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Glória Pires é a vilã Irene na novela ‘Terra e Paixão’ da

Por Raquel Rodrigues Ag Ncia Estado

Gloria Pires encara Irene, de ‘Terra e Paixão’, como uma vilã diferente de todas as outras que interpretou em seus mais de 50 anos de carreira. No folhetim de Walcyr Carrasco, a esposa de Antônio La Selva (Tony Ramos) quer que os filhos Daniel (Johnny Massaro) e Petra (Debora Ozório) sejam os sucessores do pai em vez do enteado, Caio (Cauã Reymond). A troca de farpas dentro da família é constante e a tensão só vai aumentar por conta dos segredos do passado que ela guarda

“A Irene é uma pessoa que galgou esse lugar em que ela se encontra. Talvez, no decorrer da novela, a gente entenda, mas a personagem não está disposta a perder nenhum milímetro do que conquistou, provavelmente, a duras penas. Isso traz uma dualidade muito legal para essa mulher, que é uma peste. Vai perseguir algumas pessoas e infernizar a vida até de quem ela ama”, afirma. Segundo a intérprete, Irene está comprometida com a manutenção do status dela e da família na sociedade. A mulher é conivente com as maldades do marido e tem se preocupado com a paixão de Daniel por Aline (Barbara Reis). Na visão da antagonista, o par ideal do herdeiro é a mimada Graça (Agatha Moreira), pois a moça se enquadra no perfil de esposa de um La Selva.

“O público pode esperar muitas reviravoltas. Walcyr (Carrasco) trabalha com isso de uma forma interessante. Quando leio os capítulos, sou pega de surpresa o tempo todo com pequenas frases, coisinhas que ele solta e a gente vai imaginando o que vem por aí. É um folhetim que reafirma todas as qualidades do gênero”, acredita.

Em ‘Terra e Paixão’, Gloria repete a parceira de sucesso com Tony Ramos. Os atores estiveram juntos em ‘Belíssima’ (2005), ‘Paraíso Tropical’ (2007) e ‘Guerra dos Sexos’ (2012), além do cinema, nos dois filmes da franquia ‘Se Eu Fosse Você’ (2006 e 2009). De acordo com a atriz, ter o amigo em cena deixa o clima nos bastidores mais leve, o que contribui positivamente para o resultado das cenas.

“É um prazer estar com ele de novo. Além do Tony ser esse ator fantástico e um colega generoso, ele também tem um humor maravilhoso. Vem com brincadeiras que levantam o astral de todo mundo. Está sendo uma delícia dividir essas maldades com ele, que tem se superado. Tenho muita gratidão por esse reencontro”, ressalta.

A atriz completará 60 anos em agosto e tem avaliado com sabedoria a passagem do tempo. Por ter começado a carreira na televisão muito jovem, ela conta que sempre se sentiu mais velha do que realmente era. Aos 5 anos de idade, a profissional deu início à trajetória artística na abertura da novela ‘A Pequena Órfã’ (1968), transmitida pela extinta TV Excelsior (1960-1970). A intérprete de Irene diz que antes de completar 50 anos não se sentia adequada à sua idade, mas que a experiência deu a ela plenitude. Por isso, não busca tanto a aprovação dos outros e se valoriza mais.

“Acho que os meus 60 estão muito melhores do que os meus 30. Isso é de verdade. Porque tem uma coisa que você só consegue com a experiência, que é se enxergar, se abraçar, entender o caminho que te trouxe até aqui. Tantas coisas que a gente precisa abrir mão, mas também quantas outras que caíram no meu colo. Estou aproveitando cada minuto”, confessa.

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