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Palavra do Bispo

Cantinho da Catequese Um novo ciclo se inicia

Os dois modos de acolher Jesus Somente poderemos hospedar Jesus em plenitude quando estes dois modos se completam: hospedá-lo na escuta da Palavra e no silêncio da oração e hospedá-lo naqueles que vêm a nós pelos caminhos da vida. Pág. 05

A catequese iniciou mais um semestre repleto de atividades para as crianças e recebendo novas turmas de 1ª Etapa. Veja na página 03, a programação do mês de agosto.

Pág. 03

STA. EDWIGES

Padres e Irmãos Oblatos de São José * Arquidiocese de SP * Ano XXVI * N. 308 * Agosto de 2016

Semana de Espiritualidade De 11 a 15 de julho aconteceu no Santuário Santa Edwiges, a Semana de Espiritualidade com temas diários e palestrantes que souberam formar e informar os participantes sobre o Ano da Misericórdia, proposta para este ano do Papa Francisco. Pág.09

Vocações Vocação: Projeto Pensado por Deus Ser vocacionado é responder ao chamado que nos faz vislumbrar os traços das origens da nossa criação; “imagem e semelhança de Deus”.

Pág. 11

OSJ Os Oblatos de São José e as obras de misericórdia: O respeito pelos mortos: enterrálos e rezar por eles O Catecismo da Igreja Católica, assim diz: “Os corpos dos defuntos devem ser tratados com respeito e caridade, na fé e na esperança da ressurreição. O enterro dos mortos é uma obra de misericórdia corporal que honra os filhos de Deus, templos do Espírito Santo”

Pág. 14


02 calendário editorial

Mês das Vocações

Neste mês a Igreja celebra as vocações: sacerdotal, diaconal, religiosa, familiar e leiga. É um mês voltado para a reflexão e a oração pelas vocações e os ministérios. “Quando falamos de vocação ou de cultura vocacional, quase sempre temos em mente os ministérios ordenados ou a vida consagrada. Na verdade, trata-se de uma compreensão muito mais ampla da questão. Quanto é necessário, por exemplo, que nas diversas dimensões da vida social haja pessoas leigas, comprometidas com a fé, dispostas a cooperar em construir um mundo um pouco melhor para as futuras gerações”, afirmou Dom Jaime Spengler em entrevista, ao site da CNBB, ressaltando: “Urge apresentar aos jovens e adolescentes os distintos caminhos do serviço do Senhor e do seu Reino: como leigos engajados nos diversos âmbitos da vida social; casados que assumem o compromisso do matrimônio; consagrados por causa do Reino dos Céus; e ministros ordenados a serviço do povo, nas diversas comunidades de fé”. O mês vocacional quer nos chamar à reflexão para a importância da nossa vocação, descobrindo nosso papel e nosso compromisso com a Igreja e a sociedade. Reflexão que deve nos levar à ação, vivenciando no dia-a-dia o chamado que o Pai nos faz. Que a celebração do mês vocacional nos traga as bênçãos do Pai para vivermos a nossa vocação sacerdotal, diaconal, religiosa ou leiga. Todas elas são importantes e indispensáveis. Todas elas levam à perfeição da caridade, que é a essência da vocação universal à santidade. Que nesse mês sejamos perseverantes na fé para que possamos descobrir realmente o chamado de Deus em nossas vidas. Que Maria Mãe de Jesus nos ajude sempre mais a viver melhor a nossa vocação.

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agosto de 2016

6 Sab

CPP Encontro do Emanuel Encontro da Catequese Grupo de Oração CRP

Salão São José Salão São José Santuário Santuário Sede da Região Ipiranga

17h30 20h 9h e 14h30 19h 9h às 12h

8 Seg

14º Curso Teológ. Pastoral Clero Arquidiocesano

Itaici

9 Ter

14º Curso Teológ. Pastoral Clero Arquidiocesano

Itaici

10 Qua

14º Curso Teológ. Pastoral Clero Arquidiocesano

Itaici

11 Qui

14º Curso Teológ. Pastoral Clero Arquidiocesano

Itaici

12 Sex

Missa votiva de Nossa Senhora Aparecida

Sede da Comunidade

20h

13 Sab

Encontro do Emanuel Encontro da Catequese Grupo de Oração CRP

Salão São José Santuário Santuário Sede da Região Ipiranga

20h 9h e 14h30 19h 9h às 12h

14 Dom

Promoção Geral- Evento Semana da Família

Santuário Paróquia e Comunidade

O dia todo A definir

18 Qui

Reunião CAE Reunião de Pais 1ª Etapa- Catequese

Santuário Santuário

20h 20h

19 Sex

Preparação das Cestas Básicas

Salão São José Marello

7h às 10h

20 Sab

Reunião Ministros da Eucaristia Tarde Vocacional- Catequese Noite da Pizza- Grupo Emanuel Grupo de Oração Entrega das Cestas Básicas

Salão São José Santuário Salão São José Santuário Salão São José Marello

17h30 13h às 17h 20h 19h 8h às 10h30

21 Dom

Dia do Catequista

Paróquia

A definir

23 Ter

Conselho de Pastoral e Conselho de Presbíteros

Sede da Região Ipiranga

9h às 11h30

27 Sab

Grupo de Oração Curso de Batismo Grupo Emanuel- Espiritualidade e Oração Peregrinação dos Catequistas Encontro da Catequese Formação de Catequistas

Santuário Salão São José Salão São José Catedral da Sé Santuário

19h 17h30 20h 15h 9h e 14h30 A definir

28 Dom

Celebração do Batismo

Santuário

16h

30 Ter

Reunião Geral do Clero

Sede da Região Ipiranga

8h30 às 11h30

Santuário Comunidade Santuário Salão São José Salão São José

9h às 10h

30 Sáb

Inscrições para a Catequese Inscrições para a Catequese- Comunidade Grupo de Oração Reunião dos Ministros da Eucaristia Curso de Batismo

Fiquem com Deus! Karina Oliveira

karina.oliveira@santuariosantaedwiges.com.br

Paróquia Santuário Santa Edwiges Arquidiocese de São Paulo Região Episcopal Ipiranga Congregação dos Oblatos de São José Província Nossa Senhora do Rocio Pároco-Reitor: Pe. Paulo Siebeneichler - OSJ

Responsável e Editora: Karina Oliveira Projeto Gráfico: 142comunicacao.com.br Fotos: Gina Santos e Arquivo Interno Equipe: Ângela; Antônia; Aparecida Y. Bonater; Izaíra de Carvalho Tonetti; Jaci Bianchi da Cruz; Guiomar Correia do Nascimento; Rosa Cruz; Marlene; Maria e Valdeci Oliveira.

9h às 12h e 14h às 17h

19h 17h30 17h30

Site: www.santuariosantaedwiges.com.br E-mail: jornal@santuariosantaedwiges.com.br Conclusão desta edição: 08/08/2016 Impressão: Folha de Londrina. Tiragem: 3.000 exemplares. Distribuição gratuita

Estrada das Lágrimas, 910 cep. 04232-000 São Paulo SP / Tel. (11) 2274.2853 e 2274.8646 Fax. (11) 2215.6111


cantinho da catequese 03

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agosto de 2016

UM NOVO CICLO SE INICIA

Bem-vindas crianças, auxiliares e catequistas! Iniciamos mais um semestre, repleto de atividades para vocês. Nesse mês de agosto, estamos recebendo novas turmas de 1ª Etapa, sinta-se acolhidos e amados! Que Deus proteja a todos nós, as nossas famílias, aos catequistas e auxiliares, e que tenhamos um ótimo semestre de muita diversão, aprendizagem e orações com a benção de Jesus em nossas vidas!

e se emprenham para celebrar com amor e vivacidade, tendo sempre por fim suscitar novas vocações. Nesse mês, a cada domingo a celebração litúrgica é dedicada a uma vocação específica. No primeiro, celebra-se o sacerdócio e os ministérios ordenados; no segundo, o matrimônio junto à semana da Família; no terceiro, a vida religiosa e no quarto, a vocação dos Leigos. É um tempo voltado para a reflexão e a oração pelas vocações e os ministérios, de forma a suplicar a Deus sacerdotes que sejam verdadeiros pastores e estejam dispostos a trabalhar pelo Reino.

Agosto, o mês dedicado às vocações “Não fostes vós que me escolhestes; fui eu que vos escolhi…”

O mês de agosto é dedicado as vocações desde 1981 quando foi instituído pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em sua 19ª Assembleia Geral. O objetivo principal é o de conscientizar todos aqueles que têm o sacramento do batismo da responsabilidade que compartilham no processo vocacional. A Pastoral Vocacional está presente na maioria das paroquias

Vem aí a Gincana Bíblica 2016

Nos anos em que o mês de agosto possui cinco domingos, a Igreja celebra neste dia o ministério do Catequista. Os catequistas são, por vocação e missão, os grandes promovedores da fé na comunidade cristã preparando crianças, jovens e adultos não só para os sacramentos, mas também para darem testemunho de Cristo e do Evangelho no mundo. Fonte: Deus está no ar

Tradicionalmente no mês de setembro, temos a nossa gincana bíblica, para quem está na 2ª etapa já sabe como funciona. Para você que está chegando junto a nós nesse mês de agosto, vamos fazer um breve relato sobre: A gincana bíblica é um momento onde através de atividades em equipes, temos a oportunidade de aprender sobre a bíblia e partilhar esses momentos juntamente com todas as turmas. E uma dessas

atividades que valem pontos para as equipes é juntar latinhas. Assim podemos desde já se preparar para a gincana que se aproxima, guardando latinhas, pedindo ajuda de amigos e familiares a também participar. Contamos com a participação de todos. Durante os encontros teremos mais dicas e informações sobre esse grande momento de partilha e união entre todas as turmas!

AVISOS • Tarde vocacional dia 20 de agosto das 13h às 17h. • Gincana Bíblica dia 24 de setembro das 14h às 17h


04 liturgia

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agosto de 2016

LITURGIA PASSO A PASSO Ritos Finais

Avisos: Toda a assembleia sentada. Deverão ser dados da na mesa do comentarista. É o momento mais adequado para breves homenagens, que as comunidades gostam de prestar em dias especiais ou algum comunicado da comunidade. É útil uma mensagem final, na qual se exorte a comunidade a testemunhar pela vida a realidade celebrada. Benção: Toda a assembleia de pé. Parte própria do celebrante. Aqui se faz uma leve inclinação para receber a benção. Despedida: Toda a assembleia de pé. Parte própria do diácono ou do celebrante, para que cada qual retorne às suas boas obras, louvando e bendizendo a Deus. Um canto final, se oportuno, embora não previsto, pode ser entoado e encontrará maior receptividade neste momento, do que mais tarde. Só se deixa o lugar após o celebrante ter se retirado do altar. “Na celebração da Missa os fiéis constituem o povo santo, o povo adquirido e o sacerdócio régio, para dar graças a Deus e oferecer o sacrifício perfeito, não apenas pela mão do sacerdote, mas também juntamente com ele. Por isso deve ser evitado qualquer tipo de individualismo ou divisão, a fim de que formem um único corpo. Tal unidade se manifesta muito bem quando todos os fiéis realizam em comum os mesmos gestos e assumem as mesmas atitudes externas”. Esta foi mais uma breve explicação da última parte da liturgia passo a passo, mas convido você a aprofundar mais sobre esta parte, ela é rica em

significados. Neste artigo apresento um pequeno resumo sobre o tempo litúrgico no rito romano. Vejamos: TEMPOS LITÚRGICOS Os tempos litúrgicos são as divisões existentes no Ano Litúrgico da Igreja Católica. Estes tempos existem em toda a Igreja Católica, apenas há algumas diferenças entre os vários ritos. Os tempos constantes abaixo são referentes ao rito romano. Tempo do Advento: O Tempo do Advento possui dupla característica: sendo um tempo de preparação para as solenidades do Natal, em que comemoramos a primeira vinda do Filho de Deus entre os homens, é também um tempo em que, por meio desta lembrança, se voltam os corações para a expectativa da segunda vinda de Cristo no fim dos tempos. Por esse duplo motivo, o tempo do Advento se apresenta como um tempo de piedosa expectativa da vinda do Messias, além de se apresentar como um tempo de purificação de vida. O tempo do Advento inicia-se quatro domingos antes do Natal e termina no dia 24 de Dezembro, desembocando na comemoração do nascimento de Cristo. É um tempo de festa, mas de alegria moderada. Tempo do Natal: Após a celebração anual da Páscoa, a comemoração mais venerável para a Igreja é o Natal do Senhor e suas primeiras manifestações, pois o Natal é um tempo de fé, alegria e acolhimento do Filho de Deus que se fez Homem. O tempo do Natal vai da véspera do Natal de Nosso Senhor até o domingo depois

da festa da aparição divina, em que se comemora o Batismo de Jesus. No ciclo do Natal são celebradas as festas da Sagrada Família, de Maria, mãe de Jesus e do Batismo de Jesus. Tempo da Quaresma: O Tempo da Quaresma é um tempo forte de conversão e penitência, jejum, esmola e oração. É um tempo de preparação para a Páscoa do Senhor, e dura cerca de quarenta dias. Neste período não se diz o Aleluia, nem se colocam flores na Igreja, não devem ser usados muitos instrumentos e não se canta o Glória a Deus nas alturas, para que as manifestações de alegria sejam expressadas de forma mais intensa no tempo que se segue, a Páscoa. A Quaresma inicia-se na Quarta-feira de Cinzas, e termina na manhã de Quinta-feira Santa. Tríduo Pascal: O Tríduo Pascal começa com a Missa da Santa Ceia do Senhor, na Quinta-Feira Santa. Neste dia, é celebrada a Instituição da Eucaristia e do Sacerdócio, e comemora-se o gesto de humildade de Jesus ao lavar os pés dos discípulos. Na Sexta-Feira Santa celebra-se a Paixão e Morte de Jesus Cristo. É o único dia do ano que não tem Missa, acontece apenas uma Celebração da Palavra chamada de “Ação ou Ato Litúrgico”. Durante o Sábado Santo, a Igreja não exerce qualquer ato litúrgico, permanecendo em contemplação de Jesus morto e sepultado. Na noite de Sábado Santo, já pertencente ao Domingo de Páscoa, acontece a solene Vigília Pascal. Conclui-se, então, o Tríduo Pascal, que compreende a Quinta-Feira, Sexta-Feira e o Sábado Santo, que prepara o ponto máximo da Pás-

Fontes para pesquisa IGMR - Introdução Geral ao Missal Romano (Ed. Paulus) RS - Instrução Redemptionis Sacramentum – Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos (Ed. Paulinas) Animação da vida liturgica no Brasil – CNBB (doc. 43) Celebrar a Vida Cristã – Frei Alberto Beckhauser, OFM (Ed. Vozes) A Liturgia da Missa - Frei Alberto Beckhauser, OFM (Ed. Vozes) Novas Mudanças na Missa - Frei Alberto Beckhauser, OFM (Ed. Vozes) Cantar a Liturgia - Frei Alberto Beckhauser, OFM (Ed. Vozes) Liturgia da Missa Explicada – Pe.Gilson Cezar de Camargo (Ed. Vozes)

coa: o Domingo da Ressurreição. Tempo Pascal: A Festa da Páscoa ou da Ressurreição do Senhor, se estende por cinquenta dias entre o domingo de Páscoa e o domingo de Pentecostes, comemorando a volta de Cristo ao Pai na Ascensão, e o envio do Espírito Santo. Estas sete semanas devem ser celebradas com alegria e exultação, como se fosse um só dia de festa, ou, melhor ainda, como se fossem um grande domingo, vivendo uma espiritualidade de alegria no Cristo Ressuscitado e crendo firmemente na vida eterna. Tempo Comum: Além dos tempos que têm características próprias, restam no ciclo anual trinta e três ou trinta e quatro semanas nas quais são celebrados, na sua globalidade os Mistérios de Cristo. Comemora-se o próprio Mistério de Cristo em sua plenitude, principalmente aos domingos. É um período sem grandes acontecimentos, mas que nos mostra que Deus se faz presente nas coisas mais simples. É um tempo de esperança acolhimento da Palavra de Deus. Este tempo é chamado de Tempo Comum, mas não tem nada de vazio. É o tempo da Igreja continuar a obra de Cristo nas lutas e no trabalho pelo Reino. O Tempo Comum é dividido em duas partes: a primeira fica compreendida entre os tempos do Natal e da Quaresma, e é um momento de esperança e de escuta da Palavra onde devemos anunciar o Reino de Deus; a segunda parte fica entre os tempos da Páscoa e do Advento, e é o momento do cristão colocar em prática a vivência do reino e ser sinal de Cristo no mundo, ou como o mesmo Jesus disse ser sal da terra e luz do mundo. Desejo muitas felicidades amigo leitor e devoto de Santa Edwiges, e pela intercessão dela a minha bênção. Deus abençoe você. Amém.

Pe. Valdinei N. Pini, OSJ Vigário Paroquial


palavra do bispo 05

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“OS DOIS MODOS DE ACOLHER JESUS”

O evangelho de Lucas (cf. Lc 10, 38-42) apresenta-nos dois modos de acolher Jesus. Dois modos distintos, mas que se relacionam e mutuamente se condicionam. O primeiro modo é acolhendo Jesus na sua Palavra, como Maria. Para nós, ela é modelo de discipulado, pois “sentou-se aos pés do Senhor, e escutava sua Palavra” (Lc 10, 39). Marta também acolheu Jesus, mas é um acolhimento exterior, ela estava tão empenhada em fazer as coisas para Cristo, que deixou de estar com o Mestre, de realmente dar-lhe atenção na escuta da Palavra. Ora, é nisto, precisamente, que Maria é exemplo para nós: “sentou-se aos pés do Senhor”. Maria é atenta à pessoa de Jesus, e disponível

para acolher sua Palavra. Aqui, cabe-nos perguntar: ‘neste mundo dispersivo e agitado, neste mundo da competição e do stress, tenho reservado tempo para acolher o Cristo que bate à minha porta?’ Não tenhamos dúvida que grande parte da crise de fé e de entusiasmo de muitos cristãos decorre da falta desse acolhimento íntimo em relação ao Senhor, da incapacidade de hospedá-lo no nosso afeto pela escuta da Palavra, que se torna diálogo amigo e perseverante com Jesus. Talvez sirva para nós, ativos em excesso, a advertência de Jesus: “Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada por muitas coisas. Porém, uma só coisa é necessária” (Lc 10,41). Qual? Que coisa é a única necessária? Estar aos pés do

Senhor, abrindo-se a sua Palavra: “O homem não vive só de pão, mas de toda Palavra que sai da boca de Deus” (Mt 4, 4). É esta a parte que Maria escolheu e que também, quando por nós escolhida, jamais nos será tirada, porque Deus cumpre o que promete. Aí está, digamos assim, o ‘segredo’ de um trabalho pastoral não apenas eficiente, mas eficaz. Mas, há outro modo de acolher Jesus. Este modo também decorre da escuta da Palavra, porém mostra se ‘esta escuta é realmente eficaz’ em nossa vida. Trata-se de acolher os outros, de hospedálos no nosso coração e na nossa vida. Exemplo típico encontramos no Antigo Testamento: na hospitalidade de Abraão (cf. Gn 18, 1-10). Sem saber, ao acolher gratuitamente três peregrinos, Abraão estava acolhendo o próprio Deus. E, ao fazê-lo, ao esquecer-se de si para preocupar-se com os outros, tornou-se fecundo: “Onde está Sara, tua mulher? Voltarei, sem falta, no ano que vem, por esse tempo, e Sara, tua mulher, já terá um filho!” (Gn 18, 9.10). A hospitalidade sincera é fonte de benção de Deus! A parábola do Bom Samaritano (cf. Lc 10, 25-37)) nos traz a inquietante pergunta: quem é o meu próximo? Esta pergunta perdura em nossos dias: quem são aqueles e aquelas que estão

de pé, à minha porta esperando que eu os acolha no meu coração e na minha atenção? Somos tentados ao fechamento no nosso mundo e nas nossas preocupações! E, no entanto, através dessas pessoas, o Senhor bate à nossa porta, pede-nos hospedagem. E isso não é de hoje nem de ontem: desde Belém, que Ele está à porta; desde Belém, Jesus procura o nosso acolhimento! Desde Belém, “não havia lugar para ele na hospedaria” (Lc 2, 7). Somente poderemos hospedar Jesus em plenitude quando estes dois modos se completam: hospedá-lo na escuta da Palavra e no silêncio da oração e hospedá-lo naqueles que vêm a nós pelos caminhos da vida. É muito conveniente para nossa vida o conselho do autor da Carta aos Hebreus: “O amor fraterno permaneça. Não vos esqueçais da hospitalidade, porque graças a ela alguns, sem saber, acolheram anjos” (Hb 13, 1ss). Mais que anjos: acolheram o próprio Deus, aquele que disse: “Em verdade vos digo: cada vez que o fizestes a um desses irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes!” (Mt 25, 40).

Dom José Roberto

Bispo Auxiliar de SP e Vigário Episcopal da Região Ipiranga


06 palavra do pároco-reitor

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MISSÃO É VOCAÇÃO! Caros amigos, Paroquianos, Romeiros, Devotos e Leitores do Jornal Santa Edwiges e dos meios de Comunição do Santuário, que Deus os abençoe e os tornem felizes em responder ao Reino todos os dias de sua vida. Estamos no mês das vocações, celebramos todas, de um modo especial devemos olhar para cada um de nós e dar a nossa resposta, que o chamado é feito a todos e a resposta deve ser particular, levando em conta que o Senhor nos chama e nos destina a um serviço particular, e se não atento eu estiver posso me sentir fora da alavanca de fazer acontecer e responder ao chamamento que o Senhor destina e me designa para a felicidade e serviço ao próximo. Em julho mês das férias, eu Pe. Paulo tive a felicidade de ir com um grupo de 46 pessoas até a bacia da Amazônia Legal, no Município de Colniza - MT, ele que é limítrofe com o Estado de Rondônia e Amazonas, onde com um convite para a evangelização, estivemos lá desde o dia 16 até o dia 24 de julho 2016 e, realizamos a ida aos domicílios, comércios, serviços públicos e outros locais que se abriram para a nossa presença, oração

e anúncio da Palavra, um município com aproximados 35 mil habitantes. O que se impressiona na chegada é a diferença cultural, transporte, estradas, ruas, habitações, a estação no Brasil, inverno (para a cidade é dito por verão, onde enfrentamos temperaturas de 35, 38 e 39 graus Celsius), dada a falta de pavimentação nas ruas, um alto índice de poeira, chegado o tempo de preparar as roças uma quantidade de fumaça, onde as queimadas se fazem para limpar o ambiente que vai receber a plantação, ou o pasto que se prepara para a brota, ou já se ocupou e agora está seco. Uma população muito acolhedora, aberta, dialogante e esperançosa, uma população jovem, dada a um município emancipado e tendo a sua primeira administração no ano 2000, de um assentamento ou ocupação das terras que lista as datas de 1980 e 1990, quando as colonizadoras ou áreas de assentamento foram criadas pelo governo no programa, “Ame a Amazônia Ela é nossa”, hoje com outra preocupação, mudando as matrizes de geração de renda e produção. As Missões Josefinas se realizaram lá com uma certeza, “Deus habita esta cidade” (Sl 47), e ai se

Convite O Grupo de Oração Nossa Senhora de Fátima III, convida a comunidade paroquial, para participar de seus encontros que acontecem na Paróquia Santa Edwigtes, todos os sábados às 19h. Venha Participar!

Oração a Nossa Senhora de Fátima Santíssima Virgem, que nos montes de Fátima vos dignastes revelar aos três pastorinhos os tesouros de graças que podemos alcançar, rezando o Santo Rosário. Ajudai-nos a apreciar sempre mais esta santa oração, a fim de que, meditando os mistérios da nossa redenção, alcancemos as graças que insistentemente vos pedimos. Ó meu Bom Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai todas as almas para o Céu e socorrei principalmente as que mais precisarem. Nossa Senhora de Fátima, Rogai por nós!

faz vida e esperança. As missões, com os missionários, leigos, cristãos engajados e com o desejo de servir a Igreja e aos irmãos, se colocaram a caminho mais de 50 horas na estrada, desde as suas casas, e ai, com a comunidade anunciaram o que o Ressuscitado vive e quer de cada um de nós a sua resposta. Aqui também se indicou a nova Coordenação para o próximo biênio, agradeço a colaboração da Irineide e da Rosa, e agora acolhemos a Maria Tereza e Cinthia, que foram indicadas e chamadas a servir, acolheram com alegria este serviço do Reino de Deus, fazendo de sua Vocação, um serviço a Missão. Vocação é missão, é receber do Senhor sinais e nestes colocar-se na obra, para a realização do anúncio a todos quantos somos chamados a evangelizar. Com estima, rezemos por todos os que são chamados para que possam realizar a sua missão.

Pe Paulo Siebeneichler – OSJ

Pároco-Reitor da P. S. Santa Edwiges pepaulo@santuariosantaedwiges.com.br


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Batismo 26 de Junho de 2016

especial 07 Meneses Produções Fotográficas Tel.: 2013-2648 / Cel.: 9340-5836

Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo (Mateus 28-19)

1. Agatha Santos Guimarães 2. Ana Beatriz F. Alves de Araujo 3. Antonella Simões Padilha 4. Arianna Sales de Souza 5. Kimberlly Cauane Alves Santos 6. Maria Eduarda Magalhães Lima 7. Sthefanny Vitória Oliveira da Silva 8. Enzo Raphael de Souza Lima 9. Pietro Henrique Brancaglião Lima 10. Victor Gustavo R. dos Passos 11. Wadnan Gabriel Alves Santos


08 notícias

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agosto de 2016

Celebração da Crisma de Adultos e Despedida do Irmão Júnior

No dia 03 de julho na missa das 11h, aconteceu no Santuário Santa Edwiges, a celebração da Crisma de adultos, celebrada pelo Bispo Dom José Roberto Forte Palau e concelebrada pelo Pe. Antônio Ramos Superior Provincial, Pe. Paulo Siebeneichler, Pe. Valdinei Pini e Pe. Roberto Palloto Ao longo de um ano a pastoral da catequese de adultos, preparou catorze pessoas para o sacramento da crisma. Dentro desse período algumas pessoas receberam também o sacramento do Batismo e da Primeira Eucaristia. Aconteceu também nesse dia, a Despedida do Missionário Ir. Júnior para a Pensilvânia-EUA, ele permaneceu em nossa paróquia durante dois anos trabalhando com a comunidade e a Obra Social de Santa Edwiges-OSSE.

A vocês, que nos deram a vida e nos ensinaram a vive-la com dignidade, não bastaria um obrigado. A vocês, que iluminaram os caminhos obscuros com afeto e dedicação para que os trilhássemos sem medo e cheios de esperanças, não bastaria um muito obrigado. A vocês, que se doaram inteiros e renunciaram aos seus sonhos, para que, muitas vezes, pudéssemos realizar os nossos. Pela longa espera e compreensão durante nossas longas viagens, não bastaria um muitíssimo obrigado. A vocês, pais por natureza, por opção e amor, não bastaria dizer, que não temos palavras para agradecer tudo isso. Pois essa é uma emoção que jamais seria traduzida por palavras.

Feliz Dia dos

Pais!


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Semana de Espiritualidade De 11 a 15 de julho aconteceu no Santuário Santa Edwiges, a Semana de Espiritualidade com temas diários e palestrantes que souberam formar e informar os participantes sobre o Ano da Misericórdia, proposta para este ano do Papa Francisco. O tema do primeiro dia foi Amoris Laetitia - Sobre o Amor na Família, escrito por nosso Papa Francisco. Segundo Dom Celso Bispo Emérito da Diocese de Catanduva, os escrito que lá consta são ricos e todas as famílias deveriam ter um em casa para se orientar ou resolver algum momento de dificuldade na família. Dom Celso com sua experiência e simplicidade de pastor, em pouco tempo sobre explicar sobre cada capítulo de maneira sucinta como as famílias devem viver os desafios nos dias atuais e principalmente o Amor no Matrimônio, citando trechos e em um deles (1 Cor 13,4-7),escrito por São Paulo,chamado hino à caridade, “algumas características do amor verdadeiro”. No segundo dia, Pe. Pedro Luiz da Paróquia Santa Paulina, falou sobre a Bula da Misericórdia, que faz parte do documento com orientações para a vivência dos cristãos no Ano da Misericórdia, que se encerra no dia da festa de Cristo Rei em novembro de 2016. Pediu aos participantes que não deixem de viver esse momento citando a parábola do Bom Samaritano, Evangelho de Lucas (10,25-37), que é uma reflexão para ser posta em prática nos dias atuais, usar não só de misericórdia com o próximo, mas lhe propor a graça em ações concretas. Ele explicou sobre a Porta Santa e fez apelo aos participantes para visitar e passar pela Porta da Misericórdia, como pede em um item do documento: Por opção do Ordinário, a mesma poderá ser aberta também nos Santuários, meta de muitos peregrinos que frequentemente, nestes lugares sagrados, se sentem tocados no coração pela graça e encontram o caminho da conversão. No terceiro dia Frei Edson Ikeda dos Oblatos de São José, resumiu a Misericórdia na Bíblia desde o Antigo Testamento até o Novo Testamento. Foram informadas quantas vezes as palavras Misericórdia e Misericordioso aparecem no Antigo Testamento e Novo Testamento. Misericórdia – Antigo Testamento 451 – Novo Testamento 125 Misericordioso – Antigo Testamento. 1944 – Novo Testamento. 780

Passou por toda a Bíblia citando capítulos de relevância sobre essas duas palavras e resumiu tudo em duas Expressões do Amor de Deus:

e sejam misericordiosos como o Pai pediu. Fez várias reflexões e deixou pistas para que todos busquem o conhecimento para a efetivação do aprendizado, e saberem lidar e buscar soluções para questões do Graça – Ação a ser feita ao próximo. cotidiano seja na comunidade, no Misericórdia – Amor para com o próximo trabalho ou na família. O Santuário Santa Edwiges agraO quarto dia a Irmã Ivinete Fragata dos dece a todos os palestrantes e aos Santos – Irmã Pallotinas, abordou O Sacra- participantes que vivenciaram comento da Misericórdia, falando um pouco nosco essa semana de estudos e forda sua experiência em lugares por onde pas- talecimento de vida cristã. sou em missão e fez relatos da importância do sacramento da confissão com orientaTexto: Karina Oliveira e ções básicas, deixando a mensagem de bus- Valdeci Oliveira car sempre esse sacramento que nos deixa leve diante das dificuldades que enfrentamos no dia-a-dia. Citou também relato de uma pessoa que a instigou e a fez refletir, que as pessoas atuantes em igrejas devem exalar o odor de Deus, e nos deixou essa pergunta: Será que nós cristãos estamos exalando o odor de Deus? Para finalizar, Pe. Bennelson da Silva Babosa-Psicólogo explanou sobre A Vivência da Misericórdia, em uma espiritualidade com a exposição do Santíssimo Sacramento e convidou os participantes a fazer a experiência pela penitência, para que recebam as misericórdias

notícias 09


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A PRIMEIRA FASE DO CENTRO JUVENIL VOCACIONAL – 2006 A 2009 RESGANTANDO OS 10 ANOS DE HISTÓRIA! A transferência do Centro Juvenil Josefino de Apucarana para Londrina em 2006, surgiu a partir de uma reflexão da Congregação dos Oblatos de São José sobre a necessidade de um espaço de acolhida e formação para a juventude. Na época, a casa de Londrina, antigo seminário, era utilizada pela Pastoral Vocacional para encontros e acompanhamento de adolescentes e jovens em processo de discernimento vocacional. Desta forma, decidiram unir estas duas realidades: juvenil e vocacional, surgindo então o CENTRO JUVENIL VOCACIONAL JOSEFINO, sob a assessoria do Pe. Iziquel A. Radvanskei.

Ano de 2006 – Abertura das atividades no Centro Juvenil Vocacional

Com a criação do Centro Juvenil Vocacional buscou-se, além de um ponto de convergência e difusão dos projetos juvenis da Província, apoiar a Igreja de Londrina na formação de líderes capazes de levar adiante os grupos juvenis paroquiais. Por ter um projeto pastoral diversificado, desde o início a casa tornou-se referência em Londrina e região, despertando o interesse de diversas lideranças juvenis. Neste primeiro ano em Londrina, os principais desafios foram: adaptação às duas realidades: juvenil e vocacional, reorganização da Secretaria da Pastoral Juvenil e formação de uma Equipe local que pudesse

se iniciou o Projeto Passo a Passo em parceria com a Pastoral da Juventude da Arquidiocese, além de mais duas oficinas: Projeto de Vida e Ofício Divino da Juventude. A experiência foi muito positiva e trouxe I Jornada da Juventude Oblata em Curitiba várias pessoas de realidades diferentes para dentro da Jornada da Juventude casa, enriquecendo ainda mais os Oblata, na cidade de projetos. Desta forma, foi possível Curitiba, organizada também apoiar os grupos de adolespelos jovens daque- centes locais através de formações la cidade com total para líderes e acampamentos. apoio do Centro JuveSeguindo os moldes das primeiras nil Vocacional. comunidades, a equipe de trabalho da Em 2008, a Provín- época, chamada de “equipe da casa”, cia do Brasil decretou iniciou uma caminhada de estudos o Ano da Juventude, e com o Programa de Comunidade, a o Centro Juvenil Voca- fim de criar laços e fortalecer o comAno de 2006 – Abertura das atividades no cional esteve presente promisso com o projeto. Centro Juvenil Vocacional elaborando subsídios para os grupos, Em 2009, permaneceram os promotivando a primeira Convivência Já em 2007, o Centro Juvenil na Praia de Ipanema e a retomada jetos em parceria com a Pastoral da Juventude da Arquidiocese de LonVocacional contava com drina e as atividades provinciais uma equipe local organidescentralizadas: Convivência em zada e foi possível apoiar Ipanema, Mostra de Dança, Dia do alguns projetos específiJovem Josefino nos setores. cos. Desta forma houve levar adiante os projetos. Ainda neste ano, a casa foi apresentada aos jovens da Província durante a Assembleia Anual da Juventude. Destaca-se também neste primeiro ano, a participação do Centro em assessoria no I Projeto Passo a Passo, realizado em São Paulo e a organização do último Festival de Música Mensagem de Apucarana.

a adaptação do projeto de formação de líderes Passo a Passo para Londrina, chamado “Passo a Passo Pé Vermelho”, a criação da Equipe Provincial formada por líEquipe da Casa - 2008 deres juvenis de praticamente todas as Paróquias da Província, o apoio à Terceira dos Dias do Jovem Josefino nos Mostra de Dança e ao Projeto Inisetores. Oficina do Projeto de Vida - 2009 ciar, realizados na cidade de São O ano de 2008 foi muito imPaulo. Como atividade de massa, portante para a divulgação do Centro Pe. Bennelson da Silva Barbosa foi realizada neste ano a Primeira Juvenil na cidade de Londrina, pois Animador da Juventude - OSJ


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VOCAÇÃO: PROJETO PENSADO POR DEUS “A vocação do homem é um projeto pensado por Deus, pelo Deus Criador e Redentor. A vocação o do plano das origens, ou daquele pensamento “primitivo”, se assim podemos expressar-nos, segundo o qual o Pai Criador criou cada uma das criaturas, deixando nela um traço da própria imagem e semelhança. A vocação é um apelo que o Pai Redentor dirige a cada homem salvado pelo sangue do Filho, a fim de que não somente acolha a salvação que o Filho lhe conquistou, mas para que escolha colaborar ativamente no desígnio da salvação, com uma participação responsável em benefício de outros, sempre à imitação e pela graça daquele que deu sua vida pela salvação de toda humanidade”. (Cencini, Amadeo – Construirirltura vocacional. Paulinas, São Paulo, 2013) primeiramente deixar claro que seguimos a Jesus Cristo na obra da redenção e com ele fazemos a diferença, para tanto poder ajudar a outros tantos a responder com clareza ao chamado de Deus em nós. Ajude-nos a propagar que cada um tem um chamado e que deve ser respondido com autonomia e liberdade; com entusiasmo e interesse, com o coração e com a mente. Nesse mês de agosto a proposta é que possamos olhar nossa vocação à luz da salvação de Deus pela humanidade. Cada um é chamado ao serviço do Reino e, assim sendo, imitar a Jesus Cristo que veio redimir nossa condição de homens e mulheres frágeis. Portanto aquele que responde ao chamado através da vocação à Vida Religiosa, Sacerdotal ou Laical nas suas mais variadas formas de servir; contribui ativamente com a obra da Salvação, ajudando a redimir e a construir uma seara de nova vida. Não obstante nossa fragilidade e nossa condição de ainda não con-

templarmos o céu, buscamos fazê-lo através da misericórdia e do perdão, do serviço criativo e da acolhida ao diferente. Ser vocacionado e responder ao chamado nos faz vislumbrar os traços das origens da nossa criação; “imagem e semelhança de Deus”. Com essa mesma ideia somos marcados com esse selo real que é o amor de Deus em nossas vidas e daí em diante seremos cidadãos dos céus. Caro amigo (a) leitor (a); convido você a fazer uma reflexão para saber como pode contribuir na construção de uma cultura vocacional, ou seja, de uma cultura onde todos possamos

Rezemos pelas vocações Oblatas: Oração Vocacional: Senhor Jesus Cristo, que nascestes de Maria e crescestes com a proteção e educação de São José. Nós te pedimos pela Igreja nascida do teu lado aberto na cruz. Que ela tenha Pastores e Ministros dignos da honra de servir a Deus e ao seu povo. Confirme os Discípulos e Missionários e desperte novos fieis para a Vida Religiosa, para o Ministério Ordenado, para a Missão, a Justiça, o serviço aos Pobres e aos Jovens, a Catequese e para a Família Cristã. Dê aos batizados a graça da perseverança na fé e da esperança na

vida. E nos alimente sempre com Tua palavra e Tua presença eucarística. Amém! Jovem, venha também você cuidar dos interesses de Jesus; seja um Oblato de São José!

VENHA NOS VISITAR Centros Vocacionais dos OSJ: 1 – Centro Juvenil Vocacional Rua Darcírio Egger, nº. 568 Shangri-lá CEP 86070 070 - Londrina-PR Fone: (43) 3327 0123 email: savosjosefinos@gmail.com 2 - Escola Apostólica de Ourinhos Rua Amazonas, nº. 1119, CEP: 19911 722, Ourinhos-SP Fone: (14) 3335 2230 valdineipini10@gmail.com 3 - Juniorato Pe. Pedro Magnone Rua Marechal Pimentel, 24, CEP 04248-100, Sacomã, São Paulo- SP Fone: (11)2272- 4475 4 – Irmãs Oblatas de São José Rua José Paiva Cavalcante, 750 Conj. Lindóia CEP 86031-080 / Londrina-PR Fone: (43) 3339.0876 irmas.oblatas@hotmail.com

Pe. José Antonio Vieira Ferreira, OSJ Animador Vocacional dos Oblatos de São José


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SANTA EDWIGES NA JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE A padroeira de uma Comunidade Jovem inteira, nos seus mais diversos rostos e identidades, “participou rapidamente” da JMJ 2016 em Cracóvia, Polônia. No Brasil, em seu santuário no Sacomã, por Jesus Cristo ela quer motivar ainda mais os jovens a ser Discípulos e Missionários Misericordiosos como o Pai. uma jovem – disse rápidas palavras de motivação aos jovens ali presentes. Depois disso, foi ela quem levou o Evangeliário até o lugar da proclamação da Palavra de Deus para todos escutarem o texto de Lucas 10,38-42, o encontro de Jesus com Marta e Maria que nos transmite a importância da escolha da melhor parte que é Jesus e sua palavra de salvação.

do trabalho e líderes da comunidade, conscientes de seus deveres para com a realidade em que vivem. Entretanto, muitos jovens “edwigianos”, meninos e meninas, moças e rapazes, homens e mulheres optaram por não mais seguir os conselhos da religião, os valores familiares, os aprendizados de sua própria história fazendo de sua consciência e razão o lugar próprio de seus gostos, escolhas e projetos. Se, por ventura, falhamos com vocês e não fomos exemplos, por favor, nos perdoem! Deus os guie e os mantenham em paz!

Amigos e amigas jovens do Santuário Santa EdwiMuito tocado “em ver Santa Edwiges ali com os jovens do mundo in- ges, este artigo eu dedico a vocês! Aos de ontem e teiro”, meu pensamento e coração os de hoje! O que fomos ontem, nos moldou para o deslocaram-se até nosso santuário, hoje! Um amigo meu religioso costuma dizer: “Santa localizado nos bairros de Sacomã e Edwiges é o lugar que formou e educou vocês”. É, ele Heliópolis. Aqui muitos foram os tem um pouco de razão. Jovem polonesa interpretando Santa Edwiges com suas vestes de duquesa. jovens, que junto de sua padroeira, Que da Jornada Mundial da Juventude, na intercesJORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE 2016, Cracóvia – Polônia. tiveram um encontro pessoal com são de Santa Edwiges, nós possamos ser fiéis DiscíJesus Cristo na educação e formação pulos e Missionários do Crucificado, servos dos poda juventude sabendo que “o pouco é bres, humildes e simples; educadores e promotores da alguma coisa e barrar o mal já é um grande bem” (São juventude; incentivadores da família cristã e, não meAcabamos de viver mais uma Jornada Mundial da José Marello). nos importante, intercessores da paz entre os homens. Juventude. Ela aconteceu de 26 a 31 de julho de 2016 A lembrança e alegria de poder situar Santa Edwiges na Cracóvia, Polônia com o Papa Francisco. Deo gratias! no contexto da Jornada Mundial da Juventude, faz-me Qual não foi a minha surpresa quando, no Ato de lembrar destes grupos: COJOSE, JUFRA, AJUC, LIMartinho Vagner Cerimônia de boas vindas ao Santo Padre, o Papa TURGIA DAS 9h, ADONAI, depois AJUNAI e, na martovagner@yahoo.com.br Francisco, no dia 28 de julho, no Parque Blonia, uma atualidade, o grupo EMANUEL. “convidada” muito interessante apareceu: Santa EdwiNão se pode esquecer, que além ges, rainha da Polônia, mãe dos pobres, padroeira dos destes grupos, a CATEQUESE DA pobres e endividados, educadora das famílias e modelo CRISMA sempre foi e ainda é o dos políticos. Obviamente ela tinha que aparecer, pois, lugar de encontro dos jovens “para é santa nativa da Polônia, aliás, de grande importância fazer conhecer, fazer amar e fazer CREDENCIADA – BONA e SINTEKO para aquele país, bem como para um grande país do cumprir a doutrina de Jesus Cristo” continente Latino-americano, o Brasil. (São José Marello). ARCIA RASPADOR Desde 21 de abril 1960, até anos antes, Santa Edwiges tem o seu lugar na cidade de São Paulo com uma igreja, hoje santuário, a ela nominado. Aliás, Edwiges tem uma rogativa muito particular: “padroeira dos pobres e endividados”. Ora, no momento histórico particular do Brasil, que passa por preocupante período político e econômico, o dom de intercessão de Edwiges aos pobres e endividados se faz muito necessário. No contexto das boas vindas ao Santo Padre feito pelos jovens e adultos peregrinos na JMJ 2016, depois de várias apresentações temáticas, quase que na última delas foram apresentados os santos e santas intercessores desta peregrinação. A primeira santa intercessora da JMJ2016 foi Santa Edwiges, nossa padroeira. Na jornada, Edwiges – obviamente interpretada por

Por muito tempo, e por oportunas vezes, os jovens do Santuário Santa Edwiges encontraram neste lugar uma âncora de segurança frente à realidade local dos bairros, ao seu crescimento humano e afetivo, nas catequeses de evangelização e encontros de formação que fizeram deles jovens amigos Discípulos e Missionários de Jesus Cristo. Hoje muitos destes jovens, obviamente, cresceram e carregam os frutos de seu desenvolvimento na vida, na fé, no trabalho e na sociedade: são pais, mães, profissionais

Ademir


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Santo Agostinho, grande Bispo e Doutor da Igreja 29 de Agosto principalmente na arte da retórica. Sendo assim, depois de passar em Roma, tornou-se professor em Milão, onde envolvido pela intercessão de Santa Mônica, acabou frequentando, por causa da oratória, os profundos e famosos Sermões de Santo Ambrósio. Até que por meio da Palavra anunciada, a Verdade começou a mudar sua vida.

Depois de “perder” sua mãe, voltou para a África, onde fundou uma comunidade cristã ocupada na oração, estudo da Palavra e caridade. Celebramos neste dia a memória do grande Bispo e Doutor da Igreja que nos enche de alegria, pois com a Graça de Deus tornou-se modelo de cristão para todos. Agostinho nasceu em Tagaste, no norte da África, em 354, filho de Patrício (convertido) e da cristã Santa Mônica, a qual rezou durante 33 anos para que o filho fosse de Deus. Aconteceu que Agostinho era de grande capacidade intelectual, profundo, porém, preferiu saciar seu coração e procurar suas respostas existentes tanto nas paixões, como nas diversas correntes filosóficas, por isso tornou-se membro da seita dos maniqueus. Com a morte do pai, Agostinho procurou se aprofundar nos estudos,

O seu processo de conversão recebeu um “empurrão” quando, na luta contra os desejos da carne, acolheu o convite: “Toma e lê”, e assim encontrou na Palavra de Deus (Romanos 13, 13ss) a força para a decisão por Jesus: “… revesti-vos do Senhor Jesus Cristo… não vos abandoneis às preocupações da carne para lhe satisfazerdes as concupiscências”. Santo Agostinho, que entrou no Céu com 76 anos de idade (no ano 430), converteu-se com 33 anos, quando foi catequizado e batizado por Santo Ambrósio. Depois de “perder” sua mãe, voltou para a África, onde fundou uma comunidade cristã ocupada na oração, estudo da Palavra e caridade. Isto, até ser ordenados Sacerdote e Bispo de Hipona, santo, sábio, apologista e fecundo filósofo e teólogo da Graça e da Verdade. Santo Agostinho, rogai por nós! Fonte: www.santo.cancaonova.com

Mensagem especial

A vida do outro

Naquela manhã de outono, que mais parecia de inverno, o sol bateu direto em meu rosto, fazendo com que eu acordasse mais cedo do que pretendia, e sentisse que a fome de ontem não tinha ido embora. Meu estômago desperto pôs-se a roncar, como que a pedir comida. Pobre estômago, que não se acostumava a viver vazio. Revoltava-se, e eu nada podia fazer. À medida que o dia passava, a fome e o frio, juntos, machucavam o meu corpo já castigado pela vida que não escolhi viver. A vida que a mim se apresentou, e que eu achava tão normal, tão natural de ser vivida... E eu gostava tanto dela, gostava da vida que levava, da liberdade que ela me dava. Era minha, e eu a vivia como se não houvesse amanhã. Um dia após o outro. Melhor assim, pois esse meu modo de vive-la, afastava de mim a saudade e a recordação de um passado distante, que eu preferia não lembrar para não sofrer. E assim eu renascia a cada dia. Uma garoa fina começou a cair, deixando minha roupa gelada. Pobre roupa que não se acostumava a viver molhada, e que secava à vontade do sol que aparecia quando queria. A seu bel prazer. E ele já estava indo embora, sem se preocupar com a noite que se aproximava, trazendo com ela um vento frio, mas tão frio, que me deixava temerosa, pensando no que eu deveria fazer

para espanta-lo. Como se possível fosse. As pessoas que passavam por mim, não me viam. A dor do outro a elas não pertencia, não era nelas que doía... Era um tal de um achar que o outro deveria fazer alguma coisa, que nesse empurra, empurra, nada acontecia. Saí a procurar papelão para fazer minha cama daquela noite. A cada noite uma nova cama. E o que consegui encontrar para fazê-la, nem de longe espantou o frio que eu sentia. Senti falta daquele casaco que ganhei e que levaram. Talvez precisassem mais do que eu. Lá pelas tantas, a Kombi da sopa parou perto de onde eu estava. Um cheiro delicioso tomou conta do lugar. Tentei levantar e não consegui, pois tremia tanto. De fome e de frio. Mas acontece, que mãos caridosas de mim se aproximaram, calçaram luvas em minhas mãos, colocaram um gorro em minha cabeça, um cobertor sobre meu corpo, e assim, pouco a pouco o frio foi embora. Depois, ofereceram-me a sopa quentinha, que comeu minha fome daquele dia. E amanhã, amanhã será outro dia. Heloisa P. de Paula dos Reis hppaulareis@yahoo.com.br


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OS OBLATOS DE SÃO JOSÉ E AS OBRAS DE MISERICÓRDIA O RESPEITO PELOS MORTOS: ENTERRÁ-LOS E REZAR POR ELES No artigo deste mês vamos recordar a 7ª obra de misericórdia corporal e a 7ª obra de misericórdia espiritual: 7. Enterrar os mortos e 7ª Rogar a Deus por vivos e falecidos. Enterrar os mortos. A vida é um grande dom recebido de Deus. Faz parte do viver, o morrer também. O respeito que temos a pessoa em vida devemos ter por seu corpo após a morte. No Livro de Tobias encontramos o seguinte: “Tobit com uma solicitude toda particular, sepultava os defuntos e os que tinham sido mortos.” (Tb 1, 20). O Catecismo da Igreja Católica, assim diz: “Os corpos dos defuntos devem ser tratados com respeito e caridade, na fé e na esperança da ressurreição. O enterro dos mortos é uma obra de misericórdia corporal que honra os filhos de Deus, templos do Espírito Santo” (CIC § 2300). A Igreja permite a cremação do corpo, desde que não seja um ato que se faça numa manifestação de contrariedade à fé na ressurreição dos mortos (CIC § 2301). A doação gratuita de órgãos não é um desrespeito ao corpo quando desejada pela própria pessoa, é uma pratica legitima, incentivada pela Igreja como meritória. Mas, cabe a nós, sobretudo, auxiliar os familiares e amigos a elaborarem o luto, lidarem com o sentimento da perda, sendo suporte neste momento difícil, se fazendo presente no velório, junto aos familiares ou manifestando a todos eles a nossa solidariedade e apontando a eles a esperança, partilhando as palavras de Jesus sobre a Ressurreição. Rezar pelos vivos e pelos mortos: Na oração sacerdotal Jesus rogou a Deus, por mim, por você! Rogou pelos seus e por todos que em todos os tempos viriam a ser seus discípulos (Jo 17). Em várias outras passagens dos Evangelhos Jesus retirava-se para rezar, para estar unido ao Pai e para apresentar ao

Pai a sua vida e a vida dos seus. São P a u l o recomenda “Orai sem cessar” 1 Ts 5,17. O ser humano é sempre mais preocupado com suas próprias necessidades, mas através desta obra de misericórdia espiritual, somos exortados a rezar pela humanidade, rezar por aqueles que nem conhecemos; rezar pelas grandes necessidades do mundo; rezarmos pelo Papa e pelos conduzem a Igreja de Deus; pelas vocações; pelas autoridades; pelos que sofrem e pelos que se recomendam às orações. Rezar pelos mortos também: Desde os primeiros tempos a Igreja honrou a memória dos defuntos e ofereceu sufrágios em seu favor, em especial o sacrifício eucarístico, a fim de que, purificados, eles possam chegar à visão beatífica de Deus. A Igreja recomenda também as esmolas, as indulgências e as obras de penitência em favor dos defuntos (CIC 1032). As almas merecem a lembrança e orações dos seus. As orações que fazemos por elas, as ajudam a alcançar o repouso eterno, o

refrigério e a luz que não se apaga. Daí vem o costume de lembrarmos em nossos momentos de oração das grandes necessidades e dores das pessoas, de suas grandes realizações e de recordarmos de nossos falecidos. Exemplo disso são as missas de 7º dia, 30º dia, aniversário de falecimento. Afinal, com a morte, “a vida não é tirada, mas transformada. Rezemos uns pelos outros. A oração é força, é alimento, e certeza de estarmos unidos a Deus e aos irmãos ainda que distante deles. Os Oblatos de São José chegaram no Brasil, em atitude missionária, vindos da Itália, em outubro de 1919. Um deles o Pe. EMILIO MARTINETTO, Italiano, tinha apenas 3 anos de sacerdócio: era o mais jovem dos 5 missionários que aqui chegaram, tinha apenas 32 anos. Trabalhou na vasta e difícil paróquia de Paranaguá, na zona tórrida do litoral do Paraná. Ali se dedicou ao trabalho num colégio e fundou uma tipografia. Teve um cuidado particular para com o Santuário de Nossa Senhora do Rocio, que

fazia parte do território da paróquia. E mais tarde, em Curitiba, foi responsável pelo “Abrigo dos Menores”, uma obra social em prol da juventude, juntamente com o Pe. José Calvi. Sofreu por vários anos de uma profunda chaga em uma das pernas e morreu de hidropisia, depois de três meses de sofrimento. Dom Pedro Fedalto, Arcebispo de Curitiba, testemunha: “Padre Martinetto foi sempre uma boa alma que espalhava o bálsamo da caridade visitando ricos e pobres nas vilas e nos lugares mais difíceis”. Faleceu em Curitiba (Paraná) aos 61 anos de idade. 39 anos de vida religiosa e 29 de vida sacerdotal. Está sepultado no túmulo da Congregação, no Cemitério Água Verde (Curitiba). Que as obras de misericórdia corporais e espirituais e o testemunho dos que a viveram nos ajudem a sermos mais perfeitos e assim construirmos um mundo novo e bem melhor. Pe. Antonio Ramos de Moura Neto OSJ - Superior Provincial


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O Servo de Adonay O livro de Isaías é um dos livros proféticos mais lidos. A Liturgia da Igreja propõe sempre suas leituras em todos os tempos litúrgicos. Na realidade Isaías é um livro com muitas imagens, sentidos e significados. Um deles é de notável importância. Trata-se do “Servo do Senhor”, ou na linguagem mais original, o “Servo de Adonay”, sendo “Adonay” o nome de Deus como os hebreus o diziam. Esta imagem, do servo, aparece sobretudo na segunda parte de Isaías, o chamado “segundo Isaí-as” ou “livro da Consolação de Israel”, que é do capítulo 40 ao capítulo 55. “Servo”, na língua hebraica, que é a língua original do Antigo Testamento, pronuncia-se ebed. A ideia do “servo de Adonay” é um conceito aplicado aos grandes personagens do Antigo Testamento como Abraão, Moisés, Davi, aos Profetas, a Ciro, rei da Pérsia, libertador do Povo da Aliança. Mas por detrás desta imagem de servo seguramente se encon-tra também a dos anawîm, que são os “pobres” que durante o Exílio, de 587 a 520 a.C., na Babilônia, não tinham segurança. Estes anawîm ou “pobres” expressam seu pranto em alguns Salmos, como no 44, no 74, no 79, no 137, etc. Eles se sentem rejeitados, mas são o “verdadeiro Israel”, Ebed Adonay, o “Servo de Adonay”. Este Servo expia o pecado de muitos e será o mediador da Aliança. Esta ideia de Servo do Senhor ou de Adonay, como temos dito aqui, é também a figura do Messi-as, que restabelecerá a justiça e a paz sobre a terra. É, portanto, um tema importante para se conhecer. Na realidade, são muitas as imagens de “servo” e talvez fosse melhor dizer “servos”, no plural, pois são muitos os servos e as ideias de Servo que aparecem em Isaías e todos são o “Servo de Adonay”. Mas em especi-al sempre se faz referência a quatro passagens de Isaías que tratam do Servo e que são chamadas “cantos do Servo”. Vejamos: Primeiro canto do Servo: Isaías 42,1–4. O servo é apresentado à corte celeste. Existe certa im-pressão que o servo seja alguém relacionado com David, o grande rei. Em Isaías 11,1–2 encontra-se a profecia do “ramo de Jessé”, que faz justamente menção implícita a Davi, filho de Jessé. O que importa neste canto é que a missão do servo é anunciar a lei, demonstrar a vontade do Deus da Aliança às ilhas, imagem interessante de aqui se encontrar e talvez diga respeito aos povos pagãos, e à toda a humanidade. O método do servo não é rude, violento, mas tolerante. O servo usa a cana rachada, não a joga fo-ra, não apaga a pequena chama, mas a alimenta para que volte a brilhar. É uma mensagem de esperança, de futuro. Em outras palavras, o Servo não vem para destruir, castigar, confundir. Ele vem para salvar, resgatar, restaurar. Uma bela imagem para

quem espera um líder que pode restabelecer o reino perdido pelo Exílio. Segundo canto do Servo: 49,1–6. O Servo fala em primeira pessoa, portanto é uma oração pes-soal, um poema no qual alguém expressa seus sentimentos mais intensos e internos. As ilhas são citadas mais uma vez. Os povos devem prestar ouvidos ao Servo que anuncia sua vocação como em Jeremias. A espada aparece como uma imagem de decisão e incisão na história pessoal, do servo, e de seus ouvintes. Neste canto o servo é, sem dúvida, Israel. Ele parece descrente do futuro, mas mantem-se unido ao Deus que o chama e o vocaciona. Ele deverá reunir Israel, deverá reformar Israel. O Servo é “luz das nações” o que significa dos povos, dos não judeus. O Servo, que é Israel, será luz das nações. Terceiro canto do Servo: 50,4–9. Aqui o servo adquire os contornos de sofrimento. Parece um tolo, alguém desprezível. Sofre agressão. Aceita sua missão, vai consciente ao encontro de seu testemu-nho. Parece que este canto abre as portas para o próximo, que sem dúvida é o mais dramático. Quarto canto do Servo: 52,13—53,12. É o mais denso e longo dos cantos, bem como o mais bem delimitado. De fato, se observarmos nas Bíblias, não há uma extensão muito clara para os cantos anteriores. Alguns vão além dos versículos indicados aqui. Já com este quarto canto as coisas são diferen-tes: ele tem início, meio e fim bem evidentes. O canto apresenta eventos trágicos recaindo sobre o Servo. Há um contraste muito forte com situ-ações, como humilhação de um lado e glorificação de outro. Algumas imagens são interessantes, como a do broto que nasce no deserto, relacionando-se a Isaías 11,1, Jeremias 23,5–6 e Zacarias 3,8. O Servo é uma presença viva em um mundo que aparece morto! Seu sofrimento é visto como juízo da parte de Deus. Olhando para o Servo, que sofre e, por isso, é chamado de “Servo Sofredor”, os espectadores devem con-fessar seus pecados. Sua doação é total, como um cordeiro, que era um animal oferecido em sacrifício no antigo Israel e que, depois, com Jesus, será um dos símbolos de sua Pessoa e Missão. O sofrimento do Servo liberou Israel e o mundo de sua culpa. Há uma forte referência a um sacrifício expiatório, de satisfação pelo peca-do. Alguém é sacrificado: o Servo. Mas isto é apenas um aspecto deste Servo. O mistério do Servo sofre-dor vai além dos limites de sua identidade com Israel, todo o povo, ou com um justo anônimo, um Servo do qual não se conhecerá a identidade, e com o próprio Jesus, que é naturalmente identificado como sendo o Servo Sofredor pelas imagens e pela sua disposição em ser Salvação.

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Aqui surge um tema de notável importância na Teologia do Novo Testamento e na expressão mais marcante da Revelação Cristã: a Ressurreição do Jesus, que é o Messias Davídico. A imagem do Servo Sofredor assa pelo messianismo, deixa marcas na teologia cristã e na sua liturgia pascal, e adentra na iden-tidade do próprio ser humano. O Servo Sofredor, o Messias Salvador, o Filho de Davi. Este quarto canto apresenta o Ebed, o Servo como o Messias, como se lê no início do quarto canto (Isaías 52,13). E isto tem uma raiz histórica intensa. O Povo da Aliança, no reino do sul, Judá, era governado, desde os tempos de Samuel, por um rei. Era um regime monárquico muito especial. Ora, a crise da monarquia culminou com o exílio em 586 a.C. (Veja, a respeito do exílio, o artigo neste Jornal em março de 2016). Com o exílio acabou-se o culto no Templo, acabou-se até o próprio Templo que foi destruído. Os líderes políticos e religiosos ou foram mortos ou exilados. O rei e sua dinastia foram exterminados. Ficou o rei Joaquim, em Babilônia, prisioneiro. Depois de um certo tempo ele foi reconhecido como “rei de Judá no exílio” e teve algum respeito da parte da corte de Babilônia. Isto foi um sinal de esperança. O rei era considerado o Messias. Esta palavra significa “ungi-do”, que é o sinal do escolhido por Deus. Nem sempre o rei era, realmente, alguém que Deus teria tido von-tade de escolher. Mas eram assim as coisas! Nestes tempos começou-se a esboçar um novo tipo de Messianismo. O aspecto “real” do messia-nismo que se esboçava desde os tempos de Davi deixou espaço para outro tipo de messianismo. Ele está muito ligado à imagem de Profeta, alguém que vem do meio da nação, do povo, como se lê em Deuteronô-mio 18,15 e 18. O Servo Sofredor, Servo de Deus ou Adonay, é um personagem especial, único na história e na sua realidade. Esta imagem, muito forte, expressa em Isaías, será valorizada ao estremo na Teologia do Povo da Aliança. Ela amadurecerá de modo prático na reverência que é devida aos líderes, A salvação para Israel será mediada não pelas estruturas genealógicas do messianismo davídico, mas pela intervenção de um profeta ideal, cuja identidade exata é difícil, senão impossível de determinar. Isto se encontra sobretudo no II Isaías que, não obstante insistir nesta imagem, é evasivo. Este “Servo de Adonay” apresentado por Isaias, é o personagem que encanta, arrebata, espanta, atrai, um personagem complexo que o Novo Testamento e a Tradição da Igreja reconheceram ser o próprio Jesus. Pe. Mauro Negro - OSJ Biblista PUC Assunção - São Paulo - SP mauronegro@uol.com.br


PARABÉNS AOS DIZIMISTAS QUE FAZEM ANIVERSÁRIO NO MÊS DE AGOSTO 10/08/1962 Amarildo Lourenço Da Silva 23/08/1960 Ana Maria André De Barros 12/08/1956 Anaita Alemida Andrade 26/08/1956 Antonio Carlos Da Silva 07/08/1983 Antonio Carlos Limeira Da Luz 03/08/1970 Antonio De Souza Sobrinho 07/08/1975 Antonio José Ribeiro De Carvalho 17/08/1972 Antonio Luis De Sousa 20/08/1967 Aparecida Yabrude Bonater 05/08/1959 Auricéia Batista Silva Almeida De Jesus 11/08/1972 Célia Cristina Carvalho Ribeiro 04/08/1976 Celino Alves Do Monte 02/08/1964 Edvaldo Caldeira Coutinho 15/08/1967 Erivan Carvalho Da Cruz 30/08/1980 Fabio Rogerio Alves Dos Santos 12/08/1966 Francisca Das Chagas Silva 22/08/1961 Francisco Castanho Frederico

10/08/1958 Francisco Fonseca De Magalhães 31/08/1949 Francisco Ramos Cabral 27/08/1970 Gean Carlos B. Da Silva 01/08/1979 Jeová Sousa Da Silva 20/08/1957 José Alves Lira 06/08/1959 Josefa Felix De França 106/08/1980 Joselita Fiolho Da Silva 18/08/1993 Juliana Vasconcelos Da Silva 03/08/1969 Laís Campelo Dos Santos 27/08/1985 Lucilene De Sena 06/08/1952 Luis Machado 06/08/1941 Luzia Perobelle 27/08/1979 Marcos Paulo Oliveira De Lima 16/08/1943 Maria Celeste Vieira Carrico Borges 15/08/1954 Maria Cerqueira Ribeiro 10/08/1979 Maria Da Conceição Ponciano Chaves

23/08/1950 Maria De Lourdes Santos 02/08/1965 Maria Dos Anjos Da Costa Rodrigues 24/08/1976 Maria Felix Gomes 18/08/1969 Maria Lucimar De Araujo 26/08/1958 Maria Marlene Dos Santos Marttins 11/08/1940 Odete Maria Teixeira 02/08/1937 Olga Maringolo Pereira 12/08/1978 Patricia Da Silva Antonio 11/08/0963 Rita De Cássia Ferreira 05/08/1952 Salvina Dos Santos Olegário 12/08/1960 Severino Vitalino Da Silva 19/08/1973 Sheila Regiane Lima De Oliveira 19/08/1975 Terezinha Nunes Xavier 29/08/1959 Valmir Rodrigues De Oliveira

Parabéns!

DÍZIMO RECADO DO DÍZIMO:

“Dízimo é partilha! Partilhar não é dar o que sobra, é dar o que o outro precisa”. Obrigado aos que são dizimistas e aos que ainda não são, convidamos a fazer a experiência.

CAMPANHA PINTE A CAPELA DO SANTUÁRIO SANTA EDWIGES 1. Ednaldo e Doralice 2. Eurides Mota da Silva 3. Maria da Penha Amaral Pessegatti 4. Maria Prudencio

O NOSSO MUITO OBRIGADO!


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