INFORMATIVO SEMANAL - AGROPACTO

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Informativo Semanal Ano 16 - Nº 671 - 08 a 14/08/2012 16 anos

EDITORIAL

O Brasil profundo(*) O Brasil, hoje, é o segundo maior exportador mundial desaceleração econômica. de soja em grão e seus derivados, farelo e óleos, No Brasil, com as cotações em alta nos mercados basicamente. Provavelmente, será o primeiro em poucos externos e o câmbio corrigido, são fortes os estímulos meses. A oferta americana da oleaginosa terá uma redução para o aumento da área plantada de grãos nas safras importante neste ano por causa das intempéries que 2012-2013, com destaque para a soja e o milho, ainda causaram perdas não apenas na quantidade produzida, mais porque os índices de produtividade têm observado mas também uma queda preocupante na qualidade das consistente melhora nas regiões mais dinâmicas do lavouras. agronegócio. Não é nada improvável que já na próxima O mais recente levantamento divulgado pelo safra o Brasil se transforme no maior produtor mundial Departamento de Agricultura dos Estados de soja, superando os Estados Unidos. Unidos (USDA, em inglês) mostra que, na Ela vai ampliar a ocupação de algumas semana encerrada em 29 de julho, o No Brasil, com as cotações em á reas h oje desempenho do cultivo indicava que apenas alta nos mercados externos e o de pastagens, alguns espaços de outras 29% das lavouras de soja tinham alcançado câmbio corrigido, são fortes os culturas como o algodão, gerando uma estímulos para o aumento da níveis satisfatórios de qualidade, o que se mudança profunda na estrutura da atividade área plantada de grãos nas compara com o índice de 60% da safra agrícola brasileira. Os produtores estão safras 2012-2013, com anterior. O nível de “excelente ou bom” da bastante animados e, se tudo correr bem, destaque para a soja e o safra em 2012 é o pior registrado nos vão ter resultados realmente muito bons na milho, ainda mais porque os Estados Unidos desde 1988.Estimativas de jornada 2012-2013, cujo cultivo vai começar índices de produtividade têm “mercado” já especulam com uma redução observado consistente melhora em setembro para a soja em Mato Grosso e de até 100 milhões de toneladas na oferta nas regiões mais dinâmicas do nos meses seguintes nas demais regiões. americana neste ano. Não é apenas a soja Fator decisivo para esse sucesso (e de agronegócio. Não é nada que tem perdas ciclópicas estimadas. A improvável que já na próxima todas as demais culturas) será a implantação produção de milho já tem confirmada a safra o Brasil se transforme no do Plano Agrícola divulgado pelo governo, queda de 80 milhões de toneladas em maior produtor mundial de s egura ment e o m elh or e ma is bem soja, superando os Estados relação às estimativas para o recorde que elaborado dos últimos anos. Ele trabalhou Unidos. os produtores americanos esperavam colher os pontos certos: aumentou o financiamento na safra 2011-2012. Eles ainda têm do plantio de grãos, ampliou fortemente a esperanças de recuperação futura na cobertura do seguro rural e, principalmente, quantidade, pois aumentaram consideravelmente a área voltou a cuidar de uma coisa fundamental, a assistência plantada para a safra 2012-2013, embora já não esperem técnica na agricultura ao plantador no campo. avanços na produtividade por causa do clima adverso.Por O governo incorporou a ideia de que o diferencial de tudo isso houve um aumento muito grande de preços no produtividade entre a grande e a pequena propriedade mercado externo, com as cotações nos Estados Unidos no Brasil é menos condicionado pela estrutura e mais pela turbinadas ainda pela especulação dos fundos de capacidade que têm as grandes de se apropriar investimento. Só não subiram mais pela participação contida rapidamente dos ganhos tecnológicos disponíveis para a da China, que vem comprando menos soja porque, agricultura, principalmente pelos trabalhos desenvolvidos aparentemente, está com estoque suficiente para os pela Embrapa. Era preciso realmente trazer de volta próximos meses e reduziu importações por conta da aqueles instrumentos que existiram no passado e levar

EDITORIAL  O Brasil profundo Páginas 01 e 02

EVENTOS Página 02

PEQUENAS NOTAS Página 05

NOTÍCIA DA CNA

FIQUE SABENDO Falta de milho no nordeste é tema de reunião na Conab Dirigentes da Ematerce participam de reunião no Ministério do Meio Ambiente  Senado aprova empréstimo para o Projeto São José III Páginas 03 e 04

 CNA aguarda regularização do abastecimento de milho no nordeste em 10 dias Página 04

ESPAÇO DO AGROPACTO Resumo da reunião do dia 07/08/2012 Páginas 05 e 06

AGRICULTURA COM MAIS CRÉDITO


16 anos Nº 671 Órgão de divulgação de assuntos de interesse do Setor Agropecuário e do Pacto de Cooperação da Agropecuária Cearense. Coordenação e Elaboração: Gerardo Angelim de Abuquerque - Chefe de Gabinete da FAEC Coordenador Geral do Agropacto: FLÁVIO VIRIATO DE SABOYA NETO (Presidente da FAEC) Membros do Comitê Consultivo: Setor Público Evandro Vasconcelos Holanda Júnior - Embrapa Caprinos e Ovinos João Hélio Torres D'Ávila - UFC José Alves Teixeira - BNB Lucas Antonio de Sousa Leite - Embrapa Agroindustria Tropical Paulo Almicar Proença Sucupira - BB Raimundo Reginaldo Braga Lobo - ADECE Setor Privado Alderito Raimundo de Oliveira - CS da Cajucultura Álvaro Carneiro Júnior - CS de Leite Cristiano Peixoto Maia - CS do Camarão Edgar Gadelha Pereira Filho - CS da Carnaúba Euvaldo Bringel Olinda - Instituto Frutal João Teixeira Júnior - CS da Fruticultura e UNIVALE Paulo Roque Selbach - CS. Flores Vinícius Araújo de Carvalho - CS do Mel Carlos Prado - Itaueira Agropecuária Francisco Férrer Bezerra - FIEC João Nicédio Alves Nogueira - OCB/CE Luiz Prata Girão - BETÂNIA Paulo Jorge Mendes Leitão - SEBRAE-CE

aos médios e pequenos agricultores do “Brasil Profundo” o conhecimento das novas tecnologias que foram fundamentais para o grande salto que o País deu no cenário da agropecuária mundial. Será criada mais uma empresa e – embora haja uma discussão sobre se ela é realmente necessária – o governo pretende acioná-la para difundir o conhecimento que já está s en do u t iliz ado n as gran des c om pa n hias , em ben ef íc io da s empresas menores. De qualquer forma, essas terão um papel muito

importante na ampliação dos índices de produtividade e do aumento da riqueza no meio rural. Para a próxima jornada do setor agropecuário, a expectativa é de aumento da produção e a melhora da produtividade, que vão dar um importante suporte ao crescimento indus t rial e à am pliaç ã o da s exportações, ajudando muito a economia brasileira em 2013.

(*) Antonio Delfim Neto contatodelfimnetto@terra.com.br

Eventos 21/08/2012 – Lançamento da Frutal 2012 (Tema: Experiências Exitosas no Semiárido, Palestrantes: José Nelson Martins de Sousa – Secretaria de Desenvolvimento Agrário – SDA e Euvaldo Bringel Olinda – Instituto Frutal) 28/08/2012 – Agropacto Itinerante em Itapipoca 04/09/2012 – Lançamento da Feira do Empreendedor 2012 13/09/2012 – Agropacto Itinerante em São Benedito – Hortifrutec 2012 EXPOGENÉTICA No período de 18 a 26 do corrente mês ocorrerá em Uberaba, Minas Gerais, o I Congresso Mundial do Gir Leiteiro, onde serão temas relacionados com inovação, Conferências, Relacionamento, Tecnologia, Negócios, Workshops e Leilões, numa realização da Associação dos Criadores de Zebu – ABCZ. Maiores informações poderão ser obtidas pelo site: www.girleiteiro.org.br

Secretária: Teresa Lenice Nogueira da Gama Mota Kamylla Costa De Andrade Editoração Digital: Brunno Carvalho Helena Monte Lima Taquigrafia: Irlana Gurgel Patrocínio: BANCO DO BRASIL S/A BANCO DO NORDESTE DO BRASIL S/A SEBRAE/CE

CONSULTA Para maiores esclarecimentos sobre as informações aqui divulgadas, favor comunicar-se coma SECRETARIA EXECUTIVA DO PACTO DE COOPERAÇÃO DA AGROPECUÁRIA CEARENSE. Endereço: Rua Edite Braga, 50 Jardim América - 60.410-436 Fortaleza - CE Telefones: (0xx85) 3535-8006 Fax: (0xx85) 3535-8001 E-mail: agropacto@faec.org.br Site: www.agropacto-ce.org.br

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PRODUTOR RURAL: Pague a Contribuição Sindical em benefício da manutenção do Sistema Sindical Rural


Fique Sabendo Falta de milho no nordeste é tema de reunião na Conab

A s ec a qu e a tinge o s em iá rido n ordest in o desde março deste ano destruiu mais de 90% da produção do milho u tiliza do para alim en to do reban ho na regiã o. Os pro du to res rec orrera m ao s pos to s de venda da Co na b ( Co mpan hia Na cion al de A ba st ec im en to ), n a ch am ada venda balcão, mas o estoque é insuficiente e acabará em breve.

Para contornar essa situação e evitar ainda maiores prejuízos, secretários de Agric ultu ra e pres ident es de Federações de Agricultura e Pecuária dos Estados do Nordeste se reunirão para deba t er s oluç õ es para o problema, nesta quarta-feira (08/ 08), na sede da Conab, em Brasília (DF). S egun do o pres iden te da Federação da Agricultura e Pecuária do Es ta do do C ea rá ( FA EC ) e represent an te da CN A ( Co nf ederaç ão da Agricu lt ura e Pecuária do Brasil) na SUDENE, Flávio Viriato de Saboya Neto, a solução para es ta c ris e é dis po nibiliza r caminhões dos Governos estaduais para buscar o milho no Mato Grosso, o que garantiria um abastecimento rápido e certo. “Se não tem milho, os animais morrem de fome. E o N ordest e po ss u i um a dema nda est imada de pelo meno s 180 mil

toneladas de milho, por mês, para s uprir as n ec es sida des do s produtores até março de 2013”, disse. Pres iden tes e representantes das Federações da Agricultura dos Estados dos E st ados de Alagoa s, B ah ia , C ea rá , Pa ra íba , Pern am bu co , Maranhão e Rio Grande do Norte se reuniram, nesta terça-feira, na sede da CNA, em Brasília, para a va liar o s ef eit os da seca n o s em iá rido do No rdes te. Debateram alternativas para o endiv idam ent o do s pro du to res que t iv eram prejuízo s o ca sion ados po r problema s climáticos e para a crise causada pelas perda s n a produç ão do milho na região.

Assessoria de Comunicação CNA www.canaldoprodutor.com.br

Dirigentes da Ematerce participam de reunião no Ministério do Meio Ambiente

O diretor administrativo e fin anceiro da Ematerce, acompanhado do assistente da presidênc ia, respec tivamente Maxilmiliano Quintino de Medeiros e Itamar Teixeira, no período de 08 a 10.08.2010, participarão, em Brasília - DF - de uma reunião, no Ministério do Meio Ambiente, para tra tar s obre a aplicação de recursos financeiros do Fundo Clima - MMA/FNMC. Ressalte-se que o Programa Fundo Clima se destina a aplicar a parcela de recursos reembolsáveis do Fundo Nacional

sobre Mudança do Clima, ou Fundo Clima, criado pela Lei 12.114 em 09/ 12/ 2009 e regu lamen tado pelo Decreto 7.343, de 26/10/2010. O Fundo Clima é um dos instrumentos da Política Nacional sobre Mudança do Clima e se constitui em um fundo de natureza contábil, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente com a finalidade de garantir recursos para apo io a projeto s ou estudo s e financiamento de empreendimentos que tenham como objetivo a mitigação das mudanças climáticas. O principal objetivo é apoiar a implantação de empreendimentos, a aqu isição de m áquina s e equipamentos e o desenvolvimento tecnológico relacionados à redução de emissõ es de gases do efeito estufa e à adaptação às mudanças do clima e aos seus efeitos. O Programa Fundo Clima possui seis subprogra mas: Modais de Transporte Eficientes: destinado a projetos que contribuam para reduzir a emissão de gases do efeito estufa e de poluentes locais no transporte coletivo urbano de passa geiros e para a melhoria da mobilidade urbana em regiões metropolitanas. Máquinas e Equ ipamen tos Eficientes: voltado ao financiamento

à a quisição e à pro dução de máquinas e equ ipamentos com maiores índices de eficiên cia energética. Energias Renováveis: apoio a investimentos em geração de energia a pa rtir do uso de biomassa, da captura da radiação solar, dos oceanos e em sistemas isolados a partir da energia eólica, bem com o no desenvolvimento tecnológico e da cadeia produtiva dos setores de energia solar, dos oceanos e energia eólica. Resíduos com Aproveitamento Energético: Apoio a projetos de racionalização da limpeza urbana e disposição de resíduos com aproveitamento para geração de energia localizados em uma das cidades sede da Copa do Mundo ou em suas respectivas regiões metropolitanas. Carvão Vegetal: Destinado a investimentos para a melhoria da eficiência e sustentabilidade da produção de carv ão vegetal. Combat e à Desertificação: Apoio ao combate à desertificaç ão po r meio de projetos de restauração de biomas e de atividades produt ivas sustentáveis localizados na região Nordeste.

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Fique Sabendo Senado aprova empréstimo para o Projeto São José III A matéria foi aprovada por unanimidade na Comissão de Assuntos Econômicos e no Plenário, autorizando empréstimo de US$ 100 milhões do Ceará junto ao Banco Mundial

O Senado Federal aprovou por unanimidade na noite nesta terçafeira (7) o empréstimo de US$ 100 milhões ao Estado do Ceará para investimentos no Projeto São José

III. A contrapartida do Estado será de US$ 50 milhões. Durante a sessão, os senadores cearenses José Pimentel, Eunício Oliveira e Inácio Arruda destacaram a importância do São José III para o desenvolvimento da agricultura familiar. O secretário do Desenvolvimento Agrário, Nelson Martins, acompanhou a votação em Brasília. “Tivemos a fundamental participação da bancada de senadores cearenses para aprovar este projeto. Agora vamos agendar uma solenidade com o Banco Mundial para a assinatura do contrato”, disse.

O Projeto São José III vai investir no desenvolvimento rural sustentável, financiando 140 projetos de abastecimento d’água, 445 projetos produtivos. Estão previstas também ações de capacitação dos agricultores familiares de fortalecimento institucional, focadas no apoio a gestão local e investimentos nas cadeias produtivas de ovinos e caprinos, apicultura, piscicultura, horticultura irrigada, cajucultura, mandiocultura, turismo rural e artesanato.

Notícia CNA CNA aguarda regularização do abastecimento de milho no nordeste em 10 dias A C onfederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) confia no prazo de 10 dias, anunciado nessa quarta-feira, dia 8, pelo ministro da Agricultura, Men des Ribeiro Filh o, para a regularização do abastecimento de milho no s Esta dos da região Nordeste. A entidade acom panhará as medidas anunciadas pelo Governo e espera obter informações reais sobre o andamen to da s aç ões empreendidas, com o objetivo de amenizar o sofrimento de milhares de famílias nordestinas e dos animais atingidos pela pior seca dos últim os 30 anos. “Os pro dutores rura is do Nordeste estão amargando prejuízos desde abril e a expec tativ a é qu e a sit uação piore nos próximos meses, se o abastecimento não for normalizado”, alertou o 1º VicePresidente da CNA, João Martins da Silva Júnior. Por causa da grave seca na região, mais de 90% da produção de milho foi perdida. O grão é o principal componente da ração dos rebanhos. Diante desse quadro, o Gov erno public ou, em maio , a Portaria Interministerial nº 470 para destinar 200 mil toneladas de milho a serem comercializadas no âmbito do Programa de “Venda

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Balc ão”, n os Est ados a brangidos pela área de a tuação da Superin tendência de Des envolviment o do Nordeste (SUD ENE). A quan tidade foi considerada insuficiente e, em junho, o Governo editou nova portaria (nº 601) ampliando o volume para 400 mil toneladas . Foram realiza dos leilões de contratação de fretes para levar o grão, proveniente do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná, aos Estados nordestinos. Os embarqu es iniciaram em maio, mas tiveram uma drástica redução no mês passado. O Governo alega, en tre ou tros m otivos , a redução da oferta de caminh ões para dar continuidade ao serviço contratado. Uma das causas dessa redução seria o início do escoamento da produção da “safrinha” de milho no M ato Grosso. Segundo a Com panhia Nac ional de Abas tecimento (C onab), os caminhoneiros optam por trajetos mais curtos, entre a lavoura e os arm azéns, porqu e, des sa forma, conseguiriam fazer mais viagens por dia a preços mais atrativos. Outras raz ões c itada s foram a falta de estrutura adequada nos pólos de distribuição de grãos do Nordeste e o E statut o do Motorista, que regulamenta a jornada de trabalho dos caminhoneiros. O Governo citou,

ain da, a grev e que os caminhoneiros fizeram no último dia 25 para protestar contra o Estatuto. A s ituaçã o exige medidas emergencia is por parte do Governo. Em reunião realizada nessa quarta-feira (8/8), com o ministro Mendes Ribeiro Filho e os president es das federações de agricultura dos Estado s do Nordeste, o presidente da Conab, Rubens Rodrigues, afirmou que a companhia está empenhada na bus ca de uma s oluçã o para o pro blema . En quant o o abastecimento do grão na região Nordeste não for normalizado, os pro dutores rura is co ntinua rão acumulando prejuízos com a morte dos animais. Mais grave, ainda, é a situação de milhares de famílias que dependem dos seus rebanhos para a subsistência. Assessor de Comunicação e Ouvidor Jornalista Antonio José de Oliveira


Pequenas Notas Conab anuncia a disponibilização de 400 caminhões para transporte de milho Como forma de amenizar a situação emergencial de abastecimento de milho no semiárido nordestino, em consequência da seca enfrentada desde março pelos produtores, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) disponibilizou 400 caminhões que transportarão o grão proveniente dos Estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná. A medida foi divulgada na última quarta-feira (08/08), na sede da Conab, em Brasília (DF), durante reunião do Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, e o Presidente da Conab, Rubens Rodrigues dos Santos, com os Secretários de Agricultura e Presidentes das Federações de Agricultura e Pecuária do Nordeste. Custos da criação de frangos sobem 14,58% Os índices de custos de produção de frangos (ICPFrango) de corte e de suínos calculados pela Embrapa Suínos e Aves (Concórdia-SC), empresa de pesquisa agropecuária vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, tiveram aumento de 14,58% e 11,04%, respectivamente, no mês de julho. Estes são os maiores aumentos registrados no ano, influenciados principalmente pela alta nos preços do milho e do farelo de soja utilizados nas rações dos animais.

Espaço Agropacto Resumo da reunião de 7 de agosto de 2012 Tema: A CEASA Ceará e o Plano Nacional de Abastecimento Palestrante: Sr. Ivens Roberto de Araújo Mourão, Presidente da CEASA de Minas Gerais e da Associação Brasileira das CEASAS

O Sr. Coordenador Paulo Helder iniciou a reunião, compôs a Mesa e passou a palavra ao palestrante, Sr. Ivens Roberto de Araújo Mourão, que cumprimentou os presentes e fez sua exposição sobre o Plano Nacional de A b ast e ci me n to, inf orm and o q ue aq ue l e p lan o at e nd ia a u ma demanda do MAPA às Ceasas. Falou um p ouco sob re o p assad o, p ara fazer entender o presente: que na d é c ad a d e s e sse nta surg iram as p r ime i ras Ce a sas; na d é c ad a d e se te nta, criação d o S ina c/Cob al; d é c ad a d e oi te nta , la p id açã o d o S inac, com a estad ualização; e m 2005, houve o Programa Brasileiro d e Mo d e r niz ação d o Me rca d o Hortigranjeiro – Prohort; finalmente, e m 20 12, o Pla no Nac ion al d e A b ast e ci me n to. D e st aco u a lg u ns p ontos constante s no Plano, tais co mo: re e st rut ur açã o d e t od o o si ste ma, d e ac ord o c om o q ue determina a Constituição de 1988, no Título III, Cap ítulo II, A rtig o 23,

inciso VIII estipula que é competência d a Un ião f o me n tar a p ro d uç ão ag rop e cu ári a e org ani zar o abastecimento alimentar. Dotar o MAPA de estrutura e orçamento; Secretaria Na cio nal d e A b ast e ci me n to, co mo gestora do PNA, para articular o setor com as políticas ministeriais: crédito, assistê ncia técnica, associativ ismo, f itossanidad e, se g urança alimentar, ag ricultura f amiliar, meio amb iente, coop eração inte rnacional e outros. Po lít ica Pú b li ca p a ra as f ru tas e hortaliças, com proposta de garantia de co mé r cio jus to, p r od u tor e s organizados em comitês de promoção; Sistema de Informação de Mercado; ad ota r p ad r õe s de q u ali d ad e ; barracões de produtor; Ceasas serem centros de consolidação, distribuição, informação, capacitação etc.; incentivo à e x p ort açã o. Div e rsi f ic açã o d as Ceasas, pois elas foram implantadas para os hortícolas, mas logo a demanda induziu a oferta de outros alimentos e com isto, novas estruturas para abrigar o grande atacado e os CDs. Disse que as Ceasas de ve rão aprese ntar suas p r op o sta s, s e nd o q ue a Ce as a/ CE dispõe de um projeto da sua ampliação e de uma Ceasa, a Cidade do Alimento, cujo projeto e diagramação passou a mostrar. A te nção às e mb alag e ns e banco de caixas, porque na realidade, ha v ia d i v e r sid a d e d e tip os d e embalagens, produtos a granel, perdas em todo o canal de comercialização e embalagens reutilizáveis são agentes

d e p r op a g aç ão d e d o e nç as às lavouras sadias. A Proposta, disse que e r a p ôr e m p rá ti ca a Inst ruç ão Normativa nº 9, determinando o uso de embalagens de único uso ou de plástico lavadas e higienizadas e o Decreto Federal 6.268, disciplinando a cla ssi f ic ação dos p rod uto s. Integração Ceasa x Emater, pois o sistema Sibrater, a exemplo do Sinac, f o i t ota lme nte d e s man te l ad o e re p re se n tou a q uase e x t inção d o serviço de extensão rural em diversos Estados, em que os mais prejudicados f oram os p e que nos produtore s. A p r op o sta : C riar um se rv i ço d e assistência técnica voltado à cadeia int e rme d iári a e n tre p rod u tore s e centrais de abastecimento. Segurança A l ime nta r e Po líti cas S o cia is, a Proposta: Ceasas em parceria com o MDS, por meio do programa “Brasil se m M isé ria ”, co nso lid ar os programas com Banco de Alimentos, Ho rta s C omu nitá ria s e ou tro s. De sta cou q u e a Ce a sa Ce a rá já desenvolve o Programa Mesa Brasil (3 0 m il k g / mê s ) e f orm ali zou a doação de um terreno para implantar o B anco d e A lime ntos. RECEA S A Recuperação das Centrais, proposta: as Ce asa s t rans f or mar e m- se e m centros eficientes de consolidação, distribuição, informação, capacitação, controle da qualidade e ap oio aos pequenos agentes de todo o canal de co me r cia liz açã o. Ev o luç ão da estrutura física, porque a realidade

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era estacionamentos insuficientes, mo v im e nt ação ar cai ca de mercadorias, telhados inadequados e não aproveitados para geração de e n e rg ia sol ar. Re v ita liz açã o d as instalações, pois são insuficientes as câ mar as f ri as, nã o e x is te aproveitamento das águas de chuva para o armazenamento e posterior uso em lav age m d os g alp ões, as estruturas metálicas necessitam de manutenção, não existe preocupação na busca de eficiência energética, espaço insuficiente entre pavilhões p a ra os v e í cul os mo d e r nos e as áreas de expansão são insuficientes ou não existentes. Mostrou diversas p l ant as e v ista s a é re as e , e m seguida, disse que a proposta era que a S e c re t ari a Nac ion al de Abastecimento coorde ne os novos projetos e viabilize os recursos. Outro destaque foi para a rastreabilidade, para a qual a FAO desenvolveria um sistema que acompanhe o ciclo de vida dos produtos alimentares, “do campo – ou mar – até a mesa do co nsu mid or, de ac ord o c om exigências cresce ntes que o setor dos hortícolas, que terá de se adaptar e cuja proposta era criar um modelo d e ra str e am e nt o, b a se a d o e m codif icação para uso nacional. Na análise conjuntural, um setor que movimenta mais de 18 bilhões de t/ ano e tem um movimento financeiro superior a R$20 bilhões/ano, disse q ue mere cia uma pub licação que an ali se o s e u c omp ort ame nto e tendências, já que apenas algumas Ce asa s o f e r e ce m e m se us sit e s an áli se s co nju ntur ais . P rop ost a: Prod uzir uma conjuntura nacional q ue ab ord e o comp ortame nto d o comércio atacadista nas centrais para que o governo tenha subsídios para o desenvolvimento e implementação de políticas públicas com o objetivo de organizar e equilibrar o sistema de ab ast e ci me n to b ra sil e ir o. Trata me n to e d iv ulg açã o d as informaçõe s, a Conab, atravé s do Prohort, disponibilizou um banco de dados que concentra informações de co me r cia liz açã o de tod as as Centrais. Contempla 75% dos dados co me r cia is, re p re se n tan d o informações de produto, origem e preço de 40% a 50% da produção nacional dos hortícolas. Disse que era d enominado S IMA B – Siste ma d e In f or maç ão do Me rca d o de Abastecimento do Brasil e pode ser ac e ss ad o no sit e : www.ceasa.gov.br ou www.prohort.gov.br. Objetivos: Capacitar as Ceasas para cap tar, inse rir, op e rar e an alisar d ad os; d isp onib ilizar metod ologia padrão para a comunicabilidade e e n te n d im e nto na cio nal e inte rnacional d a come rcialização; integrar e interagir o sistema com os demais órgãos de apoio, fiscalização, p e sq u isa , f ome nt o e ou tro s; formalização da base de dados como ferramenta oficial dos governos de to d os os ní v e i s p ara p e sq u isa e

re f e re ncia me nto nas op e raçõe s d e aq uis içõ e s g ov e rna me n tai s. Universidade Corporativa – UNICEASA, disse que a ideia era trazer a escola para dentro das Ceasas e, ao mesmo te mp o , l e v á -la s à s i nst itu içõ e s educativas. O PNA deverá aproveitar o p ro je t o d as e s col as profissionalizante s d a S ecre taria de Ed uca ção d o Ce a rá – S EDU C. Re ssaltou q ue e r a um e x e mp lo d e hab ilitação té cnico-p rof issional que contemplava conhecimentos teóricos e p r áti cos na áre a d e m e rc ad o e comercialização e que estava prevista a con str uçã o de 140 e s col as distribuídas em todo o Estado, com 86 e m f uncionamento até o mome nto, co m p re v isã o d e 2 9,5 mi l a lun os matriculados em cerca de 50 cursos ( Curso Técnico em Agronegócio - 1.200 horas). O obje tivo da UNICEASA S Universidade Corporativa do Sistema de Centrais de Abastecimento – seria oferecer treinamentos e cursos técnicos e s p e c íf i cos p a ra os co lab ora d or e s d ire tos, ag e nte s come rciais e se us e m p re g ad os, p ro d ut ore s e su as or g an iza çõe s, té cn ico s d e ATER e ou tro s e ta mb é m se r ia p os sív e l organizar cursos de graduação e pósg r ad u açã o. Re ss alt ou q ue a necessidade era de caracterização dos atrib u tos d e q ual id ad e , ad o ção d e práticas para redução de perdas, ter o ma rco re g ul ató rio e re l açõ e s insti tucionai s, as b oa s p rátic as d e me rca d o, a e d u caçã o n utr ici ona l, in cor p or açã o d as f e ir as liv re s e mercados municipais, Índice Geral de Preços, modernização de gestão com inovação, te cnolog ia e gove rnança, co op e raç ão int e r nac ion al e nt re me rc ad os, inte g r ação d o PNA com ou tra s p olí tic as p ú b li cas , g e st ão am b ie nta l e p rá tic as de sustentabilidade. Em seguida convidou a tod os p ar a c onh e ce r a ma q u e t e eletrônica d a Ce asa Ce ará em uma projeção, agradeceu a atenção a ele dispensada e colocou-se à disposição para qualquer esclarecimento. DE BAT ES O S r. Co ord e nad or ab r iu os debates, dize ndo da importância da Ce asa p a ra a ali me n taç ão d a p op ulaç ão d e Fort ale z a. Fa lou d as dificuldades que a Ematerce enfrentava e m não p od e r re nov ar se u q uad ro té cnico. A lg umas consid e raçõe s d o p rime iro bloco de p erguntas: O Sr. Erildo Pontes falou sobre uma forma de facilitação de estacionamento das ca rre tas e cami nhõ e s e d e s ua preocupação sobre o seu cuidado com a transferência da entrada da Ceasa, se a engenharia de trânsito não estaria equivocada. O Sr. José Maria Pimenta perguntou se a construção da Ceasa do Cariri obede ceu a todos aque les p a râm e tr os de mod e rn id a d e apresentados pelo palestrante, vez que foi construída, em 2011 e falou sobre o desmantelo ocorrido no sistema de apoio à agricultura e à pecuária, no qual estava inserida a Ematerce, causando d i v e r sos p r ob l e ma s, e n tre e l e s, a

renovação do quadro de servidores. O S r. Eu val d o B r ing e l f al ou d o estrangulamento do espaço da Ceasa Ceará e sugeriu concentrar apenas em hortaliças e f rutas, de vid o os problemas, entre eles de higiene, ao co me r cia liz ar ca rne s e p e ix e s. Na q ue le mom e nt o, o S r. Coordenador Paulo Helder informou com pesar, o falecimento do Sr. João A l f re d o Mon te n e g ro, q u e e ra freq ue ntador d o Ag rop acto. O S r. Ivens Mourão respondeu que sobre o estacionamento, era só questão de disciplinamento de trânsito, porque era plataforma nevada; que houve contato e ntre a Ceasa e o DER a respeito da transferência da entrada e estava sendo desenvolvido estudo a ser apresentado à Ceasa; que o projeto da Ceasa do Cariri teve seu projeto reformulado para atender às exigências modernas de Ceasa, mas al g um as não p ud e ra m ser implantadas em todos os galpões, p o r p rob le m as d e e sp aço ; q ue p o d e r iam se r ag re g ad a s o utr as atividades na Ceasa, como as flores; que sobre carnes e peixes, teriam que obedecer todas as exigências em re laç ão à h ig ie ne . A l g um as ob serv açõe s do se gund o bloco de perguntas: o Sr. Sabino Magalhães disse que participou da integração Em ate rce /Ce asa , e m q ue f or am cr iad as e q u ip e s n as ce n tra is d e ab ast e ci me n to no B ra sil p a ra p r op i cia r i nte g ra ção e p e d iu co me n tár ios a r e sp e it o d as externalidades negativas que causam desperdício de alimentos e sobre os agrotóxicos nos hortifruti do Ceará. O Sr. Ivens Mourão respondeu que a p r od u ção p r og ra mad a f unc ion ou muito bem em Minas Gerais, porque havia um casamento perfeito com a Emater que, com o crescimento do mercado sem fronteiras, a ideia da produção programada ainda existia, porque resgatou e inseriu no site e a Ceasa Minas tinha um software para lid ar com aquela fe rrame nta; que cuidar do de sperdício era um dos ite ns ma is im p orta nte s e e st av a previsto, mas não detalhou pela falta de tempo; que a morte do sistema, e m 19 88, p a rou o p ro ce s so e m relação ao controle de agrotóxicos, mas era uma preocupação mundial. O S r. Co ord e nad or ag rad e ce u a atenção de todos e ao palestrante p e la e x p osi ção , e nce rra nd o a reunião.

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