6 minute read

AUTOEUROPA Empresa promete voltar às negociações esta semana VITÓRIA Treinador diz que a subida está em aberto para todas as equipas

Marcelo Rebelo de Sousa vai estar hoje no Alfeite e assiste a operações da Marinha

O Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas, Marcelo Rebelo de Sousa, visita hoje, 8 de Março, a Base Naval de Lisboa, no Alfeite, concelho de Almada, pelas 11h00, a convite do Chefe do EstadoMaior da Armada e Autoridade Marítima Nacional, almirante Henrique Gouveia e Melo. Durante a visita à Marinha, o Presidente da República terá oportunidade de assistir a uma demonstração operacional a bordo do navio-patrulha oceânico NRP Sines e uma demonstração dinâmica do dispositivo operacional, que inclui a simulação de uma acção de resgate de um cidadão a bordo de um navio, uma extracção de "não combatentes" e uma acção de salvamento no mar, que envolverá meios da Autoridade Marítima Nacional.

Advertisement

DR

PALMELA

Fiequimetal defende maiores aumentos salariais na Autoeuropa

A Federação Intersindical diz que os trabalhadores da fábrica de Palmela têm vindo a perder poder de compra

A Fiequimetal - Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Elétricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas defendeu ontem maiores aumentos salariais na Autoeuropa, face à rejeição do pré-acordo laboral por 60% dos trabalhadores da fábrica de Palmela.

“Os aumentos de salário apresentados são insuficientes, tendo em conta o aumento do salário mínimo nacional”, refere a Fiequimental, em consonância com a Comissão Sindical do SITE Sul, Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul, após a rejeição do pré-acordo laboral por mais de 60% dos trabalhadores da fábrica da Volkswagen em Palmela, distrito de Setúbal.

“Os trabalhadores da Volkswagen em Palmela têm vindo a perder poder de compra, numa altura económica e social complexa”, justifica a Fiequimetal, lembrando que, em 2021, os trabalhadores da Autoeuropa “não tiveram qualquer actualização salarial” e que o salário mínimo nacional deverá aumentar em “40 euros este ano e previsivelmente 45 euros no próximo ano”.

A Fiequimetal defende ainda que “não devem ser os trabalhadores a suportar mais uma vez as necessidades da administração”, considerando que “era isso que resultava da intenção patronal para as paragens de produção, ao propor a troca do pagamento do prémio de objectivos por dias de não laboração”.

O referido pré-acordo laboral foi o segundo a ser rejeitado pelos trabalhadores da Autoeuropa, dado que, em 21 de Maio do ano passado, já tinham chumbado outro pré-acordo negociado pela Comissão de Trabalhadores (CT) e a administração da empresa do grupo alemão Volkswagen.

Segundo revelou a CT à agência Lusa, a administração da fábrica “prometeu voltar ao diálogo esta semana”, mas não se sabe ainda em que termos. Desde a instalação da fábrica da Volkswagen em Palmela, há mais de 30 anos, administração e trabalhadores sempre ultrapassaram os diferendos sobre as questões laborais na Autoeuropa. O pré-acordo laboral rejeitado pelos trabalhadores na votação realizada a 24 e 25 de Fevereiro garantia aumentos salariais de 2% em 2022 e 2023, com aumentos mínimos de 25 euros em 2022 e de 30 euros em 2023, a par da criação de mais um escalão – letra G –, que permitia aos trabalhadores que já estão no topo de carreira (letra F) beneficiarem de um aumento adicional de cerca de 2%. Previa ainda a manutenção do quarto turno e a possibilidade de um máximo de 44 ‘down-days’ (dias de não produção, mas que seriam pagos na íntegra), face à previsível falta de semicondutores, que, no ano passado, obrigou a várias paragens de produção.

A administração da fábrica comprometia-se ainda a garantir a vinda de um novo veículo da Volkswagen para ser produzido na fábrica de Palmela, que actualmente produz apenas a nova versão do T-Roc e a Volkswagen Sharan, estando previsto que este último modelo seja descontinuado dentro de poucos meses.

GR / Lusa

LITORAL ALENTEJANO

Litoral EmCena leva 68 sessões de teatro a Sines e Santiago do Cacém

Doze espectáculos de teatro, distribuídos por 68 sessões, compõem o programa deste ano do projecto Litoral EmCena que, a partir desta quarta-feira, vai decorrer nos concelhos de Sines e Santiago do Cacém.

Promovido pela associação AJAGATO, em parceria com as câmaras de Santiago do Cacém e de Sines, o Litoral EmCena, que se realiza pelo segundo ano consecutivo, vai contar com a participação de 11 companhias de teatro, nacionais e estrangeiras.

A edição deste ano do festival, que se estende até ao próximo mês de Dezembro, tem "programação reforçada", com um total de 68 sessões de teatro, “o dobro” do que estava inicialmente programado, segundo a organização.

“Na candidatura inicial ao Programa Operacional Alentejo 2020, a organização propôs-se realizar 34 sessões de teatro em cada ano”, lembrou ontem à agência Lusa o director artístico da AJAGATO, Mário Primo.

No primeiro ano do projecto, em 2021, apesar da pandemia de covid-19, “foi possível fazer 44” sessões, estando planeadas, em 2022, “68 sessões de teatro”, adiantou o responsável.

Em termos culturais, este reforço significa “uma tentativa” de “recuperar as dinâmicas do público” de Santo André e “contaminar Santiago do Cacém e Sines com esse interesse” pelo “teatro de arte” e da “narrativa artística”, destacou.

Através do projecto Litoral EmCena, a organização quer apresentar "propostas regulares" de teatro que permitam contribuir "para a atractividade turística" deste território. "Queremos também atrair as atenções mais gerais" para que se olhe para esta região "como um centro de criação, promoção e reflexão do fenómeno teatral", assumiu.

Além das cidades de Vila Nova de Santo André, Santiago do Cacém e Sines, os espectáculos vão chegar às localidades de Cercal do Alentejo, Ermidas-Sado, Alvalade, Sonega, Abela, São Domingos, Roncão, São Francisco da Serra, São Bartolomeu da Serra e Vale de Água (Santiago do Cacém) e Porto Covo (Sines).

De acordo com os promotores, em comunicado, a partir de quarta-feira, o grupo de teatro 'da casa', o GATO SA, vai levar o espectáculo "Malteses" a várias localidades dos dois municípios, num total de 13 sessões "dirigidas para as escolas do 2.º ciclo e para o público em geral".

O espectáculo “O Elogio da Loucura”, da companhia de teatro A Barraca, encenado por Helder Costa e Maria do Céu Guerra, marca o arranque oficial da "programação em sala", de 17 a 19 deste mês, nos palcos principais de Sines, Vila Nova de Santo André e Santiago do Cacém.

Este ano, os promotores endereçaram o convite a três companhias espanholas: PANPÁN, Baldo Ruiz & Paloma Calderon e a Tantonteria Teatro.

A companhia PANPÁN é a primeira a trazer ao Litoral EmCena, entre 07 e 09 de Abril, o espectáculo “El Amo”, uma produção que explora "diferentes linguagens teatrais" e "usa a técnica da máscara", revelou a organização.

O Teatro Animação de Setúbal, a Ajidanha, o Teatro Só, a Companhia da Esquina, Circolando e a ESTE são outros dos colectivos que vão apresentar espectáculos no Litoral EmCena. "É uma programação extensa, intensa e de qualidade que inclui ainda duas exposições de fotografia e uma ‘masterclass’ de longa duração, entre Julho e Dezembro, com Lionel Ménard, e que termina com a apresentação do espectáculo final" do Litoral EmCena, concluiu Mário Primo.

O Litoral EmCena é um projecto intermunicipal promovido pela AJAGATO, em parceria estratégica com as câmaras de Santiago do Cacém e de Sines, com cofinanciamento do programa operacional regional Alentejo 2020.

HYN // Lusa

This article is from: