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Pé na Estrada

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Muitas pessoas sonham em viver a experiência de uma Copa do Mundo em toda sua riqueza de emoções e detalhes. No Paineiras, há alguns personagens entre os associados que podem muito bem contar como é realizar esse sonho sob um ponto de vista bem particular.

PAINEIRAS NA COPA

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Para quem não sabe, a família Paineiras, em seu corpo associativo, conta com jornalistas de imensa bagagem profissional. Entre os inúmeros trabalhos realizados por eles durante tantos anos de carreira, está cobertura de um megaevento como é a Copa do Mundo. Neste tipo de competição, os olhares sempre ultrapassam os locais dos jogos e as transcendem as quatro linhas.

André Plihal, Maurício Noriega e Rubens Pozzi são alguns desses personagens que trabalharam em coberturas de copas do mundo de diversas maneiras e nessa edição da Revista Paineiras eles compartilham um pouco das experiências e dos momentos inesquecíveis vividos em um dos maiores eventos esportivos do planeta.

SELEÇÃO BRASILEIRA EM FOCO

E quando se fala sobre megaeventos esportivos, Plihal tem muito a dizer. In loco, ele já esteve presente trabalhando em 5 edições de jogos olímpicos e 4 copas do mundo, sem contar as vezes que trabalhou à distância. O jornalista da ESPN, que gosta de jogar tênis nas quadras paineirenses, já viajou para diversos cantos do planeta e guarda lembranças únicas na memória.

Plihal trabalhou presencialmente nas copas de 2002, 2006, 2010 e 2014. Em todas, ele tinha uma das missões mais importantes de um jornalista para o país: ele era o repórter responsável pela cobertura “full-time” da rotina da seleção brasileira.

“Eu ficava ali, praticamente concentrado com os jogadores do Brasil, acompanhando todas as atividades do grupo, os treinamentos e pegando todas as informações. Naqueles aproximadamente 30 dias, parece que nada é mais importante que a seleção. Tudo acaba ganhando um peso muito grande e vira notícia. E tinha que pensar na matéria que ia fazer, nas entradas ao vivo, tudo dedicado à cobertura do time brasileiro na competição”, detalha Plihal.

Naqueles aproximadamente 30 dias, parece que nada é mais importante que a seleção. Tudo acaba ganhando um peso muito grande e vira notícia.

AVENTURAS NO PENTA

E na última vez que o Brasil levantou a taça da Copa do Mundo, Plihal esteve lá. A copa de 2002, disputada na Coreia do Sul e no Japão, foi a primeira em que o jornalista trabalho “in loco” e ele conta que a seleção fez 7 jogos em 7 cidades diferentes. “Passei a copa viajando. A cada 3 ou 4 dias, eu me deslocava com a seleção. A primeira fase foi toda na Coreia do Sul e a segunda fase, até a final, foi no Japão, conta.

Na copa realizada na Ásia, Plihal relata que encontrou muitas dificuldades e desafios para trabalhar. A emissora em que o paineirense trabalha até hoje não possuía os direitos de transmissão do evento, o que exigiu dele e do cinegrafista que o acompanhava muita criatividade na cobertura da competição.

“Estávamos sem intérprete, o que tornava muito complicado produzir matérias de ambiente, já que não conseguíamos entrevistar as pessoas. Mas gosto de dizer que contei com 3 grandes sortes. A primeira foi que o Brasil ganhou os 7 jogos e, quando se ganha, tudo fica mais fácil e as portas se abrem. A segunda, é que os hotéis eram todos abertos, então o acesso aos jogadores do Brasil era muito mais fácil. E a terceira e, para mim, maior sorte, foi que o Felipão e o

PAINEIRAS NA COPA

Rodrigo Paiva, diretor de comunicação da CBF naquela época, me permitiram praticamente todos os dias, realizar uma entrevista exclusiva com as estrelas da seleção”, relembra Plihal.

O jornalista da ESPN poderia ficar horas falando sobre suas experiências em copas do mundo, pois além da copa da Coreia e do Japão, esteve na Alemanha em 2006, na África do Sul em 2010 e trabalhou na copa do Brasil em 2014. Na emissora, Plihal conta com um colega que também é associado e carrega fatos marcantes relacionados a coberturas de copas do mundo. O nome dele é Rubens Pozzi.

TESTEMUNHA DO TETRA

Pozzi se lembra muito bem das três vezes em que pôde estar presente e trabalhar uma copa do mundo in loco. No início da carreira, o jornalista da ESPN teve a oportunidade de cobrir a copa de 1994, sediada pelos Estados Unidos, onde o Brasil venceu, pela quarta vez, a maior competição de futebol do planeta. Experiência inesquecível para alguém que dava seus primeiros passos no jornalismo esportivo.

“Trabalhar em uma copa é completamente diferente do que no cotidiano do futebol. O comportamento das torcidas é diferente e o clima é muito mais amistoso, mais festivo. Todo mundo está ali para fazer festa, você não vê briga, não vê confusão. Para quem gosta de futebol e está em uma copa do mundo trabalhando, não há palavras para explicar ou traduzir o sentimento. É um mês que passa rápido”, revela Pozzi.

Claro que toda copa do mundo é especial para o jornalista que trabalha nela. Mas algumas marcam mais que outras. No caso de Pozzi, a experiência vivida na África do Sul, na copa de 2010, é algo que sempre estará muito vivo em sua memória. No primeiro país do continente africano a sediar o evento, o jornalista trabalhou muito e conheceu lugares que jamais imaginaria que fosse conhecer um dia.

Foi muito legal ver que as pessoas estavam muito abertas e receptivas, querendo mostrar a África para o mundo.

DESVENDANDO A ÁFRICA DO SUL

“Como repórter, trabalhei na cobertura de 19 jogos em 27 dias, um volume de trabalho grande. Tudo isso me possibilitou conhecer a África do Sul praticamente toda, indo para todos os cantos de carro e de avião. Além dos lugares, foi muito legal ver que as pessoas estavam muito abertas e receptivas, querendo mostrar a África para o mundo, mudando aquele resquício de imagem relacionada ao Apartheid. Havia muita boa vontade em todas as partes”, relata o jornalista.

Na viagem, muitos fatos curiosos e inusitados aconteceram com Pozzi e a equipe que o acompanhava. A cultura e todas as particularidades do país africano proporcionaram momentos inesquecíveis e de surpresa ao jornalista. “Nos deslocávamos muito de carro pela África do Sul e em uma viagem de Joanesburgo para Bloemfontein, o motorista freou o carro de maneira brusca e eu até acordei. Era uma girafa atravessando a pista. Lá, isso é uma coisa normal, os animais ficam soltos e, muitas vezes, próximos à população”, recorda. Rubens Pozzi também celebra o fato de ter trabalho na copa de 2014, no Brasil. “Em casa”, ele teve uma experiência diferente: realizou a cobertura do evento para a ESPN dos Estados Unidos. “Foi muito legal, pois eles queriam contar com um jornalista local, que tivesse uma visão mais próxima à do brasileiro. Me chamaram para fazer esse papel na Copa das Confederações de 2013 e deu muito certo, assim como no ano seguinte, na Copa do Mundo. Para mim, foi espetacular, pois fazia a cobertura ao lado de caras como Ruud van Nistelrooy, Michael Ballack, Santiago Solari, entre outros grandes nomes do futebol”, detalha.

A PREPARAÇÃO DOS OLHOS DE LINCE

Além de Pozzi e Plihal, quem também poderia facilmente escrever um livro apenas com memórias relacionadas ao universo das copas é Maurício Noriega. O associado, entre coberturas in loco e à distância, trabalhou em todas as últimas copas do mundo desde a de 1990, disputada na Itália. Para o comentarista do Sportv, a experiência de viver um megaevento como esse é única.

“É muito legal. Uma experiência marcante, principalmente para quem gosta de esporte e de jornalismo, pois é a oportunidade de ver a história acontecendo, acompanhando jogos especiais e atletas icônicos. E é completamente diferente do trabalho realizado no dia a dia, especialmente quando se trata da preparação de quem vai comentar o evento”, explica Noriega.

Segundo o paineirense, há uma série de fatores que precisam ser levantados em relação a esse evento tão relevante que acontece de 4 em 4 anos. São informações e dados históricos, fatos sobre o país-sede, curiosidades, além da pronúncia correta dos nomes de jogadores e treinadores. E assim como Pozzi, o comentarista com olhos de lince, apelido dado pelo narrador e colega de trabalho Milton Leite, tem a copa de 2014 como a mais legal e enriquecedora.

“Lembro que fizemos um curso para entender melhor a cultura africana e as particularidades do país. Foi bem interessante. Curiosamente, não trabalhei em nenhum jogo da seleção brasileira, mas tive a oportunidade de comentar a abertura e a final da competição, o que não é muito usual, já que, normalmente, quem é escalado para um acaba ficando de fora do outro. Foi um ciclo completo de jogos maravilhosos”, ressalta o jornalista do Sportv.

A DISNEY DO FUTEBOL

Para Noriega, trabalhar na cobertura de uma copa do mundo ou de uma olimpíada, outro sonho realizado pelo comentarista, é um dos auges da carreira de um jornalista. Ele compara a ida a uma copa do mundo, para quem gosta de futebol, como uma visita à Disneylândia. Segundo ele, eventos como estes te proporcionam viver momentos inesperados e inesquecíveis.

“Tenho muitas histórias legais sobre conversas com grandes jogadores ou personagens do esporte que encontrei em elevadores, hotéis, aviões e outras áreas comuns. Sempre posto uma foto de um dia muito especial, quando encontrei Kevin Keegan, um ex-jogador de futebol da Inglaterra, que eu gostava muito quando era criança. Terminamos a noite em uma mesa, tomando cerveja e batendo um papo”, conta o associado.

Além do contato com grandes estrelas e a oportunidade de presenciar momentos históricos, cobrir uma copa in loco possibilita ao jornalista conhecer o país sede mais profundamente. Noriega é um profissional que aproveita essa oportunidade como ninguém. “Nas transmissões, sempre procuro trazer algo sobre a história e a cultura do país, por isso procuro conhecer as cidades e visitar museus e igrejas. Não dá para fazer turismo, mas dá para aproveitar as brechas de horário e as datas sem escala. Acordo cedo e vou andar”, explica.

O curioso é que Noriega tem o sonho de acompanhar uma copa in loco como torcedor, sem as responsabilidades que acompanham a função de um jornalista em um evento de tamanha magnitude. A copa, segundo ele, é um evento que dita as tendências que o futebol seguirá nos próximos 4 anos. Então, para não perder nada sobre essas novas tendências, é bom ficar de olho no trabalho dos nossos jornalistas que trarão tudo sobre a copa do Catar que começa no próximo dia 20 de novembro.

PAINEIRAS NA COPA

Uma experiência marcante, principalmente para quem gosta de esporte e de jornalismo, pois é a oportunidade de ver a história acontecendo.

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