. Afinal, voltar ao normal é parar de morrer gente.

Por Redação

HÁ 50 ANOS

Biblioteca Kennedy amanhã será prefeitura

Foto: Grupo Sul News

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Em 19 de junho de 1979, a Gazeta de Santo Amaro publicou a matéria “Biblioteca Kennedy amanhã será prefeitura”, sobre o dia em que o prefeito Paulo Maluf e seus secretários trabalharam na Biblioteca “para atender, em despacho, aos representantes de entidades de

Amigos de Bairros, Clubes de Serviços e toda a população daquela área”. Segundo o jornal, esse acontecimento foi para “atender as dezenas de delegacias já inscritas para despachos, onde apresent arão as s u as pr i n c i p a i s reivindicações”.

UNISA: VESTIBULAR

DOAÇÃO NA LINHA LILÁS

DOAÇÃO DE SANGUE

CAMPANHA DO AGASALHO

PLATAFORMA RESOLVE SIM

CULTURA EM CASA

A Universidade Santo Amaro está com inscrições abertas para o vestibular EaD 2020, com mais de 60 opções de cursos. As vagas, que são para ingresso no mês de agosto, podem ser obtidas com a nota do Exame Nacional do Ensino Médio ou por meio de redação online. As inscrições, gratuitas, podem ser feitas no site: www.unisa.br O Hemocentro São Lucas realiza coleta de sangue, já que os estoques estão baixos. Os cuidados com a segurança foram redobrados: os acessos são apartados do pronto-socorro e outras alas do hospital; há espaços maiores entre as poltronas de coleta; possibilidade de agendamento prévio; e sanitização reforçada de equipamentos e áreas comuns. Endereço: Av. Santo Amaro, 2468.

Passageiros da Linha 5-Lilás podem participar de uma campanha de arrecadação de alimentos não perecíveis e produtos de higiene. Os itens podem ser depositados diretamente nas caixas de coleta localizadas próximas às salas de atendimento ao público das estações. Kits de higiene serão montados e distribuídos para a população na região de atuação das concessionárias. A Associação Comercial de SP iniciou a Campanha do Agasalho 2020. As doações podem ser feitas presencialmente na sede da ACSP (Rua Boa Vista, 51 - Centro) ou em alguma distrital, como na Zona Sul: Av. Mário Lopes Leão, 406 - Santo Amaro. Também é possível doar em dinheiro pelo site: www.campanhadoagasalho2020.com.br

A Universidade Estácio e a Eleva Educação criaram a plataforma Resolve Sim para apoiar os alunos que se preparam para o Enem e vestibulares. Os conteúdos estão distribuídos em: Ciências Humanas, Linguagens e Códigos, Matemática e Ciências da Natureza; além de um Simuladão. Acesse: www.resolvesim.com.br

A Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado lançou a plataforma de streaming e vídeo por demanda: #CulturaEmCasa. Os conteúdos podem ser assistidos gratuitamente por televisão, computador, tablets e celulares. Sites: www.culturaemcasa.sp.gov.br www.culturaemcasa.com.br

AÇÃO SOLIDÁRIA

NOTA DE FALECIMENTO

A clínica Daitebi Diagnósticos está fazendo uma campanha de arrecadação de alimentos não perecíveis, cestas básicas e produtos de higiene e limpeza para doar para famílias da Zona Sul. O ponto de arrecadação fica na Av. Nossa Senhora do Sabará, 2391.

Comunicamos o falecimento de Benone Cesar Junior Ocorrido em 24 de maio de 2020 Deixa sua mãe , o irmão Carlos esposa e três filhos Descanse em Paz!

ARTIGOS

O pior dos regimes É impossível não perceber que há uma escalada no sentido de uma ruptura do Estado Democrático de Direito. Por ter vivido e combatido um nefasto regime ditatorial, sinto-me obrigado a fazer esse registro. As redes sociais, bem como os noticiosos, revelam uma preocupante aceitação e defesa por parte da sociedade, em viés de alta, do discurso do ódio, do combate deliberado a órgãos tradicionais da imprensa, objetivando desacreditá-los perante a sociedade, por discordar das notícias veiculadas. Há também um ataque explícito às instituições, em especial ao STF. Um insano ataque à nossa Constituição Federal: momentos em que incautos ativistas digitais a amaldiçoam e clamam sem uma fundamentação plausível pela sua substituição, pela infundada intervenção militar. Agridem os órgãos da valorosa, livre e necessária imprensa nacional. Some-se a subversão à ciência e uma tentativa com algum êxito, de polarizar o debate político diminuindo-o e empobrecendo-o.

Para todos, transcrevo aqui trecho do discurso da promulgação da nossa Constituição, qual é muito pertinente para o momento: “a Constituição certamente não é perfeita. Ela própria o confessa, ao admitir a reforma. Quanto a ela, discordar, sim. Divergir, sim. Descumprir, jamais. Afrontá-la, nunca. Traidor da Constituição é traidor da Pátria. Conhecemos o caminho maldito: rasgar a Constituição, trancar as portas do Parlamento, garrotear a liberdade, mandar os patriotas para a cadeia, o exílio, o cemitério. A persistência da Constituição é a sobrevivência da democracia. Quando, após tantos anos de lutas e sacrifícios, promulgamos o estatuto do homem, da liberdade e da democracia, bradamos por imposição de sua honra: temos ódio à ditadura. Ódio e nojo. Amaldiçoamos a tirania onde quer que ela desgrace homens e nações, principalmente na América Latina”, Ulysses Guimarães em 05/10/1988. A Democracia ainda é e continuará sendo o pior regime, com exceção de todos os outros.

Covid-19: salvar vidas hoje e reinventar os negócios amanhã À medida que a pandemia da Covid-19 se estende e, em alguns países como o próprio Brasil, se agrava, as organizações de saúde precisam enfrentar um triplo desafio: manter as operações que estão a cargo do tratamento aos pacientes com diagnóstico confirmado ou com suspeita da Covid-19; buscar terapias e vacinas que possam minimizar os efeitos dessa doença e se preparar para as mudanças nas políticas sanitárias e sociais que virão com o pós-pandemia e o que isso vai impor em termos de novas formas de trabalhar – bem como seus resultados para o bem-estar e a saúde que isso entregará para as populações. Alguns conceitos e ideias que já existiam, e de que se falava muito a respeito, poderão ser viabilizados ou ganhar escala dentro dos três modelos que norteiam o funcionamento das empresas e dos mercados: modelo

WANDER SIMÕES é especialista em Organização, Sistemas e Informática, Administrador de Empresas e Acadêmico de Direito.

EXPEDIENTE

de negócio, de operações, e de tecnologia. A telessaúde é um bom exemplo disso, pois tanto os prestadores como as operadoras de saúde vão maximizar sua aplicação, indo além das consultas médicas de rotina, e incluir uma gama maior de serviços de assistência. Outro efeito pós-pandemia será o estreitamento das parcerias entre indústria farmacêutica, prestadores e fontes pagadoras (seguradoras, operadoras de saúde e o governo). Juntos, esses atores poderão coordenar melhor os cuidados e acompanhar mais de perto os resultados na busca pela saúde dos pacientes. No tocante à contribuição governamental, as autoridades públicas podem pensar em estruturas e políticas para equilibrar a privacidade dos pacientes com a necessidade de compartilhar dados na busca para melhorar a saúde populacional em geral.

Não existe outra ajuda que não seja autoajuda É comum assistir algumas cenas interessantes dentro da nossa sociedade como: jogadores de futebol orando, sinalizando ou louvando a Deus para ganhar a partida. E o adversário faz o mesmo, como se Deus estivesse ali na arquibancada decidindo qual time irá escolher para ser o vencedor. Invocar a proteção divina ficou tão comum em diversas atividades que o Céu teria trabalho dobrado se atendesse a todos e tão diversos pedidos. Tal comportamento tem criado nas pessoas uma certa transferência de responsabilidade das funções que elas mesmas precisam desenvolver e praticar. Ficou tão simples pedir que muita gente pede até o que não deveria pedir, aliás, eis aí outro ponto: será mesmo que todos os pedidos têm valia e deveriam ser feitos? Você pode precisar de um remédio, mas deve toma-lo por si, caso não o faça estará prejudicando sua saúde. Muita gente não o faz e culpa o remédio, mas não existe outra ajuda que

ALEXANDRE GRANDI é diretor para América Latina das Indústrias de Saúde e Ciências da Vida da Cognizant

Desde 1960 a serviço da zona sul de São Paulo CNPJ: 16.587.380/0001-42 Fundador Armando da Silva Prado Netto (1960 - 2012) Diretoria Rafael Henrique Rodrigues - MTB 72.271/SP Conteúdo On Line e Off Line Agência Sul News Distribuição Antônio Rufino

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não seja a autoajuda. Nós devemos fazer uso das qualidades que temos para poder auxiliar na solução de nossas adversidades e não transferir tudo para Deus. Nossos pedidos não devem ser pela solução, mas pela coragem; pelo discernimento; pela justiça; pela retidão de nossas escolhas e decisões; por encontrar pessoas sinceras que possam nos auxiliar e pelo amparo das mãos do Senhor durante o caminho. Disse Jesus: “Porque, aquele que pede, recebe; e, o que busca, encontra; e ao que bate, abrir-se-lhe-á”. Muitos pedidos não são ouvidos pelo simples fato de não serem pedidos, serem desejos do ego, este que é a ilusão que nos mantém fora da realidade divina e do alcance das mãos de Deus. Não se deve pedir ao Senhor coisas que o Senhor quer que realizemos por nossas próprias mãos, não se deve esperar do Céu coisas que só podem acontecer na Terra. Peça ao Céu o que é do Céu e conquiste na Terra o que é da Terra.

CESAR ROMÃO é palestrante e escritor, com livros publicados em mais de 50 países Não é de nossa responsabilidade o conteúdo dos anúncios publicados nem a idoneidade dos anunciantes.

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São Paulo, 13 a 19 de junho de 2020

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São Paulo, 13 a 19 de junho de 2020

COTIDIANO

TRADIÇÃO Missão Cumprida: 100ª Peregrinação da Romaria dos Cavaleiros de Santo Amaro (1920 – 2020)

Santo Amaro tem movimento intenso na reabertura do comércio

Nesse ano de 2020, ao completar um século de existência, a Romaria dos Cavaleiros de Santo Amaro enfrenta outra pandemia e teve de fazer uma peregrinação pequena, para evitar aglomerações

No Largo 13, o que se viu: aglomeração, filas em lojas, inexistência de aviso sobre uso de máscara, muitos vendedores ambulantes e falta de álcool gel em algumas lojas. Com o movimento intenso em todo o comércio de SP, a Prefeitura afirmou que, se os casos de internações e mortes por Covid-19 subirem, o comércio fecha novamente. Já o Governo do Estado prorrogou a quarentena até 28 de junho

Por Karina da Silva Araújo

Por Redação

Foto: Karina da Silva Araújo

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E

m abril de 1920, Cenerino Branco de Araújo, embebido e fortalecido pela sua fé em Bom Jesus, selou seu cavalo e acompanhado de alguns poucos amigos, partiu rumo à Pirapora do Bom Jesus, a fim de agradecer a Deus por ter poupado a então cidade de Santo Amaro dos efeitos catastróficos da Gripe espanhola. Nesse cenário, nasceu a Romaria dos Cavaleiros do Senhor Bom Jesus de Pirapora de Santo Amaro, um ato de “Fé, Tradição e Penitência”, que vem se repetindo, anualmente, de forma ininterrupta desde então, graças aos vários mantenedores que se revezaram no decorrer desses 100 anos. Nesse ano de 2020, ao completarmos um século de existência, talvez por ironia do destino estamos novamente frente a frente com outra pandemia. Apesar de ser outro vírus (o COVID-19, que chegou ao Brasil em final de fevereiro oriundo da China), se dispersou entre os paulistanos de tal forma que o Governador do Estado de São Paulo, visando minimizar os efeitos desastrosos da pandemia, decretou a quarentena. Inacreditável! São Paulo, a cidade que não dorme, a sexta maior cidade do mundo... parou!!! Simplesmente, tudo fechou. Restaurantes, comércios, igrejas, consultórios, academias de ginástica, escolas, faculdades, empresas, etc. Nem o mais pessimista dos videntes ousaria imaginar tal cenário. E assim, com o passar do tempo, a Programação do Centenário da Romaria, tão esperada e carinhosamente preparada, precisou ser suspensa, não somente pelas limitações impostas pela quarentena, mas principalmente, porque não havia o menor clima para se comemorar. O avanço da doença agravou a crise econômica do país, e assim, o lema “Unidos em Cristo”, em

D Romeiros centenários no Cruzeiro do Morro do Capoava em Pirapora do Bom Jesus

nosso brasão, nos inspirou a realizar, em 8 de maio, uma Live com a participação especial da dupla sertaneja raiz Ivan Lobo e Vítor César, graças ao apoio incondicional do vereador José Turin. Foi um evento magnífico e teve de tudo: pedidos de músicas, mensagens de apoio, doações e leilões, que resultaram na arrecadação de 200 cestas básicas, que foram distribuídas entre nove instituições de caridade santamarenses. No entanto, a grande pergunta permanecia no ar: fazer ou não a romaria era a grande questão a ser resolvida. No meio desse caos, lembrei de meu pai. Quem conheceu Luizão sabe sobre o que estou falando. Mantenedor incansável da romaria por mais de 40 anos, a romaria era a sua religião, e assim, baseado no que julguei que ele faria, na madrugada do dia 30 de maio, sete romeiros centenários usando máscaras personalizadas, selaram seus animais, partiram da Hípica Recanto dos Cavaleiros, no bairro Riviera Paulista, em direção à Catedral de Santo Amaro rumo a Pirapora do Bom Jesus, a fim de manter uma tradição que se repete ininterruptamente por 100 anos. Alguns não entenderam nossa decisão, outros se ofenderam por não chamá-los, mas enfatizo que optamos por fazer a romaria de forma discreta, com poucos cavaleiros, a fim de evitar aglomeração de pessoas, o

que a divulgação certamente traria. Foi uma viagem cansativa de madrugada fria, mas tranquila, e tudo transcorreu dentro do planejado. Ao chegarmos em Pirapora, respeitamos a quarentena e não entramos na cidade. Paramos no Morro do Capoava, lugar muito agradável, situado a 2 km do centro da cidade, detentor de uma bela vista panorâmica, bem como a Cruz do Milênio, um ponto turístico pouco visitado pelos turistas, conhecido como Cruzeiro de Pirapora. A nossa missão foi cumprida, a peregrinação foi feita, a tradição foi mantida, a memória de vários mantenedores (Cenerino, Luizão, Agenor Klaussner, José Carnevale, Toninho Engraxate, Mário Careca, Gustavo Fowler, entre outros) foi honrada. Fechamos um ciclo e abrimos outro. Começamos a escrever a história do segundo século de história para o desgosto daqueles que sempre torcem contra e desejam o fim da mãe de todas as romarias santamarenses, a Romaria dos Cavaleiros de Santo Amaro, a mais genuína tradição de fé de Santo Amaro. Os fatos falam por si, estamos mais fortes e vivos do que nunca. Em breve, novas surpresas virão. Aguardem!!! Viva Bom Jesus de Pirapora. Viva a Romaria dos Cavaleiros de Santo Amaro! Veja mais em: www.gruposulnews.com.br

epois de mais de 70 dias, o comércio na cidade de São Paulo está reabrindo. Desde o dia 5 de junho, concessionárias e escritórios já podem atender ao público e, desde o dia 10 de junho, a Prefeitura autorizou que lojas de rua e imobiliárias abrissem as portas. Pelo acordo firmado com a Prefeitura, esses setores são obrigados a: • disponibilizar álcool gel • higienizar os ambientes • fazer a testagem dos funcionários • manter o uso obrigatório de máscara • manter distanciamento social • medir a temperatura dos clientes • atender 20% do público em 4 horas de funcionamento • abrir e fechar em horários alternativos, para não colapsar o sistema de transporte No primeiro dia de reabertura das lojas o que se viu foi aglomeração. No Largo 13 de Maio, em Santo Amaro, não foi diferente. Quem chega a região pela Alameda Santo Amaro já vê uma grande fila na porta de uma das maiores lojas do bairro, que vende materiais escolares, produtos de perfumaria, itens de casa, entre outras coisas. A fila, que atrapalhava a entrada de outras lojas, estava organizada, mas não respeitava um metro de distância. Na entrada, um funcionário media a temperatura das pessoas e fornecia álcool gel. Pela Rua Senador Flaquer, na Avenida Adolfo Pinheiro e ao redor da Praça Floriano Peixoto o que mais se viu fo-

ram vendedores ambulantes vendendo o produto do momento: máscaras faciais. A maioria das grandes lojas deixou apenas uma entrada aberta, para facilitar a contagem de pessoas dentro do estabelecimento. Quem seguia as regras direitinho colocou funcionários nas portas para entregar senhas aos clientes e assim manter apenas 20% do atendimento. Lojas de roupas e de eletrodomésticos não estavam muito cheias, porém, em lojas de artigos para crianças, como na Rua Manuel Borba, e em lojas que vendem produtos “a partir de 1 real”, havia filas e muitos clientes tocando na maioria dos produtos. No geral, nem todas as lojas do Largo 13 exibiam placas informando a obrigatoriedade do uso de máscaras. E nem todas as lojas posicionaram funcionários na entrada higienizando os clientes com álcool gel ou ao menos deixaram o produto à disposição. Para tentar enganar a fiscalização, salões de beleza na Rua Paulo Eiró e na Rua da Matriz deixaram meia porta aberta,

mas com clientes dentro do salão. Este tipo de comércio só pode abrir na fase amarela do Plano São Paulo, feito pelo Governo do Estado para limitar o número de estabelecimentos abertos. A capital paulista ainda está na fase laranja, em que é permitido abrir shoppings, lojas, imobiliárias e escritórios. A Prefeitura autorizou a reabertura de shoppings e galerias a partir do dia 11, porém, algumas galerias de roupas da Av. Adolfo Pinheiro, da Rua Manuel Borba e do Largo 13 adiantaram a reabertura. E também não disponibilizaram placa informando o uso obrigatório das máscaras. Pelas regras da Prefeitura, o comércio de rua só pode funcionar quatro horas por dia: das 11h às 15h. Ao término do expediente, a maioria dos comércios do Largo 13 fecharam no horário estabelecido. Pelas ruas, um “vai e vem” intenso de pessoas que seguiam para o Terminal Santo Amaro e à Linha 5-Lilás, e muitos ambulantes tentando vender três máscaras por R$ 10 para quem voltava para casa. Veja mais em: www.gruposulnews.com.br Foto: Grupo Sul News

Ao término do expediente, a maioria dos comércios do Largo 13 fecharam no horário estabelecido, às 15h.

Presidente do Centro das Tradições de Santo Amaro explica as ações feitas em prol do bairro durante a pandemia De acordo com o Dr. José Carlos Bruno, presidente do Cetrasa, o “Movimento pela Reabertura do Teatro Paulo Eiró” avançou devido uma nova licitação da Prefeitura para reforma definitiva das instalações do Teatro que estão paradas desde 2019. Além disso, o Cetrasa busca esforços na Subprefeitura Santo Amaro contra ameaças de depredação da estátua do Borba Gato, símbolo da região Fotos: CETRASA

Dr. José Carlos Bruno, presidente do Cetrasa Por CETRASA

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m entrevista, o presidente do Cetrasa – Centro das Tradições de Santo Amaro, Dr. José Carlos Bruno, contou como a pandemia impactou as atividades da entidade e quais são as perspectivas para o futuro, depois que todos os segmentos da sociedade voltarem a funcionar em caráter definitivo. Como foram esses tempos de pandemia para o Cetrasa? Presidente: Não foram bons, como todos os setores da sociedade, tivemos que permanecer em quarentena e isto acabou prejudicando uma série de projetos e de eventos que estavam sendo programados. Todos os trabalhos foram paralisados? Presidente: A sua grande maioria. Estávamos programando para o mês de março a remontagem do espaço de exposições permanentes do Museu de Santo Amaro, para que começasse a ser aberto para a

visitação de escolas públicas e particulares. O espaço onde se encontra o acervo passou por obras de manutenção e reforma, com o conserto dos telhados, eliminando alguns vazamentos existentes e teve a colocação de um novo piso. Tais obras foram fruto de uma emenda parlamentar proposta pelo vereador Gilberto Natalini que destinou os recursos, enviados à Subprefeitura de Santo Amaro que promoveu o trabalho. Nesse período houve algum fato importante que o Cetrasa tenha participado? Presidente: Sim. Em meados de abril, quando a quarentena estava sendo cumprida, o Cetrasa, em parceria com o “Projeto Gama”, representado pelo Coronel Luiz Pesce de Arruda, doaram 300 MÁSCARAS TIPO “FACE SHILD” EPI para a Santa Casa de Misericórdia de Santo Amaro, destinadas a proteção da saúde dos profissionais de lá. Uma ação importante. Como está a questão do Teatro Paulo Eiró? Presidente: O “Movimen-

to pela Reabertura do Teatro Paulo Eiró”, iniciado pelo CETRASA, com o apoio da Distrital Sul da ACSP, que tem o Grupo Sul News como um dos parceiros, além de entidades da sociedade civil, outros veículos da imprensa local. E que teve também o apoio da Subprefeitura de Santo Amaro, e dos vereadores Rodrigo Goulart e Zé Turin, mesmo com a pandemia, avançou para uma solução definitiva. Depois de pouco mais de um ano de lutas, o teatro deverá ser reaberto em caráter definitivo quando os equipamentos de cultura da Prefeitura voltarem a funcionar. No dia 08 de junho de 2020, fomos informados pela Coordenadoria de Teatros da Secretaria de Cultura que, após a realização de nova licitação, na modalidade tomada de preços, foi homologado o nome da empresa vencedora que realizará a reforma definitiva da cabine primária de força, onde estava o problema. Isto significa que, com a retomada das atividades culturais na Prefeitura, o Teatro Municipal Paulo Eiró deverá ser reaberto em caráter definitivo, para alegria de toda a população de São Paulo e em especial para a de Santo Amaro, que terá de volta e em pleno funcionamento um dos patrimônios culturais da nossa região, demonstrando assim que a somatória de esforços da sociedade civil organizada sempre produzirá bons efeitos, se todos tiverem bons olhos para a coletividade! O senhor acha que a estátua do Borba Gato corre risco de ser derrubada, em decorrência dos protestos

que estão acontecendo pelo mundo? Presidente: O Cetrasa, enquanto entidade defensora da história, dos patrimônios culturais e das tradições não vê com bons olhos essas ações travestidas de manifestações que seguem para posturas radicais e que acabam levando ao vandalismo, como foram as derrubadas de duas estátuas: uma no Estado americano da Virginia (no último dia 10) e outra em Bristol na Inglaterra (no último dia 07). Penso que “ninguém tem o direito e o poder de alterar a história, a verdade dos fatos, fazendo valer a sua posição, independentemente de outras opiniões”. As ameaças de depredação, mutilação e até mesmo de derrubada de tantos outros monumentos, no mundo, no Brasil, na nossa cidade e em Santo Amaro, causa-nos grandes preocupações. A livre manifestação é um direito legal, porém, deve ser exercitada dentro de limites. A destruição total ou parcial de patrimônio público é ato contrário a Lei, é previsto como crime no Código Penal brasileiro. Quanto a estátua do bandeirante Borba Gato, como bem me disse em conversa, o Prof. santamarense Carlos Antonio Figueiredo, “não estamos aqui a discutir o historicismo”. Ele está correto! É nosso pensamento que, o patrimônio cultural imaterial é que está em jogo. Ele sim é que precisa ser protegido e preservado, “a escultura que nasceu das mãos e pelas mãos do artista”. Respeito à obra, respeito ao artista e aos seus familiares, que certamente sentem muita tristeza

A estátua do Borba Gato, feita por Júlio Guerra, recebeu ameaças devido a história racista do bandeirante

diante destas manifestações desairosas. Por isto, o Cetrasa, convicto que medidas imediatas seriam adotadas, enviou ofício para a Subprefeita de Santo Amaro, a Dra. Janaina Lopes de Martini, solicitando que fosse realizado via GCM, policiamento ostensivo e preventivo no local da obra, evitando assim riscos de ações danosas. As providências foram tomadas de forma imediata, merecendo o nosso registro e o nosso agradecimento. Também recebemos muitas manifestações de apoio de pessoas preocupadas com a preservação da estátua (paulistanos, santamarenses, moradores da região, professores), da Sociedade Veteranos de 32 – MMDC, por seu presidente, Dr. Carlos Romangnoli; a Associação Santamarense dos Romeiros do Senhor Bom Jesus de Pirapora, por sua presidente, a Sra. Angélica G. Luz; pelas redes sociais do Cetrasa; do vereador Rodrigo Goulart, do vereador Gilberto Natalini, que nos telefonou e de pronto se uniu a nossa ação para apoiar e viabilizar as reivindicações da entidade para que se opere

a proteção e a preservação da escultura de forma definitiva. Pessoas que reconhecem a importância de se preservar a rica história de Santo Amaro. Aqui é “o patrimônio cultural imaterial que precisa ser protegido, preservado e respeitado”, a escultura que foi feita por Júlio Guerra, um dos filhos mais ilustres da cidade de Santo Amaro. Da mesma forma que é, e goza de respeito, a estátua da “Mãe Preta”, que está no Largo do Paissandu, ao lado da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, e que em 2004, com base em pedido encaminhado pela Irmandade Rosário dos Homens Pretos e da comunidade local, foi tombada pelo CONPRESP que reconheceu o seu valor cultural para a cidade de São Paulo. Enfim, mesmo em tempos de pandemia, seguimos firmes nos propósitos que tiveram início com a nossa gestão, e assim o faremos com a retomada das atividades, ou seja, soerguendo a bandeira de “Ideias novas por tradições antigas”! Veja mais em: www.gruposulnews.com.br


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São Paulo, 13 a 19 de junho de 2020

SAÚDE E BEM-ESTAR Moema é o único bairro da Zona Sul Alternativas ao cigarro são tão ruins quanto fumar ção. No entanto, ele contém nicotina “Esse líquido que existe no narentre os cinco distritos com menor e uma série de substâncias potencial- guilé é rico em nicotina. Quando ma prática que era comum mente cancerígenas. Os especialistas em contato com o dispositivo, taxa de mortalidade para Covid-19 há alguns anos, hoje está em alertam que ele, como qualquer outro ocorre a liberação dessa substânPor Hospital CEMA

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reportagem@gruposulnews.com.br

Enquanto lá em Cachoeirinha, na Zona Norte, a taxa de mortalidade é de 68 a cada 100 mil habitantes, Moema registra 15. Segundo pesquisa do Observatório Covid-19 BR, a taxa de escolaridade e a quantidade de pessoas que moram na mesma casa são os principais fatores que impactam nas mortes Foto: divulgação

Além de Moema, também registraram uma baixa taxa de mortalidade (a cada 100 mil habitantes), os bairros da Bela Vista, Pinheiros, Jardim Paulista e Butantã Por Redação

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bairro de Moema é o único da Zona Sul que integra a lista dos cinco bairros com as taxas de mortalidade mais baixas, em toda a capital, para o coronavírus. Segundo pesquisa do Observatório Covid-19 BR, que considerou o perfil etário das mortes e a população local, nos dois primeiros meses da pandemia, Moema registrou 15 mortes a cada 100 mil habitantes. Além de Moema, também registraram uma baixa taxa de mortalidade (a cada 100 mil habitantes), os bairros da Bela Vista e Pinheiros, com 17 mortes cada um; Jardim Paulista, com 13 óbitos e Butantã, com 12 fatalidades. A escolaridade é o fator que mais impactou no resultado da pesquisa: os 96 distritos da capital foram distribuídos em cinco grupos iguais, levando em consideração a porcentagem da população que tem diploma do ensino superior. Pela análise, foi visto que

para quem tem escolaridade mais alta, a taxa de mortalidade chega a 21 óbitos, a cada 100 mil habitantes. Os distritos que têm menor escolaridade registram 43 mortes a cada 100 mil habitantes. “Todos os indicadores sociais vão na mesma direção e a escolaridade é a que tem o maior efeito. E o efeito é sempre maior — as desigualdades são maiores — nos menores de 60 anos”, explicou a epidemiologista Karina Ribeiro, professora do Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP), que elaborou a pesquisa. A baixa mortalidade por Covid-19 em Moema também é gerada por outros fatores, conforme mostra o Mapa da Desigualdade 2019, elaborado pela Rede Nossa São Paulo: • Moema tem 17,99% dos leitos hospitalares (clínicos, cirúrgicos, pediátricos e obstétricos) para cada 1.000 ha-

bitantes, enquanto a Brasilândia, que tem a 5ª maior taxa de mortalidade para a Covid-19, tem apenas 0,011% de leitos para cada 1.000 habitantes; • Moema registra 9,15% das mortes por doenças no aparelho respiratório (como hipertensão pulmonar e asma) para cada 10.000 habitantes. Segundo a pesquisa do Observatório Covid-19 BR, Moema e outros bairros nobres da capital têm taxa de mortalidade menor por causa da densidade domiciliar, ou seja, a quantidade de pessoas que moram na mesma casa. “Na análise segundo densidade domiciliar, também nota-se que as desigualdades são maiores na população com menos de 60 anos; neste grupo, a mortalidade por COVID-19 é quase quatro vezes maior na população com maior densidade domiciliar comparado ao grupo com os menores valores (Alto de Pinheiros, Campo Belo, Itaim Bibi, Moema, Santo Amaro e Vila Mariana)”, informa a pesquisa. Mapas divulgados pela Prefeitura também comprovam a pequena evolução das mortes (confirmadas e suspeitas) em Moema: • 20 mortes até 24 de abril; • 26 mortes até 30 de abril; • 34 mortes até 14 de maio; • 42 mortes até 27 de maio; • 50 mortes até 5 de junho. Veja mais em: www.gruposulnews.com.br

A Santa Casa de Santo Amaro, entidade secular que desde 1895 vem mantendo os atendimentos e a qualidade de vida dos pacientes da zona sul e adjacências, com humanização, amor e carinho. São realizados, anualmente, cerca de 40 mil atendimentos médicos e terapêuticos em diversas especialidades. Portanto sua contribuição é fundamental para manter os atendimentos prestados.

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desuso: fumar. No Brasil, são 10% das mulheres e 18% dos homens que ainda são fumantes. Esse número há alguns anos era muito maior. Em 2000, cerca de 24% da população brasileira fumava. No entanto, embora o cigarro tradicional esteja perdendo campo, as opções “alternativas” estão cada vez mais na moda. “O cigarro eletrônico ou os vaporizadores vieram para substituir os cigarros habituais. No entanto, nós, médicos, observamos severas complicações com utilização em pequena escala. O tabagismo é maléfico de todo modo”, explica o otorrinolaringologista do Hospital CEMA, Cícero Matsuyama. O cigarro eletrônico, proibido no Brasil, mas consumido em larga escala em muitos outros países, é um dispositivo que utiliza, ao invés de combustão, o processo de vaporiza-

tipo de cigarro, aumenta o risco de doenças cardiovasculares, câncer e problemas de pulmão. Já o narguilé, especificamente, virou uma febre, principalmente entre adolescentes. Consiste em um dispositivo usado para fumar tabaco. Por meio da queima da substância e do resfriamento causado pela água, a fumaça é inalada através de uma mangueira. Alguns acreditam, inclusive, que o hábito não é nocivo, tendo em vista que estão inalando vapor. No entanto, como já foi comprovado, o dispositivo é mais nocivo do que o cigarro. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), consumir esse tipo de cachimbo é igual a fumar 100 cigarros. O narguilé usa tabaco, juntamente com diversas essências, e conta com 4 vezes mais nicotina e 11 vezes mais monóxido de carbono.

cia e de outras igualmente nocivas para o aparelho respiratório. Os males vão desde processos alérgicos até inflamatórios, em decorrência das impurezas encontradas, que são todas inaladas por quem consome esse tipo de produto. Além disso, a pessoa acaba ficando mais tempo exposta à fumaça do que quando fuma um cigarro convencional”, detalha o médico. Há ainda dois danos adicionais causados pelo narguilé: a queima do carvão, que ocorre no processo, prejudica as vias aéreas ao provocar inalação de elementos tóxicos, como benzeno e alcatrão; e o compartilhamento do dispositivo pode aumentar ainda os riscos de contaminação por doenças contagiosas, como hepatite, tuberculose e outras. Veja mais em: www.gruposulnews.com.br


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São Paulo, 13 a 19 de junho de 2020

COTIDIANO Vereador Ricardo Nunes visita obras de melhorias em frente à E. E. José Geraldo Após seis anos de espera, moradores, alunos e pedestres terão uma nova e decente calçada na Rua Antônio Mariano, uma demanda conquistada pelo vereador Ricardo Nunes Fotos: Ass. Ricardo Nunes

Por Ass. Ricardo Nunes

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stão sendo reformados 273 metros de calçada em frente à Escola Estadual José Geraldo de Lima, na Rua Antônio Mariano, no Jardim Ipanema, região da Capela do Socorro. O vereador Ricardo Nunes confirmou a obra, através de vídeo nas suas redes sociais ao lado do diretor da escola, Wagner Neves. Os recursos não são de programas municipais, mas sim de um trabalho realizado efetivamente com o prefeito Bruno Covas; com o secretário municipal de subprefeituras, Alexandre Modonezi; com o subprefeito da Capela do Socorro, Valderci Malagosini, e o seu chefe de Gabinete, Marcelo Messias, de acordo com informações divulgadas pelo vereador. Ricardo Nunes havia solicitado a reconstrução, a acessibilidade e a manutenção da calçada que margeia a E.E. José Geraldo de Lima, em 2015, à então subprefeita Cleide Pandolfi, da Capela do Socorro, após receber pedidos dos moradores, usuários e da própria escola, que alegavam estar a calçada “totalmente destruída e obrigando os pedestres, principalmente crianças, adolescentes e idosos, a transitarem pelo leito carroçável, com sérios riscos de acidentes”. No vídeo, tendo ao lado o diretor Wagner, da E. E. José Geraldo, Nunes destaca que a escola é tradicional no bairro e uma referência na região, enquanto vai mostrando o andamento das obras do novo calçamento. O parlamentar ressalta que também serão feitas obras de acessibilidade no local para evitar que cadeirantes e pessoas com mobilidade

O vereador Ricardo Nunes confirmou a obra, através de vídeo nas suas redes sociais ao lado do diretor da escola, Wagner Neves

Ricardo Nunes havia solicitado a reconstrução, a acessibilidade e a manutenção da calçada que margeia a E.E. José Geraldo de Lima, em 2015

Estão sendo reformados 273 metros de calçada

reduzida tenham que dar grandes voltas e procurar atalhos para conseguirem acessar a escola. Ao lado do vereador, o diretor da escola Wagner agradeceu. “Depois de seis anos a espera dessa melhoria, nós,

do colégio José Geraldo de Lima, só temos a agradecer à Subprefeitura e ao nosso vereador por terem nos atendido. Obrigado, mesmo”, disse. Veja mais em: www.gruposulnews.com.br

GASTRONOMIA

Pesquisa revela o que os consumidores esperam dos restaurantes no pós-pandemia Segundo a pesquisa, a Saúde e Segurança são as principais preocupações dos consumidores, porém, o preço justo dos produtos também é levado em consideração. Quase 100% dos entrevistados afirmaram que, desde o início do isolamento social, começaram a preparar comida em casa, mas 79% das pessoas pretendem voltar a comer fora de casa

Por Redação

reportagem@gruposulnews.com.br

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egundo uma pesquisa realizada pela Galunion (consultoria especializada em alimentação fora do lar) em parceria com a Qualibest, após a pandemia, 79% das pessoas pretendem voltar a comer fora de casa. No entanto, 69% acreditam que as pessoas não vão agir com responsabilidade quando forem frequentar bares e restaurantes. A pesquisa “Alimentação na Pandemia: Como a COVID-19 impacta os consumidores e os negócios em alimentação” foi realizada em todo o Brasil “para com-

preendermos a evolução nos hábitos alimentares durante e após a pandemia de coronavírus, e trazer inspirações para os negócios em alimentação”. Segundo a pesquisa, a Saúde e Segurança são as principais preocupações dos consumidores, porém, o preço justo dos produtos também é levado em consideração. Isso porque 40% responderam que a renda total diminuiu e 26% afirmaram que estão sem renda no momento. Quase 100% dos entrevistados afirmaram que, desde o início do isolamento social, começaram a preparar comida em casa. Mas ainda tem uma parte da população que

faz pedidos pelo delivery: 16% das pessoas já tinham esse costume e continuaram e 26%, que já utilizavam o delivery mas diminuíram o consumo, ainda utilizam serviço de entrega de comida. O delivery está relacionado a culinária preferida das pessoas neste momento: pizzas, hambúrgueres, sanduíches, massas e comida brasileira, e também comida japonesa. Neste momento de pandemia, a higiene e a limpeza são os principais fatores na hora de escolher um restaurante para 65% das pessoas. Isso vai de encontro aos protocolos sanitários que bares e restaurantes terão que preparar

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Está cansado de comer pizza? Que tal trocar por pidé?

na hora de abrir as portas ao público. De acordo com o protocolo sanitário do Governo de São Paulo, os bares e restaurantes devem manter distanciamento social entre funcionários e clientes; higienizar, com frequência, os utensílios utilizados; disponibilizar porções individuais dos temperos; fornecer máscaras e álcool gel para os funcionários; fazer a devolução de troco com um saco plástico para que o dinheiro não toque nas mãos; disponibilizar talheres descartáveis; plastificar os cardápios ou disponibilizar digitalmente, entre outras coisas. Essas regras são importan-

Foto: divulgação

Cerca de 69% dos entrevistados acreditam que as pessoas não vão agir com responsabilidade nos restaurantes

tes para garantir a confiança do consumidor porque, dentre os 79% que pretendem voltar a comer fora de casa, 51% vão optar por retirar a comida ou receber a comida em outro local, ou então, passar no drive

thru. Já 49% se mantém confiantes e dizem que vão comer no próprio local: na mesa do restaurante ou praça de alimentação, no balcão, etc. Veja mais em: www.gruposulnews.com.br

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São Paulo, 13 a 19 de junho de 2020

IMÓVEIS

Como valorizar seu imóvel nesta crise? Entenda o que está acontecendo com o setor e como escapar da tendência de baixa

Por Luiz Pedão

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momento que estamos vivendo hoje, no contexto da crise do Covid-19, bem ou mal, é sobretudo uma circunstância histórica. Estamos literalmente vendo a história passar diante dos nossos olhos. Recordes de décadas sendo batidos, seja no desemprego, seja nas quedas da bolsa ou na audiência da mídia. A incerteza diante desta conjuntura terá efeitos na economia que se estenderão para muito além do fim da quarentena ou até da própria pandemia. O medo - justificado ou não - incutido pela mídia na população dificilmente terá cura rápida. E como costuma acontecer após eventos traumáticos e prolongados, mesmo quando o temor se dissipar, observaremos inevitavelmente uma mudança de hábitos. Um bom exemplo é o fato de que algumas empresas estão percebendo que é conveniente manter, em certa medida, o home office para seu quadro de funcionários, o que pode representar em um futuro próximo uma transição de demanda por espaço de trabalho, do comercial para o residencial. Além disso, com a diminuição da necessidade de estar fisicamente no local de trabalho, é de se imaginar que haja uma transição de demanda no próprio mercado de imóveis residenciais, favorecendo lugares mais afastados dos centros urbanos onde haja maior viabilidade financeira de se adquirir um espaço maior. Diante deste cenário de incertezas e de retração prolongada, qual a expectativa

para o valor do seu imóvel? Explicamos. Como não poderia deixar de ser, a relação entre a oferta e a demanda de produtos imobiliários está estreitamente relacionada a indicadores macroeconômicos e de confiança no rumo da economia. Se o desemprego sobe, se as taxas de juros para financiamento deixam de ser atrativas, ou simplesmente se a oferta disponível de imóveis residenciais já não é mais compatível com a demanda atual, tudo isso compete para que o valor de venda percebido pelo mercado sofra uma queda. O contrário também é verdadeiro, ou seja, com condições de financiamento mais atrativas e confiança na economia, o mercado tende a estar mais propenso a perder liquidez realizando desembolsos consideráveis e contraindo dívidas de financiamento na aquisição de um imóvel residencial, seja para uso próprio ou para fins locatícios. No cenário atual, todas as incertezas decorrentes da pandemia fazem com que o comprometimento da poupança e o financiamento - para a realização do sonho da casa própria, por exemplo - percam atratividade. Isso é verdade tanto para o possível comprador, que devido à instabilidade financeira se vê diante da incerteza de poder arcar com os custos do financiamento, quanto para o credor, que teme mais do que nunca a inadimplência. Soma-se a essa provável queda na demanda o fato de que, no ano passado, muitas construtoras viram nas sucessivas quedas da taxa básica de juros uma opor-

tunidade de funding bancário das obras com menor risco, além da perspectiva de aumento das vendas, decorrente de melhores condições de financiamento. Vislumbra-se então uma oferta crescente de imóveis residenciais em 2020 e 2021, que provavelmente estará descompassada com a demanda que se esperava no setor. Ou seja, o que podemos prever é um cenário de desvalorização, em maior ou menor grau, dos imóveis residenciais. Elucidado o panorama do mercado imobiliário atual, agora vamos à questão: como se preparar? Antes de tudo, é preciso ter visibilidade acerca do valor de mercado do seu ativo imobiliário. Isso é alcançado através de um laudo técnico de avaliação imobiliária, que é assinado por um engenheiro e fornece a melhor estimativa do valor de mercado do seu imóvel. Foto: Luiz Pedão

Tendo em mãos a avaliação, fica muito mais claro como se posicionar diante do cenário atual, podendo-se então proceder a ações que vão valorizar seu imóvel, como reformas, regularização documental, vistorias e outros. Para se ter uma ideia do quanto essas ações podem valorizar sua propriedade, uma simples regularização do seu imóvel pode aumentar o seu valor em até 35%. Isso abrange aquisição de documentos essenciais como matrícula, “habite-se”, ou simplesmente informar à prefeitura sobre uma reforma que foi realizada ou uma edícula que não foi adicionada à planta do projeto, por exemplo. Vem falar com a Verità Engenharia Legal para você sair ganhando nessa crise! Veja mais em: www.gruposulnews.com.br LUIZ PEDÃO (CREA-SP 507.066.8327) é sócio fundador da Verità Engenharia Legal. Engenheiro com dupla formação, pela Poli-USP e pela École Nationale des Ponts et Chaussées (a mais antiga e renomada escola de engenharia civil da França), atualmente cursa mestrado junto ao NRE – Núcleo de Real Estate da Poli-USP. Celular e WhatsApp: (11) 97160-6402 Email: eng.luiz.pedao@gmail.com Visite nosso site e conheça nossas soluções: www.veritaengenharialegal.com.br Nossa sede fica na Rua Conde de Porto Alegre, 1488 - Campo Belo | CEP 04608-002

GERAL

Comerciantes e trabalhadores cobram aprovação do PL 335/2020 do vereador Zé Turin O PL 335/2020 traz uma sequência de normas e exigências de segurança de higiene sanitária estabelecidas para autorizar a reabertura do comércio na cidade Por Zé Turin

reportagem@gruposulnews.com.br

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o dia 10 de junho, a Câmara Municipal de São Paulo recebeu diversas entidades do comércio e trabalhadores em uma manifestação. O protesto foi marcado pela quantidade de cartazes pedindo mais flexibilidade na reabertura do comércio e a aprovação do Projeto de Lei 335/2020. Cerca de 1.000 pessoas participaram do ato que contou com a presença do vereador Zé Turin (Republicanos-SP), autor do projeto de lei defendido pelos manifestantes. O PL 335/2020 traz uma sequência de normas e exigências de segurança de higiene sanitária estabelecidas para autorizar a reabertura do comércio na cidade e, assim, evitar maiores aglomerações nos estabelecimentos já em funcionamento. “O Poder Executivo e meus colegas vereadores precisam vir aqui ouvir o que esses representantes do comércio, trabalhadores, pais e mães de família estão pedindo, quase que implorando por uma ajuda!

Alguns já perderam seus empregos, já fecharam seus negócios. Se deixarmos de ajudá-los agora, lá na frente teremos uma multidão implorando por comida na nossa cidade. Teremos pais e mães passando fome e sem terem como sustentar suas famílias”, disse o vereador Turin aos manifes-

tantes, cobrando a presença dos demais vereadores. Durante a manifestação, a Câmara Municipal realizava uma sessão plenária conhecida como “tribuna livre”, onde alguns vereadores declararam apoio aos empresários do comércio, mas apenas Turin participou do ato.

Cerca de 1.000 pessoas participaram do ato que contou com a presença do vereador Zé Turin (Republicanos-SP)

“O Poder Executivo e meus colegas vereadores precisam ouvir o que esses representantes do comércio estão pedindo”, disse Turin

Aos gritos de “queremos trabalhar”, os manifestantes erguiam cartazes pedindo apoio para suas categorias. Após duas horas de ato em frente aos portões da Câmara Municipal, os comerciantes e trabalhadores andaram até a sede da Prefeitura de São Paulo, onde encerraram a passeata

de forma pacífica. Participaram do ato a Associação dos Bares e Restaurantes do Tatuapé, o Sindicato Pró-Beleza, a Associação dos Microempreendedores do Brás e Pari e representantes dos setores do comércio de bares, restaurantes, academias, salões de beleza e

estética, barbearias, lojas de rua, galerias e microempreendedores. O vereador Turin agradeceu a presença de todos e declarou que iria continuar lutando por todos os setores do comércio e pela aprovação do projeto de lei 335/2020. Veja mais em: www.gruposulnews.com.br


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CAMINHANDO NÚCLEO DE EDUCAÇÃO E AÇÃO SOCIAL Desmontrações financeiras em 31 de dezembro de 2019 e 2018

C.N.P.J. 61.581.773/0001--01


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IMÓVEIS

Mesmo na pandemia, bairros da Zona Sul registram aluguel mais caro de SP Por Redação

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egundo levantamento do portal imobiliário Imovelweb, em abril, três bairros da Zona Sul registraram os aluguéis mais caros da cidade de São Paulo: • Vila Olímpia, R$ 4.842 • Vila Cordeiro, R$ 4.790 • Itaim Bibi, R$ 4.714 Enquanto isso, a taxa de aluguel média ficou em R$ 1.967 num imóvel de 65 m², com dois dormitórios e uma vaga na garagem. Pensando no preço médio do aluguel, a Vila Cordeiro teve 24% de crescimento, ficando atrás de outros dois bairros com aluguéis mais valorizados: Vila Madalena (R$ 4.167 por mês) e Socorro (R$ 1.749 por mês), ambos com 25% de cresci-

mento. Na Zona Sul também há bairros com os maiores índices de desvalorização: Jardim Santo Amaro (R$ 2.182,00/ mês) e Jardim Aeroporto (R$ 2.312,00/mês), com queda de 23% e 21%, respectivamente. “Com uma leve baixa, a rentabilidade imobiliária em São Paulo registrou média anual de 5,4%, no mês de abril. A partir deste dado, podemos dizer que serão necessários 18,4 anos de aluguel para retomar o dinheiro investido na compra do empreendimento, período 4,5% menor que há um ano”, informa o portal Imovelweb. A Zona Sul também tem dois dos três bairros mais rentáveis para locação: Vila Almeida (Santo Amaro), com 13,3% e Nova Piraju (Campo Belo), com 9,5%. O bairro da

Zona Sul menos atrativo para investir, segundo a pesquisa, é o Ibirapuera com 3,2%. No Morumbi (R$ 26.329), Cidade Jardim (R$ 23.669) e na Chácara Itaim (R$21.584) estão localizados os metros quadrados mais caros. DESOCUPAÇÃO EM ESCRITÓRIOS Por causa da pandemia, muitas empresas liberaram seus funcionários para trabalhar em casa e os escritórios ficaram vazios. Era de se esperar que a crise financeira e a indefinição do término da pandemia fossem motivos suficientes para que contratos de aluguel de escritórios comerciais de luxo fossem cancelados. Porém, de acordo com o Sistema de Informação Imobiliária da América Latina (SiiLA Brasil), isso

pode não acontecer porque o mercado já estava pré-aquecido antes da pandemia. “Existia um cenário muito positivo economicamente. Estávamos passando por um momento de pouca entrega, o que levava a demanda a ocupar os imóveis já existentes”, disse Giancarlo Nicastro, CEO da SiiLa Brasil. No primeiro trimestre do ano apenas 13,78% dos imóveis comerciais de alto padrão estavam vazios. Essa é a menor taxa de vacância, desde 2015, segundo a SiiLa Brasil. “Esses dados não refletem absolutamente nada da pandemia da Covid-19, porque ela começou na segunda quinzena de março. Tinha muita gente esperando que a taxa de vacância subisse vertiginosamente, o que não é verdade,

Foto: divulgação

No Morumbi, Cidade Jardim e na Chácara Itaim estão localizados os metros quadrados mais caros

porque o efeito da crise neste mercado é mais lento. Os contratos são muito bem amarrados, com multas muito altas, o que dificulta a devolução desses imóveis no curto prazo”, explicou o CEO. A devolução de imóveis é um ato esperado pela SiiLa Brasil, mas apenas no fim do ano. “Vai haver, sim, a devolução de imóveis por causa da crise da Covid-19. Tem muita empresa esperando ver o que vai acontecer.

A gente sabe que é uma crise que tem começo, meio e fim. Só não sabemos ainda quando será o meio e o fim, mas temos visto que países que já retomaram as atividades veem a economia reagir. As bolsas estão subindo, o dólar caindo. Então, qualquer atitude agora pode ser precipitada, então a gente não espera essa sangria que todo mundo está esperando”, finalizou. Veja mais em: www.gruposulnews.com.br

GERAL Foto: Boa Vista Shopping

Boavista Shopping retoma atividades parcialmente Por Boa Vista Shopping

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pós 83 dias de portas fechadas, em respeito à quarentena decretada na cidade de São Paulo, o Boavista Shopping retomou suas operações, respeitando as medidas preventivas estabelecidas pelo protocolo de segurança criado pela entidade representativa do setor com orientações e aprovação do Poder Público. As atividades serão retomadas de maneira parcial, das 16h às 20h, com capacidade de pessoas reduzida a 20% do total. Por isso, apenas o piso G1 do estacionamento será aberto e a portaria principal, do piso G2, na Rua Borba Gato. A

Apenas o piso G1 do estacionamento será aberto e a portaria principal, do piso G2, na Rua Borba Gato

Praça de Alimentação operará apenas com sistema de delivery e drive-thru, que permanece em funcionamento. Áreas de lazer continuam temporariamente fechadas, assim como os serviços de fraldário e empréstimo de carrinhos de bebês. Para garantir a segurança de todos, será obrigatório o uso de máscaras e será feita aferição de temperatura de todos que entrarem no empreendimento. Para manter o distanciamento social, os pisos estão demarcados, assim como as escadas rolantes, e o acesso aos elevadores está reduzido. Os mais de 30 pontos com dispensers de álcool gel estão disponíveis nos corredores e entradas

do Shopping e as rotinas diárias de limpeza foram intensificadas. Toda a equipe do mall foi treinada para se prevenir, dar encaminhamento correto, caso haja alguma suspeita de pessoa infectada pelo vírus, e orientar o público quanto aos cuidados que também precisam ser tomados por ele. “Esse é um momento em que todos precisam colaborar, num esforço conjunto para garantir a saúde e a segurança, de forma que as atividades possam ser gradualmente retomadas com responsabilidade”, afirma a superintendente do Shopping, Daniela Masson. Veja mais em: www.gruposulnews.com.br

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