1 minute read

Aconteceu: Torneio RP250

Next Article
Serviços

Serviços

dias de evento, muitos professores procuraram a AT para saber como poderiam se capacitar mais para atender e ensinar crianças no espectro e com outras necessidades especiais. E assim o Davi plantou mais algumas sementes”, comemora Renata.

De acordo com a Dra Graccielle Rodrigues da Cunha Asevedo, psiquiatra do Davi, a participação da família do pequeno é fundamental para o resultado satisfatório do tratamento, que vem sendo realizado desde 2016.

Advertisement

“Os pais do Davi são grandes parceiros nessa jornada, estimulando e celebrando novas conquistas. Graças à parceria com a família, a escola e a equipe de terapeutas, o Davi melhorou muitos em vários aspectos, com maior engajamento social e desenvolvimento de habilidades de comunicação.

Cada novo desafio é um estímulo para avançar mais, nunca uma barreira”, comenta.

Segundo a psiquiatra, o tratamento é sempre individualizado e desenvolvido para cada necessidade específica. “As intervenções incluem profissionais de diversas áreas como psicologia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, psicopedagogia, nutrição, além de médicos. Como a comunicação é uma área frequentemente comprometida, o papel da fonoaudiologia é indispensável, especialmente na implementação de formas alternativas de comunicação, com o uso de imagens, um aspecto central para que as crianças consigam estabelecer contato com um mundo que pode ser tão incompreensível”, explica a psiquiatra. Como esclarece a psicóloga do Davi, Alice Tufolo, as pessoas que apresentam esse transtorno possuem interesses restritos, sensibilidade maior ou menor aos estímulos do ambiente, alguns movimentos repetitivos e dificuldade de sair de uma rotina. “Acredito que muitos são os mitos em torno do autismo, e muitos mitos são delicados de serem citados pela divergência de olhar existente em relação ao TEA. Ao meu ver, o mito mais grave é de que eles não sentem “afeto”. Há um déficit importante em relação à socialização e comunicação nos indivíduos dentro do espectro. É natural que muitas vezes um indivíduo com TEA não saiba expressar seus sentimentos ou compreender o que o outro está sentindo do mesmo modo que um indivíduo que não apresente esses déficits. No entanto, isso não quer dizer que eles não são sensíveis, não se importam ou não sentem afeto. Isso apenas quer dizer que eles não compreendem do mesmo modo os códigos sociais e naturalmente não sabem como demonstrar do mesmo modo o que sentem”, conta a psicóloga.

This article is from: