CLIPPING | Estado De Minas

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FEMININO& MASCULINO

❚ CRIATIVIDADE Em meio à proliferação das mensagens virtuais, a designer Mariana Guedes resolveu retomar o hábito de enviar correspondências. Dentro do projeto Beijo no Carteiro, ela manda cartas com cuidado gráfico

Afeto pelo correio MÁRCIA MARIA CRUZ

A expectativa do carteiro, a sensação de abrir a carta, de reparar nos detalhes do selo, de enviar uma resposta já não fazem tantas pessoas suspirarem. Depois do advento da internet, o hábito de se corresponder ficou cada vez mais raro. Muitos da chamada geração Y, aquela que nasceu no início da década de 1990, podem até desconhecer essa experiência. Não é o caso da designer Mariana Guedes, de 30 anos, que sempre apreciou enviar e receber cartas. Em vez de mandar mensagens pelas redes sociais, a jovem prefere gastar parte de seu dia para criar cartas customizadas. Cada detalhe, cada palavra é pensada para atingir um dos sentidos do destinatário. Desde 2012, ela escreve missivas elaboradas com direito a colagens e outros recursos gráficos para torná-las únicas. “Quando viajava, gostava de enviar cartas. Depois, passei mandar até mesmo para os amigos que estavam na mesma cidade. Gosto de parar, sentar e criar”, diz. No período em que fez uma viagem pela Europa, passando pela Alemanha, Áustria,

Itália, Bélgica, França e República Tcheca, mandava notícias para os amigos pelo correio. Durante a viagem, encantou-se por um vaso de cerâmica que havia comprado. “Despachei o vaso, porque não tinha outra coisa a fazer. Mas duvidava que iria chegar inteiro”, lembra. A dúvida se a encomenda chegaria ou não motivou até uma brincadeira: “Se o vaso chegasse inteiro, eu daria um beijo no carteiro”. Não é que a peça chegou intacta? A partir de então, ela resolveu denominar o hábito de enviar cartas com a expressão Beijo no carteiro. Criou uma hashtag (uma marca usada na internet para indexar os temas – #beijonocarteiro) que coloca em fotos e outros produtos que cria. Tudo que Mariana observa pode virar tema para uma carta. Pode ser uma peça de museu ou algo que observa na rua. “Mandei para uma amiga que estuda moda uma peça que me chamou atenção em uma exposição. Depois ao fazer uma pesquisa, identifiquei que se tratava do designer da Louis Vuitton.” Ao longo de um ano, Mariana deve ter enviado cerca de 40 cartas. “Algumas pessoas respondem, mas nem todas.”

MARIANA GUEDES/DIVULGAÇÃO

ARQUIVO PESSOAL

Mariana dedica horas para criar as mensagens artísticas que enviará para amigos

ABRAÇO DE PAPEL As cartas criadas procuram explorar todos os sentidos. Para a jovem, a carta é uma espécie de abraço expresso pelo toque do papel. “Sou uma pessoa que estuda tudo o que está ao meu entorno

usando todos os sentidos. Aplico em meu trabalho uma convergência criativa.” Segundo ela, o Beijo no carteiro propõe uma reflexão sobre a importância das pessoas com quem se convive. Parar para escrever uma carta é

uma maneira de materializar esse afeto. “É dedicar um tempo para mim e para o outro, o oposto da conversa de elevador.” A partir dessa experiencia Mariana realiza oficinas de sensibilidade criativa. Pós-graduada em

Banco Mercantil do Brasil comemora 70 anos

moda, Mariana foi assistente do estilista Ronaldo Fraga por três coleções. Trabalhou com o desenvolvimento de estampas e peças gráficas. Atuou em agências de publicidade em Belo Horizonte e em Turim, na Itália.

FOTOS MARCOS VIEIRA/EM/D.A PRESS

A direção do Banco Mercantil do Brasil comemorou seus 70 anos de funcionamento com um belo concerto da Orquestra Sinfônica do Palácio das Artes. Depois da audição, realizada no Grande Teatro, um coquetel de confraternização foi servido aos convidados. Marco Antônio e Beatriz de Araújo, Gláucia e Luiz Henrique Araújo

Luiz Henrique de Araújo, André Brasil e Marco Antônio de Araújo

Romenel Fernandes, Analine e Marcos Arakaki, Cláudia Garcia Elias e Diomar Silveira

Álvaro Teixeira da Costa, Emília Cardoso e Glaybson Cardoso

Carla Madeira, Tamara Reis, Pedro Sampaio e Marciana Toledo

Marco Campos, Márcio Ferreira, Celso Filho, Marcelo Cotta e Ricardo Braga

Luiz e Márcia Nicácio, Taise Cruz e Ricardo Costa

Marco Antônio de Araújo e Roberto Assumpção

Márcia e André Grossi

Henrique e Andréa Araújo

Luiz Ramos, Walter Cançado e Carlos Silva

Sandra Mara Carneiro Costa, Carlos Carneiro Costa, Eliana e Gilmar Santos

Amadeu e Mariangela de Oliveira, Ulquies Almeida e Roberto Pereira

Rosina Mansur, José Ribeiro Vianna, Ana Luiza e Antônio Grossi

Márcio e Maria Luiza Cota

Italo Gaetani, Daniel e Emília Portugal, Gláucia e Luiz Henrique Araújo

Maestro Marcos Arakaki regendo o concerto


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