8 minute read

Salários variam de R$ 1.400,00 a R$ 8.700,65 e concurso público em Jandira tem inscrições abertas

A Prefeitura de Jandira divulgou na semana passada a abertura de inscrições para um concurso público para o preenchimento de 162 vagas para diversos cargos, com oportunidades para todos os níveis de ensino: Fundamental, Médio, Técnico e Superior.

O Instituto de Cultura, Desenvolvimento Educacional, Promoção Humana e Ação Comunitária (Indepac) é a empresa contratada pela Prefeitura de Jandira para condução de todo o processo, que recebeu o nome de Concurso Público – Edital nº 001/2023. As inscrições foram abertas no dia 27 de fevereiro e prosseguem até 24 de

Advertisement

O Edital e a ficha de inscrição estão disponibilizados no site do Indepac março de 2023, devendo ser feitas pelo site do Indepac (https://institutoindepac. org.br/Projetos/projeto-detalhes.aspx?id=MbBB7EES3Go=), onde também está disponibilizado o Edital completo. As taxas de inscrição variam de acordo com o nível de ensino: R$ 30,00 (Ensino Fundamental), R$ 50,00 (nível Médio) e R$ 70,00 (nível Superior). Os salários variam entre R$

1.400,00 (ajudante geral, coveiro, auxiliar de cozinha e outros) e R$ 8.700,65 (procurador jurídico).

“Para mim, é motivo de muita alegria abrir esse concurso que ampliará o nosso time de servidores municipais. Desta forma, além de proporcionar mais empregabilidade e renda, seguiremos firmes com uma equipe maior para servir cada vez mais o povo jandirense”, celebrou o prefeito Henri Hajime Sato, o Dr. Sato (PSDB). Além do Edital e ficha de inscrição disponibilizados no site do Indepac, a Prefeitura também disponibiliza o Edital de Concurso nº 001/2023 elo endereço eletrônico http://www.jandira.sp.gov. br/concursos.php?dir=concursos/CONCURSOS/CONCURSO%20001-2013/. Mais informações podem ser obtidas diretamente em contato com o Indepac, pelo telefone (11) 2577-2299 e também pelo e-mail indepac@indepac.org.br

Livros mostram histórias de atendimentos no Cati e poesias dos pacientes do Caps em Osasco

Idealizado pela Secretaria de Assistência Social da Prefeitura de Osasco, foi lançado na sexta-feira da semana passada, dia 24/2, um livro que retrata os 23 anos de História do Centro de Atenção à Terceira Idade (Cati). O livro tem 167 páginas com fotos e depoimentos de 60 munícipes que frequentam os serviços do setor, além de profissionais que atuam nos atendimentos.

A cerimônia de lançamento aconteceu no Teatro Municipal Glória Giglio, fez parte das comemorações dos 61 anos de emancipação político-administrativa da cidade e contou com a presença dos próprios homenageados, familiares e amigos.

Algumas páginas da publicação também foram reservadas para homenagens póstumas. O Cati oferece às pessoas com mais de 60 anos atividades como aulas de dança, jogos, capoeira, piscina, hidroginástica e passeios.

Ponto De Vista

Autoridades e homenageados exibiram aspectos do livro do Cati

“Resolvemos fazer o livro em homenagem aos idosos que frequentam nossos serviços. Reúne depoimentos dos que frequentam a unidade há mais tempo e os que passaram a utilizar recentemente. É um serviço que tem como finalidade proporcionar entretenimento e atividades recreativas que ajudem a dar mais qualidade de vida a esse público”, disse o secretário de Assistência Social, Antônio Carlos Vido, que representou o prefeito Rogério Lins (Podemos). iNtiMidadeS poÉticaS

O mesmo Teatro Municipal Glória Giglio recebeu, agora na terça-feira, 28/2, nova cerimônia para lança-

Poetas e poetisas reuniram obras em livro do Caps-AD mento de outro livro, intitulado Intimidades Poéticas, que reúne poesias e ilustrações produzidas por pacientes do Centro de Atenção Psicossocial Adulto (Caps-AD), vinculado à Secretaria de Saúde da Prefeitura de Osasco.

A ideia de reunir as poesias e figuras feitas pelos usuários do serviço foi do psicólogo João Roberto Olivei-

Como escolher uma penitência na Quaresma

Rafael Vitto

Estamos no tempo da Quaresma. E o convite da igreja é para que façamos penitência. Há muito tempo se tem o bonito costume de escolher uma prática penitencial para se fazer durante os 40 dias propostos. Mas qual é a melhor prática? Como escolher uma penitência? Esse tem sido um questionamento frequente e comum no meio dos éis.

Geralmente, a primeira coisa a se pensar é algo que gostamos e vamos deixar de comer durante esse período. Porém, nem sempre essa estratégia é a mais e caz, notando que boa parte das pessoas acaba se desequilibrando em outros aspectos para compensar essa falta, ou, ao nal da Quaresma, retoma aquele hábito, nem sempre saudável, com mais gosto e intensidade. Um espírito é expulso, mas logo voltam sete outros com ele (cf. Lc 11, 24-26).

Por isso, é importante voltarmos ao real sentido desse tempo. O grande mover da Quaresma é a conversão, verdadeira e permanente. Para tal ideia, um bom caminho a ser pensado é a prática da virtude. Tantas pessoas precisam praticar algo que seja remédio para seus vícios, como, por exemplo, alguém que se perde em sites da internet ou aplicativos poderia excluí-los, poderia se organizar para vê-los em tempos determinados. Alguém que vive envolto em preguiça poderia buscar fazer mais atividades físicas ou organizar melhor seus pertences sem deixar as coisas para depois. É preciso sabedoria e estratégia para combater os vícios, e praticar o autoconhecimento para que você perceba quais são eles.

Outro caminho interessante é intensi car a vida de oração com práticas mais permanentes, como, por exemplo, fazer um estudo da Palavra de Deus diário, rezar o terço, ir mais vezes à Santa Missa, realizar períodos de adoração, entre tantas outras práticas como ensina Santo Agostinho: “Vale mais uma lágrima derramada ao lembrar da Paixão, do que o jejum a pão e água em cada semana”. A prática da Via-Sacra ou meditação da Paixão de Jesus através de livros é algo muito indicado neste tempo.

O beato Dom Columba Marmion, no segundo capítulo de seu livro “A união com Deus em Cristo”, diz que o grande segredo da santidade é amar a Deus. Colocar amor em tudo o que fazemos, mesmo que sejam coisas pequenas, mas feitas por amor, essas coisas ganham grandes méritos. Assim como en- tregar toda a nossa vida a Ele, nosso coração, ideias, tudo consagrar a Ele. Esse é o caminho mais perfeito da santidade. “O valor de toda a nossa vida depende do motivo que nos impele a agir. Ora, não há dúvida que o motivo mais elevado é o amor”. Dizia São Paulo: “Amou-me e entregou-se a Si mesmo por mim” (Gl 2,20b). Esse é o grande segredo da Quaresma: amar!

Somos motivados ao jejum, oração e esmola. Podemos praticar os três de modo mais intenso, mas te aconselho a não propor muitas coisas nem coisas muito difíceis, pense coisas concretas, se concentre em algo que lhe converta e lhe faça crescer no amor. Dessa maneira, você terá uma Quaresma plena e de mudanças verdadeiras. Que Deus, nosso Pai, nos inspire a pôr em prática esses ensinamentos.

Avanços e riscos da quarta revolução industrial

Prof. Dr. Valmor Bolan

Os avanços da quarta revolução industrial estão mais velozes do que nas décadas anteriores, talvez em decorrência das novas exigências e desa os impostos pela pandemia, levando muitas pessoas e empresas a terem que se adaptar às mudanças, inclusive recorrendo às novas tecnologias para se tornarem produtivas e competitivas no mercado.

Sabemos que a primeira revolução industrial do século XVIII provocou mudanças drásticas, o crescimento das regiões urbanas, com problemas até hoje ainda não totalmente solucionados, principalmente de saneamento, moradia digna e oportunidades de trabalho, poluição, danos ambientais, etc. Do mesmo modo, muitas atividades de trabalho foram substituídas, as máquinas passaram a fazer parte do cotidiano, o automóvel, o avião, o telefone e tantos outros inventos tecnológicos ao longo dos séculos 19 e 20 foram propiciando mudanças contínuas

Rafael Vitto é seminarista na Comunidade Canção Nova. Graduado em Filoso a e estudante de Teologia é atuante na paróquia São Sebastião, em Cachoeira Paulista e novos desa os.

Shoshana Zubo , em seu livro “A Era do Capitalismo de Vigilância” (Editora Intrínseca Ltda, 2021), destaca que “assim como a civilização industrial oresceu à custa da natureza e agora há a ameaça de o preço a pagar por ela ser o planeta Terra, uma civilização da informação moldada pelo capitalismo de vigilância e seu novo poder instrumentário irá prosperar à custa da natureza humana e ameaçará custar-nos a nossa humanidade”. Isso quer dizer que os especialistas debatem sobre os limites éticos do uso da alta tecnologia, especialmente inteligência arti cial, tendo em vista os receios de que tais tecnologias avançadas comprometam a humanidade das pessoas. Esse talvez seja o maior desa o daqui para a frente: evitar a desumanização crescente decorrente da aplicação de tecnologias cada vez mais so sticadas não apenas nas atividades do trabalho, mas praticamente em quase todas as atividades da vida social. Será preciso equilibrar essa situação, com uma legislação mais atenta quanto a isso.

A quarta revolução industrial (principalmente com o aumento da automação do trabalho) tem seus ganhos e riscos. Quanto aos ganhos podemos propiciar melhorias técnicas signi cativas, mas há riscos de desumanização.

Daí a importância de maior vigilância nesse sentido, para evitar uma sociedade demasiadamente técnica, comprometendo assim a humanidade das pessoas. Esse será o equilíbrio necessário para que haja melhor proveito dos ganhos tecnológicos da quarta revolução industrial, sem deixar de valorizar efetivamente o ser humano.

Valmor Bolan é doutor em Sociologia, professor e dirigente honorário do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras. É pós-graduado em Gestão Universitária pela Organização Universitária Interamericana, com sede em Montreal/Canadá ra e Silva, que atua no Caps há 19 anos. “Ao longo desses anos, alguns pacientes nos apresentaram esses trabalhos. Aí fizemos uma

Ponto De Vista

coletânea desse material e decidimos fazer o livro”, explicou o psicólogo. A publicação tem 64 páginas e reúne os escritos de 20 poetas e poetisas atendidos pela unidade. Foram impressos 200 exemplares, alguns deles entregues aos próprios produtores do conteúdo. Os demais serão vendidos por R$ 30,00 e o valor arrecadado será revertido para os próprios poetas e poetisas. A diagramação do livro foi feita por Jéssica Dantas, também paciente do Caps-AD. A secretária-adjunta de Saúde, Suzete Franco, e o secretário de Planejamento e Gestão, Éder Máximo, representaram o prefeito Rogério Lins na cerimônia.

Estamos na era figital

José Renato Nalini

As TICs – Tecnologias da Informação e da Comunicação mudaram a vida. Fala-se hoje na era “ gital”, ou seja, algo que é simultaneamente físico e digital. Também se invoca a vida “onlife”, contração de online com life, vida. Nem bem nos acostumamos com isso e chega o metaverso. Depois da pós-verdade, que é o reino das fake News, atingimos o momento pós-presencial. A distância física deixou de ser empecilho. Vê-se nas conversas que se podem manter a milhares de quilômetros de distância, com perfeição de imagem que seria inimaginável há algumas décadas. As cirurgias feitas à distância multiplicam as possibilidades de tratamento e cura de inúmeras enfermidades.

Recentemente participei de escritura lavrada em tabelionato, sem sair de casa. Muitas outras novidades surgirão. O Pix é uma realidade da qual já nos servimos com desenvoltura. O Banco Central apurou que em dezembro de 2020 foram efetivados 1,4 bilhão de pagamentos instantâneos. Quase metade disso foi realizado entre pessoas físicas: “person-to -person” ou P2P. Veja-se o que aconteceu com os bancos. Hoje abre-se conta pela internet, faz-se transferência, pagamento, aplicação. As agências desaparecem. Há uma conhecida e popular instituição bancária que resolveu ingressar no ramo da construção civil e faz incorporações, pois sobraram inúmeros imóveis antes ocupados por agências hoje desnecessárias. Impressionantes as mudanças. O metaverso é um ambiente 100% online, que vai intensi car a noção de smart cities, as cidades inteligentes, com interligação integrada de todos os sistemas operacionais. Trânsito, iluminação, fornecimento de água, gás e luz, veículos autônomos e tanta coisa mais que sequer imaginamos.

Só que isso convive com trinta e três milhões de semelhantes passando fome, com violência intensi cada pelo uso de armamento pesado, com a disseminação de inverdades surreais, como o terraplanismo, a conspiração xenófoba, a exclusão de milhões de seres humanos, privados do mínimo existencial necessário à fruição da dignidade. É urgente levar a sério a educação digital. Conclamar todos os humanos de boa vontade e lucidez a se devotarem a essa causa da paci cação. O de que o Brasil tem falta é de respeito, solidariedade e amor. Isto a Quarta Revolução Industrial não consegue fazer, sem o investimento pessoal de cada um.

José Renato Nalini é reitor universitário, docente de pós-graduação e presidente da Academia Paulista de Letras

This article is from: