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Senadores vetam Valcke e convidam Blatter para audiência sobre Copa
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Ano 4 nº 103 www.jornalcapital.jor.br
MERCADO & NEGÓCIOS R$1
10 a 16 de aBRIL de 2012
CAPITAL EMPRESA JORNALÍSTICA LTDA
Mais rigidez para comércio de produtos entre empresas Fabio Rodrigues Pozzebom-ABr
Balança registra déicit nos quatro dias úteis de abril balança comercial brasileira registrou déicit de US$ 292 milhões nos quatro dias úteis da primeira semana de abril, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (9) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O saldo negativo é resultado das exportações de US$ 3,378 bilhões e importações de US$ 3,670 bilhões. A média diária de vendas externas no período analisado icou em US$ 844,5 milhões, o que signiica uma queda de 20,5% frente abril de 2011. A retração é atribuída à redução das exportações em três categorias de produtos: básicos (-31,7%), manufaturados (-11,5%) e semimanufaturados (-3,2%). No caso dos básicos, a queda ocorreu principalmente nos embarques de soja em grão, petróleo bruto, café em grão, minério de ferro, além de carnes suínas e de frango. No acumulado do ano, os embarques externos somaram US$ 58,458 bilhões, enquanto as compras internas icaram em US$ 56,313 bilhões. Nesse período, o saldo foi superavitário em US$ 2,145 bilhões.
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s empresas de um mesmo grupo no Brasil e no exterior que trocam mercadorias terão regras mais rígidas para impedir a manipulação de preços que resulta em menos pagamento de imposto. A Receita Federal alterou as regras dos preços de transferência, usados como parâmetros nessas transações, segundo o subsecretário de Tributação da Receita Sandro Serpa (foto). PÁGINA 3
Baixada quer gerar empregos com resíduos de obras
Dilma, nos EUA, reclama da desvalorização do dólar S
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eis municípios da Baixada Fluminense e a Secretaria de Estado do Ambiente concluíram mais uma etapa para elaboração do protocolo de intenções para criação do consórcio intermunicipal que acaba com os aterros de resíduos de construção na região. O projeto vai reaproveitar esse material, gerando emprego e renda para as cidades participantes PÁGINA 4
Comissão do Idoso lagra irregularidades em bancos PÁGINA 4
te Obama a preocupação do Brasil com a expansão monetária, sem que os países com superávits equilibrem essa expansão monetária com políticas fiscais
baseadas na expansão dos investimentos. Essas políticas monetárias solitárias, no que se refere a políticas fiscais, levam à desvalorização das moedas dos pa-
íses desenvolvidos, levando ao comprometimento dos países emergentes”, disse, em declaração conjunta com o presidente Obama.
Mais negócios e mais empregos
Renato Araujo/ABr
o se encontrar nesta segund-afeira (9) com o presidente dos Estados Unidos Barack Obama, a presidenta Dilma Rousseff criticou a política de expansão monetária adotada pelos países desenvolvidos com o objetivo de sair da crise que abalou a economia internacional. A presidenta disse que essas políticas provocam desvalorização das moedas, entre essas o dólar, e acabam dificultando o desenvolvimento econômico dos países emergentes. A dirigente já usou o termo "tsunami monetário" como metáfora para a situação que o Brasil enfrenta. “Manifestamos ao presiden-
Roberto Stuckert Filho-Presidência da República
A
ampliação do Plano Brasil Maior, com as medidas de desoneração fiscal, é um “passo importante” para melhorar o ambiente de negócios e aumentar a participação da indústria na produção e no emprego, de acordo com o presidente da Confederação Nacional da Indústria, Robson Braga de Andrade (foto). PÁGINA 2
Volume de carga em ferrovias aumenta em 5 milhões de tonelada
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egundo estudo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), a quantidade de carga transportada por ano subiu de 253,3 milhões de toneladas, em 1997, para 475 milhões de toneladas em 2011. PÁGINA 3
Anfavea acredita em reação positiva nas vendas PÁGINA 5
Caixa reduz juros de clientes em até 88% PÁGINA 8
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MERCADO & NEGÓCIOS
10 a 16 de Abril de 2012
Ampliação do Plano Brasil Maior melhora negócios e empregos A
ampliação do Plano Brasil Maior, com as medidas de desoneração iscal anunciadas no dia 3 pelo governo, é um “passo importante” para melhorar o ambiente de negócios e aumentar a participação da indústria na produção e no emprego, de acordo com o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade. Ele ressalta, porém, que o problema da indústria não é de ordem conjuntural apenas. Tratase, segundo ele, de uma questão estrutural, que relete problemas de competitividade sistêmica. No seu entender, a desoneração da folha de salários, créditos e defesa comercial ajudam,
mas é necessária uma estratégia clara de política industrial, com objetivos bem deinidos, para que a indústria tenha “isonomia competitiva”. Os 15 setores da indústria beneiciados com desoneração da folha de pagamentos têm grande peso na formação de empregos. Casos, por exemplo, da indústria de confecções, que emprega 1,322 milhão de pessoas em todo o país; da indústria têxtil com seus 334,7 mil postos de trabalho diretos, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções (Abit), bem como 1,5 milhão de empregos diretos e indiretos da cadeia automobi-
lística, segundo estima a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O presidente da Abit, Aguinaldo Diniz Filho, também acredita que as medidas terão impacto positivo no setor têxtil e de confecções, mas defende “mudanças contínuas e profundas nas estruturas de produção”. Segundo ele, o anúncio de hoje mostra uma “sensível preocupação” com a desindustrialização e suas possíveis consequências para o país, como a redução de empregos. O professor de economia da Fundação Getulio Vargas (FGV) de São Paulo, Samy Dana, também
bate na mesma tecla. Ele diz que não adianta apenas reduzir tributos pontuais e especíicos, quando é necessário diminuir toda a carga tributária brasileira e, sobretudo, reduzir o spread bancário (diferença entre os juros que os bancos pagam aos clientes e os juros cobrados nos empréstimos). Sem isso, segundo ele, não haverá grande aumento do número de empregos no país com essas medidas. “Precisamos fazer mais para que a indústria brasileira ganhe em competitividade e para isso o governo precisa investir mais em infraestrutura e trabalhar por uma ampla reforma tributária”, acrescentou.
Ponto de Observação Agora é crime fraudar concurso público Alberto Marques
D
esde 16 de dezembro do ano passado, quando foi publicada no Diário Oicial da União a lei nº 12.550/11, que altera o Código Penal Brasileiro, passou a ser considerado crime fraudar concursos públicos, com penas que podem chegar a oito anos de reclusão e multa para os infratores. Até então, não havia na legislação do país uma deinição para esse tipo de fraude, o que tornava mais fácil aos fraudadores escapar da Justiça, pois as autoridades policiais e o MP tinham diiculdade para enquadrá-los em algum artigo do Código Penal um Decreto-Lei de 1940, no auge do Estado Novo de Vargas - e indiciá-los em inquéritos policiais. A decisão do Governo de estabelecer norma tipiicando como crime as fraudes em concursos ocorreu depois dos pro-
blemas enfrentados pelo MEC na realização do ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio - desde o desvios e comercialização das provas até o vazamento, no último Exame, de questões básicas, envolvendo mais de 600 alunos e a direção do Curso Christus, em Fortaleza, Ceará. A intenção original do MEC, através do ENEM, era fazer uma avaliação dos cursos do segundo grau e induzir as Universidades Publicas a adotarem o resultado do Enem como parâmetro de ingresso nos cursos de terceiro grau, uma forma de eliminar gradativamente os vestibulares tradicionais. Com o passar do tempo, as universidades particulares também adotaram o Enem como prova de acesso direto aos seus cursos, eliminando o custoso e o problemático vestibular. Assim, a Lei 12.550/11 acrescentou o Capitulo 5º ao Título 10º do Código Penal, que trata de crimes contra a fé pública. Trata-
se do Artigo 311-A, que considera criminosa a conduta daquele que utiliza ou divulga, indevidamente, conteúdo sigiloso de concurso público, avaliação ou exame públicos, processo seletivo para ingresso no ensino superior ou exame ou processo seletivo previstos em lei. No mesmo crime se insere a conduta de quem permite ou facilita, por qualquer meio, o acesso de pessoas não autorizadas àquelas informações. A pena para tal delito é de um a quatro anos e multa, mas será aumentada para dois a seis anos e multa, se da ação ou omissão resultar dano à administração pública; e em mais um terço se a fraude for cometida por funcionário público. Outro artigo do Código Penal foi alterado pela Lei 12.550/11, como resultado da introdução do crime tipiicado no Artigo 311-A. Foi criada mais uma espécie de pena restritiva de direitos, com a inclusão,
no Artigo 47 do código, da proibição para o fraudador de inscrever-se em concurso, avaliação ou exame públicos. A pena não é aplicada cumulativamente e, sim, serve para abrandar a punição em condenações até quatro anos, quando o condenado poderá ter sua pena privativa de liberdade substituída pela de restrição de direitos (proibição de inscrever-se em concurso público), desde que observados os outros requisitos exigidos no Artigo 44 do código. Para fazer a mudança no Código Penal, o governo se utilizou de norma que tratava de um assunto completamente diferente: a criação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, na qual foram incluídos os artigos 18 e 19 que alteram o Decreto-Lei 2.848, de 7 de dezembro de 1940, quando o Código Penal ainda não tinha entrado em vigor no país.
Coluna do Moreira MOREIRA FRANCO é Ministro Chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República
Ensino a distância
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expansão do setor de telecomunicações, no im do século passado, permitiu impulsionar a internet no País e trouxe nova dinâmica aos cursos de ensino a distância. Até aquele momento, essa forma de aprendizagem era vista com certo preconceito e muito vinculada aos cursos técnicos por correspondência ou aos telecursos produzidos por emissoras de TV, em parceria com o setor privado. Com o plano de ampliação da rede de banda larga, tem icado mais fácil o acesso a programas de ensino que começaram a ser ofertados por instituições públicas e particulares por meio da internet. De acordo com o Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância (AbraEAD), 2,5 milhões de cidadãos estudaram em cursos com tais metodologias no ano de 2007. O Anuário Brasileiro informa também que há cerca de 1,6 mil opções de cursos. São cursos técnicos ou até mesmo de pós-graduação, que podem ajudar a impulsionar a carreira. Ao participar do ensino online, o aluno fortalece o seu currículo, torna-se um proissional mais qualiicado e, com isso, aumenta as oportunidades para ocupar postos mais relevantes e, consequentemente, ganhar mais no im do mês. É por isso que o ensino a distância foi incorporado pelas grandes empresas como uma ferramenta fundamental para capacitação de funcionários. Além de ser uma opção mais barata que os cursos presenciais, essa ferramenta permite treinar a mão de obra sem provocar interferência maior no processo de produção. Nas grandes corporações, os cursos mais aplicados são os de tecnologia e de planejamento e gestão. As estatísticas do setor mostram ainda que todos os anos aumenta a diversidade dos cursos. É preciso aproveitá-los ao máximo, no ambiente do trabalho ou fora dele. Tratase de uma oportunidade irrecusável para trabalhadores que chegam ao mercado de trabalho e para aqueles que não querem se acomodar na proissão. Aderir a essas novas formas de aprendizagem parece, portanto, um caminho para o sucesso proissional: um meio de aprendizagem mais rápido, mais eicaz e mais lucrativo. Cambio Moeda
(*) FECHAMENTO: 09 DEABRIL DE 2012
Compra (R$)
Venda (R$)
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Dolar Comercial
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Dólar Turismo Moeda
Compra (U$)
Variação % 0,32
1,819 1,940 Venda (U$)
0,51 Variação % 0,14
Coroa Dinamarca
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5,676
Dólar Austrália
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1,031
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Dólar Canadá
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Euro
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1,310
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Franco Suíça
0,916
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0,00
81,500
81,580
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1,589
0,07
484,450
485,450
0,32
1.786,400
1.787,600
0,82
4,355
4,405
0,00
12,965
12,969
0,15
19,350
19,550
0,00
Iene Japão Libra Esterlina Inglaterra Peso Chile Peso Colômbia Peso Livre Argentina Peso MÉXICO Peso Uruguai Bolsa
Valor
Variação %
Ibovespa
62.923,21
1,21
IBX
21.415,35
1,07
Dow Jones
12.929,59
1,00
Nasdaq
3.047,08
1,08
Merval
2.522,18
1,38
Commodities Unidade Petróleo - Brent
barril
Compra US$
Venda US$
Variação %
122,700
122,720
3,05
1.639,800
1.641,600
0,00
Ouro
onça troy
Prata
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31,550
31,620
0,00
Platina
onça troy
1.612,000
1.622,000
0,00
Paládio
onça troy
637,800
644,800
0,00 0,529
Indicadores Poupança
10/04
Poupança p/ 1 Mês
09/04
0,511
TR
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Juros Selic meta
9,75
ao ano
R$ 622,00
Salário Mínimo (Federal)
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10 a 16 de Abril de 2012
MERCADO & NEGÓCIOS
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Regras estão mais rígidas para comércio Conversa com de produtos entre empresas coligadas a Presidenta
A
s empresas de um mesmo grupo no Brasil e no exterior que trocam mercadorias terão regras mais rígidas para impedir a manipulação de preços que resulta em menos pagamento de imposto. A Receita Federal alterou as regras dos preços de transferência, usados como parâmetros nessas transações. As empresas que importam ou exportam commodities (bens primários comercializados no mercado internacional) só poderão usar como preço de transferência as cotações nas bolsas de valores internacionais. Até agora, era permitida a aplicação de uma margem de lucro sobre o preço de revenda ou sobre o custo de produção, procedimento que, segundo a Receita, provocava distorções em relação às cotações internacionais. - O uso da margem de lucro, muitas vezes, resultava em preços diferentes dos praticados no mercado internacional e permitia às empresas transferir lucros para o exterior e pagar menos imposto no Brasil disse Cláudia Pimentel, coordenadora da área de Imposto de Renda da Receita Federal do Brasil. O Fisco também alterou o cálculo do preço de transferência de empresas que importam
Valter Campanato-ABr
O subsecretário de Tributação da Receita Sandro Serpa disse que a manipulação dos preços provoca perdas em todo o mundo produtos industrializados ou semi-industrializados de uma empresa vinculada, como uma ilial que compra de uma matriz no exterior. As margens de lucro que podem ser deduzidas do preço de revenda - e permitem às empresas pagarem menos imposto - foram modiicadas. Até agora, essa diferença era 20%, no caso de mercadorias compradas no exterior e vendidas no mercado interno, e 60% quando a empresa industrializa o produto no país antes de revendê-lo no Brasil. Com a nova regra, essas duas margens de lucro foram uniicadas e corresponderão a 20%, 30% ou 40% do preço de revenda
conforme o tipo de mercadoria. Segundo a coordenadora, a mudança evita contestações na Justiça e facilita a iscalização pelos auditores. “Muitas vezes, uma empresa que apenas mudava a embalagem do produto questionava se a mercadoria havia sido industrializada e pedia margem de lucro maior”, explicou. DEFESA COMERCIAL Para o subsecretário de Tributação da Receita, Sandro Serpa, as alterações representam um instrumento adicional de defesa comercial. “O preço de transferência, que pode ser calculado de diversas formas, é o preço que seria justo no comércio de uma mer-
cadoria. O luxo cambial [entrada ou saída de moeda estrangeira] é bastante conhecido e constantemente monitorado, mas existe um luxo de mercadorias com preço manipulado que provoca perdas de impostos em todo o mundo”, comentou. De acordo com Serpa, a manipulação dos preços nas trocas entre empresas coligadas que operam em países diferentes provoca perda de US$ 200 bilhões em todo o mundo. Ele, no entanto, não forneceu estatísticas sobre quanto o Fisco brasileiro deixa de arrecadar com essa prática. O endurecimento das regras de cálculo do preço de transferência faz parte do pacote de defesa comercial e de estímulo à indústria anunciado na terça-feira (3). Cláudia Pimentel disse ainda que empresas tendem a exportar pelo maior preço possível a uma empresa vinculada e importar por preços mais baixos para reduzir o lucro e pagar menos Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Justamente o fato de pertencerem ao mesmo grupo abre brechas para que o preço dessas transações seja diferente do cobrado no comércio entre duas empresas independentes.
Volume de carga em ferrovias aumenta em 5 milhões de toneladas em um ano
O
movimento de cargas por meio da malha ferroviária brasileira cresceu 87,6% entre 1997 (ano em que a desestatização no setor teve início) e 2011. Segundo estudo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), a quantidade de carga transportada por ano subiu de 253,3 milhões de toneladas, em 1997, para 475 milhões de toneladas em 2011. Se a comparação for feita com 2010, a movimentação registrou um aumento de 5 milhões de
Banco de Imagens
toneladas. O setor registra 149% a mais de empregos entre 1997 e 2011, e uma redução de 22% no consumo de combustíveis. De acordo
com o Balanço do Transporte Ferroviário de Cargas, divulgado hoje (9) pela ANTF, a produtividade da malha aumentou 111,7% desde 1997. O estudo des-
taca, ainda, a expansão e a modernização da frota de locomotivas e vagões, e “um salto de mais de 82 vezes” no transporte de contêineres. - São números expressivos, muito impactantes, até porque a malha pouco cresceu nesses 15 anos - disse o presidente da ANTF, Rodrigo Vilaça. “Na ideia de revitalização da malha existente, quase nada foi feito pelo Poder Público. As obras anunciadas em 2003 ainda não surtiram o efeito imaginado”, acrescentou.
Direito Empresarial (*)ARTHUR SALOMÃO É ESPECIALISTA EM DIREITO EMPRESARIAL E RECUPERAÇÃO JUDICIAL.
Garagem só pode ser vendida ou alugada com aprovação do condomínio Arthur Salomão*
U
ma nova lei federal passa a determinar que garagens não podem mais ser vendidas ou alugadas a pessoas estranhas ao condomínio, salvo autorização expressa na convenção de condomínio. Trata-se de uma mo-
diicação no Código Civil por meio da Lei nº 12.607, publicada no Diário Oicial da última quinta-feira, dia 5 de abril. A lei muda o artigo 1.331 do código, que passa a vigorar com a seguinte redação: Art. 1.331, § 1o: As partes suscetíveis de utilização independente, tais como apartamentos, escritórios, salas, lojas e sobrelojas, com as respec-
tivas frações ideais no solo e nas outras partes comuns, sujeitam-se a propriedade exclusiva, podendo ser alienadas e gravadas livremente por seus proprietários, exceto os abrigos para veículos, que não poderão ser alienados ou alugados a pessoas estranhas ao condomínio, salvo autorização expressa na convenção de condomínio.
De acordo com o texto, apartamentos, escritórios, salas, lojas e sobrelojas, continuam a ser consideradas de propriedade exclusiva. Assim, essas unidades podem continuar a ser vendidas ou alugadas livremente por seus proprietários. Antes, o mesmo valia em relação às garagens.
Encaminhe perguntas para a Presidenta DILMA ROUSSEFF: redacao@jornalcapital.jor.br ou redacao.capitalmercado@gmail.com
JOEL DE SOUZA M. FILHO, 69 anos, engenheiro em Salvador (BA) - O governo abandonou o programa de construção de UPPs em todo o Brasil? Fiquei estarrecido, pois este programa foi o que de melhor apareceu na área de segurança. Presidenta Dilma - Joel, a implantação de Unidades de Polícia Paciicadora (UPPs) é um programa do governo do Rio de Janeiro, apoiado pelo governo federal, que tem tido muito sucesso. O objetivo do governo é incentivar por todo o país as boas práticas na segurança pública, como é o caso da UPP. O governo federal nunca abandonou o conceito das UPPs, que é a retomada de territórios dominados pela criminalidade com forte presença do Estado. Mas a UPP tem características que são especíicas para a realidade da violência do Rio de Janeiro, que não é a mesma de outras cidades brasileiras. O objetivo do governo federal é incentivar o policiamento de proximidade, ou policiamento comunitário, que faz parte do projeto das UPPs. Seguindo essa política, o Ministério da Justiça tem readequado o projeto de postos ixos de policiamento comunitário. Inicialmente, os 2.883 postos seriam ixos, espalhados por todo Brasil, mas há situações em que a utilização de bases móveis com monitoramento feito por câmeras é mais eiciente. As bases móveis, por exemplo, são estrategicamente melhores para o enfrentamento ao crack. No programa Crack, é Possível Vencer, lançado pelo governo federal, já é utilizado o policiamento de proximidade, que pode ser feito tanto com bases móveis como com postos ixos. ROGÉRIO LEITE, 45 anos, assistente de controladoria em Belo Horizonte (MG) - Por que não é possível comprar um lote à vista através do FGTS? Sendo à vista, não haverá interferência da Caixa, isto é, alienação do imóvel ao sistema bancário. Presidenta Dilma – Rogério, é possível, sim, comprar um lote com recursos do seu FGTS, e até com inanciamento da Caixa Econômica Federal, oriundo do FGTS, desde que a aquisição do terreno se destine à construção de sua moradia própria. A restrição existe apenas para a compra de um terreno desvinculado de uma construção. O FGTS foi criado com o objetivo principal de proteger o trabalhador na eventualidade de ser demitido sem justa causa. Mas a legislação estabeleceu algumas exceções. O saque para a compra de terrenos está vinculado à legislação do Sistema Financeiro da Habitação, regulado pela Lei 4.380/64, que impede a aplicação destes recursos em terrenos que não são destinados à construção imediata. É bom lembrar que, para usar o FGTS na compra de um imóvel, o trabalhador não pode ser proprietário de imóvel na localidade em que trabalha e reside. Essas regras foram criadas pelo Congresso Nacional para que o Fundo, além de garantir a formação de uma garantia inanceira pelo tempo de serviço e constituir um patrimônio do trabalhador, destine-se a proporcionar o acesso da população brasileira à casa própria, infraestrutura urbana e saneamento básico. ELCIR P. EUZÉBIO, 54 anos, dona de casa em Cabo Frio (RJ) - Por que o Bolsa Família não tem um valor ixo para todos? Crio a minha neta e só recebo R$ 32,00, mas sei de vizinhos que ganham o dobro. Presidenta Dilma – O valor do Bolsa Família, Elcir, varia de acordo com a situação econômica e a quantidade de crianças, adolescentes e gestantes, podendo ir de R$ 32,00 a R$ 306,00. Isso porque as famílias mais pobres e com mais ilhos têm gastos maiores. As famílias com renda de até R$ 70,00 por pessoa recebem um benefício básico, no valor de R$ 70,00, e podem receber mais 5 benefícios variáveis de R$ 32,00 (um para cada criança ou adolescente até 15 anos, gestante ou bebê) e mais 2 benefícios no valor de R$ 38,00 (um para cada adolescente de 16 ou 17 anos). Famílias com renda acima de R$ 70,00 e inferior a R$ 140,00 por pessoa recebem apenas os benefícios variáveis. Para obter mais informações sobre o seu benefício, Elcir, sugiro procurar o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do seu município. No caso das famílias com ilhos, lembro a importância de manter o cadastro atualizado, promover o acompanhamento de saúde e também garantir que crianças e adolescentes frequentem a escola. São mais de 13 milhões de famílias recebendo os benefícios e os resultados são muito positivos. Foi a partir da combinação do crescimento econômico com políticas como o Bolsa Família e a elevação do salário mínimo que a classe média incorporou, entre 2003 e 2011, cerca de 40 milhões de pessoas.
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MERCADO & NEGÓCIOS
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Comissão do Idoso da Alerj lagra irregularidades em bancos A
gências bancárias lotadas, atendimento preferencial deicitário ou inexistente, número de assentos insuicientes, falta de água, banheiros fechados e espera de até três horas na ila. Este é parte do cenário que os idosos encontram ao buscarem serviços bancários em alguns bairros do Rio. Todas essas irregularidades foram lagradas pela presidente da Comissão de Assuntos da Criança do Adolescente e do Idoso, deputada Claise Maria Zito (PSD), durante vistorias realizadas na última semana, em agências bancárias da Caixa Econômica Federal, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Itaú. “O atendimento, aqui, é precário. A agência não tem banheiro, não tem água e, principalmente, não está respeitando o tempo de espera de no máximo 20 minutos para o atendimento. Uma pessoa me disse que está aqui há três horas. É assustador. Nós estamos iscalizando e vamos bus-
Divulgação
car ações que possam minimizar essa situação”, disse a deputada, durante vistoria realizada na agência do Santander, no calçadão de Bangu, Zona Oeste do Rio. As vistorias aconteceram durante três dias consecutivos em diferentes regiões. Agências bancárias de Bangu, Méier e Duque de Caxias receberam a visita da parlamentar e equipe da Comissão da Alerj nesta primeira etapa. Em Bangu, foram visitadas agências da Caixa Econômica e do Santander, sendo constatadas irregularidades, especialmente na última. O
panorama encontrado durante as vistorias no Méier, Zona Norte da capital (dia 3), e em Duque de Caxias, no dia seguinte, foi mais positivo do que o veriicado em Bangu, na segundafeira (2). "Estamos tendo bons resultados com essas vistorias. Quando a gente entra no banco já está todo mundo apreensivo, todos procurando cumprir as determinações da lei e isso é muito importante. Observamos hoje que todas agências estavam com o caixa preferencial funcionando, tinham o número determinado de cadeiras
para os idosos e que estavam trabalhando com a entrega de senhas", contou a deputada. Em todos os bancos visitados a parlamentar distribuiu um folheto com os direitos dos idosos, além de lembrar o telefone do Disque Idoso da Alerj (0800-0239191), para que as irregularidades fossem denunciadas futuramente. Apesar dos avanços, a presidente da comissão constatou que somente duas empresas bancárias (Bradesco e Itaú) cumpriam todas as determinações legais. Já as agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal não possuíam os dizeres da lei aixados de forma visível para os clientes, como obriga a lei. De acordo com Claise Maria, apesar das melhorias constatadas novas visitas serão realizadas pela comissão no início do mês de maio em outros bairros da cidade do Rio de Janeiro e municípios da Baixada Fluminense.
Cidades da Baixada querem gerar empregos com resíduos de obras S
eis municípios da Baixada Fluminense e a Secretaria de Estado do Ambiente concluíram mais uma etapa para elaboração do protocolo de intenções para criação do consórcio intermunicipal que acaba com os aterros de resíduos de construção na região. Da reunião realizada dia 4 na Prefeitura de Duque de Caxias, participaram técnicos e representantes jurídicos dos municípios de Belford Roxo, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu e São João de Meriti que discutiram o projeto desenvolvido por pela empresa I&T-Gestão de Resíduos. O projeto que acaba com os aterros com resíduos de obras e vai reaproveitar esse material, gerando emprego e renda para as cidades participantes, será assinado em breve pelos prefeitos das cidades envolvidas e encaminhados
Bastidores da ALERJ RODRIGO DE CASTRO é jornalista e pós-graduado em Marketing e Comunicação Empresarial pela Universidade Federal de Juiz de Fora (MG)
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Ressurreição?
essurreição em Latim signiica literalmente "levantar; erguer-se". A deputada estadual Janira Rocha (PSOL) deve ter passado este feriadão de Páscoa pedindo aos céus a sua ressurreição. É que está prestes a ser analisado pela Mesa Diretora da Alerj o pedido de cassação pelo envolvimento direto e participativo no movimento de greve dos bombeiros e policiais militares, conforme lagrado em escutas telefônicas apresentadas no “Jornal Nacional”, da Rede Globo. O pedido foi feito pela “colega” Cidinha Campos (PDT) a quem Janira “malha” mais do que a Judas em Sábado de Aleluia. As desavenças entre as parlamentares estão longe do im e não é somente a Cidinha Campos a quem Janira tem irritado. Dizem os mais malvados que a base governista não agüenta mais a “oposição escandalosa” nos microfones do Plenário e apoia totalmente o processo de cassação. IRRITADO - Quem também anda bem irritado é o presidente da Casa, Paulo Melo, devido as ausências costumeiras de alguns deputados com a proximidade das eleições municipais. Muitos não fazem falta nenhuma, mas provocam dor de cabeça no presidente, ao aceitarem participar de comissões importantes. Dia desses esbravejou para quem quisesse ouvir: “Presidir uma comissão parlamentar é um compromisso dos mais sérios na vida pública de um deputado”. O recado está dado! VARREDURA - Foi concluído o Pregão para a contratação de empresa especializada em varredura eletrônica nos gabinetes dos deputados e principais departamentos da Assembleia. A descoberta de novos grampos pode delagrar novos escândalos na Alerj.
Líderes evangélicos fazem confraternização em Xerém Diculgação
PMDC/Márcio Leandro
erca de cinquenta pastores de diversas denominações evangélicas de Duque de Caxias se reuniram em confraternização, na última terça-feira, dia 3. O evento, realizado em Xerém, 4º distrito do município, serviu também para discussão de diversos temas, como a união entre as diferentes igrejas dentro de um mesmo ideal. O pastor Paulo Roberto, da Assembléia de Deus, um dos participantes, ressaltou a importância da reunião. “Embora as denominações sejam diferentes, possuem um bem em co-
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às Câmara Municipais para criação de lei. Pelo plano serão criados ecopontos para entrega voluntária de resíduos de construção civil e áreas de triagem e transbordo (ATTs). Eles poderão icar em áreas limites entre municípios do consórcio e ser usados por ambos de forma integrada. As instalações de reci-
clagem poderão produzir blocos, pisos e meio-io a baixo custo. Em recente encontro do grupo, o secretário de Meio Ambiente de Duque de Caxias, Samuel Maia, disse que é necessária a criação de políticas públicas para conscientização da população sobre o descarte de resíduos. “Hoje, 68% do
lixo recolhido na cidade é entulho, 22% são de coleta domiciliar e o restante, lixo industrial. A geração de resíduos de construção civil é um dos grandes problemas da Baixada Fluminense e esse material pode ser processado e aproveitado pelas Prefeituras em suas obras ou vendido para indústrias”, destacou Maia.
mum, que é trazer para a sociedade alguns projetos que vão de encontro à toda população”. Após um bate papo informal, um almoço descontraiu ainda mais o ambiente. Dentre os presentes estava o presidente da Câmara de Vereadores Dalmar Lirio de Almeida,o Mazinho. Os pastores falaram sobre a trajetória do vereador e destacaram o tamanho de sua responsabilidade e postura com a população. Mazinho agradeceu a tarde alegre com os “amigos de fé” e a coniança depositada em seu trabalho.
MERCADO & NEGÓCIOS
10 a 16 de Abril de 2012
Anfavea acredita que aperto no crédito não inibirá vendas D
epois de registrar recuo de 0,8% nas vendas de veículos no primeiro trimestre (na comparação com os três primeiros meses de 2011), as montadoras instaladas no país projetam uma reação positiva do mercado. Apesar da queda nas vendas, não foi alterada a meta de crescimento do setor, de 4% a 5% este ano, segundo informou o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Cledorvino Belini. Na avaliação do executivo, com a expectativa de redução das taxas
de juros praticadas pelo mercado e de redução da inadimplência, o comércio varejista de carros tende a crescer. “Nós entendemos que, com as medidas que o governo está tomando e que devem levar à redução dos juros, haverá uma recuperação e vamos ter ainda um bom ano”. Ele citou dados divulgados dia 5 pela Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef) que apontam aumento do saldo da carteira de crédito para aquisição de automóveis, em fevereiro, de 6,6%, totalizando R$ 201,5 bi-
lhões. Essa expansão, no entanto, mostra que o crédito icou mais apertado e que está crescendo mais lentamente. Em fevereiro do ano passado, a taxa de expansão foi bem maior, 18,5%. Os atrasos de pagamento das prestações dos carros, acima de 90 dias, atingiu 5,5% do total das operações de crédito, um acréscimo de 2,7 pontos percentuais sobre o saldo da inadimplência de fevereiro de 2011. Para Belini, a situação é mais confortável do que nos demais segmentos do comércio, porque, na média de to-
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Balança do agronegócio tem superávit de US$ 15 bi no primeiro trimestre
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agronegócio brasileiro registrou superávit em sua balança comercial de US$ 15,09 bilhões no primeiro trimestre deste ano. Em relação ao mesmo período do ano passado, as exportações cresceram 8,7%, atingindo US$ 19,41 bilhões, e as importações aumentaram 9%, chegando a US$ 4,32 bilhões, de acordo com dados divulgados dia 5 pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Lideraram as exportações do setor nos três primeiros meses do ano o complexo soja, com US$ 4,83 bilhões, as carnes, US$ 3,61 bilhões, o complexo sucroalcooleiro, US$ 2,33 bilhões, os produtos lorestais, US$ 2,24 bilhões, e o café, US$ 1,76 bilhão. No segmento carnes, a de frango rendeu US$ também mostram que as 1,76 bilhão, a bovina, US$ exportações apresentaram recuperação em relação ao desempenho registrado em 2011. Com 22.473 unidades comercializadas no mercado externo, as exportações no primeiro trimestre avançaram 71% em relação ao ano anterior (13.170).
dos os bens do mercado, a taxa icou em 7,6%. Sobre o novo regime automotivo, anunciado no âmbito do pacote de estímulo à indústria, o presidente da Anfavea observou que os efeitos na cadeia automobilística só serão sentidos no longo prazo, já que as novas regras irão vigorar no período de 2013 a 2017. Até o ano que vem, as empresas vão se preparar para se adaptar à nova regulamentação que, entre outras determinações, prevê aumento do índice de nacionalização dos componentes usados pela indústria automotiva.
Vendas de motocicletas recuaram 7% no primeiro trimestre
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s vendas de motocicletas no país, das fábricas para as concessionárias, registraram uma diminuição de 7% no primeiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2011. Elas totalizaram 438.683 unidades, em 2012, contra 503.646 do ano anterior.
Os dados divulgados pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) também apontam um recuo de 4% na produção, com a fabricação de 509.545 motos no mesmo período, ante 533.082 nos pri-
meiros três meses do ano passado. Já as vendas de motocicletas para o consumidor inal, calculadas com base no número de emplacamentos, apresentaram crescimento de 1% no primeiro trimestre de 2012, na comparação com o mesmo período de 2011. Os números da Abraciclo
1,22 bilhão, e a suína, US$ 313,63 milhões. O maior comprador da produção do agronegócio brasileiro é a China, com US$ 2,96 bilhões no acumulado do primeiro trimestre de 2012. O valor é 84,5% maior que o do mesmo período do ano passado. Outros grandes compradores, no entanto, como os Países Baixos, a Alemanha e Rússia diminuíram suas compras. A situação mais crítica foi com a Rússia, que reduziram as importações do agronegócio brasileiro de US$ 1,216 bilhão no primeiro trimestre de 2011 para US$ 565 milhões, uma queda de 53,5%. A redução é resultado, principalmente, do embargo russo aos produtos de vários frigoríicos nacionais, em vigor desde junho de 2011.
Anac mantém resultado do leilão de privatização de três aeroportos A
diretoria da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) decidiu no último dia 5, por unanimidade, julgar improcedente o recurso impetrado pelo Consórcio Novas Rotas, liderado pela Odebrecht, contra a habilitação do Consórcio Aeroportos Brasil, liderado pela Triunfo, vencedor do leilão para ampliação, manutenção e exploração do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP). Em reunião extraordinária
que ocorreu esta tarde, no Rio de Janeiro, a diretoria da Anac também homologou o resultado do certame e concedeu a outorga do leilão dos três aeroportos privatizados: Guarulhos, Viracopos e Brasília. Pelo cronograma do processo, a assinatura dos contratos de concessão dos três aeroportos será no dia 25 de maio. Pela concessão dos três aeroportos, cujo leilão ocorreu no dia 6 de fevereiro, a União vai receber
R$ 24,5 bilhões, quase cinco vezes o valor mínimo de R$ 5,47 bilhões estipulado pelo governo. O maior ágio (673,39%) foi ofertado pela Consórcio Inframérica, que venceu o certame do Aeroporto Internacional de Brasília com a proposta de R$ 4,51 bilhões pelo consórcio Inframérica. Para Guarulhos, o Consórcio Invepar ACSA venceu com lance de R$ 16,213 bilhões (ágio de 373,51%). O Consórcio Aeroportos Brasil foi o vencedor da
disputa por Viracopos, com oferta de R$ 3,821 bilhões (ágio de 159,75%). Os três aeroportos respondem pela movimentação de 30% dos passageiros, 57% da carga e 19% das aeronaves de todo o país. As concessionárias deverão concluir as obras de ampliação e modernização dos aeroportos até a Copa do Mundo de 2014. A multa por descumprimento é R$ 150 milhões, mais R$ 1,5 milhão por dia de atraso.
E-commerce: Governo quer aprovar PEC ainda este mês O governo quer aprovar até o inal do mês o Projeto de Emenda à Constituição (PEC) 56/11, que vai regular a cobrança de alíquotas de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para vendas no comércio eletrônico. Para isso, armou artilharia pesada para negociar com senadores para que a PEC seja votada na sequência do polêmico Projeto de Resolução do Senado nº 72, que prevê o im da chamada "guerra dos portos". Segundo a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvati, o governo chegou a um acordo com o Senado para colocar o projeto na pauta de votação na próxima semana e, em seguida, empurrar a
PEC. O esforço tem um quê de "toma lá, dá cá". Os estados que se mostrarem insatisfeitos com a quase certa aprovação da alíquota única de 4% de ICMS a ser cobrada sobre os produtos (nacionais e importados) em seu local de origem serão recompensados com a PEC do e-commerce. Ela servirá para regular a cobrança do imposto, cuja alíquota foi completamente deturpada após o avanço das compras online. Atualmente, se um produto fabricado em São Paulo é
comprado via Internet por um consumidor na Bahia, duas alíquotas podem ser cobradas: 18% em São Paulo e 10% na Bahia. Na teoria, a empresa paga o tributo duas vezes em estados diferentes. Na prática, a carga tributária encarece a compra e o consumidor acaba arcando com o passivo. A aberração tributária ocorre porque a legislação não é clara sobre o tema.
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Atualidade Rio de Janeiro vai sediar Fórum Mundial da Ciência em 2013
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m novembro de 2013, o Rio de Janeiro será sede de mais um grande evento, o Fórum Mundial da Ciência. Ainda sem data e local deinidos, o encontro reunirá grandes nomes da área cientíica brasileira e internacional para debater o papel da ciência para o desenvolvimento global. Criado em 1999, o fórum é realizado a cada dois anos em Budapeste, na Hungria. A próxima edição será a primeira realizada em outro País. Em 2009,
representantes da América Latina solicitaram que o encontro ocorresse alternadamente em outras capitais do mundo, que têm lugar de destaque na área de ciência, tecnologia e inovação. Com apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), o Brasil foi escolhido devido à relevante atuação da Academia Brasileira de Ciências (ABC) nos últimos anos, representando a produção nacional nas principais instituições e fóruns internacionais.
País Extrato da Declaração do IR 2012 está disponível na internet
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contribuinte pessoa física já pode acessar o extrato da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2012 e identiicar eventuais pendências com o objetivo de evitar a retenção na malha ina. O documento está disponível no Centro Virtual de Atendimento ao contribuinte (eCAC). Para acessá-lo, é necessário utilizar o código de acesso gerado na própria página da Receita Federal, ou certiicado digital emi-
tido por autoridade habilitada. Para gerar o código, o contribuinte precisará informar o número do recibo de entrega das declarações de Imposto de Renda dos últimos dois exercícios. A regularização por meio do e-CAC pode evitar muita dor de cabeça. O e-CAC é um portal eletrônico de atendimento virtual em que diversos serviços protegidos por sigilo iscal podem ser realizados via internet pelo próprio contribuinte. O site é www. receita.fazenda.gov.br/ irpf2012.
Internacional Greve de pilotos obriga Iberia a cancelar vôos
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empresa aérea espanhola Iberia teve que cancelar mais de uma centena de voos previstos nesta segunda-feira (9). No total, a companhia faz, em média, 54 voos nacionais, 64 para países na Europa e nove transoceânicos, mas há dias em que esses números aumentam. Mais de 100 aeroportos no mundo operam com a Iberia. A em-
presa informou que serão feitas mudanças em bilhetes e reembolsos para diminuir os prejuízos aos clientes. O cancelamento dos voos decorre da greve delagrada pelos pilotos, que ocorrerá até o dia 20 de junho sempre às segundas e sextas-feiras. Os pilotos reivindicam aumento de salários. Desde dezembro, eles vêm advertindo a empresa sobre a possibilidade de paralisação.
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Forró na Feira de Caxias comemora 14 anos de sucesso
Forró na Feira, um dos mais bem sucedidos projetos de cultura e de geração de renda da Secretaria de Cultura e Turismo de Duque de Caxias, estará comemorando seus 14 anos de criação nos próximos dias 14 e 15, no Espaço de Cultura Nordestina Jackson do Pandeiro, no centro da cidade, área de cerca de dois mil metros quadrados e que recebe nos inais de semana cerca de 5 mil pessoas. Nos dois dias, o público terá atrações especiais, corte de bolo e sorteio de brindes, além do sorteio de uma viagem (ida e volta) ao Nordeste. No sábado (14), a festa começa às 19h, com a banda Azmel, e se estenderá até a meia
noite. No domingo (15), a partir do meio dia, subirão ao palco Diogo Monteiro e Trio,Banda Syalles, Dé Lima e Trio, Klebinho Baiano e os grupos Nativa do Boleto e Louca Sedução. Entre as autoridades convidadas estão o Prefeito José Camilo Zito e o Secretário de Cultura e Turismo Gutemberg Cardoso. O Forró na Feira, que gera renda para mais de 200 pessoas, é um espaço
de alegria e descontração. Conta hoje com 16 barracas de 3x3m e quatro tendas de 10m x10m, padronizadas com a logomarca do evento, da Prefeitura e de produtores do patrocinador - a AMBEV - além de um palco remodelado para atender melhor os artistas convidados. O projeto teve início em 15 de abril de 1998, em um espaço na tradicional feira de domingo da cidade, como forma de preservação
da cultura nordestina e hoje é fonte de renda para cerca de duas centenas de pessoas. O evento foi oicializado quase seis anos depois, pela Lei Municipal n° 1.831, de 13 de agosto de 2004. Funcionando aos sábados (a partir das 19h) e aos domingos a partir das 10h, ele oferece música ao vivo e comidas e bebidas típicas diversas. Divulgação/SMCT
Senadores vetam Valcke e convidam Blatter para audiência sobre Copa
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s relatores e presidentes das comissões de Educação, Cultura e Esporte; Constituição e Justiça (CCJ) e Assuntos Econômicos (CAE) do Senado vetaram a presença do secretário-geral da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Jérôme Valcke, na audiência pública que será promovida pelas três comissões na próxima quarta-feira (11). Para falar em nome da Fifa, foi convidado o presidente Joseph Blatter, mas ele ainda não conirmou se participará da audiência que vai discutir o projeto da Lei Geral da Copa
que foi aprovado pela Cãmara dos Deputados. Segundo a senadora Ana Amélia (PP/RS), relatora do projeto da Lei Geral da Copa na Comissão de Educação, Cultura e Esporte, o veto à participação de Valcke ainda é consequência das declarações dele de que o Brasil deveria levar “um pontapé no traseiro” para acelerar a aprovação do texto, que estabelece normas legais para a realização das copas das Confederações, em 2013 e do Mundo, em 2014. - Nós não queremos que o senhor [Jérôme] Valcke tenha mais exposição do que o necessário. Por
isso, resolvemos cancelar a audiência que estava marcada para quartafeira e convidar o senhor [Joseph] Blatter, pois ele é quem manda na Fifa. Além disso, quando o secretário-geral esteve na Câmara, de pouco adiantou para as discussões do projeto - disse a senadora gaúcha. Os outros relatores são os senadores Vital do Rego (PMDB-PB), da CCJ, e Francisco Dornelles (PP-RJ), da CAE. Ana Amélia esclareceu que a decisão de rejeitar Valcke foi, sim, uma reação às declaração dele. Para ela, o executivo da Fifa "ofendeu não apenas o governo e o Congresso, mas o país.
Depois, veio a nota da Fifa, que explica [e dá outra interpretação à frase de Valke], mas não justiica aquela declaração. Quem entende francês sabe que ele quis mesmo dizer o que disse, ele foi descortês e deselegante”. Ela disse que se Blatter não quiser vir ao Senado, “o problema é dele” e que o projeto será analisado sem as opiniões da Fifa. Amanhã (10), às 10h, as três comissões vão promover uma audiência conjunta para ouvir o ministro do Esporte, Aldo Rebelo.
Obama reconhece a cachaça como produto tipicamente brasileiro A s relações comerciais entre o Brasil e os Estados Unidos vão parar muitas vezes na Organização Mundial do Comércio (OMC) por divergências na imposição de barreiras tributárias e elevados impostos. Mas, na reunião desta segunda-feira (9) entre os presidentes Dilma Rousseff e o norteamericano Barack Obama as tensões icaram de lado devido ao reconhecimento da cachaça como produto tipicamente brasileiro, facilitando sua exportação para os Estados Unidos. Obtida pela destilação do caldo de cana-de-
açúcar fermentado, a cachaça é tradicionalmente usada na elaboração da caipirinha, que virou marca do Brasil no exterior. No país, são produzidos por ano cerca de 1,5 bilhão de litros de cachaça - a maioria em destilarias e uma parte de fabricação artesanal, em pequenos alambiques. São mais de 30 mil produtores e 5 mil marcas. Os dois líderes discutiram também acordos sobre aviação e comunicações. Também foi solucionada a pendência sobre o suco de laranja, pois os norte-americanos vetaram a entrada do produto brasileiro no país. No entan-
to, após a interferência da OMC, os Estados Unidos aceitaram rever suas leis. Estiveram ainda em discussão acordos sobre a carne suína e a lei agrícola. O mercado dos Estados Unidos se abriu para a carne suína de Santa Catarina, e os negociadores tentam ampliar a parceria para que a certiicação beneicie outras áreas. As discussões sobre a nova lei agrícola norte-americana são acompanhadas pelos negociadores brasileiros, pois isso pode causar impacto nas exportações nacionais. No ano passado, os Estados Unidos foram o segundo principal parcei-
ro comercial brasileiro, depois da China. De 2007 a 2011, o intercâmbio comercial brasileiro com o país cresceu 37%, passando de US$ 44 bilhões para US$ 60 bilhões. De janeiro a fevereiro de 2012, o intercâmbio comercial dos Estados Unidos com o Brasil aumentou em 20% em relação ao mesmo período de 2011, passando de US$ 7,9 bilhões para US$ 9,5 bilhões. As exportações brasileiras cresceram em 38% e as importações, 6% no mesmo período.
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Siticommm busca apoio de Ministério para qualiicar trabalhadores O
im da manhã do último dia 3 foi de esperança para os associados e a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil, Montagem Industrial, Mobiliário, Mármore e Granito e do Vime de Duque de Caxias, São João de Meriti, Nilópolis, Magé e Guapimirim (Siticommm). A entidade recebeu, no bairro Campos Elíseos, em Duque de Caxias, a visita de avaliação do gerente regional de trabalho e emprego do Ministério do Trabalho, Luiz Antônio Marinho da Silva, que se mostrou otimista em estabelecer parceria com o sindicato para
a continuidade dos projetos desenvolvidos no Pólo de Educação Proissional “Cidades da Solda”, que oferecia cursos de capacitação e formação proissional. Segundo Luiz Antonio, que veio a convite do presidente do Sindicato Josimar Campos de Souza, o Mazinho, projetos como esse merecem receber o apoio do Governo Federal. Para ele, há uma demanda muito grande de mão-de-obra qualiicada no país, em especial na região. “Hoje o Brasil vive um momento de desenvolvimento e os setores industriais carecem de pessoas capacitadas para desempenhar suas
funções. Há muito emprego sendo gerado e essas pessoas precisam adquirir conhecimento para estarem aptas a ocupar esses postos de trabalho”, observou. Apesar da sinalização favorável do gerente, o processo não é tão simples e depende da aprovação do Ministério do Trabalho e também do Siticommm mostrar capacidade de execução do que esta sendo proposto. A ressalva, conforme explicou Luiz Antônio, deve-se a episódios passados, onde muitas entidades pediam recursos, mas não tinham capacidade de execução das atividades. Problema Erbs Jr
O representante do ministério do Trabalho visitou as cidades das soldas em Campos Elíseos
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Erbs Jr
O Siticommm fez a doação de uma cadeira para a unidade do Ministério em Duque de Caxias que o gerente acredita que não irá acontecer com o projeto do Siticomm, que provou seu compromisso há alguns anos ao formar muitos proissionais para as empresas de Duque de Caxias e de outras cidades da região. Sobre a exigência do Ministério do Trabalho, Mazinho garante que é possível cumprir. O que faltam são parcerias para que o espaço de aproximadamente 600 m² não ique ocioso. “Além do Ministério, também buscamos a renovação do convênio com a Reduc, por meio da Petrobras, que foi respon-
sável para que esse projeto um dia se tornasse realidade. Agora queremos buscar recursos não somente para reativar a Cidades da Solda, mas também fazer a aquisição deinitiva deste espaço”, explicou Mazinho. A vontade do sindicalista deve-se à grande procura pelos cursos de capacitação oferecidos pelo Siticommm, que formou cerca de 180 alunos em soldagem somente em 2009. O desejo futuro é ampliar para a área de calderaria e também atender portadores de deiciência, proposta que também
agradou ao representante do Ministério do Trabalho. Na ocasião, o Siticommm aproveitou a visita do gerente do Ministério e doou ao órgão uma cadeira de rodas que será usada na sede regional em Duque de Caxias. Conforme Luiz Antônio, esse tipo de doação é importante para atender a carência de material permanente que esbarra na burocracia das licitações. Informações sobre o curso e as inscrições, segundo Mazinho, serão repassadas pelo Sindicato quando as parcerias forem efetivadas e as atividades viabilizadas.
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Caixa reduz juros em até 88% para mais de 25 milhões de clientes A
Caixa Econômica Federal anunciou no último dia 9, o programa Caixa Melhor Crédito, que visa à democratização do acesso ao crédito para as famílias brasileiras e melhores condições de inanciamento para micro e pequenas empresas. O Caixa Melhor Crédito tem quatro grandes pilares: redução acentuada das taxas de juros, aumento do volume de recursos disponíveis ao mercado, valorização dos clientes (atuais e de novo relacionamento) e orientação para o crédito consciente. - Ao implantar este programa a Caixa reair-
ma o seu posicionamento de instituição inanceira que oferece as melhores condições de crédito e de maior respeito ao cliente, e avança para um novo patamar - disse o presidente da Caixa, Jorge Hereda. De acordo com Hereda, o Caixa Melhor Crédito promove uma queda histórica de juros que beneicia todos os clientes, independente de sua condição atual de relacionamento. O Caixa Melhor Crédito priorizará as micro e pequenas empresas, destinando mais R$ 10 bilhões para o setor. Além disso, engloba os principais produtos para as
pessoas físicas e beneicia de imediato 25 milhões dos atuais clientes e todos que iniciarem relacionamento com a Caixa, que oferecerá orientação para melhor gestão inanceira das famílias e empresas. “A Caixa está aberta a todos os brasileiros que quiserem se relacionar conosco, sempre com as melhores condições”, airmou Hereda. A redução de juros anual do cheque especial da Caixa chega a 67%. Os clientes com crédito salário terão redução de 8,18% a.m. para 3,50% a.m. Os demais clientes terão taxa máxima de 4,27% a.m., po-
dendo chegar a 1,35% a.m., dependendo do relacionamento. Todos os atuais clientes do cheque especial com taxa superior a 4,27% a.m. terão taxa reduzida a esse patamar retroativamente ao início de abril. O impacto desta redução será sentido imediatamente pelos clientes. Para se ter uma idéia, um cliente que estiver utilizando um limite de R$ 2.000,00 terá uma economia anual em sua despesa média de juros de aproximadamente R$ 1.000,00. As novas taxas vão beneiciar 5 milhões de clientes que já utilizam o crédito.
Bancos privados, porém, querem vantagens
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esmo depois que a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil anunciaram diminuição de juros para seus clientes, os bancos da rede privada ainda não optaram em fazer o mesmo sem ganhar alguma vantagem com isso. A estratégia agora é discutir algumas medidas com o governo para que acompanhem os dois bancos oiciais, como, por exemplo, facilitação para execução
de dívidas de inadimplentes e redução de impostos. Os banqueiros deverão ter um encontro em Brasília nesta terça-feira (10), no Ministério da Fazenda. O conjunto de medidas foi elaborado por um grupo de trabalho, formado por diretores da área de crédito e risco dos bancos privados, coordenado pela Federação Brasileira de Bancos. Segundo interlocutores, os bancos privados
avaliam que o spread (diferença entre o custo da captação e o valor cobrado do tomador inal) somente cairá com a adoção de medidas de longo prazo, que melhorem as condições legais e tributárias e não apenas corte de juros “na canetada”. Eles acreditam ainda que, mesmo com os cortes signiicativos nas taxas cobradas pelos bancos públicos, não vão perder clientes, porque há
uma resistência natural em trocar de banco. Nos bastidores, a pressão dos bancos privados foi um dos entraves que tiveram de ser derrubados pelo governo para tocar em frente o pacote de redução dos spreads. Representantes dos maiores bancos mantiveram conversas com a equipe econômica e reclamaram, principalmente, do momento, já que a inadimplência está alta.
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