CIRCULAÇÃO: Abaeté, Biquinhas, Belo Horizonte, Curvelo, Felixlândia, João Pinheiro, Morada Nova de Minas, Paineiras, Pompéu, São Gonçalo do Abaeté e Três Marias.
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INFORMAÇÃO COM QUALIDADE E PROFISSIONALISMO
ANO 05 - NÚMERO 53 - 21 DE JANEIRO A 21 DE FEVEREIRO DE 2012
Proteja as Veredas!
Velas ao mar de Minas Três Maria tr a de vve ez no cir cuit o nacional da Cla sse La ser Mariass en entr tra circuit cuito Classe Laser
FOTOS: Welison Lourenço
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VELEJ AR ELEJAR
EM FAMÍLIA
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Programa Peixe V ivo resgata tradição do remo em canoas PÁGINA 07
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FOTO: Welison Lourenço
Muitos duvidaram da capacidade da prefeitura em preparar o município para receber o Campeonato Brasileiro de Barco à Vela. Também não era pra menos, os organizadores tiveram quase um ano inteiro para arrumar a cidade. Como no Brasil, criou-se o péssimo hábito de resolver quase tudo na última hora, aqui não foi diferente. Para se ater apenas à Praia Mar de Minas, um dia antes do campeonato, tinha muita gente trabalhando na construção dos banheiros na nova área de camping, dando uma retocada nos meios fios, além da rápida e paliativa operação tapa-buracos. Mesmo na correria, o terminal turístico da praia ficou muito bom e ainda recebeu ótimas atrações culturais. Que seja mantida a qualidade das exibições artísticas, pelo menos uma vez ao mês e a rigorosa manutenção do local. Agora é aprender com os erros, pois as reclamações dos nossos ilustres visitantes foram pertinentes. Taxistas chegaram a cobrar 50 reais para transportar um grupo de velejadores do centro ao Beira-rio. A falta de um roteiro turístico interno como passeios às cachoeiras, cerrado, fazendas e passagens de Guimarães Rosa desanimou alguns parentes dos competidores, que queriam conhecer melhor outros pontos turísticos. A arquitetura da cidade causou má impressão, uma turista chegou a dizer que "Se tivesse um conjunto urbano melhor, a cidade seria maravilhosa". Além das festinhas com convites à grande imprensa, que sequer sabemos se voltará algum dia. Tropeços que devem ser corrigidos a tempo. A cidade mostrou grande potencial náutico e turístico, é preciso mais planejamento e estrutura de qualidade. Demos um grande passo, que nos próximos eventos, de grande ou pequeno porte, os organizadores se atentem aos pequenos e decisivos detalhes.
Poderiam ser tantas, mas vamos ficar com o vôo do parapente sobre os velejadores. Enquanto os atletas aguardavam ventos melhores para mais uma regata, o cinegrafista Magnus sobrevoava a represa de Três Marias captando belas imagens do local.
FOTOS: Welison Lourenço
Aprender com os erros
I MAGEM
DO MÊS
E DITORIAL
Prefeito "Bem-te-vi", William Dornas - Pres. do Clube Náutivo e Ivelony Campos - Secretária de Administração Marcelo Micherif - Ex-assessor do Programa Peixe Vivo e Hallem Calmon - Div. de Esportes da Prefeitura
José Arnaldo, Wellisom Lourenço, Elias e Júnior "Urubu'
Aurelio Salles - Consultor de marketing, Jhonatas e Rafael Jardim da comunicação da Cemig
Secretário de Turismo Elias de Assis ouve as explicações do velejador Allan Godoy
Nossa amiga Érica Cotta contempla a vista do Iate Hotel Mangaba I
E XPEDIENTE Jornal Buriti Diretor de Jornalismo: Paulo Emílio Torga Bellardini Jornalista Responsável: Paulo Emílio Torga Bellardini - MG07665JP Proj. Gráfico e Editoração: Clebiane A. de Lima Endereço: Rua Pernambuco, 180 A - Centro Três Marias (MG) - CEP: 39205-000 Tel: (38) 3754-1237 jornalburiti@gmail.com Para anunciar ligue: (38) 3754-1237 ou 99997649 CNPJ: 05.459.023/0001-82 Impressão: Fumarc "Uma publicação da Speed Produções & Eventos Ltda." "Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores." O JORNAL BURITI autoriza a reprodução das reportagens desde que citada a fonte.
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Fotos e produções Contatos: 38-3754-4006 38-9100-4883 Facebook: Kennia Chaves Sete Lagoas e Manancial Estudio Sete Lagoas
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O mar de Minas é aqui
FOTOS: Paulo Emílio
Dur an oi a ccapit apit al nacional da vvela ela – cla sse La ser Duran antte uma semana, TTrrês Maria Mariass ffoi apital classe Laser
Mesmo com a escassez de vento, a represa de Três Marias teve este cenário durante todo o campeonato
PAULO EMÍLIO A cidade de Três Marias mostrou, mais uma vez, seu potencial para a prática de esportes náuticos. Um dos maiores desafios do município foi sediar o 38º Campeonato Brasileiro de Velas da Classe Laser, competição que reuniu cerca de 180
velejadores de 13 estados brasileiros. A solenidade de abertura aconteceu na quarta feira (19/01), mas foi no dia seguinte que os velejadores partiram para a disputa. No primeiro dia não houve regatas por falta de vento. Já na sexta (20/01) aconteceram duas regatas da classe Radial. No sábado, 22, mais uma
regata foi concluída e no domingo, com ventos melhores, mais três. Totalizando seis regatas da classe Radial. Vale lembrar que em regatas, a movimentação da água e as condições do vento são fundamentais. A classe Laser Radial contou com 104 atletas inscritos, dentre as categorias Sub 17, Sub 19, Sênior,
Pré-Master, Master, Grand Master e Great Grand Master. Na 4.7 foram 63 inscritos distribuídos nas mesmas categorias e na classe Standard, 90 atletas, só masculino. A variedade de categorias possibilita o encontro de gerações e mostra que a arte de velejar não tem idade. Garotos e garotas de 14 a 17 anos, muitos estreantes, velejam ao lado de experientes atletas com idade entre 60 e 70 anos. Nomes importantes da vela nacional estiveram reunidos em Três Marias. Assim como o vento, a competição é marcada por variações. Em lagos e represas, a expectativa parece maior. Os barcos ficam armados na praia e os velejadores à espera da autorização da comissão de regatas, que observa constantemente a direção e a intensidade dos ventos, para iniciar a disputa. A liderança se alterna a cada regata, a primeira colocação no primeiro dia não garante o título ao velejador. É preciso ser constante e pontuar menos. Isso mesmo, menos pontos significam boas posições. Ao final de todas as disputas, obedecido o mínimo de três regatas, a somatória dos pontos indica o vencedor. Um dos maiores desafios para os competidores foi mesmo a instabilidade do vento. A maioria acos-
tumada a velejar em águas litorâneas, onde o vento é mais forte e constante, teve que se adaptar às novas condições para garantir bons resultados. “Velejar em lagos e represas exige mais atenção e técnica do que no mar, onde prevalece o esforço físico”, comenta o paranaense Allan Godoy, líder do ranking brasileiro na classe Radial masculino. As mudanças foram suficientes para equilibrar o nível das disputas entre os favoritos. A calmaria dos ventos chegou a preocupar atletas e organizadores nos primeiros dias. “Em qualquer lugar isso acontece, até nas cidades do litoral, porém nas regiões mais afastadas do mar e situadas em meio a vales e serras, há pouca incidência de ventos”, explica o Secretário Nacional da Classe Laser, José Carlos Reis. Mesmo com a pouca incidência de ventos, comum nesta época do ano, o município ganha projeção nacional. “É uma exigência da classe que as competições aconteçam em janeiro, período em que nossos jovens velejadores estão em férias e antes dos mundiais”, explicou Reis. O mundial da classe radial acontece em março na Austrália e da Standard na Alemanha, em junho. Confira o resultado geral do campeonato em nosso site: www.jornalburit.com.br
Vence dor es da cla ssific aç ão g er al no encedor dore classific ssificaç ação ger eral ser 38º ccampeona ampeona asi leir o de V ela ampeonatto Br Bra sileir leiro Vela elass - La Laser Result omple ser sultaado ccomple ompletto no sit site (laser ser.or .org.br) e da ABCL (la .or g.br)
Standard - João Frattini Gonçalves Ramos (DF) - 11 pontos
4.7 - Maria Carolina Knudsen Boabaid (SC) - 54 pontos
Radial Masc. - Mario Mazzaferro (SC) - 23 pontos
Radial Fem. - Maria Altimira Hackerott (SP) - 93 pontos
4.7 - Gabriel Perugini Elstrodt (SP) - 6 pontos
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ESPOR TE SPORTE
EM FAMÍLIA
Nas competições de barcos à vela, a família tem um grande valor. Muitos competidores aprenderam a velejar com os pais ou avós. Novas promessas do esporte começam a surgir com sobrenomes já consagrados. É o caso de Nicholas Grael, filho do medalhista olímpico Lars Grael. Nicholas fez sua estréia na Classe Laser Radial em Três Marias, ficou em 18º no geral e terceiro colocado na categoria sub 17. Outro sobrenome que também se sobressai na lista de competidores é Frattini Ramos. O brasiliense João Ramos coleciona muitas vitórias na Classe Laser. No ranking nacional ocupa a nona posição e em Três Marias garantiu o primeiro lugar na categoria Master e nono na classificação geral. A esposa Rossana Stanizio Frattini Ramos também garantiu a primeira colocação na categoria Master Feminino. Bartira Ramos acompanhou as duas filhas na competição. Ana Sofia Barroso Frattini Ramos, 16 anos e Elisa Barroso Frattini Ramos, 14, a mais nova velejadora do campeonato. As sobrinhas de João Ramos começaram a velejar aos sete anos de idade. “Vamos ver se elas
chegam às olimpíadas”, diz a mãe, que faz companhia as filhas em todas as competições e as incentiva na prática da vela. Ela leva binóculos, filmadora e câmera fotográfica para registrar toda a movimentação de Ana Sofia e Elisa. Sobre Três Marias, Bartira só tem elogios, “fomos muito bem recebidos, gostamos muito desta cidade, parabenizo o secretário Elias e toda a organização do campeonato”, comenta. O jovem Guilherme Duque, 19 anos, de Salvador é irmão da velejadora Juliana Duque. Na disputa da classe Standard, ele conta que começou a velejar por acaso. “Fiz uma aula no clube da minha cidade e comecei a gostar do esporte. É muito importante participar das pequenas regatas em clubes e escolas de vela”, comenta. Apesar da forte tradição familiar, os experientes velejadores Carlos Aviz e Edvaldo Lopes afirmam que este paradigma já foi quebrado. Para eles, o surgimento das escolas de barco a vela, possibilita o acesso de crianças carentes ao esporte e já revela bons velejadores, em vários estados do país.
Veteranos da vela
Bartira Ramos mãe das velejadoras Elisa e Ana Sophia
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Elisa Ramos ficou em terceiro lugar na cat. Sub17
FOTOS: Paulo Emílio e Wellisom Lourenço
Paixão por navegar atravessa gerações
Guilherme Duque começou a velejar há cinco anos
O grande velejador João Ramos
Rossana Frattini Ramos
Nicholas Grael, ao centro, com amigos
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Município ganha repercussão Nacional Desta vez, boa parte da mídia voltou suas atenções para a cidade sede da competição. Bom para quem esteve presente. As equipes de jornalismo acompanharam, de perto, toda a movimentação durante os oito dias de campeonato. A cidade foi destaque em vários veículos impressos, emissoras de TV e rádio, portais de inter-
net e até uma equipe de produção audiovisual, que registrava cenas para um documentário. Os organizadores encararam o desafio de preparar a cidade para o maior e inédito evento esportivo já realizado nas águas do reservatório da Usina Hidrelétrica de Três Marias. Um sonho até então impossível, mas graças a Associação Bra-
sileira da Classe Laser (ABCL) junto com o poder público, empresas dispostas a contribuir para a popularização da vela no interior do estado, o município mineiro com cerca de 30 mil habitantes, se destaca nesta modalidade pouco conhecida dos brasileiros e que, por outro lado, rende grandes resultados em jogos olímpicos. Vele-
jadores consagrados e estreantes, jovens e veteranos se misturaram nas disputas das classes Radial, 4.7 e Standard para mostrar que a vela é um esporte ao alcance de todos. “O Campeonato Brasileiro da Classe Laser é, para Três Marias, como a Copa do Mundo para o Brasil”, comparou o prefeito Adair Divino da Silva (Bem-te-vi).
Jornalista Paulo Emílio entrevista o velejador pernambucano Oscar Barbosa
Prefeito Bem-te-vi concede entrevista à TV Rio de Pirapora
Secretário de Turismo Elias de Assis é entrevistado pela ESPN
Reportagem da Rede Globo entrevista participante do Tiro de Canoa
A realização do 38º Campeonato Brasileiro de Velas da Classe Laser em Três Marias se deve a um conjunto de fatores e pessoas, que se esforçaram para trazer a competição de alto nível ao município. Mérito também para os patrocinadores do evento, Cemig e Votorantim Metais. Pena que outras grandes empresas atuantes no município continuam obscuras e alheias aos acontecimentos. Desta vez valeu o envolvimento do poder público municipal, que cumpriu seu papel com dedicação e qualidade. Uma das pessoas que merece destaque é o Secretário Nacional da Classe Laser, José Carlos Reis. Durante
a solenidade de abertura do campeonato, Reis foi bastante aplaudido pelos velejadores que estavam presentes. Prova de que os dezesseis anos de dedicação à Associação Brasileira da Classe Laser (ABCL) valeram à pena. “Quero continuar por muito tempo”, avisa Reis, que demonstra vasto conhecimento do esporte e grande paixão pela vela. Paciência e atenção são características de José Carlos Reis. Para quem deseja se inteirar melhor sobre o assunto, Reis explica com tranqüilidade e detalhes o funcionamento do campeonato de velas. Junto com toda a equipe de organização, trabalha rápi-
do para divulgar os resultados e outras informações sobre o andamento da competição. Para o secretário, velejar bem em represas é fundamental. “Iatistas como Robert Scheidt e Lars Grael são exemplos de treinamento e domínio das técnicas em lagos e represas”, ressalta. Com 30 anos de serviços prestados à Companhia Energética do Paraná (Copel), José Carlos, hoje aposentado pela Companhia, conta que renasceu após um acidente, ocorrido há dezesseis anos, época em que acabara de adquirir um veleiro. “É uma história que eu ainda vou contar com detalhes em um livro”, anuncia.
FOTO: ´Welison Lourenço
Associação da classe Laser bem representada
José Carlos Reis
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Praia recebe bom público durante o campeonato FOTO: Welison Lourenço
Prefeitura trabalhou rápido nos últimos dias para melhorar estrutura do terminal turístico
as barracas de comidas e bebidas. "Esperávamos mais pessoas, mas este evento nos ajudou muito", comenta Cintia, uma das proprietárias da barraca Cachoeira do Guará, recém chegada da Espanha com o marido Luiz, que gostou do movimento, "acho que está bom sim, sábado foi o dia em que mais vendemos", completa o espanhol. Para o barraqueiro José de Moraes as vendas foram maiores durante a noite, "acho que melhorou, principalmente na organização", conclui. Os proprietários de hotéis e pousadas também comemoraram. "Duas semanas de hotel cheio é muito bom, acredito que não teremos esta taxa de ocupação superada neste ano", comenta Kerley Fernandes, dono de hotel no centro da cidade. REGATAS LONGE DA PRAIA
Vista da praia Mar de Minas
Os funcionários da prefeitura de Três Marias tiveram muito trabalho antes, durante e após o 38º Campeonato Brasileiro de Velas da Classe Laser. Devido ao prazo, muita gente duvidou de que a praia estaria pronta para o evento. "Uma semana antes, trabalhamos de seis da manhã às dez da noite para deixar quase tudo pronto", comenta o prefeito Adair Divino da Silva "Bem-te-vi". Dentre as modificações, destaque para o espaço gastronômico, que recebeu nova estrutura com grandes janelas de vidro e pintura. A comida servida no restaurante foi de boa qualidade, preparada sob responsabilidade do Lions Clube de Três Marias. Antes o local estava completamente abandonado.
Outro aspecto que causou boa impressão na praia foi o espaço do "Salão do Turismo". No local, onde antes funcionava precariamente o "Ranchão", foram montados estandes da Votorantim Metais, Cemig e municípios integrantes do Circuito Turístico Lago de Três Marias - Turlago. Do lado de fora, a prefeitura se encarregou de melhorar também o visual das barracas. Foram colocadas tendas espaçosas para garantir melhor conforto ao visitante. No chão, a areia deu um toque praiano ao terminal turístico. Ainda durante o campeonato, um novo píer para embarcações foi montado próximo a sede do Projeto Versol. "Nossa intenção é manter toda
esta estrutura aqui na Praia Mar de Minas, realizando novos eventos para transformar o local num verdadeiro ponto turístico e cultural", comemora o Secretário de Turismo Elias de Assis. BARRAQUEIROS APROVAM MUDANÇAS Os donos de barracas na Praia Mar de Minas se mostraram satisfeitos com a melhoria na estrutura. Durante todo o evento, o local recebeu um bom público para acompanhar as diversas atrações culturais da região, que se apresentaram no palco, armado no calçadão da praia. No sábado (21/01) ficou impossível conseguir um local para se sentar próximo
FOTOS: Paulo Emílio
FOTO: Welison Lourenço
Equipe da barraca Cachoeira do Guará
Ambiente agradável na praia durante a noite
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A concentração dos velejadores foi organizada no Náutico Três Marias Iate Clube devido a uma exigência no estatuto da Classe Laser. "É obrigatório ter um clube náutico para sediar o campeonato", reforça o Secretário Nacional da Classe Laser, José Carlos Reis. Mesmo assim, a competição aconteceu em pontos onde o vento é um pouco mais intenso, por isso os barcos à vela se agruparam num local mais distante, tanto da praia quanto do Náutico. Para quem esteve na praia, a visão ainda foi melhor do que no clube. O Náutico Três Marias Iate Clube também recebeu elogios de velejadores e organizadores. A diretoria disponibilizou embarcações e piloteiros suficientes para apoio ao campeonato. No Náutico também foi instalada a sede da Comissão de Regatas e a Sala de Imprensa, que atendeu às necessidades dos veículos de comunicação.
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O 38° Campeonato Brasileiro da Classe Laser é a primeira seletiva para os mundiais da International Laser Class Association - ILCA e reuniu 180 velejadores. Foram 96 na categoria Standard e 64 na 4.7, além daqueles que disputaram a Radial na primeira etapa. Modalidade olímpica de vela com apenas um tripulante, a competição contou com representantes de 13 estados do País. Classe olímpica masculina, a Laser Standard é composta por velejadores com 80 kg e área vélica de 7,06 m². Transitória do Optimist para a Radial ou Standard, a Laser 4.7 reúne competidores com até 65 Kg e possui área vélica de 4,7 m². O campeonato registrou número recorde de participantes, com 104 velejadores. O resultado completo da competição na Radial Feminino e Masculino está disponível no site da ABCL. INEDITISMO Localizada a 275 km de Belo Horizonte, Três Marias foi a primeira cida-
de do interior do Brasil a receber o Campeonato Brasileiro da Classe Laser. Outro marco inédito foi a realização do campeonato no reservatório de uma usina hidrelétrica. O município banhado pelo Rio São Francisco foi escolhido pelas condições ideais para a prática de vela em um dos maiores lagos do País, com 21 bilhões de metros cúbicos de água, sendo sete vezes maior que a Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. Nos últimos anos, o lago de Três Marias sediou o Campeonato CentroOeste da Classe Laser (2008 e 2010) e o Campeonato Mineiro da Classe Laser Standard (2009), além das três edições do Tiro de Canoa. O 38º Campeonato Brasileiro da Classe Laser é organizado pela Associação Brasileira da Classe Laser ABCL, Prefeitura Municipal de Três Marias e Cemig, que também é patrocinadora do evento juntamente com a Votorantim Metais.
FOTO: Welison Lourenço
Campeonato registra número recorde de participantes
Classe Laser é a modalidade olímpica com apenas um tripulante
T iro de Canoa resgata tradição histórica no “ Velho Chico” Na categoria remo livre individual, venceu o pescador Geraldo Antônio da Silva, da cidade de Barra do Guaicuí. Na livre de duplas, Evaldo Ambrósio Alberto (Três Marias) e Manoel Messias de Jesus (Buritizeiro) venceram a competição. Na canoa de voga, embarcação com dois
remos muito comum na região do Vale do São Francisco, o primeiro lugar foi conquistado pelo pescador de Três Marias, Reginaldo Mendes da Silva. Organizado pela Prefeitura Municipal de Três Marias, Colônia de Pescadores e Cemig, o Tiro de Canoa foi dis-
putado por pescadores de Pirapora, Barra do Guaicuí, Buritizeiro e Três Marias. A competição busca recuperar o prestígio da canoa, que já foi protagonista do processo de ocupação do Vale do São Francisco, mas que vem perdendo espaço para os barcos a motor.
FOTOS: Junior Urubu
Paralelamente ao 38º Campeonato Brasileiro da Classe Laser, a cidade de Três Marias foi palco nos dias 21 e 22 do 4º Tiro de Canoa, competição que reuniu cerca de 30 pescadores profissionais, disputando o título de remador mais veloz da região.
Participantes da 4º Tiro de Canoa
Pescadores travam disputa acirrada na modalidade de duplas no Tiro de Canoa
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SÉRIO! A NTÔNIO J ORGE R ETTENMAIER ajrs010@gmail.com
Jogando conversa fora Como é difícil entendermos que precisamos e devemos fazer isto várias vezes numa semana. E não é preciso nenhum lugar especifico para isso, qualquer um serve. Pode ser à beira de uma mesa de calçada de cafeteria, entre um pretinho e outro, passeando sem rumo em um carro, a beira de uma cachoeira na beira da estrada, qualquer lugar. Até mesmo na pracinha do condomínio, na sacada do apartamento ou na área de casa. Desde que se jogue, conversa fora. E falar de que, de quem ou do que? Qualquer coisa serve, qualquer motivo deve dar uma boa canja, basta saber que essa conversa, é mesmo de jogar fora. Na verdade mais simples e natural do ser humano, todos nós pensamos que não temos tempo para perder esse tempo, porque é preciso que alguém nos dê a resposta definitiva do que queremos, porque não aguentamos mais ficar esperando por alguma definição qualquer, e estamos sempre correndo atrás do agora, e já. Por estas e outras, que sempre pensamos que nada de conversa fora é o melhor caminho. Nesta terapia de jogar conversa fora, alguns e não poucos conseguem jogar sozinhos, andando pelas ruas, praças, jardins, parques. Sem pressa pelo mundo que os cerca, trocam idéias e até mesmo fofocas com seus pensamentos, tecendo os mais incríveis e absurdos comentários sobre o que vêem e até o que não enxergam, podendo se encantar ou decepcionar. Não importa. Por aqueles que andam sempre pensando em negócios, problemas para os quais não acham solução, dúvidas sem definição, podemos até ser vistos de modo diferente, tomados por despreocupados, desocupados, que não tem nada o que fazer. Talvez até alienígenas em seus mundos fechados por portas seladas pelo dia a dia. Mal sabem eles que justamente naquele momento estamos fazendo talvez algo mais do que simplesmente importante na vida do ser humano. Por falar nisso, desculpem. Mas está na hora, porque hoje, é dia de jogar conversa fora, ora! ANTONIO JORGE RETTENMAIER, CRONISTA, ESCRITOR E PALESTRANTE. ESTA CRÔNICA ESTÁ EM MAIS DE NOVENTA JORNAIS IMPRESSOS E ELETRÔNICOS NO BRASIL E EXTERIOR. CONTATOS: AJRS010@GMAIL.COM
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Um passeio no Iate Hotel Mangaba I A maior embarcação na represa de Três Marias é o Iate Hotel Mangaba I. Inaugurado em 31 de março de 2011, o iate tem capacidade para transportar 140 pessoas e hospedar 48. São três andares, o primeiro possui 12 camarotes, equipados com arcondicionado e banheiro privativo. No segundo pavimento, está o restaurante e a cozinha, que servem pratos típicos da região, utilizando o peixe como principal produto gastronômico. No terceiro pavimento, o visitante ou hóspede pode desfrutar da vista panorâmica, ouvir música, se refrescar nas duchas e descansar nas espreguiçadeiras. Durante o campeonato de velas, a embarcação ficou disponível para visitas e rápidos passeios pelo Lago de Três Marias. Subimos a bordo no domingo (22/01) junto com várias pessoas que trabalharam na organização do evento e outros visitantes. Navegamos por cerca de duas horas, o suficiente para conhecer as instalações do iate, saborear um delicioso tira-gosto à base de tilápia e curtir o belo visual da represa. Para os moradores da região e visitantes que ainda não conhecem o “Mangaba I”, fica a recomendação.
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FALA
O iate hotel ficou em Três Marias durante toda a competição
Visitantes curtem o passeio a bordo do Mangaba I
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ENTRETENIMENT O NTRETENIMENTO
E BOM GOS TO GOST
Ao final de mais um dia de regata, as atenções se voltavam para o palco, montado na Praia Mar de Minas. Ao cair da tarde, muita gente aproveitava para fotografar o belo pôr do sol e acompanhar as atrações culturais da cidade e de outros municípios do Circuito Turístico Lago de Três Marias. As apresentações começaram no dia 19 (quinta-feira) e terminaram no dia 27 (sexta). No Salão do Turismo, o visitante também conheceu parte do artesanato e das atrações turísticas da região. As apresentações culturais e as exposições resgatam a necessidade de oferecer um repertório de qualidade no terminal turístico.
FOTOS: Welison Lourenço
Apresentações culturais na praia animam o público
Alunos do projeto Afinando a Vida pelo Tambor
André Neiba e Fabiana fizeram uma bela apresentação musical
Banda Santa Cecília de Morada Nova de Minas também marcou presença durante abertura do evento
Cia de teatro Super Encanto encenou a peça Trajetória de Dona Joaquina de Pompéu
Estande da Votorantim Metais mostra a importância do zinco
Desfile de peças artesanais utilizando couro de peixe
Folia de São Sebastião do município de Estrela do Indaiá
Grupo de percussão da cidade de Pompéu
Grupo Fina Flor do Samba também se apresentou no palco da praia
O cantor e compositor Tino Gomes se apresentou no dia 20
O exuberante pôr do sol no lago de Três Marias
Os contadores de estórias do Grupo Manuelzão de Três Marias
Salão do Turismo mostrou o artesanato e as atrações das cidades do circuito
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ENTRE ELAS S ABRINA B RAGA JORNALISTA
buritientreelas@yahoo.com.br
Coisas que eu aprendi sendo mãe de meninas Não existe afirmação mais verdadeira do que a utilizada pela Johnson & Johnson: “Quando nasce um bebê, nasce também uma nova mãe”. Isso é tão verdade que acho até que nós, mães, deveríamos comemorar 2 aniversários: o de nascimento enquanto bebê e o do nascimento da mulher mãe. Daí quando alguém perguntasse sua idade você responderia algo do tipo: 31 anos de vida e 6 anos de maternidade. A transformação em todos os campos da vida de uma mulher é tão profunda e significativa, mas ao mesmo tempo tão comum e peculiar a cada mulher que penso que isso deveria ser tese de mestrado. E são tantas as transformações... físicas, emocionais, financeiras, profissionais e porquê não dizer essenciais? Fui abençoada com o dom da maternidade por duas vezes e cada gestação ocorreu bem próxima uma da outra. Agradeço a Deus por isso todos os dias! Minhas meninas, princesas, pipocas, pituquinhas e tantos outros apelidos aos quais me refiro a elas, são na verdade meu mundo. Às vezes paro e me pergunto: “Que sentido fazia minha vida antes delas”. E juro, não encontro resposta. Quando temos essas coisinhas nos braços abdica-
mos de nossas vidas e passamos a viver por eles. Como num passe de mágica vestimos um manto sagrado que nos guarda o direito de sermos mães e vamos, firmes, dispostas a ensinar. Ensinar? Era o que eu também pensava. Ensinamos sim, educamos conforme nossos preceitos, mas quem nos ensina mais são com certeza nossos filhos, dia após dia. Nesse mês, onde tive uma grata surpresa com Paula, minha filha mais velha de apenas 6 anos, que manifestou interesse em escrever junto a mim, vou listar algumas coisas que aprendi com minhas princesas nesses 6 anos de maternidade. Eu aprendi que não importa o quanto eu esteja me sentindo desanimada ou feia; elas sempre dizem que pra elas eu sou a mulher mais bela e especial do mundo; Eu aprendi que algumas roupas eu preciso tirar do meu guarda-roupas e doar, porque “na boa mãe, isso não combina com você, parece coisa de adolescente”. Eu aprendi que quando chego em casa com um novo corte ou cor de cabelo a reação de aprovação tem ser explosiva, tipo: “Nossa mãe, ficou lindo, nem parece você”. Eu aprendi que se a expressão usada para o novo visual for: “Ficou legal, mas você ta com cara de mãe”
tenho que correr para o salão e desfazer o que fiz ou então encarar que a mudança me envelheceu. Eu aprendi que não devo usar códigos quando converso com outro adulto na frente delas porque com certeza, mais dia, menos dia, elas saberão do que falei e anunciarão isso em público. Eu aprendi que quando prometo uma coisa no impulso mesmo que seja apenas com a intenção de acalmá-las, eu preciso cumprir senão: “Mãe, como você quer que eu cumpra minhas promessas se você não quer cumprir as suas?” Eu aprendi que quando estou me arrumando pra sair se elas disserem “Você vai assim?”, significa que tenho que me trocar, ou porque está muito feio ou porque está extravagante demais. Eu aprendi que jogar papel na rua é inadmissível, porque “polui o meio ambiente e deixa a cidade feia”. Eu aprendi que nunca, em hipótese alguma, posso achar algum artista de TV mais bonito que o pai delas, caso contrário a guerra está declarada. Eu aprendi que não devemos nunca subestimar a inteligência e capacidade de uma criança, porque elas sempre superam nossas expectativas. Eu aprendi que ao despejar verbalmente minhas frustrações, esta-
rei preocupando minhas filhas que, mesmo sem entenderem do que se trata, chegarão pra mim e perguntarão: “Mãe, você já está melhor? Porque naquele dia você não estava bem.” Eu aprendi que um simples raladinho no joelho tem que ser cuidado com muito zelo, porque afinal “meninas são delicadas, mãe”. Eu aprendi que Phineas e Ferb são dois personagens de desenhos animados irados e que são capazes de tudo. Eu aprendi que Hannah Montana e os Feitiçeiros de Waverly Place só perdem para Zack e Cody, Gêmeos a Bordo. Eu aprendi que gloss, perfumes e bolsinhas nunca são demais, mesmo para 2 garotinhas de 5 e 6 anos. Eu aprendi que minha vida é fantástica porque, a qualquer momento, quando eu menos esperar, ganharei beijos estalados seguidos de: “te amo mamãe”. Como não ser a mulher mais feliz desse mundo? E é com muito orgulho que estreamos nessa primeira edição de 2012 a coluna: Dicas da Paulinha. Segundo ela, especialmente para meninas de 5 a 10 anos. Curtam!
PAPO DE PRINCESAS Olá amiguinhas! Meu nome é Paula. Estou muito feliz em estar com vocês. Vamos estar juntas todos os meses, estou muito animada! Agora vamos aprender algumas dicas de beleza. Então vamos lá. A dica deste
mês é sobre como cuidar dos cabelos: “Use o xampu certo para seu tipo de cabelo e nunca passe condicionador na raiz: ponha o produto apenas no comprimento e nas pontas. Retire bem o excesso”.
Amiguinhas, esta dica eu tirei do meu livro: Dicas de Beleza da Barbie, da editora Fundamento. Até o próximo mês com mais dicas. Beijos, P AULA B RAGA - 6 ANOS 21 DE JANEIRO A 21 DE FEVEREIRO DE 2012