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N OVO MUND O BOLETIM INFORMATIVO PAROQUIAL ANO XIX – EDIÇÃO 211 – SETEMBRO/2016

MENSAGEM À COMUNIDADE

A GRATUIDADE DA MISERICÓRDIA

É

no deserto das relações de capitalização que a misericórdia torna-se a gota que traz vida à vida. Misericórdia é uma palavra latina formada a partir do adjetivo miser, significando “infeliz” ou mesmo “miserável”, no sentido de “pobre”, e do substantivo cor, que significa “coração”: a misericórdia é, portanto, o coração que se torna infeliz e pobre. Ele em si não teria nenhum motivo para ser infeliz ou pobre, no entanto, preocupado com a situação dos outros, torna-se assim. Este é o significado transmitido pela raiz etimológica da palavra misericórdia. Significado semelhante tem o “perdão”, formada pelo prefixo “per” e o substantivo “donum”, isto é, um grande dom, um presente bem feito, perfeito. O perdão também lembra anistia em nível jurídico: é o conceder a graça, o não proceder com a punição. Em ambos os casos se descreve o vir menos da vontade de poder, em favor da vontade da relação. Seja a misericórdia, seja o perdão, são a exaltação da vontade de relação. É exatamente uma sociedade como a nossa, onde quase tudo tende a ser monetizado e calculado com base no ganho pessoal, que tem enorme necessidade da gratuidade e da misericórdia. Perdão e misericórdia, realmente exercitados, têm hoje um enorme valor, uma profunda carga profética. Eles são agora uma das referências mais credíveis da transcendência. Hoje, é difícil pensar em transcendência no sentido

físico, como se pensava no passado, graças à cosmologia ptolomaica. Hoje, a cosmologia contemporânea, na maioria das vezes, inibe a sensação de transcendência, transmitindo, ao contrário, uma sensação de infinidade e perplexidade. Acredito, ao invés, que a ética, especialmente quando exercida de forma gratuita, pode abrir na consciência contemporânea uma abertura à transcendência. “É exatamente uma sociedade como a nossa, onde quase tudo tende a ser monetizado e calculado com base no ganho pessoal, que tem enorme necessidade da gratuidade e da misericórdia”, sustenta o teólogo italiano Vito Mancuso. O perdão e a misericórdia, e, geralmente, o exercício do bem, conferem por aqueles que os praticam uma sensação de júbilo, paz e alegria interior. Penso que se trate exatamente daquela alegria “que o mundo não pode dar”, mencionada por Jesus. Nesse sentido, o pecado é uma perda. E é claro, só quando se tem uma sensação de perda ou de derrota, pode-se sentir o desejo de algo que vai em direção oposta, de realização e de vitória. Felizmente O nome de Deus é Misericórdia (São Paulo: Planeta do Brasil, 2016), como escreveu o Papa Francisco, não o da Igreja. Assim sendo, estando alguém fora da Igreja, não fica excluído da misericórdia divina, que, naturalmente, irá expressar-se nas formas de outras denominações cristãs e outras religiões. No budismo é dito, por exemplo, que a misericórdia (em sânscrito,

karuna) é uma das quatro moradas divinas, isto é, uma atitude que, se praticada, confere certeza de encontrar o divino e o bem, que os budistas chamariam de “natureza de Buda”. Nunca podemos deixar de recordar a primazia da misericórdia, pois é absolutamente crucial, também para o diálogo inter-religioso. Pensemos também no Islã e no fato de que cada sura do Alcorão começa com “em nome de Deus, clemente e misericordioso”. Ou considere-se o judaísmo, em que, para proclamar a misericórdia de Deus, não se tem medo de recorrer ao mesmo substantivo que designa o útero: rehem, frequentemente no plural, rahamim. Além disso, a misericórdia é decisiva também para aqueles que recusam qualquer discurso religioso, os agnósticos e ateus, porque um ser humano pode rejeitar a Deus, mas muito dificilmente recusará o bem gratuito e silencioso de misericórdia. Aprofundar o exercício da misericórdia e do perdão no mundo atual é, acima de tudo, leitura, compreensão – foi o que ensinou e testemunhou o Cardeal Carlo Maria Martini. Isso se aplica a todos os fenômenos, a partir do fenômeno humano: a primeira forma de misericórdia que podemos exercer é a da compreensão, é compreender os outros por aquilo que fazem, que sentem, que são. Misericórdia é um exercício do olhar, para ver pessoas e situações, independentemente do nosso interesse particular e, em nome do “inter-essere”, da comunhão, da relação. Neste mês de Setembro, o convite à leitura orante da Palavra de Deus vem acompanhado de uma mais autêntica compreensão, seja no que tange as relações próximas e pessoais, seja no que abrange as relações de âmbito político e público. Fonte: Revista IHU On-line de 15 de Maio de 2016. In: http:// www.ihu.unisinos.br/159-entrevistas/555049-a-gratuidadeda-misericordia-entrevista-especial-com-vito-mancuso


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NOVO MUNDO BOLETIM INFORMATIVO PAROQUIAL

45 ANOS EVANGELIZANDO DE ESPERANÇA EM ESPERANÇA!

CALENDÁRIO PASTORAL DE SETEMBRO DE 2016 SEMANA

DIA

ATIVIDADE

LOCAL

HORÁRIO

SÁBADO

03

Missa presidida pelo Bispo Café com o Bispo Conselho Pastoral Paroquial (Bispo)

Igreja Salão Paroquial Salão Superior

16h 17h 18h

DOMINGO

04

Missa (23º TC) presidida pelo Bispo Café com o Bispo Conselho Administrativo (Bispo)

Igreja Salão Paroquial Salão Superior

8h30 - 11h - 19h 9h30 - 12h - 20h 17h

TERÇA

06

Missa (Natividade de Maria)

Igreja

18h

QUARTA

07

Feriado da Independência

Não haverá Missa

Não haverá Expediente

SÁBADO

10

Missa Preparação para o Matrimônio

Igreja Salão Superior

16h 12h30 às 19h

DOMINGO

11

Missa (24º Domingo TC)

Igreja

8h30 - 11h - 19h

SÁBADO

17

Bazar Beneficente Missa Oficina para os MESC

Salão Paroquial Igreja Igreja

12h às 18h 16h 17h15

DOMINGO

18

Missa (25º Domingo TC) Oficina para os MESC Bazar Beneficente

8h30 - 11h - 19h 9h45 - 12h15 - 20h15 8h30 às 20h30

MISSA DA CATEQUESE

Igreja Igreja Salão Paroquial Igreja

17h

SÁBADO

24

Preparação para Batismo Missa Formação Teológica

Igreja e Salão Igreja Salão Superior

8h30 às 12h 16h 17h15

DOMINGO

25

Missa (26º Domingo TC) Celebração do Batismo Encontro Pastoral da Amizade

Igreja Igreja Igreja/Salão

8h30 - 11h - 19h 9h30 11h às 17h

QUINTA

29

Missa Conselho Pastoral Setor

Igreja N. S. Esperança

18h 20h

SEXTA

30

Espiritualidade das Secretárias Missa [Arcanjos] Pastoral do Dízimo

Sagrada Família Igreja

8h30 às 12h 18h 20h30

1. Segunda-feira: Grupo Gente Ativa das 13h45 às 17h30 (Salão Paroquial) 2. Terça-feira: Pastoral da Caridade (14h às 16h) e Catequese (18h30 às 19h45) 3. Quarta-feira: Catequese (17h às 18h15 e 18h30 às 19h45) e Pastoral da Amizade (20h - Salão Paroquial) 4. Quinta-feira: Catequese (8h30 às 9h45 e 14h30 às 15h45) 5. NARCÓTICOS ANÔNIMOS: Segunda à Sexta-feira das 20h às 22h 6. MISSA: Terça à Sexta-feira às 18h

BAZAR BENEFICENTE Nos dias 17 e 18 de Setembro, a Paróquia Nossa Senhora da Esperança realizará um Bazar que incluirá roupas de cama, mesa e banho da MMartan com descontos incríveis, bem como roupas em geral (novas) para

homens, mulheres e crianças. O objetivo do Bazar é angariar recursos que serão destinados a instituições que atendem crianças portadoras de câncer e moradores de rua. Participe comprando e, consequentemente, doando!

Atendimento e Confissões: agendar na Secretaria (5531-9519) Terça-feira

15h00 às 17h30

Pe. Boim

Quarta-feira

16h30 às 20h

Pe. Ney

Quinta-feira

15h00 às 20h

Pe. Edson

Sexta-feira

15h00 às 17h30

Pe. Boim

MISSA PASSO A PASSO

A

Liturgia Eucarística tem na Oração Eucarística o centro e o ponto culminante de toda a celebração. Após a preparação e apresentação das oferendas, diz-se a oração sobre as oferendas, que precede o Prefácio da Oração Eucarística. Ele tem início com três saudações e é um hino de agradecimento e louvor a Deus por toda a obra da salvação ou por um de seus aspectos. O Prefácio é concluído com o canto do Santo. Em seguida, ocorre a “invocação do Espírito Santo” (epiclese). O padre estende as mãos sobre o pão e o vinho e pede ao Pai que envie o Espírito Santo sobre eles, a fim de que “se tornem para nós o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo”. Após, segue-se a “narrativa da Instituição (ou consagração)”, na qual o padre relata o que Jesus disse e fez ao instituir a Ceia Eucarística. A “aclamação após a consagração” ocorre quando o padre apresenta o pão e o vinho consagrados dizendo “Eis o mistério da fé”. Com uma fórmula própria, a assembleia responde, relembrando a morte de Cristo, sua gloriosa ressurreição e ascensão aos céus. O Missal Romano (livro do altar) propõe três fórmulas de aclamação para este momento. Daí em diante, vêm as orações de oferecimento da Igreja e invocação do Espírito Santo, além das intercessões, pois a missa é celebrada em comunhão com toda a Igreja, tanto terrestre como celeste: a Virgem Maria, São José, os santos, os apóstolos e mártires, o papa, os bispos, ministros e todo o povo de Deus. São lembrados também os irmãos e irmãs falecidos. Conclui-se a Oração Eucarística com a Doxologia (ou louvor), com o padre elevando o pão e o vinho consagrados, corpo e sangue de Cristo, por quem sobe ao Pai, na unidade do Espírito Santo, a honra, a glória e o louvor de todo o universo. A assembleia aclama com solene AMÉM! 04/09/2016 – 23º DOMINGO DO TEMPO COMUM 1ª LEITURA: SB 9,13-18 / SALMO: 89 / 2ª LEITURA: FM 9B-10.12-17 / EVANGELHO: LC 14,25-33 11/09/2016 – 24º DOMINGO DO TEMPO COMUM 1ª LEITURA: EX 32,7-11.13-14 / SALMO: 50 / 2ª LEITURA: 1TM 1,12-17 / EVANGELHO: LC 15,1-32 18/09/2016 – 25º DOMINGO DO TEMPO COMUM 1ª LEITURA: AM 8,4-7 / SALMO: 112 / 2ª LEITURA: 1TM 2,1-8 / EVANGELHO: LC 16,1-13 25/09/2016 – 26º DOMINGO DO TEMPO COMUM 1ª LEITURA: AM 6,1A.4-7 / SALMO: 145 / 2ª LEITURA: 1TM 6,11-16 / EVANGELHO: LC 16,19-31


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45 ANOS EVANGELIZANDO DE ESPERANÇA EM ESPERANÇA!

A

A PRÁTICA DO DÍZIMO E A EXPRESSÃO DE FÉ

prática do Dízimo é expressão forte de nossa fé e reforço na valorização de nossa religiosidade, conforme corrobora o seguinte testemunho: “Nós buscamos um relacionamento sincero com Deus através da oração, do cuidado com o templo, do zelo pelos mais pobres... Os espaços devem ser mantidos, ampliados e permanecer aconchegantes de maneira que todos possam ser bem atendidos na casa de Deus... Precisamos nos tornar mais responsáveis com a comunidade em que vivemos e que nos acolhe... Através do Dízimo, nossas comunidades podem se organizar, planejar e desenvolver aquilo que desejam e necessitam, pois todos co-

laboram de forma organizada e sistemática, como ferramenta importantíssima para transformar em ato concreto todo nosso desejo de crescimento espiritual e desapego às coisas materiais” (José Carlos Israel de Souza). Desse modo, o Dízimo é expressão que confere autenticidade e crescimento na Fé. A comunidade agradece e se alegra com os novos Dizimistas: ADAUTO DO NASCIMENTO, JAYME DAS NEVES MONTEIRO, ROBERTO BAÜMLER e RODRIGO CHRISTIAN LEITE. Possa Deus abençoar e Nossa Senhora da Esperança interceder por vocês e suas famílias! FELICIDADES E MUITAS BÊNÇÃOS aos Dizimistas Aniversariantes de Setembro!

PASTORAL DO BATISMO Nossa comunidade paroquial teve a alegria de acolher no mês de Agosto novos(as) discípulos(as) de Cristo, cujos nomes de batismo são: Augusto Moreira Soares, Sofia Rossi Mollica, Helena Leite Lopes, Alice Teixeira Rovira, Leticia Monteiro Martinez, Stella Reis Rocha, Manuela Pimentel Simão, Luca Macedo Ruchet, André Ribeira Ishiki, Davi Sene Barros Sato, Davi Sene Barros Sato,

Alan Fumero Perez, Manuela Chair Daniel, Nicolas Capobianco Bannitz, Sophie Brainer de Miranda, Arthur Gouveia Aguiar de Almeida. Além das crianças, dois jovens receberam o sacramento: Leandro Sander Manzieri e Enzo Linardi Mercuri. Que nosso testemunho de fé e esperança anime na vida cristã todos os que foram batizados em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo!

PREPARAÇÃO PARA O MATRIMÔNIO No dia 10 de Setembro, Sábado, das 13h às 19h, a Paróquia realizará seu 3º Encontro de Preparação para o Matrimônio. Convide casais de sua família e amigos que se preparam para o casamento, pois a preparação é requisito para celebrar o Sacramento do Matrimônio na Igreja.

CRISMA JUVENIL E ADULTO A Catequese para o Crisma Juvenil e Adulto tem inscrições PERMANENTEMENTE abertas. Jovens e Adultos que não receberam este sacramento, podem fazê-lo de um modo mais acessível sem perder a essência da confirmação. Para maiores informações, ligue na Secretaria Paroquial (5531-9519).

DIZIMISTAS ANIVERSARIANTES DE SETEMBRO MERCEDES A. BRANQUILHO WILSON LOESCH JR. APARECIDA S. PINHO DA SILVA DJANE AP. TOMÉ SANT’ANNA ANA CÉLIA SOARES GOMES MARANICE MAIA TRIPOLI MARLI FACURE SANTIAGO MARIA ELISA GUALANDI VERRI VICTOR LUIZ SANTOS HADDAD SONIA MARIA SOARES MIQUELINA ROCHA MARIA BONDEZAN CARDOSO MARIA PICCIOLLI PEREIRA CARLOS EMMERICH DE SOUZA LUIZ FERNANDO LEIFER NUNES SANDRA APARECIDA GERASSATI GILMAR DE OLIVEIRA GARRONE HELYETTE MAGALY V. PEREIRA LUIS GONZAGA G. MACHADO OLAVO MOSCHETTA MARCELO JUNQUEIRA FRANCO GABRIEL SANT’ANNA FRANÇA IRINILZA GIANESI BELLINTANI CLÉLIA S. PEREIRA DOS SANTOS MARIA IGNEZ GROHMANN ELZA JORGE WALDE LUCIA MARIA DE A. SILVEIRA LUIS ALBERTO D. TERRONT ROSANA ATTINI PALMIERI TEREZINHA MORAES F. JORGE MARIA JOSE FERRAZ DE BARROS STELLA BAPTISTA PEREIRA FERNANDA B. R. IASI ANGELA CAMARGO DA C. L. SAVI RAYMUNDO LUIZ ALVES CORRÊA ANGELO PONZONI NETO SYLVIA YPIRANGA RODRIGUES JOSÉ FERNANDO CARNEIRO

ATENDIMENTO DA SECRETARIA: Segunda, das 13h30 às 17h30. Terça à Sexta, das 8h30 às 12h30 e das 13h30 às 17h30. Sábado, das 13h30 às 17h30. E-mail da Secretaria: pnse.secretaria@uol.com.br • Acesse o site: www.paroquiansesperanca.org.br

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PENSANDO NA VIDA DE FÉ

O ANÚNCIO DO EVANGELHO EM NOSSOS DIAS são beneficiários da graça, pois Deus lhes plantou no coração a semente do Seu Verbo. Por fim, são ainda importantes alvos da evangelização os batizados não praticantes.

O

ano de 1975, após o final do Concílio Vaticano II, foi marcado pela publicação da Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi, do papa Paulo VI, cuja principal preocupação era: O empenho em anunciar o Evangelho aos homens do nosso tempo... De fato, apoiado em uma rigorosa autoanálise da Igreja, esse documento, cujo conteúdo está aqui delineado, discute linhas de ação pastoral, orientando também a elaboração de um trabalho missionário. Na introdução, discute a evangelização então praticada, questionando sua eficácia em transmitir na íntegra a força presente no Evangelho e seu poder de transformar o homem que a recebe, propondo então caminhos e métodos para bem concretizá-la. Em outros termos, empenha-se em rememorar o tremendo potencial salvífico do Evangelho, e em examinar criticamente se de fato nossa ação evangelizadora está se mostrando eficaz em disponibilizá-la aos que dela carecem. Cristo veio anunciar-nos o Reino de Deus e nossa libertação do pecado, e dessa Sua evangelização emana a missão da Igreja, de levar o Evangelho a todos os homens (cf. Mc 16,15). Para tanto, no seguimento de Cristo, e visando a salvação de todos, a Igreja se evangeliza para só então, depositária do tesouro evangélico, poder adequadamente propagá-lo em sua missão. Uma boa evangelização melhora a humanidade, transformando os indivíduos pelo batismo e por uma vida que segue os passos de Jesus. Atualmente, ganhou importância o testemunho (testemunhas têm alcançado mais o ouvinte que os mestres, e quando estes são ouvidos, é porque também agem como testemunhas). Muitos equivocadamente se contentam em parar apenas no testemunho, mas a eficácia

intrínseca da Palavra de Deus (cf. Is 55,1011), exige que se insista na essencialidade da transmissão explícita do Evangelho, uma das faces da própria mensagem evangélica. «Não pode haver verdadeira evangelização sem o anúncio explícito de Jesus como Senhor» e sem existir uma «primazia do anúncio de Jesus Cristo em qualquer trabalho de evangelização» (cf. Evangelii Gaudium, no 110). Evangelizar é anunciar o amor do Pai revelado por Cristo, no Espírito, continua Paulo VI. Tomando o cuidado de não subtrair desse amor o conteúdo profundamente religioso do Evangelho, é possível interpretar este amor como libertação, bem representada pela salvação em Jesus Cristo. Para bem evangelizar o mundo de hoje, que tanto valoriza a imagem, é preciso priorizar a Palavra, apoiando-a com o testemunho, essencial à evangelização, e explorando os numerosos recursos legítimos fornecidos pela tecnologia, pela arte, pela filosofia, pelos avanços científicos, etc. Paulo VI já apontava o potencial dos púlpitos do século XX, então emergentes, hoje dominantes meios virtuais de comunicação social, alertando ser imprescindível a tradicional evangelização individual e personalizada, tão eficaz para sensibilizar os corações. A evangelização deve abranger muitos ambientes e pessoas para, sempre e em toda parte, atender a ordem de Cristo (cf. At 1,8), começando por trazer à fé os não crentes, por meio de uma pré-evangelização, tendo como apoio não apenas a imprescindível pregação explícita, mas lançando mão do emprego de todos os demais meios dignos disponíveis. Desse anúncio, convém lembrar, são igualmente destinatários os não cristãos, que, a despeito de não terem ainda alcançado a plenitude da verdade cristã, já

Considerando a evangelização não como ato individual, mas eclesial, pois é sempre através da Igreja que o evangelizador age pela força do Espírito Santo, Paulo VI discute as relações entre a Igreja universal e as particulares, concluindo que todas elas devem envolver-se, conforme suas vocações, nas variadas ações evangelizadoras de que carecem. É infecundo qualquer esforço evangelizador cujo ardor não provenha do Espírito Santo, principal protagonista da evangelização, ideia essa posteriormente reforçada por João Paulo II, em 1990, na encíclica Redemptoris Missio. Paulo VI relembra então que a boa evangelização exige principalmente: autenticidade do evangelizador, algo capital hoje, sobretudo para os jovens; unidade entre os cristãos, afastando o escândalo das divisões; promoção da verdade, obrigatória para todos os anunciadores, inclusive pais, professores, catequistas e sacerdotes; amor gratuito por quem está sendo evangelizado. Paulo VI conclui exortando-nos a impelir a vida missionária da Igreja, em resposta às necessidades e expectativas de uma multidão de irmãos, cristãos ou não, que da Igreja esperam receber a Palavra de salvação. Para que esta Palavra consiga sensibilizar os seus destinatários, estes devem acolhê-la de forma integral, pois uma aceitação somente teórica, ou restrita a uma prática dominical apenas de rotina, sem relação com o dia-a-dia, renega o próprio Evangelho, o qual prega um mergulho profundo, um deixar-se impregnar por ela, para dar novo sentido à sua história, e espalhando-a por todas as áreas da sua vida. Leitura Complementar: Papa Paulo VI. Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi (08 de dezembro de 1975). Papa João Paulo II. Carta Encíclica Redemptoris Missio (07 de dezembro de 1990). Papa Francisco. Exortação Apostólica Evangelii Gaudium (19 de março de 2016).

NOVO MUNDO BOLETIM INFORMATIVO PAROQUIAL

PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA ESPERANÇA

Ano XIX – Edição 211 – Setembro/2016 – Tiragem: 1.000 exemplares • Periodicidade: mensal Distribuição: gratuita • Responsável: Cônego Dagoberto Boim • Projeto gráfico e diagramação: Minha Paróquia (minhaparoquia.com.br) • Impressão: Gráfica Paulo (11) 9 6399-4474

Endereço: Av. dos Eucaliptos, 556 - Moema São Paulo, SP • CEP 04517-050 Tel/Fax.: (11) 5531-9519 • e-mail: pnsesperanca@uol.com.br


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