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CARTA DA EDITORA

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CARREIRAS

CARREIRAS

PRESIDENTE

Marco Antonio Zago

VICE-PRESIDENTE Ronaldo Aloise Pilli

CONSELHO SUPERIOR

Carmino Antonio de Souza, Helena Bonciani Nader, Ignácio Maria Poveda Velasco, João Fernando Gomes de Oliveira, Liedi Legi Bariani Bernucci, Mayana Zatz, Mozart Neves Ramos, Pedro Luiz Barreiros Passos, Pedro Wongtschowski, Vanderlan da Silva Bolzani

CONSELHO TÉCNICO-ADMINISTRATIVO

DIRETOR-PRESIDENTE Carlos Américo Pacheco

DIRETOR CIENTÍFICO

Luiz Eugênio Mello

DIRETOR ADMINISTRATIVO

Fernando Menezes de Almeida

ISSN 1519-8774

COMITÊ CIENTÍFICO

Luiz Henrique Lopes dos Santos (Presidente), Américo Martins Craveiro, Anamaria Aranha Camargo, Ana Maria Fonseca Almeida, Carlos Américo Pacheco, Catarina Segreti Porto, Claudia Lúcia Mendes de Oliveira, Deisy das Graças de Souza, Douglas Eduardo Zampieri, Eduardo de Senzi Zancul, Euclides de Mesquita Neto, Fabio Kon, Francisco Rafael Martins Laurindo, João Luiz Filgueiras de Azevedo, José Roberto de França Arruda, José Roberto Postali Parra, Leticia Veras Costa Lotufo, Lucio Angnes, Luciana Harumi Hashiba Maestrelli Horta, Mariana Cabral de Oliveira, Marco Antonio Zago, Marie-Anne Van Sluys, Maria Julia Manso Alves, Marta Teresa da Silva Arretche, Paula Montero, Richard Charles Garratt, Roberto Marcondes Cesar Júnior, Rui Monteiro de Barros Maciel, Sérgio Robles Reis Queiroz, Wagner Caradori do Amaral e Walter Colli

COORDENADOR CIENTÍFICO

Luiz Henrique Lopes dos Santos

DIRETORA DE REDAÇÃO

Alexandra Ozorio de Almeida

EDITOR-CHEFE Neldson Marcolin

EDITORES Fabrício Marques (Política C&T), Glenda Mezarobba (Humanidades), Marcos Pivetta (Ciência), Yuri Vasconcelos (Tecnologia), Carlos Fioravanti e Ricardo Zorzetto (Editores especiais), Maria Guimarães (Site)

REPÓRTERES Christina Queiroz, Rodrigo de Oliveira Andrade

REDATORES Jayne Oliveira (Site) e Renata Oliveira do Prado (Mídias Sociais)

ARTE Claudia Warrak (Editora), Júlia Cherem Rodrigues e Maria Cecilia Felli (Designers), Alexandre Affonso (Editor de infografia), Felipe Braz (Designer digital)

FOTÓGRAFO Léo Ramos Chaves

BANCO DE IMAGENS Valter Rodrigues

RÁDIO Sarah Caravieri (Produção do programa Pesquisa Brasil)

REVISÃO Alexandre Oliveira e Margô Negro

COLABORADORES Ana Paula Orlandi, Bárbara Quintino, Bruno de Pierro, Domingos Zaparolli, Eduardo Geraque, Fabio Colombini, Felipe Amorim, Frances Jones, Helô Sanvoy, Luana Vitra, Paulo Chavonga, Sérgio Amadeu da Silveira, Sinésio Pires Ferreira, Sidnei Santos de Oliveira, Tiago Jokura

REVISÃO TÉCNICA Adriana Valio, Américo Craveiro, Celio Haddad, Douglas Zampiere, Gabriela Celani, José Roberto Arruda, Lilian Amorin, Maria Beatriz Florenzano, Nathan Berkovits, Paulo Artaxo, Ricardo Hirata, Walter Colli

MARKETING E PUBLICIDADE Paula Iliadis CIRCULAÇÃO Clair Marchetti (Gerente), Aparecida Fernandes e Greice Foiani (Atendentes de assinaturas) OPERAÇÕES Andressa Matias SECRETÁRIA DA REDAÇÃO Ingrid Teodoro

É PROIBIDA A REPRODUÇÃO TOTAL OU PARCIAL

DE TEXTOS, FOTOS, ILUSTRAÇÕES E INFOGRÁFICOS SEM PRÉVIA AUTORIZAÇÃO

TIRAGEM 30.150 exemplares IMPRESSÃO Plural Indústria Gráfica DISTRIBUIÇÃO RAC Mídia Editora

GESTÃO ADMINISTRATIVA FUSP – FUNDAÇÃO DE APOIO À UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO PESQUISA FAPESP Rua Joaquim Antunes, no 727, 10o andar, CEP 05415-012, Pinheiros, São Paulo-SP FAPESP Rua Pio XI, no 1.500, CEP 05468-901, Alto da Lapa, São Paulo-SP

SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

Diversidades

Alexandra Ozorio de Almeida | DIRETORA DE REDAÇÃO

Aproposição de adotar outros critérios além de desempenho na seleção de ingressantes no ensino superior pode parecer incompatível com a atividade científica. Conceitualmente, a ciência não tem cor, gênero, idade ou qualquer outro recorte, mas ela é uma atividade social, e a sociedade em que vivemos é desigual. Pensar em formas de assegurar o acesso aos mesmos direitos é uma das funções que a sociedade deve exercer para corrigir suas falhas e ser menos injusta.

Procurando enfrentar essa questão, um dos caminhos que o Brasil começou a percorrer há quase 20 anos é o de adotar políticas afirmativas para alunos provenientes de escolas públicas, pessoas pretas, pardas e indígenas no ensino superior público. Trazendo à tona tensões e desencadeando discussões, a política ganhou espaço, firmou-se e hoje é uma realidade. O retrato é muito mais diverso do que há 20 anos, e essa diversidade se reflete também nos temas que são objeto de investigação científica.

Reportagem de capa desta edição procura fazer um balanço da questão e apresenta como a discussão mudou (página 32). Estudos revelaram que o argumento de que há diferença de desempenho acadêmico entre cotistas e os demais alunos mostrou-se equivocado. Por outro lado, a diversidade nas salas de aula dos mais disputados cursos de ensino superior ainda não trouxe a esperada correspondência no mercado de trabalho.

Conhecer, mapear e analisar a diversidade na natureza em São Paulo, seja fauna, flora ou microrganismo, é o objetivo do programa Biota, da FAPESP, que recentemente completou 20 anos. Um de seus articuladores e peça central desse esforço acadêmico contínuo, que teve impacto nas políticas ambientais do estado e formou centenas de pesquisadores, o botânico Carlos Alfredo Joly não é otimista. Em entrevista à página 26, destaca que o programa teve impacto – “hoje sabemos onde está e o que temos de biodiversidade, mas o principal avanço no conhecimento foi sobre o funcionamento dos ecossistemas” – e avalia que a situação seria pior sem o Biota, mas preocupa-se com a falta de percepção de que o desafio de enfrentar as mudanças climáticas está intrinsecamente associado ao de preservação dessa biodiversidade.

Os mecanismos por trás das mudanças climáticas são de uma complexidade enorme, e as partes do quebra-cabeça nem sempre parecem se encaixar. Uma peça contraintuitiva surgiu na forma dos aerossóis – pequenas partículas suspensas, em grande parte decorrentes de atividades humanas, que resultam em poluição atmosférica, por sua vez associada a uma série de doenças. Surpreendentemente, essas partículas também reduziram o aquecimento do planeta provocado por gases de efeito estufa, de acordo com o mais recente relatório do IPCC, objeto de reportagem de capa da edição anterior e desdobrada em reportagem à página 54.

A pandemia da Covid-19 arrefeceu no Brasil, mas o país se aproxima do marco de 600 mil mortos. É alentador que estejamos chegando a 70% da população vacinada com ao menos uma dose. Com a perspectiva de aplicações de reforço e de imunizar adolescentes e crianças, a novidade da primeira vacina de DNA contra o novo coronavírus, desenvolvida na Índia, deve contribuir para a diversidade de opções disponíveis para o controle efetivo da doença no mundo (página 18).

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