EDITORIAL _ CONSELHO
Vivemos em um mundo cada vez mais virtual, intensificado pela pandemia e pelas novas tecnologias, cada vez mais rápidas e com poder de alterar a forma como vivemos e nos relacionamos. O home office, antes para poucos, entrou definitivamente na vida das empresas e das pessoas, com reflexos nas famílias, novas necessidades de espaços e, alguns já apontam, distanciamento entre funcionários, que poderá acarretar em falta de simbiose, afetando o processo criativo. O ensino à distância, outra realidade forçosamente adaptativa, também provoca mudanças no dia a dia das famílias, interferindo diretamente no relacionamento entre os jovens. Contudo, nenhuma realidade virtual provoca tantas polêmicas, consequências e necessidade de regulação quanto as redes sociais. O Facebook, o Instagram, o WhatsApp, entre outros, parecem territórios próprios, onde não existem consequências para quem por lá transita.
O que seria um local para encontro entre amigos, debate de ideias e multiplicação de conhecimento, se transformou em um campo de batalhas onde, como bem disse Churchill, “em toda guerra, a primeira vítima é sempre a verdade”. Abordo o tema com muita preocupação, na certeza de que este debate se faz necessário, em especial com o Associado do Clube Paineiras, que dispõe, entre outros, de 2 grupos de Facebook não oficiais, criados com os mesmos princípios de oferecer a Associados um espaço para debate, informações e, livre pensamento. Existe, entretanto, uma linha muito tênue entre a liberdade de expressão e livre pensamento com o exagero, com a falta de comprovação e, por consequência, com a inverdade, muitas vezes caluniadora e/ou difamatória. Precisamos sim enfrentar o assunto, pois tenho lido nesses grupos muitos posicionamentos duros, desprovidos de correção e/ou comprovação. A discordância, a crítica, o pensamento contrário, devem existir, até ser estimulados, como ferramenta de melhoria para a Diretoria Executiva e este Conselho, porém, deve vir acompanhado de conhecimento da situação real, sem insinuações ou meias verdades que ficam marcadas pela dúvida ou, pior, pela certeza.