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Entendendo o Mormonismo Pastor: Valdison Barbosa Neves RevisĂŁo: Maria Herminia Neves & Marcio Andrey Bonifacio
Direitos Reservados Š Brazilian Church Assembly of God
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ÍNDICE
Introdução
6
Resumo sobre o Mormonismo e sua origem
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Definição de Seita
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O Livro de Mórmon
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Examinando o livro e sua autenticidade
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Divergências no Livro de Mórmon
23
Exemplos das alterações no Livro de Mórmon
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As 3 Testemunhas
28
Produto do século XIX
31
Bíblia King James plagiada
34
Arqueologia X o Livro de Mórmon
37
Conclusão de um Arqueológo Mórmon
42
Contradições Científicas
45
Doutrina & Convênios
49
Peróla de Grande Valor
53
A Apostasia Geral
56
Analisando a apostasia mencionada por Joseph Smith
57
As Doutrinas dos Santos dos Últimos Dias (SUDs)
59
O que os Mórmons ensinam sobre…
59
3
Deus tem um pai
61
O Triteísmo mórmon
63
Trindade
66
O que os SUDs ensinam a respeito de Cristo
68
Audaz declaração de Smith
70
Doutrina do Deus-Adão
71
Adão, Quem é ele?
73
A queda de Adão foi uma bênção
81
A Criação de Deus
81
A Bíblia X a Igreja Mórmon
84
A Bíblia é um livro incorreto?
84
Os Manuscristos do Mar Morto
87
Contradições entre a Bíblia X Livro de Mórmon
90
O Batismo pelos mortos
92
O Apostolo Paulo endossou esta prática?
97
O Batismo é necessário para a Salvação?
99
O mundo espiritual após a morte
101
A Salvação para os Mortos
101
A proclamação de Cristo aos espíritos em prisão
103
Os 3 graus (céus) de Glória
108
A salvação do ponto de vista dos SUDs
112
4
A Pre-existência do Homem
116
Os dois Sacerdócios mórmon
118
O Sacerdócio Aarônico
118
O Sacerdócio de Melquisedeque
119
A Bíblia e o Sacerdócio
121
Genealogia
122
Os Negros e o Sacerdócio
123
A Única Igreja Verdadeira?
126
Joseph Smith, um profeta de Deus?
130
Contradições nos ensinos mórmons
135
A Poligamia
143
As aflições causadas pela Poligamia
145
Quantas esposas tiveram seus fundadores?
150
O serviço no(s) Templo(s)
153
O Sacramento
156
Apêndice
157
(Testemunho de um casal de ex-mórmons que abandonaram a religião, e aceitaram a Jesus Cristo como Único e Suficiente Salvador e tendo a Bíblia como sua regra de fé.)
Perguntas a serem feitas aos membros dos SUDs
163
Como Evangelizá-los?
165
Bibliografia
169
5
Introdução
Textos Chaves
“E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmo repentina perdição.” II Pedro 2:1-3 (leia o texto completo de II Pedro 2) ”Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema...” [1] Galatas 1:9 Definição de Seita Seita: sf (lat secta) 1 ant Qualquer escola filosófica, cujas doutrinas ou métodos divergiam dos seguidos geralmente. 2 Ramo dissidente de uma igreja estabelecida, e portanto considerado herético. doutrina ou sistema que se afasta da crença geral; conjunto de indivíduos que professam essa doutrina 3 Rel Grupo dentro de uma comunhão religiosa principal, cujos aderentes seguem certos ensinamentos ou práticas especiais. 4 Grupo de pessoas que seguem determinados princípios ou doutrinas, diversas dos geralmente aceitos no respectivo meio. 5 Teoria de algum professor célebre, seguida por muitos prosélitos. 6 pop Bando, facção, partido. Existem no mundo uma gama considerável de religiões e seitas, e algumas que possuem diversas similaridades com o Cristianismo. E dentre as várias características de uma seita, encontramos o uso da Bíblia Sagrada, a alegação de crerem em Deus e em alguns casos em Jesus Cristo [mas sempre com limitações, dogmas ou divergências], possuem prática de formas externas de adoração o uso de símbolos e linguagens Cristãs, dentre outras formas características ao Cristianismo. Nota [1] Anátema : Maldito
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Porém, quando as suas doutrinas são expostas à luz das Escrituras, percebese largamente, o quão distantes estão da verdade que liberta ou mesmo de acreditarem que Jesus Cristo é Deus, o Cristo que deu sua vida para sermos libertos do pecado e ter a vida eterna nEle.
“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” João 8:32. Este trabalho visa, de forma concisa elucidar através de informações concretas e baseando-se na da Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, afim de examinar a religião mórmon ou o mormonismo, os chamados Santos dos Últimos Dias ou SUDs, abreviação a ser usada no decorrer deste trabalho. Existem duas questões primordiais, nas quais toda a estrutura deste trabalho esta baseado, obviamente em se tratando do ponto de vista acadêmico, por que a base encontra-se em Jesus Cristo e em sua Palavra. E as duas questões são:
Examinar se uma religião é uma seita ou não, esta correto? Examinar José Smith e questionar o mormonismo, é justo?
A resposta é óbvia: SIM, é correto e existe base bíblica. De acordo com o que esta contido na Palavra de Deus, providencia neste caso respaldo suficiente para realize-lo, mas não obstante também porque Joseph Smith atacou primeiramente todos os cristãos e suas igrejas. Ele declarou em seu livro "inspirado" Pérola de Grande Valor, que todas as outras igrejas estavam erradas, que todos os credos eram uma abominação e que todos os mestres eram corruptos. De um só golpe Joseph Smith condena todas as igrejas, todas as crenças e todos os cristãos. Claramente diz que não havia um só cristão verdadeiro na face da terra ao tempo em que recebeu sua primeira visão, e que não tinha havido por centenas de anos. Alguns líderes mórmons tem desafiado os cristãos há examinar ―O Livro de Mórmon‖, que, naturalmente, deve incluir seu autor e seus seguidores. Orson Pratt, apóstolo mórmon, disse: "Este livro deve ser verdadeiro ou falso... Se for falso, é uma das imposições mais espertas, malignas, audazes e profundas, feitas ao mundo com o propósito de enganar e arruinar milhões que a receberão sinceramente como a Palavra de Deus, e pensarão estar seguramente edificados sobre a rocha da verdade até que, com suas famílias, sejam lançados no desespero total. A natureza de mensagem de O Livro de Mórmon é tal que, se verdadeira,
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ninguém poderá rejeitá-la e ainda salvar-se; se falsa, ninguém poderá recebê-la e salvar-se. Portanto, cada alma no mundo tem interesse igual tanto na determinação de sua verdade como de sua falsidade... Se, depois de um exame minucioso descobrir que é uma imposição [farsa], deve ele ser exposto ao mundo como tal; as provas e argumentos pelos quais a falsidade foi detectada devem ser, clara e logicamente afirmados para que os que foram enganados, embora de boa mente, percebam a natureza do engano e sejam restaurados, e que os que continuam a publicar a ilusão sejam expostos e silenciados...mediante provas aduzidas das Escrituras e da razão."[1] Nas Epístolas do Apostolo Paulo, em várias passagens pode-se constatar o estímulo do autor para com as Igrejas da Ásia, em relação a defesa do Evangelho, e em alguns casos exortava exasperadamente para a Igreja não se associar com pessoas que intentavam corromper a essência do Cristianismo com novas doutrinas ou uso e costumes contrários aos ensinamentos deixados por Cristo. Paulo exortava aos Cristãos, a fazer uso das Sagradas Escrituras, mas em amor. Pode-se fazê-lo para o nosso próprio bem, também para o bem de todos os mórmons. Examinar Joseph Smith é cristão e racional pois diz ele ser profeta de Deus e diz-nos a Bíblia "pelos frutos os conhecereis." O Livro de Mórmon, A Pérola de Grande Valor, Doutrina e Convênios, e o proselitismo mórmon giram em torno desta questão: "Joseph Smith é verdadeiramente um profeta de Deus?" ―Eu tenho mais de que me gabar do que qualquer outro homem teve. Eu sou o único homem que manteve uma igreja inteira unida desde os dias de Adão. Uma grande maioria deles todos tem permanecido fiéis a mim. Nem Paulo, nem João, nem Pedro, nem Jesus jamais o fizeram. Eu me gabo de que nenhum homem fez uma obra tal como a minha...‖(History of Church Vol.6, edição 1978 – pg.408-409). Nesta declaração ele se vangloria, intentando sobrepujar mesmo o ministério terreno de Jesus Cristo. Interessante exercício para a imaginação seria tentar visualizar a discrepância insensata de pessoas que acreditaram nas palavras de um jovem, que afirmou ter tido uma visão com Deus e Jesus Cristo.
“Ninguém jamais viu a Deus; se nos amamos uns aos outros, Deus está em nós, e em nós é perfeito o seu amor.” 1 João 4:12
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E algum tempo depois, inicia uma série de acusações contra todos os cristãos da epóca afirmando que os mesmos apostaram da fé, que são corruptos, alegando que a ―verdade‖ lhe fora entregue aos seus cuidados. Devemos sim, com a ajuda de Deus examinar de forma justa e honesta Joseph Smith e seus ensinos, pois as Escrituras e o amor de Cristo a tanto constringe os cristãos a fazê-lo. Deus ama a mórmons e a não-mórmons, cristãos e nãocristãos, todos somos pecadores e carecemos da misericórdia de Deus, e foi para isto que Ele enviou seu Filho, e por isto que Cristo morreu por todos nós.
Imagem representando o encontro de Joseph Smith com Deus e Jesus Cristo.
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Deve-se realizar uma positiva e clara distinção entre mórmons e mormonismo.
“Ninguém jamais viu a Deus; se nos amamos uns aos outros, Deus está em nós, e em nós é perfeito o seu amor.” 1 João 4:12 Nenhum ser humano tem o direito de julgar os mórmons, mas sim o mormonismo. Somente Deus é o Único capaz de julgar. Temos o dever de amar o povo mórmon, mas aceitar o mormonismo trata-se de situações completamente diferentes. Assim como Deus ama o pecador, mas abomina o pecado, devemos seguir os passos de nosso Criador. Sempre prosseguindo em amor, uns para com os outros, visando o prêmio maior, a vida eterna em Cristo Jesus!
“Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.” 2 Timóteo 4:8
Nota [1] Orson Pratt, Divine Authority of the Book of Mormon (Autoridade divina do Livro de Mórmon) introdução, uma série de panfletos publicados em 185051. Citado por Arthur Budvarson em, The Book of Mormon - True or False? (O Livro de Mórmon - falso ou verdadeiro?) - Concord, California, Pacific Pub. Co., 1959.
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O Livro de Mórmon
O
Livro de Mórmon é uma das três obras-padrão
da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. As demais obras são Doutrina e Convênios e a Pérola de Grande Valor. A religião dos Santos dos Últimos Dias é conhecida pelo público leigo como mórmons devido a este livro. Também utilizam a Bíblia, mas restrita a somente uma tradução em português, josé Ferreira de Almeida, e a King James na versão em inglês. Segundo tradição da Igreja dos Santos dos Últimos Dias, o Livro de Mórmon contém os registros do que teriam sido duas grandes civilizações a povoarem outrora o continente americano: uma vinda de Jerusalém, por volta do ano 600 a.C., posteriormente dividida em duas nações, conhecidas como nefitas e lamanitas. A outra teria vindo muito antes, quando do episódio bíblico da Torre de Babel. Este grupo é conhecido como jareditas. Milhares de anos depois, segundo a obra, foram todos destruídos, exceto os lamanitas, que afirmam serem os índios americanos seus descendentes. Estes registros teriam sido mantidos por profetas que viveram entre esses povos, até que Mórmon, um desses profetas, fez uma compilação desses anais num único volume, gravado em placas de metal [ouro]. Morôni, filho de Mórmon, recebeu essas placas e acrescentou nas mesmas o seu próprio registro, e ocultou-as segundo orientação que acreditava ser divina. Na narrativa de Joseph Smith Jr, o fundador da Igreja Mórmon, Morôni visitou-o em 21 de setembro de 1823, instruindo-o a respeito do antigo registro e da tradução que seria feita para o inglês. Smith também conta que quatro anos mais tarde as placas finalmente lhe foram entregues, traduzindo-as em seguida, acreditando ter auxílio divino. Joseph Smith Jr publicou sua obra pela primeira vez, em inglês, em 1830, como "The Book of Mormon", ou seja, O Livro de Mórmon, em referência ao personagem do livro responsável pela compilação dos registros. Para os membros da Igreja dos Santos dos últimos dias esse é um livro sagrado, lado a lado com a Bíblia.
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Joseph Smith escolheu três testemunhas para atestar a veracidade do Livro de Mórmon: Oliver Cowdery, David Whitmer e Martin Harris. Recolheu depois mais oito testemunhas registrados nas páginas iniciais do Livro de Mórmon. Fora da tradição Mórmon, não existe verificação histórica desta parte da narrativa de Smith. Para os Santos dos Últimos Dias, o Livro de Mórmon é uma escritura que complementa a Bíblia, sendo um "Outro Testamento de Jesus Cristo", "destina-se a mostrar aos remanescentes da casa de Israel as grandes coisas que o Senhor fez por seus antepassados; e para que possam conhecer os convênios do Senhor e saibam que não foram rejeitados para sempre—E também para convencer os judeus e os gentios de que Jesus é o Cristo, o Deus eterno, que se manifesta a todas as nações."(O Livro de Mórmon | Pref. Folha de rosto:2) "O livro expõe as doutrinas do evangelho, delineia o plano de salvação e explica aos homens o que devem fazer para ganhar paz nesta vida e salvação eterna no mundo vindouro." (O Livro de Mórmon | Pref. Introdução:3). Mas o uso da Bíblia possue seus ―limites‖, pois utilizam somente algumas versões recomendadas [autorizadas], não acreditando na veracidade da Bíblia como a Palavra de Deus única e eficaz, mas que a mesma fora corrompida no passar dos anos devida as inúmeras traduções, e a influência da igreja Católica, verdadeiramente limitando a utilização da mesma como um complemento do Livro de Mórmon, na concepção dos Santos dos últimos Dias, a verdadeira e infalível sagrada escritura. Não considerando a Bíblia como a única e verdadeira Palavra de Deus.
“Então me disse o Senhor: Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir.” Jeremias 1:12 Joseph afirma que durante este processo de tradução, João Batista apareceu-lhe e ordenou-lhe que completasse o trabalho divino de restaurar a verdadeira igreja pela pregação do verdadeiro evangelho que, alegadamente, havia sido erradicado da Terra. Ao escrever ―outro‖ evangelho, Joseph Smith diretamente vai de encontro os ensinamentos deixados por Deus em sua Palavra e mais ainda desconsiderando o que esta escrito na Palavra de Deus como em:
“Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho
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de Cristo.. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também volo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema”. Galatas 1:6-9 E em Deuteronômio 4:2: “Não acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do Senhor vosso Deus, que eu vos mando”. Bem como em Provérbios 30:5,6:”Toda a Palavra de Deus é pura; escudo é para os que confiam nele. 6 Nada acrescentes às suas palavras, para que não te repreenda e sejas achado mentiroso”. E o Apostolo João, o qual andou e recebeu instruções e ensinamentos diretamente de Jesus Cristo, em: Apocalipse 22:18 e 19: “Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro. Depois da publicação do Livro de Mórmon, o mormonismo começou a expandir. Devido ao fato da sua religião aceitar desvios do Cristianismo, como por exemplo, pluralidade de deuses, poligamia (Joseph teve 27 esposas), e um foco grande na questão do materialismo disfarçado de ajuda aos membros, etc., a perseguição forçou-os a mudarem-se de Nova York para Ohio, depois para o Missouri, e finalmente para Nauvoo, Illinois. Depois de ser acusado de quebrar algumas leis em Nauvoo, por destruir uma gráfica, a qual divulgava matérias impelido a população contra a ameaça desta nova seita e seus estranhos rituais e poliganismo. Joseph e seu irmão Hyrum terminaram na cadeia. Uma multidão enfurecida invadiu a cadeia e matou Joseph e seu irmão, não antes do mesmo balear e matar dois de seus algozes. Depois da sua morte, a igreja dividiu-se em dois grupos: um liderado pela sua viúva, que voltou para Independence, Missouri. Eles eram conhecidos como Reorganized Church of Jesus Christ of Latter-day Saints (A Igreja Reorganizada dos Santos dos Últimos Dias). Eles afirmavam ser a igreja
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verdadeira e permaneceram afirmando ter a sucessão legal da presidência da igreja que fora passada para o filho de Joseph Smith por ele mesmo. O outro grupo, liderado por Brigham Young, mudou-se para o desolado estado de Utah onde, em 1847, chegaram as margens do Salt Lake (Lago Salgado) e fundaram a cidade de Salt Lake City(cidade do Lago Salgado) a capital oficial de Utah aos dias de hoje. E seguem enviando missionários aos quatro cantos do mundo disseminando sua doutrinas.
Nota. Acerca dessas visões é bom lembrar o que diz as Escrituras sobre Deus:
1. Êxodo 33:20 “E disse mais: Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum verá a minha face, e viverá.” 2. João 1:18 “Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou”. 3. 1 Timoteo 1:17 “Ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao único Deus sábio, seja honra e glória para todo o sempre. Amém.”
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4. 1 Timoteo 6:16 “Aquele que tem, ele só, a imortalidade, e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver, ao qual seja honra e poder sempre eterno. Amém.” 5. 1 João 4:12 “Ninguém jamais viu a Deus; se nos amamos uns aos outros, Deus está em nós, e em nós é perfeito o seu amor.”
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Sua Autenticidade Divina Alguns líderes mórmons tem desafiado os cristãos há examinar ―O Livro de Mórmon‖, que, naturalmente, deve incluir seu autor e seus seguidores. Orson Pratt, apóstolo mórmon, disse: "Este livro deve ser verdadeiro ou falso... Se for falso, é uma das imposições mais espertas, malignas, audazes e profundas, feitas ao mundo com o propósito de enganar e arruinar milhões que a receberão sinceramente como a Palavra de Deus, e pensarão estar seguramente edificados sobre a rocha da verdade até que, com suas famílias, sejam lançados no desespero total. A natureza de mensagem de O Livro de Mórmon é tal que, se verdadeira, ninguém poderá rejeitá-la e ainda salvar-se; se falsa, ninguém poderá recebê-la e salvar-se. Portanto, cada alma no mundo tem interesse igual tanto na determinação de sua verdade como de sua falsidade... Se, depois de um exame minucioso descobrir que é uma imposição, deve ele ser exposto ao mundo como tal; as provas e argumentos pelos quais a falsidade foi detectada devem ser, clara e logicamente afirmados para que os que foram enganados, embora de boa mente, percebam a natureza do engano e sejam restaurados, e que os que continuam a publicar a ilusão sejam expostos e silenciados...mediante provas aduzidas das Escrituras e da razão." Examinando o livro. Os Mórmons afirmam ser o Livro de Mórmon um outro testamento de Jesus Cristo, e utilizam o seguinte texto bíblico na tentativa de justificar esta alegação:
”Por boca de duas ou três testemunhas será confirmada toda a Palavra.” I Corintios 13:1 Ou seja, a Bíblia seria a primeira testemunha e a segunda o Livro de Mórmon. Outro texto bíblico também utilizado está em Ezequiel 37:15 -17, que nos diz:
“Tu pois, ó filho do homem, toma um pedaço de madeira. E escreve nele: Por judá e pelos filhos de Israel, seus companheiros. E toma outro pedaço de madeira, e escreve nele: Por José, vara de Efraim, e por toda a casa de Israel, seus companheiros. E ajunta um ao outro, para que se unam e se tornem uma só vara na sua mão”.
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Refutação: O texto claramente esta tratando de pessoas e não de livros. A Biblia é um livro composto por 66 livros, escritos por cerca de 40 autores diferentes, em epócas e línguas diferentes. Se o livro de Mórmon possue doutrinas iguais a Biblia, por que precisamos dele? No entanto, se tem doutrinas diferentes é mais uma razão para ser rejeitado.
“Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro;” Apocalipse 22:18 “Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo.. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também volo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema”. Galatas 1:6-9 Os Mórmons interpretam que um pedaço de pau [vara] é um livro ou rolo sendo que: a) Judá, trata-se da Biblia. b) José, trata-se do Livro de Mórmon, e o mormonismo é a união desses dois paus [duas varas]. Os versos 21 e 22 disserta sobre os pedaços de madeira ou varas, e claramente pode-se constatar que não se refere a livros, mas sim as tribos de Judá e Israel que estavam divididas desde a morte de Salomão. Outro texto usado pelos Mormons para justificar o livro.
“AI de Ariel, Ariel, a cidade onde Davi acampou! Acrescentai ano a ano, e sucedam-se as festas. Contudo porei a Ariel em aperto, e haverá pranto e tristeza; e ela será para mim como Ariel. Porque te cercarei com o meu arraial, e te
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sitiarei com baluartes, e levantarei trincheiras contra ti. Então serás abatida, falarás de debaixo da terra, e a tua fala desde o pó sairá fraca, e será a tua voz debaixo da terra, como a de um que tem espírito familiar, e a tua fala assobiará desde o pó.” Isaias 29:1-4 Comentário Mórmon: ―Isaias viu a queda de Ariel, Jerusalém, ou Lareira de Deus, numa época ainda muito futura, ―acrescentai ano a ano‖. Ele então, parece ter sido levado em visão a testemunhar uma destruição semelhante das cidades, e elas serão para mim verdadeira lareira de Deus.‖Ele, então descreve como seriam cercados e como os baluartes seriam levantados contra eles. Seriam abatidos e falariam do chão, sua fala seria fraca debaixo da terra, sua voz como a de um fantasma, do solo, murmuraria desde o pó. É óbvio que a única maneira porque um povo morto poderia ―falar do chão‖ou a sua voz sair ―afogada do pó‖, seria pela palavra escrita, o que foi feito por este povo através do livro de Mórmon. Este livro tem, realmente, um espírito familiar, pois contém as palavras dos profetas do Deus de Israel.‖ (Uma Obra Maravilhosa e um Assombro, edição 1966 – pag.64 – Le Grand Richards) Ver também 2 Nefi 26:15, Livro de Mórmon, pg.116. Refutação: Em todo os textos bíblicos em que se menciona ESPÍRITOS FAMILIARES, estão se referindo a mediunidade ou a comunicação com supostos espíritos de pessoas mortas, o que era expressamente condenada como prática de feitiçaria. Em Deuteronômio 18:9-12, temos:
“Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações. Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; Nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor; e por estas abominações o Senhor teu Deus os lança fora de diante de tí.” Isaias 8:19, “Quando, pois, vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram: Porventura não consultará o povo a seu Deus? A favor dos vivos consultar-se-á aos mortos?”
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Nota 1: Os Mórmons se referem ao espírito familiar como o meio de ter sido produzido o ―Livro de Mórmon‖. Na Bíblia, a expressão ―espírito familiar‖ comumente refere-se a demônios, e então pode-se concluir que o livro fora ditado pelos demônios? Ou uma interpretação paupérrima da Bíblia? Nota 2: Embora o Livro de Mórmon seja considerado pelos Mórmons como a ―Plenitude do Evangelho Eterno‖, interessante notar, que as principais doutrinas que são ensinadas pelos Mórmons, não constam no Livro, como por exemplo:
A A A A A A A A A A
doutrina doutrina doutrina doutrina doutrina doutrina doutrina doutrina doutrina doutrina
da pré-existência dos homens. do batismo pelos mortos. do casamento celestial. dos três graus de glória. da divindade prometida aos homens. do inferno temporário. da progressão eterna. de que Deus é um homem exaltado. de que Deus tem um corpo de carne e osso. da pluralidade de deuses.
Nota 3: Na página de abertura do livro contém a seguinte declaração: ―O LIVRO DE MÓRMON, um relato tirado das placas de Nefi e escrita pela MÃO DE MÓRMON SOBRE AS PLACAS.‖ ..Este livro, é portanto, um resumo dos anais do povo de Nefi e dos Lamanitas. Escrito aos Lamanitas, que são remanecentes da casa de Israel, e também aos judeus e gentios. Escrito por mandamento, e também pelo espírito de profecia e de revelação. Escrito, selado e escondido no Senhor para que não fosse destruído; para ser trazido a luz novamente pelo dom e poder de Deus, para ser interpretado em seu devido tempo por intermédio dos gentios, e ser interpretado pelo dom de Deus. Contém ainda um resumo tirado do livro de Éter, que é um registro do povo de Jarede, que foi disperso quando o Senhor confudiu a língua dos povos, quando esses contruiram uma torre para chegarem até ao céu. Destina-se a mostrar aos remanescentes da casa de Israel quão grandes coisas o Senhor fêz aos seus antepassados, e para que possa conhecer as Alianças do Senhor, e saibam que não foram rejeitadas para sempre. E também para convencer ao judeu e ao gentio de que Jesus é o Cristo, o Deus Eterno, manifestando-se a todas as nações. E agora, se há faltas, são erros dos homens; não condeneis, portanto,
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as coisas de Deus, para que apareçais sem mancha ante o tribunal de Cristo.* Na declaração: E agora, se há faltas, são erros dos homens..., [admitese a existência de erros humanos, logo, como pode ser o livro mais perfeito?] e em 1 Nefi 19:6 – edição 1977, esta escrito: ―Não obstante, nada escrevo nas placas, salvo o que considero sagrado. E Agora, se há erro, também os antigos erraram; não que os outros homens me sirvam de desculpa, mas por causa da fraqueza que há em mim, segundo a carne, quero desculpar-me”.
Nota TRADUZIDO DAS PLACAS ORIGINAIS POR JOSEPH SMITH JR., EDIÇÃO PORTUGUESA PUBLICADA POR : A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos ültimos Dias – São Paulo – Brasil – 1981
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O Teste para “comprovar” a veracidade do livro. O “ARDOR NO PEITO”. ―...E quando receberdes estas coisas, peço-vos que perguntais a Deus o Pai Eterno em nome de Cristo, se estas coisas são verdadeiras e se perguntardes com um coração sincero e com boa intenção, tendo fé em Cristo, Ele vos manifestará a verdade delas pelo poder do Espirito Santo.‖ Morôni 10:4 – Livro de Mórmon, ed.1997 – pg.618. ...Mas eis que eu te digo que deves estudá-lo bem em sua mente; depois me deves perguntar se esta certo, e se estiver certo, farei arder dentro de ti o teu peito; portanto, sentirás que estas certo...‖ Doutrinas e Convênios, seção 9:8- pag.17- ed.1977. Ao invés de apontar evidências que autentiquem a suposta inspiração divina do Livro de Mórmon, os seguidores de Joseph Smith pedem as pessoas que leiam e orem para saber se o livro é inspirado ou não por Deus. O Livro de Mórmon diz: ―E, quando receberdes estas coisas, eu vos exorto a perguntardes a Deus, o Pai Eterno, em nome de Cristo, se estas coisas não são verdadeiras; e, se perguntardes com um coração sincero e com real intenção, tendo fé em Cristo, ele vos manifestará sua verdade disso pelo poder do Espírito Santo.‖ Morôni 10:4. Citam ainda o texto de Tiago 1:5 para apoiar esta prática:
“E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada”. Baseados na prática deste conselho, a grande maioria dos mórmons reivindica ter sentido um ―ardor no peito‖ como um testemunho do Espírito Santo de que o Livro de Mórmon é inspirado. Mas seria esse espírito realmente o Espírito Santo de Deus? Como podemos testar os espíritos? Certamente é de vital importância aplicar os testes apropriados para avaliar esses tipos de reivindicações espirituais. Pois a Bíblia alerta que:
“Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele conduz à morte” Provérbios 14:12. Embora sejamos exortados “a orar sem cessar..” . 1 Tessalonissenses 5:17, a Bíblia não ensina em nenhum lugar que a oração seja um teste para avaliar a
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verdade. Neste texto qual o ensinamento que o Apostolo Tiago desejava ensinar? No contexto do primeiro capítulo vemos que o Apostolo refere-se à prova da fé por meio das tentações.
“Meus irmãos, tende grande gozo quando cairdes em várias tentações; Sabendo que a prova da vossa fé opera a paciência.” Tiago 1:2- 3. “Bem-aventurado o homem que suporta a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam. Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta.” Tiago 1:12-13. Então o ensinamento esta relacionado com a falta sabedoria, e somos exortados a pedi-la ao Senhor para que possamos enfrentar as provas e tentações com um comportamento aprazível a Deus. O apóstolo Paulo claramente advertiu os crentes da Galácia a não escutarem ninguém que ensinasse outro evangelho [Galátas 1:6-8]. Sabemos que há muitos falsos mestres pregando falsos evangelhos, falsos Jesus, e, obviamente, todas essas heresias são propagadas por intermédio de espíritos
profanos;
“Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo. Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, com razão o sofrereis” 2 Corintios 11:3-4.
“Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo. E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz.” 2 Corintios 11:13-14
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A oração seria o único método para identificarmos o que é o verdadeiro? Como poderíamos saber? O perigo em orar para identificar a verdade é que se torna difícil distinguir a veracidade dos testemunhos espirituais, bem como sua procedência. Não podemos confiar nos sentimentos dos nossos corações;
“O que confia no seu próprio coração é insensato, mas o que anda em sabedoria, será salvo.” Provérbios 28:26 “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” Jeremias 17:9 , nem podemos confiar em todos os testemunhos os quais afirmam ser de cunho espiritual. Atentemos para o que diz a Bíblia:
“Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo” 1 João 4:1. Não queremos aqui desestimular a oração, muito pelo contrário. Contudo, devemos aliar à oração o exame diário das Escrituras, assim como os crentes de Beréia:
“...examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim” Atos 17:11. Este é o método mais preciso para avaliar se o que o mormonismo ensina é a verdade. O teste bíblico deve estar focado na Palavra de Deus;
“E que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus. Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.” 2 Timoteo 3:15-17 E o testemunho do Espírito Santo jamais pode contradizer a si próprio, pois a Bíblia afirma que os escritores bíblicos e seus relatos foram inspirados pelo Espírito Santo.
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“Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.” 2 Pedro 1:21 Diante do que foi exposto, surge a pergunta: orar ou não orar? Certamente devemos orar e muito “orai sem cessar...”, mas para que o nosso Poderoso Deus nos abençoe ricamente e nos ajude a destruir os conselhos e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo.
“…derribando raciocínios e todo baluarte que se ergue contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência a Cristo;” 2 Corintios 10:5
Divergências no Livro de Mórmon Egípcio reformado, nome dado por Joseph Smith para a língua da qual ele afirma ter traduzido o Livro de Mórmon. Trata-se de uma língua a qual não existe a remota evidência de sua existência em qualquer epóca e em nenhuma parte mundo antigo, somente consta no Livro de Mórmon. Cita em alguns de seus ensinos que esta língua desapacera da face da terra. Mas era a língua na qual Mórmon (o pai de Moroni) escreveu as placas de ouro ao redor do ano 384 a 421 A.D., pouco antes de morrer. Outro problema que encontramos no Livro de Mórmon é a pobreza gramatical com a qual o mesmo fora escrito no seu original. A maioria dos escritores biblicos não eram homens eruditos, possuidores de uma gramática impecável, no entanto, Amós, o profeta boiadeiro, Miquéias, Jonas, Pedro e outros, quando receberam suas mensagens inspiradas não possuam uma gramática ruim em seus escritos. Deus ao ditar as palavras a Joseph Smith, teria usado uma gramática ―pobre‖?
“O meu coração ferve com palavras boas, falo do que tenho feito no tocante ao Rei. A minha língua é a pena de um destro escritor.” Salmos 45:1
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Joseph F. Smith, sexto presidente da igreja mórmon declarou: "Joseph não reproduziu o escrito das placas de ouro na língua inglesa em seu próprio estilo como muitos crêem, mas cada palavra e cada letra foram-lhe dadas pelo dom e poder de Deus."[5] O próprio Joseph F. Smith declarou, em 1841, no livro História da Igreja: "Eu disse aos irmãos que no Livro de Mórmon era o livro mais correto sobre a face de terra." [6] Considerando a tradução como fora perfeita, e se o Livro de Mórmon de 1830 era perfeito, por que os mórmons fizeram cerca de 4.000 correções gramaticais, pontuação e ortografia no perfeito Livro de Mórmon? Estas correções posterioresforam adicionadas ao longo do tempo, afim de evitar maiores embaraços devido a leitores cultos que certamente poderiam identificar os erros. Ao comparar uma reprodução do Livro de Mórmon de 1830 com o atual Livro de Mórmon podesse facilmente constatar as mudanças. Vários estudiosos do mormonismo têm catalogado as mudanças e os resultados foram anotados em um livro, particularmente por Arthur Budvarson, Marvin Cowan, Jerald Tanner e outros. Segue abaixo a reprodução fotografica reduzida da parte inferior, da metade da página 52, da edição de 1830 do livro de Mórmon com as mudanças em destaque afim de modificar para estar em conformidade com as edições modernas. Observe a frase ―OR OUT OF WATERS OF BAPTISM‖ {OU FORA DAS ÁGUAS DO BATISMO} fora adiocionado. (Compare com I Nefi 20:1) Não somente esta não aparece na edição de 1830 e nos manuscristos ditados por Joseph Smith, mas tampouco aparece na ―versão inspirada‖ da Bíblia de Smith.
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Exemplos das alterações no Livro de Mórmon
Alguns exemplos de mudanças que têm sido feitas do Livro de Mórmon de 1830 [OBS: os itálicos foram acrescentados para uma melhor compreensão.] Texto Original: Edição de 1830, página 52: "que surgiste das águas de Judá, o qual juras pelo nome do Senhor."1 Nefi 20:1
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Texto Alterado: Edição de 1963, 1 Nefi 20:1: "que surgiste das águas de Judá ou das águas do batismo; que juras em nome do Senhor." Texto Original: Edição de 1830, página 303: "Sim, sei que ele concede aos homens, sim, decreta-lhes decretos inalteráveis, segundo o seu desejo."Alma 29:4 Texto Alterado Edição de 1963, Alma 29:4: "Sim, sei que ele concede aos homens segundo o seu desejo." Texto Original: Edição de 1830, página 31: "Tampouco permitirá o Senhor Deus que os gentios para sempre permaneçam nesse estado de ferimento horrível." 1 Nefi 13:32 Texto Alterado: Edição de 1963, 1 Nefi 13:32: "Tampouco permitirá o Senhor Deus que os gentios permaneçam para sempre nesse horrível estado de cegueira." Texto Original: Edição de 1830, página 555, "...seus filhos e filhas, que não eram, ou que não visam sua destruição."Éter 9:2 Texto Alterado: Edição de 1963, Éter 9:2: "...seus filhos e filhas que não visaram sua destruição." Texto Original: Edição de 1830, página 262: "E sucedeu que ele começou a pleitear por eles daquele momento em diante; mas isso o insultou, dizendo: Estás também possuído pelo Diabo? E aconteceu que cuspiram nele." (Alma 14.7) Texto Alterado: Edição de 1963, Alma 14:7: "Ele começou a pleitear por eles daquele momento em diante; mas eles o insultaram, dizendo: Estás também possuído pelo Diabo? E cuspiram nele." Outra mudança do Livro de Mórmon de 1830 refere-se a Mosíah 21:28. O Rei Benjamin já havia morrido (Mosíah 6:5; edição 1975) na edição de 1830 do Livro de Mórmon. Evidentemente, Smith provavelmente esqueceu deste fato e em Mosíah 21:28, escreve que o Rei Benjamim ainda estava vivo! Posteriormente, devido a este embaraçoso erro mudaram o nome de rei para Rei Mosíah, assim removendo esta óbvia contradição. Se Deus realmente tivesse providenciado e ditado para Joseph Smith a tradução do livro, letra por letra, palavra por palavra, de sua ―palavra pura e
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perfeita‖, certamente ter-la-ía dado com a gramática correta. Por que se trata de o Deus Onisciente. É muito interessante que a gramática de Joseph Smith é excelente enquanto se trata da cópia dos textos do Rei Tiago (King James). Por que não seria ela excelente se copiasse do "Pergaminho de Deus" como alegava? É o Livro de Mórmon uma revelação de Deus ou Joseph Smith copiou versículos e capítulos da Bíblia do Rei Tiago (King James) e acrescentou material de sua própria imaginação e de outras fontes disponíveis? Quem realmente escreveu o Livro de Mórmon? Se os mórmons dizem que Deus dirigiu Joseph Smith na tradução do Livro de Mórmon, então acusam Deus de usar gramática deficiente e de cometer outros erros que mais tarde necessitaram de correção. Não parece sábio, fazer este tipo de acusação ao Deus onisciente do Universo. Se dissermos que Joseph Smith escreveu o livro, com seus erros gramaticais e outros disparates, negamos o que ele e seus discipulos afirmavam com veemência de que o Livro de Mórmon, é a perfeita tradução. E isto significaria que o testemunho de Joseph Smith de que o Livro de Mórmon é uma tradução sem erros, letra por letra, palavra por palavra, pelo poder de Deus, é falso. Esta acusação prejudicaria irreparavelmente sua reivindicação de ser um profeta de Deus.
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As Três Testemunhas
As Três Testemunhas. O liver Cowdery, David Whitmer e Martin Harris.
Nas primeiras páginas do Livro de Mórmon está o "Depoimento de três testemunhas". Diz-se que essas três testemunhas, Oliver Cowdery, David Whitmer e Martin Harris, "viram as placas que contêm estes sinais...e...as gravações sobre as placas." Entretanto, quando interrogadas mais diretamente, as testemunhas disseram nunca terem realmente visto as placas de ouro a não ser embrulhadas ou cobertas. Usaram termos como "visão", ou "vi-as com os olhos da fé". Também, na página que contém os nomes das três testemunhas, está "o depoimento de outras oito testemunhas". Essas testemunhas foram: Christian Whitmer, Jacob Whitmer, Peter Whitmer Filho, John Whitmer, Hiram Page, Joseph Smith, Pai, Hyrum Smith e Samuel H. Smith. Destas onze testemunhas, mais da metade apostataram da igreja mórmon. Quando digo apostataram não quero dizer que negaram a igreja como Pedro, em momento de temor e fraqueza, negou a Cristo; logo depois arrependeu-se como todo cristão verdadeiro, chorou amargamente e dentro de algumas horas procurou seu Salvador de novo. Estas testemunhas se desligaram da igreja mórmon. Dentre elas estavam Cowdery, Whitmer, Harris e cinco das oito testemunhas. As três que permaneceram pertenciam à família Smith. Os filhos de Joseph Smith finalmente deixaram os
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Santos dos Últimos Dias e se filiaram à Igreja Reorganizada dos Santos dos Últimos Dias. Alguns destes que deixaram de acompanhar Joseph Smith e apostataram chegaram a afirmar que haviam tido revelações de Deus de que o mormonismo era falso e que deveriam deixá-lo. Obviamente, os mórmons não aceitam suas revelações, embora suas visões pareçam tão ―incríveis’ quanto as de Joseph Smith. Os mórmons prontamente aceitam a visão de um jovem de 14 anos de idade, mas rejeitam as visões de vários homens adultos que andaram e conviveram com o seu profeta. David Whitmer, uma das três testemunhas originais, disse que Deus falou-lhe com sua própria voz dizendo "que me separasse dos Santos dos Últimos Dias". [7] Existem registros de que Joseph Smith e outros oficiais mórmons chamaram suas três testemunhas principais de "ladrões e mentirosos." [8] No livro História da Igreja, Joseph Smith disse: "Tais personagens como...David Whitmer, Oliver Cowdery e Martin Harris, são demasiadamente maus até para serem mencionados, e gostaríamos de tê-los esquecido. [9] Segundo as Doutrinas da Salvação, Cowdery e Harris retornaram à igreja na sua velhice e morreram em comunhão completa. Mas a descabível contradição esta em que primeiramente andaram com Joseph Smith, depois apostataram do mormonismo, e depois em sua velhice retornaram novamente. Um ancião dificilmente pode ter alguma opinião lucida devido a idade avançada e consequentemente a inconcistência certamente não faz parte do caminhar de um cristão.
“Jesus, porém, lhe respondeu: Ninguém que lança mão do arado e olha para trás é apto para o reino de Deus.” Lucas 9:61
Notas [5] Journal of Oliver B. Huntington, p.168. Exemplar datilografado na Utah State Historical Society. [6] Smith, History of the Church, vol. 4. p.461. [7] Whitmer, An Address to All Believers in Christ, p.27.
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[8] Times and Seasons, vol. 1. p.81; Elders Journal, p.59; Senate Document 189, pp. 6,9. [9] Smith, History of the Church, vol. 3. p. 232. Comentários: Interessante exercício para a imaginação seria tentar pensar em Jesus chamando seu discípulo Pedro, depois dele ter negado seu próprio mestre, de mentiroso, corrupto ou covarde ou algum de seus Apostólos usando estes mesmos adjetivos destrutivos, pois esta escrito que todos o abandonaram. E logo em seguida depois de destrata-los publicamente, instrui a todos para crer neles, assim como Joseph Smith nos pediu que acreditássemos nas testemunhas do Livro de Mórmon posteriormente de ter ofendido e destratado publicamente e por escrito suas testemunhas, mas pede que os membros deviam crer ao fato concernente de que eles “viram” as placas de ouro. Difícil crer que Jesus Cristo dizendo que gostaria de esquecer os escritores dos evangelhos, assim como Joseph Smith disse que gostaria de esquecer suas testemunhas principais da verdade do Livro de Mórmon? Joseph Smith foi julgado e condenado por ser "cristalomante por um juiz em Bainbridge, Nova Iorque, em 1826, seis anos depois de ele supostamente ter tido sua primeira visão em 1820. A acusação foi feita, segundo registros do julgamento, por um certo Peter G. Bridgemen, que dizia ter sido Josiah Stowell enganado por Smith na procura de objetos e tesouros perdidos. Ele disse que Smith dizia possuir poderes ao olhar através de uma pedra - o mesmo processo pelo qual Joseph Smith traduziu o Livro de Mórmon, segundo as três testemunhas. Uma fotografia do registro do processo original pode ser encontrada no livro de Jerald e Sandra Tanner, Joseph Smith's 1826 Trial (Julgamento de Joseph Smith de 1826). R. Hugh Nibley, na página 142 de The Myth Makers (Os criadores de Mito), admitiu que se tal registro pudesse ser encontrado, seria um "golpe devastador" para Joseph Smith. Pois o mesmo fora encontrado por Wesley P. Walters, no dia 28 de julho de 1971.
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Um Produto Do Século XIX? Enquanto os líderes Mórmons dão limitada atenção a teologia do Livro de Mórmon, seus próprios intelectuais, têm tentado empregar de certa forma arqueologia americana para atribuir ao livro a aparência de uma antiguidade genuína. Seus esforços têm provocado declarações contraditórias, a tal ponto que a Smithsonian Institution (seríssima instituição científica norteamericana) achou necessário fazer um pronunciamento afirmando que o livro não possue nenhum valor arqueológico. Tentativas dos Mórmons em estabelecer seu Livro como uma produção antiga não tem tido grande peso diante do amontoado de evidências, as quais confirmam que o mesmo se trata tão somente de uma peça de ficção do século XIX. Dois importantes estudos apóiam essa origem humana. Descobertas de uma autoridade Mórmon O primeiro deles consiste de dois manuscritos escritos por volta de 1922 pela autoridade geral Mórmon e apologista Brigham H. Roberts. É surpreendente saber que este defensor da fé Mórmon argumentava implacavelmente que Joseph Smith teria sido, ele mesmo, o autor do Livro de Mórmon. A família de Roberts tem agora permitido exames sérios destes dois manuscritos que têm estado em sua posse desde sua morte em 1933. Eles têm sido publicados por intelectuais Mórmons num livro intitulado Studies of the Book of Mormon (University of Illinois Press, 1985). Roberts aborda quatro pontos principais num estudo de 375 páginas. Ele observa em seu primeiro manuscrito, "Book of Mormon Difficulties" (Dificuldades do Livro de Mórmon), que o relato do livro sobre os povos que viveram nas Americas, choca-se frontalmente com as diversas descobertas e todo o material científico adquirido ao longo dos anos a partir de investigaçoes científicas realizadas por diversas instituições ao redor do globo terrestre. ―O Livro de Mórmon os representa como pertencendo a uma cultura da Idade do Ferro, enquanto a arqueologia tem mostrado que eles haviam avançado apenas para a Idade da Pedra Polida quando da chegada do homem branco" . A situação, ele descobriu, complicou-se mais ainda pelo fato do Livro de Mórmon declarar que os primeiros colônos chegaram ao Novo Mundo quando ele era inabitado. Os Jareditas vieram para aquela parte onde o homem nunca tinha estado (Eter 2:5) e lutaram entre si até a sua extinção. Os
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Nefitas igualmente vieram para uma terra escolhida entre todas as outras (2 Nefi 1:5-11). Já que a chegada do último grupo é dita como tendo sido em mais ou menos 600 d.C., não haveria tempo suficiente para o desenvolvimento dos 169 ramos conhecidos de linguagem no Novo Mundo, cada um deles com vários dialetos. Roberts confessou nao possuir quaisquer respostas para tantas discrepâncias. "Os mais recentes comentaristas autorizados", ele disse, "deixa-nos, tanto quanto eu posso ver no momento, sem base para qualquer apelação ou defesa — o novo conhecimento parece estar contra nós.‖ Até hoje a Arqueologia atual não tem descoberto nada que contrarie as colocações de Roberts. Havendo mostrado que o livro está em desacordo com o conhecimento científico histórico e contemporâneo, Roberts apresenta em seu segundo manuscrito, "Um Estudo do Livro de Mórmon", que o livro combina com o conhecimento comum, aquilo que comumente se acreditava, no começo do século dezenove, sobre os aborígenes americanos. Esta crença incluía muitas idéias erradas de que índios seriam descendentes das Tribos Perdidas de Israel e que eles teriam desenvolvido, em algum momento no passado, um alto grau de civilização. Estas informações foram bem sintetizadas, quase na forma de um livro de bolso, do Reverendo Ethan Smith. Este trabalho, View of the Hebrews (Uma Visão sobre os Hebreus), estava impresso em sua segunda e ampliada edição cinco anos antes do Livro de Mórmon ser publicado. Além disso, fora publicado na mesma cidade de Oliver Cowdery. Cowdery era primo de Joseph Smith Jr. e seu assistente na produção do Livro de Mórmon. Numa análise ao longo de aproximadamente 100 páginas, Roberts mostra que o livro de Ethan Smith esta descrito praticamente na "base do plano" do Livro de Mórmon, indicando que Joseph Smith plagiara a história fictícia de Ethan, nao sendo, portanto, a revelação de um anjo. Ambos os livros apresentam os nativos da América como Hebreus que vieram do Velho Mundo. Os dois alegam ter havido uma parte desmembrada do grupo civilizado e que se degenerou para uma condição selvagem. A porção selvagem teria destruído completamente a parte civilizada, após longas e terríveis guerras. Ambos os livros atribuem ao ramo civilizado uma cultura da Idade do Ferro. Os dois representam estes colonizadores do Novo Mundo como outrora havendo tido um Livro de Deus, uma compilação do evangelho e a figura de um messias branco que os havia visitado. Ambos consideram os gentios na América como tendo sido escolhidos por profecia para pregar o evangelho aos índios, os quais eram remanescentes dos antigos ―Hebreus
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Americanos‖. Roberts, causando preocupação a seus próprios colegas mórmons, proferiu uma pergunta concernente a este e outros paralelos que ele encontrou: ―Pode tão numerosos e surpreendentes pontos de semelhança e sugestivo contato ser mera coincidência?‖ Como seu terceiro ponto, Roberts estabelece o fato (usando exclusivamente fontes Mórmons) de que Joseph Smith tinha imaginação suficiente para ter produzido o Livro de Mórmon. Ele descreve a criatividade de Smith como sendo tão forte e variada quanto a de Shakespeare, e que não deveria ser dado a suas histórias mais crédito, do que o que pode ser dado ao bardo inglês. Roberts fundamenta sua tese sobre a origem humana do Livro de Mórmon com uma discussão de 115 páginas sobre erros resultantes da mente nãotreinada, contudo criativa, de Joseph Smith. Roberts aponta para a impossibilidade da jornada de três dias de Lehi de Jerusalém até a costa do Mar Vermelho uma viagem de 170 milhas a pé, com mulheres e crianças. Ele cita seu desembarque na América, a terra escolhida entre todas as outras, onde eles inexplicavelmente encontraram animais domesticados — "vacas, bois, asnos, cavalos, cabras, cabras montêses" (1 Nefi 18:25). Roberts encontra uma repetição amadorística do mesmo enredo da história, mudando apenas os personagens. O Livro, ele chama a atenção, tenta exceder os milagres da Bíblia e apresenta algumas incríveis cenas de batalhas. Em um momento, 2060 adolescentes lutaram em guerras por um período de mais de 4 a 5 anos sem que nenhum deles tenha sido morto (Alma 56-58). Isto levou Roberts a perguntar: "Tudo isto é uma história coerente... ou trata-se de um conto maravilhoso de uma mente imatura, inconsciente do quanto ele está exigindo da credulidade humana quando pede que homens aceitem sua narrativa como uma história verídica?" O questionamento de Roberts é verídico e possue fundamento, o mesmo não pode ser afirmado concernente as respostas providenciadas pelos SUDs. Roberts também mostra quão típicos do reavivalismo da época de Smith são os desmaios e transes religiosos encontrados repetidas vezes no Livro de Mórmon. Neste ponto o manuscrito de Roberts cessa, mas não antes de nos tornar conscientes de como o Livro de Mórmon depende da cultura e da
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forma de pensamento da época em que foi escrito no que diz respeito ao seu conteúdo e estilo. A Bíblia na Versão King James (Rei Tiago) Plagiada Logo a seguir, bem nos calcanhares da análise de Roberts, há um estudo de H. Michael Marquardt, demonstrando, através de evidência muito forte, que a Bíblia na versao do Rei Tiago (uma das traduções mais bem aceitas e usadas em inglês) foi usada na composição do Livro de Mórmon. Marquardt mostra que a parte do Livro de Mórmon que supostamente teria sido escrita durante o período do Velho Testamento é literalmente temperada com frases e citações da tradução do Rei Tiago do Novo Testamento (ele lista 200 exemplos). Até as profecias que aparecem nesta parte apresentam as mesmas palavras que foram usadas no Novo Testamento da Bíblia. Eis alguns dos muitos paralelos, indicando plágio: João Batista, por exemplo, é predito para vir e preparar o caminho para Um que é mais poderoso do que eu (1 Nefi 10:8 / Lucas 3:16), de quem não sou digno de desatar a correia dos sapatos (1 Nefi 10:8 / João 1:27). Semelhantemente, haverá um rebanho e um Pastor (1 Nefi 22:25 / João 10:16) e uma fé e um batismo (Mosíah 18:21 / Efésios 4:5). E mais, a vida e o ministério de Alma no período do Velho Testamento do Livro de Mórmon são virtualmente uma cópia da vida do apóstolo Paulo. Até as mesmas expressões tipicamente paulinas foram encontrados nos lábios de Alma: fé, esperança e caridade (Alma 7:24 / 1 Coríntios 13:13), o poder de Cristo para a salvaçã (Alma 15:6 / Romanos 1:16), sem Deus no mundo (Alma 41:11 / Efésios 2:12), etc. Desarmonia Bíblica? Os que crêem no Livro de Mórmon têm tentado justificar tais anacronismos dizendo que, em traduções, quando a frase era suficientemente parecida com uma da Bíblia em inglês, Smith simplesmente empregou a frase bíblica familiar. Esta explicação não justifica o plágio, por que não foram utilizadas apenas frases ou expressões do Novo Testamento, mas em muitas instâncias a interpretação neotestamentária da parte do livro de Mórmon dita como sendo do tempo do Velho Testamento é também adotada e, ainda, aumentada. Por exemplo, além da interpretação do Novo Testamento colocando Melquisedeque como um tipo de Cristo ter sido adotada, ainda fora
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acrescentada e deturpada, na porção do Velho Testamento do Livro de Mórmon, para incluir uma ordem inteira de sacerdotes depois da ordem de Melquisedeque, e uma explicação fora adicionada sobre porque Melquisedeque foi chamado Rei de Justiça e Rei de Paz (Alma 12 & 13; cf. Hebreus 7:2). Dessa forma, o material do Novo Testamento tem se tornado parte integrante do texto do Livro de Mórmon. Os conceitos do Novo Testamento, e não somente frases ocasionais, tem sido transportados para dentro da parte do Livro de Mórmon correspondente ao Velho Testamento. Como resultado, isso não é mero acaso de desdobramento gradual de doutrina como encontramos na Bíblia. No Livro de Mórmon, o Cristianismo é conhecido e maduro já desde a construçao da Torre de Babel. Mais ainda, o Livro de Mórmon ocasionalmente comete erros graves em seu uso do material bíblico. Na Bíblia, por exemplo, em Atos 3:22 Pedro faz uma paráfrase das palavras ditas por Moisés em Deuteronômio 18:15-18. Contudo, no Livro de Mórmon, em 1 Nefi 22:20, as palavras de Pedro são equivocadamente referidas como palavras literais de Moisés, parecendo indicar que alguém copiou o trecho de Atos para a parte do Livro de Mórmon que dizem ter sido escrita na época do Velho Testamento, em vez de copiar o trecho de Deuteronômio. O provável copista, que não possuia o devido conhecimento bíblico, e logicamente não deu-se ao trabalho de averiguar se os termos usados por Pedro eram exatamente aqueles ditos por Moisés em Deuteronômio, acabou por comprometer a chance que ele queria de fazer com que os leitores acreditassem que aquela parte do Livro de Mórmon seria uma escritura original, antiga, do tempo do Velho Testamento. Do mesmo modo, as palavras de Malaquias 4:1, na Bíblia, aparecem em 1 Nefi 22:15, no Livro de Mórmon. Mas, de acordo com os SUDs, 1 Nefi teria sido escrito mais de cem anos antes do que Malaquias, em seu livro bíblico, o que aponta para mais um caso em que o escritor do Livro de Mórmon teria copiado textos da Bíblia e que a data atribuída pelos mórmons a 1 Nefi nao pode ser verdadeira. Na segunda parte de seu estudo, Marquardt aponta outro material recente, o qual fora usado no Livro de Mórmon. Uma variedade do patriotismo americano da Nova Inglaterra e a manifestaçao anti-Maçônica ocorrida próxima de onde Smith residia, em 1827, tratam-se de fatos contemporâneos para a epóca, e que curiosamente parecem ter influenciado a redação do Livro, embora os Mórmons insistam em atribuir ao mesmo uma origem antiga. Mais evidentes ainda são os eventos da própria vida de Smith incluídos em seu trabalho. Martin Harris, uma testemunha do Livro de Mórmon, fez uma
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visita a intelectuais na cidade de Nova Iorque para checar a habilidade de tradução de Smith. Tal visita aparece no Livro de Mórmon como uma predição [profecia], porém já fora provado que ela só foi realmente escrita no Livro depois de Martin retornar de sua viagem. E Smith adicionou uma profecia sobre ele mesmo como tendo sido chamado para ser o tradutor dos registros Mórmons (2 Nefi 3:11-15). Neste caso quão fácil predizer uma profecia, depois do evento ter acontecido.
Notas [1] Cristalomante: ler bola e cristal, adivinhar a sorte e andar à caça de fortuna [2] O teste mórmon para comprovar a autênticidade do livro, por meio de sentimentos não possue nenhuma base bíblica, pois a Biblia nos afirma que a mente humana fora corrompida pelo pecado e seu coração é enganoso.
“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” Jeremias 17:9 “E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm;” Romanos 1:28 “E digo isto, e testifico no Senhor, para que não andeis mais como andam também os outros gentios, na vaidade da sua mente.” Efésios 4:17 “Todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os contaminados e infiéis; antes o seu entendimento e consciência estão contaminados.” Tito 1:15 “Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim.” Atos 17:11
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Arqueologia X o Livro de Mórmon
Assim como a Bíblia, o Livro de Mórmon se apresenta como registro histórico da auto-revelação de Deus à raça humana. Ambos os livros falam do Jesus Cristo e de vários profetas parecendo, ao que se presume tratar-se de verdadeiras pessoas, as quais viveram em tempos e lugares específicos dentro da história humana. Estas afirmações históricas impulsionaram eruditos a buscarem evidência da existência de povos e eventos descritos no Livro de Mórmon, e dão significado ao assunto da arqueologia do Livro de Mórmon. É claro que, há limites no que se pode investigar por meio da arqueologia. A ciência não pode confirmar nem negar as afirmações sobrenaturais nem as verdades espirituais do Livro de Mórmon. Entretanto, ao procurar evidência das civilizações descritas no Livro de Mórmon, a arqueologia pode nos ajudar a avaliar a credibilidade histórica fundamental deste registro escriturário. A evidência a respeito das afirmações históricas do Livro de Mórmon, certamente causa forte impacto na veracidade e confiança em sua mensagem espiritual. Considerações geográficas O Livro de Mórmon descreve o mundo [América] e seus habitantes como massa de terra em forma de ampulheta (relógio de areia) que consistia da ―terra do norte‖ e a ―terra do sul‖ rodeadas de água e conectadas por uma ―pequena língua de terra‖ entre as duas (Alma 22:32). É necessário localizar estas terras antes de poder empregar a arqueologia para avaliar o Livro de Mórmon, e este fato se afirma por eruditos da Igreja dos Santos dos Últimos Dias.(SUD)1 Era de se esperar que determinar a localização geográfica das terras do Livro de Mórmon seria tarefa bastante simples. Em vez disto, o tema chegou a ser questão de controvérsia considerável onde as teorias de eruditos modernos mórmons se opõem e vão contra o ensino tradicional da Igreja SUD.
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O Panorama Tradicional Segundo Joseph Smith e segundo os presidentes e apóstolos subseqüentes da Igreja SUD, a extensão geográfica das terras do Livro de Mórmon incluía virtualmente toda a América do Norte assim como toda a América do Sul.2 Joseph Smith identificou a costa do Chile como o lugar onde Lehi e os que viajavam com ele chegaram ao Mundo Novo,3 e Smith também localizou a colina da Cumôra, o lugar da batalha épica onde os nefitas e lamanitas brigaram até a extinção, 9.600 quilômetros ao norte de Palmyra em New York. Assim, a América do Norte e a América do Sul constituíram as duas protuberâncias da ampulheta, conectadas por ―uma pequena língua de terra‖ ou seja a área da América Central. 4 Joseph Smith ensinou também que os índios Americanos eram os descendentes dos lamanitas. No livro History of the Church [História da Igreja] há registro de um incidente em junho 1834 onde Joseph Smith identificou, por guia divina, um esqueleto encontrado em um enterro índio no estado de Illinois, dizendo que era do guerreiro lamanita Zelph: ... As visões do passado foram abertas a minha compreensão pelo Espírito do Todo-poderoso, descobri a pessoa cujo esqueleto tínhamos à frente, e que era um lamanita branco, um homem forte e grande, e um homem de Deus. Seu nome era Zelph. . . que foi reconhecido desde a colina da Cumôra, ou do mar oriental até as montanhas Rochosas.5 A Igreja SUD continua ensinando que os índios nativos das Américas são os descendentes diretos dos povos do Livro de Mórmon. Por exemplo, a ―Introdução‖ em edições atuais do Livro de Mórmon (desde 1981), descreve os lamanitas como, ―os principais antecessores dos índios das Américas‖.
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Por que eruditos Mórmons se opõem Apesar do ensino dos líderes espirituais da igreja mórmon, não ter sido discutido por cem anos, vários eruditos SUD concluíram que o panorama tradicional geográfico do Livro de Mórmon tem pouco que ver com a realidade. Suas conclusões se apóiam em vários problemas sérios que surgem quando nós procuramos aplicar descrições do Livro de Mórmon quanto a tempo de viagem e crescimento demográfico aos territórios vastos das Américas. Por exemplo, enquanto o Livro de Mórmon deixa claro que as civilizações rivais de nefitas e lamanitas se centraram perto da pequena ―língua de terra‖ (que se entendeu estar em algum lugar na América Central), diz que eles concordaram em reunir para sua batalha final épica na colina da Cumôra (Mórmon 6:1-6). Joseph Smith e a tradição mórmon localizam este lugar há milhares de quilômetros do estado de Nova Iorque. É difícil encontrar uma explicação razoável pela qual estes exércitos viajariam esta distância imensa para fazer a batalha. Outro problema significativo para a geografia tradicional do Livro de Mórmon tem que ver com a premissa que as populações nativas dos vastos continentes americanos (América do norte e América do Sul) são os descendentes de dois grupos diminutos de imigrantes transoceânicos semitas (os jareditas, que chegaram no Novo Mundo entre 3000 - 2000 a.C. mas posteriormente lutaram até sua própria extinção, e os nefitas e mulequitas, que chegaram em torno de 600 a..C.) A evidência arqueológica mostra conclusivamente que o hemisfério ocidental se povoou muito antes, pelo menos 10.000 a.C. por asiáticos orientais que emigraram através do Estreito do Bering. São estes povos, os mongóis que são os antepassados dos índios americanos, segundo a Instituição Smithsonian: Os índios Americanos sons fisicamente mongolóides e, portanto devem ter originado na Ásia oriental. As diferenças na aparência das várias tribos do Novo Mundo em tempos recentes se deve a (1) a variabilidade inicial de seus antepassados asiáticos; (2) adaptações sobre vários milênios aos ambientes variados do Novo Mundo; e (3) os diferentes graus de inter criação com povos de origens européia e africana em tempos pós-colombianos.6 Não há evidência sólida para imigração via outras rotas que requeriam longas viagens marítimas (antes das chegadas nórdicas da Groenlândia e Newfoundland em torno de 1000 d.C.), como proposto pelo Livro de Mórmon. E se tais viagens ocorreram, não eram significativos para as origens e a composição de populações do Novo Mundo.7
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A Teoria Limitada
de
Geografia
Para tirar estas inerentes inverossimilhanças e proteger a credibilidade do Livro de Mórmon como história autêntica, vários estudiosos SUD têm proposto um novo enfoque chamado ―a teoria de geografia limitada.‖ O proponente deste panorama com major influencia é o Prof. John L. Sorenson da Universidade Brigham Young. (Veja mapa maior). Sorenson restringe a área dos fatos apresentados no Livro de Mórmon a um seção da América Central de aproximadamente 640 km de comprimento. O Istmo do Tehuantepec no México corresponde à ―pequena língua de terra‖ da massa de terra em forma de uma ampulheta descrita acima.8 Enquanto a teoria limitada da geografia aparece para resolver algumas das imperfeições da geografia tradicional do Livro de Mórmon, cria outros problemas que são igualmente graves. Isso se choca com detalhes no Livro de Mórmon, contradiz o ensino de vários presidentes e apóstolos SUD, e enfim não pode produzir um só pedaço de evidência arqueológica que se pode identificar como nefita nem jaredita (um fato que professores da Universidade Brigham Young, tais como Hugh Nibley, Bruce. W. Warren, e David J. Johnson todos reconhecem).9 Uma área de grande contradição entre a teoria de geografia limitada e o Livro de Mórmon concerne a identidade e a localização da colina da Cumôra. Sorenson localiza Cumôra na América Central, em um lugar distante apenas 144 km da pequena ‖língua de terra‖. Enquanto que isto tira um requisito pouco realista do panorama tradicional, o qual tem dois exércitos que marcham milhares de quilômetros ao norte para fazer a batalha onde é agora Palmyra, Nova Iorque, choca-se com a descrição no Livro de Mórmon da Cumôra como ―uma imensa distância‖ da pequena língua de terra até ―a terra do norte‖ (Helamã 3:3,4). Se o Istmos do Tehuantepec — que para o Sorenson é ―a pequena língua de terra‖ — que mede uns 190 quilômetros de
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lado a lado é ―estreita,‖ como pode ser que os 144 quilômetros da pequena ―língua de terra‖ até a Cumôra de Sorenson sejam ―uma imensa distância‖ como o descreve o Livro de Mórmon?10 A teoria de geografia limitada parece também estar em um grande desacordo com o Livro de Mórmon já que requer duas Cumôras. Isto é necessário uma vez que localiza a batalha final entre nefitas e lamanitas em uma Cumôra na América Central, enquanto que Joseph Smith recuperou as pranchas do Livro de Mórmon na colina da Cumôra tradicional no estado de Nova Iorque. Isto também deixa a Moroni com a tarefa de transportar sozinho as pranchas pesadas do Livro de Mórmon (além da inteira biblioteca nefita) uma distância de 3,200 quilômetros até Cumôra em Nova Iorque. Evasivas direcionais Outra discrepância maior da teoria de geografia limitada é a evasiva direcional de 45 graus que resulta quando as características geográficas do Livro de Mórmon se sobrepõem no lugar proposto da América Central. O desenho 2 ilustra o problema. Mostra que ―a terra do norte‖ e ―a terra do sul‖ do Livro de Mórmon são orientadas verdadeiramente por uma linha de sudeste - noroeste. Isto coloca o ―mar oriental‖ e o ―mar ocidental‖ quase diretamente ao norte e ao sul destas propostas terras do Livro de Mórmon. É claro ao estudar a Bíblia que no antigo Israel se usava o sol crescente como a base para sua orientação direcional (por exemplo, Êxodo 27:13; 38:13; Números 2:3; Ezequiel 8:16). Portanto, deveríamos perguntar, ―Seria possível que os imigrantes Hebreus que chegaram ao lugar proposto na América Central, e utilizando o sol como sua referência direcional, chegariam à orientação direcional tão severamente equivocados como sugerido por Sorenson?‖ Muito difícil. Outro conflito ainda é a ausência do ―mar do norte‖ e o ―mar do sul‖ (Helamã 3:8). No panorama tradicional, estas descrições correspondem ao Oceano Atlântico debaixo da ponta da América do Sul (Cabo Horn), e o Oceano Ártico ao norte da América do Norte, respectivamente. As edições do Livro de Mórmon de 1888 a 1921 incluíram uma nota indicando isto em Helamã 3:89. Por causa destes choques com tradição mórmon e a evidência interna do Livro de Mórmon, a teoria de geografia limitada foi condenada repetidamente por líderes SUD, inclusive Joseph Fielding Smith, jr. (Décimo Presidente), Harold B.Lee (décimo primeiro Presidente), e Bruce R. McConkie. 11 Em 1979 o jornal oficial da Igreja Mórmon, Church News [Notícias da Igreja] chamou esta teoria de ―prejudicial‖ e um ―desafio‖ às ―palavras dos profetas com respeito ao lugar onde Moroni enterrou os registros.‖12
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A geografia do Livro de Mórmon apresenta um dilema teológico: por um lado, o panorama tradicional produz uma série de feitos improváveis que afetam a credibilidade histórica do Livro de Mórmon; por outro lado, a teoria de geografia limitada rechaça as declarações claras de Joseph Smith e de presidentes e apóstolos subseqüentes, e entra em choca com o ensino do Livro de Mórmon em vários pontos importantes. Conclusão de um arqueólogo mórmon Como se notou anteriormente, a Bíblia e o Livro de Mórmon são semelhantes em que ambos se apresentam como registros da história antiga. Entretanto, enquanto que a autenticidade da Bíblia é aceita extensamente, até mesmo por eruditos seculares (veja artigo titulado ―Does Archaeology Support the Bible?‖), nenhum arqueólogo SUD aceita o Livro de Mórmon como história autêntica, e além disso muitos estudiosos SUD já não apóiam a idéia de que seja um livro histórico.13 Por que é que os arqueólogos têm tão pouca confiança no Livro de Mórmon? Uma das melhores respostas a esta pergunta foi oferecida pelo Dr. Raymond T. Matheny, antigo professor de antropologia na Universidade do Brigham Young. Ele participou da conferência Sunstone no Salt Lake City em 25 de agosto de 1984.14 Depois de trabalhar na área da arqueologia da Mesoamérica por vinte e dois anos, o Prof. Matheny forneceu um relatório onde conclui que a evidência científica simplesmente não sustenta a existência dos povos e os acontecimentos registrados no Livro de Mórmon, seja na América Central ou em qualquer lugar no hemisfério ocidental. Dr. Matheny descreveu o Livro de Mórmon como cheio de anacronismos — coisas que estão historicamente e culturalmente fora do lugar. Introduz ―progressos‖ culturais do Velho Mundo no tempo da América pré-colombiana, embora a evidência arqueológica mostra que tais níveis culturais não foram alcançados durante este período. Os defensores dos aspectos históricos do Livro de Mórmon se baseiam em pequenas partes de evidência dispersada aonde sua interpretação vai além dos padrões científicos aceitos. O que segue abaixo são os anacronismos no Livro de Mórmon com maior significativo descritos pelo Prof. Matheny: Indústria do Ferro Segundo o Livro de Mórmon, a civilização nefita dominava a mais avançada metalurgia incluindo ferro e outras indústrias de metal; entendam-se espadas, arcos e couraça de metal, moedas de ouro e prata, e inclusive
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maquinaria (2 Nefi 5:15; Jarom 1:8; Eter 7:9). Entretanto, segundo Matheny, não há evidência de qualquer civilização mesoamaricana que alcançou tal indústria durante o tempo do Livro de Mórmon (terminando ao redor do ano 421 d.C. ) Ele indicou que uma indústria de ferro não é tarefa simples que envolve poucas pessoas, mas sim é um processo complexo que requer um contexto sócio-econômico especializado, e que uma fundição deixa virtualmente indestrutível evidencia arqueológica. Entretanto, Matheny informa: Nenhuma evidência se encontrou no mundo novo para uma indústria ferro-metalúrgico referente há tempos pré-colombiano. E isto é problema de proporções gigantescas, o que me parece ser o que se chama arqueologia no Livro de Mórmon. A evidência não existe.15 Prof. Matheny notou que enquanto dispersos artefatos de ferro se encontraram em contextos pré-colombianos, na ausência de evidência para uma indústria metalúrgica, explicam-se melhor por meios de acaso, tal como meteoritos. Uns poucos artefatos aleatórios dispersados não são uma base para conclusões científicas.16 Produtos agrícolas do Velho Mundo. Segundo o Livro de Mórmon os nefitas produziam trigo, cevada, linho, uvas, e azeitonas, mas nenhum destes produtos existia nas Américas pré-colombianas. Assim como com o ferro, Matheny indicou que se requer um complexo nível econômico e social para produzir estes produtos como são representados no Livro de Mórmon: Há um sistema inteiro da produção de trigo e cevada. . . É uma produção especializada de alimento. Você tem que saber algo para fazer linho, e especialmente em climas tropicais. As uvas e as azeitonas... todas estas são culturas de alto desenvolvimento e são, de fato sistemas.Ainda assim o Livro de Mórmon diz que estes sistemas existiram aqui.17 Matheny fez referência a um artigo da revista Science [Ciência] de 1983 onde fala de cevada encontrada em um contexto pré-colombiano, erroneamente afirmada como apoio para o Livro de Mórmon, uma vez o grão descrito não era uma cevada doméstica do Velho Mundo.18 Animais domésticos do Velho Mundo Outro grupo inteiro de anacronismos tem que ver com vários animais domesticados do Velho Mundo que o Livro de Mórmon descreve como
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relativos à cultura nefita. Estes incluem asnos, vacas, cabras, ovelhas, cavalos, bois, porcos, e elefantes. Aqui outra vez, Matheny indicou que estes animais domesticados são espécies que requerem um nível cultural específico não alcançado na América pré-colombiana: Você não pode ter uma vaca, uma cabra ou um cavalo como um animal de estimação ou algo parecido. Há um sistema para criar estas coisas, e o retrato que se pinta para mim enquanto leio isto, e outros também, é que temos [em descrições dentro do Livro de Mórmon]. . . animais domésticos, etc no Novo Mundo.19 É válido afirmar, como alguns defensores de aspectos históricos do Livro de Mórmon o fazem, que estes nomes — vaca, cavalo, etc. — são simplesmente usados como substitutos para animais nativos do Novo Mundo tal como o cervo ou o pecari? Matheny explica que isto não é legítimo porque as descrições do Livro de Mórmon ocorrem em contextos literários específicos que assumem sistemas complexos do Velho Mundo para a criação e uso dos vários animais domésticos: Quero dizer que em Alma [18:10; 20:6-8], ele usa o estábulo preparando os cavalos para o Rei Lamoni, e também ele prepara as carruagens do Rei porque farão uma viagem de uma cidade à outra sobre a estrada real. E também os cavalos são pastoreados. Assim há contextos dentro do próprio Livro de Mórmon. Estas não são apenas substituições. Mas os autores do Livro de Mórmon proporcionam o contexto, não estão tratando de descrever um veado ou algo mais, isto é o que me parece. É a maneira inconsistente de tentar explicar a presença destes nomes no Livro de Mórmon.20 Sem espaço no Novo Mundo A avaliação completa do Dr. Matheny é que a arqueologia não oferece nenhum apoio para o Livro de Mórmon como história atual: ―Eu diria ao avaliar o Livro de Mórmon que não tem nenhuma relação com o Novo Mundo.‖ Prof. Matheny não é o único que dá esta avaliação. O arqueólogo mesoamericano altamente respeitado Michael Coe tem escrito: Os fatos como são, não mostraram nada, absolutamente nada, em nenhuma escavação do Novo Mundo, que possa sugerir a um observador desapaixonado que o Livro de Mórmon, como pretendia José Smith, seja um documento histórico relacionado com a história dos antigos imigrantes a nosso hemisfério.21
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O arqueólogo mórmon Dee F. Green afirmou o mesmo quando disse: Se tivermos que estudar ou pesquisar a respeito da arqueologia do Livro de Mórmon, então deveria ter vários dados com os quais tratar. Não o temos. O Livro de Mórmon está realmente ali, de modo que a gente pode ter estudos sobre o Livro de Mórmon, e a arqueologia está realmente ali, de maneira que a gente pode estudar arqueologia; mas ambos não estão vinculados. Pelo menos não estão ligados na realidade, já que nenhum lugar mencionado no Livro de Mórmon se conhece com referência à moderna topografia. Pode-se estudar arqueologia bíblica, porque sabemos onde estavam e estão Jerusalém e Jericó, mas não sabemos onde as cidades nefitas Zarahemla e Bountiful, nem qualquer outro lugar estavam ou estão. Seria de esperar que uma concentração na geografia fosse prioritária, mas vimos que vinte anos de tal enfoque nos deixaram com as mãos vazias.22 Este artigo começou reconhecendo que a arqueologia não pode provar diretamente nem pode refutar as afirmações espirituais do Livro de Mórmon nem a Bíblia. Entretanto, pode avaliar as afirmações históricas feitas por ambos os livros, demonstrando que enquanto a afirmação da Bíblia de ser história autêntica é sustentada por evidência objetiva, não se pode dizer o mesmo para o Livro de Mórmon. — Luke P. Wilson Contradições Científicas no Livro de Mórmon
Joseph Smith ao que parece desconhecia por completo a história dos povos antigos. Por isso seus relatos chocam-se frontalmente com a ciência nas áreas da arqueologia, antropologia, história e teologia. No livro de Mórmon, aparecem vários materiais que na época indicada pelo livro, não existiam ainda. Em I Nefi 4:9 e 16:18, existe o relato sobre uma espada de aço.
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Refutação: A ciência nos diz que nessa época ainda não existia o aço, mas somente o bronze. Em I Nefi 16:10,28 e 18:12, no livro de mórmon, aparece uma bússola. Refutação: A Bússola ainda não existia no ano 589 a.C. Seu uso como instrumento de orientação só é comprovado no século XII. Por volta de 1300 se registraram as primeiras referências a seu uso entre os árabes e na Europa. O Livro de Mórmon afirma que os índios americanos são descendentes dos Lamanitas que por sua vez vieram dos semitas hebreus. Refutação: Os antropólogos têm provado que os índios americanos não tem nada a ver com descendência semita, são mongolóides. O livro de Mórmon afirma que existiram grandes civilizações na América, textos como: Mórmon 1:7, Jarom 1:8, II Nefi 5:15, Éter 9:17-19 provam isso: Refutação: Contudo a arqueologia não encontrou nenhum vestígio de tais civilizações que comprovem a veracidade do Livro de Mórmon Em I Nefi 18:25, Nefi alega que chegando a ―terra abundante‖, o nome que Smith deu para a América, encontraram ali cavalos, bois, cabritos [Enos 1:21]etc... Refutação: A maioria desses animais não existiam ali até os ingleses os levarem. Os espanhóis foram os primeiros a levarem cavalos para o México Em I Nefi 7:2, aparece um judeu por nome de Ismael.
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Refutação: Dificilmente um judeu colocaria o nome do pai de uma tribo rival em seu filho. Ismael era filho de Hagar com Abraão, e sua descendência, os ismaelitas, tornou-se rival dos israelitas. Smith usa a palavra judeu, 600 anos antes de Cristo [I Nefi 13:23 e II Nefi 33:8] Refutação: O nome ―judeu‖ naquela época não tinha nenhum significado ainda para os hebreus que eram chamados de Israelitas.
Notas Traduzido por João Bosco Monte 1 Veja por exemplo, John L. Sorenson, An Ancient American Setting for the Book of Mormon, (Salt Lake City: Deseret Book and Provo: Foundation for Ancient Research and Mormon Studies, 1985), P. 1. 2 José Smith e gerações sucessivas de presidentes e apóstolos mórmons ensinaram que os nefitas e lamanitas vagaram por toda as Américas Norte e
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Sul, e travaram uma batalha até sua própria extinção na Colina Cumôra no estado de Nova Iorque. Está documentado por Joseph Fielding Smith, décimo Presidente da Igreja SUD, em sua obra reconhecido, Doutrina de Salvação, 3 vols. (Igreja Do Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, 1979), 3:218-229. 3 Veja a revelação do José Smith titulada ―Lehi's Travels‖ [Viagem de Lehi] no livro de Franklin D. Richards e James A. Little, Ao Compendium of the Gospel, 2nd ed. (Salt Lake City: George Q. Cannon & Sons CO., 1884), P. 289. 4 Este panorama geográfico se explicou nas notas de rodapé das edições do Livro de Mórmon de 1876 até 1920. 5 History of the Church, 1948 ed., II: 79-80. 6 ―Origin of the American Indians,‖ National Museum of Natural History-Smithsonian Institution, Washington , D.C. , 1985, P. 1. 7 Ibid. 8 A teoria de Sorenson está delineada em seu livro, An Ancient American Setting for the Book of Mormon, (Deseret Book, 1985). 9 Hugh Nibley, An Approach to the Book of Mormon, (Salt Lake City: Deseret Book CO., 1964, 1979), P. 370; Bruce W. Warren, ―Book Reviews,‖ BYU Studies, Vol. 30, No. 3 (Summer 1990), P. 134; David J. Johnson, ―Archaeology,‖ in Encyclopedia of Mormonism, 4 vols. (New York: Macmillan, 1992), 1:62-63. 10 Como descrito por Dan Vogel, ―Book of Mormon Geography,‖ P. 32, estudo não publicado, sem data. 11 Church News, 10 September 1938 , pp. 1,6. 12 Deseret News, Church News 48, No. 30 ( 29 July 1979 ): P. 16. 13 Michael Coe, ―Mormons and Archeology: An Outside View,‖ Dialogue: Ao Journal of Mormon Thought, Vol. 8, No. 2. 14 A maioria dos anacronismos discutidos pelo Prof. Matheny também são mencionados pelo eminente (não SUD) arqueólogo mesoamericano Michael Coe no artigo Dialogue citado na nota 13, pp. 40-54.
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Doutrina e Convênios
O
Livro de Mandamentos. Esta é a
primeira coletânea das revelações que o Profeta Joseph Smith recebeu. Posteriormente, elas tornaram-se parte de Doutrinas e Convênios. Doutrina e Convênios é uma das três obras-padrão da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos ültimos Dias, afirmam que este livro contém revelações sobre a Igreja de Jesus Cristo conforme foi restaurada nestes últimos dias. Diversas seções do livro explicam a organização da Igreja e definem os ofícios do sacerdócio e suas funções, Joseph Smith e seus seguidores alegam que contém as revelações, supostamente, dadas por Deus a ele. As revelações foram primeiramente impressas em ―O livro dos Mandamentos‖ em 1833. Muitas das revelações que aparecem nas modernas edições de Doutrina e Convênios foram submetidas a uma mudança drástica desde que foram impressas primeiramente no Livro dos Mandamentos, mais de 2.800 palavras nas “revelações” contidas neste livro foram mudadas, no intuito de corrigir erros gramaticais, concordância verbal, bem como doutrinas heréticas constatadas ao longo do tempo. Mas de acordo com a seguinte declaração de Joseph Fielding Smith, os mórmons alegam não ter ocorrido estas correções: "Não houve nenhuma necessidade de ELIMINAR, MUDAR, OU AJUSTAR QUALQUER PARTE PARA ADAPTAR QUALQUER UMA: mas cada nova revelação na doutrina e sacerdócio tem cabido em seu lugar PERFEITAMENTE
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para completar a estrutura de uma forma única, como tinha sido preparada pelo Mestre-da-obra.." (Doutrinas da Salvação, Vol. 1, P. 170) O "Prefacio" do Livro dos Mandamentos assim como a seção 1:37-38 de Doutrina e Convênios, faz esta reivindicação à fidelidade das revelações: ―Sonde estes mandamentos, porque são VERDADEIROS E FIÉIS…. O que, Eu o Senhor tenho dito, Eu tenho dito, e Eu não excluo a mim mesmo; e embora os céus e a terra passarão, minha palavra não passará…‖ Os seguintes exemplos dão a prova absoluta que as revelações foram falsificadas. As reproduções fotográficas estão como as revelações apareceram primeiramente no " Livro dos Mandamentos." As palavras circuladas indicam as mudanças nas revelações que teriam que ser feitas para estarem apropriadamente conformes com as modernas edições de Doutrina e Convênios. Quando a seguinte revelação foi impressa primeiramente no livro dos Mandamentos, o verso 2 do capítulo 4 contém esta declaração a respeito de Joseph Smith e o livro do Mormon: " … e ele tem o dom para traduzir o livro, e EU TENHO DADO ESTA AUTORIDADE PARA QUE ELE E NÃO OUTRO, por que Eu não irei dispor outro Dom.‖ (compare com Doutrina & Convênios 5:4) Mais tarde, Smith se utilizando do ―dom‖ teve como intento traduzir a Bíblia e então o livro de Abraão. Ao invés de considerar um novo ―dom‖ ele optou por falsificar a antiga revelação. Isto permitiria que a igreja aceitasse sem nenhuma objeção os escritos posteriores de Smith. Deste modo ele poderia ―terminar‖ e aprimorar uma tarefa e iniciar outra sempre que desejasse. A revelação reivindica agora esta seria o " PRIMEIRO DOM" e Smith não receberia um outro dom, ―ATÉ QUE AQUELA TAREFA ESTIVESSE CUMPRIDA." A revelação seguinte foi impressa primeiramente no livro dos Mandamentos, capítulo 4. O título nas modernas edições de Doutrina & Convênios, seção 7, reivindica esta revelação foi traduzido dos pergaminhos por meio do " Urim e Thummim." (o Urim e o Thummim foram usados na tradução do livro de Mormon) não somente esta fotocópia prova que a revelação fora alterada, mas autentica o discrédito do " Urim e Thummim" assim como a inabilidade de Smith como tradutor.
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Abreviações : W.A.- Words Added (Palavras Adicionadas), W.D.- Words Deleted (Palavras Apagadas) T.C.- Textual change (Mudança no Texto)
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A revelação seguinte foi impressa primeiramente no livro dos Mandamentos, capítulo 6. O título nas modernas edições de Doutrina & Convênios, seção 7, reivindica esta revelação foi traduzido dos pergaminhos por meio do " Urim e Thummim." (o Urim e o Thummim foram usados na tradução do livro de Mórmon) não somente esta fotocópia prova que a revelação fora alterada, mas autentica o discrédito do " Urim e Thummim" assim como a inabilidade de Smith como tradutor.
Abreviações : W.A.- Words Added (Palavras Adicionadas), W.D.- Words Deleted (Palavras Apagadas) T.C.- Textual change (Mudança no Texto)
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A PÉROLA DE GRANDE VALOR
D
esde a primeira impressão da " Pérola de Grande Valor" em 1851,
houve mais de 1.600 CORREÇÕES E MUDANÇAS DE PALAVRAS. A seguinte fotocópia é da edição 1851 da Pérola de Grande Valor. (página 41, primeiro parágrafo) aqui o anjo enviado para Joseph Smith para revelar e dar as instruções sobre as " placas de ouro‖ recebe o nome de:"NEPHI." As edições modernas foram mudadas para se ler: "MORONI." (Compare o P. de G.P, edição 1981, 1:33 da Smith-História de Joseph) Neste não poderia ter sido um "erro" de escrita por que enquanto Joseph Smith era editor do jornal da igreja o "Tempos e Epócas " ele imprimiu sua história e reivindicou que o nome do anjo era "NEPHI" (Vol. 3, p.753). Nunca fêz uma retratação. Mesmo o manuscrito escrito à mão para a "História da igreja" lê-se: "NEPHI."
Seções, como a 133 de Doutrina & Convênios, contêm profecias de acontecimentos ainda por vir.
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"Examinai estes mandamentos, pois são verdadeiros e fiéis, e as profecias e as promessas nele contidas serão todas cumpridas." (Doutrina & Convênios 1:37) Ao longo da história da Igreja Mórmon existem diversas ―profecias‖ que não se cumpriram desde o tempo em que Joseph Smith lançou os fundamentos do início do mormonismo até os dias de hoje profecias estas não somente de sua autoria, mas de quase todos seus sucessores. O Prefácio do Livro dos Mandamentos, bem como a seção 1 de Doutrina & Convênios, contém esta declaração: "Sonde estes mandamentos, por que eles são fiéis e verdadeiros, e as profecias e promessas que estão contidas irão se cumprir.‖ ―O que, Eu o Senhor tenho dito, Eu tenho dito, e Eu não excluo a mim mesmo; e embora os céus e a terra passaram afastado, minha palavra não passará…‖(v. 37,38) Esta profecia tinha somente 7 versos quando fora impressa pela primeira vez, todavia outras 400 palavras foram adicionadas ao longo dos anos sem nenhuma indicação plausível, mas como pode ser observado nesta cópia abaixo que as mudanças realmente ocorreram.
Nota Ao longo deste trabalho esta relatado várias das ―profecias‖ proferidas por Joseph Smith e de seus seguidores, as quais não se cumpridam.
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A Apostasia Geral
Apostasia ou apostatar: (apóstata+ar2) vti e vint 1 Abandonar a religião que antes professava: Apostatava da religião de seus pais. Apostatou para o paganismo. Os conversos apostataram. vti 2 Largar sem licença legítima o instituto religioso em que professara: Apostatar da vocação. vti 3 Abjurar, renunciar: Apostatar da lei. Var:apostasiar. Para justificar a teoria da Apostasia Geral, os mórmons citam os seguintes textos:
“Eis que vêm dias, diz o Senhor DEUS, em que enviarei fome sobre a terra; não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do SENHOR. E irão errantes de um mar até outro mar, e do norte até ao oriente; correrão por toda a parte, buscando a palavra do SENHOR, mas não a acharão.” Amós 8:11-12 “Porque eis que as trevas cobriram a terra, e a escuridão os povos; mas sobre ti o Senhor virá surgindo, e a sua glória se verá sobre ti.” Isaías 60:2. “Porque eu sei isto que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho; E que de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si.” Atos 20:29-30 “Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo.. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema”. Galatas 1:6-9 “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e
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a doutrinas de demônios; Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência;” 1 Timoteo 4:1-2. “E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores (instrutores), que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmo repentina perdição.” II Pedro 2:1-3 ,dentre outras passagens. Porém, a base da suposta apostasia geral esta sedimentada numa visão que o adolescente Joseph Smith Jr., teve no ano de 1820, quando retirou-se para orar num bosque nas cercanias de onde morava, e apresentaram-se a ele dois personagens dos quais Joseph afirma se tratarem do Pai (Deus) e o Filho ( Jesus), e em meio ao diálogo quando ele lhes perguntou a qual denominação deveria se unir, um deles lhes disse que não se unissem a nenhuma, uma vez que todas estavam erradas e corrompidas.* Refutação: Analisando os textos biblicos citados pelos mórmons verificamos que alguns deles nem se referem diretamente a igreja e é analisando é correto afirmar que os textos dissertam sobre de uma apostasia PARCIAL e não geral.Exemplos:
“Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; 1 Timoteo 4:1 Jesus também afirmou que as portas do inferno não prevaleceria contra sua igreja, e que estaria conosco para sempre até a consumação dos séculos
“Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;” Mateus 16:18 ,onde estivesse dois ou três reunidos em seu nome alí Ele estaria:
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“Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.” Mateus 28:20 e que suas palavras não deixariam de se cumprir:
“O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passer.” Mateus 24:35. Diante disso, como justificar a tal apostasia alegada por Joseph Smith, diante das promessas de Jesus de não deixar que isto acontecesse?
“Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.” 1 Coríntios 3:11 Se Jesus é o fundamento, como poderia Ele cair?
“Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue.” Atos 20:28 No Livro de Mórmon em Nefi 28:1-9, e em Doutrinas e Convênios na seção 7, está o registro de que três apóstolos de Jesus estariam vivos na terra quando se deu a primeira visão. Como a Igreja primitva pode ter apostatado de existe três remanescente da epóca de Jesus? Se a referida apostasia realmente tivesse ocorrido, como afirmou Joseph Smith, não seria coerente iniciar uma restauração por meio desses apóstolos uma vez que andaram com Jesus e tendo dois milênios de experiência não estariam mais habilitados para uma obra tão importante do que um jovem que não tinha a seguridade de qual caminho seguir? como cumprir este têxto:
“Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera; essa glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém” Efésios 3:20-21
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As Doutrinas Mórmon
O
que os Mórmons ensinam sobre Deus.
Jesus Cristo é o Filho de Deus. Ele é o Filho Unigênito do Pai Celestial na carne. É o nosso Redentor. Por intermédio de Jesus Cristo, o Pai Celestial proporcionou-nos um meio pelo qual todas as pessoas podem tornar-se como Ele e voltar a viver com Ele para sempre. Afirmam ser “A Igreja de Jesus Cristo restaurada na Terra.” [texto a seguir é uma declaração de Joseph Smith] A Pluralidade de Deuses ( Politeismo) ―Pregarei sobre a pluralidade dos deuses. Escolhi este texto precisamente com este objetivo. Desejo esclarecer que em todas as congregações que falei sobre a deidade, sempre tratei da pluralidade. Os élderes o pregam a 15 anos. Eu sempre declarei que Deus é um personagem distinto, que Jesus é um personagem distinto, separado e distinto de Deus, o Pai, e que o Espirito Santo é outro personagem distinto, e é Espirito; são três personagens distintos e três deuses. Se esta proposição concorda com o
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Novo Testamento, olhai, vede, temos três deuses e são uma pluralidade, e quem pode contradizer isso?‖ O texto em que diz:
“E nos fez rei e Sacerdotes para Deus seu Pai” Apocalipse 1:6 Os Apóstolos descobriram que havia deuses no céu, pois Paulo disse que Deus é o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Meu objetivo é pregar as escrituras e ensinar a doutrina sobre um Deus no céu, o pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Declaro, sem temor, que apresentei todas as doutrinas profundas em público. João foi um dos homens e os Apóstolos declararam que foram feitos reis e sacerdotes para Deus, o pai de nosso Senhor Jesus Cristo, é o que diz em Apocalipse. De maneira que a doutrina da pluralidade de deuses, ocupa um lugar tão proeminente na Bilbia como em qualquer outra doutrina, esta em toda a Bíblia, e além de toda a controvérsia. O viandante ainda que seja tolo, não tem porque errar a respeito dessa doutrina. Paulo disse que há muito deuses e muito senhores. Desejo apresentar esta idéia de maneira clara e simples; mas para nós, não há senão um só Deus, isto é, no que concerne a nós e Ele está em tudo e em todas as coisas. Mas se Joseph Smith proclama que há muitos deuses e muito senhores, seus inimigos gritam: ―Abaixo com ele, crucificai-o, crucificai-o. O gênero humano, na verdade, diz que as escrituras se encontram em seu meio. Examíne-as, porque elas testificam das palavras que estes apóstatas querem tachar de blasfêmia. Paulo [Apostólo], se Joseph Smith é blasfemo, tú também o és. Digo que há muitos deuses e muitos senhores, porém para nós não mais que um; a ele temos a obrigação de nos sujeitar, e nenhum homem pode estabelecer os limites ou a existência eterna do tempo infinito. Acaso o homem contemplou o mundo eterno, e esta autorizado a dizer que há um Deus? O que pensa ou diz tal coisa é tolo, sua carreira ou progresso quanto ao conhecimento esta limitado.Não pode conseguir todo o conhecimento, porque ele próprio cerrou a porta. ―Alguns afirmam que não interpretam as Escrituras como eles o fazem. Alegam que elas se referem aos deuses pagãos. O Apóstolo Paulo disse que há muitos deuses e muitos senhores; e isso significa uma pluralidade de deuses, apesar de todos os caprichos de todos os homens. Sem revelação, não vou dar á eles o conhecimento do Deus do Céu. Vos sabeis, eu testifico que Paulo não aludia a deuses pagãos, sei disso porque Deus me revelou, quer isso lhes agrade ou não;Tenho o testemunho do Espirito Santo e o
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testemunho de que Paulo não ser referia aos deuses pagãos nesta passagem.‖ (ensinamentos do Profeta Joseph Smith, edição 1975 – pag.362 363 - Ed.IJSUD) Deus tem um Pai De modo que Jesus teve um Pai, o que nos impede a crer que o Pai também teve um Pai? Desprezo a idéia de ficar atemorizado por causa dessa doutrina, porque a Biblia dela esta repleta. (Ensinamentos do profeta Joseph Smith, edição 1975 – pag. 365 – ed. IJSUD) Refutação:
Isaias 43:10 “Vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor, e meu servo, a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e entendais que eu sou o mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá.” “Eu sou o Senhor, e não há outro; fora de mim não há Deus; eu te cingirei, ainda que tu não me conheças; Para que se saiba desde o nascente do sol, e desde o poente, que fora de mim não há outro; eu sou o Senhor, e não há outro.” Isaias 45:5-6 “Anunciai, e chegai-vos, e tomai conselho todos juntos; quem fez ouvir isto desde a antiguidade? Quem desde então o anunciou? Porventura não sou eu, o Senhor? Pois não há outro Deus senão eu; Deus justo e Salvador não há além de mim. Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os termos da terra; porque eu sou Deus, e não há outro.” Isaias 45:21-22 “Não há santo como o Senhor; porque não há outro fora de ti; e rocha nenhuma há como o nosso Deus.” I Samuel 2:22 Deus é um ser Progressivo O coração, a própria essência da doutrina mórmon, o embrião de que surgiu o mormonismo, o alimento que o sustenta, e a meta pela qual mórmons sinceros lutam é sua crença em Deus: "Cremos em um Deus que em si mesmo é progressivo, cuja majestade é a inteligência; cuja perfeição consiste em progresso eterno - um Ser que atingiu seu estado de exaltação
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por um caminho que agora seus filhos têm permissão de seguir, cuja glória é sua herança partilhar. A despeito da oposição das seitas, em face a acusações diretas de blasfêmia, a igreja proclama a verdade eterna, 'Como é o homem, Deus uma vez já foi; como Deus é, o homem pode ser" (Regras de Fé.edição 1983, pag.389, James E.Talmage.) O livro Regras de Fé, um dos livros-base para a doutrina mórmon. Este livro possue um ensinamento relacionado a Deus, trata-se de que Deus uma vez já foi homem e evoluiu ao ponto de se tornar um deus. E segue neste pensamento afirmando que o homem, por sua vez, também pode evoluir até um estado de divindade. Este é um dos motivos fundamentais pelo qual os mórmons procuram praticar boas obras. O próprio profeta Joseph Smith afirmou: " Deus já foi como somos agora, e é um homem exaltado e senta-se no trono dos céus além!... Vou dizer-lhe como Deus veio a ser Deus. Sempre imaginamos e supomos que Deus fosse Deus desde toda a eternidade. Refutarei tal idéia e tirarei o véu, para que possam ver." (Ensinanzas del profeta Joseph Smith – pag.427 – ed.JSUD) Ainda de outra fonte mórmon: "Os profetas mórmons têm ensinado continuamente a verdade sublime que Deus o Pai Eterno uma vez homem mortal que passou por uma escola da vida terrena similar à qual estamos passando agora. Lembrem-se que Deus, nosso Pai Celestial foi, talvez, em algum tempo, uma criança, e mortal como nós somos, e elevou passo a passo na escala do progresso, na escola do desenvolvimento." Resumidamente após estas referências, compreendemos que o mormonismo ensina que Deus nem sempre foi Deus, ou melhor de que Deus teve de evoluir num processo progressivo para atingir o estágio de Deus. Uma vez Ele foi homem como nós antes de se tornar Deus. Nós, também, podemos evoluir neste sentindo, somente devemos que trabalhar arduamente, progredir e atingir a estatura de Deus. "Como é o homem, Deus uma vez já foi; como Deus é, o homem pode ser."Assim disse o profeta mórmon Joseph Smith. Refutação:
“Antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, mesmo de eternidade a eternidade, tu és Deus.” Salmo 90:2
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“Assim diz o Senhor, Rei de Israel, e seu Redentor, o Senhor dos Exércitos: Eu sou o primeiro, e eu sou o último, e fora de mim não há Deus.” Isaias 44:6 “Porque eu, o Senhor, não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos.” Malaquias 3:6 “Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria?” Números 23:19 O Triteísmo Mórmon Deus é um personagem distinto, Jesus distinto do Pai e o Espírito Santo distinto do Pai e do Filho, estes três se constituem em três personagens distintos e três Deuses . (Ensenãnzas del profeta Joseph Smith – pag.460 – ed. IJSUD) Triteísmo
Triteísmo: s.m. Teologia Doutrina do séc. VI que sustenta haver, além das três pessoas em Deus, também três substâncias ou essências diversas. Três deuses diferentes em si. Refutação: Os mórmons crêem no Triteísmo, diferente do cristianismo que crê no Trinitarismo ou na Trindade onde: Segundo João 17:3, a doutrina de Deus é uma questão de vida ou morte eterna:
“E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” João 17:3 Jesus classificou o assunto como o primeiro de todos os mandamentos.
“E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único Senhor.” Marcos 12.29
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O Pai é chamado Deus.
“A vós graça, e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo!” Efésios 1:2 O nome "Deus" é polissêmico na Bíblia. Aparece com referência ao Pai sozinho, como Deus verdadeiro e absoluto:
“E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o SENHOR, para glória de Deus Pai” Filipenses 2:11
O Filho é chamado Deus
Com referência ao Filho, como sendo Deus Absoluto, com toda a sua plenitude:
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” João 1:1 “E Tomé respondeu, e disse-lhe: Senhor meu, e Deus meu!” João 20:28 “Este é aquele que veio por água e sangue, isto é, Jesus Cristo; não só por água, mas por água e por sangue. E o Espírito é o que testifica, porque o Espírito é a verdade” 1 João 5:20 E em João 1.1: "...e o Verbo estava com Deus...", com referência ao Filho, como sendo Deus absoluto, com toda a sua plenitude;
“Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade”; Colossenses 2.9
O Espirito Santo é chamado Deus
E na terceira parte de João 1.1: "...e o Verbo era Deus". Da mesma forma com relação ao Espírito Santo:
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“Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus.” Atos 5:3-4 O mesmo acontece com o tetragrama hwhy [YHWH] "YAHWEH", ou "SENHOR", conforme nossas versões do Velho Testamento em hebraico.
Refere-se ao Pai
“DISSE o SENHOR ao meu Senhor: Assenta-te à minha mão direita, até que ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés.” Salmos 110:1 Refere-se ao Filho
“Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, sendo rei, reinará e agirá sabiamente, e praticará o juízo e a justiça na terra. Nos seus dias Judá será salvo, e Israel habitará seguro; e este será o seu nome, com o qual Deus o chamará: O SENHOR JUSTIÇA NOSSA.” Jeremias 23:5-6 Refere-se ao Espírito Santo
“O Espírito do SENHOR falou por mim, e a sua palavra está na minha boca. Disse o Deus de Israel, a Rocha de Israel a mim me falou: Haverá um justo que domine sobre os homens, que domine no temor de Deus.” II Samuel 23:2-3
A Bíblia afirma existir um só Deus.
“Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR.” Deuteronômio 6:4 “Ora, ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao único Deus sábio, seja honra e glória para todo o sempre. Amém.” 1 Timoteo 1:17
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“Anunciai, e chegai-vos, e tomai conselho todos juntos; quem fez ouvir isto desde a antiguidade? Quem desde então o anunciou? Porventura não sou eu, o SENHOR? Pois não há outro Deus senão eu; Deus justo e Salvador não há além de mim. Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os termos da terra; porque eu sou Deus, e não há outro.” Isaias 45:21-22 “Eu e o Pai somos um.” João 10:30 e muitas vezes esse termo "Deus" se aplica à Trindade
“E, quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então também o próprio Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos.” I Corintios 15:28 “E o escriba lhe disse: Muito bem, Mestre, e com verdade disseste que há um só Deus, e que não há outro além dele;” Marcos 12:32 A Bíblia ensina que cada uma destas pessoas é Deus absoluto em toda a sua plenitude. Contudo não ensina um triteísmo, pois enfatiza a existência de um só Deus.
Trindade Trindade trin.da.de sf (lat trinitate) 1 Teol Principal mistério do cristianismo, que ensina a unidade de Deus na sua natureza e substância, e a existência de três pessoas distintas unidas nesta natureza (Pai, Filho e Espírito Santo). 2 Festa da Igreja Católica que se celebra no domingo imediato ao de Pentecostes. 3 Ordem religiosa aprovada e confirmada em 1198 para a redenção dos cativos. 4 Divindade tríplice, nas religiões pagãs. 5 Grupo de três pessoas ou coisas semelhantes. 6 O número três. sf pl 1 O toque das ave-marias. 2 A hora desse toque. 3 O ângelus. A Trindade, portanto, é a união de três Pessoas distintas em uma só Divindade, e não em uma só Pessoa, pois a unidade de Deus é composta e não absoluta. O livro de Mórmon contradiz a si próprio. Éter 2.8 ―E em sua ira havia jurado ao irmão de Jarede que todos os que habitassem esta terra da promissão, daquele tempo em diante, para sempre, deveriam servir a ele, o verdadeiro e
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ÚNICO Deus, ou seriam varridos quando sobre eles caísse a plenitude de sua ira‖. [Ver também em Alma 11:26-35;44; 2 Nefi 31:21] Deus Tem um Corpo de Carne e Ossos ―O Pai tem um corpo de carne e ossos, tão tangível como o do homem...‖[D&C 130:22 – edição.1997 – IJSUD.] Refutação:
Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade. João 4:24 Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho. Lucas 24:39 Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria. Números 23:19 Não executarei o furor da minha ira; não voltarei para destruir a Efraim, porque eu sou Deus e não homem, o Santo no meio de ti; eu não entrarei na cidade. Oséias 11:9 Outra contradição contida no livro de Mórmon esta relacionada com o ensino da humanidade de Deus: Alma 22:9-11 ―Disse então o rei: É Deus aquele grande Espírito que trouxe nossos pais de Jerusalém? E disse-lhe Aarão: Sem ele é o grande Espirito, que criou todas as coisas, tanto no céu como na terra; acreditas nisto? E ele disse: Sim acredito que o Grande Espirito, criou todas as coisas e desejo que me ensines a respeito de tudo isso, e eu acreditarei em tuas palavras‖ Refutação: Advertência Paulina para aqueles que reduzem Deus como se fosse igual a criatura:
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“Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis.” Romamos 1:22-23 “Estas coisas tens feito, e eu me calei; pensavas que era tal como tu, mas eu te argüirei, e as porei por ordem diante dos teus olhos.” Salmo 50.21
O que os Mormons Ensinam
Acerca de Jesus Cristo
Lúcifer era irmão de Jesus. ―A posição de Cristo como Salvador do mundo é rejeitada por um dos outros filhos de Deus, ele era chamado Lúcifer...e este espirito irmão de Jesus tentou inutilmente tornar-se o salvador da humanidade...‖(The Gospel Trough the Ages, edição 1945 – pag.15. Refutação:
“Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele.” Colossenses 1:16-17 Jesus não foi Gerado pela Virgem Maria ―Quando a Virgem Maria concebeu o menino Jesus, o Pai o tinha gerado à sua própria semelhança. Jesus, não foi gerado pelo Espirito Santo .‖ (Journal of Discourses Vol.1, april 9, 1852 – pg.50. Brigham Young - Edição 1982, Bob White).
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―O nascimento do Salvador foi tão natural quanto ao de nossos filhos, foi o resultado de uma ação natural. Ele participou da carne e sangue e foi gerado por seu Pai, assim como nós somos gerados pelos nossos pais.‖ (Journal of Discourses, Vol.8, edição 1860 – pag.115, Brigham Young, edição 1982, pg.4-4, Bob white). ―Cristo foi gerado pelo Pai imortal do mesmo modo que os homens mortais são gerados pelos seus pais.‖ (Mormon Doctrine, edição 1979 – pg. 547 – Ed. Bookcraft, Bruce R.Mckonkie). Refutação:
“Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel.” Isaías.7.14 “A uma virgem desposada com um homem, cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria.” Lucas 1.27 Contradição contida no livro de Mórmon acerca da Virgem Maria. 1 Nefi 11:13-18 ―E aconteceu que olhei e vi a grande cidade de Jerusalém e também outras cidades. E vi a cidade de Nazaré, e na cidade de Nazaré, vi uma virgem que era extremamente formosa e branca, e aconteceu que vi os céus se abrirem, e um anjo desceu e pondo-se na minha frente disse: Nefi, que vês tú? E eu respondi: uma virgem mais bela formosa que todas as outras virgens. E disse-me ele: conheces tu a condencendência de Deus? E disse-lhe: eu sei que ele ama seus filhos, não conheço no entanto, o significado de todas as coisas. E disse-me ele: eis que a virgem que vês, é a mãe do filho de Deus segundo a carne...‖ A Expiação de Jesus é ineficaz ―Cremos que por meio do sacrifício expiatório de Cristo, toda a humanidade pode ser salva por obediência as leis e ordenanças do Evangelho.‖ (Regras de Fé, ed.1981 – pg.11, James E. Talmage.) ―Porque trabalhamos diligentimente para escrever, a fim de persuadir nossos filhos e nossos irmãos a acreditarem em Cristo e a se reconciliarem com Deus; pois sabemos que é pela graça que sois salvos, DEPOIS DE TUDO O QUE PUDERMOS FAZER‖ 2 Nefi 25:23.
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―Existem certos pecados tão nefando s que o homem pode cometer, que colocarão o transgressor além do poder da expiação de Cristo. Se forem cometidas tais ofensas, aí o sangue de Cristo não o limpará de seus pecados, mesmo que se arrependa. Por isso, sua única esperança é ter o próprio sangue em expiação, a medida do possível, em favor do próprio. Isto é a doutrina escriturística e ensinada em todas as obras padrão da igreja.‖ (Doutrinas da Salvação – Vol 1, edição 1994 - pg.146, Joseph Fielding Smith)
Audaz declaração de Joseph Smith “Eu tenho mais de que me gabar do que qualquer outro homem teve. Eu sou o único homem que manteve uma igreja inteira unida desde os dias de Adão. Uma grande maioria deles todos tem permanecido fiéis a mim. Nem Paulo, nem João, nem Pedro, nem Jesus jamais o fizeram. Eu me gabo de que nenhum homem fez uma obra tal como a minha...”( History of Church Vol.6, edição 1978 – pg. 408-409) Refutação:
“Se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus, ou se eu falo de mim mesmo. Quem fala de si mesmo busca a sua própria glória; mas o que busca a glória daquele que o enviou, esse é verdadeiro, e não há nele injustiça.”João 7:17-18 “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie;” Efésios 2:8-9 “Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo. Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.” Romanos 5:1-9 “Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.” 1 João 1:7
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“...da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra. Àquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados.” Apocalipse 1:5 Ensinamentos sobre Adão. Brigham Young comprovadamente introduziu esta doutrina num sermão que pregou no dia 9 de abril de 1852. Leia-o no contexto no Journal of Discourses: "Agora ouvi, ó habitantes de terra, judeus e gentios, santos e pecadores! Quando nosso pai chegou ao jardim do Éden, entrou nele com um corpo celestial, e trouxe consigo Eva, uma de suas esposas. Ele ajudou a organizar este mundo. Ele é Miguel, o Arcanjo, o Ancião de Dias! Acerca de quem santos homens têm escrito e falado...ele é nosso pai e nosso Deus, e o único Deus com quem devemos lidar" (vol. 1, p.50, 51, ver tb. D&C 27:11, 107:53-54;116;138:38).
A Doutrina do Deus-Adão Ensino a respeito da ―autoridade‖ de Adão, o qual afirmam se tratar de Miguel, o Ancião de Dias: ―Daniel no capítulo sétimo de suas profecias, fala a respeito do Ancião de Dias; se refere ao homem mais antigo, nosso pai Adão, o Miguel. Ele chamará a seus filhos e celebrará em comunhão com eles afim de prepará-los para a vinda do filho do homem. Ele (Adão) é o pai de toda a família humana e tem autoridade sobre o espiríto de todos os homens...Adão entregará essa autoridade para Cristo...‖ (Ensenãnzas del profeta Joseph Smith – pg.183) A Verdade Acerca do "Deus-Adão" A doutrina do Deus-Adão tornou-se um espinho para a igreja dos Santos dos Últimos Dias. Brigham Young ensinou que Adão era Deus. Ele apresentou esta doutrina por mais de 20 anos em muitos sermões diferentes. A igreja mórmon acreditava nesta doutrina, aceitou-a e ensinou-a ao derredor de 50 anos. Nos dias atuais os membros da Igreja Mórmon negam essa doutrina. O profeta e presidente dos Santos dos Últimos Dias, Spencer W. Kimball, chama esta doutrina do Deus-Adão de "doutrina falsa". O que torna interessante neste caso, a igreja mórmon continua ensinando e promulgando outras doutrinas de Brigham Young; mas este ensinamento, como tantos outros que são indubitavelmente heréticos, eles negam vêemente fazer parte do seu credo. Este fato isolado por si próprio revela que a Igreja dos Santos dos Últimos Dias possue uma discordância interna. E com o passar dos anos,
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através das questões levantadas contra certos ensinos e doutrinas promulgados por seus predecessores, as quais geram dúvidas ou como neste caso em específico, a irrefutável confirmação em se tratar de uma heresia [como dentre tantas outras], os membros do alto concílio mórmon juntamente com seu(s) profeta(s) removem, modificam ou mesmo desaparecem com estes ―erros‖ , no intuito de prosseguir com o seu caminhar espiritual sob o mais perfeita harmonia. Mas a Palavra do Senhor rejeita este tipo de comportamento, e levar tantos a prosseguirem erroneamente neste caminho.
“Portanto, não os temais; porque nada há encoberto que não haja de ser descoberto, nem oculto que não haja de ser conhecido.” Mateus 10:26 “Mas qualquer que fizer tropeçar um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e se submergisse na profundeza do mar.” Mateus 18:6 Em resumo crer que Brigham Young foi um profeta de Deus e aceitar sua revelação do Deus-Adão é admitir que o "profeta" Spencer W. Kimball e a igreja dos Santos dos Últimos Dias promuilgam falsidade. Em contrapartida, rejeitar a doutrina do Deus-Adão é negar o "profeta" que a apresentou, neste caso o direto sucessor de Joseph Smith, Brigham Young, seguindo a lógica ao negar uma doutrina logicamente deve-se negar o ensinador, e admitir que ele era um falso profeta. Então de acordo com esta contradição doutrinária pode-se facilmente constatar que a igreja dos Santos dos Últimos Dias não segue os padrões ditados pela Palvra de Deus, a Bíblia, bem como o comum senso de que Desu não habita aonde haja confusão, Deus não esta neste meio...Conclui-se em se tratar de uma seita, com doutrinas falsas, liderada por vários anos por um profeta falso. Ao examinarmos as seguintes evidências expostas. Preste atenção nas datas à medida que prosseguimos. Brigham Young, evidentemente introduziu esta doutrina num sermão que pregou no dia 9 de abril de 1852. Leia-o no contexto no Journal of Discourses: "Agora ouvi, ó habitantes de terra, judeus e gentios, santos e pecadores! Quando nosso pai chegou ao jardim do Éden, entrou nele com um corpo celestial, e trouxe consigo Eva, uma de suas esposas. Ele ajudou a organizar este mundo. Ele é Miguel, o Arcanjo, o Ancião de Dias! Acerca de quem santos homens têm escrito e falado--ele é nosso pai e nosso Deus, e o único Deus com quem devemos lidar" (vol. 1, p.50, 51, itálicos do autor). Repetidas vezes Brigham Young ensinou que Adão era Deus. Isto não foi um
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fato único e isolado. Contradição do presidente da igreja e profeta dos mórmons, Spencer W. Kimball: "Prevenimos-vos contra a disseminação de doutrinas que não são segundo as escrituras e que supostamente foram ensinadas por algumas das Autoridades Gerais das gerações passadas. Tal é o caso, por exemplo, da teoria do Deus-Adão. Denunciamos tal teoria e esperamos que todos tomem precaução contra esta e outros tipos de doutrinas falsas " (Church News, October 9, 1976). Joseph Fielding Smith fez a seguinte afirmação em relação as declarações de Bringham Young: ―Dentre todas as probabilidades, o sermão fora erroneamente traduzido.‖ (Doutrinas da Salvação, vol 1, pg. 96) Hugh Brown (membro da Primeira Presidência) declarou: ―A doutrina do Deus-Adão não é uma doutrina da igreja, e as informações publicadas a respeito deste assunto no Jornal dos Discursos não estão corretas.‖ (numa carta datada de 13 de Maio de 1966). Mais recentemente, o apostolo Bruce McConkie admite: ―Sim, presidente Young ensinou que Adão fora o pai de nossos espíritos, e todos as coisas que os cultuadores [Cristãos orthodoxos] atribuem a ele...‖carta para Eugene England datada de 19 de Fevereiro de 1981, fotocópia disponivel com Challenge Ministries, PO Box 20195, El cajon, CA,. 92021) A Igreja dos Santos dos Últimos Dias certamente tentou e obviamente gostaria de remover estas provas, ou os fatos de seus anais ou de qualquer outra fonte histórica relacionada com esta doutrina herética de seu presidente Brigham Young. Mas segundo depoimentos de muitos membros nos dias atuais, afirmam que esta doutrina do Deus-Adão fora uma tentativa de difamar o seu profeta, por parte dos antimórmons. Não obstante, qualquer pessoa que esteja disposto a encarar os fatos pode descobrir por si mesmo exatamente o que Brigham Young ensinou sobre o assunto no Journal of Discourses e outros escritos mórmons. Para os que não têm acesso ao Journal of Discourses, Melaine Layton [1], Jerald e Sandra Tanner e Bob Witte trazem, em seus respectivos livros, fotocópias dos sermões de Brigham Young acerca de Adão ser Deus, como nos exemplos vistos anteriormente. Nota Para maiores informações consulte o website: http://www.challengemin.org/mormonch.html http://library.usu.edu/specol/manuscript/collms210.html
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Adão, Quem é Ele? Mark E. Peterson, apóstolo mórmon, escreveu um livro intitulado Adam, Who Is He? Afirmava ele que o apóstolo mórmon Charles C. Rich ouviu, no dia 9 de abril de 1852, o sermão que Brigham Young pregou sobre a doutrina do Deus-Adão e ouviu Brigham Young dizer algo diferente sobre o ponto que realmente estava registrado. Segundo o apóstolo Rivh, Brigham dissera: "Que idéia erudita! Jesus, nosso irmão mais velho, foi gerado na carne pelo mesmo personagem que esteve no jardim do Éden, e que conversou com nosso Pai do céu." Examinemos esta afirmativa e verifiquemos sua exatidão e honestidade históricas. O historiador mórmon, Leonard J. Arrington, escreveu um livro intitulado Charles G. Rich, Mormon General and Western Frontiersman. Nesse, livro, Arrington conta de uma viagem que Rich fez. Diz ele que Rich deixou San Bernardino, na Califórnia, no dia 24 de março de 1852, em direção ao vale de Salt Lake, com um carroção carregado de suprimentos. De Salt Lake ele retornou a San Bernardino, chegando aqui no dia 20 de agosto de 1852, em 22 dias, "a viagem mais rápida de que se tem registro", segundo Arrington.[2] Obviamente, se Rich levou 22 dias para ir de Salt Lake City a San Bernardino - e essa foi a "viagem mais rápida de que se tem registro", ele teria levado pelo menos 22 dias para ir de San Bernadino ao Vale de Salt Lake. Portanto, se ele saiu de San Bernardino no dia 24 de março, teria sido impossível que Charles C. Rich chegasse a Salt Lake City no dia 9 de abril a tempo de ouvir o sermão de Brigham Young. Os escritores mórmons nem mesmo conseguem conciliar suas evasões da verdade! Brigham Young disse que quando seus sermões eram corrigidos, eram escritura.[3] Ele falou como o "profeta vivo" oficial da igreja dos Santos dos Últimos Dias, dando a seu povo, ostensivamente, a revelação que Deus tinha para eles. Um ano depois de ele pregar este sermão, o ponto central deste mesmo sermão acerca do Deus-Adão foi publicado no Millenial Star mórmon, enfatizando que Brigham Young havia ensinado que Adão era Deus. O sermão logo foi reproduzido no Journal of Discourses, onde Brigham Young tinha de aprová-lo. Ele não o mudou nem o rejeitou em parte alguma. Desde 1852 até à morte de Brigham Young, em 1877, o sermão permaneceu intacto como ele permitira que fosse reproduzido no Journal of Discourses, Ainda está lá.
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A afirmação de Mark Peterson foi, simplesmente, uma de muitas tentativas para encobrir o ensino de Brigham Young acerca do Deus-Adão. Temos apresentado algumas das evidências quanto ao fato de Brigham Young ter inegavelmente ensinado a doutrina herética de que adão foi Deus, e ter acrescentado que Adão era "o único Deus com quem devemos lidar". Isto elimina Jesus, Eloim e todos os outros deuses mórmos. Fato descabível a menção de que Brigham Young fora interpretado de forma erronea em sua mensagem de 9 de abril de 1852. Brigham Young ensinou a mesma doutrina do Deus-Adão por cerca 21 anos. Numa declaração do um jornal mórmon, The Deseret News, de 18 de junho de 1873, 21 anos depois do primeiro sermão de Brigham Young sobre o Deus-Adão, em 9 de abril de 1852, Young disse: "Quanta descrença existe nas mentes dos Santos do Últimos Dias em relação a uma doutrina particular que a ele revelei, e que me foi revelada por Deus...a saber que Adão é nosso Pai e Deus... Nosso Pai Adão ajudou a formar esta terra, ela foi criada expressamente para ele e depois de ter sido ela criada ele e seus companheiros para aqui vieram. Ele trouxe consigo uma de suas esposas, chamada Eva, por ser a primeira mulher sobre esta terra. Nosso Pai Adão é quem está no portão e tem as chaves da vida eterna e da salvação a todos os seus filhos que já vieram e que virão à terra... 'Bem', diz alguém 'Por que Adão foi chamado Adão'? Ele foi o primeiro homem sobre a terra, e seu estruturador e criador. Ele, com a ajuda de seus irmãos, trouxe-a a existência. Então disse ele: ―Desejo que meus filhos que estão no mundo dos espíritos venham e habitem aqui. Uma vez já vivi numa terra parecida com esta, num estado mortal. Fui fiel, recebi minha coroa de exaltação [tornou-se um "Deus" segundo o ensino mórmon]. Tenho o privilégio de estender minha obra, e o seu aumento não terá fim. Desejo que meus filhos que me nasceram no mundo dos espíritos venham e tomem tabernáculos na carne, que seus espíritos possam ter uma casa, um tabernáculo ou uma habitação como o meu tem, e onde está o mistério?‖[4] Brigham Young não somente introduziu em 1852 a doutrina do Deus-Adão, mas continou a ensiná-la por muitos anos, como prova outro sermão de 1857;[5] e ele ainda a pregava em 1873. Outras fontes mórmons também substanciam este fato. A doutrina do Deus-Adão de Brigham Young fora citada em várias publicações mórmons por muitos anos. Brigham Young revisou pessoalmente muitas destas citações, bem como seus sermões no
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Journal of Discourses. Certamente ele teve diversas oportunidades para corrigir qualquer escrito ou citação erronea nessas publicações; Ele não o fez; e isto trata-se de uma prova cabal que ele ensinou e afirmou que Adão é Deus, e o "único Deus com quem devemos lidar! " ―Ai do mórmon que não crer no "profeta vivo" e em sua "revelação!" Declarações estas de Brigham Young. F.D. Richards, membro preeminente na Igreja Mórmon, declarou: "A respeito da doutrina de Adão ser nosso Pai e Deus... o profeta e apóstolo Brigham a declarou, e essa é a palavra do Senhor."[6] E no diário de Hosea Stout: "Outra reunião esta noite. O presidente B. Young ensinou que adão foi o Pai de Jesus e o único Deus para nós."[7] O líder mórmon George Q. Cannon ensinou que "Jesus Cristo é Jeová", e que "Adão é seu Pai e nosso Deus".[8] Um interessante comentário realizado por A. F. MacDonald em "Minutes of the School of the Prophets, Provo, Utah, 1868-1871" (pg.39:39) muitos anos depois do primeiro sermão de Brigham Young sobre o Deus-Adão em 1852: "A doutrina pregada pelo presidente Young alguns anos atrás na qual ele diz que Adão é nosso Deus - o Deus que adoramos - nisso crê a maioria do povo... Orson Pratt disse não crer nela, ...se o presidente faz uma afirmação não é nossa prerrogativa disputá-la... quando ouvi pela primeira vez a doutrina de Adão ser nosso Pai e Deus, fiquei favoravelmente impressionado - gostei dela e a vi como uma nova Revelação - pareceu-me razoável que como pai de nossos espíritos, ele nos trouxesse aqui." Edward W. Tullidge escreveu: "Adão é nosso Pai e Deus. Ele é o Deus da terra; assim diz Brigham Young."[9] O ponto está estabelecido: Brigham Young deveras ensinou que Adão era Deus, "o único Deus com quem devemos lidar". Como diz Melaine Layton, uma ex-mórmon, em seu livro: Mormonism [Mormonismo]. Declara: "É verdade que os mórmons de hoje alegam não acreditar neste fato; entretanto, vários mórmons disseram-me que o crêem. A maior parte dos restantes ou nunca ouviram falar de tal coisa ou dizem simplesmente que não é verdade. Entretanto permanecem os fatos: Por mais de 50 anos (18521903), os escritores oficiais do mormonismo ensinaram, sem hestitação, que Adão é nosso Deus, e a grande maioria das pessoas acreditaram nisto!"
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Considere, outra vez, a contradição incrível do presidente e "profeta ", Spencer W. Kinmball: "Admoestamo-vos contra a disseminação de doutrinas que não estão de acordo com as escrituras e que supostamente foram ensinadas por algumas das Autoridades Gerais das gerações passadas. Tal é o caso, por exemplo, da teoria do Deus-Adão. Denunciamos tal teoria e esperamos que todos tomem cautela contra esta e outras espécies de doutrinas falsas" (itálicos do autor). Como sabiamente diz Wally Tope referindo-se a esta afirmação: "Ou Spencer W. Kimball está mentindo; não fez seu trabalho de casa; ou recusa-se a crer na linguagem clara. Todas as alternativas são inescusáveis. Simplesmente não existe saída. É impossível e totalmente desonesto fingir que Brigham Young foi citado erradamente ou compreendido mal por mais de 50 anos pelos líderes mórmons e milhares de pessoas. Se suas "revelações" foram contraditadas em data posterior, por que ter um "profeta vivo"? Como sabem os mórmons que não estão interpretando mal seu profeta atual? Quantidade alguma de desculpas vai satisfazer um Deus Santo que exige a verdade de acordo com sua verdadeira Palavra, a Bíblia. A doutrina do DeusAdão é falsa, por um profeta falso, numa igreja falsa. Esta doutrina falsa levou a outras doutrinas blasfemas que Brigham também ensinou. Entre estas está a que diz ter sido Adão o pai de Jesus, como resultado de relações sexuais com a virgem Maria, de modo que Jesus realmente não nasceu de uma virgem como declara claramente que "Jesus Cristo não foi gerado pelo Espírito Santo".[11] Segundo a Bíblia: "O que está concebido nela é do Espírito Santo." Sabemos que nenhum profeta verdadeiro de Deus contradiz a Palavra de Deus. Entretanto, já lidamos com este assunto e o mencionamos aqui meramente para mostrar a que ponto a doutrina do Deus-Adão de Brigham Young o levou. Certamente, o Jesus que os mórmons conhecem não é o Jesus da Bíblia. O sexto profeta e presidente da igreja Joseph F. Smith ensinou que Adão foi um homem:..Adão, nosso grande progenitor o primeiro homem, era tal como Cristo, um espirito pré – existente, que , como Cristo, tomou sobre sí um corpo adequado, o corpo de um homem, tornado-se assim alma vivente...( Ensinamentos dos Presidentes da Igreja Joseph Smith, edição 1998 – pag.335 – capitulo 37 – ed.IJSUD)
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Outras escrituras Mórmons também declara a humanidade de Adão: D&C 84.16;.Moisés 2.26-28; Abraão.5.7-13.
Notas [1] Church News, 9 de outubro de 1976. [2] Leonard J. Arrington, Charles G. Rich, Mormon General and Western Frontiersman. Salt Lake City: BYU Press, pg. 173. [3] Journal of Discourses, vol. 13, p. 95. [4] The Deseret News, 18 de junho de 1873. [5] Journal of Discourses, 1857, vol. 5, p. 331. [6] Millenial Star, 26 de agosto de 1954, vol. 16, p. 534. [7] Diary of Hosea Stout, 9 de abril de 1852, vol. 2, p. 435. [8] Diary Journal of Abraham H. Cannon, 23 de junho de 1889, vol. 11, p.39. [9] The Women of Mormondom, 1877, pp. 79, 179, 196, 197. [10] Wally Tope, "Maximizing Your Witness to Mormons", p. 20. [11] Journal of Discourses, vol. 1, pp. 50, 51.
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A Queda de Adão foi uma Bênção Segundo o mormonismo, Eva e Adão receberam de Deus dois mandamentos conflitantes entre si. 1.
Multiplicar e povoar a terra.
“E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.” Gênesis 1:28 2.
Não comer do fruto da árvore da ciência do bem e do mal.
“E tomou o SENHOR Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar. E ordenou o SENHOR Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” Gênesis 2:15-17 ...‖Se não quebrassem o segundo mandamento não poderiam cumprir o primeiro, pois permaneceriam imortais e neste estado não teriam filhos‖. (Mórmon Doctrine pg. 268,269 – edição 1979 - Bruce R. McConkie, editora Bookcraft) ...‖E vedes, portanto, que se Adão não houvesse trasgredido não teria caido e teria permanecido no jardim do Édem.Todas as coisas que foram criadas deveriam permanecer no mesmo estado em que estavam, depois de terem sido criadas ; e assim deveriam permanecer para sempre sem ter fim; E não teriam filhos pois teriam permanecido num estado de inocência, não tendo alegria, pois que não conheceriam a miséria; não fazendo o bem, pois não conheceriam o mal. Mas eis que todas as coisas foram feitas pela sabedoria daquele que conhece tudo. Adão caiu, para que o homem existisse, e os homens para que tenham alegria.‖ 2 Nefi 2:22-25 A Biblia não menciona que Adão e Eva deveriam pecar e tornar-se mortais antes de poderem ter filhos. Se em conhecer o pecado é um pré–requisito para se fazer o bem, então Jesus nada realizou de bom, pois Ele não conheceu pecado. Aquele que não
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conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nEle fôssemos feitos justiça de Deus.
“Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.” 2 Corintios 5:21 “Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os céus;” Hebreus 7:26. A Criação de Deus O Livro de Gênesis descreve exatamente como Deus criou o homem, soprou nele o alento da vida [o verbo Hebraico –pneuma- significa literalmente soprar] e neste caso se o homem estivesse vivo [como afirmam as doutrinas mórmons], isto teria sido completamente desnecessário. Esta criação então tornou-se o primeiro homem, Adão, alma vivente. Eva foi criada por Deus, aqui nesta terra, do corpo de Adão [Deus utilizou-se de uma das costelas de Adão]; Adão de acordo com o relato biblico não trouxera Eva, para o jardim do Éden, como "uma de suas esposas". Como sendo uma criatura, e não criador naturalmente não possuiu nenhuma participação direta ou indireta na criação do mundo, especialmente por que fora criado e posto no jardim do Éden após o Mundo [Terra] terem sido criados por Deus. E o Senhor criara uma adjuntora para Adão, e o artigo indefinido ―uma‖ refere-se a algo unitário, não a pluralismo. O homem quebrou este padrão de monogamia, como pode-se constatar nos relatos biblicos, para seu próprio pesar junto a Deus. No Novo Testamento o Senhor claramente afirmou seu plano para o casamento, em passagens tais como:
“E disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne?” Mateus 19:5. E de acordo com esta passagem biblica, ―o homem deixará seu pai e sua mãe e apegar-se à sua esposa; e os dois serão uma só carne‖. Não existe nenhum relato em todo Novo Testamento para autenticar que algum Cristão teve mais do que uma esposa, de cada vez.
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“Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar;”1 Timóteo 3:2 “Aquele que for irrepreensível, marido de uma mulher, que tenha filhos fiéis, que não possam ser acusados de dissolução nem são desobedientes.”Tito 1:6 Sob a Nova Aliança - o Novo Testamento - o Espírito Santo habitando seu povo, Deus proíbe terminantemente a prática de se ter mais de uma esposa, o que Ele havia permitido (vontade permissiva), não aprovado no Antigo Testamento.
―Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam;”Atos 17:30. Historicamente, os líderes dos Santos dos Últimos Dias têm ignorado e quebrado o mandamento explícito de Deus com relação ao casamento. Muitos dos fundadores mórmons - Joseph Smith, Bringham Young, dentre outros - tiveram mais de uma esposa. Isto significa que não eram qualificados para o cargo que possuíam, e que todas as suas afirmações de autoridade eram espúrias aos olhos de Deus.
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A Bíblia X a Igreja Mórmon
―Cremos ser a Bíblia a Palavra de Deus, o quanto seja correta sua tradução, e cremos também ser o Livro de Mórmon a Palavra de Deus. (Artigo 8, regras de Fé, edição 1981 – p.252, James E. Talamge) ..‖Não há e não pode haver uma tradução absolutamente fidedigna desta ou de outras Escrituras, a menos que ser tenha feito por intermédio do dom de tradução, como uma das dádivas do Espírito Santo. O tradutor deve ter o Espirito de Profecia, se deseja expressar em outro idioma as palavras do profeta; e a sabedoria humana por si só, não conduz a essa possessão. Leiase, pois a Biblia reverentemente e com cuidado e oração, buscando o leitor a luz do Espírito para poder sempre distinguir entre a verdade e os erros dos homens‖. (Regras de Fé, edição 1981 – pg.221, James E.Talmage) A Bíblia é um Livro Incorreto? ..‖Creio na Biblia tal como se encontrava ao sair da pena de seus escritores originais. Os tradutores ignorantes e corruptos, cometeram muitos erros..‖ (Enseñanzas del profeta Joseph Smith – edição 1954 – pg.404 - Editora IJSUD) ..‖E depois de transmitidas pelas mãos dos doze apóstolos do Cordeiro, dos judeus e gentios, vês a fundação de uma grande e abominável igreja, que é a mais abominável dentre todas as outras igrejas; pois despojaram o Evangelho do Cordeiro de muitas partes que são claras e sumamente preciosas, como também de muitos dos convênios do Senhor.‖ (1Nefi 13:26 – livro de Mórmon, edição 1997). ..‖Tu tolo dirás: Uma Bíblia, temos uma Biblia, e não necessitamos mais de Bíblia. Terias obtido uma Bíblia se não fosse pelas mãos dos judeus‖. ―E, portanto porque tendes uma Biblia, não deveis supor que ela contém todas as minhas palavras; nem deveis supor que não se escreveria mais...‖(2 Nefi 29:6-9 – Livro de Mórmon, edição 1997) Refutação: A Biblia é completa e suficiente para o fim a que ela foi destinada: Revelar Deus e sua vontade, ao homem, e para esta finalidade constata-se que:
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1. É a Palavra de Deus:
“Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus;” Efésios 6:17. “Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre”. 1Pedro 1:23 “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração”. Hebreus 4:12 “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça;” 2Timoteo 3:16 Ela não contém todas as palavras de Cristo, mas o que nela esta registrado acerca Dele, é o suficiente para nossa salvação.
“Jesus, pois, operou também em presença de seus discípulos muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.“ João 20:31-32 Os Apóstolos receberam instruções diretamente através dela.
“E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos”. Lucas 24:4445 ”HAVENDO Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho” Hebreus 1:1 “Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para
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sempre. 24 Porque Toda a carne é como a erva, E toda a glória do homem como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor; 25 Mas a palavra do SENHOR permanece para sempre. E esta é a palavra que entre vós foi evangelizada”. 1Pedro 1:23-25 “Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo;” 1Pedro 2:2 No tempo de Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador, os cristãos [até então não eram chamados de cristãos, somente vários anos depois da morte e ressureição de Jesus em Antioquia aduiqriram este ―nome‖], seguindo o exemplo de Jesus, se utilizavam das Escrituras do Velho Testamento, e a mais respeitada autenticação a respeito da Bíblia vem do personagem principal deste livro, o próprio Jesus Cristo, Yeshua Hamassiah [nome hebraico para Jesus, o Messias] quando Jesus menciona várias passagens do Velho Testamento, como neste exemplo em Lucas:
“E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga, e levantou-se para ler. E foilhe dado o livro do profeta Isaías; e, quando abriu o livro, achou o lugar em que estava escrito: O Espírito do Senhor é sobre mim, Pois que me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados do coração; A pregar liberdade aos cativos, E restauração da vista aos cegos, A pôr em liberdade os oprimidos, A anunciar o ano aceitável do SENHOR. E, cerrando o livro, e tornando-o a dar ao ministro, assentou-se; e os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele. Então começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos”. Lucas 4 17-21. ―Uma geração má e adúltera pede um sinal, e nenhum sinal lhe será dado, senão o sinal do profeta Jonas. E, deixando-os, retirou-se.” Mateus 16:4 “Ora, quando vós virdes a abominação do assolamento, que foi predito por Daniel o profeta, estar onde não deve estar (quem lê, entenda), então os que estiverem na Judéia fujam para os montes.” Marcos 13:14
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Os Manuscristos do Mar Morto O primeiro manuscrito do Mar Morto foi encontrado no Cairo, Egito. Foi recuperado em 1897 numa guenizáh, local em uma sinagoga onde se guardam cópias de textos sagrados em desuso. O Documento de Damasco (ou Fragmentos Zadoqueus). A obra é dividida em uma Exortação e uma lista de Estatutos. Foi escrito por volta de 10 a.C.. Em meados de 1946, três pastores beduínos (nômades do deserto) da tribo Ta’amireh, que estavam com seu rebanho ali, quando à procura de algumas cabras, perceberam duas aberturas na rocha. Ao atirar pedras pela abertura da rocha, ouve-se o barulho de cerâmica se quebrando. Dois dias após entraram na caverna, encontrando uma série de jarros. Assim começaram a ser encontrados os manuscritos.
Os trabalhos de escavações iniciaram em 15 de fevereiro de 1949 e terminaram em 21 de março de 1958. Onze grutas, seis escavadas no flanco do terraço e cinco na base da falésia. Os manuscritos bíblicos encontrados em Qumran abrangem toda Bíblia hebraica, exceto o livro de Ester e, são aproximadamente mil anos mais antigos do que o mais velho códice. Um dos primeiros manuscritos retirados das grutas próximas ao sítio de Qumran foi a Regra da Comunidade. Este documento de onze colunas apresenta poucas lacunas e está em bom estado de conservação. Na gruta 4 foram descobertos também outros manuscritos fragmentários da mesma regra. A comunidade do Mar Morto (ou Qumran) foi estabelecida ali no século II a.C., que sobreviveu por cerca de dois séculos ou mais. A maioria dos
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manuscritos está em pergaminho, o restante em papiro. Além dos manuscritos hebraicos, foram encontrados gregos e aramaicos. Os gregos são fragmentos de Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Há fragmentos dos Targuns de Levítico e Jó. Os manuscritos concordam com o texto massorético e, indicam a existência de “protomassoréticos” entre os séculos I-III a.C..
Os textos são importantes por serem praticamente os únicos documentos bíblicos judaicos hoje existentes relativos a este período e porque eles podem explicar muito sobre o contexto político e religioso nos tempos do nascimento do Cristianismo. Além de fragmentos bíblicos, contêm regras da comunidade, escritos apócrifos, filactérios, calendários e outros documentos. Mas o Professor Julio Trebolle Barrera, membro da equipe internacional de editores dos Rolos do Mar Morto, declarou: “O Rolo de Isaías [de Qumran] fornece prova irrefutável de que a transmissão do texto bíblico, durante um período de mais de mil anos pelas mãos de copistas judeus, foi extremamente fiel e cuidadosa.” O rolo mencionado por Barrera contém o inteiro livro de Isaías. Os livros bíblicos mais populares em Qumran eram os Salmos (36 exemplares), Deuteronômio (29 exemplares) e Isaías (21 exemplares). Estes são também os livros mais freqüentemente citados nas Escrituras Gregas Cristãs. Embora os rolos demonstrem que a Bíblia não sofreu mudanças fundamentais, eles também revelam, que haviam versões diferentes dos textos bíblicos hebraicos usadas pelos judeus no período do Segundo Templo, cada uma com as suas próprias variações. Nem todos os rolos são idênticos ao texto massorético na grafia e na fraseologia. Alguns se aproximam mais da Septuaginta grega. Anteriormente, os eruditos achavam que as diferenças na Septuaginta talvez resultassem de erros ou mesmo de invenções deliberadas do tradutor. Agora, os rolos revelam que muitas das diferenças realmente se deviam a variações no texto hebraico. Isto talvez explique alguns dos casos em que os primeiros cristãos citavam textos das Escrituras Hebraicas usando fraseologia diferente do texto massorético. Desta forma evidenciando a precisão e a veracidade das cópias, e mesmo as traduções são fidedignas dos textos copiados dos originais.
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“Todas as almas, pois, que procederam dos lombos de Jacó, foram setenta almas; José, porém, estava no Egito.”Êxodo 1:5 “E José mandou chamar a seu pai Jacó, e a toda a sua parentela, que era de setenta e cinco almas.” Atos 7:14. Assim, este tesouro de rolos e fragmentos bíblicos fornece uma excelente base para o estudo da transmissão do texto bíblico hebraico. Os Rolos do Mar Morto confirmaram o valor tanto da Septuaginta como do Pentateuco samaritano para a comparação textual. Os pergaminhos Fornecem uma fonte adicional para os tradutores da Bíblia considerarem possíveis emendas ao texto massorético. Por exemplo, em vários casos, eles confirmam decisões feitas pela Comissão da Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas, para restaurar o Nome de Deus nos lugares onde havia sido removido do texto massorético.
Os Rolos do Mar Morto ajudam a compreender o contexto da vida judaica no tempo em que Jesus pregava. Fornecem informações comparativas para o estudo do hebraico antigo e do texto da Bíblia. Deveras, a maior descoberta arqueológica do século XX continua a empolgar tanto eruditos como estudantes da Bíblia. A despeito desta informação relatada neste capítulo e as ―afirmações contrárias‖ a respeito da autenticidade da Bíblia por Joseph Smith e seus seguidores, deve-se fazer uma analise dos fatos. A Bíblia possue provas irrefutavéis, tais como arqueológicas, historicas, geográficas e humanas [O povo de Israel], e outras como os Manuscristos do Mar Morto que autenticam a veracidade e a fidelidade das traduções, e estes manuscristos podem ser encontrados em alguns museus abertos ao público. Mas o mesmo não pode ser dito a respeito do Livro de Mórmon, pois não existe nenhuma prova arqueológica, histórica ou mesmo humana. Os índios
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americanos mediante comprovação cientifíca decorrente da analise do DNA dos mesmos, comprovadamente afirmam que os índios são descendentes de tribos asiáticas. Contradições entre o Livro de Mórmon e a Bíblia. ―E aconteceu que estas trevas duraram pelo espaço de três dias, nos quais não foi vista luz alguma; e houve grandes lamentações e gemidos e pranto entre todo o povo continuamente; sim, grandes foram os gemidos do povo por causa das trevas e da grade destruição que sobreviera...‖ 3 Nefi 8:23 – Livro de Mórmon. O Sol escurecerá por três dias, enquanto a Biblia diz que seria por três horas, em se tratando da crucificação de Jesus.
“E, chegada a hora sexta, houve trevas sobre toda a terra até a hora nona.” Marcos 15:33. “E era já quase a hora sexta, e houve trevas em toda a terra até à hora nona, escurecendo-se o sol;” Lucas 23:44. O Livro de Mórmon afirma que Jesus nasceu em Jerusalém: ―Mas eis que isto o Espirito me disse: Clama a este povo dizendo: Arrependei-vos e preparai o caminho do Senhor e andai nas suas veredas, que são retas; pois eis que o reino dos céus esta próximo e o filho de Deus nascerá na face da Terra;...E eis que nascerá de Maria, em Jerusalém, que é a terra de nossos antepassados, sendo ela uma virgem, um vaso precioso e escolhido e uma sombra envolverá e comceberá pelo poder do Espirito Santo e dará a luz um filho, sim, o filho de Deus..‖ Alma 7:10. Enquanto que na Bíblia afirma que Ele nasceria em Belém:
“...E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade.” Malaquias 5:2.
“E, TENDO nascido Jesus em Belém de Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do oriente a Jerusalém,” Mateus 2:1.
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No livro de Mórmon relata que os seguidores de Cristo foram chamados de ―Cristãos‖ em 73 a.C.. Enquanto que a Biblia e proas historicas irrefutáveis, afirmam que somente isso aconteceu em 42 d.C., na Antioquia. ―E os que pertenciam à igreja eram fiéis; sim, todos os que eram crentes verdadeiros em Cristo, tomavam alegremente em sí o nome de Cristo, ou seja, de Cristãos, como eram chamados em virtude de sua crença no Cristo que haveria de vir...‖(Alma.46:14-15 – Livro de Mórmom)
“E sucedeu que todo um ano se reuniram naquela igreja, e ensinaram muita gente; e em Antioquia foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos”. Atos 11:26.
The exhibition Scrolls From the Dead Sea: The Ancient Library of Qumran and Modern Scholarship
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O Batismo Pelos Mortos
A
opinião de que os mortos podem receber o evangelho de Jesus Cristo no
mundo dos espíritos, e pelo batismo de procuração executado em benefício deles pelos membros da SUDs, é um das doutrinas distintivas do Mormonismo que os separa do Cristianismo histórico e Bíblico. A pergunta de que se esta prática tem ou não base Bíblica e se foi praticada pela igreja primitiva é assunto de suma importância o qual faz parte deste estudo. A suposta base bíblica oferecida pela SUDs para apoiar seu ensino de que o evangelho de Jesus Cristo foi pregado no mundo dos espíritos, se restringe especialmente
“No qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão; Os quais noutro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca; na qual poucas (isto é, oito) almas se salvaram pela água;” I Pedro 3:19-20
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“Porque por isto foi pregado o evangelho também aos mortos, para que, na verdade, fossem julgados segundo os homens na carne, mas vivessem segundo Deus em espírito; “I Pedro 4:6. A interpretação oficial desta passagem da Bíblia, se acha em Doutrina e Convênios 138. No entanto está baseada em exegese distorcida. Ligada a este ensino herético está a doutrina do batismo por procuração, ou como é comumente chamado: ―batismo pelos mortos‖. Focalizando especificamente na prática relacionada com o batismo para os mortos. Antes porém, cabe aqui uma pergunta apropriada: A Bíblia realmente ensina a prática do batismo pelos mortos? Foi ensinada e praticada por Jesus e pelos primeiros apóstolos de Cristo? Embora o Livro de Mórmon é tido pelos adeptos como contendo ―a plenitude do evangelho eterno‖ (Doutrina e Convênios 27:5), embora dizem ser o batismo para os mortos um ensino central do evangelho de Jesus Cristo, é esclarecedor sabermos que o Livro de Mórmon não contém nenhuma referência a esta prática, direta ou indiretamente deste ritual. Isto pode ser verificado facilmente conferindo abaixo ―Batismo pelos Mortos‖ no Guia Tópico da igreja de LDS para as Bíblias ou o Índice para a Combinação Tripla — as únicas referências dadas provém de quatro seções de ―Doutrinas e Convênios‖ (124,127,128,138 e Ensenãnzas del profeta Joseph Smith pg.214 – edição 1954). Pode-se constatar que este livro não traz nenhuma referência a esta doutrina herética. A Base da doutrina em UM ÚNICO VERSO O silêncio do Livro de Mórmon quanto ao batismo pelos mortos é um fato importante, por isto um único verso na Bíblia:
“Doutra maneira, que farão os que se batizam pelos mortos, se absolutamente os mortos não ressuscitam? Por que se batizam eles então pelos mortos? “ 1 Coríntios 15:29 ,constitui sua base exclusiva para os teólogos mórmons. Isto é reconhecido pela Enciclopédia de Mormonismo de 1992. A primeira vista que nota-se neste verso que o batismo para os mortos não é ensinado de fato, mas apenas mencionado. Dado a natureza escassa de evidência, e especialmente de vital importância, seguir os princípios de
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interpretação Bíblica buscando entender este verso. Dois princípios básicos pertinentes a esta tarefa são: (1) não leia um verso de forma isolada, mas cuidadosamente considere seu contexto, e (2) use passagens claras e explícitas da Bíblia para interpretar o que está obscuro. Uma leitura superficial de 1 Coríntios 15:29 isolada de seu contexto pode sugestionar um aparente apoio para o batismo para os mortos, assim como em 1 Corintios 15:40, ensinar sobre a existência de seres de outros planetas (corpos celestes). Porém, um estudo cuidadoso do verso em seu contexto e na luz de outras passagens bíblicas pertinentes, deixa claro que isto não é possível. Seguindo os princípios descritos acima, nós deveríamos fazer várias perguntas tais como: (1) Há qualquer coisa em I Coríntios (num contexto mais amplo) que lança mais luz sobre a questão em 15:29? (2) o que o tema e essa linha de argumento tem a ver com o contexto imediato? (3) como o verso 29 se ajusta nesta linha de argumento? (4) Há alguma outra menção sobre o ensino do batismo, em outras epístolas de Paulo ou em outro lugar no Novo Testamento? Será que o apóstolo aqui está dando aprovação à doutrina do batismo para os mortos? Jesus e os outros escritores do Novo Testamento apóiam esta doutrina? Perguntas como estas nos ajudarão a chegar a uma interpretação precisa do verso 29, e também vão evitar a tentação de ler no texto nossas próprias idéias preconcebidas. Analisando o Contexto. Há três outras referências a respeito de batismo em I Coríntios — são elas: 1:14-17, 10:2, e 12:13. Em 1:14-17. Paulo menciona o batismo para expressar
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a preocupação dele sobre contendas e facções nas reuniões entre os cristãos em Corinto:
“Dou graças a Deus que a nenhum de vós batizei, senão a Crispo e a Gaio;para que ninguém diga que fostes batizados em meu nome.É verdade, batizei também a família de Estéfanas, além destes, não sei se batizei algum outro. Porque Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar o evangelho; não em sabedoria de palavras, para não se tornar vã a cruz de Cristo.” É bem clara suas palavras quando diz que: “Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar o evangelho,” Paulo está lembrando aos coríntios que é a mensagem da morte de Cristo por nossos pecados (aceita pela fé genuína) que pode de fato regenerar e pode transformar a pessoa interior, e não o ritual externo do batismo, ele é importante, entretanto, como um sinal externo de fé e obediência. Este fato demonstra que os coríntios davam muita importância ao batismo, e que o apóstolo sentia a necessidade de os guiar a um ensinamento equilibrado de seu significado. Então em 10:2 o apóstolo usa a palavra ―batizou‖ descrevendo o Israelitas que cruzaram o Mar Vermelho: ―todos foram batizados em Moisés na nuvem e no mar.‖ Embora este seja um uso figurativo do termo, Paulo usa isto para construir na lembrança deles a prioridade de fé e regeneração interna em cima da questão do batismo (1:14-17). Ele faz uma observação perspicaz dizendo que todos os Israelitas que saíram do Egito eram ―batizados,‖ figurativamente, eles não agradaram a Deus:
“Mas Deus não se agradou da maior parte deles; pelo que foram prostrados no deserto.” I Corintios 10:5. Finalmente, em 12:13 Paulo menciona batismo como um argumento para a unidade Cristã:
“Pois em um só Espírito fomos todos nós batizados em um só corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos quer livres; e a todos nós foi dado beber de um só Espírito.” Aqui novamente, não é o rito do batismo que vale, mas a realidade da união com Cristo que batismo o batismo representa (Romanos 6:3-4), forjado não através da água, mas pelo Espírito.
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O orgulho dos crentes na Igreja de Corintho quanto ao batismo é uma pista importante para se entender o significado de 1 Coríntios 15:29. Pois como veremos, o apóstolo associa o batismo pelos mortos a um grupo herético dentro da igreja cujo falso ensinamento recebeu atenção especial no décimo quinto capítulo de 1 Coríntios. O contexto imediato. O modo correto para compreender quaisquer techo ou texto na Bíblia é examinar os versos que o cercam. E quando lemos 1 Coríntios 15:29 em seu contexto, fica nítido que é a ressurreição e não o batismo, trata-se do tema dominante ao longo do capítulo 15. Nos versos 1-11, Paulo declara que após Cristo ter morrido pelos nossos pecados, fora ressuscitado dentre os mortos, fato este que foi amplamente atestado por quase 500 testemunhas, a maioria de quem ele afirma ainda estar viva na época. Então nos versos 12-49 o Apóstolo coloca em ordem uma série de argumentos para a raciocinando sobre a importância da doutrina da ressurreição do corpo. Aqui, o leitor moderno precisa se lembrar de que a doutrina judeu-cristã da ressurreição, era considerada, loucura, verdadeira tolice entre os gregos antigos (Corinto era uma cidade grega). A menção que Paulo faz do batismo pelos mortos no verso 29 é apenas uma daquelas série de argumentos introduzidos para servir de apoio na defesa que ele faz da ressurreição. Então quem em Corinto praticava o batismo pelos mortos? E o mais importante: Esta prática possuia a aprovação do apóstolo? A Resposta esta na expressão - “alguns entre vós” A pergunta retórica de Paulo no verso 12 expressa o raciocínio do capítulo:
“Ora, se prega que Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, como dizem alguns entre vós que não há ressurreição de mortos?” Importante notar que a série inteira de argumentos nos versos 13-49, especificamente, aponta para a refutação destes falsos mestres dentro da congregação (―alguns entre você‖) que estão negando a ressurreição abertamente. O esboço seguinte dá uma avaliação da passagem:
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1. Se não houver nenhuma ressurreição, Cristo não ressuscitou (vv. 13,16) 2. Nosso pregação é vã, nós ainda permanecemos em nossos pecados (vv. 14,17) 3. Nós somos considerados como falsas testemunhas (v. 15) 4. Os mortos em Cristo estão perdidos (v. 18) 5. Cristãos são os mais miseráveis dentre os homens (v. 19) 6. Como a morte veio por um homem (o Adão) e seus descendentes, assim também a ressurreição veio por um homem (Cristo) para tudo que pertencem a Ele (vv. 20-22) 7. A ordem da ressurreição: primeiro Cristo, as primícias, e depois todos que estão nele na sua vinda(vv. 23-28) 8. O ensinamento dos falsos mestres que negam a ressurreição se torna incoerente quando eles se batizam pelos mortos, pois a prática está baseada na esperança da ressurreição (v. 29) 9. Por que sofremos ainda pelo evangelho se não houver nenhuma ressurreição? (vv. 30-34) 10. Ressurreição é como uma semente que morre primeiro para então produzir vida (vv. 35-38) 11. A natureza do corpo da ressurreição é diferente da do corpo mortal, como a carne de humanos, mamíferos, e peixes são diferentes um do outro (v. 39) 12. O corpo de ressurreição é de maior glória que o corpo carnal, como o sol é de maior glória que a lua (vv. 40-41) 13. Mais contrastes entre o corpo da ressurreição e nossos corpos mortais (vv. 42-49) No verso 29 há outra pergunta retórica:
“De outra maneira, que farão os que se batizam pelos mortos? Se absolutamente os mortos não ressuscitam, por que então se batizam por eles?”
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Paulo ressalta o fato que o corpo humano passa pelo processo do batismo, esses que executam tal rito por procuração por uma pessoa falecida têm de fazer assim porque eles têm a esperança da ressurreição futura por aquela pessoa. Assim, a função primária do verso é ainda outro argumento em defesa da ressurreição. O Apostólo Paulo Endossou tal Prática? O fato de Paulo mencionar tal pratica não quer dizer que ele aprovou, ensinou ou praticou tal coisa. Isto é visto pela maneira impessoal que ele se refere a este pessoal. Se o rito fosse uma parte legítima do ensino do apóstolo, ele teria dito mais ou menos como ―o que fará você. . .‖ ou ―o que faremos nós. . .‖ que batizamos pelos mortos. Está claro que Romanos 9:1-3 e 10:1-4 mostra a grande preocupação que Paulo tinha pelos de sua raça que estavam longe da mensagem do evangelho. Certamente havia alguns da própria família do apóstolo que tinham morrido sem o batismo cristão. Se Paulo ensinou realmente o batismo pelos mortos, é inexplicável que ele se exclua de modo tão claro desses que praticavam tal rito, como ele declara no verso: “que farão (eles) os que se
batizam pelos mortos?” O Apóstolo ressalta o grupo herético que praticava isto na comunidade Cristã de Corinto. Quando se refere aos crentes da comunidade ele sempre usa os pronomes “vós” ou “nós” incluindo a si próprio. De quem se tratam? Se nós perguntamos quem são aqueles ―eles‖ de que fala o verso 29, o contexto aponta claramente para atrás ao verso 12. São esses dentro da congregação que está negando a ressurreição, e para quem a passagem inteira aponta como refutação. Então o argumento de Paulo fica claro: Estes falsos mestres são contraditórios, pois ao passo que negam a ressurreição, ainda se ocupam com um ritual que está baseado na esperança da ressurreição. Ironicamente, a Enciclopédia de Mormonismo adere a esta mesma interpretação do verso: ―. . . Paulo recorre claramente a um grupo distinto dentro da Igreja, um grupo que ele acusa de inconsistência entre ritual e doutrina.”
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Assim, longe de endossar o batismo pelos mortos, Paulo na verdade associa isto com um grupo a quem ele já identificou como estando em grave heresia. Por que então Paulo não refutou essa doutrina? Será que Paulo usou uma pratica a qual não concordava para apoiar algo que ele defendia (a ressurreição)? Veremos que esta objeção levantada por alguns não tem consistência: Primeiramente, Paulo associou esta pratica com falsos mestres. Sendo assim, parece que não precisou de nenhuma refutação especial. Segundo, a História registra que esta prática na realidade não fora amplamente difundida. Somente algumas seitas isoladas praticaram isto, inclusive a seita dos Marcionitas do segundo século, e a Sociedade de Efrata, um grupo oculto Cristão na Pensilvânia (1700). Na verdade estes dois grupos não têm quase nada em comum e até mesmo menos ainda com o ensino do mormonismo. Assim a reivindicação de que a doutrina do ―batismo pelos mortos‖ fazia parte do Cristianismo original e que se perdeu com a alegada ―grande apostasia‖ carece de base histórica e bíblica. Paulo já no inicio da epístola declara que “Cristo me enviou não para batizar mas para pregar o evangelho” (1:16) — é uma lembrança de que o batismo não tem a mesma importância indispensável que a fé em Cristo tem. Este é um golpe direto na doutrina do batismo pelos mortos que aponta o batismo como indispensável para ressurreição e para a vida eterna. O Batismo é necessário para a Salvação? Para que haja o batismo pelos mortos é necessário que seja feito o batismo em água que segundo eles tem poder para perdoar pecados. Porém, observe as palavras do apóstolo Paulo —“Cristo me enviou não para batizar, mas para pregar o evangelho” 1 Coríntios 1:16. Esta declaração é esmagadora e insinua que o batismo não tem importância igual a fé em Cristo. O NT ensina que o batismo representa um passo importante de obediência para os cristãos, mas não ensina sua necessidade absoluta para o perdão dos pecados e não garante a vida eterna. Se o batismo é verdadeiramente
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necessário para a salvação como explicar a afirmação de Jesus para o ladrão que estava sendo crucificado, ―hoje mesmo estará comigo no Paraíso...‖ Doutrina do Batismo pelos mortos X o Livro de Mórmon O Livro de mórmon não menciona absolutamente nada a respeito do batismo pelos mortos. Muito pelo contrário, há evidências substanciais no Livro de mórmon contra a prática deste ensinamento: 1. Ensina que aqueles que morrem sem ouvir o evangelho (os candidatos primários do batismo pelos mortos) estão vivos em Cristo, então não precisam de batismo, e 2. Ensina que o batismo especificamente é um convênio para esta vida mortal, não havendo prova substancial para realizá-lo em favor dos mortos. No primeiro ponto, nota que Moroni 8:22 declara explicitamente que o estado desses que morrem sem um conhecimento do evangelho é como as crianças que morrem na infância: “Porque eis que todas as criancinhas estão vivas em Cristo, assim como todos os que estão sem a lei, porque o poder da redenção atua sobre todos os que não tem lei; portanto o que não foi condenado , ou seja, o que não está sob condenação, não pode arrepender-se; e para tal o batismo de nada serve” Então, do mesmo jeito que o Livro de Mórmon rejeita o batismo infantil, rejeita no mesmo fôlego aqueles que morreram na ignorância. O próximo verso (23) chama isto de obras mortas: “Mas é escárnio perante Deus negar as misericórdias de Cristo e o poder do seu Santo Espírito e depositar confiança em obras mortas”. O batismo pelos mortos também está em conflito com o ensino mórmon de que o batismo é um convenio para esta vida mortal (cf. Mosias 18:13,23; Alma 34.31-35) Em Hebreus esta escrito:
“E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo,” Hebreus 9:27 O batismo pelos mortos é antibíblico, não possuíndo quaisquer fundamento mesmo advindo da base da doutrina mórmon, o Livro de Mórmon. E
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derradeiro mas não menos importante, não existe salvação através do batismo, mas sim através de Jesus Cristo.
Salvação somente pode ser encontrada por meio da fé em Jesus Cristo, confessando com seus lábios e crendo em seu coração ! “A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. Porque todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo.” Romanos 10:910;13
O MUNDO ESPIRITUAL APÓS A MORTE
A Salvação para os Mortos Salvação para os mortos é um das doutrinas distintivas do mormonismo que por sua vez os separa do Cristianismo histórico. Nota-se, contudo, que o Livro de mórmon se silencia a respeito da salvação para os mortos e também do batismo para os mortos. Outros livros de revelações posteriores da seita que explicitamente mencionam estes assuntos são em grande parte interpretações errôneas de um punhado de passagens da Bíblia (dois em particular—1 Pedro 3:19 e 1 Coríntios 15:29). Assim, o real fundamento da doutrina da salvação para os mortos, é sua própria interpretação deturpada destas passagens. ―Este artigo começa com uma introdução ao ensino bíblico básico relativo ao destino eterno da humanidade, e então examina em alguns detalhes a interpretação de que Cristo estava pregando aos espíritos em prisão como descrito em 1 Pedro 3:19‖ O que acontece a esses que morrem sem um conhecimento da Bíblia? Eles terão uma oportunidade para ouvir o arrepender depois da morte? Seria injusto se Deus oportunidade? Porque a Bíblia declara que as pessoas têm
de Jesus Cristo e evangelho e se os negasse tal que ouvir e têm
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que acreditar no evangelho de Jesus Cristo primeiramente para então receber o perdão de seus pecados e escapar do julgamento de Deus ( João 3:36; Romanos 10:13-17). Às vezes é dito que esses que morrem sem ouvir o evangelho são inocentes. Como eles podem ser culpados e responsáveis, quando de fato morreram em ignorância? Deus não é obrigado pela sua justiça lhes dar uma oportunidade para ouvir o evangelho e se arrepender no mundo dos espíritos? Estas e outras perguntas levantadas pela religião mórmon serão satisfatoriamente respondidas neste artigo. Estas perguntas parecem lógicas e justas, pelo menos em parte. Certamente nós sentimos intuitivamente que Deus tem de fazer o que é certo e justo. Porém, a visão humana de que esses que morrem sem um conhecimento do evangelho são inocentes, são no mínimo passíveis de questionamentos. Por exemplo, a Bíblia é a única fonte de conhecimento sobre Deus; este Deus não pode julgar razoavelmente a menos que todos tenham a mesma oportunidade; e, que esses têm o desejo do evangelho para adorar e obedecer a Deus, mas são privados de o fazer assim por uma falta de conhecimento. Todavia estas suposições estão em conflito com o ensino bíblico. Nos primeiros dois capítulos da epístola de Paulo aos Romanos, o apóstolo mostra que o problema espiritual mais profundo da humanidade não é uma falta de conhecimento sobre Deus, mas uma atitude do coração rebelde. Esses que não têm a Palavra escrita de Deus (revelação especial) está não obstante sem desculpa, de acordo com Paulo, porque eles rejeitaram a revelação que Ele deu através da criação e da consciência humana (revelação geral):
“Porquanto, o que de Deus se pode conhecer, neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Pois os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de modo que eles são inescusáveis” Romanos 1:19-20 Além da revelação da existência de Deus e do poder da criação, o mundo pagão também tem a voz da consciência. Paulo descreve consciência como "o trabalho da lei escrita nos corações " (Romanos. 2:15). Esses com apenas a luz da criação e da consciência serão julgados por Deus com menos rigor , entretanto eles ainda estarão sem desculpa:
“Porque todos os que sem lei pecaram, sem lei também perecerão; e todos os que sob a lei pecaram, pela lei serão julgados. Pois não são justos diante de Deus os que só ouvem a lei; mas serão justificados
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os que praticam a lei (porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem por natureza as coisas da lei, eles, embora não tendo lei, para si mesmos são lei. pois mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os)” Romanos 2:12-15 Esses que morrem na ignorância terão que dar conta no juízo final pelos seus pecados e responderem pela luz que tiveram. Porém, a Bíblia nos assegura que onde há corações minuciosos verdadeiramente, Deus providencia a luz necessária para a salvação (por exemplo, o funcionário etíope de Atos 8:2640, e o centurião, Cornélio, Atos 10:1-48). Esses que morrem ainda crianças em caso especial, desde que eles não são de responder pelo bem ou mal que fizeram terão sua compreensão diante de Deus.
A morte define nosso destino eterno Um dos obstáculos para aceitar a doutrina da salvação para os mortos é o ensino bíblico de que nosso destino eterno é fixo pela morte.
“E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo,” Hebreus 9:27 ,declara exatamente isso. Igualmente a história de Jesus sobre o rico e Lázaro em Lucas 16:19-31, prova que não existe nenhuma oportunidade para se arrepender depois da morte. Nesta história, o homem rico morre e vai para o " inferno " (grego: hades)—que a Bíblia descreveu como um lugar de tormento consciente, contrastando com o mendigo Lázaro que esta em um lugar de bem-aventurança, o seio de " Abraão". Estes dois lugares são descritos como separados por um abismo. Tudo aponta para o fato de que nosso destino eterno é fixo pela morte que exclui a possibilidade de arrependimento no mundo dos espíritos. A proclamação de Cristo aos espíritos em prisão O ensino geral da Bíblia exclui claramente a possibilidade de arrependimento depois da morte (como também faz o Livro de mórmon—Alma 34:31-35; 42:4,13,28; Helaman 13:38). Mas em
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“No qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão;” I Pedro 3:19 Esta passagem oferece apoio bíblico para a doutrina de salvação para os mortos? Certamente que não! Esta passagem merece um estudo mais profundo e cuidadoso do estudante da Bíblia visto que ela é uma das mais difíceis de todo o livro. Como em todo procedimento para uma correta interpretação bíblica, é importante que nós examinamos estes versos no seu contexto, de forma que nossa interpretação verdadeiramente saia do texto sagrado (exegese), em contraste com as interpretações de idéias preconcebidas sobre ele (eisegesis). I Pedro 3:19 às vezes é usado para ensinar que o espírito de Jesus desceu ao Inferno, o lugar onde os seres humanos falecidos esperam o julgamento final. É entendido que a viagem de Cristo para o mundo dos espíritos teve lugar durante o tempo entre sua morte na sexta-feira e a ressurreição no domingo de manhã. O propósito da viagem, de acordo com escritura mórmon (Doutrinas e Convênios), era oferecer o evangelho a ambos: aos que morreram em ignorância sobre Cristo, como também para aqueles que ouviram mas rejeitaram isto quando ainda vivos. Observe o texto logo abaixo:
“Porque também Cristo morreu uma só vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; sendo, na verdade, morto na carne, mas vivificado no espírito;no qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão; os quais noutro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava, nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca; na qual poucas, isto é, oito almas se salvaram através da água” 1 Peter 3:18-20 Três perguntas chaves surgem deste texto: (1)
Quando e onde Cristo fez esta proclamação?
(2)
A quem Ele fez isto?
(3) Qual era o propósito desta proclamação que Ele fez? 1.
Quando & Onde?
Considerando a primeira pergunta: Quando e Onde proclamação?
Cristo fez esta
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Note a sucessão dos eventos nos versos 18-19: (1) Cristo foi morto, (2) Ele tornou a viver (ressuscitou), e (3) Ele foi e pregou aos espíritos em prisão. Veja que quando diz que Cristo pregou aos espíritos, não aconteceu entre a morte dele e a ressurreição, mas DEPOIS da ressurreição, evidentemente como uma parte de sua ascensão. Isto refuta a interpretação de que Cristo desceu aos mortos durante o tempo em que seu corpo ainda estava no túmulo. Também note que o texto na verdade não menciona nada sobre uma descida. Simplesmente diz que Cristo " foi " e pregou aos espíritos. Esta mesma palavra traduzida aqui como " foi " (grego: poreutheis) aparece novamente no verso 22, onde, fala da ascensão de Cristo, diz: “Que tem entrado no céu. . ." os versos 19-22 descrevem evidentemente logo atrás a viagem do espírito de Cristo ao céu (ascensão) depois da ressurreição, e a proclamação aos espíritos aconteceu como parte desta viagem.
2.
Quem eram esses espíritos ?
Eles são descritos no verso 20 como " rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava, nos dias de Noé". Desta descrição, concluem alguns que a referência é a seres humanos dos dias de Noé que recusou a pregação deste patriarca e foi destruído subseqüentemente na inundação. Porém, até mesmo se a pessoa aceitar esta interpretação, não é muito forte como um apoio para a doutrina da salvação dos mortos. O texto só fala de um grupo específico, a geração de Noé, e não a respeito de todos os mortos que morreram em ignorância do evangelho. Além disso, se a proclamação de Cristo aqui fosse uma oferta do evangelho, uma pergunta natural seria: Por que somente os contemporâneos de Noé é que teriam oportunidade para se arrepender no mundo dos espíritos? Segundo Joseph Smith, esse povo não morrera ignorantes do evangelho (veja Pérola de Grande Valor; livro de Moisés 8:1924, o qual descreve explicitamente como as pessoas do dia de Noé rejeitaram a pregação do evangelho feita por ele). Por que eles teriam uma segunda chance no mundo dos espíritos? Além disso, na Segunda Epístola de Pedro, a referência às pessoas destruídas na inundação se trata de um mero exemplo relacionado ao castigo eterno:
“...se não poupou ao mundo antigo, embora preservasse a Noé, pregador da justiça, com mais sete pessoas, ao trazer o dilúvio sobre o mundo dos ímpios;se, reduzindo a cinza as cidades de Sodoma e
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Gomorra, condenou-as à destruição, havendo-as posto para exemplo aos que vivessem impiamente” II Pedro 2:4-6;9 O fato é que II Pedro 2:4 menciona os contemporâneos de Noé como um exemplo daqueles que estão sendo reservados para o castigo eterno, e isto é um obstáculo muito grande para a idéia de que após a morte estes receberam nova oportunidade para a salvação através do evangelho. A idéia que a salvação está sendo oferecida no mundo dos espíritos está fora de cogitação com o desenvolvimento do argumento em 1 Peter 3:17-22. 3.
O PROPÓSITO
O propósito desta passagem é encorajar os cristãos no sofrimento, com o exemplo de Cristo. Ele foi morto na carne, mas foi vivificado no espírito , uma vitória cuja extensão incluiu o reino dos anjos caídos (o verso 22 diz que Cristo entrou no céu, e está á direita de Deus; anjos e autoridades e poderes estão sobre o seu domínio). Dizer que o verso 19 está descrevendo uma oferta do evangelho a seres humanos falecidos e insinuar que Pedro mudou de direção para um tópico sem conexão que não serve para este propósito (e não é mencionado em nenhuma outra parte na Bíblia) é pura e deturpada heresia. Como Pedro encorajaria os cristãos em meio aos sofrimentos se porventura Deus desse aos incrédulos (incluindo os seus precursores) uma oportunidade para se arrepender no mundo dos espíritos? Naquele caso, por que então sofreu na carne? O apóstolo dos SUDs, Bruce R. McConkie, reconhece no Comentário do Novo Testamento feito por ele que de acordo com a interpretação mórmon do verso 19 é uma interrupção do pensamento de Pedro. McConkie descreve Pedro como introduzindo a doutrina da salvação para os mortos " de um modo quase casual e improvisado, e ele reconhece a disjunção que resulta: " Pedro está aconselhando os membros da Igreja para suportar os fardos injustos de sofrimentos; e ele usa Cristo e o sofrimento dele como a ilustração do coroamento. . . Então, quase incidentemente, ele conta que este sofrimento do Justo resultou na morte dele e subseqüentemente no ministério entre as almas. . ." O fato é que a interpretação mórmon resulta em uma total disjunção e isto pesa grandemente contra sua validez. Interpretação errada O livro Doutrina e Convênios na página 138 (é a explicação mais detalhada de salvação para os mortos nas escrituras mórmons ) tenta prover uma base para a suposta pregação do evangelho no mundo dos espíritos. Ensina que, "
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Deus não foi entre os maus e desobedientes que tinham rejeitado a verdade " (D&C 138:29), mas que ele designou mensageiros dentre os espíritos íntegros para que levassem o evangelho aos espíritos desobedientes (138:57). Porém, em D&C 138 contradiz I Pedro diretamente. Existem dois outros motivos por concluir que D&C 138 é uma interpretação errônea de
“No qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão;”I Pedro 3:19 A reivindicação que seres humanos levam o evangelho para o mundo dos mortos desobedientes, contradiz o próprio Jesus na passagem do rico e Lázaro em
“E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá.” Lucas 16:26 Jesus deixou bem claro que não é possível que o espírito do justo atravesse para onde se encontra o injusto. O ensino de que os que rejeitaram a verdade em mortalidade podem se arrepender no mundo dos espíritos (D&C 138:32) está em conflito não só com a Bíblia, mas até mesmo com outras escrituras mórmons
“Ora, havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente. Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele;E desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas. E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi sepultado. E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio. E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado. E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui
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para vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá. E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai, Pois tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento. Disse-lhe Abraão: Têm Moisés e os profetas; ouçam-nos. E disse ele: Não, pai Abraão; mas, se algum dentre os mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam. Porém, Abraão lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite.” Lucas 16:19-31 “E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo,”Hebreus 9:27 O Livro de mórmon ensina com vigor e em várias passagens que o destino eterno desses que ouvem e rejeitam a verdade em mortalidade é a morte [Trevas Exteriores]. Pode-se conferir nas seguintes passagens das escrituras mórmons: Alma 34:31-35; também 2 Nefi. 9:24-25;27; Mosiah 2:36-39.
Os Três Graus de Glória Segundo a doutrina dos SUDs, os espiritos vão para um mundo espiritual. Este mundo espiritual é descrito como um lugar de espera, de trabalho, de aprendizado e de descanso. Viverão nele até que estejam prontos para a ressurreição. Este mundo espiritual é dividido em quatro níveis ou graus e todos os humanos serão destinados para um desses lugares. Utilizam as seguintes passagens para justificarem sua heresia.
“E há corpos celestes e corpos terrestres, mas uma é a glória dos celestes e outra a dos terrestres. Uma é a glória do sol, e outra a glória da lua, e outra a glória das estrelas; porque uma estrela difere em glória de outra estrela.” 1 Corintios 15:40-41 “Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo. Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo. Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro
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evangelho que não abraçastes, com razão o sofrereis.” 2 Corintios 11:2-4
Reino de glória celeste. Reino de glória terrestre. Reino de glória teleste. Trevas exteriores ou inferno.
Estes lugares estão designados para as pessoas após seu julgamento. Celestial .. ―Estes são os que receberam o testemunho de Jesus, e creram no seu nome e foram batizados.. Para que guardando os mandamentos, pudessem ser levados e purificados de todos os seus pecados e recebessem o Santo Espirto. Estes são aqueles que sobrepujaram o mundo por sua fé. São os justos e puros aos quais o Espirito Santo pôde selar com suas bênçãos (D&C 76.51-53).. Os que herdarem o grau mais alto no reino celestial, e que se tornarão deuses, deverão ser também casados para a eternidade no templo (Doutrina & Conv6enios 131:1-4). ―Todos os que herdarem o reino celestial viverão com nosso Pai Celestial e Jesus Cristo para sempre.‖ (Doutrina & Convênios 76:62) Terrestrial ... ―São aqueles que rejeitaram o evangelho na terra,mas que receberam depois no mundo espiritual. Foram pessoas honradas na terra, mas que foram cegas para o evangelho de Jesus Cristo pelas artimanhas dos homens. São aqueles que receberam o evangelho e um testemunho de Jesus, mas depois não se mostraram valentes. Eles serão visitados por Jesus Cristo, mas não pelo Pai Celistial (D&C.76.73-79) Não serão parte de família eterna, viverão separadamente e como solteiros para sempre.(D&C.131.1-4) Telestial Estes não receberam o testemunho de Jesus nem na terra nem no mundo espiritual. São aqueles que sofrerão por seus pecados no inferno até depois do milênio, fquando serão ressuscitados. Estes são os mentirosos, feiticeiros, adulteros e libertinos e todo aquele que ama e inventa mentiras. Eles são tão numerosos quanto as estrelas do céu e as areias da praia. Serão visitados pelo Espirito Santo, mas não o serão nem pelo Pai e nem pelo Filho (D&C.76.81-85; 103.106)
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Trevas Exteriores Comumente conhecido como inferno ou hades, lugar destinado a todos que negaram a doutrina mórmon, ou os que negam a Cristo. Refutação: O texto de:
“E há corpos celestes e corpos terrestres, mas uma é a glória dos celestes e outra a dos terrestres. Uma é a glória do sol, e outra a glória da lua, e outra a glória das estrelas; porque uma estrela difere em glória de outra estrela.” 1 Corintios 15:40-41 , refere-se a glória do Sol, Lua e das estrelas num sentido de ressaltar o brilho, esplendor que diferencia estes astros. Também existe apenas duas designações no texto: Uma para ―Corpos Terrestres‖ e outra para ―Corpos Celestes‖, logo, fora preciso criar uma outra: a ―Telestial‖. Quanto ao próximo texto:
“Conheço um homem em Cristo que há catorze anos (se no corpo, não sei, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe) foi arrebatado ao terceiro céu. E sei que o tal homem (se no corpo, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe). Foi arrebatado ao paraíso; e ouviu palavras inefáveis, que ao homem não é lícito falar. “ 2 Corintios 12:2-4; é uma expressão usada no sentido de significar ―Paraíso‖, um lugar para onde vão os salvos em Cristo, sendo que: 1º Céu: Atmosfera
“Assim foi destruído todo o ser vivente que havia sobre a face da terra, desde o homem até ao animal, até ao réptil, e até à ave dos céus; e foram extintos da terra; e ficou somente Noé, e os que com ele estavam na arca.” Gênesis 7:23
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“E onde quer que habitem os filhos de homens, na tua mão entregou os animais do campo, e as aves do céu, e fez que reinasse sobre todos eles; tu és a cabeça de ouro.” Daniel 2:38 2º Céu: Espaço Sideral
“E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos. E sejam para luminares na expansão dos céus, para iluminar a terra; e assim foi. E fez Deus os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; e fez as estrelas”. Gênesis 1:14-16 “Que deveras te abençoarei, e grandissimamente multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e como a areia que está na praia do mar; e a tua descendência possuirá a porta dos seus inimigos;” Gênesis 22:17 3º Céu: Onde Deus habita
“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome;” Mateus 6:9 E seus anjos: “Porquanto, quando ressuscitarem dentre os mortos, nem
casarão, nem se darão em casamento, mas serão como os anjos que estão nos céus.” Marcos 12:25 e os salvos quando morrem:
“Quando abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que deram. E clamaram com grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano, santo e verdadeiro, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?. E foram dadas a cada um deles compridas vestes brancas e foi-lhes dito que repousassem ainda por um pouco de tempo, até que se completasse o número de seus conservos, que haviam de ser mortos, como também eles o foram”. Apocalipse 6:9-11
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“à universal assembléia e igreja dos primogênitos inscritos nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados;” Hebreus 12:23 “Mas, se o viver na carne resultar para mim em fruto do meu trabalho, não sei então o que hei de escolher. Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor;” Filipenses 1:22-23 O Senhor Jesus ensinou que só existem dois caminhos:
“Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem.” Mateus 7:13-14
A Salvação no Mormonismo.
Os SUDs acreditam na doutrina que afirma "como é o homem, Deus uma vez já foi; como Deus é, o homem pode ser", esta doutrina não possue nenhuma base biblica para autenticá-la, mas não obstante degeneraa percepção de vários levando a crer que para obter deve fazer algo por seus próprios méritos. Esta crença alimenta a idéia de que o homem pode tornar-se uma ovelha de Deus ao ignorar sua natureza pecaminosa e agindo como tal, pode tornar-se como a uma ovelha, o que é tão fútil como um porco agir como uma ovelha a fim de se tornar ovelha. Refutação: É preciso que nossa natureza seja mudada pelo novo nascimento, e assim recebamos uma natureza nova: "Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus" Romanos 3:23. Batismo ou boas obras não podem mudar nossa natureza ou apagar nossos pecados. Devemos voltar-nos unicamente para Jesus Cristo, que por meio da salvação nEle, sabendo que o seu sangue derramado na Cruz, nos limpará de todo o pecado. Simultaneamente, ao invocar seu nome, com fé, ele entrará
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em nossa vida para mudar nossa natureza de dentro para fora. Isso nos torna verdadeiros filhos de Deus. Temos a salvação mediante a graça de Deus:
“TENDO sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus. E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, E a paciência a experiência, e a experiência a esperança. E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer. Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. 0 Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida. E não somente isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual agora alcançamos a reconciliação. Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.” Romanos 5:1-12 "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie" Efésios 2:8-9. A graça de Deus sobre a qual os mórmons às vezes escrevem está muito longe da graça de Deus de que fala a Bíblia. O conceito mórmon da graça consiste, em parte, em fazer boas obras na igreja, no templo e boas obras religiosas, desta forma fazendo com que a pessoa se torne digna da graça de Deus. A graça bíblica é estendida livremente aos que nada merecem, como no caso do ladrão na cruz;
“E um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo: Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo, e a nós. Respondendo,
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porém, o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a Deus, estando na mesma condenação? E nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas este nenhum mal fez. E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino. E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.” Lucas 23:39-43 Ao invocarmos a Cristo, não merecendo, mas com fé, ele responde com a salvação instantânea. Então, à medida que ele entra em nossa vida e nos torna filhos de Deus, Cristo muda nossa vida de dentro para fora. Recebemos nova natureza, novos desejos, novo amor e novo poder. Pode-se verificar isso, estudando as escrituras e lendo sobre a vida de Saulo de Tarso, que se tornou um gande missionário, depois de um encontro vital com o Cristo ressurreto na estrada de Damasco. Os fariseus, intensamente religiosos, mas perdidos, cometeram um erro fatal. Adoravam a Deus usando o nome correto, faziam muitas boas obras para Ele, pertenciam ao sistema de adoração que Deus havia estabelecido, oraram muito, davam muito, prosperavam muito, eram extremamente religiosos e tinham sacerdotes em sua igreja. Os fariseus procuravam agir como anjos de luz e ministros da justiça e realmente criam estar certos, pertencer à única "igreja" verdadeira servindo a Deus, mas estavam tragicamente enganados. Verdadeiramente nunca aceitaram a Jesus Cristo como Deus e permaneceram perdidos para sempre, com exceção de alguns poucos que confiaram em Jesus.
Em Mateus 24:23-24 nosso Senhor pronunciou as espantosas palavras: "Então se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! ou: Ei-lo
ali! não acrediteis; porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos."
Os fatos, de si mesmos, não podem abrir os olhos. Entretanto, o Espírito Santo usa os fatos, e isto está escrito no amor de Cristo que ele pode, mediante estes fatos, abrir muitos olhos para libertação e salvação.
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Refutação: A Biblia ainda ensina que a salvação é Única, e é providência de Deus. Em relação ao homem a Palavra de Deus declara:
“Na verdade que não há homem justo sobre a terra, que faça o bem, e nunca peque”. Eclesiastes 7:20. “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.” Rm 3:23. Por isso nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado. Rm 3:20.
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Notas: [1] James E. Talmage, A Study of the Articles of Faith (Salt Lake City: The Church of Jesus Christ of Latter-day Saints, 1952), p.430. [2] Joseph Fielding Smith, comp., Teachings of Prophet Joseph Smith (Salt Lake City: Deseret News Press, 1958), p.345. [3] Milton R. Hunter, The Gospel Through the Ages (Salt Lake City: Deseret Book Co., 1945), p.104. [4] B.R. McConkie, What the Mormons Think of Christ (folheto) (Salt Lake City: Deseret News Press), p.36.
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A Preexistência do Homem
Segundo os SUDs, os homens possuem uma existência anterior ao seu nascimento. O espírito do homem não é um ser criado, ele existiu e existirá pelas eternidades. O que é criado não pode ser eterno; e a terra , a água, etc., existiram por toda a eternidade. ( Ensenãnzas del profeta Joseph Smith pg.183,184 – ed.IJSUD) ―Quando vivíamos como filhos espirituais com nossos pais celestiais, o Pai celestial contou-nos a respeito de Seu plano para nos tornarmos mais semelhantes a Ele. Rejubilamo-nos quando soubemos disso (ver Jó 38.7).Estávamos ansiosos por novas experiências. Afim de que estas coisas acontecessem, era preciso que deixássemos a presença do Pai e recebêssemos corpos mortais. Precisavamos de outro lugar para vivermos, onde poderíamos nos preparar para nos tornarmos como Ele. Nosso novo lar foi chamado Terra...‖(Principios do Evangelho, a ―Criação‖, pg.27 – edição 1997 – IJSUD) Refutação: Na Biblia esta escrito que somente Deus é imortal: Aquele que tem, ele só, a imortalidade, e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver, ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém.
“A qual a seu tempo mostrará o bem-aventurado, e único poderoso SENHOR, Rei dos reis e Senhor dos senhores; Aquele que tem, ele só, a imortalidade, e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver, ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém.” 1Timoteo 6:15-16 Bem como a Biblia não menciona nada arespeito de uma mãe Celestial que nos gerou.
“PESO da palavra do Senhor sobre Israel: Fala o Senhor, o que estende o céu, e que funda a terra, e que forma o espírito do homem dentro dele.” Zacarias 12:1
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“Eu fiz a terra, e criei nela o homem; eu o fiz; as minhas mãos estenderam os céus, e a todos os seus exércitos dei as minhas ordens.” Isaias 45:12. O homem fora criado por Deus na terra, somente Cristo teve pre-existência, mas não teve princípio, porque estava integrado a Trindade que é eterna. Jesus pre-existiu, não porque fosse homem, mas, porque era Deus antes de se tornar homem.
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” João 1:1 “Disse-lhes, pois, Jesus: Quando levantardes o Filho do homem, então conhecereis quem eu sou, e que nada faço por mim mesmo; mas falo como meu Pai me ensinou. E aquele que me enviou está comigo. O Pai não me tem deixado só, porque eu faço sempre o que lhe agrada.” João 8:28-29 “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente.” Hebreus13:8 “Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel.” Isaias 7:14 “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.” Isaias 9:6 “E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.” Mateus 1:21 Os SUDs tentam fundamentar esta heresia baseando-se no versículo biblico:
“Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta.” Jeremias 1:5
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O texto apenas relata a Onisciência de Deus, que possue o conhecimento de todas as coisas por antecipação. O Salmo 139 relata claramente. Os dois Sacerdócios Mórmons ―Os homens precisam de sacerdócio para presidir a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e para dirigir os trabalhos da igreja em todas as partes do mundo.. ( Princípios do Evangelho, edição 1997 – pg.81) ..‖Na igreja há dois sacerdócios, a saber: O de Melquisedeque e o de Aarão, o qual inclui o Levítico‖. ―A razão pelo qual o primeiro se chama Sacerdócio de Melquisedeque, é porque Melquisedeque foi tão grande Sumo Sacerdote. Chamava-se antes de seu tempo o Santo Sacerdócio, segundo a ordem do Filho de Deus. Mas por respeito e reverência ao nome do ser supremo e para evitar-se a freqüente repetição de seu nome, eles, a igreja, em dias antigos deram àquele Sacerdócio o nome de Melquisedeque. Todas as outras autoridades ou ofícios da Igreja são apêndices deste sacerdócio. Mas há duas divisões ou duas grandes cabeças. Uma é o Sacerdócio de Melquisedeque e a outra é o Sacerdócio Aarônico ou Levítico‖. (D&C 107:1-6) O Sacerdócio Aarônico A menor das duas organizações sacerdotais na igreja mórmon é o sacerdócio Aarônico ou levítico. Este sacerdócio Aarônico foi supostamente restaurado quando João Batista apareceu a Joseph Smith e a Oliver Cowdery no dia 15 de maio de 1829, e lhes conferiu o sacerdócio aarônico. (Leia o relato em Peróla de Grande Valor, Joseph Smith 2:68-73). Os SUDs utilizam o seguinte versículo bíblico no intuito de autenticar seus sacerdócios e autoridade, deste modo rejeitando quaisquer outra aurotidade eclesiástica ou igreja.
"Ninguém, pois, toma esta honra para si mesmo, senão quando chamado por Deus, como aconteceu com Arão." Hebreus 5:4 Mas os capítulos 28 e 29 de Êxodo, descreve como Arão e seus filhos foram chamados e consagrados ao sacerdócio, e um fator interessante esta ligado ao fato do modo pelo qual o ―chamado‖ ou ordenação ao sacerdócio pelos SUDs não segue o mesmo padrão ordenado por Deus em sua Palavra.
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A ordem do sacerdócio Aarônico na ISUDs inclui:
Diáconos: meninos entre 12 e 13 anos de idade Professores: adolescentes de 14 e 15 anos Sacerdotes: rapazes de 16 e 17 anos de idade.
O Novo Testamento descreve as qualificações necessárias para o diaconato:
“Os diáconos sejam maridos de uma só mulher, e governem bem a seus filhos e suas próprias casas.” 1 Timóteo 3:12. De acordo com esta descrição como pode um menino de 12 anos de idade se encaixar nas qualificações para o diaconato? De acordo com o Brigham Young, estas descrições fazem parte da elegibilidade e qualificação para o diaconato como declarara anteriormente, mas os SUDs revogaram a declaração de seu próprio profeta, ao realizar estas mudanças. Deus ordenou que os sacerdotes deveriam ser da tribo de Levi, descendendo diretamente de Arão e seus filhos. Entretanto a maioria dos mórmons reivindica serem das tribos de Efraim ou Manassés – portanto tribos divergente do mandamento deixado pelo Senhor. Um dos principais deveres dos sacerdotes no Antigo Testamento era oferecer sacrifício de sangue. Este dever não esta dentro das obrigações sacerdotais dos SUDs. O Sacerdócio de Melquisedeque Segundo Talmage, algum tempo depois do sacerdócio Aarônico ter sido conferido em 1829, Pedro, Tiago e João (ver Joseph Smith História 172) também conferiram o sacerdócio do Melquisedeque a Joseph Smith e a Oliver Cowdery.[1] O historiador mórmon B.H. Roberts admite que "não há relato do acontecimento [ordenação do sacerdócio de Melquisedeque a Joseph Smith e Oliver Cowdery] na história do profeta Joseph, ou, em nenhum de nossos anais."[2] ―Esta ordem mais elevada dos dois sacerdócios mórmons é chamada o sacerdócio de Melquisedeque, porque Melquisedeque foi o grande sumo sacerdote" (Doutrinas e Convênios 107:2).
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―Os oficiais deste sacerdócio incluem anciãos (ou élderes), os setenta, e sumo sacerdotes. Os mórmons crêem que, "como o próprio Deus, o sacerdócio de Melquisedeque tem natureza eterna". É um princípio eterno, e existe com Deus desde a eternidade e existirá eternamente, sem começo de dias ou fim de anos."[3] Muitos antes de Deus estabelecer o sacerdócio por meio de Arão como um ofício contínuo, as Escrituras relata a respeito de um homem chamado Melquisedeque.
“E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e era este sacerdote do Deus Altíssimo. E abençoou-o, e disse: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra; E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo”. Gênesis 14 :18-20 Melquisedeque não teve princípio registrado nem fim, e era sumo sacerdote e rei. Nestas coisas ele era uma figura do Senhor Jesus Cristo, nosso Deus eterno
“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.” Isaías 9:6 Sumo Sacerdote e Rei dos reis. Depois da apresentação deste homem, Melquisedeque, não houve outro sacerdócio segundo Melquisedeque, ordenado por Deus por séculos. Homem algum, depois de Melquisedeque, ocupou tal posição até que Jesus viesse e cumprisse a figura que Melquisedeque e seu sacerdócio representavam. Quando Jesus veio em seu ministério terreno, foi declarado "sacerdote para sempre"
“Mas este com juramento por aquele que lhe disse: Jurou o Senhor, e não se arrependerá; Tu és sacerdote eternamente, Segundo a ordem de Melquisedeque),” Hebreus 7:21 “Mas este, porque permanece eternamente, tem um sacerdócio perpétuo.” Hebreus 7:24
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De acordo com estudiosos da língua grega, Dr. Robertson & Dr. Thayer, o termo imutável no Novo Testamento significa "intransferível". Jesus somente, por todo o tempo, é nosso sacerdote segundo Melquisedeque. Parece excessivamente tolo alguém hoje reivindicar um sacerdócio segundo a ordem de Melquisedeque. [Leia Hebreus 7] Uma olhada à igreja mórmon com seu sacerdócio Aarônico e de Melquisedeque ―restaurados‖, deveria ser motivo suficiente para qualquer pessoa que tenha conhecimento da igreja do Novo Testamento se convencer, de que os mórmons restauraram demais! Restauraram o que jamais existira. Não existiram tais oficiais como sacerdotes, setenta, sumo sacerdotes aarônicos ou de Melquisedeque, etc., na igreja do Novo Testamento. Entretanto, esta é a estrutura sobre a qual a igreja dos Santos dos Últimos Dias é constituída - a autoridade dos sacerdócios restaurados aarônico e de Melquisedeque, encontrados somente na igreja mórmon. Refutação: Todos os crentes em Jesus possuem autoridade pelo simples fato de serem filhos de Deus por meio de Jesus Cristo.
“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome;”João 1:12 “VEDE quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso o mundo não nos conhece; porque não o conhece a ele. Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos. E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro. “ 1 João 3:1-3 A Biblia afirma que todos os crentes em Jesus são sacerdotes.
“Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo. Por isso também na Escritura se contém: Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa; E quem nela crer não será confundido. E assim para vós, os que
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credes, é preciosa, mas, para os rebeldes, A pedra que os edificadores reprovaram, Essa foi a principal da esquina, E uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, para aqueles que tropeçam na palavra, sendo desobedientes; para o que também foram destinados. Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;” 1Pedro 2:5-9 E que possuem autoridade em o nome de Jesus Cristo.
“Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra.”Atos 1:8
Genealogia
O verdadeiro propósito de todo o trabalho genealógico dos mórmons é prover informação para o batismo pelos mortos; ordenanças seladas por procuração (ordenança pela qual marido e esposa são selados no casamento para o tempo e a eternidade), e ordenação e doações para parentes mortos a fim de ajudar a salvá-los ou exaltá-los. Desta forma os mórmons procuram os nomes dos mortos mediante pesquisa genealógica e são batizados em seu nome. O presidente Joseph Fielding Smith declarou: "O maior mandamento dado a nós que é obrigatório, é o trabalho do templo por amor de nós mesmos e por amor de nossos mortos."[4] A Igreja Mórmon arquiva em microfilmes toda esta obra genealógica em grandes túneis cavados numa montanha de granito em Little Cottonwood Canyon, ao sudeste de Salt Lake City. Estas genealogias são traçadas até séculos atrás. Quarenta e cinco milhões de pessoas já foram batizadas por procuração. Somente em 1975 mais de três milhões foram batizados em 16 templos mórmons. Treze equipes de televisão nos Estados Unidos e outras 67 equipes ao redor do mundo trabalham para acrescentar informação microfilmada acerca dos mortos à que já existe. Mais de 120 milhões de dólares já foram gastos com este fim.
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Em 1966 "A carga total de microfilme incluía 579,679.800 páginas de documentos. Havia mais de 5 bilhões de nomes nos arquivos - a igreja gasta cerca de 4 milhões de dólares por ano com a Sociedade Genealógica. Esta tem 575 empregados e é dirigida por uma junta da qual fazem parte dois apóstolos."[5] A Biblia ensina: ”Nem se dêem a fábulas ou a genealogias intermináveis, que
mais produzem questões do que edificação de Deus, que consiste na fé; assim o faço agora.” 1Timoteo 1:4 “Mas não entres em questões loucas, genealogias e contendas, e nos debates acerca da lei; porque são coisas inúteis e vãs”. Tito 3:9
Os Negros e o Sacerdócio
Os SUDs ensinaram por muito tempo, que os negros eram inferiores e amaldiçoados por Deus, por causa dos pecados cometidos antes de seu próprio nascimento. ..‖Pois eis que o Senhor amaldiçoará a terra com muito calor e sua esterelidade continuará para sempre; e uma côr negra desceu sobre os filhos de Canaã, de modo que foram despresados dentre todos os povos. E Enoque também viu o remanescentes do povo que eram os filhos de Adão; e era uma mistura de toda a semente de Adão, exeto a de Caim, pois a semente de Caim era negra e não tinha lugar entre eles‖. Moisés 7:8-22. Descendentes de Israelitas são amaldiçoados por causa de rebelião e iniquidade. ‖E ele fez cair maldição sobre eles, sim, uma dolorosa maldição por causa de suas iniquidades. Pois tinham endurecido seus corações contra ele, de tal modo que pareciam de pedra; e por serem brancos, notávelmente graciosos e formosos, e para que não seduzisse a meu povo, o Senhor Deus fez com que sua pele se tornasse escura‖. 2 Nefi 5:21 ...‖Portanto, todos os lamanitas convertidos ao Senhor, se uniram a seus irmãos, os nefitas e viram-se obrigados a pegar em armas contra os ladrões de Gadiantom, pela segurança de suas vidas de de suas mulheres e filhos; sim, e também para garantir seus dereitos e os privilégios de sua igreja e de
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sua adoração e sua independência e sua liberdade. E aconteceu que antes de terminar o décimo terceiro ano, viram-se os nefitas ameaçados de completa destruição em virtude desta guerra que se havia tornado extremamente séria. E aconteceu que os lamanitas que se haviam unidos aos nefitas foram contados com os nefitas‖ 3 Nefi 2:12-13 ―E a maldição foi retirada deles e sua pele tornou-se branca como a dos nefitas; e seus filhos e filhas tornaram-se sumamente belos e foram contados com os nefitas, sendo chamados de nefitas, e assim, terminou o décimo terceiro ano.‖ 2 Nefi 5:15-16. ...‖Porém, havia muitos nefitas agrupados que não foram destruidos no conflito final, e estes, (com possíveis exceções) se entrosaram então com os lamanitas, as pessoas resultantes disto, são para o mundo os Indios NorteAmericanos.
1 Nefi 13:30 2 Nefi 3:1-3 2 Nefi 9:53 Alma 45:13-14 D&C 3:16-19
De acordo com a doutrina dos SUDs, os Lamanitas são os antepassados dos Índios Norte–Americanos, e quando estes se convertessem a igreja mórmon, eles se tornariam brancos, cor da pele igual ao dos nefitas que são bons Israelistas, bem como dos SUDs da epóca, caucasianos.
Mudança de Doutrina acerca dos Negros. Em junho de 1978, o presidente Spencer Kimball anunciou que por divina revelação a igreja mórmon está livre para aceitar os negros em seu sacerdócio. Entretanto por muitos anos não fora esta a posição da igreja. Segundo a doutrina mórmon, por causa de algum pecado pre-existente, os negros foram amaldiçoados com a cor de pele escura. Por este motivo, o negro para sempre (segundo alguns livros e algumas autoridades mórmons) não poderia receber o sacerdócio, nem o céu mais alto, etc. Arthur M. Richardson, escritor mórmon, declarou: "A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias não foi chamada a levar o evangelho aos negros, e não o faz."[6] O ponto de vista de Richardson claramente contradiz
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Marcos 16:15: "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura"; (pretos, vermelhos, brancos ou qualquer outra cor). Também contradiz o Livro de Mórmon 2 Nefi 26:28: "Eis que ordenou o Senhor a alguém que não participasse de sua bondade? Eis que vos digo, que não, mas todos os homens têm o mesmo privilégio e a nenhum foi verdade". Refutação: A posição mutável dos mórmons acerca dos negros na igreja certamente trata-se de uma outra contradição a qual contradiz a declaração de ser a "única igreja verdadeira". Se a conversão produz a mudança d côr-da-pele como afirmaou o(s) seu(s) profeta(s); Por que os negros que se converteram ao mormonismo não tiveram sua pele mudada? Em Jeremias 13.23: ‖Porventura pode o etíope mudar a sua pele, ou o leopardo
as suas manchas? Então podereis vós fazer o bem, sendo ensinados a fazer o mal.
Notas [1] Orson Hyde, Journal of Discourses, vol.2, p.210. [2] Brigham Young, Journal of Discourses, vol.11, p.269. (Veja também vol.3, p.266.) [3] John A. Widtsoe, Evidences and Reconciliation (Salt Lake city: Bookcraft, 1960), p.216. [4] Marvin E. Cowan, Mormon Claims Answered, p.101. [5] Milton R. Hunter, Gospel Through the Ages (Salt Lake Ctiy: Deseret Books, 1945), pp.98, 126-129. [6] Arthur M. Richardson, That Ye May Not Be Deceived, p.13. Citado por Tanner, Mormonism, Shadow or Reality, p.274.
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A Única Igreja Verdadeira ?
E
xiste algo curioso acerca das reivindicações dos SUDs. Parecem ser um
corpo legítimo de cristãos, cujas doutrinas, com exceção de algumas particularidades, não diferem muito da afirmação de fé cristã em geral. Mas em contrapartida, declaram serem ―A‖ igreja cujos livros inspirados proclamam que todas as igrejas estão erradas, todos os seus credos uma abominação, e todos os seus adeptos são corruptos! No que concerne ao credo mórmon, as "Regras de Fé" que podem ser encontradas em Pérola de Grande Valor, torna a tentativa de examinar o motivo por que Smith declara que todos os outros credos são uma abominação para Deus um tanto confuso, porque pode-se constatar estes credos incrustados e transferidos verbatim ao "credo" mórmon, e após esta ―transferência‖ passam a tornar-se santos e aceitáveis a Deus! Se todos os credos cristãos são uma abominação, "Todos os seus credos eram uma abominação à sua vista" Pérola de Grande Valor 2:19, dificilmente esperaríamos que as "Regras de Fé" dos mórmons adaptassem as crenças fundamentais cristãs nele contidas como as suas próprias. Mais intrigante é o fato que o ensino inspirado de Smith no Livro de Mórmon e por apóstolos mórmons, ―divinamente‖ declaram: "Todos os que não são Santos dos Últimos Dias, serão amaldiçoados."[1] De novo, lemos: "Tanto os católicos como os protestantes não são nada mais que a 'prostituta da Babilônia' a quem o Senhor denuncia pela boca de João, o Revelador, como tendo corrompido toda a terra mediante suas fornicações e maldades. Qualquer pessoa que for ímpia o suficiente para receber a ordenança sagrada do evangelho dos ministros de quaisquer destas igrejas apóstatas será enviada diretamente para o inferno com eles, a menos que se arrependa deste ato ímpio e mau."[2] Em muitos livros, os mórmons afirmam serem a única igreja verdadeira, mas de acordo com Doutrina & Convênios 1:30 esta afirmação vai um pouco mais além: "A única igreja verdadeira e viva sobre a face de toda a terra." O que a igreja mórmon realmente ensina é: "Não há salvação fora da igreja..” [de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias].[3]
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Em 1 Nefi 13:26, pode-se constatar a seguinte declaração: "Uma grande e abominável igreja...despojaram o evangelho do Cordeiro de muitas partes que são claras e sumamente preciosas, como também de muitos dos convênios do Senhor." Esta é uma referência às igrejas que supostamente apostataram. Ora, o Livro de Mórmon data este escrito de cerca do 600 a.C., 600 anos antes de Cristo vir, antes de haver qualquer evangelho do Cordeiro, e certamente antes de haver quaisquer igrejas cristãs a que Smith se refere. Entretanto esta é uma das razões que Joseph Smith se utiliza para enfatizar a necessidade do Livro do Mórmon e de uma única igreja verdadeira. E obviamente, de acordo com Smith, todas as outras igrejas tornaram-se falsas, e todos os cristãos eram corruptos e o verdadeiro evangelho desapareceu da terra. O evangelho deveria ser "restaurado", seguido de uma nova revelação. Jesus declara explicitamente em Mateus 24:35: "Passará o céu e a terra,
porém as minhas palavra não passarão." E novamente em Mateus 28:20 que estaria com sua igreja e seu povo "todos os dias até a consumação do século". Todos os dias. Continuamente. Com quem estaria Jesus se não houvesse igrejas nem cristãos na terra logo depois da morte dele? E Jesus além disso afirmou em Mateus 16:18: "Edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não
prevalecerão contra ela." Se o mormonismo for verdadeiro, o que Jesus disse não é verdadeiro. Pois dizem os mórmons que as portas do inferno prevaleceram contra a igreja dele, e a apostasia total eliminou sua verdadeira igreja, seu povo verdadeiro, e sua palavra verdadeira da terra por mais de mil anos, para serem "restaurados" pelo profeta Smith!
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A História da Igreja Cristã e Cristãos fiéis a Cristo
A doutrina dos SUDs declarando que todos os cristãos apostataram e não existiu(e) nenhuma mórmon não somente é infiel à Bíblia, mas também totalmente contradiz a historia da Igreja Cristã. Milhares de cristãos espalhados ao redor do mundo viviam por Jesus Cristo, e esta devoção deuse mesmo durante a Idade das Trevas (a Idade Média). A igreja católica apostólica romana, afastou-se de Deus seguindo seus próprios dogmas e doutrinas, mas exemplos como Martinho Lutero e muitos outros que foram salvos seguindo a Cristo e tão somente a Ele, embora estivessem em meio ao seu seio corrupto. O Livro dos Mártires, descreve e relata a morte de centenas de milhares por amor a Jesus Cristo, do modo que se sacrificaram por amor a Cristo, relata como foram queimados na fogueira, de como sofreram torturas indizíveis, devorados por feras selvagens, e por todas essas provações proclamaram seu amor imorredouro por Jesus Cristo. Um exemplo marcante, dentre os milhares os quais podem ser ralatados, fora o dos mártires da Legião de Tebas. Um grupo de soldados romanos de cerca de 6.666 homens que haviam aceitado a Cristo, no ano 286 A.D., e ao recusarem negar a Cristo e oferecer sacrifícios pagãos, a Legião de Tebas fora todos despedaçados à espada. Vários outros grupos cristãos através dos séculos, muito antes da Reforma Protestante, que jamais fizeram parte da igreja "mãe". Trial of Blood (Trilha de sangue) e muitos outros livros de história preservam a história e o nome dessas igrejas: Paulicanos, Irmãos da Sorte Comum, Montanistas, Paterins, Novacionistas, Arnoldistas, Cataristas, Albigenses, Waldenses, Henricanos, Anabatistas, Batistas, e os nomes bem conhecidos das igrejas oriundas da Reforma Protestante tais como a Luterana, a Presbiteriana, Congregacional, a Metodista, etc. Em 1536, depois de muitos anos de serviço fiel ao Senhor Jesus Cristo e depois de traduzir a Bíblia, William Tyndale fora queimado na fogueira, perto de Antuérpia, na Inglaterra, orando até ao último alento por aqueles que o torturavam. Por volta de 1441, João Huss, cristão precioso e fiel foi queimado na fogueira por seu amor e fidelidade a Jesus Cristo, e cantou louvores até que o crepitar das chamas lhe abafou a voz. Segundo o que declarou Smith, e os seus seguidores seguem declarando, nenhuma pessoa no passado, e ninguém nos dias de hoje, os quais não
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pertencem a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias [IJSUDs], os quais afirmam ser ― a única igreja verdadeira‖, possue ou possuiu a salvação em Cristo Jesus, seguindo esta lógica de pensamento, todos se sacrificaram em vão, servindo a um deus, não ao DEUS Verdadeiro. Os SUDs declaram vêemente somente haver a possibilidade de alcançar esta salvação, ao admitir ser a doutrina mórmon a única e verdadeira. Certamente estes mártires iriam discordar deste fato, bem como os cristãos hoje em dia o fazem, porque neste caso seria limitar a Deus e tornar a sua Palavra uma mentira, que prosseguiu sendo espalhada por milênios ao redor do mundo, levando pessoas a entregarem suas vidas a um falso deus, pensando estarem servindo ao Deus de Abrãao, Isaac e de Jacó. Segundo o Manual dos Missionários, de agosto de 1961, os missionários mórmons devem levar os convertidos em potencial a rejeitar as outras igrejas e declarar que: "Elas são falsas." No novo Manual Missionário Mórmon, modificado e de uma forma mais sútil, este processo fora mudado. Mudança alguma, entretanto, fora feita no livro, Pérola de Grande Valor ou mesmo em sua doutrina, acerca da afiramção de que todas as outras igrejas são falsas. Os SUDs devem ou acreditar neste ensino, que é contrário à Bíblia e a história da Igreja Cristã (a qual pode ser comprovada historicamente de forma irrefutável], ou negar os ensinos de seu profeta.
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Joseph Smith fora, verdadeiramente, um Profeta de Deus? Eis o teste de Deus para o profeta:
"Porém o profeta que presumir de falar alguma palavra em meu nome, que eu não mandei falar, ou o que falar em nome de outros deuses, esse profeta será morto. Se disseres no teu coração: Como conhecerei a palavra que o Senhor não falou? Sabe que quando esse profeta falar, em nome do Senhor, e a palavra dele se não cumprir nem suceder, como profetizou, esta é palavra que o Senhor não disse; com soberba a falou o tal profeta: não tenhas temor dele" Deuteronômio 18:2022. Nesta como em passagens bíblicas descobrimos que Deus falara por meio de seus verdadeiros profetas, palavra por palavra, enquanto profetizavam. Uma vez que Deus não pode mentir (e logicamente nem errar), o cumprimento das palavras de seus profetas verdadeiros sempre fora exatamente cumprida. Quaisquer profeta que não passasse neste teste da profecia cumprida era profeta tido como falso.
“QUANDO profeta ou sonhador de sonhos se levantar no meio de ti, e te der um sinal ou prodígio, E suceder o tal sinal ou prodígio, de que te houver falado, dizendo: Vamos após outros deuses, que não conheceste, e sirvamo-los; Não ouvirás as palavras daquele profeta ou sonhador de sonhos; porquanto o SENHOR vosso Deus vos prova, para saber se amais o SENHOR vosso Deus com todo o vosso coração, e com toda a vossa alma. Após o SENHOR vosso Deus andareis, e a ele temereis, e os seus mandamentos guardareis, e a sua voz ouvireis, e a ele servireis, e a ele vos achegareis. E aquele profeta ou sonhador de sonhos morrerá, pois falou rebeldia contra o SENHOR vosso Deus, que vos tirou da terra do Egito, e vos resgatou da casa da servidão, para te apartar do caminho que te ordenou o SENHOR teu Deus, para andares nele: assim tirarás o mal do meio de ti.” Deuteronômio 13:1-5 “Todavia este povo não se voltou para quem o feria, nem buscou ao SENHOR dos Exércitos. Assim o SENHOR cortará de Israel a
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cabeça e a cauda, o ramo e o junco, num mesmo dia (O ancião e o homem de respeito é a cabeça; e o profeta que ensina a falsidade é a cauda). Porque os guias deste povo são enganadores, e os que por eles são guiados são destruídos.” Isaías 9:13-16 “Então disse eu: Ah! Senhor DEUS, eis que os profetas lhes dizem: Não vereis espada, e não tereis fome; antes vos darei paz verdadeira neste lugar. E disse-me o SENHOR: Os profetas profetizam falsamente no meu nome; nunca os enviei, nem lhes dei ordem, nem lhes falei; visão falsa, e adivinhação, e vaidade, e o engano do seu coração é o que eles vos profetizam. Portanto assim diz o SENHOR acerca dos profetas que profetizam no meu nome, sem que eu os tenha mandado, e que dizem: Nem espada, nem fome haverá nesta terra: À espada e à fome, serão consumidos esses profetas. E o povo a quem eles profetizam será lançado nas ruas de Jerusalém, por causa da fome e da espada; e não haverá quem os sepultem, tanto a eles, como as suas mulheres, e os seus filhos e as suas filhas; porque derramarei sobre eles a sua maldade.” Jeremias 14:13-16 “VEIO a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Filho do homem, profetiza contra os profetas de Israel que profetizam, e dize aos que só profetizam de seu coração: Ouvi a palavra do SENHOR; Assim diz o Senhor DEUS: Ai dos profetas loucos, que seguem o seu próprio espírito e que nada viram! Os teus profetas, ó Israel, são como raposas nos desertos. Não subistes às brechas, nem reparastes o muro para a casa de Israel, para estardes firmes na peleja no dia do SENHOR. Viram vaidade e adivinhação mentirosa os que dizem: O SENHOR disse; quando o SENHOR não os enviou; e fazem que se espere o cumprimento da palavra. Porventura não tivestes visão de vaidade, e não falastes adivinhação mentirosa, quando dissestes: O SENHOR diz, sendo que eu tal não falei? Portanto assim diz o Senhor DEUS: Como tendes falado vaidade, e visto a mentira, portanto eis que eu sou contra vós, diz o Senhor DEUS. E a minha mão será contra os profetas que vêem vaidade e que adivinham mentira; não estarão na congregação do meu povo, nem nos registros da casa de Israel se escreverão, nem entrarão na terra de Israel; e sabereis que eu sou o Senhor DEUS.” Ezequiel 13:1-9
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Uma profecia falsa, desqualificava o ―profeta‖ para sempre, porque segundo as leis do Antigo Testamento, o profeta que presumisse falar o que Deus não havia mandado, devia ser morto apedrejado. Pode-se constatar a seguir algumas profecias de Joseph Smith, as quais não se cumpriram: 1. Concernente à Nova Jerusalém e seu templo (Apocalipse 21:22). Segundo esta profecia em Doutrina e Convênios 84:1-5, dada em setembro de 1832, a cidade e o templo devem ser erigidos no estado de Missouri nesta (atual) geração. Os apóstolos da igreja mórmon conheciam esta profecia e declararam no Journal of Discourses (Diário de Discursos) (volume 9, página 71; volume10, página 344; volume 13, página 362), sua certeza de que esta profecia havia de se cumprir durante a geração na qual a profecia foi feita por Smith em 1832. De fato, no dia 5 de maio de 1870, o apóstolo Orson Pratt declara ostensivamente: "Os Santos dos Últimos Dias esperam ter o cumprimento desta profecia durante a geração em existência em 1832 assim como esperam que o sol nasça e se ponha amanhã. Por quê? Porque Deus não pode mentir. Ele cumprirá todas as suas promessas." (1) A cidade não foi construída; o templo não foi erigido nesta geração. {Falsa profecia}. 2. Sião, no Estado de Missouri, "não poderá cair, nem ser removida de seu lugar", Doutrina e Convênios, seção 97:19. Joseph Smith estava na cidade de Kirtland, Estado de Ohio quando fez esta predição e não tinha consciência de que Sião fora removida--duas semanas antes da assim chamada revelação. {Falsa profecia}. 3. A casa Nauvoo deve pertencer à família Smith para sempre, Doutrina e Convênios 124:56-60. Joseph Smith foi morto em 1844. Os mórmons mudaram de Nauvoo, Illinois e a casa já não pertence à família Smith. {Falsa profecia}. 4. ―Os inimigos de Joseph Smith serão confundidos ao procurar destruí-lo‖, 2 Nefi 3:14, O Livro de Mórmon. Smith foi morto, a bala, na prisão de Carthage, em Illinois, no dia 27 de junho de 1844. {Falsa profecia}. 5. Jesus Cristo devia nascer em "Jerusalém, que é a terra de nossos antepassados", Alma 7:10, O Livro de Mórmon. A Palavra de Deus diz que
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Jesus nasceria em Belém de judá (Miquéias 5:2), e essa profecia foi cumprida de acordo com Mateus 2:1, e vários outras fontes que comprovam averacidade desta informação. {Falsa profecia}. 6. A vinda do Senhor, History of the Church (História da Igreja), volume 2, página 182. Em 1835 Joseph Smith, profeta e presidente predisse "a vinda do Senhor, que estava próxima...até mesmo cinqüenta e seis anos deviam terminar a cena". {Falsa profecia}. 7. Referente aos "habitantes da lua", Journal of Oliver B. Huntington, volume 2, página 166. Esse devoto e dedicado companheiro mórmon, relatou a profecia de Smith, descrevendo a revelação a respeito da lua e seus habitantes: "Os habitantes da lua têm tamanho mais uniforme que os habitantes da Terra, têm cerca de 1,83m de altura. Vestem-se muito à moda dos quacres, e seu estilo é muito geral, com quase um tipo só de moda. Têm vida longa; chegando geralmente a quase mil anos." (3) {Falsa profecia}.
8. Uma profecia relatada por David Whitmer, uma das Três Testemunhas do Livro de Mórmon. Em seu livro, An Address to All Believers in Christ (Uma Proclamação a todos os crentes em Cristo)--(Richmond, Missouri, 1887), Whitmer disse que José Smith recebeu uma revelação de que os irmãos deviam ir a Toronto, no Canadá, e que venderiam ali os direitos autorais do Livro de Mórmon. Foram mas não puderam vender o livro, e pediram explicações a Joseph Smith. Smith, disse-lhes: "Algumas revelações são de Deus; algumas são dos homens, e outras são do diabo." {Falsa profecia}. Profeta bíblico algum, jamais se utilizou de tal desculpa, pois nenhum profeta verdadeiro de Deus jamais falhou. Durante o período do Antigo Testamento, Smith teria sido imediatamente apedrejado até à morte, por se fazer passar por profeta de Deus. Se Smith não podia saber se a profecia vinha de Deus, do homem ou do diabo, como pode-se confiar em suas revelações contidas em O Livro de Mórmon e também nos seus outros escritos. Os mórmons gostariam de tachar o livro de Whitmer de "escrito apóstata". Mas afirmam, entretanto, ser ele uma das três Testemunhas Sagradas, que "jamais negou seu testemunho"; neste caso ele certamente não poderia ser apóstata. 9. Envolvimento da Inglaterra na guerra Civil Norte – Americana que não aconteceu. ..‖Na verdade, assim diz o Senhor concernente as guerras que
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logo virão , a começar pela rebelião de Carolina do Sul que eventualmente terminará com a morte e sofrimento de muitas alamas....‖D&C.87.1-3 10. Em outra ocasião o astuto Smith declarou: "Na verdade, assim diz o Senhor: é sábio que o meu servo David W. Patten, liquide todos os seus negócios, logo que possível, e disponha de sua mercadoria, para que na primavera vindoura, em companhia de outros, doze, incluindo a si, desempenhe uma missão para mim, a fim de testificar do meu nome e levar novas de grande alegria a todo o mundo." (4) A data em que esta profecia foi dada era 17 de abril de 1838. David Patten morreu de ferimentos de arma de fogo no dia 25 de outubro de 1838. Ele não vivera para sair em missão na primavera. Deus, que conhece o futuro, não haveria de chamar um homem para uma missão, não a revelaria, e nem a faria registrar se soubesse que esse homem morreria antes do seu cumprimento. Isso faria de Deus um ser sarcástico e malvado, e certamente neste caso Onisciência não poderia ser um de seus atributos. Suas revelações e profecias certamente não seriam "a segura Palavra de Deus". Os mórmons tentam, pateticamente, defender esta profecia de Smith dizendo que David Patten pode ter sido chamado para uma missão em algum outro mundo (depois da morte). Se isto for verdade, não há registro de que os outros onze homens também tenham morrido para acompanhar a Patten nessa missão a qual foram chamados. Mas de acordo com esta afirmativa, no intuito de tentar tornar a ―profecia‖ de Smith verdadeira, os SUDs pecam no fato de que estão afirmando que Deus proferiu através de seu ―profeta", e que nem mesmo se tenha importado em mencionar uma coisa tão estupenda como a morte de um homem, expondo-se a uma acusação de profecia falsa. Deus não brinca com sua palavra nem ao menos com seus profetas. O teste de Deus para o profeta é simples e claro. Joseph Smith não pôde passar neste teste, porque muitas de suas profecias falharam. Logicamente, Joseph Smith não fôra um profeta designado por Deus.
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Contradições nos Ensinos Mórmon
Esta seção documenta algumas das muitas contradições nos ensinos da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias através dos anos. Várias coisas que foram ensinadas pelos primeiros apóstolos e profetas da SUD entra em contradição com o que é ensinado livro de Mórmon.hoje em dia. Por exemplo, Brigham ensinou que para ser diácono da Igreja é necessário que os pretendentes para o cargo sejam homens maduros, casados com famílias, isto é uma flagrante contradição com a prática mórmon atual de ordenar rapazes de até 12 anos ao ofício de Diácono ao Sacerdócio Aarônico. No livro de Ômni 1:25 e também em Alma 9:21, o escritor insta o povo e o rei a acreditarem no ―dom de línguas‖ e no dom de ―interpretação de línguas‖ Refutação: Este livro alega ser de 323-130 a.C. Mas como poderia existir tal dom nesta época se a Bíblia diz que o Espírito Santo e estes dois dons foram dados somente no dia de Pentecostes [33 d.C]? Há de se esclarecer ainda que estes dois dons são exclusivos da época neotestamentaria. Todos os demais dons do Espírito se encontram de maneira esparsa no AT, menos estes dois, o que torna impossível biblicamente esta afirmação do livro de Mórmon: Ensino antigo Deus está aumentando conhecimento e poder.
Ensino atual em
Wilford Woodruff - " O próprio Deus está aumentando em conhecimento, poder e domínio, e fará assim, mundos sem fim. " Discursos, vol. 6, pág. 120, (1857)
Deus tem todo conhecimento.
o
poder
e
" Deus é um homem glorificado e perfeito, um personagem de carne e ossos (veja D&C 130:22) . Dentro de seu corpo tangível existe um espírito eterno. Deus é perfeito. Ele é um Deus de amor, clemência, caridade, verdade, poder, fé, conhecimento, e julgamento. Ele tem todo o poder. Ele sabe todas as coisas. Ele está
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cheio de bondade ". Princípios do evangelho, ed. 1992, pág. 9 Há evidência arqueológica para o local geográfico de civilizações do Livro de Mórmon. "... há outras evidências externas da autenticidade do Livro de Mórmon. Estas são as evidências arqueológicas que foram reveladas em regiões da América Central e do Sul. [Quadros de pinturas Asteca...e ruínas maias.] Estas ruínas que restaram das civilizações que uma vez floresceram no Hemisfério Ocidental são provas que o Livro de Mórmon é verdadeiro. " o que é o Livro de Mórmon, folheto publicado pela Igreja SUD, 1982, pág., 12.
Adão não foi feito do pó desta terra. Brigham — Adão não foi feito do pó desta terra. Diário de Discursos, vol. 2, pg. 6, (1853) Joseph
Deus não tem contudo revelado a geografia do Livro de mórmon. O artigo intitulado " Problemas de Geografia - " A geografia do livro de mórmon intrigou algumas leitoras do volume desde sua publicação. Mas por que se preocupar sobre isto? Esforços para definir certos lugares de que está registrado no livro são infrutíferos... ...Mas levantar dúvidas nas mentes das pessoas sobre o local da Colina Cumorah, desafia assim as palavras dos profetas relativo ao lugar onde Moroni enterrou os registros, e isto é certamente prejudicial. Se ele quiser que a geografia do Livro de Mórmon seja revelada, Ele fará assim pelos seus profetas , e não por algum escritor que deseja iluminar o mundo apesar da falta absoluta de inspiração nesta questão. Alguns autores sentiram chamados para informar o mundo sobre a geografia do livro de mórmon e publicou escritos que dão o parecer pessoal deles. Estes livros são trabalhos estritamente privados e representam somente suas especulações pessoais. Editorial, Notícias da Igreja, pg. 16 (29 de julho de 1979) Adão foi feito do pó desta terra. Joseph Fielding Smith - " Adão foi criado do pó desta terra. Doutrinas de Salvação, vol.1, pp. 90-91 (1954)
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Smith" Joseph morreu depois de atirar em duas ou três pessoas. John Taylor – Relembra os minutos finais da vida de Joseph Smith e como ele atirou e feriu duas ou três pessoas, duas morreram, antes do próprio Joseph morrer. História da Igreja, vol.7, pp. 102-103 (1844) e História da Igreja, vol. 6, pg. 618, (1844)
Ele foi para a morte como um cordeiro para o matadouro. (D&C 135:4) " Quando dois ou três dias antes do seu assassinato, Joseph foi a Carthage para se entregar aos pretensos requerimentos da lei, disse: ―Eu vou como o cordeiro ao matadouro mas estou tranqüilo como uma manhã de verão; eu tenho uma consciência limpa com Deus e os homens. " "... Como o seu Mestre, Joseph Smith derramou também seu sangue para que o testamento final, o restabelecimento da convenção nova, pudesse ser feito por completo (veja Heb. 9:16). "A Bandeira, 1994 de junho, pg. 22.
Diácono deve ser um homem com uma esposa e família.
Rapazes de 12 anos pode ser diácono na Igreja SUD.
Brigham Young, citando o apóstolo Paulo declara:‖Eu não ouso nem mesmo chamar um homem para ser um Diácono, e ajudar em minha chamada, a menos que ele tenha uma família. Isto não é o negócio de um homem jovem, de nenhuma experiência em assuntos de família, investigar as circunstâncias das famílias, e saber os desejos de toda pessoa. ... selecione um homem que tem uma família para ser um Diácono cuja a esposa possa ir com ele ". Diário de Discursos, vol. 2, pág. 89, (1854)
" Um rapaz que foi batizado e confirmado membro da Igreja e é digno poderá ser ordenado ao ofício de diácono quando tiver doze anos de idade. Princípios de evangelho, 1992 ed., pg. 88
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Negros nunca poderão receber o sacerdócio nesta vida. Brigham Young A maldição permanecerá nos negros de forma que eles nunca poderão celebrar o sacerdócio mórmon até que todos os outros descendentes de Adão recebam as promessas e desfrutam as bênçãos do Sacerdócio. —Diário de Discursos, vol. 7. Bruce R. McConkie: ―Na eternidade Preexistente houve uma guerra no céu. Dos dois-terços seguiram a Cristo, porém, alguns eram mais valorosos que outros. ... Esses que eram menos valorosos em sua préexistência foram impostas algumas restrições durante a mortalidade eles são conhecidos como os negros. Tais pessoas foram enviadas para a terra pela linhagem de Caim, a marca que foi posta neles por causa da rebelião deles contra Deus e o assassinato de Abel foi uma pele negra.‖
Todos os membros do sexo masculino poderão participar do sacerdócio. Em junho de 1978, o presidente Spencer Kimball declarou oficialmente:―Portanto todos os membros dignos do sexo masculino da Igreja podem ser ordenados ao sacerdócio, sem levar em condição sua raça ou cor.‖ Doutrinas e Convênios pg. 311, leia também Doutrina mórmon (edição 1966), pp. 526-528 (1979)
O escritor mórmon Arthur M. Richardson, declara: "A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias não foi chamada a levar o evangelho aos negros, e não o faz." [Arthur M. Richardson, That Ye May Not Be Deceived, p.13. Citado por Tanner, Mormonism, Shadow or Reality, p.274.]
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Outras Contradições do Livro
1. Contradição
Deus habita no coração do homem.(Alma 34:36) Deus não habita no coração do homem (Doutrinas & Convênios, 130:3)
2. Contradição
Há um só Deus.! (Alma 11:22-29) Existem muitos deuses (Ensinamentos do profeta Joseph Smith, editora IJSUD, edição 1975, pg.362)
3. Contradição
Deus é o criador de tudo. (Mosiah 4:9) Deus tem um pai. (Ensinamentos ed.IJSUD,edição 1975,pg.365)
do
profeta
Joseph
Smith,
4. Contradição
Deus é espirito. (Alma 19:25; Alma 22:9-11) Deus tem um corpo de carne e ossos (Doutrinas & Convênios 130:22)
5. Contradição
―Cristo nasceu de uma virgem pelo Espirito Santo.‖ (Alma 7.10) ―Cristo foi gerado pelo pai imortal do mesmo modo que os homens mortais são gerados por seus pais‖ (Mormon Doctrine, Bruce R.McConkie – edição 1979, pg.547)
6. Contradição
O Pai, o Filho e o Espirito Santo são três deuses. (Ensinamentos do profeta Joseph Smith, edição 1975, pg.362) A Bíblia declara que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são somente um, com os mesmos atributos, mas diferente personalidades, como o elemento água, pode ser liquído, gelo ou vapor, mas na sua essência continua sendo o elemento água.
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7. Contradição
Assassínio é um pecado perdoável. (Alma 24:10) Assassínio é um pecado imperdoável. (Doutrinas & Convênios 42:19; 132:27)
8. Contradição
A vida eterna é conseguida pela fé em Cristo. (Alma 11:40; Mosiah 3:9) A vida eterna é conseguida pela fé em Cristo depois de obedecer as ordenanças do evangelho (Artigo de fé 3º - A Pérola de Grande Valor)
9. Contradição
―Um homem pode nascer de novo pela Palavra, sem o batismo.‖ (Alma 36:23-26) Um homem precisa ser batizado para nascer de novo (Mormom Doctrine, Bruce R.McConkie - Editora Bookcraft, edição 1979, pg.237)
10. Contradição
O homem se torna filho de Deus pelo arrependimento e fé. (Mosiah 27:24-28) Todos somos filhos de Deus por sermos criados por Deus (Princípios do Evangelho – Edição 1988, pg.23)
11. Contradição
Não existe menção dos 3 graus de glória na plenitude do evangelho (Alma 5: 24-25; 39 / 1Nefi 15:34-36) Existem 3 graus de glória. (Doutrinas & Convênios 76:50-106; 131:1)
12. Contradição
O inferno é eterno e dele não se pode escapar. (Alma 42:16, Alma 42:22; 3 Nefi 27:16-17) O inferno é temporário e alguns poderão escapar dele. (Doutrina & Convênios 76:91-119)
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13. Contradição
―Só alcançam o grau de glória celestial aqueles que receberam o testemunho de Jesus, foram batizados, e que guardam seus madamentos, que vencem pela fé, são selados pelo Espirito Santo, que são justos e fiéis, que são a igreja do Primogênito, que são sacerdotes segundo a ordem de Melquisedeque e reis, somente estes habitarão na presença de Deus e de seu Cristo cujo o corpo é Celestial, ou alcançaram a glória celestial‖. (Doutrina & Convênios 76:50-70) O casamento eterno, o selamento, são necessários para alcançar o estado ―exaltado‖, ou seja, a glória celestial. (Doutrina & Convênios 131:1-2; 132: 18-22)
14. Contradição
A nova Jerusalém e o Templo, serão construídos no Estado de Missouri. (Doutrina & Conv6enios 84:1-5; 42:35; 45:65-66; 571-5) Israel contruirá a Nova Jerusalém na terra de seus pais (3 Nefi 20:2122, 29, 33, 34; 3 nefi 21:1-29; Doutrina & Convênios 77:15)
15. Contradição
Deus considera uma abominação o relacionamento polígamo de Daví, Salomão e dos Lamanitas e de qualquer homem que tiver mais que uma esposa (Jacó 2:24-28; 3:5) Deus justifica a Salomão e Daví por terem tido várias esposas ( Doutrina & Convênios 132:1)
16. Contradição
Deus ordena a monogamia conjugal (um homem e uma só mulher). (Doutrina & Conv6enios 42:22-24; Jacó 2:24-28) Deus admite a pluralidade de esposas. (Doutrina & Convênios 132:6162)
17. Contradição
O texto de Mórmon 8:32, condena as igrejas que recebem dinheiro em troca de perdão.
143
Em Doutrina & Convênios 64:22-24; 42:55-58; 63:43-46. afirma que a maneira de não ser queimado no fogo é entregando o dízimo (dinheiro) quando a vinda do Senhor.
18. Contradição
Em Doutrina & Convênios 93:1, o Senhor afirma ―Em verdade assim diz o Senhor: Acontecerá que toda a alma que abandonar seus pecados e vier a mim e invocar o meu nome e obedecer minha voz e guardar meus mandamentos VERÁ MINHA FACE e saberá que eu sou‖ Sem as ordenanças e a autoridade do sacerdócio, nenhum homem pode ver o rosto de Deus o Pai e viver. (Doutrina & Convênios 84:2122)
19. Contradição
Em Doutrina & Convênios 84:21-22 (revelação sobre o sacerdócio recebida em 1822, por Joseph Smith) esta registrado que ninguém poderia ver o Pai sem o sacerdócio; e ele não possuia o sacerdócio até 15 de maio de 1929, conforme História da Igreja 1: 68-69. De acordo com História da Igreja, 1:1-5, especificamente em 1:14-17, afirma ter visto o Pai e o Filho.
20. Contradição
Em Doutrina & Convênios 130:3, esta registrado que Deus não habita no coração do homem. Em Alma 34:36, esta registrado que Deus habita no coração dos justos (homens).
21. Contradição
Deus possue um corpo tangível igual ao do homem (Doutrina & Convênios 130:22) Deus é um ―Grande Espírito‖. (Alma 22:9-11)
22. Contradição
Deus é um homem exaltado, que progrediu de humano para Deus. (Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, ed.1975 – pgs. 336,337 – ed. IJSUD). Deus é imutável (Moroni 8:18; Mórmom 9:9-10)
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23. Contradição
Jesus Cristo nasceu em Jerusalém (Alma 7:10) O mundo inteiro e a Bíblia testifica que Jesus nasceu em Belém de Judá.
24. Contradição
O Espírito Santo não tem um corpo como o Pai e o Filho, pois é um personagem de espírito. (Doutrina & Convênios 13:22) O Espírito Santo com uma forma humana (1Nefi 11:11)
A Poligamia
Veja o que está escrito no apêndice do novo livro de mórmon edição de 1998: ―É licito o homem ter só uma esposa, a menos que o Senhor revele um mandamento contrário‖. (Livro de Mórmon – Jacó 2:27-30). ―Por revelação e sob a direção do profeta, que possuía as chaves do sacerdócio, o casamento plural foi praticado na época do Velho Testamento e nos primeiros tempos da Igreja restaurada‖. (Livro de Mórmon {apêndice} pg.35 – Ed.1998)‖. Smith teve 48 esposas e os líderes da Igreja Mórmon, imitando o seu mestre, também tiveram várias esposas. Existe muita controvérsia entre os SUDs para discutir sobre este assunto. impressionante como são tão obtusos e sem fundamento em sua teologia. Em primeiro lugar, Deus nunca autorizou um casamento polígamo, Deus nunca elogiou ninguém que tenha praticado tais atos, mas apenas tolerou, passivamente,
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porque Ele não depende de homem para ter seus planos cumpridos, mas tampouco teria seus planos frustrados pelos erros dos homens. O Novo Testamento, elucida quanto ao assunto e a perfeita vontade de Deus para o casamento. No Velho Testamento relata qual foi a paga dos homens que cometeram a poligamia: Abraão, por ter aceitado a sua concubina como esposa, gerou para Israel um inimigo que vive até hoje, que são os Ismaelitas –atualmente os muçulmanos (Gênesis 16). Jacó teve uma vida sofrida e de muitas rixas entre as suas esposas, mas o mesmo fora enganado por seu sogro, e devido ao pedido de suas esposas aceitara se deitar com as escravas de suas esposas afim de gerar-lhes filhos .(Gênesis 1:32-50). Sansão pagou com a própria vida por ter cometido a poligamia (Juízes 14; 16). Davi foi duramente repreendido pelo profeta Natã por ter se envolvido com BateSebah e pagou o preço de perder quatro filhos e não ter podido construir o Templo para Deus. (Leia o livro de Samuel, Reis e Crônicas). Salomão, um sábio homem de Deus, mas que por se envolver com a poligamia, chegou ao triste estado de cometer a idolatria (I Reis11). De acordo com os casos citados, pode se observar que Deus nunca aprovou e nem abençoou a poligamia, pelo contrário, o fruto da poligamia resultou em tragédias para os servos de Deus. O próprio Senhor Jesus disse ―Pela dureza de vossos corações Moisés vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas não foi assim desde o princípio‖ (Mateus 19:8). Vejam que o texto diz ―carta de divórcio‖(Mateus 19:7) e não poligamia, logo em seguida é acrescentado o propósito de Deus; ―mas não foi assim desde o princípio‖. Ou seja, no princípio Deus criou uma só esposa para Adão e não muitas esposas. Se a poligamia pudesse ser justificada em alguma ocasião, nada mais justificável se Deus tivesse criado várias ―Evas‖ para Adão, pois o mundo precisava ser povoado, mas o que vemos é uma única esposa para Adão e qualquer impossibilidade da poligamia ser usada como um propósito divino como os SUDs pretendem justificar os atos de seu(s) profeta(s). Um missionário mórmon declarou-me o seguinte ao ser indagado a respeito da poligamis: ―Deus permitiu a poligamia, no começo da Igreja Mórmon, por
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causa da perseguição, pois as mulheres ficavam sem maridos que eram mortos em conflitos, havendo assim a necessidade de serem esposas dos homens que estavam vivos, independentemente de isso constituir poligamia ou não. O importante era deixar descendência.‖ Tal explicação chega a ser vulgar e de baixo calão. Facilmente, se esta fosse realmente a ―igreja de Deus restaurada‖, deveria em espírito de oração, pedir ao Espírito de Deus convencer e converter mais pessoas [homens], do que desobedecer a Palavra de Deus. A conduta da cúpula da Igreja Mórmon é injustificável ao parâmetro bíblico e os desqualificam como líderes de uma denominação instituída por Jesus Cristo. A Bíblia declara e afirma as qualidades de um verdadeiro líder cristão:
“É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, temperante, sóbrio, ordeiro, hospitaleiro, apto para ensinar” I Timoteo 3:2 “Alguém que seja irrepreensível, marido de uma só mulher...” Tito 1:6 “Mas, por causa da prostituição, tenha cada homem sua própria mulher (e não mulheres) e cada mulher seu próprio marido (e não maridos)”. I Corintios 7:2 (o parênteses fora acrescentado para melhor esclarecimento). De acordo com a Bíblia, no que se refere a um verdadeiro servo de Deus e líder cristão, Smith foi um homem que vivera muito longe de tal realidade. Na Epístola de Coríntios, o Apóstolo Paulo, relata com clareza a vontade de Deus, ―cada homem tenha sua própria mulher‖ e não ―suas mulheres‖ no plural, ou seja, o que passar de mais de uma esposa é considerado adúlterio. As Aflições da Poligamia Constatado em vários relatos, de fontes externas a igreja dos SUDs, e mesmo de fontes internas, mesmo advindas de seus profetas e presidentes, o casamento pluralizado, causava grandes aflições as mulheres envolvidas nesta prática. H.C. Kimball observou certa vez: "Existem muitas brigas nos lares e disputas por poder e autoridade. A segunda esposa está sempre contra a primeira, em muitas circunstâncias" (Journal of Discourses 4:178).
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O próprio Brigham Young citou vários problemas relacionados com a poligamia: "Há alguns anos atrás uma das minhas esposas, ao falar sobre esposas que abandonam seus maridos, disse: 'eu gostaria que as esposas de meu marido o abandonassem, cada uma delas, menos eu'. É assim que todas elas se sentem mais ou menos, algumas vezes, quer sejam velhas ou jovens" (Journal of Discourses 9:195). Irmãs, vocês desejam cuidar de sua própria felicidade? Então qual é o seu dever? É ter filhos... Vocês estão atormentando a si mesmas imaginando que seus maridos não as amam? Não me incomodaria se eles amassem um pouco, ou nada, mas gostaria que vocês exclamassem, como uma esposa do passado, com toda a alegria do coração: Eu consegui um homem de Deus! Aleluia! Sou mãe!..." (p. 37) Zina Huntington, uma das esposas de Brigham Young, e grande defensora da poligamia, aconselhava: "É dever da primeira esposa considerar seu marido com indiferença, e com nenhum outro sentimento que não seja a reverência, pois o amor que devotamos é um sentimento falso, sentimento que jamais deveria ter lugar na poligamia... Acreditamos no bem do antigo costume em que os casamentos eram arranjados pelos pais dos jovens" (New York World, 17/111869, conforme citação no "The Lion of the Lord, pgs. 229-230). É quase impossível avaliar as aflições impostas as mulheres. Joseph Lee Robson, ele próprio um polígamo, membro fiel da SUD, admitia francamente: "O casamento plural... calcula-se que em sua natureza ele testa severamente as mulheres até as lágrimas, derramando os seus corações através delas..."(Journal of Autobiography of Joseph Lee Robson, pg. 60, microfilme na Biblioteca Genealógica dos SUDs). Kimball relata alguns dos problemas relacionadas com a prática da poligamia: "Quando James Hunter tomou sua segunda esposa, a primeira, que havia acompanhado o casal a Casa do Compromisso para a cerimônia, não conseguira dormir e havia passado a noite inteira andando pela casa, ao imaginar o seu marido nos braços de outra mulher..." Certa pessoa levada a uma casa de poligama... contou esta história: "Existe uma tragédia real na poligamia, pelo que posso recordar. Certa noite um
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homem trouxe para casa uma segunda esposa. Era inverno e a primeira esposa ficou tão transtornada que foi deitar-se no telhado e lá morreu congelada" (Isn't One Wife Enough?, pgs. 147-148). Outra ocasião, as condições se tornaram tão ruins na família de Brigham Young, que ele se ofereceu para libertar todas as suas esposas: "Agora atentem na minha proposta; ela é mais particularmente dirigida às minhas irmãs, pois está acontecendo o fato de que as mulheres se dizem infelizes. Os homens dirão: 'minha esposa, embora seja uma excelente mulher, ainda não se sentiu feliz um único dia, desde que eu tomei minha segunda esposa'. Não, nem sequer um dia feliz durante todo o ano, diria alguém, e outra não tem visto um único dia feliz em cinco anos... Eu gostaria que minha próprias mulheres entendessem que o que vou falar é tanto para elas como para as demais, e desejo que as que aqui estão falem às suas irmãs, sim, a todas as mulheres da comunidade...Vou dar a vocês, agora, a partir do próximo dia dez de junho, duas semanas para reflexão, a fim de que resolvam se desejam permanecer com seus maridos ou não, e depois irei deixar sair livre cada mulher e dizer-lhe: agora, vão embora, minhas mulheres e as demais, vão embora! E minhas mulheres terão de escolher entre duas opções: ou levantar os ombros e suportar as aflições deste mundo, vivendo sua religião, ou ir embora, pois não as quero ao meu redor. Vou dar liberdade a todas. O que? Também a primeira esposa? Sim, vou liberar todas elas... Desejo as minhas mulheres e as do irmão Kimball, e as do irmão Grant que vão embora, e a todas as mulheres deste território, ou que digam em seus corações que desejam abraçar o evangelho inteiro... ou eles dirão as suas esposas: 'levem tudo que eu possuo e fiquem livres. Mas se ficarem comigo, terão de aceitar a Lei de Deus, isso mesmo sem murmurações e nem queixas. Vocês devem cumprir a Lei de Deus em todos os sentidos, e levantar os ombros para andar até o fim, sem concessão alguma". ―Agora recordem-se dessas duas semanas, a partir de amanhã: vou deixar todas vocês em liberdade. Mas a primeira esposa dirá: 'É duro, pois vivi com meu marido durante 20 ou 30 anos e dei-lhe uma porção de filhos, e isso é uma grande aflição para mim que ele tenha outras mulheres'. Então eu direi: 'é hora de você deixar o campo livre para outras mulheres que possam me dar filhos. Mesmo que minha esposa tiver me dado todos os filhos que ela pôde dar-me, a lei celestial me ensinaria a tomar mulheres jovens que pudessem ter filhos...‖
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―Irmãs, não estou brincando. Não estou lançando esta proposta para zombar dos seus sentimentos, para ver se vocês largam seus maridos, todas ou algumas de vocês. Porém sei que não há uma pausa nas queixas de muitas das mulheres neste território.‖ ―Se as mulheres se desviarem dos mandamentos de Deus e continuarem a repudiar seus desígnios, rogo para que a maldição do Todo-Poderoso possa atingi-las da cabeça aos pés... Preparem-se para duas semanas a partir de amanhã e vou lhes dizer agora que se permanecerem com seus maridos, depois que eu as libertar, ajoelhem-se diante deles e a eles se submetam, conforme a lei celestial. Podem ir para onde bem desejarem, em duas semanas, a partir de hoje, mas lembrem-se que não irei mais suportar queixa alguma" (Sermão de Brigham Young, conforme Journal of Discourses, 4:55-57, também impresso no Deseret News 6:235-236). Jedediah M. Grant, segundo conselheiro de Brigham Young, pintou a trágica situação em termos semelhantes: "E temos mulheres aqui que amam tudo exceto a Lei de Deus; e se pudessem deixar de lado o laço que as prende à Igreja de Cristo, dificilmente haveria uma neste Israel que não o fizesse neste dia. Pois elas falam aos seus maridos, as suas filhas, as suas vizinhas, dizendo que não gozaram uma semana sequer de felicidade, desde que seus maridos tomaram a segunda esposa". (Deseret News, 6:235 e Journal of Discourses 4:51). Até mesmo o lar de Joseph Smith não fora isento dos problemas causados pelo casamento poligamo. O escritor mormon J. J. Stewart relatou a respeito deste fato: "Assim semeou Satanás a semente da discórdia no próprio lar do Profeta, causando tormento mental a Emma, para ela afligir Joseph e fazer o trabalho terreno da Igreja e eventualmente tirar Emma e seus filhos da Igreja verdadeira" (Brigham Young and His Wives, p. 33). Em sua tese "Emma Hale, esposa do profeta Joseph Smith, (pg. 104, cópia datilografada), Reymond T. Bailey admitiu que se tornou publicamente conhecido que havia disputas entre Emma e Joseph Smith, especialmente durante o período de suas vidas em Illinois". No dia 17/04/1844, The Warsaw Signal registrou que Joseph Smith havia "lançado a esposa porta a fora". A ofensa da 'Irmã Emma' fora ter ela conversado com o senhor E. Robinson e se recusado, ou mesmo hesitado, em contar ao Profeta tudo que se relacionava ao assunto. O 'homem de Deus' logo em seguida, inflamado de
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santa paixão, pegou a companheira pela gola e o dito Robinson e os lançou na rua - tudo isso à luz do dia, e sem dúvida da melhor maneira possível". Em seu jornal e autobiografia, Lee Robinson (irmão de E. Robinson mencionado anteriormente), admitiu francamente que Joseph e Emma tiveram uma briga sobre a doutrina da poligamia: "... A esposa de Ebnezer, Angelene, havia há algum tempo observado o irmão Joseph, o Profeta, entrando numa certa casa e ela havia contado isso a Emma, esposa do Profeta. Isso foi no tempo em que ela, Emma, andava cheia de suspeitas e ciúmes dele, com medo que ele tomasse outra esposa... Ela resolveu que tal não aconteceria e que se acontecesse, estava resolvida a abandoná-lo e quando soube disso, ficou muito zangada, dizendo que o deixaria... E quase desmancharam a família... o Profeta se sentiu terrivelmente mal, então foi aos irmãos e falou com Angelene sobre o assunto, a qual não lhe deu satisfação alguma e seu marido também não a reprovou. Aconteceu que o profeta a amaldiçoou severamente...Achei que não deixaria minha própria esposa fazer tal coisa neste mundo, mas se ela o fizesse, teria de se dobrar de joelhos pedindo perdão." O Mormon Portraits nos oferece mais detalhes sobre os problemas de Joseph Smith: "Joseph tinha oito moças em sua casa, as quais chamava de 'filhas'. Emma ameaçou abandonar o lar e Joseph Smith lhe disse: 'tudo bem, pode ir' Ela se foi, mas quando Joseph Smith viu que esse escândalo iria ferir a sua dignidade profética, ele a seguiu e a trouxe de volta. Mas as oito 'filhas' tiveram de sair da casa". Miss Eliza P. Snow... foi uma das primeiras (voluntárias) vítimas de Joseph Smith em Navoo. Ela costumava freqüentar a casa do Profeta e ele a tornou uma de suas noivas celestiais... Sentindo-se agredida como esposa, Emma teria usado o recurso vulgar da bengala como instrumento de vingança. E o duro tratamento recebido das mãos de Emma, dizem, destruiu as esperanças de Eliza Snow de se tornar a mãe de um filho do profeta (Mormon Portraits, D.H.Wyl, ps. 57-58). A escritora mórmon Claire Noall reconheceu: Willar verificou que Emma havia recusado acreditar que qualquer das mulheres que habitavam a mansão, quando esta fora usada pela primeira vez como hotel, fosse casada com Joseph. Ela havia atirado Eliza Snow escada abaixo e Eliza, conforme as fofocas, havia perdido seu bebê ainda no ventre" (Intimate Disciple, a Portrait of Willard Richards , 1957, p. 407).
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Existem membros da Igreja Mórmon que garantem que Joseph Smith realmente não vivia com suas esposas aqui na terra. Porém existe uma abundância de evidências de que ele o fez. Por exemplo, Benjamim F. Johnson fez a seguinte afirmação, numa declaração escrita com a data de 04/03/1870: "Depois de curto período o Presidente Smith... veio novamente a Macedônia (Ramus), onde ficou dois dias, morando em minha casa com minha irmã, como marido e mulher (e para o meu completo conhecimento, eles ocupavam a mesma cama)". [Historical Records, 6:223. Artigo de Jerald & Sandra Tanner, Resumo do livro "The Changing World of Mormonism", Moody Press, ps. 226-231. Tradução de Mary Schultze, do jornal "The Evangel", março/abril 1998].
Quantas esposas tiveram os fundadores da doutrina mórmon?
Determinar com quantas mulheres Joseph Smith e Brigham Young foram casados é uma das tarefas mais difíceis para os historiadores mórmons. Andrew Jensen, foi um historiador auxiliar da Igreja Mórmon, e fez uma lista de 27 mulheres que foram casadas com Joseph Smith, isso conforme o Historical Record, ps. 233-234. Entretanto, o autor mórmon John J. Stewart credita a Joseph Smith muitas outras esposas: "Ele casou com muitas mulheres, talvez 3 ou 4 dúzias" (Brigham Young and His Wives, p.31). As pesquisas de Fawn N. Brodie trazem uma lista de 48 mulheres que devem ter se casado com Joseph Smith (No Man Knows My History, ps. 434-465). Stanley S. Ivins, que foi considerado "uma das maiores autoridades em poligamia mórmon", dizia que "trata-se de uma suposição, mas pode-se creditar a Joseph Smith mais de 60 esposas". (Western Humanities Review, 10: 232-233). Antes de sua morte, Ivins preparou uma lista de 84 mulheres que poderiam ter sido esposas de Joseph Smith ao longo de sua vida. Embora Ivins não tivesse certeza de que todas as mulheres da lista fossem realmente casadas com Joseph Smith em vida. Para elaborar a lista Ivins fez muitas pesquisas nos registros do Templo em Navoo, nos registros da Casa dos Assentamentos e outros registros genealógicos. Depois de completar seus estudos, alguns dos registros da Biblioteca dos SUDs foram reduzidos e deixaram de ficar disponíveis ao público em geral. Antes de colocar os últimos 11 nomes em sua lista, Ivins declarou: "No dia
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9/04/1899, 11 das esposas de Joseph Smith ao longo de sua vida foram seladas à ele por meio de procuração. Uma nota acompanhando o registro do serviço de selamento no templo continha: ―Os selamentos das abaixo nomeadas foram realizadas durante a vida do Profeta Joseph Smith, porém não há registro disso. O Presidente Lorenzo Snow decidiu que elas sejam repetidas, a fim de que possa existir um registro e que isso seja explicado". Este incidente sugere que outras dentre muitas mulheres falecidas a quem Joseph Smith, fora selado por procuração, possam ter sido casadas com ele durante a sua vida terrena..." No final da nota, Ivins concluiu: Completando estas mulheres falecidas, Joseph Smith fora selado a pelo menos 229 outras, até 18/03/1880. Nota adicional: Joseph Smith foi selado a 246 mulheres falecidas. [Joseph Smith and his Wives [suas esposas], pg 47]. No prefácio da segunda edição do seu livro ―No man knows My History‖[―Nenhum homem conhece minha História‖], Fawn Brodie declara: ―mais de 200 mulheres, aparentemente através de usa própria solicitação, foram seladas a Joseph Smith após sua morte, em cerimônias especiais no templo. E mesmo, diferente do que existe registrado na história, inclusive várias santas católicas, também foram seladas a Joseph Smith em Utah. Vi essas espantosas listas nos Arquivos Genealógicos dos SUDs, em Salt Lake City, em 1944". Se a doutrina mórmon da pluralidade do casamento fosse verdadeira, Joseph Smith teria centenas de esposas na ressurreição. Algumas das mulheres com quem Brigham Young e H. C. Kimball se casaram, haviam sido casadas ou seladas a Joseph Smith antes. Num artigo publicado na Western Humanities Review 910:232-233, Stanley S. Ivins, observou que Brigham Young geralmente é creditado com apenas 27 esposas, porém fora selado a mais de o dobro deste número a mulheres vivas no seu tempo e pelo menos mais de 150 falecidas. O escritor mórmon, John J. Stewart, fez uma lista de 53 mulheres que foram seladas a Brigham Young, e acrescentou: "Houvera também uma ou duas mais, além das 150 a quem ele foi selado após sua morte" (Brigham Young and His Wives, p. 96). Num discurso realizado no dia 24/01/1858, o Apóstolo Ezra T. Benson afirmou que Brigham Young teve cerca de mais de 50 esposas (Journal of Discourses,6:180-181). Stanley P. Hirson oferece uma lista de 70 mulheres com quem Brigham
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Young deve ter sido casado (Lion of the Lord, pgs. 190-221). Nas páginas 188-189 do mesmo livro, ele relata: "... Young sempre pilheriava sobre suas esposas: 'diga aos gentios' observou certa vez, 'que não conheço a metade delas'. Mais tarde indagado com a clássica pergunta por um governador gentio de Utah, Young respondeu: 'Eu mesmo não sei'. Jamais recusei casar com uma mulher respeitável que me pedisse e o caso é que às vezes separava uma mulher no altar do matrimônio, para nunca mais encontrá-la. Meus filhos, porém, eu os crio. Tenho 77 vivos agora e já perdi 3". Brigham Young gabava de sua habilidade de obter várias e jovens esposas: "O irmão Cannon observou que as pessoas se admiram de quantas esposas e filhos eu tinha. Ele pode informá-las de que terei esposas e filhos até um milhão, a glória, a riqueza, o poder, o domínio, e reino após reino, e reinarei triunfantemente". (Journal of Discourses 8:178). "Eu poderia provar a esta congregação que ainda sou jovem; pois eu poderia conseguir mais jovens que me escolheriam para marido do que qualquer outro homem‖. (Journal of Discourses, 5:210). Embora Brigham Young estivesse constantemente se casando com novas mulheres, ele afirmava que "provavelmente existem poucos homens no mundo que se importam menos com a classe particular de mulheres do que eu faço" (Journal of Discourses, 5:99). A multa por adultério era sempre uma causa de preocupação para Joseph Smith, segundo Joseph Lee Robinson registrara: "... Deus lhe (Smith) revelou que qualquer homem que tenha cometido adultério em qualquer de suas experiências, esse homem jamais será erguido até a mais alta exaltação na glória celestial, e que ele ficara tão ansioso com relação a si mesmo, que havia indagado do Senhor, e que o Senhor lhe havia garantido que ele jamais cometera adúlterio‖. Entretanto, esta preocupação não conseguiu evitar que o profeta tomasse as esposas de outros homens, numa base mais ou menos regular. John D. Lee diz quer Joseph Smith tirou a mulher de H. B. Jacobs, no tempo em que este estava ausente: "em sua ausência ela foi selada ao Profeta Joseph e se tornou sua esposa" (Confession of John D. Lee, p. 132). Essa tendência para tirar as esposas de outros homens não se limitava de modo algum a Joseph Smith. Seu sucessor Brigham Young era também um expert neste campo. Como este exemplo: Juanita Brooks declara que "Zina Diantha Huntington" era a mulher casada com Henry B. Jacobs e mais tarde selada a Joseph Smith, ela continuou a viver com Jacobs, tendo mais tarde
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renunciado a Jacobs para se juntar à família de Brigham Young." (On The Mormon Frontier, The Diary of Hosea Stout, 1:141, footnote 18). No Arquivo Histórico [Historical Record] 2:233, o historiador assistente da Igreja confirmou que Zina B. Huntington, realmente casou-se com Joseph Smith e mais tarde com Brigham Young: "Zina B. Huntington aparece como a esposa numero 5 na lista de Ivins: "No. 5 = Zina D. Huntington... esposa de Henry B. Jacobs.. casou-se com Joseph Smith no dia 27/10/1841. No dia 02/02/1846 ela foi selada a Joseph Smith para a eternidade e a Brigham Young para esta vida. Ela viveu com Brigham Young como sua esposa e faleceu em 29/08/1901" (Joseph Smith and Poligamy, pg. 42). De acordo com o realto de Fawn Brodie: "Zina deixou Jacobs em 1846 para casar com Brigham Young, William Hall afirma que havia escutado Brigham Young dizer publicamente a Jacobs: "A mulher que você reclama como esposa não lhe pertence. Ela é a esposa espiritual de Joseph Smith, a ele selada. Sou o procurador e ela, bem como seus filhos, são minha propriedade. Pode ir aonde quiser e arranje outra, mas tenha a certeza de que ela pertença à sua parentela espiritual". Jacobs aparentemente aceitou a decisão Brigham Young como a Palavra do Senhor, já que permaneceu como testemunha no Templo de Navoo, em janeiro de 1846, quando Zina foi selada a Brigham Young "para o tempo" e a Joseph Smith "para a eternidade". (No Man Knows My History", p. 443). Juanita Brooks explica mais: "Zina havia se mudado para Winter Quarters. Ela agora renunciava a Jacobs e se juntava à família de Brigham Young, viajando pelo Oeste em 1848, numa carroça fornecida e conduzida pelo irmão dela, Oliver" (On the Mormon Frontier, 1:141, footnote 18). Então, quantas esposas Brigham Young teve? Certamente muito mais de uma, conforme o novo LDS Relief Society Manual menciona. Não é de admirar que haja um grande clamor no meio do povo dos SUDs, que conhece melhor a história. Mas exatamente quantas? Contudo, o Dr. Avery, um mórmon que sabia que primeiro dizia que ele possuíra 55 esposas, não pôde explicar porque o manual da lição que está sendo usado desde janeiro pelos membros (homens e mulheres) da Igreja, traduzido em 22 línguas diferentes, pinta como um monógamo, o mais famosos polígamo da América. Jornal "The Evangel", edição março/abril 1998. Tradução de Mary Schultz. O Serviço no Templo
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A Igreja Mórmon (IJSUDs) acredita que os espíritos das pessoas falecidas, que não aceitaram o evangelho mormon, não podem entrar no Reino Celestial, até que um Mórmon seja batizado em seu lugar, por procuração. Esta idéia particular de uma pessoa viva ser imersa em lugar de outra já falecida se encontra na história de Joseph Smith. Crisóstomo afirmava que os Marcionitas (discípulos de Marcion) praticavam o batismo pelos mortos: "depois que um catecúmeno morria, eles colocavam um homem vivo debaixo da cama do morto e indo até este, indagavam-lhe se desejava ser batizado. Como ele não podia responder, o outro respondia em seu lugar, e então eles batizavam o vivo em lugar do morto". A Igreja, sem dúvida, naquele tempo era degenerada e a forma particular devia ser incorreta, mas isto está muito claro nas Escrituras, tanto que Paulo, falando da doutrina, diz: "Doutra maneira, que farão os que se batizam por causa dos mortos?" 1 Coríntios 15:29. (History of the Church, 4:59). O fato de Cristo jamais ter mencionado o batismo pelos mortos é uma forte evidência de que esta doutrina estava ausente na Igreja Cristã Primitiva. Orson Pratt admite que a Bíblia não contém qualquer informação quanto ao fato do batismo pelos mortos ser realizado. Sua desculpa para a Bíblia não conter esta informação é que ela provavelmente se extraviou ou foi retirada da Bíblia. Ele afirma: ‖A doutrina do batismo pelos mortos deve ter sido bem entendida por eles... Se não quando, ou de que modo, fora a doutrina a eles comunicada? Ela podia ter sido escrita previamente para eles. Ela deveria ter sido tão importante quanto o batismo pelos vivos. A Palavra escrita ou não escrita de Deus com a qual a Cristandade está familiarizada, nos informa algo como esta cerimônia é efetuada? Ela informa quem deve oficiá-la? Quem é o candidato em lugar do morto? Que classe de mortos deve ser beneficiada? A Escritura e a Tradição nos informam em que esta doutrina particular do batismo pelos mortos afetará a sua ressurreição? Elas informam se o batismo pelos mortos pode ser administrado em todos os lugares, ou somente numa fonte batismal, num templo consagrado para esse propósito? Todas estas importantes indagações permanecem sem resposta na Escritura e na Tradição‖. (Orson Pratt Works, 1891, p. 205). Os membros da Igreja dos SUDs têm um zelo enorme pelo serviço em favor dos mortos, crendo, como o fazem, que estão salvando os seus ancestrais. O Presidente John Taylor dizia: "... Somos as únicas pessoas que sabem como salvar nossos progenitores... Somos de fato os salvadores do mundo, se
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realmente eles são salvos." (Journal of Discourses 6:163). O Presidente Wilford Woodruff sentia que havia salvo John Wesley, Colombo e todos os Presidentes dos Estados Unidos, exceto três: "... duas semanas antes de sair da cidade de Saint George, os espíritos dos mortos se reuniram ao meu redor, desejando saber por que não haviam sido redimidos...Eram eles os signatários da Declaração da Independência e ficaram esperando por mim durante dois dias e duas noites... Eu fui direto até a fonte batismal, chamei o irmão McAllister para me batizar pelos signatários da Independência e outros 50 homens eminentes, num total de 100, inclusive John Wesley, Colombo e outros. Em seguida eu o batizei em lugar de todos os Presidentes dos Estados Unidos, exceto três, e se a causa deles for justa, alguém fará o serviço por eles". (Journal of Discourses, 19:229). A Igreja dos SUDs dispende milhões de dólares em pesquisas genealógicas, no intuito de encontrar nomes de seus antepassados, a fim de efetuar o batismo por procuração. A este respeito fala o apóstolo da IJSUD, Bruce McConkie: ―Antes das ordenanças vicárias da salvação e exaltação deverem ser realizadas pelas pessoas que já morreram... Elas devem ser acurada e apropriadamente identificadas. Uma vez que a pesquisa genealógica é exigida... A Igreja mantém em Salt Lake City uma das maiores sociedades genealógicas. Grande parte da fonte do material de várias nações da Terra tem sido ou está sendo microfilmada por esta sociedade. Milhões de dólares são gastos e uma reserva de centenas de milhões de nomes e outros dados sobre as pessoas que viveram nas gerações passadas, para o estudo‖. (Doutrina Mórmon [Mormon Doctrine], 1966, ps. 308-309). Joseph Fielding Smith proclamou que "o maior mandamento que nos foi dado e tornou-se obrigatório é o serviço do templo em nosso favor e em favor dos nossos mortos." (Doutrinas da Salvação [Doctrines of Salvation], 2:149). Ele disse acrescenta: "O Profeta Joseph Smith declarou: A maior responsabilidade que Deus colocou sobre nós neste mundo é localizar os nossos mortos". (Ibid 2:146). Interessante é que mesmo que supostamente o Livro de Mórmon contenha a "totalidade do evangelho", ele jamais menciona a doutrina do batismo pelos mortos, nem sequer uma vez. A palavra "batismo" aparece 25 vezes no Livro de Mórmon. A palavra "batizar" aparece 85 vezes e a expressão "batizando" aparece 6 vezes, porém a doutrina do batismo pelos mortos não é de modo
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algum mencionada. Em verdade o Livro de Mórmon até condena qualquer idéia que leve à prática do batismo pelos mortos. Isso indica claramente que não existe chance alguma da pessoa se arrepender depois da morte, se conheceu o evangelho mas o rejeitou. Outro serviço do templo que é realizado em favor dos mortos é o casamento celestial entre seus membros, no intuito de mantê-los selados pela eternidade, segundo sua crença. O Sacramento Nas instruções aos seus discípulos, um pouco antes de sua paixão, morte e ressureição, Jesus deixou bem claro acerca do pão e vinho os quais representariam seu corpo e sangue, de acordo com o que esta contida na Bílblia.
“E, quando comiam, Jesus tomou o pão, e abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo. E, tomando o cálice, e dando graças, deu-lho, dizendo: Bebei dele todos; Porque isto é o meu sangue, o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados”. Mateus 26:26-28 “E, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue, que é derramado por vós”. Lucas 22:19-20 O Livro de Mórmom cita estas passagens explicando que esse ritual fora chamado na Biblia de Ceia do Senhor. 3Nefi 18:1-9;20:1-9. Em Doutrina & Convênios 20:40, menciona o Pão e o Vinho, símbolos do Corpo e do Sangue de Cristo. Em Principios do Evangelho – edição 1988, pp.144-149 - embora mencione que Jesus tomou o pão e em seguida um copo de vinho, recomenda que a cerimônia seja celebrada com pão e água. .. ―E aqui a oração para a bênção da àgua. Ó Deus Pai eterno, nós te rogamos em nome de teu filho Jesus Cristo, que abenções e santifiques este vinho para as almas de todos os que recebem dele...‖
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A água não representa sangue. A única razão que pode haver para o mórmon de celebrar a Ceia do Senhor com água, é seu intenso desejo de excluir Jesus como meio exclusivo de salvação e o sangue de Cristo como único meio de obter remissão de pecados; ensinando o contrário, que o batismo é instituido para a remissão de pecados.
Apêndice
Testemunho de um casal de ex-mórmons que abandonaram a religião, e aceitaram a Jesus Cristo como Único e Suficiente Salvador e tendo a Bíblia como sua regra de fé. ―Eram duas horas da manhã, quando Dennis Higley, pertencente à sexta geração de Mórmons, estava se aproximando de uma descoberta que iria destruir suas ilusões de uma vida inteira. Sua esposa, Rauni, havia-lhe dito que já não podia mais continuar como membro da Igreja Mórmon (Santos dos Últimos Dias = SUDs) por causa das contradições e outros problemas que ela havia descoberto nos ensinos desta Igreja. Eles haviam praticamente deixado de se falar por causas das tensões. Foi quando Dennis finalmente concordou em adquirir todos os livros importantes sobre a doutrina e a história da Igreja, sentar-se com a esposa, e ler, dentro de todo o contexto, cada um dos ensinos problemáticos. Finalmente, depois de muito exame, Dennis levantou-se, fechou abruptamente todos os livros e falou: " Para mim, basta! Foi naquela noite que a bolha do Mormonismo em que eu estivera encerrado explodiu... Aquela noite foi o início dos meus estudos profundos da história e doutrina dos mormons - itens dos quais a minha Igreja jamais havia me falado. Aquele momento chave chegou em 1982. Desde então, apesar da perseguição devastadora que lhes custou o negócio, depois que eles deixaram a Igreja, o casal Higley tem sido usado por Deus apara ajudar a levar centenas de mormons à fé no Jesus Cristo da Bíblia. Eles trabalham como voluntários na Mission Service Corps (Serviço do Exército Missionário), junto com a Mission Board americana, que se dedica à evangelização. Trabalham sob os auspícios da HIS (He is Savior = Ele é o Salvador), nos subúrbios de Salt Lake City, onde eles estão compartilhando, o Cristo do
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Cristianismo histórico, com os que foram apanhados no labirinto e teia do Mormonismo, auxiliando, também, os companheiros cristãos. Rauni Higley converteu-se ao Mormonismo em sua terra natal, a Finlândia, em 1963. Ela era uma Luterana nominal e ficou impressionada com a amizade e o calor demonstrados pelos missionários e membros da Igreja Mórmon. - Eu era completamente ignorante a respeito da Bíblia, não sabendo realmente quem é Deus e quem é Jesus. Então foi muito fácil para os Mórmons me convencerem de que estavam me trazendo a verdadeira mensagem bíblica. Ela aceitou sua nova fé com um entusiasmo o qual não passou desapercebido aos líderes mórmons. Em menos de um ano ela fora chamada a servir numa "missão de 18 meses", em tempo integral. Foi nesse tempo que ela conheceu Dennis, natural de Idaho, o qual também estava servindo na Finlândia. As primeira indagações sobre a nova fé de Rauni apareceram durante a sua primeira visita ao templo dos SUDs, numa cidadezinha perto de Berna, Suíça. Foi lá que lhe apresentaram as ordenanças secretas exigidas no Mormonismo, desde a entrada até o mais alto nível celestial. - Foi um choque. Na preparação para a experiência no templo dos Mormons era dito como seria bela e maravilhosa essa experiência, e como a gente vai atingindo um maior conhecimento de Deus...Bem, quando adentrei o templo, nada disso experimentei. Pediram-lhe para despir toda a roupa, enquanto um "escudo" foi colocado sobre o seu corpo. Em seguida ela foi cerimonialmente "lavada e ungida" por um obreiro do templo. Foi-lhe dado um novo nome e uma roupa íntima que ela deveria usar 24 horas por dia, pelo resto da vida. Porém, mais alarmante ainda eram os apertos de mão secretos, acompanhados de imprecações secretas em forma de sinais, os quais incluíam um leve roçar do polegar sobre a garganta. Os sinais significavam como a vida pode ser tirada se os apertos de mão forem revelados a alguém fora do templo. - Eu não conseguia imaginar como um Deus amoroso poderia manter um aperto de mão tão secreto, que se eu fosse contar a alguém seria morta da maneira mostrada no templo. Mais tarde ela aprenderia que aquelas e outras cerimônias do templo eram idênticas às da Maçonaria e das religiões ocultistas. Rauni também não entendia como as cerimônias realizadas naquele mesmo dia "por e em favor de" sua mãe e sua avó já falecidas poderiam ser idênticas àquelas feitas
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pelos vivos. Elas (as mortas), com efeito, estavam jurando que suas vidas seriam tiradas se revelassem os apertos de mão. Ambas também foram "lavadas e ungidas" através da substituição, para gozarem de boa saúde, terem filhos e povoar a terra. E Rauni, como sua substituta, tinha de hipotecar todas as suas possessões à Igreja SUDs. - Eu estava pensando: isto realmente não se aplica aos mortos, mas somente aos vivos. Mesmo assim mais de 90% do serviço diário no templo é feito pelos mortos. Aos Mórmons não é permitido discutir as cerimônias fora do templo e não há como fazê-lo, enquanto as cerimônias são realizadas. Desse modo, Rauni não podia falar do assunto com os demais. Ela achava que com o passar do tempo iria encontrar as respostas às suas cruciantes indagações, mas essas respostas jamais chegaram. Depois de sua missão, Rauni se mudou para Salt Lake City, onde começou a trabalhar como tradutora para a Igrea dos SUDs, posição que ela ocuparia durante 14 anos. Enquanto isso, Dennis regressou de sua missão na Finlândia e eventualmente ambos se casaram no templo dos SUDs. Uma das tarefas de Rauni era traduzir as cerimônias do templo para o Finlandês, coisa que ela imaginava que fosse ajudá-la a compreender melhor as cerimônias. Para uma tradução correta é importante que se conheça a significação exata de cada frase. Mas, enquanto ela trabalhava no projeto, outro tradutor lhe contou que o próprio presidente da Igreja, quando indagado sobre as cerimônias da Igreja, havia admitido que nem tudo estava claro para ele. E perguntou-lhe: - Porque você precisa entender em sua língua muito melhor do que o fazemos no Inglês? Outras dúvidas que surgiram mereceram respostas idênticas dos líderes da Igreja SUD. Eles sempre respondiam: -Traduza como está! Mas Rauni achava que "aí é que estava o problema, pois as palavras tinham de fazer sentido. Se não faziam, o que estavam ensinando?" Foram tempos de muita frustração. Mais tarde outras dúvidas foram surgindo, quanto às referências históricas, a fim de assegurar exatidão na tradução. - Isso me abriu os olhos para o fato de que o Mormonismo evoluíra e fora
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bem diferente no passado, e isso me fez começar a ler mais e mais material do que a média disponível aos membros. E além de outras coisas descobri: - Contradições alarmantes com referência aos acontecimentos primordiais na vida de Joseph Smith, antes dele fundar a Igreja dos SUDs, em 1830. Fatos históricos e arqueológicos, os quais questionavam a veracidade do Livro de Mórmon. Profecias não cumpridas, as quais, conforme Deuteronômio 18:2022, significavam que Joseph Smith não passava de um falso profeta. Contradições entre os ensinos atuais dos SUDs, os antigos escritos da Igreja e as próprias escrituras mórmons. Com o passar dos anos em que Rauni continuou satisfazendo as expectativas dos membros dos SUDs, ela e Dennis cresceram juntos em posições de liderança dentro da Igreja. Dennis eventualmente fora nomeado para um lugar no Alto Concelho da Estaca, em que junto com a Presidência das Estacas, tinha autoridade sobre cerca de 6 a 8 igrejas "custódias" (Wards). Enquanto isso, Rauni continuava a descobrir mais coisas. Em 1982 ela finalmente disse ao marido que não podia mais participar dos SUDs. A princípio Dennis ficou furioso, lançando-lhe apenas um olhar de repreensão. E lhe respondeu: "Ainda não sabemos o suficiente a esse respeito. Dê outra desculpa". Ele simplesmente deixou as coisas em banho-maria, enquanto Rauni insistia em lhe apresentar as contradições e diferenças, a ponto de deixarem de falar um com o outro. Ao bispo da igreja local Dennis pediu que falasse com ela, mas ele também ignorava quase tudo. - Você sabe como é. Seu marido tem estado no Concílio durante anos, e quando se faz o trabalho da Igreja e nele se está ativo, não se tem tempo de estudar o passado. Rauni disse que esse era exatamente o caso. Ela falou: "Posso ver que a razão da membresia estar sempre ocupada é para que não tenha tempo de descobrir coisas. Se temos qualquer momento livre logo nos mandam para o templo, a fim de trabalhar pelos mortos". Foi então que Dennis encontrou tempo para reunir o material e conferir as informações por si mesmo. Quando se convenceu de que os SUDs estavam em grave erro, sua primeira reação foi de ódio. - Eu não queria ter mais nada com a religião organizada. Achei que havia sido vítima de uma brincadeira de mau gosto, e que em algum lugar alguém deveria estar rindo às minhas custas, durante os 40 anos em que fora um mórmon fiel e ativo.
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Mas ele estava determinado a encontrar a verdade. Eventualmente, através do seu próprio estudo e de uma série de fitas de estudos bíblicos, ele e Rauni aceitaram o Jesus Cristo da Bíblia e do Cristianismo histórico. E maio de 1983, após Dennis ter pesquisado durante um ano, ele e a esposa enviaram uma carta à Igreja dos SUDs, solicitando remoção dos seus nomes da membresia. Porém, quando seus nomes foram lidos num encontro dos sacerdotes, como tendo sido excomungados, sem razão alguma começaram a circular rumores sobre possíveis pecados graves por eles cometidos. Os Higleys acharam que a melhor aproximação seria escrever uma carta aos parentes e amigos membros da igreja dos SUDs, explicando a razão de haverem saído. Na carta afirmavam que se estivessem errados em tudo o que haviam descoberto, de bom grado aceitariam a correção. Não houve resposta. A carta e sua saída causaram transtornos à liderança local da Igreja, que o negócio de varejo dos Higleys foi boicotado. Finalmente eles se viram forçados a se mudar para um subúrbio de Salt Lake City, porém não antes que o seu testemunho desencadeasse um avivamento. Filiaram-se à Primeira Igreja Batista de Vernal, Utah, uma pequena congregação de apenas 70 membros, que acabara de admitir um novo pastor, com uma nova visão de como alcançar a comunidade. A combinação guiada pelo movimento soberano de Deus resultou nos membros da igreja se mobilizando e conseguindo levar 450 membros mórmons ao Cristo da Bíblia, em apenas 5 anos. Por causa de sua dramática história, os Higleys eram solicitados a falar a grupos cristãos e também adaptaram um curso sobre Mormonismo, o qual haviam antes ensinado em Vernal, num seminário para fins de semana. A carta original que eles haviam remetido aos amigos e parentes da igreja foi transformada num folheto dirigido aos Mórmons e logo se tornou disponível nesta wegpage: http://www.exmormon.org Os Higleys responderam cerca de 2.000 cartas diárias via E-Mail, no último ano, e sempre passavam horas no telefone conversando com altercadores ou ex-mórmons. Para pagar essas contas Dennis foi trabalhar numa firma de reformas de construção e Rauni se tornou corretora de imóveis em Salt Lake City. Sair do Mormonismo é muito difícil, disse Dennis, porque há muitos estágios que precisam ser sobrepujados. Com indivíduos como ele próprio, que jamais havia conhecido coisa alguma além do Mormonismo, é particularmente difícil. O hectavô de Dennis havia se filiado à Igreja por ocasião de sua fundação, em 1830.
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- Quando você é doutrinado desde criança a crer que esta é a única igreja verdadeira, crendo ser esta a vontade de Deus para a sua vida, é quase impossível questionar qualquer coisa. Mesmo porque jamais pode entrar em sua cabeça que ela possa estar errada. Depois de se convencer de que o Mormonismo é falso, as pessoas ainda têm de provar que a Bíblia é verdadeira. Aos mormons é ensinado que a Bíblia não é um livro confiável. Eles trabalham para distratar a Palavra de Deus. Então, o passo mais difícil é fazer acreditar que a Bíblia é realmente confiável, que ela é a Palavra de Deus e que existe um relacionamento compensador com Cristo que eles podem experimentar. Mas esse é um processo muito longo. Nos seminários cristãos os Higleys têm dado uma visão geral sobre as crenças mórmons, esclarecendo as significações diferentes que os mórmons assumem em relação aos termos do Cristianismo. Eles oferecem um pano de fundo básico sobre aquilo em que os Mórmons crêem: "Que eles têm um Deus diferente, um Jesus diferente, um Espírito Santo diferente e um plano de salvação diferente. Estes são os tópicos fundamentais que os Cristãos devem conhecer". Rauni afirma que as pessoas testemunham aos mórmons, porém não esclarecem as diferenças. "Se você chega a um Mórmon e lhe fala de Jesus Cristo, ele na certa vai dizer: eu creio em Jesus Cristo, também sou cristão". Porém o Jesus dos mórmons é um dos bilhões de filhos espirituais de Deus, não o Deus Todo-Poderoso que se encarnou. Ele não é um Jesus que sempre existiu como Deus, porém é um ser criado, que evoluiu até chegar à divindade. Quando se fala com os mórmons a melhor maneira de aproximação é pedirlhes simplesmente para explicar o conceito de Deus e de Jesus. Então as diferenças podem ser mostradas na Bíblia e o Mórmon poderá decidir se vai crer nos SUDs ou na Bíblia. No que diz respeito à sua própria caminhada cristã, Dennis afirma que os Cristãos sempre lamentam sobre o preço que ele e Rauni têm pago pela sua fé, mas que eles desejam simplesmente celebrar junto com os irmãos. E acrescenta: "Sei que pagamos um alto preço aos olhos do mundo, mas obtivemos o prêmio através de Jesus Cristo"! Artigo de James Dotson, do jornal "The Evangel", edição de março/abril, 1998. Tradução de Mary Schultze.
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Pergunte a(os) um membro(s) dos SUDs. Como podem rapazes ou homens que supostamente são membros da tribo de Efraim ocupar o sacerdócio Aarônico? Se o sacerdócio de Melquisedeque é INTRANSMISSÍVEL, como pode o cargo passar de pessoa para outra dentro do mormonismo? Qual a explicaçào que se dá para o ensino de que não há inferno eterno quando o livro de mórmom diz que sim? (1Nefi.14.3; 2Nefi.9.16;28:21-23; Mosiah.3:25; Alma 34.35; Helemã 6.28; 12:25-26) Como pode uma prática ser ao mesmo tempo uma abominação e ser essencial para adquirir a vida eterna? Em Jacó 2.23,24, Deus declara que Daví e Salomão tiveram muitas mulheres e concubinas e que isso foi uma abominação. No entanto, em Doutrina & Convênios 132:1, Deus justifica Daví e Salomão pelo mesmo pecado? Como podê Nefi e um pequeno punhado de homens contruir um templo igual ao de Salomão, quando Salomão levou 7 anos e meio usando mais de 180 mil homens para completar o templo de Jerusalém? De acordo com a cronologia de 2Nefi 5, os nefitas completaram o templo em menos de 20 anos. De qual tribo pertencem os mórmons? Efraim ou Manassés? E como pode alguém que não pertence a tribo de Levi possuir o sacerdócio aarônico? Se a igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos dia é uma restauração da Igreja Apostólica, como pode um rapaz de doze anos ser diácono, quando um dos itens das instruções de Paulo, requerem que o diácono seja MARIDO DE UMA SÓ MULHER. (1Timoteo 3:8-12) Como poderia ter ocorrido apostasia geral quando afirmam que existe um dos apóstolos ainda vivo (João, segundo a doutrina mórmon) e mais três nefitas que possuiam o sacerdócio, pois segundo o ensino mórmon, se houver um élder vivo ele tem poder de reorganizar a Igreja com todos os sistemas hierárquicos? Por que o texto de Mómom 8:32 condena as igrejas que ofercem perdão de pecados por dinheiro, enquanto que, em Doutrina & Convênios 64:23, promete aos mórmons que o dinheiro é o meio de se livrar do fogo da condenação por ocasião da vinda de Jesus?
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Pergunte a um mórmon se ele é fiel, e se a promessa de Doutrina & Convênios 93:1, já se cumpriu em sua vida? Caso negativo, será que seus lideres podem dizer quando isso vai ocorrer? Enoque tinha 430 anos quando foi transladado (D&C.107:49) (Moisés 8:1), ou tinha 365 anos de acordo com Gêneses.5:21-23. Como explicar a revelação da maldição do sacerdócio para os negros segundo o livro de (Moisés 7:8,22 e Nefi 5:21), quando 2 Nefi 26:33, afirmam que todos são iguais perante Deus tanto branco como negro? Se o assassínio é um pecado imperdoável (Doutrina & Convênios 42:18,79;132:27) como Moisés pode ser um profeta verdadeiro e aparecer em glória no monte da transfiguração? (Mateus 17:3; Êx 2:14) Se os ensinos de Joseph Smith Jr. são verdadeiros, no livro ―Ensinamentos do Profeta Joseph Smith Jr. onde lemos: ―Temos imaginado e suposto que Deus é Deus desde todo o sempre. Eu REFUTAREI esta idéia e retirarei o véu para que possais enxergar...‖ porque esse ensino e contraditório nos seguintes livros: (Mosiah 3:5; Nefi 24:6; Mórmon 9:9-10,19; Môroni 7:22 e na própria Bíblia, Isaías 43:10-12; 45:6 e 44:6-8) Como pode as pessoas de acordo com o que esta contido no do Livro de Mórmon em Alma 46:15, tornarem-se cristãos antes de Cristo ter nascido, se Alma fora escrito de acordo com a cronologia dos SUDs, em 73 a.C. E Atos 11:26, 43d.C.? Se como afirma Joseph Smith: ―Se Jesus Cristo é o Filho de Deus, e João o revelador, descobriu que Deus, o Pai de Jesus tinha um Pai, bem podemos supor que Ele também teve um Pai... De modo que se Jesus também teve um Pai, o que nos impede crer que o Pai também teve um Pai?‖(Ensinamentos do Profeta Joseph Smith – edição 1975 – pg.364-365), Seguindo esta linha de raciocínio, o que nos impede de indagar, quem seria o avô, bisavô ou tetra avô de Jesus, ou quem foi o primeiro Deus? Por que Deus revelou a Joseph Smith que Ele [Deus] não habita no coração do homem (Doutrina & Convênios 130:3) quando Ele havia revelado que habita? (Alma 34:36)
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Como Evangelizá-los?
1.
Seja um Cristão convicto de sua Fé.
“Antes, santificai ao SENHOR Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós,” 1 Pedro 3:15 2.
Tenha um conhecimento geral da Biblia.
“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.” 2 Timoteo 2:15 “E que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus.Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra”. 2 Timoteo 3:15-17 3.
Ore pela pessoa que pretende evangelizar.
3.
Tenha conhecimento de um bom método de evangelismo.
5.
Procure ter um bom conhecimento da doutrina mórmon.
6.
Deve-se ir ao seu encontro, segundo ordenou Jesus.
“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;” Mateus 28:19 7.
Treine com outro cristão sobre o que vai falar.
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O que fazer quando Estiver evangelizando?
1.
Mantenha –se sempre em estado de oração (orando no Espirito)
2.
Ensine e pregue sobre Jesus, Ele deve ser o centro da conversa.
3. Procure manter a calma, e não desviar a conversa, seja o líder e não o liderado. 4. Quando não souber um questão ou tiver alguma dúvida, tenha a humildade de dizer que vai buscar a resposta. 5. Não permita que dois ou mais mórmons fale com você ao mesmo tempo. 6. Não se preocupe se aparentar não surtir nenhum efeito, lembre-se quem convence é o Espírito Santo de Deus. ―Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim.‖João 15:26. Diversos leitores podem estar se indagando: ―Como pôde então essa religião e igreja crescer tanto e ter tantos adeptos ao redor do mundo? Como Deus pôde deixa isso ocorrer?‖ O apóstolo Paulo disse que Deus permite que isso aconteça para provar os fiéis.
“E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós.” 1 Co 11:19 É bem verdade que cada ser humano tem a liberdade pensamento e de expressão. Tem o direito de expressar seus pensamentos por mais exóticos que sejam. Causa-nos estranheza o fato de esses agentes dessas idéias excêntricas encontrarem adeptos, acharem quem acredite nessas invenções. Os fundadores de seitas costumam dizer que receberam revelação direta de Deus. Geralmente essas revelações contradizem a Bíblia. Seus adeptos,
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muitas vezes, deixam a Bíblia para seguirem seus líderes. Isso aconteceu com Joseph Smith Jr, fundador do mormonismo; William Miller, depois Ellen Gould White, com o adventismo do sétimo dia; Charles Taze Russell, fundador das Testemunhas de Jeová; etc., e agora Ivo dos Santos Camargo, com as Testemunhas de Iehoshua. Todo líder que procura impor uma inovação com base em suas supostas revelações, como doutrina básica de sua religião, deve ser rejeitado. O nosso alerta às igrejas se encontra no apóstolo Paulo:
"Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina; persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem" I Timoteo 4:16. Muitos cristãos, tragicamente, nunca analisam as palavras de amigos mórmons, que dentro de sua sinceridade, declaram ter aceito Cristo como seu Salvador e amá-lo. Dizem depender dEle para sua salvação. E claro, podem acrescentar, que têm um pouco mais de luz, de verdade, ou uma salvação mais elevada, uma vez que são mórmons e pertencem à igreja mórmon, a ―única e verdadeira igreja viva!‖ Os mórmons usam o nome de "Cristo", mas ao fazê-lo estão pensando em alguém ou em algo inteiramente diferente, a menos que não conheçam a doutrina mórmon. Nesse caso ele não é um mórmon propriamente dito, somente recebe a nomenclatura. Se ele realmente aceitar o Cristo da Bíblia, logo terá sede de sua Palavra, como um verdadeiro seguidor de Cristo, e apronfundando em estudo na Palavra de Deus e pela ação do Espírito Santo, certamente deixará a igreja mórmon. De qualquer forma, se você tiver um amigo mórmon, ame-o e seja paciente com ele como desejaria que ele fosse com você e como Cristo é conosco. Entretanto, examine, de forma gentil, mas cuidadosa, o seu testemunho até descobrir em que Cristo ele confia, e se ele crê ou não que exista mais de um Deus. O mórmon verdadeiro deve crer nas escrituras mórmons tais como a Pérola de Grande Valor de Joseph Smith: "E os Deuses ordenaram, dizendo: Que as águas debaixo do céu sejam ajuntadas em um lugar, e apareça a terra seca; e assim foi, como Eles ordenaram; e os Deuses chamaram à porção seca, terra; e ao ajuntamento das águas Eles chamaram as grandes águas; e os Deuses viram que Eles eram obedecidos" Abraão 4:9-10. Crer no Deus da Bíblia ou nos três deuses do mormonismo (O Pai, o Filho e o Espírito Santo).
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Bibliografia
Bíblia Sagrada Ilusão Mórmon , Floyd C. MC Elveen, Ed. Vida Corporation Série Apologética Volume V – ICP BRASIL Livro de Mórmon Doutrinas e Convênios Pérola de Grande Valor Enzenanzas del Profeta [Edição em espanhol, traduzida para o português] Ensinos do Profeta Joseph Smith Princípios do Evangelho IJCSUL (Ver páginas 80 a 93) To those who are investigating “Mormonism”, by Richard Packham. Desafios no Mormonismo, patrocinado por Institute for Religious Research, web page: http://www.irr.org/mit/Portuguese/portpage.html
Pastor: Valdison Barbosa Neves Revisão: Maria Herminia Neves & Marcio Andrey Bonifacio
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