ANO 3, NÚMERO 28 - CANOAS, dezembro DE 2012
Temporada de piscinas do CTC abre no dia 15 8Associados do Sinprocan, seus dependentes e convidados, poderão usufruir das dependências de lazer do Canoas Tênis Clube neste verão; conheça as regras
qualidade de vida
Grupo de Aposentados praticam Tai Chi Chuan retrospectiva
Ano de 2012 foi de muitas cobranças
artigo
Mídia: desafio para a educação artigo
Inclusão do aluno surdo no ensino regular
Notícias por e-mail
EDITORIAL
Um 2013 de muita luta O ano chega ao fim, e ao analisarmos como ele foi, chegamos a conclusão de que ele foi repleto de início de lutas que eclodirão no próximo ano. A histórica série de visitas que o Sindicato fez às escolas e as não menos importantes reuniões intermediadas entre representantes de escolas e da Secretaria de Educação deixam as negociações em um período determinante. Não há como sustentar as negociações por muito tempo sem melhorias imediatas. É chegado o momento limite para as ações discutidas, pretendidas e, algumas, até prometidas. Que venha 2013, então. E
que estejamos todos preparados para um ano de muita luta, de muito barulho e de muitas vitórias. Que aqueles que estiverem à frente da Secretaria de Educação e da Prefeitura saibam que enfrentarão, no ano que se aproxima, todo o descontentamento de milhares de pais e mães que deixam, muitas vezes, suas famílias em segundo plano para se doarem de corpo e alma a um propósito que está sendo minimizado pelos seus governantes. Que, com a chegada de 2013, possamos renovar nossos votos de esperança em um país, um estado e um município que valorize a eduANO 3, NÚMERO 28 - CANOAS,
Temporada de piscinas do CTC abre no dia 15
cação de suas crianças e jovens, começando pelo almejado respeito aos docentes. E que esta esperança não nos deixe desistir de lutar e construir este futuro que queremos para nossa nação. A Diretoria do Sinprocan deseja a todos os educadores canoenses, em especial a seus associados, ótimas festas e momentos felizes nestas férias junto aos seus familiares. Que possamos recarregar nossas energias para o ano de muita luta que está por vir.
www.sinprocan.org.br.
Envie notícias de sua escola Envie para o e-mail sinproc@terra.com. br uma foto da atividade realizada em sua escola, que retrate de maneira ampla e fiel o que aconteceu. A foto deve estar com boa resolução e nitidez. Precisamos, ainda, que você envie um pequeno texto contendo as principais informações, como citamos abaixo: - O QUÊ? - QUANDO? - COMO? - POR QUÊ? - ONDE?
Queremos sua opinião
dEzEMbRO dE 2012
e can, seus dependentes 8Associados do Sinpro de lazer usufruir das dependências convidados, poderão as regras neste verão; conheça do Canoas Tênis Clube
A Diretoria.
Aqueles que possuem e-mail e desejam receber informações sobre o Sindicato por meio dele, devem fazer seu cadastro através do e-mail sinproc@ terra.com.br. Os que já possuem e não estiverem recebendo, entrem em contato por telefone ou e-mail para que seja verificado o motivo do não recebimento. Outras informações e notícias podem ser acessadas no nosso site:
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grupo de Aposentados praticam Tai Chi Chuan reTroSpeCTivA
Ano de 2012 foi de muitas cobranças
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Mídia: desafio para a educação ArTigo
inclusão do aluno surdo no ensino regular
As páginas de A Voz do Professor são veículo para a opinião dos professores canoenses. Use-as! Para participar, envie texto com cerca de 2.000 caracteres com espaços, em média. Os assuntos são de escolha do autor, assim como a responsabilidade pelo teor do texto. Fique atento para o prazo de fechamento da próxima edição: 31 de janeiro de 2013!
t e m p o r a d a
d e
v e r ã o A voz do professor - dezEMbro/2012 - 3
Atenção para as regras de uso das piscinas do CTC Associados do Sinprocan, seus dependentes e convidados poderão usufruir das áreas de lazer do Canoas Tênis Clube A partir do dia 15 de dezembro, estará aberta a temporada de verão do Canoas Tênis Clube e os associados do Sinprocan poderão utilizar as dependências do clube, com suas piscinas e áreas verdes com churrasqueiras. O convênio foi assinado pelos presidentes do Sinprocan, Jari Rosa de Oliveira, e do Canoas Tênis Clube, José Chagas Veloso. Porém, para que isto ocorra, os associados deverão possuir a nova carteirinha do Sinprocan. Para ter a carteirinha, o associado deverá enviar para o e-mail sinproc@terra.com. br ou levar à sede do Sindicato uma foto, nome completo, matrícula, números do RG e do CPF. Piscinas e churrasqueiras São duas as áreas de lazer que estarão disponíveis aos associados do Sinprocan no Canoas Tênis Clube. Uma é chamada de Área Verde, e tem churrasqueiras e ampla área de uso. A outra é a das piscinas, e é onde o acesso tem mais regras. A seguir, o que pode e o que não pode em cada área, além de outras informações. Área Verde Local restrito a frequentadores com carteiras do Clube com exame médico dentro da validade, onde é permitida a entrada com roupas normais, cadeiras de praia, isopores com bebidas e ingredientes para churrascos. É necessário levar espetos, pratos e talheres. É proibida a entrada de animais. Piscinas Local junto à Área Verde, mas separado por cerca. Só é permitida a entrada por frequentadores com carteiras do Clube com exame médico dentro da validade e em trajes de banho. Bolsas e sacolas devem ser transparentes. Toalha, documentos e cadeiras de praia também são permitidos. O local tem chapelaria para depósito de pertences pessoais. É proibido o uso de óleos antes de entrar na piscina. O Clube não se responsabiliza pelos pertences pessoais deixados nas áreas de lazer. Quem poderá frequentar o clube - Associados portando a nova carteira do Sinprocan; - Dependentes de associados com
até 18 anos; - Convidados dos associados. Como proceder - Ir até o Canoas Tênis Clube, portando a nova carteira de sócio do Sinprocan, e assinar ficha no clube. Neste momento, deverá informar quem são seus dependentes e convidados que irão frequentar o Clube; - Pagar taxa e levar foto 3x4 de todos os que irão frequentar o Clube; - Todos os frequentadores terão que realizar exame médico mensal, que podem ser realizados nas quintas-feiras, das 19 horas às 20h30min, e nos sábados, das 10 às 12 horas, diretamente no Clube. Quanto custa a taxa - Crianças com até 5 anos estão isentos; - Associado e dependentes com até 18 anos pagam R$ 40; - 1º e 2º convidados pagam R$ 40, e do 3º em diante a taxa é R$ 60.
OBS: A taxa é mensal e nela está incluída os custos com exame médico. Cada frequentador receberá carteirinha do Clube com data de validade do exame médico; portanto, quem não renová-la, com pagamento de taxa e realização do exame, não poderá entrar nas áreas de lazer. Horários de funcionamento - A temporada de verão inicia dia 15 de dezembro, as piscinas e churrasqueiras funcionam de terça-feira a domingo, das 10 às 20 horas. Regulamento das Piscinas do Canoas Tênis Clube 1 - O acesso à área de piscinas só será permitido ao associado e seus dependentes, mediante o Exame Médico, renovados a cada 30 (trinta) dias. 2 - As piscinas não poderão ser usadas por Associados portando faixas de gaze, algodão nos ouvidos, bem como qualquer medicamento,
substância oleosa ou bronzeador, que misturados à água prejudicam a saúde dos banhistas. 3 - Antes do ingresso às piscinas, será obrigatório o banho de chuveiro. 4 - Para ingresso na área das piscinas, é obrigatório o traje de banho. Masculino: calção de banho com sunga. Feminino: maiô, biquíni, tanga. Podendo levar toalha. 5 - É proibido o uso de bermuda ou bermudão. 6 - Na área de piscinas é expressamente proibido o uso de garrafas, sacolas, copos de qualquer espécie ou qualquer objeto que possa comprometer a integridade física dos frequentadores. Obs.: Estas normas são exigências da Secretaria da Saúde, sob pena de interdição das piscinas e multa, estando o sócio sujeito às penas estabelecidas no Estatuto Social do Clube. Demais dúvidas podem ser esclarecidas com Lúcia, no telefone 3472.1635.
r e t r o s p e c t i v a 4 - dezembro/2012 - A voz do professor
2012
Ano de muitas cobranças Diretoria do Sinprocan fez levantamento de problemas em visitas a toda a rede de ensino e cobra melhorias do Município O ano de 2012 está terminando, e como é tradicional no jornal A Voz do Professor, relembramos alguns dos principais fatos ligados ao Sindicato e ao Magistério durante este período. Foi um ano de fortes e com-
pletas avaliações sobre os problemas enfrentados pelos educadores no exercício de suas funções, além de um quadro mais claro e realista de como está o ensino no município. A diretoria do Sinprocan realizou
visitas em toda a rede municipal de ensino, ouvindo os professores e abrindo o Sindicato para a categoria poder expressar seu descontentamento ou buscar orientação. Além da busca incessante por
diálogo e soluções junto à Prefeitura, muitas foram, ainda, as lutas que tiveram como palco a Justiça, onde muitas vitórias vieram e estão por vir. Que venha 2013, ano em que as lutas serão intensificadas.
Contra a diferença no tratamento dado às categorias
Mapeamento de problemas e cobrança por soluções No início de 2012, a diretoria do Sinprocan visitou todas as escolas de Ensino Infantil e Fundamental, em todos os turnos de funcionamento. Após ouvir as manifestações, com reclamações, críticas e elogios às condições de trabalho nas escolas, o Sindicato relacionou as dificuldades encontradas pelos professores canoenses e encaminhou à Secretaria de Educação, além de dar publicidade à sociedade. Um dos problemas levantados é a falta de professores e baixos proventos, aquém do piso salarial da categoria determinado pelo Supremo Tribunal Federal e do que se paga nas demais cidades da Região Metropolitana. Alguns problemas, porém, são pontuais e isolados em determinadas escolas e grupos
de profissionais. Além disso, o Sinprocan intermediou reuniões entre a Secretaria de Educação e os representantes das escolas que fazem parte do Conselho Político Sindical. Próxima reunião A segunda rodada de reuniões com os representantes das escolas está marcada para o dia 14 de dezembro com os das escolas de Ensino Fundamental, divididas em quatro grupos, e no dia 20 será a vez das escolas de Ensino Infantil, divididas em três grupos, na Secretaria de Educação. As reuniões dão continuidade aos encontros já realizados entre a Secretária e representantes das escolas.
As condições diferenciadas de tratamento que os profissionais da Educação Infantil recebem do poder público motivou o Sindicato dos Professores Municipais de Canoas (Sinprocan) a abrir campanha contra a diferença de tratamento existente entre os professores de Educação Infantil e os de Ensino Fundamental. No dia 23 de outubro aconteceu manifesto no prédio 6 da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), onde houve a realização de uma palestra com o tema “Infância, o fundo de reserva para toda a vida”. “A Educação Infantil não teve recesso em julho. Além disso, no Dia do Professor, 15 de outubro, os professores do Ensino Infantil não ganharam o dia de folga. Eles acabam tendo os mesmos deveres que os professores de Ensino Fundamental, mas não usufruem exatamente dos mesmos direitos. Estamos apoiando a categoria e acreditamos que há necessidade de mudanças nes-
se âmbito”, afirmou o presidente do Sindicato, Jari Rosa de Oliveira. Cursos de formação Outro problema apontado pelo Sinprocan é a dificuldade que professores de Educação Infantil enfrentam para a participação em cursos de formação. Jari diz, ainda, que conversou com o Departamento da Educação Infantil e que houve a alegação de que os professores não poderiam ser liberados para a realização do curso/seminário. “Houve um seminário de educação. Os professores de Educação Infantil não conseguiram participar do evento, pois não receberam dispensa, já que tinham de continuar trabalhando”, disse Jari na época do evento. A manifestação congregou participantes da categoria, tendo havido uma repercussão satisfatória no intuito de alertar sobre as distinções para com professores da Educação Infantil.
r e t r o s p e c t i v a A voz do professor - dezembro/2012 - 5
Relatório de medidas judiciais O Sindicato dos Professores Municipais de Canoas tem procurado diversificar a área de atuação da assessoria jurídica, procurando ampliar o atendimento das necessidades que demandem atendimento jurídico na esfera administrativa, judicial e extrajudicial de seus associados. Visando dar transparência em sua atuação, estamos apresentando o relatório de medidas judiciais, extrajudiciais e procedimentos administrativos que atuamos na defesa dos associados, relativo período de 01/12/2011 a 30/11/2012 (ao lado). RECESSO DA JUSTIÇA O Poder Judiciário fará recesso no período compreendido entre Dezembro/2012 e Janeiro/2013, momento em que os processos que tramitam nas respectivas jurisdições estarão suspensos. No período de recesso, apenas as medidas cautelares e os processos de urgência estarão tramitando. Justiça Federal Recesso no período de 20/12/2012 a 06/01/2013. Justiça do Trabalho Recesso no período de 20/12/2012 a 11/01/2013. Justiça Estadual Recesso no período de 20/12/2012 a 20/01/2013.
Programa Professor Digital ainda está no papel O projeto que daria condições facilitadas de financiamento para que os educadores canoenses pudessem adquirir computadores e se aperfeiçoar ainda não saiu do papel. Ele foi criado pela Prefeitura e aprovado pelos vereadores depois que o Sinprocan sugeriu sua criação. No entanto, por ineficiência e/ ou falta de vontade política, nunca foi implementado. Enquanto isso, os professores continuam sem condições de acessar a tecnologia básica. Durante o ano de 2012, muitas foram as cobranças públicas feitas pelo Sindicato e, segundo informações não oficiais, o projeto deverá ser implementado, finalmente, no próximo ano. Continuaremos de olho!
PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO Processos Administrativos
QUANTIDADE 05
PROCEDIMENTO JUDICIAL Férias e Licença-Prêmio Contagem de Tempo de Serviço Reconhecimento Aposentadoria Especial – Bibliotecário Reconhecimento Aposentadoria Especial – Professor Substituto Reconhecimento Aposentadoria Especial – LABIN Diferença de FG Diferenças de Avanços e Adicionais Tempo de MOBRAL Diferenças de Classe Nível – Grau de Titulação Vagas em Educação Infantil Insalubridade Gratificação EJA Revisional Bancária Direito de Família Ações de Indenização Revisões de Aposentadoria Abono Permanência Isenção de Imposto de Renda Ações Difusas AÇÕES COLETIVAS – SINPROCAN
QUANTIDADE 58 10 08 09 06 11 19 09 34 03 12 17 02 15 25 21 13 11 02 17 05
PROCEDIMENTO EXTRAJUDICIAL Divórcio e Dissolução de União Estável Representação Conselho Regional de Medicina
QUANTIDADE 09 03
TOTAL 324
Falta professor na rede municipal Dez anos sem aumento O Sinprocan fez levantamento em toda a Região Metropolitana e provou que o magistério canoense recebe o segundo pior salário entre as 12 cidades, fruto de políticas públicas que estão desmontando o ensino canoense. São 10 anos sem aumento salarial para todo o funcionalismo de Canoas. Além disso, foram pauta nos debates, reuniões e reportagens neste informativo as péssimas condições de trabalho que os canoenses estão enfrentando, com muitos colegas se afastando das escolas por problemas de saúde e muitos outros não querendo nem assumir seus cargos conquistados em concursos públicos, causando falta de educadores.
valores referentes 20 horas
MUNICÍPIO São Leopoldo Novo Hamburgo Porto Alegre Gravataí Alvorada Esteio Sapucaia Eldorado Guaíba Cachoeirinha Canoas Nova Santa Rita
NÃO GRADUADO GRADUADO R$ 1.071,00 R$ 1.285,20 R$ 1.052,11 R$ 1.367,74 R$ 1.041,50 R$ 1.611,20 R$ 927,52 R$ 1.319,40 R$ 865,00 R$ 968,80 R$ 837,00 R$ 1.171,00 R$ 803,43 R$ 1.205,14 R$ 758,04 R$ 985,47 R$ 725,50 R$ 1.233,35 R$ 719,06 R$ 1.242,45 R$ 693,63 R$ 923,22 R$ 600,98 R$ 800,05
grupo de aposentados 6 - DEZembro/2012 - A voz do professor
Grupo de Aposentados conhece o Tai Chi Chuan Evento no Auditório Sinprocan teve aula teórica e vivência da arte milenar; turma poderá ser aberta no ano de 2013 No encontro do mês de novembro, dia 8, as aposentadas tiveram uma vivência de Tai Chi Chuan, que foi ministrada pela professora Rosaura Coronet, responsável pelas aulas de Tai Chi Chuan e Chi Gong no Parque Municipal Getúlio Vargas, o Capão do Corvo. Foi feito um breve relato sobre o que é e os benefícios que oferece para quem pratica esta arte milenar. O grupo praticou alguns movimentos básicos. As que tiveram oportunidade de participar gostaram muito. A sugestão que ficou foi de formar um grupo para praticar na sede do Sinprocan. No próximo ano, se houver interessados, há possibilidade de se organizar uma turma. A professora Teresinha Kaspary, Gerente de Equipe do PMGV, acompanhou a professora Rosaura na oficina. O que é? È uma técnica oriental antiga que foi criada com propósitos de combate, como uma arte marcial, mas com o passar dos séculos ganhou ênfase no desenvolvimento da saúde e no combate ao estresse. No Tai Chi Chuan, a suavidade e a flexibilidade superam a dureza e a rigidez. O exercício, que engloba também uma filosofia de vida, enfatiza a harmonia como um meio de melhorar o desenvolvimento da mente e das habilidades físicas. Também é ressaltada a importância do controle da respiração, a prática da meditação e de movimentos naturais do corpo.
O princípio básico do Tai Chi Chuan é aprender a relaxar, ficar calmo, com a mente limpa, seja nos movimentos, seja no trabalho ou em qualquer outra atividade. Como o Tai Chi começou? Há duas histórias sobre a criação do Tai Chi. A primeira é: na Dinastia Yuan e Ming, há aproximadamente 700 anos, Chang Sanfeng, que viveu no Templo Shaolin por alguns anos, muda-se para a Montanha WuDang, onde o Tai Chi foi criado a partir da
observação de uma garça azul lutando contra uma serpente. A história conta que os movimentos da garça eram sempre duros, porém a serpente podia se desviar e seguir a garça. Dessa maneira, a cobra não perdeu a vida para a garça. Tem-se aí uma das observações do Tai Chi Cuan: o duro é controlado pelo suave. Outra teoria é que o Tai Chi Chuan foi criado pela Família Chen, há mais ou menos 300 anos pelo Mestre Chen Wangting. (Fonte site: Associação Internacional de Tai Chi Chuan).
Alguns benefícios do Tai Chi chuan - Aumento da flexibilidade; - Estímulo ao sistema imunológico; - Equilibra a pressão sanguínea; - Aumento da atenção e concentração; - Melhora o equilíbrio físico e psicológico; - Oferece mais energia e disposição; - Melhora a postura; - Fortalece joelhos e articulações; - Previne distúrbios, como a insônia e o estresse.
Confraternização O Grupo de Aposentados realizou evento de final de ano, no dia 06/12, no auditório do Sinprocan. As participantes puderam confraternizar com muita alegria, risos, brincadeiras e troca de presentes. Foram muitos os passeios e as atividades ao longo de 2012, um ano altamente positivo para o Grupo, que recebeu muitos novos participantes. Para o próximo ano, o grupo almeja a multiplicação do número de participantes nas atividades.
CONDIÇÕES DE TRABALHO A voz do professor - DEZembro/2012 - 7
ARTIGO Educação em perigo 2 Continua a desestruturação josé adelino dacanal Professor municipal
Outrora, quando estavam fora do governo, os atuais gestores pregavam a democracia com princípios humanitários e éticos. Agora, a prática é outra. A forma coercitiva de como governam encantaria até carrascos da ditadura militar. Na ditadura, os governantes contavam com o aparato militar para reprimir. Esse requisito caiu por terra. Aperfeiçoaram os métodos! Mascaram o seu autoritarismo com belos discursos e apresentando alguns dados positivos e convenientes. Contam com os informantes de plantão, que monitoram nossas ações. Em outros tempos, esses atuais governantes defendiam intransigentemente fartos recursos para a educação bem como a melhora nas condições de trabalho dos professores. Agora, deixam as escolas em situação calamitosa, à míngua de recursos, acentuando a precarização das condições de trabalho dos professores de sala de aula. Enquanto que para as escolas mantêm a política de carência e fal-
ta de professores, por outro lado, na SME, aumentam o quadro para funções burocráticas. O curioso é que integrantes da atual gestão condenavam de forma veemente o número absurdo de profissionais na SME, agora no poder, fazem justamente mais aquilo que tanto criticavam. Assim como também organizavam movimentos pela falta de professores. Denunciavam o abandono das escolas, a falta de manutenção dos computadores, a falta de internet, etc., e hoje, portanto, deixam às traças o que revindicavam e pregavam. A política do engessamento da SME deixa, portanto, as escolas em situação ainda mais precária, na medida em que retira os professores da escolas e os remete para outras funções. Grande parte desses profissionais que vão para os cargos burocráticos perde a noção dos problemas e das carências das escolas. Em pouco tempo, parece se tornarem míopes. Não veem ou não querem ver os problemas das escolas, acre-
ditam que tudo se resolve num passe de mágica. E ainda, para mostrar serviço, impõem suas ordens, em geral de forma autoritária, só para mostrar que estão no poder. Ordens essas que na maior parte das vezes o fazem verbalmente e por vezes são inconsequentes e incoerentes. Também lançam mão de estratégias para criar e aumentar as obrigações da já sobrecarregada jornada dos professores. Exigem o cumprimento à risca da legislação quando se refere ao aumento das atribuições e obrigações dos professores. Porém, quando diz respeito às questões de responsabilidade da mantenedora, na maior parte das vezes é feita “vistas grossas” à legislação, então, não é cumprida e nada acontece. Outros fatores têm contribuído para precarizar do trabalho dos professores, como, por exemplo, a perda do status econômico pelo achatamento salarial, o aumento do número de dias letivos de 180 para 200. Aumento do número de alunos por sala
de aula, inclusão sem condições, falta de estrutura e espaço físico, falta de material e recursos didáticos, violência, indisciplina, desrespeito, etc., levando assim esses humanos ao esgotamento. A SME continua assim desenvolver a política da precarização das condições de trabalho que se reflete na qualidade de ensino. Aumentam de forma unilateral as exigências e a demanda de serviços. Dá a entender que para os atuais gestores não importa as precárias condições no trabalho dos professores da sala de aula, o que importa são os números e as estatísticas positivas que as escolas devem fornecer. É a política, portanto, de querer e exigir resultados milagrosos. Alerta-se assim que a Educação Municipal de Canoas está em perigo. Essa continua sendo colocada em Segundo plano. Mais uma vez se coloca que nos discursos que faziam outrora sobre educação, não corresponde com a prática que implementam hoje.
SAÚDE
Como cuidar bem da sua voz O professor faz parte de uma das categorias profissionais que mais se comunicam oralmente durante o trabalho. Todos os dias, fala por várias horas para cerca de 30 pessoas, frequentemente em um ambiente com interferências externas, o que o leva a forçar cada vez mais a voz. Sem entender os sintomas, muitos levam essas situações até o limite, quando as cordas vocais estão feridas, o que interfere na rotina de trabalho. Segundo Leslie Ferreira, coordenadora do Laboratório de Voz (Laborvox), da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), cerca de 60% dos docentes apresentam sintomas como rouquidão, cansaço ao falar, disfonia e pigarro. Fabiana Zanbom, fonoaudióloga do Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro), acrescenta: “Como há pouca informação sobre o tema, muitos professores não procuram ajuda e a maioria chega ao consultório médico já com alterações de voz”. Para ela, a orientação
durante a faculdade de Pedagogia e os cursos de licenciatura poderia colaborar para que esse tipo de problema se tornasse menos comum. Quem já chegou ao limite precisa buscar atendimento médico, mas o melhor caminho é a prevenção. O Ministério da Educação (MEC), no entanto, não tem um programa voltado a evitar os distúrbios vocálicos. E, embora muitas redes de ensino promovam ações nesse sentido, a maior parte delas é pontual e não existe mais. Faltam, portanto, programas permanentes que orientem os educadores. Para tentar preencher essa lacuna, foi criado em 2011 um grupo de discussão no Ministério da Saúde. A iniciativa não é exclusivamente para escolas e nos próximos meses deve ser lançado um documento com indicações para garantir ambientes de trabalho mais saudáveis e organizados. As orientações incluem, por exemplo, controle de ruído, ventilação correta e espaços para descanso.
Pequenos ajustes Mudanças simples em seus hábitos podem colaborar para preservar a sua voz e evitar problemas futuros. Sem ruídos Feche as portas e as janelas para ajudar a manter a concentração da turma e poupar sua voz da competição com o ruído que vem da rua e do corredor. Postura ereta Ao ficar em pé, você consegue se expressar com mais facilidade e tem um controle maior sobre os alunos. Evitando a bagunça, poupa a voz. Ajuda do som Converse com a coordenação da escola para que ela disponibilize microfones a todos que necessitam. Faça acordos com os alunos para eliminar os gritos. Longe do quadro Se você usa giz, o pó pode ser inalado e secar sua garganta. Por isso, fale virado para a turma. A atitude também favorece a comunicação com a classe. Momentos de pausa Quando os alunos estão fazendo um trabalho em grupos, aproveite para poupar a sua voz para a continuação da aula. Um santo remédio Tomar água propicia intervalos e hidrata as cordas vocais. Prefira o líquido a pastilhas, que podem fazer mal, em vez de ajudar. Fonte: Nova Escola
ENSINO PARA SURDOS 8 - dezembro/2012 - A voz do professor
ARTIGO
aura ferreira Professora da Escola Especial para Surdos Vitória
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Bilinguismo Inclusão A inclusão do aluno surdo no ensino regular é uma das diretrizes fundamentais da Política Nacional de Educação. Entretanto, no Brasil ainda são escassos os estudos preocupados com a realidade escolar dos mesmos. São restritas as pesquisas que procuram identificar os problemas envolvidos nesta educação e apontar caminhos possíveis para uma prática pedagógica eficaz, uma vez que a escolarização dos surdos tem produzido resultados pouco efetivos, quando se pensa no número restrito de surdos que chegam ao ensino superior no país. Percebe-se, a partir de então, a criação de mecanismos que fomentem pesquisas direcionadas para a qualidade da educação proposta a esses educandos e, ao mesmo tempo, desmistifiquem alguns mitos perpetuados ao longo dos anos. Na busca de caminhos, no contexto do bilinguismo, a Língua de Sinais e a Língua Portuguesa são aliadas e não oponentes. O surdo é respeitado por sua especificidade linguística, e é seu direito apropriar-se do Português na modalidade gráfica e opcional na modalidade oral, como segunda língua. Dessa forma, as duas línguas somam forças, aliam metodologias, compartilham culturas, enfim, aproximam pessoas. EDUCAÇÃO DOS SURDOS: DO ORALISMO AO BILINGUISMO A história da educação dos surdos foi marcada por conflitos de filosofias educacionais, sendo de fundamental importância analisar a visão da surdez no decorrer da história. Na antiguidade, os chineses lançavam as pessoas com deficiência ao mar. Na Idade Média, no Egito, os surdos eram adorados como se fossem deuses, sendo temidos e respeitados pela população.
Até o fim do século XV, não havia escolas para surdos, porque os mesmos eram considerados incapazes de serem ensinados. Muitos surdos eram excluídos somente porque não falavam, o que mostra que para os ouvintes o problema maior não era a surdez, mas sim a ausência da fala. A partir do século XVI que surgem os primeiros educadores de surdos. Entre os primeiros educadores de surdos, alguns acreditavam que a primeira etapa da educação consistia no ensino da língua oral, que ficou conhecido como o “Método Oralista Puro”. O objetivo deste método é fazer uma realibilitação da criança surda em direção à normalidade, a não-surdez. O Oralismo é um método de ensino para surdos, no qual se defende que a maneira mais eficaz de ensinar o surdo é através da língua oral. O padre Ernest Huet veio para o Brasil a convite de D. Pedro II, trazendo o Método Combinado (baseando-se no princípio de que deveria ser ensinado ao surdo através da visão aquilo que as outras pessoas aprendiam por meio da audição) e fundando o INES (Instituto Nacional de Educação de Surdos) no Rio de Janeiro, em 26/09/1857. Foi a partir desse Instituto que surgiu, da mistura da língua de sinais francesa trazida por Huet, com a língua de sinais brasileira antiga, já usada pelos surdos de várias regiões do Brasil, a LIBRAS- Língua Brasileira de Sinais. Como o objetivo do Oralismo era permitir o desenvolvimento da linguagem oral e esse objetivo não chegou a se desenvolver satisfatoriamente, devido a mesma não ser plenamente acessível ao surdo, em 1968 surgiu no Brasil a filosofia da Comunicação Total (que combinava a língua de sinais, a língua oral, leitura labial, treino auditivo e alfabeto
manual). Esta filosofia preconizava que a comunicação deveria ser privilegiada, utilizando todos os canais possíveis. É importante ressaltar que a visão da surdez aqui também é diferente, pois na corrente oralista o conceito de surdez se apresenta como perda, como incapacidade física de ouvir, portanto enxerga o mesmo como deficiente auditivo. O surdo é definido por suas características negativas e sua educação se converte em terapêutica. Em contrapartida, na corrente gestualista o conceito da surdez tem haver com o respeito às diferenças, com a aceitação social da diversidade. O surdo passa a ser o indivíduo com identidade formada a partir das experiências visuais. Com base nas abordagens feitas até o momento é evidente que controvérsias entre as filosofias educacionais para surdos perpassaram todo o processo histórico educacional, mas atualmente é inegável que o Bilinguismo é a proposta educacional considerada mais adequada para os surdos, por ser a língua de sinais, única modalidade de linguagem acessível ao surdo, capaz de contribuir para seu desenvolvimento integral. A linguagem é responsável pela organização do pensamento (segundo Vygostky), sendo assim, o surdo que não tiver livre acesso à sua língua, muito provavelmente terá dificuldades na constituição de seu pensamento. Não havendo pensamento, não haverá como adquirir nenhum tipo de língua. Por meio da LIBRAS, poderá constituir seu pensamento e sua consciência, habilitando o individuo a adquirir a Língua Portuguesa ou qualquer outra língua. Ronice Quadros (2004) também concorda que a língua de sinais é uma expressão da capacidade na-
tural para a linguagem. Se há um dispositivo de aquisição da linguagem em todos os seres humanos, que deve ser acionado mediante a experiência linguística positiva, então a criança surda deve ter acesso à língua de sinais o quanto antes, para ativá-lo de forma natural. O que não acontece com a língua portuguesa. É evidente então a importância da criança surda estar em contato com outros usuários de sua língua natural, que no espaço escolar é o instrutor surdo. No que se refere à aquisição do português escrito por crianças surdas, atualmente, ainda é baseado no ensino do português para crianças ouvintes que adquirem o português falado. A criança surda é colocada em contato com a escrita do português para ser alfabetizada em português seguindo os mesmos passos e materiais utilizados nas escolas com as crianças falantes de português. Várias tentativas de alfabetizar a criança surda por meio do português já foram realizadas, desde a utilização de métodos artificiais de estruturação de linguagem até o uso do português sinalizado. Mas como o português não é adquirido naturalmente por meio de diálogos espontâneos, sua aprendizagem acontece formalmente na escola através de produções escritas. Portanto, o ensino/aprendizagem do português escrito para surdos também perpassa por uma concepção sócio-interacionista. O recurso que contribui para o aprendizado do português por surdos é a internet por possibilitar uma participação e interação ativa através de conversas por escrito, a rede mundial de computadores também possibilita a busca de textos e imagens conforme a necessidade e interesse do educando.
ENSINO PARA SURDOS A voz do professor - dezembro/2012 - 9
MAS O QUE É O BILINGUISMO? A filosofia Bilíngue surgiu em Paris no ano de 1979, mas o enfoque bilíngue foi introduzido na educação de surdos pesquisados e registrados pela professora francesa em 1981. Atualmente, a proposta educacional Bilíngue é considerada a mais adequada para os surdos por respeitar sua especificidade lingüística e proporcionar à criança surda o contato com a língua de sinais precocemente, uma vez que esta é sua língua natural e lhe possibilita a aquisição de significados. Dessa forma, a criança é capaz de estruturar sua linguagem interna, por meio de experiências visuais. O Bilinguismo também preconiza o aprendizado da língua oficial do país, no caso o Brasil, a Língua Portuguesa na modalidade escrita como segunda língua. Porém, a Língua Brasileira de Sinais não poderá substituir a modalidade escrita da língua portuguesa. Portanto, o surdo torna-se bilíngue na medida em que lhe é garantido o direito de acesso às duas línguas, utilizando ambas conforme o contexto comunicativo exigir. A filosofia do Bilinguismo representa um grande avanço na Educação de Surdos, visto que no passado os surdos eram considerados como seres que não podiam ser educáveis, e hoje eles garantem e conquistam espaços. Um grande passo para essa conquista foi o reconhecimento da Língua Brasileira de Sinais como meio
legal de comunicação e expressão, instituída pela Lei Federal nº. 10.436 de 24 de abril de 2002, e só regulamentada pelo Decreto Federal nº. 5.626 de 22 de dezembro de 2005. Segundo a legislação vigente, a Libras constitui um sistema linguístico de transmissão de ideias e fatos, oriundos de comunidades surdas do Brasil, na qual há uma forma de comunicação e expressão, de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria. Falar com as mãos é, portanto, combinar estes elementos que formam as palavras e estas formam as frases em um contexto. Para conversar, em qualquer língua, não basta conhecer as palavras, é preciso aprender as regras de combinação destas palavras em frases. A Língua Brasileira de Sinais é uma língua utilizada nos espaços criados pelos próprios surdos nas associações, nos pontos de encontros, nos lares, nas escolas. COMO SE ESTRUTURAM HOJE AS ESCOLAS DE SURDOS As Escolas para Surdos permitem e tornam mais fácil o uso da Língua de Sinais e a abordagem Bilíngüe, de acordo com as necessidades dos mesmos. Para os estudantes surdos, elas não se constituem em “Instituições de Educação Especial”, mesmo que existam dentro do sistema de educação especial. As escolas devem permitir e facilitar o uso da Língua de Sinais, além de utilizar uma
abordagem Bilíngue e orientada para as necessidades dos alunos. É importante mencionar que, quando pensamos em estudantes surdos e suas necessidades, precisamos considerar que a Língua de Sinais é a Língua Materna (L1) e primeira língua para uma pessoa surda. A educação na Língua de Sinais e a Língua de Sinais como disciplina do currículo escolar, portanto, não são adaptações por si, mas formam uma parte normal da educação. As crianças ouvintes precisam ser educadas em suas línguas maternas e precisam estudar tal língua, e fazer isso não significa adaptar o ensino aos alunos. Uma educação Bilíngue para estudantes surdos que inclua a Língua de Sinais como a principal língua de instrução, enquanto a língua escrita do país é utilizada para ensinar a ler, significa incorporar esta mudança de paradigma. A transposição dos alunos com deficiências para a educação regular deve levar em consideração o papel importante que o apoio de pares de outras crianças com deficiências pode desempenhar no aprendizado, como para crianças surdas, bem como promover habilidades de liderança das crianças com deficiências. As crianças surdas precisam ser incluídas primeiramente através da Língua e da Cultura mais apropriada antes de serem incluídas nas diferentes áreas da vida em estágios posteriores, por exemplo, no ensino médio e superior, bem como na vida
profissional. O apoio de pares é necessário. Somos seres de linguagem, temos uma capacidade imensa de nos comunicar uns com os outros. Temos uma capacidade ilimitada de pensar, de refletir, de chegar a conclusões. Contudo, há muito que precisamos descobrir em escola, urgem mudanças necessárias! Mudar só é possível para quem tenta, e para quem sonha! Os sonhos são vontades que parecem impossíveis de realizar. Mas melhor do que falar do sonho é sonhar! Sonhar, por exemplo, que a Escola Bilíngüe vai nos ajudar a dar novos e mais acertados passos na descoberta de uma escola diferente, assim como sonharam alguns colegas e viram este sonho realizado, como é o caso da Escola de Surdos Bilíngue Salomão Watnik, em Porto Alegre, que faz um trabalho diferenciado em termos de Pedagogia na área da Surdez. Hoje, em nosso Estado, há um grande movimento que inclui diversas escolas de surdos, professores, pais, alunos, políticos e simpatizantes da causa lutando para que se legitime esta modalidade de ensino. Assim estamos nos preparando para concretizar aqui no nosso Município também este sonho de transformar nossa escola hoje Especial para Surdos em uma Escola Bilíngue, deixando para trás o estigma de especial, e por isso infelizmente separada das demais.
escolas 10 - DEZembro/2012 - A voz do professor
ARTIGO Um projeto e muitos resultados grazielli fernandes / oberdan goulart peres Professora de Língua Portuguesa e Professor de Educação Física
Somos professores da Escola Municipal de Ensino Fundamental João Paulo I, de Canoas. Desde o início do ano, percebemos que nossos alunos estavam desmotivados: era praticamente impossível fazê-los ler um texto, ainda que de pouquíssimas linhas; fazê-los parar de se agredirem em sala de aula – ou pelo menos diminuir as ocorrências; fazê-los prestar atenção nas atividades propostas. Por isso, decidimos embarcar em um projeto, com a dúvida de que teríamos resultados positivos. Com tal projeto, intitulado “Diário de um Banana: incentivo à leitura, escrita e reflexão social”, objetivamos trabalhar o bullying e fazer com que os alunos da turma de 6ª ano adquirissem o gosto pela leitura e escrita. Primeiramente, após assistirem aos filmes “Diário de um Banana” e “Diário de um Banana 2: Rodrick é o cara”, sendo um na própria escola e outro no cinema, os alunos analisaram-nos e discutiram acerca do problema social ali representado – casos de bullying sofrido por um dos personagens. Dessa forma, nós ouvimos alunos relatarem o quanto
se incomodavam com as agressões verbais dos próprios colegas de sala. Com isso, nós, docentes e discentes, debatemos sobre as ações a serem adotadas para que tais episódios fossem minimizados na sala de aula. Em seguida, abordamos o gênero textual diário, pois o personagem principal dos filmes, Greg, escreve tudo o que acontece em sua vida num diário. Tendo em vista que muitos alunos desconheciam tal gênero, foi fundamental estudar a sua estrutura. Também, realizamos um comparativo entre o diário tradicional e as formas de diário digital, como as redes sociais, nas quais os usuários relatam seus acontecimentos cotidianos para conhecimento de seus amigos virtuais. Posteriormente, os alunos receberam um caderno, que se transformou em um diário, no qual escreveram, e ainda escrevem, tudo o que acontece no seu dia a dia. Foi motivador perceber o interesse dos alunos na atividade de escrita do diário, no qual passaram a escrever suas alegrias, medos, angústias, possibilitando aos professores conhecerem um pouco mais da realidade em que
ARTIGO
vivem. Concomitantemente, fez-se a leitura de páginas do livro “Diário de um Banana: a verdade nua e crua”, para que os estudantes analisassem questões estruturais, como data, personagens, assunto, características do enunciador. Sabemos que há muito a ser feito, mas temos a convicção de que esse projeto mostrou-se relevante para a reflexão em relação ao bullying e
para despertar o gosto pela leitura e escrita. E não pretendemos parar por aí. Com essa experiência, em 2013, implementaremos novos projetos, com a união de outros professores. Apesar dos problemas que temos na educação, temos a certeza de que podemos transformar nossa realidade. Basta gostar de ser um professor.
amanda dos passos quadros Professora
Alunos da Educação Infantil conquistaram a vitória invictos da 1ª Copinha Baby de Canoas Tudo começou com uma bola de jornal... Em meados do mês de abril, iniciamos os treinos para participarmos da Copinha Baby, mas não tínhamos bola, então as professoras do berçário confeccionaram bolas de jornal. Com essas treinamos. As professoras Amanda e Cláudia, das turmas do Maternal II e do Jardim, treinaram juntas no campo da escola, realizando treinos de chute a gol, e posições dos jogadores. Aos poucos, as coisas foram melhorando, ganhamos uma bola e foram aparecendo os craques, os dribles e os gols. Tivemos o apoio da torcida, na primeira fase pais, irmãos e os colegas do Maternal II e Jardim. Nas finais, a torcida aumentou: além dos pais, irmão e vizinhos fechamos a escola e fomos todos torcer pelos “azuizinhos da Re-
canto”. No decorrer desta caminhada, perdemos muitas bolas pela vizinhaça, ralamos joelhos e quase enlouquecemos as professoras/técnicas... Mas tivemos uma mostra de tudo que o esporte pode nos proporcionar. Aprendemos que se cada um fizer a sua parte, se preocupar com seu espaço na quadra, for colega para passar a bola para quem está melhor posicionado e ser solidário com quem perde. Sim, vencemos todos os jogos, jogamos um bolão! Mas muito mais do que isso, mostramos a força que um grupo tem, a força que a Equipe da Recanto do Filhote tem. Aprendemos que querer é poder, e que se tivermos uma oportunidade só usaremos todo o nosso talento e mudaremos a história de nossas vidas.
escolas A voz do professor - DEZembro/2012 - 11
ARTIGO Mídia: de canal de comunicação a desafio para a educação Adriana silva da costa / fábio guadagnin Professores
Quem educa, para educar alguém, tem que se comunicar. Ao buscarmos a etimologia das palavras Educação e Comunicação, encontramos a seguinte definição, segundo o dicionário Houaiss: a) Educação, do latim, EDUCAT, tem por definição ‘ação de criar, de nutrir; cultura, cultivo’; b) Comunicação, do latim, COMMUNICAT, ‘ação de comunicar, de partilhar, de dividir’. A comunicação é o canal que possibilita a troca de experiências e de saberes. Quando falamos em comunicação, estamos falando de linguagens verbais e não verbais que partilham informações. Reconhecemos que a escola é um lugar que abriga todos os tipos de linguagem. O educador tem suas formas de comunicar, o estudante também tem as suas e nessa relação são estabelecidas as condições que propiciam ou não as aprendizagens. A escola nunca esteve sozinha no exercício da educação, historicamente, podemos constatar que ela sempre dividiu esta tarefa, principalmente com a família, as organizações religiosas e a cultura. Estes três, assim como a escola, comunicam ao sujeito e interferem, através da sua perspectiva, na percepção e capacidade de julgamento dos indivíduos. A educação então pode ser entendida como um somatório de todas as vivências e interações que temos e o significado que damos a elas, construindo assim nossa visão de mundo. No entanto, nas últimas décadas, podemos observar que um quarto elemento vem disputando espaço educativo de crianças e jovens: a mídia. Em tempos em que se fala cada vez mais em sustentabilidade e em consumo consciente, nos parece que na contramão e sem freios, surge um comportamento compulsivo de uma sociedade cada vez mais globalizada e capitalista, que tende a seduzir a população aliando o conceito de progresso e ascensão ao conceito de consumo compulsivo. Nossa sociedade vive sob a pressão constante da mídia, das propagandas: qualquer espaço é um ponto de venda, estimulando o consumo exacerbado. Dentro desta lógica, as empresas pu-
blicitárias encontraram, nos últimos anos, um consumidor em potencial: a criança. Durante o ano, as “datas comerciais” são disfarçadas de datas comemorativas, para que se crie a impressão de que temos de presentear de alguma forma. As crianças estão, cada vez mais, imersas no mundo do consumo, e os adultos, por sua vez, sustentam essa relação, cedendo às seduções do mercado. Não há como negar a influência da mídia no estabelecimento de modelos, modas, regras, e também na forma de educar. A mídia encontra na televisão um espaço confortável, um álibi, onde pode comunicar para qualquer pessoa, independente da idade, sexo ou condição social. Esta comunicação baseia-se fundamentalmente na mensagem de que “se você quer, você pode”, dando poder ao telespectador, associando imagens de poder, status, elegância ao produto vendido. Essas qualidades
ainda transmitem a mensagem de que se você possuir determinado produto você será mais feliz, de que se você não tem, deveria ter, porque você é aquilo que você consome e se você pode comprar é porque tem autonomia suficiente para escolher. Cabe, porém, o questionamento: que autonomia é esta que vem de fora? A autonomia pode se transformar em subordinação quando travestida, ou seja, quando a mídia impõe modelos, dita regras e diz o que as pessoas devem ou não fazer, dando a falsa sensação ao telespectador de autogoverno, de que ele decide o que é melhor, que ele tem o direito de escolha, quando na realidade a mídia busca uniformizar pensamentos e ações, travestindo para isso a noção de autonomia. O que mais chama a atenção é que cada vez mais o grupo considerado “telespectador autônomo”, aquele capaz de decidir, é formado
por crianças e adolescentes. Sem filtro nenhum, estão à mercê de todo e qualquer tipo de informação e de apelos de consumo. Se a criança está substituindo companhias reais por virtuais, ela pode perder a noção da realidade e cria modelos ilusórios de mundo. Em contrapartida, a escola é um lugar de socialização constituída de pessoas reais, e então a criança se vê tendo que lidar com a realidade. Como possui muitas referências ilusórias, para se sentir segura e aceita no grupo de outras crianças, que assim como ela recebem o bombardeio de informações, toma para si a certeza de que para ser alguém ela precisa assumir as identidades das personagens que assiste na televisão, por exemplo. A escola encontra um novo desafio a partir daqui, o de desconstruir modelos, decifrar mensagens ocultas e comunicar às crianças e aos adolescentes a noção de que o mundo é muito mais complexo e real do que a mídia apresenta. A escola hoje, acima de tudo, tem de impor o limite que a família, paulatinamente, vem deixando de impor. Professores assumem o papel de comunicadores conscientizadores, mediadores e tradutores destas verdades impostas. Em tempo: será que a escola está conseguindo dar conta desta demanda? Estaria a escola perdendo autoridade e a função de educação para a mídia? Há efetivamente comunicação entre professores e aprendentes? E a escola, possui um currículo que abre espaço para este canal de diálogo? Há muitas questões além destas para se pensar e talvez as respostas não sejam tão facilmente encontradas. O importante é que, identificado o desafio, há de se refletir sobre a prática pedagógica em busca de mais clareza na percepção e, em um segundo momento, na ação sobre estes fenômenos da relação mídia e educação. A nós, gestores, educadores e porque não dizer comunicadores, resta lutar por uma educação de qualidade e libertária. Educar para a vida, educar para ter um mundo mais sustentável e crítico. Educar para formar consumidores, mas de saberes.
ENSINO DE JOVENS E ADULTOS 12 -dezembro/2012 - A voz do professor
ARTIGO
alexandre rafael da rosa Gestor da Unidade EJA
Profª. Sandra Frozza, Profª. Zenaide Rocha, Profª Sirlândia Gheller Assessoria Pedagógica
Prof. Luiz Augusto Farofa da Silva Diretor DECD
Coordenação da EJA faz balanço O presente levantamento procura elencar algumas das mais importantes ações no campo da Educação de Jovens e Adultos em nosso município. Retoma um pouco da trajetória das atividades ao longo destes quatro anos. Trata-se da retrospectiva de um trabalho coletivo, que contou com a participação de diferentes gestores, assessores e profissionais que de uma forma ou outra estiveram envolvidos na proposição e construção de políticas públicas voltadas para o segmento. PROJETO OAB VAI À ESCOLA Através do “Projeto OAB Vai à Escola”, os educandos da EJA recebem palestras a cerca de seus direitos e deveres. Temas como Direito do Trabalho, Direito do Consumidor, Direito de Família e Estatuto da Criança e do Adolescente, já atingiram centenas de alunos(as). O “Projeto OAB Vai à Escola” está vinculado à Unidade de Educação de Jovens e Adultos da Diretoria de Educação Continuada e Diversidade da SME e atende também o Ensino Fundamental, dito Regular, do diurno. Todas as escolas com a modalidade EJA já receberam o Projeto, algumas em mais de uma oportunidade com temas diferentes. PROJETO CARAVANA DA CIDADANIA E DA PREVENÇÃO SPE/EJA – PARCERIA COM A SEC. MUN. DA SÁUDE, SEC. MUN. DE DESENV. SOCIAL E COORDENADORIAS DA DIVERSIDADE E DA MULHER E PROGRAMA CANOAS VIVA A Caravana da Cidadania e da Prevenção é uma parceria entre o Programa Saúde e Prevenção nas Escolas e a Unidade EJA. O SPE realizou a formação de educadores articuladores e de pesquisa e incentivo à leitura, os quais foram multiplicadores em suas escolas. Após a formação houve a certificação destes mesmos educadores. Posteriormente estruturou-se o Projeto de visita às escolas com a Caravana da Cidadania e da Prevenção, através da organização de quatro oficinas que ministram aulas/palestras sobre DST/ AIDS, Tuberculose, Planejamento Familiar, Homofobia, Prevenção à Violência Contra à Mulher, Prevenção ao uso de Álcool e Drogas e orientação sobre a Rede de Assistência Social/CRAS no município. A Caravana já visitou 5 escolas (Duque de Caxias, Erna Würth, João Paulo I, Irmão Pedro e Odette Freitas) e ainda atenderá mais 3 (Thiago Würth, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul) até o final do ano com proposta de manutenção em 2013. ENSINO MÉDIO NA EJA – PARCERIA COM GOVERNO DO ESTADO DO RGS – 27ª CRE E INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA – IFRS (CAMPUS CANOAS) Um dos grandes gargalos para os educandos da EJA do ensino fundamental é o acesso ao Ensino Médio dentro da mesma modalidade para educandos com idade de 18 anos pra cima. Até o ano passado somente a Esc. Est. Guarani atendia toda a demanda em termos de Ensino Médio, o que evidentemente era insuficiente, levando centenas de alunos a migrarem para
o Ensino Médio Regular com uma proposta tradicional de 3 anos e diferente da modalidade EJA. Atualmente, as EEs Cônego Leão Hartmann e Miguel Lampert, juntamente com a EE Guarani ofertam a modalidade EJA dentro da mesma proposta teórico-metodológica baseada em Temas Geradores (educação popular) e em um ano e meio, conforme orientação da SEDUC. Duas outras escolas (Tereza Francescutti e Carlos Chagas) finalizam seus processos para ministrarem o Ensino Médio na EJA em 2013. Portanto, todos os quadrantes do município disporão da oferta na modalidade. Além do Estado, desde o ano de 2011, após diversas reuniões, o IFRS abriu o PROEJA Ensino Médio. Duas turmas já estão funcionando atendendo alunos(as) considerados(as) em situação de vulnerabilidade social, e agora se prepara em conjunto o edital para a terceira turma proporcionando mais 30 vagas. Neste curso de três anos, pois soma-se o profissionalizante ao médio, estão presentes educandos oriundos da Rede Municipal formados no fundamental através do PROEJA Fic, PROJOVEM e EJA, dita Regular. Em breve, representantes do IFRS estarão visitando as escolas para realizarem pré-inscrições de educandos da EJA para posterior seleção e matrículas. ATENDENDO OS DIFERENTES SUJEITOS DA EJA: 1) TURMA DAS MULHERES NO BAIRRO GUAJUVIRAS – PARCERIA COM A SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA E CIDADANIA E ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DO BAIRRO. Exemplo de respeito aos diferentes sujeitos que compõem a EJA, foi a criação da turma alternativa somente para mulheres, de Totalidade 2, em horário vespertino, localizada nas dependências da Associação de Moradores do Bairro Guajuviras. Criada em 2011, com base na proposta unidocente do Instituto Integrar (EJA Educação Cidadã), está em sua segunda edição. Foi tema de divulgação e análise na Revista do Instituto e no Seminário realizado pelo próprio Integrar, ambos de caráter nacional. A SSPC disponibilizou o laboratório de informática da Casa da Juventude. Já formou mães, donas de casa, trabalhadoras e mulheres, que em função de suas circunstâncias de vida não podiam estudar à noite. 2) TURMA DAS MULHERES DO PONTO POPULAR DE TRABALHO – PARCERIA COM A UFRGS, IFRS (Campus Restinga), MOVIMENTO DOS TRABALHADORES DESEMPREGADOS – MTD E SMDS. Visando a qualificação das mulheres do PPT em suas atividades produtivas (panificação e costura), neste segundo semestre foi criada a turma de EJA do 1º Segmento (alfabetização e pós) que funciona no espaço do Ponto, localizado no bairro Mathias Velho, e que está atrelada à EMEF Prof. Thiago Würth. Junto com a alfabetização e a pós pela manhã, as mulheres recebem curso profissionalizante (oficinas técnicas sobre produção, comercialização e gestão) no turno inverso. A atividade desenvolvida por essas mulheres seria impensável sem a EJA.
3) TURMA DE EDUCAÇÃO QUILOMBOLA/DA DIVERSIDADE – PARCERIA COM A ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DO QUILOMBO CHÁCARA DAS ROSAS. Instalada na EMEF Duque de Caxias funciona a turma de EJA voltada para a educação quilombola. Atendendo diferentes educandos, o objetivo da turma é o foco nas Leis 10.639/03 e 11.645/08. Estruturada com base na Educação Cidadã, unidocência e conhecimento integral, de Totalidade 2, a turma visa resgatar um direito da comunidade quilombola dentro da política de integração e educação étnico-racial. 4) EJA EDUCAÇÃO CIDADÃ – PARCERIA COM O INSTITUTO INTEGRAR. Desde 2009, com exceção deste último ano de 2012, o Instituto Integrar foi parceiro na concretização das turmas de Educação Cidadã. Voltadas para um público de Totalidade 2 do 2º Segmento, com base na unidocência e no conhecimento integral de orientação freireana, essas turmas atenderam inicialmente educandos acima de 25 anos de idade, reduzindo-se posteriormente para 18 anos de idade. O objetivo era atender uma demanda com maior tempo de afastamento da escola, preparando-os não só para o mercado de trabalho como também para o exercício da cidadania. 5) POLÍTICA DE INCLUSÃO – PARCERIA COM O CEIA É crescente o número de alunos na EJA portadores de necessidades especiais. Em uma parceria com o Centro de Educação Inclusiva e Acessibilidade, a EJA está proporcionando visitas periódicas de profissionais da área às escolas no noturno para avaliar e acompanhar os casos de inclusão. O trabalho permite orientar melhor o educador no sentido de como desenvolver as atividades e avaliar melhor os alunos com necessidades especiais. Agora estamos realizando reuniões com o Instituto Pestalozzi, o Grupo Chimarrão da Amizade e a Associação Legato, para estruturação de uma parceria visando a formação de turmas de EJA e/ou acompanhamento escolar/pedagógico junto à Rede para portadores de necessidades especiais na modalidade de jovens e adultos 2013. DIVERSIDADE Desenvolvimento de atividades voltadas para a questão étnico-racial. Aplicação das Leis 10.639/03 e 11.645/08. Visita às comunidades, formação de professores, participação em encontros e seminários, parcerias entre SME e segmentos associados à diversidade no município como a integração com os Pontos de Cultura através do teatro. No campo da Diversidade foi criado o blog www.diversidadecanoas.sme.blogspot.com para divulgar as ações desenvolvidas nesta temática. PROGRAMAS FEDERAIS: PROJOVEM, PROEJA FIC E PBA Os três Programas citados fazem parte do conjunto de políticas públicas lançadas pelo governo federal para a modalidade de Educação de Jovens e Adultos. Em nosso município já tivemos duas edições do PROJOVEM, uma do PROEJA Fic (Escolas Arthur O. Jochins, Nelson Paim Terra e Rio Grande do Sul) em parceria com o IFRS de Bento Gonçalves e mais duas edições do PBA – Programa Brasil Alfabetizado. Com exceção do PBA, são Programas que visam a qualificação profissional além da conclusão do ensino fundamental. PRONATEC – PARCERIA ENTRE SME(UEJA/ DECD)/SMDS/SENAI/GOVERNO ESTADUAL E GOVERNO FEDERAL A EJA está inserida dentro da proposta do Pacto Gaúcho pela Educação. Tendo em vista o projeto de expansão da Celulose Riograndense e a consequente necessidade de qualificação profissional, foi elaborado um plano de visitas por parte de educandos da modalidade ao SENAI/Canoas, bem como, foi montado um cronograma de divulgação dos cursos oferecidos junto às escolas no noturno. Estar cursando a EJA passou a ser um dos critérios de prioridade de acesso aos nove cursos criados para formarem profissionais na área da construção civil, totalizando uma oferta de 340 vagas
ENSINO DE JOVENS E ADULTOS A voz do professor - dezembro/2012 - 13
em nosso município.
de.
FORMAÇÃO CONTINUADA 1) REUNIÕES PERIÓDICAS COM EDUCADORES Desde 2009 a Mantenedora vem investindo na formação continuada dos educadores da EJA. Acompanhado da proposta de mudança na orientação didático-pedagógica-metodológica da modalidade, o Instituto Integrar firmou parceria com a SME para desenvolver oficinas por área do conhecimento, encontros, debates e palestras, várias delas na AABB, trazendo profissionais qualificados para trocar experiências e apresentar novas propostas fornecendo um manancial de possibilidades para aplicabilidade das mesmas. Em 2012 não ocorreu a renovação do acordo. Nem por isso a UEJA deixou de promover a formação, realizando encontro por quadrantes com apresentação de experiências, reunião com debates de propostas com professores do 1º segmento, além de visitas periódicas às escolas para debater os mais diversos assuntos pertinentes à modalidade. 2) ENCONTROS E SEMINÁRIOS I Seminário Internacional de Educação Continuada e Diversidade – anexo ao VIII Seminário A Escola Faz a Diferença. Abordou pela primeira vez a questão Étnico-Racial (Leis 10.639/03 e 11.645/08). Realizado em outubro/2010. Encontrão da EJA – Ensaio para o I Encontro Municipal. Realizado na AABB, em duas noites, contou com a troca de experiências das EJAs da região metropolitana (Sapucaia e Esteio), além de palestras dos educadores Liana Borges e Marcos Mello. II Seminário Nacional de Educação Continuada e Diversidade – simultâneo ao IX Seminário A Escola Faz a Diferença. Na segunda noite do evento foram abordadas exclusivamente as questões relativas à Diversidade Étnico-Racial e Educação de Jovens e Adultos. “Políticas de EJA”, foi ministrada pela Coordenadora Geral da EJA/SECADI/MEC e Dra. em Educação Carmem Gatto. A Diversidade foi abordada pela Dra. Gládis Kaercher da UFRGS. Ela discorreu sobre o tema: “Educação e Diversidade: entre a Lei e a Ética”. Realizado em outubro/2011. I Encontro Municipal da EJA – Pela primeira vez, de forma independente, realizamos o I Encontro, preparatório para os Encontros Estaduais, Regional e Nacional da modalidade, com professores e educandos eleitos integrando as delegações. A temática do encontro foi “A Educação e/ou o Ensino de Jovens e Adultos: a busca pela emancipação humana”, abordado pela professora Luciani Paz Comerlatto, mestre em educação e doutoranda da UFRGS. Abril /2012. Seminário Educação, Diversidade e Relações Interculturais – Resultado do Curso de Extensão ministrado pela EST, os professores das redes municipal e estadual apresentaram seus trabalhos de conclusão acompanhados de uma exposição. Maio/2012. III Seminário Nacional de Educação Continuada e Diversidade / X Seminário A Escola Faz a Diferença – Participação da educação de jovens e adultos com relatos sobre: A inclusão e o mercado de trabalho na EJA: A Experiência de Gravataí, com o relato da profª e psicóloga Jaqueline Reis, e Itinerância na Educação de Jovens Adultos: a Experiência de Canoas, relator Prof. Alexandre Rafael da Rosa. Outubro/2012 I Seminário Municipal da Educação de Jovens e Adultos – Agora, teremos o primeiro seminário municipal voltado exclusivamente para a abordagem dos temas relativos à modalidade. 3) PARTICIPAÇÃO EM ENCONTROS E SEMINÁRIOS Além de ter promovido, a EJA de Canoas tem participado de Encontros Estaduais, Regionais (EREJAs) e Nacionais (EREJAs), integrando a Coordenação do Fórum Estadual da Educação de Jovens e Adultos do RS. Participou ainda da CONFINTEA, dos Seminários no segmento Profissionalizante do PROEJA Fic, em Bento Gonçalves, e do Instituto Integrar. Essas participações, além de promoverem investimento e capacitação na gestão, permitem o intercâmbio e o acesso ao que existe de mais avançado em termos de metodologias de educação do ponto de vista didático e pedagógico sendo desenvolvido pelo país no campo da modalida-
4) CURSO DE EXTENSÃO – PARCERIA SME(UEJA/ DECD) / 27ª CRE / FACULDADES EST Poucos sabem que a Unidade EJA também é responsável pela Diversidade na SME. Em atendimento às leis 10.639/03 e 11.645/08 e a crescente demanda na área da diversidade, foi estruturado o primeiro curso de extensão envolvendo Estado e município, o qual foi ministrado pelas Faculdades EST. Foram dezenas de trabalhos apresentados pelos professores que se formaram e se capacitaram a colocarem em prática ações na área da diversidade étnico-racial. 5) PROMOVENDO A COOPERAÇÃO ENTRE OS EDUCADORES Inicialmente postados no blog da UEJA, os educadores passaram a ter a oportunidade de contribuírem de forma mútua divulgando seus planos de aula e de trabalho através da criação da ferramenta da wiki (www.uejacanoas.wikispaces.com). Com isso, criou-se um banco de propostas de atividades associadas aos diferentes segmentos e totalidades para serem compartilhadas e aplicadas junto aos educandos. 6) FORMAÇÃO E INFORMAÇÃO – O BLOG DA EJA Ainda em 2009 foi criado o Blog (www.reestruturaeja-canoas.blogspot.com) da Unidade de Educação de Jovens e Adultos. Por seu intermédio criou-se a ideia de unidade e de identidade. Foram exatas 100 postagens até sua interrupção no aguardo da criação do hotsite por parte da SECOM, chegando seu link a figurar no site do Fórum da EJA, de acesso nacional. O blog publicou sugestões de atividades, relatou experiências pedagógicas e atividades desenvolvidas nas escolas de forma constante para outros segmentos ligados à EJA no Estado e no país. Nosso trabalho foi mostrado e respeitado, sendo considerado como destaque por vários especialistas na modalidade. 7) EDUCAÇÃO CIDADÃ / JUVENTUDE CIDADÃ / PRIMEIRO SEGMENTO Acompanhamento do grupo de professores da Educação Cidadã e Juventude Cidadã. Auxílio na formação e no planejamento com sugestões de atividades para todas as áreas do conhecimento. Formações específicas para o 1º Segmento (CEIA e SME). 8) PLANEJAMENTO Na medida em que a nova proposta da EJA traz desde 2009 mudanças nas concepções metodológicas no campo didático e político-pedagógico, as reuniões de planejamento passaram a ter papel relevante na formação dos educadores. Conforme Resoluções CNE/ CEB e CME, vinte por cento da carga horária da jornada escolar da EJA, ou seja, cerca de 160h, pode ser não presencial com atividades à distância. Parte deste tempo, conforme calendário fica destinado aos encontros, seminários e eventos promovidos pela SME/UEJA e a critério desta. Porém, a maior parte, destina-se ao planejamento coletivo, distribuído em noites de 4h e 2h, alternadamente, podendo ser utilizado de maneira flexível e conforme os interesses da escola. Essa autonomia, por sugestão dos próprios educadores, é no sentido de respeitar a realidade de cada escola e as características do contexto em que está inserida para um melhor planejamento associado à construção dos eixos, subeixos e temas. O planejamento coletivo não interfere no planejamento individual (“folga”). Como envolve interdisciplinaridade, pesquisa, debate, plano de trabalho, plano de aula e execução compartilhada, exigindo uma visão pedagógica diferenciada, pode ser considerado auto formação. 9) CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS E PRIVADOS DE LIBERDADE – UFRGS Articulação dos municípios junto à UFRGS e MEC. Financiado pela SECADI/FNDE/MEC. Reuniões com a Coordenadoria do Curso e agilização dos tramites em Brasília para a criação das turmas, pleiteando um maior número de vagas para Canoas. Formação de sete professores de Canoas numa primeira edição, mais um na segunda turma e agora, mais três professores listam do Curso de Aperfeiçoamento em EJA, ministrado pelo NIEPE EJA/UFRGS. 10) I SCHOOL / PERSEUS Inclusão da EJA no Programa de Gestão Escolar.
Inserção de dados e emissão de relatórios. Formação para as equipes pedagógicas. Formação para secretários de escolas. DIÁLOGO CONSTANTE – REUNIÕES DE COORDENADORES Foram inúmeras as reuniões com os coordenadores e supervisores da EJA ao longo destes quatro anos com uma escuta sensível das necessidades e inquietações do grupo docente para, posteriormente, auxiliar no processo de construção de uma política pedagógica para a EJA. Nos encontros realizados são debatidos elementos sobre a organização da modalidade no que se refere a currículo por eixos temáticos, conceitos, trabalho por áreas do conhecimento, processo avaliativo na nova organização curricular, linguagens pedagógicas, entre outros assuntos que são demandados pelo grupo de coordenadoras, inclusive de caráter administrativo. Os encontros também têm proporcionado a troca de experiências entre as escolas e o fortalecimento das ações da EJA. O papel dos coordenadores é fundamental na interlocução entre UEJA/SME e escolas. SEGURANÇA NAS ESCOLAS – PARCERIA UEJA(SME) E SECRETARIA DE SEGURANÇA E CIDADANIA Desde setembro de 2011 se intensificaram as ações em busca de maior segurança junto às escolas que disponibilizam a modalidade EJA no noturno. A GM participou de reuniões com os coordenadores da EJA, onde foi estruturado um calendário de visitas às escolas para a realização de palestras, orientações sobre o ROVE e o aumento da “sensação de segurança” junto aos educandos e professores, denominado “Plano de Ações – EJA. Mesmo dentro de um plano de racionamento na área, foram preservadas as vigilâncias nas escolas à noite, e agora o objetivo é disponibilizar a atenção de quatro viaturas, uma por quadrante, para o atendimento das demandas da EJA em questões de segurança. A parceria tem possibilitado um rápido atendimento da GM toda vez que for solicitada pelas equipes pedagógicas das escolas. VA
REGIMENTO E PPP – CONSTRUÇÃO COLETI-
No dia 14 de outubro de 2011, coordenadoras das escolas que disponibilizam a modalidade Educação de Jovens e Adultos, reuniram-se para elaborar a Proposta Pedagógica e o Regimento da EJA a vigorar a partir do ano de 2012. Depois de um esboço debateram a proposta visando padronizar uma metodologia pedagógica e administrativa. O Conselho Municipal de Educação aprovou o novo Regimento que hoje serve de orientação para as políticas desenvolvidas nas escolas referentes à Educação de Jovens e Adultos. PROJETO JUVENTUDE CIDADÃ EJA Diurno para adolescentes (15 a 17 anos). Correção da distorção idade-série. Bianual. Restringir migração de adolescentes para o noturno. Amparo no Regimento da EJA PARTICIPAÇÃO NA COORDENAÇÃO ESTADUAL DO FÓRUM DE EJA A UEJA/SME faz parte da Coordenação Estadual do Fórum de EJA. Representa o segmento dos gestores municipais. O Fórum acompanha tudo que está se desenrolando no campo da educação de jovens e adultos. Elabora políticas públicas para a área. Promove encontros e seminários para o debate em torno dos mais variados temas sobre a EJA, além de desenvolver uma interlocução junto ao governo federal (SECADI/ MEC). “Parabéns! O trabalho participativo, de equipe e de qualidade política e pedagógica, realizado pelas escolas foi um exemplo de que é possível mudar!” Profa. Jussara Loch – PUC / RS Núcleo de Educação de Jovens e Adultos / Coordenadora Estadual do Fórum EJA
atividades nas escolas 14 - dezembro/2012 - A voz do professor
ARTIGO
silmara coelho Supervisora
69 anos da EMEF Sete de Setembro A Escola Sete de Setembro foi inaugurada em 09/11/1943, com o nome de Escola Unitária 10 de Novembro; somente em janeiro de 1979 recebeu o nome de 7 de Setembro, que permanece até os dias de hoje. Localizada no limite dos bairros Guajuviras e Estância Velha e na esquina de duas importantes avenidas da cidade (Boqueirão e Nazário), a escola se dedica a formação constante de crianças, lutando por uma educação de qualidade. A escola, que ainda é de madeira, conquistou no OP de 2011 sua reconstrução que está prevista para o ano de 2013. FOME DE LER A EMEF Sete de Setembro recebeu o escritor Dilan Camargo, autor escolhido para o Projeto Fome de Ler. Na visita, houve apresentação dos alunos sobre os livros e músicas do autor. Exposição dos trabalhos, conversa e contação de histórias com o autor que atendeu todas as perguntas dos alunos.
ARTIGO
emef rONDÔNIA
50 anos da EMEF Rondônia Em de março de 1962 iniciaram-se as atividades na Escola Rondônia. São 50 anos de história colaborando com a educação de nossa cidade. Para comemorar esta data tão importante o grupo de professores juntamente com a direção organizou um Jantar Dançante que ocorreu no dia 9 de novembro na AABB. O evento contou com a participação da Secretária de Educação, do Presidente do Sinprocan, Assessora Pedagógica, professores, funcionários, suas famílias, ex-professores, ex-alunos e toda comunidade escolar. A festa iniciou com a lindíssima apresentação de dança dos alunos do “Mais Educação”. Foram realizadas homenagens às ex-diretoras e alguns ex- alunos. Houve também a entrega das faixas e premiação aos alunos vencedores do concurso “Garoto e Garota Rondônia/2012”. O “parabéns a você” foi entoado ao som do saxofonista Inácio. Em seguida a festa foi animada pela banda Back on the Road e por DJ. A Direção da Escola agradece a todos que prestigiaram o evento e faz um agradecimento especial ao seu grupo de professores e funcionários pelo empenho, dedicação e participação.
sindicato A voz do professor - dezembro/2012 - 15
ARTIGO WELLINGTON SOARES novaescola.com.br
É hora de valorizar os veteranos Dados da Prova Brasil 2011 mostram que 46% dos docentes da rede pública brasileira estão em sala de aula há mais de 15 anos. Deveria ser uma boa notícia. Afinal, o aprendizado acumulado nos anos de prática os municia com um repertório didático para enfrentar a complexidade do processo de ensino e os credencia a atuarem como um modelo para os mais jovens. Mestres experientes sabem quais são as questões que os alunos levantam e os problemas que costumam enfrentar. Mas a realidade das escolas apresenta um panorama um tanto diferente. Parte do grupo com muitos anos de carreira demonstra desgaste e baixa motivação. O que explica esse quadro? O mais importante: como revertê-lo? A primeira constatação é a de que falta reconhecimento aos veteranos. Quando as formações em serviço privilegiam os novatos - e pior: quando desconsideram o conhecimento do corpo docente da própria escola -, é comum que os professores experientes sintam-se desprestigiados. Acreditando estar desatualizados - o que pode ser o caso, mas não a regra geral -, acabam se retraindo. Felizmente, esse problema tem solução. Existem várias maneiras de aproximar novatos e veteranos e estimular o intercâmbio de informações. Uma das soluções apontadas por Ana Benedita Guedes Brentano, coordenadora de projetos do Instituto Avisa Lá, é criar uma espécie de tutoria: “Por meio de encontros entre o gestor, um professor mais experiente e outro recém-chegado, é possível construir atividades e propostas juntos”. Um cuidado básico, porém, é evitar a sobrecarga. Por isso, veteranos que colaborarem com a formação dos colegas precisam ter seu tempo em sala diminuído (sem, é claro, que seja preciso abandoná-la). Também é válido promover a criação de um banco de projetos e planos de aula já testados pelos professores mais experientes ou organizar formações pelas quais eles repassem seu conhecimento para os novatos que atuam na mesma área. “É importante que esse espaço seja de cooperação: o recém-chegado pode contribuir com questões e textos discutidos no ambiente universitário que são novidade para quem já não frequenta o ambiente acadêmico, atualizando os veteranos”, explica Ana Amélia Inoue, Diretora do Centro de Estudar Acaia Sagarana do Instituto Acaia, em São Paulo, SP. Outro caminho para promover a atualização é o próprio programa de formação em serviço, desde que ele contemple atividades para as necessidades específicas dos docentes mais antigos. Mais complicada é a desmotivação gerada pela ausência de um plano de carreira consistente. Em grande parte das redes, o avanço é regulado apenas pelo tempo de serviço, o que acarreta acomodação. É fundamental que gestores públicos busquem mecanismos que incentivem incrementos na formação. Já existem alguns bons exemplos. No Paraná, a Secretaria de Estado da Educação tem, desde 2008, uma estratégia de formação que atrela a progressão na carreira à titulação. São três níveis: o primeiro para os docentes com licenciatura, o segundo para os que possuem especialização e o terceiro para quem participa do Programa de Desenvolvimento Educacional (PDE). Esses últimos têm direito a um ano de afastamento para estudar na universidade e, ao retornar, a carga horária é reduzida para que se dediquem à produção de um artigo científico ou projeto didático. Casos de sucesso têm surgido tanto no âmbito das escolas quanto no das secretarias de Educação. É necessário que deixem de ser iniciativas pontuais e se disseminem cada vez mais. O Brasil não pode abrir mão do saber de seus professores mais experientes.
JANEIRO 2013
FEVEREIRO 2013
01 - Ana Maria Weiber Lauermann, Maristela Chiela Gonçalves; 02 - Ángeli Machado da Silva, Evanir Rodrigues Figueiredo, Márcia Ignês Endres Schmidt; 03 – Andréia Capitani dos Santos, Francisca Querol Flores, Jaqueline Oliveira da Silva, Márcia Aurélia Machado Pinho, Neusa de Fátima F. Martins, Rogério Borba da Silva, Rosaura Maria Mecabô; 04 - Eliane Terezinha Piereson Camargo, Jaci Maria Schenato Dal Pizzol, Lílian Silva Przygodzinski, Patricia Santos do Prado, Tânia Oliveira de Britto; 05 - Andressa Ubatuba Ribeiro, Maria Helena Franco, Maria Margarete da Silva, Teresinha M. Knewitz da Silva, Vanderlei de Araújo; 06 - Dina Mara Jardim Paim, Joseane Klein Perfeito, Maria Lúcia Santiago, Marta Regina Naud Rech, Noeli Zangalli, Ruth Regina F. Grandini da Silva; 07 - Emilia Elisabeth Paulan da Costa; 08 - Minéia Ilha Delgau; 09 - Alessandro Rafael Guilardi, Rochele Vargas Soares, Stela Steyer; 10 - Doroti Ferreira da Silva, Karla Cecília Regert, Maria Angelica Lima Forster, Vanderlei Arnaldo Pinzetta, Vera Lucia Moscheta; 11 - Carin Cristina Alves Frias, Emília Maria do Nascimento, Miriam Goldani de Medeiros, Valéria Lima Breyer Gonçalves; 12 - Adriana Viegas Lovato, Joice da Silva Gutierres, Leida Maria Dias Winck ; 13 - Anete Mara Michelon, Cássia Isabel Godoy Batista, Daiane Bayer Rodrigues, Jari Rosa de Oliveira, Liane Verônica Leote, Patrícia Marin Lisboa, Roselaine Cândido Pereira; 14 - Rosa Maria Caceres Monteiro, Silvana de Araújo; 15 - Adriano Weirich da Rosa, Hungria Mara dos Reis, Luza Elizabeth Toyo Machado; 16 - Lorena Görgen, Marisa Fontoura de Oliveira; 17 - Carmen Regina Cezar Costa, Iolanda Wawrick, Janice Margarida da Silva Ribeiro; 18 - Annina Feroleto, Anita Azambuja Rocha, Diva Wecker Caruso; 19 - Adenilde Mendes Freitas, Isar Ligia Trindade Gomes, Vera Regina Lorensi Viana; 20 - Fernando da Costa Fortes, Simone Carvalho; 21 - Maria Luisa Schulz, Silvia Regina Farofa da Silva; 22 - Elisabete Rosa Rodrigues, Maria Inês da Silva Raupp; 23 - Angela Silveira da Silva, Geraldo Francisco Recktenvald, Maria Luiza Schneiders Silveira, Mirica Maria Bezerra, Ricarda Freitas Kuhn; 25 - Aida Terezinha Dutra Medeiros, Alice Beatriz Ritter, Alaide Cristina Martins Marques, Andréia Simioni De Ávila, Ângela Nascimento Nunes, Daniela Bolzan, Linda Rejane da Cunha; 26 - Marissandra Hoisler Valença; 27 - Dalva Jussara Laidens Machado, Emileine Burtet Karwinski, Rejane M. Scherolt Pizzato; 28 - Magali Ivete Silva, Nuria Gil Vera Bertschinger, Ulli Darcí Arend; 29 - Denise da Rosa Wedman, Marisa Philippsen Lima; 30 - Renato Avellar de Albuquerque, Virgínia Flores.
01 - Ana Maria Silveira, Flávia Melchiades Baltezan, Guimarães Mandú, Mirângela Manfroi, Vanice Lopes da Costa; 02 - Elisabeth Regina da Silva, Marta Luíza Baruja Tróis, Mário José Borba Bahlis, Michele Borges Eitelvam, Michele Maria Machado Martins, Rosa Maria Gerhardt, Sahoala Moura dos Santos, Traudimar Duarte Garcia; 03 - Denise Moraes Stumpf, Maria Helena Carriço Canto, Maria Nienov Selbach, Marilei Panassal da Silva; 04 - Dini Keli Barro Leal, Elisabeth Regina Terra Tonatto; 05 - Cármen Letice Guimarães Simon, Cláudia Fernandes da Costa, Márcia Angelita da Silveira; 06 - Ana Eliza Goessel da Silva, Gislise de Moraes, Sandra Lilian Silveira Grohe; 07 - Carmem Teresinha Oliveira Garay, Cristina P. Krauthein, Iclêdi da Rosa Wollenhauptt, Liria Fabris Lanner, Maria Ernestina B. Carvalho, Marta Cátia Siegle Bosack, Rosimari Vargas de Araújo, Rosmarina Pereira Duarte, Ursula Carina Segala; 08 - Angela Maria Dias Nunes, Ione Teresinha Barbosa, Rosana Berwanger Ferreira; 09 - Beatriz Cristina Alves da Silva, Eva Antonia de Moura da Rosa, Silvia Adriane Ribeiro Angst; 10 - Maria Fernanda Omielchuk Barbosa, Renata Silva dos Santos, Zelmira Leonel Favero; 11 - Evelise Vieira dos Santos, Rosalia Steffen Trois Salines ; 12 - Maria Angélica M. de Azevedo, Marisa Mendonça Musskopf; 13 - Leila Rosenstengel do Prado, Lenita Hickmann, Rosinete da Rocha; 14 - Clarilene Beatris Weschenfelder Bourscheidt, Eloisa Menotti de Souza, João Francisco da Costa, Neuza Martins Rufatto; 15 - Carla Rosane Lanner, Carmen Regina Cardoso; 16 - Liziane Araújo da Silva, Mariangela Siqueira Lopes, Nilvaidara Rocha Ribeiro; 17 - Anelise Machado Badin, Maribel Corrêa Braz Vargas, Roberta Candido Vargas, Valdemira de Oliveira; 18 - Ione Bruhn Gutierres, Lucimar Busi, Maria Salete Vasaconcelos Almeida, Sandra Mara Motta R. dos Santos, Tânia Márcia Tomaszewski; 19 - Cristine Strobelt, Fabiana de Oliveira Machado, Rafaela Ribeiro Campos de Araújo, Rosemeri Viana Dias; 21 - Israel Tavares Boff; 22 - Ana Izaura Butori, Dulce Ana Pessi, Elisabete Martins Alves, Fabiane da Silva Machado, Lilian Piedade Viana, Neiva Santos de Oliveira, Rosane Beatriz Teixeira Dias, Rosele Jardim Martins, Zeni Santos Doyle; 23 - Cátia Soares Bonneau, Ivone Teresinha Martins dos Santos; 24 - Andressa Bierhals Schaefer, Luciana Müller Moreno, Mariana Grandini de Oliveira, Nêmora Rocha dos Santos; 25 - Carine Santos Furlan, Lisiane Mallmann, Míriam Finkler Dias, Nilza Mallet Guimarães; 26 - Glória Oliveira Pires, Silvia Sinara dos Santos Bois; 27 - Rosangela Job dos Santos; 28 - Bernadete de Lurdes Durzynski, Eliane Saibel da Silva, Márcia Regina Duarte Carneiro, Nilza Adir Molz.
EMEF Paulo vi
Atividades do Mês da Criança
A professora Mara Terezinha Borba organizou e ensaiou uma apresentação de canto e dança na EMEF Paulo VI no dia 18/10/2012, em comemoração ao Mês da Criança. A atividade foi representada pelas merendeiras Rosângela Lemos, Rosangela Peres e Elisandra e as professoras Angela, Mara, Márcia, Maristela, Maurilia e Samanta, que foi denominada as Merendetes e Frenéticas, baseado no clipe de novela veiculado pela Rede Globo.
ANO 3, NÚMERO 28 - CANOAS, dezembro DE 2012
sindicato
Sinprocan lança campanha de valorização dos professores Camisetas buscam alertar sociedade sobre perigo da desvalorização da profissão de docente
conselho político
Reunião
O Conselho Político Sindical, composto por representantes das escolas, realizará sua próxima reunião no dia 20/12. às 17h30min é o horário das Fundamentais e 19h30min o das Infantis.
interatividade
Agradecimento A diretoria do Sinprocan agradece a todos os que têm colaborado para que façamos este informativo cada vez mais cheio de notícias das escolas e artigos que expressam a opinião daqueles que são a razão de ser deste Sindicato: os professores.
Pais reclamam da falta de vagas em escolas e o tempo que seus filhos ficam no pátio sem aula, ou ainda dos fatos de que professores de uma disciplica ensinam outras totalmente diferente. O ensino está sendo desmontado há décadas e os resultados destas políticas estão aparecendo. Para alertar a sociedade para o perigo real da extinção dos professores pela falta de motivação em continuar na carreira e, principalmente, dos jovens em iniciá-la, o Sinprocan reeditou campanha promovida na década de 90 lançando camisetas que estão à venda na sede do Sindicato.
Nova campanha (acima) alerta sociedade que se não valorizar, vai acabar; ao lado, a camiseta feita na década de 1990
Feliz Natal e Ano Novo! A melhor mensagem de Natal e de Ano Novo é aquela que sai em silêncio de nossos corações e aquece com ternura os corações daqueles que nos acompanham em nossa caminhada pela vida. Aos colegas, nosso desejo de que tenham boas festas ao lado de seus familiares e que nossos corações andem lado a lado em 2013! SINPROCAN
SINDICATO DOS PROFESSORES
MUNICIPAIS DE CANOAS
Diretoria do Sinprocan