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Catequese sobre o Dízimo Por que todo Cristão deve ser Dizimista?

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eria possível fornecer mil respostas. Vamos citar apenas algumas. Com certeza, outras que não citaremos têm igual importância.

1º- Para ser coerente consigo mesmo: De sã consciência ninguém nega a fé em um Deus verdadeiro. Mas, o cristão tem que apresentar gestos que provem sua fé, um "sacrifício" maior. Anunciar que tem fé e estar na Igreja semanalmente é pouco. Deus quer e espera algo mais comprometedor, que seja mais coerente. 2º- O cristão deve ser dizimista porque é Deus quem pede: A Bíblia contém centenas de citações sobre o assunto. Tanto o Antigo Testamento, como também o Novo, deixam claro: Dízimo é dever de toda pessoa de fé. Nos Atos dos Apóstolos lemos inúmeras citações da prática desta obediência a Deus. Os primeiros cristãos tinham o hábito de dividir o que possuíam. As primeiras comunidades foram construídas com sacrifício de cada um. Graças aos primeiros cristãos, que agiam assim, a mensagem de Jesus Cristo pôde chegar até nós. É nosso dever com o nosso Dízimo, fazer com que as futuras gerações também conheçam a Deus. Se não for assim, nossa fé perde sentido. 3º- Toda a vida da Igreja depende do Dízimo: Não há como pensar diferente. Desde a aquisição do terreno, a construção e conservação do prédio, a manutenção dos padres, a secretaria, os impostos, luz, água, esgoto, material de celebração, os bancos, o som, folhetos, a assistência aos carentes, etc.; nada disso cai do céu. Tudo é comprado. Julgamos que seja muito fácil entender isto. 4º- Deus pede a quem tem fé que assuma verdadeiramente a sua Igreja, seja responsável por ela: a Igreja é a casa de Deus, recebemos a tarefa de conservá-la. Quem não é dizimista deve se sentir incomodado ao entrar na Igreja, usar tudo que lá está, ver tudo que já foi conquistado, e pensar que não tem parte em nada daquilo. Deve ser muito triste se sentir assim. O contrário também é verdadeiro. Saber que pode contribuir para que Cristo seja conhecido por outros irmãos, ver toda Igreja, ver a Casa de Deus e se sentir responsável por tudo que ela representa. É uma graça maravilhosa; só Deus poderia nos fazer sentir este bem interior. 5º- Temos que remover os obstáculos naturais, surgidos no relacionamento do dia a dia com pessoas que nos cercam e assumir a missão de construtores de comunidade: Muitos prédios, muitas casas não indicam comunidade unida. A mais importante é a comunidade espiritual, onde todos dividem o que tem: alegrias, tristezas, bens materiais, etc. A construção desta comunidade espiritual é nossa responsabilidade. O Dízimo de todos tem importante papel nesta obra. É ele que dá a base para isto. 6º- Devemos ser dizimistas em responda a Deus: Leia em Gênesis 1, 1-31. Deus é o Criador do mundo e o fez por amor a nós. Tudo o que vemos, sentimos, ouvimos e sabemos existir e até o que não conhecemos é criação de Deus para o nosso bem, por amor a nós. O Dizimo tem a função principal de fazer com que este Deus, que é Pai maravilhoso, seja conhecido, amado e adorado por mais pessoas. Onde Deus não é co-


nhecido, não há defesa contra o mal, ficamos sujeitos à ação do maligno e todo tipo de tragédia pode nos acontecer. Isto está mais do que provado. 7º- Não é certo que a comunidade, que somos todos nós, seja construída com o sacrifício de uns poucos, todos devem participar: Se alguém doar o terreno ou mesmo construir o prédio da Igreja sozinho, os demais devem dividir as outras tarefas da comunidade e o Dízimo tem a incumbência de manter as condições de desenvolvimento das pastorais e serviços da Igreja construída. Quando todos participam, todos dão mais valor. Tudo que ganhamos sem sacrifício para a comunidade tem um valor bem menor. 8º- O Dízimo é uma intima e profunda relação entre a pessoa de fé e Deus. É Deus dando força para o trabalho, material para produção, inteligência para o seu desenvolvimento, é a pessoa de fé respondendo a Deus com parte do que recebe como recompensa por seu trabalho. É, na verdade, uma devolução a Deus do que é de Deus. A comunidade, consciente disto e colocando tudo em disponibilidade comum, reflete o verdadeiro sentido da vida cristã. É abundância de Graça Divina. O dizimista consciente destas maravilhas é um cristão em perfeita sintonia com Deus e recebe deste mesmo Deus graças em profundidade. Como é bom ouvir os testemunhos de tudo isso, irmãos que fazem questão de dizer em público que estão vivendo esta experiência com Deus. Sempre o fazem com lágrimas nos olhos. 9º- Um dos grandes problemas da Igreja é a falta de padres: Às vezes não faltam vocações, no entanto, nascem ou morrem pela falta de um seminário, falta de recursos dos pais e da comunidade para manter o jovem vocacionado. Como é triste perceber um mundo carente de padres e outros religiosos e saber que eles não estão no nosso meio, em parte, porque não temos como desenvolver as suas aptidões religiosas. Às vezes falta até giz para o catequista; é triste, mais é uma verdade que não podemos ignorar. Muitos pais exigem formação religiosa para os filhos e se negam a dar o Dízimo como recomenda a Bíblia. Não podemos fingir que está certo! 10º- Minha fé não pode permitir que eu seja freqüentador de uma Igreja pequena, sem bancos, sem um bom serviço de som, sem ventiladores, sem pessoas preparadas para as celebrações. Minha fé tem que exigir uma Igreja espaçosa, com tudo que me permita entender claramente o que Deus tem a falar. Se sou exigente na construção de minha casa, de meu guarda-roupa, se quero o melhor para meus filhos, a melhor profissão, a melhor condição de vida, devo querer também o mesmo para Casa de meu Pai, a minha Igreja. Se assim não for, serei incoerente com minha fé. Se não me incomodar com a Casa do meu Pai, como posso querer que Ele se incomode com a minha? O Profeta Ageu nos fala claramente sobre isto. Leia Ageu, todo o seu livro nos fala sobre a responsabilidade em construir e manter o Templo do Senhor. Esta é a missão do Dízimo. Por tudo isso, o cristão deve ser um dizimista consciente e devolver a parte de Deus com prazer. Deus recebe com alegria de quem entrega com alegria (1 Cor 9,7).


Por que nem todo católico é dizimista?

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ela falta de uma leitura mais freqüente da Bíblia. Temos outras mil razões, mas a maioria é conseqüência desta. Vamos citar algumas que são de fácil correção. Temos ainda as que só Deus conhece, pois estão no intimo de cada irmão.

1º- Muito atrapalha a falta de uma prestação de contas clara e transparente. Isto é necessário, pois há muita gente pedindo dinheiro em nome de Deus sem explicar o que foi feito com este dinheiro. O que gera esta falha é a desorganização de uma comunidade. Felizmente estes casos são raros. O povo tem que saber o que foi adquirido com o que a comunidade arrecadou nas festas, promoções, no Dízimo, etc. Na maioria dos casos basta olhar as obras para ver onde está aplicado o dinheiro. O dizimista pode e deve cobrar da coordenação da Igreja, o que foi feito com o que foi angariado. Não pode deixar de ser dizimista por causa dessa dúvida. 2º- Alguns evangelizadores têm dificuldade em falar sobre o Dízimo com medo de serem crucificados como “pedidores” de dinheiro. É um erro imperdoável e, sobretudo, é uma desobediência às Sagradas Escrituras. Precisamos superar esta barreira. Muitos até dizem que já fizeram tudo, mas ainda não fizeram o essencial, não foram de casa em casa. Sem ir ao encontro de quem não vem à Igreja fica mais difícil dizer para eles o que é o Dízimo. 3º- Também, nem todos os católicos são dizimistas porque não se sentem valorizados. Precisamos ter um dia especial para o dizimista, uma celebração específica, dar respostas ao dizimista. Informar o que já fizemos com seu Dízimo e o que pretendemos fazer. Pedir a ele que venha participar conosco dos trabalhos de evangelização. Fazer com que saiba o quanto o consideramos, não pelo dinheiro, mas porque somos filhos do mesmo Pai. 4º- Falta de planejamento das ações da Igreja na comunidade. Precisamos convocar os fieis a participarem deste planejamento, assumindo cada um uma parte das tarefas. Naturalmente, colocando a importância do Dízimo de cada um para a realização do que a comunidade planejar. 5º- A evangelização para o Dízimo deve começar na catequese, assim o católico adulto já terá ciência de seus deveres de cristão. 6º- Ao longo da história da Igreja Católica usaram-se outros meios para arrecadar fundos: festas, doações, almoços, jantares e, sobretudo, taxas. Temos que admitir: cobrar taxas para tudo na Igreja, só para pagar as despesas que o Dízimo deveria pagar, não é certo. Um Dízimo organizado permite abolir todo tipo de taxas, e faz aumentar a presença dos católicos na Igreja. 7º- A organização interna de muitas comunidades para a motivação do Dízimo é deficiente. Hoje a maioria dos dizimistas católicos é composta de voluntários. Leram a Bíblia, sentiram o despertar de suas responsabilidades e procuraram o padre. Sem o apoio do padre e sem o trabalho de uma equipe devidamente treinada, o povo vai continuar negando o Dízimo por não saber o que é.


8º- Nas missas e celebrações devemos citar trechos bíblicos que falem sobre o Dízimo e fazer pequenas reflexões. Isto aos poucos vai despertando no católico que ele está cometendo um grave erro negando a Deus o que é de Deus. 9º- Muitos católicos não são dizimistas ainda pela falta de empenho de todas as pastorais da comunidade. Isto leva o freqüentador da Igreja a pensar que quando falamos sobre o Dízimo, não é com ele que estamos falando. Todas as pastorais devem inserir o tema em suas falas. Todos são dependentes do Dízimo. 10º- Se não houver uma responsável pelo tema na comunidade, de nada adianta todas as outras coisas. Temos que ter alguém profundamente interessado. Disposto a ir de casa em casa, evangelizar realmente, sem medir sacrifício. Deixar claro que o Dízimo é importante sim, mas que o mais importante é a presença da pessoa na igreja.


Para Você Pensar e Decidir

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ão sabemos se você já é dizimista, nem o quanto devolve a Deus de tudo o que Ele lhe tem dado ao longo de sua vida. Pedimos apenas que você releia a sua Bíblia. Vamos deixar aqui uma relação de citações bíblicas para ajudar em suas reflexões. A Bíblia contêm centenas de outras citações, todas com muita clareza sobre o assunto.

Citações Bíblicas Sobre o Dízimo 2 Coríntios 9, 6-13 “Saibam de uma coisa: quem semeia com mesquinhez, com mesquinhez há de colher; quem semeia com generosidade, com generosidade há de colher. Cada um dê conforme decidir em seu coração, sem pena ou constrangimento, porque Deus ama quem dá com alegria. Deus pode enriquecer vocês com toda espécie de graças, para que tenham sempre o necessário em tudo e ainda fique sobrando alguma coisa para poderem colaborar em qualquer boa obra, conforme diz a Escritura: “Ele distribuiu e deu aos pobres; e sua justiça permanece para sempre”.” 1 Timóteo 6, 9-10 “Aqueles, porém, que querem tornar-se ricos, caem na armadilha da tentação e em muitos desejos insensatos e perniciosos, que fazem os homens afundarem na ruína e perdição. Porque a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro. Por causa dessa ânsia de dinheiro, alguns se afastaram da fé e afligem a si mesmos com muitos tormentos.” Ageu 1, 8-10 “Subam à montanha para cortar madeira e construir o Templo. Eu vou gostar dele e nele manifestarei a minha glória – diz o Senhor. Vocês esperavam muito: era pouco o que vinha, e eu ainda soprava para longe o que vocês estavam recolhendo. Por que isto? – oráculo do Senhor dos exércitos. Porque o meu Templo está em ruínas, enquanto cada um de vocês se preocupa com a sua própria casa. É por isso que o céu lhe recusa o orvalho e a terra nega o seu fruto.” Atos 4, 37 “Ele vendeu o campo que possuía, trouxe o dinheiro e o colocou aos pés dos apóstolos.” Atos 2, 44-45 “Todos os que abraçaram a fé eram unidos e colocavam em comum todas as coisas; vendiam suas propriedades e seus bens e repartiam o dinheiro entre todos, conforme a necessidade de cada um.” Mateus 6, 3-4 “Ao contrario, quando você der esmola, que a sua esquerda não saiba o que a sua direita faz, para que a sua esmola fique escondida; eu seu Pai, que vê o escondido, recompensará você.”


Mateus 22, 20-22 “E Jesus perguntou: 'de quem é a figura e inscrição nesta moeda?' Eles responderam: 'É de César'. Então Jesus disse: 'Pois devolvam a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus'. Ouvindo isso, eles ficaram admirados. Deixaram Jesus, e foram embora.” Tobias 1, 6-7 “Muitas vezes, eu era o único a ir em peregrinação a Jerusalém, por ocasião das festas, a fim de cumprir a lei perpétua que obriga todo o Israel. Eu corria a Jerusalém com os primeiros produtos da lavoura e as primeiras crias dos animais, com o Dízimo do gado e a primeira lã das ovelhas, e os entregava aos sacerdotes, filhos de Aarão, para o altar. Aos levitas que estavam exercendo função em Jerusalém, eu entregava o dízimo do trigo, do vinho, do óleo, das romãs, dos figos e das frutas. Por seis anos consecutivos, eu converti o segundo Dízimo em dinheiro e o gastava a cada ano em Jerusalém.” Levítico 27, 30-32 “Todos os Dízimos do campo, seja produto da terra, seja fruto das árvores, pertencem ao Senhor: é coisa consagrada ao Senhor. Os Dízimos de animais, boi ou ovelha, isto é, a décima parte de tudo o que passa sob o cajado do pastor, é coisa consagrada ao Senhor.” Gêneses 14, 18-20 "Melquisedec, rei de Salém e sacerdote do Deus Altíssimo, levou pão e vinho, e abençoou Abraão, dizendo: “Bendito seja Abraão pelo Deus Altíssimo, que criou o céu e a terra; e bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os inimigos a você”. E Abraão lhe deu a décima parte de tudo." Deuteronômio 26, 8-11 "O Senhor nos tirou do Egito com mão forte e braço estendido, em meio a grande terror, com sinais e prodígios. E nos trouxe a este lugar, dando-nos esta terra: uma terra onde corre leite e mel. Por isso, aqui estou, Senhor, com os primeiros frutos da terra que tu me deste. E você colocará os primeiros frutos diante do Senhor seu Deus e diante do Senhor seu Deus se prostrará. Então você se alegrará com todas as coisas boas que o Senhor seu Deus lhe terá dado, a você e a sua família. E também festejarão com você o levita e o imigrante que vivem em seu meio." Deuteronômio 12, 11 "No lugar que o Senhor seu Deus tiver escolhido para fazer habitar o seu nome, aí é que vocês levarão tudo o que eu lhes ordenei: holocaustos, sacrifícios, dízimos, donativos e todas as ofertas escolhidas que tiverem prometido como voto ao Senhor." Neemias 10, 36-38 "Nós nos comprometemos também a levar para o Templo do Senhor, todos os anos, os primeiros frutos de nossas lavouras, os primeiros frutos de todas as árvores frutíferas, e os primogênitos de nossos filhos e rebanhos, conforme está escrito na lei; e a entregar aos sacerdotes, que servem no Templo, os primogênitos de nossos rebanhos graúdos e miúdos.


A flor de nossa farinha de trigo, nossas ofertas, toda espécie de frutas, nosso vinho e óleo, também vamos levar para os sacerdotes aos armazéns do Templo do nosso Deus. Daremos o Dízimo de nossa terra aos levitas. Os próprios levitas recolherão esse Dízimo nos lugares cultivados por nós." Provérbios 3, 9-10 "Honre ao Senhor com as suas riquezas e com os primeiros frutos de todas as suas colheitas. Desse modo, seus celeiros estarão cheios de trigo, e seus tonéis transbordarão de vinho novo." 1º Crônicas 29, 16 “Senhor, nosso Deus, tudo o que preparamos para construir um Templo em honra do teu nome, veio de tuas mãos e pertence a ti.” 2º crônicas 31, 11-12 “Ezequias mandou, então, construir depósitos no Templo do Senhor. E assim fizeram.” “Depois carregaram os donativos, o dízimo e outras oferendas, com toda a honestidade. O chefe da turma era o levita Conenias, ajudado por seu irmão Semei.” Êxodo 35, 4-10 “Moisés disse para toda a comunidade dos filhos de Israel: 'Eis o que o Senhor ordenou: ‘Façam para mim uma coleta. Quem tiver coração generoso, ofereça, como tributo a mim, ouro, prata e bronze; púrpura violeta, vermelha, e escarlate; linho fino e pêlo de cabra; peles de carneiro curtidas, couro fino e madeira de acácia; azeite para a lâmpada, aromas para o óleo da unção e para o incenso aromático; pedras de ônix e pedras de engaste para o efod e o peitoral’. Todos os que forem habilidosos venham executar o que o Senhor ordenou.” 1º Coríntios 9, 6-7 “Será que não temos direito de comer e beber? Ou somente eu e Barnabé não temos o direito de ser dispensados de trabalhar? Alguém vai à guerra alguma vez, com seus próprios recursos? Quem é que planta uma vinha, e não come do seu fruto? Quem apascenta um rebanho, e não se alimenta do leite do rebanho?”


Perguntas que o dizimista faz

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om certeza você tem muitas indagações a fazer, todos tem. Vamos citar as perguntas mais comuns que ouvimos em todas as comunidades onde vamos motivar a Pastoral do Dízimo. Como você mesmo vai perceber, todas as perguntas são fruto de duas coisas básicas: falta de freqüência à Igreja e principalmente falta de leitura da Bíblia. Também vamos citar as respostas que sempre damos. 1º- Ganho muito pouco, vivo em sacrifício, tenho que ser dizimista? R.: Não se define o Dízimo de alguém pelo tamanho de sua renda mensal. Se fosse assim, o Dízimo dos ricos seria o maior. Dízimo é conseqüência de evangelização, é fruto da consciência de cada um. Quanto maior o sacrifício, maiores serão as graças de Deus. A viúva só deu uma moeda, mas agradou mais a Deus porque deu tudo o que tinha. 2º- Tenho que dar o Dízimo de um ganho extra? R.: Temos que devolver a Deus parte de tudo que recebemos como fruto de nosso trabalho. Se conquistamos é por vontade de Deus e sua parte vem junto com a nossa. O dízimo de todos será utilizado nos trabalhos que visam tornar Deus conhecido de mais pessoas. Quando isto fica claro, passamos a levar nosso dízimo com mais alegria e agradecidos por nos sentir mais úteis. 3º- Todos na casa devem ser dizimistas? R.: Sim, todos os que recebem uma recompensa por qualquer trabalho. Até a criança que recebe a mesada deve ser educada a devolver a parte de Deus. Isto é evangelizar. 4º- O dizimista tem que pagar taxas na Igreja? R.: Onde há um Dízimo bem organizado e motivado constantemente não é necessário cobrar taxa alguma. Mas ninguém deve ser dizimista só para não pagar taxas; temos que ser dizimistas por tudo o que Deus já nos deu, não com o desejo de receber outros benefícios. Ele mesmo promete que encherá de bênçãos todo aquele que der o Dízimo corretamente (Mal 3, 6-12). 5º- Não quero ser dizimista, não preciso da Igreja! R.: Com esta pessoa não devemos falar nada sobre o Dízimo, é uma pedra bruta que primeiro deve ser lapidada. O que ela precisa é ser evangelizada urgentemente. Talvez freqüentar o catecismo para adultos. É mais provável que ela não conheça os valores do catolicismo. Se souber o quanto é bom ser católico, muda de idéia com certeza. 6º- Por que ser dizimista se a Igreja faz festa para arranjar dinheiro? R.: A Igreja faz festa para pagar as contas que o Dízimo de todos deveria pagar. Mas não podemos dispensar as festas. Não por causa do dinheiro, mas sim porque festa é momento de confraternização, congraçamento, fazer novos e rever velhos amigos. Festa é festa, não dá para ficar sem ela. Só não podemos depender da festa para pagar as despesas da Igreja. Sempre que formos divulgar a festa, é preciso dizer que não é para arrumar dinheiro para a evangelização, porque isso é tarefa do dízimo de todos. 7º- Qual o castigo de Deus para quem não é dizimista?


R.: O Dízimo, já dissemos, é uma íntima e profunda relação da pessoa de fé com Deus. Ninguém tem acesso a esta intimidade. Só o Pai, e nós filhos, conhecemos o nível deste relacionamento. Ninguém mais pode julgar. Nosso dever de batizados é orientar o filho para este relacionamento com o Pai. É o que este jornalzinho está querendo fazer. 8º- Presto serviços na Igreja, dou esmolas, ajudo os pobres, dou o quilo na "Missa da Partilha", coloco minha oferta na missa, tenho ainda que ser dizimista? R.: Ser dizimista é preceito número um de toda pessoa de fé. Também os padres devem devolver o Dízimo se recebem salários. Com certeza, Deus que tudo vê, saberá ser generoso com cada um. É só ficar atento, Deus age silenciosamente em nossas vidas. Se deixar de ser dizimista porque presto serviços na Igreja, estou cobrando de Deus pelos meus trabalhos. Isto seria injusto. 9º- Tenho que dar 10% de todos os meus rendimentos, até de meus negócios? R.: O seu Dízimo será sempre o que definir sua consciência de pessoa de fé.A Bíblia diz que deve ser 10% dos frutos de seu trabalho. Se seu Dízimo for diferente do que manda a Bíblia, seja justo com sua comunidade e com o próprio Deus não retendo para si o que deveria ser utilizado na evangelização. A decisão é sua, ninguém pode decidir por você. Lembre-se que Deus sabe o que está em seu pensamento, por isto, antes de definir quanto será seu Dízimo é bom ter uma conversa com Ele. Só Deus pode ser seu conselheiro. O que você for levar para a Igreja, leve com alegria e com a consciência de estar sendo justo com o criador e dono de tudo e de todos. 10º- A Igreja não precisa de dinheiro. R.: Só alguém desprovido de qualquer informação sobre a Igreja insiste com este argumento falso. Mas ele é muito usado por quem não descobriu ainda a importância de Deus em sua vida. Infelizmente é comum este tipo de desculpa para não ser dizimista. O que a Igreja tem é patrimônio que não oferece rendas, só despesas. Você concordaria em vender o terreno onde está construída sua Igreja para pagar as contas que o Dízimo deveria pagar? Ouvimos muitas outras perguntas sobre o dízimo. A maioria das pessoas buscam uma desculpa para não ser dizimista, como se pudessem enganar a Deus. Sabemos que o problema está na falta de uma melhor evangelização. O cristão que tem contato permanente com a Palavra de Deus leva seu dízimo com alegria, pois está consciente que este é seu dever. Alegra-nos, no entanto, saber que depois de responder a estas e outras perguntas, a maioria passou a ser dizimista consciente e até tem nos agradecido por isto, prova de que o Dízimo é conseqüência de evangelização.


Fazei a Experiência

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Bíblia nos diz que a pessoa de fé sempre apresentou como Dízimo os frutos da terra. Se o produto fosse milho, apresentava-se as melhores espigas; se eram animais, levavam ao Templo do Senhor os melhores animais. Era um gesto, um sinal de agradecimento a Deus, pela produção. O povo já entendia que era Deus quem havia propiciado a colheita e queria se manifestar agradecido. No tempo do profeta Malaquias apareceram alguns irmãos que estavam mudando a rotina. Ao invés de apresentar as melhores espigas, levavam as piores, os animais deixaram de ser os mais sadios, chegavam ao Templo animais cegos, aleijados, doentes. Era como se o povo estivesse querendo enganar a Deus, como se isto fosse possível. Deus se sentia ofendido e inspirou Malaquias para um “puxão de orelhas” no povo. Veja o trecho que nos conta esta historia bíblica (Mal 3, 6-12). VOLTEM PARA MIM – “Eu sou o Senhor e não mudo. Vocês, ao contrario, filhos de Jacó, vocês não se definem. Desde o tempo de seus antepassados, vocês se afastam dos meus estatutos e não guardam os meus decretos. Voltem para mim, que eu também voltarei pra vocês. Mas vocês perguntam: “Em que precisamos voltar? Pode um homem enganar a Deus?” Pois vocês me enganaram! Vocês perguntam: “em que te enganamos?” No dízimo e na contribuição. Vocês estão ameaçados de maldição, e mesmo assim estão me enganando, vocês e a nação inteira! Tragam o dízimo completo para o cofre do tempo, para que haja alimento em meu Templo. Façam essa experiência comigo – diz o Senhor dos exércitos. Vocês hão de ver, então, se não abro as comportas do céu, se não derramo sobre vocês as minhas bênçãos de fartura. Acabarei com as pragas das plantações, para que elas não destruam os frutos da terra e nem devorem a vinha no campo – diz o Senhor dos exércitos. Todas as nações chamarão vocês de felizes, pois vocês hão de ser um país de delícias – diz o Senhor dos exércitos.” Meu irmão, você pode não crer em nossas palavras, mas não duvide do que Deus lhe promete. Deus não falha jamais. Convidamos você a fazem um profundo exame de consciência. Se você já é dizimista, repense o valor do seu Dízimo. Você está sendo fiel ao que Deus espera de você? Aceite o desafio e faça a experiência com Deus. Se você ainda não é dizimista, repense sua vida. Faça uma análise de tudo o que lhe tenha acontecido, com certeza você vai descobrir que Deus está muito mais perto do que você imaginava. Fazer esta experiência será bom para você. Pois se sentirá responsável também pela Igreja de seu bairro ou de sua cidade. Você descobrirá que vai se sentir orgulhoso e poder dizer um dia para seus filhos e netos que ajudou a manter a Casa de Deus, com o fruto de seu trabalho, a mesma casa que eles também irão freqüentar. Como será bom dizer isto um dia! Estreite relação com Deus, estenda a mão, existem muitos caminhos para você tocar a mão de Deus, o Dízimo é o mais fácil.


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