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Palavra do Pároco-Reitor Viver o Tempo da Misericórdia

Notícias Inscrições para o Crisma

A misericórdia é um rosto feliz a ser celebrado, para o Papa que proclamou um Jubileu, ou seja, um tempo de felicidades, de alegria, de louvor, de manifestação de gratidão.

Já estão abertas as inscrições para o Crisma, confira na página 9 a documentação necessária para fazer a inscrição.

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STA. EDWIGES Padres e Irmãos Oblatos de São José * Arquidiocese de SP * Ano XXVI * N. 307 * Julho de 2016

Celebração da Primeira Comunhão No dia 29 de maio, após dois anos de preparação, 87 crianças e adolescentes tiveram seu primeiro encontro com o corpo e sangue de Jesus. A Santa Missa foi presidida pelo pároco Paulo Siebeneichler.

Pág.08 Liturgia Liturgia Eucarística – Segunda Parte Rito da Comunhão- Sendo a celebração Eucarística a Ceia Pascal, convém que, segundo a ordem do Senhor, o seu Corpo e Sangue sejam recebidos como alimento espiritual pelos fiéis devidamente preparados.

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Especial O Profeta Isaías O Profeta Isaías é um dos grandes profetas bíblicos. Uma figura de notável importância, cuja palavra e atuação marcaram seu tempo e até os dias atuais.

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02 calendário editorial

Grandes Misericórdias

Chegou o mês de julho e com ele as férias escolares e o recesso de algumas atividades. Neste período muitas pessoas aproveitam para viajar, descansar e planejar-se para o segundo semestre de 2016 e até para o ano de 2017. Como o tempo passa! Este ano no calendário católico teremos a Jornada Mundial da Juventude na Cracóvia com o lema “Bem-aventurados os misericordiosos, porque obterão misericórdia” (Mt 5,7). Recordo-me da JMJ no Brasil em 2013, estávamos todos ansiosos e na correria para acolher bem a todos os missionários estrangeiros e brasileiros que passaram no Santuário naquele período. Foi um momento incrível o qual tive o privilégio de vivenciar. Ainda teremos as missões para Colniza no Mato Grosso. As paróquias da Congregação Oblatos de São de José se unem para a realização do trabalho onde levam o evangelho a muitas pessoas que ainda não convivem com os ensinamentos de Jesus. Os missionários atende um pedido do mestre, “Ide ao mundo e evangelizai”, (Mc 16,15). Que Deus os abençoe nessa jornada, que os fortaleça nesse trabalho voluntário, onde muitos deles se doam em períodos de férias para levar a palavra de Deus em lugares distantes. Um excelente mês a todos!

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julho de 2016

6 Qua

ASSEMBLEIA ANUAL DOS OBLATOS DE SÃO JOSÉ Retiro Geral do Clero Pós Encontro (ECC)

Atibaia Salão São José Marello

7 Qui

ASSEMBLEIA ANUAL DOS OBLATOS DE SÃO JOSÉ Retiro Geral do Clero

Atibaia

8 Sex

ASSEMBLEIA ANUAL DOS OBLATOS DE SÃO JOSÉ

9 Sab

Missa de Aniversário do Grupo de Oração Grupo Emanuel (Encontro) Inscrições para a Catequese- Comunidade Inscrições para a Catequese CPC Dia de Santa Paulina

Santuário Salão São José Comunidade Santuário Comunidade A definir

19h 20h 9h às 10h

10 Dom

Inscrições para a Catequese- Comunidade

Comunidade

9h às 10h

11 Seg

SEMANA DE ESPIRITUALIDADE

Santuário

20h

12 Ter

SEMANA DE ESPIRITUALIDADE Missa Votiva N. Sra. Aparecida

Santuário Comunidade

20h 20h

13 Qua

SEMANA DE ESPIRITUALIDADE

Santuário

20h

14 Qui

SEMANA DE ESPIRITUALIDADE

Santuário

20h

15 Sex

SEMANA DE ESPIRITUALIDADE

Santuário

20h

16 Sab

Grupo Emanuel (Encontro) Inscrições para a Catequese- Comunidade

Salão São José Comunidade

20h 9h às 10h

17 Dom

Inscrições para a Catequese- Comunidade

Comunidade

9h às 10h

21 Qui

Reunião do CAE

Santuário

20h

22 Sex

Preparação das Cestas Básicas

Salão São José Marello

7h às 10h

Santuário Comunidade Salão São José Santuário Salão São José Marello Salão São José

9h às 10h

23 Sab

Inscrições para a Catequese Inscrições para a Catequese- Comunidade Retiro dos Jovens Josefinos Grupo de Oração Entrega das Cestas Básicas Reunião dos Ministros da Eucaristia

24 Dom

Missa e Batismo Catequese

Santuário

Santuário Comunidade Santuário Salão São José Salão São José

9h às 10h

30 Sáb

Inscrições para a Catequese Inscrições para a Catequese- Comunidade Grupo de Oração Reunião dos Ministros da Eucaristia Curso de Batismo

31 Dom

Retorno das Atividades- Catequese Celebração do Batismo Inscrições para a Catequese- Comunidade

Santuário Santuário Comunidade

9h 16h 9h às 10h

Fiquem com Deus! Karina Oliveira

karina.oliveira@santuariosantaedwiges.com.br

Paróquia Santuário Santa Edwiges Arquidiocese de São Paulo Região Episcopal Ipiranga Congregação dos Oblatos de São José Província Nossa Senhora do Rocio Pároco-Reitor: Pe. Paulo Siebeneichler - OSJ

Responsável e Editora: Karina Oliveira Projeto Gráfico: 142comunicacao.com.br Fotos: Gina Santos e Arquivo Interno Equipe: Ângela; Antônia; Aparecida Y. Bonater; Izaíra de Carvalho Tonetti; Jaci Bianchi da Cruz; Guiomar Correia do Nascimento; Rosa Cruz; Marlene; Maria e Valdeci Oliveira.

20h

9h às 12h e 14h às 17h

15h A definir

9h às 12h e 14h às 17h

20h 19h 8h às 10h30 17h30

9h às 12h e 14h às 17h

19h 17h30 17h30

Site: www.santuariosantaedwiges.com.br E-mail: jornal@santuariosantaedwiges.com.br Conclusão desta edição: 08/07/2016 Impressão: Folha de Londrina. Tiragem: 3.000 exemplares. Distribuição gratuita

Estrada das Lágrimas, 910 cep. 04232-000 São Paulo SP / Tel. (11) 2274.2853 e 2274.8646 Fax. (11) 2215.6111


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julho de 2016

cantinho da catequese 03

RETIRO ESPIRITUAL DOS CATEQUIZANDOS PARA PREPARAÇÃO DA PRIMEIRA EUCARISTIA “SER MISERICORDIOSO ASSIM COMO O PAI” O dia 28 de maio ficou marcado no coração das 87 crianças e adolescentes que vivenciaram a primeira experiência de um retiro espiritual. O encontro aconteceu na OSSE (Obra Social Santa Edwiges) onde os catequizandos foram recepcionados com muito amor, entusiasmo e realizaram reflexões profundas de fé que levarão para a vida. O retiro teve como tema central “Ser misericordioso assim como o Pai” e trabalhado em quatro oficinas com sub-temas baseados na parábola do Filho Pródigo (Lucas 15: 11 - 32) e Eucaristia. A primeira oficina ficou por conta do grupo de adolescentes AJUNAI, que de forma dinâmica falou sobre “O filho mais velho”, aquele que sempre esteve com o pai. O grupo trouxe para nossa realidade, onde o Pai é Deus e nunca deve ser abandonado. Os catequizandos também tiveram a oportunidade de conhecer o trabalho dos adolescentes com momentos de animação, atividades com a equipe de Esporte e Lazer e com a equipe de Expressão Corporal. O AJUNAI deu o seu recado enfatizando ainda a importância de as crianças permanecerem no “serviço” e participarem de outros grupos dentro da igreja. Dessa forma, reforçaram o convite para que façam parte do time. A segunda sala foi conduzida pela irmã Silvania da Congregação das irmãs Franciscanas Angelinas, com sabedoria ela falou sobre “O filho mais novo” e destacou que por muitas vezes tomamos atitudes que só beneficiam a nós mesmos, não pensamos no próximo. Quando o filho deixa

o pai e seu irmão, quebra o importante elo familiar que é nossa base para nos segurar em momentos de fraqueza e com o acolhimento do pai do seu filho que estava “perdido”, ele cria novamente esse elo familiar. A responsabilidade de falar sobre “O pai misericordioso” ficou por conta das irmãs, Maria Lourdes, Milene e Josiane, da Congregação das Irmãs Palotinas. Com muito dinamismo e entendimento as irmãs ressaltaram as obras de misericórdia que devem ser praticadas por todos nós e do amor incondicional do pai do filho prodigo. Com muita sabedoria o casal Fabio e Debora, das pastorais de Encontro de Casais Com Cristo e catequese, juntamente com a Dinalva também catequista abordaram a “Eucaristia”. Eles destacaram que cada um de nós é um ponto de luz, e através da nossa fé essa luz sempre fica acessa para que nosso Pai nos veja sempre. E com nossos pecados essa chama se apaga, assim somente através do arrependimento e de nossa comunhão com Jesus, nossos pecados são limpos e nossa luz novamente acesa aos olhos de Deus pai. Depois das oficinas o retiro continuou com animação, oração, show de criatividade e homenagens para catequistas e catequizandos. Para encerrar o encontro, o pároco Paulo Siebeneichler, de forma dinâmica realizou a Santa Missa, a celebração foi explicativa e com participação das crianças. Na ocasião o padre apresentou vestes, paramentos e partes que integram a liturgia.

AVISOS • Inscrições para a catequese: Nos dias 2, 9, 16, 23 e 30 de julho, das 09h às 12h e das 14h às 17h. • Retorno das atividades 31 de julho – Missa das 9hs.


04 liturgia

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julho de 2016

Liturgia Eucarística Segunda parte

Sendo a celebração Eucarística a Ceia Pascal, convém que, segundo a ordem do Senhor, o seu Corpo e Sangue sejam recebidos como alimento espiritual pelos fiéis devidamente preparados. Esta é a finalidade da fração do pão e os outros ritos preparatórios, pelos quais os fiéis são imediatamente encaminhados à Comunhão. Pai Nosso: Toda a assembleia de pé. Na Oração do Senhor pede-se o pão de cada dia, que lembra para os cristãos antes de tudo o Pão Eucarístico, e pede-se a purificação dos pecados, a fim de que as coisas santas sejam verdadeiramente dadas aos santos. O sacerdote profere o convite, todos os fiéis recitam a oração com o celebrante, e ele acrescenta sozinho o embolismo (livrai-nos de todos os males ó Pai...), que o povo encerra com a doxologia (vosso é o reino e a glória para sempre). Pode ser cantado, porém como se reza (as mesmas palavras, sem acrescentar ou tirar nada). É interessante notar que, NÃO se diz o Amém no final da oração do Pai Nosso, pois a oração seguinte é continuação. Rito da Paz: Toda a assembleia de pé. A Igreja implora a paz e a unidade para si mesma e para toda a família humana e os fiéis exprimem entre si a comunhão eclesial e a mútua caridade, antes de comungar do Sacramento. A oração pela paz (Senhor Jesus Cristo, dissestes aos

vossos Apóstolos, Eu vos deixo a paz... ) é uma oração presidencial, que só o celebrante faz, pois ele age in Persona Christi – na Pessoa de Cristo. Ao final o presidente da celebração convida os fiéis a saudarem-se uns aos outros. Convém, no entanto, que cada qual expresse a paz de maneira sóbria apenas aos que lhe estão mais próximos. A Instrução Redemptionis Sacramentum, publicação brasileira, diz: Não se execute qualquer canto para dar a paz, mas sem demora se recite o “Cordeiro de Deus”. (cf RS. 72). Fração do Pão: Toda a assembleia de pé. O gesto da fração realizado por Cristo na Última Ceia que no tempo apostólico deu o nome a toda à ação Eucarística, significa que muitos fiéis pela Comunhão no único pão da vida, que é o Cristo, morto e ressuscitado pela salvação do mundo, formam um só corpo (1 Cor 10, 17). O sacerdote parte a hóstia grande e coloca uma parte da mesma dentro do cálice, que significa a união do Corpo e do Sangue do Senhor na obra da salvação, ou seja, do Corpo vivente e glorioso de Cristo Jesus. Durante a fração do pão: Esta invocação (Agnus Dei), de origem Bíblica (Jo 1,29), é o canto da assembleia e deve ser iniciada pela assembleia e faz alusão ao Cordeiro Pascal, que se imola e tira o pecado do mundo. Pode ser recitada ou cantada, mas a assembleia deve participar da última petição: dai-nos a paz. O sacerdote se prepara, rezando em voz baixa, para receber frutuosamente o Corpo e o Sangue de Cristo. Os fiéis

fazem o mesmo rezando em silêncio. A seguir o sacerdote mostra aos fiéis o Pão Eucarístico que será recebido na comunhão e convida-os a ceia de Cristo, e, unindo-se aos fiéis o sacerdote faz um ato de humildade usando as palavras do Evangelho. Procissão para a Comunhão: Os que se encontram preparados, deverão ir devagar e em oração. Ao chegar perto do ministro, façam um ato de reverência antes de receber o Santíssimo Sacramento, no local e de modo adaptado, contando que não se perturbe o ritmo no suceder-se dos fiéis. Comunhão: Deverá o fiel estar em pelo menos 1 hora em Jejum e poderá ser recebida de dois modos (cf orientação da Igreja local): Na Mão: Deverá estar à mão esquerda aberta sobre a mão direita, com a palma virada para cima, na frente do corpo, à altura do peito onde é colocada Hóstia. Com a mão direita deve-se levar a Hóstia até a boca. Deverá ser consumida na frente do Celebrante ou do Ministro. Depois, em atitude de recolhimento, volta-se para o lugar, ficando sentados ou ajoelhados. Não se deve comungar andando, mas quem recebeu a partícula sagrada, afaste-se para o lado (a fim de deixar a pessoa seguinte aproximar-se) e, parado, comungue. Alguns cuidados a observar: A hóstia deverá ser colocada sobre a palma da mão do fiel, que levará à boca antes de se movimentar para voltar ao lugar. Ou então, embora por várias razões isto nos pareça menos aconselhável, o fiel apanhará a hóstia na patena ou no cibório, que lhe é apresentado pelo ministro que distribui a comunhão, e que assinala seu mistério dizendo a cada um a formula: “O Corpo de Cristo”. É, pois, reprovado, o costume de deixar a patena ou o cibório sobre o altar, para que os fiéis retirem do mesmo a hóstia, sem a apresentação por parte do

Fontes para pesquisa IGMR - Introdução Geral ao Missal Romano (Ed. Paulus) RS - Instrução Redemptionis Sacramentum – Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos (Ed. Paulinas) Animação da vida liturgica no Brasil – CNBB (doc. 43) Celebrar a Vida Cristã – Frei Alberto Beckhauser, OFM (Ed. Vozes) A Liturgia da Missa - Frei Alberto Beckhauser, OFM (Ed. Vozes) Novas Mudanças na Missa - Frei Alberto Beckhauser, OFM (Ed. Vozes) Cantar a Liturgia - Frei Alberto Beckhauser, OFM (Ed. Vozes) Liturgia da Missa Explicada – Pe.Gilson Cezar de Camargo (Ed. Vozes)

ministro. É necessário tomar cuidado com os fragmentos, para que não se percam, e instruir o povo a seu respeito, e também recomendar que os fiéis tenham as mãos limpas. Nunca é permitido colocar a mão do fiel a hóstia já molhada no cálice. Estas normas se encontram na carta, datada de 25/03/1975, pela qual a Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil transmitia a cada Bispo as instruções da Santa Sé. Na Boca: Fiéis se aproximam do celebrante ou Ministro e recebem a comunhão sobre a língua. Depois, em atitude de recolhimento, voltam para o lugar, ficando sentados ou ajoelhados. Enquanto o sacerdote e os fiéis recebem o Sacramento entoa-se o canto da Comunhão, que exprime, pela unidade das vozes, a união espiritual dos comungantes, demonstra a alegria dos corações e torna mais fraternal a procissão dos que vão receber o Corpo de Cristo. O Canto começa quando o sacerdote comunga, prolongando-se oportunamente, enquanto os fiéis recebem o Corpo de Cristo. Após o sacerdote ter feitos às purificações, ele volta à cadeira. Se for oportuno pode-se guardar durante algum tempo um sagrado silêncio. Embora não previsto, pode-se entoar um salmo, hino, ou outro canto de louvor, mas é aconselhável mante mesmo o silêncio para a oração pessoal. Oração depois da Comunhão: Toda a assembleia de pé. O sacerdote de pé diz: Oremos. Nesta oração o sacerdote implora os frutos do mistério celebrado e o povo, pela aclamação Amém, faz a sua oração. Esta foi mais uma breve explicação da segunda parte da Liturgia Eucarística, mas convido você a aprofundar mais sobre esta parte, ela é rica em significados. Para o próximo mês vamos concluir a liturgia passo a passo com a última parte da missa sobre os ritos finais e convido você leitor e devoto de Santa Edwiges a acompanhar a liturgia passo a passo. Desejo muitas felicidades amigo leitor e devoto de Santa Edwiges, e pela intercessão dela a minha bênção. Deus abençoe você. Amém.

Pe. Valdinei N. Pini, OSJ Vigário Paroquial


palavra do bispo 05

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julho de 2016

“JOÃO É O SEU NOME” ele se tornou um dos santos mais populares do cristianismo. Poucos sabem, mas até mesmo a denominação das sete notas musicais (Do, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si) têm relação com São João Batista. Essas notas foram obtidas da primeira sílaba dos sete versos da primeira estrofe do hino litúrgico composto em honra a São João Batista.

Neste mês de junho temos as tradicionais “festas juninas”, quando celebramos Santo Antônio, São João Batista, São Pedro e São Paulo. Neste artigo, quero refletir sobre a solenidade de São João Batista. Esta festa antiquíssima na liturgia, sempre foi celebrada, levando em conta o Natal de Jesus: exatamente seis meses antes. Em muitos países, a festa de São João Batista vem envolta com celebrações folclóricas paralelas, que expressam grande carinho e devoção por esse homem que fechou o Antigo e abriu o Novo Testamento. Sua vida e sua missão estão unidas, de tal modo, à vida e à missão de Jesus, que sua festa é considerada também uma “Festa do Senhor”; e, por isso, quando cai no domingo, toma, inclusive, o lugar da liturgia dominical. Batista foi o ‘apelido’ que o povo lhe deu e os evangelhos conservaram (cf. Mt 11, 11; Mc 6, 14.24; Lc 7, 20). O apelido lhe veio porque “ele

percorria toda a região do rio Jordão, pregando um batismo de conversão” (Lc 3, 3). Ele teve inclusive o privilégio de batizar Jesus, e de ver com os próprios olhos a primeira epifania de Cristo (cf. Mt 3, 16-17). Foi um homem admirável, totalmente consagrado ao serviço de Deus. Tão admirável que mereceu um ‘elogio rasgado’ de Jesus: “(...) entre os nascidos de mulher não surgiu nenhum que fosse maior que João Batista” (Mt 12, 11a). O culto a São João Batista difundiu-se rapidamente de tal modo que

Apesar do reconhecimento público, São João em nenhum momento perdeu o ‘foco’ de sua missão. Ele não permitiu que a fama lhe ‘subisse à cabeça’. Por isso, definiu a si mesmo como “(...) Eu sou a voz de quem grita no deserto: ‘Endireitai o caminho para o Senhor! ’” (Jo 1, 23b). São João é a voz, não a palavra. A voz está a serviço da palavra, pois sem a palavra a voz não comunica absolutamente nada! Jesus é o “Verbo de Deus”, e São João é o seu ‘porta voz’; sua missão consiste em preparar o coração das pessoas para acolher o evangelho de Cristo: “Convertei-vos, pois o Reino dos Céus está próximo” (Mt 3, 2). E essa missão, São João realizou com rara fidelidade. Em nenhum momento, ele ‘usurpou’ o lugar de Jesus.

A história de São João Batista desperta também nossa atenção para a virtude da ‘humildade’. São João Batista foi humilde, ou seja, nunca perdeu de vista a verdade sobre si mesmo. Sua missão era levar as pessoas até Jesus, e pronto. Os dons que lhe foram concedidos por Deus, deveriam ser colocados a serviço desta missão; e foi o que ele fez. Não utilizou esses dons para ‘acalentar’ a própria vaidade ou para ‘massagear’ o próprio ego. Tudo o que recebeu de Deus, colocou a serviço de Deus. Por isso mesmo, foi um homem admirável. Certamente, a frase do evangelho que melhor sintetiza a missão de são João Batista, encontrasse no evangelho de João: “É necessário que ele cresça e eu diminua” (Jo 3, 30). Esse é o grande ensinamento de João Batista para nós. Que o nosso único desejo seja também servir a Cristo e nada mais. Feliz festa de São João Batista a todos!

Dom José Roberto

Bispo Auxiliar de SP e Vigário Episcopal da Região Ipiranga


06 palavra do pároco-reitor

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julho de 2016

VIVER O TEMPO DA MISERICÓRDIA Caros Paroquianos, Devotos e Romeiros de Santa Edwiges. Este ano o Papa Francisco nos convidou a viver um tempo especial, o tempo da Misericórdia, com a Bula de Proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, e nesta, ele apresenta Jesus Cristo como o rosto da misericórdia de Deus Pai, que vai aprofundando nas afirmações de São Paulo seja aos Efésios (2,4) O Pai, “rico em misericórdia”, ou ainda da descrição dada por Moisés no Antigo Testamento, “Deus misericordioso e clemente, pacientem rico em bondade e fiel” (Ex 34,6), e na afirmação Joanina do rosto ao se dizer; “Quem me vê, vê o Pai” (Jo14, 9). Nós não podemos esquecer, foi aberto em 8 de dezembro de 2015, por ocasião da Solenidade da Imaculada Conceição, quando o Papa Francisco abre na Catedral de São João do Latrão em Roma, a Porta Santa, sinal que os cristãos por ocasião deste ano devem procurar passar por ela, ir a Porta Santa não é um turismo religioso, o ir a Porta San-

ta por ocasião do Ano Santo, é fazer o que se pede, o memorial ali proposto para as devidas graças na vida de cada um. Querer mudar de vida, passar, tirar, fazer sentir novamente o amor pelo Cristo, querer estar com ele, e ai vai dando novos sentidos em nossas vidas, como por exemplo, querer e procurar uma confissão preparar-se bem, rezar, pedir a Deus a remissão das faltas, confessá-las, e cumprir o bom propósito, fazer as Obras de Caridade, certamente este Ano Santo tem oportunizado muito para fazer a caridade ao próximo. A misericórdia é um rosto feliz a ser celebrado, para o Papa que proclamou um Jubileu, ou seja, um tempo de felicidades, de alegria, de louvor, de manifestação de gratidão, quem se emerge na misericórdia, certamente fica envolvido, entregue à ternura e a gratidão a alegria de realizar o que se espera, celebra com louvores a gratidão de ser acolhido, entendido, ajudado, enfim colocado ao lugar onde a dignidade é dada de volta a quem perdeu, ou precisava com ela se encontrar novamente.

Convite O Grupo de Oração Nossa Senhora de Fátima III, convida a comunidade paroquial, para participar de seus encontros que acontecem na Paróquia Santa Edwigtes, todos os sábados às 19h. Venha Participar!

Oração a Nossa Senhora de Fátima Santíssima Virgem, que nos montes de Fátima vos dignastes revelar aos três pastorinhos os tesouros de graças que podemos alcançar, rezando o Santo Rosário. Ajudai-nos a apreciar sempre mais esta santa oração, a fim de que, meditando os mistérios da nossa redenção, alcancemos as graças que insistentemente vos pedimos. Ó meu Bom Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai todas as almas para o Céu e socorrei principalmente as que mais precisarem. Nossa Senhora de Fátima, Rogai por nós!

Tanto a misericórdia é um rosto feliz, que o texto que anima o ano e incentiva é o de Lucas capítulo 6- 36, do Pai Misericordioso, com a chamada para sermos “Misericordiosos como o Pai”. Se adentrarmos a Parábola, o Pai celebra a volta do Filho, faz uma festa, corre atrás do outro que não quer saber desta festa, enfim, O Pai, coloca a todos na festa da grande alegria a sua imensa misericórdia. Nós temos até o domingo em que vamos celebrar o Cristo Rei, ou seja, o domingo anterior a inicio do tempo do advento para aproveitar, viver, celebrar, buscar tudo o que a Misericórdia do Pai tem para nós. Se você ainda não fez nada, tem mais um pouco de tempo, te convido para viver esta ternura e esta graça do Ano Santo Extraordinário da Misericórdia. Procure os locais e juntos nos alegremos com o Pai em Cristo. Pe Paulo Siebeneichler – OSJ

Pároco-Reitor da P. S. Santa Edwiges pepaulo@santuariosantaedwiges.com.br


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julho de 2016

Batismo 29 de Maio de 2016

especial 07 Meneses Produções Fotográficas Tel.: 2013-2648 / Cel.: 9340-5836

Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo (Mateus 28-19)

1. Sara Beatrici Camara Salvaterra 2. Isabella Pereira de Sá 3. Miguel Quinca Ferreira 4. Lorrane Mascarenhas Silva 5. Daniella Nascimento Silva


08 notícias

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julho de 2016

CELEBRAÇÃO DA PRIMEIRA COMUNHÃO

No dia 29 de maio, após dois anos de preparação, 87 crianças e adolescentes tiveram seu primeiro encontro com o corpo e sangue de Jesus. A Santa Missa foi presidida pelo pároco Paulo Siebeneichler. Uma celebração emocionante que iniciou-se com a entrada de todas as crianças, destacando aquele momento único e importante na vida de cada um. Muitos familiares e amigos dos catequizandos estavam presentes na igreja, a fim de celebrar e vivenciar juntamente com eles esse momento marcante. No momento da comunhão a alegria e felicidade tomaram conta de todos os presentes. Os catequizandos comungaram em duas espécies (pão e vinho), logo após em um momento único, todos eles de forma pessoal fizeram seus agradecimentos em forma de oração. A celebração contou também com um lindo e emocionante momento, onde se realizou a coroação de Nossa Senhora. Dois catequizandos juntamente com seus pais participaram desse momento coroando a mãe de todas as mães. A celebração contou com a animação dos músicos do Grupo AJUNAI e também com a marcante voz da cantora Paulinha. Agradecemos a participação de cada um, onde sem dúvida deixou a celebração ainda mais bela. Agradecemos também ao nosso comentarista Wallace, todos os freis presentes, ministros da Eucaristia, e da Acolhida nosso muito obrigado! Ao final da celebração, cada catequista deixou uma mensagem mostrando como foi essa caminhada e desejando que esse caminho continue sendo percorrido, pois a primeira comunhão é o inicio de uma nova vida, onde Jesus se faz presente em cada um.

E isso é o que todos nós catequistas e auxiliares desejamos a cada um de vocês! Que continuem firmes seguindo o que Jesus nos ensinou e tivemos a honra de transmitir durante a catequese, e contem sempre com nossas orações e apoio na vida de vocês, pois pra sempre estarão presente em nossas lembranças e orações!


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julho de 2016

Inscrições para Crisma INFORMAÇÕES IMPORTANTES Participação nas Missas Dominicais, Atividades e Retiro: Durante a catequese serão propostas atividades de participação efetiva e no Retiro obrigatório (que acontecerá no mês de Agosto de 2017), as datas das atividades serão avisadas com antecedência aos pais e ou responsáveis. A participação nas Eucaristias (Missas): No Santuário Santa Edwiges às 7, 9, 11 ou 18 horas e ou Na Comunidade Nossa Senhora Aparecida às 10 horas. Participação na Semana Santa: A Celebração da Semana Santa é um dos pontos auges da nossa fé cristã, por isso é necessária à participação efetiva em todos os dias desta semana. Haja vista que a programação ocorre de quinta-feira a domingo de Páscoa. Orientação para a escolha dos Padrinhos: Se faz necessário que os padrinhos sejam: Católicos, Crismados e que tenham recebido o Sacramento da Eucaristia. (cân. 874, §1, 3o). Tenham no mínimo dezesseis anos completos (cân. 874, §1, 2º). Por motivos pastorais, é desaconselhável escolher como padrinhos: o esposo (a), o namorado (a), noivo (a), pois a relação entre padrinho e afilhado exige orientação, cobrança e certa ascendência. Uma pessoa de outra religião, cristão ou não, pode ser admitida como testemunha da confirmação ao lado de um padrinho católico. Curta nossa Página no Facebook: Crisma - Santa Edwiges e Comunidade Aparecida E-mail: pastoraldocrisma.sp@gmail.com

Coordenação Os sacramentos são sinais eficazes da graça, instituídos por Cristo e confiados à Igreja. Pelos sacramentos da iniciação cristã – Batismo, Confirmação e Eucaristia são lançados os fundamentos de toda vida cristã. A Crisma ou Con-

firmação é o sacramento onde recebemos o Dom do Espírito, para sermos confirmados na fé, para tornarmo-nos membros responsáveis na Comunidade – Igreja, para assumirmos a missão de apóstolos e testemunhas de Cristo no mundo. Ser crismado é tornar-se um cristão adulto na fé, um cristão que deixa de ser um católico só “de boca”. O crismado assume sua fé e sabe testemunhar, com palavras e obras, sua adesão a Cristo. Ser crismado é tornar-se um membro responsável e atuante em sua comunidade eclesial. Ele não é “mais um na Igreja”, e sim um leigo que sente, ama, defende e ajuda a Igreja de Jesus Cristo, como sua Igreja. Ser crismado é tornar-se apóstolo, profeta e missionário de Jesus Cristo. Ele é um sujeito que entendeu que Cristo, os outros, o mundo precisam dele: que disse “sim” ao chamado de Cristo e à missão que ele confiou à sua Igreja. A Crisma é uma decisão pessoal e uma opção consciente de um cristão, que fortalecido pelos dons do Espírito Santo se torna capaz de cumprir a missão cristã com responsabilidade e coragem.

notícias 09

Quem pode se Inscrever? Qualquer pessoa a partir dos 14 anos de idade. Não sou Batizado e não tenho a Primeira Comunhão, e agora? Seja Bem vindo! Pois agora você irá se preparar para TODOS os Sacramentos da Iniciação Cristã! INSCRIÇÃO – Como fazer?! Preencha a Ficha de Inscrição na Secretaria do Santuário Santa Edwiges durante a semana ou aos Domingos durante as seguintes Missas: Missa das 10 horas na Comunidade Nossa Senhora Aparecida Missa das 11 horas no Santuário Santa Edwiges OBSERVAÇÃO: Documentos e Taxa de Inscrição deverão ser entregues no início da catequese do Crisma ao seu respectivo CATEQUISTA. Caso haja alguma dúvida referente a taxa e ou documentação, verificar com seu catequista.

SER CRISMANDO É SER MISSIONÁRIO!

Documentação Necessária: 1 cópia do Certificado de Batismo, 1 cópia do Certificado de 1ª Eucaristia 1 cópia do RG e Comprovante de Residência.

Taxa para Inscrição: R$ 20,00 Locais para Catequese: Acontecerão nas dependências da Igreja, Comunidade e OSSE, de acordo com a divisão de turmas. DATA DE INICIO DO CRISMA Dia 07/08/2016 – Domingo às 8h em frente à Paróquia Encontro do Crisma

“A VIDA DE CRISTO CONTEMPLADA COM O OLHAR DE MARIA.” 1ª quarta-feira do mês: “Terço pela Família” 2ª quarta-feira do mês: “Terço pelos Enfermos” 3ª quarta-feira do mês: “Terço pela Esperança” 4ª quarta-feira do mês: “Adoração ao Santíssimo” Horário: 19:45h VENHA PARTICIPAR CONOSCO E TRAGA SUA FAMÍLIA!


10 juventude ENCONTRO DAS MÃES

A segunda edição do Encontro de Mães no Centro Juvenil Vocacional aconteceu entre os dias 26 a 28 de maio contando com a participação de 32 mães vindas de Londrina e São Paulo. O grande objetivo foi despertar nas mães o sentido de cuidar de si para assim servir e amar melhor na família. Ninguém pode oferecer algo que não se tem. Os temas foram diversos: O desafio de ser mulher e conflitos pessoais com a assessoria do Pe. Bennelson da

Silva Barbosa, OSJ, Padre e Psicólogo. No segundo dia foi à vez do retiro espiritual pregado pela Vanda de Londrina, esposa do Diácono Permanente Moacir. No fim do retiro as mães tiveram a oportunidade de uma massagem nos pés, ministrado pelo professor de massagem Paulo Menezes de Santa Cruz do Rio Pardo. No terceiro dia aconteceu um momento de exame de consciência e de perdão. Durante toda a programação teve show de prêmios, passeio no Museu da Madre Leonia e Peregrinação no Santuário Eucarístico, Celebrações e muitas alegria entre as mães. O Centro Juvenil Vocacional agradece a Equipe Organizadora pelo empenho. Também agradece o Santuário Santa Edwiges que teve uma presença imensa no Encontro de Mães de 2016. Que Deus possa abençoar cada vez as nossas mães.

Segundo dia 27 de maio – Retiro – Vem para fora Lazaro com a pregação de Vanda - Momento da Leitura Orante, do encontro com a Palavra de Deus e a renovação interior.

Oficina de Massagem nos Pés com o Professor Paulo Menezes de Santa Cruz do Rio Pardo - o cuidado com o corpo e alma fazem parte deste encontro das mães.

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julho de 2016

ENCONTRO DOS PAIS

Desempenhar o papel de Pai em nossos dias parece ser mais complexo do que em anos atrás. A forma de educar e se comunicar com os filhos hoje é bem diferente do que vinte anos atrás, principalmente com os meios de comunicações e as novas tecnologias que foram surgindo. Os pais assumem mais responsabilidades na atualidade da educação dos filhos devido à inserção das mulheres no trabalho e autonomia que elas foram adquirindo na dinâmica familiar. A maioria das mulheres trabalham fora e necessitam que os pais as ajude na tarefa de educar os filhos. O pai moderno precisa ser plugado nas suas relações seja com os filhos, bem como com sua esposa. É necessário o pai ser homem em primeiro lugar. Aquele que sabe o que quer e o que não

quer. Ele que está aberto para aprender e ensinar. Ser presença de qualidade. A missão do pai é educar os filhos para que saibam viver na liberdade e na autonomia de forma responsável, sem perder os valores e princípios. Essas reflexões e entre outras aconteceram no primeiro encontro de pais promovido pelo Centro Juvenil Vocacional entre os dias 21 e 22 de maio, contando com a participação de 15 pais. A programação teve formação com temáticas sobre a importância de ser Pai, o sentido de homem, autoconhecimento, São José como modelo de Pai, retiro com Diácono Moacir sobre capitulo 11 do Evangelho de João, momento de confraternização com churrasco, celebrações e muita convivência. Queremos agradecer o apoio da Pastoral da Família da Comunidade São José Marello e dos Jovens Voluntários que deram uma grande ajuda no encontro. Agradecemos ao Ângelo e Manoel da Paróquia Santuário Santa Edwiges - São Paulo pela participação.

Momento de Confraternização do Encontro dos Pais no Centro Juvenil Vocacional

Missa na Comunidade São José Marello com a presença das Mães no dia 27 de maio com o lançamento do livro Pegadas Marellianas do Pe. Mario Guinzoni

Reflexão sobre a Paternidade de São José com o Pe. Miguel Zarate

Momento de Relaxamento no encontro dos Pais

Pe. Bennelson da Silva Barbosa Animador da Juventude - OSJ


vocações 11

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SANTA EDITH STEIN: DE JUDIA A SANTA

filosofia se torna mais cada vez mais estreita. Em 1920 dá-se um acontecimento decisivo para a conversão de Edith Stein. Ela que se encontrava em crise por não encontrar o sentido último da sua vida, vai passar férias com uma amiga católica, Hedwig. Estando uma tarde só em casa dela, retirou da estante a biografia de Santa Teresa de Jesus. Leu-a numa noite e no fim concluiu que estava diante da verdade. Posteriormente comprou um catecismo católico, o qual estudou com afinco, e após participar na missa pediu a um padre para receber o batismo. Alguns meses mais tarde, no A mais nova dos onze filhos de Siegfried com Auguste Edith Stein dia 1 de Janeiro de 1922, era batizanasceu de uma família judaica no da Edith Stein. dia 12 de Outubro de 1891, na ciDeseja entrar no Carmelo, mas dade de Breslau, Alemanha. Aos 14 por conselho de alguns amigos saanos foi estudar em Hamburgo com cerdotes, e por respeito à mãe, não a irmã Else. Durante esse tempo o faria de imediato. Em 1932 Ediafastou-se cada vez mais do “Deus th Stein é chamada para lecionar de Abraão, de Isaac e Jacob”. De tal no Instituto Alemão de Pedagogia maneira se distanciou que, livre e Científica, em Munique, mas alguns conscientemente, decidiu não rezar meses mais tarde, com a subida de mais, embora a habitasse um desejo Hitler ao poder, foi demitida, pois profundo pela verdade. Edith terera público a sua ascendência judaimina o bacharelato no colégio em ca. Edith Stein viu no acontecimen1911, tornando-se uma das primeito o momento oportuno para entrar ras universitárias da Alemanha. finalmente no Carmelo, o que veio No ano de 1915 Edith conclui a acontecer no dia 15 de Outubro de licenciatura, e a 1.ª Guerra Mundial 1933, recebendo o nome Teresa Beestava em pleno desenvolvimento, nedita da Cruz. por isso dá uma pausa na sua carEdith segue os seus estudos no reira acadêmica e oferece-se como Carmelo, onde lê Santa Teresa e São voluntária num hospital militar. João da Cruz. Em 1936 nasce a sua Em 1916 recebe o título de doutomaior obra filosófica: “Ser finito e ra acompanhando o filósofo HusSer eterno”. Alguns meses mais tarserl na Universidade de Freiburg, de começam a 2.ª Guerra Mundial e com uma tese sobre a “Empatia”, no ano de 1940 também a Holanda sendo-lhe atribuída a nota de “sumé ocupada. Edith, tranquila, escrema cum laude’”. Edith é a primeira ve, com base na obra de São João da mulher alemã a receber o título de Cruz, o seu último livro, que deixou doutora em filosofia. incompleto: “A ciência da Cruz”. Stein começa a ler o Novo Testa- Ciência que estaria perto de adquimento e no ano de 1918 separa-se rir, pois no dia 2 de Agosto as tropas de Husserl por considerar que a sua alemãs tomam o convento de Echt.

Teresa Benedita da Cruz, com a sua irmã Rosa, que se havia convertido ao catolicismo, são levadas primeiras para o campo de concentração de Westerbork e depois para Auschwitz, na Polônia, onde se supõe

“Há circunstâncias em que nos entendemos mais facilmente sem palavras” “Quanto mais escuridão se faz ao nosso redor, mais devemos abrir o coração à luz que vem do alto”. Santa Edith Stein; rogai por nós! Retirado do Site: http:// www.snpcultura.org/id_edith_stein.html Jovem, venha também você cuidar dos interesses de Jesus; seja um Oblato de São José!

VENHA NOS VISITAR Centros Vocacionais dos OSJ:

que tenham morrido nas câmaras de gás no dia 9 de Agosto de 1942. Edith Stein viria a ser beatificada por João Paulo II a 1º de Maio de 1987, e no ano de 1998 foi canonizada pelo mesmo papa, que em 1999 a declarou co-padroeira da Europa. Caros amigos e amigas leitores peçamos a graça de entender o que o Senhor nos chama a fazer pelo seu Reino. Rezemos constantemente pelos que se dedicam ao serviço da Igreja e para que surjam mais vocações para na perspectiva de levar adiante o Evangelho de Jesus; mesmo que; se preciso for, a morte faça parte. Frases de Santa Edith Stein: “A essência mais íntima do amor é a doação. Deus, que é amor, dá-se à criatura que Ele mesmo criou por amor”.

1 – Centro Juvenil Vocacional Rua Darcírio Egger, nº. 568 - Shangri-lá CEP 86070 070 - Londrina-PR Fone: (43) 3327 0123 email: savosjosefinos@gmail.com

2 - Escola Apostólica de Ourinhos Rua Amazonas, nº. 1119, CEP: 19911 722, Ourinhos-SP Fone: (14) 3335 2230 valdineipini10@gmail.com 3 - Juniorato Pe. Pedro Magnone Rua Marechal Pimentel, 24, CEP 04248-100, Sacomã, São Paulo- SP Fone: (11)2272- 4475 4 – Irmãs Oblatas de São José Rua José Paiva Cavalcante, 750 Conj. Lindóia CEP 86031-080 / Londrina-PR Fone: (43) 3339.0876 irmas.oblatas@hotmail.com

Pe. José Antonio Vieira Ferreira, OSJ Animador Vocacional dos Oblatos de São José


12 são josé

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O PRIVILÉGIO DE SÃO JOSÉ SUSTENTADO PELA SUA UNIÃO NA ORDEM HIPOSTÁTICA por um matrimônio. Pois bem, neste matrimônio estava a predestinação do esposo. É afirmação haurida no magistério eclesiástico, no testemunho dos doutores da Igreja e na corrente atual dos teólogos, os quais cada dia são mais favoráveis a ideia de que São José esteve incluído no decreto da Encarnação e da Redenção e de que esta parece ser uma sentença solidamente provável na teologia. A predestinação à glória, à santidade e à graça em São José, depende de sua predestinação à missão de pai e de esposo; por isso, tal missão o coloca numa ordem superior que é aquela da Encarnação, ou seja, da união hipostática; tudo isso em previsão aos méritos de Cristo. São José ocupa um grau ínfimo na ordem da união hipostática, porém esse grau ínfimo é superior a toda a ordem da graça comum para todos os santos, com exceção de Maria, sua esposa.

Em nossas considerações sobre os fundamentos teológicos da grandeza de São José ficou bem claro que ela é decorrente da sua indispensável ligação com Maria, por ser seu esposo, e com Jesus, por ser o seu pai. Depois de essa afirmação estar bem clara para nós, inclusive fundamentada nos evangelhos, os josefólogos, que têm a tarefa de fazer teologia refletindo e lançando bases teológicas com as suas reflexões, deram um passo mais à frente nos seus estudos sobre São José, o Guarda do Redentor. Embora exposta com moderação por parte de alguns teólogos como Suárez, sempre mais ganhou adeptos a doutrina que afirma a participação de São José na ordem hipostática. Sobre essa posição teológica já tive a oportunidade de tecer algumas considerações nos números anteriores de Estudos Josefinos, mas devido a sua importância, quero voltar novamente ao assunto. O matrimônio de José com Maria foi especial nos desígnios de Deus, pois desde o início e antes de todos os séculos, conforme expressão de Pio IX, a encarnação devia se realizar dentro de um matrimônio, também se não

José foi o máximo e, sobretudo fecundíssimo”. Daqui se deduz a máxima santidade de São José, o qual mais do que ninguém esteve estreitamente unido à Maria, mãe de Deus e mãe da Divina graça. Mas a eficácia santificadora deste especial matrimônio tem o seu paralelo na sua singular paternidade sobre Cristo. Por isso, José amou Jesus com a consciência de que ele era fruto do Espírito Santo e Redentor da humanidade. Levando em consideração o que expomos, não fica difícil concluir a grandeza de São José em relação aos demais santos. Por isso, São José coopera para a nossa santidade não apenas por razão de impetração como fazemos como os demais santos, mas também de seu mérito. Nossa impetração a ele se torna universal e mais eficaz que a dos demais santos porque não se fundamenta somente em uma maior santidade, mas também em um título que os demais santos não compartilham. São José distribui as graças que em certo sentido lhe pertencem, quase que suas, porque colaborou de maneira exemplar e única para adquiri-las. Por isso, não podemos negar que a Igreja considera a sua potente intercessão superior a dos demais santos, com exceção de Maria, e isso por sua predestinação à altíssima missão de pai e de esposo, assim como também por sua santidade pessoal, por sua potente intercessão e pelo valor de seu patrocínio que supera todos os demais santos, sendo inferior em grandeza somente em relação à sua Santíssima esposa.

Essa excelência de São José em ordem da graça tem o seu fundamento na sábia Providência divina muito bem expressa no pensamento de Santo Tomás, de que Deus concede para cada eleito a graça conveniente à missão a que é destinado. Para uma mais alta missão, corresponde mais abundância de graças. Para uma missão tão excelsa como a de São José Pe. José Antonio Bertolin, OSJ se exigiu uma graça proporcionada; por pebertolin@net21.com.br isso ele teve que estar adornado dos mais abundantes dons da graça. Nenhuma criatura foi mais próxima da divina fonte da graça que é a humanidade de Cristo, devido a sua união com ele, com exceção de MaCREDENCIADA – BONA e SINTEKO ria, a não ser José; não apenas por ARCIA RASPADOR uma proximidade física ou por um parentesco com ele, mas uma proximidade de união moral e de destino que o ligava indissoluvelmente a Jesus e Maria.

Ademir

Podemos dizer que Deus preparou-o digno e tornou-o adequadamente para ser esposo de Maria e pai singular de seu Filho feito homem. Esta preparação interior de José encontrou as circunstâncias favoráveis para que florescesse em santidade mais do que ninguém. Por isso, Pe. Llamera afirma que “José amou ardentemente sua esposa como santa, como esposa e como mãe de Deus e por sua vez, o amor de Maria por


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São Bento, vida de oração e meditação

Mensagem especial

Pesa muito, irmão? como tal. É coisa de vagabundo, de um nada, de um párea da vida.

11 de Julho

A sua carroça pesa muito irmão? A carroça? A que você vê? Não. Essa não... Essa é leve, não pesa nada. É meu ganha pão. É o sustento de minha família. Quanto mais carregada, mais leve meu fardo. Mais leve o meu caminho. Sem subidas, sem descidas... O caminho torna-se plano, pleno, e me faz feliz. Que chova que faça sol, que faça frio... E daí?

Abade vem de “Abbá”, que significa pai, e isto o santo deste mês bem soube ser do monaquismo ocidental. São Bento nasceu em Núrcia, próximo de Roma, em 480, numa nobre família que o enviou para estudar na Cidade Eterna, no período de decadência do Império. Diante da decadência – também moral e espiritual – o jovem Bento abandonou todos os projetos humanos para se retirar nas montanhas da Úmbria, onde dedicou-se à vida de oração, meditação e aos diversos exercícios para a santidade. Depois de três anos numa retirada gruta, passou a atrair outros que se tornaram discípulos de Cristo pelos passos traçados por ele, que buscou nas Regras de São Pacômio e de São Basílio uma maneira ocidental e romana de vida monástica. Foi assim que nasceu o famoso mosteiro de Monte Cassino.

A Regra Beneditina, devido a sua eficácia de inspiração que formava cristãos santos por meio do seguimento dos ensinamentos de Jesus e da prática dos Mandamentos e conselhos evangélicos, logo encantou e dominou a Europa, principalmente com a máxima “Ora et labora”. Para São Bento a vida comunitária facilitaria a vivência da Regra, pois dela depende o total equilíbrio psicológico; desta maneira os inúmeros mosteiros, que enriqueceram o Cristianismo no Ocidente, tornaram-se faróis de evangelização, ciência, escolas de agricultura, entre outras, isso até mesmo depois de São Bento ter entrado no céu com 67 anos. São Bento rogai por nós!

Lá vou eu pelas ruas a catar papelão, tão importante que sou. Para mim o sou, pois assim sou capaz de prover o sustento de minha família. De maneira simples, mas a ela não falta o pão de cada dia. Não permito que ao dormir tenham a barriga a doer de fome e que se ponham a chorar. Isso nos une. Nós nos amamos. Tudo isso tira o peso da minha carroça. Eu trabalho com e por amor. As minhas mãos calejadas me dão a certeza de estar certo. Mas a carroça que você não vê, a minha carroça interna, ela pesa muito, arca meu corpo, e a mim enche de dores... Ah meu irmão... É a carroça da discriminação. É a carroça que por mais que eu queira, não consigo compreender. Ela machuca, fere. É a carroça que me separa daquele que penso ser meu irmão e que a mim não vê assim. Daquele ao qual estendo a mão e que finge não ver. Para ele não sou ninguém. Não sou filho do Pai.

Ele sequer pensa, que todo tipo de trabalho se faz necessário. Não é só o doutor que é importante. Também o é aquele que pega o lixo aproveitável, jogado fora por alguém, e que o vende e o transforma em alimento, o transforma em pão. Mesmo que não o percebam, mesmo que não o queiram, repartem. Não da maneira que o Pai deseja. O menos favorecido, “cata” o que o mais favorecido não mais precisa. E é tão normal que isso aconteça que nenhum dos dois disso se dá conta. É a vida... E ao andar por aí, vou ouvindo tanta coisa, tanta coisa... “Eu tenho dó deles. Quando me imagino em seu lugar me sinto mal”. “Parecem animais a puxar a carroça... Isso me dá medo. Não quero para mim”. “Eles me irritam, quando estou dirigindo e passam a meu lado com suas carroças, quase a riscar meu carro”. “Quando separo o lixo em uma coleta seletiva, eu demonstro solidariedade para com eles... Sou bom”. “Ao deixar ao lado do lixo, em separado, bem embrulhado, alimentos ainda bons, mas que não quero para mim, colaboro para saciar sua fome... Ou não?”. Tão bom que sou... Tão solidário, humano, tão sem preconceitos... “Não discrimino nem a ele, nem aos seus iguais”. “A única coisa que quero é nunca, nunca estar em seu lugar. Eu? Eu não. Nem os meus”. E assim vou vivendo...

O meu trabalho a ele causa estraHeloisa P. de Paula dos Reis nheza. É reles demais para ser visto hppaulareis@yahoo.com.br

Fonte: www.santo.cancaonova.com


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OS OBLATOS DE SÃO JOSÉ E AS OBRAS DE MISERICÓRDIA: ASSISTIR OS ENFERMOS E VISITAR OS PRESOS! A CAMINHO DO CENTENÁRIO NO BRASIL Estamos no ano da misericórdia e a Tradição da Igreja convencionou apresentar sete obras de misericórdia corporais e sete obras de misericórdia espirituais: Dando continuidade a nossa reflexão sobre as obras de misericórdia corporais, neste artigo recordaremos que como cristãos somos convidados a agir com misericórdia visitando os enfermos e os prisioneiros. Visitar e assistir os enfermos. Os relatos dos evangelhos nos mostram Jesus muito envolvido, próximo dos enfermos. Ele os tocava e os curava. As vezes eram levados a Ele no entardecer (Mc 1,32-34); em outras pediam que Ele fosse até a casa do enfermo, como fez o oficial que pediu a cura do filho que estava morrendo (Jo, 4, 46-53). Vale lembrar a ação de Jesus, quando na casa de Pedro, cura sua sogra (Mt 8, 14-15). Jesus se desdobrou em misericórdia para com os doentes. Os cristãos têm uma longa tradição de cuidado com os doentes e idosos. Quantas vidas doadas, ontem e hoje, pelos enfermos, muitas no anonimato. Bela é a missão da pastoral que visita os doentes. A obra de misericórdia: assistir os doentes começa na família quando se lida com doenças prolongadas e, às vezes irreversíveis. Seja em qualquer idade, e por qualquer problema de saúde, que podem ser, entre tantos: o câncer, as paralisias, a anencefalia, e socorrer sem preconceito os portadores do vírus HIV. Um bonito trabalho desenvolve muitos leigos e leigas nas paróquias, bem como nos hospitais, através da Pastoral da Saúde que marca presença nos momentos de fragilidade, e vulnerabilidade do ser humano. Não descuidemos de visitar os doentes bem como de colaborar com

os seus familiares. Entende melhor e mais profundamente a importância e necessidade de obra de misericórdia quem já ficou doente ou quem tem familiares doentes em sua família.

prisioneiros, também se estende ao socorro às famílias dos presidiários (as); auxiliando economicamente as que necessitam, e ajudando-as a superarem os preconceitos.

Visitar os presos. A fragilidade humana se manifesta na possibilidade de errar. Algumas pessoas pagam o alto preço do distanciamento social e familiar por atos cometidos contra o bem estar das pessoas e de suas posses. E o evangelho é claro: “amar só quem vos ama, que mérito tereis? Até os pecadores fazem isso”. Mt 5, 46. O mesmo evangelista mais adiante escreve que ficará à direita de Deus, no grupo dos bem-aventurados, aquele que visitou os que estavam na prisão (Mt 25, 36). Em primeiro lugar, é preciso desarmar-se de preconceitos e julgamentos. Ao visitar os presidiários expressamos e oferecemos a misericórdia de Deus, que vai além da justiça, e continua a amar a pessoa, mesmo no erro e no pecado.

Missionário dos doentes. Padre José Calvi nasceu em Cortemilia (Itália) em 1901. Desde criança demonstrou um profundo amor a Deus tendo como características uma paciência inalterável, profunda humildade, simplicidade e, sobretudo, amor ao próximo. Tornou-se sacerdote em Asti, dedicando em seguida o seu ministério nas missões no Brasil. Por aqui chegou no ano de 1926, com vinte e cinco anos de idade. Escolheu São José como seu modelo de vida e de apostolado. De saúde muito frágil foi acometido por tuberculose sendo internado no Sanatório São Sebastião da Lapa (Paraná) onde passará praticamente o resto de sua vida nesta instituição sendo um missionário tuberculoso

Hoje o acesso nos presídios não é livre, há certo rigor e triagem para visitas à presidiários. Porém, nossas dioceses ainda são deficientes em se tratando de uma pastoral carcerária efetiva, e dinâmica. A obra de misericórdia socorrer os

no meio dos tuberculosos. Seu trabalho era visitar os leitos encorajando os doentes a suportar a dor da doença e o distanciamento de seus familiares. Morreu em conceito de santidade no dia 26 de setembro de 1943. Seu processo de canonização foi aberto em Curitiba e hoje é considerado servo de Deus. Muitos testemunham sua santidade expressa na simplicidade que possuía e sua atenção e caridade para com os doentes durante o período em que foi vigário em Paranaguá, e em Curitiba e no período em que esteve internando no Sanatório da Lapa. Rezemos a Deus pedindo pela canonização do Pe. José Calvi e pela nossa disposição em sermos caridosos para com os doentes e presos de nossa sociedade.

Pe. Antonio Ramos de Moura Neto, OSJ Superior Provincial


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O Profeta Isaías O Profeta Isaías é um dos grandes profetas bíblicos. Uma figura de notável importância, cuja palavra e atuação marcaram seu tempo e até os dias atuais. Em 2015 este Jornal publicou, de janeiro a dezembro, artigos relativos aos assim chamados “Doze Profetas”. É assim que eles são conhecidos na Bíblia hebraica ou Bíblia dos Judeus. Foram eles, antes de nós, Cristãos, que lerem e interpretaram estes Profetas. Entre os Cristãos eles são chamados de “Profetas menores”, não pela importância, mas pelo tamanho do texto. Ficaram de fora alguns Profetas que são também importantes. Os Cristãos chamam de “Profetas maiores”, pois cada livro apresenta um texto bem longo. Trata-se dos Profetas Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel. Pode-se também acrescentar alguns outros Livros que compõem o quadro dos escritos bíblicos e que se encontram na parte chamada “Profetas”: os livros de Lamentações e Baruc. Estes Livros, junto a outros dos quais pouco se fala, veremos mais para frente. O que queremos agora entender e para tanto vamos fazer uma introdução são os Livros dos Profetas maiores, como acabamos de indicar. E vamos começar com Isaías. Será bom dividir o tema em duas partes: [1] o Isaías histórico e [2] o livro de Isaías. O Isaías histórico. Isto é, o personagem Isaias, viveu entre o século 8º e o século 7º a.C. No século 8º antes de Cristo o rei de Israel, Jeroboão, e o rei de Judá, Ozias (ou Azarias) tiveram longos reinados, quase quarenta anos cada um. Isto deu a estes dois reinos, Israel, reino do norte, e Judá, reino do sul, certa prosperidade. Foi também um tempo de relativa paz, até que, em 745 a.C. apareceu o rei Tiglat–Falasar 3º, da Assíria. Ele tinha o plano de conquistar todos os reinos ocidentais. O rei da Assíria invade o reino do norte e destrói sua capital, Samaria, no ano 720 a.C. Isto causa uma profunda impressão no povo do reino de Judá. Seu rei tenta agradar aos assírios e chega a construir um altar aos deuses assírios no Templo de Jerusalém, o que causa grande revolta da parte dos líderes religiosos. Com o rei Ezequias as coisas têm uma certa calma pois ele se submete ao poder assírio. Na realidade ele toma três medidas importantes: paga tributo ao rei da Assíria para garantir a possibilidade de seu reinado, busca uma reforma religiosa no reino e tenta fortalecer sua política interna. Talvez o que foi mais importante foi a centralidade do culto no Templo de Jerusalém. Ele também manda construir um túnel de fornecimento de água para Jerusalém que ainda hoje pode ser usado. Mas, no final do século 8º, já passando para o século 7º, o rei Ezequias não apoia a sucessão do rei da Assíria. Este fato é que faz com que o Profeta Isaías se posicione. É a entrada de Isaías na história, o que

podemos ver em 2 Reis 20,12–19. O novo rei da Assíria, Senaquerib, ataca Jerusalém e o rei Ezequias deve aumentar o tributo para estar a salvo com seu reino. Isaías foi profeta neste longo e muito conturbado período. Ele retoma as tradições proféticas dos grandes Elias e Eliseu, intervindo na política, aconselhando os Reis, denunciando os vícios e a busca de reforço externo, com o preço de concessões a cultos e práticas religiosas estrangeiras. Isaias conhece duras oposições (7,13; 28,9s) e, sentindo que as crises vão se suceder, forma discípulos (8,16ss). Há uma tradição que situa o final da vida de Isaias sob o reinado de Manassés (693–643) que o teria mandado serrar em duas partes! Não há fundamento histórico para isto, exceto que Manasses foi realmente um rei ímpio (2 Reis 21,16), tendo derramado muito sangue inocente. O Livro de Isaías. Não considerando o livro dos Salmos, Isaías é o livro mais longo da Bíblia, com 66 capítulos. Mas não é um livro único! Na realidade, o livro de Isaías é composto por três partes. A primeira parte é do capítulo 1 ao capítulo 39, o chamado “primeiro Isaías”. Esta parte refere-se ao período de antes do Exílio de Babilônia, antes, portanto, do ano 587 a.C. Aqui pode-se encontrar textos do próprio Profeta, inspirados na sua pregação e na sua prática política. A segunda parte é do capítulo 40 ao capítulo 55, o chamado “segundo Isaías” ou “livro da consolação de Israel”. É um texto maravilhoso, que apresenta argumentos de libertação, de confiança, de restauração. E apresenta também os famosos “cantos do Servo”. Esta parte de Isaías é do período do Exílio ou imediatamente depois do Exílio, portanto por volta de 520 a.C., talvez um pouco mais para frente. E a terceira parte de Isaías é do capítulo 56 ao capítulo 66, chamado “terceiro Isaías”. Este texto é, sem dúvida, posterior ao Exílio. Pode-se perceber, então, que o livro de Isaías não é um escrito de um único autor, mas de um grupo de autores inspirados e que seguiam o pensamento de Isaías. Ele certamente foi a fonte de inspiração e de ânimo para muitos entre o Povo da Aliança. Jogado para dentro da história de seu povo, alertando reis e criando uma escola de pensamento que influenciou vários discípulos, Isaías é a referência a este livro de 66 capítulos que a Igreja usa com intensidade durante o ano litúrgico. A teologia de Isaías é a teologia da Aliança, tão marcante em quase todo o Antigo Testamento. Para Isaías é necessário o retorno ao Deus dos pais. Isaías tem uma conceituação elevada para Deus e declara-o su-

blime e excelso. Este Deus escolheu a Israel como um povo especial, eleito. Ele é poderoso em Israel e este povo deve reconhecê-lo como tal. Aparecem muitas imagens a respeito, como a do poderoso (1,24), o Rochedo (17,10; 26,4), o vinhateiro cuidadoso (5,1–6), a luz (10,17), o pai do povo (1,2), etc. Há um plano divino no mundo e nos acontecimentos segundo a mensagem de Isaías. Há uma providência (28,23–29; 29,23). Este plano compreende o julgamento dos pecados pessoais que assumem uma face de incredulidade e orgulho. Coisas como a vaidade (3,16), a indiferença com a vontade de Deus (5,19), as opções de prudência humana por parte dos sábios (5,21) são manifestações do desprezo para com Deus, o Senhor. A isto se acrescenta o apego às riquezas (2,7), as fortificações (7,3; 22,5–11), os armamentos (22,29ss, 31,1), os compromissos com os estrangeiros (30,1) são mostras da desconfiança em Deus. Não apenas Israel ou Judá têm este pecado, mas também Tiro (23,4), Aram (7,6.16) e a Assíria (10,9ss.13s). O Senhor pune por causa do orgulho e tal punição vem pela privação dos bens (3,18–23; 4,1), fome, sede, cativeiro (5,13). Judá será punida também com a anarquia (3,5–7) e a devastação (7,15–25), causada pela invasão inimiga (18,5–8), cerco e abandono (29,3s; 31,4; 32,14). Ao juízo e condenação sucede-se a salvação. Há um resto que herda as promessas de vida — é um “resto sagrado”. Eles podem ser os discípulos do Profeta e dos outros profetas fiéis ao Oráculo do Senhor, os que resistiram à opressão e se apoiaram no Senhor, os humildes que põem sua confiança também no Senhor. Este “resto” tem fé, o que é uma atitude positiva e fundamental do homem em face ao plano divino (7,9; 28,16). Ela conduz à participação da salvação, da paz e da liberdade (9,3–4.8). E esta salvação é obra de alguém especial — o Messias, um descendente de Davi, a pedra angular na qual o edifício se ergue (28, 16–17), nascido como sinal de esperança e graça (7,14; 8,8), cheio do espírito do Senhor (11,2), com as virtudes do povo eleito (9,5), ele trará a harmonia e a amizade, sinais de paz (11,6–9). A terra toda está cheia do conhecimento do Senhor (11,9s) e todos os povos acorrerão para aprender a felicidade (2,2–4). Isaías é o profeta da santidade do Senhor e da Fé e Esperança no Messias glorioso. Pe. Mauro Negro - OSJ Biblista PUC Assunção - São Paulo - SP mauronegro@uol.com.br


PARABÉNS AOS DIZIMISTAS QUE FAZEM ANIVERSÁRIO NO MÊS DE JULHO 16/07/1947 Alaide Lucinda De Almeida 24/07/1988 Aldenice Da Paz Bacelar Alencar 06/07/1993 Ana Paula Souza 19/07/1960 Angela Maria B. Mesmer 07/07/1942 Angela Rosa A. Guardiano 01/07/1984 Antonia Eunice Das Neves 17/07/1961 Arlete Batista Dos Santos 18/07/1968 Arnaldo Roberto Lima Xavier 27/07/1963 Aurora Carvalho Monteiro De Alencar 14/07/1972 Camila Rosa Costa 14/07/1966 Carmelita Dos Santos Costa 09/07/1955 Cicero De Oliveira Silva 27/07/1944 Clarindo De Souza Netto 30/07/1975 Claudio Faustino Da Silva 14/07/1964 Claudio Luis Genaro 18/07/1946 Cleide De Pietro Soares 09/07/1991 Dayana Aurélio Siqueira 05/07/1960 Dirceu Quadros Dalmaso 19/07/1932 Durcelina Hora Da Silveira 06/07/1976 Edilene Bispo Gonçalves Da Silva 23/07/1961 Edna Gonçalves De Macedo 14/07/1994 Eliana Pereira Costa 29/07/1964 Eliones Da C. Biscegli 20/07/1960 Erinaldo Da Silva 20/07/1964 Etevaldo Da Silva Reis 03/07/1979 Flavio O. David Brito 29/07/1957 Francisca Lopes Conceição Silva

29/07/1969 Francisco Luiz De Sales 07/07/1975 Genildo Alves Do Nascimento 16/07/1945 Geralda Generoso Dos Santos 30/07/1987 Idalina Alzira Dos Santos E Luiz Da Silva Souz 02/07/1950 Izaura Generoso Dos Santos 16/07/1990 Jaciene F. Santos 10/07/1985 Jane Silva 05/07/1973 Jelsione A. Santos Rodrigues 13/07/1967 Joana Celestina De Sá 10/07/1948 José De Souza Medeiros 24/07/1966 José Donisete Candido Do Vale 21/07/1942 José Dos Santos D’albuquerque 30/07/1960 Jose Maria Carvalho Barros 21/07/1947 José Pinto De Almeida Filho 17/07/1985 José Sarnei De Sousa 11/07/1960 Josefa Rosalina S. Lima 15/07/1975 Josiane Ferreira Teodoro 13/07/1981 Jucielia Lima Soares 13/07/1934 Juracy Pereira Da Silva 17/07/1965 Lucimar De Moura Sá 19/07/1941 Luiza Barbosa Gonçalves 24/07/1985 Lutiana F. Martins 03/07/1983 Luziene Gonçalves Martins 01/07/1953 Marcia B. Cicone Lemos 29/07/1970 Maria Aparecida David Souza 24/07/1959 Maria Aparecida Libanio

29/07/1949 Maria Augusta Cristovam 09/07/1965 Maria Cacilda Venâncio Ribeiro 26/07/1975 Maria Das Dores Alves Da Silva R 08/07/1964 Maria De Andrade De Sousa 22/07/1960 Maria De Lourdes Vieira De Sá Correia 29/07/1970 Maria Ducilene O.A. Silva 14/07/1960 Maria Edinete Barbosa De Sousa 22/07/1990 Maria Liviane Gonçalves Lima 07/07/1945 Maria Madalena Nascimento 09/07/1965 Maria Margarida R.Dos Reis 26/07/1942 Maria Marlene Martins 23/07/1975 Maria Neide Lopes Da Silva 07/07/1991 Maria Risoneide Nunes 27/07/1970 Maria Sena Da Silva 23/07/1966 Maria Uilda Martins 29/07/1979 Marizete Mauriz Alves 03/07/1982 Merenice Maria Alves Da Silva 27/07/1980 Neuslene Pereira Leite 21/07/1931 Norma Requinte Apude 15/07/1966 Rita Maria Da Conceição Oliveira 30/07/1969 Rita Soares Da Silva Pereira 09/07/1980 Roberta Gomes De Freitas 28/07/1948 Roberto Tastarine 02/07/1932 Rosa Garcia Francato 02/07/1953 Rosana F.G. Da Costa 15/07/1956 Santana Barnabé Da Silva 24/07/1981 Welton Martins Alves 14/07/1955 Zulmira Ribeiro Dos Santos

DÍZIMO RECADO DO DÍZIMO:

“Dízimo é amor. É por isso que, quanto mais partilhamos, mais temos”. Obrigado aos que são dizimistas e aos que ainda não são, convidamos a fazer a experiência.

Parabéns!

CAMPANHA PINTE A CAPELA DO SANTUÁRIO SANTA EDWIGES Andrea Banin Bruna Costa Oliveira Edson Ramos Edson Tuclida Geralda G. dos Santos Grupo Heliópolis- AA João Ramiro Fusco Jorge E. M. Albuquerque Juarez Matias de Souza Juvenal de Oliveira Dias Manuel de S. Alcer e Família Marcia de Fátima Teixeira Santana Maria A. Maedeiros Maria Alice Maria Sonia Petet Valquiria Marcantono Vicente Antonio Santos

O NOSSO MUITO OBRIGADO!


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