Jornal O Negócio. Ed. 8 - ANO 1 – Julho / 2020

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FAZENDO ALÉM DO SEU PAPEL jornalonegocio.com.br

ESTÉTICA AUTOMOTIVA

O valor dos detalhes supera preço do serviço

Edição: 08 | Ano 1 - Julho - 2020 ANUNCIE: (22) 99766-8422

jornalonegocio contato@jornalonegocio.com.br

colunistas

simone gonçalves

FabricYo Silvestre

SERGIO ROCHA Lima

Cuidados com a saúde, potencializa crescimento do serviço de detailing.

Reflexão sobre como será o retorno ao mercado de trabalho no cenário da Nova Normal. Leia na Pág. 02.

Leia na página 5.

Conheça as medidas econômicas que o governo apresentou em combater a crise sanitária no país. Leia na Pág. 08.

A nova normalidade chega depois de um longo tempo de isolamento social. Seu negócio está preparado para enfrentar o novo cenário? Leia na Pág. 07.

CLASSIFICADOS

CASE DE SUCESSO

ECONOMIA

Pensou em alugar, vender ou comprar?

A história da advogada Luciane Souza que virou empresária e dona de uma das maiores franquia no Brasil, o Spa das Sobrancelhas. Confira na Pág. 06.

CAMPOS | Prefeitura reabre comercios até o dia 12/07. Pág. 04.

No Classificados JON você pode encontrar o que procura e até ser encontrado. Pág. 07.

MORRO DO COCO | Vendedor, a profissão mais do que necessária para o empresariado. Pág. 04.


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coluna: GESTÃO EMPRESARIAL

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Simone Gonçalves

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Administradora, Coaching, Psicóloga e CEO da Growth Gestão e Treinamentos.

Como será o mercado de trabalho no “novo normal”

uitas pessoas, em todo o mundo, têm se questionado sobre quando o mercado de trabalho voltará ao normal. Mas a questão é: o que era normal era bom? Um estudo feito pela consultoria Have Her Back, com profissionais de empresas de pequeno e médio porte, identificou como a crise do novo corona-vírus tem impactado pessoas e empresas e como isso deve influenciar o futuro do trabalho. Com os recursos financeiros reduzidos, pais de família têm feito malabarismo para conseguir pagar as contas e têm sido os maiores responsáveis em cuidar dos filhos nesse momento. De acordo com o estudo, 31% dos pais relataram o “cuidar” durante a quarentena como “extremamente difícil”, em comparação com 14%

das mães. E isso tem uma explicação. Dos pais entrevistados, 38% disseram que passaram a cuidar mais dos filhos nesse período, e esse dado se conecta diretamente ao fato de que 76% dos empregos na área de saúde pertencem a mulheres – sendo que 85% são da área da enfermagem. Logo, as mães saem para trabalhar, e os pais ficam em home office. Podemos constatar que os pais voltarão para o trabalho com outros tipos de pensamento em relação ao papel da mulher no ambiente corporativo, bons e progressistas ou ruins e carregados de estereótipos, pois o cuidado paternal se tornou uma realidade pandêmica. Os pais que trabalham remotamente durante a crise e são líderes de empresas tiveram a oportunidade de colocar uma lupa sobre as questões

de preconceito contra mulheres no mercado de trabalho. Líderes de empresas deverão repensar suas escolhas depois dessa experiência: o que eles priorizaram antes da crise pode parecer muito diferente agora e no futuro. Quando perguntamos sobre quais benefícios desejavam ter, e suas empresas não estavam fornecendo, 36% das mães e 27% dos pais desejam um horário de trabalho mais flexível. Vinte por cento das mães e 40% dos pais querem a capacidade de trabalhar remotamente. Acredito que a pandemia tenha feito surgir uma nova geração de responsabilidade social corporativa, focada em olhar para dentro. Haverá novas réguas para medir o que as empresas fazem quando se tratam de equidade, diversidade e inclusão de gênero, bem como ações que adotam para promovê-las. Voltar à maneira como as coisas eram não é a resposta para entrar no novo normal. As empresas que colocarem seus funcionários em primeiro lugar agora terão a melhor oportunidade de transformar sua força de trabalho nos próximos anos. Várias organizações não só adotaram o home

EDITORIAL Como já era previsto, a prefeitura de Campos iniciou as primeiras liberações do comércio para atendimento ao público. A decisão foi anunciada por conta dos números de recuperados da Covid-19 estarem a cima dos casos positivos para a doença. Mas a questão que queremos discutir hoje, é: Você, comerciante, empresário, profissional liberal e empreendedor, está preparado para esse retorno? O que você fez com o seu tempo durante o isolamento para minimizar o impacto da paralização em seu empreendimento? Nós, do jornal O Negócio esperamos que a sua resposta para ambas as perguntas seja: Eu me reinventei. Por que se tem algo de positivo que esse lockdown provocou na sociedade, foi o incentivo forçado, a mudanças no comportamento em todos os aspectos da população. O tempo de isolamento foi mais do que suficiente para muitos saírem da prostração da mesmice forjada pela rotina e sua

www.jornalonegocio.com.br FUNDADORES: Antônia Cláudia Gomes de Barros Adenilto Rodrigues Andrade Adriano Carvalho Gomes Maiara Pereira de Barros Thiago Barreto DIRETORIAS: Dir. de Jornalismo: Cláudia Gomes MTB 36686/RJ - Jornalista Responsável Dir. de Arte: Thiago Barreto Dir. Comercial: Adenilto Andrade Dir. Relacionamento com o cliente: Maiara Barros FOTOGRAFIA: Dielly Rangel

office, e trouxe soluções tanto para o viés profissional quanto para o viés humano, investiu em cursos e workshops para a liderança gestores desempenharem uma liderança ainda mais eficaz e também em ações de feedback, acolhimento e reconhecimento dos colaboradores além da terceirização de setores de processos de negócios como forma de redução de custo e gestão aplicada. A gestão remota requer ainda mais clareza nas atribuições, um compartilhamento constante de informações e o foco nas entregas. Adotar ferramentas que auxiliem no dia a dia de trabalho, como por exemplo, gerenciadores de tarefas, e o sistema de controle de horas trabalhadas contribuem fortemente. Além disso, manter o famoso ‘bom dia’ ou ‘boa tarde’ com as equipes, ter os acordos de convivência, compromissos registrados e compartilhados nas agendas, manter as sessões de feedback, as reuniões hoje online de 15 minutos para repasse dos projetos e alinhamentos, são exemplos de ações para manter-se presente remotamente e criar uma rotina bacana e ao mesmo tempo flexível. zona de conforto, e se aventurarem em novas experiências e possibilidades que outrora, não fosse o estado de pandemia, jamais teria tido tal descoberta. Então, eis que chegou a hora de mostrar o quanto amadurecemos, crescemos e acima de tudo, sobrevivemos para matar mais um leão por dia. Porém, agora mais fortes, com visão de águia, seguros de que é possível superar as dificuldades e se reinventar. Sabemos que não é nada fácil tocar um negócio no Brasil e isso não é demagogia, é um fato. A burocracia gigantesca que gira em torno de problemas simples de se resolver, os impostos mais surreais da história da economia mundial e corrupção escancarada nas lideranças do país, desanimam qualquer pessoa, a criar seu próprio negócio aqui. Muitos já desistiram e foram procurar outras terras para chamar de seu lar, porém, a maioria de nós estamos aqui, lutando para renascer como fénix. E assim, o faremos, porque somos brasileiros e não desistimos da luta tão fácil assim. Somos forte!

O Negócio é um jornal independente, democrático e apartidário. Todos os conteúdos são de responsabilidade de seus autores. COLUNISTAS - SITE: Adenilto Andade Cláudia Gomes de Barros Fabricyo Silvestre Sérgio Rocha Lima Thiago Barreto Simone Gonçalves

Rayone Tavares da Silva

REPORTAGENS: Cláudia Gomes Alexadnre Madruga

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REDAÇÃO: Rua Nilo Peçanha, 204, Sala 06, Galeria MG MAC Center, Morro do Coco - Campos dos Goytacazes. CEP: 28178-000 - RJ.

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CRÔNICA S

ão 10:50h de uma sexta-feira, no recente 21 de fevereiro de 2020. Uma mulher atravessa a passarela anexa à ponte sobre o Rio Itabapoana, divisor das cidades de Bom Jesus do NorteES e Bom Jesus do Itabapoana-RJ. Quem a vê caminhando tranquila, de boa aparência, não percebe que algo não está bem. A mulher está no limite, e não é só o dos 2 municípios. Está na divisa e não é só a dos 2 estados. Acontecimentos tantos a deixam tonta, não consegue pensar direito, duvida que tenha ainda o direito de continuar a viver, quer dar um fim em tudo. E no impulso salta da passarela dentro das águas barrentas do velho rio. É véspera de Carnaval, dois sargentos da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, Sizenando e Bartholazi, estão cumprindo mais um dia de serviço dentro das espessas fardas. Já se acostumaram, calor ou frio tanto faz, é a segunda pele, e eles têm orgulho da-

Por: Nino Bellieny

OS HERÓIS DE AZUL

Divulgação

quele azulescuro temido por alguns, amado por outros, ignorado também como se quem vestisse farda não existisse. Mas existe. E quando ambos avistam a mulher pular no rio, não pensam, um deles age por instinto e anos de treinamento: salta também. Não há tempo de tirar os boots, nem o pesado colete à prova de balas ou a camisa, sequer a arma. Vai conseguir ou afogar-se e perder a vida tentando salvar uma desconhecida…? Sizenando sai das águas trazendo a mulher, Bartholazi ampara-os na margem. Se gastasse 5 segundos pensando em socorrê-la ou não, de nada adiantaria, a correnteza a levaria mais e mais longe. As pessoas se aglomeram diante da cena, o sargento

cumpre a missão. Voltará para casa, contará para a família, sairá na mídia. E logo será esquecido como tantos outros colegas de profissão, mas não é para ser lembrado pelos outros que ele faz o que fez e sempre fará enquanto forças tiver. É para cumprir o juramento de quando entrou na PM, é para dormir em paz, é para agradecer a Deus mais uma oportunidade de resgatar uma vida e honrar a farda. A mulher foi levada para uma unidade de saúde e vai ter pela frente uma nova chance. Depois de cumprirem a escala e a provável folga normal, Sizenando e o colega Bartholazzi, terão novos desafios na inquietante rotina da polícia, aliás chamar de rotina é um contrassenso. Nada nunca é igual no dia a dia de um policial. Os dois são do 29º BPM, sediado em Itaperuna, orgulho da cidade, por ter em seus quadros centenas de exemplos semelhantes em garra e bravura. Como é bom ter heróis por perto.

novidades da nova normal morro do coco INTERNET

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provedor Infoline Banda Larga está ampliando sua rede de cobertura na Região Norte Fluminense e em razão disso instalou, no final do mês de junho sua quarta loja, em Morro Coco para atendimento presencial. A empresa já atende grande parte do município de Campos e dispõe da tecnologia de ponta mais cobiçada belos usuários, a fibra óptica. Durante o isolamento social, a empresa manteve o atendimento cumprindo os protocolos de segurança para evitar a proliferação da Covid-19 e agora, com o cenário caminhando para a Nova Normal, a empresa está prestes a chegar em Santa Maria de Campos. Por hora, os morrocoquense contam a oferta de 100Mega por apenas R$ 79,90/ mês com instalação gratuita. A oferta é específica para os 100 primeiros clientes que aderirem o serviço no local.

travessão SALÃO DE BELEZA

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tudio de Beleza Verônica Bittencourt em Travessão de Campos é um dos mais movimentados do bairro. Antes da pandemia, o estabelecimento sempre funcionou de terça a sábado de 9:hs as 20:hs, com agendamentos e atendimentos por ordem de chegada. Porém, durante o período de isolamento social, o salão aumentou sua carga horária, atendendo individualmente cliente com horários marcados e obedecendo rigorosamente os protocolos de segurança para evitar o contagio da Covid-19. Simpatia, técnica e profissionalismo são os adjetivos que descrevem o atendimento da Verônica em seu espaço, considerado por suas clientes como, aconchegante e acolhedor. O local perfeito para quem procura corte, tintura e até penteados para ocasiões especiais. Vale conferir. Agende sua hora através do WhatsApp: (22)998477347.

Conselheiro josino restaurante

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onselheiro conta com um estabelecimento, chamado Restaurante Avenida. Lá, o cliente encontra o melhor sabor da comida caseira. Instalado na Av. Nosso Senhora da Penha, há 1 ano, o restaurante dispõe do serviço de self-service e quentinhas em um ambiente dirigido pelo casal Mrcia e Walter Leite. O local foi preparado para receber clientes diariamente, porém, com isolamento social por conta da pandemia, a direção do estabelecimento intensificou o serviço de delivery para manter o negócio de pé e deu certo. Agora com a liberação do comércio, o restaurante vai abrir suas portas ao público respeitando os protocolos de segurança para evitar a Covid-19 e o serviço de tele entrega será mantido. Para fazer o seu pedido, basta ligar ou enviar um WhatApp para o tel: 22 99995-7507 ou 22 99793-0668.

Santo Eduardo piscina

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epois de três meses fechada, a Piscina de São Sebastião em Santo Eduardo, retoma suas atividades nesta nova normal e traz novidades em seu atendimento. O estabelecimento, conhecido pelo tradicional forró aos domingos, se reinventou durante o isolamento social e passou a entregar saborosos caldos aos seus clientes por apenas R$ 7,00. O cliente pode receber seu pedido em casa ou consumir ali mesmo. A direção do local instituiu regras de atendimento, para evitar a proliferação da Covid-19. O bar foi aberto e as mesas mantém o distanciamento de 2 metros entre uma e outra. O uso do álcool em gel e as máscaras, também são exigidos durante a estadia do cliente no local. O atendimento é de quinta à domingo, a partir das 19hs e a entrega é somente para a região de Ponte de Itabapoana, Santa Maria, Santo Eduardo e Usina. Pedidos pelo Whatsapp: 22 99757-9793.


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ECONOMIA

Campos entra na fase amarela e comércio é liberado A partir de 1º de julho

Todos os estabelecimentos comerciais terão de controlar a entrada e saída dos consumidores, além de seguir regras de higienização.

Foto: Sucom

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comércio de Campos, que estava fechado em função do isolamento social para evitar a disseminação da Covid-19, saiu da fase laranja no dia 30 de junho e reabriu para atendimento ao público no dia 01 de julho. A decisão foi tomada pela prefeitura depois dos resultados do fechamento de sexta-feira(27), onde foi registrado pela primeira vez desde o início da pandemia, o número de pessoas recuperadas em Campos foi maior que o número de casos ativos. De acordo com o prefeito Rafael Diniz, 602 pessoas foram recuperadas dos casos da Covid-19 e 544, confirmados com a doença. Assim, o município entra no Nível 3, fase amarela, permanecendo até o dia 12, quando nova avaliação será feita. Apesar da liberação, o prefeito alerta que o momento ainda é de atenção máxima e os devidos cuidados precisão ser levado em consideração.

“O momento ainda é extremamente delicado e não quer dizer que podemos relaxar as medidas de proteção. Toda a população precisa continuar seguindo as regras de isolamento. Se o número de casos de Covid tiver um aumento muito grande, nós poderemos retornar à fase laranja,”, afirmou o prefeito.

No Nível 3, o comércio de rua fica liberado, inclusive no Centro e todos os estabelecimentos comerciais terão de controlar a entrada e saída dos consumidores, além de seguir regras de higienização. De acordo com o Prefeito, as medidas contra a Covid

estão surtindo efeito. Estão liberados: salões de beleza e estética, barbeiros, cabeleireiros e manicures. Lojas de automóveis e concessionárias também voltam a funcionar. Além disso, igrejas e templos religiosos ficam autorizados a funcionar com limite de 30% da capacidade e distância mínima de 2 metros entre as pessoas. O prefeito também informou que os shoppings estão passando por adaptações para que sejam incluídos na fase amarela, mas ainda não está permitida a reabertura. Testagem em massa Nos últimos dias o município deu início a testes em massa que, já estão sendo feitos em idosos e exames em comerciários, também foram realizados. Os testes estão sendo agendados e acontecem na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL). Desde de sexta – feira (26), os trabalhadores da limpeza pública – garis e coletores de material reciclável - também passaram a ser submetidos ao teste rápido para Covid 19. Os testes também, estão sendo agendados para profissionais de saúde e a população em geral através do aplicativo Dados do Bem. O 5º Grupamento de Bombeiro Militar de Campos e policiais civis foram testados através do Instituto Médico Legal. Já a Polícia Militar iniciará os testes nos próximos dias e a Guarda Municipal deve começar na próxima semana. Equipe da Superintendência de Segurança Pública já foi testada. Fonte: Portal da prefeitura de Campos.

profissão: vendedor

“Nada acontece até que uma venda seja feita”. Red Motley A frase é forte e foi dita pelo autor em 1946, creditando aos vendedores, a justa importância para a vida de uma empresa e porquê, não dizer, para os consumidores, também?

Por: Cláudia Gomes

claudiagomes@jornalonegocio.com.br

Beto da Pão de Mel, em seu caminhão antes de partir para a rotina de entregas. Foto: Cláudia Gomes

O

profissional de vendas é o responsável por entregar produtos e serviços ao cliente final, facilitando a transação comercial entre a empresa e o consumidor.Quem aprende a vender e respeitar os vendedores, certamente, consegue levar seu negócio para muito longe. Há mais de 10 anos trabalhando como vendedor de produtos da Fábrica Gomes de Lacerda conhecida como Pão de Mel, José Roberto, o Beto da Pão de Mel, visita diariamente, inúmeros pontos comerciais como: padarias, mercados, lanchonetes, etc, em grande parte de Campos de Goytacazes, incluindo Santa Maria, Guaruis, São Francisco, Travessão de Campos entre outros, onde colhe os pedidos e cuidadosamente, faz a entrega de toda a linha de produtos da empresa. Beto se destaca pelo profissionalismo, comprometimento e capricho com que trata cada um de seus clientes. Em tempos de pandemia, o profissional não parou as atividades, mas, sempre tomando os devidos cuidados com a saúde, fazendo o uso da máscara e álcool em gel para evitar a disseminação da Covid-19. A fábrica de Pão de Mel foi fundada em 1990 em Morro do Coco, 12 distrito de Campos dos Goytacazes e é pioneira do segmento na região norte fluminense. O profissional não limita suas vendas apenas ao comércio tradicional, mas ele atende também a Igrejas com encomendas para festas sociais que utiliza o cachorro, pães de forma para tortas e hamburgeres. A linha de produtos da empresa é grande e vai desde os tradicionais ao pão integral, integrau ligth e os 7 grãos e 12 grãos, e ainda as groas de fuá, panetones, roscas e bolachas. A lista completa dos produtos disponíveis está no site: www.jornalonegocio.com.br. Lá você vai poder conferir também, todos os locais de distribuição. Para contactar o vendedor, basta ligar para os celulares: 2299852-9636 (Falar com Beto); 2299205-285(falar com José Osvaldo ou 22 99810-6387 (falar com Lenicio).

Depois de mais de dez anos atuando no ramo de vendas, descobri que posso manter uma relação mais direta com meu cliente, dando a ele a oportunidade de escolher os melhores produtos e os mais vendidos do mercado. Com um tempo vamos nos adaptando as mudanças e descobrindo novos mercados para a venda dos nossos produtos. Agora com a pandemia, descobri novas formas de vendas, atendendo também ao público que tem ficado em casa. Eu, realmente amo o que faço e, o faço com prazer. Sou grato à Deus e encerro minha fala com uma mensagem de proverbios 3. 9,0: “ Honre o SENHOR, oferecendo a ele a melhor parte de tudo que a sua terra produz. Então os seus celeiros ficarão cheios de trigo e cevada, e os seus tanques de espremer uvas transbordarão de vinho. ” ______________________ José Roberto (Beto da Pão de Beto)


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CAPA ESPECIAL Reportagem: Cláudia Gomes

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ESTÉTICA AUTOMOTIVA: O valor dos detalhes supera preço do serviço Cuidados com a saúde, potencializa crescimento do serviço de detailing.

claudiagomes@jornalonegocio.com.br

cional de Trânsito, RENAVAM-Registro Nacional de Veículos Automotores. De acordo com a instituição, em levantamento feito em maio deste ano, o Brasil já mantém uma frota de carros no total de 105.816.018, e só em Campos dos Goytacazes foram registrados, até maio de 2020, o total de 226.786 veículos incluindo todos os tipos e modelos.

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m dos setores que vem crescendo do Brasil e que, está sendo muito procurado desde o surgimento da pandemia de coranavírus, foi o do surto da modalidade de serviço detailing - ou detalhamento automático, também conhecido como estética automotiva. O aumento da procura se deve ao fato de ser um serviço aprimorado de limpeza, que além de, melhorar a aparência do veículo através de uma manutenção aprofundada e sistemática, também ajuda prolongar a vida útil do automóvel, reduzindo elementos prejudiciais à saúde e até valorizando o veículo para uma possível venda. Mas, qual a relação entre o serviço e o novo Coronavírus? Muitas empresas de produtos químicos e de limpeza em todo o planeta, encontraram uma oportunidade para investir nesse ramo justamente por causa da preocupação do vírus que pode ficar impregnado em rodas, capô ou para-brisas, por exemplo. Além disso, é preciso saber que o interior do veículo, carregar inúmeras bactérias que podem prejudicar a saúde causando doenças como os problemas respiratórios. Recentemente foi feito um relatório de estudo de mercado chamado Impacto Global Covid-19 no Mercado Global de Serviços de Detalhamento de Veículos, cobrindo a taxa de crescimento do setor, cenário competitivo, fatores de mercado e tendências. O relatório detalha principalmente a definição, tipos, aplicações e principais players do mercado. Ele fornece informações como tendências históricas e futuras para demanda, tamanho, negociação, suprimento, concorrentes e preços do mercado, além de informações globais de fornecedores predominantes e as previsões de crescimento para 2026. O objetivo é ampliar o conhecimento técnico e de mercado do empresariado no segmento de detailing. Para saber como acessar o relatório, basta entrar no portal do jornal O Negócio. DESAFIOS DO EMPREENDEDOR O detailing se caracteriza, pela qualidade do resultado e segundo especialistas, dos serviços mais solicitados durante a pandemia foram a higienização interna, o de polimento de pintura e espelhamento e vitrificação apesar de ser considerados por muito consumidores como caro. Lucas França, 22 anos, proprietário do Lava a Jato Esponjão, localizado em Morro do Coco, trabalha com lavagem de carros desde seus 13 anos de idade e já fazem 4 anos que ele possui o seu próprio negócio.

Divulgação Lucas explica ao O Negócio, que a dificuldade de se trabalhar com a estética automotiva está relacionada ao preço que, muitos consumidores acham ser alto, por não enxergarem o valor que está agregado ao resultado final. “Fazer um polimento, onde a gente remove alguns arranhões que ficam lataria do veículo, realmente deixa o carro bem mais bonito. Já a higienização a seco e detalhada dos bancos por exemplo, remove fungos, bactérias e as impurezas mais profundas que ficam escondidas no tecido. Isso por si só, já traz um benefício valioso à saúde dos usuários, que vai além da estética. Durante a pandemia, temos recebido muitos pedidos de limpeza a seco não só para carros, mas para poltronas, sofás e até tapetes. Contudo, muitas pessoas ainda acham o preço do serviço muito alto. Eu sempre procuro atender o meu cliente de acordo com as necessidades dele, e assim tento ajustar o meu preço ao serviço, considerando sempre que eu trabalho com os melhores produtos do mercado. Na verdade, para se executar qualquer atividade de alta performance requer investimentos justos por parte do cliente também, e isso deve ser levado em conta na hora da contratação.”, declara o empreendedor. CRESCIMENTO DO SETOR A indústria de lavagem de carros registrou um forte crescimento nos cinco anos até 2020 e ainda em 2018 a estética automotiva já vinha se desenhando como forte tendência do mercado automotivo. À medida que a economia vinha crescendo e os operadores da indústria colhiam os benefícios do aumento de emprego e da renda disponível per capita, esse boom abre portas para serviços automotivos especializados para lucrar em um mercado que tem demanda. Na época, o Brasil contava com 97.591.211 veículos em contagem realizada pelo Ministério das Cidades, DENATRAN - Departamento Na-

ORIGEM DO TERMO O conceito de “detail” (detalhe em inglês), remete a pontos do carro que normalmente eram esquecidos em um processo de polimento e que foram adicionados por profissionais dedicados a essas particularidades, que ao final do tratamento, transformam o carro em uma verdadeira obra de arte, atingindo um nível de brilho e estética incomparável até mesmo com um carro zero Km recém tirado da concessionária. Existem especulações sobre onde este conceito foi criado, os mais prováveis são os EUA e a Inglaterra, onde surgiram alguns concursos de embelezamento automotivo nos quais alguns dos critérios que definiam vencedores, eram justamente os “detalhes”, pois o objetivo era trazer os

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carros para um patamar que fosse superior ao veículo em sua forma original. Devido ao “luxo” que estes eventos traziam, alguns destes concursos tornaram-se referências para outros segmentos, um deles a moda! Isso mesmo. Mulheres e homens bem vestidos, desfilando ao lado de veículos com brilho extravagante e detalhes que tornavam o conjunto elegante, exclusivo e cheio de estilo. A partir dessas influências, o segmento de estética automotiva tomou um novo rumo, dando força ao conceito “detail”, e os “show cars” passaram a ser almejados para uso nas ruas. Com isso surgiu uma nova profissão, os “Detailers”, e também produtos específicos para cada parte do processo. O profissional da área utiliza para cada espaço do veículo uma técnica específica, que envolve desde a técnica aplicada até o produto, passando pela máquina que será utilizada e o tipo de aplicação envolvida. Essa soma de fatores é o que forma a “química perfeita” e traz o resultado esperado. Hoje existem diversos centros de estética automotiva e novos empreendedores surgindo no mercado que trabalham desde a correção da pintura, até uma minuciosa limpeza e tratamento para tornar o processo de polimento uma verdadeira arte.

O SERVIÇO

limpeza detalhada é dividida em duas categorias: interna e externa. Ela se destaca das lavagens tradicionais por que requer conhecimento de técnicas adequadas, o uso de ferramentas específicas e produtos de alta performance. Separamos as principais e mais procuradas pelos consumidores durante a pandemia.

Divulgação

A Higienização interna automotiva: é uma solução que vai a fundo na limpeza interna do carro, removendo manchas e sujeiras mais difíceis de detectar e retirar, como as que ficam em espaços pequenos e que precisam de maior cuidado para limpar. Ela é feita com produtor de alta performance e com vapor gerado pelo aumento da temperatura da água e utilizado em alta pressão. Espelhamento: Aqui são utilizadas técnicas para remoção de riscos e de proteção da pintura e da lataria do carro deixando-o com aspecto espelhado e brilhante, mantendo o verniz do local mais plano e sem riscos. Vitrificação: é uma forma de proteger a pintura com utilização de produtos de alta performance que criam uma película sobre a pintura de alta resistência ao clima, raios UV, fezes de aves, seivas vegetais e, ao mesmo tempo, proporcionam mais brilho e maior profundidade à cor. São processos mais detalhados que a cristalização.


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case de sucesso De bancária e advogada à empresária de sucesso no ramo da estética Reportagem: Alexandre Madruga jardimsulacapnews@gmail.com

Sabe aqueles momentos em que você fica entediado do que está fazendo e não sabe o que fazer para mudar isso? Com pai pedreiro e mãe costureira, ambos com apenas ensino primário, Luciane Souza, 41 anos, passou por essa fase, mas hoje é uma empresária de sucesso, com direito a uma loja no Parque Shopping Sulacap, no Rio de Janeiro. Desde a inauguração, sua vida profissional, a fez virar empresária. De bancária e advogada, hoje é uma das sócias da unidade Spa das Sobrancelhas, em Sulacap, já tendo mais de 7 mil clientes cadastrados, com taxa de fidelização de 70% e um atendimento médio de 700 clientes por mês, ou seja, sucesso de vento em popa.

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oradora de Realengo há quatro décadas, viu na construção do shopping, a saída para todos os seus problemas e resolveu investir no local juntamente com a irmã Adriana.

Luciane Souza esbanja alegria com sua loja instalada no Shopping de Sulacap. Foto: Sulacap News

e foram em busca de ideias do que montar, em busca da independência profissional e financeira. “Começamos a pensar na ideia de ter um lugar nosso, sempre pensando em algo ligado a estética. Foi então, que decidimos pela Spa das “Moramos aqui na região há mais de 40 anos Sobrancelhas, pois éramos e o shopping foi a chance de empreender. Essa clientes e tinha mais o nosso perfil.”, explica Luciane. foi a nossa esperança de qualidade de vida. Eu Buscando colocar em prática trabalhava em banco e estava cheia daquela vida, o conhecimento adquirido em dirigindo quase duas horas todos os dias para ir e cursos e especializações, empreender na região que moravoltar.” diz ela hoje, toda orgulhosa. va, além de melhor qualidade de vida, abriu a franquia no Bacharel em direito e pós-graduada em Parque Shopping Sulacap, com a promessa gestão empresarial, sempre teve na adminis- de ser uma chefe melhor dos que teve ao tração, uma paixão. Junto com a irmã, que longo da vida. A Spa está no shopping desde tinha economias guardadas, pegou a rescisão 24 de outubro de 2013, mas apesar dos pro-

blemas que passaram ao longo do tempo, soube reagir e ser empreendedora, suplantando cada obstáculo e sedimentando no empreendimento. Há semanas a loja ganhou um novo visual. Este modelo se chama Essencial, com a franquia tendo lojas em todas as cidades do Brasil, com 450 unidades. Hoje, a Spa das Sobrancelhas é referência no país no ramo de embelezamento do olhar, com visagismo facial e profissionais treinados no centro técnico da franquia. “Minha irmã é arquiteta e urbanista, trabalhando em Angola há sete anos. Viemos da classe “d” e hoje estamos na classe “b”, tudo oriundo do nosso trabalho de sol a sol, sem parar, de forma honesta e honrada.”, finaliza ela, que hoje é empreendedora, empresária e muito mais feliz.

Foto: Sulacap News


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coluna: empreendedorismo

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Sérgio Rocha Lima

P

Empresário, consultor de negócios e professor.

SUA EMPRESA ESTÁ PREPARADA PARA VOLTAR E VENCER?

ensando no ciclo do consumo: Sem clientes não existem negócios e sem negócios, as empresas param de respirar e a economia entra em colapso. Concluímos então, que empresas precisam, obrigatoriamente, de clientes para sobrevivência dos seus negócios. O que quer dizer que o foco das empresas devem ser os seus clientes. Certo? Bom até aqui, não estou falando nada de novo, mas e quanto ao ‘novo’ momento econômico que está se configurando? Estamos em um tempo de transição para a NOVA NORMALIDADE, assim devemos pensar e repensar. Quem são os nossos novos clientes? Onde eles estão? Quais estão sendo seus novos hábitos de compra? Quais devem ser as estratégias das empresas para fisgarem estes novos clientes? Nesses três meses de confinamento social, o ser humano de uma forma geral mudou de forma radical. Um exemplo de mudança clara de paradigmas, é a terceira idade que por ter mais tempo disponível, sempre fez suas compras olhando, pegando, apertando, cheirando e escolhendo cada item do seu consumo de alimentação caseira nas visitas presenciais e constantes a feiras, supermercados e hortifrutis. Agora, em tempos de pandemia, as compras, que precisam continuar sendo feitas, sofreram no modo de demostrar seus itens, e essa mesma terceira idade, consulta

vitrines digitais e decidem o seu consumo através de cliques em seus celulares. Este é um caso, evidente, de que antes da pandemia, ninguém iria supor que acontecesse. A mudança de comportamento destes consumidores agora torna-se um fato corriqueiro, constante e usual. Outro ponto principal para a escolha do cliente é a preocupação constante com a higiene e atenção aos equipamentos e a indumentária utilizadas no ato da entrega. O confinamento social doméstico apresentou diversas faces do mundo digital a milhões de pessoas do mundo inteiro. Constata-se em pesquisa que, 72% dos brasileiros tiveram sua primeira experiência com plataformas para se relacionarem ou se aculturarem, 48% recorreram a chamadas com vídeos para conversar pessoalmente ou profissionalmente com seus destinatários e 42% de estudantes da graduação ou pós graduação usaram plataformas de ensino à distância para auto estudo. As compras digitais naturalmente também cresceram: 40% do público comprador passou a usar mais o comércio eletrônico, mesmo tendo os usuários a serem obrigados a cortarem seus gastos. A aceleração do marketing digital será obrigatória para atender a esse novo consumidor. Os brasileiros têm experimentado o novo nas compras durante a pandemia: 30% estão frequentando novas lojas virtuais e novas for-

mas de atendimento; de 40 a 50%, comprando novas marcas, uma vez que os empresários antigos não inovaram e acham “que time que estava ganhando não se mexe”. Explorar e reforçar as conexões afetivas, humanização no atendimento, ter produtos disponíveis e em estoque nas prateleiras para pronta entrega, utilizar-se de canais das redes sociais com muita audiência que inspirem confiabilidade e as empresas mostrarem autoridade e experiência naquilo que estão se propondo a oferecerem, serão fundamentais para as marcas laçarem esses novos clientes. Quem conseguir fazer com que o cliente experimente o seu novo, sairá na frente e certamente conquistará consumidores leais e com retenção, por isto deve-se ter muita atenção ao que os concorrentes estão fazendo e as novidades que estão implantando e lançando. A COVID-19 deixou as ruas das cidades vazias. Ok, estão começando a ser reocupadas gradativamente antes do adequado e conveniente, mas devendo, os protocolos de retomada serem seguidos. Mesmo assim, haverá sequelas muito fortes deixadas no comportamento do consumidor durante a pandemia. Para muitos, trabalhar em casa se tornará o expediente definitivo. Por um longo tempo haverá preocupação com a transmissão do vírus – e isso pode levar muita gente a morar em cidades menores, mais baratas e com mais qualidade de vida. Mas com a tecnologia, para prospecção e atingimento aos clientes que se mudaram dos grandes centros, as distâncias geográficas deixam de ser preocupação. Somente o modelo de distribuição é que terá que ser repensado. Para as marcas e as empresas, a tarefa é direcionar esforços de marketing, com muito estudo e com muita observação para

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este novo comportamento do novo consumidor com a nova normalidade. A conclusão é que, o mais importante será a identificação e armazenamento dos dados destes novos clientes, onde o banco de dados será talvez o maior, o melhor ativo de qualquer empresa e qualquer que seja o seu modelo e ramo de negócios. Tudo isto em prol do LUCRO e com a esperança de tempos melhores. Rumo ao COVID ZERO, a nova normalidade. Suce$$o! Até a próxima!


Ed. 08 | Ano 1 | JULHO - 2020

8 | jornalonegocio.com.br

coluna: DIREITO EMPRESARIAL

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Fabricyo Silvestre

Foto: Divulgação

Advogado. OAB nº 174.427, LLM Direito Empresarial

saídas apresentadas aos Microempreendedores em período de pandemia

S

abe-se que os últimos meses em nosso país não têm sido fáceis. Uma crise sanitária de grandes proporções tem nos assolado e apresentado desafios em nosso dia a dia. Os obstáculos são apresentados a todos, sem critério, seja empregado, empregador, investidor, trabalhadores autônomos. A crise sanitária apresentou repercussões em nossa economia, como por exemplo a disparada do dólar e a queda vertiginosa da IBOVESPA, tais fatores são indicadores de como os tempos mudaram, ou seja, quem empreende teve queda em suas vendas e os trabalhadores sentiram-se inseguros com relação aos seus empregos. Diante de tal panorama, uma série de medidas econômicas foram apresentadas pelo Executivo e Legislativo de nosso país. Algumas delas surtiram bons efeitos, outras, conforme se demonstrará aqui, ainda dependem de implementação para que sejam eficientes. A primeira delas – e mais famosa – trata-se do auxílio emergencial, estabelecido pela Medida Provisória 937/2020, que se mostrou de grande valor para o microempreendedor individual, bem como os cadastrados no bolsa

família e desempregados, pois, com já era de se esperar, em um período em que a recomendação era que não se saísse de casa, nada mais justo que auxiliar aqueles que foram impedidos de exercer suas atividades. Além dela, foram apresentadas duas outras medidas, de suma importância aos micro empresários: Programa Emergencial de Manutenção do Emprego, e da Renda e a instituição do Pronampe. O Programa emergencial de manutenção do emprego e renda trouxe duas possibilidades aos empregadores, a de reduzirem a jornada de trabalho por até 70% ou suspender os contratos de trabalho por até 2 meses. Tal medida, conforme seu art. 2º, surgiu com os objetivos de preservar o emprego e a renda, garantir a continuidade das atividades laborais e empresariais e reduzir o impacto social decorrente das conseqüências do estado de calamidade pública e de emergência de saúde pública. É fato que tal medida cumpriu seu papel, sendo inclusive discutido no âmbito legislativo a sua extensão por mais 2 meses. Além da medida acima citada, foi apresentado também o Pronampe (Programa Nacional de

Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte), instituído pela Lei 13.999/2020. Este veio com atraso, pois, desde o início da pandemia, vinha sendo prometido um auxílio às micro e pequenas empresas. Créditos vultosos foram oferecidos às grandes e médias empresas que conseguiram se sustentar durante a pandemia. Porém as microempresas foram prejudicadas, pois os bancos estavam dificultando o acesso ao crédito, por pedirem uma garantia maior à União. Oferecida uma garantia maior, finalmente o programa foi instituído. Apesar de tardio, o programa é de suma importância para que os microempresários possuam um socorro financeiro, por possuir um bom período de carência, bem como taxa de juros vantajosa. Hoje sim , se pode dizer que existe um socorro aos microempresários, que poderam contratar com as instituições filiadas os limites previstos no art. 2º, §1º da referida Lei: “A li-

nha de crédito concedida no âmbito do Pronampe corresponderá a até 30% (trinta por cento) da receita bruta anual calculada com base no exercício de 2019, salvo no caso das empresas que tenham menos de 1 (um) ano de funcionamento, hipótese em que o limite do empréstimo corresponderá a até 50% (cinquenta por cento) do seu capital social ou a até 30% (trinta por cento) da média de seu faturamento mensal apurado desde o início de suas atividades, o que for mais vantajoso.” Tais medidas são de suma importância para o enfrentamento dos efeitos econômicos da pandemia, vale dizer que ainda não são suficientes, mas já são um alento aos microempreendedores para que trabalhem pela manutenção dos empregos, bem como de seus próprios negócios. Ignorar as micro e pequenas empresas é um grande erro, pois elas representam 30% do PIB gerado por nosso país, além de serem responsáveis por 52,2 % dos empregos gerados no Brasil.


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