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Comportamento: Espectro autista

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ESPECTRO AUTISTA

A ESTIMATIVA É QUE EXISTAM 70 MILHÕES DE PESSOAS NO MUNDO COM AUTISMO, SENDO 2 MILHÕES DELAS NO BRASIL.

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O Transtorno do Espectro Autista resulta de uma desordem no desenvolvimento cerebral e engloba o autismo e a Síndrome de Asperger, além de outros transtornos, que acarretam modificações na capacidade de comunicação, na interação social e no comportamento. Em janeiro de 2020, foi sancionada a Lei 13.977, que criou a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea). A norma foi batizada de Lei Romeo Mion, que é filho do apresentador de televisão Marcos Mion e tem transtorno do espectro autista. De acordo com a nova lei, a Ciptea deve assegurar aos portadores atenção integral, pronto atendimento e prioridade no atendimento e no acesso aos serviços públicos e privados, em especial nas áreas de saúde, educação e assistência social.

A última edição do CAMP contou com a participação Davi Diniz Moreno, que tem transtorno do espectro autista. “O Davi apresentou desenvolvimento neurotípico, ou seja, atingiu todos os marcos esperados do desenvolvimento até os 18 meses. A partir daí ele começou a progressivamente parar de falar e perdeu o interesse pelas pessoas que conviviam ao seu redor. Demoramos aproximadamente uns seis meses para procurar atendimento especializado, pois atribuíamos esse retrocesso à chegada do irmão, até entendermos que era algo maior do que isso. Para quem não sabe 30% dos casos são regressivos, daí a grande importância para todos os pais ficarem atentos se seus filhos estão atingindo os marcos esperados do desenvolvimento infantil”, revela a mãe do pequeno, Renata Diniz.

Os pais de Davi achavam que a equipe do clube não estaria capacitada para incluir seu filho nas atividades, por isso eles não participavam do CAMP. “No final do ano passado lembrei do CAMP e levei a proposta para o grupo de terapeutas do Davi. Todos se animaram com a ideia”, relembra Renata.

E para que o Davi pudesse aproveitar ao máximo as atividades, como de fato ocorreu, foi preciso fazer uma preparação. “Entrei em contato com a coordenação de esportes que organiza o CAMP e fui muito bem acolhida pela Débora, que se mostrou muito solícita e me passou todas as informações que a equipe de terapeutas do meu filho haviam solicitados, e se mostrou aberta a fazer adaptações que julgássemos necessárias para a participação efetiva do Davi no grupo”, conta Renata.

O Davi e o seu irmão Pedro, de 4 anos, participaram no grupo de 3-4 anos. O Davi pode participar com sua acompanhante terapêutica (AT), a mesma que fica com ele na escola. “ O que mais gostaria de salientar, e fiz questão de encaminhar e-mail à ouvidoria do clube elogiando o grupo do CAMP, foi o fato de que os professores se esforçaram em incluir o Davi, e com pequenas sugestões de adaptação dada pela AT, tomaram para si a função de integrá-lo. Cada um deles aproveitou a oportunidade para aprender com a AT do meu filho como fomentar a inclusão de verdade. Foi magnífico, ao final de seis

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