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Bárbara Reis vive o ápice da carreira como Aline em ‘Terra e Paixão’
Por Raquel Rodrigues Ag Ncia Estado
Barbara Reis vive o ápice da carreira, até o momento, como a batalhadora Aline de ‘Terra e Paixão’, novela das 21h da Globo. A atriz vem do êxito com a vilã Débora de ‘Todas as Flores’, disponível no Globoplay. Depois de uma série de testes, conquistou o posto de heroína do folhetim de Walcyr Carrasco. A artista vê esse fato como o reconhecimento do trabalho e dedicação à profissão.
“É um acontecimento artístico que eu jamais poderia imaginar: atuar em uma novela de sucesso no streaming e em outra, na televisão aberta, como protagonista. Tem diferença, sim, entre as duas. Só que mais pelo ritmo de gravação, em termos técnicos do dia a dia. Como mocinha, tem sido corrido e gratificante. Fui chamada para a seleção da Aline quando ainda finalizava ‘Todas as Flores’”, lembra.
Aline é professora, mas herda as terras do marido, Samuel (Ítalo Martins), após o homem ser assassinado. Então, decide se tornar uma produtora rural, a fim de bater de frente com o inimigo, o fazendeiro Antônio La Selva (Tony Ramos), que deseja tomar a propriedade dela.
Porém, no meio dessa briga, os dois filhos dele, Caio (Cauã Reymond) e Daniel (Joh-nny Massaro), se apaixonam pela jovem. Além disso, ela também cati-va o afeto de Jonatas (Paulo Lessa), primo de Samuel.
“Não é poliamor, é um quadrado amoroso! Mas, na verdade, ela não se relaciona com todos; são possibilidades. O Walcyr (Carrasco) escreve dessa forma: abre janelas para que coisas aconteçam. O relacionamento que ela tem é com o Daniel. Se os outros também serão pares, só o autor pode responder”, sinaliza.
Barbara não buscou referências em mulheres reais e nem na ficção. De acordo com a intérprete, ela construiu a personagem do zero, usando os próprios sentimentos e o que o autor escreveu como guia.
A atriz acredita que poderia se sentir engessada, caso olhasse algo que já existisse. Durante a prepara- ção, quis focar em se aproximar do universo do agronegócio e do sotaque do Mato Grosso Sul, estado em que ‘Terra e Paixão’ é ambientada.
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“Estou aprendendo com a Aline essa questão da lida com o mundo rural. Ouvi podcasts e vi vídeos sobre tecnologia e quais máquinas são utilizadas. Tentei entender a respeito do período de colheita do milho e da soja. Me interessei por esse aspecto e pelo sotaque. Quis saber melhor o ‘S’ e o ‘R’ de lá”, relata.
Natural do Rio de Janeiro, Barbara estreou na televisão na primeira fase de ‘Velho Chico’ (Globo, 2016), como Doninha. De lá pra cá, emendou projetos e, aos poucos, foi ganhando mais espaço na teledramaturgia. A artista esteve em produções como a minissérie ‘Dois Irmãos’ (Globo, 2017), a supersérie ‘Os Dias Eram Assim’ (Globo, 2017), a série ‘Impuros’ (Fox Premium, 2018 a 2019) e em duas temporadas de ‘Sob Pressão’ (Globo, 2021 a 2022). Além disso, fez parte das novelas ‘Jesus’ (Record, 2018 a 2019), ‘Éramos Seis’ (Globo, 2019 a 2020) e ‘Todas as Flores’ (Globoplay, 2022 a 2023). Aos 33 anos, sente-se pronta para a nova empreitada.
“Ocupar essa posição tem um peso. Sempre fui uma mulher muito discreta com a minha vida pessoal e vou continuar assim. Entendo o interesse maior agora, mas vou tentar manter ela guardada só para mim. As pessoas têm a expectativa de falar comigo e me sinto feliz, porque é um interesse mútuo. Eu também quero compartilhar minhas impressões sobre o trabalho”, afirma.
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Como a rotina de gravação é mais intensa do que em produções anteriores, Barbara sabe que precisa abrir mão de algumas coisas para dar conta da demanda que Aline exige. Mesmo assim, reforça que faz questão de passar um tempo de qualidade com a família e também ao lado do noivo, Raphael Najan
“A carga horária é algo que eu sempre pensava se daria conta, mas estou conseguindo. Bate uma ansiedade, mas confio no que faço. Sou muito segura do que construí da Aline. Não tenho medo de não ser aceita”, conclui.