Amora

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amora Jan 2015 - Edição #1

Conheça as mulheres e suas belezas fora do padrão

Entenda sobre violência contra

a mulher

Mulheres que mudaram a nossa

história

Confira:

Artistas mulheres e sua importância no mundo da arte. Amora - 1


pela liberdade de ser quem se ĂŠ

2 - Amora

/JoutJout


um produto feito sem origem animal, feito no Brasil, feito com amor. Um produto do bem!

Amora - 3


sumario ´

6 ViolĂŞncia contra a mulher 10Comportamento 12 Mulheres e a histĂłria 15 Moda da vida real

4 - Amora

19 Nossas artistas 22 Papel da mulher na arte 23 As inspiradoras 26Fala, Garota!


carta da editora

A mulher precisa de voz e reconhecimento, essa é a principal motivação para a criação desta revista. Seja confiante, ame o seu corpo, o modo como você se comunica, suas expressões, suas perfeições e imperfeições, acredite em você. Acredite que pode ir além. Além do que a sociedade fala, além do julgamento alheio, além dos padrões da mídia, além dos limites. Você, mulher, precisa enxergar que é linda, do jeito que é. Independente de classe, estilo, peso, raça, credo, orientação sexual, ou milhares de outras distinções que nos difere uma das outras. Seja ouvido, seja carinho, seja voz, seja coração, ou pedra, seja emoção e razão, seja força, seja sonoridade, ou não seja. Seja você. Seja quem você quiser.

Com amor,

etícia

ayuri

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Violencia contra a mulher Clarissa Neher

A violência contra mulheres e meninas é uma grave violação dos direitos humanos. Seu impacto varia entre consequências físicas, sexuais e mentais para mulheres e meninas, incluindo a morte. Ela afeta negativamente o bem-estar geral das mulheres e as impede de participar plenamente na sociedade. A violência não tem consequências negativas para as mulheres, mas também para suas famílias, para a comunidade e para o país em geral. No Brasil, os números da violência contra a mulher também são alarmantes. Assim como em outros países, 71,8% das situações de violência física ou sexual cometidas contra a mulher ocorrem no ambiente doméstico. Além disso, uma pesquisa realizada com jovens entre 16 e 24 anos mostrou que 78% das mulheres já foram vítimas de assédio em locais públicos, sendo que 31% delas já sofrem abuso dentro do transporte público. “O que determina a violência contra as mulheres é precisamente a questão cultural do machismo. Essa ideia de que homens e mulheres não são iguais”, afirma Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres Brasil.

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Segundo Gasman, a visão de que homens e mulheres não são iguais e o pensamento machista também são propagados pelas próprias mulheres. E justamente essa forma de pensar é o que leva uma grande parcela da população a culpar a vítima pela agressão sofrida, além de concordar com atitudes machistas. “As pessoas não sabem os direitos que elas têm. E, às vezes, em muitos casos elas acham que fizeram alguma coisa errada e são merecedoras daquele tratamento desrespeitoso que afeta sua dignidade e a sua honra como mulher e ser humano”, afirma Campos, que também é professora de Direito na PUC-PR. Para a especialista, o país possui leis suficientes para combater esse problema, mas o número de denúncias ainda é pequeno, seja por medo ou vergonha, seja por falta de informação. Gasman, da ONU, concorda que, nessa área, há leis avançadas na América Latina, mas governos precisam promover campanhas para incentivar a denúncia e oferecer a proteção necessária às mulheres que denunciam seus agressores.

“As causas para a discriminação e a violência contra a mulher são as tradições enraizadas de que a mulher não possui os mesmos direitos que os homens, tradições de que as mulheres são consideradas seres humanos de segunda classe e tratada quase como propriedade dos homens”, afirma Opfer.

“O que determina a violência contra as mulheres é a questão cultural do machismo”. - Nadine Gasman Leis para acabar com a violência doméstica existem em cerca de dois terços dos países do mundo. No Brasil, a Lei Maria da Penha entrou em vigor em 2006.


tipos de violência Assédio Sexual Violência Psicológica Violência doméstica Violência Sexual femicidios Violência dos direitos assédio moral escravidão sexual

78% das mulheres entre 16 a 24 anos já relataram ter sofrido algum tipo de assédio.

relacionamento com o agressor

82,82%

Tinha relação familiar com o agressor.

11,20% 5,98%

Tinha relação afetiva com o agressor. outros. porém, há muitos casos que não fazem parte das estatísticas!

mortes no período de 2013

= 5.664 por ano

472

por mês

15

por dia

1

em cada 1h30 Amora - 7


para recordar 1983 - a farmacêutica maria da penha foi baleada nas costas e levou choque elétrico do companheiro, ficando paraplégica, E, apesar das limitações de mobilidade, iniciou a sua batalha pela condenação do agressor. em 2006 foi sancionada a lei que leva seu nome e hoje busca punir com maior rigor as agressões quando acontecidas em ambientes domésticos. 2008- A estudante Eloá Pimentel de 15 anos foi refém do ex-namorado por 100 horas por motivos de ciúmes. No desfecho do seqüestro, a jovem foi baleada e morta.

2015- gisele santos teve mãos e pés decepados após briga com companheiro. a jovem concluiu a discussão dizendo que sairia de casa, sem aceitar, Élton trancou a porta e a feriu com um facão.

2015- a trans Viviany Beleboni interpretou uma crucificação na parada gay em são paulo. após a encenação foi agredida verbalmente e fisicamente com facadas. os agressores eram dois rapazes que não tinham nenhum relacionamente com a vitima.

como denunciar A denúncia de violência doméstica pode ser feita em qualquer delegacia, com o registro de um boletim de ocorrência, ou pela Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180), serviço da Secretaria de Políticas para as Mulheres. 8 - Amora


listinha Músicas para empoderar-se.

“Who run the world? Girls!”. run the world - beyoncé

“Mas não sou beata Me criei na rua E não mudo minha postura Só pra te agradar”. garganta - ana carolina

“You thought that I’d be weak without you But I’m stronger You thought that I’d be broke without you But I’m richer”. survivor - Destiny’s Child, interpretação de clarice falcão.

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comportamento Aline Valek

P or anos, eu fui parte do problema. Eu pedia permissão, desculpas e seguia ordens. Foi preciso algo drástico acontecer pra eu acordar e ver a importância de fazer parte da irmandade feminina. Feminismo sempre me pareceu uma palavra radical demais. Coisa de gente que não gosta de homem, certo? Coisa que a gente não precisa mais, eu pensava. Mas a vida é muito louca e eu descobri a necessidade disso após anos de lágrimas e terapia – e “anos” não é um exagero aqui, infelizmente. Estou escrevendo este texto na esperança de talvez atingir quem ainda é parte do problema, mas não sabe. Por vocês, confesso aqui meus “pecados”. Identifiquem-se. 10 - Amora

Encontrem-se. Vocês não estão sozinhas. Eu cresci achando que a boa parte das mulheres ao meu redor eram minhas competidoras. Todas correndo na direção de ser a mais magra, a mais bonita e a mais desejada do lugar onde entrassem. A competição também envolvia os homens, é claro. Achava todas estávamos disputando o cara mais bonito do lugar. Também pensava que os caras eram muito mais legais que as meninas. Na minha opinião infantil, as meninas eram “frescas” — isso, eu generalizava mesmo. Eu me pergunto quantas amigas eu deixei de fazer por ter essa cabeça fechada por tantos anos. Foram anos na busca constante por uma perfeição

inalcançável. As revistas me diziam que eu tinha que ser perfeita. Até que a minha vida virou 180 graus e eu estava chorando sentada no chão. Às vezes, o único jeito de fazer a dor ir embora é repensar tudo. Repensar porque eu tinha me sujeitado a certas coisas. Repensar porque eu havia me diminuído a uma coadjuvante da minha vida. E foi quando eu aprendi que a moça que está do meu lado não é minha competição, inimiga ou tão diferente de mim. Ela é parte da irmandade. Ela é um ser humano cheio de camadas, como eu. Podemos achar que ela tem tudo nessa vida, mas ela provavelmente também tem seus momentos de insegurança.


Foi isso que nos ensinaram: que não poderíamos confiar umas nas outras. Cochicharam em nossos ouvidos que mulher é tudo falsa. Nos disseram que as outras eram interesseiras, traiçoeiras, que roubariam nossos namorados, que tentariam chamar mais a atenção, que eram vagabundas, sempre uma ameaça. Ensinaram a lição e mostramos que aprendemos quando dizemos que “mulher trabalhando junta não presta”, ou quando nos orgulhamos ao dizer “não tenho amigas mulheres”, ou quando odiamos aquela garota sem motivo algum, ou todas as vezes que julgamos a sexualidade da colega ou ainda quando atacamos, humilhamos ou desprezamos a outra apenas para buscar as migalhas da aprovação masculina. Como pudemos acreditar nessas mentiras por tanto tempo? Vamos nos classificar como amigas, não rivais como dizem.

Se hoje odiamos as outras mulheres e não hesitamos em julga-las, atacá-las ou exclui-las, nada impede que amanhã os dedos que apontam para elas se voltem para nós mesmas. Hoje, a vagabunda é a “outra”; amanhã pode ser eu ou você. Nenhuma de nós está imune – e por isso mesmo, por mais diferentes que sejamos, há muito mais em comum entre nós do que você possa imaginar. Colocaram entre nós essa espessa cortina de rivalidade para que não sejamos capazes de nos enxergar de verdade. Para nos isolar. Para que, divididas, nos enfraqueçam. Consegue imaginar a quem isso possa interessar? Se eu e você sempre nos considerarmos inimigas, vamos poder esquecer de combater as estruturas da sociedade feitas para nos manter nos nossos devidos lugares. Vamos juntas desmentir e desmistificar o grande discurso de que toda mulher é invejosa.

Então está na hora de tentar ver além dessa cortina e, ao invés de olhar para o que nos difere, tentar encontrar aquilo que nos aproxima. Talvez você se surpreenda ao encontrar do outro lado não esse estereótipo odioso que nos venderam, mas uma mulher igual a você. Um ser humano tão único, multifacetado, com falhas e atributos positivos, assim como você mesma. Com essa simples mudança de atitude e de pensamento vamos rasgar em mil pedacinhos e ainda sapatear em cima de uma das mais perversas mentiras que contam sobre nós.Mulheres com quem vamos poder nos divertir, compartilhar momentos e contar com elas para o que der e vier. Que possamos mandar um recado para as outras mulheres e não seja de ódio, desprezo ou julgamento; mas um “estamos juntas”. Porque juntas somos mais fortes. Porque só juntas sobreviveremos.

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mulheres que mudaram Distractify Conheça 6 mulheres cujas ações mudaram o rumo do mundo e foram fundamentais para o empoderamento de um sexo que pode ser tudo, menos frágil.

1980 - Anne Fisher, a primeira mãe a ir para o espaço

1961- Annie Lumpkins, ativista pelo voto feminino nos Estados unidos.

1978 - Ellen O’Neal, uma das primeiras skatistas profissionais.

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1907 - Annette Kellerman, presa por indecência após usar esta roupa de banho em público

1907 - Maud Wagner, a primeira tatuadora dos Estados Unidos

1800 - a mulher samurai. uma grande excelção. apenas homens eram treinados para esta atividade.

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listinha “a inspiradora katniss everdeen. se oferece para enfrentar os jogos mortais no lugar de sua irmã mais nova”. jogos vorazes.

“mercedes tem a vida perfeita, mas ao se consultar com um psicanalista percebe tanta insatisfação que dá um giro na sua vida e devide realizar suas verdadeiras vontades”. divã

“lisa memigel aprende a ler durante a segunda guerra mundial e espalha sabedoria entre seus vizinhos e seu amigo judeu”. a menina que roubava livros

“olga benário é uma alemã, judia e comunista. é contada a história de sua fuga, sua missão e também sua prisão”. olga

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moda da vida real

Que a moda é uma forma de expressão todo mundo já sabe e tá cansado de ouvir, porém, refletimos pouco sobre a maneira como podemos usar os artifícios do vestuário para transmitir uma mensagem condizente com o que somos. Ora, estou falando do embate entre “imagem projetada x imagem real”. Será que eu passo a idéia do que realmente sou? Será que minhas roupas condizem com a maneira com a qual quero ser visto?

Os sacrifícios pela beleza sempre existiram, no entanto, só a partir dos anos 60 é que magreza passou a ser considerada “padrão de beleza”. Durante as décadas de 40 e 50 Marilyn Monroe e Elisabeth Taylor chamavam todas as atenções com suas curvas sinuosas, cinturinhas de pilão e quadris enormes. Para manter o ideal de corpo adolescente, era preciso muita dieta e exercícios, conforme pregavam as revistas femininas.

Ser confiante é importante. E aceitar o seu corpo é um passo mais próximo de atingir auto-confiança. No entanto, pode ser muito difícil aceitar o próprio corpo e ter confiança com tantas modelos magras, cabeças de vento e celebridades ricas que a mídia insiste em nos mostrar. Mas isso não faz com que aceitar o seu corpo seja menos importante.

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moda

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nossas artistas Helena Zelic e Heleni Andrade. Você já deve ter ouvido falar disso. Costuma-se dizer por aí que os homens são mais adequados para os conhecimentos exatos, matemáticos, tecnológicos, e que as mulheres são “mais sentimentais”. Mas aqui nós dizemos que: nem um, nem outro. Por um lado, todos temos, homens e mulheres, meninos e meninas, capacidade para todo tipo de gosto e pensamento. Por outro lado, no mundo real, é muito falso dizer que as mulheres dominam as áreas humanas e artísticas.

Ainda assim, as mulheres vêm resistindo, mesmo com pouco espaço, mesmo que suas vozes sejam abafadas, ainda que as mandassem “voltar para seus lugares”, para os trabalhos domésticos e os cuidados com os filhos. Elas queriam mais. E nós aqui dizemos que, se estas mulheres assim querem, não devem estar em nenhum outro lugar além do que elas desejavam estar. Agora, vamos pensar: quantas mulheres artistas você tem guardadas na memória? Nós

fizemos esse teste também, e o número ficou muito pequeno, e parece menor ainda quando comparado com o número de homens artistas. Nós queremos ajudar a mudar essa situação, queremos esbanjar nossas artistas por aí, com muito orgulho delas, pois elas merecem, pois elas, à sua forma, lutaram. Conheça artistas que contribuiram, e muito, para o enriquecimento do âmbito cultural.

“Las Dos Fridas” - Frida Kahlo (1939) Amora - 19


arte

Tarsila do Amaral foi uma pintora modernista brasileira que participou da Semana de Arte Moderna de 1922. Seu quadro Antropofagia, dedicado a seu segundo marido, o escritor Oswald de Andrade, inspirou o movimento antropofágico, importante movimento artístico que “devorava” as tendências europeias para produzir uma arte brasileira de verdade.

A artista japonesa Yoko Ono é “uma das mais famosas artistas desconhecidas do mundo”. Suas obras, tanto musicais quanto plásticas e conceituais, são caracterizadas pela provocação, introspecção e pacifismo Em uma entrevista, Yoko explicou que “queria mostrar a forma como as mulheres são tratadas e a forma como podem sobreviver a isso permitindo que as pessoas lhes façam aquilo que querem fazer”.

Lorna Simpson é uma artista conceitual e fotógrafa americana. Lorna utilizou diversos meios e técnicas e seus trabalhos mais importantes combinam palavras com fotografias que parecem simples, mas o texto, muitas vezes, confronta o espectador com o racismo ainda encontrado fortemente na cultura americana. Além do racismo, seus trabalhos também exploram temas como gênero, cultura, história e identidade afro-americana.

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Anne Frank foi uma adolescente alemã de origem judaica, vítima do Holocausto. Ela se tornou uma das figuras mais discutíveis do século XX após a publicação do Diário de Anne Frank (1947), seu diário durante a Guerra.

Chiquinha Gonzaga foi não somente a primeira chorona (pessoa que toca, compõe ou canta choro) do Brasil, como também a primeira mulher a reger uma orquestra no país, a primeira compositora popular e, de quebra, ainda compôs a primeira marcha de carnaval com letra.

Frida Kahlo foi uma pintora mexicana que durante toda sua vida Frida sofreu com diversos problemas de saúde, entre eles a poliomielite. Aos 18 anos um acidente de ônibus perfurou suas costas e pélvis, deixando-a à beira da morte. Frida ficou meses de cama se recuperando, período em descobriu mais ainda o poder de suas pinturas. Frida foi uma das primeiras pintoras que expressou a identidade feminina a partir de sua própria visão como mulher recusando a visão do ideal feminino pregada pelo mundo masculino e rompendo tabus.

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o papel feminino na arte Lúcia Barcelos

“La chambre bleue”, de Suzanne Valadon A arte, como uma construção, edificase não só com um exercício laborioso, às vezes assistido por técnicas específicas, mas também se faz com um moldar das emoções e impressões advindas de tudo o que nos rodeia. Dentro deste contexto em que se conceitua a arte, fica bem harmonioso situar a figura da mulher. A alma feminina dispõe naturalmente, sem emprego de esforço, de um significativo poder de convencimento quando se trata de comunicar e dar materialidade ao que se entende por abstrato, ou seja, ao conjunto de sensações e sentimentos. Soma-se positivamente a este fator a condição de que a mulher, hoje, não é mais alguém que vive à espreita do óbvio ou do inesperado, à espera de liberação ou de

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aprovação para seguir em frente. A mulher é, sim, na sociedade atual, um ser que se atreve ao mergulho no mar fecundo das criações. E quando ela se inclina para o ofício da arte, com muita propriedade consegue dar formas, nuances e sopro de vida às sensações que deseja exprimir. Tudo flui de sua essência in natura, cuja imensa capacidade de doação de si mesma lhe faz ultrapassar os próprios limites. Nesta época em que se constata o avanço feminino nos vários campos de ação, percebe-se que a arte é, para a mulher, mais uma possibilidade de reencontro com sua plenitude e com sua realização pessoal. Constitui-se também em mais uma oportunidade para que se coloque em dia consigo mesma em relação ao

seu papel e ao seu compromisso social enquanto cidadã. Mulheres que laboram a sua arte demonstram uma postura de luta dentro da história, pois sabemos que o(a) artista, através de sua obra, imprime sua marca, seu estilo, podendo, às vezes, até romper com as normas vigentes. Enfim, seguramente poderia se dizer que a arte é, ainda, um canal que permite de forma sutil a penetração do ser humano na complexidade do universo social, possibilitando-lhe interferir nele, construir e desconstruir, refazer o sentido da vida. E esta necessidade de criar e recriar que a arte proporciona, tanto para o homem quanto para a mulher, lhes é tão própria quanto a condição de viver!


as grandes inspiradoras não é preciso estar dentro de padrões para se sentir linda. Você pode, e deve, se amar do jeito que for. Não se importando com peso, cor da pele, estilo do seu cabelo, formato dos seus dentes, deficiências, ou qualquer outra particularidade que não esteja estampados nas maiores revistas. Sinta-se bem por sentir-se linda!

Winnie Harlow

Viktoria Modesta

Lupita

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Elly Mayday

Ashley Smith

Thando Hopa

Moffy

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listinha Personagens para morrer de amor.

merida - brave eep - the croods

mulan violeta - os incriveis

dory - procurando nemo’

tiana - a princesa e o sapo

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fala, garota! Beatriz Trevisan Você se lembra da primeira vez em que ouviu que alguém não queria ter o corpo que tem, que adoraria ter o corpo da Fulana, que queria mudar isso ou aquilo em si mesma? Provavelmente não. Eu também não me lembro, mas sei que já ouvi isso muitas, muitas vezes. É claro que podemos mudar nosso corpo o quanto quisermos se isso for nos deixar feliz. O importante é que fiquemos confortáveis com a gente mesma. No entanto, por mais que mudemos nunca nos sentiremos bem e bonitas a menos que mudemos o modo como olhamos para o nosso corpo. E é sobre começar a mudar esse olhar que eu quero falar. Você pode passar a vida desejando ter o corpo de outra pessoa, pode tentar se modificar ou esconder aquilo que vê como defeito. Vai ter gente que vai continuar te achando linda, vai ter gente que vai passar a te achar linda, vai ter gente que vai continuar te criticando, vai ter gente que vai passar a te criticar. Acho que já ficou claro o que eu quero dizer: é impossível agradar todo mundo, e, quanto mais quiser fazê-lo, mais vai querer se modificar. Porque até aquela menina que tem exatamente o rosto e o corpo que você tem nos seus sonhos é alvo de críticas, vê em si mesma defeitos em que outras pessoas jamais reparariam e gostaria de ter o corpo de outra pessoa. Simplesmente porque somos condicionadas a não estar

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satisfeitas conosco mesmas desde que nascemos. Já que não vai dar pra agradar todo mundo mesmo, pense comigo: assim como tudo aquilo que você vê de bom em si mesma, aquilo que vê de ruim é, nada mais nada menos, do que VOCÊ. Você é assim, tem seu pneuzinho irremovível na bunda, tem sua pinta no meio do rosto, tem seios desproporcionais ao resto do seu corpo. Você é assim! E é essa frase que deve fazer sentido para que comece a aceitar seu próprio corpo. Não importa como os outros são ou o que os outros pensam quando te olham ou quando olham para ela. O que importa é o modo como você olha para si mesma, e esse olhar não vai mudar conforme você se modifica por fora, só vai mudar com a sua decisão de que ele vai mudar. Porque não importa o quanto mude, essa é você, e sempre vai ter características de que não vai gostar, mas vão te fazer ser quem é. E que alguém vai amar e alguém vai odiar. Então é claro que você pode fazer mudanças para melhorar sua autoestima, mas tem que entender que não vai deixar de ser você, e, a menos que sua ideia de perfeição mude e entenda que o “ninguém é perfeito” não se aplica só aos outros, estará para sempre insatisfeita. Quando notar seus defeitos, entenda que “defeitos” é só uma questão de ponto de vista, e só leva um pensamento para eles se tornarem qualidades.

começar a viver de acordo com o que você sente que te deixará feliz, independente dos outros, porque os outros nunca estarão satisfeitos e nunca serão você. “Faça uma revolução, ame seu corpo”! Hoje!

Ilustração: Helena Zelic.


maria tangerina [Bolsas feitas com amor!]

Amora


jĂĄ nas bancas! nossa heroĂ­na favorita!

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