Edição nº 54

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IPC teve CAPITAL

3 a 9 de Maio de 2011

variação de 0,95%

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www.jornalcapital.jor.br | ANO 3 - N° 54 | CAPITAL EMPRESA JORNALÍSTICA LTDA | 3 A 9 DE MAIO DE 2011 | NAS BANCAS - RS 1,00

SCERJ/ROGÉRIO SANTANA

Energia: Governo vai reduzir tributação

A INFORMAÇÃO é do ministro do Desenvolvimento Fernando Pimentel, ao participar do Fórum Mundial Econômico para a América Latina, no Rio. Ele representou a presidente Dilma Rousseff e lembrou que ela tem familiaridade com a área de energia. PÁGINA 5

Balança comercial tem superávit de US$ 1,8 bi A BALANÇA comercial brasileira fechou o mês de abril com superávit de US$ 1,863 bilhão (cerca de R$ 2,9 bilhões). O saldo foi divulgado nesta segunda-feira, dia 2, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Segundo o ministério, em cada um dos 19 dias úteis do mês, o país exportou, em média, US$ 98,1 milhões a mais do que importou. Essa média é 52,8 % maior do que a registrada em abril do ano passado (média por dia útil de US$ 64,2 milhões). Também é 32,6% superior ao resultado médio diário de março deste ano (US$ 74 milhões).

Receita desarticula quadrilha que fraudava IR em Caxias

ALBERTO ELLOBO

Câmbio* Dolar Comercial Dólar Paralelo Dólar Turismo

Compra (R$) 1,574 1,590 1,520

Venda (R$) 1,576 1,730 1,680

Variação % 0,19 0,00 0,59

Coroa Dinamarca Dólar Austrália Dólar Canadá Euro Franco Suíça Iene Japão Libra Esterlina Inglaterra Peso Chile Peso Colômbia Peso Livre Argentina Peso MÉXICO Peso Uruguai

(U$) 5,028 1,094 0,950 1,482 0,865 81,220 1,664 462,500 1.771,500 4,070 11,528 18,750

(U$) 5,032 1,094 0,951 1,482 0,865 81,240 1,665 462,800 1.779,500 4,110 11,532 18,950

% 0,11 0,24 0,65 0,10 0,12 0,03 0,34 0,48 0,22 0,12 0,31 0,00

Índice

Indicadores*

MOEDAS COTADAS EM DOLAR (USA)

Moeda

65.462,75 12.807,36 2.864,08 21.419,19 3.395,64

Variação % 1,01 0,02 0,33 0,66 0,31

03/05 02/05 02/05

0,548 0,635 0,140

ao ano

12,00

Valor

Ibovespa Dow Jones Nasdaq IBX Merval Poupança Poupança Mês TR Juros Selic meta Salário Mínimo (Federal) Salário Mínimo (RJ)

R$ 545,00 R$ 581,88

(*) FECHAMENTO: 2 DE MAIO DE 2011

O GRUPO ATUAVA para obter restituições indevidas. As investigações contra um escritório de contabilidade na avenida Brigadeiro Lima e Silva, que resultaram na Operação Triplo S, duraram seis meses. A quadrilha enviou quase sete mil declarações desde 2009. Somente no último dia 27, foram 111 declarações enviadas pelo escritório. PÁGINA 3

Câmara de Caxias preenche vagas de vereadores presos PÁGINA 6

Código Florestal NA CÂMARA federal há quase 12 anos, o projeto de lei do novo Código Florestal está pronto para ser votado. A maioria dos líderes partidários e o próprio presidente da Câmara, Marco Maia são favoráveis à votação mesmo com divergências. PÁGINA 7


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Superpesa inicia construção de três navios do Promef O PRIMEIRO DOS TRÊS navios do tipo bunker encomendados pelo Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef) começou a ser construído semana passada pelo estaleiro Superpesa, do Rio de Janeiro. O início das obras, celebrado com o corte da primeira chapa de aço, representa a estreia do Superpesa no Promef, que já mobiliza os estaleiros Ilha S.A (Eisa), Atlântico

Sul (EAS) e Mauá, e prevê a encomenda de 49 embarcações. Os navios encomendados ao Superpesa terão como função abastecer outras embarcações e, por isso, são projetados com dispositivos para aumentar a capacidade de manobra e atracação lateral. Com 91,85 metros de comprimento e calado de 4,5 metros, cada navio bunker terá capacidade para armazenar até 4 mil metros cúbicos de

óleo combustível e/ou óleo diesel. Ao todo, serão utilizadas 3,6 mil toneladas de aço para a construção dos três navios. As duas primeiras embarcações serão lançadas ao mar em 2012 e a última, em 2013. O contrato com o estaleiro é de R$ 110,5 milhões e, ao longo das obras, serão gerados 500 empregos diretos e dois mil indiretos. O programa de construção naval da Transpetro, um dos

principais projetos estruturantes do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), já criou mais de 15 mil empregos diretos no país. Ao longo do Promef serão gerados 40 mil empregos diretos e 160 mil indiretos. Com o programa, a expectativa é de que a frota da Transpetro chegue a mais de 110 navios em 2014. Hoje, o Brasil já possui a quarta maior carteira de encomenda de navios petroleiros do mundo.

Vendas de material de construção se recuperam AS VENDAS NO varejo do setor de material de construção cresceram 6,5% em abril ante março. Na comparação com abril do ano passado, o aumento foi 3%, de acordo com a pesquisa mensal feita pela Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), em parceria com o instituto de pesquisas Ibope. O resultado de abril representa uma ligeira recuperação do setor, que vinha registrando percentuais baixos de crescimento das vendas desde o início do ano. Segundo o levantamento, os primeiros quatro meses do ano registram crescimento de 2,5% na comparação com o mes-

BANCO DE IMAGENS

mo período de 2010 e, nos últimos 12 meses, de 9,5%. O setor com melhor desempenho foi o de argamassas, que cresceu 8,5%, seguido pela elevação de 6% do setor de cimento. Nenhum setor registrou queda nas vendas.

De acordo com o presidente da Anamaco, Cláudio Conz, as perspectivas para o setor continuam sendo positivas. “A desaceleração prevista para a economia, nos próximos meses, não deverá afetar substancialmente as vendas de material de construção”.

A estimativa da entidade é fechar o ano com crescimento de 8,5% sobre as vendas de 2010, principalmente por causa do programa habitacional do governo Minha Casa, Minha Vida e da segunda etapa do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).

Ponto de Observação

ALBERTO MARQUES

Rombo no FAT afetará as micro-empresas A NOTÍCIA NÃO poderia ser pior: um rombo estimado em R$ 2,8 bilhões no Fundo de Amparo ao Trabalhador - o badalado FAT - deixará a mingua de financiamento em 2012 as micro e pequenas empresas. Esse financiamento, a juros menores do que o cobrado pela lucrativa rede bancária - aí incluídos o BB e a Caixa - era destinado à compra de equipamentos e capital de giro. No caso da compra de máquinas, prioritariamente feita no mercado interno, há a geração de renda e emprego na indústria de máquinas, enquanto o capital de giro se destina á reposição de estoques e pagamento de fornecedores, o que também concorre para a geração de emprego e renda. Assim, de uma só tacada, a decisão do Governo de suspender as operações do FAT no próximo ano pegou os micro e pequenos empresários, responsáveis por milhares de empregos pois utilizam mão de obra de forma intensiva, afetará os planos desses empreendedores já este ano, pois terão de

rever seus planos de crescimento, as encomendas de novos equipamentos, o que irá afetar, por tabela, a industria de máquinas do País, que já sofrem a concorrência predatória das empresas estrangeiras, que contam com juros baixos e financiamentos a longo prazo para as suas vendas no exterior. Enquanto o Governo Federal promete financiamentos a longo prazo e até participação minoritária no capital em grandes empresas, através dos fundos de pensão dos empregados das estatais, como PREVI, - grupos que já contam com o apoio de farto crédito por parte do BNDES, do BB, da CAIXAS, do BNB e do Banco da Amazônia - o micro e o pequeno empresários só contavam com o FAT para a expansão dos seus negócios. O Governo vem utilizando recursos do Tesouro para injetar capital no BNDES, que financia frigoríficos e grandes construtoras ou compra carteiras de bancos em dificuldades, como recentemente ocorreu com a participação da Caixa na

salvação do empresário Silvio Santos no escandaloso caso do Banco PanAmericano. Outro exemplo de má direcionamento está na promessa de participação, comR$ 20 bilhões, na construção do trem de alta velocidade eu ligaria o Rio a S. Paulo e a Campinas, concorrendo diretamente com as empresas aéreas e rodoviárias nessa importante ligação. O mais grave é que, como não há um projeto pronto e acabado para um trem bala que será parador, com as estações intermediárias sendo indicadas por políticos com intenção de fazer média com seus eleitores. Não podemos esquecer que, nos primeiros quatro meses do ano, o Governo Federal pagou de dívidas deixadas por Lula nas obras do PAC, referentes a 2010, mais do que o próprio Lula investiu nessas obras, que seguem o padrão preferido do Governo: com um rascunho do projeto, abre-se a licitação e, na hora da execução, descobrem que faltou muita

coisa, o que obriga aos famosos aditamentos de contrato. Nesse ponto, o Brasil não fi ca atrás de outros países no item improviso e desleixo no pagamento de fornecedores, como ocorreu num dos projetos da NASA. Um grande jornal americano comprovou que aquela agência do Governo pagara pelo tampo de uma privada mais de 10 vezes do preço cobrados na loja da esquina. E comprovou com nota fiscal. Infelizmente, no Brasil ainda não se chegou a tanta sofisticação e o cidadão comum, desinformado, continua pagando impostos extorsivos por serviços de péssima qualidade, ou que não são oferecidos pelo Poder Público como Saúde, Educação, Saneamento Basco. Está faltando alguem com o espírito libertário de Tiradentes para comandar uma revolta contra a derrama patrocinada por Brasília. Aliás, Tiradentes está tão por baixo que até miliciano recebe “Medalha de Mérito Tiradentes” da Assembléia Legislativa.

Construindo pontes UM DOS MAIORES desafios do século XXI é a construção de uma governança que dê conta da diversidade de desafios que surgem no momento em que se desenham as políticas públicas. Nossa estrutura federativa, em que os municípios acumulam a responsabilidade de cuidar do trânsito, do lixo, do ordenamento urbano, da educação básica, da saúde da família, da iluminação, e de tantos outros serviços essenciais, e são solidários nas responsabilidades que cabem ao estado e ao governo federal, se não houver articulação pouco ou nada se avança. E a articulação, não pode ser apenas vertical, ela passa pelo entendimento com os municípios limítrofes e com a região em que aquela cidade se localiza bem como com as diferentes pastas envolvidas no equacionamento de determinado problema. O que interessa a todos nós, cidadãos, é a política pública que vai nos assistir em caso de contaminação e, mais do que isso, a que vai nos manter seguros da ameaça, a partir da eliminação dos focos. Uma governança bem estruturada permite a transparência na divisão de responsabilidades e vai além ao possibilitar que as soluções sejam desenhadas em conjunto, reconhecendo os limites, sejam eles financeiros ou técnicos, de cada um dos entes. A gestão compartilhada só é eficaz se toda a cadeia está estruturada para dar conta de suas responsabilidades. Se um dos elos falha, todos os demais sofrem com isso. Na Região Metropolitana do Rio, por exemplo, que concentra 75% da população do estado, esta necessidade de articulação - embora nem sempre exista - é identificada. Mas quando avançamos para o interior, tanto a iniciativa quanto a visão dela como solução se torna mais rarefeita. Mais do que nunca, o conceito de rede se torna essencial. Afinal, como diz o poeta, é impossível ser feliz sozinho. GEIZA ROCHA é jornalista e secretária-geral do Fórum Permanente de Desenvolvimento Estratégico do Estado do Rio de Janeiro Jornalista Roberto Marinho. www.querodiscutiromeuestado.rj.gov.br

Instituições têm que informar custo total de crédito a micro e pequenas AS INSTITUIÇÕES financeiras estão obrigadas a informar, a partir de segunda-feira (2), o custo total do crédito tomado por micro e pequenas empresas. Segundo o Banco Central (BC), anteriormente, a obrigatoriedade de informar ao cliente o custo efetivo total (CET) se restringia às operações para pessoas físicas. “A medida, além de reduzir a assimetria de informações para esse segmento de empresas, estimula a concorrência entre as instituições financeiras”, diz o BC, em nota. Essa regra foi

definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) no dia 30 de setembro de 2010, mas só hoje entrou em vigor. O Banco Central lembra que o CET é uma taxa que sintetiza todos os custos na concessão de crédito. Ele deve ser calculado considerando os fluxos referentes às liberações e aos pagamentos previstos, incluindo a taxa de juros a ser pactuada no contrato, tributos, tarifas e seguros, entre outras despesas cobradas do cliente.

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CAPITAL

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Estado pode fechar Restaurante Popular de Duque de Caxias A AMEAÇA de fechamento do Restaurante Popular de Duque de Caxias, que funciona próximo ao Shopping Center, volta a preocupar milhares de pessoas que o utilizam diariamente. Isso porque o local deverá abrigar a Faculdade de Educação da Baixada, vinculada à UERJ e funciona precariamente em um CIEP no bairro Vila São Luiz, também no 1º distrito do município, informação que vem circulando na cidade há alguns dias e que não foi desmentida pelo governo do Estado. Inaugurado em dezembro de 2001 com o nome de Dom Helder Câmara, ele serve cerca de três mil refeições por dia. A maioria dos usuários é de idosos, trabalhadores de baixa renda, desempregados e moradores de rua, que almoçam a preço simbólico de R$ 1. A noticia da instalação da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense no prédio do restaurante caiu como uma verdadeira

ALBERTO ELLOBO

bomba na cidade. A primeira tentativa de fechar o Restaurante aconteceu em abril de 2009, quando deixou de funcionar por prazo indeterminado. Na época, a denúncia ganhou as páginas de jornais e blogs, e ganhou visibilidade até mesmo na página do ex-governador Anthony Garotinho, em cuja gestão foi lançado o programa dos Restaurantes Populares. O então administrador da unidade, Gilberto Borges, que ocupava o cargo há

cerca de três anos, tentou justificar o fechamento alegando que o local passava obras, o que foi desmentido pelos usuários entrevistados. Com a repercussão negativa, o governo acabou tendo de voltar atrás. O que aconteceu, na verdade, é que o governador Sérgio Cabral não autorizara a renovação do contrato entre a Secretaria de Assistência Social com a empresa que gerenciava o restaurante. O restaurante ocupa uma

área de 6.000 metros quadrados, numa das entradas da Favela do Lixão, terreno cedido pela Prefeitura e que havia sido doado em 1967 pela empresa construtora do Shopping Center para que ali fosse construída, pela prefeitura, um terminal rodoviário destinado aos passageiros das linhas de ônibus que ligam o Centro do município a diversos bairros da Capital, além de Nilópolis, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Belford Roxo e Mangaratiba.

Receita desarticula quadrilha que fraudava IR em Caxias A RECEITA FEDERAL desarticulou na manhã do dia 28 uma quadrilha acusada de fraudar declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física (IR) para obter restituições indevidas. As investigações, que resultaram na Operação Triplo S, duraram seis meses e detectaram indícios da fraude praticada por um escritório de contabilidade na avenida Brigadeiro Lima e Silva, bairro 25 de Agosto. Segun-

do a Receita, os fraudadores atraíam os contribuintes com promessas de restituições elevadas ou exclusão da “malha fina”. Eles informavam na declaração de seus clientes despesas dedutíveis que não ocorreram, obtendo, com essa prática, valores indevidos de restituições. Em troca recebiam um percentual da restituição, que variava em função do valor desta. Quanto mais alta a restituição, maior era

o percentual. Segundo a Receita, no escritório trabalhavam cinco pessoas que agiam juntas e serão investigadas pelo crime de formação de quadrilha. Ainda segundo a Receita, a quadrilha enviou quase 7 mil declarações desde 2009. Só na quarta-feira passada (27), o escritório teria enviado 111 declarações. Por causa da fraude, diversos clientes do escritório serão chamados para

serem fiscalizados e muitos poderão ter suas declarações bloqueadas até que possam ser analisadas pelos auditores. Se comprovada a fraude, os contribuintes deverão pagar os valores recebidos indevidamente com juros e multa de até 225% do valor devido e poderão responder criminalmente. As informações sobre os fraudadores e beneficiários foram encaminhadas ao Ministério Público.

Direito Empresarial

ARTHUR SALOMÃO*

Crhysler registra primeiro lucro desde sua quase falência HÁ EXATOS DOIS anos o presidente dos Estados Unidos, Barak Obama, anunciava que a Crhysler iria pedir falência em virtude das dificuldades geradas pela crise econômica mundial ocorrida em 2009. Todavia, graças aos esforços dos governos canadense e americano que emprestaram US$ 4 bilhões

à montadora, além da venda de 30% da empresa à FIAT, um plano de reestruturação foi dando fôlego a Crhysler. Na última segunda-feira , a montadora anunciou lucro líquido de US$ 116 milhões e um aumento de 35% no volume de negócios no primeiro trimestre deste ano, a primeira alta da empresa desde

o início de 2009. Foram comercializados 394 mil veículos com preços mais elevados, gerando um aumento de 18% nas vendas. O grupo também anunciou que almeja um lucro anual entre US$ 200 e US$ 500 milhões, com volume de negócios em aproximadamente US$ 55 bilhões. E para FIAT, que tem

(*)ARTHUR SALOMÃO É ESPECIALISTA EM DIREITO EMPRESARIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL.

como grande interesse a expansão de seus negócios além da Europa, em acordo mais prematuro e mais barato do que se esperava, vai pagar US$ 1,27 bilhões por mais 16% da Crhysler, o que lhe dará 46% do capital da 3ª maior fabricante de veículos norte-americana, chegando próximo aos 51% almejados.

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Síndrome Metabólica AO LONGO DO TEMPO, a urbanização trouxe grandes benefícios à população, aumentando a expectativa de vida, a disponibilidade de alimentos e a melhora nos meios de transporte. Porém, esses benefícios acarretaram mudanças no estilo de vida, como o consumo elevado de gorduras, menor grau de atividade física, estresse e tabagismo. Essas mudanças, por sua vez, provocaram elevação da ocorrência de diabetes, hipertensão e obesidade fazendo das doenças cardiovasculares a principal causa de morte no mundo. A síndrome metabólica é um conjunto de anormalidades que compreende a coexistência variável de obesidade, hipertensão arterial, aumento da quantidade de insulina na corrente sanguínea e elevação das taxas de triglicérides, levando ao aparecimento de doenças cardiovasculares e aumentando o risco de morte em até 2,5 vezes. Esta síndrome chega a ocorrer em mais de 40% dos adultos com mais de 60 anos sendo também relativamente comum, o acometimento de indivíduos entre 20 e 49 anos. A predisposição genética, a alimentação inadequada e o sedentarismo estão entre os principais fatores que contribuem para o surgimento da síndrome, cuja prevenção é um desafio mundial contemporâneo com importante repercussão para a saúde. Destacase o aumento da ocorrência da obesidade em todo o Brasil e uma tendência, especialmente preocupante, em crianças em idade escolar, em adolescentes e nas camadas de mais baixa renda. A adoção precoce por toda a população de estilo de vida relacionado à manutenção da saúde, com dieta adequada e prática regular de atividade física, preferencialmente desde a infância, é o componente básico da prevenção. ROBERTO DAIUB ALEXANDRE é médico cardiologista concursado da Prefeitura de Duque de Caxias, médico-chefe do Centro de Terapia Intensiva do Hospital de Clínicas de Teresópolis (Unifeso) e médico plantonista da emergência do Hospital das Clínicas Mario Lioni, em Duque de Caxias


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“Tenho projetos para acabar com a estagnação de Caxias” O VEREADOR DALMAR Lírio de Almeida, o Mazinho, presidente da Câmara de Duque de Caxias, concedeu entrevista ao Capital, na qual falou sobre vários assuntos e se queixou da “falta de espaço dentro do PSDB”. Disse não ter “nada contra o prefeito Zito”, apenas críticas no plano administrativo, classificando seu governo como “um desastre”. Afirmou que, apesar de ser um político “diferente” dos demais pré-candidatos, é “a namorada mais desejada de todos os políticos, que me têm como vice-prefeito perfeito”. Reafirmou ter recebido convite do ministro Carlos Lupi para ingressar no PDT e se colocar como candidato à sucessão de Zito. Disse acreditar que a eleição será de dois turnos e vai para “o confronto de idéias”. “Temos que acabar com a estagnação pela qual a cidade vem passando há 20 anos”. - Eu não tenho espaço político no PSDB. Não tenho espaço político para exercer a minha atividade que é atividade política. Não tenho nada contra o prefeito Zito, não tenho nada contra o Danilo que hoje é o presidente municipal, mas eu fui convidado pelo político Carlos Lupi para ingressar

CMDC/AUDENIR DAMIÃO

no PDT e tenho a palavra do prefeito Zito de que não iria criar nenhum empecilho pra minha saída. Eu acredito nele. Agora, a vida vai seguindo, hoje eu sou précandidato de um projeto, eu tenho um projeto pra essa cidade - diz o vereador, fazendo questionamentos aos prefeitos que passaram pelo poder nos últimos 20 anos. “Qual foi o grande projeto de transporte? Nada. O que foi feito pelo servidor do município? Qual foi o plano de carreira criado? Nada. O que foi feito pela educação?

Nada. E esse nada envolve o prefeito Zito e o prefeito Washington Reis, são vinte anos de inoperância. O atual governo do Zito é um completo desastre, é um desastre de investimento é um desastre de planejamento, é um desastre de gerenciamento, de gestão”. E vai adiante: “Essa cidade precisa de alguém que saiba gerenciar, que saiba articular toda a sociedade organizada pra que ela cresça. E é por isso que eu estou apresentando meu nome. Eu não vou criticar

ninguém, o que eu vou dizer é: “Se vocês gostaram do governo Zito, votem no Zito, se vocês gostaram do governo Washington Reis, votem no Washington, mas se eles tiveram uma gestão de regular para baixo, dá uma chance a um caxiense que mora nessa cidade, que estudou nessa cidade, fez seu primeiro grau, segundo grau e faculdade nessa cidade, que tem projetos, que está querendo mostrar alguma coisa diferente. E vou precisar também da experiência do Washington

Prefeitura de Magé inaugura Abrigo MARCELO CUNHA

Criança e do Adolescente, Mário Jorge. A Unidade de Acolhimento Futuro Feliz está equipada para receber crianças e adolescentes, com dormitórios masculinos e femininos, berçário, sala de leitura e de TV, amplo refeitório e banheiro equipado para receber portadores de necessidades especiais. A unidade também conta com profissionais altamente qualificados entre educadores, cozinheira, psicóloga, assistente social dentre outros profissionais. - Com essa inauguração estamos trilhando novos ca-

minhos na história de Magé e garantindo e respeitando os direitos das crianças e adolescentes - destacou o prefeito Anderson Cozzolino. Segundo a primeira dama Alessandra Dias, a unidade de acolhimento está cumprindo as expectativas, “dando um amparo psicológico para as crianças que perderam seus vínculos familiares”. Durante a solenidade o Secretário de Assistência Social, Jorge Cosan, destacou que a inauguração da unidade “é um marco que gera compromisso com os cidadãos

mageenses, pois, é mais um sonho realizado”. O acolhimento institucional está classificado na Política Nacional de Assistência Social como Proteção Social Especial de Alta Complexidade. “A Unidade de Acolhimento Institucional irá corrigir uma defasagem social e histórica, pois as crianças e os adolescentes que estão atualmente acolhidos no Abrigo Maria de Lourdes naquele município serão recambiados para Magé por se tratar de famílias originárias dessa cidade”, informou Cosan.

IPC-S registra alta de 0,95% na última semana de abril O ÍNDICE DE PREÇOS ao Consumidor Semanal (IPC-S) calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getuli o Va rgas ( F G V ) a p resentou variação de 0,95% em

30 de abril. O resultado foi 0,15 ponto percentual acima do registrado na divulgaç ã o a n t e r i o r. N o a c u mulado do ano, o IPC-S registra alta de 3,46% e nos últimos 12 meses de

6,05%. O grupo alimentação voltou a apresentar aumento ao passar de 0,91% para 1,04%. Os destaque do grupo foram hortaliças e legumes que tiveram um aumento de 3,71% para 4,20%, pa-

nificados e biscoitos que passaram de -0,43% para -0,22%, laticínios registraram variação de 2,12% para 2,51% e carnes e peixes industrializados com aumento de 0,74% para 1,16%.

Dia do Trabalhador reúne 35 mil pessoas em Caxias A ALEGRIA, O ESPORTE, a saúde e a prestação de serviços marcaram a passagem do Dia do Trabalhador em Duque de Caxias no domingo, 1º de maio. O evento da Prefeitura, em parceria com uma emissora de rádio, atraiu 35 mil pessoas à Praça do Pacificador, no Centro, a várias atividades voltadas para todas as idades durante o dia. “Hoje é um dia de agradecimento. Nós, trabalhadores duquecaxienses, merecemos comemorar esse dia pelo tanto que batalhamos. Este é um dia voltado para o entretenimento e se encerrará com a grande festa do trabalhador”, anunciou o prefeito José Camilo Zito. O grande programa do domingo na cidade começou às 9h com o início do Passeio Ciclístico e das atividades em vários estandes na praça atendendo a população com a presta-

ção de diversos serviços, de massagem relaxante até a emissão gratuita da primeira carteira de trabalho. O evento durou até a meia-noite com o encerramento dos shows de grandes nomes do samba e do funk no Teatro Municipal Raul Cortez em seu palco aberto para a praça. Foram sorteadas 20 bicicletas. Numa das barracas foram oferecidos diversos serviços. O show no palco aberto do Teatro Raul Cortez começou às 17h com a apresentação do bloco afro Imalê-Ife, de Duque de Caxias, e foi seguido pela apresentação da Escola de Samba Infantil Pimpolhos da Grande Rio. Estiveram presentes no palco MC Coruja e o grupo de dança de rua Independente Street. A partir das 18h, rolou apresentação da bateria da Grande Rio e suas passistas. Depois foi a vez do grupo Imaginasamba. DIVULGAÇÃO

O PREFEITO ANDERSON Cozzolino e o Secretário de Assistência Social Jorge Cosan inauguraram a Unidade de Acolhimento Institucional, localizada em Piabetá. A solenidade aconteceu no próprio Abrigo, , localizado rua da Guia, s/ nº, em Piabetá, na tarde do último dia 27. Estiveram presentes vários convidados, entre eles vereadores, empresários e coordenadores, além da primeira dama Alessandra Dias, do juiz Adriano Binato, a promotora Fernanda Câmara, e o presidente do Conselho da

Reis, do Zito. Eu não sou o dono da verdade e nunca vou ser. E é por isso que eu consigo conversar com o PT, com o pessoal de DEM, consigo conversar com o PC do B. A sociedade civil organizada de Duque de Caxias tem que participar - pede Mazinho. Quanto ao episódio dos vereadores presos, disse que, na época, não se sabia a extensão das acusações. “Hoje é fácil julgar, mas naquele momento eu acho que foi uma postura de isenção tanto com os vereadores que

tinham sido presos, tanto com a justiça e também com a opinião pública. Hoje eu faria diferente porque agora temos informação, mas naquele momento não”. - Há pouco tempo atrás, quando se falava de milícia, a população acreditava ser uma coisa boa, que acabava com a criminalidade. Só depois, com o tempo é que a opinião pública percebeu que era muito pior do que o tráfico, porque começaram a extorquir pessoas de bem. Então é a sociedade que diz o que ela quer, qual o político que ela quer, como ela quer que o político se conduza - observa o parlamentar. “Nasci aqui, cresci aqui, minha vida toda foi aqui. Eu vivo há cinqüenta anos o cotidiano dessa cidade, eu conheço bem a cidade. Não sou melhor nem pior que ninguém, sou diferente. Estarei apresentando meu nome em 2014 para que a população de Duque de Caxias decida. Vou continuar morando aqui, vou continuar vivendo a política daqui, meus negócios são aqui, minha vida é aqui, e eu pretendo ainda fazer muito. O meu sonho é continuar fazendo o que eu estou fazendo, escrevendo o meu nome na história de Duque de Caxias”.


CAPITAL

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Governo prepara medidas para baratear energia O MINISTRO DO Desenvolvimento, Fernando Pimentel, afirmou sextafeira (29) que o governo está preparando uma serie de medidas para baratear o custo da energia no Brasil. Ele reconheceu que a energia no país “é uma das mais caras do mundo”, mas disse que a questão não pode ser tratada “com leviandade” porque impacta a arrecadação. “Nossa energia é muito cara, uma das mais caras do mundo, se não for a mais cara. Boa parte desse custo se deve à tributação, e temos que reduzi-lo, mas não podemos fazer isso de uma hora para outra nem tratar o tema com leviandade, porque ele impacta fortemente a arrecadação federal e dos estados”, disse Pimentel,

ao participar do Fórum Mundial Econômico para a América Latina, no Rio, ao lado dos governadores do Rio, Sérgio Cabral Filho, e de São Paulo, Geraldo Alckmin. Pimentel, que representou a presidente Dilma Rousseff no evento, lembrou que ela tem familiaridade com a área de energia e, por isso, compartilha das mesmas preocupações. Ele não deu detalhes sobre quais serão as medidas. Perguntado pelos jornalistas se o escalonamento dos tributos no longo prazo poderia ser uma solução, o ministro limitou-se a responder que “é uma boa ideia”. O elevado custo da energia é um dos principais obstáculos para investimentos no Brasil, especialmente

nos setores eletrointensivos. Pimentel afirmou ainda que os empresários enfrentam três questões “espinhosas”: inflação, câmbio e problemas de infraestrutura. Apesar de a valorização do real ser uma das principais queixas de executivos presentes no Fórum, o ministro previu que “vamos sofrer mais um pouco com o câmbio”. Isso porque, segundo Pimentel, os países ricos ainda não conseguiram superar a crise e, por isso, vêm adotando medidas expansionistas, como desvalorização de suas moedas. Cabral concordou com a opinião de Pimentel, mas ressalvou que a desoneração da energia elétrica precisa ser implementada por meio de um pacto federativo, para não prejudicar os estados.

“Eu acho uma ótima ideia. Precisamos fazer um grande pacto entre estados, municípios e governo federal, de uma forma que os estados não sejam prejudicados”. Da mesma forma, Geraldo Alckmin se mostrou favorável à revisão da estrutura dos tributos que incidem sobre o preço da energia, para baratear a produção nacional. E fez um alerta: se a geração não aumentar, pode faltar energia para suportar o crescimento economico brasileiro. “Primeiro, é muito importante aumentar a oferta de energia. Pois o Brasil crescendo forte, ela não só pode ficar cara, como pode haver falta. Mas isso [a redução no custo de energia] deve ser discutido no bojo da reforma tributária”.

Legados e desafios de eventos esportivos em debate A REALIZAÇÃO da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016 vai causar um grande impacto econômico, social e esportivo no Rio, no estado e no Brasil. Esta foi a síntese dos debates entre os integrantes da mesa redonda, liderada pelo ex-primeiro-ministro inglês Tony Blair, na manhã de sexta-feira (29), no Fórum Econômico Mundial da América Latina, em São Conrado, na Zona Sul do Rio. O tema do painel tratava dos desafios e dos legados que grandes eventos esportivos podem gerar nos

lugares onde se realizam. Os debatedores concluíram que, se apenas um desses eventos já é suficiente para deixar muitos legados, a organização das duas principais competições esportivas do planeta num só país potencializa os benefícios. O Brasil vai promover os dois eventos e, melhor ainda, no espaço de apenas dois anos entre as competições. Antes, apenas o México sediou as duas competições com o mesmo intervalo de tempo: em 1968, as Olimpíadas e em 1970, a Copa,

quando a seleção brasileira conquistou o tricampeonato e a posse definitiva da Taça Jules Rimet. O secretário de Fazenda, Renato Villela, representou o Governo do Estado na composição da mesa redonda, da qual também fizeram parte o presidente da Nike, Charlie Denson, o presidente da Street Football Word, Juergen Griesbeck, e o executivo da empresa Burson-Marsteller Mark Penn. Blair foi o primeiro a falar no painel. No dia em que as atenções da Inglaterra estavam voltadas para o casamento entre

o príncipe William e a plebeia Kate Middleton, de cuja lista de convidados fora excluído, o ex-primeiro-ministro britânico cumpriu agenda no Fórum. Foi em seu governo que o Comitê Olímpico Britânico candidatou Londres para sediar as Olimpíadas de 2012. O político, atualmente, está ligado ao esporte dirigindo uma fundação que organiza cursos para profissionais de atividades esportivas básicas em seu país, além de cumprir com suas funções de representante da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Oriente Médio.

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Projeto em discussão na Câmara quer proibir início de jogos esportivos após as 21 horas ESTÁ PARA SER votado na Comissão de Turismo e Desporto o Projeto de Lei 330/11, de autoria do deputado Hugo Leal (PSC-RJ). A proposta altera o Estatuto de Defesa do Torcedor (Lei 10.671/03), pois define para no máximo às 21 horas o início de todos os jogos esportivos. Proposições como esta já haviam sido apresentadas pelas Câmaras Legislativas de São Paulo e Belo Horizonte. Sendo que na primeira foi vetada pelo prefeito Gilberto Kassab, e em Minas Gerais continua em análise. Hugo Leal argumenta que o projeto foi criado com base na insatisfação dos próprios torcedores, que reclamam principalmente da falta de transporte público para voltar para casa. “Entendo que o limite de 21 horas é razoável, pois implica em geral um horário para término dos jogos suficiente para que a maioria dos trabalhadores consiga voltar ainda no mesmo dia para suas residências”, destacou. Além disso, segundo o autor, a preservação do descanso do trabalhador, a proteção do patrimônio público e privado, a paz nas ruas e a segurança das competições são razões fundamentais para a aprovação da medida. A matéria tramita em conjunto com o Projeto de Lei 6871/10, que determina que o horário máximo para o término de jogos de futebol - realizados em estádios com capacidade para mais de 10 mil torcedores - seja às 23h15. E se for aprovada por mais duas comissões (Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça) irá à sanção. PRISCILLA RICARTE, jornalista, é correspondente do Capital em Brasília


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Atualidade OS VEREADORES Joaquim José dos Santos Alexandre, o Quinzé e Orlando José da Silva, tomaram posse na Câmara de Vereadores de Duque de Caxias, no último dia 25, assumindo a vaga de Chiquinho Grandão (Sebastião Ferreira da Silva, do PTB) e Jonas É Nós (Jonas Gonçalves da Silva, do PPS), presos em 21 dezembro na “Operação Capa Preta” e afastados do cargo. Quinzé e Orlando Silva são os primeiros suplentes nas eleições de 2008 pelas coligações PP/ PAN/PTN e PPS/PSDC/ PTC. Ambos retornam ao Legislativo assumindo o 2º mandato. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro deflagrou ação civil dia 25 de abril, requerendo a perda de função pública e indenização por dano moral coletivo, dentre outras sanções, em face dos vereadores “Jonas é Nós” e “Chiquinho Grandão”, que se encontram no Presídio Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, acusados de envolvimento com uma milícia

CMDC/AUDENIR DAMIÃO

Câmara de Caxias preenche vagas de vereadores presos

O presidente Mazinho com Quinze (esquerda) e Orlando Silva investigada por cerca foram anteriormente de- efeito imediato) o afastade 50 homicídios co- nunciados pelo Procura- mento dos réus de suas metidos desde 2007. A dor-Geral de Justiça, por funções públicas e a queAção Civil Pública por intermédio da Subprocu- bra de seus sigilos bancáato de improbidade ad- radoria-Geral de Justiça rio e fiscal. No julgamento ministrativa, contra 34 de Atribuição Originária do mérito, requer que réus, foi ajuizada pela Institucional e Judicial. sejam condenados a perda 2ª Promotoria de Justiça Além dos vereadores, dos bens ou valores obtide Tutela Coletiva do figuram como réus no dos ilicitamente; ressarNúcleo Duque de Caxias processo criminal outros cimento integral do dano; e distribuída para a 3ª 32 integrantes do bando suspensão dos direitos Vara Cível da Comarca investigado pelo Grupo políticos de 8 a 10 anos; de Duque de Caxias. Os de Atuação Especial de pagamento de multa civil dois vereadores estão Combate ao Crime Orga- de até três vezes o valor no Presídio Federal de nizado (GAECO) e pela do acréscimo patrimonial Campo Grande, no Mato Delegacia de Repressão e proibição de contratar Grosso do Sul. às Ações Criminosas com o Poder Público, A petição distribuída Organizadas e Inquéritos além da reparação por à Justiça descreve mi- Especiais (DRACO-IE). dano moral coletivo, que A Promotoria de Caxias poderá alcançar milhões nuciosamente a prática de desvios pelos quais requer liminarmente (para de reais.

Delegacias Legais da Baixada estão em fase final de obras COMPUTADORES sucateados, redes elétrica e hidráulica precárias, paredes descascadas e com infiltrações, pisos quebrados, entre outros. Esses problemas ainda são uma realidade em algumas delegacias da Baixada Fluminense. Mas com o Programa Delegacia Legal, que visa reformar ou construir novas unidades, para dar um conforto ao cidadão e melhores condições de trabalho aos policiais com um mobiliário padrão, moderno e funcional, a situação está prestes a mudar. Duas novas delegacias já estão sendo construídas, como a 52ª DP (Nova Iguaçu) e 53ª DP (Mesquita). Também há uma lista de delegacias que estão em obras e outras que ainda não foram iniciadas, como a 48ª DP (Seropédica), 51 ªDP (Paracambi), 55 ªDP (Queimados), 59 ªDP (Duque de Caxias), 60 ªDP (Campos Elíseos), 65ª DP (Magé) e 67ª DP (Guapimirim). As unidades que já se transformaram em delegacias legais são a 50ª DP (Itaguaí), 54ª DP (Belford Roxo), 56ª DP (Comendador Soares), 57ª DP (Nilópolis), 58ª DP (Posse), 61ª DP

ALBERTO ELLOBO

Festival Nacional de Dança entra para o calendário cultural de Duque de Caxias UM PÚBLICO de cerca de três mil pessoas passou pelo Teatro Municipal Raul Cortez para acompanhar o 1° Festival Nacional de Dança de Duque de Caxias, aberto no dia 26. Segundo os organizadores, o evento reuniu aproximadamente 800 bailarinos e dançarinos, totalizando 168 coreografias nas três noites competitivas. A cerimônia de premiação, na noite de sábado (30), fez parte das comemorações do Dia da Baixada Fluminense e contou ainda com um evento de dança de rua na parte externa do Centro Cultural Oscar Niemeyer, organizado pelo Grupo Urbanus, com a presença de vários DJs, além de dois workshops e um palco aberto para apresentações não competitivas. Os eventos tiveram entrada franca e foram prestigiados pelo prefeito José Camilo Zito e pela deputada federal Andreia Zito. Antes de serem anunciados os vencedores, o Secretário de Cultura e Turismo Gutemberg Cardoso, ao lado do idealizador do Festival e diretor da Companhia Municipal de Dança, Carlos Muttalla, anunciou que o Festival de Dança passa, a partir de agora,a fazer parte do calendário permanente da Secretaria, sob calorosos aplausos. Falou também sobre a importância do Dia da Baixada Fluminense e enfatizou o apoio do Prefeito Zito às iniciativas

culturais desenvolvidas no município. Os dois, além do prefeito e a deputada, foram homenageados com placas pelo apoio ao Festival. VENCEDORES - Studio de Dança Simone Rocha, Cia de Dois e Academia Luciana Bessa (Nova Iguaçu); Encanto Cigano (Copacabana, RJ); Cia de Dança Ana Carolina Paz (Jacarepaguá, RJ); Studio Talento e Arte Escola de Dança (Madureira, RJ); Movimenthu’s Cia de Dança (Pavuna, RJ); Grupo Soul in Rua (Belford Roxo); MA Studio de Dança (Mesquita); Academia Alledance, Instituto de Dança Priscila Ferraz, Núcleo de Dança e Artes Rejane Fatá, Studio de Dança Valéria Brito e Escorpiões de Rua (Nilópolis); Attitude Dance Company (São Gonçalo); Grupo Meriti Urbano (São João de Meriti); Recicle e Dance, Academia Sheyla Fitness, Cia de Dança Kátia de Paula, Projeto Etrês, Grupo Jaguas, Raks Shark Grupo, Cia de Dança Mover e Grupo Ritmos Academia Andrezza Cruz (Duque de Caxias). Premiações especiais: Melhor bailarina: Ana Carolina Paz (Cia de Dança Ana Carolina Paz (Jacarepaguá, RJ), Melhor bailarino: Thalles Wellington (Instituto de Dança Priscila Ferraz, Nilópolis), Melhor grupo: Movimenthus Cia de Dança (Pavuna). SMCP/MARCIO LEANDRO

(Xerém), 62ª DP (Imbariê), 63ª DP (Japeri), 64ª DP (São João de Meriti) e 66ª DP (Piabetá). Atualmente há mais de 120 Delegacias Legais prontas e funcionando. A idéia do Governo do Estado é entregar todas as delegacias que faltam até agosto. O Programa Delegacia Legal foi concebido para modificar radicalmente a forma como a Polícia Civil vem desenvolvendo suas atividades através da transformação de todas as delegacias em Delegacias Legais. As modificações implantadas envolvem desde a divisão do espaço

físico até as rotinas da unidade policial internas. O projeto arquitetônico das Delegacias Legais foi criado para dar um conforto ao cidadão e melhores condições de trabalho aos policiais com um mobiliário padrão, moderno e funcional. Além disso, a tecnologia implantada envolve o uso de softwares, computadores, impressoras, scanners, fotos digitalizadas, ligações em rede, ligações com outros bancos de dados, intranet e internet. Para viabilizar o Programa Delegacia Legal foi indispensável a re-

tirada dos presos em delegacias, que foram remanejados para as onze casas de custódia implantadas nos governos anteriores (três no complexo penitenciário de Bangu, uma em Campos dos Goytacazes, duas em Bangu e uma em Benfica, município do Rio, e mais quatro em Magé, Japeri, Itaperuna e Volta Redonda. A conclusão do Programa Delegacia Legal utiliza recursos de um empréstimo junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no valor de R$ 157 milhões.

Clarice Yoko, da MS Studio de Dança, venceu com a aplaudidíssima coreografia contemporânea “Pequena Espiã” na categoria juvenil

Programa de bolsas para cursos profissionalizantes terá R$ 1 bi LANÇADO DIA 28 pela presidenta Dilma Rousseff, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) terá um orçamento inicial de R$ 1 bilhão este ano. Desse total, R$ 700 milhões serão para o pagamento de

bolsas a alunos de ensino médio e trabalhadores em cursos técnicos ou profissionalizantes e R$ 300 milhões para a nova modalidade do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para a educação profissional.


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País Ministro pede perdão a vítimas da ditadura A COMISSÃO da Verdade, proposta encaminhada ao Congresso Nacional durante o governo do expresidente Luiz Inácio Lula da Silva, visando a apurar os crimes cometidos no período da ditadura militar (1964-1985), deve ser aprovada ainda este ano. A expectativa é do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que usou um jargão militar para se referir ao tema: “Em busca da verdade, senta a pua. Há uma sensibilidade hoje dos líderes na Câmara [dos Deputados] em aprovar o projeto [da Comissão da Verdade] e acho que é muito importante que a sociedade brasileira tenha essa comissão, para saber a verdade daquele período triste da nossa história. Vamos aprová-la este ano, em um curto espaço de tempo”, previu. Senta a pua, a expressão citada pelo ministro, tem suas origens da Segunda Guerra Mundial (19391945). É o grito de guerra

ABR/RENATO ARAUJO

do 1º Grupo de Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira (FAB), que tem o sentido de cumprir a missão, com coragem e bravura. O ministro participou dia 30 da 49ª Caravana da Anistia, da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, que julga processos de experseguidos políticos e determina reparações financeiras às vítimas.

Cardoso discursou emocionado para os participantes da caravana, que lotaram o histórico auditório da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), palco das primeiras manifestações contrárias ao regime militar e alvo de um atentado à bomba em suas instalações, em 1976, conforme lembrou o presidente da entidade, jornalista Maurício Azedo.

Em nome do Estado brasileiro, o ministro pediu perdão às vítimas da ditadura. “Nós temos que reparar os danos que o Estado brasileiro fez no período da ditadura militar. Isso não implica só em uma indenização, mas também na reparação moral daqueles que foram atingidos. Cabe a mim pedir perdão em nome do Estado brasileiro.”

Novo Código Florestal deve ser votado esta semana EM TRAMITAÇÃO na Câmara dos Deputados há quase 12 anos, o projeto de lei do novo Código Florestal deve ir à votação no plenário da Casa, possivelmente nesta terça-feira (3). A maioria dos líderes partidários e o próprio presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), são favoráveis à

votação mesmo persistindo divergências em torno do relatório apresentando pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP). Depois de diversas rodadas de negociação com ministros, ambientalistas, representantes dos produtores rurais e da comunidade científica, Rebelo prometeu divulgar amanhã (2) as alterações

feitas em seu relatório conforme as reivindicações dos diversos setores. - Vamos continuar conversando e nos aproximando do acordo ideal que deverá ser anunciado na próxima segunda-feira”, disse Rebelo à Agência Brasil. Entre os pontos mais polêmicos que ainda não foram sanados, estão a obri-

gatoriedade da reserva legal na pequena propriedade de até quatro módulos fiscais e a redução do tamanho de área de preservação permanente (APP) em torno dos rios. “Teremos a possibilidade de resolver, no acordo, o que for possível. E o que não for possível será decidido pelo plenário”, afirmou Rebelo.

Índios discutem construção de hidrelétricas em suas terras OS PROBLEMAS gerados pela construção de hidrelétricas em terras indígenas, o atraso na assinatura do Estatuto dos Povos Indígenas e a necessidade de implementação do Conselho Nacional de Política Indigenista serão alguns dos temas discutidos durante o Acampamento Terra Livre, que reúne lideranças de todo o país. O acampamento foi aberto segunda-feira (2) e vai até quinta-feira (5) na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Segundo o coordenador da Articulação dos Povos Indígenas da Região Sul, Cretã Kaingang, um dos líderes presentes ao evento, um dos principais problemas para os índios que não vivem na Amazônia são as hidrelétricas de pequeno porte, que acabam tomando parte de suas terras, normalmente menores do que as do Norte do país. Às vezes, as terras até mesmo desaparecem com a inundação do lago da represa, disse Cretã Kaingang. Para um não índio, a construção de uma hidrelétrica significa apenas que parte da terra será inundada. Para um índio, não. “Ali dentro estão os animais, a floresta, há todo um ciclo de cultura. Ali estão nossos antepassados. Na nossa região estão sendo instaladas hidrelétricas de pequeno porte que acabam com

a nossa terra, que já é pequena”, afirmou. De acordo com o líder Kaingang, os índios são também marginalizados pelas autoridades que deveriam protegê-los. “Hoje temos que lutar para demarcar a nossa terra. O governo tem feito um discurso bonito fora do país, tem acatado parte das leis de direito internacional, mas, na hora que tem que cumpri-las, nosso país não o faz. As lideranças que têm lutado estão se tornando marginais e são consideradas invasoras. Só que a terra é nossa”, denunciou. Ele também disse que os índios sofrem com a falta de moradia adequada. Segundo Kaingang, muitos dos índios de sua região vivem debaixo de lonas. “Na Amazônia, a maioria das terras está demarcada, mas nós, que estamos no Sul e no Nordeste, estamos debaixo de lona, com filhos que se tornam adultos e continuam debaixo dessa lona. O Estado tem faltado muito conosco”, declarou. Marcos Aporinã, um dos coordenadores das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira, pediu agilidade na votação do Estatuto dos Povos Indígenas, que está desde 1991 em discussão no Congresso Nacional. “Até agora, porém, não há uma resposta positiva que faça diferença para nossos povos.”

Internacional BANCO DE IMAGENS

Interpol alerta para reforço da segurança após morte de Bin Laden A INTERPOL, agência internacional de polícia, alertou que todos os seus países-membros reforcem medidas de segurança em razão da morte do líder e fundador da Al Qaeda, Osama Bin Laden. O governo norte-americano já havia emitido um alerta sobe o risco de violência “antiamericana” após o anúncio da morte do extremista. Por meio de nota, os Estados Unidos estenderam o alerta a todos os cidadãos em viagem ou que morem no exterior. Bin Laden foi morto domingo (1º) em uma operação norteamericana em uma cidade próxima de Islamabad, no Paquistão, na região de Ab-

bottabad. A morte do líder da Al Qaeda foi confirmada pelo presidente Barack Obama às 23h35 (0h35 de segunda-feira no Brasil), em pronunciamento na TV. Um dos homens mais procurados do mundo, o fundador e líder da Al Qaeda, Osama Bin Laden, teve o corpo submetido a um ritual no mar, segundo a imprensa norte-americana. De acordo com o jornal New York Times e a agência de notícias Associated Press, a cerimônia seguiu os preceitos muçulmanos de enterrar o corpo no mesmo dia da morte. As autoridades norteamericanas justificaram o enterro no mar informando que seria difícil encontrar um

país que aceitasse receber o corpo de um dos mais procurados líderes extremistas do mundo. As fontes não foram identificadas nas reportagens. Depois do anúncio de Obama, multidões foram às ruas em Washington e Nova York - cidades atingidas pelos ataques de 11 de setembro de 2001, no qual cerca de 3 mil pessoas morreram - para festejar a morte de Bin Laden. Além de ter sido o principal mentor dos atentados de 11 de setembro, Bin Laden é acusado de outros ataques, entre eles as explosões em duas embaixadas americanas no Leste da África em 1998.

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“É possível construir hidrelétricas de maneira sustentável” O PRESIDENTE da Empresa de Pesquisa Energética, Mauricio To l m a s q u i m , d e f e n deu a possibilidade de construir usinas hidrelétricas e com desenvolvimento econômico aliado à sustentabilidade. “A hidrelétrica pode ser um elemento de desenvolvimento local e de preservação”, destacou Tolmasquim, em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional. “[Elas] geram energia barata e praticamente não emite gases do efeito estufa, que são os principais gases causadores das mudanças climáticas”, completou. To l m a s q u i m d e f e n deu, porém, a obrigatoriedade de se manter as reservas naturais e de recuperar as matas ci-

liares como fundamental para a construção das usinas. Segundo ele, o Brasil é hoje o terceiro país em potencial hidrelétrico a ser explorado, fica atrás somente da China e da Rússia. Do potencial hidrelétrico brasileiro, apenas um terço foi explorado. Apesar disso, Tolmasquim defende que o Brasil não deve deixar de investir e m e n e rg i a n u c l e a r, pois é preciso manter a competência tecnológica. “Daqui 20 anos, o potencial hidrelétrico vai diminuir bastante”, disse. Para ele é importante também investir em outros tipos de energia, “o Brasil tem um potencial grande em energia eólica, mas ela não irá substituir a hidrelétrica.”

Sobre as pessoas atingidas pelas construções e que precisam ser deslocadas, Tolmasquim informa que as hidrelétricas construídas atualmente têm reservatórios menores. “Podemos dar como exemplo a Usina de Três Gargantas na China, a maior usina do mundo deslocou um milhão de pessoas, a Usina de Belo Monte deslocará apenas 4 mil famílias”, afirmou. Ele explica ainda que grande parte das pessoas que serão atingida pela Belo Monte vivem em condições degradantes, em áreas que são inundadas com frequência. “A usina dará a essas pessoas moradias dignas, em casas de alvenaria, com rede de esgoto e tratamento de água.”

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