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STA. EDWIGES

Padres e Irmãos Oblatos de São José * Arquidiocese de SP * Ano XXV * N. 310 * Outubro de 2016

57ª

Festa de Santa Edwiges

Programe-se para participar conosco da Grande Festa de nossa Padroeira Santa Edwiges.

PROGRAMAÇÃO RELIGIOSA 1. Primeiro dia – O Cristão e a Riqueza 2. Segundo dia – Saber Sofrer 3. Terceiro dia – Sorrir Sempre 4. Quarto dia – Generosidade Cristã 5. Quinto dia – Saber Falar e Saber Calar 6. Sexto dia – Confiança em Deus 7. Sétimo dia – As pequenas coisas 8. Oitavo dia – Saber Lutar 9. Nono dia – O cuidado com a vida Espiritual Pág. 16 Cantinho da Catequese

Crianças e adolescentes celebram juntos a Tarde Vocacional com muito aprendizado e alegria

Aconteceu no dia 24 de agosto, à tarde Vocacional onde as crianças puderam conhecer mais sobre as vocações e os vocacionados, onde estão e onde atuam em nossa comunidade. Pág. 03

Palavra do Pároco-Reitor

Edwiges, a Padroeira da Misericórdia A misericórdia de nossa Padroeira se vislumbra na atitude de educar o seu próprio esposo para vida cristã, eis que mais uma obra de caridade se faz em evitar deste a ignorância religiosa.

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Notícias Casamento Comunitário no Santuário Santa Edwiges No dia 17 de setembro, seis casais receberam o sacramento do matrimônio em uma celebração comunitária no Santuário Santa Edwiges.

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02 calendário editorial

Comemorações do mês de Outubro

Outubro é o mês da nossa Padroeira Santa Edwiges, de Nossa Senhora Aparecida- Padroeira do Brasil, das Crianças, das Missões e do Rosário. Jesus disse ao enviar os apóstolos para anunciar o ano da graça: “Eis que vos enviou como carneiros em meio a lobos vorazes” (Cf. Mt. 10,16). E, quando, mal recebidos em uma cidade, João e Tiago pretendiam mandar o fogo dos céus sobre aquele povo, mas Jesus os repreendeu “Não sabeis de que espírito sois. (Cf. Lc. 9,55). A primeira atitude do missionário deve ser a mansidão. O anúncio da Boa Nova é um anúncio de paz. A função do missionário, é levar a Boa Nova para o mundo angustiado e sem esperança ou cuja esperança se esgota com o último suspiro, não pode se apresentar triste, impaciente ou ansioso, mas deve manifestar uma vida irradiante de fervor e da alegria de Cristo. Além de outubro ser o mês das missões, ele é também o mês do rosário, que é uma oração popular e, justamente por ser popular, é agradável a Deus e, como Maria é nossa medianeira, a oração do rosário, com piedade, com fé, é uma alavanca que conseguirá levantar o mundo, libertando-o de tanta miséria e violência. Ainda este mês, temos o Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil e o Dia das Crianças. De vez em quando é bom recordar como é ser criança, pois nos faz refletir a importância de termos este espírito de confiança, entrega e encantamento, que muitas vezes é ausente na vida adulta. E para finalizar, ao longo deste mês teremos as Festividades da nossa Padroeira Santa Edwiges, que possamos juntos rezar, festejar e partilhar muitos momentos agraciados por Deus com a intercessão de Santa Edwiges.

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outubro de 2016

4 Seg

Reunião Geral do Clero

Sede da Região Ipiranga

8h30 às 11h30

7 Sex

Novena de Santa Edwiges

Santuário

19h30

8 Sab

Encontro da Catequese Quermesse de Santa Edwiges

Santuário Praça e Estacionamento

9h e às 14h30 17h às 22h

9 Dom

Quermesse de Santa Edwiges Encerramento da Peregrinação Imagem de N.Sra Aparecida

Praça e Estacionamento

17h às 22h

10 Seg

Novena de Santa Edwiges

Santuário

19h30

11 Ter

Novena de Santa Edwiges

Santuário

19h30

Procissão e missa de Nossa Senhora Aparecida Novena de Santa Edwiges

Sede da Comunidade Santuário

9h 19h30

13 Qui

Novena de Santa Edwiges

Santuário

19h30

14 Sex

Novena de Santa Edwiges Assembleia das Igrejas

Santuário Itaci

19h30 -

15 Sab

Encontro da Catequese Quermesse de Santa Edwiges Novena de Santa Edwiges Assembleia das Igrejas

Santuário Praça e Estacionamento Santuário Itaci

9h e às 14h30 17h às 22h 16h -

16 Dom

SOLENIDADE DE SANTA EDWIGES Peregrinação da Juventude Assembleia das Igrejas

Santuário Catedral Itaci

6h às 22h 15h -

20 Qui

Reunião do CAE

Santuário

20h

22 Sab

Ministros de Eucaristia da Região Episcopal (Encontro) Quermesse de Santa Edwiges Reunião de Formação Pastoral Dízimo

Par. N. Sra da Saúde Praça e Estacionamento Sede da Região Ipiranga

8h30 às 11h30 17h às 22h 9h às 11h30

23 Dom

Quermesse de Santa Edwiges Procissão de Santa Edwiges

Praça e Estacionamento Santuário

17h às 22h 15h

28 Sex

Conferência Vicentina (Preparação de cestas básicas)

Salão São José Marello

7h às 10h30

29 Sab

Entrega de cestas básicas Curso de Batismo Encontro da Catequese Reunião Emanuel

Salão São José Marello Salão São José Santuário Capela

8h às 10h30 17h30 9h e às 14h30 20h

Celebração do Batismo

Santuário Santuário

16h 18h30

12 Qua

Fiquem com Deus!

FERIADO NACIONAL DE NOSSA SENHORA APARECIDA

Karina Oliveira

karina.oliveira@santuariosantaedwiges.com.br

Paróquia Santuário Santa Edwiges Arquidiocese de São Paulo Região Episcopal Ipiranga Congregação dos Oblatos de São José Província Nossa Senhora do Rocio Pároco-Reitor: Pe. Paulo Siebeneichler - OSJ

30 Dom

Missa de confraternização pela Quermesse de Sta. Edwiges

Responsável e Editora: Karina Oliveira Projeto Gráfico: (142 Comunicação) umquatrodois.com Fotos: Gina Santos e Arquivo Interno Equipe: Ângela; Antônia; Aparecida Y. Bonater; Izaíra de Carvalho Tonetti; Jaci Bianchi da Cruz; Guiomar Correia do Nascimento; Rosa Cruz; Marlene; Maria e Valdeci Oliveira.

Site: www.santuariosantaedwiges.com.br E-mail: jornal@santuariosantaedwiges.com.br Conclusão desta edição: 02/10/2016 Impressão: Folha de Londrina. Tiragem: 3.000 exemplares. Distribuição gratuita

Estrada das Lágrimas, 910 cep. 04232-000 São Paulo SP / Tel. (11) 2274.2853 e 2274.8646 Fax. (011) 2215.6111


cantinho da catequese 03

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outubro de 2016

CATEQUISTAS SÃO HOMENAGEADOS PELO SEU DIA

Finalizando o mês Vocacional, comemoramos no último domingo, o Dia da Vocação leiga e também Dia dos Catequistas. Como forma de homenagem, algumas crianças realizaram uma linda apresentação e em outro momento cada catequizando e auxiliar deixou um recado para seus catequistas,

muitos deles de agradecimento e gratidão pelo que cada catequista se empenha e realiza com suas crianças. Os catequistas também deixaram recado para seus auxiliares, como forma de motivação e agradecimento por estarem ali juntos deles. Parabéns aos catequistas e que essa vocação fique acesa na vida de cada um.

Crianças e adolescentes celebram juntos a Tarde Vocacional com muito aprendizado e alegria Anualmente a catequese juntamente com a Infância Missionária e parceria com as demais pastorais da Igreja, realizam a Tarde Vocacional. O último aconteceu no dia 24 de agosto onde as crianças puderam conhecer mais sobre as vocações e os vocacionados, onde estão e onde atuam em nossa comunidade. Agradecemos muito pela participação nas oficinas o nosso sempre parça Wallace Lopes, ao Frei Lucas e a todos do SAV que estão sempre conosco, as irmãs Angelinas e Palotinas, Frei Tiago que também participam em muitos momentos da catequese. Muito obrigado ao casal Ana Paula e Jackson pelo belo exemplo de família, aos Freis Creone, Victor e ao seminarista Antônio Carlos. Nossa gratidão a Maria da Infância Missionária e claro, a todos os catequistas e auxiliares presentes, ao frei Edson e à coordenação por esse belo momento vivido e lindamente realizado por todos!


04 liturgia

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outubro de 2016

A Palavra de Deus na Liturgia

Mês de Outubro é o mês missionário, já iniciamos o mês celebrando a Santa Teresinha do Menino Jesus. Papa Pio XI declarou-a padroeira principal de todas as missões. Neste mês celebramos também Nossa Senhora da Conceição Aparecida, padroeira do Brasil; Santa Edwiges padroeira dos pobres e endividados e São Judas Tadeu. Para a Igreja esses homens e mulheres foram pessoas que viveram realmente com muita intensidade e fé a vida. A Palavra de Deus produziu muitos frutos na vida destes santos da Igreja católica. Amigos leitores, gostaria de refletir neste mês o valor que damos para a Palavra de Deus durante um celebração eucarística. Às vezes eu fico muito preocupado com as pessoas que participam da missa e ao final dela muitos não conseguem nem lembrar as leituras que foram proclamadas. É notável que nós católicos distraímo-nos muito fácil numa missa. Ficamos preocupados com o horário, com as tarefas inacabadas que ficaram em casa ou no trabalho, não aguentamos ficar uma hora sem verificar as mensagens eletrônicas, não conseguimos fazer silêncio e muito menos se concentrar para ouvir o que Deus fala para nós. Não podemos esquecer que diante de todas as formas de comunicação, a Palavra de Deus ocupa um lugar especial na celebração da missa. Sem ela não há realidade do ser humano, nem expressão renovadora do invisível e não há como conhecer a Deus. No documento Dei Verbum n. 21, “a Igreja venerou sempre as divinas Escrituras como venera o próprio Corpo do Senhor, não deixando jamais, sobretudo na sagrada Liturgia, de tomar e distribuir aos fiéis o pão da vida, quer da mesa da palavra de Deus quer da do Corpo de Cristo. Sempre as considerou, e continua a considerar, juntamente com a sagrada Tradição, como regra suprema da sua fé; elas, com efeito, inspiradas como são por Deus,

e exaradas por escrito duma vez para sempre, continuam a dar-nos imutavelmente a palavra do próprio Deus, e fazem ouvir a voz do Espírito Santo através das palavras dos profetas e dos Apóstolos. É preciso, pois, que toda a pregação eclesiástica, assim como a própria religião cristã, seja alimentada e regida pela Sagrada Escritura. Com efeito, nos livros sagrados, o Pai que está nos céus vem amorosamente ao encontro de Seus filhos, a conversar com eles; e é tão grande a força e a virtude da palavra de Deus que se torna o apoio vigoroso da Igreja, solidez da fé para os filhos da Igreja, alimento da alma, fonte pura e perene de vida espiritual. Por isso se devem aplicar por excelência à Sagrada Escritura as palavras: “A palavra de Deus é viva e eficaz” (Hebr. 4,12), “capaz de edificar e dar a herança a todos os santificados”, (At. 20,32)”. Todos os dias lutamos contra as ciladas e artimanhas do inimigo. Ele busca de toda forma nos atrapalhar e dificultar a nossa caminhada com Deus. Vivemos nessa constante batalha contra o inimigo, porém lutamos também contra nossa concupiscência, que é a tendência natural ao pecado, é a nossa inclinação a gozar os prazeres desse mundo. Sabendo que somos suscetíveis ao pecado, o diabo nos tenta. Nessa grande guerra, o principal campo de batalha é a tentação até mesmo durante uma celebração eucarística. Você percebe de quão necessidade precisamos da Palavra de Deus para vencer a batalha? Um texto bíblico que eu gosto muito é a passagem de II Timóteo 3,16-17 que fala: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para ensinar, refutar, corrigir, educar na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito, qualificado para qualquer obra boa”. Toda vez que eu leio esta passagem fico pensando como a Palavra de Deus é poderosa, e ao mesmo tempo porque muitos ainda não buscam Deus diante

de seus vários problemas. Porque tanta resistência para deixar Deus transformar a nossa vida. Porque ainda tanta gente está caminhando os caminhos contrários ao de Jesus Cristo. Na missa é uma oportunidade de ouvir Deus através da Palavra proclamada pelos nossos leitores e sacerdotes. Uma vez atentos, percebemos que precisamos crescer cada dia nos nossos relacionamentos, na família, no trabalho, na Igreja, na pastoral, no trânsito ou qualquer outro lugar. Somos chamados a reproduzir os efeitos da Palavra em nossa vida para os nossos irmãos, principalmente os afastados da Igreja. A missão da Palavra na celebração litúrgica é nos ajudar a encontrar Deus na nossa vida. No documento Verbum Domini (Palavra do Senhor), São Jerônimo nos chama atenção para a sacramentalidade da Palavra, isto é, comungar a Palavra tanto quanto a Eucaristia. Nós só conhecemos os ensinamentos de Cristo graças à comunicação e fomos escolhidos para fazer essa verdade chegar até outros ouvidos. Por isso temos o dever de nos comunicar bem, de nos fazer entender por aqueles que nos ouvem. A palavra de Cristo precisa continuar sendo irradiada. Alguns anos atrás as missas eram celebradas com o padre de costas para o povo, num idioma que quase ninguém entendia o latim. Diante disso podemos levantar desculpas que não compreendíamos quase nada. Mas eu vejo que depois da reforma da liturgia, que muitas coisas mudaram, ainda passamos pelas mesmas dificuldades, o padre agora celebra de frente para o povo, fala a mesma língua, porém a Palavra de Deus ainda não entra no nosso coração. Como vemos isso? Através das atitudes humanas que vão contra os valores cristãos e dos mandamentos deixado por Deus. Irmãos e irmãs leitores, o convite

é que consigamos ouvir mais a Palavra de Deus, deixemo-nos o coração com as portas abertas para acolher a voz de Cristo que ressoa em nossos ouvidos. Que a Palavra possa produzir muitos frutos na nossa vida. Em Mateus 13, encontramos uma passagem interessante sobre a Palavra: a Palavra de Deus é a semente que quando é lançada em terra boa produz muitos frutos. O que é a terra boa? Um coração cheio de fé. A verdadeira fé leva à prática da Palavra de Deus. Quando lemos e meditamos a Palavra de Deus, a compreendemos no espírito e pela fé a colocamos em prática. Diante das festividades que teremos neste mês, procuremos meditar a Palavra de Deus. Façamos uma leitura orante da Bíblia, ou LECTIO DIVINA, é um alimento necessário para a nossa vida espiritual. A partir desta oração, conscientes do plano de Deus e sua vontade, podemos produzir os frutos espirituais em nossa vida. A LECTIO DIVINA é deixar-se envolver pelo plano amoroso e libertador de Deus. Santa Teresinha do Menino Jesus dizia, em seu período de aridez espiritual, que quando os livros espirituais não lhe diziam mais nada, ela buscava no Evangelho o alimento da sua alma. Lindo demais conhecer santos que nos ensinam a caminhar na fé. Principalmente a buscar fontes seguras que nos aproximam de Deus. Seja feliz em sua vida de cristão católico e procure vivenciar com muita fé a Palavra de Deus.

Desejo muitas felicidades amigo leitor e devoto de Santa Edwiges, e pela intercessão dela a minha bênção. Deus abençoe você. Amém.

Pe. Valdinei N. Pini, OSJ Vigário Paroquial


palavra do bispo 05

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outubro de 2016

A PARÓQUIA EM ESTADO PERMANENTE DE MISSÃO tigo e permitem que nos tornemos teus discípulos”? O lugar, por excelência, do encontro com Cristo é a Igreja. E a Igreja se concretiza em nossa vida através de uma paróquia.

Outubro é um mês temático: é o mês das Missões. A Igreja exorta-nos constantemente a anunciar o evangelho. Pois bem, a quem devemos anunciar? Certamente aos que não conhecem a Cristo, aos afastados da Igreja, aos que estão longe, mas também aos que estão próximos de nós. Pois bem, evangelizar é fazer do anúncio de Jesus Cristo uma preocupação constante, em nível pessoal e comunitário. Isso implica viver como discípulo missionário, isto é, como alguém que verdadeiramente encontrou e conhece intimamente a Jesus Cristo. O evangelista são João relata o impacto que a pessoa de Jesus produziu nos primeiros discípulos que o encontraram: “Mestre, onde moras? Ele (Jesus) respondeu: vinde e vede! (Eles) Foram, viram onde moravam e permaneceram com ele

aquele dia. Era por volta das quatro horas da tarde” (Jo 1, 38b-39). São João nunca mais esqueceu aquele dia; não esqueceu nem mesmo o horário do encontro com Cristo! Hoje, podemos levantar a mesma pergunta de João e André: “Mestre, onde moras”? Ou melhor, “onde te encontramos para começar um autêntico processo de conversão”? “Quais são os lugares, as pessoas, que nos falam de ti, que nos colocam em contato con-

A missão específica da paróquia é gerar e educar para a fé. A paróquia cumpre sua missão evangelizadora ao nos proporcionar o encontro com Jesus na Sagrada Escritura, lida e meditada nas celebrações litúrgicas. É na nossa paróquia que temos a oportunidade de participar da Eucaristia dominical. Com este sacramento, Jesus nos atrai para si e nos faz entrar em seu dinamismo em relação a Deus e ao próximo. A paróquia também nos oferece a oportunidade de fazer a experiência do sacramento da reconciliação.

Neste sacramento, temos a oportunidade de sentir quanto o amor de Deus é mais forte que os pecados por nós cometidos. Ainda na paróquia aprendemos a rezar. A oração pessoal e comunitária é o lugar onde o discípulo, alimentado pela Palavra e pela Eucaristia, cultiva uma relação de profunda amizade com Jesus Cristo. Também os apóstolos de Jesus e os santos marcaram a espiritualidade cristã. Suas vidas são lugares privilegiados de encontro com Jesus Cristo. Cada santo padroeiro de nossas comunidades paroquiais constituem um precioso estímulo para que imitemos seu amor por Cristo e seu zelo missionário. Só uma paróquia que acompanha com planejamento e carinho o desenvolvimento harmonioso de seus membros, que presta atenção e auxílio ao seu amadurecimento rumo a uma fé amadurecida e adulta, pode autodenominar-se “paróquia missionária”. Dom José Roberto

Bispo Auxiliar de SP e Vigário Episcopal da Região Ipiranga


06 palavra do pároco-reitor

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outubro de 2016

EDWIGES, A PADROEIRA DA MISERICÓRDIA! Caros Paroquianos, Devotos e Romeiros de Santa Edwiges, que a graça e paz estejam com todos, especialmente neste mês de nossa Padroeira! Sem ser presunçoso e nem abusado, quero neste mês chamar a atenção de todos para a nossa Padroeira, como a Padroeira da Misericórdia. Santa Edwiges viveu imensamente as virtudes do acolher, do servir, e este Ano Santo Extraordinário da Misericórdia, deve nos colocar neste caminho de afirmar em nossas vidas este caminho de rumo ao Pai, e nada melhor que procurar os testemunhos daqueles que alcançaram este objetivo, fazendo com que cada um de nós possa animar-se para alcançar também este caminho na vida pessoal e rumo à virtude pessoal. Um dos caminhos para a vivência da Misericórdia é o que Papa nos indica na Bula do Ano Santo, Misericordiae Vultus, (O Rosto da Misericórdia), Francisco apresenta este como caminho, as Obras de Caridade, tanto as Espirituais como as Corporais, que são: As Corporais; dar comida aos famintos, dar de beber a quem tem sede, vestir os nus, acolher o estrangeiro, assistir os doentes, visitar os presos e se-

pultar os mortos. As Obras de Caridade Espirituais são: aconselhar os duvidosos, ensinar os ignorantes, admoestar os pecadores, consolar os aflitos, perdoar as ofensas, suportar com paciência as injustiças, rezar a Deus pelos vivos e pelos mortos. As Obras de Caridade estão fundadas no Evangelho de Mateus, no Capítulo 25, 31-45, quando o Senhor pergunta se deu de comer a quem tem fome e de beber a quem tem sede; se foi acolhido o estrangeiro e dado vestes aos nus; se foi reservado um tempo para visitar os doentes e os presos? E este é o tempo para olhar para esta dimensão, da qual a nossa Edwiges o fez, e é de bom som quando ouvimos que ela é a Padroeira dos Pobres e dos endividados, pois por visitar os presos, muitos destes presos por falta de pagar os impostos, iam para detenção e suas famílias ficavam a mercê da própria sorte, em dar liberdade aos presos evitava a fome de muitas famílias que sofriam. A misericórdia de nossa Padroeira se vislumbra na atitude de educar o seu próprio esposo para vida cristã, eis que mais uma obra de caridade se faz em

Convite O Grupo de Oração Nossa Senhora de Fátima III, convida a comunidade paroquial, para participar de seus encontros que acontecem na Paróquia Santa Edwigtes, todos os sábados às 19h. Venha Participar!

Oração a Nossa Senhora de Fátima Santíssima Virgem, que nos montes de Fátima vos dignastes revelar aos três pastorinhos os tesouros de graças que podemos alcançar, rezando o Santo Rosário. Ajudai-nos a apreciar sempre mais esta santa oração, a fim de que, meditando os mistérios da nossa redenção, alcancemos as graças que insistentemente vos pedimos. Ó meu Bom Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai todas as almas para o Céu e socorrei principalmente as que mais precisarem. Nossa Senhora de Fátima, Rogai por nós!

evitar deste a ignorância religiosa. A sua dedicação de amor a oração, a eucaristia, o cuidado com a família ao ponto de ser admirada e amada por toda a sua prole. O Papa nos indica a oração da Salve Rainha como a oração de Maria para este Ano Santo, confesso que sempre que mais aprofundo a vida de Santa Edwiges, mais identifico esta oração com a sua vida, por ela também ser Mãe, e teve tantos gestos de misericórdia, não só para a sua prole, mais para os todos os seus súditos. Que o Ano Santo que se findará em Novembro, não apague em nós esta chama do amor que fez a nossa Padroeira, um exemplo, um testemunho para o Reino, tendo vivido com empenho as Obras de Caridade em sua vida com todos e nos chama a repetir isso em nossos tempos. Que Santa Edwiges interceda por você e suas necessidades.

Pe Paulo Siebeneichler – OSJ

Pároco-Reitor da P. S. Santa Edwiges pepaulo@santuariosantaedwiges.com.br


batismo 07

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outubro de 2016

Batismo de Agosto

Meneses Produções Fotográficas Tel.: 2013-2648 / Cel.: 9340-5836

Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo (Mateus 28-19)

28/08

28/08

1. DANIEL SANTANA DE ABREU 2. ENZO LIMA DE OLIVEIRA JESUS 3. IURI LIMA DE OLIVEIRA JESUS 4. JULIA ALVES RODRIGUES 5. SARAH BARBOSA SANTOS CARDOSO ARTHUR GOMES BARBOSA

ARTUR FERRAREZI M. DA SILVA RAYMUNDO

O Batismo da Igreja Católica A palavra batismo vem do grego e significa: “MERGULHAR”. O Batismo, Confirmação, Eucaristia, Reconciliação ou Penitência, Unção dos Enfermos, Ordem e Matrimônio são os sete sacramentos, ou seja, sinais de amor a Deus com a humanidade. O Batismo é o primeiro dos sacramentos, a palavra sacramento significa sinal visível. Visível porque foi instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo estabelecido pela Igreja. O batismo pode ser recebido uma só vez na vida, a marca é para sempre, pois é no batismo que nascemos para a fé, começamos a fazer

parte da grande família que é a Igreja e tornamos filhos de Deus. Devemos viver para Deus com a Igreja, com o próximo e na construção de um mundo mais justo e honesto. Em nome da Igreja quem assume a fé das crianças são os pais e padrinhos. Os pais são os primeiros a iniciar os filhos no caminho de Deus, e junto com os padrinhos devem transmitir o sentido da fé e na medida em que as crianças vão crescendo, os seus pais e padrinhos vão dando exemplos de vida cristã. A vida do cristão batizado deve deixar se conduzir pelo Espírito Santo e o

maior dom do Espírito Santo é a sabedoria que possibilita o conhecimento de Deus. O batismo apaga o “pecado original”, esse pecado é a herança da raça humana que é perdoado no batismo e passa a ter uma vida nova. Deixa de ser pagão e torna-se uma nova criatura nascendo de novo pela água e pelo Espírito Santo, isso é um grande mistério. No próximo artigo apresentaremos um pouco mais sobre os gestos do batismo na celebração do Batismo. Aparecida Yabride Bonater (Cidinha) - Pastoral do Batismo


08 notícias

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outubro de 2016

Casamento Comunitário no Santuário Santa Edwiges

“A VIDA DE CRISTO CONTEMPLADA COM O OLHAR DE MARIA.”

No dia 17 de setembro, seis casais que já possuíam uma união estável, receberam o sacramento do matrimônio em uma celebração comunitária no Santuário Santa Edwiges, presidida pelos padres Paulo Siebeneichler, pároco-reitor e Valdinei Pini, vigário paroquial.

1ª quarta-feira do mês: “Terço pela Família” 2ª quarta-feira do mês: “Terço pelos Enfermos” 3ª quarta-feira do mês: “Terço pela Esperança” 4ª quarta-feira do mês: “Adoração ao Santíssimo” Horário: 19:45h VENHA PARTICIPAR CONOSCO E TRAGA SUA FAMÍLIA!


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outubro de 2016

Sarau Santa Edwiges Aconteceu no dia 18 de setembro, o Sarau Santa Edwiges, com o tema “Se eu pudesse, o que faria?” O sonho era celebrar o Dia do Jovem Josefino de modo que esse momento fosse uma construção coletiva de pensamentos otimistas e sonhos reais de mudanças na sociedade e na Igreja, a partir do jovem e sua arte. Para isso, há um termo: artivismo. A capacidade criativa de criações artísticas para ações transformadoras. O jovem como agente da transformação! A proposta é levar Jesus mais a sério, e aprendermos que é hoje que precisamos agir assim! Ele leu os sinais do seu tempo e ensinou seus discípulos a fazer o mesmo (Mt 16,3-4). Queríamos partilhar quais as maneiras pelas quais nós jovens enxergamos a nossa geração, ajudando a nossa igreja e a nossa sociedade. Pois acreditamos que é possível, nós jovens enxergarmos isso acontecendo no dia-a-dia: ações pequenas e capazes de impactar grandes sonhos coletivos. Nós somos os heróis reais que “causam” mudanças significativas nos ambientes que convivemos! Nosso convite é: Que tal ser Jovem-ponte? Alguém que seja influência boa e do bem! Capaz de assimilar referências de diferentes grupos e compartilhá-los, evoluindo em seu pensamento e suas ações! Para isso, acreditamos também que é preciso que haja um ambiente propício que incite os jovens a ter consciência crítica e garantir também um belo projeto de vida, atentos a Deus que os chama. Refletimos isso através da roda de conversa e oficinas de desenho e pintura, fotografia, danças urbanas, clown (palhaço) e música. Tivemos várias apresentações e encerramos com um momento orante, estando em nosso meio o ícone de São José Marello. Ir. Ismael Giachini Frare, OSJ

notícias 09


10 juventude

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outubro de 2016

RETIRO DOS JOVENS VOLUNTÁRIOS DO CENTRO JUVENIL VOCACIONAL Por Beatriz Cardoso de Souza

do Santuário Santa Edwiges- São Paulo, e todas as coordenações e representações dos grupos juvenis do Santuário São José. Primeiramente, foi explicaNo dia 1º de Setembro acondo qual a motivação teceu o terceiro retiro dos Jo- para uma Liga Marelliana, vens Voluntários, na casa das que é reunir todos os jovens Irmãs Oblatas de São José para celebrar o Dia do Jovem em Londrina, com intuito de Josefino. E que está destinatermos um tempo de contato do, em especial, para todos os maior com Deus e fazer uma jovens acompanhados pelos revisão de Vida e, do nosso religiosos (as) Oblatos de São trabalho realizado no Centro José. Na pauta, ainda foram Juvenil. Finalizamos o nos- traçados os próximos passos so retiro com a Santa Missa, para organização, além do uma manhã cheia de oração e mais, já surgiram novidades espiritualidade. Agradecemos para a próxima Liga. Quem as Irmãs mais uma vez pela sabe uma nova modalidade?! acolhida e hospitalidade. Enquanto isso se recomenda aos grupos juvenis que continuem nesse entusiasREUNIÃO DA LIGA mo com os treinos! MARELLIANA – 3ª EDIÇÃO Os jovens-organizadores de Apucarana Por Ir Ismael Giachini Frare estão cheios de ideias sensaNo dia 10 de setembro, cionais e já nos esperam com aconteceu a primeira reunião mais uma bela edição da Liga em preparação da 3ª Edição Marelliana. da Liga Marelliana. A reunião aconteceu em Apucarana, Pa- Encontro de Atualização raná, e contou com a presença do SAV Provincial do Padre Bennelson, assessor da PJJM, o Irmão Ismael, assessor dos grupos juvenis Nos dias 10 e 11 de setembro aconteceu no Centro Juvenil Vocacional à segunda etapa da Atualização do SAV, este foi direcionado a leigos (participantes do SAV) e religiosos. O encontro contou

com a presença de dezesseis participantes que vieram representar os SAV’s de suas cidades, sendo elas: Ourinhos, São Paulo, Apucarana e Londrina. Para ficar à frente deste Encontro, assim como na primeira etapa, contamos com a presença do Ir. Márcio (Marista) que enfatizou o objeti-

nhecimentos pessoais ligados às vocações.

II Missão Jovem em Três Barras – PR Nos dias 12 a 15 de novembro acontecerá em Três Barras do Paraná a Segunda

Missão Jovem, com objetivo de propor uma experiência missionária para adolescentes e jovens que estão inseridos em paróquias, colégios, faculdades e obras acompanhados por padres e religiosos Oblatos (as) de São José. Nossos grupos já estão se preparando para esse grande evento da nossa Juventude Josefina. Os jovens do GJJ (Grupo de Jovens Josefinos) já estão a todo vapor em preparação para as Missões! E você vai ficar de fora dessa?

Se inscreva já no nosso site: cjvosj.com. br

vo de elaborar projetos para um Serviço de Animação Vocacional significativo e eficaz. Também pontuou como nós, leigos e religiosos devemos alcançar e acompanhar jovens que tenham interesse em se curvar a vida religiosa, dando como base quatro pilares que devemos valorizar: Despertar, Discernir, Cultivar e Acompanhar. Na tarde do dia 10 foi feito um momento de convivência entre organizadores e participantes do Encontro, todos foram ao Lago Igapó e posteriormente ao Jardim Botânico, momento onde todos aproveitaram para trocar experiências e co-


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outubro de 2016

IRMÃO ANDRÉ BESSETTE

Olá caro leitor (a); apresento a vocês um modelo de vida Consagrada que muito se espera hoje e que existe dentro de dezenas de conventos e mosteiros do mundo. A figura desse consagrado mostra que o seguimento de Jesus Cristo é atual e silencioso; mostra que não necessita de grandes coisas pra se chegar à santidade e que no seguimento de São José, podemos ser imitadores do Senhor e solicitar a devoção cuidando dos interesses de Jesus. Irmão André Bessette ficou conhecido pelos inúmeros milagres realizados através de suas orações a São José. Foi declarado Venerável em 1978 e Beatificado alguns anos depois. Bessette nasceu em Saint-Grégoire d’Iberville, Quebec, uma pequena cidade situada 40 quilômetros a leste de Montreal. Sua família era de classe média trabalhadora; seu pai era serralheiro e sua mãe cuidava da educação de suas dez crianças. Alfred ficou órfão aos doze anos de idade, depois disso tentou trabalhar em vários tipos de comércio diferentes, mas nenhum provou ser

promissor para o seu futuro. Quando Alfred completou vinte anos de idade, ele se juntou a muitos canadenses que estavam emigrando para os Estados Unidos para trabalhar nos moinhos da Nova Inglaterra. Quando, em 1867, a nova Confederação Canadense foi formada, ele retornou ao seu país de origem. A ele foi dada a tarefa de porteiro do Colégio Notre Dame em Côte-des-Neiges, Québec. Ele cumpriu essa função por uns 40 anos e, ao mesmo tempo, fez inúmeros trabalhos ímpares para a comunidade.

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ataques e as críticas de numerosos adversários. Entretanto, o apoio diocesano e a constatação de curas sem explicação aparente fizeram dele um objeto de aclamação popular. Em 1924 a construção do Oratório de São José começou na face da montanha, próxima à capela de São José. A fundação daquela que seria a maior igreja do mundo fora de Roma fez com apoiadores do Irmão André surgissem ao redor do mundo. Quando ele morreu, um milhão de pessoas seguiu o seu caixão em funeral. Seu coração é preservado numa relíquia dentro do oratório. Ele foi roubado em março de 1973, mas recuperado em dezembro de 1974. Ele foi beatificado pelo Papa João Paulo II em 23 de maio de 1982 e canonizado pelo papa Bento XVI em outubro de 2010.

O pároco de sua comunidade, Fr. André Provençal, percebendo a devoção e generosidade do jovem, Invoquemos o auxílio do Senhor decidiu apresentar Alfred à Congrepor intercessão de São José e de gação da Santa Cruz em Montreal. Santo André Bessette e façamos da Apesar de sua saúde frágil e esconossa vida um despertar pelas vocalaridade limitada, em 1870, Alfred ções à Vida Consagrada e Religiosa foi aceito e passou a ser conhecido e que possam surgir mais jovens decomo Irmão André. Sua grande concididos a imitar o jeito de São José fiança em São José o inspirou a recona nossa amada Congregação. mendar essa devoção a todos àqueles que eram afligidos de várias maneiSanto André Bessette; rogai por nós! ras diferentes. Muitos clamaram que foram curados a que as curas eram graças às suas orações que haviam sido ouvidas. Para honrar a São José, em 1904, Irmão André começou a construção de uma pequena capela ao lado do Monte Royal, de frente para o colégio. A reputação do Irmão André cresceu e rapidamente ele ficou conhecido como o milagreiro do monte Royal. Ele teve que enfrentar os Santuário São José Montreal – Canadá Construído pelo Irmão André.

VENHA NOS VISITAR Centros Vocacionais dos OSJ: 1 – Centro Juvenil Vocacional Rua Darcírio Egger, nº. 568 Shangri-lá CEP 86070 070 - Londrina-PR Fone: (43) 3327 0123 email: savosjosefinos@gmail.com

2 - Escola Apostólica de Ourinhos Rua Amazonas, nº. 1119, CEP: 19911 722, Ourinhos-SP Fone: (14) 3335 2230 valdineipini10@gmail.com 3 - Juniorato Pe. Pedro Magnone Rua Marechal Pimentel, 24, CEP 04248-100, Sacomã, São Paulo- SP Fone: (11)2272- 4475 4 – Irmãs Oblatas de São José Rua José Paiva Cavalcante, 750 Conj. Lindóia CEP 86031-080 / Londrina-PR Fone: (43) 3339.0876 irmas.oblatas@hotmail.com

Pe. José Antonio Vieira Ferreira, OSJ Animador Vocacional dos Oblatos de São José


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A OBRA SOCIAL SANTA EDWIGES RENOVA CONVÊNIO COM SMADS APÓS AUDIÊNCIA PÚBLICA

No mês de Agosto o CCA Santa Edwiges passou por Audiência Pública, apresentando a proposta de trabalho para renovação do convênio com a SMADS (Secretária Municipal de Assistência Social). Para compor a proposta a Gerente de Serviço responsável pelo CCA, Silmara Aparecida Alves, baseou-se no Edital/94 fornecido pela SMADS. Seguindo os tópicos do edital, Silmara descreveu a proposta de forma objetiva. Um artigo complexo, rico em detalhes, descrevendo todo o trabalho socioeducativo realizado com as crianças/adolescentes, com as famílias dos nossos atendidos, o prédio da OSSE andar por andar (salas e mobílias), a função e suas competências/habilidades de cada colaborador do CCA. A parte burocrática de documentação ficou sob a responsabilidade da Gerente Administrativa da OSSE Teresa Mara. A proposta foi entregue em mãos aos Técnicos Supervisores do CRAS IPIRANGA (Centro Referência de Assis-

tência Social), com data e horário agen- novo número do processo de convênio com a SMADS. dados (02/08/2016).

Promovendo a cidadania, plantando a semente da esperança e solidariedade.

Nós do CCA Santa Edwiges estamos muito felizes pela renovação. Vamos continuar desempenhando o nosso trabalho com eficiência e amor para nossas crianças/adolescentes.

Até a próxima novidade, sonho e conquista...

No dia 09/08/16 às 10h houve a Audiência Pública no CRAS IPIRANGA. Estiveram presentes as responsáveis pelo CCA, Silmara Aparecida e Marina Lacerda, e a gerente administrativa da OSSE Teresa Mara, os técnicos supervisores do CRAS Ipiranga que analisaram a proposta de trabalho, os estagiários e duas assistentes sociais do CRAS. A audiência foi gravada e realizada de portas abertas, por ser um ato público. A proposta foi lida na íntegra pelos Técnicos Supervisores, analisando de forma a contemplar as ações descritas. Os Técnicos Supervisores apontaram os itens necessários à complementação de dados. A Gerente de Serviço Silmara Aparecida após 02 dias entregou as complementações em mãos também aos Técnicos Supervisores, que analisaram e anexaram á proposta. Após 02 dias foi publicada em Diário Oficial a renovação do convênio por mais 60 meses. Em Outubro/16 é fornecido ao CCA o

Marina Lacerda Silmara Aparecida

CREDENCIADA – BONA e SINTEKO

ARCIA RASPADOR

Ademir


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Santa Teresinha do Menino Jesus, intercessora dos missionários 01 de Outubro

Mensagem especial

Depois

e confiança plena em Deus. Todos os gestos e sacrifícios, do menor ao maior, oferecia a Deus pela salvação das almas e na intenção da Igreja. Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face esteve como criança para o Pai, livre, igual a um brinquedo aos cuidados do Menino Jesus e, tomada pelo Espírito de amor, que a ensinou um lindo e possível caminho de santidade: infância espiritual.

Todos os gestos e sacrifícios, do menor ao maior, oferecia a Deus pela salvação das almas e na intenção da Igreja. “Não quero ser santa pela metade, escolho tudo”. A santa deste mês nasceu em Alençon (França) em 1873 e morreu no ano de 1897. Santa Teresinha não só descobriu que no coração da Igreja sua vocação era o amor, como também sabia que o seu coração – e o de todos nós – foi feito para amar. Nascida de família modesta e temente a Deus, seus pais (Luís e Zélia) tiveram oito filhos antes da caçula Teresa: quatro morreram com pouca idade, restando em vida às quatro irmãs da santa (Maria, Paulina, Leônia e Celina). Teresinha entrou com 15 anos no Mosteiro das Carmelitas em Lisieux, com a autorização do Papa Leão XIII. Sua vida se passou na humildade, simplicidade

O mais profundo desejo do coração de Teresinha era ter sido missionária “desde a criação do mundo até a consumação dos séculos”. Sua vida nos deixou como proposta, selada na autobiografia “História de uma alma” e, como intercessora dos missionários sacerdotes e pecadores que não conheciam a Jesus, continua ainda hoje, vivendo o Céu, fazendo o bem aos da terra. Morreu de tuberculose, com apenas 24 anos, no dia 30 de setembro de 1897 dizendo suas últimas palavras: “Oh!… amo-O. Deus meu,… amo-Vos!” Após sua morte, aconteceu a publicação de seus escritos. A chuva de rosas, de milagres e de graças de todo o gênero. A beatificação em 1923, a canonização em 1925 e declarada “Patrona Universal das Missões Católicas” em 1927, atos do Papa Pio XI. E a 19 de outubro de 1997, o Papa João Paulo II proclamou Santa Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face doutora da Igreja. Santa Teresinha do Menino Jesus, rogai por nós!

Fonte: http://www.paulinas.org.br

Deixei tanta coisa para depois, e o depois nunca chegou para que o que protelei fosse realizado. Deixei para depois palavras de desculpas não ditas, aquela carta que pensei escrever, explicando as razões para meu comportamento naquele dia que... Deixei para depois aquele abraço, que até hoje me faz falta por não ter acontecido. Deixei para depois os telefonemas tão importantes para que tudo fosse resolvido. Ao primeiro sinal de chamada, eu me acovardava, pensando na resposta que poderia vir, e da qual eu nunca soube. Poderia ser ou não a que eu queria. Depois... Deixei para depois a leitura daquele livro que poderia trazer-me tantos conhecimentos... Deixei para depois que meus filhos crescessem a tão sonhada faculdade que até hoje não aconteceu. O tempo passou, e eu fiquei sentada a esperar a melhor hora para que eu me aventurasse nos estudos. Onde está o livro que sonhei escrever, e tudo não passou de uma série de escritos que deixei para que um dia, quem sabe, talvez... Depois! Ao não controlar meu tempo, deixei que a intenção e a ação se distanciassem de tal forma, que tomaram direções opostas. Eu me sabotei.

Dias e noites se passaram, e com eles os sonhos postergados pela minha inércia, por deixar a condução de minha vida, anotada nas agendas que não li. Perdi. Às vezes me pergunto onde é que eu estava, senão presa há um tempo que me impedia de trazer para o presente as minhas vontades, os meus desejos. Depois! Usei meu livre arbítrio, que me dá condições de escolher minha posição perante a vida, para esconder-me, covarde que sou em não viver o tempo presente, mesmo certa de saber que nada é resolvido no passado, nem no futuro. Hoje o arrependimento e o sentimento de culpa por não ter tido a vida que queria, que podia, fazem morada em mim. Mas sofrer agora? Jamais. Hoje, já no tempo da significação, serei feliz ao meu modo, deixando a infelicidade para depois, para um tempo em que talvez nem aconteça. Que os fardos do passado não me façam companhia, e os do futuro esperem sua vez em mim. Deixei para trás as prisões imaginárias, que não me levavam a lugar nenhum. Como se possível fosse.

Heloisa P. de Paula dos Reis hppaulareis@yahoo.com.br


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OS OBLATOS DE SÃO JOSÉ E AS OBRAS DE MISERICÓRDIA PERDOAR AS INJÚRIAS E SOFRER COM PACIÊNCIA AS FRAQUEZAS DO NOSSO PRÓXIMO para que, essas limitações e fraquezas sejam superadas. “Pedimo-vos, porém, irmãos, corrigi os desordeiros, encorajai os tímidos, amparai os fracos e tende paciência para com todos” (1Tes 5, 14), diz São Paulo. Sejamos acolhedores e pacientes com todos.

As obras de misericórdia espirituais são sete: ensinar os ignorantes, dar bom conselho, corrigir os que erram, consolar os aflitos, perdoar as injúrias, sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo e rogar a Deus por vivos e defuntos. No artigo deste mês vamos recordar as seguintes obras de misericórdia espiritual: perdoar as injúrias e sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo. Vamos recordar também um grande missionário josefino e pároco de Santa Edwiges: Pe. Eurico Dedino. “Perdoar as injustiças de boa vontade”. A experiência de perdoar não é fácil para ninguém, bem como aquela de sentir-se perdoado. Talvez por isso, o perdão é uma exigência do Evangelho, e uma condição para entrar no Reino. Jesus é o rosto misericordioso do Pai em nosso meio. Não veio para condenar, mas para perdoar e salvar. Ele nos dá essa lição em várias passagens de sua vida e ao ensinar a oração do Pai Nosso: “Se perdoardes aos homens as suas ofensas, vosso Pai celeste também vos perdoará. Mas se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará.” (Mt 6, 14-15). Se nós não perdoamos, impedimos que o perdão de Deus chegue a nós. Diz São Paulo: “Suportai-vos uns aos outros

e perdoai-vos mutuamente toda vez que tiverdes queixas contra os outros. Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai também vós” (Col 3, 13). Nesse ano da misericórdia tomemos essa decisão, pratiquemos essa obra: perdoemos! Nada de mágoa, ressentimentos, vinganças, mas perdoar, dar nova chance, libertar a quem nos fez sofrer. Nosso mestre é Jesus que veio para nos libertar e na cruz perdoou aqueles que o ofenderam. “Suportar com paciência as adversidades e fraquezas do próximo”. Outra experiência difícil na vida é aquele de ter a paciência de aceitar o outro como ele é, conviver com as falhas das pessoas, suportar as fraquezas dos irmãos. Amar é exigente. Viver o evangelho de Jesus pede de nós uma dose grande de paciência com os irmãos. Esta obra espiritual nos exorta a suportar com paciência os que estão próximos a nós, com todas as suas limitações, fraquezas, defeitos, adversidades e misérias. Isto não quer dizer que devemos nos omitir de orientar, encorajar, oferecer oportunidades e servir de suporte,

Os primeiros Oblatos de São José, vindos da Itália, chegaram ao Brasil em atitude missionária no dia 05 de outubro de 1919 na cidade do Rio de Janeiro. Anos depois foram chegando outros e esses foram chamando jovens brasileiros para serem missionários também. E no artigo desse mês quero recordar um oblato por muitos de nós conhecido, o Pe. P. Eurico Dedino. Ele era paranaense, de Bela Vista do Paraíso, consagrou sua vida em 1974, em Curitiba e foi ordenado Sacerdote, em São Paulo, no ano de 1982. Logo após a sua ordenação foi nomeado Pároco de Santa Edwiges, em São Paulo (1983), onde trabalhou com entusiasmo, na primeira vez por seis anos e na segunda por três anos (2000), dedicando-se, sobretudo, à pastoral na “favela” Heliópolis, às obras sociais da Paróquia e a construção da nova Igreja e a difusão da devoção a Santa Edwiges. Pe. Dedino desempenhou diversas funções nos seus 21 anos de padre: foi o primeiro formador do grupo dos teólogos nesse Santuário em 1986, foi pároco e diversas paróquias: Apucarana, Londrina, Curitiba. Foi conselheiro e Ecônomo Provincial, administrador do Colégio São José de Apucarana. Possuía a arte da direção espiritual: acompanhava seminaristas, padres, religiosas e leigos. Interessou-se com grande amor aos Leigos Josefinos e em particular aos nossos Agregados. Pe. Dedino, há anos sofria as conseqüências de diabetes e de alguns distúrbios do coração. Enquanto

retornava de Londrina para Apucarana com três leigos josefinos teve uma forte crise respiratória, foi internado na “Santa Casa de Misericórdia” em Cambé, aonde veio falecer por colapso cardíaco, na noite de 28 de julho de 2003, tinha 54 anos de idade, tinha 29 anos de Vida Religiosa e 21 anos de vida Sacerdotal, foi sepultado no Cemitério da Água Verde em Curitiba, no jazigo dos Oblatos de São José.

Quem o conheceu lembrará sempre de um religioso alegre, disponível. Viveu com muito empenho a sua vida de Religioso e de Sacerdote, servindo da melhor forma a Igreja e a Congregação, mostrando em cada trabalho boa espiritualidade, grande capacidade de fazer amigos e de tornar fraterna a convivência religiosa. Era um estimável Diretor Espiritual e Pregador de Exercícios Espirituais, pela simplicidade e vivência da sua palavra. É o primeiro Sacerdote brasileiro que falece na nossa Província e deixa em todos nós um grande exemplo de vida alegre e empenhada, rica até o fim de preciosos serviços prestados com generosidade em cada circunstância. Pe. Antonio Ramos de Moura Neto OSJ - Superior Provincial


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O Profeta Ezequiel: o retorno do Exílio O Povo da Aliança ressurgirá, para Ezequiel, e com ele, outras tribos. Todos poderão ter o nome de Israel, pois todos estarão sob a mesma Aliança. Ezequiel é, em hebraico yehezq’el, um nome teofórico, isto é, que tem dentro uma ideia e característica de Deus. Este nome significa que “Deus é forte”. No cânon da Bíblia dos Judeus o Livro está na terceira posição dos Profetas Posteriores, logo depois de Jeremias e antes do início dos Doze Profetas. Na chamada Bíblia dos Setenta, que é o Antigo Testamento grego, o livro está no final do grupo dos chamados Livros Proféticos, depois do conjunto formado por Jeremias, Baruc, Lamentações e Epistola de Jeremias e antes do conjunto formado por Suzana, Daniel e Bel e o Dragão. Já no cânon cristão o livro de Ezequiel está depois de Baruc e antes de Daniel. Neste cânon cristão ele é o terceiro “Profeta maior”, sendo seguido por Daniel. Contexto histórico do Profeta Ezequiel. A data de 593 a.C. é tida como o início do ministério profético de Ezequiel. Sendo assim ele pode ter nascido nos tempos da reforma deuteronomística de Josias que deve ter-se iniciado em 622 ou 621 a.C. Esta reforma foi o esforço ordenado pelo rei Josias, que foi inspirado pela leitura de um texto descoberto no Templo de Jerusalém, durante as reformas que lá aconteceram. Podemos ver isso em 2 Reis 22,1 a 23,30. Infelizmente esta reforma não deu certo por dois motivos: primeiro, foi imposta, de cima para baixo, pelo rei, até de um modo brutal; depois, o rei não viveu muito para conduzir a reforma, pois foi morto pelo faraó Necao, em uma batalha em Meghido, no ano 609 a.C. Morto o rei, as reformas iniciadas caíram no vazio e a nação de Judá ficou enfraquecida e vulnerável, especialmente porque os reis que vieram depois não eram atentos à Aliança com o Deus único, anunciado pelos Profetas. Então, no ano 586 a.C. o rei Nabucodonosor, de Babilônia, veio e destruiu o Templo, arrasou Jerusalém e levou prisioneiros seus habitantes. Terminou a história da Aliança de Deus com seu Povo Israel, pois eles deixaram de ter a liberdade de viver na Terra Prometida, o culto no Templo terminou e sua identidade de Povo da Aliança estava no fim. Ou pelo menos era o que parecia! É justamente o Profeta Ezequiel que aponta para outro futuro, com esperança e vida. Ezequiel, o personagem. O Livro de Ezequiel indica em 1,3 que o Profeta é sacerdote e filho de Buzi. Em 40, 46 Ezequiel indica que ele foi levado para uma câmara do Templo onde somente os sacerdotes podiam adentrar-se. São citados os “filhos de Sadoc”. Em 43,19, novamente são citados os “filhos de Sadoc” e em 44,15–16 novamente. Ora, Sadoc foi um importante Sacerdote dos tempos do rei Davi. E a família de Ezequiel deveria ter algumas relações com este grupo. Parece que Ezequiel tem, pelo menos do ponto de vista literário, muita afinidade com este grupo, o que pode sugerir ser parte dele. Quando criança Ezequiel deve ter visto a reforma deuteronomística acima citada, bem como a força do rei Josias e, muito provavelmente, conheceu a personalidade marcante do grande Profeta Jeremias. A morte prematura do rei Josias em 609 a.C. e o retorno do sincretismo religioso, com o fracasso da reforma apenas iniciada, foram o clima de sua juventude. Crise, dificuldades, incertezas sobre o futuro, fragilidades na vivência da Aliança: isto marcou o jovem Ezequiel. Em 597 a.C. Nabucodonosor, rei de Babilônia, entrou em

Jerusalém e mudou o curso da história. Em Ezequiel 1,2–3 lê-se: No quinto dia do mês, no quinto ano do exílio do rei Joaquin, veio à palavra do Senhor ao sacerdote Ezequiel, filho de Buzi… Ele é identificado como “sacerdote”, mas não se encontra no seu livro qualquer menção a um exercício deste sacerdócio. Houve pouco tempo para isso, cinco anos, até que Nabucodonosor viesse e destruísse o Templo, levando todos para o Exílio. Em Ezequiel 24,16. 18 o texto indica que a esposa de Ezequiel, “delícia de seus olhos”, morreu. O Profeta assume uma posição de solitário. Em 586 a.C., como lembrado acima, todos foram levados para a Babilônia e lá, em Tel Abib, Ezequiel passou a residir. Não se sabe até quando viveu, mas poderia ter sido até a morte de Nabucodonosor, em 562 a.C. Há muitos pontos de semelhança entre Ezequiel e as tradições sacerdotais, especialmente os presentes no Livro do Levítico. A Lei da Santidade, em Levítico 17—26, apresenta pontos em comum com o Livro do Profeta. Prática dos preceitos, observância dos costumes (Levítico 18,3–4 e Ezequiel 20,5. 7.19). A observância da Torah, que é o Pentateuco das nossas Bíblias, e a retidão ética traz ao homem a felicidade (como se lê em Levítico 18,4 e Ezequiel 20,18–21). Estas semelhanças não surpreendem, considerando-se a formação sacerdotal do Profeta. Ezequiel aceita a garantia de um santuário único, no estilo da reforma de Josias. Nega os lugares altos, onde se faziam cultos sincréticos. Ama a Aliança e seus preceitos, que mais tarde serão organizados como a Torah. Ocorre algo inédito, com um ligeiro paralelo apenas em Jeremias. Em Ezequiel encontra-se a adesão profunda às tradições deuteronômicas e a fidelidade ao sacerdócio e seus valores. Esta unidade será o motor da restauração no período chamado de pós-Exílio, especialmente no período de Zorobabel, governador e Josué, Sumo Sacerdote, isto já no século 5º a.C. A síntese entre a tradição sacerdotal e a tradição deuteronômica produzirá, mais tarde, o conjunto de textos chamado de grande obra de história de Jerusalém, que compreende o Pentateuco ou Torah e os Profetas Anteriores, que são no cânon cristão parte dos Livros Históricos. De família sacerdotal, sem nunca ter exercido o sacerdócio, exilado na maior parte da vida, dono de uma percepção notável da situação e tomado pela paixão pela Aliança — este é Ezequiel. Por conseguinte, ligado à Palavra Profética, insistente na observância no caminho da história e seguro de um futuro para o Povo da Aliança. Ezequiel é o Profeta que marca o período do Exílio junto à segunda parte do Livro de Isaías, nos capítulos 40 a 60. Mensagem e Teologia de Ezequiel. A mensagem do Profeta Ezequiel é complexa. Ezequiel é um Profeta de notável percepção histórica e domínio da linguagem. Ele usa os argumentos de maneira a apresentar a situação política, social e religiosa como um todo inseparável. Mas alguns elementos são possíveis de ser observados. Vejamos: – Transcendência de Deus. Para Ezequiel a santidade é o fundamento da identidade de Deus. Esta santidade já foi expressa de diversos modos, como por exemplo, na glória de

Deus (Êxodo 6,7. 10; 24,16–17, Levítico 9,6. 23–24; etc.). A santidade está presente em praticamente todas as visões apresentadas em Ezequiel (1,28; 3,22–24; 8,4; 9,3; 10 4–6; 11,23; 37,13; 43,2–5). Querubins, tempestades, rodas — tudo é parte da concepção teológica do Profeta. – Nome de Deus. Esta é uma questão importante. Ezequiel tira do pensamento das tradições Sacerdotais (Levítico 18,21; 19,2; 20,3; 21,6; 22,2. 32) e atividades sacerdotais e ainda da visão da tradição Deuteronomista (Deuteronômio 6,13; 10,20–21) a teologia do Nome de Deus. O Nome de Deus é um dado fundamental na revelação (4,13–16; 6,10; 7,8–9; 11,10; 12,15–16; 13,23; 14,8. 15; 17,21.24; 20,9.22.39; 36,2.21.23; 39,7.25; 43,7–8). – Espírito e Palavra. São os mediadores para que o Povo da Aliança e cada homem em particular possa chegar até o Deus transcendente. O Espírito, em hebraico rûāh, sopro ou vento de Deus, é sua própria presença transformadora. Este elemento é muito forte nas imagens de Ezequiel, como em 37,5–9, no episódio dos ossos. Mas também em outros momentos, relativos à comunicação de Deus (2,2; 3,12. 14.24; 8,3; 11,1. 24; 43,5). Já a Palavra é um conceito em estreita ligação com a teologia de Jeremias, como em Jeremias 1,2. 4.11.13; 2,1; 13,8. – Aliança. O importante conceito teológico de Aliança está presente em Ezequiel. Ele faz uma leitura da História de Israel, Povo da Aliança, e sua adesão ou rejeição à mesma (16,8; 20,5; 37,26–27). A observância dos preceitos e costumes é uma atitude fundamental para manter as boas relações com o Senhor. O Templo, distante na geografia dos exilados e no tempo dos que estão em Babilônia, adquire uma importância notável, pois é o lugar da explicitação da Aliança (5,5; 24,21; 8,17–18; 9,1–11; 10,1–18). Castigos para Israel. Ezequiel demonstra, por meio da História, que Israel merece passar pela experiência do Exílio. Para o Profeta, Israel nunca viveu os ideais do javismo. É assim que se chama a tendência a observar o Monoteísmo de modo radical. Deste a permanência no Egito, na estadia no deserto, no ingresso na terra de Canaã até o estabelecimento da monarquia, Israel, o Povo da Aliança, foi infiel ao chamado e, antes ainda, à sua própria identidade. Não abandonou os ídolos, não caminhou nos preceitos e mandamentos, envolveu-se com cultos cananeus e com idolatrias diversas. Um novo reinado: do Senhor. Por isso haverá um novo Israel, teocrático, como se pode intuir da leitura dos capítulos 40—48 de Ezequiel. Aqui tem lugar o conceito de Messias, que será fundamental para o futuro, depois do Exílio e até os tempos do Novo Testamento. A dinastia Davídica sobreviverá neste reino teocrático (21,30–31; 22,25; 34,1–12). Embora culpada por grande parte das tristezas da nação (34,10; 43,7), a herança de Davi é sinal do seu futuro (17,22–24).

Pe. Mauro Negro - OSJ Biblista PUC Assunção. São Paulo SP mauronegro@uol.com.br


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programação da festa 17




PARABÉNS AOS DIZIMISTAS QUE FAZEM ANIVERSÁRIO NO MÊS DE OUTUBRO 28/10/1972 Abigail Cristina Castro Chaves Do Carmo 16/10/1953 Adorvaldo Mendes De Souza 27/10/1967 Aldemir Francisco Oliveira 15/10/1955 Aleite Ferreira Dos Santos 13/10/1958 Alexandre José Cavalcante 05/10/1940 Ana Neves Pereira 05/10/1963 Ana Salustiana Bandeira 20/10/1979 Antonia Claudeni Cavalcante De Alencar 12/10/1972 Antonia Ecrizante Vieira Doura 10/10/1984 Antonia Edna Gonçalves Costa 05/10/1978 Antonia Elza De Oliveira 26/10/1936 Aparecida M. D. Gaspareto 12/10/1961 Berinalva Batista Dos Santos 12/10/1948 Cleusa Geni Soares 05/10/1965 Conceição De Moura Sousa Silva 16/10/1969 Damião Pereira 08/10/1975 Dilene Perreira Ribeiro 03/10/1973 Douglas Luis Arruda 04/10/1984 Edilson Vieira Da Silva 01/10/1962 Edinaldo Amaro Da Silva 30/10/1945 Edison Okazaki 17/10/1980 Elba Aila Gomes 01/10/1973 Francica Chagas Alves 10/10/1983 Francico Gildivan Quaresma De Andrade 08/10/1965 Francileide Silva Marques 26/10/1977 Francisca Joseária Lima 05/10/1955 Francisco A.F. Ferreira

05/10/1924 Francisco Gomes 05/10/1973 Francisco Gomes Da Costa 11/10/1969 Helena Alves De Melo 01/10/1955 Hélio Mendes Vale 07/10/1900 Heraldo José De Pita 26/10/1966 Inácia Maria Rocha Silva 21/10/1969 Iraldo Correia Araujo 04/10/1964 Isameire Terezinha Guidoni Dos Santos 25/10/1937 Jandira Bia 24/10/1979 Jeane Soares Pereira 27/10/1968 João Cotrin Ribeiro 23/10/1935 João Targino Primo 02/10/1978 Joelma Lecerda Nogueira 10/10/1970 José Antonio De Oliveira 28/10/1965 José Aparecido Vilela 15/10/1944 José Bispo De Almeida 13/10/1967 José Neto Alves Da Silva 04/10/1973 José Vanilson Da Silva 09/10/1975 Josefina De Almeida Loura 26/10/1929 Josepha Zilinski Marinho 09/10/1998 Karolina Sonia Oliveira Da Cruz 22/10/1946 Laura De Araujo Monteiro 18/10/1967 Lauridia M. L. Souza 04/10/1928 Lizena C. Palmeira 30/10/1942 Lourdes Gobete Dos Santos 27/10/1980 Luzia Ferreira Do Nascimento 04/10/1943 Maria Alves De Melo

29/10/1947 Maria Antonia Francisca De Oliveira 13/10/1949 Maria Benedita Merli 09/10/1969 Maria Da Guia De Souza Pereira 01/10/1941 Maria Da Rocha Silva 18/10/1940 Maria Da Silva Ferreira 19/10/1958 Maria Davis Dos Santos Coelho 10/10/1959 Maria De Fátima Ferreira De Sousa 10/10/1959 Maria De Loudes Da Silva 25/10/1957 Maria Do Carmo E. Silva 16/10/1968 Maria Lucicleide B. Costa 25/10/1962 Maria Maristela Da Silva Caetano 16/10/1951 Maria Marlene Guedes Belo 28/10/1966 Maria Ribeiro De Oliveira 25/10/1951 Maria Tereza De Jesus 29/10/1974 Noelma Maria Batista Dos Santos 08/10/1976 Paulo Henrique F. Oliveira 01/10/1978 Sandra Maia Romualdo 11/10/1975 Sandra Maria Da Silva 20/10/1951 Silvete Maria Pinheiro 03/10/1985 Tereza De Cássia C. Dos Reis 03/10/1961 Terezinha Da Silva Souza 08/10/1971 Valdeci Oliveira Cruz 19/10/1945 Zélia Carneiro Da Fonseca

Parabéns!

DÍZIMO RECADO DO DÍZIMO: “Sou Dizimista porque minha gratidão a Deus me leva a devolver um pouco do muito que recebo”. Obrigado aos que são dizimistas e aos que ainda não são, convidamos a fazer a experiência.

CAMPANHA PINTE A CAPELA DO SANTUÁRIO SANTA EDWIGES

Ana Paula e Geraldo Izaira de Carvalho Loneti Miguel Torres Railda Ferreira de Sena

O NOSSO MUITO OBRIGADO!


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