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Prefeito de Cachoeiro ratifica contenção de gastos na prefeitura
Jornal Hoje Notícias • Edição 188 • Sexta-feira, 28 de março de 2014
Verba de publicidade também é justificada
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» Página 14
» Páginas 02, 03, 04 e 05 A importância da canonização do padre que viveu no litoral capixaba e dedicou sua vida aos índios
Fim da unidade política?
ENTREVISTA
Eduardo carlette fala sobre os 40 anos da viação flecha branca. O diretor também pontua os novos investimentos e desafios da empresa » Páginas 10 e 11
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SANTIFICADO SEJA
» Página 15
PMDB ameaça romper com Casagrande e lançar Hartung
Primeira reunião deste movimento aconteceu em Cachoeiro
02 Especial
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Padre José de Anchieta: santificado o catequizador dos índios brasileiros
Canonização acontece em 2 de abril, segundo anúncio do papa Francisco por Jakin Soares
E
m 27 de fevereiro de 2014, o Papa Francisco anunciou que o Padre Anchieta seria canonizado em Roma, em abril deste ano. A data foi finalmente marcada para o dia 2 do referente mês. Em 24 de abril acontece a cerimônia de Ação de Graças, presidida pelo Papa, que será realizada na Igreja de Santo Inácio
Embora a campanha para a sua beatificação tenha sido iniciada na Capitania da Bahia em 1617, só foi beatificado em junho de 1980 pelo papa João Paulo II. Ao que se compreende, a perseguição do marquês de Pombal aos jesuítas havia impedido, até então, o trâmite do processo iniciado no século XVII. Em 1622, na cidade do Rio de Janeiro, várias senhoras da cidade de São Paulo, entre elas Suzana Dias e Leonor Leme, que o conhecerem,
de Loyola, em Roma, na Itália. O Padre Anchieta será o segundo santo nativo das Ilhas Canárias depois de Pedro de Betancur. Será uma canonização equivalente, sendo a sexta canonização pelo Papa Francisco, bem como o segundo jesuíta a ser canonizado pelo próprio Papa, após o francês Pedro Fabro. Da mesma forma, será a primeira canonização de 2014. O processo durou 417 anos e foi um dos mais longos da história. Não será necessária a comprovação dos milagres, normalmente pelo menos dois, um para a beatificação, outro para a canonização. Padre jesuíta espanhol, nascido em Tenerife,
nas Ilhas Canárias, em 1534, Anchieta foi o responsável por
A beatificação
depuseram em seu favor, no seu processo de beatificação. Leonor Leme, matriarca da família Leme paulista, uma das depoentes, disse que “assistiu à primeira missa celebrada em São Vicente pelo Padre José de Anchieta, em 1567, e que ele se confessou depois muitas vezes”. E Ana Ribeiro, no mesmo processo, declarou que: durante algum tempo com ele se confessou em São Vicente. Relatou um milagre acontecido com seu filho,
Jerônimo, que então contava 2 anos de idade. Estava há três dias sem se alimentar. Apresentou-o ao Padre Anchieta, que passava pela sua porta. “Deixe-o ir para o céu”, disse Anchieta. Isso à noite. No dia seguinte o menino estava bom, inclusive de uma ferida incurável que até aí tinha no rosto. Todos reconheceram o milagre: nem um sinal ! Narrou outro episódio, em que tomou parte seu marido Antônio Rodrigues, que abando-
iniciar a catequização dos indígenas brasileiros.
nou um índio que estava enfermo havia 5 anos. Voltando Anchieta à Vila de São Vicente pede a Antônio que tratasse do índio. Fazendo-se vir o índio de São Paulo para São Vicente, onde ficou internado na casa dos padres destinada aos índios, lá o medicou três ou quatro vezes. Sarou prontamente. A cura foi atribuída a Anchieta. De relíquia, possuía um dente dele. Sobre Anchieta disse ser ele homem milagroso, apostólico, celeste.
03 Especial
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Importância desta canonização para a Igreja Católica “Através da linguagem tupy, ele conseguiu facilitar a comunicação com os portugueses”, afirma o bispo Dom Dario
“Modelo para nós, para que assumamos o ser cristão no nosso dia-a-dia”, diz padre Rômulo
Para o bispo diocesano Dom Dario Campos, a canonização é mais que merecida. Ele afirma que a evangelização foi a vida de José de Anchieta, mesmo com a falta de cultura épica, quando ficou conhecido por catequizar os índios. “Através da linguagem tupi, ele conseguiu facilitar a comunicação com os portugueses. É um santo que leva
o nome de nossa terra. É um santo que viveu seus últimos dias aqui no Sul do Estado. Devemos reverenciar a ele e pedirmos suas bênçãos, afinal, ele conhece nosso lugar”, disse Dom Dario. Padre Rômulo Zagotto também expôs seu ponto de vista. “Finalmente! Precisava de um jesuíta se tornar papa para outro jesuíta ser declarado
Festividades A Arquidiocese de Vitória (ES), a qual pertence a cidade que leva o nome do novo santo da Igreja, já está mobilizando as comunidades para a realização das homenagens. No dia 02 de abril, dia em que o Papa Francisco assinará o decreto de canonização, o Arcebispo Dom Luiz Mancilha presidirá uma Santa Missa, às 18h, na Catedral Metropolitana de Vitória. No mesmo dia às 20h, um musical intitulado “Anchieta para todas as tri-
bos” será apresentado pela Comunidade Shalom. As homenagens a José de Anchieta continuarão no dia 06 de abril, com uma missa às na paróquia Beato José de Anchieta, na Serra. Às 16h, outra missa será celebrada no pátio do Santuário de Anchieta, onde também haverá uma festa com shows musicais. No dia 9 de junho, também está prevista em Anchieta (ES), uma programação especial, por ser comemorado o dia de José de Anchieta.
santo pela Igreja. Dispensando os trâmites legais: disse isso a Dom Luis Mancilha Vilela e ele prontamente respondeu: “seu maior milagre foi o de viver entre os índios, num trabalho árduo de catequese...” Isso mesmo! Modelo para nós, para que assumamos o ser cristão no nosso dia-a-dia, diante dos desafios que com certeza são menores dos que
os enfrentados pelo jovem de Tenerife. Para nós a alegria de partilhar com a santidade de quem viveu tão perto de nós, logo ali em Reritiba, Benevente... Solo bendito que teve a graça de ser marcado pelas pegadas dos pés do mensageiro da Boa Noticia. Solo sagrado que acolhe seus restos mortais. Tão simples assim, tão fácil assim! Foto: Internet
O Arcebisbo Dom Luiz Mancilha presidirá uma missa em homenagem ao novo santo
04 Especial
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A Obra de José de Anchieta
Segundo a “Brasiliana da Biblioteca Nacional” (2001) “o Apóstolo do Brasil”, fundador de cidades e missionário incomparável, foi gramático, poeta, teatrólogo e historiador. O apostolado não impediu Anchieta de cultivar as letras, compondo seus textos em quatro línguas - português, castelhano, latim e tupi, tanto em prosa como em verso. Duas das suas principais obras foram publicadas ainda durante a sua vida: “De gestis Mendi de Saa” (“Os feitos de Mem de Sá”) impressa em Coimbra em 1563, retrata a luta dos portugueses, chefiados pelo governador-geral Mem de Sá, para expulsar os franceses da baía da Guanabara onde Nicolas Durand de Villegagnon fundara a França Antártica. Esta epopeia renascentista, escrita em latim e anterior à edição de “Os Lusíadas”, de Luís de Camões, é o primeiro poema épico da América, tornando-se assim o primeiro poema brasileiro impresso e, ao mesmo tempo, a primeira obra de Anchieta publicada. “Arte de gramática da língua mais usada na costa do Brasil” impressa em Coimbra em 1595 por Antonio de Mariz. É a primeira gramática contendo os fundamentos da língua tupi. Apresenta folha de rosto com o emblema da Companhia de Jesus. Desta edição conhecemse apenas sete exemplares, dois dos quais encontram-se na
Biblioteca Nacional do Brasil: o primeiro pertenceu ao imperador D. Pedro II (1840-1889) e o outro é oriundo da coleção de José Carlos Rodrigues. Constituindo-se na sua segunda obra publicada, é ainda a segunda obra dedicada a línguas indígenas, uma vez que, em 1571, já surgira, no México, a “Arte de la lengua mexicana y castellana” de frei Alonso de Molina. O movimento de catequese influenciou seu teatro e sua poesia, resultando na melhor produção literária do Quinhentismo brasileiro. Entre suas contribuições culturais, podemos citar as poesias em verso medieval (sobretudo o poema De Beata Virgine Dei Matre Maria, mais conhecido como Poema à Virgem, com 4172 versos), os autos que misturavam características religiosas e indígenas, a primeira gramática da língua tupi (A Cartilha dos nativos). Foi o autor de uma espécie de certidão de nascimento do Rio de Janeiro, quando redigiu sua carta de 9 de julho de 1565 ao Padre Diogo Mirão, dando conta dos acontecimentos ocorridos ali “no último dia de fevereiro ou no primeiro dia de março” do ano. Nela se encontram os seguintes trechos: “... logo no dia seguinte, que foi o último de fevereiro ou primeiro de março, começaram a roçar em terra com grande fervor e cortar madeira para cerca, sem
Estátua do Padre Anchieta
querer saber nem dos tamoios nem dos franceses.” E: “... de São Sebastião, para ser favorecida do Senhor, e merecimentos
do glorioso mártir.” A sua vasta obra só foi totalmente publicada no Brasil na segunda metade do século XX.
O “Caminho de Anchieta” Foto: Internet
Diretor Executivo Tiago Turini Editoração Wellington Pintor (28) 9945.7012 Editor Ilauro Oliveira ilauro01@gmail.com Repórter: Jackson Soares Leandro Moreira
Atualmente o trajeto conhecido como “Passos de Anchieta” é percorrido por centenas de fiéis todos os anos
Circulação - Região Sul do Espírito Santo CNPJ 18.311.486/0001-44 jornalhojenoticias@gmail.com Redação: Rua Amilcar Figliuzzi, nº 31 – Coronel Borges Cachoeiro de Itapemirim – ES Tel.: (28) 3517-7615
Colaborador Adilson Conti Impressão: Thiago Schwan Gráfica Victor, Amilca Fliguiuzzi, nº 33, Thalyson Inácio de Araújo Rocha Coronel Borges - (28)3522-9554 Luiz Trevisan Anete Lacerda Tiragem: 3000 exemplares Periodicidade: semanal Sidney Schwan
A sua disposição em caminhar levava a que percorresse, duas vezes por mês, a trilha litorânea entre Iriritiba, e a ilha de Vitória, com pequenas paradas para pregação e repouso nas localidades de Anchieta, (que foi chamada também be-
nevente e Reritiba) Guarapari, Setiba, Ponta da Fruta e Barra do Jucu. Modernamente, esse percurso, com cerca de 105 quilômetros, vem sendo percorrido a pé por turistas e peregrinos, à semelhança do Caminho de Santiago, na Espanha.
05 Especial
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Histórico de José de Anchieta José de Anchieta nasceu em 19 de março de 1534 em Tenerife, nas Ilhas Canárias, na Espanha. Era primo do fundador da Companhia de Jesus, Santo Inácio de Loyola, onde ingressou em 1551. Chegou ao Brasil em 1553, aos 19 anos, por iniciativa do Padre Manuel da Nóbrega, que precisava de reforço para a evangelização no País. No Brasil José de Anchieta percorreu vários Estados, como Bahia, São Paulo e Espírito Santo. Foi criador do Colégio de Piratininga, inaugurado em 25 de janeiro de 1554 e que deu origem à cidade de São Paulo. O jovem jesuíta catequizou índios, fundou e construiu povoados, colégios e igrejas. Também lutou contra invasores franceses no Espírito Santo e fundou e dirigiu o Colégio dos Jesuítas em Vitória. Espírito Santo Em 1569, ao passar pela costa do Espírito Santo vindo da Bahia em direção ao Rio de Janeiro, a embarcação na qual viajava foi tomada por
uma forte tempestade, da qual saiu ileso. Em agradecimento, em 1573 ele fez uma visita ao Santuário da Penha, na então província de Vila Velha. Cinco anos depois foi nomeado Reitor do Colégio Jesuíta, em Vitória, cargo deixou no mesmo ano para exercer as funções de Provincial dos Jesuítas do Brasil. No Espírito Santo Anchieta escolheu a então Rerigtiba, atual município que leva seu nome, para viver. Mas antes de retornar ao povoado, em 1579, viajou por todo o Brasil incentivando a criação de comunidades jesuítas. Ainda em 1579 recebeu em Rerigtiba a imagem de Nossa Senhora da Assunção, quando da apresentação do auto “Dia da Assunção”, de sua autoria. Em 1585 fundou a aldeia de Guarapari. Dez anos depois, em 1595, obteve dispensa de suas funções na Companhia Jesuítica e da direção do Colégio Jesuíta de Vitória e fixou residência em Rerigtiba. Durante o restante de sua vida, José de Anchieta cuidou a terra e dos índios, que
Anchieta se prepara para ciclo de turismo religioso
“Vamos honrar este presente que Deus está dando ao povo anchietense cuidando do nosso município como fez o Padre José de Anchieta”, disse o prefeito Marcos Assad
O religioso cuidava não apenas de educar e catequizar os indígenas, como também de defendê-los dos abusos dos colonizadores portugueses que queriam não raro escravizá-los e tomar-lhes as mulheres e filhos.
o veneravam e o batizaram de Aba, que significa Padre em tupi-guarani. José de Anchieta morreu na aldeia de Rerigtiba em 9 de junho de 1597 e seu corpo foi transportado pelos índios até a Catedral de Vitória, onde foi sepultado. Enquanto era transportado, o corpo caiu no chão e os índios bradaram “Aba ubu”, que significa “O padre caiu”. O local da queda é o atual balneário de Ubu, pertencente
ao município de Anchieta. Em 1611 os seus restos mortais foram transladados. Uma parte foi levada para o Colégio São Thiago, que dirigiu em Vitória, hoje Palácio Anchieta, sede do Governo do Espírito Santo, e outra enviada para Roma. Porém, no Museu do Beato, em Anchieta, ainda estão em exposição objetos que pertenceram a ele. Com destaque para um pedaço de uma de suas tíbias.
A Terra do Beato, como é conhecida Anchieta, respira o nascimento do seu primeiro santo: José de Anchieta. Desde o anúncio da canonização do Beato, em 28 de fevereiro último, a cidade se prepara para a festa. Por todo o município é possível perceber a mobilização em prol deste que será, sem dúvida, o maior evento católico do Espírito Santo. Para marcar a data, a Prefeitura de Anchieta, por meio da Gerência Estratégica de Patrimônio Histórico e Cultural e em parceria com a Paróquia de Nossa Senhora da Assunção, prepara uma celebração especial para o dia 2 de abril. A apresentação do coral Viva Voz, regido pelo maestro Inárley Carletti, abrirá a programação, às 9 horas. Em
seguida uma missa solene será celebrada pelo Padre Acrísio. A Prefeitura instalará no pátio da Igreja câmeras de vídeo para reforçar a segurança e a Polícia Militar intensificará o policiamento no local. Três ambulâncias, sendo uma UTI móvel, e equipes de apoio, estarão no local à disposição dos fiéis. O prefeito Marcos Assad comemora a conquista: “Todo ano milhares de fiéis vêm até à nossa cidade trazidos pela fé no Beato Anchieta. Vamos honrar este presente que Deus está dando ao povo anchietense cuidando do nosso município como fez o Padre José de Anchieta. Estamos de braços abertos para receber as pessoas e comemorar a canonização”.
06 Comunidades Sexta-Feira 28 de março de 2014
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Fammopoci: eleição para nova Presidência será dia 26 de abril As chapas que aspiram participar do plebiscito terão de se inscrever até o dia 03 de abril por Jakin Soares
N
o dia 26 de abril acontece o processo eletivo para a presidência da Fammopoci, Federação das Associações de Moradores e Movimentos Populares de Cachoeiro de Itapemirim. As chapas que aspiram participar do plebiscito terão de se inscrever até o dia 03 de abril, na própria sede da Federação. As chapas, formadas por até 46 membros, não precisam, necessariamente, serem constituídas por associações de moradores de bairros próximos um ao outro. Cada cúpula se forma conforme os interesses dos inscritos. No dia 10 de abril, os nomes dos delegados (4 de cada associação de moradores inscritos na federação) serão selecionados. Estes estarão aptos a votar e a definir a chapa que assume a presidência da federação. O mandato é de 3 anos. Ronaldo Xavier, atual pre-
O objetivo da Fammopoci é atender a demanda das associações de moradores e levar as reivindicações até os vereadores e ao prefeito sidente da federação, deixou sua chapa a vontade paraselecionar nomes na tentativa de reeleição. “Trabalhamos com transparência. Fizemos um bom trabalho à frente da Federação e acreditamos em nossa reeleição. Temos muitos parceiros em várias comunidades e temos trabalhado para atender os interesses de cada comunidade. Estou a disposição para seguir trabalhando
em prol das associações”, diz. Chapa formada Atual presidente do bairro santo Antônio, em Cachoeiro, Alan Fardinjá tem sua chapa formada com outros líderes dos bairros Zumbi, Monte Belo, Burarama, Santo Antonio e algumas outras. Ele tenta a presidência da Federação pela primeira vez, e constrói seu projeto de campanha com base nas necessidades da
população, afirma. “O objetivo da federação é este. Servir a todas as associações de moradores, independente da chapa que foi eleita. Não somente os bairros que estão na cabeça da chapa devem ser atendidos, mas todos os bairros de Cachoeiro, conforme suas necessidades. Queremos ser o canal de comunicação entre as associações e os poderes legislativo e executivo”, diz Alan.
Foto: Arquivo Hoje
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Ronaldo Xavier, presidente atual, também deve disputar nova eleição
Alan Fardin tenta pela primeira vez a presidência da Federação
07 Cidades
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Cachoeirense Ausente vai ser escolhido por 21 segmentos Câmara Municipal vai apreciar projeto dentro dos próximos 45 dias Foto: Divulgação CMCI
por Leandro Moreira
C
om o objetivo de envolver a sociedade civil organizada e o poder público, a escolha do
Cachoeirense Ausente nº 1 pode ser realizada por uma comissão composta de representantes de 21 segmentos. A urgência para a votação do projeto foi aprovada na sessão de terça
(25) na Câmara Municipal - o que estipula prazo de 45 dias para apreciação. Em 2002, a homenagem ficava a cargo do Conselho Municipal para Escolha do Cachoeirense Ausente, através de voto secreto; já em 2009, a escolha foi repassada à sociedade, que decidiu através do voto aberto. No entanto, algumas entidades perceberam que o candidato que perde o pleito fica em condições de desprestígio, o que difere do intuito da homenagem criada pelo saudoso escritor Newton Braga, em 1937. Cada uma das 21 entidades poderá indicar apenas um representante. O homenageado será escolhido em votação
secreta, pelo voto de 2/3 dos membros da comissão municipal em primeira convocação; e em qualquer número em segunda convocação, 30 minutos após a hora prevista para a primeira. Inscrições A forma e prazo para as inscrições dos candidatos a Cachoeirense Ausente ainda serão divulgados em decreto a ser baixado pelo prefeito Carlos Casteglione. A prefeitura deverá divulgar os nomes dos candidatos à honraria. No projeto não consta o dia da eleição. Homenagem A homenagem ao Cachoeirense Ausente nº 1 é prestada, anualmente, ao cidadão que atingiu o reconhecimento na área onde atua em outra cidade, estado ou país, e que tenha mantido laços com a cidade e seus conterrâneos.
08 Opinião
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Farmacêutico Jaurio Campanha completa 90 anos
Sem pressa: eleição ainda não está na pauta do governador
O mercado eleitoral está agitado com a possibilidade do ex-governador Paulo Hartung (PMDB) ser candidato ao Governo do Estado. Mas enquanto isso o governador Renato Casagrande (PSB) trabalha sem pressa. Ele considera que o momento certo para tratar publicamente do pleito é a partir de maio. Por enquanto, o seu trabalho, segundo ele, é de manter a unidade política em torno da governabilidade. “As pessoas me procurar para tratar da política-eleitoral. Porém, tento manter o foco na administração do Estado, cujo trabalho é bem avaliado pela sociedade”, conta Casagrande. Esta manutenção da base ocorre, principalmente, junto aos mandatários na Assembleia Legislativa, que corroboram com a efetivação das ações do governo. Mesmo com cada partido articulando
suas pretensões eleitorais, Casagrande afirma não encontrar dificuldades para manter a aliança administrativa. O governador é candidato natural à reeleição. O quadro eleitoral majoritário segue indefinido. O mercado político aguarda o posicionamento do PMDB. Recentemente, um estudo econômico foi publicado apontando que as finanças do Estado deveriam mudar de rumo, devido ao aumento no custeio. O governador Renato Casagrande não acredita que este foi um movimento para desestabilizar o governo. “O Espírito Santo tem a melhor gestão fiscal do Brasil, reconhecido por diversas instituições. É natural, e óbvio, que este estudo aponte o aumento do gasto: nós ampliamos os investimentos para quitar o passivo social que há no estado”, avalia.
Mau atendimento no Paulo Pereira O colunista passou mal na noite do último domingo e é lamentável registrar aqui neste espaço o péssimo atendimento por parte de um médico no Pronto-atendimento do Paulo Pereira. A culpa não é do sistema, da fila, da espera, do salário, do prefeito, da Justiça, do “Mais Médico”, nem de Deus: é de um profissional que dá uma receita sem sequer olhar na cara do paciente.
Quem completa 90 anos nesta segunda-feira (31) é o farmacêutico castelense Jaurio Campanha, pai do nosso amigo Fernando Campanha, subsecretário de Estado de Gestão do Gabinete do governador Renato Casagrande. Jaurio Campanha é exemplo de vida e deu grandes contribuições ao povo de Castelo, sua terra natal, ao longo de sua brilhante carreira profissional como farmacêutico. Só nos resta reverenciar e desejar muitas felicidades.
A natureza agradece
A Cooperativa de Trabalho Mútuo Agentes Ambientais Mãos Fortes (Coopmaf) recolheu cerca de 860 quilos de lixo reciclável em ação de coleta seletiva realizada nos bairros Waldir Furtado Amorim (BNH de Baixo) e Doutor Luiz Tinoco da Fonseca (BNH de Cima). A atividade, parte da programação “Cachoeiro no Caminho das Águas”, realizada pela prefeitura, em comemoração ao Dia da Água, contou com a participação de alunos e professores da escola municipal Pedro Estelita Herkenhoff.
09 Opinião
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artigo
A
Sidney Schwan
Aproveitando as dicas anteriores – pode ou não pode?
LEI No 6.766, DE 19 DE DEZEMBRO DE 1979, conhecida como Lei de Uso e Parcelamento do Solo, em seu Art. 3o, diz que “Somente será admitido o parcelamento do solo para fins urbanos em zonas urbanas, de expansão urbana ou de urbanização específica, assim definidas pelo plano diretor ou aprovadas por lei municipal. (Redação dada pela Lei nº 9.785, de 1999) Parágrafo único - Não será permitido o parcelamento do solo: I - em terrenos alagadiços e sujeitos a inundações, antes de tomadas as providências para assegurar o escoamento das águas; Il - em terrenos que tenham sido aterrados com material nocivo à saúde pública, sem que sejam previamente saneados; III - em terrenos com declividade igual ou superior a 30% (trinta por cento), salvo se atendidas exigências específicas das autoridades competentes; IV - em terrenos onde as condições geológicas não aconselham a edificação; V - em áreas de preservação ecológica ou naquelas onde a poluição impeça condições sanitárias suportáveis, até a sua correção. Pois bem... “não será permitido” normalmente é entendido como aprovação legal, ou seja, a família constrói em encosta, o Poder Público vê a construção sendo feita e nada faz. O que faz é se a família for registrar a obra, quando esta
será negada pelos motivos acima. sobre a construção? Ou melhor, Surreal, não? não deixar construir? Parecem dois mundos muito distintos. O primeiro, que é aquele onde as coisas são feitas de qualquer jeito e o solo é ocupado, até mesmo o solo público, e as autoridades com cara de paisagem, e o segundo, o tecnoburocrático, onde sete carimbos são necessários para que se saiba onde carimbar o oitavo, que é aquele que vai negar o que você pediu. Na vida real, inação. Na vida
“Na vida real, inação. Na vida burocrática, todo o poder possível, até mesmo o de tornar sua espera looooooonga e cansativa, salvo possíveis taxas de urgência, ou a fila de quem conhece quem que conhece quem que vai dar um jeito de resolver o seu caso.” burocrática, todo o poder possível, até mesmo o de tornar sua espera looooooonga e cansativa, salvo possíveis taxas de urgência, ou a fila de quem conhece quem que conhece quem que vai dar um jeito de resolver o seu caso. E lá em cima diz que NÃO, NÃO PODE! Parcelar e cobrar IPTU de áreas sujeitas a inundações? Sei não, mas me parece meio contraditório... melhor falar com o pessoal da área do Direito. O correto não seria passar um trator
E se falarmos das áreas onde a poluição impeça condições sanitárias suportáveis, estaremos falando também de pó em suspensão, gases e doenças respiratórias? O não respeito efetivo aos dispositivos legais tem provocados mortes da noite para o dia, como nas enchentes e deslizamentos de terras, e ao longo do tempo, como nos casos de doenças respiratórias. É disso que falamos!!! País interessante esse, de Leis magníficas, mas com pouca gente dedicada a elas, e eu digo pouca gente habilitada legalmente e realmente dedicada a essas Leis. Existe uma alergia ao cumprimento da legislação, pois certamente irá criar atritos, urticárias e “votus perdidus”, especialmente nas áreas invadidas, onde tem muito mais gente a ser incomodada. O que alguns julgam salvar a não intervenção é uma expressão: “problema social”. Se retirar as pessoas, estaria causando esse problema... estranho, eu achava o contrário, que quando deixou o povo invadir é que causou o problema, não foi não? E se gastam recursos públicos proporcionando infraestrutura onde não deveria estar ocupado. Pode isso, Arnaldo? Sidney Schwan é bancário (Caixa Econômica Federal de Cachoeiro de Itapemirim)
10 Entrevista
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Quarenta anos de Viação Flecha Branca
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Os desafios da empresa para continuar operando no transporte público de Cachoeiro Eduardo Carlette, diretor comercial
por Ilauro Oliveira
P
restes a completar 40 anos de atividades na área de transporte de passageiros, a empresa Flecha Branca, das famílias Carlette e Cipriano, vive talvez o maior desafio de sua existência: ganhar uma nova licitação na área do serviço público e continuar operando no mercado de Cachoeiro de Itapemirim. A concessão – que completa 15 anos em 2015 – até poderia ser renovada, mas uma decisão política do prefeito Carlos Casteglione (PT) opta por um novo certame que já está sendo planejado. Paralelo a isso, a Flecha Branca vem travando na Justiça uma luta contra a gestão atual na defesa de interesses que ela entende ser legais e que, de certa forma, comprometem a saúde financeira da empresa. Para explicar o momento empresarial vivido e também contar um pouco da sua história de quatro décadas, o diretor Comercial Eduardo Carlette recebeu o Jornal Hoje na sede da Flecha Branca, no bairro Vila Rica. A entrevista segue:
Hoje – Eduardo, antes dos temas mais ácidos, gostaria que você contasse um pouco a história da empresa e desses seus 40 anos que serão comemorados neste ano. Eduardo - A Viação Flecha Branca foi fundada no dia 25 de março de 1974, pelas famílias Carlette e Cypriano. Desde então, o ramo de transporte de passageiros sempre foi a atuação desta composição societária, que, também por isso, especializou-se no negócio a ponto de oferecer o melhor para os usuários do sistema em Cachoeiro de Itapemirim. Hoje – E essa tradição toda... Eduardo – ... É uma tradição, mas cercada idéias e atitudes novas. Nos últimos anos, a Flecha Branca fez investimentos importantes
na renovação da frota, que tem idade média de oito anos; na adaptação dos ônibus à acessibilidade; na segurança, com instalação de câmeras de videomonitoramento, e muitos outros. Além disso, há o investimento constante na qualificação de nossos profissionais, cujo aprendizado é de benefício direto dos usuários do transporte. Hoje – É sabido que a relação entre a empresa e a população é desgastada, até por conta desse tempo de convivência. Com o vo cês a cha m , o u gostariam, que a população recebesse esse momento festivo? Eduardo - Na verdade, não identificamos desgaste na relação entre a empresa e a população. Com base no resultado de pesquisa encomendada ao Instituto
Futura - os números serão divulgados durante nossa campanha publicitária -, percebemos que o que existe é a publicidade daquilo que é responsabilidade da empresa e do poder concedente. Tudo o que nos cabe, conforme o contrato, é agraciado com boa avaliação pelos usuários. Isso demonstra que o cidadão, que utiliza o transporte diariamente, percebe a evolução do serviço; e é isso que comemoramos. Hoje - Como está o nível de relação de vocês com a administração atual? A gente sabe que existem ações judiciais.... Eduardo - A relação é pautada no compromisso firmado, entre as partes, com a finalidade de prestar serviço de excelência à população de Cachoeiro de Itapemirim. A opção por tratar algumas questões no
campo judicial surgiu da certeza da empresa de ter um ou outro direito tolido. Hoje – Em termos de serviços prestados para a população, quais deles estão em jogo? Eduardo – Daquilo que contratualmente é de responsabilidade da empre sa não há nada em jogo. Inclusive, a Flecha Branca chegou a manter serviços fora de sua alçada e com o ônus da despesa. Um exemplo é o programa Ir e Vir, o qual a prefeitura prometeu arcar com os custos, ao solicitar à empresa a gerência do sistema, e não cumpriu. Não houve nem o ressarcimento. A respeito da gratuidade aos portadores de necessidades especiais, a Justiça, após ação do Ministério Público, julgou que o benefício não consta no contrato.
11 Entrevista
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www.hojees.com Hoje – Vocês também estão pedindo um reajuste na tarifa, mas não obtiveram sucesso. Isso tem comprometido a saúde financeira da empresa? Eduardo – Assim como em qualquer outro ramo de atividade, os preços dos insumos são majorados, o valor dos salários reajustados etc. Se não houver uma adequação no valor da tarifa, gera-se um déficit. Temos uma planilha técnica, apontando todos os custos e a justificativa para o reajuste da tarifa. Por compreender ser o direito da empresa, recorremos à Justiça. Hoje – Há um conceito na cidade de que a Flecha Branca sempre foi nociva aos usuários, cobrando altas tarifas e prestando um serviço ruim. Olhando de fora, a gente observa que muito disso se deu por pura falta de interatividade e comunicação com a sociedade. Vocês fazem uma autocrítica sobre isso? Eduardo – O tempo que ficamos sem propagar as nossas inovações e responsabilidades serviu somente para que fosse criada uma imagem que não condiz à história e nem à realidade da empresa. No entanto, temos certeza que no decorrer de nossa campanha publicitária a população cachoeirense terá inúmeros elementos para compreender o quanto a Flecha Branca desempenha com dedicação extrema o seu papel. Hoje – Nos últimos anos, há uma clara melhoria dos serviços prestados, mas ainda assim há um desgaste junto ao usuário que quer porque quer uma nova empresa operando. Queria que você pontuasse esses avanços e tentasse
identificar porque a aceitação desses investimentos ainda não aconteceu na visão da população. Eduardo – Tivemos avanços diversos, com a integração das linhas, gerando economia ao usuário; acessibilidade; a bilhetagem eletrônica; renovação da frota e demais pontos. No entanto, existem questões que não são incumbência da empresa, como os abrigos nos pontos de ônibus, por exemplo; e pode ocorrer de as pessoas avaliarem tudo de uma só forma. Mas, nesta campanha publicitária, a delegação das funções, determinada pelo contrato, ficará mais clara. Hoje - A empresa está diante de um grande desafio que é ganhar novamente a lici-
tação e continuar operando em Cachoeiro. Esse é o maior desafio da Flecha Branca nesses 40 anos? Eduardo – O contrato só termina em 2015. Como ainda estamos no início de 2014, a Flecha Branca continua focada no cumprimento do contrato e no desafio diário de oferecer um serviço de qualidade. Afinal, o trabalho é de segunda a segunda há 40 anos.
Hoje - O contrato permite que a administração renove por mais 15 anos a concessão. Mas o prefeito fez um compromisso político com a população de não renovar. Essa (a renovação) era a expectativa de vocês? Eduardo - A empresa cumpre rigorosamente o contrato. O documento diz que seis meses antes do vencimento, a empresa solicita a renovação ao poder concedente. Ainda estamos distantes desses eventos. Hoje – Mas hoje o processo licitatório já está em andamento. Como vocês estão se preparando para ele e qual a expectativa de continuar operando na cidade?
Eduardo – A empresa se pauta no contrato. Diante dos inúmeros investimentos e da evolução da qualidade no serviço, temos excelentes expectativas. Hoje – A administração atual exigiu muito da empresa nesses últimos anos. Isso ajudou a melhorar a Flecha Branca de que forma? Eduardo - Na verdade, o
que existe é uma participação ativa de todos os envolvidos no contrato, e também da regulação sobre este documento. Quando isso ocorre, a população é quem sai ganhando. Hoje - A população clama por mais empresas operando e a gestão prometeu. A pergunta que te faço é a seguinte: há viabilidade nisso? O mercado de Cachoeiro é atrativo? Já ouvi um especialista dizer que a topografia da cidade é um entrave à concorrência porque afastaria novas empresas... Eduardo – A topografia da cidade exige muito da experiência de nossos profissionais, que, por vezes, são obrigados a adaptarem os veículos às eventualidades do terreno acidentado. O tempo de serviço prestado em Cachoeiro de Itapemirim e o fato de a família (Carlette e Cypriano) ser desta terra e a conhecer bem nos permite operar. Entretanto, desconhecemos se o mercado de transporte urbano local possa ser atrativo para outras empresas. Hoje – Por fim, na visão de vocês, como essa nova licitação pode ajudar a avançar a prestação de serviços para o futuro? Tipo assim: o que se deveria exigir da nova (ou novas) concessionária para que saltemos para um nível melhor do que já estamos? Eduardo – A Viação Flecha Branca tem investido significativamente na qualidade do serviço. E o resultado disso é a satisfação dos usuários do sistema quanto àquilo que é responsabilidade da empresa. A tendência é continuar progredindo, independentemente da ocorrência da licitação.
12 Educação
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Mais de 6,5 mil tablets para escolas da rede estadual Educação (SREs) para distribuição aos educadores ao longo do mês de abril. Ao todo, a Sedu já adquiriu 9.659 tablets – 9.294, de 7 polegadas, para os professores e 365, de 10 polegadas, para os diretores. A rede estadual conta com 290 escolas de ensino médio, mas as unidades com número maior de alunos vão receber dois tablets. A fonte de recursos para a compra foi o Plano de Ações Articuladas do Ministério da Educação (MEC) e o investimento total é da ordem de R$ 2,75 milhões. Formação A aquisição dos tablets tratase de mais um recurso pedagógico de apoio às ações educativas, voltadas para a inclusão digital, a formação de profissionais da educação e o desenvolvimento de projetos pedagógicos eficazes para a aprendizagem dos alunos que correspondam aos princípios de educação inclusiva
foto: Thiago Guimarães / Secom
C
om a perspectiva de ampliar a política de tecnologia educacional da rede estadual, o Governo doEspírito Santo iniciou a distribuição de tablets para professores e escolas de ensino médio. Naprimeira fase, serão entregues 6,5 mil equipamentos para os educadores e 365 para os diretores. Asolenidade, conduzida pelo governador Renato Casagrande foi realizada na tarde desta quarta-feira(26), no Palácio Anchieta, em Vitória. Os professores que serão contemplados na primeira remessa são aqueles que aderiram ao Pacto Nacional de Formação para o Ensino Médio (PNEM), uma parceria da Secretaria de Estado da Educação (Sedu), Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e Ministério da Educação (MEC). Na tarde desta quarta-feira, a entrega foi simbólica, pois os equipamentos serão remetidos às 11 Superintendências Regionais de
e de qualidade. Esses equipamentos oferecem diversos recursos, tais como pesquisa, leitura, registro, além de promover a comunicação instantânea. Com os tablets pode-se aprender em qualquer lugar, a qualquer hora e de muitas formas diferentes, proporcionando a descentralização dos processos de
gestão do conhecimento. Os tablets podem viabilizar inúmeras atividades pedagógicas, facilitar a visualização de conteúdos cognitivos (como infográficos, simuladores, jogos educacionais), estimular atividades cooperativas e o desenvolvimento de projetos entre professores e deles com seus alunos.
13 Política
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Claudia lemos ‘costura’ caminho para a Assembleia Legislativa
por Leandro Moreira
A
e x- v e r e a d o r a d e Cachoeiro de Itapemirim, Claudia Lemos (PRP), já executa o planejamento elaborado para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa e ser mais uma representante da região sul. Claudia tem atuado de forma organizada, e tem coordenadores de campanha em pontos estratégicos do Estado. Embora tenha Cachoeiro de Itapemirim como reduto eleitoral, ela desempenha trabalho
reforçado no litoral, Caparaó e também na Grande Vitória. A ex-parlamentar exerceu cargo, recentemente, no governo do Estado, na Secretaria de Esportes. “O nosso partido caminha em parceria com o PPL e estamos criando condição de voto para nossa précandidatura”. Diante das contas do PRP, o partido trabalha a possibilidade de eleger até quatro deputados estaduais nesse outubro. Outro cachoeirense que é précandidato a deputado estadual pela sigla é o ex-parlamentar José Tasso.
foto: Arquivo Hoje
A pré-candidata conta que tem se organizado com coordenadores de campanha em pontos estratégicos do Estado
Claudia Lemos é pré-candidata a deputada estadual
14 Política
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Prefeitura mantém à risca medidas de contenção e explica valor de verba de publicidade O argumento é que a previsão orçamentária se ajusta à obrigação legal de divulgação dos serviços públicos por Leandro Moreira
das ainda no primeiro semestre de 2013. A interrupção se dará prefeito de Cachoeiro apenas após uma menção do de Itapemirim, Carlos grupo de avaliação permanente, Casteglione (PT), vai criado em março deste ano. manter todas as medidas de Entre as medidas de econocontenção de despesas anuncia- mia estão o funcionamento em meio-expediente da prefeitura, exceto os O prefeito serviços essenciais; reCarlos dução em até 25% dos Casteglione contratos firmados; e aguarda o uso racionalizado de sinalização combustíveis e demais de grupo despesas fixas. que estuda Para respeitar a Lei finanças de Responsabilidade Fiscal (LRF), Casteglione também teve que exonerar servidores comissionados. No entanto, alguns recontratações foram feitas neste início de 2014. “Dos 70 que exonerei, 12 foram nomeados novamente, unicamente pela necessidade em dar continuidade a serviços, cujos setores tiveram sobrecarga de trabalho”, explicou o prefeito.
Foto: tce.gov.es.br
O
Presidente da Amunes, Dalton Perim, quer diminuir angústia dos gestores
Gastos com publicidade podem não acontecer na totalidade Em pleno período de contenção de despesas, chama a atenção o gasto de quase R$ 3 milhões com publicidade que a administração municipal fará nos próximos anos. Sobre o assunto, a reportagem consultou a Secretaria Municipal de Comunicação Social. E a justificativa é de que o valor licitado trata-se apenas de uma previsão orçamentária, podendo ser usado ou não. “É importante ressaltar que, por se tratar de previsão orçamentária, o valor citado pode não ser usado em sua totalidade. Determinado serviço que venha a ser feito pela agência de publicidade é pago apenas em caso de uso”. Na verdade, R$ 2,6 milhões Outra informação da Secretaria é que na verdade o orçamento para publicidade com verba municipal em Cachoeiro está previsto em R$ 2,6 milhões. “Isso porque o cálculo exclui automaticamente projetos com direcionamento específico de divulgação com verba do governo federal, voltado para projetos coordenados pelas secretarias municipais de Desenvolvimento Social e de Saúde, que somam R$ 380 mil” Outro ponto argumentado é quanto à questão legal em torno da divulgação dos serviços públicos: “A previsão orçamentária se ajusta à obrigação legal de divulgação dos serviços públicos, com base na nova legislação federal de publicidade. Uma das novas diretrizes é a contratação de agência de publicidade”.
Amunes vai prestar assessoria a municípios Com o cenário de crise instalado na maioria dos municípios capixabas, a Associação dos Municípios do Espírito Santo (Amunes) vai oferecer assessoria em duas áreas às cidades, no intuito de minimizar as dificuldades de gestão. “Buscamos alternativas para reduzir a angústia. Vamos disponibilizar assessoria ambiental e contábil, além de orientar na execução de projetos”, conta o presidente da Amunes, Dalton Perim, que também é prefeito de Venda Nova do
Imigrante. Além disso, Dalton acrescentou que a associação continuará fazendo a interlocução junto aos governos federal e estadual, principalmente no que diz respeito à reconstrução dos municípios atingidos pela chuva. “Faremos um diálogo com os órgãos de controle, como Tribunal de Contas e Ministério Público, para buscar uma flexibilidade na atuação neste momento de crise”, anuncia Dalton. (LM)
15 Política
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Atendendo estratégia de Hartung, PMDB da região Sul exige candidatura própria O ex-governador movimenta-se dentro e fora do partido para disputar o Governo do Estado Foto: Leandro Moreira
por Leandro Moreira
A
lguns diretórios municipais sulinos exigiram da exe cutiva estadual do PMDB uma candidatura própria para o governo do Estado. A oportunidade surgiu na residência do ex-prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, Roberto Valadão, na última quarta-feira e contou com a presença de lideranças da região e do ex-prefeito de Linhares, Guerino Zanon, que representou a estadual. Os discursos dos filiados foram firmes em relação ao posicionamento da sigla diante do cenário eleitoral estadual. Atualmente, o PMDB faz parte base aliada do governador Renato Casagrande (PSB), que faz parte da unidade política criada pelo ex-governador Paulo Hartung (PMDB). Mas pelo andamento da carruagem, os peemedebistas parecem querer o rompimento político. “O PMDB de Cachoeiro de Itapemirim é manda-brasa. Não aceitamos ninguém em cima do muro. Queremos o empoderamento do partido e situações para sermos ouvidos. A candidatura própria é o nosso foco”, disse a presidente do diretório cachoeirense Elisete de Paulo Pires. Na verdade, não houve partidário que discordou desta linha de posicionamento. Guerino Zanon saiu da casa de Valadão com muitas anotações de cobranças, porém manifestou sentimento semelhante aos dos presentes, já
Roberto Valadão e Guerino Zanon passam a ser peças fundamentais no projeto de candidatura própria que o desfecho não depende dele. (Guerino estava representando o deputado federal Lelo Coimbra, presidente estadual da sigla). “Escolhemos Cachoeiro para iniciar este discurso sobre candidatura porque
Valadão, histórico e atuante no PMDB, sempre defendeu candidatura própria para o partido. A minha vontade, também, é que chegue o momento de o partido apresentar o nosso candidato”, disse Guerino.
Va l a d ã o f o i p o n t u a l . “Temos nomes para concorrer a todos os cargos. Para mim, a lógica é que todos os partidos apresentem nomes para a avaliação popular. A sigla que não coloca candidatos está sujeita a minguar”.
Orientação de Hartung Visivelmente orientado pela executiva estadual e pelo próprio ex-governador Paulo Hartung que articula a possibilidade de candidatar-se novamente, Guerino Zanon anunciou que a definição ocorrerá ainda em abril. “Os apressados diziam que o PMDB estava atrasado em se manifestar politica-
mente. Tenho certeza que estamos agindo no tempo certo, e ouvindo toda a base antes da definição”. Os próximos encontros do partido serão nos municípios do Caparaó e demais regiões capixabas. Presença No encontro, estive-
ram presentes o prefeito de Jerônimo Monteiro, Sebastião Fosse, o Batok; e os ex-prefeitos de Vargem Alta, Elieser Rabello; de M a r a t a í z e s , To n i n h o Bittencourt; de Bom Jesus, Pedro Chaves; e de Mimoso do Sul, Angelo Guarçoni, o Giló; entre outras autoridades representadas.
Humberto e Ronaldo Hugo e Thiago
Banda Lex
Luthor
AtrAções
De 02 a 06/04
soLeniDADes 03/04 - QuintA-feirA
02/04 - QuArtA-feirA
05/04 - sábADo
22h - Lauriano e Gabriel 23h30 - ruam Marques
23h - Humberto e ronaldo 00h30 - Marcelinho rodrigues
18h - entrega do título de Cidadão Kennedense, na Câmara Municipal
03/04 - QuintA-feirA
06/04 - DoMinGo
04/04 - sextA-feirA
23h - banda Lex Luthor 00h30 - os Capixabas
22h - Alex Campanha 23h30 - Ginga forrozear
04/04 - sextA-feirA
15h - Desfile Cívico escolar 19h - Cantata do Jubileu Local: Praça Manoel fricks Jordão
05/04 - sábADo
23h - Hugo e thiago 00h30 - banda Gangbrasil
15h - Missa no santuário nossa senhora das neves
Rodeio com Tony Nascimento, de quinta a sábado, às 21h. Concurso Leiteiro todos os dias, das 6h às 22h. Parque de Exposições Afonso Costalonga Presidente
Kennedy
Vamos construir juntos.
P R E F E I T U R A