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Centro Médico: A Variante Indiana do Coronavírus
CORONAVÍRUS: A VARIANTE INDIANA
A nova cepa do coronavírus, popularmente conhecida como variante indiana, é apontada como a principal responsável da explosão de casos e óbitos da Covid-19 na Índia. O país registrou, entre abril e maio, seguidos recordes de infecções e mortes pelo coronavírus, chegando a contabilizar mais de 412 mil registros da doença em um dia.
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Nesse contexto preocupante, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a nova cepa do coronavírus como uma “variante de preocupação global”, com indicação de uma “transmissibilidade acentuada”, apontou Maria Van Kerkhove, autoridade técnica da organização.
Segundo a OMS, outros 52 países e territórios já registraram casos da variante indiana, incluindo o Brasil, que teve os primeiros registros da mutação em 19 de março, quando o Maranhão confirmou seis casos da nova cepa em parte da tripulação de um navio ancorado no Estado. Desde então, o Rio de Janeiro também já confirmou diagnóstico da variante indiana em um passageiro vindo de São Paulo, enquanto Estados como Ceará, Pará, Minas Gerais investigam possíveis registros. A nova variante do coronavírus é tão temida pela sua característica de garantir maior transmissibilidade do vírus. Essa mutação permite maior facilidade de replicação e torna o SARS-COV-2 mais virulento. As variantes de relevância clínicas são aquelas que têm alterações no sequenciamento na região de RDB, que é onde há ligação do vírus com a célula.
Quando há mutação nessa região, ocorre de o vírus ficar mais facilmente transmissível, ele consegue aderir às células de mais pessoas e às vezes mais virulento. Isto, é, vai trazer uma doença mais invasiva, mais forte, com sintomas mais fortes.
Diante dessa preocupação, estados e municípios brasileiros começam a anunciar novos protocolos e barreiras sanitárias para mapear possíveis casos da mutação. Na cidade de São Paulo, por exemplo, passageiros vindos do Maranhão passam por triagem médica na rodoviária do Tietê e no Aeroporto de Congonhas, onde há medição de temperatura e testagem de pessoas com sintomas da doença.
Não sabemos como será o comportamento da variante aqui, já que as medidas sanitárias estão sendo mais obedecidas. Essa transmissão do vírus também é dependente do comportamento da população, do clima e do organismo da próxima pessoa. Então, a gente vê agora qual o nível de transmissão no Brasil, tem que isolar a nova cepa para tentar segurar a circulação.
Além de mais transmissível, essa mutação no sequenciamento da região RDB permite que o SARSCOV-2 “burle” com maior facilidade o sistema de defesa do organismo humano, condição chamada de “escape imunológico”, o que significa, em outras palavras, que os gerados de infecções anteriores pelo coronavírus não reconhecem a nova variante.
O surgimento de novas variantes acontece pela maior circulação do vírus, realidade que deve ser controlada com a adoção de políticas públicas sanitárias em conjunto com o avanço da vacinação contra a Covid-19. Ambas medidas são também apontadas como o caminho para evitar uma terceira onda da doença no Brasil.
Lembrem-se de fazer a tua parte, Distanciamento social, uso de máscara e lavagem das mãos. Juntos venceremos mais este desafio!
FONTE: https://agenciabrasil.ebc.com.br/tags/mv-shandong-da-zhi