Edição nº 205

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Indicadores / Câmbio

Atualidade

Compra

Câmara discute projeto que torna corrupção crime hediondo

Venda %

Dolar Comercial

2,218

2,220

0,76

Dólar turismo

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0,86

52.155,28

2,10

ibovespa

►PÁGINA 2 Fechamento: 07 de aBRIL de 2014

Ano 6 ● nº 205 www.jornalcapital.jor.br Duque de Caxias, Baixada e Capital

MERCADO & NEGÓCIOS R$1

Capital EMpRESa JORNalÍStiCa ltDa ● ►08 a 14 de aBRIL de 2014

Investimento de R$ 500 milhões Divulgação

Arco Metropolitano deverá ser entregue no inal de maio Marcelo Cunha

A

Bunge Brasil anunciou investimento de R$ 500 milhões na construção de um novo moinho de trigo, em Duque de Caxias. O empreendimento funcionará no bairro Parque Duque e será o maior investimento mundial da empresa nesta área. As obras devem ser iniciadas em maio com previsão de conclusão para agosto de 2016. ►PÁGINA 8

Um canteiro de obras PMBR/Marcos Porto

EXCLUSIVO: O presidente da Comissão de Obras da Assembleia Legislativa (Alerj), deputado Dica, vistoriou as obras do Arco Metropolitano do Rio de Janeiro. O parlamentar foi informado pelo subsecretário de Obras do Estado, José Antonio Portela, que a rodovia será entregue em 30 de maio próximo. ►PÁGINA 3

A Transamazônica de Caxias O

presidente da Câmara de Duque de Caxias, Eduardo Moreira (foto), em entrevista exclusiva ao Capital, comparou as obras de duplicação da antiga Avenida Presidente Kennedy (atual Governador Leonel Brizola), à Transamazonica. Isso porque ela não tem data para terminar e não se sabe quanto já foi gasto desde o início ds obras, há nove anos. ►PÁGINA 5 Agência Art Vídeo/Luiz Alan

Os moradores de Belford Roxo tem muitos motivos para comemorar. Após muitos anos de espera e sofrimento, a cidade finalmente está recebendo a atenção que merece”. A afirmação é do prefeito Dennis Dauttmam (foto), que desde o início da sua gestão, firmou parcerias e vem trabalhando sem parar para mudar a realidade do município. ►PÁGINA 4

Pezão assume governo

Fim das enchentes

SCERJ/Carlos Magno

Marceloi Cunha

L

uiz Fernando Pezão, que era vice governador, assumiu o cargo após renúncia de Sérgio Cabral, que deverá disputar outro cargo político. O novo governador disse que quer dedicar mais atenção aos município da Baixada Fluminense. ►PÁGINA 6

U

m pré-convênio foi assinado entre a prefeitura de Duque de Caxias e a secretaria do Ambiente do Estado para acabar com as enchentes nos bairros Vila Ideal e Laguna e Dourados, além de beneficiar também o canal Farias, em Saracuruna. Os recursos chegam a R$ 24 milhões. ►PÁGINA 8

Copa deve gerar 48 mil postos de trabalho

►PÁGINA27 ►PÁGINA


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MERCADO & NEGÓCIOS

►08 a 14 de Abril de 2014

Perda de rentabilidade faz captação da poupança cair 70% A

alta dos juros, que tem elevado a rentabilidade dos fundos de investimento, continuou a reduzir o interesse pela poupança. Segundo números divulgados pelo Banco Central (BC), os brasileiros depositaram R$ 1,79 bilhão a mais do que retiraram da caderneta em março. A captação líquida (diferença entre depósitos e saques) caiu 70% em relação ao mesmo mês de 2013 e atingiu o menor nível para meses de março desde 2011. No mês passado, os investidores depositaram R$ 118,4 bilhões na caderneta, mas retiraram R$ 116,61 bilhões. A diferença equivale à captação líquida. Em relação a feve-

reiro, quando os depósitos superaram os saques em R$ 1,859 bilhão, a captação líquida caiu 3,74%. Em um primeiro momento, as sucessivas elevações dos juros básicos da economia, iniciadas em abril do ano passado, tornaram a poupança mais atraente, porque o rendimento da caderneta aumentou quando a taxa Selic – juros básicos da economia – voltou a icar acima de 8,5% ao ano. No entanto, os novos reajustes da taxa Selic, atualmente em 11% ao ano, tornaram os fundos de investimento mais rentáveis, apesar de a poupança não pagar impostos nem taxa de administração. Segundo levantamen-

to da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), somente nos casos em que os fundos de investimento cobram altas taxas de administração, a partir de 3% ao ano, a poupança torna-se mais vantajosa. Para taxas de 2,5% ao ano, a caderneta só rende mais que os fundos em aplicações de até um ano. Para taxas inferiores a 2,5%, os fundos são mais rentáveis em todas as situações. Pelas simulações da Anefac, com o atual nível da taxa Selic, uma aplicação de R$ 10 mil na poupança rende 6,55% ao ano, o que representa rendimento de R$ 655 ao

im de 12 meses. A mesma quantia, aplicada em fundos de investimentos, rende de R$ 693 (com taxa de administração de 2% ao ano) a R$ 834 (com taxa de administração de 0,5% ao ano). Pela regra atual, quando a taxa Selic está maior que 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês (6,17% ao ano) mais a Taxa Referencial (TR), tipo de taxa variável. Essa fórmula está em vigor desde agosto do ano passado, quando a Selic foi reajustada para 9% ao ano. Quando os juros básicos da economia estão iguais ou inferiores a 8,5% ao ano, a caderneta rende 70% da taxa Selic mais a TR. (Agência Brasil)

Feirão online facilita renegociação de dívidas

C

onsumidores inadimplentes podem negociar, até o próximo dia 17, com os credores por meio do Feirão Limpa Nome Online, serviço da Serasa Experian. São cerca de 90 empresas participantes do feirão. Para participar, é preciso acessar o site www.serasaconsumidor.com.br/feirao-limpa-nome-online, em qualquer

horário e preencher um cadastro. O consumidor será levado a uma página onde estarão relacionadas todas as empresas do Limpa Nome Online com as quais tenha dívida pendente e que conste da base de dados da Serasa. Segundo a superintendente de Serviços ao Consumidor da Serasa Experian, Maria Zanforlin, a expecta-

tiva é superar os números do feirão no ano passado. Naquele ano, foram 1,5 milhão de consumidores cadastrados, 300 mil negociações e 80 mil pessoas que limparam completamente o nome. No total, as negociações envolveram R$ 400 milhões. A Serasa orienta o consumidor a se preparar antes de negociar, colocando

na ponta do lápis todas as despesas ixas e as dívidas já assumidas ou previstas. Assim, é possível saber quanto deve sobrar para pagar a dívida que será negociada com a empresa, escolhendo quais as condições e formas de pagamento que melhor se encaixem no orçamento. (Agência Brasil)

Ponto de Observação

Duque de Caxias, Baixada e Capital

Copa deve gerar 48 mil postos de trabalho no setor turístico

A

Copa do Mundo deve gerar 47,9 mil vagas de trabalho no setor de turismo nos 12 estados-sede da competição, entre os meses de abril e junho. A estimativa é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), com base no luxo de 3,6 milhões de turistas que deverão circular pelo país durante a competição, de 12 de junho a 13 de julho. O economista da CNC Fabio Bentes ressalta que o número é 60% superior à geração de postos de trabalho nos 12 estados no mesmo período do ano passado (29,5 mil). Apesar disso, grande parte dessas vagas deverá ser temporária. “Pouquíssima gente deve ser absorvida depois da Copa, porque o setor de turismo não está indo tão bem neste ano. É natural que depois da Copa, haja um enxugamento dessas contratações, porque são trabalhos temporários mesmo”, disse Bentes.

De acordo com a CNC, o setor de alimentação responderá pela maior parte da geração de postos de trabalho. Cerca de 16,1 mil vagas, ou 33,5% do total, deverão ser criadas por bares e restaurantes, que são o principal segmento turístico, segundo a confederação. Os transportes de passageiros deverão abrir 14 mil vagas (29,2% do total), enquanto hotéis, pousadas e similares responderão por 12,3 mil novos postos de trabalho (25,7%). Outros setores gerarão menos vagas, como os serviços culturais e recreativos (3,8 mil) e agências de viagens (1,7 mil). Em termos de remuneração, as maiores icarão com as agências de viagens (R$ 1.626). Em seguida, aparecem os transportes de passageiros (R$ 1.449), serviços culturais e recreativos (R$ 1.397), a alimentação (R$ 935) e hospedagem (R$ 900). (Agência Brasil)

Indicadores / Câmbio Cambio

(*) Fechamento: 07 de aBRIL de 2014

Moeda

Compra (R$)

Dolar Comercial

2,218

2,220

0,76

Dólar turismo

2,190

2,300

0,86

Moeda

Compra (U$)

Venda (U$) 5,433

0,29

Dólar austrália

0,926

0,926

0,28

Dólar Canadá

1,097

1,097

0,06

Euro

1,374

1,374

0,29

Franco Suíça

0,887

0,888

0,50

103,060

103,070

0,21

1,660

1,661

0,16

551,190

551,750

0,69

1.929,000

1.932,000

1,03

iene Japão libra Esterlina inglaterra peso Chile

peso México

7,930

8,030

0,00

13,005

13,014

0,03

peso Uruguai

22,870

22,970

0,04

Bolsa Valor

P

arecer do PGR enviado ao STF destaca que não há ofensa ao direito à educação e que Estado não tem obrigação de custear, ainda que de forma indireta, despesas de matrícula em escola privada. Do ponto de vista do Ministério Público Federal, a limitação à dedutibilidade de despesas com educação da base de cálculo do imposto de renda não ofende as normas constitucionais. Com essa manifestação, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, opinou pela improcedência da ação direta de inconstitucionalidade (ADI 4927) proposta pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. A ação questiona artigo da Lei 12.469/2011, que ixa limites para dedução do imposto de renda de pessoa física de despesas com educação para os anos de 2012 a 2014. Segundo o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, a

imposição de limites reduzidos à dedutibilidade de despesas com educação ofende os preceitos constitucionais de conceito de renda, capacidade contributiva, vedação de tributo com efeito coniscatório, direito à educação, dignidade da pessoa humana, proteção à família e razoabilidade. O Conselho apresentou pesquisas estatísticas que demonstram serem os custos anuais com educação privada muito maiores do que o limite de dedução estabelecido pela legislação. No mérito, o procurador-geral da República (PGR) argumenta que matricular ilhos em escola privada é escolha dos cidadãos, mas não se traduz em dever de o Estado custear, ainda que de forma indireta, as despesas decorrentes dessa verdadeira “Escolha de Soia”: garantir uma educação de qualidade para os ilhos ou mantê-los em escolas oiciais, que não primam pela qualidade. Para o MPF, só haveria ofensa ao direito fundamental à educação se houvesse obstáculo ao acesso à educação nos es-

tabelecimentos públicos de ensino, não nos particulares. "O direito que o requerente quer ver garantido somente beneiciaria minoria de contribuintes, cujas condições inanceiras lhes permite matricular os ilhos em escolas de mensalidades mais elevadas", airma a PGR. De acordo com o parecer, a escolha de quais despesas são dedutíveis e sua quantiicação pertence a julgamento de conveniência e oportunidade do legislador, pois não há norma constitucional que determine parâmetros objetivos para essa inalidade. “Não cabe ao Judiciário, mas ao Legislativo, ixar limites para dedução de despesas no cálculo do imposto de renda” conclui o procurador Rodrigo Janot. Talvez por mera coincidência, o Brasil acaba de conquistar o nada honroso 38º lugar no ranking do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) que pela primeira vez avaliou a capacidade

de 85 mil estudantes de 15 anos do mundo inteiro para resolver problemas de matemática aplicados à vida real. O resultado do Pisa mostrou ainda que só 2% dos alunos brasileiros conseguiram resolver problemas de matemática mais complexos. Entre os estrangeiros, esse número chegou a 11%. No caso do Brasil, os meninos tiveram desempenho melhor que as meninas. No teste, os rapazes somaram 436 pontos, contra 412 das garotas. No desempenho por região do país, os alunos do Sudeste izeram 447 pontos, seguido por Centro-Oeste (441), Sul (435), Nordeste (393) e Norte (383). O único país da América do Sul que aparece mais bem colocado que o Brasil é o Chile, na 36ª posição, com 448 pontos. Portanto, cabe ao cidadão-contribuinte-eleitor cobrar do deputado e do senador, que recebeu o seu voto em 2010, mudanças na legislação do IR antes das eleições de outubro, para que possam valer em 2015.

Variação %

5,431

peso livre argentina

alberto marques

Variação %

Coroa Dinamarca

peso Colômbia

A despesa com Educação e o “Leão”

Venda (R$)

Variação %

ibovespa

52.155,28

2,10

IBX

21.517,22

1,96

Dow Jones

16.245,87

1,02

Nasdaq

4.317,07

0,87

Merval

6.444,30

0,90

Commodities Unidade Petróleo - Brent

Compra US$

Venda US$

Variação %

105,330

105,350

0,00

Ouro

onça troy

1.298,200

1.299,200

0,01

prata

onça troy

19,910

19,980

0,10

platina

onça troy

1.425,490

1.433,000

0,10

paládio

onça troy

763,500

769,500

0,13

08/04

0,553

barril

indicadores poupança tR Juros Selic meta

07/04

0,00

ao ano

11,00 724,00

Salário Mínimo (Federal)

MERCADO & NEGÓCIOS Av. Governador Leonel de Moura Brizola (antiga Presidente Kennedy), 1995 - Sala 804 Edifício Sul América - Centro, CEP 25.020-002 - Duque de Caxias, Rio de Janeiro Telefax: (21) 2671-6611 - CNPJ 11.244.751/0001-70 Na internet:

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Duque de Caxias, Baixada e Capital MERCADO & NEGÓCIOS

►08 a 14 de Abril de 2014

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Arco Metropolitano deve ser concluído até o inal de maio A

Comissão de Obras da Assembléia Legislativa vistoriou no último dia 1º as obras do Arco Metropolitano do Rio de Janeiro, que ligará os municípios de Duque de Caxias, Guapimirim, Itaboraí, Itaguaí, Japeri, Magé, Nova Iguaçu e Seropédica. A Comissão é presidida pelo deputado estadual Dica (PSD), que percorreu os 14,5 quilômetros das obras, que integram o lote 1, de responsabilidade da Odebrecht. Segundo o Subsecretário de Obras do Estado José Antonio Portela, que integrava a comitiva, a previsão é que a conclusão das mesmas ocorram até o inal de maio. Após sua inauguração, estima-se que 40 mil veículos passem por ela diariamente. O valor inicial da obra, anunciado em 2007, era de R$ 536 milhões. A reportagem do Capital acompanhou a vistoria, que durou cerca de duas horas. - Temos motivos para icarmos felizes ao constatamos que o governo federal e o governo do Estado estão cumprido a sua parte. Houve atraso, obviamente, mas o importante é que a obra está sendo inalizada, como podemos ver. Entendemos que com as

Marcelo Cunha

encaminhe perguntas para a Presidenta dILma RoUSSeFF: redacao@jornalcapital.jor.br ou redacao.capitalmercado@gmail.com

Concessões são o caminho já iniciado para a modernização dos aeroportos

A

O deputado Dica (E) e o subsecretário de Obras do Estado durante a vistoria especulações imobiliárias e algumas adversidades encontradas, a obra foi relativamente bem encaminhada. Eu, como presidente da Comissão de Obras da Assembléia Legislativa, representando esse poder, faço isso de maneira inédita, apresentando à população do nosso estado os resultados dessa grandiosa obra para o Estado do Rio, que é o Arco Metropolitano - disse Dica. E acrescentou: “Tínhamos informações desencontradas que davam conta do atraso das obras. Por isso, decidimos ver in loco, exercendo o nosso

poder de iscalização. Fico feliz, ao chegar aqui e ver que há um adiantado das obras e conirmar a previsão de entrega para o inal de maio. Acredito, pelo que vi e pelas informações que recebi, que ela será concluída e entregue à população nesse prazo”. O subsecretário de Obras do Estado, José Antonio Portela, conirma a previsão. “A obra está dentro do cronograma e a data prevista para entrega é 30 de maio, portanto, ainda nesse semestre. Sua execução está sendo feita da maneira correta, ainal trata-se

da principal obra no Rio de Janeiro dos últimos 30 ou 40 anos”. Portela destacou a atuação da Comissão de Obras da Alerj: “Nossa Secretaria tem o apoio da Comissão, o governo sempre teve e tem o apoio da Alerj, seja aprovando os projetos e gerando os recursos necessários, acompanhando as obras e nos ajudando na execução das obras e nos apoiando da melhor maneira e transparência. Tudo contribuindo para o bom andamento e desenvolvimento do nosso Estado e melhores condições de vida para a população”.

Obras estão sendo executadas por quatro consórcios

O

Arco Metropolitano do Rio de Janeiro é considerada uma das obras de infra-estrutura mais importantes do Estado, totalizando 145 quilômetros. Sua construção irá reduzir os custos de transporte de mercadorias entre o Porto de Itaguaí e sete estados, com percentuais que variam de 2,5% a 20%, segundo estudo da Firjan. O impacto da obra na economia brasileira, segundo a entidade, é de R$ 1,8 bilhão, com 64,1% desse total concentrados no setor de construção civil, gerando 4.949 empregos na fase de obras e 16 mil no longo prazo. Entre os principais objetivos está a interligação as diversas vias expressas de entrada e saída do Rio de Janeiro facilitando o luxo do trânsito normal e também em caso de problemas em alguma das vias. Outro é evitar a entrada desnecessária de veículos que estejam somente de passagem pelo Rio de Janeiro, diminuindo assim os engarrafamentos na Ponte Rio-Niterói e Via Dutra, entre outras vias. Sob o aspecto econômico, fornece-

Conversa com a Presidenta

Marcelo Cunha

rá acesso expresso ao Porto de Itaguaí e ao futuro polo petroquímico na cidade de Itaboraí, ajudando no desenvolvimento das áreas da Região Metropolitana que hoje são inexpressivas economicamente. Sua principal intercessão é em Duque de Caxias, onde a rodovia se conecta com a Rio Petrópolis (BR040), a Rio Teresópolis e a Rio Magé. A construção desse trecho faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e os investimentos são de cerca de R$ 215 milhões. Os trechos restantes são dos consórcios Queiróz Gal-

vão, OAS-Camargo Corrêa e OAS. O projeto foi concebido ainda na década de 70 e sua construção foi iniciada em junho de 2008. Ele foi dividido em duas etapas, com o primeiro trecho totalizando 71,5 quilômetros, ligando as rodovias Washington Luís à Rio-Santos. Sua execução é em cooperação entre o Governo do Estado do Rio de Janeiro e o DNIT. A estrada deveria ter icado pronta em setembro de 2010, porém até 2011, foram executados apenas 35% do primeiro trecho. Isso porque em 2009, foram encontrados 22 sítios

arqueológicos, número que aumentou para 62 em 2012, que levou ao atraso das obras, pois todos os sítios necessitavam ser catalogados e os materiais encontrados precisavam ser preservados. Apenas um sítio foi mantido e os demais tiveram seu material removido para museus. O projeto prevê a duplicação, pelo governo federal, da BR-493 (Magé-Manilha), com previsão de entrega somente em 2016. Há também um projeto de extensão do Arco até Maricá, abrangendo trechos das RJ-106 e 114 e da BR1017.

modernização dos nossos grandes aeroportos e a ampliação da aviação regional são ações que estamos implementando para ampliar a qualidade dos serviços aeroportuários em nosso País. A necessidade de investir em nossos aeroportos tornou-se mais urgente devido à mudança por que vem passando o Brasil nos últimos anos, que promoveu uma extraordinária ampliação da classe média, permitindo que uma quantidade imensa de pessoas que nunca tinham viajado de avião passasse a fazê-lo. Hoje, este é um meio de transporte do povo brasileiro e, por isso, exigiu, exige e exigirá sempre de nós, um nível de atenção cada vez maior. Viajar de avião não é mais, nem pode ser, um privilégio de poucos brasileiros. Ao mesmo tempo, é necessário dotar nossos grandes aeroportos de instalações e infraestrutura condizentes com a posição que ocupamos na economia mundial. Precisamos estar preparados para receber milhões de turistas e para escoar a nossa produção, especialmente a industrial. Foi com esse propósito que iniciamos em 2011 a política de concessões dos grandes aeroportos à iniciativa privada. Como resposta ao desafio de transformar radicalmente as condições de funcionamento de cada aeroporto, o primeiro passo foi a licitação do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte, em 2011, seguida dos aeroportos de Brasília, Viracopos e Guarulhos em São Paulo, em 2012. Nos últimos dez dias, tive a satisfação de estar presente à assinatura dos contratos de concessão dos Aeroportos do Galeão -Tom Jobim, no Rio de Janeiro, e Tancredo Neves, em Confins, Minas Gerais. Com isso totalizamos até agora a concessão da operação em seis aeroportos. No solenidade do Galeão, assinalei que esse aeroporto tem o nome de um dos maiores poetas do país, Tom Jobim. E, comovida, lembrei que uma das suas maiores composições, o “Samba do Avião”, estava na mente e no coração dos brasileiros que retornavam à pátria depois de uma ausência forçada, que, para alguns, chegou a durar 21 anos. Síntese perfeita do que é a saudade do Brasil, o samba de Jobim embalava o pouso dos exilados e renovava sua esperança de viver num país melhor. Lembrei também que o movimento de passageiros no Galeão passou de 9 milhões para 17 milhões de pessoas por ano, entre 2006 e 2013. O crescimento de 10% ao ano significa uma ampliação de demanda muito bem-vinda, mas também uma pressão por oferta de maior qualidade. Vem daí a tarefa de transformarmos o Galeão em um aeroporto moderno, eficiente, com um serviço de primeira qualidade, em condições de atender às demandas do Brasil de hoje. Este Brasil que conquistou a democracia, e também promoveu a inclusão social. No Tom Jobim, o valor da concessão é de R$ 29 bilhões, a ser aplicado pelo consórcio que administrará o aeroporto por 25 anos. Depois desse prazo, o aeroporto voltará a pertencer à União. Nesse período, os investimentos do governo federal serão de R$ 7 bilhões. Ainda ontem testemunhei em Belo Horizonte a assinatura do contrato de concessão de um aeroporto internacional que homenageia outro grande brasileiro - Tancredo Neves. Eminente político, foi sobretudo defensor destemido e intransigente da democracia. O consórcio que administrará o Confins -Tancredo Neves vai investir, em 30 anos, R$ 19 bilhões, dando um grande impulso à modernização do setor. E esse é o objetivo do nosso modelo de concessão. Para modernizarmos efetivamente o setor aeroportuário brasileiro, há necessidade de outro tipo de investimento: o investimento na aviação regional. Por isso, prevemos investir, numa primeira fase, R$ 7,3 bilhões em 270 aeroportos regionais. Serão investidos R$ 1,7 bilhão na Região Norte, para 67 aeroportos; R$ 2,1 bilhões para 64 aeroportos do Nordeste; R$ 900 milhões para 31 aeroportos no Centro-Oeste; R$ 1,6 bilhão para 65 aeroportos no Sudeste, e R$ 1 bilhão para 43 aeroportos na Região Sul.


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MERCADO & NEGÓCIOS

►08 a 14 de Abril de 2014

Duque de Caxias, Baixada e Capital

Belforod Roxo e Estado realizam diversas obras

PMBR/Marcos Porto

Os moradores de Belford Roxo tem muitos motivos para comemorar. Após muitos anos de espera e sofrimento, a cidade inalmente está recebendo a atenção que merece”. O comentário é do prefeito Dennis Dauttmam, que desde o início da sua gestão, irmou parcerias e vem trabalhando muito para mudar a realidade do município, beneiciando milhares de pessoas. Entre os projetos em execução, se destacam as obras de revitalização em 12 bairros. Essas ações fazem parte do Programa Bairro Novo, com investimento de R$ 180 milhões em 255 ruas, que receberão drenagem, pavimentação, sinalização, calçamento, meio-io e arborização. A Secretaria de Obras acelerou o processo de recuperação das vias atendidas no projeto, que é fruto de uma parceria da Prefeitura com o governo do Estado do Rio de Janeiro. Os bairros atendidos nesse primeiro momento são Shangrilá, Jardim Xavantes, Jardim Bom Pastor, Parque Jordão, Parque Santa Branca e Parque Roseiral. O programa prevê ainda a conexão da rede de esgoto para várias ruas, acabando com as valas. As ações vão beneiciar mais de 120 mil famílias (aproximadamente 600 mil pessoas) e a previsão é de que, no máximo, até 2015, todas as intervenções estejam inalizadas. INFRAESTRUTURA - Um

Conexão Brasília aUReo, deputado Federal (PRtB/RJ), é vice-presidente da Frente Parlamentar em defesa da Vida, contra a Legalização do aborto e integra várias comissões.

Estatuto da Família

A

exemplo dos serviços e investimentos que também vem sendo realizados pode ser conferido em Nova Aurora. Através do inanciamento de R$ 60 milhões, acontecerão obras de infraestrutura e de melhorias em 67 ruas da região. A programação prevê reconstrução das vias do bairro, que inclui os serviços de pavimentação, colocação de asfalto e meios-ios, drenagem e calçamento. Mais um resultado da parceria entre a Prefeitura e o Governo Estadual, o Programa Asfalto na Porta está avançando em diversas localidades do município. O projeto é destinado a recuperação de vias e abrange obras de pavimentação, drenagem, meio-io, sinalização e acessibilidade. Mais de 20 bairros já foram beneiciados, inclusive vias importantes como a Avenida Dr. Plínio Casado, no centro, a Avenida Coelho Bran-

co, em Jardim Redentor, e Rua Mauá, em São Bernardo, entre outras. Outra iniciativa que trará melhorias para a infraestrutura da cidade e muitos benefícios para os moradores são as obras de revitalização e implantação do novo sistema de esgotamento sanitário do centro de Belford Roxo. As intervenções vão afetar positivamente 36 mil moradores, fazer 6.500 liBanco de Imagens

gações domiciliares a rede de esgoto e tornar coisa do passado os alagamentos na região central da cidade. O novo sistema é complementar ao Projeto Iguaçu, do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), que desde 2008 vem promovendo a recuperação ambiental e o controle de cheias, com ações de macroestrutura e de saneamento na cidade. - O governo do Estado é um grande parceiro da Prefeitura de Belford Roxo. Ele já nos prestigiou com obras em 10 bairros através do Programa Bairro Novo e Asfalto na Porta, além da liberação da grande obra do bairro de Nova Aurora, onde foram liberadas mais de 60 ruas com esgotamento sanitário e canalização, galerias nas ruas Adzabel, avenida Gloria e Radler de Aquino, enim dando um ponto inal nas enchentes - disse ao Capital o secretário Municipal de Governo, Wagner Turques.

Câmara dos Deputados instalou uma Comissão Especial para discutir o Projeto de Lei 6583, de 2013, que trata sobre o Estatuto da Família. Fui indicado por meu Partido - o Solidariedade - para participar como membro de tal Comissão. No momento em que discutimos sobre a explosão da violência urbana, violência doméstica e a redução da menor idade penal,o tema torna-se crucial para que façamos uma grande relexão. A desestruturação da família é uma das principais causas da geração de tantas tragédias. Quando o indivíduo cresce sem valores, sem referenciais de pai e mãe, sem um lar com acesso à serviços básicos, este tende a aderir mais facilmente às drogas, e a violência. Quando a criança presencia a igura paterna utilizando-se de força física ou violência psicológica dentro de casa, cresce achando que o “mundo” lhe trata assim e este deve ser tratado de igual modo. Perpetuando uma nova geração violenta. Por isso é de vital importância que voltemos à célula que forma a sociedade: a família. Esta deve ser protegida através da efetivação do direito à saúde, alimentação, à educação, cultura, esporte, lazer, trabalho, cidadania e à convivência comunitária, como rege o artigo 3º do Estatuto da Família. O Poder Público deve, sim, fornecer meios garantindo condições mínimas para sua sobrevivência.E a Sociedade Civil deve também fazer sua parte oferecendo igualdade de condições e urbanidade. O segredo, sem dúvida, de uma sociedade justa e desenvolvida nasce e cresce no seio da família. E pode morrer, se deixarmos o esvaecimento da mesma.

Primeira-dama de Caxias recebe Medalha na Alerj

Tatyane ladeada por Alexandre Cardoso (E) e o deputado estadual Dica

A Assinado o contrato de concessão do Galeão O

contrato de concessão do Aeroporto Antônio Carlos Jobim, o Galeão, foi assinado na última quarta-feira (2) em cerimônia que contou com a presença da presidenta Dilma Rousseff e do governador Sérgio Cabral. O ato marca o início da passagem da operação do aeroporto internacional para a Concessionária Aeroporto Rio de Janeiro S/A, formada pela Odebrecht TransPort, Changi Airports Internacional e a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária). A concessão visa ampliar e

aperfeiçoar a infraestrutura aeroportuária brasileira, promovendo melhorias no atendimento e nos níveis de qualidade dos serviços prestados aos usuários do transporte aéreo. O contrato de ampliação, manutenção e operação terá validade de 25 anos. Durante a solenidade, a presidenta ressaltou os números de crescimento no setor nos últimos anos e disse que a concessão do Galeão é um esforço para promover a infraestrutura do país. “Os aeroportos passaram a ser transporte de massa. Entre

2006 e 2013, o número de passageiros passou de 9 milhões para 17 milhões, um crescimento de 10% ao ano, que signiica uma demanda muito bem-vinda, mas há necessidade de melhorias. Este momento de assinatura marca o esforço do Brasil no sentido da promoção da infraestrutura”, disse. O Aeroporto do Galeão foi arrematado por R$ 19,018 bilhões, valor 294% maior que o lance mínimo, que era de R$ 4,828 bilhões. O consórcio passa a adquirir 51% de participação, enquanto a Infraero

é sócia do negócio com 49%, a exemplo do que aconteceu com os aeroportos de Guarulhos (SP), Viracopos (SP), Brasília (DF) e de Conins (MG). “Esta é uma proposta de R$ 19 bilhões, trazendo um grande operador internacional. Estes recursos signiicam uma aposta no futuro. Esta é uma grande parceria público-privada, que dará grandes resultados em termos de atração de voos, de negócios para o Rio”, airmou o governador, um dos primeiros a defender este tipo de contrato.

secretária de Ações Institucionais e Comunicação da Prefeitura de Duque de Caxias, Tatyane Lima, foi homenageada com a Medalha Tiradentes, indicação do deputado estadual Dica. O deputado destacou em sua justiicativa para a indicação à medalha, o trabalho desenvolvido por ela ao longo de sua vida pública, tanto quando era vice-presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (Cedim), que tinha à frente a delegada e ex-chefe de Polícia Civil, Martha Rocha, ou sua atuação na secretaria de Ações Institucionais em Caxias. O cirurgião plástico, Luiz Felipe Manhães César,

também foi agraciado. Tatyane airmou se sentir honrada com a indicação. “Esta homenagem me levou a reviver muitas lembranças. Agradeço aos deputados que aprovaram minha indicação, especialmente o deputado Dica. Quero agradecer a minha família, principalmente aos meus pais que foram tão importantes na minha formação”, revelou. Após receber a Medalha Tiradentes das mãos de sua mãe Dalva Freitas Lima e do marido, o prefeito Alexandre Cardoso, ela foi recepcionada no Clube dos Quinhentos, no centro de Duque de Caxias, por um grupo de amigos.


Duque de Caxias, Baixada e Capital MERCADO & NEGÓCIOS

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Vereador compara obra da antiga Kennedy à Transamazônica E

m entrevista exclusiva concedida ao Capital, o presidente da Câmara de Duque de Caxias, Eduardo Moreira fez duras críticas ao atraso das obras de duplicação da antiga Avenida Presidente Kennedy, atual Governador Leonel Brizola: “Essa obra parece ser a nossa Transamazônica. Infelizmente, não sabemos quanto já foi gasto e muito menos quando será concluída”. O parlamentar apontou a falta de gestão como o principal problema da obra. “Ela iniciou no dia 5 de agosto de 2005, com um convênio assinado pelo prefeito da época, Sr. Washington Reis, e a governadora Rosinha Garotinho. É uma obra importante, que corta 12 bairros. Ela signiica melhorias, benefícios para a comunidade que a utiliza diariamente, se beneiciando de melhor locomoção, melhor mobilidade urbana, com sinalização adequada e segurança também para o pedestre. Mas não é isso que está acontecendo”. Eduardo Moreira anunciou que vai encaminhar ofício pedindo esclarecimentos sobre a obra à

Prefeitura e à Secretaria de Obras do Estado. - Nós somos iscalizadores, temos que saber ao certo quanto e como foi aplicado o recurso oriundo do município de Duque de Caxias, levantar se esse dinheiro foi empregado de maneira correta, de maneira lícita. Primeiramente isso é o que a Câmara pode fazer de fato. Podemos fazer um movimento político, com a força de nossos mandatos parlamentares, brigando pela população que sofre por falta de segurança, de saúde digna, de educação, e de mobilidade urbana, entre outras necessidades. Temos por obrigação buscar soluções para esse problema. Esta obra tem que ser inalizada porque ela não pode mais uma vez virar discurso político disparou. “A obra da Kennedy parece que é feita de qualquer maneira, parece de improviso, sem projeto, e se você olhar a obra do Arco Metropolitano, é outra coisa”. Eduardo Moreira lembra que na época, foram anunciados investimentos de R$ 22 milhões pelos co-

Marcelo Cunha

''Essa obra tem que ser uma página virada'' fres da prefeitura e mais R$ 54 milhões do governo do estado. “E nós icamos sabendo através da imprensa, que por um convênio anunciado pelo ministro das cidades, Márcio Fontes, na verdade, através do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, foram colocados mais R$ 15 milhões nessa obra, num montante de R$ 91 milhões. E foi informado também que dois ou três anos depois,

no máximo, ela seria inaugurada. Estamos em 2014, já se passaram nove anos, e ela continua se arrastando. A agente repara que é uma obra totalmente irresponsável, sem planejamento algum, uma obra que diversas vezes icou interditada, icou parada, uma obra que a empresa abandona o contrato e depois retorna. Sou usuário daquela rodovia e a gente vê que é uma obra que não tem retorno, pas-

sagem para pedestre, não tem sinalização nenhuma, nem abrigos nos pontos de ônibus. A gente vê os governos passando, agora temos o governador deixando o cargo e vamos iniciar os nove meses de governo do Pezão, e até hoje a obra da presidente Kennedy não tem uma deinição de quando será concluída”, lamentou, lembrando que algumas pessoas “perderam a vida pela falta de segurança e de sinalização, e de vários amigos e vizinhos que já sofreram acidentes ali”. Indagado sobre as responsabilidades dos poderes públicos com relação à obra, respondeu: “Precisamos saber qual é de verdade a competência e responsabilidade da prefeitura nessa obra, quanto foi gasto até hoje dos cofres públicos municipais nessa obra e qual ingerência que a administração pública municipal tem nessa obra. Não é possível que a obra começou sem ser orçada, a empresa pegou a obra que não sabia quando iria iniciar e quanto seria o gasto, para hoje ela [a empresa] abandonar dizendo que

não tem condições de tocar essa obra. E ninguém faz nada, o governo do estado não move uma palha. Eu reconheço a vontade do prefeito Alexandre Cardoso, porque quando iniciou seu mandato a obra estava muito mais atrasada e ele vem se empenhando, se dedicando e a gente vê que no ano de 2013 houve uma evoluída. Mas o povo está cansado, não aguenta mais. Essa obra tem que ser uma página virada. Por isso temos que colocar esse assunto em pauta, por saber do sofrimento dos moradores, trazer a discussão para a câmara de Duque de Caxias. Estamos em ano de eleição, os governantes que passaram por aqui virão novamente pedir votos e na verdade nós não aguentamos mais. Eu não posso deixar o povo que usa aquela rodovia ser enganado mais uma vez”. - Tenho certeza que o prefeito Alexandre Cardoso irá fornecer esses dados, assim como o secretário de Obras do Estado. Mas se não formos atendidos, iremos buscar os mecanismos legais - concluiu.

Dilma diz que governo vai Sócio defende melhor relação entre o Fluminense e a Unimed lançar o PAC 3 em agosto O

governo deve lançar, em agosto, uma nova etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que será chamado de PAC 3. O anúncio foi feito sexta-feira (4), pela presidenta Dilma Rousseff durante entrevista à emissoras de rádio de São José do Rio Preto (SP), onde participará da entrega de unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida. Dilma anunciou a nova etapa do PAC quando falava sobre a obra

do contorno ferroviário de São José do Rio Preto. O edital da obra, lançado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), teve o certame suspenso porque o governo decidiu ampliar o projeto para que o trecho seja conectado à Ferrovia Norte-Sul. - Por que o Dnit cancelou? Tínhamos uma visão de fazer um contorno pequeno, diante do fato da chegada da Norte-Sul vimos que não dava para

fazer um contorno pequeno. É um pouco mais complexo. Ele exige um grande volume de sondagens e um levantamento topográico muito preciso - ponderou a presidenta. A obra, segundo Dilma, será incluída no PAC 3. “Uma obra de ferrovia não acaba até 2014, agora o contrato, nós tomamos a decisão, vai estar no PAC 3, deixaremos estruturado”, disse. “Vamos lançar lá por agosto”, acrescentou. (Agência Brasil)

S

ócio-proprietário do Fluminense Football Club, Melquisedec Nascimento voltou a defender o “estreitamento” da relação entre o Clube e a patrocinadora Unimed. Segundo ele, no mundo moderno do futebol, os grandes clubes da Europa possuem grandes patrocinadores/investidores. “Eles já descobriram há muito tempo o que os brasileiros souberam há pouco, conforme pesquisa divulgada pela BDOBrazil, onde se constatou que dentre as receitas dos clubes de futebol brasileiros, em 2011, apenas 8% do total eram provenientes das bilheterias, enquanto que as negociações de jogadores representavam 15%, os patrocínios/publicidade 18% e as Cotas de TV 36%”, disse ao Capital. - Com um grande time formado com o apoio de um forte investidor, conquistando títulos, obviamente que as receitas com cotas de TV também aumentarão - acrescenta o sócio. “Tenho observado que mantras têm sido repetidos no Fluminense mas que em nada correspondem à verdade, dentre eles o Centro de Treinamento (CT) como solução para todas as panacéias. Há que se ressaltar que o Fluminense ganhou dois brasileiros sem pos-

Banco de Imagens

suir um CT, em 2010 com Horcades e outro em 2012 com Peter. Se o presidente fosse um poste, o Flu os teria ganhado também. Por que? Porque o que importa são os investimentos em contratações de jogadores de alto nível feitos pela Unimed e não um CT, que é bom, mas não tão bom quanto ter um ótimo elenco, pois o Palmeiras possui o seu CT, porém recentemente disputou a Série B do Brasileirão”. Melquisedec lembra que a Unimed-RJ investe cerca de 1,9% de seu faturamento total no Fluminense. “Ora, em vez de se afastar, brigar, devemos é

buscar um estreitamento maior com nosso patrocinador, procurar passar coniança ao nosso patrocinador/Investidor de que pode aumentar, sem medo, esse investimento para a ordem de no mínimo 3% de seu faturamento total”. - Infelizmente, é patente o esgotamento da relação Fluminense-Unimed, fato comprovado pela falta de investimentos do nosso grande parceiro. Ao nosso ver, o caminho para o Fluminense é estreitar a parceria e se tornar cada vez mais aliado da Unimed-RJ e isso só ocorrerá com uma verdadeira relação de coniança - concluiu o sócio.


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MERCADO & NEGÓCIOS

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Duque de Caxias, Baixada e Capital

Pezão assume governo do Estado após renúncia de Cabral O

vice-governador e coordenador de Infraestrutura, Luiz Fernando Pezão, tomou posse sexta-feira (4) como governador do Estado do Rio de Janeiro, na Alerj (Assembleia Legislativa). Em seu discurso, ele airmou que dará continuidade às conquistas do Governo Sérgio Cabral, ressaltando as áreas de Segurança Pública e Saúde como prioridades em sua gestão. Ele airmou ainda que vai investir na inclusão digital e no abastecimento de água na Baixada Fluminense. Sobre o ex-governador, Pezão airmou: “Ganhei um amigo para a vida inteira. Vi a sua luta e seu enfrentamento no Estado do Rio. Não é fácil. A missão é muito árdua de substituir o insubstituível. Sérgio é uma das pessoas mais generosas que conheci na minha vida”. Após a posse na Alerj, Luiz Fernando Pezão participou da cerimônia de transmissão do cargo no Palácio Guanabara. O governador Sérgio Cabral, que renunciou no dia anterior (3), foi o primeiro a discursar e lembrou das conquistas ao longo dos últimos

SCERJ/Carlos Magno

sete anos e três meses de Governo. Em seu primeiro discurso como governador, Pezão lembrou as diiculdade que enfrentou quando assumiu a Prefeitura de Piraí, na Região do Médio Paraíba, e fez uma análise da gestão do Estado do Rio de Janeiro. Vocês vão me ver pouco no Palácio. Estarei pelos municípios - disse Pezão. Com a promessa de nove meses de governo atuante, ele disse que

pedirá à presidenta Dilma Rousseff R$ 6 bilhões em empréstimos: R$ 3 bilhões para a Cedae iniciar obras de expansão da rede de abastecimento Guandu 2; e outros R$ 3 bi para as obras de expansão da Linha 4 do metrô: “Vamos universalizar 100% da água na Baixada”. Segundo ele, seu foco será a segurança, inclusão digital, saneamento e saúde. Para fortalecer a integração entre as cidades

da Região Metropolitana, o novo governador anunciou a criação de um órgão de assessoramento com as prefeituras. O objetivo é reunir os chefes da esfera municipal para discutir temas importantes e de interesse geral. “Não é possível discutir Saúde e Saneamento se a cidade do Rio não estiver juntos com os 21 prefeitos. O segredo de sucesso é a integração e vai ajudar muito a governarmos o estado” airmou.

ICMS Verde fará repasse de R$ 195 milhões aos municípios s municípios luminenses que mais investiram em ações ecológicas vão receber este ano cerca de R$ 195 milhões do ICMS Verde. A Secretaria do Ambiente do Estado apresentou a tabela de distribuição do tributo na última quarta-feira (2/04), em cerimônia realizada na sua sede, no Centro do Rio. Na ocasião, o secretário Indio da Costa entregou às prefeituras certiicados de boas práticas ambientais. Assim como nos dois últimos anos, Silva Jardim, na Região das Baixadas Litorâneas, liderou o ranking de pontuação e vai receber R$ 8.892.669. A cidade se destacou pelos avanços em saneamento básico e investimentos nas suas 31 unidades de conservação. Cachoeiras de Macacu e Rio Claro ocuparam a segunda e terceira posição, com R$ 8.380.197 e R$ 6.140.231, respectivamente. Parabenizando os municípios por suas iniciativas ambientais, o secretário Índio da Costa destacou que o ICMS Verde provoca o desenvolvi-

O

mento sustentável no estado. Ele informou ainda que, a partir de 2015, a coleta de óleo de cozinha usado e guardas ambientais serão usados como componentes de cálculo do tributo. “O ICMS Verde provoca mudança cultural porque os prefeitos estão mais preocupados com saneamento, com o tratamento do lixo. Búzios, São Pedro da Aldeia e Cabo Frio estão pegando 100% do que vão receber para investir em novas iniciativas. Com isso, vão ganhar mais no próximo ano. Isso gera uma espiral positiva, onde quem ganha é o cidadão luminense”, airmou o secretário, acrescentando que a meta da secretaria é não ter mais lixões no estado até o im do ano. As cidades pontuam ao cumprir os critérios propostos, de acordo com a seguinte divisão: 45% para unidades de conservação; 30% para melhoria da qualidade da água, através de saneamento básico e abastecimento; e 25% para gestão dos resíduos sólidos, como coleta seletiva e aterros sanitários.

Atualidade Em pauta, projeto que torna corrupção crime hediondo C omo parte do esforço concentrado que será feito esta semana para destravar a pauta de votações, a Câmara dos Deputados pode votar um projeto de lei que torna a corrupção crime hediondo. Proveniente do Senado, onde foi aprovado em junho de 2013, a proposta foi uma

resposta do Parlamento às manifestações que tomaram conta do país no ano passado. Se aprovado sem alterações, o projeto vai a sanção presidencial. Se for alterado na Câmara, retorna ao Senado. Caso o projeto seja aprovado, serão incluídos na Lei dos Crimes Hediondos (8.072/90) os delitos de corrupção ativa e passiva, peculato (apro-

priação pelo funcionário público de dinheiro ou qualquer outro bem móvel, público ou particular), concussão (quando o agente público exige vantagens para si ou para outra pessoa), excesso de exação (nos casos em que o agente público desvia o tributo recebido indevidamente). O projeto também torna crime hediondo o homicídio simples e suas

formas qualiicadas. O projeto também altera o Código Penal para aumentar a pena desses delitos. Com isso, as penas mínimas desses crimes ficam maiores e eles passam a ser inafiançáveis. Os condenados também deixam de ter direito a anistia, graça ou indulto e fica mais difícil o acesso a benefícios como livramento condicional e

progressão do regime de pena. Com a mudança as penas para estes delitos passam a ser de quatro a 12 anos reclusão, e multa. Em todos os casos, a pena é aumentada em até um terço se o crime for cometido por agente político ou ocupante de cargo efetivo de carreira de Estado. A lei atual determina reclusão de dois a 12

anos e multa para os delitos de corrupção ativa e passiva e de peculato. Para concussão, a pena vigente hoje é reclusão de dois a oito anos e multa. Já o excesso de exação, no caso incluído na proposta, é punido hoje com reclusão de dois a 12 anos e multa. (Agência Brasil)

País

Internacional

Aneel reduz valor de encargo do consumidor

Cuba pede aos EUA o im de ações “ilegais”

A

Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reduziu o valor que as distribuidoras de energia terão que pagar para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) neste ano. Em decisão anterior, a cota da CDE havia sido calculada em R$ 5,6 bilhões, mas a agência refez os cálculos, incluindo novos aportes anunciados pelo governo, e o valor

caiu para R$ 1,66 bilhão. O valor, que é parte das receitas da CDE, será dividido entre as empresas na proporção de seus mercados e terá relexo nos reajustes anuais das distribuidoras. As cotas da CDE que devem ser pagas pelas distribuidoras é resultado da diferença entre o total de despesas e as receitas da conta. Para 2014, a estimativa de despesas da CDE é R$ 18,07 bilhões. A redução das cotas

da CDE foi possível porque o governo anunciou, no mês passado, um aporte extra, para cobrir os gastos das distribuidoras com a compra de energia no mercado livre e com o uso maior de energia de termelétricas, que é mais cara. Dos R$ 4 bilhões anunciados, R$ 2,8 bilhões irão para a CDE. (Agência Brasil)

O

governo de Raúl Castro pediu aos Estados Unidos para acabar com as ações “ilegais e encobertas” contra Cuba, em uma reação à rede social lançada na ilha pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid, a sigla em inglês). “Isso demonstra, mais uma vez, que o governo norte-americano não renunciou aos seus

subversivos planos contra Cuba, os quais visam a criar situações de desestabilização para provocar mudanças no nosso sistema político e aos quais continua a dedicar orçamentos milionários todos os anos”, diz comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Cuba. Os Estados Unidos conirmaram quinta-feira (3), que, em 2010, lançaram uma rede social em Cuba, que funcionou dois anos,

com o objetivo de aumentar o acesso da população à informação.A porta-voz adjunta do Departamento de Estado norte-americano, Marie Harf, negou que se trata de um programa “secreto”, assegurando que ele se desenrolou de forma “discreta,” atendendo ao “ambiente hostil” em Cuba relativamente aos Estados Unidos. (Com informações da Agência Lusa)


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Caxias terá R$ 24 milhões para combater enchentes O

prefeito de Duque de Caxias, Alexandre Cardoso, e o secretário estadual de Meio Ambiente Índio da Costa, assinaram na última terça-feira (3), um pré-convênio para combater as enchentes nos bairros de Vila Ideal e Laguna e Dourados, além de beneiciar também o canal Farias, em Saracuruna. A verba, de R$ 24 milhões, virá do Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (Fecam). O prefeito destacou a importância da obra, que atenderá cerca de 100 mil habitantes daquelas áreas. “Há mais de 20 anos os moradores aguardam essas obras. Agora elas sairão, graças a agilidade do secretário Índio da Costa”. E acrescentou: “Temos feito a limpeza das galerias em toda a cidade, principalmente naquela área, mas só isto não basta, e com a liberação dos recursos poderemos construir um reservatório para acumular a água da chuva, nos mesmos moldes do que está sendo construído na Praça da Bandeira, no Rio. Quando a chuva diminuir ou o volume dos rios baixar, a água represada será liberada. O canal Farias também receberá obras”, explicou.

Marcelo Cunha

Índio da Costa ressaltou a determinação do prefeito em apresentar projetos. “Conheci o Alexandre Cardoso quando ainda era deputado federal e sei da sua determinação em relação a Caxias. Quando nos apresentou o projeto iquei impressionado, porque muitas vezes recebemos solicitações de prefeitos que buscam recursos, mas não apresentam projetos. No caso de Duque de Caxias, o projeto mostrava as necessidades e áreas que seriam beneiciadas, o que certamente facilita a obtenção do recurso do Fecam”, airmou o secretário.

O pré-convênio será analisado pelo governo do estado, para em seguida a prefeitura e a secretaria de Ambiente irmarem o convênio. A expectativa é que as obras tenham início em seis meses. “Dependemos dos trâmites e da licitação. Por isso, não queremos estabelecer neste instante, um prazo para o início das obras. Acredito, no entanto, que em até seis meses seja iniciada a obra”, informou Cardoso. Depois de assinar o pré-convênio ao lado do prefeito e do Secretário Índio da Costa, a deputada estadual Claise Maria disse ao Capi-

tal: “Mais um grande passo foi dado para dar im ao problema das enchentes que afetam os moradores dos bairros centrais de Duque de Caxias, em especial Laguna e Dourados e Vila Ideal”. A parlamentar é autora de inúmeras indicações legislativas solicitando dragagem, limpeza e canalização de 32 córregos, rios e canais no município, que foram o ponto de partida para as negociações que tiveram início há pouco mais de um mês e agora se materializam. “A união faz a força e é disso que Duque de Caxias precisa para crescer ainda mais”, conclui a deputada.

Celso Pansera deixa presidência da Faetec

A

pós pouco mais de cinco anos e uma intensa rotina de trabalho, o professor Celso Pansera deixou a presidência da Faetec no último dia 3, para enfrentar novos desaios em sua carreira. O cargo agora é ocupado pela educadora Maria Cristina Lacerda, que, ao longo de toda a gestão de Pansera, foi seu braço direito, ocupando o posto de vice-presidente Educacional. A indicação para ocupar o cargo máximo da Fundação é só elogios da parte do ex-presidente. “A professora Maria Cristina é parte dessa instituição sólida e promissora que a Faetec se tornou. Uma servidora de carreira, a número um, aprovada em primeiro lugar, no primeiro concurso promovido pela Rede. Trata-se de uma proissional experiente, que

Banco de Imagens

Celso Pansera (E), que deixa a presidência, assumiu em 2009 a convite do governador Sérgio Cabral e do então secretário de Ciência e Tecnologia do Estado, Alexandre Cardoso conhece muito a Educação, e que com sua sensibilidade, construirá a sua nova rotina na Fundação”, disse Pansera. Os anos de gestão de Celso Pansera deixaram marcas importantes na história da Fundação, a começar pelo direcionamento

do foco na expansão da oferta de oportunidades, que, sem dúvida, está entre os maiores legados para o Estado do Rio de Janeiro. No trato com os servidores, destaque para uma das últimas e mais importantes conquistas: a aprovação do novo Plano de Cargos,

Carreiras e Salários (PCS) aprovado pela Assembleia Legislativa (Alerj) em fevereiro e sancionado pelo governador Sérgio Cabral no mês passado. A partir de 1º de maio, o PCS entra em vigor, dando aos funcionários de carreira garantia de um futuro mais sólido e confortável. Logo em 2010, a realização do concurso público para o ingresso de novos servidores da Faetec, que há dez anos não realizava seleção. - A Faetec se transformou para melhor na última gestão, graças ao fruto desse compromisso que o professor Celso tem com as pessoas e com o desenvolvimento do Estado através da sua atuação. Conto com a dedicação de todos para continuarmos tendo esses resultados vitoriosos - destaca a nova presidente.

Aneel aprova redução de tarifa para consumidores da Ampla

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m reunião pública extraordinária feita nesta segunda-feira (7), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou redução tarifária de 0,74% para os consumidores residenciais de baixa tensão atendidos pela Ampla, beneiciando 1,9 milhão de clientes residenciais em todo o estado do Rio de Janeiro. O número de pessoas é ainda maior se for levado em conta os consumidores de baixa renda também atendidos pela concessionária e que foram também beneiciados pela decisão, mas cujo total não foi divulgado pela concessionária. A Ampla atende a um total de 2,5 milhões de unidades residenciais em 66 dos 92 municípios do Rio de Janeiro, incluindo os consumidores de baixa, média e alta tensão. A resolução da Aneel, em contrapartida, elevou em 8,11% o cus-

to da energia elétrica para os consumidores de alta tensão e em 0,48% o custo para os consumidores de média tensão - comércios e pequenas industrias. A redução, que é retroativa ao dia 15 de março, compõe o índice inal da terceira revisão tarifária periódica da concessionária. Ao comunicar a redução, a Aneel, em nota, esclareceu que, para a deinição da tarifa, são considerados os custos de geração da energia, de transporte até o consumidor (transmissão e distribuição) e os encargos setoriais. No caso da Ampla, diz a nota, os principais fatores que inluenciaram a revisão foram a maior participação da “energia nova” e a “energia velha” (gerada por usinas mais antigas, com parte de seus ativos já amortizados) mais cara do que previsto. (Agência Brasil)

SIVDC SINDICATO DOS VIGILANTES E EMPREGADOS DE EMPRESAS DE SEGURANÇA E VIGILANCIA, TRANSPORTES DE VALORES DE PREVENÇAO E COMBATE A INCENDIO DE CURSO DE FORMAÇÃO E SIMILARES OU CONEXOS DE DUQUE DE CAXIAS - RJ CNPJ 36.554.434/0001-80 Rua Francisco Sabino nº 12, Parque Fluminense, Duque de Caxias - RJ Tel. 2771.9281 - E-mail: sindcaxias@yahoo.com.br EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA CATEGORIA VIGIA E OUTROS SIMILARES OU CONEXOS Aos 25 (vinte e cinco dias) de abril de 2014 (dois mil e quatorze) na Rua Francisco Sabino nº 12 Parque Fluminense, Duque de Caxias-RJ,irão se reunir em assembléia geral extraordinária os associados, não associados e diretores do sindicato para votar a matéria que foi publicado no jornal capital mercado e negócios ,para delibera a seguinte ordem no dia, dando inicio com a primeira chamada às 10h,não tendo número suiciente,ou seja ,metade mais um,entre os sócios, não sócios e diretores,será feita a segunda chamada às 10h30m com qualquer número de associados presentes para tratar dos seguintes assuntos: 1º- Permissão para assinar a convenção coletiva dos trabalhadores de 1º de junho de 2014 a 31 de maio de 2015, conforme termo de acordo na TRT 1º Região de Duque de Caxias - Processo nº 0001313-25.2011.5.0100206; 2º - Permissão para ajuizar a convenção de trabalho, ano 2014/2015; 3º- Permissão para descontar R$ 5,00 (Cinco Reais) contribuição de assistência funeral familiar do trabalhador; 4º - Permissão para constar nos contra cheques dos trabalhadores as contribuições negocial, sindical e confederativa; 5º - Permissão para descontar R$ 30,00 (Trinta Reais) de contribuição de assistência medica para o titular; 6º - Assuntos gerais. CARLOS GIL DE SOUZA - Diretor Presidente

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MERCADO & NEGÓCIOS

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Duque de Caxias, Baixada e Capital

Empresa investirá R$ 500 milhões na criação de moinho em Caxias A

maior cidade da Baixada Fluminense e uma das mais importantes do Estado, Duque de Caxias segue atraindo grandes investimentos das principais empresas do país e do mundo. A Bunge Brasil, empresa global e integrada de agronegócio, alimentos e bioenergia, anunciou investimento de R$ 500 milhões na construção de um novo moinho de trigo, localizado no município. O empreendimento será instalado no bairro Parque Duque (Avenida SN1, Lote 01, Quadra E) e será o maior investimento mundial da Bunge nesta área. O empreendimento integrará o atual moinho Fluminense e o Centro de Distribuição Rio, que serão transferidos para um único local. Os executivos da empresa - o gerente de Serviços de Distribuição, Márcio Silva e o diretor de Relações Institucionais, Níveo Maluf - izeram uma apresentação com a história da empresa, na sede da Prefeitura, em Jardim Primavera. A empresa planeja transferir funcionários das unidades atuais (moinho e centro de distribuição) para o novo empreendimento, além de capacitá-los para operar processos nos no-

PMDC/Rafael Barreto

vos padrões tecnológicos. A Bunge Brasil está negociando com autoridades estaduais e do município para que sejam viabilizadas obras de melhoria na infraestrutura da região onde o novo moinho se localizará. A construção do novo Moinho Fluminense é estratégica. Os estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, atendidos por ele, formam uma das regiões onde a empresa está focando seus investimentos para modernizar suas operações, ampliar sua capacidade produtiva e atender as necessidades do mercado em crescimento. “Ao atingir sua capacidade total, o novo moinho Fluminense poderá moer mais de 600 mil toneladas de trigo por ano, o que representa um aumento de mais de 50% sobre o que vem sendo processado no moinho atual”, destaca Fer-

reira. As obras devem ser iniciadas em maio com previsão de conclusão para agosto de 2016, gerando cerca de 1.600 empregos diretos e indiretos. Após a inalização do projeto, 300 proissionais especializados serão alocados na unidade de Caxias. A chegada desses investimentos reforça o trabalho e a atuação da atual gestão do município para o seu desenvolvimento econômico, atraindo empresas de renome nacional e internacional (Coca Coca, Rolls-Royce, Arcelor Mital, entre outras), que juntos contribuem para o crescimento cada vez maior do município. - É importante que a população tenha conhecimento da grandeza destes investimentos. Isso inluencia na melhoria da qualiicação da produção e da tecnologia de Caxias. Estamos falando de

uma empresa referência no mundo em sua área - disse o prefeito Alexandre Cardoso, que aproveitou para estreitar os laços com a empresa visando no futuro irmar uma parceria através de um programa de qualiicação proissional para os caxienses no ramo das padarias e paniicadoras. E inalizou: “No futuro a Rodovia Washington Luiz será conhecida como a mãe da logística do País”. Presentes à cerimônia de lançamento do investimento, estavam os secretários de Ações Institucionais e Comunicação (Tatyane Lima), de Governo (Luiz Fernando Couto), de Controle Interno e Sistemas (Júlio Lagun), o novo secretário de Desenvolvimento Econômico (Paulo César de Oliveira), além dos vereadores Eduardo Moreira (presidente da Câmara) e Carlos Jesus.


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