Título: Anfavea: alta do dólar é prejudicial no curto prazo Autor: Beatriz Bulla Coluna: ECONOMIA Nome do Veículo: JORNAL DO COMMERCIO BRASIL Cidade: RIO DE JANEIRO País: BRASIL Data de Capa: 26/08/2013 Nome do Cliente: FENABRAVE Categoria: Fenabrave Disponibilização: 26/08/2013
Tipo de Veículo: JORNAL Página: A4 Estado: RJ Origem: On Line Palavra Chave: FENABRAVE
A-4 • Economia • Segunda-feira, 26 de agosto de 2013 • Jornal do Commercio
AUTOMÓVEIS
Anfavea: alta do dólar é prejudicial no curto prazo O presidente da entidade, Luiz Moan, disse, no entanto, que a valorização da moeda é ‘extremamente saudável’ para o setor em período de tempo mais longo » BEATRIZ BULLA DA AGÊNCIA ESTADO
E
m um longo prazo, a alta do dólar é benéfica para o setor automotivo, mas a volatilidade do câmbio é prejudicial. A opinião é do presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan. “O que não gostamos é de uma volatilidade permanente, precisaríamos ter um horizonte melhor de dólar para realmente ter um aspecto mais positivo de planejamento”, criticou, durante evento em São Paulo. No curto prazo, segundo Moan, a valorização do dólar traz uma desvantagem no custo, pois o produto importado passa a custar mais. No médio e longo prazo, contudo, o presidente da Anfavea considera “extremamente saudável” para o setor ter o dólar em uma cotação mais alta pois “incentiva as empresas a nacionalizar mais as autopeças e é uma alavanca importante para exportação.” Ele afirmou ainda que a entidade continua otimista com o resultado do setor para este ano. Outras instituições decidi-
ram revisar recentemente suas projeções, por conta da queda das vendas de veículos em julho e das previsões mais baixas para o PIB do ano. A Fenabrave anunciou expectativa de alta de 1% nas vendas, abaixo da uma previsão anterior de 2,6%. A LCA já cogita baixar a projeção e prever apenas estabilidade no ano. “Nós não estamos na onda do mau humor vigente, mas prometemos fazer uma revisão em setembro”, afirmou o presidente da Anfavea. A revisão nas projeções será anunciada na coletiva de imprensa marcada para o dia 5 de setembro, quando a instituição divulga os resultados do setor no mês de agosto. “Sem dúvida, continuo muito confiante no mercado. O ano passado as vendas no mercado interno foram recorde histórico. Não importa quanto eu cresça, será um novo recorde”, disse Moan. Ele descartou a hipótese de uma estabilidade nas vendas. Moan disse não ver “nenhum problema” no discurso de prefeitos que, desde as manifestações de junho, preocupados com o transporte público, desestimulam o uso de car-
ro. A própria presidente Dilma Rousseff, em discurso, comentou que com maior eficiência no transporte coletivo, os automóveis poderiam ser deixados para os momentos de lazer. O presidente da Anfavea disse que a instituição defende a integração dos modais e também estimula formas de melhorar a mobilidade urbana. “Defendemos que em cada estação grande de metrô ou ponto de rodoviária urbana tenha estacionamento para carro, moto e até bicicleta, pois o cidadão sai da sua casa, deixa seu meio de transporte e usa o coletivo. Assim acontece em outros lugares do mundo”, afirmou. A Anfavea, junto com o governo, chegou a um acordo com o Sindipeças para a implementação de um sistema de rastreabilidade de conteúdo importado nas autopeças e no sistema, informou o presidente da instituição, Luiz Moan. Ele afirmou que a discussão agora é sobre a questão operacional da medida. “O governo tem mediado o acordo. Diria que talvez exista um ou dois pontos de dificuldade, mas já levantados pelo governo”, disse. Um ponto mencionado por
Moan é como receber de maneira eletrônica a informação. “A rastreabilidade é muito mais importante para que possamos identificar que peças e em que quantidades são importadas e por que são importadas hoje”, afirmou. “É um banco de dados para a formação de uma verdadeira política industrial para o setor de autopeças.” Ele explicou que sobre o preço de venda normal de automóveis há uma compensação de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) por meio de um volume de compras de autopeças nacionais, pelo programa Inovar-Auto. O valor das peças importadas não vai servir para efeitos de compensação de IPI, segundo Moan. O presidente da Anfavea recebeu a informação de que o governo já realizou três reuniões internas sobre a proposta da entidade de introdução dos carros híbridos e elétricos no País. A instituição deve ser chamada pelo governo a partir de agora para discutir a questão. A primeira fase sugerida pela Anfavea seria de importação dos veículos com essa tecnologia com redução a zero de IPI e cota máxima por empresa.
PETROBRAS
Obras da P-63 são concluídas » EULINA OLIVEIRA DA AGÊNCIA ESTADO
A Petrobras anunciou que o navio-plataforma P-63 saiu na sexta-feira da locação provisória, na Ilha de Santana, em Macaé (RJ). De acordo com o comunicado, o deslocamento ocorreu após serem concluídas, “rigorosamente dentro do prazo previsto”, as obras complementares decorrentes da al-
teração do leiaute submarino dos poços, realizada para que fossem atendidas as condicionantes do processo de licenciamento ambiental. Ainda segundo a nota da Petrobras, a P-63, com início de produção previsto para 23 de outubro, está entre as unidades que entrarão em operação em 2013, “contribuindo para o aumento da produção de petróleo da com-
JUÍZO DE DIREITO DA TRIGÉSIMA TERCEIRA VARA CÍVEL DA COMARCA DA CAPITAL EDITAL DE 1ª e 2ª HASTAS PÚBLICAS E INTIMAÇÃO de MARISE FERREIRA DA SILVA E MARTA FERREIRA DA SILVA, com o prazo de 05 (cinco) dias, extraído da AÇÃO DE COBRANÇA que o CONDOMÍNIO DO EDIFÍCIO BARRA BALI DUPLEX AND SERVICE move contra MARISE FERREIRA DA SILVA E OUTRA (Processo nº 97.001.140263-2 / 0147409-80.1997.8.19.0001), na forma abaixo: A Exma. Dra. CRISTINA SERRA FEIJÓ, Mm. Juíza de Direito da 33ª Vara Cível desta Capital, faz saber aos que este Edital virem ou dele conhecimento tiverem e interessar possa, em especial a MARISE FERREIRA DA SILVA E MARTA FERREIRA DA SILVA, que pelo Leiloeiro Público ALEXANDRO DA SILVA LACERDA foram designadas as datas de 09/09/2013, às 16:30 horas (a quem mais der acima da avaliação), no Átrio do Fórum da Comarca da Capital/RJ, situado na Av. Erasmo Braga nº 115 – térreo, Castelo, nesta cidade, ou no dia 19/09/2013, nos mesmos horário e local (a quem mais der independente da avaliação, desde que não se constitua preço vil), para hastas públicas do direito e ação que incide sobre o imóvel penhorado à fl. 333 - tendo sido os devedores intimados da penhora à fl. 174-V - descrito e avaliado à fl. 480 – IMÓVEL (cf. certidão descrição na certidão de ônus reais) – “APARTAMENTO 1102 do BLOCO 01 do edifício (...)número 289, pela AVENIDA ALFREDO BALTAZAR DA SILVEIRA, na FREGUESIA DE JACAREPAGUÁ, com direito a 02 vagas de estacionamento, sem local pré-determinado, e correspondente fração de 0,003613 do respectivo terreno que mede em sua totalidade 49,00m de frente, no lado oposto por onde também faz frente mede 46,30m, pelo lado direito mede 187,00m e pelo esquerdo 176,00m, confrontando à direita com o lote 1, à esquerda com o lote 3 e aos fundos com a área livre, que por sua vez entesta para a Rua Arquiteto Ricardo Mariano”. LAUDO DE AVALIAÇÃO INDIRETA: “IMÓVEL – AVENIDA ALFREDO BALTHAZAR SILVEIRA, Nº 289, BLOCO 01, APARTAMENTO 1102 – RECREIO DOS BANDEIRANTES – RJ. Com direito ao uso de duas vagas de garagem. (...) EDIFÍCIO – Integrante do complexo denominado Barra Balli, constituído de onze pavimentos de apartamento duplex, fachada em argamassa. Hall social acesso através de porta de vidro, piso em granito. Servido de salão de jogos, ginástica, piscina, churrasqueira, bosque e seis elevadores. APARTAMENTO 1102 – Posição fundos. Área edificada com aproximadamente 189m². Inscrição Municipal 2.023.680-8. AVALIO, indiretamente, o imóvel acima descrito em R$900.000,00 (novecentos mil reais)”. RJ, 29/04/2013 - Conforme Certidão do 9º Ofício do Registro de Imóveis, o referido imóvel encontra-se matriculado sob o nº 195.013, em nome de CIA REAL DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO.– Constam ainda na referida certidão: a) no R.13, promessa de venda em favor de MARISE FERREIRA DA SILVA e MARTA FERREIRA DA SILVA; b) no R.18, penhora determinada pelo Mm. Juízo de Direito da 33ª Vara Cível, nos autos da ação de cobrança movida por CONDOMÍNIO DO EDIFÍCIO BARRA BALI DUPLEX AND SERVICE contra MARISE FERREIRA DA SILVA e MARTA FERREIRA DA SILVA (proc. 1997.001.140263-2).– De acordo com certidão de Situação Fiscal e Enfitêutica do Imóvel, há débitos de IPTU de 1998 a 2013, no valor total de R$106.895,59, mais acréscimos legais.- Na forma da certidão expedida pelo Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro, os exercícios de 2008 a 2012 encontram-se aberto, com dívida no valor total de R$540,33, mais acréscimos legais.– O presente Edital será publicado e afixado no local de costume, cientes os senhores interessados de que no ato da arrematação, adjudicação ou remição, deverão ser efetuados os seguintes pagamentos: pagamento imediato do preço ou em até quinze dias mediante caução idônea; acrescido de 5% (cinco por cento) de comissão ao Leiloeiro, mais 0,25% (zero vírgula vinte e cinco por cento) de ISS e custas de Cartório de 1% (hum por cento) até o valor máximo permitido.- As certidões exigidas pela Consolidação Normativa da colenda Corregedoria de Justiça serão lidas pelo Leiloeiro no ato das praças.- Caso os devedores não sejam intimados por outra forma legal, ficam pelo presente edital intimados das praças públicas, suprida, dessa forma, a exigência contida no § 5º do art. 687 do CPC.Dado e passado nesta cidade do Rio de Janeiro, aos vinte e quatro de julho de dois mil e treze.- Eu, Michelle Lima Magalhães, Escrivã/RE, Matrícula nº 01/30637, o fiz digitar e subscrevo. (ass) Dra. CRISTINA SERRA FEIJÓ, Mm. Juíza de Direito.
panhia e o alcance das metas d e p ro d u ç ã o p re v i s t a s n o Plano de Negócios e Gestão 2013-2017”. A estatal afirmou também que, com capacidade para processar 140 mil barris por dia de petróleo e comprimir 1 milhão de metros cúbicos por dia de gás, a unidade segue viagem com o apoio de rebocadores para a locação definitiva no Campo de Papa-Terra,
no pós-sal da Bacia de Campos, operado pela Petrobras (62,5%), em parceria com a Chevron (37,5%). A P-63 foi convertida num FPSO (Floating Production Storage Offloading) a partir do navio-tanque BW Nisa, no Estaleiro Cosco, na China – as últimas etapas de construção foram realizadas no Canteiro da QUIP/Honório Bicalho, localizado em Rio Grande (RS).
ENERGIA
Leilão contrata 1.505 MW de eólicas » ANNA FLAVIA ROCHAS DA AGÊNCIA REUTERS
O leilão de reserva de sextafeira contratou energia de 1.505 megawatts (MW ) em projetos eólicos ao preço médio de R$ 110,51 por megawatt-hora (MWh), resultado acima das expectativas do governo e de associação das empresas do setor. A energia foi vendida com desconto de 5,54% ante ao máximo inicial estabelecido, de R$ 117 por MWh. Entre as que venderam energia de projetos no leilão estão Furnas e Chesf, da Eletrobras, como minoritárias em consórcios, além da Renova Energia, Enerfin (do grupo espanhol Elecnor). “Foi um leilão de sucesso, que atingiu seus objetivos, de contratar quantidade expressiva de energia a um preço bastante competitivo”, disse o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, a jornalistas. Segundo ele, o preço de energia vendida foi “surpreendentemente baixo”, diante das regras mais rígidas no leilão e da alta do dólar, que afeta os preços de equipamentos. A Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica) considerou o resultado do leilão muito acima das expectativas. No leilão, foram vendidos 118.428.660 MWh em contratos de 20 anos, com entrega a partir de setembro de 2015. Os leilões de reserva servem
para incrementar a oferta de energia do sistema e reduzir os riscos de desequilíbrio entre oferta e demanda. Os 66 projetos vencedores do leilão estão localizados na Bahia, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Piauí, Ceará e Pernambuco. O leilão movimentou R$ 13,07 bilhões em contratos de energia elétrica comercializados. O preço mais baixo da energia vendida no leilão foi de R$ 98,5 por MWh, de um parque na Bahia. O preço mais alto foi de R$ 116,29 de parques em Caetité, também na Bahia. A Renova Energia vendeu 73,7 MW médios de nove parques eólicos, também no estado baiano, que correspondem a 159 MW de capacidade instalada, informou a empresa em comunicado. A Eletrobras informou que suas subsidiárias Furnas e Chesf venceram o leilão, com participações minoritárias em consórcios com empresas privadas. A Eletrobras tem participação acionária em 38 dos 66 parques que venderam energia no leilão. Os projetos estão localizados na Bahia, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte. O parceiro de Furnas foi o Fundo Caixa Milão, da J&F, com 13 parques eólicos vencedores, no total de 248 MW, e investimentos previstos de R$ 1 bilhão. Chesf e Eletrobras não puderam informar de imediato a parceira privada da Chesf.
Brasil S/A por Vicente Nunes vicentenunes.df@dabr.com.br
Descrédito total O governo não cansa de reclamar do que considera um pessimismo exagerado em relação à economia. Mas bem que poderia dar uma boa ajuda – real, sem maquiagens – para tentar reverter parte da desconfiança que tomou conta da sociedade e está condenando o País a registrar, na administração Dilma Rousseff, a menor taxa de crescimento em 20 anos. Até a próxima sexta-feira, o Ministério do Planejamento terá de encaminhar ao Congresso a proposta orçamentária de 2014. Não é segredo para ninguém que esse instrumento sempre foi uma peça de ficção. Contudo, seria de bom grado se o governo, desta vez, explicasse direitinho como será cumprida a meta fiscal do ano que vem, independentemente se de 1%, 2,3% ou 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB). Boa parte do mau humor dos agentes econômicos com o governo tem como base a farra nas contas públicas. Nos últimos três anos, foi vergonhoso ver a forma, descarada, com que o Tesouro Nacional recorreu a truques, malabarismo, artimanhas, para atingir a meta de superavit primário. Portanto, se ao menos, agora, houvesse sinais claros, consistentes, de que a transparência prevalecerá, talvez os investidores dessem um voto de confiança ao Palácio do Planalto. Dado o histórico do governo Dilma, é difícil acreditar. Desde a desastrosa era Collor de Mello, apeada do poder por corrupção, não se via uma administração tão ruim. A qualquer pessoa que se pergunte hoje qual o grande legado da primeira mulher a ocupar o Palácio do Planalto, ninguém conseguirá responder. Mesmo depois de muito esforço da memória e da boa vontade de quem estiver sendo questionado. Na verdade, quando se avalia a administração Dilma, o que se constata é um governo perdido, que recuou em quase todas as medidas que anunciou como conquistas para o Brasil. A mais notória delas, a queda da taxa básica de juros (Selic) para o menor patamar da história, de 7,25% ao ano, em outubro de 2012. Isso, mesmo com a inflação em alta, encostando no teto da meta perseguida pelo Banco Central, de 6,5%. Depois de ter brincado com a inflação, que solapou o poder de compra das famílias e tirou a previsibilidade das empresas, em abril último, o Planalto autorizou o Comitê de Política Monetária (Copom) a elevar a Selic. A taxa saltou para 8,50% e deve passar a 9% ao ano na quarta-feira. Com um discurso ainda titubeante, o presidente do BC, Alexandre Tombini, avisou que os juros subirão ao nível que for necessário para que o custo de vida volte ao controle e se situe mais próximo de 4,5%, o centro da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Esse arrocho, porém, não seria necessário em uma economia que está crescendo abaixo de 2% se a taxa Selic não estivesse atrelada aos interesses da presidente Dilma de se reeleger em 2014. Também o País não estaria pagando um preço tão alto neste momento, com a disparada do dólar. Está evidente que parcela importante da desvalorização do real – de 20% apenas nos últimos três meses – decorre da perda de credibilidade da política econômica. Nú e de joelhos Com os investidores mais seletivos, voltando a direcionar recursos para os países ricos, em especial os Estados Unidos, ficou claro o quanto o Brasil estava nú. Além de não fazer nenhuma das reformas estruturais para modernizar o ambiente de negócios, o governo adotou uma postura intervencionista cuja principal meta foi represar a inflação. Reduziu à força as tarifas de energia, adiou o quanto pode o reajuste das passagens de ônibus e trens – aumento derrubado pelos protestos das ruas – e vem corrigindo, a conta-gotas, os preços dos combustíveis. Mesmo com essa política ultrapassada, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) jamais ficou abaixo de 6% em 12 meses ao longo deste ano. Os especialistas garantem que a inflação real do Brasil estaria girando hoje entre 8% e 10% – um escândalo para um país que pagou um preço tão alto para alcançar a estabilidade agora ameaçada. Dependência Mas não é só. Ao insistir em estímulos ao consumo, o Planalto provocou um desequilíbrio perigoso nas contas externas. Com o aumento desenfreado das importações, já que a indústria nacional não teve condições de atender à demanda crescente, as transações correntes do País com o exterior saíram de um superavit (sobra de recursos) de 1,25% do PIB, em 2006, para um rombo de 3,4% em julho último. Para fechar essa conta, o governo está tendo de recorrer a capitais especulativos, que deixam qualquer nação de joelhos ao menor sinal de estresse. São justamente os países mais dependentes desses recursos – Brasil, Índia e Turquia – que apresentam as moedas mais desvalorizadas. Quando havia o tsunami cambial criticado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, os investidores pouco ligavam para as fragilidades dessas economias emergentes. Bastaram, contudo, os Estados Unidos avisarem que a enxurrada de dólares no mundo promovida pelo Federal Reserve (Fed) está chegando ao fim, para que a bolha estourasse.
Desde a desastrosa era Collor de Mello, apeada do poder por corrupção, não se via uma administração tão ruim
Incompetência Apesar das evidências claras dos estragos provocados na economia pelas escolhas erradas de Dilma, o Planalto já mandou preparar os tambores para tocarem na sexta-feira, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará o PIB do segundo trimestre. O crescimento, ante os primeiros três meses do ano, deverá ficar entre 0,9% e 1,1%. Para o governo, será o sinal de que a atividade retomou o fôlego. Para os que preferem lidar com a realidade, sem rodeios, será o retrato de uma economia que esboçou alguma reação, mas não conseguiu resistir à incompetência de quem dirige o País. Melhor será olhar para a frente e enxergar, com humildade, o que ainda pode ser feito rapidamente para que a situação não degringole de vez. Vicente Nunes é editor de Economia
Título: Novo Outlander reforã vocação urbana Autor: Rodrigo Lara Coluna: VEÍCULOS Nome do Veículo: FOLHA DE S.PAULO Cidade: SÃO PAULO País: BRASIL Data de Capa: 25/08/2013 Nome do Cliente: FENABRAVE Categoria: Fenabrave Disponibilização: 26/08/2013
Tipo de Veículo: JORNAL Página: 6 Estado: SP Origem: On Line Palavra Chave: FENABRAVE
Título: Família Iveco cresce no país Autor: Coluna: CARRO & CIA Nome do Veículo: O TEMPO Cidade: BELO HORIZONTE País: BRASIL Data de Capa: 21/08/2013 Nome do Cliente: FENABRAVE Categoria: Fenabrave Disponibilização: 26/08/2013
Tipo de Veículo: JORNAL Página: 1C Estado: MG Origem: On Line Palavra Chave: FENABRAVE
Título: Mini, Smart e 500 esbanjam estilo no mundo dos carrinhos Autor: GIULIANA MANCINI Coluna: CLASSIAUTOS Nome do Veículo: A TARDE Cidade: SALVADOR País: BRASIL Data de Capa: 21/08/2013 Nome do Cliente: FENABRAVE Categoria: Fenabrave Disponibilização: 26/08/2013
Tipo de Veículo: JORNAL Página: 08 e 09 Estado: BA Origem: On Line Palavra Chave: FENABRAVE
Título: Montadoras apostam nos populares com tecnologia Autor: Coluna: ECONOMIA Nome do Veículo: GAZETA DE ALAGOAS Cidade: MACEIÓ País: BRASIL Data de Capa: 18/08/2013 Nome do Cliente: FENABRAVE Categoria: Fenabrave Disponibilização: 26/08/2013
Tipo de Veículo: JORNAL Página: 22 Estado: AL Origem: On Line Palavra Chave: FENABRAVE
Título: Inovação tem grande peso nas vendas Autor: Coluna: ECONOMIA Nome do Veículo: GAZETA DE ALAGOAS Cidade: MACEIÓ País: BRASIL Data de Capa: 18/08/2013 Nome do Cliente: FENABRAVE Categoria: Fenabrave Disponibilização: 26/08/2013
Tipo de Veículo: JORNAL Página: 22 Estado: AL Origem: On Line Palavra Chave: FENABRAVE
Título: Jatinhas Autor: José Maria Melo Coluna: NEGÓCIOS Nome do Veículo: DIÁRIO DO NORDESTE Cidade: FORTALEZA País: BRASIL Data de Capa: 17/08/2013 Nome do Cliente: FENABRAVE Categoria: Fenabrave Disponibilização: 26/08/2013
Tipo de Veículo: JORNAL Página: 08 Estado: CE Origem: On Line Palavra Chave: FENABRAVE
Título: Novos hábitos alimentares aquecem mercado de grãos Autor: Coluna: ECONOMIA Nome do Veículo: CORREIO DO ESTADO Cidade: CAMPO GRANDE País: BRASIL Data de Capa: 19/08/2013 Nome do Cliente: FENABRAVE Categoria: Fenabrave Disponibilização: 26/08/2013
Tipo de Veículo: JORNAL Página: 8 Estado: MS Origem: On Line Palavra Chave: FENABRAVE
Título: "Vendas estagnadas" Autor: Redação Coluna: Nome do Veículo: PORTAL DO TRÂNSITO Cidade: WEB País: BRASIL Data de Capa: 26/08/2013 Nome do Cliente: FENABRAVE Categoria: Fenabrave Disponibilização: 26/08/2013
Tipo de Veículo: SITE
Estado: WEB Origem: On Line Palavra Chave: FENABRAVE
Tocando agora: Carregando...
Segunda-f eira, 26 de Agosto de 2013
Veja os podcasts anteriores
Notícias:
Pesquisar no Portal Pesquisas recentes: Notícias
PORTAL
DESTAQUES
SERVIÇOS
DICAS
MULTIMÍDIA
Pesquisar Trânsito
VIDA NO TRÂNSITO
Postado em 26/08/2013 02:00
"Vendas estagnadas" Fonte Zero Hora - Impresso
Divulgação - 375x55
DESTAQUES
RECENTES
MAIS LIDAS
0
Um dos setores da economia que não anda nada satisfeito é o de revenda de veículos seminovos. Antes era com a diminuição do IPI, que reduziu o preço dos carros novos e estancou as vendas. Agora, os negócios enfrentam o problema das taxas de transferência, consideradas altas no Estado. A recém criada Agenciauto-RS, que reúne 50 revendas do setor e pretende chegar a 300 até o final do ano, já começou a tratar do assunto com o governo do Estado e o Detran. Para transferir um Gol 2010, por exemplo, a taxa no Estado é de R$ 711,66, enquanto que no Rio de Janeiro é bem menor, de R$ 101,77. Ou seja, com o valor pago aqui é possível transferir sete veículos em território fluminense. – Com isso, as vendas ficaram estagnadas aqui no Estado. Em Santa Catarina, onde a taxa é de cerca de R$ 130, as vendas subiram 4% no primeiro semestre – diz o presidente da associação, Décio Bonato (foto). A entidade também critica a incidência de ICMS na aquisição de veículos seminovos e usados, justificando que o imposto já é cobrado em toda a cadeia produtiva. Um documento com as reivindicações do setor foi encaminhado à Secretaria de Administração, com apoio de outras entidades, como Fenabrave e sindicato das concessionárias. Reforço no movimento O Movimento por um Futebol Melhor, que oferece benefícios em programas de sócios de 29 clubes do Brasil, ganhou mais um reforço aqui no Estado. A rede Walmart, que controla as bandeiras Big e Nacional, acaba de formalizar o ingresso na iniciativa, com descontos em mais de 600 produtos. A ação já contava com a rede Super Rissul entre os parceiros. Segundo dados do movimento, Internacional e Grêmio são os dois clubes participantes com o maior número de sócios torcedores no país. A infraestrutura do turismo O potencial turístico do Rio Grande do Sul, especialmente de Gramado (foto), que é um dos três destinos mais procurados do país, é um dos motivos para os investimentos do Ministério do Turismo no Estado. Do total de R$ 517,8 milhões em infraestrutura turística que estão em andamento na Região Sul, R$ 214,3 milhões são para cidades gaúchas, envolvendo 416 obras. Basicamente, os recursos envolvem trabalhos de pavimentação de estradas, sinalização de destinos turísticos e construção de centro de convenções. Uma das obras no estado envolve melhorias no pavilhão da Fenavinho, em Bento Gonçalves, que receberá R$ 1,3 milhão. A intenção do ministério é concentrar esforços para auxiliar Estados e municípios a darem andamento a projetos estratégicos para a Copa do Mundo, com recursos da pasta, que são repassados pela Caixa Federal. Por causa disso, reservou 79,6% do orçamento de 2013 para obras, o que corresponde a R$ 2,15 bilhões. O objetivo é entregar 1,6 mil obras que promovam o setor até o ano que vem. E a intenção é estimular ainda mais a geração de empregos. No ano passado, conforme dados do ministério, as atividades do segmento geraram 2,9 milhões de postos de trabalho no país. Prazo para não perder negócios Como já está com toda a linha de crédito comprometida para este ano, o Badesul encontrou uma fórmula para não perder negócios na Expointer. O banco ofecere na em Esteio com R$ 300 milhões para projetos de irrigação, armazenagem, tratores e colheitadeiras. A liberação dos recursos, porém, somente vai ocorrer a partir de 2014. Ainda na feira, a fabricante indiana Mahindra, em associação com a chilena Gildemaister, apresenta três tratores fabricados em uma unidade-piloto de Dois Irmãos com 60% de conteúdo local. Com a homologação dos tratores, a partir de agora, a companhia deve começar a construção de uma unidade industrial no município, investimento estimado em R$ 100 milhões. MAIS DE R$ 780 MILHÕES devem ser injetados no varejo gaúcho, segundo a AGV, com o pagamento da primeira parcela do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS que começa hoje.
Comissão aprova antecipação de multa para pessoasT Quando o condutor não está apto a dirigir Jornal da Rádio Trânsito 21-10-2011 Quando o condutor não está apto a dirigir Jornal da Rádio Trânsito 21-10-2011 veja m ais »
EMPRESAS E SERVIÇOS
Título: Lixo automotivo é responsabilidade da cadeia produtiva Autor: Redação Coluna: Nome do Veículo: PORTAL DO TRÂNSITO Cidade: WEB País: BRASIL Data de Capa: 24/08/2013 Nome do Cliente: FENABRAVE Categoria: Fenabrave Disponibilização: 26/08/2013
Tipo de Veículo: SITE
Estado: WEB Origem: On Line Palavra Chave: FENABRAVE
Tocando agora: Carregando...
Segunda-feira, 26 de Agosto de 2013
Veja os podcasts anteriores
Notícias:
Pesquisar no Portal Pesquisas recentes: Notícias
PORTAL
DESTAQUES
SERVIÇOS
DICAS
MULTIMÍDIA
Pesquisar Trânsito
VIDA NO TRÂNSITO
Postado em 24/08/2013 10:21
Lixo automotivo é responsabilidade da cadeia produtiva
Divulgação - 375x55
DESTAQUES
RECENTES
MAIS LIDAS
Comissão aprova antecipação de multa para pessoasT Fonte Consultor Jurídico (conjur)
0
O Brasil é o quarto maior mercado do mundo em veículos automotivos e ainda não tem uma legislação ou um programa que indique o que será feito com o carro velho. A afirmação do presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Flávio Meneghetti, em entrevista à Folha de São Paulo [1], traz à tona a urgente necessidade de criação de uma regulamentação sobre o descarte ambientalmente adequado dos veículos automotivos, hoje inexistente. O país conta com a recente Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Lei 12.305/2010 [2], que estabeleceu a destinação final de resíduos sólidos. Ela traz como um de seus principais instrumentos a implementação da logística reversa, que é o retorno dos produtos à indústria depois do consumo, e a responsabiliza por danos ao meio ambiente causados pelo descarte incorreto do material. Além disso, exige coletas seletivas em todo o país, o fim dos lixões e a responsabilidade compartilhada entre quem fabrica, comercializa e consome o produto, conforme o artigo Lixo urbano é de responsabilidade da cadeia produtiva [3]. Entretanto, a nova Política não contempla a regulamentação para automóveis. Pela PNRS, cuja meta é alcançar o índice de reciclagem de 20% em 2015, até 2014 deverão estar cumprindo a logística reversa os fabricantes e comerciantes de agrotóxicos (seus resíduos e embalagens); pilhas e baterias; pneus; óleos lubrificantes (seus derivados e embalagens); lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista; além de produtos eletroeletrônicos e seus componentes. Em seu artigo Aplicabilidade da logística reversa automotiva [4], Pedro Paulo Ayres Pinto considera que a indústria automotiva está enfrentando uma crescente pressão para aplicar “atividades verdes” dentro da gestão da cadeia produtiva. Ayres Pinto afirma que não restam dúvidas que o avanço tecnológico e a utilização de materiais diversificados trouxeram enormes avanços a este setor, entretanto, com as recentes preocupações ambientais, podemos afirmar que o sucesso da indústria automotiva em longo prazo dependerá da capacidade do setor para mixar o seu produto final e a cadeia produtiva, com a garantia de um futuro ecologicamente sustentável, afinal, não é crível desconstruir a tríade referencial de proteção ao meio ambiente, aplicação de recursos sociais e o fator econômico na busca de um desenvolvimento sustentável. Importância econômica Os dados econômicos sobre Logística Reversa, aqui apresentados, baseiam-se em estimativas projetadas por algumas pesquisas nos Estados Unidos, e em pesquisas em Logística Reversa de Pós Consumo em alguns setores no Brasil. Como os dados são setoriais e o interesse desta nova área é recente, acreditamos que as estimativas atuais sejam ainda conservadoras. No entanto, pode-se inferir o potencial de ganho e as oportunidades de desenvolvimento nesta nova área . Nos Estados Unidos, pesquisas estimam em cerca de US$ 35 bilhões os custos de retorno de bens em 1997, ou seja cerca de 0,5 % do PNB do país, ou 4% dos custos logísticos totais ( US$ 862 bilhões em 1997). Somente o mercado de peças de automóveis remanufaturadas neste país foi de US$ 36 bilhões em 1997, de acordo com a Automobile Parts Rebuilders Association, através da atuação de 12 mil empresas de desmontagem de automóveis e de remanufatura de peças em atividade atualmente no país. [5] A dimensão do problema De acordo com a Fenabrave, a frota brasileira de carros tem idade média de 12 anos e a situação dos caminhões é ainda mais preocupante, com idade média de 23 anos. E este é um mercado que cresce a cada ano. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), em 2012 foram comercializados 400 mil veículos no país. E a produção anual de veículos cresceu 110% entre 2003 e 2012, com o licenciamento de 20 milhões de novos carros (nacionais e importados) neste período, conforme dados divulgados em reportagem da Veja [6]. O grande problema está na forma como o veículo que já não está mais em condições de uso é descartado. Quando não são levados a desmanches, que muitas vezes atuam de forma inadequada, os carros são simplesmente abandonados nas ruas das cidades ou apreendidos por órgãos de trânsito e entulhados em depósitos a céu aberto. Expostos ao tempo, não têm o adequado recolhimento
Quando o condutor não está apto a dirigir Jornal da Rádio Trânsito 21-10-2011 Quando o condutor não está apto a dirigir Jornal da Rádio Trânsito 21-10-2011 veja m ais »
EMPRESAS E SERVIÇOS
dos fluidos contaminantes, muitas vezes não podem ter seus materiais reaproveitados, além de se tornarem foco para a proliferação de mosquitos, inclusive o da dengue. Cabe aqui um parêntese: sobre os desmanches, seguiu para apreciação do Senado o Projeto de Lei 23/2011[7], do deputado Armando Vergílio (PSD-GO), aprovado pela Câmara no início de junho de 2013, que disciplina o funcionamento de empresas de desmontagem de veículos. Retomando, somente na cidade de São Paulo, são abandonados em média 1,5 mil carros por ano, segundo estimativas da prefeitura. Em reportagem, a revista Veja [8] revela que a fiscalização recolheu no ano passado uma média de 1,3 mil carcaças, um número recorde na história, segundo a prefeitura paulistana. A burocracia e a multa de R$ 12 mil desestimulam o proprietário a reaver seu bem, que acaba indo para leilão de sucatas. “Um quilo de ferragem é vendido, em média, por 30 centavos”, informa a reportagem. Já em Pernambuco, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-PE) passou a reaproveitar para reciclagem os veículos considerados “sucata”, passando pelo processo de descontaminação e trituração. Em matéria no portal do órgão [9], a presidente do Detran-PE, Fátima Bezerra, estima que com o novo formato vai impedir o reaproveitamento de carcaças para a construção de carros “artesanais” usados de maneira indevida e retirará de circulação uma média de 500 carros das vias a cada ano. O sucesso do Japão Uma das experiências mais bem sucedidas em reciclagem automotiva no mundo é a do Japão, que conta com legislação específica e recicla anualmente 3,6 milhões de veículos, ônibus e caminhões. Durante o II Seminário Internacional sobre Reciclagem de Veículos e Renovação de Frota, promovido pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), em 2012, empresários japoneses apresentaram detalhes da prática no país. O artigo [10] sobre o evento informa que, para um automóvel, a taxa média de recuperação é de 95% dos componentes. Além das peças, para um veículo de uma tonelada são reaproveitados, em média, 800 Kg de ferro, 9 Kg de cobre (totalmente reutilizados), 68 Kg de alumínio e 3 g de platina e paládio. Sobram 55 Kg, que são enviados para aterros. O material é reaproveitado e retorna para a cadeia produtiva, gerando crescimento econômico e sustentável. Outra vantagem descrita pelos japoneses é que o preço dos componentes usados representa apenas um terço ou um quinto do valor cobrado pelas peças novas. Reciclagem na União Europeia A União Europeia definiu requisitos para fabricantes locais e importadores de veículos para que os novos automóveis tenham a reciclagem simplificada. As regras, que vêm sendo definidas desde 2000, pretendem limitar a produção de resíduos em novos veículos além de intensificar a reutilização, a reciclagem e outras formas de valorização, tanto dos veículos em fim de vida, como de seus componentes. Os resultados têm sido promissores. A reutilização de componentes e reciclagem veicular se aproxima de sua meta para 2015, que é de 85%, segundo artigo de Pedro Paulo Ayres Pinto [4]. O texto indica que a frota atual dos veículos em circulação nos países membros da Comunidade Europeia já ultrapassa os 238 milhões de veículos. “A comunidade Europeia envia os chamados ELVs (End Life Veicules), para encaminhamento de reciclagem com frequência, cerca de 14 milhões de unidades anuais, o que representa uma taxa de aproximadamente 5,9% da frota em circulação”, informa. Está definido que os Estados-membros devem garantir o recolhimento dos resíduos provenientes dos veículos em fim de vida e a sua transferência para instalações de tratamento autorizadas. Com o objetivo de aumentar a taxa de reutilização e valorização (reciclagem, recuperação, regeneração, etc.) dos componentes dos veículos, foram fixadas metas de taxa de reutilização (em massa média por veículo e por ano): 80 % até 1 de Janeiro de 2006 e 85 % até 1 de Janeiro de 2015. Estas normas podem ser examinadas no portal oficial da União Europeia [11]. A informação é um dos mecanismos para garantir a eficiência de todo o processo. Os fabricantes passam a utilizar normas de codificação para identificar componentes e materiais, facilitando o desmantelamento. Os produtores, distribuidores, unidades de desmantelamento e outros envolvidos no processo, deverão publicar as atualizações sobre a concepção dos veículos e componentes, inclusive sobre sua capacidade de valorização e reciclagem; têm que orientar sobre o tratamento dos veículos em fim de vida; e terão que divulgar o desenvolvimento e progressos alcançados na reutilização, reciclagem e valorização dos veículos em fim de vida e seus componentes. A visão dos Estados Unidos Nos Estados Unidos não existe uma lei específica para a reciclagem de veículos, mas existem várias regulamentações ambientais que fazem com que os fabricantes gerenciem os resíduos dos veículos em fim de vida útil, segundo o artigo de Daniel E. Castro. [16] Ele observa que, com isso, a maior parte dos veículos é reciclada para recuperar os materiais de grande valor econômico como sucatas metálicas e autopeças. Mesmo sem a regulamentação, Pedro Paulo Ayres Pinto ressalta em artigo [4] que os EUA reciclam 5,6% de sua frota, obtendo 75% de aproveitamento em matéria prima reutilizada, números que se aproximam daqueles determinados pelas diretrizes europeias. “Com semelhança ao processo Japonês, um acordo setorial entre fabricantes e estados possibilita a troca de veículos velhos por modelos novos e atualizados tecnologicamente e menos poluentes, através de Leis de incentivo, afinal, há muito se percebe a concorrência entre os veículos de fabricação americana e aqueles importados dos países asiáticos” afirma. O modelo da Argentina Na América Latina, a maior referência em reciclagem automotiva localiza-se na Argentina: o Centro de Experimentación e Seguridad Vial (Cesvi), segundo artigo de Sérgio Mindlin [17]. O governo federal criou marcos legais e garantiu recursos necessários para a abertura dos centros especializados em reciclagem em vários pontos do país, o Cesvi, inclusive com o apoio das montadoras. Segundo Mindlin, os centros de reciclagem remanufaturam peças de 250 carros por mês e, desde 2005, já comercializaram 25 mil peças que, de outra forma, estariam poluindo o solo e a água em algum aterro sanitário. “Para a concessionária ou consumidor final, a peça reciclada custa até 30% menos do que uma nova. Nesse processo, 15 peças são recuperadas por veículo e vendidas separadamente. No entanto, em muitos casos a soma dos preços delas chega a ser maior do que o preço de mercado do carro usado. E este tem sido o maior incentivo à renovação de frota e à participação das montadoras na reciclagem”, afirma. Ao contrário da maioria dos países, onde a motivação para o avanço na reciclagem veicular é ambiental e econômica, na Argentina o motivador foi o crescimento da criminalidade envolvendo o roubo de veículos e a atuação de desmanches ilegais. Além de reduzir drasticamente a taxa de roubo e furto de veículos ao cortar o principal mecanismo de alimentação da indústria de desmanche ilegal, a medida fez cair uma das
principais causas de homicídios na Argentina — já que 30% das mortes ocorriam durante assaltos aos motoristas, segundo informa Fabián Pons, diretor do Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi Argentina) em artigo do Portal CNseg [18]. “A legislação é amplamente positiva, por combater a indústria de desmanche ilegal e dar destinação aos resíduos sólidos dos veículos segurados que saem de circulação”, afirma Pons. Todo ano o Cesvi Argentina recebe carros condenados, vindos de oito seguradoras, que recebem 40% da receita obtida, segundo reportagem da Revista Quatro Rodas [19], de 2009. Cada veículo é descontaminado e tem até 15 tipos de peças recuperadas. “Só usamos a carroceria e a mecânica motriz”, diz Pons. Partes ligadas à segurança, como freios e suspensão, são enviadas para empresas que podem reaproveitar o material, assim como pneus (usados na produção de cimento) e fluidos (queimados em caldeiras). O US$ 1,5 milhão aplicado teve retorno em 30 meses. Na época da reportagem, havia 29 centros legalizados de reciclagem na Argentina. Brasil tem Norma técnica No Brasil, 98,5% da frota nacional termina em desmanches e depósitos, segundo estimativa do Sindicato do Comércio Atacadista de Sucata Ferrosa e Não Ferrosa (Sindinesfa). Há poucas iniciativas isoladas, como a experiência de Pernambuco relatada anteriormente. Para orientar o destino de todos os componentes do automóvel, pode ser observada a norma ABNT NBR 10004:2004 “Resíduos sólidos – Classificação”, que define detalhadamente o procedimento para cada elemento. A norma classifica os resíduos sólidos quanto aos seus potenciais riscos ao meio ambiente e à saúde pública, para que possam ser gerenciados adequadamente [20]. Os componentes de um automóvel são classificados em dois tipos: Classe I São os resíduos perigosos e devem ter destinação adequada: combustíveis, óleos lubrificantes, fluidos do radiador e freios, baterias e lâmpadas com vapor de mercúrio. Classe II São os componentes recicláveis e podem ser reaproveitados (sucata): chapas de aço, plásticos, bancos, tecidos, fios elétricos, vidros e os pneus de borracha. A reciclagem de veículos se faz em três momentos [13]: — Descontaminação — retirado do veículo baterias, cilindro de gás, catalisadores, fluídos diversos. — Compactação — veículo é colocado numa prensa para diminuir o volume. A compactação é importante também para impedir qualquer reuso de peça. — Trituração — veículo compactado é colocado em super máquinas especiais para serem triturados e ter separados os materiais ferrosos, não ferrosos para serem encaminhados à reciclagem. No livro Reciclagem e sustentabilidade na indústria automobilística [21], Daniel E. Castro elenca os diversos fatores que justificam a necessidade de uma política efetiva de descarte adequado de veículos. “A manutenção de alta carga tributária sobre a sucata, a ausência de programas voltados para a renovação de frota nos quais a reciclagem poderia desempenhar papel importante como ferramenta de apoio e redução de custos, os sucessivos incentivos concedidos às empresas fabricantes de automóveis com pouquíssimas ou nenhuma exigências de práticas de sustentabilidade, a permanência de legislação ineficiente como no caso da baixa de veículos e outros aspectos como a manutenção do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) progressivo no caso dos automóveis, onde o carro mais novo paga mais imposto, incentivando a frota mais velha, mais poluente e sujeita a falhas mecânicas e consequentemente com maiores custo e frequência de manutenções continuar a circular”. Possibilidade de regulamentação Recentemente a Comissão Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou proposta que inclui os veículos automotivos e seus componentes entre os produtos sujeitos à logística reversa. A medida altera a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/10) e está prevista no Projeto de Lei 1862/11, do deputado Décio Lima (PT-SC) [12]. Em entrevista à folha do Meio Ambiente [12], o deputado-relator Giovani Cherini (PDT-RS) considera que “aplicando-se a logística reversa aos veículos automotores, a indústria automobilística terá de responder pela destinação final da sucata de seus produtos”. A reportagem informa ainda que Cherini decidiu aproveitar o projeto de Lima, que tramita apensado ao Projeto de Lei 8005/10, do Senado, por considerá-lo mais atualizado. O PL 8005/10 responsabiliza as empresas que fabricam, importam e comercializam vidros automotivos pela coleta e destinação final do produto inutilizado. Também está sendo examinando o projeto (PLS 67/2013) [14] do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), que insere modificação na Lei de Resíduos Sólidos e que obriga fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes a implementar sistemas para recolher automóveis, de transporte de carga ou de passageiros, após o uso pelo consumidor. Pelo texto da proposição “o uso pelo consumidor dos veículos automotores se encerra quando estes não apresentam condições para a circulação, em consequência de acidente, avaria, mau estado, degradação, abandono ou outro motivo.” Em seus argumentos, o senador defende que a logística reversa de veículos já é realidade nos Estados Unidos, no Japão e na Europa, aonde o reaproveitamento dos carros chega a 95%. “Já o Brasil, apesar de ter ótimos indicadores de reciclagem em materiais como papel, alumínio e vidro, apenas 1,5% da frota de veículos que sai de circulação vai para a reciclagem, segundo estimativa do Sindicato do Comércio Atacadista de Sucata Ferrosa e Não Ferrosa (Sindinesfa)”. A reportagem do Portal de Notícias do Senado [15] informa que o relator, senador Ivo Cassol (PP-RO), considera a logística reversa imprescindível por causa da política de transporte que tem prevalecido no país, com ênfase no transporte rodoviário de cargas e na solução individual para mobilidade urbana. O projeto receberá decisão terminativa na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), norma regimental que permite o envio da proposição para a Câmara dos Deputados caso seja aprovada e não haja recurso para exame pelo Plenário do Senado. Isenção como incentivo No Brasil, a concessão de benefícios tributários ou fiscais possui limitação constitucional (artigo 150, parágrafo 6º, da Constituição Federal) [22] ,de modo que somente uma lei específica pode concedê-los, de sorte a trazer transparência e segurança jurídica, livrando o aplicador da lei da tarefa de manusear infindáveis normas espalhadas na legislação ordinária. Cabe, portanto, não só à classe política brasileira, mas também à sociedade organizada, propiciar o surgimento de ambiente legislativo que viabilize a criação de norma legal específica que desonere fiscalmente as montadoras e demais elos da cadeia produtiva que aderirem à nova postura de reciclagem veicular. Considerações finais Em face à realidade existente no Brasil e a dimensão do problema que envolve questões econômicas, ambientais, de saúde e de segurança, e ainda analisando as soluções aplicadas pelo Japão, União Europeia, Estados Unidos e nossa vizinha Argentina,
consideramos que as soluções adequadas à realidade brasileira vão muito além da logística reversa de veículos. Ao avaliar o conjunto de informações sobre as diversas medidas desenvolvidas no Brasil e em outros países, em nosso entendimento a mais perfeita solução seria a aplicação da logística reversa em sintonia com a norma técnica ABNT-NBR 10004:2004, que determina detalhadamente a destinação de todos os componentes veiculares. Justaposto a isto, empregar as idéias de reciclagem do Japão, EUA e da Argentina, que parecem ser bastante adequadas à nossa realidade. Medidas como incentivo tributário para montadoras e demais elos da cadeia produtiva que adotarem a nova norma, seriam também bem-vindas. Além do benefício fiscal, elas seriam e diferenciadas por um “selo verde da reciclagem ambiental”. Somente com empenho, agregando o conjunto de informações observadas em toda parte do planeta, podemos resolver este grande problema existente em nosso país. Fontes: [1] RIBEIRO, Ricardo. Brasil estuda criar programa de reciclagem de veículos. Folha de S. Paulo, 11 de fevereiro de 2013. Disponível no site www.folha.com.br/no1229072 . Data de acesso: 14/06/2013 [2] Texto da LEI Nº 12.305 disponível no link: www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12305.htm . Data de acesso: 21/06/2013 [3] BARCELLOS, Cid Pavão; WERNINGHAUS, Gisberto. Lixo urbano é de responsabilidade da cadeia produtiva. Revista Consultor Jurídico, 15 de abril de 2012. Disponível no site www.conjur.com.br/2012-abr-15/cadeia-produtiva-lixo-responsavel-retorno-produtoconsumo. Data de acesso: 21/06/2013 [4] PINTO, Pedro Paulo Ayres. Aplicabilidade da logística reversa automotiva. Portal Âmbito Jurídico. Disponível no site www.ambito-juridico.com.br/site/? n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=12245. Data de acesso: 14/06/2013 [5] ROGERS, Dale S. , TIBBEN-LEMBKE, Ronald S.. Going Backwards: Reverse Logistics Trends and Practices. Reno, University of Nevada: 1999. [6] OTOBONI, Jéssica. A conta não fecha: recalls crescem mais do que número de carros. Revista Veja, 16 de junho de 2013. Disponível no site http://veja.abril.com.br/noticia/economia/a-conta-nao-fecha-recalls-crescem-mais-do-que-numerode-carros. Data de acesso: 16/06/2013 [7]Texto do Projeto de Lei PL 23/2011 disponível no link: www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=490919 .Data de acesso: 14/06/2013 [8] ARAÚJO, Pedro Henrique. Frota de carros abandonados cresce na cidade. Revista Veja São Paulo, 16 de março de 2012. Disponível no site http://vejasp.abril.com.br/materia/carros-abandonados. Data de acesso: 16/06/2013 [9] Imprensa Detran-Pe. DETRAN passa a reciclar sucatas de veículos apreendidos. Portal Detran-PE. Disponível no site www.detran.pe.gov.br/index.php? option=com_content&view=article&id=2450:detran-passa-a-reciclar-sucatas-de-veiculosapreendidos&catid=2:transito&Itemid=256 . Data de acesso: 15/06/2013 [10] STREIT, Rosalvo. Japão recupera 95% dos componentes de veículos reciclados. Agência CNT de Notícias, 15 de março de 2012. Disponível no site www.cnt.org.br/Paginas/Agencia_Noticia.aspx?n=8111.Data de acesso: 15/06/2013 [11] Gestão de veículos em fim de vida / Sínteses da legislação da UE. Portal Oficial da União Europeia, 26 de setembro de 2011. Disponível no site http://europa.eu/legislation_summaries/environment/waste_management/l21225_pt.htm . Data de acesso: 19/07/2013 [12] GORGULHO, Silvestre. Logística reversa de veículos no Brasil. Folha do Meio Ambiente, 20 de abril de 2013. Disponível no site www.folhadomeio.com.br/publix/fma/folha/2013/04/lata239.html Data de acesso: 14/06/2013 [13] Texto do Projeto de Lei PL 1862/2011 disponível no link: http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=512652. Data de acesso: 14/06/2013 [14] Texto do Projeto de Lei PLS 67/2013 disponível no link: http://www.senado.gov.br/atividade/materia/getPDF.asp?t=123410&tp=1 . Data de acesso: 14/06/2013 [15] COSTA, Denise. Fabricantes poderão ser obrigados a recolher componentes de automóveis fora de circulação. Agência Senado, 02 de maio de 2013. Disponível no site www12.senado.gov.br/noticias/materias/2013/05/02/fabricantes-poderao-ser-obrigados-arecolher-componentes-de-automoveis-fora-de-circulacao Data de acesso: 14/06/2013 [16] CASTRO, Daniel E. A reciclagem de veículos leva a um novo modelo econômico sustentável, diz especialista. Agência CNT de Notícias, 14 de março de 2013. Disponível no site: www.cnt.org.br/Paginas/Agencia_Noticia.aspx?n=8816. Data de acesso: 20/07/2013 [17] MINDLIN, Sérgio. Sérgio Mindlin comenta: “Reciclagem de veículos começa a ser discutida no Brasil”. Portal Instituto Ethos. Disponível no site: www1.ethos.org.br/EthosWeb/pt/2771/servicos_do_portal/noticias/itens/sergio_mindlin_comenta_%E2%80%9Creciclagem_de_veiculos_comeca_a_ser_discutida_no_brasi Data de acesso: 19/07/2013 [18] Experiência argentina mostra vantagens da reciclagem de veículos. Portal da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), 28 de Maio de 2013. Disponível no site www.cnseg.org.br/cnseg/servicos-apoio/noticias/experiencia-argentina-mostra-vantagens-dareciclagem-de-veiculos.html . Data de acesso: 19/07/2013. [19] PITTA, Iuri. Vizinho exemplar. Revista Quatro Rodas, agosto de 2009. Disponível no site www.planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/reciclagem-argentina-lei-automovel489060.shtml . Data de acesso: 19/07/2013. [20] Norma Técnica ABNT NBR 10004:2004. ABNT Catálogo. Portal da Associação Brasileira de Normas Técnicas. Disponível no site www.abntcatalogo.com.br/norma.aspx?ID=936 . Data de acesso: 19/07/2013. [21] CASTRO, Daniel E. Reciclagem e sustentabilidade na indústria automobilística, Belo Horizonte, [s.n.], 2012. [22] BARROSO, Darlan; ARAUJO JUNIOR, Marco Antonio - Vade Mecum – 5. Ed. rev., ampl. e atual. – São Paulo : Editora Revista dos Tribunais, 2013. – (Coleção RT Códigos).
tópicos:
Veja também Medo
Mulheres
Aumenta o número de mulheres que trabalham como
Alteração
Empregos
Título: "Vendas estagnadas" Autor: Redação Coluna: Nome do Veículo: ZERO HORA Cidade: WEB País: BRASIL Data de Capa: 26/08/2013 Nome do Cliente: FENABRAVE Categoria: Fenabrave Disponibilização: 26/08/2013
Tipo de Veículo: SITE
Estado: WEB Origem: On Line Palavra Chave: FENABRAVE
LISTA |
IMPR IMIR |
ENVIAR | LETRA
A-|
A+
26 de agosto de 2013 | N° 17534
INFORME ECONÔMICO | ELIO BANDEIRA - interino
Vendas estagnadas Um dos setores da economia que não anda nada satisfeito é o de rev enda de v eículos seminov os. A ntes era com a diminuição do IPI, que reduziu o preço dos carros nov os e estancou as v endas. Agora, os negócios enfrentam o problema das tax as de transferência, consideradas altas no Estado. A recém criada Agenciauto-RS, que reúne 50 rev endas do setor e pretende chegar a 300 até o final do ano, já começou a tratar do assunto com o gov erno do Estado e o Detran. Para transferir um Gol 201 0, por ex emplo, a tax a no Estado é de R$ 7 1 1 ,66, enquanto que no Rio de Janeiro é bem menor, de R$ 1 01 ,7 7 . Ou seja, com o v alor pago aqui é possív el transferir sete v eículos em território fluminense. – Com isso, as v endas ficaram estagnadas aqui no Estado. Em Santa Catarina, onde a taxa é de cerca de R$ 1 30, as v endas subiram 4% no primeiro semestre – diz o presidente da associação, Décio Bonato (foto). A entidade também critica a incidência de ICMS na aquisição de v eículos seminov os e usados, justificando que o imposto já é cobrado em toda a cadeia produtiv a. Um documento com as reiv indicações do setor foi encaminhado à Secretaria de Administração, com apoio de outras entidades, como Fenabrav e e sindicato das concessionárias.
Título: Lixo automotivo é responsabilidade da cadeia produtiva Autor: Redação Coluna: Nome do Veículo: JUSBRASIL Cidade: WEB País: BRASIL Data de Capa: 24/08/2013 Nome do Cliente: FENABRAVE Categoria: Fenabrave Disponibilização: 26/08/2013
Tipo de Veículo: SITE
Estado: WEB Origem: On Line Palavra Chave: FENABRAVE
JusBrasil - Notícias 26 de agosto de 2013
Lixo automotivo é responsabilidade da cadeia produtiva Publicado por Cons ultor Jurídico (extr aído pelo JusBr asil) - 1 dia atrás
O B rasil é o quart o maior mercado do mundo em veículos aut omotivos e ainda não tem uma legislação ou um programa que indique o que será feito com o c arro velho. A afirmação do presidente da Federação Nac ional da Distribuição de Veículos A utomotores (Fenabrave), Flávio Meneghett i, em entrevist a à Folha de São P aulo [1], traz à tona a urgent e nec essidade de criação de uma regulamentação sobre o descarte ambientalment e adequado dos veículos automotivos , hoje inexistente.
O país c onta com a recente P olítica Nacional de Resíduos S ólidos (PNRS), Lei 12.305/2010 [2], que est abeleceu a dest inação final de resíduos sólidos. E la traz como um de s eus principais instrument os a implementação da logíst ica revers a, que é o retorno dos produtos à indúst ria depois do c onsumo, e a res ponsabiliz a por danos ao meio ambiente c ausados pelo descart e inc orret o do material. Além disso, exige coletas seletivas em t odo o país , o fim dos lix ões e a respons abilidade compartilhada entre quem fabrica, comercializa e cons ome o produto, conforme o artigo Lixo urbano é de responsabilidade da cadeia produtiva [3] .
Ent retanto, a nova Política não c ontem pla a regulamentação para automóveis. Pela PNRS, c uja m eta é alc ançar o índice de reciclagem de 20% em 2015, até 2014 deverão est ar cumprindo a logís tica reversa os fabricantes e comerciantes de agrotóxicos (seus resíduos e embalagens); pilhas e baterias; pneus; óleos lubrific antes (seus derivados e embalagens); lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e merc úrio e de luz mist a; além de produtos eletroelet rônic os e seus componentes.
Em seu artigo Aplicabilidade da logíst ica revers a aut omotiva [4], Pedro P aulo Ayres Pint o considera que a indústria aut omotiva es tá enfrent ando uma c rescente pressão para aplicar atividades verdes dentro da ges tão da cadeia produt iva. Ayres Pint o afirma que não res tam dúvidas que o avanço tecnológic o e a utilizaç ão de materiais diversificados trouxeram enormes avanços a este s etor, entretant o, com as rec entes preocupaç ões ambientais, podemos afirmar que o sucesso da indúst ria automotiva em longo prazo dependerá da capacidade do setor para mixar o s eu produto final e a cadeia produtiva, c om a garantia de um fut uro ecologicamente s ustentável, afinal, não é crível descons truir a tríade referencial de proteção ao meio ambiente, aplicação de rec ursos sociais e o fator econôm ico na bus ca de um des envolvimento sustent ável.
Importância e conôm ica
Os dados econômicos sobre Logística Reversa, aqui apresent ados, baseiam-s e em estimativas projetadas por algumas pesquisas nos Es tados Unidos, e em pesquisas em Logístic a Reversa de Pós Consumo em alguns s etores no Brasil. Como os dados são setoriais e o interesse desta nova área é recente, acreditamos que as estimativas at uais sejam ainda conservadoras . No entanto, pode-s e inferir o pot encial de ganho e as oportunidades de desenvolvimento nesta nova área .
Nos Estados Unidos , pes quisas est imam em cerca de US$ 35 bilhões os custos de retorno de bens em 1997, ou seja cerc a de 0,5 % do PNB do país , ou 4% dos cus tos logíst icos totais (US $ 862 bilhões em 1997). S oment e o mercado de peças de automóveis remanufaturadas nest e país foi de US$ 36 bilhões em 1997, de acordo com a A utomobile Parts Rebuilders Ass ociat ion, através da atuação de 12 mil empres as de desmontagem de automóveis e de remanufat ura de peç as em atividade atualment e no país. [5]
A dimensão do problema
De acordo com a Fenabrave, a frot a brasileira de carros tem idade média de 12 anos e a s ituaç ão dos caminhões é ainda mais preoc upant e, com idade média de 23 anos. E es te é um mercado que cresc e a cada ano. Segundo a Ass ociaç ão Nacional dos Fabricant es de Veíc ulos Automotores (Anfavea), em 2012 foram comercializados 400 mil veículos no país. E a produç ão anual de veículos cres ceu 110% entre 2003 e 2012, com o licenciam ento de 20 milhões de novos carros (nacionais e im portados) neste período, conforme dados divulgados em reportagem da Veja [6].
O grande problema está na forma c omo o veíc ulo que já não está mais em condições de uso é des cartado. Quando não são levados a desmanches, que muitas vez es at uam de forma inadequada, os carros s ão simples mente abandonados nas ruas das cidades ou apreendidos por órgãos de trânsit o e ent ulhados em depósitos a céu aberto. Expos tos ao tempo, não têm o adequado recolhimento dos fluidos contaminantes , muitas vezes não podem ter s eus materiais reaproveitados, além de se tornarem foco para a proliferação de mosquitos, inclusive o da dengue.
Cabe aqui um parêntese: sobre os desmanches , seguiu para apreciação do Senado o Projeto de Lei 23/ 2011[ 7], do deputado Armando V ergílio (PSD-GO), aprovado pela Câmara no início de junho de 2013, que disc iplina o funcionamento de empresas de desmont agem de veículos.
Ret omando, somente na c idade de S ão Paulo, são abandonados em média 1,5 mil carros por ano, segundo estimativas da prefeitura. Em reportagem, a revist a Veja [8] revela que a fiscalização rec olheu no ano pass ado uma média de 1,3 mil carcaças, um número recorde na hist ória, segundo a prefeitura paulistana. A burocracia e a mult a de R$ 12 mil deses timulam o proprietário a reaver seu bem, que acaba indo para leilão de suc atas. Um quilo de ferragem é vendido, em média, por 30 centavos, informa a reportagem.
Já em Pernambuco, o Departam ento Estadual de Trânsito (Det ran-P E) passou a reaproveitar para rec iclagem os veíc ulos considerados sucata, pass ando pelo processo de des contaminaç ão e trituração. Em matéria no port al do órgão [9] , a presidente do Detran-PE, Fátima Bezerra, estima que com o novo formato vai impedir o reaproveitamento de c arcaç as para a const rução de c arros artesanais usados de maneira indevida e retirará de circulação uma média de 500 carros das vias a c ada ano.
O sucesso do Japão
Uma das experiências mais bem suc edidas em recic lagem automotiva no mundo é a do Japão, que c onta com legislação específica e recic la anualmente 3,6 milhões de veículos, ônibus e caminhões. Durant e o II Seminário Int ernac ional sobre Rec iclagem de Veíc ulos e Renovação de Frota, promovido pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), em 2012, empres ários japoneses apresentaram detalhes da prática no país.
O artigo [10] sobre o evento informa que, para um aut omóvel, a taxa média de recuperação é d. ..
Ver notícia em Consultor Jurídico Disponível em : htt p://c onsultor-juridico.jusbras il.com.br/ notic ias/100661463/lixo-automotivo-eres ponsabilidade-da-cadeia-produt iva
Título: Outlander ganha até 7 lugares e chega a partir de R$ 102.990 Autor: Redação Coluna: Nome do Veículo: TERRA Cidade: WEB País: BRASIL Data de Capa: 24/08/2013 Nome do Cliente: FENABRAVE Categoria: Fenabrave Disponibilização: 26/08/2013
Tipo de Veículo: SITE
Estado: WEB Origem: On Line Palavra Chave: FENABRAVE
24 de Agosto de 2013 • 08h00
Outlander ganha até 7 lugares e chega a partir de R$ 102.990 Importado do Japão, o crossover foi praticamente reconstruído, mas manteve a mesma ditância de entre-eixos e opções de motores
Peter Fussy Direto de Mogi Guaçu
A Mitsubishi começa a vender no Brasil a partir de setembro a terceira geração do Outlander, que ganhou novo visual, bom pacote de equipamentos e uma terceira fila de bancos para levar até sete pessoas. Na versão de entrada, com motor 2.0 l e tração 4x2, o modelo será R$ 2,7 mil mais caro que seu antecessor, partindo de R$ 102.990, mas quem quiser usufruir de toda a tecnologia disponível, e também acelerar o motor V6 de 3.0 l, não gastará menos que R$ 139.990.
Importado do Japão, o crossover foi praticamente reconstruído, mas manteve a mesma ditância de entreeixos e opções de motores. Os primeiros a avistarem o veículo nas ruas brasileiras terão dificuldade em
reconhecê-lo. A frente perdeu a grade em formato de trapézio que identifica outros modelos da marca, como o irmão ASX e o sedã Lancer. Na parte de trás, a tampa bipartida do porta-malas deu lugar a uma convencional inteiriça. A versão mais barata vem com o já conhecido motor 2.0 l, de 160 cavalos de potência, e câmbio CVT. A partir de R$ 102.990, o pacote de série oferece rack de teto, sensores automático de luz e chuva, teto solar, bancos em couro com aquecimento e ajuste elétrico para o motorista, airbags duplos, laterais e de cortina, ar-condicionado e sistema multimídia com rádio, CD, DVD, MP3 e Bluetooth. A opção para transportar até sete pessoas na terceira fileira de bancos está disponível apenas para a versão GT, que já vem com propulsor V6 de 240 cv, câmbio automático e tração 4x4. A partir de R$ 130.990, o crossover ganha também nove airbags, GPS integrado, câmera de ré e sensor de estacionamento. No entanto, as melhores novidades tecnológicas do Outlander só estão no modelo GT com o que a fabricante chama de Full Technology Pack, que custa mais R$ 9 mil. Por R$ 139.990, o cliente terá o piloto automático adaptativo (ACC), um sistema de radar que evita colisões frontais em baixas velocidades com frenagem total do veículo (FCM), faróis de xênon e abertura eletrônica do porta-malas por meio da chave. Enquanto a versão de entrada deve combater de frente Chevrolet Captiva, Honda CR-V, Volkswagen Tiguan e Fiat Freemont, o modelo mais equipado já terá como rivais Hyundai SantaFé, Kia Sorento, Ford Edge e Land Rover Freelander. A representante da Mitsubishi no Brasil espera ampliar as vendas para cerca de 600 unidades mensais – a versão anterior acumula 1.785 emplacamentos entre janeiro e julho deste ano, o que significa uma média de 255 unidades/mês, segundo a Fenabrave. De acordo do Reinaldo Muratori, diretor de engenharia da Mitsubishi, o Outlander não é um modelo de volume em nenhum mercado que participa e por enquanto não há intenção de fabricar o carro no Brasil. “Se o volume for maior, voltamos a avaliar. Já temos todos os estudos prontos”, afirmou. Caso as expectativas da montadora se cumprirem, o Outlander representará cerca de 70% da cota de
Conheça o novo Mitsubishi Outlander com até 7 lugares
importação sem acréscimo de IPI dentro do regime Inovar-Auto. Teste Em duas etapas, testamos no novo Outlander GT com Full Technology Pack no interior de São Paulo, onde a Mitsubishi mantém um autódromo e um centro de treinamento. No circuito fechado, avaliamos a estabilidade e dirigibilidade da nova geração, incluindo o funcionamento de equipamentos como freios ABS, controle de tração e o novo sistema de radar que evita colisões. Já nas estradas próximas a Mogi Guaçu, o destaque ficou por conta do piloto automático adaptativo. Como não poderia faltar em um veículo 4x4, o
Outlander também encarou com tranquilidade um pequeno circuito off-road. Ao sentar no banco do motorista, algumas novidades já podem ser percebidas. O volante ganhou ajuste de profundidade, além de altura. Embora bastante simples e conservador, o console central é levemente voltado ao piloto para criar a ideia de um “cockpit”. Para acionar o motor, o botão start/stop fica do lado direito, atrás do volante, enquanto a chave é guardada na parte inferior do console. Outra mudança é a direção com assistência elétrica no lugar da hidráulica. A central multimídia tem tela de sete polegadas sensível ao toque e a interatividade de um tablet. As funções de som, GPS ou televisão podem ser acessadas por meio do menu ou simplesmente deslizando os dedos sobre o monitor, como se estivesse virando a página. Além de DVD e TV digital, o sistema está preparado para receber como acessório opcional monitor digital da pressão dos pneus e câmera dianteira fulltime, como aquelas usadas na Rússia, que rendem tantos vídeos estranhos de acidentes e brigas na web. Colocamos a central em uma tela interessante, que pode ser acessada com dois toques no botão Menu e mostra ao mesmo tempo a variação da aceleração medida em “g”, aceleração lateral (força exercida sobre o carro ao fazer uma curva), bússola, inclinação frontal e altitude. Na pista do autódromo Vello Cittá, os “paddle shifters” fixos na coluna do volante se mostram funcionais para acompanhar o câmbio automático tradicional. Com o limite de um carro que tem 1,68 metro de altura, o Outlander teve certa agilidade em movimentos bruscos, como em mudanças de faixas repentinas, com ou sem frenagem auxiliada pelo ABS. Porém, o mais interessante foi o teste do FCM. O sistema pode ser ligado ou desligado por meio de botão no lado esquerdo do painel, atrás do volante. Quando em funcionamento, o radar instalado na grade frontal detecta a aproximação de objetos sólidos à frente e avisa o condutor com um aviso sonoro e visual (“Brake” piscando no painel de instrumentos). Caso o motorista não esboce reação, nem no pedal do freio, nem ao volante, o sistema freia o veículo automaticamente em velocidades até 30 km/h. Mesmo com o obstáculo colocado na pista sendo um balão de ar com o desenho da traseira de um Lancer, é difícil controlar o pé, mas o sistema cumpriu perfeita mente seu papel. Diferente do modelo disponível em carros da Volvo, o FCM não detecta pedestres ou outros tipos de obstáculos como cones, bicicletas ou outros de menor volume. O mesma sistema também emite alertas na estrada ao se aproximar rapidamente da traseira de um veículo. Ainda restrita a veículos de alto luxo, a oferta do piloto automático adaptativo (ACC) se expande com o Outlander no Brasil. Ao acionar o botão na parte direita do volante, o painel de instrumentos já mostra a imagem de faixas que levam até o desenho da traseira de um carro (se houver carro à frente, o desenho é sólido, se não houver fica transparente). Em seguida, basta acionar a pequena alavanca “Set” para determinar a velocidade. A partir daí, o sistema já está em funcionamento e o motorista só precisa mexer o volante. A velocidade
escolhida só é reduzida automaticamente caso apareça um veículo na frente, e retomada gradualmente quando a pista ficar livre. O equipamento auxilia a condução na estrada, é um sonho de consumo para quem fica horas no trânsito de metrópoles e mais um passo rumo a um futuro de carros autônomos. Para quem ainda prefere acelerar, o motor V6 não perde fôlego em retomadas, mas o tamanho e a altura comrpometem a estabilidade a velocidades mais altas. Mitsubishi All New Outlander chega às lojas da marca em setembro
Sem luxo, o Outlander prima pelo espaço interno, caso
Foto: Divulgação
não se opte por transpotar mais do que cinco pessoas. Levantada por alças no porta-malas, a terceira fileira com dois bancos reduz o volume de carga de 798 l (com 5
pessoas) para praticamente nada. Mesmo com acesso facilitado pelo deslizamento de 25 cm da segunda fileira, os bancos de trás são confortáveis apenas para crianças. Mas com as duas fileiras rebatidas e acomodadas no assoalho, o porta-malas se torna um compartimento para 1.625 litros, que comporta uma pessoa de 1,70 metro deitada. Ficha técnica Mitsubishi Outlander GT Full Techonology Pack Motor: 3.0 l V6 Potência: 240 cv Transmissão: automática de seis velocidades e shift paddles Peso: 1.570 kg Porta-malas: 798 l (com terceira fileira rebatida) itens de série: faróis xênon, lavador de farol e regulagem automática, farol de neblina, rack de teto, teto solar, ar-condicionado digital de duas zonas, banco do motorista com ajuste elétrico, bancos dianteiros com aquecimento, revestimento em couro, comando de áudio no volante, computador de bordo, direção com assistência elétrica, sensor de chuva e crepuscular, sensor de estacionamento, sistema de áudio com CD/MP3/DVD, GPS, USB e interface para iPod e iPhone, tampa do porta-malas com abertura eletrônica, nove airbags, ABS com EBD, controle de tração e estabilidade, piloto automático adaptativo, Brake Assist System (BAS), câmera de ré, Forward Collision Mitigation (FCM), Hill Start Assist System (HSA), sistema de tração 4WD O jornalista viajou a convite da MMCB.
Título: Lixo automotivo é responsabilidade da cadeia produtiva Autor: Redação Coluna: Nome do Veículo: CONSULTOR JURÍDICO Cidade: WEB País: BRASIL Data de Capa: 24/08/2013 Nome do Cliente: FENABRAVE Categoria: Fenabrave Disponibilização: 26/08/2013
Tipo de Veículo: SITE
Estado: WEB Origem: On Line Palavra Chave: FENABRAVE
Texto publicado sábado, dia 24 de agosto de 2013
ARTIGOS
Lixo automotivo é responsabilidade da cadeia produtiva POR CID PAVÃO BARCELLOS
O Brasil é o quarto maior mercado do mundo em veículos automotivos e ainda não tem uma legislação ou um programa que indique o que será feito com o carro velho. A afirmação do presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veíc ulos Automotores (Fenabrave), Flávio Meneghetti, em entrevista à Folha de São Paulo [1], traz à tona a urgente necessidade de criaç ão de uma regulamentação sobre o descarte ambientalmente adequado dos veículos automotivos, hoje inexistente. O país conta com a rec ente Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), Lei 12.305/2010 [2], que estabeleceu a destinaç ão final de resíduos sólidos. Ela traz como um de seus principais instrumentos a implementação da logístic a reversa, que é o retorno dos produtos à indústria depois do c onsumo, e a responsabiliza por danos ao meio ambiente causados pelo descarte incorreto do material. Além disso, exige coletas seletivas em todo o país, o fim dos lixões e a responsabilidade compartilhada entre quem fabrica, comercializa e consome o produto, conforme o artigo Lixo urbano é de responsabilidade da c adeia produtiva [3]. Entretanto, a nova Política não contempla a regulamentação para automóveis. Pela PNRS, cuja meta é alc anç ar o índice de recic lagem de 20% em 2015, até 2014 deverão estar cumprindo a logística reversa os fabricantes e comerciantes de agrotóxicos (seus resíduos e embalagens); pilhas e baterias; pneus; óleos lubrificantes (seus derivados e embalagens); lâmpadas fluoresc entes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista; além de produtos eletroeletrônic os e seus componentes. Em seu artigo Aplicabilidade da logístic a reversa automotiva [4], Pedro Paulo Ayres Pinto considera que a indústria automotiva está enfrentando uma c resc ente pressão para aplic ar “atividades verdes” dentro da gestão da cadeia produtiva. Ayres Pinto afirma que não restam dúvidas que o avanço tecnológico e a utilização de materiais diversific ados trouxeram enormes avanços a este setor, entretanto, com as rec entes preocupações ambientais, podemos afirmar que o suc esso da indústria automotiva em longo prazo dependerá da c apacidade do setor para mixar o seu produto final e a c adeia produtiva, com a garantia de um futuro ecologic amente sustentável, afinal, não é crível desconstruir a tríade referencial de proteção ao meio ambiente, aplicação de recursos sociais e o fator econômico na busc a de um desenvolvimento sustentável. Importância econômica Os dados ec onômic os sobre Logística Reversa, aqui apresentados, baseiam-se em estimativas projetadas por algumas pesquisas nos Estados Unidos, e em pesquisas em Logística Reversa de Pós Consumo em alguns setores no Brasil. Como os dados são setoriais e o interesse desta nova área é rec ente, acreditamos que as estimativas atuais sejam ainda conservadoras. No entanto, pode-se inferir o potencial de ganho e as oportunidades de desenvolvimento nesta nova área . Nos Estados Unidos, pesquisas estimam em c erca de US$ 35 bilhões os custos de retorno de bens em 1997, ou seja c erca de 0,5 % do PNB do país, ou 4% dos custos logísticos totais ( US$ 862 bilhões em 1997). Somente o merc ado de peças de automóveis remanufaturadas neste país foi de US$ 36 bilhões em 1997, de ac ordo com a Automobile Parts Rebuilders Assoc iation, através da atuação de 12 mil empresas de desmontagem de automóveis e de remanufatura de peças em atividade atualmente no país. [5] A dimensão do problema De acordo com a Fenabrave, a frota brasileira de carros tem idade média de 12 anos e a situaç ão dos caminhões é ainda mais preoc upante, c om idade média de 23 anos. E este é um mercado que c resc e a c ada ano. Segundo a Assoc iaç ão Nac ional dos Fabric antes de Veículos Automotores (Anfavea), em 2012 foram comercializados 400 mil veículos no país. E a produção anual de veículos c resc eu 110% entre 2003 e 2012, com o licenciamento de 20 milhões de novos carros (nacionais e importados) neste período, conforme dados divulgados em reportagem da Veja [6]. O grande problema está na forma como o veículo que já não está mais em c ondiç ões de uso é descartado. Quando não são levados a desmanc hes, que muitas vezes atuam de forma inadequada, os c arros são simplesmente abandonados nas ruas das cidades ou apreendidos por órgãos de trânsito e entulhados em depósitos a céu aberto. Expostos ao tempo, não têm o adequado rec olhimento dos fluidos contaminantes, muitas vezes não podem ter seus materiais reaproveitados, além de se tornarem foco para a proliferação de mosquitos, inclusive o da dengue. Cabe aqui um parêntese: sobre os desmanches, seguiu para apreciaç ão do Senado o Projeto de Lei 23/2011[7], do deputado Armando Vergílio (PSD-GO), aprovado pela Câmara no início de junho de 2013, que disc iplina o func ionamento de empresas de desmontagem de veíc ulos. Retomando, somente na c idade de São Paulo, são abandonados em média 1,5 mil c arros por ano, segundo estimativas da prefeitura. Em reportagem, a revista Veja [8] revela que a fisc alização rec olheu no ano passado uma média de 1,3 mil carc aç as, um número recorde na história, segundo a prefeitura paulistana. A burocrac ia e a multa de R$ 12 mil desestimulam o proprietário a reaver seu bem, que ac aba indo para leilão de suc atas. “Um quilo de ferragem é vendido, em média, por 30 centavos”, informa a reportagem. Já em Pernambuc o, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-PE) passou a reaproveitar para recic lagem os veíc ulos considerados “sucata”, passando pelo proc esso de desc ontaminação e trituração. Em matéria no portal do órgão [9], a presidente do Detran-PE, Fátima Bezerra, estima que c om o novo formato vai impedir o
reaproveitamento de c arcaças para a construção de c arros “artesanais” usados de maneira indevida e retirará de circulaç ão uma média de 500 c arros das vias a cada ano. O sucesso do Japão Uma das experiências mais bem suc edidas em rec ic lagem automotiva no mundo é a do Japão, que conta c om legislação espec ífica e recicla anualmente 3,6 milhões de veículos, ônibus e caminhões. Durante o II Seminário Internacional sobre Rec ic lagem de Veíc ulos e Renovação de Frota, promovido pela Confederaç ão Nac ional do Transporte (CNT), em 2012, empresários japoneses apresentaram detalhes da prática no país. O artigo [10] sobre o evento informa que, para um automóvel, a taxa média de recuperação é de 95% dos c omponentes. Além das peças, para um veículo de uma tonelada são reaproveitados, em média, 800 Kg de ferro, 9 Kg de cobre (totalmente reutilizados), 68 Kg de alumínio e 3 g de platina e paládio. Sobram 55 Kg, que são enviados para aterros. O material é reaproveitado e retorna para a cadeia produtiva, gerando crescimento econômico e sustentável. Outra vantagem descrita pelos japoneses é que o preço dos c omponentes usados representa apenas um terç o ou um quinto do valor cobrado pelas peças novas. Reciclagem na União Europeia A União Europeia definiu requisitos para fabricantes locais e importadores de veículos para que os novos automóveis tenham a reciclagem simplificada. As regras, que vêm sendo definidas desde 2000, pretendem limitar a produção de resíduos em novos veíc ulos além de intensificar a reutilização, a rec ic lagem e outras formas de valorizaç ão, tanto dos veículos em fim de vida, c omo de seus componentes. Os resultados têm sido promissores. A reutilizaç ão de componentes e reciclagem veicular se aproxima de sua meta para 2015, que é de 85%, segundo artigo de Pedro Paulo Ayres Pinto [4]. O texto indica que a frota atual dos veículos em circulação nos países membros da Comunidade Europeia já ultrapassa os 238 milhões de veículos. “A c omunidade Europeia envia os chamados ELVs (End Life Veicules), para enc aminhamento de reciclagem com frequência, cerca de 14 milhões de unidades anuais, o que representa uma taxa de aproximadamente 5,9% da frota em circulaç ão”, informa. Está definido que os Estados-membros devem garantir o recolhimento dos resíduos provenientes dos veíc ulos em fim de vida e a sua transferênc ia para instalações de tratamento autorizadas. Com o objetivo de aumentar a taxa de reutilização e valorização (reciclagem, recuperação, regeneração, etc.) dos c omponentes dos veículos, foram fixadas metas de taxa de reutilizaç ão (em massa média por veículo e por ano): 80 % até 1 de Janeiro de 2006 e 85 % até 1 de Janeiro de 2015. Estas normas podem ser examinadas no portal oficial da União Europeia [11]. A informaç ão é um dos mecanismos para garantir a efic iência de todo o processo. Os fabricantes passam a utilizar normas de c odific ação para identificar c omponentes e materiais, facilitando o desmantelamento. Os produtores, distribuidores, unidades de desmantelamento e outros envolvidos no proc esso, deverão publicar as atualizações sobre a conc epç ão dos veículos e componentes, inclusive sobre sua c apacidade de valorizaç ão e reciclagem; têm que orientar sobre o tratamento dos veíc ulos em fim de vida; e terão que divulgar o desenvolvimento e progressos alcanç ados na reutilizaç ão, reciclagem e valorização dos veículos em fim de vida e seus componentes. A visão dos Estados Unidos Nos Estados Unidos não existe uma lei específic a para a rec ic lagem de veíc ulos, mas existem várias regulamentações ambientais que fazem com que os fabric antes gerenc iem os resíduos dos veículos em fim de vida útil, segundo o artigo de Daniel E. Castro. [16] Ele observa que, c om isso, a maior parte dos veículos é reciclada para recuperar os materiais de grande valor econômico c omo sucatas metálic as e autopeç as. Mesmo sem a regulamentação, Pedro Paulo Ayres Pinto ressalta em artigo [4] que os EUA reciclam 5,6% de sua frota, obtendo 75% de aproveitamento em matéria prima reutilizada, números que se aproximam daqueles determinados pelas diretrizes europeias. “Com semelhança ao processo Japonês, um acordo setorial entre fabricantes e estados possibilita a troc a de veículos velhos por modelos novos e atualizados tecnologicamente e menos poluentes, através de Leis de incentivo, afinal, há muito se percebe a concorrência entre os veículos de fabricaç ão americ ana e aqueles importados dos países asiáticos” afirma. O modelo da Argentina Na América Latina, a maior referênc ia em rec iclagem automotiva localiza-se na Argentina: o Centro de Experimentación e Seguridad Vial (Cesvi), segundo artigo de Sérgio Mindlin [17]. O governo federal criou marc os legais e garantiu rec ursos nec essários para a abertura dos centros especializados em rec ic lagem em vários pontos do país, o Cesvi, inc lusive c om o apoio das montadoras. Segundo Mindlin, os c entros de reciclagem remanufaturam peças de 250 c arros por mês e, desde 2005, já comercializaram 25 mil peças que, de outra forma, estariam poluindo o solo e a água em algum aterro sanitário. “Para a c onc essionária ou consumidor final, a peç a rec ic lada c usta até 30% menos do que uma nova. Nesse proc esso, 15 peç as são recuperadas por veíc ulo e vendidas separadamente. No entanto, em muitos casos a soma dos preços delas chega a ser maior do que o preço de merc ado do carro usado. E este tem sido o maior inc entivo à renovação de frota e à participação das montadoras na reciclagem”, afirma. Ao c ontrário da maioria dos países, onde a motivaç ão para o avanç o na reciclagem veicular é ambiental e econômic a, na Argentina o motivador foi o cresc imento da criminalidade envolvendo o roubo de veículos e a atuaç ão de desmanches ilegais. Além de reduzir drasticamente a taxa de roubo e furto de veíc ulos ao cortar o principal mec anismo de alimentação da indústria de desmanche ilegal, a medida fez cair uma das princ ipais causas de homic ídios na Argentina — já que 30% das mortes oc orriam durante assaltos aos motoristas, segundo informa Fabián Pons, diretor do Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi Argentina) em artigo do Portal CNseg [18]. “A legislação é amplamente positiva, por c ombater a indústria de desmanc he ilegal e dar destinaç ão aos resíduos sólidos dos veículos segurados que saem de c irc ulação”, afirma Pons. Todo ano o Cesvi Argentina recebe carros condenados, vindos de oito seguradoras, que recebem 40% da receita obtida, segundo reportagem da Revista Quatro Rodas [19], de 2009. Cada veículo é descontaminado e tem até 15 tipos de peças rec uperadas. “Só usamos a c arroc eria e a mec ânic a motriz”, diz Pons. Partes ligadas à segurança, como freios e suspensão, são enviadas para empresas que podem reaproveitar o material, assim
como pneus (usados na produç ão de cimento) e fluidos (queimados em caldeiras). O US$ 1,5 milhão aplicado teve retorno em 30 meses. Na época da reportagem, havia 29 c entros legalizados de reciclagem na Argentina. Brasil tem Norma técnica No Brasil, 98,5% da frota nac ional termina em desmanches e depósitos, segundo estimativa do Sindic ato do Comérc io Atac adista de Suc ata Ferrosa e Não Ferrosa (Sindinesfa). Há poucas inic iativas isoladas, como a experiência de Pernambuco relatada anteriormente. Para orientar o destino de todos os c omponentes do automóvel, pode ser observada a norma ABNT NBR 10004:2004 “Resíduos sólidos – Classificaç ão”, que define detalhadamente o procedimento para c ada elemento. A norma c lassific a os resíduos sólidos quanto aos seus potenciais risc os ao meio ambiente e à saúde pública, para que possam ser gerenciados adequadamente [20]. Os c omponentes de um automóvel são classificados em dois tipos: Classe I São os resíduos perigosos e devem ter destinaç ão adequada: combustíveis, óleos lubrificantes, fluidos do radiador e freios, baterias e lâmpadas c om vapor de merc úrio. Classe II São os c omponentes recicláveis e podem ser reaproveitados (sucata): c hapas de aç o, plásticos, bancos, tecidos, fios elétricos, vidros e os pneus de borracha. A rec ic lagem de veículos se faz em três momentos [13]: — Descontaminação — retirado do veículo baterias, c ilindro de gás, catalisadores, fluídos diversos. — Compac taç ão — veículo é coloc ado numa prensa para diminuir o volume. A compactação é importante também para impedir qualquer reuso de peç a. — Trituraç ão — veículo c ompactado é coloc ado em super máquinas espec iais para serem triturados e ter separados os materiais ferrosos, não ferrosos para serem encaminhados à reciclagem. No livro Reciclagem e sustentabilidade na indústria automobilística [21], Daniel E. Castro elenc a os diversos fatores que justificam a necessidade de uma política efetiva de descarte adequado de veículos. “A manutenção de alta carga tributária sobre a suc ata, a ausênc ia de programas voltados para a renovação de frota nos quais a reciclagem poderia desempenhar papel importante como ferramenta de apoio e reduç ão de custos, os suc essivos incentivos c oncedidos às empresas fabric antes de automóveis com pouquíssimas ou nenhuma exigências de práticas de sustentabilidade, a permanênc ia de legislação inefic iente c omo no caso da baixa de veículos e outros aspec tos c omo a manutenç ão do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) progressivo no c aso dos automóveis, onde o carro mais novo paga mais imposto, incentivando a frota mais velha, mais poluente e sujeita a falhas mec ânicas e consequentemente com maiores custo e frequência de manutenções continuar a circular”. Possibilidade de regulamentação Rec entemente a Comissão Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou proposta que inclui os veículos automotivos e seus c omponentes entre os produtos sujeitos à logístic a reversa. A medida altera a Política Nac ional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/10) e está prevista no Projeto de Lei 1862/11, do deputado Déc io Lima (PT-SC) [12]. Em entrevista à folha do Meio Ambiente [12], o deputado-relator Giovani Cherini (PDTRS) c onsidera que “aplic ando-se a logística reversa aos veículos automotores, a indústria automobilística terá de responder pela destinação final da sucata de seus produtos”. A reportagem informa ainda que Cherini decidiu aproveitar o projeto de Lima, que tramita apensado ao Projeto de Lei 8005/10, do Senado, por c onsiderá-lo mais atualizado. O PL 8005/10 responsabiliza as empresas que fabricam, importam e comercializam vidros automotivos pela c oleta e destinação final do produto inutilizado. Também está sendo examinando o projeto (PLS 67/2013) [14] do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), que insere modificação na Lei de Resíduos Sólidos e que obriga fabric antes, importadores, distribuidores e c omerc iantes a implementar sistemas para recolher automóveis, de transporte de carga ou de passageiros, após o uso pelo c onsumidor. Pelo texto da proposição “o uso pelo consumidor dos veículos automotores se enc erra quando estes não apresentam c ondiç ões para a circulaç ão, em c onsequência de acidente, avaria, mau estado, degradaç ão, abandono ou outro motivo.” Em seus argumentos, o senador defende que a logístic a reversa de veíc ulos já é realidade nos Estados Unidos, no Japão e na Europa, aonde o reaproveitamento dos c arros c hega a 95%. “Já o Brasil, apesar de ter ótimos indic adores de rec iclagem em materiais c omo papel, alumínio e vidro, apenas 1,5% da frota de veículos que sai de c irc ulação vai para a reciclagem, segundo estimativa do Sindicato do Comércio Atacadista de Sucata Ferrosa e Não Ferrosa (Sindinesfa)”. A reportagem do Portal de Notíc ias do Senado [15] informa que o relator, senador Ivo Cassol (PP-RO), considera a logístic a reversa imprescindível por causa da política de transporte que tem prevalec ido no país, com ênfase no transporte rodoviário de cargas e na solução individual para mobilidade urbana. O projeto rec eberá decisão terminativa na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalizaç ão e Controle (CMA), norma regimental que permite o envio da proposição para a Câmara dos Deputados c aso seja aprovada e não haja recurso para exame pelo Plenário do Senado. Isenção como incentivo No Brasil, a c oncessão de benefícios tributários ou fisc ais possui limitação constituc ional (artigo 150, parágrafo 6º, da Constituição Federal) [22] ,de modo que somente uma lei específic a pode c oncedê-los, de sorte a trazer transparência e segurança jurídica, livrando o aplic ador da lei da tarefa de manusear infindáveis normas espalhadas na legislação ordinária. Cabe, portanto, não só à classe política brasileira, mas também à soc iedade organizada, propiciar o surgimento de ambiente legislativo que viabilize a criação de norma legal específic a que desonere fiscalmente as montadoras e demais elos da c adeia produtiva que aderirem à nova postura de rec ic lagem veic ular.
Considerações finais Em face à realidade existente no Brasil e a dimensão do problema que envolve questões econômicas, ambientais, de saúde e de segurança, e ainda analisando as soluções aplic adas pelo Japão, União Europeia, Estados Unidos e nossa vizinha Argentina, consideramos que as soluções adequadas à realidade brasileira vão muito além da logístic a reversa de veíc ulos. Ao avaliar o conjunto de informações sobre as diversas medidas desenvolvidas no Brasil e em outros países, em nosso entendimento a mais perfeita solução seria a aplicação da logístic a reversa em sintonia c om a norma téc nica ABNT-NBR 10004:2004, que determina detalhadamente a destinação de todos os componentes veiculares. Justaposto a isto, empregar as idéias de reciclagem do Japão, EUA e da Argentina, que parecem ser bastante adequadas à nossa realidade. Medidas como incentivo tributário para montadoras e demais elos da cadeia produtiva que adotarem a nova norma, seriam também bem-vindas. Além do benefício fiscal, elas seriam e diferenciadas por um “selo verde da rec ic lagem ambiental”. Somente com empenho, agregando o conjunto de informações observadas em toda parte do planeta, podemos resolver este grande problema existente em nosso país. Fontes: [1] RIBEIRO, Ricardo. Brasil estuda c riar programa de reciclagem de veículos. Folha de S. Paulo, 11 de fevereiro de 2013. Disponível no site www.folha.com.br/no1229072 . Data de acesso: 14/06/2013 [2] Texto da LEI Nº 12.305 disponível no link: www.planalto.gov.br/cc ivil_03/_ato20072010/2010/lei/l12305.htm . Data de acesso: 21/06/2013 [3] BARCELLOS, Cid Pavão; WERNINGHAUS, Gisberto. Lixo urbano é de responsabilidade da cadeia produtiva. Revista Consultor Jurídic o, 15 de abril de 2012. Disponível no site www.c onjur.c om.br/2012-abr-15/cadeia-produtiva-lixo-responsavel-retorno-produtoconsumo. Data de acesso: 21/06/2013 [4] PINTO, Pedro Paulo Ayres. Aplic abilidade da logística reversa automotiva. Portal Âmbito Jurídico. Disponível no site www.ambito-juridic o.com.br/site/? n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=12245. Data de ac esso: 14/06/2013 [5] ROGERS, Dale S. , TIBBEN-LEMBKE, Ronald S.. Going Backwards: Reverse Logistics Trends and Practices. Reno, University of Nevada: 1999. [6] OTOBONI, Jéssica. A conta não fec ha: recalls crescem mais do que número de carros. Revista Veja, 16 de junho de 2013. Disponível no site http://veja.abril.com.br/notic ia/economia/a-conta-nao-fecha-rec alls-c resc em-mais-doque-numero-de-carros. Data de acesso: 16/06/2013 [7]Texto do Projeto de Lei PL 23/2011 disponível no link: www.c amara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=490919 .Data de acesso: 14/06/2013 [8] ARAÚJO, Pedro Henrique. Frota de c arros abandonados c resc e na c idade. Revista Veja São Paulo, 16 de març o de 2012. Disponível no site http://vejasp.abril.com.br/materia/carros-abandonados. Data de acesso: 16/06/2013 [9] Imprensa Detran-Pe. DETRAN passa a reciclar suc atas de veículos apreendidos. Portal Detran-PE. Disponível no site www.detran.pe.gov.br/index.php? option=c om_c ontent&view=article&id=2450:detran-passa-a-reciclar-sucatas-de-veiculosapreendidos&catid=2:transito&Itemid=256 . Data de acesso: 15/06/2013 [10] STREIT, Rosalvo. Japão recupera 95% dos c omponentes de veíc ulos rec ic lados. Agênc ia CNT de Notíc ias, 15 de março de 2012. Disponível no site www.c nt.org.br/Paginas/Agenc ia_Notic ia.aspx?n=8111.Data de acesso: 15/06/2013 [11] Gestão de veíc ulos em fim de vida / Sínteses da legislação da UE. Portal Oficial da União Europeia, 26 de setembro de 2011. Disponível no site http://europa.eu/legislation_summaries/environment/waste_management/l21225_pt.htm . Data de acesso: 19/07/2013 [12] GORGULHO, Silvestre. Logístic a reversa de veíc ulos no Brasil. Folha do Meio Ambiente, 20 de abril de 2013. Disponível no site www.folhadomeio.com.br/publix/fma/folha/2013/04/lata239.html Data de acesso: 14/06/2013 [13] Texto do Projeto de Lei PL 1862/2011 disponível no link: http://www.c amara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=512652. Data de acesso: 14/06/2013 [14] Texto do Projeto de Lei PLS 67/2013 disponível no link: http://www.senado.gov.br/atividade/materia/getPDF.asp?t=123410&tp=1 . Data de acesso: 14/06/2013 [15] COSTA, Denise. Fabricantes poderão ser obrigados a rec olher c omponentes de automóveis fora de circ ulação. Agência Senado, 02 de maio de 2013. Disponível no site www12.senado.gov.br/noticias/materias/2013/05/02/fabricantes-poderao-ser-obrigadosa-rec olher-componentes-de-automoveis-fora-de-c irculacao Data de ac esso: 14/06/2013 [16] CASTRO, Daniel E. A reciclagem de veículos leva a um novo modelo ec onômic o sustentável, diz espec ialista. Agência CNT de Notícias, 14 de març o de 2013. Disponível no site: www.cnt.org.br/Paginas/Agencia_Notic ia.aspx?n=8816. Data de acesso: 20/07/2013 [17] MINDLIN, Sérgio. Sérgio Mindlin comenta: “Reciclagem de veículos c omeç a a ser discutida no Brasil”. Portal Instituto Ethos. Disponível no site: www1.ethos.org.br/EthosWeb/pt/2771/servicos_do_portal/notic ias/itens/sergio_mindlin_comenta_%E2%80%9Creciclagem_de_ Data de acesso: 19/07/2013 [18] Experiência argentina mostra vantagens da rec ic lagem de veíc ulos. Portal da Confederaç ão Nac ional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg), 28 de Maio de 2013. Disponível no site www.c nseg.org.br/cnseg/servicos-apoio/noticias/experiencia-argentina-mostra-
vantagens-da-reciclagem-de-veiculos.html . Data de ac esso: 19/07/2013. [19] PITTA, Iuri. Vizinho exemplar. Revista Quatro Rodas, agosto de 2009. Disponível no site www.planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/reciclagem-argentinalei-automovel-489060.shtml . Data de acesso: 19/07/2013. [20] Norma Téc nica ABNT NBR 10004:2004. ABNT Catálogo. Portal da Assoc iação Brasileira de Normas Téc nicas. Disponível no site www.abntc atalogo.com.br/norma.aspx? ID=936 . Data de acesso: 19/07/2013. [21] CASTRO, Daniel E. Reciclagem e sustentabilidade na indústria automobilístic a, Belo Horizonte, [s.n.], 2012. [22] BARROSO, Darlan; ARAUJO JUNIOR, Marco Antonio - Vade Mec um – 5. Ed. rev., ampl. e atual. – São Paulo : Editora Revista dos Tribunais, 2013. – (Coleç ão RT Códigos).
CID PAVÃO BARCELLOS é advogado, sócio do escritório Barcellos Advogados Associados, pós-graduado em Processo Civil pela PUC-SP e em Direito Ambiental pelo Senai, ex-delegado de Polícia e doutorando pela universidade UMSA.
Título: Fim de linha para a Kombi Autor: Redação Coluna: Nome do Veículo: DIÁRIO POPULAR Cidade: WEB País: BRASIL Data de Capa: 24/08/2013 Nome do Cliente: FENABRAVE Categoria: Fenabrave Disponibilização: 26/08/2013
Tipo de Veículo: SITE
Estado: WEB Origem: On Line Palavra Chave: FENABRAVE
Coleção
24 de Agosto de 2013 - 16h53
F i m d e l i nha p a r a a Ko m bi
Anúncio de término de produção comove aficionados pela van 193 Indicar
Corrigir
Comentar
Por: Camila Faraco camila.faraco@diariopopular.com.br
Há seis anos o relojoeiro Mário Jorge Lopes herdou do pai o ponto fixo na esquina das ruas General Neto com General Osório, em Pelotas. Ele chega cedo, por volta das 7h15min, para garantir a vaga do seu escritório móvel: uma Kombi branca, ano 1987. No interior do veículo adaptado, sem os bancos traseiros, realiza todo tipo de consertos em relógios de pulso e de parede. Os clientes são atraídos pelo local de trabalho inusitado, que segundo Lopes, é o diferencial do serviço. Mas a partir de março do ano que vem ele e todos os apaixonados pela sessentona entrarão em luto eterno.
O relojoeiro Mário Jorge Lopes usa sua Kombi para o transporte e o trabalho (Foto: Kamilla Alves - Especial DP)
Isso porque a Volkswagen do Brasil anunciou o término da produção da Kombi, o veículo mais longevo da história automobilística. Lançada em 1955, a van já ultrapassou mais de 1,5 milhão de vendas e marca 56 anos de mercado no país. A perua sairá de linha pois não tem estrutura para receber airbag e sistema de freios ABS, itens de segurança obrigatórios na fabricação de todos os automóveis nacionais a partir de 2014. Foi o primeiro veículo no país a ser produzido pela fabricante alemã, que viu ao longo das décadas a marca se consolidar como prática, confiável e boa de trabalho. Só neste ano foram vendidas 13.212 unidades, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Alcançou a quarta posição como o utilitário mais vendido no país e a sétima no ranking que também contabiliza veículos de passeio. A VW ainda não anunciou um sucessor para o modelo. Mas para aficionados como Lopes, não há substituição do valor sentimental e histórico que a Kombi carrega. Afinal, seu pai atendia na mesma esquina com um modelo ainda mais antigo, ano 1971. “É o fim de uma era”, lamenta. A empresa socioambiental Rastro Selvagem também nutre laços afetivos com sua Kombi branca modelo 2013. Mesmo recém-adquirida, a perua já acompanhou os quatro integrantes em expedições tão diversas quanto difíceis. Em janeiro foi posta à prova em uma travessia de oito dias pela costa da Lagoa dos Patos. Foram cerca de 240 quilômetros que a velha senhora aguentou com louvor. “Além de resistente, é um carro que sociabiliza as pessoas”, afirma o ecólogo João Vicente da Luz, que recorda das inúmeras caronas dadas pelas estradas do pampa gaúcho, durante a produção do documentário Candiota natural. Last Edition
Para marcar a despedida, a VW preparou uma edição derradeira: a Kombi Last Edition. Para ficar com uma das 600 unidades colocadas à venda, será preciso desembolsar R$ 85 mil. É bem mais cara do que a versão simples, a partir de R$ 46,7 mil. A edição traz itens exclusivos como pintura tipo “saia e blusa” (branca na seção superior e azul na inferior da carroceria), acabamento interno de luxo e elementos de design que remetem às versões das décadas de 1960 e 1970. Além disso, as unidades serão numeradas e terão placa de identificação. Questionado se gostaria de adquirir o último modelo, o relojoeiro Lopes faz graça: “Por esse preço, não tiraria da garagem. Para trabalhar, a minha de 87 está ótima”. Curiosidades A palavra Kombi vem do alemão Kombinationfarhzeug, que significa veículo de uso combinado. Esse nome é usado apenas no Brasil e no México (lá a palavra se escreve com C, Combi). Em Portugal, a perua é chamada de Pão de Forma. Na Alemanha, é Bulli. Nos Estados Unidos, Bus; e, na Polônia, Papuga. A Kombi ganhou a imagem de carro hippie na década de 1960 e ganhou destaque com suas aparições nos mais diversos filmes no cenário nacional e internacional. Na animação Carros, da Disney, a personagem Filmore é uma pacífica Kombi verde. O filme Aconteceu em Woodstock mostra diversos modelos inspirados no lema Paz e amor. Hoje, o automóvel tem fama de econômico e versátil para os negócios. Com o slogan O carro que trabalha, é o utilitário preferido das empresas, desde transporte escolar até cargas de uma tonelada. Velha guarda automotiva Com o fim da Kombi, o modelo mais antigo ininterruptamente em linha no Brasil é o Gol (1980), seguido do Mille (1984), que também sai de linha em 2014. O modelo mais antigo será o Fusca, que foi lançado em 1953, saiu de linha em 1986, voltou em 1993, deu adeus de novo em 1996 e retornará com uma nova geração em 2013.
Título: Teste incluiu exercícios em autódromo Autor: Redação Coluna: Nome do Veículo: FOLHA DE S.PAULO ONLINE Cidade: WEB País: BRASIL Data de Capa: 25/08/2013 Nome do Cliente: FENABRAVE Categoria: Fenabrave Disponibilização: 26/08/2013
Tipo de Veículo: SITE
Estado: WEB Origem: On Line Palavra Chave: FENABRAVE
Teste incluiu exercícios em autódromo COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
O teste proposto pela Mitsubishi incluiu uma sequência de exercícios no autódromo particular da marca, em Mogi-Guaçu (a 172 quilômetros de São Paulo), e mostrou que, apesar dos 4,65 metros de comprimento e 1.570 quilos, o crossover é ágil. A suspensão evita inclinações excessivas e, no limite da aderência, os sistemas eletrônicos entram em ação para colocar o veículo no rumo correto. O percurso urbano que precedeu o trajeto rodoviário provou que o Outlander não faz cara feia diante de obstáculos como lombadas e buracos. Em trechos rodoviários e velocidade constante, a principal característica é o silêncio na cabine. Em situações como essa, vale acionar o piloto automático adaptativo. O recurso ajuda a evitar multas e acidentes em decorrência da distração do motorista. NÃO É UM OFF-ROAD Na terra, as atenções se voltaram para o sistema de tração 4x4 do modelo. Esse Mitsubishi não é um off-road nato, mas faz o básico longe do asfalto. O carro passou sem sacolejar pelos obstáculos leves do percurso. Terminada a avaliação, o Outlander mostrou ter bons recursos para brigar em um segmento dominado por rivais de preço menor, como o Honda CR-V (a partir de R$ 98,9 mil), o Toyota RAV4 (R$ 96,9 mil) e o Fiat Freemont (R$ 95 mil). A marca japonesa pretende vender 600 unidades do Outlander ao mês, o que seria um aumento considerável em relação aos 286 carros comercializados em julho, segundo a Fenabrave (federação das distribuidoras de veículos). De acordo com a Mitsubishi, não há expectativa de expandir a importação do modelo. Vindo do Japão, o Outlander depende da cota da montadora para ser importado sem sobretaxa de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e, com isso, ter um preço atrativo no país. (RL)
Endereço da página: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/veiculos/125746-teste-incluiu-exercicios-em-autodromo.shtml Copyright Folha de S. Paulo. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicaçao, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha de
Título: Impasse sobre licitação faz vendas de ônibus urbano cair Autor: Redação Coluna: Nome do Veículo: FOLHA DE PERNAMBUCO Cidade: WEB País: BRASIL Data de Capa: 25/08/2013 Nome do Cliente: FENABRAVE Categoria: Fenabrave Disponibilização: 26/08/2013
Tipo de Veículo: SITE
Estado: WEB Origem: On Line Palavra Chave: FENABRAVE
POLÍTICA
ECONOMIA
ESPORTES
COTIDIANO
CULTURA
TECNOLOGIA
GERAL
BLOGS
RÁDIO FOLHA Recife, 26 de Agosto de 2013
Impasse sobre licitação faz vendas de ônibus urbano cair Redução chega a 30% na RMR. Região tem três mil veículos e o setor movimenta R$ 60 milhões por mês. Empresas garantem que há renovação
FOLHA ECONÔMICA
BB vai construir aeródromos
LUIZ FERNANDO GUEDES
25/08/2013 11:37 - Marcos Oliveira, da Folha de Pernambuco
Faz de conta A-
A
A+
As vendas de ônibus em Pernambuco cresceram 292% em julho, comparando com o mesmo mês do ano passado, de acordo com levantamento realizado pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Porém, a grande maioria é para empresas de viagens, turismo e frete. Os fabricantes alertam que a demanda de veículos destinados ao transporte público caiu cerca de 30%, em relação ao mesmo período. O motivo apontado é a demora no processo licitatório do Sistema de Transporte Público de Passageiros da Região Metropolitana do Recife. Empresários do setor garantem que a renovação da frota está sendo feita, apesar dos prejuízos ocasionados, principalmente, pelos impostos e custos operacionais, apesar da isenção do PIS/Cofins que está em vigor. Durante os sete primeiros meses do ano, já foram comercializados, em Pernambuco 1.087 ônibus, entre comuns, articulados e de viagens. No total, foram gastos cerca de R$ 350 milhões, sendo o mais barato comprado por R$ 300 mil. Os dados indicam uma expansão de 50,7% comparando com os 720 veículos vendidos no mesmo período de 2012. Mas esse crescimento não está sendo refletido diretamente na frota utilizada pela população, como revela o representante comercial da Mercedes Benz no Nordeste, Alexandre Leão. “Tivemos um aumento no número de ônibus para fretamento, mas as vendas de veículos urbanos caíram muito nestes primeiros sete meses de 2013”, destacou. Ele falou também sobre a perspectiva de modernização da frota até a Copa do Mundo e alerta sobre os prazos. “Um ônibus não fica pronto de uma hora para outra. Se a intenção do Governo for renovar a frota até junho de 2014, o pedido tem que ser feito até fevereiro, pelo menos", informou Leão, frisando também que o chassi leva cerca de 35 dias para sair de fábrica. Após esse período, é preciso mais um mês para a instalação da carroceria. O serviço de transporte público da Região Metropolitana do Recife é composto atualmente por 18 empresas, que movimentam R$ 60 milhões por mês. São pouco mais de três mil veículos circulando, o que corresponde à terceira maior frota das capitais. No entanto, pelo que se vê no dia a dia, é insuficiente para transportar 1,8 milhão de pessoas, nas 387 linhas existentes. Em média, são realizadas 26 mil viagens diárias. Segundo o presidente do Sindicato das Empresas de Transportes Públicos no Estado de Pernambuco (Urbana-PE), Fernando Bandeira, a modernização da frota está ocorrendo, mesmo com os gargalos afetando o setor. “Nós renovamos todos os anos cerca de 450 veículos, mas não se pode esperar grandes mudanças diante do caos que está o trânsito e de um setor que atua tendo a margem de lucro cada vez mais apertada. Sem falar que nós atuamos com uma das passagens mais baratas do País”, disse, referindo-se à tarifa mais baixa na RMR, que é R$ 2,15. Saiba mais Renovação - A idade média, dos três mil ônibus, que compõem a frota da Região Metropolitana do Recife é de 3,8 anos. A troca deve ser feita no sétimo ano e é de responsabilidade das empresas donas dos veículos.
Título: Fenabrave-SC realiza evento para apresentar 2º Premio de Jornalismo à imprensa catarinense Autor: Redação Coluna: Nome do Veículo: PRESS FLORIPA Cidade: WEB País: BRASIL Data de Capa: 23/08/2013 Nome do Cliente: FENABRAVE Categoria: Fenabrave Disponibilização: 26/08/2013
Tipo de Veículo: SITE
Estado: WEB Origem: On Line Palavra Chave: FENABRAVE
Notícia: Fenabrave-SC realiza evento para apresentar 2º Premio de Jornalismo à imprensa catarinense Lançam e nto Foto: 2º Pre m io de Jornalism o Fe nabrave -SC .
2013-08-23
Coquetel de lançamento será realizado no dia 28 de agosto às 18h na Assembleia Legislativa do Estado em Florianópolis. Toda imprensa do estado está convidada a participar As inscrições para o 2º Prêmio Fenabrave-SC de Jornalismo já estão abertas. E para apresentar oficialmente as novidades da 2ª edição aos jornalistas e autoridades, a entidade realiza um coquetel de lançamento no dia 28 de agosto (quarta-feira) às 18h no hall da Assembleia Legislativa do Estado, em Florianópolis. A cerimônia será comandada pela jornalista Adriana Krauss e contará com a participação, além da diretoria da Fenabrave-SC, de apoiadores, imprensa, autoridades do estado e membros de regionais da Fenabrave de outros estados, bem como da nacional. O 2º Prêmio Fenabrave-SC de Jornalismo é destinado aos jornalistas que veicularem trabalhos como artigos, reportagens, notícias, em quaisquer plataformas online ou off-line de veículos de comunicação sediados em Santa Catarina conforme o tema “Educação para um trânsito melhor”. Para concorrer, os trabalhos precisam ser publicados no período de 1º de novembro de 2012 a 31 de outubro de 2013 e as inscrições devem ser feitas regularmente até às 23h59 do dia 1º de novembro de 2013 no endereço http://www.fenabravesc.com.br/premio onde também se encontra o regulamento. Confira as premiações: Categoria Impresso - 1 Voucher Viagem no valor de R$ 3.000,00 (três mil reais) Categoria Televisão - 1 Voucher Viagem no valor de R$ 3.000,00 (três mil reais) Categoria Rádio - 1 Voucher Viagem no valor de R$ 3.000,00 (três mil reais) Categoria Web - 1 Voucher Viagem no valor de R$ 3.000,00 (três mil reais) Categoria Especial (série de reportagem) – 1º LUGAR CARRO UNO 0 KM Categoria Especial (série de reportagem) – 2º LUGAR MOTOCICLETA HONDA 0 KM Para concorrer à categoria Especial os trabalhos devem contemplar, pelo menos, três reportagens em série relacionadas ao tema “Educação para um trânsito melhor”, veiculadas em quaisquer mídias (impresso, televisão, rádio, web) e que cite o nome da entidade Fenabrave-SC em ao menos uma das reportagens. Serviço: O que: Coquetel de Lançamento 2º Prêmio de Jornalismo Fenabrave-SC Quando: 28 de agosto às 18h Onde: Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina Endereço: Palácio Barriga Verde - Rua Doutor Jorge Luz Fontes, 310 - Florianópolis
Fonte : Fe nabrave -SC
"Comunicado: Por uma questão de manutenção e organização do Site PressFloripa, foi decidido que constará em nossos arquivos apenas as notícias que datam a partir do dia 01/01/2011. As demais notícias foram eliminadas do site para gerar mais espaço. O Site PressFloripa iniciou suas atividades em março de 2009. Agradecemos a compreensão de todos."
Título: Sinotruk se habilita como importadora no Inovar-Auto CAMILA FRANCO, AB Autor: Redação Coluna: Nome do Veículo: AUTOMOTIVE BUSINESS Cidade: WEB País: BRASIL Data de Capa: 23/08/2013 Nome do Cliente: FENABRAVE Categoria: Fenabrave Disponibilização: 26/08/2013
Tipo de Veículo: SITE
Estado: WEB Origem: On Line Palavra Chave: FENABRAVE
NOTÍCIAS
encontre notícias no portal AB
23/08/2013 | 20h00
buscar
receber noticias por email | indique esta notícia | tamanho da fonte a- A+
Indústria
Sinotruk se habilita como importadora no Inovar-Auto Vai trazer 702 cam inhões da linha A7 até julho de 2014 sem pagar os 30% extras de IPI; pretende se inscrever com o investidora em 2014 C AMILA FRANC O, AB A Elecsonic, importadora de caminhões da marca chinesa C NHTC (C hina National Heavy Duty Truck Group C orporation), conhecida no mercado brasileiro comoSinotruk, finalmente se habilitou ao Inovar-Auto. Uma das primeiras entre as tantas chinesas a anunciar a instalação de fábrica no Brasil (JAC , C hery, Metro-Shacman, Foton Aumark, Yunlihong) é uma das últimas a ingressar no novo regime automotivo. A Sinotruk confirmou a construção da planta de caminhões pesados em 2014, em Lages (SC ), a primeira da empresa fora da C hina, e prometeu começar a produzir até junho de 2015, contudo se inscreveu como importadora no programa do governo federal.
Linha A7 da Sinotruk: começa a ser importada em setembro. A partir de 2015, deverá ser montada em Santa Catarina.
A habilitação atual, publicada na Portaria 260 no Diário Oficial da União de 23 de agosto (veja aqui) e com vigência de 1º de agosto de 2013 até 31 de julho de 2014, permitirá à Sinotruk importar 292 caminhões de agosto até dezembro deste ano e mais 410 unidades de janeiro até julho de 2014. No total, serão trazidos para as 27 concessionárias da marca 702 veículos da nova linha de caminhões A7 sem pagar os
30 pontos porcentuais extras de IPI. A cota foi definida com base nas vendas da Sinotruk nos últimos três anos no mercado brasileiro. Segundo dados da Fenabrave (federação dos distribuidores de veículos), em 2010, o primeiro ano da empresa por aqui, foram comercializados apenas 52 caminhões da marca. Em 2011, esse número subiu para 879. Em 2012, ficou em 677 unidades. Segundo Joel Anderson, diretor geral da Sinotruk Brasil, a empresa não se habilitou ainda como investidora, como todas as outras que vão fabricar no País, por ainda estar definindo “investidores-parceiros” para o projeto da planta, o que deve ser concluído até o ano que vem. Segundo o executivo, a unidade fabril, com 1 milhão de metros quadrados, montaria a princípio em regime C KD, com parte simportadas da C hina, caminhões pesados da linha A7, com motor Euro 5, nas versões 4x2, 6x2, 6x4 e 8x4. Anderson não confirmou se o investimento de R$ 300 milhões será mantido para a construção da planta, bem como a contratação de 400 profissionais diretos e 700 indiretos ligados à cadeia de fornecedores. De acordo com informações da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Santa C atarina, o assunto deverá ser esclarecido no dia 6 de setembro, quando o governador do Estado, Raimundo C olombo, viajará até a C hina para a assinatura do contrato da fábrica e criação de uma joint venture, que deverá contar com a participação das empresas Elecsonic, C NHTC , C otia Trading e do próprio governo. O Estado deve entrar com participação no aporte, mas este percentual parece ainda não ter sido definido.
Título: Atualizada, Suzuki GSX-R 750 lidera mercado de esportivas em julho Autor: Redação Coluna: Nome do Veículo: VIA COMERCIAL Cidade: WEB País: BRASIL Data de Capa: 23/08/2013 Nome do Cliente: FENABRAVE Categoria: Fenabrave Disponibilização: 26/08/2013
Tipo de Veículo: SITE
Estado: WEB Origem: On Line Palavra Chave: FENABRAVE
Atualizada, Suzuki GSX-R 750 lidera mercado de esportivas em julho Publicado por: Via C omercial em A uto Via
23 de agosto de 2013
A Suzuki GSX-R 750 liderou o mercado nacional de esportivas no mês de julho e mostrou que o brasileiro estava ansioso para a chegada da versão atualizada do modelo, lançado na Europa em 2011 e que desembarcou no Brasil no último mês de junho. Numa categoria marcada pelo equilíbrio, a GSX-R 750, também conhecida como Srad, vendeu 73 unidades em julho, como mostra o Ranking de Vendas de Duas Rodas, baseado nos dados divulgados pela Fenabrave (Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores). As vendas da Suzuki foram superiores ao de suas concorrentes mais comercializadas: BMW S 1000 RR (55 unidades em julho) e Honda CBR 1000RR (51). No acumulado de 2013, a CBR 1000RR é a líder, com 487 motos vendidas, seguida pela GSX-R 750 (388) e pela S 1000 RR (359). A Suzuki também tenta se firmar como a esportiva abaixo de 1.000cc mais vendida do Brasil; quem chega mais perto é a Honda CBR 600RR, com 317 unidades comercializadas em 2013 até agora (38 em julho). Além da nova Suzuki, a esportiva de 600cc da Honda também sofre concorrência de outra rival recém-lançada: a Triumph Daytona 675R, que estreou no ranking como a 6ª esportiva mais vendida no país em julho (38 unidades). Segundo os dados da Fenabrave, o mercado teve uma leve recuperação no mês: foram comercializadas 134.202 motos, um aumento de 7,3% em relação a junho, que registrou 125.008 unidades vendidas. Nos sete primeiros meses de 2013, o mercado caiu 10,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior (882.453 motos vendidas contra 987.080 unidades entre janeiro e julho de 2012).
Resvista Duas Rodas
Título: Case IH traz soluções para a expansão agrícola brasileira Autor: Redação Coluna: Nome do Veículo: CULTIVAR Cidade: WEB País: BRASIL Data de Capa: 23/08/2013 Nome do Cliente: FENABRAVE Categoria: Fenabrave Disponibilização: 26/08/2013
Tipo de Veículo: SITE
Estado: WEB Origem: On Line Palavra Chave: FENABRAVE
Busca
QUEM SOMOS
NOTÍCIAS
ARTIGOS TÉCNICOS
EVENTOS
Noticias
REVISTAS
ASSINATURAS
VERSÃO DIGITAL
CONTATO
home > notícias > matéria 23/08/2013 14:05:16
Case IH traz soluções para a expansão agrícola brasileira Dados recentes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) apontam que o Brasil se consolidará como uma potência agrícola mundial nos próximos dez anos e vai disputar a liderança na produção de alimentos com os Estados Unidos. É diante deste cenário que a Case IH chega a Expointer mostrando seu sistema completo de produtos e serviços aos produtores que buscam soluções em mecanização agrícola de alto rendimento. O Mapa divulgou o estudo “Projeções do Agronegócio 2010/11 - 2020/21” com números que apontam para sucessivas quebras de recorde. A safra de grãos deve crescer 23% até 2021 com uma área de colheita 9,5% maior que a atual. “Essas projeções nos deixam mais animados. Temos muito trabalho pela frente e a Case IH continuará fornecendo equipamentos e tecnologias ideais para todas as etapas das mais variadas culturas - grãos, algodão, cana-deaçúcar, café, feno e forragem -, além de soluções para a Agricultura de Precisão”, afirma Mirco Romagnoli, vicepresidente da marca para a América Latina.
NEWSLETTER Receba por e-mail as últimas notícias sobre agricultura Nome
Ele destaca também essa capacidade dos agricultores brasileiros de superar desafios. “Os produtores evoluíram muito nas últimas duas décadas. Os clientes Case IH procuram o máximo de produtividade e eficiência e investem em novas tecnologias. Nós evoluímos muito também nos últimos anos e chegamos a mais uma Expointer com uma série de lançamentos e uma linha completa de produtos e serviços que capacitam os agricultores para os desafios do aumento da produtividade nas suas lavouras”. Sendo uma das principais empresas do agronegócio mundial, conquistando definitivamente os produtores brasileiros, a Case IH registra resultados que não deixam dúvida. Em 2012, ela foi a empresa que mais cresceu em participação de mercado em tratores e a única marca que apresentou aumento em participação de mercado nos dois produtos (tratores e colheitadeiras). No ano de 2013, os resultados são ainda melhores. Somente no primeiro semestre, comparado ao mesmo período do ano anterior, a Case IH registrou crescimento de 73% em colheitadeiras e 54% em tratores. Recentemente, a marca foi apontada como a “Mais Desejada”, na categoria “Máquinas Agrícolas”, em pesquisa da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) com o universo dos concessionários de automóveis, caminhões e máquinas de todo o país. Em sua quinta edição, a premiação usa como base os votos tabulados como parte da 18ª Pesquisa Fenabrave de Relacionamento de Mercado, realizada junto aos concessionários de todos os setores. Lançamentos: Colheitadeiras série 230 A nova linha é a evolução das tradicionais axiais série 20. As colheitadeiras que chegam ao mercado são: Axial-Flow 9230, a maior colheitadeira de fabricação nacional, e os modelos Axial-Flow 8230 e 7230, que são atualizações dos modelos Axial-Flow 8120 e 7120. Axial-Flow 2688 Arrozeira A Case IH lança seu segundo modelo de colheitadeiras de arroz, a Axial-Flow 2688 Arrozeira. Por ser uma das culturas mais importantes do Estado gaúcho, os produtores podem, agora, contar também com esse novo modelo que se junta a já consagrada Axial-Flow 2799 Arrozeira. Farmall No ano de comemoração dos 90 anos, a linha Farmall chega a Expointer 2013 com um visual ainda mais moderno, trazendo linhas de design que, além de beleza, desempenham maior eficiência para nova série, ficando ainda mais arrojado, potencializando a eficiência de vários elementos. Pulverizador Patriot 250 A Case IH apresenta o mais novo pulverizador Patriot 250, um equipamento prático e ágil, que desempenha alta performance de aplicação e conforto ao operador, ideal para pequenos e médios produtores. 0 Assessoria de Imprensa
Voltar
Mais Notícias
E-mail DESCADASTRE-SE
CADASTRE-SE
EVENTOS 24 de Agosto a 01 de Setembro Expointer 2013 27 de Agosto a 30 de Agosto Fenasucro e Agrocana