Outubro 2018
Informe EconĂ´mico
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Consult Consultoria Financeira
Informe Econômico
Consult Consultoria Financeira
A Consult - Consultoria Financeira foi criada em 2015, como uma unidade empresarial para desenvolver atividades de consultoria financeira pessoal e empresarial assim como: planejamento, orçamento e controle financeiro; investigação, estudo e análise na área da economia, probabilidade, estatística e suas aplicações, em domínios de intervenção multidisciplinar em áreas como a finanças, contabilidade e economia e estatística.
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INFORME ECONÔMICO Publicação da Consult - Consultoria Financeira
EDITOR – José Henrique da Silva Júnior A Consult - Consultoria Financeira tem como missão produzir e compartilhar conhecimentos na área de finanças pessoais e empresariais, contribuindo para o desenvolvimento de uma sociedade do conhecimento.
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M ensagem dos editores Estamos publicando mais uma edição do Informe econômico da Consult - Consultoria Financeira. Esta publicação destina-se divulgar a repercussão das questões econômicas na mídia em geral ou em opiniões, comentários relevantes de terceiros, sobre temas pertinentes, não revelando a opinião do editor. Com periodicidade mensal, esse Informativo contempla, entre outros, análises atualizadas de temas como a conjuntura econômica internacional e nacional, considerando os principais indicadores econômicos, de mercado e cotações, estatísticas e projeções. Ele é organizado pelas seguintes seções: conjuntura econômica, atividade econômica; emprego; juros; câmbio; crédito; inflação; investimento; indústria, entre outros. Na seção relativa ao Sistema de Preços são apresentadas informações relativas ao consumo. São apresentados dados e informações econômicas de caráter nacional e municipal, nesse caso tendo como área de abrangência o município de Belo Horizonte. São os preços e índices de preços ao consumidor, o custo de vida, o custo da Cesta Básica Nacional e a Cesta Básica da Consult, a inflação oficial medida pelo IPCA/IBGE e a inflação medida pela Consult. Os valores da inflação e o Custo da Cesta Básica, medidos pela Consult, mensuraram o real poder de compra da população, em determinado período de tempo, no atendimento de suas necessidades de alimentação, moradia, educação, vestuário, transporte, higiene pessoal e limpeza doméstica, entre outros, durante um mês de referência. Os dados disponibilizados são de uso público.
Apresentação O Informe Econômico da Consult Consultoria Financeira, é uma publicação destinada a divulgar e repercutir e transcrever as questões econômicas publicadas na mídia em geral ou opiniões, comentários relevantes de terceiros sobre temas pertinentes, não revelando a opinião do editor. Segundo a estimativa de instituições financeiras a inflação este ano subiu. De acordo com pesquisa do Banco Central (BC), divulgada dia 08/10, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ficar em 4,40%. Na semana passada, a projeção estava em 4,30%. Para 2019, a projeção da inflação permaneceu em 4,20%. Para 2020, a estimativa segue em 4% e, para 2021, passou de 3,97% para 3,95%. Não mostrou alteração no cenário para a moeda norte-americana em 2018 e 2019. A mediana das expectativas para o câmbio no fim deste ano seguiu em R$ 3,89, como na semana passada, ante os R$ 3,80 verificados há um mês. A expectativa de alta para o PIB este ano caiu de 1,35% para 1,34%. Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 1,40%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB de 2,50%, igual ao visto quatro semanas atrás. A projeção para a alta da produção industrial em 2018 passou de 2,78% para 2,72%. Há um mês, estava em 2,26%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 3,00%, ante 2,82% de quatro semanas antes.
Focus - Relatório de mercado - Banco Central O Boletim Focus é um relatório de expectativas de mercado publicado semanalmente com as previsões de cerca de 100 (cem) analistas financeiros sobre diversos indicadores da economia brasileira. Na manhã do dia 17 de Setembro de 2018, o Banco Central do Brasil (BC) divulgou a trigésima sétima edição de 2018 do Boletim Focus, relatório de mercado publicado semanalmente com as previsões de cerca de 100 (cem) analistas financeiros sobre diversos indicadores da economia brasileira. De acordo com o Boletim Focus, os principais economistas em atuação no país pioraram suas projeções para 2018. Os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão para a inflação em outubro de 2018, de 0,37% para 0,39%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado pelo Banco Central. Um mês antes, o porcentual projetado estava em 0,30%. Para novembro, a projeção se manteve em 0,30% e, para dezembro, permaneceu em 0,35%. Há um mês, os porcentuais também eram de 0,30% e 0,35%, nessa ordem. No Focus desta segunda-feira, 8, a inflação suavizada para os próximos 12 meses foi de 4,01% para 4,04% de uma semana para outra - há um mês, estava em 3,89%. A expectativa de alta para o PIB este ano caiu de 1,35% para 1,34%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 8, pelo Banco Central. Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 1,40%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB de 2,50%, igual ao visto quatro semanas atrás. Há duas semanas, o BC reduziu sua projeção para o PIB em 2018, de 1,6% para 1,4%. Além disso, anunciou pela primeira vez sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 2,4%. As atualizações foram feitas por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI). No relatório Focus desta segunda, a projeção para a alta da produção industrial em 2018 passou de 2,78% para 2,72%. Há um mês, estava em 2,26%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 3,00%, ante 2,82% de quatro semanas antes. A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 se manteve em 54,26%. Há um mês, estava em 54,20%. Para 2019, a expectativa passou de 57,95% para 57,85%, ante os 57,60% de um mês atrás.
Previsões Econômicas Conjuntura econômica Conforme a Carta de Conjuntura IPEA o desempenho da economia no terceiro trimestre vem se caracterizando pelo aumento da instabilidade no mercado financeiro combinado com a continuidade do lento processo de recuperação da atividade econômica. Na comparação com o segundo trimestre, a evolução do PIB apresenta alguma aceleração (crescimento com ajuste sazonal de 1,1%), mas esta aceleração na margem ocorre após o agudo choque de oferta adverso causado pela greve dos caminhoneiros, devendo-se, assim, em grande medida, à fraca base de comparação. O aumento da instabilidade, por sua vez, vem sendo causado por uma série de fatores domésticos e externos. No front externo, o cenário revela-se menos favorável às economias emergentes, devido ao processo de normalização da política monetária nos Estados Unidos, ao recrudescimento da guerra comercial promovida pelo governo Trump e aos episódios envolvendo Turquia e Argentina, cujas moedas desvalorizaram fortemente, contribuindo para aumentar a percepção de risco no mercado internacional. No âmbito doméstico, as incertezas associadas ao período eleitoral, em um quadro fiscal ainda marcado por desajuste estrutural significativo, têm provocado o aumento dos prêmios de risco e o aperto das condições financeiras, afetando de forma negativa as decisões de investimento e consumo dos agentes econômicos. A relativamente baixa taxa de crescimento esperada para este ano (1,6%) e a elevada volatilidade macroeconômica derivam das mesmas fragilidades estruturais da economia: estagnação da produtividade e desequilíbrio fiscal. No curto prazo, o efeito negativo da baixa produtividade sobre as taxas de crescimento tende a ser minimizado pela capacidade ociosa ainda existente na economia – dado o elevado hiato de produto observado (3,7%, de acordo com o Indicador Ipea), é possível projetar uma retomada mais forte da economia no próximo ano sem pressões inflacionárias significativas. O desequilíbrio fiscal, em contrapartida, ao colocar a dívida pública em trajetória de alta não sustentável, tem gerado incertezas que afetam as decisões de investimento e consumo de mais longo prazo e aumentam o risco financeiro percebido pelos investidores. Este é, de longe, o principal fator interno de risco para o cenário traçado nas previsões apresentadas.
Atividade econômica
Segundo o IPEA o comportamento dos indicadores de atividade ao longo dos últimos meses tem exibido um elevado grau de volatilidade, resquício da paralização dos caminhoneiros ocorrida ao final de maio, e cujos efeitos contribuíram para reduzir ainda mais o ritmo de recuperação da economia brasileira – que já estava sendo afetada pela piora do cenário internacional e pelas incertezas do quadro eleitoral interno. Embora a maioria dos setores afetados tenha apresentado uma rápida recuperação, seu desempenho recente tem sido marcado pela instabilidade. Como exemplo desse comportamento, com base nos dados da Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF), medida pelo IBGE, o tombo de 10,9% verificado na indústria entre os meses de abril e maio, na comparação livre de influências sazonais, foi mais que compensado no período seguinte, quando a produção registrou alta de 12,9%. Após permanecer praticamente estável em julho (queda de 0,2%), o Ipea prevê uma alta de 0,9% para o resultado de agosto. Em termos interanuais, o crescimento seria de 3,5%. Como destacado anteriormente, o hiato do produto atualizado até o segundo trimestre de 2018 indica que o PIB encotra-se 3,7% abaixo de seu potencial. As previsões de produto potencial feitas com base no cenário delineado para 2018 e 2019 mostram que, mesmo com a aceleração do crescimento, o PIB ainda chegaria ao final de 2018 abaixo de seu potencial e terminaria 2019 com um hiato aproximando-se de zero. É importante ressaltar, no entanto, que essas previsões de hiato apresentam um grau elevado de incerteza, pois pode acumular erros de previsão de duas variáveis (PIB e Produto Potencial).
Inflação
Segundo o IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de setembro variou 0,48%, acima da taxa de -0,09% registrada em agosto. Este resultado é o maior para um mês de setembro desde 2015, quando o IPCA registrou 0,54%. O acumulado no ano ficou em 3,34%, acima do 1,78% registrado em igual período do ano passado. Na ótica dos últimos doze meses, o índice ficou em 4,53%, acima dos 4,19% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em setembro de 2017, a taxa atingiu 0,16%. O material de apoio do IPCA está à direita desta página.
Emprego
De acordo com o IPEA, No último trimestre, o mercado de trabalho manteve uma trajetória de lenta recuperação, refletindo o baixo dinamismo da economia brasileira. Nota-se ainda que, embora apresente um recuo da taxa de desemprego e uma aceleração de rendimentos reais, o cenário de emprego no país vem se deteriorando em alguns aspectos. De forma geral, a queda da desocupação não ocorreu por conta da expansão da população ocupada (PO), e sim devido à retração da força de trabalho. Pelo corte etário, percebe-se que o maior recuo do desemprego aconteceu no conjunto dos trabalhadores com idade entre 18 e 24 anos, cuja taxa caiu de 27,3% (segundo trimestre de 2017) para 26,6% (segundo trimestre de 2018) – de acordo com os microdados extraídos da PNAD Contínua do IBGE. Entretanto, nesse mesmo período, o contingente de jovens ocupados recuou 0,8%, enquanto a população economicamente ativa (PEA) caiu 1,6%. Na abertura por escolaridade, os dados do segundo trimestre de 2018 mostram que, na comparação interanual, as maiores retrações do desemprego ocorreram nos grupos de trabalhadores com o ensino fundamental incompleto e completo, justamente os que apresentaram recuo da ocupação (-3,0% e 2,9%, respectivamente), ainda que em ritmo inferior ao observado na PEA (-3,6% e -4,4%).
À exceção dos grupos Vestuário (-0,02%) e Comunicação (-0,07%), os demais apresentaram variação positiva nos níveis de preços de agosto para setembro. Respondendo por cerca de 43% das despesas das famílias, os grupos Alimentação e bebidas e Transportes, que em agosto apresentaram deflação, -0,34% e -1,22%, respectivamente, em setembro apresentaram altas de 0,10% e 1,69%. Segundo a Itaú/BBA, a projeção preliminar para o IPCA de outubro aponta variação de 0,53%, com a taxa em 12 meses subindo para 4,6%
Juros De acordo com a Anefac, mesmo o Banco Central ter mantida inalterada a taxa básica de juros (Selic) em sua ultima reunião do COPOM as taxas de juros das operações de crédito voltaram a ser reduzidas em setembro/2018, sendo esta a sétima redução consecutiva. As taxas de juros vinham em um longo período de redução quando em fevereiro/2018 voltaram a ser elevadas interrompendo este longo ciclo de reduções. Estas reduções podem ser atribuídas aos fatores abaixo: . Redução dos depósitos compulsórios promovida pelo Banco Central e que entraram em vigor em abril/2018; . Melhora do cenário econômico com crescimento da economia o que reduz o risco da inadimplência. . Taxas de juros e spreads em patamares elevados possibilitando redução das mesmas mesmo com a manutenção da SELIC. Das seis linhas de crédito pesquisadas, todas foram reduzidas no mês. A taxa de juros média geral para pessoa física apresentou uma redução de 0,03 ponto percentual no mês (0,75 pontos percentuais no ano) correspondente a uma redução de 0,43% no mês (0,61% em doze meses) passando a mesma de 6,94% ao mês (123,71% ao ano) em agosto/2018 para 6,91% ao mês (122,96% ao ano) em setembro/2018 sendo esta a menor taxa de juros desde maio/2015. Veja abaixo, taxas de juros praticadas no Brasil, no mês de setembro:
Continua na coluna ao lado.
Juros Juros do Comércio Houve uma redução de 0,38%, passando a taxa de 5,20% ao mês (83,73% ao ano) em agosto/2018, para 5,18% ao mês (83,31% ao ano) em setembro/2018. A taxa deste mês é a menor desde abril/2015 (5,16% ao mês – 82,90% ao ano). Cartão de crédito Houve uma redução de 0,34%, passando a taxa de 11,78% ao mês (280,51% ao ano) em agosto/2018, para 11,74% ao mês (278,88% ao ano) em setembro/2018. A taxa deste mês é a menor desde fevereiro/2015 (11,67% ao mês – 276,04% ao ano). Cheque Especial Houve uma redução de 0,34%, passando a taxa de 11,86% ao mês (283,79% ao ano) em agosto/2018, para 11,82% ao mês (282,15% ao ano) em setembro/2018. A taxa deste mês é a menor desde junho/2016 (11,02% ao mês – 250,60% ao ano). CDC – Bancos Financiamento de automóveis Houve uma redução de 1,09%, passando a taxa de 1,83% ao mês (24,31% ao ano) em agosto/2018, para 1,81% ao mês (24,02% ao ano) em setembro/2018. A taxa deste mês é a menor desde outubro/2014 (1,80% ao mês – 23,87% ao ano). Empréstimo Pessoal Bancos Houve uma redução de 0,51%, passando a taxa de juros de 3,93% ao mês (58,81% ao ano) em agosto/2018, para 3,91% ao mês (58,45% ao ano) em setembro/2018. A taxa deste mês é a menor desde fevereiro/2015 (3,90% ao mês – 58,27% ao ano). Empréstimo Pessoal Financeiras Houve uma redução de 0,28%, passando a taxa de juros de 7,02% ao mês (125,72% ao ano) em agosto/2018, para 7,00% ao mês (125,22% ao ano) em setembro/2018. A taxa deste mês é a menor desde julho/2013 (6,99% ao mês – 124,97% ao ano). Taxa Média Pessoa Física Houve uma redução de 0,43%, passando a taxa de juros de 6,94% ao mês (123,71% ao ano) em agosto/2018, para 6,91% ao mês (122,96% ao ano) em setembro/2018. A taxa deste mês é a menor desde maio/2015 (6,87% ao mês – 121,96% ao ano). Crediário de Loja Dos 12 segmentos pesquisados, todos reduziram suas taxas de juros no mês.
Câmbio
Previsões Internacionais
Segundo a Itaú BBA, Real volta a ficar abaixo de 4,00 Em semana de forte apreciação, taxa de câmbio encerrou cotada a 3,84 No final da semana, a divulgação de dados de trabalho dos EUA mais fracos que o esperado favoreceu ativos de emergentes.
De acordo com o IPEA, a guerra comercial entre Estados Unidos e China alcançou um novo patamar em setembro, quando o presidente Donald Trump anunciou a imposição de tarifas sobre US$ 200 bilhões de produtos importados da China. Com essa nova escalada, já é possível esperar efeitos negativos bastante significativos sobre o comércio mundial. Em primeiro lugar, porque boa parte dos produtos exportados pela China para os Estados Unidos contém parcela bastante elevada de insumos produzidos em diversos outros países, que também serão afetados indiretamente. Segundo, porque essas tarifas provocarão uma elevação dos preços dos produtos afetados no mercado doméstico norte-americano, com redução do consumo.
A moeda brasileira acumulou forte apreciação, voltando a ser negociada abaixo dos 4,00 reais por dólar. Com desempenho melhor que o de moedas pares, o real terminou a sexta-feira cotado a 3,84. Banco Central não atuou no mercado cambial na última semana. Na semana passada, a autoridade monetária não ofertou contratos adicionais de swap nem realizou leilões de linha, realizando apenas a rolagem dos contratos vincendos em novembro. O estoque de swaps cambiais encontra-se hoje em US$ 69 bi. Fluxo cambial negativo em setembro. O fluxo cambial foi negativo em US$ 6,1 bilhões no mês, pressionado por saídas do financeiro. Ao todo, foram registradas saídas US$ 6,7 bilhões do financeiro e entradas de US$ 596 milhões do comercial. Sem novas emissões no exterior na última semana. Não foram registradas emissões de títulos de empresas brasileiras no exterior na semana passada. Em 2018, as captações no exterior já somam US$ 16,6 bilhões (Gráfico 9 e tabela). Fluxo estrangeiro negativo em outubro. O fluxo estrangeiro para o mercado acionário está negativo em US$ 1,1 bilhão no mês, com entradas de US$ 204 milhões do mercado à vista e saídas de US$ 1,3 bilhão do mercado futuro. (Gráfico 10). Investidores estrangeiros aumentam posição em dólar futuro Investidores não-residentes aumentaram em US$ 10,8 bilhões suas posições em dólar futuro. Posições de investidores estrangeiros, bancos e investidores institucionais em derivativos (dólar futuro, cupom cambial e swaps) somam US$ 38,1 bi, US$ 12,5 bi e US$ 16,2 bi, respectivamente. Para o Bradesco, a taxa de câmbio deverá chegar a R$/US$ 3,60 no final do ano. Levantou-se os principais impactos desse patamar mais depreciado da moeda brasileira sobre os principais setores econômicos. O setor mais beneficiado pela depreciação cambial parece ser a agricultura.
Para o IPEA. os índices amplos de preços de commodities do Banco Mundial, até agosto, mostram um movimento recente de queda nos preços de produtos agrícolas e minérios e metais. A queda nas commodities ligadas à energia, no entanto, não capta o movimento de alta do preço do petróleo ocorrido em setembro, e que o levou a mais de US$ 80/barril. Os dados recentes de atividade econômica seguem mostrando uma economia aquecida nos Estados Unidos, recuperação do crescimento no Japão e desaceleração na Área do Euro (AE). Na China, os sinais recentes também apontam para uma certa desaceleração, principalmente dos investimentos, movimento que pode estar relacionado ao esforço da política econômica no sentido de reduzir o excesso de endividamento acumulado nos últimos dez anos.
SISTEMA DE ÍNDICES, PREÇOS E CUSTOS
O Sistema de Índices de Preços ao Consumidor da Consult divulga a produção contínua e sistemática de índices de preços ao consumidor do IBGE IPCA e da cesta básica do DIEESE, bem como o índice de preço ao consumidor IPC e da Cesta básica da Consult, que tem como unidade de coleta estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços, concessionária de serviços públicos e domicílios, estabelecidos no município de Belo Horizonte. Todas estatísticas baseiam-se em dados obtidos na pesquisa de preços de bens de consumo, realizada, mensalmente, pela nossa equipe de pesquisa de preços e, mensuraram o real poder de compra (custo de vida) que a comunidade de Belo Horizonte, em determinado período de tempo, no atendimento de suas necessidades de alimentação, higiene pessoal e limpeza doméstica, entre outros, durante um mês. Entende-se por custo de vida o total das despesas efetuadas para se manter certo padrão de vida, sendo o total dessas despesas referido à cesta mais barata dentre aquelas que refletem o mesmo padrão de vida. O padrão de vida de uma pessoa varia de acordo com o seu salário: quanto maior, melhor deverá ser o seu padrão de vida. Assim, é possível caracterizar o padrão de vida de uma pessoa pela quantidade de bens e serviços que ela consome, ou seja, pela sua cesta de compras. A cesta de compras de uma pessoa é formada pelo conjunto de mercadorias e respectivas quantidades que ela consome durante um certo período de tempo. Logo, uma cesta de compras reflete um padrão de vida. O Índice de Custo de Vida de uma pessoa mede a variação percentual que o seu salário deve sofrer de modo a permitir que ela mantenha o mesmo padrão de vida. O Índice de Preços ao Consumidor pode ser visto como uma aproximação do verdadeiro Índice de Custo de Vida, daí ser compreensível que seja popularmente chamado desta forma.
SISTEMA DE ÍNDICES, PREÇOS E CUSTOS AO CONSUMIDOR 1. INFLAÇÃO OFICIAL – IPCA/IBGE Segundo o IBGE, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de setembro variou 0,48%, acima da taxa de -0,09% registrada em agosto. Este resultado é o maior para um mês de setembro desde 2015, quando o IPCA registrou 0,54%. O acumulado no ano ficou em 3,34%, acima do 1,78% registrado em igual período do ano passado. Na ótica dos últimos doze meses, o índice ficou em 4,53%, acima dos 4,19% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em setembro de 2017, a taxa atingiu 0,16%. Veja abaixo diversos índices de inflação:
2. INFLAÇÃO CONSULT - IPC/CONSULT A inflação em Belo Horizonte, no mês de setembro, medida pelo Índice de preços ao consumidor IPC/Consult, registrou um aumento de 0,70 em relação ao mês agosto. Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 25 a 30 de setembro (referência) com os preços vigentes no período de 25 a 30 de agosto (base). O IPC/Consult é calculado pela Consult - Consultoria Financeira. Esse Índice mede a variação de preços (INFLAÇÃO) de um conjunto de bens e serviços de uma cesta básica, que representa as despesas e as necessidades médias de consumo habituais da população de Belo Horizonte. Foram pesquisados hábitos de consumo desses com alimentação, artigos de residência, habitação, transportes e comunicação, vestuário, saúde e cuidados pessoais e despesas pessoais, durante o período estabelecido.
3. CESTA BÁSICA NACIONAL A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos (PNCBA) é um levantamento contínuo dos preços de um conjunto de produtos alimentícios considerados essenciais. A PNCBA foi implantada em São Paulo em 1959, a partir dos preços coletados para o cálculo do Índice de Custo de Vida (ICV), e ao longo dos anos, foi ampliada para 18 capitais Os itens básicos pesquisados foram definidos pelo Decreto Lei nº 399, de 30 de abril de 1938, que regulamentou o salário mínimo no Brasil e está vigente até os dias atuais. O Decreto determinou que a cesta de alimentos fosse composta por 13 produtos alimentícios em quantidades suficientes para garantir, durante um mês, o sustento e bem-estar de um trabalhador em idade adulta. Os bens e quantidades estipuladas foram diferenciados por região, de acordo com os hábitos alimentares locais.
4. CESTA BÁSICA NACIONAL - CONSULT Consult - Custo da cesta básica nacional VARIAÇÃO (%) ITEM
PRODUTO
UNIDADE QUANTIDADE Preço (R$)
1
Chã de dentro
kg
6,00
25,93
2
Batata Inglesa
kg
6,00
3,98
3
Feijão Carioquinha
kg
4,50
3,59
4
Pão Francês
kg
6,00
15,99
5
Açucar Cristal
kg
3,00
8,75
6
Farinha de Trigo
kg
1,50
2,75
7
Café moído
kg
0,60
9,87
8
Óleo de Soja
Unidade
1,00
9
Arroz
kg
10
Leite Pasteurizado
11
CUSTO (R$)
ACUMULADO
MENSAL
ANO
12 MESES
155,58 23,88 -
1,74 -
16,16 95,94
39,97 -
40,07 -
0,57
4,58
0,57
5,25 4,13 -
26,96 -
30,39 -
15,78
8,03 -
16,41 -
8,03
10,11 -
16,99
3,03
3,29
11,84 3,29
0,30 -
0,90 -
5,73
3,00
15,39
9,23
2,74 -
14,45 -
2,53
Litro
7,50
2,62
2,24 -
6,09
9,62
Manteiga
kg
0,75
16,3
19,65 24,45
1,94
6,61 -
12
Banana Caturra
kg
12,00
4,39
52,68
17,38
47,32
13
Tomate Santa Cruz
kg
9,00
4,48
40,32
12,56
63,50 -
0,22
462,40 -
0,88
7,39
4,46
TOTAL
0,25
3,25
8,13
302,02
59,84
Índice e variações do custo da cesta básica nacional Consult e do salário mínimo Agosto Variáveis
Cesta Básica
IPCA
Salário Mínimo
462,40
0,36
937,00
No mês
0,33
0,36
-
No ano
7,39
2,94
-
4,48
-
Valor (R$) Índice de Base Fixa (Set/16=100)
Variação (%)
12 meses
-
Relação entre o custo da cesta básica e o salário mínimo (%)
0,49
38,00
9,34 25,79
5. CESTA BÁSICA NACIONAL - DIEESE O preço do conjunto de alimentos essenciais caiu em 17 capitais, segundo dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). As reduções mais expressivas foram registradas em Porto Alegre (-3,50%), João Pessoa (-3,36%) e Salvador (-3,02%) e as variações positivas, em Florianópolis (3,86%), Manaus (1,41%) e Aracaju (0,01%). Veja o quadro abaixo:
A cesta mais cara foi a de São Paulo (R$ 432,81), seguida pela de Florianópolis (R$ 431,30), Porto Alegre (R$ 419,81) e Rio de Janeiro (R$ 417,05) 1 . Os menores valores médios foram observados em Salvador (R$ 311,92) e São Luís (R$ 329,42). Em 12 meses, entre agosto de 2017 e 2018, os preços médios da cesta caíram em 13 cidades, com destaque para as taxas de São Luís (-6,51%), Goiânia (-6,29%) e Salvador (-6,08%). Nas outras sete capitais, os valores médios aumentaram. As maiores altas foram as de Campo Grande (2,70%) e Cuiabá (2,57%). Nos primeiros oito meses de 2018, seis capitais acumularam taxa negativa, com destaque para Porto Alegre (-1,62%), Salvador (-1,49%) e São Luís (-1,41%); outras 14 mostraram aumento, com variações entre 0,49%, em Goiânia, e 3,79%, em Curitiba.
7. SALÁRIO MÍNIMO NOMINAL E NECESSÁRIO – DIEESE Com base na cesta mais cara, que, em agosto, foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em agosto de 2018, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3. 636,04, ou 3,81 vezes o salário mínimo nacional, de R$ 954,00.
SISTEMA DE INDICADORES ECONÔMICOS E DE MERCADO
8.
INDICADORES INDICADORES ECONÔMICOS DESCRIÇÃO
0,48%
IPCA - Variação no ano (IBGE)
3,34%
IPCA - Variação em 12 meses (IBGE)
4,53%
IGP-M - Variação no mês (FGV)
1,52%
IGP-M - Variação no ano (FGV)
8,29%
IGP-M - Variação em 12 meses (FGV) IGP-DI - Variação no mês (FGV) IGP-DI - Variação no ano (FGV) IGP-DI - Variação em 12 Meses (FGV)
10,04% 1,79% 8,54% 10,33%
CDI Over (Cetip)
6,40%
Poupança do Dia: 09/11/2018 (Bacen)
0,37%
Taxa de Juros Longo Prazo Ano (CMN)
9.
VARIAÇÃO (%)
IPCA - Variação no mês (IBGE)
6,98%
Desconto de Duplicata pré-fixada, PJ (Bacen)
28,93%
Capital de Giro, sup. 365 dias, flutuante, PF (Bacen)
15,16%
Meta da taxa Selic (Bacen)
6,50%
Taxa Selic Over (Bacen)
6,40%
Taxa Referencial - (Bacen)
0,00%
Taxa de Cheque Especial PF (Bacen)
10,35%
Taxa de Crédito Pessoal, PF (Bacen)
8,35%
Taxa de juros para aquisição de veículos, PF (Bacen)
1,62%
JUROS – ANEFAC
10. PREVISÕES ECONÔMICAS - ANBIMA
11. CÂMBIO CÂMBIO PAPEL REAL X DÓLAR BALCÃO REAL X DÓLAR TURISMO REAL X EURO DÓLAR X EURO IENE X DÓLAR IUAN CHINÊS X DÓLAR DÓLAR X LIBRA PESO ARGENTINO X DÓLAR PESO CHILENO X DÓLAR FRANCO SUÍÇO X DÓLAR DÓLAR X DÓLAR AUSTRALIANO DÓLAR CANADENSE X DÓLAR
DESCRIÇÃO Dólar Comercial em Real, Mercado (Valor Econômico) Dólar Turismo em Real, Mercado (Valor Econômico) Real em Euro, Oficial (Bacen) Dólar Americano em Euro, Oficial (Bacen) Iene em Dólar Americano, Oficial (Bacen) Iuan Chinês de Hong Kong em Dólar Americano, Oficial (Bacen) Dólar Americano em Libra Esterlina, Oficial (Bacen) Peso Argentino em Dólar Americano, Oficial (Bacen) Peso Chileno em Dólar Americano, Oficial (Bacen) Franco Suíço em Dólar Americano, Oficial (Bacen) Dólar Americano em Dólar Australiano, Oficial (Bacen) Dólar Canadense em Dólar Americano, Oficial (Bacen)
ÚLTIMO COMPRA 3,7568 3,7562 3,9163 3,6828 4,3283 4,3276 1,1542 1,1539 112,72 112,71 6,9265 6,9259 1,3205 1,3204 37,44 37,41 684,61 684,31 0,9911 0,9907 0,71 0,7099 1,2985 1,2981
VENDA 3,7573 3,9163 4,329 1,1542 112,72 6,9265 1,3205 37,44 684,61 0,9911 0,71 1,2985
12. PRINCIPAIS APLICAÇOES FINANCEIRAS - SETEMBRO
13. INSS
14. IMPOSTO DE RENDA