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Mariana Ximenes interpreta a maldosa Gilda em ‘Amor Perfeito’

Por Raquel Rodrigues Ag Ncia Estado

Ana Cecília Costa passa da comédia ao drama interpretando a Verônica de ‘Amor Pearfeito’, novela das 18h da Globo. A secretária mantém um caso com o prefeito Anselmo (Paulo Betti) há mais de 20 anos e eles são pais de Júlio (Daniel Rangel). Embora ame o político, ela fica incomodada em ser a outra e já pediu, inúmeras vezes, que ele termine o casamento. No entanto, o homem asempre a enrola, dizendo que a esposa, Cândida (Zezé Polessa), não aguentaria lidar com a descoberta da traição.

“Verônica é uma mulher fogosa. Ela não deixa de viver. É muito sensual, calorosa, afetuosa e baiana. A gente faz pesquisa, mas cria a personagem com todo o trabalho de caracterização e gravando as cenas. Gosto de novela de época, de me colocar na forma como se opera uma pessoa daquele tempo. O filho representa o núcleo afetivo dela”, afirma.

Para manter o relacionamento escondido, Verônica inventou que é viúva. Assim, afasta a curiosidade das pessoas e até de Júlio. Quando o advogado pergunta pelo pai, a personagem diz que ele morreu de uma doença grave no período em que o rapaz era um bebê e que perdeu todas as fotos dele em uma enchente

“Nas situações sociais da década de 1940, a imagem que se constrói é de que ela tem um hominho do lado.

Verônica tem uma figura masculina para defendê-la, protegê-la. Mesmo que seja forte e guerreira, está dentro de uma sociedade altamente machista, que naturaliza as relações extraconjugais”, comenta.

No folhetim, Júlio desconfia do caso entre a mãe e Anselmo. Porém, o amigo de Marê (Camila Queiroz) não imagina que o prefeito é, na verdade, seu pai. Enquanto mente, Verônica pensa em engatar um romance com Érico (Carmo Dalla Vecchia), que quer se casar com a secretária a fim de esconder que se interessa por homens.

“Acho bonito a coragem dessa mulher de estar vivendo a sexuali- dade dela, com a idade que tem. É diferente de outras mães que interpretei. Enfim, isso será um conflito mais adiante, quando Júlio vier a descobrir a paternidade e que a mãe tem um amante. Esse sentimento de viver um amor clandestino fica muito presente em cenas de grandes eventos”, relata.

Sentindo-se culpada, Verônica confessou a Frei Severo (Babu Santana) sobre o que vive com Anselmo, em busca de aconselhamento. Afinal, a moça é próxima da primeira-dama e se constrange sempre que precisa interagir com Cândida. No futuro, porém, além da própria consciência, ela terá de lidar com o julgamento de Júlio e da sociedade. “Estou criando uma relação afetuosa que se mescla com o fato de Júlio ser filho e, ao mesmo tempo, o homem da casa. Não conhecia o Daniel (Rangel) e tem sido maravilhoso contracenarmos. Verônica tem um espectro imenso que passa por vários matizes”, conclui.

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