Plano sucinto de investimento final

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PLANO SUCINTO DE INVESTIMENTO (PROVISÓRIO)

1.

IDENTIFICAÇÃO E JUSTIFICAÇÃO DO PROJETO

O projeto consiste na criação de um sistema de inviolabilidade de embalagens para garrafas. Este sistema deverá impedir a introdução de conteúdo na embalagem evitando a falsificação e, como tal, a preservação do produto original. O sistema irá corrigir algumas lacunas existentes inerentes à proteção do conteúdo original da embalagem. Assim, para além de dar mais garantias, quer ao consumidor, quer ao produtor, o produto/sistema a desenvolver irá também potencializar o atrativo das embalagens, uma vez que haverá um cuidado na abordagem à questão estética do mesmo.

2.

BREVE ANÁLISE DO MERCADO “O QUE EXISTE ATUALMENTE”

Empresas de indústria alimentar cujos seus produtos estejam engarrafados. Tudo que é encapsulado no fabrico é possível remover, o que se pode concluir que não é 100% eficaz. Neste contexto, pode ocorrer, não apenas um novo enchimento da embalagem com outro produto que não o original, bem como a introdução de outro tipo de fluídos que se iriam misturar alterando as características e qualidade do produto original. Neste Sentido, o presente projeto visa uma solução mais eficaz, capaz de corrigir as lacunas existentes sem a utilização de químicos ou quaisquer outras substâncias que possam alterar a composição do produto. Este sistema pode ser vendido a qualquer marca para aplicação nas suas embalagens (garrafas) sendo uma mais valia, pois obtêm mais garantias que o seu produto é fiel e verdadeiro.

2.1

CONCORRENTES (IDENTIFICAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO) • Labrenta;


• C.I.C. -­‐ Comércio Internacional de Cápsulas, Lda.; • Silnox; Todas estas empresas atuam no setor alimentar, sendo que no caso da Labrenta produz e comercializa rolhas e cápsulas, tendo como seu core business o mercado dos azeites e vinhos. De forma semelhante encontra-­‐se a empresa C.I.C, que faz comercialização de diferentes géneros de cápsulas. Por fim, a Silnox, que não atua diretamente num mercado em específico, apenas produz vertedores de características diversas para várias aplicabilidades.

2.2

DIMENSÃO E POTENCIAL DE CRESCIMENTO

Este negócio será potenciado através da: • Visibilidade de aplicação para produtos gourmet e de primeira linha; • Visibilidade de aplicação para produtos regionais como azeite, vinhos, licores, entre outros, mesmo não sendo produtos de linha premium. Estas possibilidades vêm, de certo modo, enfatizar a embalagem do produto e potencializar o produto regional aumentando o seu atrativo através da embalagem como sendo parte constituinte do produto. Ambiciona-­‐se, numa fase inicial, um mercado nacional e regional. Contudo, após o desenvolvimento da empresa e do produto e a quando o alcance de uma determinada quota do mercado espera-­‐se um mercado internacional, a fim de uma maior diversificação das aplicações do produto.

3.

ANÁLISE DE VIABILIDADE COMERCIAL

3.1. OPORTUNIDADES/ AMEAÇAS OPORTUNIDADES:


No entanto, temos a oportunidade de nos implementarmos no mercado, embora com um produto um pouco mais inflacionado, mas que oferece garantias ao consumidor e à marca que o vai adquirir. Neste contexto, ao adquirirmos credibilidade perante o consumidor, a longo prazo iremos ganhar uma maior cota de mercado, o que nos irá permitir ter uma produção mais elevada produção e, por consequência praticar preços mais baixos. Entrando por um mercado Gourmet onde a qualidade é um requisito, há uma potencial adesão nesse tipo de produtos, o que também torna mais praticável os nossos preços. AMEAÇAS: A questão do preço pode tornar-­‐se uma ameaça, devido à produção da concorrência ser mais elevada, o que os permite praticar preços mais baixos. VANTAGENS: • Evita que a garrafa seja violada, o que de certo modo conserva o produto como sendo "o original", não colocando em causa a qualidade e credibilidade da marca do produto onde se aplicou o sistema de inviolabilidade. • Impede a colocação de novo conteúdo, o que faz com que evite a mistura de outros fluídos com o produto, que iria alterar o mesmo e a sua falsificação. • Torna-­‐nos uma mais valia, considerando que o nosso produto é mais eficaz relativamente às razões apresentadas. DESVANTAGENS: • São empresas mais cotadas dentro deste mercado, os que as torna mais fortes e com mais nome. • O nosso produto poderá obter um custo ligeiramente superior. 3.2. CENÁRIOS FUTUROS/TENDÊNCIAS


Prevê-­‐se como cenário futuro que, tendencialmente numa sociedade de consumo, os consumidores comecem a optar pela segurança e qualidade, obtendo uma maior preferência por embalagens que contenham o nosso mecanismo.

4.

FUNCIONALIDADE E DESENVOLVIMENTO DO PRODUTO (PROCESSOS

E CAPACIDADE/ TECNOLOGIA Estão em estudo vários métodos/tecnologias para empregar no produto. O produto deverá funcionar, principalmente através de processos mecânicos, colocação de válvulas ou bloqueios, através de peças aplicadas internamente na peça. Contudo há ainda uma outra tecnologia que poderá ser aplicada que trabalha em função do Ph do azeite, assim irá informar o consumidor se aquele azeite é genuíno ou não pela sua cor na reação.

5.

PLANO DE MARKETING

5.1. POSICIONAMENTO Inicialmente a empresa tende a posicionar-­‐se num mercado gourmet. Primeiramente porque o mercado gourmet permite praticar preços mais elevados e há uma hipótese do nosso produto ser ligeiramente mais caro, devido à tecnologia a aplicar, segundo porque, conseguindo alcançar e ganhar alguma cota deste mercado, torna-­‐se possível expandir para outros mercados mais segmentados, influenciando o consumidor pela credibilidade anteriormente obtida.

5.2 MARKETING-­‐MIX 5.2.1. PRODUTO Dentro de uma política de produto, o nosso produto irá diferenciar-­‐se principalmente pela sua capacidade de inovação no sector e pelo seu design vanguardista. Por outro lado, o produto oferece ao cliente determinadas garantias em troca da sua compra. Num outro contexto, o produto One Way aumenta o atrativo da embalagem onde vai ser aplicado, o que vai torná-­‐la mais apetecível, considerando que a embalagem foi


uma das políticas aplicadas posteriormente ao marketing-­‐mix devido à sua relação direta com o produto e com o consumidor em simultâneo, não apenas por ser um canal de comunicação do produto, mas também como sendo uma parte constituinte do mesmo. Com efeito, entende-­‐se a importância que o design One Way aumente significativamente o atrativo da embalagem onde se aplica, seja a nível de estética, seja a nível de funcionalidade/usabilidade.

5.2.2. PREÇO Esta política necessitou de uma maior ponderação a quando a definição do nosso mercado. Considerando que a nossa peça poderia deter um custo mais elevado, deixaríamos de ter capacidade de competir num mercado onde se comercializam produtos de marca branca e de segunda linha, ou seja, um mercado onde a qualidade e segurança fossem critérios primordiais como o mercado gourmet, que iria trazer mais vantagens para a One Way em vários sentidos: • Mais credibilidade; • Maior estatuto para a marca; • Melhores possibilidades de praticar preços mais elevados; Assim, avaliando as nossas pequenas desvantagens, principalmente a nível de preços, é que o nosso estudo do mercado pretende revelar não só a opinião do consumidor em relação a este conceito/ideia, mas também conhecer as suas preferências, exigências, e acima de tudo se o consumidor está disponível a pagar mais pela sua segurança e garantia do produto. Se sim, quanto estaria disposto a pagar. Novamente analisando uma psicologia do consumidor e na pirâmide das necessidades, a qual tem vindo a revelar uma inversão, o consumidor tende cada vez mais a procurar status dentro de uma sociedade, pois lhe atribui maior importância.


5.2.3. CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO Os produtos One Way serão vendidos diretamente às empresas proprietárias dos produtos e a sua aplicação é efetuada no processo de engarrafamento. Contudo, o consumidor terá contacto com os produtos/sistemas One Way ao adquirir um produto que utilize os sistemas em questão, pelo que as superfícies comerciais, e o sector da restauração serão os canais de distribuição que farão chegar o produto/sistema One Way ao consumidor.

5.2.4. COMUNICAÇÃO A política de comunicação deve se estruturada de acordo com o mercado onde será aplicada e com o seu target. Embora os produtos One Way sejam apenas vendidos às marcas proprietárias dos produtos alimentares e colocados no processo de engarrafamento, achamos que uma parte da nossa comunicação deva passar pelas marcas utilizadoras em conjunto com a One Way, possibilitando a interação e conhecimento por parte do consumidor. Neste sentido, estruturamos e ponderamos a nossa comunicação num marketing B to C e B to B. Marketing B to C (Business to Consumer); • Os nossos canais de comunicação irão ser vários. De uma forma mais genérica iremos recorrer à publicidade e a alguns suportes conhecidos, como por exemplo, cartazes, mupis e outdoors, ainda que seja ponderada a colocação estratégica de cartazes em superfícies comerciais devido à existência de rotas de consumo por parte dos consumidores. • Colocação de balcões nas superfícies comerciais, de modo a dar a conhecer o mecanismo e o produto em si e proporcionar uma interação com o consumidor, uma vez que se trata de uma indústria self-­‐service. • Utilização do suporte de vídeo, com spots publicitários, de modo a conseguir alcançar uma maior quantidade de consumidores.


Marketing B to B (Business to Business): • Neste contexto, o tipo de comunicação a utilizar será um pouco diferente, será mais utilizado o marketing direto, usando e-­‐mail como canal de comunicação. • Utilização de Newsletters. A adicionar às referidas formas de comunicação, será explorada a potencialidade das redes sociais, canais de vídeo, como o caso do Youtube e Vímeo, e ainda iremos recorrer ao nosso website, para publicação dos nossos artigos.

6.

ANÁLISE TÉCNICA

O nosso país possui uma vasta indústria de produçao de azeite. Uma das grandes marcas portuguesas de azeite atingiu, em 2013, um volume de vendas de 150 milhões de euros. Esta possui um vasto leque de produtos gourmet e os consumidores destes procuram-­‐nos pela sua qualidade e não se importam de pagar um pouco mais por essa garantia. Para o nosso primeiro ano de operações (2015), prevemos uma venda de três milhões de unidades da nossa primeira tampa inviolável “BanOne”. Esta terá um custo de 0.06€ preço unitário. Estes valores advêm da extrapolação dos valores da produção dos azeites de uma só empresa onde foi projectado que a nossa aplicação seria usada por 10% da sua produção. Este assunto foi discutido com indivíduos da indústria do azeite.

7.

VIABILIDADE ECONÓMICO-­‐FINANCEIRA (VER FICHEIRO EXCEL)

Este último ponto está disponível como anexo em ficheiro .pdf


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