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SÃO CAMILO PASTORAL DA SAÚDE INFORMATIVO DO INSTITUTO CAMILIANO DE PASTORAL DA SAÚDE ANO XXXII N.351 MAIO 2016

É PRECISO TIRAR AS “SANDÁLIAS” ANÍSIO BALDESSIN

1 Moisés estava pastoreando o rebanho do seu sogro Jetro, sacerdote de Madiã. Levou as ovelhas além do deserto e chegou ao Horeb, a montanha de Deus. 2 O anjo de Javé apareceu a Moisés numa chama de fogo do meio de uma sarça. Moisés prestou atenção: a sarça ardia no fogo, mas não se consumia. 3 Então Moisés pensou: «Vou chegar mais perto e ver essa coisa estranha: por que será que a sarça não se consome?» 4 Javé viu Moisés que se aproximava para olhar. E do meio da sarça Deus o chamou: «Moisés, Moisés!» Ele respondeu: «Aqui estou». 5 Deus disse: «Não se aproxime. Tire as sandálias dos pés, porque o lugar onde você está pisando é um lugar sagrado». (Ex 3, 1-5) As sandálias, naquela época, tinham uma representação muito forte. Tirá-las era um dever para situações e lugares muito diferenciados e especiais. Josué, por exemplo, jamais poderia se tornar um líder vitorioso e conquistar a cidade de Jericó, se ele não fosse capaz de tirar as sandálias dos pés, em cumprimento às ordens do Anjo. Mesmo tendo caminhado quarenta anos no deserto, não permitindo ter uma mente escrava, nem ser contaminado pelo espírito da murmuração, tendo vencido tantos obstáculos, guerras e desafios, Deus não permitiu que Josué continuasse com aquelas sandálias, símbolo do tempo, pois ela fazia parte da vida do Egito e de um período que a fé de Josué não agradara a Deus. E agora, para Deus Se manifestar na vida dele, foi preciso que ele tirasse o que sobrara do tempo do Egito. O Senhor queria se manifestar na vida de Moisés. Para isso, Moisés teve que tirar aquelas sandálias que

também tinham sobrado do tempo que ele pertencera à família do faraó. Essa experiência, vivida por Josué e Moisés, pode muito bem ser aplicada a todos aqueles que prestam assistência espiritual aos doentes nos hospitais, domicílios ou casa de repouso. Senão vejamos: para conhecer realmente quem é o outro é preciso conhecer sua história. E para conhecer a história é necessário mergulhar no seu íntimo. E o interior de cada um é algo sagrado. Por isso, antes de adentrá-lo é preciso tirar as “sandálias” do preconceito, seja ele religioso, sexual, racial, ou de qualquer natureza. É preciso tirar as “sandálias” que levam a pensar que suas convicções e práticas religiosas são as mais corretas e por isso devem ser obedecidas por todos. Portanto, cada vez que estivermos diante do “templo sagrado” de um doente, antes de adentrá-lo, precisamos tirar as “sandálias” que porventura possam impedir de ver a “sarça” que arde dentro de cada um. Por isso, não é conveniente querer impor algumas piedades e rituais que, sem dúvida podem ser muito importantes para nós mas que não tem a mesma importância para o outro. Assim sendo, mesmo que tenhamos anos de igreja (vivência comunitária) ou até faça a obra de Deus, precisamos reconhecer que de tempos em tempos o Senhor sempre vai requerer mudanças em nosso caráter ou, a exemplo do que fez com Moisés e Josué, nos convidar para tirar as sandálias. Anísio Baldessin é padre camiliano, diretor do Instituto Camiliano de Pastoral da Saúde.

FALAR SOBRE MÁS NOTICIAS JOSÉ CARLOS BERMEJO

Há pouco tempo um amigo recebia o diagnóstico de um tumor e da necessidade de submeter-se a uma cirurgia e depois seguir com um tratamento de quimioterapia. Quando perguntado sobre o que o médico lhe havia dito, tanto ele como sua mulher me disseram: “Nada”. Aquilo me parecia impossível e contraditório. Obviamente, haviam lhes falado pelo menos aquilo que estavam compartilhando comigo... Entretanto, não souberam acrescentar mais nada. “Ficamos bloqueados – disseram-me – olhamo-nos e já não soubemos de mais nada˜. Esta é uma situação habitual. Os profissionais da saúde, particularmente os médicos, encontram-se frequentemente com a difícil tarefa de dar más notícias sobre diagnósticos, tratamentos incômodos, prognósticos... em virtude da obrigação profissional de informar no contexto do respeito pelas pessoas e promoção de sua autonomia. UM PROCESSO COMPLEXO

Alguns profissionais já se interessam por capacitar-se para esta difícil arte. Sabem que tem um custo emocional elevado, tanto para quem dá uma má noticia como para quem a recebe. Sabem que a comunicação terapêutica é uma ferramenta essencial da relação médico-paciente que não só promove o respeito pela autonomia, como também a responsabilidade nos processos e a participação adequada na tomada de decisões, na aceitação às indicações terapêuticas, na disposição diante de eventuais doções de órgãos, etc. Aumentam, de maneira expressiva, as reflexões específicas sobre o tema de “dar más noticias em medicina”; livros monográficos, capítulos, artigos... Em todos se reconhece que é uma arte que deve ser aprendida e treinada pelos profissionais e que há uma tarefa pendente neste sentido nas faculdades de medicina. Também não está resolvido em outros âmbitos, como enfermagem, psicologia, assistência espiritual, onde a ausência em formação específica pode levar a condutas deficien-


SÃO CAMILO PASTORAL DA SAÚDE tes por falta de perícia. É comum evocar o fato de que não existem fórmulas, que a coisa se complica quando não há muitas esperanças, quando se geram reações emocionais intensas, quando não se conta ou não se define um cenário adequado para informar, quando a complexa família entra em dinâmicas de pactos de silêncio ou divisões de critérios na abordagem da complexidade da situação... Complica-se também quando o paciente não quer saber, quando há suspeita bem fundamentada de que informar pode prejudicar, assim como quando a não informação comportaria riscos a terceiros (doenças infecciosas ou outras questões pendentes). É sabido, por outro lado, que em quem tem que dar más notícias podem surgir sentimentos de ser um carrasco, ou de insegurança ou outras emoções que complicam o processo. Costuma ser maior a dificuldade para informar quando há aspectos que “aproximam” a situação do paciente e família à do profissional. É o caso de uma idade semelhante, um certo vínculo significativo, a evocação de traumas pessoais, a rara possibilidade de sustentar a esperança, o conteúdo simbólico que têm algumas doenças, a afetação ao papel social, à imagem física ou al projeto vital e tantas outras variáveis. A complexidade deste processo de informação, que é um dever profissional no âmbito legal, e não só uma questão que depende do temperamento do profissional ou seus costumes, fica marcado também pela cultura predominante nos diferentes contextos. Estão mais presentes onde é maior a tendência ao ocultamento da verdade ao protagonista (o doente). Outras dificuldades tem a ver com a autorização limitada ou seletiva que o paciente dá para compartilhar a informação com familiares, os conhecimentos que se tem previamente ou se buscam através das redes, as comparações com outras situações semelhantes... CHAVES PARA A COMUNICAÇÃO DE MÁS NOTÍCIAS Felizmente, no processo de humanização a que assistimos – embora seja desumanização em muitos aspectos – a literatura e as ações formativas específicas insistem sobre chaves de interesse que ajudam aos profissionais a realizar bem esta tarefa. Em todos os contextos se fala que a informação sobre más notícias não é exclusivamente uma questão legal, mas também um compromisso pessoal, ético e humano. Insiste-se, igualmente, sobre a importância de promover a esperança (não superficial nem falsa), a importância de respeitar os mecanismos de defesa frequentes, tais como a raiva ou a negação, assim como a amnésia pós-informação, a redução a uma questão menor, a projeção, a culpa, etc. Não menos importante é a necessidade de usar uma linguagem compreensível pelo destinatário ou destinatários, deixar aberta a possibilidade de fazer perguntas, verificar que a mensagem foi compreendida, pensar em termos de processo (nem tudo pode se dizer de repente, às vezes), evitar a todo custo a mentira (às vezes conhecida ou justificada como “mentira piedosa”), compreender também as resistências dos familiares e interpretá-las sobretudo como necessidades de atenção profissional... Não falta quem afirme que “a verdade é antídoto do medo e que o terrível e conhecido é muito

Página 2 melhor que o terrível e desconhecido”. Hoje somos mais conscientes também da importância de dar participação às crianças nos processos informativos e, quando eles são os próprios pacientes, considerar também as possibilidades de encontrar-nos diante de “menores maduros” para diferentes tipos de informações e modalidades de tomadas de decisão nas questões relativas à saúde. A variedade de situações, as possíveis implicações éticas e legais, constituem um claro desafio que aumenta a consciência da necessidade de preparar-se especificamente e analisar os aspectos em jogo em situações muito variadas. MAS...QUAL É O TEMA? Frequentemente tenho a impressão de que o título “como dar más notícias” em profissionais de saúde, envolve um desafio e uma responsabilidade formativa, quando na realidade o tema é mais amplo. O tema não sei se é “dizer a verdade” ou “falar em verdade”. Não sei se temos que pensar em um processo unidirecional (o médico que informa ao paciente e a quem este autorize ou o represente), ou se a questão é mais bidirecional e é mais coisa de comunicação que informação. A questão é “dar más notícias” ou “falar das más notícias”? Se bem que a lei contempla o dever médico de informar, de pedir consentimento para processos, etc., acredito que o grande desafio é o da responsabilidade compartilhada em saúde. Se dizemos que superar o paternalismo médico é um caminho humanizador, dizemos também que responsabilizar-se com a própria saúde, o conhecimento dos dinamismos da própria doença, seu diagnóstico, prognóstico, estratégias preventivas, curativas, paliativas ou reabilitadoras, é também uma responsabilidade do paciente e a família. Por que meu amigo me dizia que o médico não lhe havia dito nada, quando na realidade sabia que tinha um tumor e o tratamento que haveria de seguir? E por que meu outro amigo me diz que há pacientes que vão a consulta dizendo: você tem que me tirar isto”, ou melhor: “faça-me tal ou qual exame”, por menos indicados que seja? Deparamos com um desafio cultural em saúde que supera a necessidade de formação no tema de “dar más notícias” ( o que não é pouco). As pautas sobre como dar más notícias para minimizar o impacto emocional, promover a esperança, pedir o consentimento..., cumprir a lei..., não haverão de ser mais importantes que as pautas (pendentes de se identificar) de participar como pacientes e familiares no diálogo da verdade sobre a própria saúde e a própria responsabilidade frente `a vida, a doença, ao morrer. Talvez o assessoramento, a aprendizagem em relação de ajuda, não seja só um desafio para qualificar o dever profissional de agentes de saúde e de intervenção social, mas também uma tarefa pendente para humanizar a cultura da responsabilidade na comunicação interpessoal na vida, particularmente nas situações onde experimentamos maior vulnerabilidade. Artigo extraído e traduzido da revista espanhola “Humanizar” de nov/dez-2015.


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MITOS PREJUDICAM DETECÇÃO PRECOCE DE CÂNCER EM HOMENS Levantamento realizado pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira (ICESP) apontou os principais questionamentos e mitos populares sobre a incidência e o diagnóstico da doença entre os homens. De todos os tumores malignos que atingem o sexo masculino, 23% são urológicos, especialidade que inclui os cuidados com o rim, bexiga, próstata, uretra e pênis. Nos órgãos presentes tanto nos homens quanto nas mulheres, a população do sexo masculino apresenta uma incidência de duas a três vezes maior de câncer, quando comparado com o público feminino. Um dos principais fatores que contribui para este quadro é a desinformação. Dúvidas como “Segurar a urina dá câncer?”, “Jovens fazem parte do grupo de risco para câncer?” , “O ato de fumar não está relacionado ao desenvolvimento de câncer, com exceção do de pulmão”, são exemplos comuns entre os homens. De acordo com o urologista do ICESP, Marcos Dall’Oglio, é fundamental desmitificar alguns desses questionamentos. “O paciente precisa saber quais são os fatores e os comportamentos de risco para o desenvolvimento de cânceres urológicos. Somente a boa informação ajudará a reduzir o número de pacientes que chegam tardiamente ao consultório em busca de tratamento”, alerta. Veja abaixo alguns mitos populares quando o assunto é o câncer urológico: • Segurar a urina dá câncer? Não há qualquer estudo científico que associe o fato de segurar a urina com o desenvolvimento de câncer ou com a instalação de qualquer outra doença.

• Masturbação pode causar câncer? Não há relação entre esta prática e o desenvolvimento de tumores urológicos. • Toda cirurgia para o tratamento de câncer de próstata provoca impotência? Não. Um dos tipos de cirurgias, que prevê a retirada total da próstata (prostatectomia radical) pode provocar a impotência. O risco de que isso aconteça é de 30% e depende muito de fatores como idade, função sexual pré-operatória e gravidade do tumor. Além disso, vale ressaltar que o crescimento benigno da próstata não provoca impotência. • Há relação entre o ato de fumar e o desenvolvimento de tumores urológicos? Sim: 70% dos casos de câncer de bexiga ocorrem em pacientes fumantes. • Falta de higiene está relacionada ao câncer? A maioria dos tumores no pênis surge em decorrência de falta de higiene no órgão genital. • Homens jovens estão sujeitos ao desenvolvimento do câncer? A maioria dos tumores é mais rara no público jovem, mas o câncer de testículo acomete principalmente os indivíduos que têm entre 15 e 35 anos. • Só devo me preocupar depois que surgem os sintomas? A maioria dos tumores cresce de maneira silenciosa. Por isso, o cuidado rotineiro com a saúde é muito importante, Metade dos casos de câncer de rim em tratamento no ICESP foi detectada incidentalmente, durante a realização de exames de rotina e quando não apresentavam qualquer sintoma. FONTE: Assessoria de Comunicação ICESP

ESPIRITUALIDADE E DIRETRIZES: ELEMENTOS ESSENCIAIS PARA UMA BOA PASTORAL DA SAÚDE ELISIO MELLO

Ao participar de diversas reuniões da nossa igreja católica, tem me chamado a atenção o como são feitas as orações. Em muitos casos percebo que não são preparadas anteriormente, fica-se muito numa oração de improviso, que acaba sendo uma oração sem começo e sem fim. O cuidado com a espiritualidade deve ser algo constante por parte do pároco, dos coordenadores de pastorais e porque não dizer de todos os agentes de pastoral. Podemos definir Espiritualidade como sendo o viver segundo o Espírito Santo. Mas como viver guiado pelo Espírito Santo, se nós não o invocarmos? Uma leitura atenta do Livro dos Atos dos Apóstolos, nos leva a perceber que desde o início da igreja católica a oração era a “marca”; o “sinal” de que eles estavam unidos e reunidos em nome do Senhor Jesus. No capitulo 6, 1-7, mediante uma necessidade a comunidade reza, escolhe, impõe as mãos e envia os escolhidos. Hoje na vida da igreja a oração continua sendo a “marca” ou o “sinal” de que seguimos a Jesus. Toda oração deve ter início com a invocação da San-

tíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo, pois este é o Deus que nós acreditamos e por causa dele é que estamos reunidos como seus seguidores. A oração ou uma música invocando o Espírito Santo também não pode faltar. Deve seguir a esta invocação a leitura de um trecho bíblico, especialmente escolhido para aquela reunião, de preferência que esteja em sintonia com o objetivo da reunião, vale lembrar que o trecho deve se possível ser acompanhado por todos na reunião, isto é cada um deve estar com sua bíblia em mãos. Caso o trecho bíblico não seja muito conhecido pelas pessoas este pode ser proclamado duas vezes. É importante também que se de um tempo para que a proclamação seja entendida ou melhor assimilada pelas pessoas, se possível que haja uma partilha ou uma pessoa previamente escolhida para fazer uma reflexão da leitura. Quando proclamamos a palavra e não meditamos ou não refletimos o seu conteúdo, é com uma semente lançada ao vento, não sabemos onde e nem como ela vai cair. Quando nas reuniões rezamos apenas Ave-Maria e

O boletim “São Camilo Pastoral da Saúde” é uma publicação do Instituto Camiliano de Pastoral da Saúde - Província Camiliana Brasileira. Provincial: Pe. Antonio Mendes Freitas / Conselheiros: Pe. Mário Luís Kozik, Pe. Mateus Locatelli, Pe. Ariseu Ferreira de Medeiros e Pe. João Batista Gomes de Lima/ Diretor Responsável: Anísio Baldessin /Secretária: Fernanda Moro / Diagramação: Fernanda Moro / Revisão: José Lourenço / Redação: Av Pompeia, 888 Cep: 05022000 São Paulo-SP - Tel. (11) 3862-7286 / E-mail: icaps@camilianos.org.br / Site: www.icaps.org.br / Periodicidade: Mensal / Tiragem: 1.000 exemplares / Assinatura: O valor de R$20,00 garante o recebimento, pelo correio, de 11 edições. O pagamento deve ser feito mediante depósito bancário em nome de Província Camiliana Brasileira, no Banco Bradesco, Agencia 0422-7, Conta Corrente: 89407-9.


SÃO CAMILO PASTORAL DA SAÚDE

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Pai-nosso, me faz pensar que aquela reunião não foi preparada com carinho. Quando estas orações são inseridas dentro de um conjunto elas produzem muitos frutos. Ainda vale lembrar que em cada paróquia temos um padroeiro, que foi colocado a frente desta paróquia para ser o exemplo de vida cristã. É de suma importância que os agentes de pastoral conheçam a vida e a espiritualidade do seu padroeiro, que este seja lembrado, invocado e que seus ensinamentos e exemplos sejam citados para que toda comunidade e principalmente os agentes de pastoral possam se enriquecer de tal espiritualidade. Também podemos rezar uma oração do padroeiro. A música sempre enriquece a oração, caso não seja possível cantar, podemos recorrer a um aparelho de CD, ou algo similar. Também lembrando que a música deve estar em sintonia com o contexto da oração e da reunião, não é viável colocar uma música apenas porque se acha bonita ou por ser um lançamento e todos estão cantando. Toda reunião deve ter começo, meio e fim. O coordenador deve ter claro para si, o porquê da reunião, o que se pretende com ela e como chegar a este objetivo. Isto não significa chegar e determinar tudo, mas discutir e chegar a uma conclusão e a encaminhamentos. Reunião de pastoral é para discutir, aperfeiçoar, avaliar, direcionar, ver os novos desafios e exigências da pastoral. Não se discuti problemas pessoais, não se comenta a vida alheia. Não se perde tempo falando do que não está em pauta. Quando estamos reunidos como igreja, fa-

lamos das coisas da igreja. Quando estamos reunidos com amigos, falamos coisas de amigos. Vale então um questionamento para aqueles agentes de pastoral que sempre reclamam que sua pastoral não vai para frente, que sempre são os mesmos e diz que ninguém quer trabalhar na sua pastoral. Será que as reuniões da sua pastoral são conduzidas com espiritualidade e com objetivos pastorais? Acredito que uma reunião conduzida desta forma não ultrapassará o tempo de uma hora e trinta minutos, mais que isto, acredito que já se torna um tempo perdido ou improdutivo. Uma reunião bem conduzida levará os seus membros a um comprometimento com o que foi discutido e decidido. E todos se responsabilizarão pelos trabalhos a serem realizado. Finalizando a reunião o coordenador deve estar atento para que todos saiam bem da reunião, sentindo-se motivado a continuar no trabalho. A oração final é parte integrante da reunião, também deve ser preparada e bem conduzida, pode se finalizar com uma leitura bíblica ou um salmo, a oração do padroeiro e quando o sacerdote estiver presente, este dará a benção, caso não esteja o coordenador termina invocando novamente a Santíssima trindade. A oração nos leva a Deus!

AVISO AOS ASSINANTES DO ICAPS

ERRAMOS!

Comunicamos a todos os assinantes do ICAPS que, devido ao aumento dos custos do correio e impressão, a partir de junho de 2016 a assinatura anual do boletim ICAPS passara de R$ 20,00 para R$ 25,00. Agradecemos a compreensão de todos.

No boletim de abril de 2016,

onde se lê “Falar sobre más noticias” de José Carlos Bermejo, o título correto do artigo é “O poder da palabra e do silencio” de Alejandro Rocamora Bonilla. O artigo “Falar sobre más noticias” esta edição.

Elisio Mello é Padre e Psicólogo Clínico

NÃO SE ESQUEÇA!!! Vem aí o XXXVI Congresso Brasileiro de Humanização e Pastoral da Saúde. Tema: Meio Ambiente, Saúde e Espiritualidade Data: 03 e 04 de setembro de 2016. Local: Centro Universitário São Camilo - Av Nazaré, 1.501 - Ipiranga - São Paulo - SP

São Camilo PASTORAL DA SAÚDE

ICAPS - Instituto Camiliano de Pastoral da Saúde Tel: (11) 3862-7286 Site: www.icaps.org.br E-mail: icaps@camilianos.org.br Avenida Pompeia, 888 Cep: 05022-000 São Paulo - SP


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