IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL DE PORTUGAL BOLETIM INFORMATIVO SETEMBRO 2017
Nº 53
Shin
Zen
Bi
Verdade
Bem
Belo
“A Verdade é o Caminho, o Bem é a Ação e o Belo é o Sentimento” Meishu-Sama ENSINAMENTO DE MEISHU-SAMA
As Três Grandes Calamidades e as Três Pequenas Calamidades V
ou explicar o significado fundamental das Três Grandes Calamidades – vento, chuva e fogo – e das Três Pequenas Calamidades – fome, doença e guerra – comentadas desde eras remotas. O vento e a chuva são ações purificadoras do espaço entre o Céu e a Terra, causadas pelas máculas acumuladas no Mundo Espiritual, isto é, impurezas invisíveis. Dispersá-las com a força do vento e lavá-las com a chuva, é a finalidade da tempestade. Mas que máculas são essas e de que forma se acumulam? São máculas formadas pelos pensamentos e palavras do Homem. Pensamentos que pertencem ao Mal, como ódio, insatisfação, inveja, cólera, mentira, desejo de vingança, apego, etc., maculam o Mundo Espiritual. Palavras de lamúria, inclusive em relação à Natureza como, por exemplo, comentários desairosos sobre o tempo, o clima e
as colheitas, censuras e agressões às pessoas, gritos, intrigas, cochichos, enganos, repreensões, críticas e outras coisas desse género também partem do Mal e maculam o Reino Espiritual das Palavras que, em relação ao Mundo Material, se situa antes do Reino do Pensamento. Quando a quantidade de máculas acumuladas ultrapassa certo limite, surge uma espécie de toxinas que causarão distúrbios na vida humana e então ocorre a purificação natural. Essa é a Lei do Universo. Como expliquei, as máculas do Mundo Espiritual, ao mesmo tempo que influenciam a saúde do Homem, afetam as ervas, as árvores e principalmente as plantações, tornando-se a causa da má colheita e do alarmante aparecimento de insetos nocivos. (…) Tal como nas calamidades naturais, nas calamidades humanas também há algo de aterroriza-
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dor, principalmente na guerra – aquela que maiores danos causa ao Homem. Sobre as causas da guerra, apresentarei uma tese nova, que poderá surpreender, por ser algo fora de qualquer expectativa. Gostaria que prestassem toda a atenção. A guerra é a luta de grupos e até hoje a humanidade tem demonstrado mais propensão a ela que à paz. E não é só internacionalmente. Observando cada região de um país, veremos que quase não há lugares sem conflito. Nas repartições, nas firmas, nas associações, enfim, em qualquer grupo, há sempre lutas nos bastidores, ininterruptamente e as pessoas vivem criticando-se e rejeitando-se. Observamos, ainda, conflitos entre profissionais, conflitos no lar, entre casais, entre irmãos, entre pais e filhos, conflitos entre amigos, etc. O Homem realmente aprecia muito os conflitos. Notamos que frequentemente eles ocorrem até no interior de transportes, ou na rua, com os transeuntes. Creio ser desnecessário continuar enumerando todos os conflitos que existem entre os homens. Vou explicar a causa dessa tendência humana. Todas as pessoas possuem toxinas de diversas espécies, inatas ou adquiridas após o nascimento. Essas toxinas acumulam-se no local em que os nervos são mais instados pelo Homem, isto é, do pescoço para cima. Mesmo que as mãos e os pés estejam descansando, órgãos como o cérebro, os olhos, o nariz, a boca, os ouvidos e outros estão em constante ação enquanto o Homem se encontra acordado. É natural, portanto, que as toxinas se reúnam nas proximidades desses órgãos. Essa é também a causa do enrijecimento da região do pescoço e dos ombros, de que muitos se queixam. À medida que as toxinas se acumulam, vão se solidificando e, quando a solidificação atinge certo estágio, surge a ação contrária, isto é, a dissolução e eliminação, a que nós chamamos processo purificador. Ele é sempre acompanhado por febre, que surge para dissolver as toxinas solidificadas e, assim facilitar a sua eliminação. Essa purificação natural é a constipação: excreções como escarro, muco nasal, suor, etc., representam eliminação das toxinas. A grande maioria das pessoas estão constantemente em processo de purificação, com uma constipação pequena, mas, sendo quase impercetível, elas julgam-se sadias, o que não corresponde absolutamente à verdade. Caso se sub2 | www.messianica.pt
metam a um exame minucioso, será constatado, infalivelmente, que elas têm um pouco de febre da cabeça aos ombros, apresentando, entre outros sintomas, peso e dor de cabeça, secreção ocular, muco nasal, zumbido no ouvido e enrijecimento do pescoço e dos ombros. Por isso, sempre há uma certa indisposição. Essa indisposição é a origem da ira, que se concretiza em forma de conflito, cujo aumento, por sua vez, acaba em guerra. Assim, para extinguir o espírito belicoso, só há um método: eliminar aquela indisposição. Eis por que, quando a pessoa se sente bem, não se incomoda ao ouvir alguma coisa desagradável, mas, se ela está indisposta, não consegue evitar a ira. Creio que quase todos já tiveram essa experiência.(…) Com as crianças que facilmente se irritam acontece o mesmo, mas por meio do Johrei o problema resolve-se e elas tornam-se obedientes. Para além disso, o seu nível de aproveitamento escolar também melhorará. O conflito entre casais tem a mesma origem; recebendo Johrei, eles conseguirão harmonizar-se. Como a causa fundamental do conflito é a febre decorrente da dissolução das toxinas da cabeça e da região do pescoço e dos ombros, o único meio de solucioná-lo é eliminar completamente a febre. Então não será exagero afirmar que o Johrei da nossa Igreja, apesar de o mundo ser tão grande, é o único, inigualável, absoluto e radical meio de eliminação do conflito. O mesmo podemos dizer em relação a todos os problemas que hoje constituem motivo de sofrimento. Ideologias destrutivas ou que fomentam lutas de classes, também têm origem na insatisfação e nas queixas provenientes da indisposição das pessoas. Muitos, para fugirem dela, inconscientemente procuram sensações fortes e isso, evidentemente, resulta em crimes, alcoolismo, devassidão, ociosidade, brigas, etc. Fazendo mau uso da razão, os materialistas ambiciosos de cada época geram o aumento da insatisfação e das queixas, instigam a guerra e provocam a revolução social de carácter nocivo. Consequentemente, para se construir a paz eterna sobre a Terra, em primeiro lugar deve-se erradicar a indisposição de cada Homem e aumentar-lhe o bem-estar. Não há dúvida de que, assim, o ser humano abominará o conflito e amará a paz. 13 de agosto de 1949
1 DE JULHO DE 2017 CULTO MENSAL DE AGRADECIMENTO - TEMPLO MESSIÂNICO, SOLO SAGRADO DE ATAMI
SAUDAÇÃO DO VICE-PRESIDENTE DA IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL, REVERENDO MICHIO SHIRASAWA
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arabéns pelo Culto Mensal de Agradecimento do mês de julho. Creio que, desde o Culto do Início da Primavera, os senhores ficaram extremamente preocupados no que se refere à participação de Kyoshu-Sama no Culto do Paraíso Terrestre e com a situação pela qual nossa Igreja está a passar atualmente. Entretanto, fomos agraciados com a presença de Kyoshu-Sama e recebemos a sua orientação nesse culto. Além disso, ele cantou o Hino da Luz Divina com os senhores e apertou amigavelmente a mão dos membros após o culto, o que me fez ficar profundamente agradecido. Como Kyoshu-Sama citou nas suas palavras no Culto do Paraíso Terrestre, as atitudes inadequadas cometidas por nós, diretores, geraram um sério problema que colocaria em causa a existência da nossa Igreja. Esquecemo-nos do espírito do ideal básico da nossa Igreja, que consiste na centralização em Kyoshu-Sama, ou seja, “o sentimento de MeishuSama será transmitido a cada um de nós por meio
do desejo e da vontade de Kyoshu-Sama”. Portanto, percorremos por muito tempo um caminho centralizado nos diretores, ou seja, nos seres humanos. Através da saudação feita pelo Presidente Kobayashi no Culto Mensal no dia 1 de maio, nós, diretores, expressámos o nosso perdão a MeishuSama, a Kyoshu-Sama e a todos os messiânicos. Atualmente, todos os diretores estão unidos e a empenhar-se para realizar uma drástica revisão em toda nossa Igreja. No Culto do Paraíso Terrestre, Kyoshu-Sama transmitiu as seguintes palavras: “Eu aprovo integralmente a revisão que eles estão conduzindo no momento e gostaria de apoiá-los o máximo que eu puder. Mais importante ainda é o facto de que essa revisão não poderá ser feita sem a ajuda, apoio e compreensão de todos os messiânicos do mundo. Nós estávamos centralizados no homem, em tudo o que fazíamos. Hoje, com essa revisão, setembro / 2017 | 3
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estamos tentando transformar a nossa velha forma de conduzir a Obra Divina, centralizada no homem, em uma forma totalmente inédita e reconstruir nossa instituição como uma organização completamente nova, adequada aos novos Ensinamentos de Meishu-Sama que nos estão sendo revelados. Realizar essa transformação não é uma tarefa fácil e requer uma coragem inabalável, pois os reverendos e diretores que mencionei acima estarão constantemente precisando tomar muitas decisões difíceis. Reverendos, ministros e messiânicos do mundo inteiro, eu sinceramente peço-lhes a sua ajuda, apoio e compreensão nessa revisão drástica e detalhada. Eu acredito que realizar essa revisão devidamente e de forma minuciosa é um passo necessário para que os senhores possam perceber a verdadeira mensagem de Meishu-Sama”. Eu recebo estas palavras como algo que nos estimula e nos encoraja, pois tornaram claro o rumo que deve ser tomado pela nossa Igreja. Para ser mais específico, as revisões que estão a ser feitas atualmente abrangem o conteúdo das publicações, a começar pelo “Jornal Shinsei”, o conteúdo das saudações feitas nos cultos, o formato do exame de qualificação sacerdotal, a maneira como são realizados os mais variados aprimoramentos e demais atividades em todos os campos. Com uma determinação e decisão inabaláveis, reafirmámos nosso compromisso de dar continuidade a estas drásticas revisões e seguir por esta “etapa completamente nova que Meishu-Sama está nos mostrando”. Perante os senhores, reforço o pedido à vossa contínua compreensão e colaboração. No Culto do Paraíso Terrestre, Kyoshu-Sama baseou-se na vida de Meishu-Sama para orientarnos sobre a “respiração”. Ele transmitiu a seguinte orientação em suas palavras: “Gostaria que os senhores soubessem que nossa respiração também é essa respiração completamente nova de Deus, que traz o nome Messias. Nossa respiração já está unida à respiração de Meishu-Sama. Essa nova respiração está impregnada com a Vontade Divina – a Vontade imutável de Deus de amar e perdoar toda 4 | www.messianica.pt
a humanidade para que, como Meishu-Sama, possamos nascer mais uma vez como Seus filhos, como Messias. Portanto, em nome do Messias, vamos receber o perdão de Deus que está impregnado nessa nova respiração divina. Vamos nos distanciar da respiração da vida mortal, acreditar na respiração da vida eterna e nos tornar filhos de Deus com vida interminável”. Creio que estamos recebendo um forte chamado através destas palavras. Através destas palavras, tive que me autoquestionar se me tornei consciente do facto de que nada me pertence e de que toda a criação, inclusive nossa respiração, são dádivas concedidas por Deus. Creio que eu próprio acabei me esquecendo do facto de que tudo existe e se mantém vivo graças ao perdão que recebemos de Deus. Pude perceber a gravidade deste facto e gravar em meu coração o que havia esquecido até hoje. Também compreendi que a postura de querer receber a respiração completamente nova de Deus e manifestar o desejo de querer regressar ao Paraíso, são fatores que estão de acordo com a Diretriz da nossa Igreja para este ano: “Despertar para uma fé completamente nova, em nome do Messias, que é uno a Meishu-Sama”. Desejo praticar esta Diretriz com todos os senhores. Gostaria agora de compartilhar com os senhores o pensamento expresso por Kyoshu-Sama pouco antes de encerrar as suas palavras no Culto do Paraíso Terrestre. Ó Deus, em nome do Messias, que é uno a Meishu-Sama, com todos os meus ancestrais e toda a Natureza, eu agora retorno ao Paraíso que existe em meu interior e recebo o Seu perdão que está em Sua respiração. Me use, Deus, de forma que essa bênção seja compartilhada com todos à medida que eu sirva à Sua Obra. Que a Sua vontade seja concretizada através de minha inspiração e expiração, através de minha expiração e inspiração. A minha vida e respiração Lhe pertencem. Assim, eu as entrego ao Senhor. Muito obrigado. Espero que todos os senhores possam partir hoje do Solo Sagrado com a respiração completamente nova. Muito obrigado.
EXPERIÊNCIA DE FÉ
“Estava demasiado apegado aos colegas e ao trabalho que vinha desenvolvendo há mais de 20 anos!” Chamo-me sou membro desde 2013, dedico como missionário no Núcleo de Johrei de Amadora e Sintra e também no design e paginação do Boletim Informativo da IMMP. Em 2012 a empresa onde trabalhava há cerca de 17 anos declarou-se insolvente. Para trás ficavam os últimos 5 anos cheios de dificuldades e a falta de pagamento de subsídios e ordenados. Quase de imediato fui convidado para integrar uma nova empresa - formada pelos sócios da recémfalida - onde teria as mesmas funções de diretor de arte, mas com mais trabalho e uma equipa reduzida de seis para dois elementos. O ordenado também seria atualizado para a “nova conjuntura” recebendo um corte substancial. Acabei por aceder à proposta, apesar de ter noção das dificuldades, pois não tinha alternativa de trabalho, mas o facto é que a empresa para onde transitei começou logo, no primeiro ano, a dar também problemas. Descobrimos que os sócios maioritários estavam a desviar os lucros para pagar dívidas da falência anterior. Esta descoberta causou revolta nas pessoas e todos os dias me de-
parava com conflitos que tinha de arbitrar ou mesmo intervir. Sem me aperceber, fuime tornando na pessoa que todos os meus colegas procuravam para ajudar a resolver os seus conflitos no trabalho, da mesma maneira que os meus patrões me usavam para intermediar e, na maior parte das vezes, adiar a resolução desses mesmos conflitos. Pedia que deixassem de se lamuriar, que agradecessem o que tinham e usassem as suas forças de uma maneira mais positiva. Consegui até que a minha colega de departamento viesse à Igreja e dedicasse durante um período. Mas infelizmente, por mais que eu motivasse as pessoas para mais um mês, os sócios da empresa tudo faziam para nos hostilizar. Pouco a pouco, começou a germinar dentro de mim um sentimento de revolta, até porque os meus colegas, me confidenciavam atos de gestão irresponsável por parte dos sócios da empresa que, apesar de saberem todas as dificuldades que estávamos a passar, continuavam a agir com uma arrogância que magoava. Um dia, num confronto verbal, um dos sócios disse que os empregados tinham de se aguentar se queriam “ajudar a empresa” e que ‘‘quem não quisesse passar por aquilo, era livre de sair”. Nesse mesmo dia, em conversa com a minha mulher, comecei a arquitetar a saída da empresa. Procurei também a orientação do Ministro e veio a validação que precisava para tomar a decisão que quebraria um elo de ligação com mais de 26 anos. Este pedido foi recebido com muita surpresa e até desagrado pelos sócios, que ainda tentaram negociar para que eu voltasse atrás na decisão. Um deles de vez em quando perguntava: ‘‘mas o que vais fazer com 51 anos para o desemprego?”, ‘‘achas que alguém te vai dar trabalho com essa idade?”, ‘‘tens noção das dificuldades que vais enfrentar?”... Eu respondia tranquilamente que a decisão tinha sido tomada em família e que todos os cenários tinham sido equacionados. Além de que, feitas as contas, eu já tinha perdido cerca de 40 mil euros em subsetembro / 2017 | 5
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sídios, ordenados e indemnizações nunca recebidas. Portanto, se se tratava de fazer voluntariado, a partir de agora eu iria escolher a instituição. No dia 11 de novembro de 2016 saí da empresa – sem ter recebido qualquer indemnização - e passados dois dias inscrevi-me no fundo de desemprego pela primeira vez. Nesse mesmo dia, apesar de saber que iria passar por dificuldades e da incerteza em relação ao meu futuro, em conversa com o Ministro, assumi com Deus e MeishuSama os seguintes compromissos: em vez dos 10% de donativo mensal que fazia regularmente do meu salário, passar a fazer o donativo de gratidão de 20% do subsidio de desemprego, fazer donativo diário e, caso conseguisse arranjar trabalho, fazer o donativo de esforço máximo oferecendo o meu primeiro ordenado como materialização da minha gratidão. Passados mais ou menos dois meses, decidi também abrir a minha casa para Reuniões de Johrei em Agualva-Cacém (Sintra), após a visita ao meu lar do Presidente da Igreja Messiânica Mundial de Portugal, Reverendo Carlos Eduardo Luciow. A nível profissional, para além das várias formações que tive através do Centro de Emprego, recorri a todos os meus contactos, enviava emails diariamente e comecei a ajudar gratuitamente pessoas que precisavam dos meus conhecimentos, mas não tinham dinheiro para os contratar. Durante o período em que estive desempregado, sentia que as coisas não estavam a ser fáceis, mas estranhamente encarava todas as situações com a maior das tranquilidades. Sempre coloquei nas mãos de Deus e Meishu-Sama o meu destino e assumi que aceitaria tudo o que me fosse proporcionado. Andava eu ainda entretido entre formações quando, no dia 9 de maio, recebo um telefonema de um ex-colega que me perguntou se tinha disponibilidade para reunir com o diretor geral da empresa onde trabalhava. Trata-se de um grupo editorial espanhol que edita em Portugal há 20 anos e que estava disposto a contratar um de6 | www.messianica.pt
signer sénior para coordenar um projeto já existente e outro a lançar em outubro. No dia 9 de junho foi validada a minha contratação e no dia 12 comecei a trabalhar relançando, assim, a minha carreira profissional aos 52 anos de idade! Nestes dois meses no novo local de trabalho, o ambiente e a forma como somos tratados é radicalmente diferente do emprego anterior! Somos todos respeitados, valorizados e, por isso, sentimos muita motivação para trabalhar e dar o nosso melhor dia após dia! Descobri que aquele sentimento que eu pensava ser de medo de perder o emprego, era afinal apego. Estava demasiado apegado aos colegas e ao trabalho que vinha desenvolvendo há mais de 20 anos. Quando finalmente me libertei, senti uma sensação estranha de alívio e identificava de maneira mais crítica e assertiva a situação vivida. Pude comprovar também com toda esta vivência, que o facto de não me ter deixado ir abaixo com o desemprego, mas ter continuado a servir, inclusive até aumentar a minha dedicação, gerou confiança no Mundo Espiritual e Meishu-Sama permitiu-me a graça de um novo e maravilhoso emprego aos 52 anos! Tal como me tinha comprometido no início de novembro, fiz com muita emoção no mês passado o donativo de gratidão integral do meu primeiro salário. Continuo a fazer o donativo diário, retomei o meu donativo mensal de 10% e todos os dias agradeço a dádiva que me foi concedida. Iniciei também, no dia 14 de agosto, as reuniões de Johrei em minha casa e pretendo dar continuidade com muita gratidão e espírito de missão! Agradeço o acompanhamento do Ministro e do Reverendo, assim como o apoio total que recebi da minha família, em particular da minha mulher que sempre me apoiou e incentivou. Agradeço a Deus e ao Messias Meishu-Sama a purificação por que passei e a dádiva que me concederam ao permitirem que voltasse a trabalhar na minha área de formação. Muito obrigado!
CULTO MENSAL DE AGRADECIMENTO – SETEMBRO / 2017 PALESTRA DO PRESIDENTE DA IGREJA MESSIÂNICA MUNDIAL DE PORTUGAL REVERENDO CARLOS EDUARDO LUCIOW
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om dia a todos! (Bom dia!) Como os senhores estão a passar, todos bem? (Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama!) Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama! Inicio as minhas palavras agradecendo, de todo o coração, a vossa sincera dedicação que nos permite expandir a Obra de Deus e do Messias Meishu-Sama aqui em Portugal. Muito obrigado! Já se faziam dois meses que não nos víamos, não é? Já estava com saudades dos senhores! (Risos) Como é que passaram as férias? Correu tudo bem? Descansaram? (Sim!) Quem está a vir pela primeira vez pode levantar a mão? Seja bem-vindo! Que esta sua visita seja a primeira de muitas outras. (Obrigado) Estamos também a receber membros de outras unidades: Lisboa, Amadora e Sintra, Margem Sul, Oeiras-Cascais, Ribatejo, Coimbra, Aveiro, Vila Real, Braga e, natu-
ralmente, Porto e Gaia. Sejam todos muito bem-vindos! (Palmas) A seguir, gostaria de ler um comunicado que recebemos do Solo Sagrado de Atami: Atami, 23 de agosto de 2017 A Igreja Messiânica Mundial de Portugal Reverendo Carlos Eduardo Luciow – Presidente. Venho por meio deste informá-lo que o Reverendo Keizo Miura, Diretor do Departamento Internacional, representará a Sekai Kyusei Kyo Izunome Kyodan no culto especial, em comemoração pelos 40 anos de difusão da fé messiânica em Portugal, no dia 1º de novembro de 2017 na cidade do Porto. Sem mais para o momento, muito obrigado. Atenciosamente, Min. Edilson Chima, Secretário do Departamento Internacional. (Palmas) Vamos receber com todo o respeito e carinho o diretor do Departamento Internacional, maio / 2017 | 7
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Reverendo Keizo Miura como Representante do Solo Sagrado e de Kyoshu-Sama. Ele virá do Japão especialmente para prestigiar essa nossa comemoração. A esse propósito, comunico que no dia 1 de novembro, às 14 horas, no auditório da Fundação António Cupertino de Miranda, na Avenida da Boavista no Porto (em frente ao Parque da Cidade), realizaremos o nosso Culto anual aos Antepassados, juntamente com as comemorações pelos quarenta anos de difusão em Portugal. Nesta oportunidade, além da presença do Reverendo Miura, que vai ser portavoz de uma mensagem especialmente escrita por Kyoshu-Sama aos membros de Portugal, teremos uma exposição de Ikebana muito linda, dirigida pelo Ministro Erisson Thompson de Lima Júnior, que é uma autoridade mundial do Ikebana Sanguetsu. Ele já vai estar desde a semana anterior no Porto a dar aprimoramentos para as professoras e serão feitas também provas para Professora Master. Neste evento, para além da exposição, haverão projeções audiovisuais com fotos do histórico da difusão em Portugal, etc. E também, como ponto alto das comemorações, será posto à venda o primeiro livro “Alicerce do Paraíso vol. 1” em português de Portugal. (Palmas) Este livro é o resultado de um enorme e rigoroso trabalho de revisão, respeitando rigoro8 | www.messianica.pt
Ofertório de gratidão pela representante dos participantes, Sra. Alcinda Maria Ferreira Borges Baptista
samente o original de Meishu-Sama. Assim, os senhores terão não só, um livro em português de Portugal, como estarão totalmente seguros de que o texto é fiel ao original de Meishu-Sama. Já estamos a prepararmo-nos para o segundo livro, depois será o terceiro e, em breve, os senhores terão todas as obras completas de Meishu-Sama na língua nacional, sem precisar de se stressar a ler em “brasileiro”. (Risos) Cá entre nós… (Risos) Agradecemos muito estes anos todos, em que o Brasil nos forneceu as traduções mas, tendo chegado aos quarenta anos, já somos adultos e capazes de providenciar as nossas próprias publicações, na nossa língua. Ontem, realizámos uma Assembleia Extraordinária, especialmente para aprovar a compra
de um imóvel em Coimbra para a futura Sede Central e, nesta assembleia, essa compra foi aprovada por unanimidade. (Palmas) Os motivos da compra foram dois: primeiro, as condições económicas, que são muito vantajosas na relação preço/qualidade do imóvel, localização, etc. Um presente, não é? (Sim) Segundo, por se situar no centro do país, um lugar equidistante, quer seja para os membros Sul, quer do Norte. Sendo no centro, todos podem chegar lá facilmente. Ontem, ao voltar, depois da visita, levámos uma hora da porta da casa até à porta da Igreja aqui no Porto. Quando desejamos, uma hora não é nada, mas quando não se quer, 5 minutos é longe… (Risos) Portanto, esse também era um antigo sonho de todos os membros de Portugal, ter uma sede própria, que agora está a realizar-se. Além disso, gostaria que todos entendessem que essa nova Sede não é só uma mudança de endereço, mas sobretudo uma mudança de paradigma do que é Sede Central. Ou seja, até hoje por questões logísticas, a Sede resumiase a um local onde as pessoas vinham assistir ao Culto Mensal. Chegavam, a maior parte das vezes com pressa, assistiam ao Culto e saiam a correr porque já estava na hora de ir almoçar ou de viajar. Por parte dos ministros também não era outra coisa senão um lugar onde vinham fazer relatório, receber a orientação e voltar para
as suas Igrejas também com pressa. Quem esteve lá ontem, pode levantar a mão? Várias pessoas… gostaram? (Sim, maravilhoso!) Paradisíaco! Um imóvel muito grande, com muitas instalações e vai ter condições de: primeiro, ter uma Nave muito bonita onde haverá uma grande vidraça com vista para o rio Mondego. No novo Altar já temos autorização do Solo Sagrado para consagrar um Altar permanente para o Culto dos Antepassados. (Palmas) Depois, pretendemos construir alojamentos para o maior número de pessoas, de modo a que todos possam hospedar-se pelo tempo que desejarem. Quem quiser, já desde sexta-feira à noite vai para lá (logicamente marcando previamente), dorme e no sábado já acorda lá para dedicar na Agricultura Natural, porque teremos um terreno bastante grande e descansar num jardim muito lindo, onde teremos belas flores e até um lago de carpas. Poderá também dedicar com o Belo, fazendo aprimoramentos de Ikebana e outras artes… um lugar mesmo paradísico. Domingo assiste ao Culto Mensal e retorna a casa com o espírito completamente renovado. O nosso objetivo é criar um local onde as pessoas possam ir com o espírito cansado e lá fazer um retiro espiritual. Estar muitas horas, dias, a descansar, a alimentar-se com produsetembro / 2017 | 9
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tos naturais etc. Irá ter instalações com refeitórios e cozinhas. Enfim, é como se fosse, um “mini” Solo Sagrado, digamos assim. Portanto, como já disse, mais do que uma mudança de endereço, é uma mudança de paradigma, da nossa relação com a Sede Central. Até hoje foi assim, mas acredito que nestes quarenta anos, devido a essa maturidade que atingimos, merecemos de Deus e Meishu-Sama essa permissão. Já que lá iremos ter Agricultura e Alimentação Natural, tão importante coluna de salvação, quero apresentar o novo responsável da Agricultura e Alimentação Natural em Portugal, o senhor Hernâni Parente. Por favor, pode levantar-se. (Palmas) O senhor Hernâni pela ovação, (Risos) é reconhecidamente uma pessoa que transmite a todos o seu amor pela Natureza, pela Agricultura, pelos Ensinamentos de Meishu-Sama com relação a isso. Assim, a conviver com ele, a ouvir as suas experiências, o seu entusiasmo, e depois conversando com alguns ministros, chegámos à conclusão de que não existia pessoa melhor para liderar essa dedicação. A partir de hoje, ele vai desenvolver nas várias unidades equipas para incrementar a Horta Caseira, fazer vários trabalhos relacionados à Agricultura e Alimentação Natural. Deste modo, por favor, as pessoas interessa10 | www.messianica.pt
das em dedicar com a Agricultura e Alimentação Natural, reúnam-se ao seu redor e sigam a sua orientação. Boa missão, senhor Hernâni e demais dedicantes. (Palmas) A propósito disso, a partir deste mês, vamos também ter nos Boletins da IMMP, duas novas colunas; uma dedicada ao Belo e outra dedicada à Agricultura e Alimentação Natural. Todas estas situações muito agradáveis, enchem-nos de satisfação. Os senhores acham boa essa mudança de paradigma, da Sede Central? (Sim, boa!) Muito boa! Mesmo no verão, nas férias, tiram uma semana, dez dias e ficam lá no alojamento, a dedicar na Agricultura, no Belo, aproveitando para descansar nos jardins, dedicar na Nave a ministrar Johrei, a fazer Mitamamigaki no Altar, junto com os Antepassados… Puxa vida! Eu não sei vocês, mas eu já estou a vibrar! Ontem lá, durante a visita, a ver a alegria das pessoas, o entusiasmo, dava para sentir claramente a alegria dos antepassados. Por falar em antepassados, aconteceu uma coisa interessante, que vou contar só para servir de exemplo. Já na saída, estava a despedirme das pessoas para voltar para o Porto e a D. Jesus, a responsável do núcleo de Aveiro, virou-se para mim e disse: “Eu tenho que dizer para o senhor que ago-
Apresentação do responsável da Agricultura e Alimentação Natural em Portugal, Sr. Hernâni Parente
ra entendi um sonho que eu tive com a minha mãe há cinco anos atrás!” “O que é que foi?” “Um ano antes do senhor voltar, sonhei com a minha mãe e ela disse-me: ‘Vamos lá, vamos lá! Rápido! Temos que preparar o retorno do Ministro Carlos! Ele voltará para Portugal!’” A D. Jesus disse que no sonho ficou muito surpresa e perguntou para a mãe o que eu vinha fazer aqui, ao que ela respondeu: “Ele é um grande amigo nosso e virá para nos dar de comer!” Depois a D. Jesus continuou: “Quando o senhor lá na futura Nave disse que aqui existirá um Altar de Antepassados e, dentro da liturgia, terá uma cozinha para preparar especialmente os alimentos que serão servidos aos antepassados numa bandeja com comida, vinho, doces etc., tudo do bom e do melhor, todos os dias, aí eu entendi o sonho com a minha mãe, quando me dizia que o senhor vinha para lhes dar de comer”. Ao ouvir o seu relato, fiquei muito emocionado, porque tudo isto já estava programado no Mundo Espiritual há muitos anos. Ontem, disse para os ministros e hoje repito para os senhores, que não podemos cair na armadilha do ego e pensar que nós é que estamos a fazer tudo isto. Este pensamento é muito perigoso. Não somos nós que estamos
a comprar uma Sede, é Meishu-Sama que está a comprá-la juntamente com os antepassados. Não somos nós que estamos a publicar os Alicerces do Paraíso em português de Portugal, é Meishu-Sama que está a publicar. Temos que tirar totalmente o nosso ego da frente da Obra para deixar manifestar a Luz da Salvação de Deus e Meishu-Sama. Qualquer dedicação por menor que seja, é sempre Deus e Meishu-Sama que estão a fazer tudo. Isto é importantíssimo nesta nova fase. Não podemos ir para uma nova fase com o “velho” espírito. Temos que obedecer a Kyoshu-Sama e desenvolver uma fé completamente nova, para renascer como verdadeiros filhos de Deus, centralizados no nome de Messias e em união com Kyoshu-Sama. Todos nós precisamos pensar nisso. Chegou a hora de “lavar” o coração das mágoas e ressentimentos do passado e construir uma fé completamente nova; isto é o que representa este novo ciclo; é um grande desafio interior. Superar o desafio exterior, fazer obras na nova casa etc. será uma consequência da nossa mudança interior. A construção tem que ser dentro de nós, no mais profundo da nossa alma e quanto mais antigo o membro, mais difícil isso será! Porque ele tem mais “fossilizado” na sua mente e no seu coração muitos acontecimentos do passado. Realizaremos em Lisboa, nos dias 23 e 24 de setembro, o nosso Seminário Nacional como preparação para o Culto Anual pelos Antepassados. As vagas serão limitadas e as inscrições já estão abertas. Procurem os vossos ministros. Gostaria de agradecer a Experiência de Fé maravilhosa do Sr. que, como todas as experiências nos ensinou muito. Com a orientação e o apoio do Min. Octávio, ele conseguiu uma coisa muito difícil que é, no momento mais crítico, da purificação, aumentar a sua prática de fé. Normalmente, as pessoas quando passam por purificações, usam até a própria purificação para se justificarem. Achei admirável o seu esforço que gerou o seu crescimento. A aceitação da purificação como amor de Deus, por si só, já é um Milagre. O que é que a cultura materialista ensina? No sofrimento, ensina a reclamar, a lamentar, a setembro / 2017 | 11
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deitar a culpa nos outros, a acharem-se vítimas, mas a Lei da Purificação ensina ao Homem o quê? A agradecer e materializar a gratidão por estar a purificar. Este Ensinamento é um dos alicerces da nossa Igreja; a compreensão da Lei da Purificação como amor de Deus. O Sr. , desafiou-se, numa situação muito difícil, com mais de 50 anos, a reentrar no mercado de trabalho, mas através da sua postura, abriu a sua casa para receber pessoas para fazer a difusão, em vez de se fechar no ostracismo do seu sofrimento achando-se a pessoa mais infeliz do mundo. Contrariamente, ele abriu-se e ao se abrir, entrou Luz. Quando a pessoa se fecha na lamentação, na pena de si mesma, ela se autocondena às trevas. Ele abriu tudo, até a carteira, (Risos) ao passar a oferecer o dobro do que já fazia. Normalmente é o contrário, quando se está a purificar economicamente, até se deixa a carteira em casa, para não correr riscos… (Risos). Pois, justamente, mais donativo, mais dedicação, gerou o quê? Mais Luz! E mais Luz provoca o quê? Maior queima das máculas que são as causas do sofrimento. Essa é a Verdade! Por falar em queima de máculas, este verão Portugal foi muito assolado por incêndios. Também em outros países, houve muitos incêndios, como nunca tinha acontecido. Em várias partes 12 | www.messianica.pt
do mundo, vendavais, tufões, enchentes, centenas de mortos, milhares e milhares de desalojados, desde Macau até aos Estados Unidos passando pela África, estão a passar-se inúmeras calamidades naturais. Como Meishu-Sama nos orientou hoje, o materialista não consegue relacionar os cataclismos ou os incêndios com o Homem, acha que são coisas que acontecem por acaso; mas Deus, através de Meishu-Sama, revelou-nos que as grandes e as pequenas calamidades têm origem nos pensamentos, palavras e ações do Homem. Só que nós, quando estamos a reclamar, criticar, ofender, falar mal, não pensamos que estamos a criar uma calamidade, ou pensamos? (Não!) Pensamos que estamos a fazer um pequeno “furacãozinho”? (Risos) Não pensamos, mas aquela pequena vibração negativa, quando se junta com a vibração negativa das outras pessoas, cria uma grande mácula, que vai precisar de um incêndio ou de uma calamidade natural para ser purificada. Mas estes são os elementos purificadores, igual à praga na agricultura, que vem para comer a toxina, não é assim Sr. Hernâni? (Risos) Meishu-Sama, através do Ensinamento de hoje, chama-nos à responsabilidade para com os nossos pensamentos, palavras e ações. Que
nós, de um modo inconsequente, usamos de forma leviana o espírito das palavras; criticando, falando mal, mentindo, etc. Só que depois, quando vêm as consequências, todos ficam horrorizados: “Não é possível! Onde estava Deus nessa hora que não evitou esta catástrofe?” Ele criou as Leis Naturais e Ele mesmo não pode desrespeitá-las. Mas nós, seguidores de Meishu-Sama, que temos essa consciência, não basta só termos o Ohikari pendurado no pescoço, levantar a mão, transmitir Johrei, fazer e distribuir Flores de Luz, etc. Precisamos, sobretudo, refletir muito bem no que pensamos, no que sentimos, no que dizemos e no que fazemos. É de um rigor muito grande, porque na cultura material, cada um abre a boca para dizer o que quer, sem pensar nas consequências. Sobre isso, Kyoshu-Sama em 2005, nas suas palavras de Ano Novo, orientou-nos assim: “No ano passado sofremos, por diversas vezes, tanto no Japão como no exterior, tufões e terremotos e outras catástrofes. Vendo a realidade desses factos posso sentir que, apesar de estar dentro de um plano divino estabelecido pelo Supremo Deus desde o início dos tempos, a época atual faz antever a chegada da era da grande purificação proferida por Meishu-Sama. Através do poema de Meishu-Sama que diz: “Saibam que mesmo as piores catástrofes naturais são todas ocorrências provocadas pelos homens”, sinto que eu também sou um elemento que origina as causas das catástrofes naturais, sofra ou não diretamente suas consequências. E como tal, reflito minha própria postura e ao mesmo tempo que suplico por perdão, creio que preciso ser um indivíduo que aceita através da gratidão o facto dessas purificações fazerem parte do Plano Divino e de eu estar sendo utilizado nesse Plano Divino.” Assim, se o próprio Kyoshu-Sama no seu alto nível espiritual se acha responsável, quem dirá nós? (Risos) Quando assistirmos nos telejornais a estas catástrofes, como agora está a acontecer nos Estados Unidos, podemos pensar que isso não é um problema meu, é problema dos americanos. Não! O mundo é um só e tudo o que acon-
tece tem a ver com todos os seres humanos. Nós não somos vítimas das catástrofes ou dos incêndios, nós somos as causas e esta é uma imensa responsabilidade. Não é para sentir culpa, mas sim, para assumir a responsabilidade e mudar! Quando estivermos a pensar em criticar alguém… “não, espera lá… pensando assim, estou a criar um “tufãozinho” não vou dizer nada…” Vai abrir a boca para dizer qualquer coisa… “não vou falar, porque deste modo vou provocar uma “enchentezinha” e vai acabar por afogar alguém…” (Risos) Estou a brincar, mas o assunto é sério! Então, por favor, este mês vamos reeducar-nos, autoanalisando profundamente todos os nossos pensamentos, sentimentos, palavras e ações, em relação a tudo e a todos! Vamos estar atentos ao espírito da palavra e usá-lo positivamente. Para concluir, gostaria de falar um ponto de refleção e prática que está na saudação do Vice-Presidente da Igreja Messiânica Mundial, Reverendo Michio Shirasawa, feita no dia 1 de julho deste ano: “No Culto do Paraíso Terrestre, KyoshuSama baseou-se na vida de Meishu-Sama para orientar-nos sobre a “respiração”. Ele transmitiu a seguinte orientação em suas palavras: “Gostaria que os senhores soubessem que nossa respiração também é essa respiração completamente nova de Deus, que traz o nome Messias. Nossa respiração já está unida à respiração de Meishu-Sama. Essa nova respiração está impregnada com a Vontade Divina – a Vontade imutável de Deus de amar e perdoar toda a humanidade para que, como Meishu-Sama, possamos nascer mais uma vez como Seus filhos, como Messias. Portanto, em nome do Messias, vamos receber o perdão de Deus que está impregnado nessa nova respiração divina. Vamos nos distanciar da respiração da vida mortal, acreditar na respiração da vida eterna e nos tornar filhos de Deus com vida interminável”. Agradeço a todos pela atenção e desejovos um feliz mês. Muito obrigado. setembro / 2017 | 13
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ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA PARA A APROVAÇÃO DA COMPRA DE UM IMÓVEL No dia 2 de setembro às 19 horas, ocorreu nas instalações da Sede Central da Igreja Messiânica Mundial de Portugal, uma Assembleia Geral Extraordinária para a aprovação da compra de um imóvel, com o propósito de se tornar a nova Sede Central. Nesta assembleia reuniram-se os membros representantes das várias unidades do país, que se manifestaram, unanimemente favoráveis à aquisição deste imóvel por parte da igreja. Ainda durante esta assembleia, os representantes manifestaram a sua a alegria e emoção por verem um sonho antigo a concretizar-se. Visita à futura Sede Central de Portugal No dia dois de setembro (sábado), às 10 da manhã, o Presidente da Igreja Messiânica Mundial de Portugal, Reverendo Carlos Eduardo Luciow, assim como os Ministros, membros da assem-
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bleia e alguns outros membros, foram visitar as instalações da futura Sede Central de Portugal. Aquando da visita, todos se mostraram extremamente emocionados, não só pelo local, mas também pelo significado deste importante passo, antigo e legítimo desejo dos membros de Portugal.
CUIDE DA SUA HORTA COM CARINHO Nos seus ensinamentos, Meishu-Sama faz referência à medicina e à agricultura convencional, onde relaciona cinco pontos em que ambas se afastam da Verdade. Tanto no que diz respeito à medicina como ao campo da prática agrícola, as falhas indicadas por Meishu-Sama convergem para um ponto em comum: o pensamento materialista não reconhece nada além daquilo que os sentidos do homem podem detetar. Por esse motivo, todos os esforços para a solução dos problemas que afligem o Homem contemporâneo ficam limitados ao seu especto físico; o corpo, no ser humano, e o solo, na Natureza. Segundo o Mestre, o grande erro de não se reconhecer que todos os seres e coisas são, antes de tudo, seres espirituais o que torna impossível erradicar o sofrimento do Homem. Essa consciência faz-se presente em todas as práticas da fé messiânica. Ao transmitir a Luz
do Johrei acreditamos que o espírito de quem o recebe está a ser purificado das máculas acumuladas pelos próprios pensamentos, palavras e ações que se encontram afastadas da Verdade. Mais do que isso, essa bênção chega até aos antepassados, contribuindo para a sua elevação e salvação. Ao cultivar pensamentos belos e ao materializá-los em palavras e ações positivas, geramos luz ao nosso redor e tornamos mais puro o ambiente espiritual que nos cerca, o que faz com que as pessoas queiram aproximar-se de nós e assim despertem para uma vida centralizada na precedência do espírito sobre a matéria. Ao amar o solo, respeitando-o e cuidando dele como um ser dotado de espírito e sentimento, sem o poluir com substâncias que não são produzidas pela natureza ou em estado de putrefação, faz com que ele retribua com gratidão e
No Culto da Agricultura Natural de 2012, os participantes puderam apreciar exposição da prática da horta caseira.
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CRÍTICAS À MEDICINA CONVENCIONAL Não reconhece a existência do mundo invisível
CRÍTICAS À AGRICULTURA CONVENCIONAL Não reconhece a existência do mundo invisível
Não reconhece a força natural de recuperação do corpo humano
Não reconhece a força natural de recuperação do solo e das plantas
Não reconhece que o ser humano é a somada alma, do espírito e do corpo
Não reconhece que as plantas e os animais foram criados por Deus, e que cada um tem a essência de Deus, espírito e corpo
É um tratamento que só se foca nos sintomas. É assim apenas um paliativo e não promove a verdadeira cura das doenças
É um método que só se foca na parte material, não se preocupando com os riscos para a saúde e meio ambiente
É excessivamente dependente do uso de remédios
É excessivamente dependente do uso de agrotóxicos
Em pequenos espaços no quintal ou dando asas à imaginação, sempre há uma forma de cultivar produtos naturais em casa.
gere alimentos saudáveis, plenos de energia vital. E, se você ainda pensa que é preciso ser agricultor, um profundo conhecedor de técnicas de cultivo para ter, na sua casa, uma pequena horta ou até mesmo um vasinho com uma pequena planta de um tempero qualquer, leia com cuidado um recado do Min. Paulo Oyama, atualmente diretor da Sociedade Civil de Exportação Agrícola Koorin, empresa que atua na difusão da Agricultura Natural em França. “Sei que agora, no Brasil e em todo o mundo, nós messiânicos estamos a ser orientados por Kyoshu-Sama e pelo Revmo. Watanabe a praticar a horta caseira. Talvez muitas pessoas pensem que o objetivo é permitir que nós ou os nossos vizinhos, parentes ou amigos, possamos ter à mesa, mesmo que em pequena escala, hortaliças e legumes livres de agrotóxicos. (...) Acredito que ao ver que a mesma coisa que aconte16 | www.messianica.pt
ce numa fazenda com cinco hectares acontece também, no próprio quintal, num espaço bem pequenininho, ninguém vai deixar de reconhecer a existência de Deus e do mundo espiritual. (...) É assim que me sinto hoje. Não me sinto mais um agricultor, mas, um semeador de salvação. Gostaria de deixar um recado: não importa se a minha “horta caseira” tem cinco hectares, e a sua é apenas um vasinho – cuide dela com todo o carinho. Ame aquele pequeno pedaço de solo, deixe que a luz do Sol o ilumine, regue-o com água pura assim como é puro o seu coração. Terra, fogo e água são a fonte de todas as formas de vida, da nossa, inclusive. E o combustível universal que as faz agir em conjunto e com harmonia, é o amor e a gratidão.” Texto retirado da edição de Julho de 2013 da revista Izunome do Brasil
CERIMÓNIA DO CHÁ:
UM CAMINHO PARA A EVOLUÇÃO ESPIRITUAL A Cerimônia do Chá (Chanoyu), ou Caminho do Chá (Chado), é a arte de servir e saborear o “matcha”, um chá verde em pó. O seu maior objetivo é o de proporcionar elevação espiritual ao anfitrião e ao convidado. Como uma das principais artes tradicionais do Japão, esta cerimónia sintetiza a cultura do país e engloba inúmeras manifestações artísticas. Em nenhum outro lugar do mundo, houve uma arte com uma contribuição tão significativa culturalmente. As artes florais, cerâmica, caligrafia, arquitetura, jardinagem, pintura, música, entre outras, sofreram forte influência do “Chado”, composto também pela apreciação dos utensílios, que muitas vezes são objetos de grande valor artístico. Meishu-Sama foi um grande apreciador da Arte do Chá. Ao receber pessoas no Sanguetsu-Na (Casa de Chá Montanha e Lua), em Hakone, preparava pessoalmente a sala, escolhendo as caligrafias a serem expostas, vivificando as flores e recebendo os convidados com muito prazer. Ao ser questionado por um interlocutor se ministros e missionários, independente do sexo, deveriam conhecer o Ikebana e a Cerimónia do Chá, Meishu-Sama respondeu afirmativamente. “Isso porque a Arte se desenvolverá intensamente, no mundo paradisíaco. Aqueles que têm condições de o praticar devem fazê-lo”, explicou. Segundo a 3ª Líder Espiritual, Itsuki Okada, filha de Meishu-Sama, a cerimónia é uma arte de caráter global, e contribui para a elevação espiritual das pessoas de no mundo. Além da beleza dos elementos artísticos, engloba a beleza da natureza e a beleza de cunho religioso. Esta arte é o caminho mais
Um dos espaços para a Cerimômia do Chá, no Solo Sagrado de Guarapiranga (SP).
curto para alcançarmos uma vida baseada na trilogia Verdade, Bem e Belo, que é fundamental para a criação do Paraíso Terrestre, maior objetivo da Igreja Messiânica. Historial No século XII, Eisai, monge da seita budista Zen, introduziu no Japão o “matcha”, que substituiu o chá em tijolo. Inicialmente restrito aos monges budistas, o hábito de tomar chá foi, em pouco tempo, incorporado pelos nobres, pelos samurais e chegou às comunidades rurais. Antes das incursões guerreiras, os samurais costumavam reunir-se para, por meio desta, adquirir elevação espiritual. Como não sabiam se sobreviveriam à jornada, procuravam participar da cerimónia como se fosse a última vez. Por isso, ainda hoje, o anfitrião empenha-se ao máximo em ofesetembro / 2017 | 17
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recer o melhor ao convidado, procurando tornar o mais agradável possível o encontro. O monge zen, Murata Shuko (14221502), estabeleceu a Cerimônia do Chá japonesa. Já Sen no Rikyu (1522-1591), também monge zen, definiu a estrutura estética do “Chanoyu”, tal como é conhecida hoje. Considerado o maior mestre do chá e fundador da Urasenke, a mais tradicional escola de Chá do Japão, Sen no Rikyu identificou os quatro princípios da cerimônia: “wa” (harmonia), “kei” (respeito), “sei” (pureza) e “jaku” (tranqüilidade). “A Cerimônia do Chá é a conjunção de quatro fatores: treino, arte, cerimonial e sociabilidade”, afirmou. No século XIX, Okakura Tenshin escreveu “The Book of Tea” (“O Livro do Chá”), que contribuiu para a divulgação do “Chado” por vários países. Evolução espiritual Os movimentos realizados no “Chado” são muito suaves, delicados, graciosos, meticulosos, elegantes, sem desperdícios, sendo estudados e planeados passo a passo. O anfitrião começa a preparação dias antes do encontro, mas não só de forma espiritual. De acordo com a estação do ano e solenidade do evento, ele escolhe cuidadosamente os melhores utensílios: tigelas de chá, louças, flores, lenços d seda, incenso. Antes da cerimónia, pode ser servido o “kaisseki” (refeição). Presentes na Cerimônia do Chá, o espírito de servir, o altruísmo, a gratidão, a beleza, a ordem e a simplicidade trazem evolução espiritual ao anfitrião e convidado. Tudo isso sugere, naquele ato, uma pausa para a reflexão sobre si mesmos e sobre o momento que compartilham. No pensamento oriental, a partir do “do” (caminho) alcança-se o “satori”, ou seja, a compreensão, a intuição e a perceção das coisas. Daí a origem da palavra “Chado” – o caminho do chá –, que foi aperfeiçoado até se tornar um meio de conquista do autocontrolo emocional, autoexpressão e iluminação espiritual. A duração do “Chado” é de cerca de quatro horas. Para entrar na sala de chá 18 | www.messianica.pt
Sandra Caldas Lourenço na Cerimônia do Chá, em Guarapiranga
é preciso purificar-se. Anfitrião e convidado deixam tudo o que é mundano, profano, do lado de fora. Não são usados objetos como anéis, joias, brincos ou colares. Cada cerimónia é única. As sensações que ela proporciona jamais se repetem. Daí, a origem da expressão japonesa “itigo itie” (um momento, um encontro único, que jamais se repete). Uma cerimónia nunca é igual à outra porque os convidados, as flores vivificadas e os utensílios são diferentes. O “Chado” deve simbolizar o ato de purificação, deve ser um meio de divulgar o mundo do Belo, uma forma de deleitar os cinco sentidos e valorizar o facto de colocarmos sentimento em tudo o que fazemos. Além de poder ser acessível a qualquer pessoa, em qualquer local e momento, a sua filosofia pode ser trazida para o nosso diaa-dia. Na casa de qualquer pessoa, ainda que não seja em uma Cerimônia do Chá, também é possível servir a um convidado um simples café ou chá ocidental com o mesmo espírito do “Chado”. A partir daí afloram, no anfitrião e no convidado, uma maior bondade, cordialidade, cortesia, graciosidade, disciplina e humildade, libertando-os das preocupações do quotidiano. Texto retirado da edição de setembro de 2008 da revista Izunome do Brasil
O LEMA DE MEISHU-SAMA ERA VIVER COM ALEGRIA TRADUÇÃO LIVRE DO RELATO DA PROF.ª MIYAKO YOSHIOKA SEGUNDA FILHA DE MEISHU-SAMA E NIDAI-SAMA. POR: GEÓRGIA BRANQUINHO RAFFO Kyoshu-Sama tem nos vindo a orientar constantemente sobre a importância de termos Meishu-Sama como modelo para que nos tornemos pessoas paradisíacas. E para que isso ocorra, precisamos conhecê-lo o mais possível. Neste sentido, a leitura das “Reminiscências sobre MeishuSama” e da “Luz do Oriente”, bem como a do relato de pessoas que conviveram com ele são indispensáveis. Em 1998, a professora Miyako Yoshioka, segunda filha de Meishu-Sama e Nidai-Sama, encontrou-se com diretores da IMMB. Durante a conversa, a professora Miyako referiu-se à personalidade de Meishu-Sama e à maneira como ele vivia e desenvolvia a Obra Divina. No mês em que comemoramos o seu natalício, apresentamos a tradução livre de uma parte do que por ela foi relatado naquela ocasião. Ao contrário do que muitos podem imaginar, apesar da posição que ocupava, Meishu-Sama era uma pessoa muito simples e acessível. Ele fazia questão de permanecer como uma pessoa comum, sem afetação ou ares de divindade, pois não almejava ser idolatrado; desejava, sim, que o seu sentimento e atitudes nos servissem de modelo. Por essa razão, creio que Meishu-Sama veio para ensinar o modo de vida de uma pessoa comum. Ele não gostava de sermões. Nunca o ouvi pregar algum. Preferia ensinar demonstrando por meio da prática, do próprio exemplo. Empenhava-se para que todos o compreendessem. Meishu-Sama sempre dizia: “A verdade é simples”. Perceber as coisas tais como elas são, demanda não somente conhecimento, mas sabedoria. É esta última que nos permite apreender a verdade. Sabedoria é ter perceção aguçada. É por meio do sentimento sincero de fazer verdadeiramente feliz o próximo que começamos a perceber, de facto, como as coisas são. É por pensar no outro que adquirimos sabedoria. E o sentimento de pensar e de agir pelo bem dos ou-
Sra. Miyako Yoshioka.
tros era o que os meus pais tinham de mais forte dentro de si. O amor que sentiam pelos filhos estendia-se a toda a humanidade. Acho que era por isso que Meishu-Sama sempre dizia: “A verdade é simples.” Por ser o lar de um fundador de religião, muitas pessoas podem imaginar que vivíamos num ambiente austero. Muito pelo contrário. O lema de Meishu-Sama era “viver com alegria”. Como pai, sempre foi muito espontâneo, espirituoso e paciente. Não gostava de nos obrigar a nada. Ao invés de determinar aquilo que deveríamos ou não fazer, valorizava a iniciativa de cada um. Quando em nós observava algum comportamento impróprio, corrigia-nos, geralmente com bom humor. Quando menina, eu era muito preguiçosa e gostava de jogar mahjong (um jogo de mesa chinês). Certa vez, meu pai veio ver o que estávamos a fazer e comentou: “Como vocês gostam de fazer coisas improdutivas! O vosso pai não faz nada improdutivo, viu?”, e saiu sorrindo. Meishu-Sama dizia que a liberdade é uma dádiva de Deus e que, por isso, não devemos obrigar setembro / 2017 | 19
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nem sermos obrigados a nada. Ele tinha a consmente, acaba por alimentar o desejo de uma desciência de que o ser humano não é movido por forra. Como não podemos ver o sentimento do ordens e sabia, como ninguém, motivar as pesderrotado, continuamos a viver despreocupadasoas com o seu exemplo e amor, levando-as a mente. Porém, é preciso saber que, quando sosentirem vontade de fazer as coisas. Devo regismos odiados por alguém, espiritualmente formatar que, depois de adulta, tornei-me uma pessoa se uma espécie de nuvem escura ao redor do bastante responsável e trabalhadora (risos). nosso corpo. E, apesar de invisível, esta nuvem Meishu-Sama adorava vivificar as flores. Obsertorna-se a fonte de vários infortúnios.” vando os seus arranjos, percebemos que, mais Uma coisa, porém, Meishu-Sama não admitia: a do que arrumar as flores num vaso, ele dava-lhes crueldade, sobretudo contra os mais fracos. Dianvida, realçando as suas características mais bete de situações assim, ele lutava, sem medo, até las. E era com este mesmo sentimento que lidava ao fim. Repudiava também a maldade, a falta de com o ser humano: descobrindo suas qualidades, carácter, de dignidade e de humanidade, a preo seu lado belo, e, atribuindo-lhes uma dedicação guiça, a arrogância e a inveja. apropriada, procuraComo já disse, o lema de va dar vida ao potenMeishu-Sama era “viver cial de cada indivíduo. com alegria”. Mesmo nas Meishu-Sama, humilsituações mais difíceis, demente, dizia: “Não sempre procurava mansou uma pessoa imtê-la, espantando os maportante. Só consiles com um sorriso. Ele go desenvolver este dizia: “Sem dificuldades, grande trabalho pornão há fortalecimento; que tenho pessoas sem polimento, não há maravilhosas que me brilho. Por mais que uma apoiam. Se estivespessoa nasça numa boa A família do Fundador: Miyako é a primeira, se sozinho, por mais família, ela precisa passar da esquerda para a direita, na 1ª fila. que eu me esforçaspor determinados obstáse, não conseguiria realizá-lo plenamente.” Ele culos, para que se torne um instrumento de fácil ensinou-nos que “gratidão gera gratidão”. Em reutilização para Deus”. Por esse motivo, Meishulação aos membros, sempre agradecia de todo o Sama era da opinião de que os pais precisam deicoração, dizendo-lhes “muito obrigado”. Aprendi xar os filhos enfrentar as dificuldades. com ele que, se sempre agradecermos, sinceraReconhecendo que mesmo as coisas ruins são mente até as coisas mais comuns, a pessoa que boas, vivia uma vida paradisíaca. Agia com natupara nós as fez ou preparou fica feliz ao ver a nosralidade, sendo autêntico e honesto consigo messa alegria e sente-se motivada a ter essa mesma mo. Tinha um sonho muito grande e desenvolveu atitude. Se reclamarmos, acontece justamente o as suas atividades com o sentimento de que todo contrário. e qualquer trabalho que desenvolvesse era Obra Posso dizer que uma das maiores qualidades de Divina, como expressou, certa vez, quando cuiMeishu-Sama era a sua habilidade de não magodava do jardim: “Não penso que este é o meu pear as pessoas. Graças às dificuldades que enfrenqueno jardim. Estou a carpir o Jardim do Céu”. tou na vida, ele conseguia colocar-se no lugar do Meishu-Sama deixou-se conduzir pelas mãos de outro e sentir o seu sofrimento como se fosse seu. Deus. Quando algo não corria bem, dizia: “Agora, Tinha como princípio não submeter as pessoas não é o momento certo para Deus”. Caso ocoràquilo a que ele mesmo não gostaria de ser subresse o oposto, comentava: “Foi graças à permismetido. Ensinava também que não deveríamos são divina!” atrair o ódio de ninguém. Nas brigas entre irmãos, Sem dúvida, Meishu-Sama levou uma vida feliz. sempre nos dizia: “Perder é vencer!”. E explicava: “Quando ganhamos, de certa forma, acabamos Texto retirado da edição de dezembro de 2010 por atrair o rancor de quem perdeu, que, geralda revista Izunome do Brasil 20 | www.messianica.pt