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Editorial do Conselho
Vivemos em um mundo cada vez mais virtual, intensificado pela pandemia e pelas novas tecnologias, cada vez mais rápidas e com poder de alterar a forma como vivemos e nos relacionamos.
O home office, antes para poucos, entrou definitivamente na vida das empresas e das pessoas, com reflexos nas famílias, novas necessidades de espaços e, alguns já apontam, distanciamento entre funcionários, que poderá acarretar em falta de simbiose, afetando o processo criativo.
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O ensino à distância, outra realidade forçosamente adaptativa, também provoca mudanças no dia a dia das famílias, interferindo diretamente no relacionamento entre os jovens.
Contudo, nenhuma realidade virtual provoca tantas polêmicas, consequências e necessidade de regulação quanto as redes sociais. O Facebook, o Instagram, o WhatsApp, entre outros, parecem territórios próprios, onde não existem consequências para quem por lá transita. O que seria um local para encontro entre amigos, debate de ideias e multiplicação de conhecimento, se transformou em um campo de batalhas onde, como bem disse Churchill, “em toda guerra, a primeira vítima é sempre a verdade”.
Abordo o tema com muita preocupação, na certeza de que este debate se faz necessário, em especial com o Associado do Clube Paineiras, que dispõe, entre outros, de 2 grupos de Facebook não oficiais, criados com os mesmos princípios de oferecer a Associados um espaço para debate, informações e, livre pensamento.
Existe, entretanto, uma linha muito tênue entre a liberdade de expressão e livre pensamento com o exagero, com a falta de comprovação e, por consequência, com a inverdade, muitas vezes caluniadora e/ou difamatória.
Precisamos sim enfrentar o assunto, pois tenho lido nesses grupos muitos posicionamentos duros, desprovidos de correção e/ou comprovação.
A discordância, a crítica, o pensamento contrário, devem existir, até ser estimulados, como ferramenta de melhoria para a Diretoria Executiva e este Conselho, porém, deve vir acompanhado de conhecimento da situação real, sem insinuações ou meias verdades que ficam marcadas pela dúvida ou, pior, pela certeza.
DA ESQUERDA PARA DIREITA – ALESSANDRO MARIA PAGANO, EDOARDO GUGLIELMI E MARCELO DE LIMA DIAS
Enquanto na maior parte das vezes poucos se manifestam, muitos leem em silêncio e, se fiam na informação como expressão da verdade, comprometendo ou manchando o trabalho de Dirigentes construídos durante anos.
Temos que nos impor limites. Saber que o que se escreve em ambientes virtuais tem reflexo direto na vida das pessoas, principalmente nas atividades de alguém dentro do Clube.
O Estatuto Social é bem claro ao ter como obrigação dos Associados tratar com urbanidade e respeito outros Associados, Conselheiros, Diretores ou funcionários, independente do local do fato. Assim, isso se aplica na sede do Paineiras, nas redes virtuais, na chuva, na rua, na fazenda... ou numa casinha de sapê.
Vários casos já se encontram em análise nas Comissões de Disciplina e Julgamento, de contendas originadas pelo Facebook, onde invariavelmente um ou os dois lados “perderam a mão”, talvez certos da impunidade dos ambientes virtuais.
É momento de repensarmos o uso desses ambientes virtuais e, transformá-los na sua real vocação de ser um espaço do bom convívio entre os Associados e Dirigentes, servindo a seu propósito de ser um facilitador, não um prejudicador de relacionamentos.
EDOARDO GUGLIELMI PRESIDENTE DO CONSELHO DELIBERATIVO