Revista Mundo Invisível

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1 Índice

Entrevistas......................................................Página 2 Resenhas.............................................................Página 18 Matérias..............................................................Página 26


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Entrevistas


3 Entrevista com o autor Bruno Firmino

MUNDO INVISÍVEL: Nome completo? BRUNO: Bruno Firmino de Oliveira. MUNDO INVISÍVEL: Idade? BRUNO: 25 anos. MUNDO INVISÍVEL: Mora onde? BRUNO: Nasci em Água Branca, interior da Paraíba, mas atualmente resido em Patos-PB. MUNDO INVISÍVEL: Estuda? Série? Ou que curso? Que semestre? BRUNO: Sou formado em Odontologia pela Universidade Federal de Campina Grande e trabalho na área há cerca de três anos. MUNDO INVISÍVEL: Em que curso pretende entrar? BRUNO: Ainda pretendo cursar letras. Cursar Psicologia também sempre foi um sonho. MUNDO INVISÍVEL: E qual o motivo? BRUNO: O curso de letras me ajudaria muito no aprimoramento da escrita e Psicologia é algo que sempre me chamou a atenção, mesmo antes de iniciar a minha primeira graduação. MUNDO INVISÍVEL: Qual foi o momento que mais te marcou em sua vida? BRUNO: Acredito que foi quando finalizei o último parágrafo do meu primeiro livro (A Estrela de Seis Pontas). Sabe aquela sensação de que você foi capaz de concluir algo que nem mesmo você pensava ser capaz? Para mim, foi uma grande surpresa e superação, pois uma simples ideia de me veio em um domingo qualquer acabou se transformando em uma obra literária publicada. MUNDO INVISÍVEL: O que te motiva a escrever? BRUNO: Sou motivado pelas ideias que nunca param de fluir, pelos leitores que me apoiam desde quando comecei com os primeiros pensamentos de escrita e pelos personagens que nunca param de gritar dentro de minha cabeça. Quem é escritor sabe: nunca conseguimos desgrudar de nossas antigas histórias, muito menos de novas ideias. MUNDO INVISÍVEL: O que pretende passar com seus livros? BRUNO: Por mais que eu escreva ficção, não quero apenas instigar a imaginação dos leitores e levá-los em viagens a mundos diferentes... Também busco tratar assuntos do cotidiano de nossa realidade, tais como abuso de poder, preconceitos e discriminações, alienação cultural, assim como a valorização de amizades, família e o amor, dentre muitos outros. A nossa literatura é muito versátil e os autores contemporâneos arrojados, então podemos esperar grandes ensinamentos dos livros de ficção. MUNDO INVISÍVEL: Qual sua maior meta para o futuro?


4 BRUNO: Concluir os meus projetos de escrita e publicá-los. Além da Trilogia Filhos de Arkhai (fantasia medieval) e da Duologia Sonho Lúcido (ficção científica), que já estão em andamento, tenho alguns outros projetos. Então podemos aguardar uma fantasia urbana, um livro de terror e muito mais. MUNDO INVISÍVEL: Já sofreu bullying e/ou preconceito? BRUNO: Todas as pessoas, de algum jeito, já sofreram qualquer forma de preconceito. Seja pela idade, cor de pele, sexualidade ou até mesmo pela personalidade, o mau do mundo sempre procura um meio para nos ferir. O que podemos fazer é não dar bola para nenhum tipo de preconceito e mostrar o outro lado da moeda. MUNDO INVISÍVEL: Quais seus artistas favoritos? E qual o motivo? BRUNO: Então, vamos falar de artistas literários! Eu tenho fascínio por dois escritores internacionais, que para mim são uma inspiração: George R. R. Martin lidera o grupo dos garotos; já a nossa diva J. K. Rowling representa o lado feminino da força! Eu cresci lendo obras desses dois mitos e isso também me incentivou muito para que eu começasse a ter interesse de ir além da leitura. Sobre escritores nacionais, posso destacar um autor em especial, que tive a honra de conhecer uma de suas obras e já considero uma das melhores obras nacionais que já li: o meu conterrâneo nordestino Décio Gomes. MUNDO INVISÍVEL: Quais as obras que mais te marcaram? E qual o motivo? BRUNO: Falar dos autores é falar das suas obras. Então, posso dizer que “Harry Potter” e “As Crônicas de Gelo e Fogo” marcaram minha vida e moldaram muito do que sou hoje. Aprendi a respeitar o que não é igual, aprendi a valorizar o pouco que tenho e a impor a minha opinião em busca de justiça. MUNDO INVISÍVEL: Quando começou a escrever? BRUNO: Durante a universidade, escrevi e publiquei alguns artigos científicos, mas só a partir de 2015 foi que pude começar de fato escrever sobre o que eu realmente me identificava: os livros de ficção. MUNDO INVISÍVEL: Quais livros você já escreveu em sua vida? BRUNO: Concluí “A Estrela de Seis Pontas”, primeiro livro da “Trilogia Filhos de Arkhai” e que será publicado no primeiro semestre de 2017 pela Editora Coerência. Também escrevi o primeiro “Livro 1 da Duologia Sonho Lúcido”, uma ficção científica que poderá ser publicada em breve. Também terei participação com um capítulo na “Antologia Psicopatas e Outros Distúrbios”, que será publicada no primeiro semestre de 2017 pela Young Editorial. MUNDO INVISÍVEL: Qual seria seu diferencial na literatura? BRUNO: Acho que o meu diferencial é não temer a história, independente de como ela queira ser escrita. As muitas mortes, a quebra de tabus... Só para que se tenha uma ideia, em “A Estrela de Seis Pontas”, eu praticamente aboli as culturas religiosas, se bem que os personagens ainda procuraram uma deidade entre humanos. Afinal, certas coisas são inevitáveis.


5 MUNDO INVISÍVEL: Se você pudesse resumir cada história sua em apenas um uma ou duas frases, quais seriam? BRUNO: A estrela de seis pontas: em um lugar inteiramente novo, histórias são escritas sobre mentiras, tramas, amores proibidos e máscaras. Sonho Lúcido: uma viagem em muitos mundos para poder conhecer o seu próprio. O que não é possível naquilo que é infinito? MUNDO INVISÍVEL: O que sentiu ao escrever cada personagem? BRUNO: Sinto como se cada personagem fosse parte de mim e ao mesmo tempo tivesse sua personalidade diferente e existência própria. Às vezes, planejo algo para os meus personagens e eles por si só mudam tudo e me obrigam a escrever coisas totalmente diferentes. Amo todos eles, não consigo odiar nem os piores vilões.


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7 Entrevista com o autor Luciano Abrãao MUNDO INVISÍVEL: Nome completo? LUCIANO: Luciano Moreira Caldas. MUNDO INVISÍVEL: Idade? LUCIANO: 18 anos. MUNDO INVISÍVEL: Mora onde? LUCIANO: Mogi das Cruzes em São Paulo. MUNDO INVISÍVEL: Estuda? Série? Ou que curso? Que semestre? LUCIANO: Ensino Médio Completo. MUNDO INVISÍVEL: Em que curso pretende entrar? LUCIANO: Um curso mais aprimorado de inglês para desenvolver o meu inglês em si e ter mais chances de sair do país... Marketing e algo mais voltado para o jornalismo também. MUNDO INVISÍVEL: E qual o motivo? LUCIANO: Tudo com o intuito de aprimorar minhas qualidades. MUNDO INVISÍVEL: Qual foi o momento que mais te marcou em sua vida? LUCIANO: Foi nessa última virada de ano... Quando Deus me mostrou que depois de tudo, de tantas lutas e tantas guerras, eu consegui vencer! Por isso a frase: ''As cicatrizes que carrego é sinal de que venci!''. Meu Deus! Que virada de ano! Só o fato de saber que eu permaneci, é consegui mesmo com todas as adversidades... Poxa, isso alegra minha alma de tal maneira. MUNDO INVISÍVEL: O que pretende passar com seus livros? LUCIANO: Esperança. Um novo pensar. Recomeço. MUNDO INVISÍVEL: Qual sua maior meta para o futuro? LUCIANO: Sair pelo mundo levando esperança e salvação para as pessoas. MUNDO INVISÍVEL: Já sofreu bullying e/ou preconceito? LUCIANO: Todo mundo passa por isso, então, sim. MUNDO INVISÍVEL: Quais seus artistas favoritos? E qual o motivo? LUCIANO: Nenhum. MUNDO INVISÍVEL: Quais as obras que mais te marcaram? E qual o motivo? LUCIANO: Este Mundo Tenebroso - Frank Perreti. Mostrou algo que eu particularmente nunca tinha visto. MUNDO INVISÍVEL: Quando começou a escrever?


8 LUCIANO: Em janeiro de 2016. MUNDO INVISÍVEL: Quais livros você já escreveu em sua vida? LUCIANO: 'A Voz do Vento' que já finalizei, também tem 'Num Fechar de Olhos' que apenas comecei e um conto natalino, 'Pequena Chama'. MUNDO INVISÍVEL: Qual seria seu diferencial na literatura? LUCIANO: Meu diferencial é colocar nas palavras algo que tenha vida, que toque no intimo do leitor... Uma história não fictícia, mas algo que o leitor vê todos os dias... Vou um pouco além... Algo que ELE VIVE todos os dias... Meu diferencial é tocar na ferida de alguém não para causar mais dor e sofrimento, mas para curar. MUNDO INVISÍVEL: Se você pudesse resumir cada história sua em apenas um uma ou duas frases, quais seriam? LUCIANO: Independente do que aconteceram, as cicatrizes que você carrega é sinal de que venceu a batalha.


9 Entrevista com a autora Michely Lima MUNDO INVISÍVEL: Nome completo? MICHELY: Michely Lima. MUNDO INVISÍVEL: Idade? MICHELY: 33 anos. MUNDO INVISÍVEL: Mora onde? MICHELY: Funchal, Ilha da Madeira em Portugal. MUNDO INVISÍVEL: Estuda? Série? Ou que curso? Que semestre? MICHELY: Não estou estudando no momento. MUNDO INVISÍVEL: Em que curso pretende entrar? MICHELY: Design. MUNDO INVISÍVEL: E qual o motivo? MICHELY: Para ter o diploma, já que eu já trabalho na área. MUNDO INVISÍVEL: Qual foi o momento que mais te marcou em sua vida? MICHELY: Primeira vez que eu vim pra Portugal. MUNDO INVISÍVEL: O que pretende passar com seus livros? MICHELY: Muitas coisas, passar a realidade que muitas pessoas vivem atualmente, passar o sofrimento delas e passar a ideia de que é preciso pouco pra evitar uma guerra (maioria delas dentro de nós mesmos). MUNDO INVISÍVEL: Qual sua maior meta para o futuro? MICHELY: Terminar todos os livros em andamento que se passam no universo de Kimera, são treze atualmente. MUNDO INVISÍVEL: Já sofreu bullying e/ou preconceito? MICHELY: Sofro até hoje. MUNDO INVISÍVEL: Quais seus artistas favoritos? E qual o motivo? MICHELY: São vários. Na musica atual eu posso rapidamente citar três: Joe Hisaishi, Nobuo Uematsu, The Cinematic Orchestra e Hans Zimmer, mas há milhares de outros, musica antiga eu gostaria de citar Camille Saint-Saens, Brahms, Richard Wagner, Beethoven, Chopin, Liszt, Debussy, Mozart, Vivaldi e alguns outros. Pra escrita eu já li muita coisa desde a adolescência, mas nada me marcou tanto quanto Aghata Christie e JK Rowling então deixarei essas duas aqui. O motivo de eles serem meus artistas favoritos é porque eu os amo e odeio ao mesmo tempo, odeio porque às vezes vejo algo que eles fizeram e fico aqui na maior ‘deprê’ pois eu não fiz algo melhor ainda. Eu os amo, pois são fontes infinitas de inspiração.


10 MUNDO INVISÍVEL: Quais as obras que mais te marcaram? E qual o motivo? MICHELY: Obras que mais me marcaram? Mhmmm Rondo Capriccioso de Saint-Saens, Wind Winter de Chopin, Clair de lune de Debussy interpretado por um pianista japonês que não me lembro agora, terceiro movimento de Moonlight sonata de Beethoven, Crimson Skies de The Cinematic Orchestra, entre outros. Marcaram-me por serem excepcionalmente geniais. MUNDO INVISÍVEL: Quando começou a escrever? MICHELY: Eu comecei a anotar ideias mirabolantes que eu tinha na adolescência, minhas antigas agendas estão cheias de poemas e todo tipo de coisas desse gênero, mas nunca passou disso. Livros e histórias vieram mesmo na primeira vez que vim a Portugal, em 2012. MUNDO INVISÍVEL: Quais livros você já escreveu em sua vida? MICHELY: Ainda não tenho livros concluídos, mas tenho 24 em andamento. MUNDO INVISÍVEL: Qual seria seu diferencial na literatura? MICHELY: Sempre que me perguntam sobre diferencial, seja numa entrevista de emprego ou em qualquer outra situação eu tenho a sensação de que preciso pensar em algo que seja realmente bom (e verdadeiro) para que eu consiga vender o meu peixe, afinal, se eu não tenho nada que me diferencie do mar de escritores da atualidade porque as pessoas leriam minhas obras? Mas o que eu escrevo é uma forma de arte, assim como quadros de pintura, ela tem seu estilo e formas únicas de serem desenvolvidas. Às vezes a coisa parece tão real que eu não consigo colocar o rumo que eu queria inicialmente. É uma arte viva. MUNDO INVISÍVEL: Se você pudesse resumir cada história sua em apenas um uma ou duas frases, quais seriam? MICHELY: Aventura, superação, amizade incondicional, amor.


11 Entrevista com o autor Harclisson Magno MUNDO INVISÍVEL: Nome completo? HARCLISSON: Harclisson Magno de Souza Viana. MUNDO INVISÍVEL: Idade? HARCLISSON: 17 anos. MUNDO INVISÍVEL: Mora onde? HARCLISSON: São Luís no Maranhão. MUNDO INVISÍVEL: Estuda? Série? Ou que curso? Que semestre? HARCLISSON: Terminei o ensino médio ano passado. Ainda não estou cursando nenhuma faculdade. MUNDO INVISÍVEL: Qual sua maior meta em sua vida e qual sua maior meta na carreira? HARCLISSON: De vida é poder dar tudo de bom para minha família e conseguir ajudar pessoas necessitadas ao meu redor. De carreira, bem, publicar meu livro e ser um sucesso, cursar algum curso que eu goste (estou indeciso ainda), e ser bem sucedido na profissão que for seguir. Não pretendo ser apenas escritor. MUNDO INVISÍVEL: O que te motiva a escrever? HARCLISSON: A emoção do simples ato de escrever, de criar, de imaginar e passar tudo para o papel. Quem escreve sabe do que eu estou falando. É como criar um mundo só seu, em que você pode fazer praticamente tudo, desde produzir uma tempestade na palma da mão, até eternizar uma pessoa. MUNDO INVISÍVEL: Já sofreu bullying e/ou preconceito? HARCLISSON: Sofri bullying. MUNDO INVISÍVEL: Como conseguiu superar? HARCLISSON: Orando, lendo muitos livros, escrevendo bastante, odiando os causadores e fantasiando comigo matando eles. MUNDO INVISÍVEL: Qual sua recomendação para aqueles que sofrem por isto atualmente? HARCLISSON: Sejam fortes, orem bastante e não se deixem passar por isso. Ninguém tem o direito de fazer vocês sofrerem, a não ser que vocês deixem. MUNDO INVISÍVEL: Qual seria seu diferencial na literatura? HARCLISSON: O meu diferencial talvez seja minha escrita, todo escritor tem seu modo de escrita, como uma digital. E também as "loucuras" que eu escrevo. MUNDO INVISÍVEL: Quais livros você já escreveu em sua vida?


12 HARCLISSON: Livro mesmo só um que é esse que vou publicar esse ano, mas já escrevi algumas histórias aleatórias para passar o tempo, uma delas chamada Haria, está disponível no Wattpad. É um romance idiota. MUNDO INVISÍVEL: Qual sua visão sobre o mercado editorial contemporâneo? HARCLISSON: Boa, mas pode melhorar. O principal problema é a desvalorização dos escritores iniciantes, tanto das editoras quanto dos próprios leitores, que deveriam ser os maiores apoiadores. Muitas editoras não apostam no desconhecido, mas esquecem de que todos os escritores grandes já foram desconhecidos um dia, e que se nenhuma editora tivesse apostado neles, eles talvez não fossem os fenômenos que são hoje. Todo dia o mundo perde um escritor fantástico por falta de uma pequena coisinha chamada "apoio". MUNDO INVISÍVEL: Quais obras mais te marcaram e qual o motivo? HARCLISSON: Starters da Lissa Price foi o 1º livro que eu li inteiro e foi o livro que fez eu me apaixonar por leitura. Mas teve também A Rainha Vermelha, pois me ajudou muito quando eu tinha bloqueio, e eu adoro a história desse livro e de toda a série.


13 Entrevista com a autora Mohanna Pfitscher

MUNDO INVISÍVEL: Nome completo? MOHANNA: Mohanna Pfitscher da Costa. MUNDO INVISÍVEL: Idade? MOHANNA: 15 anos. MUNDO INVISÍVEL: Mora onde? MOHANNA: Araranguá, Santa Catariana. MUNDO INVISÍVEL: Estuda? Série? Ou que curso? Que semestre? MOHANNA: Claro! Depois do que pareceu uma eternidade passei para o primeiro ano do ensino médio. MUNDO INVISÍVEL: Em que curso pretende entrar? MOHANNA: Bem, falta "muito" ainda para o ver o que vai acontecer no meu futuro, ainda tenho muitos capítulos para viver, mas acho que quero fazer algo relacionado à saúde, não digo medicina, mas talvez fisioterapia ou psicologia. MUNDO INVISÍVEL: E qual o motivo? MOHANNA: Ambas chamam muito a minha atenção além da minha vontade de ajudar próximo com o que mais importa para pessoas que querem viver muitos e muitos anos: A saúde. MUNDO INVISÍVEL: Qual foi o momento que mais te marcou em sua vida? MOHANNA: O momento que mais me marcou foi quando meu avô materno faleceu, eu não passei muito tempo com ele, mas ele me marcou bastante desde o dia em que eu o conheci, ele acreditava em mim e na minha capacidade, quando ele se foi levou um pouco do que eu tinha, um pouco dos meus sonhos e da vontade de mostrar o que eu tinha de melhor. Ele acreditava em mim mais do que todos, meus sonhos para ele, eram os seus sonhos. Agora que eu não o tenho mais, acabo por lutar por minha vontade sozinha, mas sei que de algum lugar, ele ainda me apoia e acredita que sou capaz de tudo o que eu desejar. MUNDO INVISÍVEL: O que te motiva a escrever? MOHANNA: Basicamente, sonhos e metas as quais quero alcançar e acima de tudo a vontade de transmitir lições através do que escrevo, bem, quando digo o que escrevo muitos criticam os personagens e os temas abordados, mas atrás de tudo e cada palavra há um significado e uma lição que tento levar. MUNDO INVISÍVEL: O que pretende passar com seus livros? MOHANNA: Bem, são tantas coisas que pretendo, é meio confuso, mas o que eu mais quero é publicar a trilogia Herdeiros e conseguir vender um grande número de exemplares,


14 pra mim, essa é a minha meta número 2, perdendo apenas para conseguir terminar a trilogia com o mesmo fôlego que comecei. MUNDO INVISÍVEL: Qual sua maior meta para o futuro? MOHANNA: Minha maior meta, é sem dúvida ser uma autora de fantasia que deixe uma marca própria em seus livros, acho que é a meta de todo escritor, acabo por não ser tão diferente. MUNDO INVISÍVEL: Já sofreu bullying e/ou preconceito? MOHANNA: O que eu passei, acho que não se pode ser chamado de bullying ou preconceito, foi mais para o lado da infantilidade daqueles que não tem noção das coisas, sendo um ato ou uma mera palavra escrita na mesa. MUNDO INVISÍVEL: Quais seus artistas favoritos? E qual o motivo? MOHANNA: Se quiser pode julgar, mas amo Michael Jackson, bem não sei direito explicar o motivo, sempre gostei da "grandiosidade" que ele transmitia a mim, sendo em suas danças ou músicas. Sempre gostei da maneira em que ele colocava a música não apenas para os outros escutarem, mas sim ele mesmo, sabe? Gostava da maneira em que ele e seu corpo reagiam à música... MUNDO INVISÍVEL: Quais as obras que mais te marcaram? E qual o motivo? MOHANNA: Acho que como uma pessoa ainda nova não tenho uma obra que me marcou tanto, mas gosto de Petrus Logus - O Guardião do Tempo, de Augusto Cury, esse livro eu li para um trabalho escolar no oitavo ano, tudo o que tenho a dizer é: ele me deu o empurrão que precisava para começar a escrever. Petrus Logus - O Guardião do Tempo me deu de certo conformo para começar a esboçar meu livro de fantasia, a história me fez aprender coisas as quais tento da minha maneira ensinar aqueles que dedicam seu tempo lendo o que tenho a dizer. MUNDO INVISÍVEL: Quando começou a escrever? MOHANNA: Comecei a cerca de dois anos atrás com um romance clichê que não foi pra frente e me desanimou a continuar a escrever. Porém com uma nova ideia e com um tema diferente, resolvi voltar com tudo, mas sempre acabo por dizer que comecei a escrever em 2016, em outubro, quando em meu aniversário ganhei meu notebook e oficializei a minha paixão pela escrita. MUNDO INVISÍVEL: Quais livros você já escreveu em sua vida? MOHANNA: Além do meu primeiro romance que empacou perto do fim? Bem, Herdeiros - A Perpetuação do Mal será o primeiro seguido por mais dois da trilogia. MUNDO INVISÍVEL: Qual seria seu diferencial na literatura? MOHANNA: Nossa... Diferencial, coisas que muitos buscam na hora de escrever. Inovar é o que mais tento, mas bem, não tem um diferencial fixo, o que o diferenciaria dos outros livros de fantasia será apenas como o leitor verá a história, muitos acham que meu diferencial é são os personagens e a maneira em que mostram como é a amizade, outros dizem que é pela forma de como a história é contada e o que a leva a ser mostrada aos


15 demais, já eu digo que o que a difere é a maneira em que é olhada, tem que ter olhos limpos para ver a beleza que o "Inferno" criado por mim pode mostrar. MUNDO INVISÍVEL: Se você pudesse resumir cada história sua em apenas um uma ou duas frases, quais seriam? MOHANNA: Acho que seria: Herdeiros: Use as histórias ao seu favor, use como abrigo e aproveite o que cada personagem tem. Viva-o que eles vivem sem sair do lugar e pegue para si, o que há de mais belo na fantasia: um lugar diferente, onde você o comanda e vive as mais belas aventuras. MUNDO INVISÍVEL: O que sentiu ao escrever cada personagem? MOHANNA: Cada personagem tem uma história, cada um deles é um pouco de cada sentimento que tenho e cada tem novos ensinamentos que muitas vezes me surpreende. Eu quando escrevo sinto medo assim como a Amy sentiu, sinto raiva e gosto pela vingança assim como o Giovanne costuma sentir, sinto-me só assim como Mike, me sinto única assim como Sandy e amigável como Eric. Para cada um sinto um sentimento diferente, mas para todos eles, um único significado.


16 Entrevista com o autor Diego Guedes.

MUNDO INVISÍVEL: Nome completo? DIEGO: Diego Magalhães Guedes, mas me apresento como Diego Guedes. Recentemente aposentei meu pseudônimo Dye (dai) Guedes. MUNDO INVISÍVEL: Idade? DIEGO: 36 anos. MUNDO INVISÍVEL: Mora onde? DIEGO: Fortaleza/CE. MUNDO INVISÍVEL: Estuda? Série? Ou que curso? Que semestre? DIEGO: Formado em teologia e estudante de psicologia – 2° semestre. MUNDO INVISÍVEL: Em que curso pretende entrar? DIEGO: No futuro, Astronomia. MUNDO INVISÍVEL: E qual o motivo? DIEGO: Ampliar meus conhecimentos. MUNDO INVISÍVEL: Qual foi o momento que mais te marcou em sua vida? DIEGO: Meu casamento e o nascimento de minha filha. MUNDO INVISÍVEL: O que te motiva a escrever? DIEGO: O gosto pela ficção – de um modo geral. MUNDO INVISÍVEL: O que pretende passar com seus livros? DIEGO: Uma visão diferente daquilo que é proposto atualmente. Assim, digamos que eu não consigo enxergar só a Terra, como não consigo ficar preso a um só ponto de vista, não quando a natureza, ou a própria ciência me convidam a olha novos horizontes. Tenho por prioridade apresentar algo novo, sempre, racional e lógico! MUNDO INVISÍVEL: Qual sua maior meta para o futuro? DIEGO: Nos livros, um contrato com uma editora de renome. Na vida, me aposentar ainda jovem! Brincadeira. Na vida, pretendo dar o conforto e segurança que minha família precisa, se possível até morar fora, na Europa para ser mais exato. MUNDO INVISÍVEL: Já sofreu bullying e/ou preconceito? DIEGO: Sim. Não apenas como também já o pratiquei. MUNDO INVISÍVEL: Quais seus artistas favoritos? E qual o motivo? DIEGO: Não sei se tenho um ou dois artistas favoritos, até porque aqueles de quem eu gosto não se consideram artistas! Não sei dizer com clareza, mas acho que prefiro ver as


17 pessoas como pessoas e não como “divindades, ídolos” ou coisas assim. Nada contra os que pensam diferente. MUNDO INVISÍVEL: Quais as obras que mais te marcaram? E qual o motivo? DIEGO: Não vou dizer as obras, mas mencionar os autores dessas obras, até porque cada um tem várias. Ellen White, George R.R. Martin e Isaac Asimov. Eles apresentam algo novo ou de um ponto de vista diferente, algo que, simplesmente, me fascina. MUNDO INVISÍVEL: Quando começou a escrever? DIEGO: Com dez anos. MUNDO INVISÍVEL: Quais livros você já escreveu em sua vida? DIEGO: Quatro livros, mas nenhum foi publicado. MUNDO INVISÍVEL: Qual seria seu diferencial na literatura? DIEGO: O ponto de vista em determinados assuntos. MUNDO INVISÍVEL: Se você pudesse resumir cada história sua em apenas um uma ou duas frases, quais seriam? DIEGO: Origens. MUNDO INVISÍVEL: O que sentiu ao escrever cada personagem? DIEGO: Emoção. E que emoção!


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Resenhas


19 Resenha: A Origem da Guerra – O Mundo Perdido dos Filhos de Adam / Dye Guedes Este livro é o primeiro de uma série. E posso afirmar que apesar de o fim do livro deixar um espaço aberto para continuação, achei um livro bem completo. Não faltou coerência no livro, e embora seja um livro de fantasia, o autor ainda assim manteve um pouco da realidade em seu livro, e não colocou cenas no sense. A história do livro é bem original, e se teve uma parte em que eu me admirei foi o início. Sabe aquelas muitas vezes em que só continuamos aquele livro que parece ser chato por causa do início? Neste livro, não acontece isto. Quem gosta muito do gênero de fantasia e ficção científica vão amar a trama do livro. O livro inicia-se em uma prisão, o Cadeado (maioral da prisão) está andando despreocupadamente pela prisão, quando assustadoramente chega um Vigilante. Vigilante é um inimigo que tenta destruir os bandidos e traficantes das regiões metropolitanas. Durante todo o livro, o autor conseguiu fazer algo imprevisível, sabe quando pensamos que vai acontecer algo e não acontece? Pronto. Não acontece isso. O que acontece é não termos em nossa mente algo que imaginamos que poderá acontecer em breve no livro. A trama é envolta de mistérios, quando pensamos que ao chegar ao final, vamos descobrir mais coisas, vemos que desde o inicio o autor apenas brinca com o leitor e faz o livro ter cada vez mais mistérios. Podemos imaginar que o Vigilante é coisa de outro mundo e etc. Mas é como eu disse anteriormente, o autor se manteve firme na realidade, e até fez com que o Vigilante fosse um pouco mais humano, invés de muito fantasioso. Pois, em minha opinião, não teria muito sentido. Uma das coisas que mais ajudou a trama a ser bem desenvolvida foi a escrita do autor que conseguiu manter-se bem diversificada, e mesmo assim, sem dificuldades para compreender a história. Gaia de Magalhães que é a nova líder da equipe Ômega corre perigo após assumir seu posto. Todos os pontos do roteiro conseguem se conectar perfeitamente com as cenas para que o roteiro não tenha faltas ou um espaço em branco. O governo como sempre tem aquele desejo pelo sobrenatural, e quer fazer de tudo para que fiquem mais próximos da inteligência de outras galáxias. Mal sabem eles que isso poderá gerar algo pior que a morte de bilhões de pessoas.


20 Resenha: Manchas na Neve / Harclisson Magno Outro livro de ficção científica! Em algumas cenas, são bem clichês, e há outras bastante originais, em que o autor conseguiu acertar o ponto certo e fez a trama desenvolver-se. Foi feita uma experiência no passado, e em consequência disto, o jovem Halexander Holdefer e sua família são Pensantes. Estes seres têm poderes de controlar a matéria com o pensamento. Pode parecer bem clichê, mas o autor conseguiu acertar no ponto. É apenas uma questão de aparências. Nunca saberemos se um livro é bom, se não o lermos. E não adianta dizer que é ruim, se você o leu apenas pela metade. Tem que ler tudo! Mas enfim, uma coisa em que me lembrou pela ideia do livro, foi o clipe da canção Powerful do trio Major Lazer com participação de Ellie Goulding e Tarrus Riley. Com medo de que o pior possa vir a acontecer, Halexender e sua família precisam se mudar para uma cidade em que seja pequena, tenha poucos habitantes. Tudo isso somente para eles maquiarem a verdade... Que são diferentes do resto da humanidade, e que eles são um perigo. Possivelmente se o governo descobrisse o mal que eles poderiam causar. Além de a mídia poder descobrir e transmitir a notícia para o público e gerar ódio, o governo poderia simplesmente usa-los de cobaia em diversos experimentos, e logo em seguida, mata-los friamente. Eles acabam mudando para Sunfall na Carolina do Sul. Enquanto isso, eles querem descobrir a cura, já que estão cansados de precisarem sempre ter mais cuidado ao formar uma amizade. O roteiro ficou muito bem elaborado, a escrita do autor, apesar de não ser bem diversificada, conseguiu fazer com que ficasse fácil de compreender.


21 Resenha: Secret Girls / Michely Lima Podemos considerar a autora como uma joia perdida da plataforma em que publica livros. Apesar dos poucos acessos, o seu livro tem um conteúdo de boa qualidade, e isso foi mostrado em Secret Girls. Com apenas dois capítulos a autora conseguiu mostrar o verdadeiro poder que as palavras criadas pelas mentes brilhantes das autoras podem criar. Com personagens poderosos e impactantes, Michely cria algo original. Um destaque dessa originalidade é a Alana, acho que muita gente irá se identificar com um pouco de sua história, ela é fotógrafa e está com sobrepeso, este é um dos maiores motivos do desejo de mudança para ela. A escrita da autora é simplesmente fantástica, a sinopse de seus livros são bem curtas, mas quando começamos a ler, vemos que o significado daquilo tudo é imenso. Além da Alana, também teve Lucky, uma garota bem misteriosa que mostra o verdadeiro significado de uma personagem poderosa. Não é gritar, falar mal, bater, nada disso, isto não transforma uma personagem em poderosa. E sim pelos seus atos. A amizade de Alana e de Lucky também faz com que sintamos mais próximos da trama. Não é apenas um livro, tem algo mais de real nele.


22 Resenha: Lucifer (1° e 2° temporada) Por Mohanna Pfitscher

Reprodução/Fox Broadcasting Company, Lucifer

Criador: Tom Kapinos Estreia: 25 de Janeiro de 2016 Genêro: Drama, Fantasia, Comédia, Policial. 2 temporadas, 26 episódios ao todo. ‘’Lucifer é baseado nos quadrinhos do selo Vertigo (uma divisão da DC Comics). O personagem participa ativamente da narrativa "Estação das Brumas" de Sandman, do escritor Neil Gaiman, na qual ele deixa a chave do Inferno com Sonho dos Perpétuos. A série é uma produção da Warner Bros. TV, DC Comics e Jerry Bruckheimer Television Lucifer Morningstar já entendiado e infeliz como Senhor do Inferno renuncia seu trono e abadona seu reinado para tirar férias em Los Angeles, onde dá início a uma casa noturna, a tão badalada boate Lux, com a ajuda de sua “fiel” aliada demoníaca chamada Mazikeen. Uma celebridade a quem Lúcifer ajudou a alcançar a fama acaba por ser morta, e ao ser interrogado pela polícia de Los Angeles começa a ajudar a Detetive Chloe Decker a resolver casos de homicídio e encontrar os responsáveis para que ele possa “puni-los”.

Elenco é constituído por: Tom Ellis (da série Rush) estrela no papel-título de Lucifer. Lauren German (de Chicago Fire) como a detetive de homicídios da LAPD Chloe Dancer. Lesley-Ann Brandt (de Spartacus) como Maze.


23 Kevin Alejandro (de Arrow) como Dan. D.B. Woodside (de 24 Horas) como Amenadiel. Rachael Harris (de Suits) como Linda, a terapeuta de Lucifer.

Logo no primeiro episódio pude perceber a quão chamativa série poderia se tornar (e eu estava certa, pois se tornou). Lúcifer Morningstar, na série, não é aquilo que imaginamos ao escutar seu nome, nada de pele vermelha, chifres, rabo e tridente, bem pelo contrário, é bonito, chamativo e acima de tudo podemos dizer que o nosso novo Lúcifer conta com um sarcasmo canastra, misturado com galã de novela das oito… Bem, durante certo tempo é como vemos ele, até ele mostrar como realmente é sua face. Okay, não vamos bajular o novo personagem que é dado a nós, falta aquele ar de mistério na série, aquela pitada “demoníaca” a qual tanto esperava, mas devo dizer que desde os primeiros 3 minutos da série eu já estava me sentindo apaixonada. Os personagens encantam e a atuação de cada um é convincente o suficiente para convencer você a querer olhar. Com as ironias de Lúcifer acabamos soltando grandes risadas de seus atos compulsivos. Mas logo de cara encaramos Lúcifer lidando com problemas psicológicos ligados a sua família, sim Deus não é intocável para ele e é seu pai, e é nesses momentos que entra em ação a Linda, terapeuta de Lúcifer. Ele acaba se tornando um cético não cético já que a sua própria existência confirma a existência de Deus. Em meio a esses questionamentos Lúcifer tenta viver uma vida normal aproveitando todos os benefícios da vida carnal, vivento em extrema suntuosidade e lascívia, não podemos culpá-lo, então vive como as pessoas imaginam que ele deve viver rodeado de pecado. Ao mesmo tempo em que tudo acontece, o emissário de Deus, o anjo Amenadiel, foi enviado para Los Angeles para convencer Lúcifer a retornar para o submundo. Mas como mostrado na segunda temporada, nem tudo saí como o plano de Deus e no fim acabamos por conhecer outra demoníaca intitulada como a mãe de Lúcifer, Lilith. E agora ela tentando entender seus dois filhos (Amenadiel também é seu filho) eles embarcam em mais encrencas do que poderiam esperar… Bem, se gostam de humor, drama e aquele tom policial que poucas séries nos oferecem verdadeiramente, eu recomendo a série Lúcifer que vai te encantar, te fazer rir e quem saiba… chorar.


24 Resenha: Herdeiros - A Perpetuação do Mal / Mohanna Pfitscher O livro Herdeiros - A Perpetuação do Mal é um bom exemplo como o gênero Fantasia pode ser muito bem incrementado com ação, suspense e terror. Como protagonista temos a jovem Amy Elwanger que pode até parecer normal, mas não é. De primeiro olhar, vemos que o livro é um simples clichê do gênero, mas só veremos o quanto à autora foi original no livro, assim que a jovem começa a descobrir um pouco mais de sua ascendência e assim, precisa esquecer seu passado, para viver um novo presente, um presente que ela nunca imaginara precisar seguir. Logo quando ela precisa esquecer todo seu passado, encaramos uma palavra, que pode ser pequena, mas com um imenso significado, perda. Quem nunca perdeu algo? Ou alguém? A perda é uma das piores coisas que pode acontecer com alguém. A dor parece que nunca irá sumir de nós, mas Amy precisava tirar aquilo dela o mais rápido possível. Pois, naquele momento, ela precisava ser forte, para não cair de vez. Após vermos a perda da jovem, agora veremos o seu sofrimento. Cedo ou tarde, precisamos nos adaptar e mudar a pessoa que nós somos, para viver de uma nova maneira, e quase sempre, é um sofrimento mudar a pessoa que somos. Mudar nossas ideias... Sonhos... Comportamento... Tudo. Amy sofre muito até se adaptar ao seu novo presente, mas ela não desistiu, ela também não podia desistir. Após toda dor e sofrimento, sempre haverá o aprendizado. Tudo que passamos em nossa vida, tiramos algo para aproveitar. Se recebermos alguma reclamação e o motivo ao qual não podemos fazer aquilo, dificilmente iremos realizar novamente, certo? Quando sofremos, não imaginamos que algo de bom pode nos vir no futuro. A coragem desperta em nós, para não voltarmos a cairmos em um poço que parece não ter fim. A trama é bem elaborada, como eu disse anteriormente, no livro existe um conteúdo muito original, e é isso que faz o livro ficar bom. E mesmo que seja fantasia, durante a leitura, nos sentimos como a Amy, tudo que ela passa, nós passamos algum dia. É como se alguém ler hoje, vai ter um significado, e se esta mesma pessoa ler depois de dez anos, ela verá um novo significado no livro. Tudo isso pelo simples motivo: Nós sempre estaremos em adaptação.


25 Resenha: A Voz do Vento / Luciano Abrãao Provavelmente este foi um dos livros que eu mais gostei. Não sou muito acostumado a ler livros do gênero. Com uma abordagem em que envolve religião, drama e também com diversos mistérios envolvendo o passado do protagonista, o autor conseguiu fazer uma obra completa em todos os sentidos. Cristiano Alyssen é o protagonista da história, apesar de ter 17 anos, é um jovem bastante sábio. O jovem tem um passado bastante sombrio, e todos os dias de sua vida, ele tenta esquecer, pois, já não suporta a dor de ter que lembrar todas aquelas cenas indo e voltando em sua mente. O livro é bem complexo, mas vemos no final do livro que a mensagem passada pelo autor, tem um significado imenso. O autor fugiu completamente da palavra clichê e criou uma história muito original, com uma trama em que tudo se completa. Com isso, não há o problema de erro de continuidade. Uma pergunta aparecia no livro algumas vezes, e sempre havia um impacto ao ser perguntado, foi uma coisa que eu gostei muito: Você consegue ouvir a voz do vento? Cada vez mais os capítulos parecem ser curtos, mas não é isso, nosso desejo de ler a obra que aumentou, e com isso, lemos mais rápido e faz com que pareça que o livro seja menor. E também quando pensamos que todo o mistério já foi revelado, surgem mais perguntas em nossa mente sobre o passado do Cristiano, e isso aumenta o nosso desejo de ler o livro cada vez mais rápido para que acabassem de descobrir as respostas de todas aquelas perguntas junto com o protagonista. Também é colocado no livro o existencialismo. Com isso, já podemos ver que o livro também tem muita filosofia. Com certeza, este foi um dos livros mais completos que eu já livro. Toda pessoa que ler, sempre irá extrair algo de bom de seu conteúdo, e aplicar em sua vida.


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MatĂŠrias


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Por Pedroom Lanne, escritor

A Internet é jovem e, por sinal, nos dias de hoje mais ou menos da mesma idade do novo público leitor. Não só a grande rede, mas os novos aparatos digitais como leitores de e-books, tablets e celulares, as conexões 4G e as mídias sociais, esse contínuo boom de informação e de novas interações, apesar da jovialidade do fenômeno – apenas dez aninhos celebrará o i-phone da Apple em seu aniversário de lançamento em junho deste ano, uma criança –, já podemos dizer que a Internet está revolucionando não só a o acesso a leitura e a própria a escrita, vale aí o exemplo da plataforma Wattpad e o tanto de novidade que se encontra por lá, bem como e, sobretudo, está modificando a maneira como o leitor interage com o autor. Mas é preciso mais. Essa criança precisa crescer e a relação amadurecer, se fortalecer. É claro que existem mil maneiras para o novo leitor e escritor interagirem pelo vasto e heterogêneo ambiente da web e das redes sociais, uns mais ou menos conectados que outros, nesse sentido, existem muitas comunidades de leitura, blogs e fã-clubes exercem bem este papel, no Facebook não faltam grupos e páginas de leitores e escritores dos mais variados temas e, mais uma vez, o Wattpad ou o site Kindle são exemplos de plataformas que favorecem o estreitamento dessa relação – isto apenas para citar algumas das mais popularizadas entre o público brasileiro. Mas é aqui que entra parte da minha percepção, de alguém que já foi um leitor jovem e hoje é escritor: tudo isso não basta, é preciso mais. É preciso que o leitor de hoje saiba desfrutar de um privilégio que as gerações da era pré-Internet sequer sonhavam: a proximidade que os novos meios trazem para esses dois atores fundamentais do universo da literatura, autor e leitor, leitor e autor. É coisas que ao jovem atual parecem tão banais, como acessar o Facebook de um autor ou pesquisar sobre sua vida pelo Google, mas que há poucas décadas era impensável ou apresentavam tantos obstáculos que sequer se


28 cogitava ultrapassá-los. Com a conectividade disponível atualmente, esses obstáculos se evaporaram quase totalmente, basta pró-atividade para trilhar os caminhos sem fronteiras da web. É claro que tudo é meio relativo, se o leitor tentar um contato com J. K. Rowling ou R. R. Martin, talvez o máximo que consiga seja uma resposta automática de um robô ou um contato com um relações públicas, mas na medida do possível, os laços entre autor e escritor nunca estiveram tão estreitos, é preciso iniciativa de um e disposição do outro para que dessa relação floresça e se fortaleça uma nova literatura que não se esgota na leitura de um livro qualquer, mas se estende, talvez, em um bate-papo entre leitor e autor tão direto e desintermediado quanto permitem os meios digitais da forma como são configurados e apropriados pelo público de modo geral. Bate-papo é só um exemplo, essa relação pode se estender de todas as maneiras pelas quais esses dois atores são capazes de se favorecer das novas tecnologias e plataformas conectivas, mas que vai além de apenas dar like, comentar ou opinar sobre uma leitura, é mais profundo quanto destrinchar o que se passa na mente tanto de quem lê, quanto de quem escreve, e daí brotar algo mais – o que seria? É o que precisamos viver para saber. Este pensamento não se resume as novas gerações de leitores, mas sim ao público atual como um todo, já que também cabe ao pessoal mais velho se adaptar aos novos caminhos da web. Mas a afinidade com os meios digitais faz do jovem a peça fundamental para modificar e aprofundar a relação entre leitor, escritor e vice-versa.


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Por Natália Batista, escritora. Começo esse texto com uma simples pergunta, qual é o seu sonho? Aposto com você que muitas imagens passaram pela sua cabeça, acontece que nós sempre temos pelo menos um sonho em nossas vidas, e esse é um dos motivos que nos faz levantar da cama em uma manhã fria de inverno: a possibilidade remota de atingirmos o nosso objetivo, de alcançarmos o tão desejado sonho. No começo da infância somos apenas crianças inocentes, sendo assim, os anseios são tão singelos que são simples de serem alcançados, um amigo para poder brincar nas horas vagas, o carinho, o amor e atenção dos seus queridos pais. Existem ainda aqueles pequeninos que não tem nada, que desejam apenas um prato de comida para saciar a fome voraz de seus estômagos. À medida que crescemos nos tornamos mais ambiciosos, queremos coisas mais caras, coisas materiais, tudo isso porque vamos nos inserindo nessa sociedade consumista e materialista. A mídia aos poucos vai exercendo seu controle mental sob nós com suas propagandas atrativas e programas manipuladores. E o que realmente queremos? Queremos atingir certo nível de status social, queremos fazer parte da chamada elite, tudo porque os meios de comunicação nos fazem pensar que a vida lá é um perfeito conto de fadas, mas, meus caros, devo-lhes dizer na vida real não existe o tal “e viveram felizes para sempre”, pergunte para qualquer um que esteja no nível social acima do seu, eu te garanto que ele tem com objetivo subir te posto social, porque o dele não o agrada. Nessa sociedade nunca nada é bom suficiente, sempre terá algo melhor. Aqui vai um exemplo: já pensou como seu celular novo se torna velho em questão de alguns meses? Por fim, deixo-lhes uma reflexão, será que não seria melhor mudar nossos valores de vida, voltar a pensar como crianças, quando tínhamos apenas desejos humildes, como o amor e a felicidade? Talvez assim parássemos de viver uma vida de valores materiais e passaríamos a viver uma vida com valores humanos, deixaríamos de ser controlados por um órgão que só pensa em lucrar, e que deixa de lado o bem-estar social. Então repito novamente minha pergunta, qual é o seu sonho?


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