Newsletter Julho 2014
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Sumario! ! 1. Diário de Bordo………………………. 3!
! 2. Radar Notícias …………………..… 5!
! 3. Opinião ……………………………..12! !
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4. Curiosidades ………………………15!
! 5. Entidade Parceira……………….…18!
! 6. Agenda……………….………………20!
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Associação Regional de Vela da Madeira
Edição Nº2
Complexo Piscinas Olímpicas do Funchal, Beco dos Álamos Santo António 9020-021 Funchal
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Julho 2014
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Editores
Colaboração de:
Mariana Sousa
Ricardo Câmara
Francisco Trigo
Paulo Vasco Manso
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Web: www.arvm.pt E-mail: arvm@netmadeira.com
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T: 291 224 970
1.DIÁRIO
DE BORDO RICARDO CÂMARA | MEMBRO DA DIREÇÃO DA ARVM
A Newsletter VELA MADEIRA é um veículo privilegiado para colocar/debater/refletir questões pertinentes da Vela, no entanto tive imensas dificuldades em escolher um tema, quando me solicitaram um texto para esta, sobre os muitos que entendo que devem ser considerados, mas todos tinham um ponto em comum, há que repensar modalidade! Sempre me perguntei como é que um desporto tão atrativo como a Vela tem tão pouca adesão na Madeira, no que concerne a praticantes assíduos, considerando as condições privilegiadíssimas de que dispomos comparativamente com outras latitudes. É importante ter presente que a Madeira tem atualmente pouco mais que uma centena de praticantes assíduos, em 267.785 habitantes (censos de 2011), não obstante do número de amantes da modalidade ser francamente superior. Será este número suficiente para que se justifique outro tipo de investimento na modalidade? Eu creio que não, precisamos de aumentar o número, a massa crítica, o quórum, qualificando-o para podermos justificar um aumento de investimentos ou exigir o que quer que seja.
A Vela é defendida internacionalmente como uma atividade lúdico-desportiva única, potenciadora de inúmeras qualidades nos atletas, passível de ser praticada singularmente, em equipa ou até em família e pelos mais distintos escalões etários, dos oito aos oitenta e oito. Temos de potenciar esta mais-valia internamente e externamente. Numa opinião inteiramente pessoal, entendo que a Vela regional sofreu da síndroma
Há que repensar a modalidade.
da clausura, encontrando-se fechada em si mesma durante demasiado tempo, “desenvolvida” somente à medida de quem lá permaneceu, limitando substancialmente a entrada de novos públicos, parceiros e
praticantes. No entanto não se creia que alguém é dispensável, antes pelo contrário todos são necessários, são é necessários mais e com maior disponibilidade, maior espírito de missão, seja em atos isolados seja em regime continuado.
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A Vela tem de assentar “os pés na terra” e deixar de falar levianamente em metas demasiado auspiciosas, como mundiais e olímpicos, quando nem provas nacionais consegue conquistar, e de algum modo demonstrar uma maior consideração por quem conseguiu atingir e permanecer nesse patamar excecional. Há que traçar objetivos credíveis, intangíveis e não inatingíveis, e perceber que para atingir metas há muitos degraus a percorrer, desenvolvidos num percurso consistente, reconquistando metas já conquistadas no passado. Neste âmbito, a ARVM tem vindo a levantar os meios disponíveis na RAM para a prática da Vela, auscultando as mais distintas partes envolvidas, de modo a apresentar propostas que permitam a sua otimização de modo a potenciar a prática da Vela, com vista num aumento de eficácia que resulte na obtenção de melhores resultados, e assim, abrir efetivamente a Vela à comunidade onde se insere à semelhança de outra regiões congéneres. Alguns resultados começam gradualmente a surgir, há uma maior divulgação da atividade nos mais distintos meios disponíveis, há um aumento substancial de velejadores praticantes na vela ligeira, fruto de um trabalho sustentado em desenvolvimento, com reflexos num claro aumento da procura, começa a ser clara uma maior abertura das atividades junto de um público jovem, fruto de diversas parcerias desenvolvidas. No entanto, fica em aberto o tema à consideração de todos quanto gostam desta modalidade, para que reflitam no modo de potenciar a Vela junto dos mais distintos players, pois esse papel não cabe só à ARVM ou aos seus associados, compete a TODOS a TODO O TEMPO.
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RADAR
2.
Notícias da Vela Março - Julho 2014 •Atividades Desportivas • Atividades Institucionais e Lúdicas
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velamadeira Regata Final de Tarde-CORAL CNF 29 Março 2014
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O Clube Naval do Funchal em conjunto com a ARVM, organizaram a 3ª Regata Final de Tarde. A prova contou com a participação de 6 embarcações, das quais a embarcação Alf de Francisco Rosa venceu a prova, com o tempo compensado de 01:25:34, aplicando o rating. A embarcação Cash a Lot de Francisco Nóbrega foi primeira embarcação a cortar a meta em tempo real. Contaram com patrocino da CORAL.
Campeonato da Madeira de Cruzeiros - CORAL -
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ANM, CNF, CTM, ICSC
25, 26 e 27 Abril de 2014 CRUZEIROS
A Associação Regional de Vela em co-organização com os quatro clubes regionais em atividade competitiva realizaram o Campeonato da Madeira de Cruzeiros. Contaram com a participação de 7 embarcações, sagrando-se Cash a Lot de Francisco Nóbrega o grande vencedor da prova. Seguiu-se um jantar convívio onde se reuniu a família da Vela, com cerca de uma centena de participantes.
Regata Dia do Trabalhador ARVM 1 de Maio de 2014
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Regata comemorativa Dia do Trabalhador, organizada pela ARVM em colaboração com Direção Regional da Juventude e Desporto. O percurso escolhido foi dentro da baía do Funchal, com o objetivo de o público assistir de perto à Regata. Participaram cerca de 30 velejadores distribuídos pelas várias classes de Vela Ligeira. A data foi assinalada com várias atividades desportivas na RAM. ! 6 de 2 ! 1
velamadeira Campeonato da Madeira de Vela Adaptada Torneio Álvaro Lopes - EXISTOS -
CNF 3 e 4 de Maio de 2014
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O Clube Naval do Funchal em co-organização com a Associação Regional de Vela da Madeira e com o patrocínio da EXITOS, realizaram o Campeonato da Madeira de Vela Adaptada - Torneio Álvaro Lopes. Élvio Barradas, sagrou-se campeão Regional de Vela Adaptada, seguindo-se António Nóbrega e Mónica Mendonça, do Clube Naval do Funchal.
Regata Dia da Marinha
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CTM - CNF - Marinha
17 e 18 de Maio de 2014 Para assinalar o Dia Nacional da Marinha a ARVM e os Clubes CTM e CNF juntaram-se a mais uma edição da Regata Dia da Marinha. Foram dois dias de atividades no mar. O dia 17 de Maio, sábado, foi destinado à Vela de Cruzeiro e no domingo à Vela Ligeira. A cerimónia de entrega de prémios desenrolou-se na
Fortaleza do Pico, um lugar privilegiado para o efeito.
2ª Prova do Circuito Regional de Cruzeiros - CORAL ANM 24 de Maio de 2014
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A ANM em coorganização com a ARVM, organizaram a 2ª Prova do Circuito Regional de Cruzeiros - CORAL. A prova contou com a participação de 7 embarcações, das quais a embarcação Cash a Lot de Francisco Nóbrega venceu a prova, com o tempo compensado de 01:51:50, aplicando o rating. A embarcação Funchalinho de João Sousa foi primeira embarcação a cortar a meta em tempo real 01:47:52. ! de 2 7 ! 1
velamadeira Campeonato da Madeira de Windsurf - BRISA -
CTM
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30, 31 de Maio e 1 de Junho de 2014 O Centro Treino Mar em coorganização com a Associação Regional de Vela da Madeira, realizaram a prova do Campeonato da Madeira de Windsurf, a qual apurou o campeão regional de cada classe. Frederico Rodrigues do CTM foi apurado para representar Portugal no Campeonato do Mundo de RS:X Júnior da ISAF ( International Sailing Federation).
Regata MEO/CORAL 3ª Prova do Circuito Regional de Cruzeiros CNF 14 Junho de 2014
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A terceira prova do Circuito Regional de Cruzeiros foi organizada pelo Clube Naval do Funchal em conjunto com a ARVMadeira e com o patrocínio MEO e CORAL. A prova contou com a participação de 9 embarcações, sendo a grande vencedora a embarcação Frederica Devónia de Martim Cardoso. A partida foi dada em Machico, com destino às Desertas, rondagem em frente à Quinta do Lorde e chegada a Santa Cruz.
Troféu VOLVOCARS.PT 5ª Prova do Campeonato da Madeira de Vela Ligeira - BRISA ANM 7 e 8 Junho de 2014
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A Associação Náutica da Madeira em cooperação com a ARVMadeira
levaram a efeito a 5ª Prova do Campeonato da
Madeira de Vela Ligeira, prova de apuramento regional infantil. Contaram com a presença de sete dezenas de velejadores distribuídos pelas várias classes de Vela Ligeira. Cada vez mais jovens são motivados para as atividades no mar e a ilha da Madeira é um lugar privilegiado para essas práticas. ! 8 de 2 ! 1
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DOCE SATISFAÇÃO 6ª Prova do Campeonato da Madeira de Vela Ligeira
ICSC 5 e 6 de Julho de 2014
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A baía de Santa Cruz foi palco para última prova do Campeonato da Madeira de Vela Ligeira. Apuraram-se os campeões regionais de cada classe de Vela Ligeira.
Encontro da Madeira de Escolas de Vela Porto Santo
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21 e 22 de Junho de 2014
A ilha do Porto Santo foi o cenário perfeito para mais uma edição do Encontro da Madeira de Escolas de Vela. O Clube Naval do Porto Santo em coorganização com a ARVMadeira, prepararam um fim de semana cheio de atividades no mar. Participaram mais de três dezenas de velejadores com idades compreendidas entre os 8 e os 12 anos de idade. Ficam registadas algumas fotos de bons momentos passados.
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Ranking Regional Vela Ligeira 3 primeiros classificados de cada classe
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Classe Optimist Infantil 1º Guilherme Jesus
ICSC
2ª Gonçalo Gomes
CNF
3º Daniel Nunes
ICSC
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Classe Optimist Juvenil 1º Gonçalo Vieira
ICSC
2ª Miguel Gomes
CNF
3º Pedro Abreu
CNF
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Classe Laser 4.7 1º Alexandre Casimiro
CNF
2ª João Monteiro
ICSC
3º Luís Silveira
CNF
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Classe Laser Radial 1º Pedro Correia
CNF
2ª Francisco Gouveia
ICSC
3º Gonçalo Texeira
ICSC
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Classe RS:X 8.5 Júnior 1º João Marques
CNF
2ª Frederico Rodrigues
CTM
3º Alexis dos Santos
CTM
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Classe Techno 293 Júnior 1º Artur Marques
CNF
2ª Manuel Palermo
CTM
3º Ana Rodrigues
CTM
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Classe Techno 293 Juvenil 1º Ricardo Sousa
CNF
2ª Matilde Freitas
CTM
3º Francisco Vieira
CNF 1! 1 d e 2 ! 1
OPINIÃO
3.
Entrevista com Paulo Vasco Manso Data de Nascimento: 13-06-1989 *Vencedor circuito nacional de Match Racing 2011 *Vencedor troféu quebramar 2011 e 2012 *3º lugar redbull youth americas cup 2013 *Participação circuito europeu na classe soto40 *6º classificado campeonato espanhol nacional de classes olímpicas Espanha classe 470 *Participação em 3 campeonatos do Mundo Participações no circuito mundial de classes olímpicas
1.A vela foi uma paixão que começou cedo?
Participação no Mundial SOTO 40
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Sim, eu comecei na ANM um pouco por influência do meu primo Francisco Pontes, que na altura já tinha um barco e fazia regatas na altura no barco Funchalinho. Foi-me puxando para a vela e houve um dia que vi um cartaz na escola para me inscrever na vela, e eu e mais dois amigos, inscrevemo-nos, fomos para ANM e desde então que dura este percurso na modalidade. Fiquei na ANM durante dois anos. Depois por motivos financeiros a ANM teve de suspender a atividade e transferiram-nos para CNF automaticamente, fiquei mais cinco anos e depois o ICSC foi o meu ultimo clube na Madeira, entretanto fui para Lisboa federei-me pelo Clube Naval de Cascais e agora estou novamente federado pelo CNF.
! 2.O mar da Madeira foi uma boa escola? !
Sim, o mar da Madeira tem excelentes condições para a pratica da modalidade, temos imensas condições para fazer melhores coisas. Tem excelentes condições para criar bons velejadores, começando pela temperatura e os acessos pelo mar. É um Mar Atlântico que é bom e proporciona bons treinos cá na Madeira.
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3.A mudança para o continente foi essencial para o seu percurso como velejador?
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Á partida quando fui para Lisboa, não fui com o objetivo de fazer vela ao mais alto nível, entretanto foram surgindo oportunidades que as fui agarrando. Uma delas foi ter ganho o circuito de Match Racing com o Gustavo Lima, entrusamo-nos muito bem, o mesmo também estava a realizar regatas com o Rúbio BasÍlio, ambos em campanha olímpica. As oportunidade foram surgindo e o meu nome foi aparecendo mais no meio da Vela em Lisboa. Acho que também fiz um bom trabalho em regatas, dei o meu melhor quando aceitava os convites lá em Lisboa, e claro depois de estar no meio foram surgindo as oportunidades.
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4.Como tem sido a sua experiência como atleta internacional?
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Eu não posso dizer que sou um atleta internacional, tenho feito algumas provas internacionais mas no fundo não me considero um atleta internacional. Tenho feito agora um circuito internacional de SOTO 40, tem corrido minimamente bem temos agora o campeonato do mundo. Mas quando estamos fora de Portugal conseguimos perceber como é que a vela funciona para lá do nosso país, e tem sido uma aprendizagem enorme e quando chego a Portugal trago sempre uma grande bagagem que tem dado sempre imensos frutos.
! 5. A participação no YOUTH AMERICA´S CUP foi o ponto alto da sua carreira até agora? !
Sim sem dúvida, o projeto da Redbull foi o ponto mais alto da minha carreira, primeiro porque foi um projeto único na vela, depois foi um projeto que envolveu imenso dinheiro, foi um projeto que muita gente não acreditava, porque nós,apenas com 24 anos de idade, iríamos andar em Catamaran´s dos mais rápidos do mundo, em que só os velejadores da taça America tinham andado, e nós pegamos no barco e conseguimos um 3º lugar. Posso comparar YOUTH AMERICA´S CUP como os jogos olímpicos do mundo da vela. Foi dos campeonatos mais importante a nível mundial. Portanto sem dúvida o ponto mais alto.
!6. Como começou o vosso projecto? !
Começou pelos irmãos MELOS, que têm ligação à ROOF e à Camara Municipal de Cascais, pela parte de Patrick de Barros. Eles montaram o projeto já com alguma antecedência, reuniram todos os apoios financeiros para montar o mesmo. Eu fui o ultimo elemento a entrar na equipa porque esta equipa já tinha sido construída á muito tempo. Era um grupo de amigos que faziam vela juntos e eu, com muita surpresa, chamaram-me e ingressei no projeto, já em Janeiro, 4 ou 5 meses depois de ter sido divulgado.
! 7. Quais os projetos para o futuro? !
Para já não tenho projetos para o futuro, estou na equipa SAILING TEAM, de José Caldeira, com 70% Madeirenses e três espanhóis. O dono do barco vem ao leme que é de Lisboa. Temos agora o Campeonato do Mundo da Classe SOTO 40 em Valência, mas para já, não ha projetos no futuro, há projetos apalavrados mas que ainda não saíram ca para fora.
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8. Que conselhos daria aos jovens que estão agora a começar a modalidade? E aos clubes?
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Eu estando em Lisboa tento estar sempre atento á vela e aos miúdos. Acho como todos nós sabemos passamos por uma fase muito difícil de apoios na madeira, por isso às vezes as coisas não fluem como seria de esperar. Na minha altura corria bem porque havia mais apoio , agora sinto que as pessoas não conseguem andar para a frente por certas e determinadas coisas. Os velejadores, principalmente os mais miúdos não devem baixar os braços para nada. A Vela agora esta difícil mas daqui a uns dias tudo aponta para que esteja melhor. Têm aqui excelentes condições para praticar Vela, um dia quando forem lá fora vão perceber o excelente sítio que estão. Na minha opinião deveríamos divulgar a Madeira como um ponto de treino para equipas, para seleções, ou seja, as federações poderiam trazer as equipas olímpicas para a Madeira para fazerem estágios. Conheço alguns pontos de estágios, e vendo o Caniçal, acho que é um ponto muito forte para fazer estágios com as equipas, tentar trazer as equipas cá e mostrar o “nosso produto” Madeira através da Vela. Não é difícil, temos o exemplo de Canárias, que é aqui perto, e faz isso, às vezes no inverno nós tempos melhores condições do que eles. No inverno em canárias é só equipas nórdicas que não conseguem fazer Vela e vão para lá. Nós conseguimos fazer o mesmo que eles, só precisamos agora de um pouco de trabalho, que implica bastantes apoios. Um exemplo era haver um contentor em Lisboa para as equipas trazerem para cá as embarcações sem custos. Gera economia para o Funchal gera turismo e encontros com outros velejadores, com outras realidades.
! 9. O que poderia ser feito neste capítulo, para desenvolver a Vela na RAM? !
Um outro exemplo são J22, fazer regatas com 4 barcos, em Match Racing, objetivo: inscrever mais equipas, proporcionar percursos entre 10 a 15 minutos de duração, o mais perto da baía do Funchal, sem haver limitação de idade, ou experiência. Os J22 são uma boa escola de Vela. Vela de cruzeiro esta a meio da competição e do lazer, se optarem pela competição vai haver menos barcos, na vertente lazer haverá mais a participar. Se fizerem regatas mais serias, fazerem regatas mais técnicas em vez de regatas longas.
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CURIOSIDADES
4.
Níveis de ansiedade de jovens velejadores de acordo com diferentes intensidades de vento (parte II) João Coelho Santos* Gonçalo Dias* Ruben Rocha*
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*Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física da Universidade de Coimbra (Portugal)
Este artigo foi adaptado da seguinte publicação: EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, Ano 17, Nº 171, Agosto de 2012 - http:// www.efdeportes.com/efd171/ansiedade-de-velejadores-perante-vento.htm Disponível na página oficial da Associação Regional de Vela da Madeira (http://www.arvm.pt/frames.html)
! ! 1. Introdução !
A literatura mostra que os atletas estão sujeitos a grandes pressões psicológicas face à exigência da competição (cf. Gould, Horn, & Spreeman, 1983; Smith, Smoll, & Wiechman, 1998; Gould, Diefenbach, & Aaron, 2002; Ferreira, 2006). Além disso, a preparação mental e psicológica são cada vez mais importantes na optimização do rendimento desportivo, quer seja em contexto de treino ou competição (Jones & Hardy, 1990; Cruz, 1996a,b; Gomes & Cruz, 2001; Ferreira, 2006). Neste sentido, a ansiedade pode ser definida como um estado “desagradável” e “temível” que emerge perante uma resposta emocional de stress, onde o atleta se encontra mais exposto e vulnerável a uma determinada situação ou tarefa desportiva (Eysenck, 1992; Smith et al., 1998).
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Posto isto, tendo em conta que não são conhecidos estudos que tenham analisado os níveis de ansiedade em jovens velejadores, mormente na classe Optimist, este trabalho tem como objectivo principal verificar se existe uma correlação estatisticamente significativa entre o nível de ansiedade apresentado por jovens velejadores em diferentes campos de mar e a intensidade do vento que emerge das condições ambientais (e.g., vento “fraco”, i.e., entre os 4 e 8 nós, e vento “forte”, i.e., superior a 13 nós).
! 2. Metodologia ! 2.1. Amostra !
A amostra foi constituída por 10 velejadores – classe Optimist, com idades compreendidas os 10 e 14 anos (12,0±1,37), dos quais 6 atletas eram do sexo masculino e 4 do sexo feminino (Tabela 1).
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Tabela 1 – Características da amostra, média e desvio padrão.
Amostra
Média ± Desvio Padrão
n
Idade dos Participantes
12,0 ± 1,37
10
Participantes Masculinos
11,17 ± 1,17
6
Participantes Femininos
13,0 ± 0,82
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Os atletas encontravam-se a disputar a prova do campeonato regional da zona norte (PCR), a qual permitia o acesso ao Campeonato de Portugal de Juvenis. Todos os atletas participaram de forma voluntária no estudo, estando autorizados pelos respectivos encarregados de educação e treinadores, através de consentimento livre e informado por escrito.
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2.2. Instrumentos
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Para medir as variáveis em estudo, foram aplicados a todos os velejadores os questionários TEOSQp (Task and Ego Orientation in Sport Questionnaire), Missouri III e CSAI-2 (Competitive State Anxiety Inventory-2), os quais integram o modelo Sport Anxiety Scale (cf. Smith et al., 1990).
! 3. Procedimentos !
1. Previamente à realização do estudo, foi efectuada uma reunião com os treinadores, atletas e encarregados de educação para dar a conhecer o objectivo da investigação e as variáveis em análise; 2. Relativamente aos questionários propostos, foram aplicados, em primeiro lugar, os referentes à orientação para a tarefa e para o ego no desporto (TEOSQp), aplicado no segundo dia da 2º PCR, seguindo-se os questionários das reações à competição e da auto avaliação de Missouri III, ministrado no treino entre as provas. Por último, aplicou-se o questionário da ansiedade – estado competitivo (CSAI-2R), no primeiro dia da 3º PCR; 3. Antes de iniciarem o preenchimento do questionário, todos os velejadores tiveram acesso às instruções e procedimentos do estudo, sendo informados que os dados seriam tratados no anonimato e respeitada a privacidade das suas respostas. Foi-lhes também informado que não podiam verbalizar durante o preenchimento do mesmo;
! 4. Análise estatística !
O tratamento e a análise estatística dos dados foram efectuados através do programa IBM SPSS Statistics – versão 20.0. Recorreu-se ao teste não paramétrico de Mann-Whitney U, para correlacionar a intensidade do vento e a ansiedade dos praticantes, utilizando-se um nível de significância de .05.
! 5. Resultados !
A Tabela 2 mostra a existência de diferenças estatisticamente significativas entre o nível de ansiedade dos velejadores e a intensidade do vento (Mann-Whitney U = 4,000; p = 0,01), uma vez que o sig = 0,01< 0,05.
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Tabela 2 – Nível de ansiedade e intensidade de vento. Variável Nível de ansiedade e intensidade de vento
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Mann-Whitney U 4,000
p 0,01* * p < 0,05 1! 6 d e 2 ! 1
Os dados demonstram igualmente que o “vento forte” teve influência no nível de ansiedade dos praticantes. Mais ainda, conforme a intensidade do vento variava para níveis mais elevados ou para níveis menos elevados, a ansiedade apresentada pelos velejadores, também alterava ao longo da competição.
! 6. Discussão !
Este estudo pretendia verificar se existia uma correlação estatisticamente significativa entre o nível de ansiedade apresentado por jovens velejadores em diferentes campos de mar e a intensidade do vento que emergia das condições ambientais (e.g., vento “fraco” e vento “forte”).
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Como ponto de partida desta discussão, salientamos que não eram conhecidos estudos que tivessem incidido nesta temática na classe Optimist e correlacionado as variáveis anteriormente apresentadas, facto que nos motivou a realizar esta pesquisa. Neste sentido, em conformidade com os dados obtidos neste trabalho, podemos afirmar que a alta competição desportiva, pela sua especificidade e características, tem o potencial de gerar elevados níveis de stress e ansiedade nos velejadores (Scanlan & Lewthwaite, 1984; Smoll & Smith 1996; Cruz, 1997; Cruz, 1997b; Ferreira, 2006; Ferreira et al., 2006). Para além disso, convém referir que os constrangimentos ecológicos e ambientais (e.g., vento) são aspectos a contemplar num desporto como a vela, tendo, inclusive, influência na performance dos atletas (Araújo, 2006).
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Por sua vez, com base em outros trabalhos realizados no contexto de vários desportos (e.g., futebol, voleibol ou basquetebol), é importante referir que atletas com maiores níveis de traço de ansiedade podem responder a situações de ameaça com níveis mais elevados de estado de ansiedade, i.e., quando comparados com executantes que apresentem baixo traço de ansiedade (Passer, 1982, 1988; Gould et al., 1983; Martens et al., 1990; Cruz, 1997; Gomes & Cruz, 2001). Assim, para efeitos de investigação futura, urge replicar e estender este estudo a um maior número de velejadores em diferentes condições ambientais (e.g., vento “forte” e vento “fraco”, bem como perante diferentes campos de mar), os quais englobem outras faixas etárias, entenda-se, na investigação do estado de ansiedade, mas, também, no traço de ansiedade.
! ! 7. Conclusão !
Conclui-se que existe uma correlação estatisticamente significativa entre o nível de ansiedade apresentado por jovens velejadores em diferentes campos de mar e a intensidade do vento que emerge das condições ambientais.
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As referências omitidas neste estudo podem ser consultadas no artigo de Santos, J., Dias, G., & Rocha, R. (2012). Estudo dos níveis de ansiedade de jovens velejadores perante diferentes intensidades de vento. EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, Ano 17, Nº 171, disponível em: http://www.efdeportes.com/efd171/ansiedade-de-velejadores-perante-vento.htm
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ENTIDADE PARCEIRA
5. ! ! ! ! ! !
A Direção Regional de Juventude e Desporto (DRJD) é um serviço executivo, central, integrado na Secretaria Regional da Educação e Recursos Humanos da Região Autónoma da Madeira.
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Missão Apoiar a definição, coordenação e concretização da política pública governamental nas áreas da juventude, do desporto e do ensino superior, promovendo a participação dos jovens em todos os domínios da vida social e o fomento da prática desportiva na Região Autónoma da Madeira.
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Descrição A implementação de medidas e políticas que promovam a correlação e a t ra n s v e r s a l i d a d e e n t re a s á rea s d a juventude e do desporto, com vista a aumentar o impacto das intervenções da educação não formal em relação à participação cívica, ao incremento do movimento associativo e à consolidação de competências multidimensionais dos jovens, é uma prioridade assumida pelo Governo da Região Autónoma da Madeira. Assim, a criação de um único organismo que assegure a coordenação integrada de ambas as políticas numa mesma estrutura, tem como objetivo assegurar uma execução mais consentânea, permitindo a racionalização de recursos e a eficácia da atuação administrativa, nos domínios da juventude e do desporto.
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Informação geral
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Atribuições:
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a) Coadjuvar e apoiar o Secretário Regional na implementação das políticas governamentais nas áreas da juventude e do desporto na RAM;
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b) Promover de uma forma extensiva, inclusiva e sistémica junto dos jovens, programas e ações no âmbito da educação não formal e da prática desportiva, que potenciem a sua formação enquanto cidadãos ativos, participativos e responsáveis;
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c) Fomentar e assegurar os procedimentos inerentes ao acesso ao ensino superior, procurando adequar as competências e aptidões dos candidatos às diversas áreas do conhecimento, promovendo a sua qualificação cultural e profissional;
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d) Promover mecanismos de cooperação com organismos regionais, nacionais e internacionais, com vista a maximizar a concretização das medidas traçadas, nos seus diversos domínios de atuação;
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e) Representar a RAM em organizações nacionais e internacionais relacionadas com as áreas das suas atribuições, sempre que para tal seja mandatada;
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f) Exercer na RAM as competências atribuídas às entidades nacionais com funções homólogas previstas na lei em vigor, sem prejuízo das suas competências específicas que resultam da qualidade de autoridades nacionais;
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g) Exercer as demais competências previstas na lei.
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Fonte: http://www.madeira-edu.pt/drjd
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AGENDA
6.
Calendário Provas
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