Clipping Setor automotivo registra a venda de mais de 3,5 mil unidades em Sergipe 5021959 - JORNAL DA CIDADE - VEÍCULOS - ARACAJÚ - SE - 05/02/2015 - Pág 2 http://iportal.oficinadeclipping.com.br/Login.aspx?id=Pd+oJUFUaB+uPW8+us5NqsNpL6URowCDjzNG6hVyf1bbhjRCx8N+1A==
Ficha Técnica Empresa: FENABRAVE Categoria: Fenabrave Autor: Cidade: ARACAJÚ Estado: SE País: BRASIL Disponibilização: 06/02/2015 Tipo Veículo: JORNAL Palavra Chave: FENABRAVE Arquivo Interno: I:\FENABRAVE\enviados_cliente\2015\02\06\5021959.pdf
Análise Referência: Classificação: Tipo de Publicação: Menções à Marca: Favorabilidade: Exclusiva: Assunto: Palavra-chave: Valor cm/col(fs): 105,24 Fechamento: 02/15 Tiragem: 10000,00 Centimetragem Medida: 0,00 Valor: 80,89 Total: 0,0000
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Jornal da Cidade
Aracaju, quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
Giro Local
veiculos@jornaldacidade.net
Editoria de Veículos
Novidades Eiffel Divulgação
Setor automotivo registra a venda de mais de 3,5 mil unidades em Sergipe Pela primeira vez, Volkswagen Fox lidera o ranking dos mais vendidos do Estado
O
N
a Eiffel Veículos, fevereiro chegou trazendo novidades. Segundo o gerente geral da revenda da marca francesa em Sergipe, Márcio Prado, só para começar, tem bônus de R$ 15 mil para o Peugeot RCZ 14/15. “Também já estamos com a lista de futuros clientes para o 2008 a pleno vapor, e oferecendo venda desburocratizada para clientes com necessidades especiais. A depender do modelo, fazemos a entrega em apenas 15 dias”, comenta o gerente. Ainda de acordo com ele, a linha 308 está saindo com R$ 3 mil de bônus ou taxa zero em até 36 meses. E a revenda espera, ainda, para os próximos dias, um Peugeot 3008 para uma ação inédita de pós-vendas. O modelo servirá exclusivamente para empréstimo aos clientes que estiverem com o carro em manutenção. Independente do modelo do cliente, ele vai poder sentir o gostinho de dirigir um Peugeot 3008 topo de linha por três dias, até a entrega do seu carro. Que tal?
Reunião Sincodiv/SE
No próximo dia 10, o Sindicato de Concessionários e Distribuidores de Veículos de Sergipe (Sincodiv/SE) realizará a sua 59ª reunião ordinária com os associados. No primeiro encontro de 2015, os participantes terão como pauta a definição do calendário de eventos do semestre, bem como de outras ações da entidade no decorrer do corrente ano para a melhor prestação de serviços aos seus clientes. Ainda na oportunidade, os presentes farão uma análise sobre o mercado automotivo de Sergipe.
Oficina Hyundai
A Sevel Veículos, localizada na Basílio Rocha, 142, oferece aos seus clientes uma oficina superaparelhada com o padrão internacional da Hyundai. A revenda oferece serviço de alinhamento e balanceamento de última geração, além de amplo e organizado estoque de peças, nos mais rigorosos padrões da marca. Toda a estrutura está acomodada na concessionária, em ambiente fechado e coberto, para que os veículos em processo de manutenção não fiquem expostos. Pouca gente sabe, mas essa concessionária possui uma oficina cross service, ou seja, que atende toda a linha HB20, e também todos os carros importados da Hyundai dentro dos padrões e normas da fábrica.
Taxa zero na Toyolex Jorge Henrique
A
Toyolex também tem novas promoções para o mês de fevereiro. Toda a linha Toyota Etios está sendo vendida com taxa zero, e a condição se aplica também a modelos superiores. Segundo o gerente geral Iran Barbosa, entre eles, tem SW4 SRV Diesel 14/15 de sete lugares, automática com motor 3.0 e tração 4X4, que está saindo por R$ 189.900, com entrada de R$ 113.940 e financiamento em 24 vezes de R$ 3.260; além da Hilux SR Flex 14/15 automática 4X2, que está saindo por R$ 89.990, com entrada de R$ 53.940 e financiamento em 24 vezes de R$ 1.566. Passa lá!
IPI reduzido na Discar
Na Discar Veículos também há unidades de diversos modelos sendo vendidos sem aumento do IPI. É o que garante o gerente de vendas Alex Nogueira. “Além de termos muitos modelos com IPI reduzido, as taxas aumentaram mas nós congelamos a taxa zerada para a Amarok, que pode ser adquirida com 60% de entrada e saldo em 18 vezes sem juros, e para a linha Jetta, que pode ser parcelado em 24 meses com entrada de 50%. Tem que passar lá pra conferir”, convida o gerente.
ano de 2015 começou com a venda de 3.547 unidades em Sergipe, entre automóveis, motocicletas e comerciais leves. É o que informam os dados da Federação Nacional de Distribuidores de Veículos Automotores (Fenabrave) e do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos de Sergipe (Sincodiv/SE). Ainda soma-se ao quantitativo, a comercialização de 43 caminhões, com a participação de 33,33% da Mercedes Benz; e nove ônibus, sendo a Marcopolo, a líder do segmento com 55,56%. Na categoria de automóveis, foram vendidas 1.473 unidades. Já as quantidades de comerciais leves e motocicletas vendidas foram de, respectivamente, 430 e 1.644. No ranking dos mais vendidos no estado, a novidade é que o Volkswagen Fox conquistou a liderança de vendas, com 116 unidades comercializadas em janeiro deste ano. Em seguida, aparecem o Chevrolet
Divulgação
Recém reestilizado, VW Fox encerra janeiro com 116 unidades emplacadas em SE Onix, com 114 unidades, e o Fiat Palio, com 110. No segmento comerciais leves, o Fiat Strada se manteve líder, com 88 unidades vendidas. Já o segundo lugar ficou com a Toyota Hilux, com 35 unidades vendidas, seguida pelo modelo Volkswagen Saveiro, com 36 unidades. E no segmento de motocicletas, o modelo mais vendido foi a Honda CG150, cuja venda foi de 508 unidades. Em segundo e terceiro lugares estão, respectivamente, Honda Pop
100 com 313 unidades vendidas, e a Honda NXR150 com 216.
Participação
No segmento de automóveis e comerciais leves, a Fiat lidera a lista dos mais vendidos com 21,33% de participação. Em seguida, aparecem a Volkswagen e a Chevrolet com, respectivamente, 18,5% e 18% de participação de mercado. Na categoria motos, a Honda possui 89,54%, sendo seguida pela Yamaha, com 9%.
LEGISLAÇÃO
Veículos deverão atender a novas normas de segurança Itens de segurança como sistema de fixação para cadeirinhas (ISOFIX ou LATCH), apoio de cabeça individual e cinto de segurança de três pontos serão obrigatórios a partir de 2018 para os novos veículos lançados no mercado, e a partir de 2020 para todos os veículos em produção. Essa foi a decisão do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), publicada na última segunda-feira, 02, no Diário Oficial da União (DOU), por meio da Resolução nº 518, de 2015. De acordo com a norma, os automóveis, camionetas, caminhonetes e utilitários devem dispor de cinto de segurança de três pontos com retrator e apoio de cabeça em todas as posições de assento.
Antes, o uso desses dispositivos era obrigatório apenas nos assentos laterais, sendo facultado nos assentos intermediários. Caminhões, caminhões-tratores e motor-casa devem ter cinto de segurança de três pontos com retrator em todos os assentos, exceto nos assentos intermediários dianteiros em veículos cujo para-brisa esteja localizado fora da zona de contato com a cabeça do ocupante, ou nos assentos intermediários traseiros. Nestes casos, admite-se a utilização de cintos de segurança subabdominais com retrator. Em relação ao apoio de cabeça, para estes veículos são obrigatórios nos assentos com cintos de segurança de três pontos e
facultativos nos assentos com cintos subabdominais. E para o sistema de fixação do dispositivo de retenção de criança, passa a ser obrigatório que os automóveis, camionetas e utilitários possuam ao menos uma ancoragem inferior e uma superior ISOFIX ou uma LATCH em um dos assentos do banco traseiro. Para os veículos esportivos de duas portas, admite-se a aplicação dessas fixações ao banco do passageiro dianteiro. Já para veículos conversíveis, será exigida apenas a ancoragem inferior ISOFIX ou LATCH nos assentos traseiros. Caso o veículo possua apenas uma fileira de bancos, fica dispensado o uso deste sistema de fixação.
Vendas diretas Hyundai
A Hyundai oferece condições diferenciadas para a venda dos modelos Tucson GLS e IX35 GLS Aut. Flex, destinados aos motoristas portadores de necessidades especiais. A Tucson, que tem valor sugerido de R$ 75.900, fica por R$ 67.314. Já o IX35 GLS Aut. Flex, que custa R$ 99.900, sai por R$ 89.176,14. Para pessoa jurídica (produtores rurais e taxistas estão nesta modalidade), o desconto é de 6% para os modelos Elantra, Gran Santa Fé, I30, Santa Fé, HR, Tucson e IX35. Fica a dica.
Festival de Vendas Nissan Jorge Henrique
SEGURANÇA NAS ESTRADAS
Inmetro inicia operação Boa Viagem A
té este sábado, 07 de fevereiro, a Nissan Sanvel realiza mais um festival de vendas, com as últimas unidades com IPI reduzido do Sentra SV automático 2015. O modelo está saindo por R$ 71.990 com taxa zero e financiamento em 24 meses. Segundo o gerente de vendas Robson Pacheco, também tem New March 1.6 S 2015 completo por R$ 40.990 com taxa zero e saldo em 29 vezes. “Toda a linha New March 1.6 está, inclusive com IPVA grátis até sábado”, afirma Pacheco. Tem que passar lá!
Por falar em segurança, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) está promovendo em todo o Brasil, até esta sexta-feira, 6 de fevereiro, a Operação Boa Viagem. Agentes fiscalizadores dos órgãos delegados nos estados - Institutos de Pesos e Medidas - estão percorrendo o comércio
para checar se os dispositivos de retenção infantil, capacetes de motociclistas, pneus (novos e reformados), rodas automotivas, aditivo Arla 32, vidros de segurança laminados e vidros temperados de veículos rodoviários ostentam o Selo de Identificação da Conformidade do Inmetro. A Operação Especial tem como objetivo propiciar mais
segurança aos consumidores, em período de grande fluxo de veículos nas estradas, em virtude das férias escolares. Empresas cujos produtos estiverem sem o selo do Inmetro poderão ser penalizadas, com multas que variam de R$ 100 a R$ 1,5 milhão, de acordo com o estabelecido na Lei n.° 9.933/99.
Clipping Janeiro registra forte retração de vendas 5021966 - JORNAL DA CIDADE - VEÍCULOS - ARACAJÚ - SE - 05/02/2015 - Pág 4 http://iportal.oficinadeclipping.com.br/Login.aspx?id=Pd+oJUFUaB+7iPVW2G/UIMNpL6URowCDjzNG6hVyf1bbhjRCx8N+1A==
Ficha Técnica Empresa: FENABRAVE Categoria: Fenabrave Autor: Cidade: ARACAJÚ Estado: SE País: BRASIL Disponibilização: 06/02/2015 Tipo Veículo: JORNAL Palavra Chave: FENABRAVE Arquivo Interno: I:\FENABRAVE\enviados_cliente\2015\02\06\5021966.pdf
Análise Referência: Classificação: Tipo de Publicação: Menções à Marca: Favorabilidade: Exclusiva: Assunto: Palavra-chave: Valor cm/col(fs): 105,24 Fechamento: 02/15 Tiragem: 10000,00 Centimetragem Medida: 0,00 Valor: 80,89 Total: 0,0000
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Aracaju, quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
Veículos
Jornal da Cidade
MERCADO
Giro Nacional Editoria de Veículos
Financiamentos favorecem compra de veículos mais equipados Divulgação
Janeiro registra forte retração de vendas Emplacamentos de veículos leves caem 18,6% em relação ao ano passado
C
A
maior parte dos brasileiros que têm a chance de adquirir ou trocar seu automóvel está migrando dos veículos mais básicos para aqueles mais equipados, que oferecem algo mais além de rodas e carroceria. É o que mostra pesquisa sobre a participação de modelos de entrada no total de carros financiados: considerados os mais básicos e mais baratos no portfólio das marcas, esses modelos perderam importante fatia do mercado de financiamentos nos últimos quatro anos, passando de 37% em 2011 para 27% em 2014, aponta a Cetip, que opera o Sistema Nacional de Gravame (SNG), banco de dados privado que reúne as informações sobre veículos financiados no País. O levantamento também mostra a ascensão dos modelos hatches, embora muitos deles também façam parte da categoria de entrada. A participação desses carros com preço superior à base da tabela nos financiamentos não passou de 19% em 2011 e cresceu para 29% no fechamento do ano passado. Entre os que acenderam entre os mais comprados por financiamento estão o Chevrolet Onix, que assumiu a liderança da categoria em 2014, com pouco mais de 112 mil unidades financiadas, seguido pelo Hyundai HB20, que em apenas dois anos após seu lançamento (2012) assumiu a vice-liderança, com 79,9 mil unidades. Entre os sedãs pequenos também houve aumento da participação nos financiamentos, passando de 18% para 21% nos mesmos quatro anos, enquanto sedãs médios aumentaram sua fatia em um ponto porcentual, de 7% para 8%. O movimento pode ser explicado em parte pelas facilidades da aquisição: modelos mais completos, com acessórios de série ou mesmo opcionais, têm o preço mais elevado, mas seus valores podem ser diluídos nas parcelas. Quem financia acaba levando mais sem que o preço pese muito no bolso. De acordo com a Cetip, foram financiados pouco mais de 2 milhões de automóveis novos e 2,9 milhões de usados em 2014, totalizando 5 milhões de veículos leves. No total, considerando todas as categorias – leves, pesados e motocicletas – o País encerrou o ano com 6,39 milhões de unidades financiadas, entre novos e usados.
Adição
O governo deve elevar a mistura de etanol anidro às gasolinas comum e aditivada para até 27%. A nova proporção começa a ser praticada a partir do dia 16 de fevereiro. Em princípio, as gasolinas premium manterão a adição máxima de 25%. A informação foi dada na manhã de segunda-feira, 02, por Luiz Moan, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Cabe agora à presidente Dilma Rousseff aprovar a mistura adicional. O setor sucroalcooleiro e as montadoras acertaram o novo porcentual com o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante. Segundo Moan, testes realizados pela Petrobras mostraram que o desempenho dos veículos permaneceu inalterado com a nova mistura. As fabricantes vêm realizando avaliações de durabilidade. Segundo Moan, o teor adotado foi de 27% e não de 27,5% como uma forma de defesa ao consumidor, uma vez que as provetas de verificação de qualidade instaladas nas bombas de combustível não permitem a leitura do número fracionado.
Pneus verdes 1
A Pirelli alcançou, em janeiro deste ano, a marca de 1 milhão de pneus “verdes” produzidos no Brasil com sílica de casca de arroz. Os produtos são destinados a carros de passeio e caminhões e têm baixa resistência ao rolamento, proporcionando maior economia de combustível. A sílica usada em pneus normalmente é extraída da areia, mas a Pirelli criou uma forma de tirar o composto das cinzas da queima de cascas de arroz, em uma fábrica na cidade de Meleiro, em Santa Catarina, especialmente destinada à produção do insumo. O processo é exclusivo e foi patenteado pela fabricante italiana.
Pneus verdes 2
A sílica substitui o negro de fumo derivado de petróleo na composição de um pneu. É mais resistente às lacerações e gera menor resistência do pneu no contato com o solo, o que consequentemente garante menor gasto de combustível. De acordo com a Pirelli, a marca de 1 milhão de pneus com sílica de casca de arroz foi obtida somando a produção nas unidades de Campinas (SP), Feira de Santana (BA) e Gravataí (RS). Em pneus com mistura de borracha natural, a Pirelli alcança atualmente 20% de insumos renováveis em seus produtos. Com o uso da sílica proveniente da casca do arroz, esse porcentual sobe para 23%.
Balanço - Bosch
O Grupo Bosch divulgou o balanço preliminar anual de 2014, no qual registrou aumento de 6,2% nas vendas em comparação ao ano de 2013, o que representou faturamento de € 48,9 bilhões. De acordo com os dados, o lucro antes de impostos e despesas financeiras chegou a quase € 3 bilhões, com margem de cerca de 6,1%. Isso significa alta de aproximadamente 1% em relação ao valor de 2013. Segundo Volkmar Denner, presidente mundial da Robert Bosch GmbH, a companhia conseguiu cumprir os seus objetivos para 2014, apesar das condições econômicas difíceis. Apenas a divisão de Soluções para Mobilidade (anteriormente chamada de Tecnologia Automotiva) registrou crescimento duas vezes superior ao mercado. Em 2014, as vendas globais do setor de Tecnologia Industrial foram menores do que em 2013, porém a Bosch ainda não informou os números do balanço completo.
Balanço – Ford 1
A Ford encerrou 2014 com lucro líquido 55% menor do que o registrado no ano anterior, passando de US$ 7,1 bilhões para US$ 3,1 bilhões, segundo o que informou a companhia em comunicado, em meio a um cenário recheado de custos com recalls, perdas com a desvalorização cambial na América do Sul e reflexos dos problemas econômicos na Rússia. Na mesma base de comparação, o lucro antes de impostos ficou 27% menor, para US$ 6,2 bilhões, dos quais US$ 4,4 bilhões são provenientes da divisão automotiva. Com vendas globais estáveis, de 6,3 milhões de unidades, o faturamento da empresa caiu em menor proporção, de 2%, para US$ 144,1 bilhões, demonstrando que a Ford vendeu veículos com margem de lucro menor em 2014. Apesar do resultado menor do ganho líquido, o relatório destaca que este foi o quinto ano consecutivo de lucro da montadora.
Balanço – Ford 2
A América do Sul foi a região onde a Ford computou as maiores perdas: o prejuízo de US$ 33 milhões verificado em 2013 aumentou exponencialmente para US$ 1,16 bilhão em 2014. As vendas recuaram 14%, para 463 mil unidades, fazendo a receita cair para US$ 8,8 bilhões no ano passado. Em seu relatório, a empresa atribui o resultado ao reflexo da economia mais fraca no Brasil e impacto das restrições de importação na Argentina, enquanto a queda na receita é explicada pela desvalorização cambial e mix desfavorável, recompensado parcialmente por política de aumento de preços.
omo já era amplamente esperado, as vendas de veículos leves sofreram forte retração em janeiro. O mês fechou com 243,9 mil emplacamentos de automóveis e utilitários, o que significou queda de 18,6% sobre o mesmo intervalo de 2014 e de 31% ante dezembro passado. Os dados do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) foram divulgados na segunda-feira, 02, pela associação dos concessionários, Fenabrave. Dois fatores combinados pressionaram o mercado para baixo: antecipação de compras em dezembro, de pessoas que correram às concessionárias para aproveitar os preços mais baixos com o desconto de IPI que acabou este ano; além do fato de, historicamente, janeiro ser um mês mais fraco, quando muitos clientes ainda estão em férias, e existe um acúmulo de contas a pagar que compete com a compra de um carro novo. O cenário foi ainda agravado
pelo baixo ritmo da atividade econômica que se arrasta desde o ano passado. “Mesmo com dois dias úteis a mais em janeiro, houve antecipação de compras em dezembro por conta do fim do benefício do desconto de IPI, que voltou aos patamares normais a partir do dia 1º”, afirmou em nota o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Jr. “Além da sazonalidade (em janeiro), o baixo desempenho da economia em 2014 faz com que o consumidor pense mais na hora de assumir uma dívida de longo prazo. Esperamos que este cenário mude no decorrer de 2015”, acrescentou Assumpção Jr. O dirigente aposta na ajuda da Lei 13.043/14, que entrou em vigor no fim de 2014 e facilita a retomada de bens inadimplentes por parte dos bancos. Para ele, o menor risco deverá, ao longo do ano, estimular a concessão de mais crédito no mercado, aquecendo o setor.
duas rodas
Mercado de motos sofre queda de 18,7% no primeiro mês O novo ano começou com 108,6 mil motos zero-quilômetro emplacadas, volume 18,7% menor que o do mesmo mês de 2014. No confronto com dezembro, a retração foi menor, 14,9%, já que muitas motocicletas compradas no fim do ano são lacradas somente depois do réveillon. Os números também foram divulgados pela Fenabrave, federação
que reúne as associações de concessionários. A piora pode ser confirmada pela média diária de emplacamentos, menos de 5,2 mil unidades (com 21 dias úteis) ante 6 mil no primeiro mês de 2014 (com 22 dias úteis). A Honda começa o ano com 86,8 mil motos e cerca de 80%, como de costume. Já a Yamaha superou a barreira dos 13% por
causa do bom desempenho da Fazer 150 (3,4 mil unidades), da Crosser 150 (1,8 mil motos) e da veterana Factor 125 (quase 3,8 mil unidades licenciadas). Dafra e Suzuki mantêm o terceiro e quarto lugares, respectivamente. Kawasaki, BMW e Harley-Davidson se acotovelam do sétimo ao nono lugares, com volumes entre 582 e 532 motos licenciadas.
PESADOS
Venda de caminhões despenca em janeiro conforme o previsto Outro setor fortemente impactado negativamente no início do ano foi o de caminhões. As vendas despencaram com a demora para definir regras para 2015 do PSI Finame, linha de financiamento do BNDES responsável por mais de 70% das compras de veículos comerciais no País, que só entrou em operação plena já no fim do mês passado – e com condições sensivelmente piores do que as ofertadas no ano passado, levando em conta aumento de juros e redução da parcela financiável. Isso resultou em apenas 7,7 mil caminhões emplacados (a maioria vendida ainda em dezembro), em retração de 28,4% na comparação com janeiro de 2014 e de impressionantes 44% sobre o mês anterior. As informações também advieram do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam), divulgados pela Fenabrave no começo da semana. Só no fim de janeiro os principais bancos de montadoras passaram a oferecer planos
de financiamento em que misturam as condições do PSI Finame com outras linhas do BNDES e oferta própria de crédito. Com a retomada das operações, as vendas de caminhões podem se recuperar nos próximos meses, mas disso também depende do desempenho da economia, que começou o ano em desaceleração. As vendas de ônibus também foram impactadas pela falta de financiamento e economia lenta, mas o desempenho foi melhor que o de caminhões. Foram emplacadas 2,2 mil unidades em janeiro, em queda de 18,6% sobre dezembro, mas em alta de 4,2% na comparação com o mesmo mês de 2014. O resultado melhor é devido a encomendas feitas no fim do ano passado. Normalmente, ônibus demoram mais a aparecer nas estatísticas de emplacamentos, pois primeiro são fabricados os chassis, que são enviados aos encarroçadores e só então os veículos são registrados.
QUEDA
Setor de veículos puxa produção industrial para baixo A produção industrial terminou 2014 com retração acumulada de 3,2% em comparação ao ano anterior. A constatação é de levantamento realizado pelo IBGE e divulgado na terça-feira, 3. A fraca performance foi puxada pelo setor de veículos, reboques e carrocerias, que teve o pior desempenho entre todas as categorias avaliadas, com queda de 16,8% entre janeiro e dezembro. Outras contribuições negativas relevantes sobre o total nacional vieram dos setores de metalurgia (-7,4%), de produtos de metal (-9,8%),
de máquinas e equipamentos (-5,9%), de outros produtos químicos (-3,6%) e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-7,2%). Entre as seis atividades que ampliaram a produção, as principais influências foram observadas em indústrias extrativas (5,7%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,4%). Ainda segundo os dados do IBGE, entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para o índice acumulado nos 12 meses de 2014 mostrou menor dinamismo para bens de capital (-9,6%)
e bens de consumo duráveis (-9,2%). O segmento de bens de capital foi pressionado, especialmente, pela redução na fabricação de equipamentos de transporte – que chegou a cair 16,6% – e por automóveis. Os segmentos de bens intermediários (-2,7%) e de bens de consumo semi e não duráveis (-0,3%) também assinalaram resultados negativos no índice acumulado no ano, mas ambos com queda menos intensa do que a observada na média nacional (-3,2%), informou o IBGE. Fonte: Automotivebusiness
Clipping Vendas de veículos persistem fracas 5042138 - O ESTADO DE S. PAULO - ECONOMIA - SÃO PAULO - SP - 06/02/2015 - Pág B 2 http://iportal.oficinadeclipping.com.br/Login.aspx?id=2s3V1PP5zKb9RwXMM6HdNcNpL6URowCDjzNG6hVyf1bbhjRCx8N+1A==
Ficha Técnica Empresa: FENABRAVE Categoria: Fenabrave Autor: Cidade: SÃO PAULO Estado: SP País: BRASIL Disponibilização: 06/02/2015 Tipo Veículo: JORNAL Palavra Chave: FENABRAVE Arquivo Interno: I:\FENABRAVE\enviados_cliente\2015\02\06\5042138.pdf
Análise Referência: Classificação: Tipo de Publicação: Menções à Marca: Favorabilidade: Exclusiva: Assunto: Palavra-chave: Valor cm/col(fs): 1098,00 Fechamento: 02/15 Tiragem: 236000,00 Centimetragem Medida: 0,00 Valor: 1098,00 Total: 0,0000
B2 Economia %HermesFileInfo:B-2:20150206:
O ESTADO DE S. PAULO
SEXTA-FEIRA, 6 DE FEVEREIRO DE 2015
CELSO MING
celso.ming@estadao.com
O câmbio e a indústria O
presidente executivo da AssociaçãoBrasileiradaIndústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, está pregando agora a plena flutuação do câmbio: “Libera o câmbioe diminuia carga tributária eaí, comcerteza, a competitividade (da indústria) vai aumentar”, disse ontem à Agência Estado. É um tema que pede alguma análise. Vellososó disseissoporquetrabalhou com os faróis baixos. Ele quer livre flutuação quando a cotação do dólar tende a subir, como agora. Quando acontece o oposto, quer intervenção do Banco Central (BC). Durante oito anos, o BC fez o contrário do que está fazendo hoje. Comprou moeda estrangeira no câmbio interno para impedir a derrubada das cotações e a supervalori-
zação do real, o que puxou as reservas externas a US$ 370 bilhões. A Abimaq aplaudiu a intervenção e até quis mais. Agora que o BC está fazendo leilões de swaps, que equivalem à venda de moeda estrangeira, para impedir o que entende por excessiva desvalorização do real, a Abimaq protesta e quer uma surpreendente retirada da autoridade monetária do mercado de câmbio. As declarações de Velloso rebatem afirmações do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, de que a indústria não deve ficar esperando “mágicas e auxílios” do governo na área do câmbio. Hoje,oBCusa ocâmbioparacombater a inflação, o que não deixa de ser políticadistorcida,porqueesteconserto, ou seja a contenção das cotações do dólarpara impediradisparada dainflação, não procura a solução. A inflação está dando esses pinotes
Velloso. E a visão do todo? porque o governo gastou e ainda gasta demais. O despejo desses recursos na economia vem aumentando a demanda, sem contrapartida de oferta. O resultado é a inflação saindo pelo ladrão –comohoje seconfirmará,comadivulgação do IPCA de janeiro pelo IBGE. Háoutrosfatoresqueexplicamaforte flutuação do câmbio. Entre 2008 e 2014 a grande entrada de dólares no
Editorial econômico
CONFIRA ●
Captação líquida da poupança
EM BILHÕES DE REAIS
5,43
4,03 0,52
1,37
2,53 0,54
0
JUL 2014
AGO
SET
OUT
FONTE: BANCO CENTRAL
NOV
DEZ
-5,53 JAN 2015
INFOGRÁFICO/ESTADÃO
Em janeiro, os depósitos em caderneta de poupança foram menores do que as retiradas. ●
Caderneta
Há certa sazonalidade nesse movimento. Em dezembro, o assalariado deposita parte do 13º salário na caderneta e, em janeiro, precisa sacar para enfrentar as despesas novas, como impostos (IPVA, IPTU), mensalidades escolares e pagamento de despesas que vencem no cartão. Mas não é só isso. A crise e a inflação estão pressionando mais o orçamento do consumidor, que tende a recorrer aos saques da poupança para pagar suas contas.
Opinião
O papel de Levy
Vendas de veículos persistem fracas Depois de um ano difícil para o mercadodeveículos, como foi 2014,janeiroantecipa que 2015 não será melhor. A vendanomêspassado, de apenas 253,8 mil veículos – entre automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus –, apurada pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) e pelaassociaçãodasmontadoras(Anfavea), representa uma redução de 18,8% na comparação com os resultados de janeiro de 2014 e de 31,4% em relação a dezembro. A retirada do benefício fiscal do IPI em janeiro poderia explicar o recuo, mas é uma explicação parcial, poisa maioriadas revendedorasdispunhadeestoquesdalinha2014,ainda com a isenção tributária. Além do mais, segundo reportagem de Cleide Silva, no Estado, cerca de 211 mil veículos, dos 351 mil que estavam em estoque no fim do ano, não tiveram os valores do IPI repassados para o preço final. Entreosprincipaisfatoresquejustificam o recuo das vendas estão a estagnação econômica, o orçamento apertado das famílias no início do ano e os juros elevados, que tornam mais difícil encaixar a prestação da compra do veículo na renda fami-
ADRI FELDEN
País foi consequência da política de relaxamentoquantitativo doFederal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), que emitiu US$ 4,5 trilhões em seis anos, para comprar títulos. Uma fração desses dólares veio ao Brasil e forçou a política anterior. Agora, a ação do BC tomou direção oposta porque a deterioração das condições da economia, conjugada com a baixa das matérias-primas, provocou relativa escassez de dólares no câmbio interno. Mas, outra vez, a vulnerabilidade às flutuações do câmbio do Brasil deve-se aos desequilíbrios na economia do País e não no câmbio em si. O problema de José Velloso e de um certo número de dirigentes da indústria é que pretendem ditar as políticas parciais, sem enxergar o todo. A carga tributária é uma enormidade? Claro que é. A infraestrutura brasileiraé umavergonha?Sim.Grandeparte da baixa competitividade da indústria tem a ver com as políticas equivocadas adotadas até agora? Certíssimo. Então, a recuperação da indústria começa com a eliminação das distorções ecomo fortalecimentodosfundamentos da economia e não com a distribuição de pacotes de bondades tributárias e de controles artificiais do câmbio e de outros preços, que as lideranças da indústria sempre reivindicaram e sempre aplaudiram.
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liar.Asdificuldadesnão forameliminadas. As facilidades oferecidas pelas revendedoras para atrair consumidores foram insuficientes. O comprador hesita antes de assumir nova dívida, disse o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Jr. A recuperação das vendas de veículosemdezembroreduziuopotencial de crescimento no primeiro trimestre de 2015. Mesmo assim, Rodrigo Fernandes, do Banco UBS, considerou os números de janeiro “surpreendentemente negativos” e previu queda de vendas de 3% no ano, segundo o jornal Valor. Sem demanda, as fábricas cortam a produção (que caiu 14,9% nos últimos 12 meses), para não acumular estoques, empurrando para baixo a indústria manufatureira (entre 2013 e 2014, a produção industrial diminuiu 3,2%, segundo o IBGE). O resultado é a extensão dos períodos de folga, como a MAN Latin Americanegociacomostrabalhadores, e a abertura de planos de demissão voluntária, como o da Renault. A GM vai parar a produção da fábrica de São Caetano do Sul na semana do carnaval. As montadoras cortaram 15 mil vagas nos últimos 15 meses, período em que o emprego caiu sem interrupção. Poucas montadoras deverão preservar integralmente os planos de investimento, em geral definidos por suas matrizes no exterior.
MONICA BAUMGARTEN DE BOLLE
É
com algum espanto que tenho visto comentários críticos sobre os desafios e as medidas propostas pelo novo ministro da Fazenda. Não se trata de crítica daqueles que, contrariados com o abandono da “nova matriz econômica”, se sentem traídos pela presidente da República. Trata-se,aocontrário,degenteque,ao longo dos últimos quatro anos, apontouoserrosemsériequeaequipeanterior cometia levando o Brasil à atual situação desastrosa. Qual a razão para tanto mal-estar, para tanto pessimismo? Confesso ignorância. Afinal, JoaquimLevy esua equipepodem nãoser santosmilagrosos–sãopessoas–,mas são os profissionais mais qualificados ecompetentesaformarotimequecuida da economia em muito tempo. Fala-se da dificuldade em levar a cabo o ajuste fiscal prometido, a obtenção do superávit primário de 1,2% do PIB. Não há dúvida de que o desafio é grande: a economia brasileira está estagnada,hámuitos riscosemqualquer direçãoqueseolhe.Hárazõesdesobra paraquesetemaos efeitosdo racionamentotácitodeáguaeenergiaqueestá sendo feito em partes importantes do País. Parece evidente que, se as chuvas não vierem, se os governos – a União e osEstados–nãoanunciaremplanopara lidar com a falta d’água, a atividade
econômica será duramente afetada. Em tempo: falta d’água não é um problema exclusivamente brasileiro. Como deixou claro o relatório sobre os riscos que cercam a economia mundial preparado pelo World Economic Forum, “water shortages” mundoafora,elafiguraentreosprincipaisproblemas globais a serem enfrentados em 2015. Se o PIB enfermiço do Brasil for abaladopelosracionamentos,serádifícil de gerar a receita que se espera das medidas anunciadas para cumprir a meta de superávit primário. Mas vale avaliar onde estávamos há pouco mais de três meses e onde estamos agora. Há pouco mais de três mesesnãosesabiaquemocupariaoMinistério da Fazenda nem havia indício de que o governo se dera conta dos brutaisdesequilíbriosdanossa economia. Hátrêsmesesaindaouvíamosodiscurso embolorado da campanha, o “não se preocupem que está tudo bem”. De lá para cá, soubemos que não é bem assim que o governo pensa – e não há nada de extraordinariamente mesquinho nisso. Confesso que jamais vi um chefe de governo em campanha para se reeleger afirmar que fizera errado duranteosanosemquegovernara.Portanto, a reviravolta de Dilma é só fato políticocorriqueiro, nadaque deva ser levadotãoasériopelosanalistassérios –osnãosériossãooutrahistória,história bastante desinteressante, aliás. Como temos visto nos jornais e nos discursos do ministro, Levy não é só o homem encarregado de entregar ajuste fiscal ambicioso. Não é só o respon-
sávelportransformarodéficitde0,3% do PIB de 2014 em superávit, feito que será louvado mesmo que não consiga alcançar o 1,2% do PIB. Levy é o superministrodeDilma,aqueleque,alémde consertar os desmandos fiscais, deverá ajudar a sanar as contas da Petrobráspara queacompanhianãopercao graudeinvestimento–arrastandoconsigoos ativosbrasileiros eoparco apetitedoinvestidorinternacional–,além de delinear, com sua equipe, como o Brasil fará para crescer. É por isso que Levy tem destacado os problemas da produtividade da nossa economia, fazendo coro com seu par no Planejamento–afaladeJoaquimsobreocâmbio, incorretamente interpretada pelo mercado, foi recado para quem ainda acreditaqueocâmbioéonossoprincipal problema. Câmbio é preço; como preço, sintoma. É por isso, também, queLevytemfaladosobreaberturacomercial, sobre acordos bilaterais, sobreaproximaçãocomosEUA,namesmalinhadeArmandoMonteiro,ministro da Indústria e do Comércio. OsministrosdeDilmaestãocantando em sintonia como há muito não se via. Talvez isso ainda não seja o suficienteparaafastarostemoresquerondam o País. Mas está na hora de sair da picuinha, de parar de dar corda aos “traídos”. Está na hora de compreender o verdadeiro papel de Levy. ✽ ECONOMISTA, É SÓCIA-DIRETORA DA GALANTO| MBB CONSULTORIA E GLOBAL FELLOW, BRAZIL INSTITUTE | WILSON CENTER
Panorama Econômico LUIZ MOAN
YANIS VAROUFAKIS
KÁTIA ABREU
PRESIDENTE DA ANFAVEA
MINISTRO DE FINANÇAS DA GRÉCIA
MINISTRA DA AGRICULTURA
“Nós já aguardávamos um início de ano muito difícil e no segundo semestre devemos reavaliar.”
“Nós precisamos respeitar os tratados, acordos e processos sem matar a frágil flor da democracia com uma marreta.”
“Vamos entregar à presidente um mapa geral do que pode faltar nos próximos meses, pensando em abastecimento e na inflação.”
REUTERS
RÚSSIA
ESTADOS UNIDOS
CHINA
Preços ao consumidor sobem 15% em janeiro
“Se os participantes do Déficit comercial vai a mercado tendem a ver a US$ 45,5 bi em dezembro união monetária como um
Preço baixo paralisa minas de minério de ferro
● Varejo
Cerca de um terço das minas de minério de ferro da China interromperam a produção, patamar que pode subir para até 45% até o fim deste ano se o preço da commodity ficar abaixo de US$ 70 a tonelada, disse um executivo do setor de mineração. “Acho que vai ficar pior e pior”, disse Pan Guocheng, presidente da China
foi a queda na atividade do comércio varejista em janeiro em relação a dezembro, na série com ajuste sazonal, segundo a Serasa Experian
A inflação na Rússia avançou em janeiro, alcançando o mesmo nível da taxa de juros praticada pelo país. O índice de preços ao consumidor subiu 15% em janeiro em relação ao mesmo mês em 2014. Em dezembro, a alta havia sido de 11,4%, na mesma base de comparação. Na comparação mensal, o indicador subiu 3,9% em janeiro ante dezembro.
O déficit comercial dos Estados Unidos subiu 17,1% em dezembro ante o mês anterior, para US$ 46,56 bilhões, em termos sazonalmente ajustados, segundo o Departamento de Comércio. Em dólares, o aumento foi o maior já registrado na história. Já o déficit de novembro foi revisado para US$ 39,75 bilhões, de US$ 39 bilhões.
SOCIEDADE DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E SANEAMENTO S/A CNPJ 46.119.855/0001-37 AVISO DE LICITAÇÃO Tomada de Preços n. 2015/03 - Execução da obra de construção de prédio administrativo no Pré Anhanguera - SANASA, no município de Campinas/SP, com fornecimento de materiais, equipamentos e mão-de-obra. Recebimento das propostas às 9h do dia 26.02.2015, na Avenida da Saudade n. 500, Ponte Preta, Campinas/SP, no Auditório Capivari. Edital disponibilizado na Internet (http://www.sanasa.com.br) e na Gerência de Compras e Licitações. O CD-ROM está disponível, gratuitamente, das 8h às 12h e 14h às 17h na Gerência de Compras e Licitações, no endereço acima. GERÊNCIA DE COMPRAS E LICITAÇÕES
sistema de assistência financeira mútua em caso de sérios problemas, dúvidas sobre a solvência de um país poderiam se espalhar mais rapidamente para os outros Estados membros.” Jens Weidmann PRESIDENTE DO BC DA ALEMANHA
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO COMARCA DE SÃO PAULO FORO CENTRAL CÍVEL 2ª VARA DE FALÊNCIAS E RECUPERAÇÕES JUDICIAIS Praça João Mendes s/n°, Salas 1618/1624, Centro - CEP 01501-900, Fone: (11) 2171-6506, São Paulo-SP - E-mail: sp2falencias@tjsp.jus.br Horário de Atendimento ao Público: das 12h30min às 19h00min EDITAL DE CITAÇÃO Processo Físico n°: 0040459-84.2013.8.26.0100 Classe: Assunto: Falência de Empresários, Sociedades Empresáriais, Microempresas e Empresas de Pequeno Porte – Inadimplemento Requerente: BANCO SAFRA S/A Requerida: Multi Export Comissaria de Despachos Ltda. EDITAL DE CITAÇÃO — PRAZO DE 20 DIAS – PROCESSO N° 0040459-84.2013.8.26.0100 O Doutor Paulo Furtado de Oliveira Filho, MM. Juiz de Direito da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, do Foro Central Cível, da Comarca de de SÃO PAULO, do Estado de São Paulo, na forma da Lei, etc. FAZ SABER à MULTI EXPORT COMISSARIA DE DESPACHOS LTDA., Rua Bandeira Paulista, 600, conj. 22, Itaim Bibi - CEP 04532-001, São Paulo-SP, CNPJ 44.576.296/0001-69, que lhe foi proposta uma ação de Pedido de Falência por parte de BANCO SAFRA S/A, fundamentada no artigo 94, inciso 1 da lei 11101/2005, em razão do inadimplemento da quantia de R$ 335.800,00 representado pela Cédula de Crédito Bancário (Mútuo) sob n° 002162318, devidamente protestada. Estando a ré em lugar ignorado, foi deferida a citação por edital, para que em 10 dias, a fluir após os 20 dias supra, apresente defesa, podendo, nos termos do art. 98, parágrafo único da Lei 11.101/2005, depositar a quantia correspondente ao total do crédito reclamado, que deverá ser atualizado até a data do depósito com juros e correção monetária, acrescida de custas, despesas processuais e honorários advocatícios fixados em R$ 20.000,00, sob pena de decretação da falência. Será o presente edital, por extrato, afixado e publicado na forma da lei, sendo este Fórum localizado na Praça João Mendes s/n, 16° andar - salas 1618/1624, Centro - CEP 01501-900, Fone: (11) 2171-6506, São Paulo-SP. São Paulo, 12 de janeiro de 2015. DOCUMENTO ASSINADO DIGITALMENTE NOS TERMOS DA LEI 11.419/2006, CONFORME IMPRESSÃO À MARGEM DIREITA. Este documento foi assinado digitalmente por MAGALY MARQUES.
1,3% Hankiing Group. Segundo ele, cerca de um terço das mineradoras da China interrompeu a produção em janeiro e a produção atual estaria em cerca de 70% da capacidade total.
1,5%
foi o recuo no mês em relação a janeiro do ano passado
CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA DO ESTADO DE SÃO PAULO Rua da Consolação, 753 - Centro - 01301-910 - São Paulo - SP Fone: (11) 3017-9300 - Fax: (11) 3231-1745 - http://www.cremesp.org.br EDITAL DE CITAÇÃO O Conselheiro Instrutor nos autos do Processo Ético-Profissional nº 11.623-119/14, nos termos dos artigos 12 e 63, inciso IV, do Código de Processo Ético-Profissional (Resolução CFM n.º 2023/13), CITA o Dr. Nelson Merrwelvelson Ferreira e Souza, para que no prazo de 30 (trinta) dias, contados da publicação deste Edital, apresente sua defesa prévia, juntando provas e arrolando testemunhas em número máximo de 05 (cinco), informando nome e endereço completos, profissão e telefone. As testemunhas poderão ser arroladas somente até o final do prazo de Defesa Prévia, conforme preceitua o art. 14, §1º do Código de Processo Ético-Profissional. São Paulo, 06 de fevereiro de 2015. Dr. Renato Françoso Filho - Conselheiro Instrutor
Clipping Ka começa 2015 à frente do Gol 5021911 - A TRIBUNA - SOBRE RODAS - VITÓRIA - ES - 05/02/2015 - Pág 1 http://iportal.oficinadeclipping.com.br/Login.aspx?id=Pd+oJUFUaB+9iExaCi+0d8NpL6URowCDjzNG6hVyf1bbhjRCx8N+1A==
Ficha Técnica Empresa: FENABRAVE Categoria: Fenabrave Autor: Cidade: VITÓRIA Estado: ES País: BRASIL Disponibilização: 06/02/2015 Tipo Veículo: JORNAL Palavra Chave: FENABRAVE Arquivo Interno: I:\FENABRAVE\enviados_cliente\2015\02\06\5021911.pdf
Análise Referência: Classificação: Tipo de Publicação: Menções à Marca: Favorabilidade: Exclusiva: Assunto: Palavra-chave: Valor cm/col(fs): 110,88 Fechamento: 02/15 Tiragem: 41148,00 Centimetragem Medida: 0,00 Valor: 110,88 Total: 0,0000
SOBRE RODAS VITÓRIA, ES | QUINTA-FEIRA, 05 DE FEVEREIRO DE 2015
ASSESSORIA FORD
Ka começa 2015 à frente do Gol Com 8.229 unidades vendidas, modelo da Ford ficou em 7º no ranking de vendas. Gol, por sua vez, despencou para a oitava posição ançado em meados de 2014 como o novo modelo de entrada da Ford, o compacto Ka ultrapassou, pela primeira vez, o Volkswagen Gol, antigo líder de vendas no mercado nacional. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), o Ka teve 8.229 unidades vendidas, ficando em 7º no ranking de vendas, sendo que o Gol fechou o mês na oitava posição, com 7.866 unidades emplacadas. Revendedores locais atribuem o sucesso do Novo Ka a um conjunto de fatores. “Além de trazer design bonito e moderno, o modelo se destaca pela engenharia, dirigibilidade, consumo, segurança e conectividade”, destacou Apolo Risk Filho, diretor comercial da Contauto, concessionária Ford no Estado. E acrescentou: “Por ser um carro novo, ele foi pensado para agradar ao consumidor em todos esses aspectos e, ao que tudo indica, parece que a marca vem conseguindo alcançar seu objetivo”. Produzido em Camaçari, na Bahia, o Novo Ka traz design elegante e atual e pode ser encontrado
L
No caso do Volkswagen Gol, que fechou janeiro em oitavo entre os 10 carros mais vendidos, trata-se de um resultado nada animador para quem foi campeão de vendas durante 27 anos consecutivos. A queda em relação ao mês anterior foi de 67,46%. A Volkswagen atribuiu o resultado à greve que paralisou por mais
37.490
PRODUZIDO em Camaçari, na Bahia, o Novo Ka está à venda em três versões e com duas opções de motorização
reais é o preço de partida do veículo
Em tempos de aumento de combustível, o veículo chega com um atrativo a mais: recebeu nota A em consumo. Segundo o Inmetro, o Novo Ka faz média de 8,9 km/l e 13,9 km/l na cidade, e de 10,4 km/l e 15,1 km/l na estrada. Com 3,88 metros de comprimento por 1,69 m de largura e 1,52 m de altura, o carro está à venda na Contauto com preço a partir de R$ 37.490.
3,88 metros é o comprimento do modelo
5 marchas
compõem o câmbio manual nas versões SE, SE Plus e SEL e com duas opções de motorização: 1.0 de três cilindros e 1.5, ambas flex. O câmbio é sempre mecânico de cinco marchas.
LIDERANÇA Na liderança do ranking não houve surpresa. O Fiat Palio conti-
nua ocupando o posto de carro mais vendido no Brasil, assim como finalizou 2014. Ao todo, foram 14.432 unidades emplacadas, ficando pouco à frente do Chevrolet Onix, que alcançou 13.462 unidades negociadas no período. A Fenabrave soma as vendas do Novo Palio e do Palio Fire (geração antiga), assim como, no passado, fazia com o Volkswagen Gol atual e o G4. Em terceiro vem a Fiat Strada com 11.202 unidades negociadas, seguida de Fox/CrossFox, da Volkswagen, com 9.123.
O RANKING DE JANEIRO 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º
MODELO Fiat Palio Chevrolet Onix Fiat Strada Volkswagen Fox/CrossFox Hyundai HB20 Fiat Uno Ford Ka Volkswagen Gol Chevrolet Prisma Fiat Siena
UNIDADES 14.432 13.462 11.202 9.123 8.962 8.588 8.229 7.866 7.772 7.194
FONTE: FENABRAVE
Emplacamentos caem mais de 30%
de 10 dias a linha de montagem de São Bernardo do Campo (SP). “O desempenho do Gol em janeiro está atrelado à falta de oferta do modelo em virtude do movimento grevista na Anchieta no início desse ano, logo após um período de férias coletivas. A falta de produção ocasionou uma postergação no início do faturamento do modelo, que começou a chegar às concessionárias apenas no final do mês”, informou a montadora, acrescentando que as entregas do hatch devem se normalizar nas próximas semanas. ASSESSORIA VOLKSWAGEN
Volkswagen explica queda nas vendas
OS NÚMEROS
As vendas de veículos caíram 31,4% no Brasil em janeiro, em comparação com dezembro de 2014, anunciou a Fenabrave. Foram comercializados 253.807 veículos, contra 370.018 unidades no último mês de 2014. Até na comparação com o mesmo mês do ano passado, o primeiro mês de 2015 foi pior. Em janeiro de 2014, foram emplacados 312.591 veículos, uma queda de 18,8%. O presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Junior, acredita que o fraco desempenho das vendas em janeiro deve ser creditado ao fim do desconto no IPI, que terminou em 31 de dezembro.
“Mesmo com dois dias úteis a mais em janeiro, houve uma antecipação de compras, em dezembro, por conta do fim do desconto do IPI, que voltou aos patamares normais a partir do dia 1º”, disse. De acordo com Assumpção, historicamente janeiro é um período de vendas mais baixas, em função do aumento de gastos que ocorre
no início do ano, como o pagamento do IPVA, IPTU, material escolar, entre outros. “Além da sazonalidade, o baixo desempenho da economia, ao fim de 2014, faz com que o consumidor pense mais na hora de assumir uma dívida de longo prazo. Esperamos que este cenário mude no decorrer de 2015”, finalizou. DIVULGAÇÃO
O desempenho da economia faz com que o consumidor pense mais na hora de assumir uma dívida de longo prazo
“
”
Alarico Junior, presidente da Fenabrave
NO MÊS PASSADO, foram comercializados no País 253.807 veículos
Clipping Bancos perdem o interesse por financiamento de automóveis 5042246 - DCI - EM DESTAQUE - SÃO PAULO - SP - 06/02/2015 - Pág 3 http://iportal.oficinadeclipping.com.br/Login.aspx?id=Dhh0AqSNrlIfO7tBHvz2SsNpL6URowCDjzNG6hVyf1bbhjRCx8N+1A==
Ficha Técnica Empresa: FENABRAVE Categoria: Fenabrave Autor: Cidade: SÃO PAULO Estado: SP País: BRASIL Disponibilização: 06/02/2015 Tipo Veículo: JORNAL Palavra Chave: FENABRAVE Arquivo Interno: I:\FENABRAVE\enviados_cliente\2015\02\06\5042246.pdf
Análise Referência: Classificação: Tipo de Publicação: Menções à Marca: Favorabilidade: Exclusiva: Assunto: Palavra-chave: Valor cm/col(fs): 625,20 Fechamento: 02/15 Tiragem: 45000,00 Centimetragem Medida: 0,00 Valor: 625,20 Total: 0,0000
DIÁRIO COMÉRCIO INDÚSTRIA & SERVIÇOS G SEXTA-FEIRA, 6 DE FEVEREIRO DE 2015
3
Em Destaque O presidente do Itaú, Roberto Setubal, disse que os custos para a tomada do veículo, em caso de calote do consumidor, são maiores que o valor do empréstimo DIFICULDADES NA GARANTIA.
Bancos perdem o interesse por financiamento de automóveis EM DECLÍNIO Saldo de financiamentos de veículos para consumidores no sistema financeiro e nos principais bancos privados Em bilhões de R$
CDC Total
Leasing 18
,
182
Itaú Unibanco CDC/Leasing e n 2013
16,58
182 14
182
12
O CDC para compra de automóveis registrou queda de 4,4% em estoque de crédito nos bancos em 2014
182
182
40,31 0
No mesmo período, o leasing de veículos recuou 59,9% no saldo ao final do ano passado
16
28,92 8 Bradesco c CDC/Leasing a
2013
10
27,25 2 -8,7%
2014
8
184,24
-28,3%
2014
24,85 8
6
Santander d CDC/Leasing a
182 4
2013 33,73 3
2
182 J 2013
F
M
A
M
J
J
A
S
O
N
D
J/ 2014
F
M
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J
J
A
S
O
N
D
J 2013
F
M
A
M
J
J
A
S
O
N
D
J/ 2014
F
M
A
M
J
J
A
S
O
N
D
-0,53%
2014 33,55 5
FONTES: BANCO CENTRAL, ITAÚ, BRADESCO E SANTANDER
ESTADÃO CONTEÚDO/ITACI BATISTA
CRÉDITO Pedro Garcia São Paulo pedro.garcia@dci.com.br
“A gente, no passado, se baseava não tanto na capacidade de pagamento [do cliente], mas muito mais na própria garantia que o veículo representava para o financiamento. Mas isso claramente não se mostrou suficiente.” Com essas palavras, o presidente executivo do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, sintetizou o principal motivo para o banco reduzir o interesse pelo financiamento de veículos, cuja carteira registrou uma queda de 28,3% de 2013 para 2014 e encerrou o ano passado com R$ 28,92 em estoque, contra R$ 40,31 bilhões há dois anos. Segundo Setubal, apesar dessa linha de crédito possuir uma garantia real muito sólida – o próprio carro –, os gastos e prazos envolvidos no processo de tomada do automóvel, em casos de calotes, são tão altos, que os financiamentos deixaram de ser vantajosos. “Quando a gente vai vender o carro ou readquiri-lo, têm tantos custos envolvidos, que a garantia vale muito menos do que o empréstimo”, afirmou. De acordo com Alarico Assumpção, presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), dentro da antiga lei, que vigorou até 2014, os custos para a retomada do veículo, normalmente, ficavam entre R$ 15 mil e R$ 17 mil, no caso de um financiamento de R$ 30 mil – ou seja, mais da metade do valor total do empréstimo. “Além de exigirem um processo que tem de seis meses a mais de um ano de duração para que se consiga o depósito do bem”. Embora o Itaú tenha registrado a queda mais expressiva no volume de financiamentos de
G
“Custo da tomada do carro fica entre R$ 15 mil e R$ 17 mil” ALARICO ASSUMPÇÃO, PRESIDENTE DA FENABRAVE
No Itaú, o financiamento de carros deve continuar em queda em 2015
automóveis para consumidores, seus principais concorrentes do setor privado, o Bradesco e o Santander, também apresentaram redução no saldo de crédito. Dados apresentados nos balanços de 2014 dos bancos apontam que o Bradesco teve uma diminuição de 8,7% na carteira em relação a 2013, encerrando o ano com estoque de R$ 24,85 bilhões, e o Santander uma queda de 0,5%, finalizando 2014 com saldo de R$ 33,55 bilhões. No total, de acordo com o Banco Central, a queda foi de 4,4% no saldo de financiamentos por crédito direto ao consumidor (CDC) e de 59,9% no caso do leasing.
Sem melhoras Em teleconferência com jornalistas, o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, disse que “moderação é a tônica para o crédito em 2015”. A estratégia do banco será focar em linhas com menores riscos de calotes – outro entrave nos financiamentos de veículos –, como o financiamento imobiliário e o empréstimo consignado. Dados do BC mostram que a inadimplência do CDC para
aquisição de automóveis iniciou 2014 em 5,2%, encerrando o ano em 3,2% - acompanhando a queda do volume de empréstimos – e do leasing ficou em 9,5%, enquanto os calotes do consignado ficaram de 2,4% e do crédito imobiliário em 1,6%. No Itaú e no Santander, o caminho para o financiamento de veículos em 2015 deve ser o mesmo. Setubal disse que, desde 2012 o banco procura adequar o “nível de garantia e o nível de pagamento para a carteira ter uma performance mais saudável”. “Esse ano, a gente continua vendo a carteira caindo mais um pouco, porque o mercado está devagar e a demanda por automóvel caiu”, disse Setubal. Já o presidente da operação brasileira do Santander, Jesús Zabalza, disse que o banco espanhol vai apostar na relação de longo prazo com clientes, especialmente grandes empresas, que concentra 40% da carteira de crédito da instituição. “Sabemos que no curto prazo, essas operações trazem uma rentabilidade menor. Mas estamos ampliando a base de clien-
FOTO: DIVULGAÇÃO
tes, e ainda teremos retorno com essas operações”, disse. Para Miguel Leôncio Pereira, professor de economia da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), além o aumento dos juros – a taxa Selic está em 12,25% ao ano, com perspectiva de novas altas – e da previsão de baixo crescimento em 2015, o endividamento das famílias fará com que os bancos mantenham a restrição para linhas com maiores riscos, como a de automóveis. “Os bancos, como são muito rápidos na avaliação, focam naquilo dá mais resultado. O ano de 2015 vai ser igual a 2014: eles vão buscar os negócios mais lucrativos”, avaliou Pereira.
Tomada do veículo Na avaliação do presidente da Fenabrave, o cenário de crédito para veículos deve apresentar melhoras com as mudanças nas regras de tomada de bens móveis, que entre outros autoriza o banco comprovar o atraso nas parcelas por meio de carta com aviso de recebimento (AR). “Com a nova lei, acreditamos
que a retomada, no caso de financiamento de R$ 30 mil, vai custar entre R$ 5 mil e R$ 8 mil e o prazo deve ficar em, no máximo, seis meses”, analisou. Para ele, dentro de três meses, quando a nova lei já estiver mais maturada, os bancos podem mudar de postura e retomar o apetite pela linha de crédito. Para o presidente do Itaú, entretanto, o tempo para que os efeitos da lei efetivamente comecem a ser sentidos será mais longo. “Mas, evidentemente, que ela [lei] vai, no seu tempo, causar algum efeito”, disse.
Perspectivas econômicas Dados da Fenabrave mostram que as vendas de veículos registraram uma queda de 18,8% em janeiro, em relação ao mesmo mês do ano passado, e de 27,1% em relação a dezembro. Segundo Assumpção, antevendo o retorno da alíquota cheia do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), os consumidores anteciparam as compras para dezembro, o que reduziu as perdas do mês. “Acreditamos que neste ano, na melhor das hipóteses, dentro da conjuntura econômica desenhada, vamos repetir o desempenho do ano passado”, disse. “Vamos ter que atravessar essa ‘ponte’ chamada 2015, com inflação, juros e com o governo imprimindo essa nova política econômica”, completou. De acordo com ele, atualmente os financiamentos bancários representam 70% das vendas de automóveis. O gerente geral da Honda Serviços Financeiros, Alberto Pescumo, por sua vez, disse que a chegada do novo SUV compacto da montadora, o HR-V, deve impulsionar os financiamentos do Banco Honda. “Esperamos que o modelo represente 40% das vendas da marca”, disse. O braço de financiamentos da montadora registou lucro líquido de R$ 29,27 milhões em setembro de 2014.